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Joinville, fevereiro de 2013.

1

-

Formul·rio

CÌrculo TrigonomÈtrico:

Formul·rio CÌrculo TrigonomÈtrico: Adaptado de: http://tipo10.blogspot.com/2008/09/crculo-trigonomtrico.html Acesso:

Adaptado de: http://tipo10.blogspot.com/2008/09/crculo-trigonomtrico.html

Acesso: 15/12/2011.

FunÁıes trigonomÈtricas:

1.

3.

Hip Hip q q CA CA
Hip
Hip
q q
CA
CA

Seno: sen( ) = Hip CO ;

Tangente: tg( ) = CO CA = sen ( )

cos ( ) :

3

CO

CO

2.

Cosseno: cos ( ) =

CA

Hip ;

RelaÁıes TrigonomÈtricas:

1. sen 2 ( ) + cos 2 ( ) = 1;

2. tg 2 ( ) + 1 = sec 2 ( ) ;

3. 1+cotg 2 ( ) =cossec 2 ( ) ;

4. sen(a b ) = sen(a ) cos (b ) sen(b ) cos (a ) ;

5. cos(a b ) = cos (a ) cos (b ) sen(a ) sen(b ) ;

6. sen(2 ) = 2 sen( ) cos ( ) ;

7. cos (2 ) =

8. sen 2 ( ) = 1 2 1 2 cos (2 );

cos 2 ( ) sen 2 ( );

9. cos 2 ( ) = 2 + 1 2 cos (2 );

1

Propriedades de LogarÌtmos:

1.

log a (a ) = 1;

3.

log a (bc ) =

log a b + log a c ;

5.

log a (b c ) = c log a b ;

Propriedades de Exponenciais:

1.

3.

5.

a b+ c = a b :a c ; p a b = a c ;

c

b

r a

n

b =

p a

p b ;

n

n

FunÁıes HiperbÛlicas:

1. Seno HiperbÛlico: senh(x ) = e x 2 e x

;

2. Cosseno HiperbÛlico: cosh (x ) = e x + 2 e x

:

RelaÁıes para FunÁıes HiperbÛlicas:

1. cosh 2 (x ) senh 2 (x ) = 1;

2. senh(x ) + cosh ( x ) = e x ;

3. cosh (x ) senh(x ) = e x ;

4

2. log a 1 = 0;

4. log a c = log a b log a c ;

b

6. log b a = log c a

log c b ;

2. a bc = a b c = ( a c ) b ;

4. p ab = p a: p b ; 6. a log a b = b:

n

n

n

4.

1 tgh 2 (x ) =

sech 2 (x ) ;

5.

6.

7.

8.

9.

10.

11.

cotgh 2 (x ) 1 =cossech 2 (x ) ;

senh(x + y ) = senh(x ) cosh (y ) + cosh ( x ) senh(y ) ;

cosh (x + y ) = cosh (x ) cosh (y ) + senh(x ) senh(y ) ;

senh(2x ) = 2 senh(x ) cosh (x ) ;

cosh (2 x ) = cosh 2 x +sinh 2 (x ) ;

senh 2 x = cosh (x ) 1 ;

2

cosh 2 x = cosh (x ) + 1

2

:

FunÁ„o Par: f (x ) = f ( x )

FunÁ„o Ìmpar: f ( x ) = f (x )

FunÁ„o PeriÛdica: f (x + T ) = f (x )

Limites Not·veis:

1. lim

sen (u )

3.

u

u

!0

u

lim 1 1 +

!

= 1;

u u

1

= e;

2. lim

u

!0

4. lim

u

!0

1 cos (u )

u

a u 1

= 0;

= ln a:

u

Formas Indeterminadas ou IndeterminaÁıes:

0

0 , 1

1 , 0 1 , + 1 1 , 0 0 , 1 1 e 1 0 :

DeÖniÁ„o de Derivada:

f 0 (x ) = lim

x!0

f (x + x ) f (x )

x

:

AproximaÁ„o Linear Local:

f (x 0 + x ) ' f (x 0 ) + f 0 (x 0 ) x:

5

Tabela de Derivadas

Sejam u = u (x ) e v = v (x ) funÁıes deriv·veis e n 2 R .

