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SALMOS

RESPONSORIAIS

SALMOS RESPONSORIAIS

E

ACLAMAÇÕES DO EVANGELHO

Música de Padre Manuel Luís

Colaboração de Padre António Cartageno

3ª edição

Fátima 2008

NADA OBSTA

Lisboa, 19 de Março de 1997 Solenidade de São José

Cón. José Ferreira

PODE IMPRIMIR-SE

A. Rodrigues, b.º aux. de Lx.ª e vig. geral

© Associação Monsenhor Pereira dos Reis Seminário Maior de Cristo Rei Rua do Seminário 1885-076 MOSCAVIDE

Distribuição:

Secretariado Nacional de Liturgia Santuário de Fátima – Apartado 31 2496-908 FÁTIMA

Execução Gráca:

GC — Grá ca de Coimbra, Lda.

Depósito Legal nº 113391/97 ISBN: 978-972-8286-96-5

APRESENtAÇãO

Esgotadas, desde há muito, as diversas tiragens dos fascículos dos Salmos Responsoriais que o P. Manuel Luís, desde 1976, nos deixou para os Anos A, B e C, tornou-se necessário fazer nova edição. É a que neste volume agora se apresenta, actualizada e aumentada. Aconteceu entretanto ter sido publicada nova edição do Leccionário, em que todos os textos das leituras e dos salmos responsoriais foram revis- tos e receberam nova tradução um tanto diferente da anterior. Foi, por isso, necessário fazer o devido reajustamento no que se refere aos salmos respon- soriais; aproveitou-se, ao mesmo tempo, a ocasião para aumentar o número dos mesmos, quer por exigência do próprio Leccionário quer para introduzir outros salmos de celebrações que ocasionalmente venham a sobrepôr-se à Missa do Domingo, quer ainda para salvar muitos outros que não constavam dos fascículos anteriores, mas que convinha não ficarem perdidos.

I - O Próprio do tempo

1. Os salmos responsoriais dos três Anos A, B e C, até agora distribuídos por três fascículos, vêm agora todos num só volume, embora cada um dos anos na sua secção. Isto tem a vantagem de evitar repetições desnecessárias e de se terem sempre à mão todos os salmos, que poderão vir a ser utilizados em muitas ocasiões para além dos dias para os quais foram primariamente compostos. 2. Procurou-se evitar as repetições desnecessárias. Sempre que um salmo com o seu refrão se usa mais de uma vez, ele só aparece no lugar em que é usado pela primeira vez; nas outras vezes, que não são raras, remete-se para a página em que ele já tenha aparecido anteriormente. Este princípio tem especial aplicação em certos tempos e dias litúrgicos, como sejam o Tempo do Natal, a Quarta-feira de Cinzas, o Do- mingo de Ramos, a Missa Crismal, o Tríduo Pascal, as Solenidades da Ascensão e do Pentecostes, que são iguais em todos os anos; por isso, os salmos e os respectivos refrães destes dias aparecem só no Ano A; nos Anos B e C faz-se a remissão para o Ano A.

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SALMOS RESPONSORIAIS

3. Acontece, por vezes, que, no Leccionário, o mesmo salmo vem com dois refrães, que, em geral, são apenas duas versões do mesmo texto. No caso de ambos os refrães estarem musicados, apresentam-se os dois, seguidos do salmo com a respectiva melodia. Se por acaso a melodia desse salmo não é a mesma depois de cada um dos refrães, apresenta-se então, depois de cada um desses refrães, todo o texto do salmo, com a melodia que lhe é própria, para facilidade do salmista. 4. Quanto às melodias, mantêm-se as mesmas da edição anterior, tanto no salmo como no refrão:

a) no salmo, bastou aplicar agora o novo texto à melodia anterior;

b) no refrão, manteve-se o que já existia, tanto na música como na letra,

mesmo quando o texto do Leccionário apresenta diferenças ou mesmo subs- tituições em relação ao texto anterior. Isto não deve causar dificuldade nem escrúpulos a ninguém, porque:

1) o elemento fundamental do salmo responsorial é o próprio salmo e não

o refrão, embora este tenha grande importância, pois que, ao lado do modo

responsorial de cantar o salmo, isto é, com o refrão, pode usar-se também o modo directo, em que o salmo é cantado sem refrão e escutado pela assem- bleia (Preliminares do Leccionário, nº 20); 2) o texto do refrão até aqui em uso é, quase sempre, uma outra tradução do mesmo texto latino que lhe está subjacente, como aliás acontece em muitas antífonas da Liturgia das Horas; 3) o próprio Leccionário prevê a possibilidade de se utilizar, em vez do salmo responsorial ou simplesmente do refrão previsto para cada dia, outro salmo ou somente outro refrão, presentes também no Leccionário sob o nome de Cânticos Comuns, “para que o povo possa dizer mais facilmente a resposta salmódica” (Cf. ib., nº 89 e Instrução Geral do Missal Romano, nº 36, texto transcrito em cada volume do Leccionário no princípio dos Textos Comuns, e mais adiante neste volume, página 337); 4) o que nunca deve ser feito é aplicar a nova tradução dos refrães do Leccionário às melodias já existentes.

