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BOCAINA

CURSOS & ESTUDOS AMBIENTAIS-URBANOS

FICHA GERAL

Área n˚: 9 Local: Parque Prainha


Equipe: Eng. Waldemar, Geól. Fernando, Ag.Def.Civil João Paulo, Eng. Augusto, estag. Maira
Data: 12/12/2008 Localização da Área: A montante da Rua Saturnino de Brito/ a jusante
do limite do Parque Estadual Japui/Xixová
GPS:
Fotos Oblíquas de Baixa Altitude: FA 9.1 a FA 9.4

Caracterização da Ocupação (padrão, tipologia das edificações, infra-estrutura):

Ocupação mista, com trechos com maior padrão construtivo e infra-estrutura ao longo das vias e
moradias mais precárias, com lançamento de águas servidas na encosta, principalmente a montante da
Rua Benedito Calixto. Todas as edificações são de alvenaria.

Caracterização Geológica:

Granitóide embrechítico

Caracterização Geomorfológica:

Encosta marginal de morro

Grau de
Setor nº Nº de moradias ameaçadas Alternativa de intervenção
probabilidade
Monitoramento sistemático/ faxina
sistemática de blocos rochosos
individualizados e instáveis –
S1 Cerca de 35
R2 (médio) intervenções localizadas de contenção
e drenagem – muro de espera e
drenagem no cercamento do Parque
Estadual
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FICHA DE CAMPO
Encosta
Margem de Córrego

Área n˚: 9 Local: Parque Prainha Setor : S1

Referência: edificações de LEs (a partir das proximidades da Av. Tupiniquins) 7, 24 (edifício


multifamiliar), 26, 26 A, 28, 30, 32 A, 34, 36, 36-F, 40-F, 42, 58, 60, 62 (todas ao longo da Rua
Saturnino de Brito) , 278-F, 326, 380 (todas a meia encosta), 444, 527 (novamente a beira da
Rua Saturnino de Brito), 576 altos, 659, 656, 672, 672 altos A e B ( a montante da Rua
Benedito Calixto) e outras edificações de numeração não identificada.
Equipe: Eng. Waldemar, Geól. Fernando, Ag.Def.Civil João Paulo, Eng. Augusto, estag. Maira
Data: 12/12/2008

Diagnóstico do setor (condicionantes e indicadores do processo de instabilização):

Trata-se de um setor de encosta com a porção superior muito vegetada e íngreme ( decretada parte do
Parque Estadual Xixová-Japuí no ano de 1993) e sopé da encosta e trechos de depósitos de tálus e/ou
rampas de colúvios com ocupação medianamente adensada. Durante os anos 1980/90, sofreu processo
mais intenso de ocupação irregular e desordenada e, como resultado de cortes em taludes, retirada de
vegetação, ausência ou obstrução de drenagens e outros fatores característicos de tal momento,
ocorreram vários acidentes graves associados a escorregamentos (ver na FA 9.1 local onde ocorreu
acidente com óbitos em 1996). Observa-se, atualmente, em quase todas as edificações vistoriadas,
algum tipo de equipamento de proteção, como canaletas de drenagem (mas que não constituem um
sistema de drenagem integrado), muros de arrimo, moitas de bambus que servem como barreiras
vegetais. Foram detectadas, durante a detalhada vistoria realizada nesta área, algumas situações com
processos localizados de instabilidade ou algumas moradias em posição que solicita estruturas de
proteção:
- No edifício multifamiliar LE 24 da Rua Saturnino de Brito, construído muito próximo a paredão rochoso,
pode-se constatar a existência de alguns blocos do granitóide em avançado estágio de desplacamento
e/ou individualização (ver foto FC A9.S1.1) . Na altura do terceiro andar, há uma canaleta de drenagem
ampla e uma mureta baixa, recoberta, pelo lado externo que fica aos fundos do restaurante de LE 7 por
uma larga faixa de depósito de tálus recoberto por “Marias-sem-vergonha” (Impatiens sultani) , com
cerca de 20-25m de extensão até o paredão rochoso subvertical (ver foto FC A9.S1.2). Aos fundos e na
lateral oposta a esta, a laje, igualmente protegida por uma mureta baixa e drenagem (ver foto FC
A9.S1.3)., está bem próxima de exposições rochosas, residuais provavelmente de antiga área de
empréstimo, onde observam-se esfoliações, descontinuidades e outras feições que poderão produzir
lascas ou blocos (ver fotos FC A9.S1.4 a FC A9.S1.7).Há evidência de desplacamento rochoso ocorrido
próximo ao prédio (ver fotos FC A9.S1.7 e FC A9.S1.8 )
- As moradias de LEs 26 a 58 foram assentadas mediante corte ou sobre um corpo de tálus bastante
extenso. Embora todas elas, pelo observado na vistoria a cada uma, apresentem edificações bastante
sólidas e dotadas de reforços estruturais e arrimos (ver fotos FC A9.S1.9 a FC A9.S1.13), foi sugerida a
construção de um muro de espera ao morador da casa de LE 30 (Luis) para maior segurança.
- O edifício a jusante do local onde ocorreu acidente associado a escorregamento com vítimas em 1996
dispõe de um adequado muro de espera com drenagem (ver foto FC A9.S1.14) ao fundo.
- Um grupo de moradias mais precárias e deterioradas, a montante das LEs 394 e 444 da Rua Saturnino
de Brito, vistoriadas (ver fotos FC A9.S1.15 e FC A9.S1.16) , apresentam muros de arrimo
razoavelmente adequados e conservados em taludes de corte a montante (Ver fotos FC A9.S1.17 a FC
A9.S1.19) Todas estas moradias assentadas a meia encosta a montante da Rua Saturnino de Brito ou
da Rua Benedito Calixto apresentam potencialidade de sofrerem processos futuros de instabilização
provocados pelo escoamento da água pluvial e lançamento das águas servidas e por deficiência de
drenagens (ver foto FC A9.S1.20 )
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- As moradias 659, 656 e 672 encontram-se muito próximas ao limite do trecho superior da encosta
pertencente ao Parque Estadual(ver fotos FC A9.S1.21 e FC A9.S1.22)., onde a vegetação densa,
ainda que seja também uma barreira, impede a observação de eventuais lascas ou blocos rochosos
instáveis da vertente íngreme. Alguns blocos centimétricos rolados podem ser observados a montante
(ver fotos FC A9.S1.23)
- As moradias 672 altos A e B estão assentadas em patamares onde se observa grande quantidade de
blocos rochosos métricos.