FunÁ„o

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9. y = cos u

10. y

11. y

12. y

13. y = cossec(u )

14. y

15. y = cosh u

16. y

17. y

18. y = sech(u )

19. y

20. y = arcsen(u )

y = u n y = uv u

y =

y = a u , a > 0 e a 6= 1 y = e u y = log a u , a > 0 e a 6= 1

y

= y = sen(u )

v

ln u

=

=

=

tg(u )

cotg(u )

sec (u )

=

=

=

=

senh(u )

tgh(u )

cotgh(u )

cossech(u )

21. y = arccos u

22. y =arctg(u )

23. y =arccotg(u )

24. y = arcsec u , ju j 1

25. y =arccossec(u ), ju j 1

26: y =argsenh(u )

Derivada

y 0 = nu n 1 u 0 ;

y 0 =

y 0 = vu 0 uv 0

v 2 0 u 0 :a u ln a ;

u 0 v + v 0 u ;

u

0

;

u 0 sec 2 (u );

y 0 =

y 0 = u 0 e u ; y 0 = u 0 log a e;

y 0 = u u ;

y 0 = u 0 cos u ;

y 0 = u 0 sen(u );

y 0 =

y 0 = u 0 cossec 2 (u ); y 0 = u 0 tg(u ) sec (u ); y 0 = u 0 cossec(u )cotg(u ); y 0 = u 0 cosh (u ); y 0 = u 0 senh(u ); y 0 = u 0 sech 2 (u ); y 0 = u 0 cossech 2 (u ); y 0 = u 0 sech(u )tgh(u ); y 0 = u 0 cossech(u )cotgh(u ) ; u 0

y 0 =

p 1 u 2 ; u 0

p

u

0

1 u 2

+ u 2 ; u 0 1 + u 2 ;

y 0 =

y 0 =

1

y 0 =

y 0 =

y 0 =

0

u u 2 1 , ju j > 1; ju j p

y 0 =

0

u u 2 1 , ju j > 1; ju j p

y 0 =

u 0 p u 2 + 1 ;

27. y =argcosh(u )

y 0 = p u u 2 0 1 , u > 1;

28. y =argtgh(u )

y 0 =

u

0

1 u 2 , ju j < 1;

29. y =argcotgh(u )

y 0 =

1 u 0 u 2 , ju j > 1;

30. y = argsech(u )

31. y = argcossech(u )

6

u

0

y 0 = u p 1 u 2 , 0 < u < 1;

y 0 =

u 1 + u 2 , u 6= 0:

0

ju j p

Tabela de Integrais Imediatas

1.

u

n+1

R u n du = + 1 + c , n 6= 1;

n

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9.

10.

R du = ln ju j + c ;

u

a

u

R a u du = ln a + c , a > 0 e a 6= 1;

R e u du = e u + c ;

R sin (u ) du = cos u

+ c ;

R cos (u ) du = sin u +

c ;

R sec 2 (u ) du = tg(u ) + c ;

R cossec 2 (u ) du = cotg(u ) + c ;

R sec ( u ) du =

R cossec(u ) du = ln jcossec (u ) cotg (u )j + c ;

ln jsec ( u ) + tg (u )j + c ;

11. R

du u 2 + a 2 =

1

a arctg u + c .

a

7

CapÌtulo 1 N˙meros Reais, Intervalos e FunÁıes

Objetivos

IdentiÖcar os conjuntos numÈricos;

Conhecer e aplicar as propriedades relativas ‡ adiÁ„o e multiplicaÁ„o de n˙meros reais;

Utilizar as propriedades relacionadas com as desigualdades estritas e n„o estritas;

Operar com equaÁıes e inequaÁıes com e sem valor absoluto;

Determinar o campo de deÖniÁ„o de uma funÁ„o;

Operar com funÁıes;

Obter funÁıes compostas;

IdentiÖcar funÁıes pares, Ìmpares e periÛdicas;