II - Cânticos Comuns

Depois do Próprio do Tempo (página 15 a 335), vêm os chamados Cânticos Comuns, um esforço bem eloquente do Leccionário para facilitar

a todas as assembleias, mesmo às mais pobres de recursos musicais, a parti-

cipação do povo no canto do salmo responsorial, como claramente explica o

texto a que acaba de se fazer referência.

SALMOS RESPONSORIAIS

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A maior parte dos salmos, presentes nesta secção dos Cânticos Comuns, já apareceu anteriormente nos dias em que eles são próprios, e por isso aqui apenas são indicados com o número do salmo e o início do refrão. Quando algum deles ainda não apareceu em dias anteriores, apresenta-se então por extenso nesta secção.

III - Aclamações antes do Evangelho

Fora do Tempo da Quaresma, a Aclamação antes do Evangelho é Aleluia com o respectivo versículo, para a qual se apresentam quatro melo- dias. A letra do versículo, próprio para cada dia, vem, sem música, depois do salmo responsorial, geralmente ao fundo da página. Excepcionalmente, apresenta-se um versículo ornado para o Aleluia do Dia de Natal. O autor não o tinha publicado, mas deixou-o composto. Para os dias da Quaresma, apresentam-se três aclamações e a melodia para o respectivo versículo.

IV - Solenidades e Festas do Senhor

As Solenidades e as Festas do Senhor inscritas no Calendário Geral, quando ocorrem num Domingo do Tempo Comum, serão celebradas em vez da Missa prevista, em princípio, para esse Domingo. Os salmos para estes dias não estavam presentes nos fascículos do P. Manuel Luís, embora vários deles tenham sido já compostos por ele, mas não publicados. Publicam-se agora, em razão sobretudo da utilidade pasto- ral para as nossas assembleias. Mas faltavam alguns. Para que a lista não ficasse incompleta e assim o povo de Deus não fosse impedido de os ter à mão nesses dias, pediu-se ao P. A. Cartageno, que já havia colaborado de perto com o autor dos restantes salmos, que completasse essa lista, o que ele generosamente se dispôs a fazer e pelo que lhe deixamos aqui os nossos melhores agradecimentos.

V - Outros Salmos

Por fim, apresentam-se, sob esta designação de Outros Salmos, salmos diversos para algumas outras celebrações, que poderão ser particularmente oportunos em determinadas Igrejas locais, e ainda outros que foi possível encontrar no espólio musical do P. Manuel Luís, para que não se perdessem

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SALMOS RESPONSORIAIS

e porque são muito úteis para circunstâncias várias ao longo do ano. Os

índices dos salmos e dos refrães podem facilitar encontrá-los quando forem procurados.

Aliás, muitos dos refrães distribuídos em todo o conjunto desta colectânea poderão vir a ser utilizados com salmos para os quais não se

disponha de refrão próprio, desde que condizentes com o sentido do salmo e

o tempo e o dia em que se utilizam.

VI - Apresentação gráfica desta edição

No texto bíblico, os salmos apresentam-se em versículos, cada um deles dividido normalmente em dois meios versículos ou hemistíquios. Nos livros litúrgicos, como na Liturgia das Horas, os hemistíquios vêm separados por um asterisco (*). O versículo pode ainda ter, por vezes, três membros. Os salmos responsoriais apresentam-se em estrofes, geralmente de quatro membros formando uma quadra resultante da junção de dois versículos, cada um com dois hemistíquios. Aparecem também, raras vezes, estrofes de três e ainda de seis membros. Em princípio, a melodia do salmo prevê cada um destes casos. Se não previu, o salmista terá o cuidado ou de juntar dois membros num só ou, mais raramente, de dividir um membro em dois, tendo em conta o sentido do texto que daí resulta. A melodia do versículo tem, por vezes, no início, algumas notas a servir de entoação, depois uma corda de recitação, raras vezes mais do que uma, e no fim de cada membro uma cadência: mediante, a terminar a pri- meira parte do versículo; final, no fim de todo o versículo. A cadência está em relação com o último acento tónico da última palavra. Esta sílaba tónica é frequentemente precedida de algumas sílabas de preparação. Na presente edição adoptou-se o seguinte critério já conhe- cido das edições latinas: a sílaba tónica da cadência vem sempre em negro

e as sílabas de preparação em itálico. As cadências são normalmente de um só acento, raras vezes de dois acentos. Este caso não aparece nestes salmos responsoriais.

