SERVIÇOS DE PASSES NA CABINE
1. LIVRO
“Nos Domínios da Mediunidade” – Cap. XVÌÌ
2. LOCAL
Um centro espírita na crosta terrestre.
3. SERVIÇO
Atendimento de passes com médiuns passistas.
4. MÉDIUNS PASSISTAS
Clara e Henrique.
5. DESCRIÇÃO DO AMBIENTE
(Feita pelo Espírito André Luiz)
- Clara e Henrique, ladeados por entidades espirituais, recolhiam
apontamentos em pequeno livro de notas.
- A atmosfera na sala de passes era radiante, pois ali se reuniam sublimadas
vibrações mentais da maioria das pessoas que se beneficiavam com o socorro do passe,
tomados de amor e confiança.
- Clara e Henrique, entrando em prece preparatória, nimbavam-se de luz.
6. EXPLICAÇÕES DE CONRADO
(Espírito que dirigia aquele serviço de passes.)
- Atendemos a necessitados encarnados e desencarnados, duas noites por
semana.
- Os Espíritos que colaboram no serviço de passes são devidamente
fichados, assim como ocorre a médicos e enfermeiros em um hospital comum.
- O êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e
responsabilidade do servidor fiel aos compromissos assumidos. A Lei não pode
menosprezar as linhas da Lógica.
- A substituição de um médium, por falta em caso de motivo justo, ocasiona
mesmo assim, pequenos prejuízos resultantes de natural desajuste.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
- Significado da oração em que se encontravam Clara e Henrique antes de
iniciarem os passes: “A oração é prodigiosa banho de forças, tal a vigorosa corrente
mental que atrai”.
Durante a oração, distinguem-se duas ações combinadas:
Primeira: Expulsão – Os médium expulsam do próprio mundo interor os sombrios
remanescentes da atividade comum que trazem do círculo diário de luta.
Segunda: Absorção – médiuns sorvem do plano espiritual as substâncias
renovadoras de que se repletam, a fim de conseguirem operar com eficiência a favor do
próximo. Das duas ações acima, (expulsão e absorção) os médiuns não precisam recear
a exaustão. Tanto quanto nós, afirma o espírito Conrado, os médiuns não aparecem aqui
com a pretensão de serem os senhores do benefício, mas sim na condição de
beneficiários que recebem para dar. Somos nós aqui, neste recinto consagrado á missão
evangélica sob a inspiração de Jesus, algo semelhante á singela tomada elétrica, dando
passagem á força que não nos pertence e que servirá na produção de energia e luz.
COMO O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ VIU E DESCREVEU OS PASSES
- Das mãos de Clara e Henrique irradiavam luminosas chispas comunicando
aos doentes vigor e refazimento.
- Na maioria dos casos não precisavam tocar o corpo dos pacientes de modo
direto. Os recursos magnéticos, aplicados a reduzida distância, panatravam assim
mesmo o “halo vital” ou “aura” dos doentes, comunicando-lhes vigor e refazimento.
- Os passistas afiguravam-se como duas pilhas humanas deitando raios de
espécie múltipla, a lhe fluírem das mãos, depois de lhes percorrerem a cabeça, ao
contacto do irmão Conrado e seus colaboradores. O pensamento influi de maneira
decisiva na doação de princípios curadores. Sem a idéia iluminada pela fé e pela boa
vontade, o médium não conseguiria ligação com os Espíritos amigos que atuam sobre
essas bases.
- Obsediados ganhavam ingresso no recinto, acompanhados de frios
verdugos; no entanto com o toque dos médiuns sobre a região cortical, depressa se
desligavam, postando-se, porém, nas vizinhanças à espera das vítimas, com a maioria
das quais se recomodavam de pronto.
- Alguns enfermos não alcançavam a mais leve melhoria. As irradiações
magnéticas não lhe penetravam o veículo orgânico. Faltava-lhes o estado de confiança
ou fé, que funciona como uma “pressão favorável” à captação das energias sublimadas.
“Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos
imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza do coração
podem ser comparados à espessa camada de gelo sobre o templo das almas”, afirmou o
Espírito Conrado.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
COMENTÁRIOS DO MENTOR ULUS! SOBRE
NECESSIDADES DOS MÉDIUNS PASSISTAS
- Desejo sincero de ajudar e sentimento de solidariedade pura, sob inspiração
da prece.
- Estudo. “Em qualquer setor de trabalho, a ausência de estudo significa
estagnação. Esse ou aquele cooperador que desista de aprender, incorporando novos
conhecimentos, condena-se fatalmente às atividades de sub-nível”.
ORAÇ"O E PESSOAS #UE PODEM DAR PASSE
Oração no passe e auxílio dos espíritos no passe – “Toda oração, filha da
sinceridade e do dever bem cumprido, com respeitabilidade moral e limpeza de
sentimentos, permanece tocada de incomensurável poder. Analisada a questão nestes
termos, todas as pessoas dignas e fervorosas, com o auxílio da prece, podem conquistar
a simpatia de veneráveis magnetizadores do Plano Espiritual, que passam, assim, a
mobilizá-lo na extensão do bem. Onde surjam a humildade e o amor, o amparo divino é
seguro e imediato”. (Palavras do mentor Áulus).
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Estado da Paciente;
- André Luiz, com sua visão espiritual, observa que o fígado demonstrava a
dilatação característica das pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca. As células
hepáticas parecem uma vasta colméia, trabalhando sob enorme perturbação. A vesícula,
congestionada; a bílis, comprimida, atingira os vasos e assaltava o sangue. O colédoco
interdito facilitava o diagnóstico. Ligeiro exame da conjuntiva ocular confirmava. A icterícia
mostrava insofismável.
Causa da Ìcterícia;
- Afirma Conrado: “é uma icterícia complicada. Nasceu de terrível acesso de
cólera, em que nossa amiga se envolveu no reduto doméstico. Rendendo-se desarvorada
à irritação, adquiriu renitente hepatite, da qual a icterícia é a conseqüência”.
Descrição do Tratamento;
Ì- Conrado, impondo a mão direita sobre a fronte de Clara, comunicou-lhe radiosa
corrente de forças e inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente, desde a cabeça
até o fígado do enfermo.
ÌÌ- André Luiz notou que o córtex encefálico da enferma revestiu de substância
luminosa, que desceu em fios muito finos e tênues, alcançou o campo das vísceras
enfermas.
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Tema: Formação Mediúnica II
ÌÌÌ- A enferma exibiu inequívoca expressão de alívio, retirando-se visivelmente
satisfeita, prometendo que voltaria ao tratamento.
O problema da cura;
Perguntando se a mulher estava curada, o mentor Áulus explica que ali existiam
órgãos e vasos comprometidos, e que o tempo não pode ser desprezado na solução
destes problemas.
EXPLICAÇÕES DO MENTOR .ULUS
O passe é uma transfusão de energia, alterando o campo celular.
Na ciência humana de hoje, o átomo não é mais o tijolo invisível da matéria.
Antes do átomo encontram-se as linhas de força, aglutinando os princípios
subatômicos.
Antes desses princípios subatômicos surge a vida mental determinante...Tudo é
espírito no santuário da Natureza!
Renovamos o pensamento e tudo se modificará conosco.
Na assistência magnética, os recursos espirituais se entrosam entre a emissão e
a recepção, ajudando a criatura necessitada para que ela ajude a si mesma.
A mente reanimada reergue as vidas microscópicas que a servem, no templo do
corpo, edificando valiosas reconstruções.
O passe é importante contribuição para quem saiba recebê-lo, com o respeito e a
confiança que o valorizam.
O passe pode ser dispensado à distância, desde que haja sintonia entre aquele
que o administra e aquele que o recebe. Neste caso, diversos companheiros espirituais
se ajustam no trabalho do auxílio, e a prece silenciosa será o melhor veículo da força
curadora.
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Tema: Formação Mediúnica II
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Tema: Formação Mediúnica II
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Tema: Formação Mediúnica II
OS CENTROS DE $ORÇA
ESP0RITO INSTRUTOR
Ministro Clarêncio
LIVRO
Entre a Terra e o Céu. (Assunto de vários capítulos)
PESSOA OBSERVADA
Júlio nas suas três últimas encarnações
Na ante-penúltima: Como militar, na guerra do Brasil-Paraguai seduziu a esposa
de um amigo inseparável que ao supreendê-los juntos, abandonou a esposa fugindo para
outras regiões. A mesma mulher, com quem veio a conviver maritalmente, arrastada por
paixões menos dignas, veio a atrair à intimidade um militar, também amigo inseparável de
Júlio.
Júlio, surpreso ante a realidade, sorveu grande quantidade de corrosivo. Salvo a
tempo sobreviveu à intoxicação, mas perdeu a voz em razão das úlceras que se lhe
abriram na fenda glótica. Ante os sofrimentos físicos e morais, suicidou-se arrojando-se ?
à funda corrente de um rio.
Na vida espiritual sofreu muito, carregando consigo as moléstias que ele mesmo
infligira à própria garganta e os pesadelos da asfixia.
Na penúltima encarnação: Reencarnou junto das almas com as quais se
mantinha associado para a regeneração do pretérito. Desencarnou na fase infantil, sendo
tragado por uma onda do mar, num passeio dominical feito em família.