Determinar a inversa de uma funÁ„o;

EsboÁar gr·Öcos de funÁıes usando translaÁ„o;

Reconhecer os tipos de funÁıes: polinomiais; racionais; irracionais; potenciais; exponenciais; logarÌtmicas; trigonomÈtricas; hiperbÛlicas; e hiperbÛlicas inversas;

1.1 N˙meros

Os primeiros n˙meros conhecidos foram os N˙meros Cont·veis , ou seja, o conjunto dos N˙meros Naturais, representado por N , isto È:

N = f0; 1; 2; 3; :::g :

As operaÁıes com os n˙meros naturais foram respons·veis pela criaÁ„o dos n˙meros negativos, assim:

x + a = b ) x = b a,

onde a e b s„o n˙meros naturais. Estes n˙meros, juntamente com os n˙meros naturais formam o conjunto dos N˙meros Inteiros, representado por Z, isto È:

Z = f:::; 3; 2; 1; 0; 1; 2; 3; :::g:

A resoluÁ„o de equaÁıes do tipo

ax = b ) x = b

a , com a e b n˙meros inteiros onde a n„o È nulo, pode levar ao surgimento de n˙meros n„o inteiros. Desta forma, os n˙meros da forma a b com a e b n˙meros inteiros e a 6= 0 formam um conjunto de n˙meros, denominado N˙meros Racionais, representado por Q. E os n˙meros (fraÁıes) decimais inÖnitos n„o periÛdicos s„o denominados N˙meros

Irracionais, representados por = . S„o exemplos de n˙meros irracionais: , e, p 2, p 3,

p

Observando a reta numerada, vemos que a todos os pontos foram atribuÌdos n˙meros. Temos, ent„o que, a reuni„o dos n˙meros racionais com os n˙meros irracionais se denomina conjunto dos N˙meros Reais, representado por R .

5,

5 2 1 1 1 3 -2 -1 0 1 2 5 2 2
5
2
1
1
1
3
-2
-1
0
1
2
5
2
2

Como o c·lculo envolve n˙meros reais, vejamos algumas deÖniÁıes e pro- priedades fundamentais destes n˙meros, embora n„o tenhamos interesse em mostrar como estas propriedades s„o tiradas dos axiomas e teoremas.

DeÖniÁ„o 2:

priedades:

Soma: 8a; b 2 R ) 9 (a + b ) 2 R

R

Produto: 8a; b 2 R ) 9 (a:b ) 2

1. Comutativa: 8a; b 2 R )

a + b = b + a a:b = b:a

;

10

, satisfazendo as pro-

2. Associativa: 8a; b; c 2 R )

a + (b + c ) = (a + b ) + c a: (b:c ) = a: (b:c )

;

3. ExistÍncia de elemento neutro:

8a 2 R ; 90 2 R = a + 0 = 0 + a = a 8a 2 R ; 91 2 R = a:1 = 1:a = a

4. oposto: 8a 2 R ; 9 a 2 R = a + ( a ) = ( a ) + a = 0;

5. inverso: 8a 2 R e a 6= 0, 9 a 1 2 R = a: (a 1 ) = (a 1 ) :a = 1;

6. Distributiva: 8a; b; c 2 R ) a: (b + c ) = a:b + a:c .

Elemento

Elemento

;

DeÖniÁ„o 2: SubtraÁ„o: 8a; b 2 R ) 9 (a b ) 2 R :

DeÖniÁ„o

3: Divis„o: 8a; b 2 R e b 6= 0; 9 a 2 R :

b

1.2 Desigualdades

Axioma de Ordem: No conjunto dos n˙meros reais, existe um subconjunto, R + , dito reais positivos, tais que:

1. se a 2 R , exatamente uma das trÍs aÖrmaÁıes È verdadeira: a = 0, a È positivo ou a È positivo;

2. a soma e o produto de reais positivos È um n˙mero real positivo;

DeÖniÁ„o 4: O n˙mero real a È negativo se, e somente se, a È positivo.