Comissão de Liturgia e Música Sacra de Lisboa Páscoa de 1997

SALMOS RESPONSORIAIS

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ALGuMAS NOtAS PAStORAIS

Resumo do que o P. Manuel Luís deixou escrito à maneira de Prefácio nos fascículos dos Salmos Responsoriais

1. A Igreja é uma comunidade que reza e por isso canta

O canto na Liturgia é a expressão comunitária da oração de Cristo

e da Igreja, assumida pelos crentes reunidos em assembleia. Quando cantam

em assembleia litúrgica, as pessoas sentem-se unidas e solidárias nos seus problemas humanos e também na fé e na esperança, no amor a Deus e aos outros, e na certeza de que Cristo está presente ali como Salvador. Por isso o canto faz parte integrante da celebração e está-lhe subordinado. Não se canta por cantar nem tão pouco porque as pessoas simplesmente se reuni-

ram, nem se canta qualquer coisa; é que a comunidade foi convocada pela Palavra de Deus, através daqueles que têm missão para o fazer, com uma finalidade bem definida: celebrar o Mistério Pascal de Cristo. Canta-se para dar maior consciência de unidade na fé aos cristãos reunidos, para os levar

a

entrar em comunhão com Deus, suscitando nos seus corações sentimentos

e

afectos generosos de louvor, de súplica, de acção de graças, de reparação,

de alegria e também de arrependimento. O canto, dando maior capacidade de penetração espiritual ao texto, alimenta a fé da comunidade, fomenta a caridade para com Deus e para com os irmãos, permite saborear melhor o sentido espiritual da Palavra. É a salvação de Deus acontecendo ali, porque Jesus está presente, que o canto proclama e celebra; o homem com os seus problemas, a vida de cada um com suas alegrias e desilusões, o mundo em que vivem os membros da comunidade, recebem a luz da Palavra e a graça redentora de Cristo, e são o campo onde se exerce a salvação. O homem encontra-se ali dependente de Deus, acolhendo-O e celebrando-O. A mensa- gem da Palavra de Deus é que dá sentido às interrogações do homem. Por isso o canto está ao serviço da celebração como a Igreja a entende. Diz a Constituição sobre a Sagrada Liturgia: «O canto sagrado intimamente unido ao texto constitui parte necessária e integrante da Liturgia», e: «A música sacra será por isso tanto mais santa quanto mais intimamente unida estiver à

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SALMOS RESPONSORIAIS

acção litúrgica, quer como expressão delicada de oração, quer como factor de comunhão, quer como elemento de maior solenidade nas funções sagradas» 1 . É afinal o crente dinamisado pela força da esperança e unido à Igreja peregrina que grita: «Vem, Senhor Jesus»! «O Apóstolo exorta os fiéis a que se reúnam, à espera da vinda do Senhor, a que unam as suas vozes para

cantar salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Col. 3, 15). Dizia muito bem Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama” 2 ; e vem já de tempos antigos o provérbio: “Quem bem canta duas vezes reza”. Por isso, deve ter-se em grande apreço o canto nas celebrações, de acordo com a índole dos

povos e as possibilidades de cada assembleia

Cantar é rezar em uníssono como assembleia orante, é celebrar a salvação, é esperar a vinda do Senhor

» 3 .

2. A Igreja reza e canta os Salmos

O Saltério é um livro poético de orações; reside aqui a sua origina- lidade em relação aos outros livros da Bíblia. Oração de uma comunidade humana, apresenta-nos os homens tais quais são na vida de todos os dias, com suas esperanças, sua adoração e sua súplica, sua acção de graças e seu louvor, sempre frente a Deus. «Os salmos não são apenas maravilhosos poemas, obras primas da po- esia universal, enquanto exprimem os mais elevados sentimentos do coração do homem para com Deus; são também a revelação do coração de Deus ao homem, tal como se mostra na aliança (que quer dizer: união de amor) que

o Senhor oferece aos homens. A Bíblia é a história desta Promessa, desta

“Palavra dada” que a infidelidade de Israel não conseguiu quebrar, mas que,

para permanecer fiel a si mesma, se tornou Misericórdia e

Os sal-

mos são como que a caixa de ressonância dos compromissos mútuos de Yahvé

e do seu Povo. A um tempo históricos, sapienciais e proféticos, eles são

como que o coração da Bíblia onde pulsam o coração de Deus e o coração do homem. Aí Deus fala-nos e nós falamos a Deus com uma profundidade que não conheceríamos, se os salmos não a exprimissem. Rezando-os estamos seguros de dizer exactamente o que convém, porque, como toda a Escritura, os salmos são inspirados pelo Espírito Santo, e por isso são bem a oração