Após a desencarnação, foi recolhido no “Lar da Bênção”, importante colônia
educativa, onde, apesar do ambiente favorável a sua recuperação, sofria pesadelos
inquietantes, como se estivesse a sofrer sobre as águas, padecendo constantes dores de
garganta também.
Nesta fase, foi visitado por André Luiz, que fazendo-lhe um exame, após o
menino desencarnado abrir a boca, notou que a fenda glótica, principalmente na região
das cartilagens aritenóides, apresentava extensa chaga.
Na última encarnação: Renasceu novamente entre as almas ligadas ao seu
passado, como flor de esperança no jardim do lar, todavia, sempre mirrado, enfermiço.
Desvelavam-se os pais por assisti-lo convenientemente, contudo, por mais
adequados se categorizassem os tratamentos recalcificantes, trazia doloroso estigma na
garganta.
Extensa ferida na glote dificultava-lhe a nutrição. Em véspera do primeiro ano de
renascimento, inverno rigoroso e vasto surto de gripe espalhava-se ameaçador. Teimosa
amigdalite assaltava o menino febril e prostrado.
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Tema: Formação Mediúnica II
O Espírito Clarêncio, instrutor de André Luiz, analisando a criança enferma,
esclareceu: “A difteria está perfeitamente caracterizada. A deficiência congenial da glote,
favoreceu a implantação dos bacilos”.
E assim, Júlio desencarnou sofrendo de crupe. Novamente foi recolhido no “Lar
da Bênção”, onde aguardou, já agora sem sofrimento, a ocasião oportuna de regresso ao
mundo carnal, num novo corpo físico, pelo processo de reencarnação.
EXPLICAÇÕES DE CLAR2NCIO
(No intervalo da penúltima para a última encarnação)
Perguntando sobre o que havia Júlio perturbado, a ponto de ser acompanhado
pela doença na garganta, mesmo após o desencarne, o Ministro respondeu: -Perturbou o
Centro Laríngeo, alteração que se expressa por enfermidade ou desequilíbrio a
acompanhá-lo fatalmente à reencarnação.
- E como sanará Júlio tal deficiência?
Júlio, com a atenção encadeada à dor de garganta, constrangido a pensar nela e
padecendo-a, recuperar-se-á mentalmente, para retificar o tônus vibratório do “Centro
Laríngeo”, restabelecendo a normalidade em seu próprio favor. Renascerá num
equipamento deficiário que, de algum modo, lhe tratará a região lesada a que nos
reportamos. Sofrerá intensamente do órgão vocal que, sem dúvida se caracterizará por
fraca resistência, aos assaltos microbianos, e em virtude de nosso Júlio haver
menosprezado a bênção do corpo físico, será defrontado por lutas terríveis, nas quais
aprenderá a valorizá-lo. (As previsões de Clarêncio foram plenamente confirmadas).
- O magnetismo não poderia ser utilizado pelos Espíritos na cura de Júlio no
Lar da Bênção, e ser evitada a sua última encarnação deste estudo, que foi tão triste e
sofrida?
Esta pergunta de André Luiz é muito significativa, pois Clarêncio quando visitou
Júlio no Lar da Bênção, no intervalo da penúltima para a última encarnação, e apesar de
Júlio apresentar chaga aberta na garganta dolorida, aplicou-lhe apenas energias
anestesiantes por processos magnéticos. Acalmava a dor, mas não era a cura definitiva.
A irmã Blandina, dirigente do Lar da Bênção, explica: - O caso de Júlio é dos
processos de mente enfermiça que só abençoadas estações regenerativas na carne
conseguem curar.
Clarêncio, mais adiante, explica: - A carne, de certo modo, em muitas
circunstâncias não é apenas um vaso divino para o crescimento de nossas
potencialidades, mas também uma espécie de carvão milagroso, absorvendo-nos os
tóxicos s resíduos de sombra que trazemos no corpo menos denso.
Clarêncio, solicitado a explicar por que a persistência da ferida na garganta de
Júlio, quando outros casos de morte por envenenamento não levam a pessoa vitimada a
sofrer do mesmo mal após o desencarne, esclarece: - É preciso levar em consideração o
exame das causas. Há muita diferença entre ser envenenado e envenenar-se. Júlio se
envenenou. O suicídio acarreta vasto complexo de culpa. A fixação mental do remorso
opera inapreciáveis desequilíbrios no corpo espiritual. O mal como que se instala nos
recessos da consciência que arquiteta e concretiza.
Nova pergunta é feita ao Ministro: - Como interpretar o papel da enfermidade e da
dor na esfera humana?
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Tema: Formação Mediúnica II
A enfermidade, como desarmonia espiritual, sobrevive no perispírito. As moléstias
conhecidas no mundo e outras que ainda escapam ao diagnóstico humano, por muito
tempo persistirão nas esferas torturadas da alma, conduzindo-nos ao reajuste. A dor é o
grande e abençoado remédio. Reeduca-nos a atividade mental, reestruturando as peças
de nossa instrumentação, e polindo os fulcros anímicos de que se vale a nossa
inteligência para desenvolver-se na jornada para a vida eterna. Depois do poder de Deus,
é a única força capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a
indispensáveis modificações com vistas ao Plano Divino, a nosso respeito, e de cuja
execução não poderemos fugir sem graves prejuízos para nós mesmos.
E mais adiante afirma: Um dia, o homem ensinará ao homem, de acordo com as
instruções do Divino Mestre, que a cura de todos os males reside nele próprio. A
percentagem quase total das enfermidades humanas guarda origem no psiquismo.
Orgulho, vaidade, tirania, egoísmo, preguiça e crueldade são vícios da mente,
gerando perturbações e doenças em seus instrumentos de expressão.
A função das enfermidades é importante na esfera humana. Quase todas estarão
no mundo desempenhando papel na reencarnação das almas.
OS CENTROS DE FORÇA.
Como o pensamento, carregado de culpa, influencia os centros de força?
(conforme vimos, era a fixação mental no remorso que mantinha a persistência da ferida
na garganta de Júlio).
Respondeu Clarêncio que o nosso corpo de matéria rarefeita, é o corpo espiritual,
pois ele se dirigia a Espíritos, e dentra eles, a André Luiz está intimamente regido por
sete centros de força, que se conjugam na ramificação dos plexos e que, vibrando em
sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem para
nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo
eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. Nossa posição mental
determina o peso específico do nosso envoltório espiritual, e, conseqüentemente, o
ambiente onde ele vai “viver”.
...Atentos a semelhante realidade, é fácil compreender que sublimamos ou
desequilibramos o delicado agente de nossas manifestações, conforme o tipo de
pensamento que nos flui da vida íntima.
Tal seja a vibração do pensamento. Tal será a desarmonia no centro de força que
reage em nosso corpo espiritual a essa ou aquela classe de influxos mentais.
LOCALI4AÇÃO DOS SETE CENTROS DE FORÇA
Onde se localiza cada um dos sete centros de força?
- Apliquemos à nossa aula rápida, diz Clarêncio, tanto quanto nos seja
possível a terminologia trazida ao mundo, para que vocês, - os Espíritos que ouvem, -
consigam fixar com mais segurança os nossos apontamentos. Analisando a fisiologia do
perispírito, classifiquemos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das
regiões mais importantes do corpo terrestre.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
Temos, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o Centro
Coronário.
O CENTRO CORON.RIO
O Centro Coronário, que na Terra é considerado pela filosofia hindu como sendo
o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão de seu alto potencial de
radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da
consciência. Esse Centro recebe em primeiro lugar os estímulos do Espírito, comandando
os demais; vibra com eles em justo regime de interdependência. Considerando em nossa
exposição os fenômenos do corpo físico, e satisfazendo aos impositivos de simplicidade
em nossas definições, devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do
sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células
do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à
estabilidade orgânica. É por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios
da Espiritualidade Superior, capazes de favorecer a sublimação da alma.
O CENTRO CEREBRAL
Contíguo ao Centro Coronário, que ordena as percepções de variada espécie,
percepções essa que na vestimenta carnal constituem a visão, a audição, tato e a vasta
rede de processos de inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao
saber. É no Centro Cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referentes
aos poderes psíquicos.
O CENTRO LAR0N6EO
Preside os fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, de tireóide e das
paratireóides.
O CENTRO CARD0ACO
Sustenta os serviços da emoção e do equilíbrio geral
O CENTRO ESPL2NICO
No corpo denso está situado no baço, regulando a distribuição e a circulação
adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do corpo espiritual.
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Tema: Formação Mediúnica II
O CENTRO 6.STRICO
Responsabiliza-se pela penetração de alimentos e Fluídos no corpo espiritual.
O CENTRO 6ENÉSICO
Onde se localiza o santuário do sexo como templo modelador de formas e
estímulos.
OBS.: Quando a nossa mente, por atos contrários à Lei Divina, prejudica a
harmonia de qualquer um desses centros de força de nossa alma, naturalmente se
escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando-os ao trabalho de reajuste.
ATUAÇÃO NOS CENTROS DE FORÇA
Atuando nos centros de força do perispírito alterará a saúde dos encarnados?
Perguntando ao Ministro Clarêncio que assim respondeu:
- Realmente, na obra assistencial dos espíritos amigos, que interferem nos
tecidos sutis da alma é possível, quando a criatura se desprende parcialmente da carne,
a realização de maravilhas. Atuando nos centros de força do perispírito, por vezes
efetuamos alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações esses que se fixam
no corpo somático, de maneira gradativa. Grandes males são assim corrigidos, enormas
renovações são assim realizadas. Mormente quando encontramos o serviço da prece na
mente enriquecida pela fé transformadora, facilitando-nos a intervenção pela passividade
construtiva no campo em que devemos operar, a tarefa de socorro concretiza verdadeiros
milagres. O corpo físico é mantido pelo corpo espiritual a cujos moldes se ajusta, e, desse
modo, a influência sobre o organismo sutil é decisiva para o envoltório de carne, em que
a mente se manifesta.
A CON7UISTA DO E7UIL0BRIO
Porque Júlio teve que desencarnar duas vezes na fase infantil?
- O problema é doloroso mas é simples, responde o Ministro Clarêncio. Trata-se
tão-somente de ligeira prova necessária. Júlio sofria de aflitivo desejo de permanecer na
Terra, entretanto, suicida que foi, com duas tentativas de auto-aniquilamento, por duas
vezes experimentou a frustração, para valorizar com mais segurança a bênção da vida
terrestre. Depois de permanecer por muitos anos nas regiões infelizes do plano espiritual,
confiando-se inutilmente à volta e à inércia, passou pela prova de afogamento, e após,
retornou ao mundo físico para a prova de intoxicação.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
PROBLEMAS DE UMA GESTANTE
LIVRO
“Entre a Terra e o Céu” – Caps. XÌX e XX
PESSOA OBSERVADA
Zulmira, gestante, “esperando” Júlio em sua última encarnação.
CAUSA DO TRATAMENTO
Durante a gestação, Zulmira teve dois problemas difíceis em um período de trinta
dias.
1º) Contraiu perigosa amigdalite
2º) Não aceita alimentos (vômitos constantes).
ESP0RITO MA6NETI4ADOR
Ministro Clarêncio, observado por André Luiz e Hilário Silva.
LOCAL DO TRATAMENTO
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Tema: Formação Mediúnica II
Residência dos pais de Júlio, na crosta terrestre
ESTADO DA DOENTE 84ULMIRA9
Como estava e como ficou:
a) Primeiro: com referência ao problema da amigdalite, Zulmira, no leito,
demorava-se em aflita prostração. Cabelos em desalinho, olheiras arroxeadas e faces
rubras de febre.
A supuração das amígdalas poluíra-lhe o hálito e lhe impunha dores lancinantes.
Apenas gemia, semi-sufocada, exausta. O médico encarnado não atinava com a causa
íntima da enfermidade.
Explicações de Clarêncio quanto às causas da amigdalite de Zulmira:
- “Se Zulmira atua de maneira decisiva na formação de novo veículo do
menino, o menino atua vigorosamente nela, estabelecendo fenômenos perturbadores em
sua constituição de mulher. A permuta de impressões entre ambos é inevitável e os
padecimentos que Júlio trazia na garganta forma impressos na mente maternal que os
produz no corpo em q se manifesta. A corrente de trocas entre mãe e filho não se
circunscreve à alimentação de natureza material; estande-se ao intercâmbio constante
das sensações diversas. Os pensamentos de Zulmiraguardam imensa força sobre Júlio,
tanto quanto os de Júlio revelam expressivo poder sobre a nova mãezinha. As mentes de
um e de outro como que justapõem, mantendo-se em permanente comunhão, até que a
Natureza complete o serviço que lhe cabe no tempo. De semilhante associação
procedem os chamados “Sinais de nascença”.Certos estados íntimos da mulher
alcançam, de algum modo, o princípio fetal, marcando-o para a vida inteira, ou melhor, a
existência inteira. É que o trabalho da maternidade assemelha-se a delicado processo de
moldagem, requisitando, por isso, muita cautela e harmonia para que a tarefa seja
perfeita. Tratamento aplicado (problema da amigdalite)
Clarêncio aplicou-lhe recursos magnéticos, detendo-se de modo particular na
região do cérebro e da fenda glótica.
A doente acusou melhoras imediatas. Reabilitou-se o movimento circulatório. A
febre decresceu, propiciando-lhe repouso e o sono reparador surgiu por fim, favorecendo-
lhe a recuperação. Em seguida, o Ministro Clarêncio, com devoção paternal, levou à
cavidade pélvica, afirmando a necessidade de socorro ao útero, em vista do complicado e
difícil desenvolvimento de Júlio reencarnante.
b) Segundo: com referência ao problema dos vômitos e não aceitação de
alimentos: Revelava-se a gestante, efetivamente, em condições ameaçadoras. As
náuseas repetidas provocavam a gradativa incursão da anemia. Vômitos perturbavam-na
cruelmente. O sistema digestivo apresentava alterações profundas. O médico encarnado
agia baldamente, visto que o estômago da enferma zombava de todos os recursos.
Clarêncio explica as causas da ocorrência de vômitos, náuseas e perturbações
diversas, com frequência, no período de gestação das mulheres em geral:
- “Estamos certos de que a ciência do porvir ajudará a mulher na defesa contra
essa espécie de aborrecimento orgânico, encontrando definições de ordem fisiológicas
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
para tais conflitos, mas no fundo, o desequilíbrio é de essência espiritual. O organismo
materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um
exaustor de fluidosem desintegração, fluídos esses que nem sempre são aprazíveis ou
facilmente suportáveis pela sensibilidade feminina. Daí a razão dos engulhos muito
freqüentes, de tratamento até agora muito difícil.”
E Clarêncio faz esta bela comparação:
-“Ìmaginemos um pêssego amadurecido, lançado à cova escura, a fim de
renascer. Decomposto em sua estrutura, resistirá aos reservatórios da Natureza, todos os
elementos da polpa e dos demais envoltórios que lhe revestem os princípios vitais,
reduzindo-se no interior do solo ao embrião minúsculo, que se transformará, no espaço e
no tempo, em novo pessegueiro”. Tratamento aplicado (problema de vômitos).
Clarêncio submeteu-se a passes magnéticos de longo curso, prometendo que a medida
se faria seguir das melhoras necessárias.
OUTROS :PROBLEMAS DE 6ESTANTES; ANALISADOS
Às vezes as gestantes revelam decréscimos de VÌVACÌDADE MENTAL;
não raro, enunciam PROPÓSÌTOS EXTRAVAGANTES;
há mulheres que adquirem ANTÌPATÌAS SÚBÌTAS;
outras se recolhem a FANTASÌAS tão inesperadas quanto injustificáveis;
algumas adquirem AVERSÕES muitas vezes contra os próprios maridos.
Explicações de Clarêncio: - “A gestante é uma criatura hipnotizada a longo prazo.
Tem o campo psíquico invadido pelas impressões e vibrações do Espírito que lhe ocupa
as possibilidades para o serviço de reincorporação no mundo. Quando o futuro do filho
na~e se encontra suficientemente equilibrado diante da Lei, e isso acontece quase
sempre, a mente maternal é suscetível de registrar os mais estranhos desequilíbrios
porque, à maneira de um médium, estará transmitindo opiniões e sensações de entidade
que a empolga.
As aversões pelo marido ocorre sempre que um inimigo do pretérito volta à carne,
afim de resgatar débitos contraídos para com aquele que lhe servirá de pai”.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
DESEQUILÍBRIO EMOTIVO E NUVEM NEGRA NO CORAÇÃO
LIVRO
Missionários da Luz – Cap. XÌX “Passes”.
LOCAL
Um centro espírita na crosta terrestre, em que Alexandre era mentor.
SERVIÇO
Atendimento de passes espirituais.
PESSOA OBSERVADA
Senhora respeitável, sentada à mesa.
ESP0RITO INSTRUTOR
Anacleto – chefe dos trabalhadores de passes.
ESTADO DO PACIENTE
Solicitado por Anacleto a observar o coração e principalmente a válvula mitral,
André Luiz descreve o que viu:
Detive-me em acurado exame da região mencionada e efetivamente decobri a
existência de tenuíssima nuvem negra, que cobria grande extensão da zona indicada,
interessando ainda a válvula aórtica e lançando filamentos quase imperceptíveis sobre o
nódulo sino-auricular.
CAUSA DA PRESENÇA DA NUVEM NE6RA
“Esta amiga, explicou Aniceto, na manhã de hoje, teve sério atrito com o esposo,
entrando em grave posição de desarmonia íntima. A pequena nuvem que lhe cerca o
órgão vital representa meteria mental fulminatória. A permanência de semelhantes
resíduos no coração pode ocasionar-lhe perigosa enfermidade.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
EXPLICAÇÃO TÉCNICA DO FEN<MENO
Explica Aniceto: Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que
lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual pode absorver elementos de
degradação que lhe corroam os centros de força, com reflexos sobre as células materiais.
Se a mente da criatura encarnada ainda não atingiu a disciplina das emoções, as
alimenta paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento,
intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive e que se encontram
no mesmo estado de desequilíbrio.
Às vezes, semelhantes absorções constituem simples fenômenos sem maior
importância; todavia, em muitos casos, são suscetíveis de ocasionar perigosos desastres
orgânicos. Ìsto acontece, mormente, quando os interessados não têm vida de oração,
cuja influência benéfica pode anular inúmeros males.
TRATAMENTO APLICADO
a) Anacleto tomou atitude de favorecimento de suas “expressões irradiantes”;
b) começou a atuar por imposição. Colocou a mão sobre o epigástrio da paciente,
na zona inferior do externo;
c) de sua mão direita; assim colocada, saíam sublimes jatos de luz em raios de
luminosa vitalidade, que se dirigiam ao coração, impulsionados pela força inteligente e
consciente de Anacleto;
d) assediada pela força magnética em ação, a pequena porção de matéria negra
que envolvia a válvula mitral deslocou-se vagarosamente, e, como se fora atraída pela
vigorosa vontade de Anacleto veio aos tecidos da superfície, espraiando-se sob a mão
irradiada, ao longo da epiderme;
e) Anacleto inicia então o serviço mais ativo do passe, alijando a maligna
influência;
f) fez o contato duplo (as duas mãos) sobre o epigástrio, erguendo ambas as
mãos , descendo-as logo após, morosamente através dos quadris até os joelhos,
repetindo o contato na região mencionada e prosseguindo nas mesmas operações por
diversas vezes;
g) em poucos instantes o organismo da enferma ficou livre.
CONSIDERAÇÕES DE ANACLETO
Estivesse nossa irmã orando numa igreja católica romana ou num templo
budista, receberia o socorro de nossa esfera por intermédio desse ou daquele grupo de
trabalhadores do Cristo. Naturalmente que aqui, no seio de uma organização imune de
sombras do preconceito e do dogmatismo, nosso concurso fraternal pode ser mais
eficiente e mais puro, e as suas possibilidades de aproveitamento são mito mais vastas...
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
O AUTO-DOMÍNIO E NUVEM NEGRA NO FÍGADO
LIVRO
Missionários da Luz – Cap. XÌX
LOCAL
Um centro espírita na crosta terrestre.
SERVIÇO
Atendimento de passes.
PESSOA OBSERVADA
Cavalheiro idoso, dum temperamento vivo, sendo portador de valores
positivos da personalidade humana. Nas inúmeras experiências passadas, aprendeu a
dominar coisas e situações, com invejável energia. Agora está aprendendo a dominar-se
a si mesmo, a conquistar-se para iluminação interior, tarefa em experimenta choques de
vulto, pois, dentro de sua personalidade dominadora, é compelido a destruir várias
concepções que se lhe afiguram sagradas. E neste objetivo atual, os próprios
ensinamentos do Cristo, que lhe servem de modelo à renovação, doem-lhe no íntimo,
como marteladas, em certas circunstâncias.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
ESP0RITO INSTRUTOR
Anacleto, chefe dos trabalhos de passe.
ESTADO DO PACIENTE
Com assombro,escreve André Luiz, notei-lhe o fígado profundamente
alterado. Nuvem escura, cobria grande parte do órgão, compelindo-o a estranhos
desequilíbrios. Toda a vesícula biliar permanecia atingida. E via-se, com nitidez, que os
reflexos negros daquela pequena porção de matérias tóxicas alcançavam o duodeno e o
pâncreas, modificando o processo digestivo. Alguns minutos de observação davam-me a
conhecer a extrema perturbação de que o órgão da bile sentia objeto. As células
hepáticas pareciam presas de perigosas vibrações.
CAUSA DA PRESENÇA DA NUVEM NE6RA
Na luta que travava para aprender a dominar a si mesmo, sofria
intensamente, apesar de sincero e desejar de fato reformar-se. Ìmpunha-se ausentar-se
do seu campo exclusivo a caminho do território da compreensão geral. E no círculo de
conflitos dessa natureza vinha lutando, desde o dia anterior, contra certas imposições de
origem humana, necessárias ao seu aprendizado espiritual, e neste esforço mental
gigantesco, ele mesmo produziu pensamentos terríveis para o seu “ponto orgânico mais
frágil” que era o fígado.
EXPLICAÇÕES TÉCNICAS DE ANACLETO
Não fosse a oração que lhe renova as forças reparadoras, e não fosse o
socorro imediato da nossa esfera, poderia ser vítima de doenças mortais do corpo. A
permanência de matéria tóxica indefinidamente, na intimidade deste órgão de importância
vital, determinaria movimentos destruidores para os glóbulos vermelhos do sangue,
complicaria as ações combinadas da digestão, e perturbaria de modo fatal o metabolismo
das proteínas. Ìsto porém não acontecerá. Na luta titânica em que se empenha consigo
mesmo, a vontade firme de acertar é sua âncora da salvação.
TRATAMENTO APLICADO
a – Anacleto, de pé, aplicou-lhe um passe longitudinal sobre a cabeça,
partindo do contato simples (uma mão) e descendo a outra mão, vagarosamente, até a
região do fígado, onde tocava com a extremidade dos dedos irradiados;
b – repetiu a operação por alguns minutos;
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
c – a nuvem escura se fez opaca, desfazendo-se pouco a pouco sob o influxo
vigoroso de Anacleto;
d – o fígado voltou à normalidade plena.
GRAVIDEZ SACRIFICIAL E NUVEM PARDACENTA NO ORGANISMO GERADOR
LIVRO
Missionários da Luz – Cap. XÌX
LOCAL
Um centro espírita na crosta terrestre.
SERVIÇO
Atendimento de pessoas.
PESSOA OBSERVADA
Mulher grávida em sérias condições de enfraquecimento.
ESP0RITO INSTRUTOR
Anacleto, chefe dos trabalhos de passe.
ESTADO DA PACIENTE
(Descrito por André Luiz)
“- Aqui, disse sensibilizado, temos uma irmã altamente necessitada de nossos
recursos fluídicos. Profunda anemia invade-lhe o organismo. Em regime de
subalimentação, em virtude das dificuldades naturais que a rodeiam de longo tempo, a
gravidez constitui para ela um processo francamente doloroso. O marido é parcamente
remunerado e a esposa é obrigada à vigílias, noite a dentro, a fim de auxilia-lo na
manutenção do lar. A prece, porém, não representa para este coração materno tão-
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
somente um refúgio. A par das consolações espontâneas, ela recolhe forças magnéticas
de substancial expressão que a sustentam no presente drama biológico. Aderindo ao
saco de líquido amniótico, viam-se microscópicas nuvens pardacentas vagueando em
várias direções, dentro do sublime laboratório de forças geradoras.
Explica, novamente Anacleto:
“- Se as manchas atravessarem o líquido, provocarão dolorosos processos
patológicos em toda a zona do epiblasto. E o fim da luta será o aborto inevitável”.
CAUSA DA PRESENÇA DAS NUVENS PARDACENTAS
Não obstante a fé que lhe exorna o caráter, afirma Anacleto, a nossa amiga
não consegue furtar-se de todo, a tristeza angustiosa em certas circunstâncias. Há seis
dias permanece desalentada, aflita. Dentro de algum tempo, o esposo deve resgatar um
débito significativo, faltando-lhe porém, os recursos propícios. A pobre senhora, contudo,
além de suportar a carga de pensamentos destruidores que vem produzindo, é compelida
a absorver as emissões de matéria mental doentia da companheira, que se apóia na
coragem e na resignação da mulher. As vibrações dissolventes acumuladas são atraídas
para a região orgânica, em condições anormais e por isso, vemo-lhes congregadas como
pequeninas nuvens em torno do órgão gerador, ameaçando não só a saúde maternal,
mas também a saúde do feto.
TRATAMENTO APLICADO
Distinguem-se duas fases:
1º) Tratamento à mãe;
2º) Socorro ao feto.
Tratamento à mãe:
a – Anacleto atuou por imposição das mãos sobre a cabeça da enferma, como se
quisesse aliviar-lhe a mente;
b – Em seguida, aplicou-lhe passes rotatórios na região uterina; as manchas
microscópicas se reuniam, congregando-se numa só, formando pequeno corpo escuro;
c – Sob o influxo magnético de um auxiliar, a reduzida bola fluídico-pardacenta
transferiu-se para o interior da bexiga urinária;
d – Anacleto deu o trabalho por terminado e explica:
“Não convém dilatar a colaboração magnética para retirar a matéria tóxica de
uma vez. Lançada no excretor de urina, será alijado facilmente, dispensado a carga de
outras operações.”
Socorro ao feto:
a – Agora é preciso socorrer a organização fetal. A alimentação da genitora, por
força de circunstâncias que independem da sua vontade, tem sido insuficiente;
b – Um espírito auxiliar de Anacleto traz uma ânfora pequenina que continha
essências preciosas;
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
c – Anacleto retirou do vaso certa porção de substância luminosa, projetando-a
nas vilosidades uterinas, enriquecendo o sangue materno destinado a fornecer oxigênio
ao embrião (feto).
CONSÌDERAÇÕES FÌNAÌS DE ANACLETO
“- Não podemos abandonar nossos irmãos na carne, ao sabor das circunstâncias,
mormente quando procuram a cooperação precisa através da prece. A oração, elevando
o nível mental da criatura confiante e crente no Divino Poder, favorece o intercâmbio
entre as duas esferas e facilita nossa tarefa de auxílio fraternal”.
PENSAMENTO E ACIDENTE CIRCULATÓRIO
LIVRO
Missionários da Luz – Cap. VÌÌ
PESSOA OBSERVADA
Antônio, na proximidade dos setenta anos, era viúvo há vinte, já vinha
apresentando problemas circulatórios aos olhos “espirituais” do Espírito Alexandre; sendo
homem preso a alguns problemas sérios a resolver, necessitava da bênção da
permanência entre os encarnados até a solução destes problemas.
CAUSA DO TRATAMENTO
Trombose perigosíssima, por localizar-se numa das artérias que irrigam o córtex,
motor do cérebro.
ESP0RITO MA6NETI4ADOR
Alexandre, a pedido da mãe do doente, Justina, já desencarnada.
LOCAL
Residência do próprio Antônio, na crosta terrestre. Antônio estava no leito e
decorriam os primeiros minutos da madrugada.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
CAUSA DA ENFERMIDADE
Foi acidentado pelos próprios pensamentos em conflito injustificável. Suas
preocupações excessivas criaram-lhe elementos de desorganização cerebral. Naquela
noite, levou para o berço tantas preocupações descabidas, tantas angústias
desnecessária, que as suas criações mentais se transformaram em verdadeira tortura.
ESTADO DO PACIENTE
Da descrição de André Luiz: “Ìdentificava-se, perfeitamente, o estado pré-agônico
em todas as suas expressões físico-espirituais. A alma confusa, inconsciente,
movimenta-se com dificuldade, quase que totalmente exteriorizada, junto do corpo
imóvel, a respirar dificilmente”... Mais alguns instantes e Antônio estaria desencarnado.
DESCRIÇÃO DO TRATAMENTO
Alexandre convocou pelo pensamento o grupo do Ìrmão Francisco, em serviço
naquela noite, e que se apresentou pouco mais de um minuto após ter sido chamado.
Disse-lhe Alexandre: - Francisco, precisamos aqui das emanações de alguns dos
nossos amigos encarnados, cujo veículo físico esteja agora em repouso equilibrado.
Conforme observa, estamos diante dum caso gravíssimo. É preciso muito critério na
escolha do doador de fluídos.
Francisco responde que tem um companheiro encarnado, Afonso, que atenderá
razoavelmente às necessidades, e sai para busca-lo.
Neste meio tempo, o espírito da mãe do doente, já desencarnada, e que estava
ali presente, sugerem que fossem aproveitados os fluídos de suas netas encarnadas, que
estavam dormindo nos quartos ao lado.
- Não, respondeu Alexandre, delicadamente. Elas não atenderiam às exigências
em curso. Precisamos de alguém suficientemente equilibrado no campo mental.
Não decorreu muito tempo e Francisco voltava seguido de Afonso, o
companheiro encarnado, a quem Alexandre dirigia a seguinte advertência:
- Afonso, não temos um segundo a perder: coloque ambas as mãos na fronte do
enfermo e conserve-se em oração.
Afonso não pestanejou. Dando a impressão de um veterano nesses serviços de
assistência, parecia sumamente despreocupado de todos nós, fixando-se tão-somente na
obrigação a cumprir.
Foi então, afirma André Luiz, que vi Alexandre funcionar como verdadeiro
magnetizador. Recordando os meus antigos trabalhos médicos nos casos extremos de
transfusão de sangue, via-lhe perfeitamente o esforço de transferir vigorosos fluídos de
Afonso para o organismo de Antônio, já moribundo.
À medida que o instrutor movimentava as mãos sobre o cérebro de Antônio, este
revela sinais crescentes de melhoras, e verificava André Luiz, sob forte assombro, que a
Forma Perispiritual do enfermo reunia-se devagarinho à forma física, integrando-se
harmoniosamente uma com a outra, como se estivessem de novo, em processo de
reajustamento, célula por célula.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
Após quinze minutos finda a intervenção, Alexandre chama a mãe do enfermo e
acentua: - Justina, o coágulo acaba de ser reabsorvido e conseguimos socorrer a
artéria com os nossos recursos, mas Antônio terá no máximo cinco meses a mais de
permanência na Terra. Se você pleiteou o auxílio de agora para ajuda-lo a resolver
negócios urgentes, não perca as oportunidades , porque os reparos deste instante não
perdurarão por mais de cento e cinqüenta dias. E não esqueça de preveni-lo, pelos
processos intuitivos ao nosso alcance , quanto ao cuidado que deverá manter consigo
mesmo no terreno das preocupações excessivas, mormente à noite, quando ocorrem os
fenômenos desastrosos mais sérios de circulação, em vistas da invigilância de muitas
pessoas que se valem das horas sagradas do repouso físico para a criação de fantasmas
cruéis no campo vivo do pensamento. Se nosso amigo descuidar-se da auto-corrigenda,
talvez desencarne antes dos cinco meses. Toda cautela é indispensável.
Após a retirada das mãos do socorrista encarnado, ordenada por
Alexandre, o enfermo, reintegrado, nas suas funções orgânicas com a harmonia possível,
abriu os olhos físicos como se estivesse profundamente embriagado e começou a gritar
estentoricamente:
- Socorro!... Socorro!... Acudam-me, por amor de Deus! Eu morro, eu morro!
Suas filhas acorreram prestimosas e o médico foi imediatamente chamado.
Aproveitando para mais uma lição, Alexandre afirma:
“Geralmente, quando os nossos amigos encarnados gritam chorosos por socorro,
nosso serviço de assistência já se encontra completo. Partamos”.
OBS.: O grupo do Ìrmão Francisco permaneceu em oração silenciosa antes e
durante a intervenção magnética.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
A DÉCIMA VEZ
LIVRO
Missionários da Luz – Cap. XÌX
LOCAL
Um centro espírita numa cidade brasileira.
SERVIÇO
Atendimento de pessoas.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
PESSOA OBSERVADA
Cavalheiro idoso, simpatizante das atividades espiritualizantes, porém, portador
de temperamento menos simpático, por ser extremamente caprichoso. Freqüentava o
centro a pouco mais de três meses.. Estimava rixas freqüentes, as discussões
apaixonadas, o império dos seus pontos de vista. Não se acautelava contra o ato de
encolerizar-se e despertava incessantemente a cólera e a mágoa dos que lhe
desfrutavam a companhia.
Adquiria ódios com uma facilidade terrível e não percebia perigosa posição em
que se confiava. Já lhe haviam sido feitas dez operações de socorro magnético integral,
alijando-lhe as cargas malignas, informa Anacleto.
ESP0RITO INSTRUTOR
Anacleto, chefe dos trabalhos de passe daquele Centro Espírita. Anacleto tinha
Espíritos auxiliares de passes.
ESTADO DO PACIENTE
Fígado e baço acusavam enorme desequilíbrio.
CAUSA DO DESE7UIL0BRIO
Cargas malignas não só dos pensamentos de angústia e represália que ele
provocava nos outros, mas também dos pensamentos cruéis que fabricava para si.
TRATAMENTO APLICADO
Após longo exame do paciente, exclama Anacleto: “-Lastimável! Entretanto,
apenas poderemos aliviá-lo. Agora, após dez vezes de socorro completo, é preciso deixá-
lo entregue a si mesmo, até que adote nova solução”. E dirigindo-se ao auxiliar,
acentuou: “-Poderá oferecer-lhe melhoras, mas não deve alijar-lhe a carga de
forças destruidoras que nosso rebelde amigo acumulou para si mesmo. Nossa missão é
de amparar os que erram, e não de fortalecer os erros”.
CONSIDERAÇÕES DE ANACLETO
“- Nosso esforço é também educativo e não podemos desconsiderar a dor que
instrui e ajuda a transformar o homem para o bem. Nas normas de serviço que devemos
atender nessa casa, é imprescindível ajuizar as causas na extirpação dos males alheios.
Há pessoas que procuram o sofrimento, a perturbação, o desequilíbrio e é razoável que
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
sejam punidas pela conseqüências de seus próprios atos. Quando encontramos
enfermos dessa condição, salvamo-los dos fluídos deletérios em que se envolvem por
deliberação própria em dez vezes consecutivas, a título de benemerência espiritual.
Todavia, se as dez oportunidades voam sem proveito para os interessados, temos
instruções superiores para entregá-los à sua própria obra, a fim de que aprendam
consigo mesmos.
Poderemos aliviá-los, mas nunca libertá-los.
PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE VIDA DE DONA ALBINA
LIVRO
Obreiros da Vida Eterna – Cap. XVÌÌ
PACIENTE
Dona Albina, cujo desencarne estava em organização final. Presbiteriana, viúva,
desde cedo consagrada ao labor educativo, formada a infância e a juventude no ideal
cristão.
CAUSA DA MA6NETI4AÇÃO
Recuperar as energias de Dona Albina, que recebeu pequena prorrogação no
prazo de vida que estava findando.
ESP0RITOS MA6NETI4ADORES
Ìnstrutor Jerônimo, auxiliado por André Luiz.
LOCAL
Apartamento em moderno arranha-céu de elegante bairro da cidade do Rio de
Janeiro.
ESTADO EM 7UE SE ENCONTRAVA A PACIENTE
a) Ìnsuficiência cardíaca de aneurisma, em condições ameaçadoras, coração e
artéria apresentavam sintomas graves, assim como o fígado, os rins e o aparelho gastro-
intestinal;
b) dispnéia castigava-a intensamente;
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
c) a zona perigosa do corpo abatido era justamente a que situava o aneurisma,
provável portador da libertação. O tumor provocara a degenerescência do músculo
cardíaco e ameaçava ruptura imediata.
DESCRIÇÃO DO TRATAMENTO MA6NÉTICO
a) Jerônimo começou aplicando passe de restauração ao sistema de condução
do estímulo, demorando-se atencioso sobre os nervos do tônus;
b) em seguida forneceu certa quantidade de forças ao pericárdio, bem como às
estrias tendinosas, assegurando a resistência do órgão;
c) logo após, magnetizou a zona em que se localizava o tumor bastante
desenvolvido, isolando certos complexos celulares;
d) Jerônimo afirma que a melhora deverá durar alguns meses;
e) finda a complexa operação magnética, o coração da doente funcionava com
equilíbrio. As válvulas cardíacas passaram a denotar regularidades;
f) cessou a aflição, fato q foi atribuído pelo grupo encarnado aos efeitos da prece
que estavam fazendo naquela hora, o que na verdade, segundo André Luiz, auxiliou
sobremaneira a intervenção magnética.
ESCLARECIMENTOS 6ERAIS
a) causa da prorrogação: evitar as repercussões angustiosas e aborto que dona
Loide, filha de dona Albina, poderia vir a sofrer, pondo em risco reencarnação de uma
menina cujo feto estava em fase adiantada de formação dentro do seu ventre;
b) quem pediu a prorrogação: João, menino de oito anos de idade, companheiro
de muitos séculos da menina que ia nascer, cuja acontecimento se revestiria de profunda
significação para o futuro, pois ambos possuíam admirável passado de serviço na Crosta
Planetária; c) observação de André Luiz: “Ali, numa câmara de moléstia
grave, a oração, filha do trabalho com amor, vencia o vigoroso poder da morte”.
d) a prorrogação foi concedida por autoridade superior.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
Controle do batimento cardíaco. O impulso acelerador desce pela medula,
do centro que regula os batimentos cardíacos, no cérebro, para aumentar a atividade do
“pacemaker”. O batimento é retardado pela ação do nervo vago.
PREPARAÇÃO DO MÉDIUM PARA EFEITOS FÍSICOS
LIVRO
Missionários da Luz – Cap. X
MÉDIUM
Jovem mulher.
CAUSA DA MA6NETI4AÇÃO
Preparação de médium para ceder ectoplasma em reunião de materialização.
ESP0RITOS MA6NETI4ADORES
Ìnstrutor Alexandre, auxiliado por Verônica e mais três Espíritos.
LOCAL
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
Casa residencial na crosta, em uma cidade brasileira.
DESCRIÇÃO DO TRATAMENTO OU OPERAÇÃO MA6NÉTICA
Duas fases distintas são observadas:
1ª fase – Aceleramento do processo digestivo:
a – os cinco espíritos colocam as mãos em forma de coroa sobre a fronte da
jovem;
b – as energias assim reunidas formavam vigoroso fluxo magnético, que foi
projetado sobre o estômago e fígado da médium;
c – estômago e fígado acusam imediatamente novo ritmo de vibrações;
d – concentram-se as forças emitidas, gradualmente, sobre o plexo solar,
espalhando-se por todo sistema nervoso vegetativo;
e – André Luiz observa com espanto que se acelerava o processo químico da
digestão;
f – as glândulas do estômago começaram a segregar pepsina e ácido clorídrico
em maior quantidade, transformando-se rapidamente o bolo alimentar;
g – havia elevada produção de enzimas digestivas;
h – o pâncreas trabalhava ativamente, lançando grandes porções de tripsina na
parte inicial dos intestinos, que parecia grande hospedaria de bacilos acidificantes;
i – o fígado parecia sofrer especial influenciação, e exercia suas funções na
produção da bile, e nos fenômenos nutritivos relacionados com a vida dos glóbulos do
sangue;
j – as células hepáticas esforçavam-se, apressadas, armazenando recursos de
nutrição ao longo das veias interlobulares que se assemelhavam a pequeninos canais de
luz;
l – em poucos minutos o estômago permanecia inteiramente livre.
2ª fase – Preparação do sistema nervoso para saídas de força:
a – é diferente o fluxo magnético nas duas fases. Aqui, não mais os cinco
Espíritos com as mãos na fronte da médium;
b – separam-se os espíritos magnetizadores. Enquanto Alexandre projetava a
energia que lhe era peculiar, sobre a região do cérebro, Verônica e os três outros
espíritos, lançavam os recursos que lhes eram próprios sobre todo o sistema nervoso
central, encarregando-se cada um de determinada zona dos nervos cervicais, dorsais
lombares e sacros;
c – a limpeza era eficiente e enérgica, provocada pelas forças projetadas, sendo
arrancados dos centros vitais, resíduos escuros
d – sob o influxo luminoso da mão direita de Alexandre, o cérebro alcançara
brilho como se fora espelho cristalino;
e – todas as glândulas mais importantes resplandeciam à maneira de núcleos
vigorosos, excitados por elementos sublimes;
f – a chuva de raios parecia restaurar o equilíbrio elétrico na intimidade de todas
as células orgânicas;
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
g – Alexandre: o aparelho mediúnico foi submetido à operações magnéticas,
destinadas a socorrer-lhe o organismo nos processos de nutrição, circulação,
metabolismo e ações protoplásmicas, a fim de que o seu equilíbrio seja mantido acima de
qualquer surpresa desagradável.
OUTRAS INSTRUÇÕES RETIRADAS DO TEXTO= O DESDOBRAMENTO
Para o desdobramento, é especialmente estimulado o centro da
sensibilidade senão vejamos:
a – Verônica colocava a mão direita sobre a cabeça da jovem, demorando-se no
centro da sensibilidade;
b – Alexandre explica que ela está aplicando passes magnéticos como serviço de
introdução ao desdobramento necessário aos trabalhos de materialização.
A FORÇA NERVOSA > OU ECTOPLASMA
a – sob a ação do orientador espiritual de tarefa, exterioriza-se a força nervosa da
médium, à maneira dum fluxo abundante de neblina espessa e leitosa;
b – a força nervosa da médium é matéria plástica e profundamente sensível às
nossas criações mentais;
c – a exteriorização se faz parcialmente através da boca e ouvidos da médium.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
DESENCARNAÇÃO DE DIMAS
LIVRO
Obreiros da Vida Eterna – Caps. XÌÌÌ e XÌV
PESSOA OBSERVADA
Dimas: colaborador de trabalhos espíritas, médium assíduo aos trabalhos,
sempre a serviço de necessitados e sofredores. Tem pouco mais de 50 anos de idade.
O estudo é feito com a observação direta de André Luiz no processo de
desencarnação de Dimas.
CAUSA DA MA6NETI4AÇÃO
Desencarnar o espírito de Dimas.
ESP0RITO MA6NETI4ADOR
Assistente: Jerônimo.
Auxiliares: André Luiz, Hipólito (ex-padre) e Luciana.
LOCAL
Residência de Dimas em pequena cidade do interior.
ESTADO EM 7UE SE ENCONTRAVA O PACIENTE 8NO DIA DA
DESENCARNAÇÃO9
a) atacado de cirrose hipertrófica;
b) fígado desorganizado começara paralisar suas funções;
c) estômago, pâncreas e duodeno apresentavam anomalias estranhas;
d) os rins parecem praticamente mortos;
e) os glomérulos prendiam-se aos ramos arteriais como pequeninos botões
arroxeados;
f) os tubos coletores enrijecidos prenunciavam o fim do corpo;
g) sintomas de gangrena em toda a atmosfera orgânica;
h) corpúsculos das mais variadas espécies nadavam nos líquidos acumulados no
ventre;
o coração trabalhava com dificuldade.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
DESCRIÇÃO DO PROCESSO DESENCARNADOR
1. Resumo Teórico: os cuidados necessários da alma (feito pelo assistente
Jerônimo).
”- Há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos
serviços de liberação da alma”.
Primeira – o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações
fisiológicas;
Segunda – o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no
tórax;
Terceira – centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.
Ìsolamento do Sistema Nervoso: Antes de iniciar o desligamento das três regiões
acima descritas, Jerônimo, com o auxílio de André Luiz, que ficou com as mãos
colocadas na fronte do enfermo, fez as seguintes operações magnéticas no sistema
nervoso:
1º - insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras;
2º - a seguir, utilizando passes longitudinais, isolou o sistema nervoso simpático;
3º - neutralizou as fibras inibidoras no cérebro.
3. A Desencarnação de Dimas: (feita por Jerônimo) – acompanhar com o resumo
teórico do item 1.
Primeiro – o Centro Vegetativo: começou a operar sobre o plexo solar, desatando
laços que localizavam forças físicas. Com espanto, André Luiz notou que certas posições
de SUBSTÂNCÌA LEÌTOSA extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os
membros inferiores, com sintomas de esfriamento. Dimas gemeu alto, semi-inconsciente.
Segundo – Centro Emocional: Jerônimo, com passes concentrados no tórax,
relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre
determinado ponto de coração, que passou a funcionar como bomba mecânica,
desreguladamente. Desprenderam-se mais substâncias do epigástrio à garganta. O corpo
físico oferecia resistência, insistindo nela retenção do ser espiritual, ocasionando
angustiosa aflição a Dimas; todos os músculos opunham-se à libertação das forças
motrizes.
Terceiro – o Centro Mental: Jerônimo concentrou-se no cérebro. Aplicou todo seu
potencial de energia na fossa rombordal e quebrou alguma coisa que André Luiz não
pôde perceber com minúscias. Como conseqüência, brilhante chama violeta-dourada
desligou-se da região craniana, absorvendo instantaneamente a vasta porção de
substância leitosa já exteriorizada anteriormente dos outros centros. André Luiz afirma
que era difícil a chama, tal a sua intensidade. A chama mencionada transformou-se em
maravilhosa cabeça, idêntica à do corpo físico e após ela, foi-se formando todo o corpo
perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. Dimas, desencarnado, elevou-se
alguns passos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o
cérebro do corpo espiritual.
OBSERVAÇÃO
À medida que o novo organismo perispiritual surgia, a luz violeta-dourada,
fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se o
representasse conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente
recolhidos a um único ponto, espraiando-se em seguida, através de todos os escaninhos
do organismo perispiritual, assegurando, deste modo, a coesão dos diferentes átomos
das novas dimensões vibratórias.
FLUIDOS ANESTESIANTES NO ORGANISMO GERADOR
1 – LÌVRO
Ação e Reação – Cap. X (André Luiz)
2 – LOCAL
Um hospital em uma movimentada cidade terrestre.
3 – SERVÌÇO
Atendimento de passes espirituais.
4 – PESSOA OBSERVADA
Senhora grávida, preste a dar a luz à mais um filho.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
5 – ESPÍRÌTO ÌNSTRUTOR
Silas – Dirigente Espiritual
6 – Estado do paciente
Envolta nos fluídos anestesiantes que lhe são desfechados pelos perseguidores,
durante o sono, tem a vida uterina sensivelmente prejudicada por extrema apatia.
7 – CAUSA DA PRESENÇA DA NUVEM NEGRA
- Não podemos, assim de relance, mergulhar pormenorizadamente no pretérito que
lhe diz respeito. Entretanto, a título de nossa edificação espiritual, posso adiantar-lhes
que as penas de Laudemira, na atualidade, resultam de pesados débitos por ela
contraídos, há pouco mais de cinco séculos. Dama de elevada situação hierárquica na
Corte de Joana ÌÌ, Rainha de Nápoles, de 1414 a 1435, possuía dois irmãos
consangüíneos que lhe apoiavam todos os planos loucos de vaidade e domínio. Casou-
se, mas sentindo na presença do marido um entrave ao desdobramento das leviandades
que lhe marcavam o caráter, acabou constrangendo-o a enfrentar o punhal dos favoritos,
arrastando-o para a morte. Viúva e dona de bens consideráveis, cresceu em prestígio,
por haver favorecido o casamento da rainha, então viúva de Guilherme, Duque da
Áustria, com Jaime de Bourbom, Conde de la Marche. Desde aí, mais intimamente
associada às aventuras de sua soberana, confiou-se a prazeres e dissipações, nos quais
perturbou a conduta de muitos homens de bem e arruinou as construções domésticas,
elevadas e dignas, de várias mulheres de seu tempo. Menosprezou sagradas
oportunidades de educação e beneficência que lhe foram concedidas pela Bondade
Celeste, aproveitando-se da nobreza precária para desvairar-se na irreflexão e no crime.
Foi assim que, ao desencarnar, no fastígio da opulência material, nos meados do século
XV, desceu a medonhas profundezas infernais, onde padeceu o assédio de ferozes
inimigos que lhe não perdoaram os delitos e deserções. Sofreu por mais de cem anos
consecutivos nas travas densas, conservando a mente parada nas ilusões que lhe eram
próprias, voltando à carne por quatro vezes sucessivas, por intercessão de amigos do
Plano Superior, em cruciantes problemas expiatórios, no decurso dos quais, na condição
de mulher, embora abraçando novos compromissos, experimentou pavorosos vexames e
humilhações da parte de homens sem escrúpulos que lhe asfixiavam todos os sonhos...
8 – EXPLÌCAÇÃO DO ÌNSTRUTOR SÌLAS
Quando a queda no abismo é de longo curso, ninguém emerge de um salto. Ela
naturalmente entrava pela porta do túmulo e saía pela porta do berço, transportando
consigo desajustes interiores que não podia sanar de momento para outro. Entretanto,
nossa irmã, com o amparo de abnegados companheiros, voltou ao pagamento parcelado
das suas dívidas, reaproximando-se de credores reencarnados, não obstante
mentalmente jungida aos planos inferiores, desfrutando a bênção do olvido temporário,
com o que lhe foi possível angariar preciosa renovação de forças.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
9 – EXPLÌCAÇÃO PARA O TRATAMENTO
Na portaria do hospital, um dos vigilantes espirituais dirigiu-se ao instrutor Silas
preocupado com o estado de Laudemira. Tudo faz acreditar que a pobrezinha sofrerá
perigosa intervenção. O cirurgião voltará dentro de uma hora e, na hipótese de os
recursos aplicados não surtirem efeito, providenciará uma cesariana como remédio
aconselhável...
Nosso amigo (instrutor) mostrou funda preocupação a vincar-lhe o semblante
habitualmente calmo, e ajuntou:
- Uma operação dessa espécie acarretar-lhe-á grandes prejuízos para o futuro.
Consoante o programa organizado, em favor dela, cabe-lhe receber ainda mais três filhos
no templo do lar, de modo a utilizar-se do presente estágio humano, com tanta eficiência
quanto se torne possível...
10 – TRATAMENTO APLÌCADO
Silas, sob atenção de Clarindo e Leonel que nos seguiam, surpresos, convocou-
nos, a Hilário e a mim, para o socorro imediato.
Determinando permanecêssemos ambos em oração, com a destra ao cérebro da
doente, começou a fazer operações magnéticas excitantes sobre o colo uterino.
Substância leitosa, qual neblina leve, irradiava-se-lhe das mãos, espalhando-se
sobre todos os escaninhos do aparelho genital.
Decorrido alguns minutos de pesada expectativa, surgiram contrações que, pouco
a pouco, se acentuaram intensamente.
Silas, atencioso, controlou a evolução do parto, até que o médico ingressou no
recinto.
Longe de registrar-nos a presença, sorriu, satisfeito, reclamando o concurso de
competente enfermeira.
A cesariana foi esquecida.
Convidou-nos o assistente ao regresso, informando-nos mais tranqüilo:
- O organismo de Laudemira reagiu brilhantemente. Esperamos possa continuar na
obra que lhe compete, com o êxito necessário.
TRATAMENTO MAGNÉTICO COM RECURSOS NATURAIS
1 – LÌVRO
Ação e Reação – Cap. XÌÌÌ (André Luiz)
2 – LOCAL
Um casebre em uma área rural pobre e triste.
3 – SERVÌÇO
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Tema: Formação Mediúnica II
Atendimento de pessoas.
4 – PESSOAS OBSERVADAS
Uma mulher e seu filho, um anão paralítico e doente.
5 – ESPÍRÌTO ÌNSTRUTOR
Silas, dirigente da equipe espiritual.
6 – ESTADO DA PACÌENTE
O coração da enferma apresentava alarmante arritmia, figurando-se-nos agitado
prisioneiro a emaranhar-se nas artérias estreitas em estranhas calcificações.
Os vasos enfraquecidos do miocárdio ameaçam ruptura próxima. A parada súbita
do órgão central pode ocorrer de um instante para outro.
7 – TRATAMENTO APLÌCADO
O Assistente comunicou-nos que a enferma reclamava medicação imediata,
considerando, porém, que naquela hora da noite não era fácil trazer algum companheiro
encarnado ao sítio deserto, nem dispúnhamos, ali, de recursos quaisquer.
Ainda assim, vimo-lo aplicar-lhe passes na glote, com desvelada atenção.
Logo após, administrou recursos fluídicos à linfa pura.
Compreendemos que Silas ativara a sede da doente, constrangendo-a a servir-se
da água simples então convertida em líquido medicamentoso.
Despendendo enorme esforço, Poliana abandonou o leito e buscou o pote
humilde.
Após beber ligeiros goles, asserenou as próprias ânsias, qual se houvera sorvido
valiosa poção calmante.
Decorrido alguns minutos, Poliana mostrava-se plenamente fora do vaso físico,
mas sem a necessária lucidez espiritual para identificar-nos a presença. A enferma
ausente do corpo de carne. Como num sonho consolador, foi convenientemente
acomodada por Silas no tapete de relva macia.
Finda essa operação, o Assistente convocou-nos à prece.
Após a prece, energias imponderáveis da Natureza, associadas aos fluidos de
plantas medicinais, foram trazidas à nossa enferma, que as inalava a longos sorvos, e,
em tempo breve, vimos Poliana surpreendentemente refeita, pronta a retomar o envoltório
para a necessária restauração.
8 – EXPLÌCAÇÃO SOBRE O DÉBÌTO
- Temos sob nossa atenção lamentável débito congelado. Nosso pobre
companheiro, deploravelmente tombado, praticou numerosos delitos na Terra e no Plano
Espiritual e, há mais de mil anos, vem sucumbindo, vaidoso e desprevenido, às garras da
criminalidade... De existência a existência, não soube senão consumir os recursos do
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Tema: Formação Mediúnica II
campo físico, tumultuando as paisagens em que o Senhor lhe concedeu viver.
Calamidades diversas, como sejam homicídios, rebeliões, extorsões, falências, suicídios,
abortos e obsessões foram por ele provocados, desde muitos séculos, porquanto nada
viu à frente dos olhos senão o seu egoísmo a saciar... Entre o berço e o túmulo, é o
desatino incessante, e, do túmulo para o berço, é a maldade fria e inconseqüente. Quase
sempre inspirado nos pontos de vista de Poliana, que lhe vem sendo a companheira de
múltiplas jornadas, cristalizou-se como infeliz empresário do crime, agigantando-se-lhe de
tal modo o desequilíbrio na viciação, que não houve outro remédio para ele senão o
insulamento absoluto na carne, ao nevoeiro da romagem presente, na qual identificamos,
assim, como fera enjaulada na armadura de células aviltantes, sob a custódia da mulher
que ajudou nas quedas sucessivas, erigidas agora à posição de enfermeira maternal do
seu longo infortúnio. Poliana, a companheira fútil e transviada do bem, que habitualmente
escolheu para si a condição de boneca do prazer delituoso, acordou, além-túmulo, para
as realidades da vida antes dele...
Nosso amigo, até que se amadureça em espírito para a renovação necessária,
guarda a mente trabalhando em circuito fechado, isto é, pensa constantemente para si
mesmo, incapaz da permuta de vibrações com os semelhantes, exceção feita com
Poliana, de quem se fez satélite mudo e expectante, como parasita em fronde seivosa.
Sabino é um problema de débito estacionário, porque jaz em processo de hibernação
espiritual, compulsoriamente, a fim de que possa, de futuro, encarar o montante dos
compromissos em que se enleia, promovendo-lhes solução digna nos séculos próximos,
a golpes de férrea vontade na renunciação de si mesmo.
AÇÃO MAGNÉTICA ESPIRITUAL AGINDO SOBRE O VEÍCULO CARNAL
1 – LÌVRO
Ação e Reação – Cap. XÌÌ (André Luiz)
2 – LOCAL
Pequena moradia, lar terreno, constituída de três peças desataviadas e estreitas.
3 – SERVÌÇO
Atendimento de passes
4 – PESSOA OBSERVADA
Companheira reencarnada há quase 30 (trinta) anos. Encontra-se agoniada e
exausta.
5 – ESPÍRÌTO ÌNSTRUTOR E MAGNETÌZADOR
Silas, orientador das atividades de socorro.
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
6 – ESTADO DA PACÌENTE
Jovem agoniada e exausta. A infeliz, de joelhos, beijava sofregamente uma menina
de dois a três anos, mostrando a indefinível angústia dos que se despedem para sempre.
- Deus meu, rogou Marina, Pai de infinita Bondade – implorou em voz alta –
compadece-te de mim e perdoa-me o fracasso! Não suporto mais... Sem minha
presença, meu marido viverá mais tranqüilo no leprosário e minha desventurada filhinha
encontrará corações caridosos que lhe dispensem amor... Não tenho mais recursos...
Estou doente... Nossas contas esmagam-me... Como vencer a enfermidade que devora,
obrigada a costurar sem repouso, entre o marido e a filhinha que me reclamam
assistência e ternura?
Logo após, em movimento rápido, tomou de um copo em que se encontrava
beberagem cujo teor tóxico não nos deixava qualquer dúvida.
7 – CAUSA DO ATENDÌMENTO
Solicitação de Luísa, desencarnada, mãe de Marina, encarnada.
Luisa comenta a situação de Marina no passado:
- Marina veio de nossa Mansão (posto de atendimento espiritual) para auxiliar a
Jorge e Zilda, dos quais se fizera devedora. No século passado, interpôs-se entre os dois,
quando recém-casados, impelindo-os a deploráveis leviandades que lhes valeram
angustiosa demência no Plano Espiritual... Depois de longos padecimentos e desajustes,
permitiu o destino, o nascimento dos três no mesmo quadro social, para o trabalho
regenerativo. Marina, a primogênita do lar de nossa irmã Luísa, recebeu a incumbência
de tutelar a irmãzinha... quando moças feitas, há alguns anos, eis que, ... a jovem Zilda
reencontra Jorge e reatam, instintivamente, os elos afetivos do pretérito. Amam-se com
fervor e confiam-se ao noivado... Marina, porém longe, de corresponder às promessas
esposadas no Mundo Maior... completamente cega e surda aos avisos da sua
consciência, começou a envolver o noivo da irmã em larga teia de seduções... E Jorge,
inconscientemente dominado, transferiu-se do amor por Zilda à simpatia por Marina...
Todavia, em faltando apenas duas semanas para a realização do consórcio, surpreende-
se a pobrezinha com a inesperada e aflitiva confissão... Jorge expõe-lhe a chaga que lhe
excrucia o mundo interior... Não lhe nega admiração e carinho, mas desde muito
reconhece que somente Marina deve ser-lhe a companheira no lar... desesperada,
consegue na mesma noite do entendimento a dose de formicida com que põe termo à
existência física... Foi assim que Jorge e Marina, livres casaram-se... entretanto, dois
anos após o enlace, receberam Zilda em rendado berço, como filhinha estremecida...
nasceu surda-muda e mentalmente retardada... A vida corria-lhes regularmente, não
obstante atribulada pelas provas naturais do roteiro, quando, há meses, Jorge foi
apartado para o leprosário onde se encontra em tratamento. Desde então, entre o esposo
doente e a filhinha infeliz, Marina padece o abatimento em que a encontramos, martelada
igualmente pela tentação do suicídio.
8 – TRATAMENTO APLÌCADO
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Estudando a Doutrina Espírita
Tema: Formação Mediúnica II
Antes, porém, de colocar o copo à boca em febre, eis que o Assistente Silas,
espírito desencarnado, lhe disse em voz segura:
- Como podes pensar na sombra da morte, sem a luz da oração?
A desventurada não lhe ouviu a pergunta com os tímpanos de carne, mas a frase
de Silas invadiu-lhe a cabeça qual rajada violenta.
Lampejaram-lhe os olhos como novo brilho e o copo tremeu-lhe nas mãos, agora
indecisa.
Nosso orientador estendeu-lhe os braços envolvendo-a em fluidos anestesiantes
de carinho e bondade... e, sob vigorosa influência do diretor de nossa excursão, levantou-
se automaticamente e estirou-se no leito...
Silas administra-lhe passes magnéticos de prostração e, induzindo-a ligeiro
movimento do braço, fez que ela mesma, num impulso irrefletido, batesse com força no
copo fatídico, que rolou no piso do quarto, derramando o líquido letal.
Com a mente mais serena e com acentuada passividade o Assistente a conduz ao
sono provocado...
Silas emitiu forte jacto de energia fluídica sobre o córtex encefálico dela, e grande
torpor lhe invade o campo nervoso, deixando-se adormecer pesadamente qual houvera
sorvido violento narcótico.
Silas, no entanto, interessado em conduzir até o fim, administrou novos recursos
magnéticos à mãezinha debilitada...
Marina ergue-se em espírito sobre o corpo somático e pousou em nós o olhar vago
e inexpressivo...
... como a despertar-lhe as percepções do Espírito, afagou-lhe as pupilas, com as
mãos aureoladas de fluidos luminescentes e, de repente, à maneira do cego que retorna
à visão,... viu a genitora.
9 – EFEÌTOS DO TRATAMENTO
1º) Dominada de novos pensamentos, recolocou o perigoso recipiente no lugar
primitivo;
2º) No leito, fez uma prece;
3º) Com ligeiro movimento do braço, induzida pelo orientador, bate com força no
copo fatídico, que rolou no piso do quarto, derramando o líquido letal;
4º) Novamente se põe a orar em silêncio, com evidentes sinais de temor e
remorso;
5º) Adormece pesadamente, qual se houvera sorvido violento narcótico;
6º) Ergueu-se em espírito sobre o corpo somático;
7º) Viu a mãe e refugiou-se-lhe no regaço;
8º) Ajoelhada e lacrimosa, osculava as mãos da genitora, clamando em súplica:
“- Mãe querida, perdoa-me! Perdoa-me!...”
9º) A moça renovada ressurge, transformada.
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Tema: Formação Mediúnica II