DeÖniÁ„o 5: Desigualdade Estrita Os sÌmbolos < (menor que) e > (maior que) s„o deÖnidos por:

i. a < b se, e somente se, b a È positivo; ii. a > b se, e somente se, a b È positivo.

DeÖniÁ„o 6: Desigualdade N„o Estrita Os sÌmbolos (menor ou igual) e (maior ou igual) s„o deÖnidos por:

i. a b se, e somente se, a < b ou a = b ; ii. a b se, e somente se, a > b ou a = b .

As desigualdades deÖnidas acima, satisfazem as propriedades:

1. a > 0 se, e somentes se, a È positivo;

2. a < 0 se, e somentes se, a È negativo;

3. a > 0 se, e somentes se, a È negativo;

11

4.

a < 0 se, e somentes se, a È positivo;

5.

6. Se a < b e c

7.

8.

9.

Transitiva: Se a < b e b < c , ent„o a < c ;

2 R , ent„o a + c < b + c ;

Se a < b e c < d, ent„o a + c < b + d;

Se a < b e c 2 R + , ent„o a:c < b:c ;

Se a < b e c 2 R , ent„o a:c > b:c ;

Se 0 < a < b e 0 < c < d, ent„o a:c < b:d;

Se a > b e b > c , ent„o a > c ;

Se a > b e c 2 R , ent„o a + c > b + c ;

Se a > b e c > d, ent„o a + c > b + d;

Se a > b e c 2 R + , ent„o a:c > b:c ;

Se a > b e c 2 R , ent„o a:c < b:c ;

Se a > b > 0 e c > d > 0, ent„o a:c > b:d;

Se a < b , com ambos positivos ou negativos, ent„o

10.

11.

12.

13.

14.

15.

16.

17.

DeÖniÁ„o 7:

R = f x 2 R : x 6= 0g R + = f x 2 R : x 0g R + = f x 2 R : x > 0g R = f x 2 R : x 0g R = f x 2 R : x < 0g

1.3 Intervalos

1

a

1

> b :

DeÖniÁ„o 8: Intervalos s„o conjuntos inÖnitos de n˙meros reais. Geome- tricamente, correspondem a segmentos de reta sobre um eixo coordenado. Por exemplo, se a < b , ent„o o intervalo aberto de a a b , denotado por (a; b), È o segmento de reta que se estende de a atÈ b , excluindo-se os extremos; e o intervalo fechado de a atÈ b , denotado por [ a; b] , È o segmento de reta que se estende de a atÈ b , incluindo-se os extremos. Estes intervalos podem ser expressos na notaÁ„o de conjuntos como

(a; b ) = f x 2 R = a < x < bg; [ a; b] = fx 2 R = a x b g .

.

12

Um intervalo pode incluir um extremo, mas n„o outro. Estes intervalos s„o chamados semi-abertos (ou, algumas vezes, semi-fechados ). AlÈm disso, È possÌvel um intervalo estender-se indeÖnidamente em uma ou em outra direÁ„o, escrevemos +1 no lugar do extremo direito, e para indicar que o intervalo se estende indeÖnidamente na direÁ„o negativa, escrevemos 1, no lugar do extremo esquerdo. Os intervalos que se estendem entre dois n˙meros reais s„o chamados de intervalos Önitos, enquanto que os que se estendem indeÖnidamente em uma ou em ambas as direÁıes s„o chamados de intervalos inÖnitos.

NotaÁ„o de Intervalo

NotaÁ„o de Conjuntos

ClassiÖcaÁ„o

(a; b) [a; b] [a; b) (a; b] ( 1; b] ( 1; b) [a; +1 ) (a; +1 ) ( 1; +1 )

f x 2 R = a < x < bg f x 2 R = a x b g

Finito; aberto Finito; fechado Finito; semi-aberto Finito; semi-aberto InÖnito; fechado InÖnito; aberto InÖnito; fechado InÖnito; aberto

f x 2 R = a x < bg f x 2 R = a < x b g f x 2 R = x b g f x 2 R = x < b g f x 2 R = x a g f x 2 R = x > a g