1 Conc. Vat. II, Constituição sobre a sagrada Liturgia, nº 112.

2 Sermo 336, 1: PL 38, 1472.

3 Instrução Geral do Missal Romano, nº 19.

SALMOS RESPONSORIAIS

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“segundo as vistas e o desejo de Deus”, sem os quais “não saberíamos rezar como é preciso” (Rom. 8, 26-27). Mas os salmos aparecem-nos revestidos de uma plenitude incompa- rável pelo facto de terem sido a oração de Cristo. N’Ele, Verbo, Palavra de

Deus encarnada, o Pai disse-nos tudo (João 15, 15). Ele conduz-nos a escutar esta Palavra viva; e é o próprio Jesus quem nos diz que nós O encontramos

« nos salmos» (Lc. 24, 44-45). Mais: Jesus citou os salmos para justificar

a sua missão (por ex. o salmo 109 em Mc. 12, 35-37). Mais ainda: tendo

vindo assumir o destino de todos os homens e reconduzi-los ao Pai, Cristo tomou os salmos como a oração que melhor exprime o mistério do pecado

e da salvação dos homens pela sua própria Paixão e Ressurreição (por ex.

Salmos 21 e 30 em Mt. 27, 46 e Lc. 23, 46). A oração dos salmos tornou-se portanto bem a oração de Cristo; e como a oração cristã passa por Ele, passa também pelos salmos. Foi assim que a Igreja deu um lugar principal aos salmos na sua oração e na sua liturgia para melhor se unir àquela intenção que Jesus tinha ao recitá-los, quando ainda Se encontrava neste mundo. No centro da sua oração e meditação a Igreja reúne todos os crentes, visto a oração dos salmos ser o laço comum da Antiga e da Nova Aliança, dos Ortodoxos, dos Protestantes e dos Católicos». 4 É que a Igreja é ela mesma Povo da Aliança que em Jesus Cristo se tornou Nova e Eterna Aliança; ela crê que os salmos anunciam Cristo, que o Coração de Cristo, sinal e fonte de amor do Pai por

nós, pulsa neles, e sabe que a Aliança iniciada está ainda inacabada: sujeita

às vicissitudes humanas vai amadurecendo até à realização plena no fim dos

tempos com a vinda gloriosa do Senhor, que os salmos anunciam e cantam.

A oração dos salmos, como oração inspirada, é para a Igreja um sinal da

presença de seu Esposo no meio do seu povo. Por isso os salmos entram na Celebração da Palavra e fazem parte do tecido riquíssimo da vida da Igreja orante.

Os salmos devem ser também a oração pessoal do cristão. Abrem

horizontes à sua fé: apresentam-lhe o Deus vivo, Senhor da história, o Deus

da Aliança, o Deus fiel e misericordioso até à ternura. Ensinam-no a rezar

a partir da vida e numa dimensão comunitária. Revelam a profunda sede de

Deus que há no coração humano e alguns mostram como o homem crente

que procura o Senhor pode atingir elevado grau de alegria espiritual, segurança

e paz interiores. Gerações de crentes, judeus e cristãos de todas as confissões,

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SALMOS RESPONSORIAIS

alimentaram com os salmos as suas vidas. A utilização habitual dos salmos na vida espiritual favorece uma creatividade grande: os salmos ensinam-nos mesmo a rezar. A colecção de salmos responsoriais aqui publicados pode ter uma utilização muito mais vasta do que a Liturgia da Palavra da Missa.

3. Regresso a uma antiga tradição litúrgica

Diz a Constituição Apostólica de Paulo VI que promulga o novo

não se tenha mudado o texto do Gradual Romano

para o canto, foram restaurados, conforme a conveniência, para melhor compreensão dos fiéis, tanto o salmo responsorial, a que muitas vezes se refere Santo Agostinho e São Leão Magno, como as antífonas para a entrada e para a comunhão nas missas sem canto». E a Instrução Geral do Missal

Romano acrescenta: «A parte principal da Liturgia da Palavra é constituída

pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos intercalares

adiante: «A primeira leitura é seguida do salmo responsorial ou gradual, que é parte integrante da Liturgia da Palavra» 6 . A restauração do salmo responsorial retoma uma antiga tradição litúr- gica (documentada desde o século III) que tinha este salmo como um dos principais cânticos da assembleia e que testemunhava a fé da Igreja no valor da Palavra de Deus como oração. Cedo começou a assembleia a tomar parte nesta proclamação, intervindo com um refrão; e assim o salmo responsorial, também chamado Gradual, era anúncio poético da Palavra e resposta dos fiéis. «Por várias razões, esta estrutura simples foi caindo até aos séculos VI- -VII: vai desaparecendo a resposta do povo ao salmo e ao mesmo tempo a sua participação nele, o salmo adquire maior riqueza musical, é confiado à schola cantorum e fica reduzido a um só versículo, de modo que o Gradual, na forma em que nos chegou, já não era uma leitura da Sagrada Escritura nem um cântico em forma de diálogo» 7 . A reforma litúrgica, felizmente promovida pelo Vat. II, restituiu ao povo cristão, para maior riqueza e beleza das suas celebrações, o salmo responsorial na sua forma primitiva e pura: anún- cio da Palavra e resposta da assembleia à Palavra proclamada, diálogo entre Deus e o seu Povo reunido.

