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Gestão: InformeInforme Abril 2008 Garra Metalúrgica, Pra Seguir na Luta! A ALUMAR QUE VOCÊ NÃO
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InformeInforme
Abril 2008
Garra Metalúrgica,
Pra Seguir na Luta!
A ALUMAR QUE VOCÊ NÃO VÊ NA TV

Há 19 anos, 95 trabalhadores à época funcionários da ALUMAR, lutam na Justiça para assegurar seus direitos trabalhistas. A ação, em trâmite desde 1989, foi motivada pelo não-pagamento do adicional de periculosidade aos empregados da empresa. Juridicamente, esse adicional constitui um direito dos trabalhadores, uma vez que as atividades ali desempenhadas envolviam serviços de manutenção corretiva/preventiva do sistema elétrico da empresa, manuseando equipamentos e instalações cujo risco elétrico é maior que o da CEMAR e ELETRONORTE. Logo no início do processo (1989), foi feita uma perícia que constatou presença de risco elétrico nas atividades de todos os funcionários substituídos, tendo sido determinado o pagamento do adicional. Esta determinação foi garantida tanto na sentença de primeiro grau (1ª Vara) como na de 2ª grau (TRT). A Alumar, no entanto, na tentativa de ludibriar os trabalhadores e anular a ação, recorreu da decisão, alegando divergência jurisprudencial. Em seguida passou a pressionar os eletricistas a desistirem do processo sob pena de perderem o seu emprego. Muitos eletricistas aceitaram o “acordo”, mas mesmo assim seus empregos não foram garantidos. Quanto aos que resistiram, foram todos demitidos! Em 1995, quando o processo já estava aguardando julgamento no Tribunal Superior do Trabalho, a Alumar, numa manobra processual, conseguiu trazê-lo de volta para a 1ª

Vara de São Luís (onde ficou entre 1996 e 1999). Durante esse período, a empresa aproveitou para seduzir alguns reclamantes, premiando-os com R$ 5.000,00 a quem desistisse da ação, de modo que hoje restam menos de 40 dos 95 de início. Essa situação se estendeu até outubro de 1998 quando, após ser denunciada no programa eleitoral do PSTU, resolveram enviar o processo (em 1999) de volta a Brasília. De 1995 para cá, conduziram o processo pelo menos quatro ministros, não havendo, no entanto, qualquer alteração. Para as contínuas substituições, foram alegados vários motivos:

aposentadoria, transferência, promoção no cargo, etc. Para dificultar a resolução do processo, decidiram por fazer uma nova perícia. Nomearam o Perito José do Rosário Costa Frazão. O seu relatório pericial foi uma cópia do apresentado pela Alumar. Contestamos a tal perícia, e provamos que o perito não tinha conhecimento suficiente para responder sobre o que escrevera, ficando claro, que ele havia se vendido para a Alumar. Achávamos que após a desmoralização do perito (ano 2006) o processo finalmente teria um fim. Para nossa surpresa, a Juíza substituta tomou uma decisão inesperada: determinou a realização de uma terceira perícia. Recorremos dessa decisão junto ao TRT e até o momento abril de 2008, o processo ainda se encontra sem uma decisão. Enquanto isso, o TST já decidiu que vigia de

subestação tem direito a adicional por risco elétrico

mas aqui no Maranhão há dúvidas

se os eletricistas que faziam manutenção corretiva e preventiva do maior sistema elétrico do norte-nordeste estariam expostos a risco elétrico! Pelos motivos expostos, nós, agora ex-funcionários da Alumar (Eletricistas) vimos requerer à Justiça do Trabalho um posicionamento definitivo e exigir que os direitos dos trabalhadores sejam

garantidos. Afinal, 19 anos para solucionar um processo não é morosidade, é um atestado de injustiça contra os eletricistas reclamantes.

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