R

InÖnito; aberto e fechado

Exemplo 2: Determinar os valores de x que satisfazem a desigualdades:

1. x 2 3x 10; SoluÁ„o:

Subtraindo-se 10 em ambos os lados, obtÈm-se a inequaÁ„o:

x 2 3x 10 0:

(1)

As raÌzes da equaÁ„o x 2 3x 10 = 0 s„o 2 e 5. Estas raÌzes dividem o eixo coordenado em trÍs intervalos abertos: ( 1; 2) ; ( 2; 5) e (5; +1 ) :

Analisando os sinais de x 2 3x 10 = (x + 2) (x 5) em cada intervalo, temos que:

Intervalo

Ponto de teste

Sinal (x + 2) (x 5) no ponto de teste

( 1; 2) ( 2; 5) (5; +1 )

-3

( ) ( ) =

+

0

(+) ( )

=

6

(+) (+) = +

Portanto, a soluÁ„o da desigualdade (1) È S = [ 2; 5] :

2x 5 < 1

2. x 1

SoluÁ„o:

(

)

CondiÁ„o de existÍncia de soluÁ„o: x 1 6= 0 ) x 6= 1:

Observe que x 1 pode ser positivo ou negativo. Assim, temos 2 casos a serem analisados:

1 Caso: Para x 1 < 0, ou seja, x < 1, temos que:

13

Multiplicando ( ) por x 1 , temos que:

1

2x 5 < x 1 )

(2x 5) (x 1) > 1 ) 2x 2 7x + 4 > 0:

( )

Resolvendo a equaÁ„o 2x 2 7x + 4 = 0 conclui-se 7+ p 17 = 2: 780 8 e 7 p 17 = 0: 719 22 s„o suas raÌzes

; +1 ;

obtÈm-se que a soluÁ„o da desigualdade ( ) È I 1 = 1; 7 p 17

S 1 =

( ) È I 1 = 1 ; 7 p 1 7 S 1 = 4

4

4

) È I 1 = 1 ; 7 p 1 7 S 1 = 4 4

4

) È I 1 = 1 ; 7 p 1 7 S 1 = 4 4

4

4

; +1 :

Analisando os intervalos 1; 7 p 17

+ 1 : Analisando os intervalos 1 ; 7 p 1 7 4 , 7 p

4

, 7 p 17 ; 7+ p 17 e 7+ p 17

4

[ 7+ p 17

4

Dessa forma, neste intervalo, a soluÁ„o È S 1 = I 1 \ ( 1; 1) )

1; 7 p 17 4
1; 7 p 17
4

:

2 Caso: Para x 1 > 0, temos que:

Multiplicando ( ) por x 1, temos que:

2x 5 < x 1 )

A soluÁ„o dessa desigualdade È I 2 = 7 p 17

Logo, neste intervalo a soluÁ„o È S 2 = I 2 \ (1; +1 ) ) S 2 = 1; 7+ p 17 :

1

(2x 5) (x 1) < 1 )

7 + p 1 7 : 1 (2 x 5) ( x 1) < 1 )

4

2x 2 7x + 4 < 0:

:

; 7+ p 17

4

1 ) 4 2 x 2 7 x + 4 < 0 : : ; 7+

4

Portanto, a soluÁ„o da desigualdade È a uni„o das soluÁıes acima, ou seja, S = S 1 [ S 2 ) S = 1; 7 p 17 [ 1; 7+ p 17 .

; 7 p 1 7 [ 1 ; 7 + p 1 7 . 4 4

4

7 p 1 7 [ 1 ; 7 + p 1 7 . 4 4 1.4

4

1.4 Valor Absoluto

DeÖniÁ„o 9: O valor absoluto ou mÛdulo de um n˙mero real x È represen- tado e deÖnido por:

jx j = x; se x 0 x; se x < 0 :

Vemos que o valor absoluto de um n˙mero real È sempre n„o negativo. Geo- metricamente, o valor absoluto de um n˙mero real x È sua dist‚ncia do ponto de origem, independentemente de sua direÁ„o.