» 5 e mais

Missal Romano: «

embora

5 Instrução Geral do Missal Romano, nº 33.

6 Ibidem, nº 36.

7 JOSÉ MARIA MARTIN PATINO, Introdução a “Saltério Responsorial, B” de MIguEL MANzANO.

SALMOS RESPONSORIAIS

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O salmo responsorial é parte integrante da Liturgia da Palavra, constitui

um rito ou um acto em si mesmo e não é substituível por qualquer outro cântico. Colocado entre as leituras, torna clara a alternância leitura-canto- -leitura, que corresponde não só à Tradição mas também a uma necessidade psicológica. O salmo responsorial é resposta à primeira leitura. A escuta da leitura é a melhor preparação para o salmo e, quando se faz uma pequena introdução à primeira leitura, esta pode ser feita pensando já no conjunto leitura-salmo.

4. Prática do Salmo Responsorial

O salmo deve ser em princípio proclamado ou cantado por um solista

que exerce um verdadeiro ministério: o de leitor-cantor. Quando for possível, seja um a proclamar a primeira leitura e outro a proclamar ou cantar o salmo; «nas celebrações da Sagrada Liturgia limite-se cada um, ministro ou fiel, exercendo o seu ofício a fazer tudo e só o que é da sua competência segundo a natureza do rito e das leis litúrgicas» 8 .

O salmo deve ser cantado no ambão ou na estante da Palavra. É um

texto que é proclamado em razão de si mesmo, como uma leitura bíblica. A assembleia ouve sentada. Tudo deve contribuir para que se crie um clima de

oração: o silêncio, a calma e a postura do salmista, o tom de voz, a posição

e

intensidade do microfone, a discreção dos instrumentos.

Diversas formas de proclamar o salmo responsorial:

a)

Forma responsorial

O

salmista lança o refrão (que deve ser cantado com precisão melódica

e

rítmica) e a assembleia repete-o; quando o refrão é comprido convém

cantá-lo mais de uma vez. Outro modo, e de óptimo efeito, é o coro repetir

o refrão depois do salmista e a assembleia cantar em seguida juntamente com o coro.

b)

Proclamação directa

O

salmista lê ou canta o salmo sem interrupção e a assembleia ouve.

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SALMOS RESPONSORIAIS

c) Outras formas possíveis

Salmo lido com fundo instrumental: a ampliação da voz pelo micro sobre um fundo instrumental discreto, com refrão ou sem refrão. Salmo lido com refrão cantado. Para evitar a hesitação da entrada da assembleia, o refrão pode ser cantado primeiro pelo solista ou pelo coro e retomado pela assembleia. Salmo em “recto tono”, com uma leve cadência no fim da estrofe, com refrão cantado. Salmo lido com pequenos interlúdios instrumentais, sem refrão. Salmo com estrofes musicadas, com refrão cantado.

Quando acima defendi um recitativo simples para as estrofes, não excluí que, em casos especiais, num templo amplo, para uma determinada assembleia e um solista capaz, fosse possível musicar, versículo a versículo, um salmo responsorial. O recitativo – «cantilatio», como lhe chamam – é mais interiorizante do que o canto propriamente dito, e está mais de acordo com a forma do salmo; mas circunstâncias concretas de celebração, de assembleia, de lugar, e o género do salmo podem sugerir outra solução que dê sempre ao texto o relevo que lhe pertence. A qualidade da celebração e a participação frutuosa da assembleia devem levar à escolha do modo concreto da realização do salmo.

d) Acompanhamento instrumental

Regra geral, o acompanhamento do refrão deve ser robusto, cheio, de modo a servir de apoio à assembleia. O acompanhamento do salmo deve ser muito discreto: no órgão ou no harmónio basta o acompanhamento a duas partes de modo que nunca abafe a voz ou perturbe a audição; se o solista for bom e aguentar o tom, pode até dispensar-se o acompanhamento. Em qualquer dos casos, convém estabelecer uma diferença nítida de intensidade e de registos quando a assembleia retoma o refrão; uma hesitação no acompanhamento ou um nivelamento de intensidade sonora dificulta a entrada da assembleia. Podem usar-se instrumentos de corda e flauta (respeitando as leis litúrgicas sobre a matéria). A regra mantém-se a mesma. Mas as potenciali- dades destes instrumentos permitem dar um colorido especial à intervenção do solista (flauta) e mesmo um discreto apoio rítmico ou arpejante (cordas). Em todo o caso, só pessoas com uma razoável preparação técnica, integra- das na celebração e conhecedoras da função do salmo reponsorial e do próprio texto, podem arriscar-se a intervir.