Descrição do Processo de Instabilização: (escorregamento de solo / rocha / aterro; naturais /


induzidos; materiais mobilizados; solapamento; ação direta da água, etc):

Queda ou rolamento de blocos e lascas rochosos; escorregamento de solo superficial..

Observações (incluindo descrição de fotos obtidas no local):

FC A9.S1.1 - Vista do prédio de LE24 a partir da Rua Saturnino de Brito


FC A9.S1.2 – Corpo de tálus recoberto por “Marias-sem-vergonha” a montante do restaurante de LE7
FC A9.S1. 3 - Laje do prédio LE24, protegida por mureta baixa e drenagem
FC A9.S1.4 a FC A9.S1.6 – Blocos rochosos próximos ao prédio LE24 com tendência a desplacamento
e individualização de lascas.
FC A9.S1.7 e FC A9.S1.8 - Evidências de desplacamento rochoso ocorrido próximo ao prédio.

FC A9.S1.9 a FC A9.S1.13 – Reforços estruturais e arrimos observados nas moradias de LEs 26 a 58


FC A9.S1.14 – Muro de proteção e drenagem do edifício
FC A9.S1.15 – Vista de moradia a meia encosta, a montante das LEs 394 e 444.
FC A9.S1.16 – Moradia precária a meia encosta
FC A9.S1.17 a FC A9.S1.19 – Muros de contenção aos fundos das moradias de meia encosta
FC A9.S1.20 – Observar sulco de erosão no talude lateral da casa provocado por concentração de
águas pluviais
FC A9.S1.21 – Vista frontal da moradia de LE 659
FC A9.S1.22 – Detalhe do marco do Parque Estadual, imediatamente aos findos da LE 659
FC A9.S1.23 – Blocos pequenos rolados a montante da LE 659
FC A9.S1.24 – Vista das moradias LE 672 altos A e B

Grau de Probabilidade: Médio (R2)

Indicação de intervenção: Indicação de intervenções localizadas a cargo dos moradores :

Intervenção sugerida para o conjunto da área:


- monitoramento permanente; “faxina” sistemática de blocos e lascas instáveis.
- implantação do cercamento do parque sobre estrutura de concreto com função de muro de espera e
drenagem, com canaletas de lançamento das águas pluviais.

Quantitativos para a intervenção sugerida:


600 metros de cerca com canaleta
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3 Caixas de passagem de 1,0X1,0m

Estimativa de n° de edificações no setor: cerca de 35