Exemplo 1: j7 4j = j3j = 3

e j4 7j = j 3j = 3:

Vemos que j7 4j = j4 7j È a dist‚ncia entre 4 e 7 sem a preocupaÁ„o com qual dos

n˙meros È maior.

1.4.1 Propriedades do Valor Absoluto

Sejam x e y dois n˙meros reais.

1. jx j 0;

14

2.

jx j x ;

3. j x j = jx j;

A demonstraÁ„o da cada uma das propriedades acima, decorre diretamente da deÖniÁ„o.

4. jx j 2 = x 2 e jx j = p x 2 ;

DemonstraÁ„o:

(a)

Se x 0, ent„o da deÖniÁ„o vem que, j x j = jx j que veriÖca a proposiÁ„o;

(b)

Se x < 0, ent„o da deÖniÁ„o vem que, j x j = jx j e ( x ) 2 = x 2 , de onde

jx j 2 = x 2 e, por conseguinte, jx j = p x 2 .

5. jxy j = jx j : jy j;

DemonstraÁ„o:

Pela propriedade 4, temos que: jxy j = q (xy ) 2 = p x 2 : p y 2 = jx j : jy j :

6. Desigualdade triangular: jx + y j jx j + jy j;

DemonstraÁ„o:

Pela propriedade 4, temos que:

jx + y j 2 = ( x + y ) 2 =

x 2 + 2xy + y 2 x 2 + 2 jxy j + y 2

)

jx + y j 2 jx j 2 + 2 jxy j + jy j 2 = ( jx j + jy j) 2

)

jx + y j jx j + jy j.

7. jx j jy j jx y j ;

DemonstraÁ„o :

Fazendo x = x + y y e da propriedade 6; segue que:

jx j = jx + y y j jx y j + jy j :

Somando j y j a ambos os lados, temos que:

8. jx j jy j jx + y j ;

DemonstraÁ„o :

jx j jy j jx y j :

Fazendo x = x + y y e da propriedade f vem que

jx j = jx + y y j jx + y j + j y j = jx + y j + jy j :

Somando j y j a ambos os lados, temos que:

15

9.

jx y j jx j + jy j ;

DemonstraÁ„o :

Observe que:

jx j jy j jx + y j :

jx y j = jx + ( y )j jx j + j y j jx j + jy j :

10.

x

y

DemonstraÁ„o :

= j x j

j y j , com y 6= 0.

Note que:

x y x: 1 = jx j :

y

=

11.

Seja a um n˙mero real positivo, ent„o:

1

y

= jx j :

jy j = jx jy j j

1

(a)

jx j < a se, e somente se, a < x < a;

(b)

jx j a se, e somente se, a x a

(c)

jx j > a se, e somente se, x < a ou x > a;

(d)

jx j a se, e somente se, x a ou x a .

DemonstraÁ„o : Somente do caso (a)

Inicalmente, provaremos que jx j < a se a < x < a:

i: Se x > 0 )

ii: Se x < 0 )

jx j = x , uma vez que x < a teremos jx j < a ;

jx j = x , uma vez que , mas x < a teremos x < a , mas

j x j = x , ent„o jx j < a:

Portanto jx j < a se a < x < a:

Agora, mostraremos que jx j < a somente se a < x < a:

i: Se x 0, como jx j = a , teremos x < a, como a > 0 e a < 0, ent„o a < 0 < x < a de onde vem que a < x < a.

ii: Se x < 0 )

ent„o a < 0 < x < a ou a < x < a, de

Portanto, jx j < a se, e somente se, a < x < a:

jx j = x , como jx j < a teremos que x < a e com x > 0,

onde vem que a < x < a:

ObservaÁ„o 1: A demonstraÁ„o dos casos (b), (c) e (d) È an·loga.

Exemplo 2: Resolva a equaÁ„o jx 3j 2 4 jx 3j = 12:

16

SoluÁ„o:

DeÖnindo u = jx 3j, temos que a equaÁ„o acima pode ser escrita como

u 2 4u 12 = 0

As raÌzes da equaÁ„o (1) s„o 2 e 6.