Lisboa, Igreja de Nossa Senhora das Mercês, 1976-1977 P. Manuel Luís

ANO A

tEMPO DO ADVENtO

DOMINGO I DO ADVENtO

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Festivo
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Salmo 121 (122)
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sa
-
lém.

TEMPO DO ADVENTO

17

Para lá sobem as tribos, as tribos do Senhor, segundo o costume de Israel, para celebrar o nome do Senhor; ali estão os tribunais da justiça, os tribunais da casa de David.

Pedi a paz para Jerusalém:

«Vivam seguros quantos te amam. Haja paz dentro dos teus muros, tranquilidade em teus pacios».

Por amor de meus irmãos e amigos pedirei a paz para ti. Por amor da casa do Senhor, pedirei para ti todos os bens.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e dai-nos a vossa salvação.

18

ANO A

DOMINGO II DO ADVENtO

j j Levemente j 2 j j j j œ j j œ œ œ
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Levemente
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Salmo 71 (72)
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Ó Deus, dai ao reiopo –

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Ele governará o vosso povo

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e os vossos pobres

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TEMPO DO ADVENTO

19

Florescerá a justiça nos seus dias

e uma grande paz até ao fim dos tempos.

Ele dominará de um ao outro mar, do grande rio até aos confins da terra.

Socorrerá o pobre que pede aulio

e o miserável que não tem amparo.

Terá compaixão dos fracos e dos pobres

e defenderá a vida dos oprimidos.

O seu nome será eternamente bendito

e durará tanto como a luz do sol;

nele serão abençoadas todas as nações, todos os povos da terra o hão-de bendizer.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a criatura verá a salvação de Deus.

20

ANO A

DOMINGO III DO ADVENtO

Sostenuto

2 j j 3 j j j œ œ Refrão & b b b 4
2
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3
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Refrão
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Vin –
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e
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nos!
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J œ
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J
J
J
Vin – de,
Se – nhor,
e
sal –
vai –
nos!

Salmo 145 (146)

j w | & b b b œ ˙ J œ O Senhor faz justiça
j
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|
& b b b
œ
˙
J œ
O
Senhor faz justiça aos
o –
pri –
midos,
|

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b b b

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dá pão aos que

têm (em) fo

me

& b b b w

j

j

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˙

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e a liberda

de aos

ca

tivos.

TEMPO DO ADVENTO

21

O

Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o

Senhor levanta os abatidos,

o

Senhor ama os justos.

O

Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva,

e

entrava o caminho aos pecadores.

O

Senhor reina eternamente.

O

teu Deus, ó Sião,

é

rei por todas as gerações .

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

O Espírito do Senhor está sobre mim:

enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

22

ANO A

DOMINGO IV DO ADVENtO

j 2ˆ3 œ j | Refrão & # 4 œ œ œ œ ˙ œ
j
2ˆ3 œ
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Refrão
& # 4
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nhor:
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J œ J œ œ j
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rei
glo –
ri –
o –
so.

Salmo 23 (24)

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˙

 

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Do Senhoréa terraeo que

ne - la e

xiste,

 

j

 

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mundo e quantos

ne - le ha bitam.

 

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Ele a fundou so - bre os mares j ˙ & # w œ J
Ele a fundou
so - bre os
mares
j
˙
& # w
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J œ
e a consolidou
so - bre as
águas.

TEMPO DO ADVENTO

23

Quem poderá subir à montanha do Senhor? Quem habitará no seu santuário? O que tem as mãos inocentes e o coração puro, que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

Esse será abençoado pelo Senhor e recompensado por Deus, seu Salvador. Esta é a geração dos que O procuram, que procuram a face do Deus de Jacob.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado Emanuel, Deus connosco.

tEMPO DO NAtAL

Refrão

25 de Dezembro NAtAL DO SENHOR

Missa da Vigília

j j 2 j j ˚ j j œ œ & # 4 . œ
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Eu can - to pa - ra sem - pre a bon - ˚ ˚
Eu
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pa - ra
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do
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nhor.
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bon -
da
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de
do
Se
-
nhor.

TEMPO DO NATAL

25

Salmo 88(89)

     

|

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&

     

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Concluí uma aliança com o meu e–

lei

 

-

to,

 

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fiz um juramento a Da–

vid

meu

servo:

     
     

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Conservarei a tua descendência para

sem

-

pre,

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˙

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estabelecerei o teu trono por todas as

ge

-

ra

-

ções.

Feliz do povo que sabe aclamar-Vos

e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto. Todos os dias aclama o vosso nome

e se gloria com a vossa justiça.

Ele me invocará: "Vós sois meu Pai, meu Deus, meu Salvador".

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevovel.

Aclamação do Evangelho

V.:

Aleluia

R.:

Amanhã cessará a malícia na terra e reinará sobre nós o Salvador do mundo.

26

ANO A

Refrão

Missa da Noite

26 ANO A Refrão Missa da Noite & 8 6ˆ9 - j j j   j

&8 6ˆ9

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nas – ceu

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je

nas –

ceu

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nos –

so

sal –

va –

dor.

Salmo 95 (96)

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Cantai ao Senhor um cân –

ti –

co

novo,

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cantai ao Senhor,

ter –

ra in

teira,

   

j

j

˙

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œ

 

cantai ao Senhor, bendizei

o

seu

nome.

Anunciai dia a dia a sua salvação, publicai entre as nações a sua glória, em todos os povos as suas maravilhas.

TEMPO DO NATAL

27

 

-

 

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J œ

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Alegrem–se os céus, exulte a

ter

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ra,

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ressoe o mar e tudo o quee–

le

con-tém,

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exultem os campos e tudo o que ne

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les

e

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xiste,

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j

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˙

alegrem–se as árvores

das

flo - restas.

Diante do Senhor que vem, que vem para julgar a terra:

julgará o mundo com justiça e os povos com fidelidade.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Anuncio-vos uma grande alegria:

Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor.

28

ANO A

Missa da Aurora

Refrão

Andante

2ˆ3

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Ho-je so-bre

nós res - plan- de - ce u-ma luz:

nas -

   

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ceu

o

Se - nhor!

nas

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ceu

o

Se

-

nhor!

Salmo 96 (97)

 

j

 

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j

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O Senhor é rei: e–

xul

-

te a terra,

 

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j

 

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rejubile a multi–

dão das

ilhas.

 

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& b

Os céus proclamam a su–

a

jus

-

tiça

& b

j

j

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e todos os povos contemplam a

su -

a

glória.

TEMPO DO NATAL

29

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos. Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.

30

ANO A

Missa do Dia

Solene ˚ j j 2ˆ3 j j j j j j j . j œ
Solene
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Refrão
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To – dos os con –fins da ter –ra
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ção
do
nos –
so
Deus.
Vi –
ção
do
nos –
so
Deus.
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ram
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sal –
va –
ção
do
nos –
so
Deus.

Salmo 97 (98)

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˙

 

œ

 

Cantai ao Senhor um cân–

ti –

ccoo

novo

 
   

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˙

     

pelas maravilhas que E–

leo–

pe rou.

 
 

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A sua mãoeo seu

san –

to

braço

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˙

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J œ

Lhe deram

a

vi tória.

TEMPO DO NATAL

31

O Senhor deu a conhecer a salvação, revelou aos olhos das nações a sua justiça. Recordou-Se da sua bondade e fidelidade em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor, terra inteira, exultai de alegria e cantai.

Cantai ao Senhor ao som da tara, ao som da cítara e da lira; ao som da tuba e da trombeta, aclamai o Senhor, nosso Rei.

Aclamação do Evangelho

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le - lu-ia!
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V.:
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san-ti - fi - ca
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pa - ra nós a - ma-nhe-ceu
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do - rai
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que ho-je
so-bre a ter
-
ra gran -de
luz
des
-
ceu.

32

ANO A

Domingo dentro da Oitava do Natal SAGRADA FAMíLIA DE JESuS, MARIA E JOSé

Refrão

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to –

sos

os

que

se –

guem

os

seus

ca –

Salmo 127 (128)

mi –

nhos!

j j & b w œ œ ˙ Feliz de ti, que temes o Se
j
j
& b w
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˙
Feliz de ti, que temes
o
Se –
nhor
J œ J œ
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e andas nos
seus
ca –
minhos.
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Comerás do trabalho das
tu –
as
mãos ,

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J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙

J œ J œ

J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙

˙

J œ J œ ˙

serás feliz e tudo te cor –

re –

bem .

TEMPO DO NATAL

33

Tua esposa será como videira fecunda no íntimo do teu lar; teus filhos serão como ramos de oliveira ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Reine em vossos corações a paz de Cristo, habite em vós a sua palavra.

34

ANO A

Na Oitava do Natal do Senhor SOLENIDADE DE SANtA MARIA, MãE DE DEuS

Refrão

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Deus

te –

nha

compai –

xão

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nós;

E –

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nos

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su –

a

bên –

ção.

 

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œ œ ˙ .
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˙
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.

 
   

Deus

te – nha

com – pai –

xão

de

nós.

Salmo 66 (67)

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j

j

˙

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œ

 

Deus se compadeça de nós e nos dê a

su –

a

bênção,

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j

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˙

resplandeça sobre nós a luz

do

seu

rosto.

TEMPO DO NATAL

35

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J œ

˙

Na terra se conhecerão os

seus ca

minhos

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j

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˙

e entre os povos a sua

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra. (1)

sal – va – ção. j & # œ œ œ ˙ (1) so -
sal –
va –
ção.
j
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˙
(1) so
-
bre a
terra

Os povos Vos louvem, ó Deus, todos os povos Vos louvem. Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia.

V.:

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

36

ANO A

6 de Janeiro ou Domingo entre 2 e 8 de Janeiro

EPIFANIA DO SENHOR

Refrão

 

Festivo

 

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Vi –

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po –

vos,

to –

dos

os

po –

vos

Salmo 71 (72)

da

ter –

ra

j j & b w œ œ ˙ Ó Deus, concedei ao rei o poder
j
j
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˙
Ó Deus, concedei ao rei o poder
de
jul –
gar
J œ J œ
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˙
e a vossa justiça ao fi –
lho
do
rei.
j
j
& b w
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˙
Ele governará o vosso povo
com
jus—
tiça

& b w

J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙

J œ J œ

J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙
J œ J œ ˙

˙

J œ J œ ˙

e os vossos pobres com

e

qui

dade.

TEMPO DO NATAL

37

Florescerá a justiça nos seus dias

e uma grande paz até ao fim dos tempos.

Ele dominará de um ao outro mar, do grande rio até aos confins da terra.

Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes, os reis da Arábia e de Sabá trarão suas ofertas. Prostrar-se-ão diante dele todos os reis, todos os povos o hão-de servir.

Socorrerá o pobre que pede aulio

e o miserável que não tem amparo.

Terá compaixão dos fracos e dos pobres

e defenderá a vida dos oprimidos.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor.

38

ANO A

Domingo depois do dia 6 de Janeiro BAPtISMO DO SENHOR

Refrão

2

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Se – nhor a –

nhor

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j # & j œ j œ j œ œ œ œ ˙ œ œ
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J œ J œ
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J œ
o
seu
po –
vo
na
paz.

Salmo 28 (29)

- # j & w œ œ Tributai ao Senhor, filhos de Deus, # j
-
#
j
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œ
œ
Tributai ao Senhor, filhos de
Deus,
#
j
j
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tributai ao Senhor glória
e
po–
der.
-
#
j
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œ

Tributai ao Senhor a glória do seu

no– me,

& #

j

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j

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œ

œ

adorai o Senhor com ornamen–

tos

sagra– dos.

TEMPO DO NATAL

39

A

voz do Senhor ressoa sobre as nuvens,

o

Senhor está sobre a vastidão das águas.

A

voz do Senhor é poderosa,

a

voz do Senhor é majestosa.

A

majestade de Deus faz ecoar o seu trovão

e

no seu templo todos clamam: Glória!

Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor,

o Senhor senta-Se como Rei eterno.

Aclamação do Evangelho

R.:

Aleluia

V.:

Abriram-se os céus e ouviu-se a voz do Pai:

"Este é o meu Filho muito amado: escutai-O".

tEMPO DA QuARESMA

QuARtA-FEIRA DE CINZAS

Refrão

Lento

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2ˆ3 œ

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J œ J œ

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Pe

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mos,

Se

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nhor:

ten - de com-pai -

& b b œ

˙

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xão

de

nós.

Salmo 50 (51)

-

& b b w

j

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Compadecei–Vos de mim, ó Deus, pela vossa bon – da

de,

& b b w

j

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j

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œ

pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pe ca

dos.

& b b w

- œ J œ
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J œ

Lavai–me de toda a iniqui –

da

de

& b b w

j

œ

j

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œ

fal

œ

tas.

das

as

e purificai–me de to –

TEMPO DA QuARESMA

41

Porque eu reconheço os meus pecados

e tenho sempre diante de mim as minhas culpas. Pequei contra Vós, só contra Vós,

e fiz o mal diante dos vossos olhos.

Criai em mim, ó Deus, um coração puro

e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

Não queirais repelir-me da vossa presença

e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação

e sustentai-me com espírito generoso.

Abri, Senhor, os meus bios

e a minha boca cantará o vosso louvor.

Aclamação do Evangelho

R.:

Ver pág. 361-363

V.:

Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.

42

ANO A

DOMINGO I DA QuARESMA

Expressivo 3 œ | j j j Refrão & b b 4 œ œ. œ
Expressivo
3
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Refrão
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ten - de
pie -
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Salmo 50 (51)
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Compadecei–Vos de mim, ó Deus, pela vossa bon –

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pela vossa grande misericórdia, apagai os

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Lavai–me de toda a iniqui –

da

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