? Para u = 2, segue que: jx 3j = 2. Por propriedade de mÛdulo jx j 0:

? Para u = 6, segue que: jx 3j = 6

Pela deÖniÁ„o de mÛdulo, temos que

jx 3j =

x 3,

se x 3

(x 3) , se x < 3 :

1 o Caso: Se x 3; temos que:

(1)

Absurdo!!!!

(2)

x 3 = 6 =) x = 9 Como 9 2 [3; +1 ), segue que uma soluÁ„o È S 1 = f9g :

2 o Caso: Se x < 3; temos que:

x + 3 = 6 =) x = 3 Como 3 2 ( 1; 3], segue que uma soluÁ„o È S 2 = f 3g :

Portanto, a soluÁ„o È S = f 3; 9g :

Exemplo 3: Determine todos os valores de x que satisfazem a desigualdade

jx 5j < jx + 1j :

SoluÁ„o 1:

Elevando ao quadrado ambos os lados e usando a propriedade 4, temos que:

jx 5j 2 < jx + 1j 2

) (x 5) 2 < (x + 1) 2

)

x 2 10x + 25 < x 2 + 2x + 1

)

12x > 24, ou seja , x > 2:

SoluÁ„o 2:

Pela deÖniÁ„o de mÛdulo, temos que:

jx 5j = x 5; se x 5 5 x + 5; se x <

e jx + 1j = x x + 1; 1; se se x

1 x < 1 .

1 Caso: Se x < 1, temos que:

jx 5j < jx + 1j ) x + 5 < x 1 ) 5 < 1:Absurdo!!! Logo, n„o h· soluÁ„o para x < 1, isto È, S 0 = fg.

2 Caso: Se 1 x < 5, temos que:

jx 5j < jx + 1j ) x + 5 < x + 1 ) 2x < 4 ) x < 2:

Logo, a soluÁ„o neste intervalo È S 1 = (2; 5) :

3 Caso: Se x 5, temos que:

jx 5j < jx + 1j ) x 5 < x + 1 ) 5 < 1. Como a desigualdade È satisfeita para qualquer x 5, temos que a soluÁ„o È todo x 2 (5; +1 ), ou seja, S 2 = (5; +1 ) :

Portanto, a soluÁ„o da desigualdade È a uni„o das soluÁıes acima, ou seja, S = S 0 [ S 1 [ S 2 = (2; +1 ).

17

Exemplo 4: Determine todos os valores de x que satisfazem a desigualdade

SoluÁ„o:

1

j2x 1j < x 2 :

(

)

CondiÁ„o de existÍncia de soluÁ„o: x 6= 2 Pela deÖniÁ„o de mÛdulo, temos que:

j2x 1j = 2x 1; se x (2x 1) ; se x <

1

2

1

2

:

Observe que x 2 pode ser positivo ou negativo. Assim, temos 3 casos a serem analisados:

1 Caso: Se x <

2 1 , temos que:

Para x < 1 2 ; temos que x 2 < 0. Assim, multiplicando ( ) por x 2 , temos

que:

j2x 1j < x 2 ) (2x 1) (x 2) > 1 ) 2x 2 + 5x 3 > 0:

Resolvendo a inequaÁ„o 2x 2 + 5x 3 > 0:

1

( )

Observe que x = 1 e x = 3 s„o raÌzes forma, analisando os intervalos ( 1; 1), 1; 3

inequaÁ„o ( ) È

da equaÁ„o 2x 2 + 5x 3 = 0: Dessa

; +1 , conclui-se que a soluÁ„o da

2

2 e 3

2

I 1 = 1; 3 .

2

Logo, neste intervalo n„o h· soluÁ„o, pois I 1 \ 1; 2 = fg :

1

2 Caso: Se 1 2 x < 2, temos que:

1

Para 2 x < 2, temos que x 2 < 0. Assim, multiplicando ( ) por x 2 ,

temos que: j2x 1j <

1

x 2 ) (2x 1) (x 2) > 1

) 2x 2 5x + 1 > 0: