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1ª edição

1ª edição Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Maria

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Maria Clarice de Almeida Esteves

e Metodológicos da História Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Maria Clarice de Almeida Esteves TROL

TROL

DIREÇÃO SUPERIOR

DIREÇÃO SUPERIOR Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Chanceler Joaquim de Oliveira Reitora

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Chanceler

Joaquim de Oliveira

Reitora

Marlene Salgado de Oliveira

Presidente da Mantenedora

Wellington Salgado de Oliveira

Pró-Reitor de Planejamento e Finanças

Wellington

Salgado de Oliveira

Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento

Jefferson Salgado de Oliveira

Pró-Reitor Administrativo

Wallace Salgado de Oliveira

Pró-Reitora Acadêmica

Jaina dos Santos Mello Ferreira

Pró-Reitor de Extensão

Manuel de Souza Esteves

DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA

Assessora

Andrea Jardim

FICHA TÉCNICA

Texto: Maria Clarice de Almeida Esteves.

Revisão Ortográfica: Marcus Vinícius da Silva.

Projeto Gráfico e Editoração: Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos e Ruan Carlos Vieira Fausto.

Supervisão de Materiais Instrucionais: Janaina Gonçalves de Jesus.

Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos.

Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos.

COORDENAÇÃO GERAL:

Departamento de Ensino a Distância

Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420

www.universo.edu.br

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo – Campus Niterói

E79f

Esteves, Maria Clarice de Almeida.

Fundamentos teórico-metodológicos da História / Maria Clarice de Almeida Esteves; revisão de Marcus Vinicius da – Silva Niterói, RJ: EAD/UNIVERSO, 2012.

128 p. : il

1. História - Estudo e ensino. 2. História - Currículo - Brasil. 3. História - Metodologia. 4. Ensino fundamental - Brasil - Currículos. 5. História (Ensino fundamental) - Estudo e ensino. I.Silva, Marcus Vinícius da. II. Título.

CDD 981

Bibliotecária: ELIZABETH FRANCO MARTINS – CRB 7/4990

Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se r esponsabilizando a ASOEC. Pelo cont eúdo do t exto formulado. © Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida de nenhuma forma ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedora da Univer sidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO).

Palavra da Reitora Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Acompanhando as necessidades de um mundo

Palavra da Reitora

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSO Virtual, que reúne os diferentes segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero bem-sucedidas mundialmente.

São inúmeras as vantagens de se estudar a distância, somente por meio dessas modalidades de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço presentes nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio tempo e gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se responsável pela própria aprendizagem.

O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo momento ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através da nossa plataforma.

Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos.

A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem- sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização, graduação ou pós-graduação.

Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona.

Seja bem-vindo (a) à UNIVERSO Virtual!

Professora Marlene Salgado de Oliveira

Reitora

o estudar a distância proporciona. Seja bem-vindo (a) à UNIVERSO Virtual! Professora Marlene Salgado de Oliveira
Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Sumário

Sumário Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Apresentação da disciplina   07 Plano da di

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Apresentação da disciplina

 

07

Plano da

di sciplina

09

Unidade 1 – A História e o Ensino de História

13

Unidade

2 – Ensinar

e

aprender História

41

Unidade

3 – Ensinar

e

aprender: Uma História dinâmica

65

Unidade 4 – A Construção da Identidade, a Diversidade cultural e o

currículo do Ensino de História

91

Considerações finais

117

Conhecendo a autora

119

Referências

121

Anexos

125

de História 91 Considerações finais 117 Conhecendo a autora 119 Referências 121 Anexos 125
Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 6

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Apresentação da Disciplina Prezado aluno (a), Nesta disciplina,

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Apresentação da Disciplina

Prezado aluno (a),

Nesta disciplina, você estudará os Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História. Destaca-se que desde a Antiguidade muito se escreve sobre a história e a historiografia do século XIX deixa suas próprias marcas, os historiadores fixam-se no caráter científico da História, nas fontes.

Neste início de nossos estudos apresentaremos três métodos que norteiam a ciência histórica: positivismo, materialismo histórico e a nova História.

A abordagem de diferentes concepções e metodologias provocará ao futuro profissional da educação perceber que a ciência Histórica não se resume a um caráter narrativo de fatos do passado e, que por este motivo não pode deixar de valorizá-lo dando ênfase apenas ao conhecimento do presente.

Não podemos deixar de destacar que ao analisar estas questões, podemos afirmar, por exemplo, que o Ensino de História para crianças do Ensino Fundamental deverá favorecer a construção do conceito de História a partir do reconhecimento das histórias de todos os sujeitos ali existentes. Para a construção dessa ciência deverá ser observada a construção do diálogo entre presente e passado, além do reconhecimento da existência da diversidade cultural, social e material existentes no grupo.

Não se pode pensar no ensino de história de forma isolada, a forma, o direcionamento dado ao ensino da mesma, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. É importante que o curso de formação de professores estimule o docente, levando-o a compreensão do ensino de história ligado à formação individual e coletiva do indivíduo, além da sua integração na sociedade.

Não podemos deixar de abordar nessa disciplina a importância de novas

abordagens metodológicas e estratégias inovadoras que primam pela construção

coletiva do conhecimento na rede regular de ensino a todo o aluno, sem

discriminação.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Ressalta-se a importância de apresentar aos alunos dos Cursos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Ressalta-se a importância de apresentar aos alunos dos Cursos de Formação de Professores, o entendimento destas mudanças no ensino da disciplina de história. Hoje se pode falar em uma Nova História que não está preocupada somente com a memorização dos fatos ou nomes importantes, mas em saber de toda estrutura que permeia as transformações ou acontecimentos que poderão ser analisados.

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Bons estudos!

Plano da Disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História A disciplina Fundamentos Teóricos e

Plano da Disciplina

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

A disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História tem como objetivo principal levar o aluno (a), a conhecer, interpretar, entender e analisar os fundamentos teóricos e metodológicos do ensino da História.

Esta disciplina foi dividida em quatro unidades e subdividida em tópicos com o objetivo de facilitar a compreensão acadêmica do conteúdo.

Apresentaremos um pequeno resumo das unidades, enfatizando os objetivos e uma reflexão acerca do ensino da História na educação básica: concepções, objetivos, conteúdos, situações didáticas e avaliação, para que você tenha um panorama da disciplina que irá estudar.

Unidade 1 - A História e o Ensino de História

Iniciaremos nossos estudos com uma reflexão acerca do ensino da História na educação básica: concepções, objetivos, conteúdos, situações didáticas e avaliação.

Objetivos:

Compreender aspectos históricos relevantes para as transformações do ensino da disciplina de História

Refletir sobre a importância do ensino de História na formação da cidadania

Analisar a importância da formação docente para o ensino de História

Vislumbrar

um

curriculares

novo

ensino

de

História

9

no

século

XXI

e

as

atualizações

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Unidade 2 – Ensinar e aprender História Em nossa

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Unidade 2 – Ensinar e aprender História

Em nossa segunda unidade de estudos abordaremos a questão específica da educação, a partir das ideias centrais da Lei 4024/61, no que se refere à disciplina de História, além da Lei 5.692 /71, e as mudanças na história da educação, destacando-se a lei 9394/96 e, os PCNs.

Objetivos:

Identificar aspectos legais e normativos da Educação desde a lei 4024/61 até a

9394/96.

Perceber

as

mudanças

e

transformações

levantamento histórico da disciplina

curriculares

fazendo

um

Destacar iniciativas e reformas em todo território nacional, destacando-se São Paulo e Minas Gerais.

Perceber

os

avanços

e

retrocessos

pelo

qual

dificuldades para consolidação da mesma.

passou

a

disciplina

e

as

Destacar aspectos relevantes nos PCNs para o ensino de história.

Unidade 3 - Ensinar e aprender: Uma História dinâmica

Em nossa terceira unidade veremos as questões do ensino e da aprendizagem para o Ensino de História do primeiro segmento do Ensino Fundamental, primeiro e segundo ciclos.

Objetivos:

Analisar os objetivos dos PCNs no 1º e 2º ciclo do Ensino Fundamental.

Destacar competências e habilidades a serem desenvolvidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Identificar a importância de fontes históricas para o ensino de História.

Valorizar os meios tecnológicos como ferramentas úteis no Ensino de História.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Unidade 4 - A Construção da currículo do Ensino

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Unidade

4 - A Construção da

currículo do Ensino de História.

Identidade,

a

Diversidade

cultural e

o

Em nossa ultima unidade abordaremos aspectos referentes à formação da cultura brasileira e a importância de índios e negros neste processo.

Objetivos:

Compreender

o

significado

de

um

ensino

de

história

marcado

pela

diversidade, destacando-se a formação da identidade e a percepção da cidadania.

Destacar e valorizar aspectos culturais na história da população brasileira.

Divulgar os direitos de todo cidadão brasileiro, destacando a participação de diferentes grupos, os quais foram marginalizados socialmente e historicamente ao longo dos anos.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Bons Estudos! 12

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Bons Estudos!

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 1 A História e o Ensino de História A

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

1 A História e o Ensino de História

A

História e as práticas historiográficas.

O

nascimento da historiografia moderna .

A

historiografia do século XIX.

A

História, Métodos e tempo histórico.

Positivismo, materialismo e a nova História.

do século XIX. A História, Métodos e tempo histórico. Positivismo, materialismo e a nova História. 13

13

Prezado(a) aluno(a),

Prezado(a) aluno(a), Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Pretendemos através dos estudos desta disciplina

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Pretendemos através dos estudos desta disciplina levá-lo a analisar o papel do docente no ensino de história neste processo de construção do conhecimento através dos conteúdos desta disciplina, refletindo sobre o porquê e para que ensinar e aprender história no Ensino Fundamental. O tema em questão: a História e o ensino da disciplina de história nos leva a refletir sobre a importância de se formar docentes conscientes da sua formação, para proporcionar um ensino de qualidade às crianças desde a educação infantil até as séries iniciais do Ensino Fundamental através de uma proposta participativa, dinâmica e reflexiva.

Então, é hora de arregaçar as mangas e organizar seus horários de estudos para realização das leituras e atividades das quatro unidades a seguir.

Iniciamos nossos estudos com uma Reflexão acerca do ensino da História na educação básica: concepções, objetivos, conteúdos, situações didáticas e avaliação.

Objetivos da unidade:

Compreender aspectos históricos relevantes para as transformações do ensino da disciplina de História.

Refletir Sobre a importância do ensino de História na formação da cidadania.

Analisar a importância da formação docente para o ensino de História.

Vislumbrar

um

curriculares.

novo

ensino

de

História

14

no

século

XXI

e

as

atualizações

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Plano da Unidade: A História e as práticas historiográficas.

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Plano da Unidade:

A

História e as práticas historiográficas.

O

nascimento da historiografia moderna.

A

historiografia do século XIX.

A

História, Métodos e tempo histórico.

Positivismo, materialismo e a nova História.

Ensino de História, currículo e Formação docente.

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Bons estudos!

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História A História e as práticas historiográficas Nem sempre os

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

A História e as práticas historiográficas

Nem sempre os historiadores escreveram com base num método próprio, resultante da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem das fontes documentais.

Entretanto desde a Antiguidade escreve-se muito sobre a história, ou seja, produz-se História. São conhecidas as obras de Heródoto, Xenofontes, Tucídedes, Tito Lívio, Júlio César, Plutarco, Cícero, Tácito, Santo Agostinho, São Tomas de Aquino, Maquiavel, Erasmo de Roterdã, Hobbes, Locke, Rousseau, Voltaire, Montesquieu e outros pensadores, os quais trataram da história ou que se valeram dela para pensar a humanidade. Contudo, eles não produziram uma reflexão sobre o método historiográfico.

As narrativas e relatos históricos originavam-se da vivência, dos depoimentos orais obtidos no cotidiano e da pesquisa em outras fontes, escritas ou não, disponíveis. A memória pessoal, os depoimentos dos contemporâneos ou a leitura de documentos escritos pelos envolvidos nos acontecimentos históricos, com o apoio de concepções filosóficas e políticas, formava a base de produção da escrita da História. É famosa a frase de Heródoto na qual afirma que escreve sobre o que vê, ouve e vive.

Filósofos, historiadores, poetas e teólogos têm na história um cenário para a exposição e reconstituição de determinados acontecimentos. Não é comum o uso sistemático de fontes. Tampouco escrevem longos relatos e narrativas, em que o foco é a busca das origens das civilizações e a exposição do desenrolar dos acontecimentos através dos séculos.

Em geral, os textos históricos escritos da Antiguidade até a época moderna, caracterizam-se por apresentarem temas específicos, eventos e personalidades marcantes de uma sociedade. A abrangência temporal ainda é limitada e, são comuns às comparações entre os povos, com o objetivo de produzir exemplos e lições para a vida. No século XVIII, ao aparecerem as matrizes explicativas da

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História com o desenvolvimento do pensamento iluminista, amplia-se os recursos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

com o desenvolvimento do pensamento iluminista,

amplia-se os recursos de análise e de investigação, abrindo espaço para a historiografia contemporânea.

evolução das sociedades,

O Nascimento da Historiografia Moderna

Anunciada por estudos e procedimentos técnicos desenvolvidos desde o Renascimento, a historiografia contemporânea desenvolveu-se no século XIX, quando os estudiosos da história são influenciados pela ideia de produzir conhecimentos fiéis aos fatos, comprovando-os através das fontes históricas disponíveis. A necessidade de comprovação dos fatos estudados conduz ao resgate dos acervos documentais, à criação de institutos, centros de pesquisa, museus, arquivos e academias especializadas. O uso do arquivo e o desenvolvimento da pesquisa sobrepõem-se à imaginação, à retórica e ao pensamento livre do historiador. O livro de História modifica-se. Em suas páginas leem-se as explicações oriundas de sólido material empírico, ao sabor das fontes e do arsenal de técnicas desenvolvidas pelos eruditos. Ao ampliarem e especializarem os estudos do passado das sociedades, os historiadores contribuíram para a difusão das análises da evolução das civilizações, dos fatores de ascensão e da queda dos impérios, dilatando como nunca os limites temporais e espaciais da História.

A Historiografia do Século XIX

Com a publicação da Historia dos Povos Latinos e Germânicos, Leopold von Ranke produz um novo cenário de discussões em torno da atividade do historiador. Estabeleceram-se as normas para escrever a História. A pesquisa e a escrita do texto histórico transformam-se numa atividade profissional de historiadores e de professores.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História A historiografia do século XIX tem suas próprias marcas.

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

A historiografia do século XIX tem suas próprias marcas. De acordo com Julio Casanova, os historiadores fixam-se no caráter científico da História, na imparcial imersão nas fontes, na reconstrução das intenções dos atores e do curso dos acontecimentos e na percepção intuitiva de um contexto histórico mais amplo. E para transmitir tudo isso, o historiador encontra na narração a forma mais precisa e correta de elaborar seu discurso.

Os estudos históricos tratam principalmente dos fatos políticos, militares, diplomáticos e religiosos. Os ingredientes primordiais dessa tendência da História, proposta pelo historicismo alemão e dominante nas universidades europeias durante o século XIX e começo do XX, podem ser assim resumidos:

Ênfase no relato dos acontecimentos políticos, militares e nas relações internacionais entre Estados.

Formulação de métodos específicos da disciplina.

Resistência à generalização, abstração das ciências sociais e à intromissão de qualquer dimensão social ou econômica para o entendimento do fato histórico.

Enfim, uma história política, a serviço do poder legitimado, o qual recusava a teoria e adotava a narrativa como fio condutor.

A História, Métodos e Tempo Histórico.

Neste início de nossos estudos apresentaremos três métodos que norteiam a ciência histórica. São os seguintes: positivismo, materialismo histórico e a nova História.

Nos cursos de graduação para a formação docente. Entendemos que este conhecimento fará a diferença de forma muito considerável entre os professores no momento de sua atuação em sala de aula, principalmente pelo fato da História ser uma disciplina, uma ciência abstrata onde conceitos fundamentais serão apresentados aos alunos, contribuindo para o seu desenvolvimento social.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Destaca-se a abordagem de diferentes concepções e metodologias, as

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Destaca-se a abordagem de diferentes concepções e metodologias, as quais provocará ao futuro profissional da educação perceber que a ciência Histórica não se resume a um caráter narrativo de fatos do passado e, que por este motivo não pode também deixar de valorizá-lo, dando ênfase apenas ao conhecimento do presente.

No intuito de apresentar ao professor a evolução do ensino da História, pretendemos caracterizar cada método identificando elementos que demonstram essa evolução.

Para iniciar a nossa conversa na questão da evolução histórica pergunta-se: O que é História? Muitos professores sejam eles do Ensino Fundamental ou Médio, como também, alunos do Ensino Fundamental e Médio, buscam entender qual é a importância do ensino da mesma. Percebe-se na maioria das vezes, no aluno do Ensino Médio um senso crítico mais apurado sendo este, na maioria das vezes o mais questionador.

Percebemos que grande parte dos alunos até se animam para a questão, porém, muitas vezes desistem pelo uso de metodologias cansativas, aulas extremamente fora da realidade, longas exposições de conteúdos, sem conhecimento prático do conteúdo.

E, se ao contrário do que é história, pensarmos em como estudar a disciplina,

uma ciência com interpretações tão intensas sobre um mesmo fato ou diferentes métodos de estudo.

O que você pensa sobre os fatos e acontecimentos do passado?

Quantas vezes questionamos ou fizemos pouco caso pela História, pelo que já aconteceu, afirmando que não vemos importância em saber o que já ocorreu ou pessoas que se foram.

Destacamos o texto de Rubens Alves, intitulado “não é próprio falar de

os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam

de brincar, tem o direito de ter alegrias no presente e, não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas do futuro.

alunos (

)”

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Essa ausência do aluno – não do aluno como

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Essa ausência do aluno – não do aluno como discurso administrativo das escolas se refere como o “o perfil dos nossos alunos”, nem esse, nem aquele, todos. Aluno abstrato – não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único:

esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. E é essa ausência desse aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são temas de suas conversas. Acontece nas escolas primárias. Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita só faltava uma coisa: acabar com os alunos Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: “Vocês valem os artigos que publicam”. Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas o aluno, esse aluno em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, ele constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

“Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes – inclusive a si mesmo”(Nietzsche). Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História O texto de Rubens Alves traz à tona a

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

O texto de Rubens Alves traz à tona a questão dos educadores que se

preocupam muito mais em falar das dificuldades dos alunos, do trabalho em si, do que da pessoa do aluno. O qual tem possibilidades de aprendizagem e vai para a escola na expectativa de encontrar um docente em quem ele possa se espelhar e orgulhar-se.

preocupa com o ensino e com uma equipe escolar que

burocratiza a escola em vários sentidos e, às vezes, vê o aluno apenas como esse objeto como afirma Paulo Freire, se torna depósito de conteúdos. Um tipo

de educação bancária que não desperta no aluno a paixão pela aprendizagem e não o torna uma pessoa reflexiva e muito menos crítica.

Rubens Alves se

Para falar em métodos não podemos excluir o positivismo , talvez o mais tradicional no que se refere ao ensino de história, o qual se desenvolveu no século XIX. Segundo a proposta formulada por Comte, as experiências marcariam definitivamente todas as avaliações científicas. Assim, toda a história positivista foi também marcada por uma doutrina que afirma: todos os fatos sociais devem seguir uma natureza científica. Portanto, sabemos que a História tradicional caracterizou-se por ser uma ciência que estuda os fatos sociais, econômicos, políticos e culturais ocorridos no passado da humanidade.

Por exemplo, observe um tema bastante conhecido na história do Brasil: A Independência. Podemos afirmar que na visão positivista, D. Pedro, em 07 de setembro de 1822, foi o grande herói e como tal, separou o Brasil de Portugal com seu ato de bravura e heroísmo.

O que fica claro e evidente neste processo segundo concepções positivistas?

Movimentos

sociais

ocorridos

antes

do

dia

07

de

setembro

são

preferivelmente ignorados ou então ficam para segundo plano.

A

História tradicional positivista segundo o historiador Edward Carr,

“(

)

consiste num corpo de fatos verificados. Os fatos estão disponíveis para os

historiadores nos documentos, nas inscrições, e assim por diante, como peixes na tábua dos peixeiros. O historiador deve reuni-los, depois levá-los para casa,

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História cozinhá-los, e então servi-los da maneira que o atrair

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

cozinhá-los, e então servi-los da maneira que o atrair mais. “Acton, (historiador inglês no século XIX), cujo gosto culinário era austero, queria que fossem servidos simples.”

Destacamos neste contexto do positivismo, a questão de ciência estática. Sim,

a História positivista assume um caráter de ciência estática, pois como percebemos no texto, o positivismo valoriza as ações ligadas as pessoas do poder, grupos sociais dominantes. Neste momento percebemos que a grande massa popular de poder aquisitivo baixo permanece à margem da construção da história.

Então, como será a rotina escolar, a disciplina de História, por exemplo, no dia

a dia, na prática?

Na prática, podemos perceber que para identificar uma aula com características positivistas, o professor é aquele que se prende a citação de datas, nomes dos heróis, aquilo que eles fizeram, ou ainda pela narração de fatos.

E como os alunos aprendem?

Com esta metodologia de ensino, os alunos se tornam apenas expectadores, meros ouvintes e a chamada popular “decoreba”, devido à quantidade de textos para se preparar para as avaliações baseadas em perguntas e respostas.

Você sabia que a nossa bandeira do Brasil foi inspirada no positivismo?

Pois é, o lema Ordem e Progresso na bandeira do Brasil é inspirado pelo lema de Auguste Comte do positivismo: "Amor como princípio e ordem como base; o progresso como meta". Foi colocado, pois várias das pessoas envolvidas no movimento que depôs a monarquia e proclamaram o Brasil República eram seguidores das ideias de Comte.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História A atual bandeira do Brasil é um reflexo dessa

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História A atual bandeira do Brasil é um reflexo dessa influência

A atual bandeira do Brasil é um reflexo dessa influência na política nacional. Na bandeira lê-se a máxima política positivista Ordem e Progresso, surgida a partir da divisa comteana: ” Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por meta”. Representando as aspirações a uma sociedade justa, fraterna e progressista.

A trajetória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, movimento surgido em Vila Rica (Ouro Preto) em 1789. Tiradentes sonhou junto com amigos e intelectuais ver o Brasil independente do domínio português, mas esbarrou na traição de José Silvério dos Reis.

Surgiu na segunda metade do século XIX, um novo método chamado materialismo histórico que foi desenvolvido por Karl Marx e Friedrich Engels. Este novo modelo afirma que um determinado fato histórico, traz em si contradições responsáveis pela sua transformação, dando origem a um novo fato. Desta maneira, se dá o chamado processo histórico que é também conhecido por processo dialético.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História É a primeira vez em toda história da humanidade

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

É a primeira vez em toda história da humanidade que os protagonistas das mudanças ocorridas são os trabalhadores, pessoas simples da população. Marx e Engels defendiam a seguinte ideia:

“Toda riqueza produzida por uma sociedade corresponde a sua infraestrutura, e esta, por si só define a organização das leis, do estado, das artes, da religião e da moral nos diferentes períodos da História . (Hipolide, p. 14)

Marx e Engels afirmam que para produzir riqueza, todos os elementos responsáveis pela produção de material formam esse conjunto de base material, como as ferramentas, as máquinas necessárias para a produção, ou para própria terra. Porém, sabemos que não depende só da base material, torna-se necessário, para haver produção as relações de produção, ou seja, relações entre aquele que produz, os quais vem a ser o próprio trabalhador e o proprietário dos meios de produção, os donos de terra, aqueles que possuem máquinas para a mão de obra produzir.

Ao longo da história, observa-se, que ocorreram fortes conflitos entre dois grupos especificamente, produtores e proprietários, provocando inúmeras mudanças na infraestrutura das sociedades. Essas mudanças permitiram uma explosão de revoluções sociais que foram fundamentais para muitas mudanças:

das forças produtivas, das leis do estado e da cultura. Concluindo, verifica-se que a contribuição máxima, fundamental do marxismo, foi o fato de se ter colocado os camponeses e operários como sujeitos do processo histórico.

Como então traduzir para a rotina de sala de aula esta visão materialista da educação?

Voltemos

ao

exemplo

da

Independência

do

Brasil

que

foi

citado

anteriormente.

Em uma visão materialista da educação diríamos que a Independência do Brasil, ocorreu dentro de um processo que teve início com os movimentos sociais que ocorreram antes do dia 07 de setembro de 1822.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Para entender melhor esta questão, os marxistas explicam o

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Para entender melhor esta questão, os marxistas explicam o fato de que a referida data não encerra o processo de emancipação simplesmente, porque o rompimento político do Brasil em relação a Portugal não representou sua independência econômica. Como também, não houve ascensão dos grupos sociais que representavam parte das forças produtivas de controle do estado. E, ainda durante muito tempo, ter permanecido dominada pelas elites sociais.

Portanto, caro(a) aluno(a) pode-se perceber de acordo com o materialismo histórico, um avanço nesta análise histórica. Pois como já entendemos, para este, a história é uma ciência que analisa a luta existente no interior das diversas sociedades, entre produtores e proprietários e as transformações sociais, políticas e culturais surgidas deste movimento.

Mas, e as aulas, como acontecem, como o professor de história desenvolve seus conteúdos?

Enquanto método de ensino percebe-se que as aulas permanecem positivistas, pois continuam baseadas na explicação oral do professor que irá cobrar do aluno resultados. O aluno continua sendo agente passivo neste processo.

Podemos dizer que nos últimos cinquenta anos a escola de uma forma geral, e a disciplina de História vem buscando novos métodos que avancem além do materialismo histórico. A Nova História, também conhecida como história das mentalidades, tem provocado interessantes transformações nas pesquisas sobre os fatos históricos.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Desta forma cita Ciro Flamarion, plena evolução. As certezas

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Desta forma cita Ciro Flamarion,

plena

evolução. As certezas ou verdades “definitivas” da historiografia positiva pertencem ao passado

A história

se apresenta

hoje como

uma ciência em

Como diz Furel, a história serial - e o mesmo poderia

afirmar das demais correntes, com vigência atual entre os historiadores – é uma história problema, não uma história narração.

) (

Por que será que os citados autores se referem a uma História com problemas?

A autora Márcia Hipólide explica que,

“é aquela que resulta das mudanças ocorridas no método

histórico nas últimas décadas e que dá origem a chamada nova História, da qual um dos expoentes foi o historiador francês Marc Bloch”.

E essa Nova história, segundo a autora, tem como característica principal a utilização de certos tipos de métodos que irão analisar investigar detalhadamente as mudanças ocorridas na maneira de pensar e de agir das pessoas ao longo do tempo.

Diferentemente dos positivistas, verifica-se que os historiadores da Nova História, se preocupam e valorizam fatos do presente, os quais estão acontecendo no momento.

Em relação aos marxistas, a nova História também se opõe. Eles entendem e consideram o fato histórico mais próximo da mentalidade dos seres humanos que viveram em uma determinada época. Ou seja, o foco dos estudos está em como as pessoas pensavam ou se organizavam para a vida em sociedade, como eram suas produções e riquezas, mas todos esses fatos se dariam através de uma análise do presente. Assim, entende-se que, mais do que a grande massa humana, principalmente os camponeses e operários, conseguem conquistar o seu espaço de verdadeiros sujeitos históricos e, aqueles anteriormente entendidos como

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História principais atores do destino da história da humanidade (chefes

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

principais atores do destino da história da humanidade (chefes militares, presidentes e reis), perdem esse poder.

Em relação à Nova História e a prática em sala de aula, voltemos ao exemplo da

Independência do Brasil. Neste processo, os alunos seriam levados a reflexão

acerca do tema, para a seguir, construir esse conceito.

Essa construção se daria a partir da avaliação das diversas situações políticas, sociais, econômicas e culturais da população brasileira hoje, a partir de características mais próximas de sua realidade, comunidade, família etc. E desta forma todos poderiam tirar suas próprias conclusões. Em um segundo momento, se estudaria os fatos que ocorreram no processo de Independência do Brasil, destacando condições sociais dos diferentes grupos que fizeram parte da história naquele momento histórico, podendo assim estabelecer comparações para verificar as mudanças ou não.

Seguindo estes conceitos, Márcia Hipólide afirma,

“ a história é uma ciência que estuda o presente das diferentes sociedades e abre um diálogo com as que viveram no passado, com finalidade de analisar as mais diferentes maneiras de viver da humanidade em diversos tempos e espaços”.

Ressalta-se que esta Nova História ainda não é bem aceita pelo conjunto de historiadores que continuam privilegiando um ensino tradicional positivista ou por vezes o materialismo histórico.

Bem, o que nos preocupa neste momento enquanto educadores vai além da escolha dos historiadores por este ou aquele método. A questão, a saber, é qual método irá contribuir de forma mais eficaz e com mais qualidade na construção do conhecimento histórico atendendo as diferentes faixas etárias e necessidades dos nossos alunos do Ensino Fundamental.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Dentre os objetivos de História para o Ensino Fundamental

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Dentre os objetivos de História para o Ensino Fundamental presente nos PCNS, destaca-se os seguintes:

Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços.

Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permita localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado.

Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações, culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles.

Observa-se nos objetivos apresentados, a marca de uma metodologia voltada para as mudanças no ensino. E assim a Nova História se apresenta também nos referenciais, pois percebe-se que é possível desenvolver a história do cotidiano sendo fundamental nesta temática, a participação dos sujeitos históricos.

A Nova História ou a História das mentalidades visa ampliar a dimensão das ações humanas e dos fatos históricos. Esta metodologia propõe analisar com mais intensidade abolindo conceitos de causa e consequência, reafirmando a participação dos sujeitos comuns na construção da própria história. Este ensino privilegia a formação de indivíduos mais conscientes de sua participação nesse processo.

Ao analisar estas questões, podemos afirmar, por exemplo, que o Ensino de História para crianças do primeiro segmento, primeiro ciclo do Ensino Fundamental deverá favorecer a construção do conceito de História a partir do reconhecimento das histórias de todos os sujeitos ali existentes. Para a construção dessa ciência deverá ser observada a construção do diálogo entre presente e passado, além do reconhecimento da existência da diversidade cultural, social e material existentes no grupo.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Ensino de História, Currículo e Formação Docente. Não se

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Ensino de História, Currículo e Formação Docente.

Não se pode pensar no ensino de história de forma isolada e, a forma, o direcionamento dado ao ensino da mesma, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. É importante que o curso de formação de professores estimule o docente, levando-o a compreensão do ensino de história ligado à formação individual e coletiva do indivíduo e sua integração na sociedade.

De acordo com a Lei 5692/71, sabe-se que houve a consolidação do processo de fusão dos conteúdos de história e geografia na disciplina de Estudos Sociais. Porém na década de 80, muitos municípios e estados do Brasil optaram novamente pela separação das disciplinas história e geografia.

Após a Lei 5692/71, entra em vigor a Lei 9394/96, e os parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental. Desta forma, a consolidação da autonomia das disciplinas. Embora distintas cada disciplina com conteúdos específicos, ambas tem como objeto de estudo aspectos específicos da realidade e do conhecimento. Além disso, destaca-se em comum o papel que tem na formação educacional do aluno e cidadão, levando-nos a compreensão de mundo tempo e espaço. Através do ensino desta importante disciplina tem-se uma clareza da importância da formação da consciência histórica na formação da cidadania.

Fontes e pesquisas históricas mostram ao longo do tempo que a história é uma ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Esta disciplina, ativa, dinâmica, ao contrário que muitos dizem, a história é dinâmica, na medida em que nós somos e construímos a própria história. Sempre em construção e transformação de acordo com o tempo vivido pelas próprias pessoas que fazem a história, investiga o que os homens fazem hoje, fizeram ontem, pensam ou pensaram, o que sentem ou sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói seu tempo.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Essa construção histórica é feita por pessoas, que choram

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Essa construção histórica é feita por pessoas, que choram e que riem, com suas diferentes crenças, homens e mulheres, crianças, jovens ou adultos, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais e pessoas comuns, desde que o mundo é mundo até os dias de hoje. A história está presente no cotidiano e tem o grande objetivo de despertar na pessoa humana a condição de agente transformador do mundo.

A história não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como instrumento de conscientização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa.

Desde o século XIX, o ensino de história nas escolas brasileiras esteve diretamente ligado a tradições vindas da Europa, mais especificamente a historiografia francesa. Foi um longo período, entre os séculos XIX e XX com ênfase ao ensino da história universal, onde os acontecimentos da história do Brasil ficavam em segundo plano. Daí o surgimento de um termo bastante conhecido entre professores de história: europocêntrica ou europocentrismo, cujo centro dos estudos é a história da Europa.

Tendo por base os referenciais curriculares para o Ensino Fundamental, podemos afirmar que a partir de 1930, com a criação do Ministério da Educação e Saúde Pública, além da Reforma Francisco Campos, acentuou-se o fortalecimento do poder central do Estado e do controle sobre o ensino. O ensino de História era idêntico em todo o país, dando ênfase ao estudo de História Geral, sendo o Brasil e a América apêndices da civilização ocidental. Ao mesmo tempo refletia-se na educação, a influência das propostas do movimento escolanovista, inspirado na pedagogia norte-americana, a qual propunha a introdução dos chamados Estudos Sociais no currículo escolar, em substituição a História e Geografia, especialmente para o ensino elementar.”.

Realizada em 1931, a Reforma Francisco Campos e em 1942, a Reforma Gustavo Capanema, foram estabelecidas orientações metodológicas para o Ensino de História, onde se reafirmou o ensino da História Universal e a do Brasil. A história do Brasil foi dividida em dois momentos, o primeiro até a Independência e o segundo no 1º Reinado ao Estado novo. Nota-se que neste momento, não só o

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História currículo estaria sofrendo influência da Europa, mas os chamados

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

currículo estaria sofrendo influência da Europa, mas os chamados cursos superiores de História também recebiam estas orientações.

Foi através da divulgação da disciplina Estudos Sociais no currículo escolar da escola brasileira, que foram incluídas no ensino de História e Geografia, experiências norte-americanas. Em pleno movimento de renovação educacional, Anísio Teixeira, inspirado pelo modelo americano, lançou proposta para o ensino dos estudos Sociais, sendo tema de debates logo a seguir.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, apresenta-se um novo contexto, a presença norte americana no Brasil, na América Latina. Marcando a economia, a política e a educação, conforme podemos verificar nos Referenciais Curriculares do Ensino de História:

“Da Segunda Guerra mundial até o final da década de 70, foi um período de lutas pela especificidade da história e pelo avanço dos Estudos Sociais no currículo escolar. Podem-se identificar dois momentos significativos nesse processo: o primeiro ocorreu no contexto da democratização do país com o fim da ditadura Vargas e o segundo durante o governo militar.”

Com o objetivo de qualificar e formar professores para atuar na escola normal e primária, foi desenvolvido um programa que é fruto do convênio firmado no ano de 1953, entre o governo federal do Brasil, o governo do estado de Minas Gerais e o governo dos Estados Unidos da América do Norte. O governo de Minas Gerais implantou o Ensino de Estudos Sociais na escola primária no final da década de 1950. Este trabalho realizado em Minas Gerais foi amparado pelo programa de Assistência Brasileiro-Americano ao ensino elementar (PABAEE).

Com o auxílio de autores americanos, os trabalhos desenvolvidos nas escolas do estado de Minas Gerais, foram traduzidos e distribuídos pelos outros estados brasileiros, servindo com referência para todo sistema educacional no território brasileiro. No início dos anos 50, foi estabelecida uma nova seriação de História Geral e do Brasil para o ensino secundário, por influências de historiadores profissionais formados pelas universidades. Ao longo das décadas de 50 e 60, sob inspiração do nacional-desenvolvimentismo e, da presença americana na vida

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História econômica brasileira, o ensino de História no nível secundário,

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

econômica brasileira, o ensino de História no nível secundário, voltou-se especialmente para o espaço americano, fortalecendo o lugar da História da América no currículo, com a predominância da História dos Estados Unidos.

A temática econômica ganhou espaço na disciplina com o estudo dos ciclos econômicos. A História era entendida a partir da sucessão linear dos centros econômicos hegemônicos da cana-de-açúcar, mineração, café e industrialização. Paralelamente, introduziam-se nos cursos das escolas experimentais e vocacionais, os programas de Estudos Sociais. As experiências no ensino elementar centravam- se no desenvolvimento da ideia dos círculos concêntricos, indicando o predomínio de um discurso de homogeneização, de educação para o trabalho, de um preparo voltado para o advento do mundo urbano e industrial.

Destacamos que com a Lei de diretrizes e Bases de 1961, a 4024/61, o Ensino de Estudos Sociais tornou-se disciplina obrigatória na escola primária. Por outro lado, percebemos que a mesma lei referida, deixa a disciplina como componente optativo para o Ensino médio. Havia uma grande preocupação nesta época, principalmente após o Golpe Militar de 1964, com o desempenho e divulgação do Ensino da disciplina ligando-a a questões da formação moral e cívica dos cidadãos, reafirmando mais uma vez um modelo norte-americano como referência para a política educacional brasileira.

Terminamos nossa primeira unidade de estudo, aonde vimos os vários aspectos históricos relevantes para as transformações do ensino da disciplina de História, vimos o quanto é importante o ensino de História na formação da cidadania e a importância da formação docente para o ensino de História.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Na próxima unidade de estudo, abordaremos a questão específica

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Na próxima unidade de estudo, abordaremos a questão específica da educação, a partir das ideias centrais da Lei 4024/61, no que se refere à disciplina de História, além da Lei 5.692 /71, e as mudanças na história da educação, destacando-se a lei 9394/96 e, os PCNs.

É HORA DE SE AVALIAR Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas

É HORA DE SE AVALIAR

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois às envie através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

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Exercícios da Unidade 1 1-Quanto incorreta: a História e as práticas Fundamentos Teóricos e Metodológicos

Exercícios da Unidade 1

1-Quanto

incorreta:

a

História e

as

práticas

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

historiográficas

assinale

a

única alternativa

a) Nem sempre os historiadores escreveram com base num método próprio,

resultante da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem

das fontes documentais.

b) Desde a Antiguidade escreve-se muito sobre a história, produz-se História.

c) São conhecidas as obras de Heródoto, Xenofontes, Júlio César, Cícero, Santo

Agostinho, São Tomas de Aquino, Maquiavel e outros pensadores, os quais trataram da história ou que se valeram dela para pensar a humanidade.

d) Santo Agostinho, São Tomas de Aquino e Maquiavel, foram os únicos a pensar

e produzir uma reflexão sobre o método historiográfico.

e) As narrativas e relatos históricos originavam-se da vivência, dos depoimentos

orais obtidos no cotidiano e da pesquisa em outras fontes, escritas ou não,

disponíveis.

2-De acordo com a historiografia contemporânea pode-se afirmar, exceto:

a) Desenvolveu-se

influenciados pela ideia de produzir conhecimentos fiéis aos fatos.

no

século

XIX,

quando

os

estudiosos

da

história

são

b) Comprovação dos fatos através das fontes históricas disponíveis.

c) A necessidade da comprovação dos fatos estudados conduz ao resgate dos

acervos documentais e à criação de institutos e centros de pesquisa, museus,

arquivos e academias especializadas.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História o imaginação, à retórica e ao pensamento livre do

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

o

imaginação, à retórica e ao pensamento livre do historiador.

d) O

uso

do

arquivo

e

desenvolvimento

da

pesquisa

sobrepõem-se

à

e) Desenvolveu-se no século XVIII, com a comprovação dos fatos através das

fontes históricas disponíveis.

3-No que se refere à História e as práticas historiográficas é incorreto afirmar, com exceção de:

a) Os historiadores sempre escreveram com base num método próprio, resultante

da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem das fontes documentais.

b) Nem sempre os historiadores escreveram com base num método próprio,

resultante da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem das fontes documentais.

c) Jamais os historiadores escreveram com base num método próprio, resultante

da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem das fontes documentais.

d) Os historiadores um dia escreveram com base num método próprio, resultante

da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem das fontes documentais.

e) Somente no século XV, os historiadores escreveram com base num método

próprio, resultante da combinação de certas temáticas, de documentos disponíveis, de escolhas teóricas, conceituais e de técnicas de pesquisa destinadas à abordagem das fontes documentais.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 4- A História é uma disciplina, uma ciência abstrata

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

4- A História é uma disciplina, uma ciência abstrata onde conceitos fundamentais serão apresentados aos alunos, contribuindo para o seu desenvolvimento social. Destaca-se que a abordagem de diferentes concepções e metodologias provocará ao futuro profissional da educação perceber que:

a) historiadores se resumem a escrever nomes de pessoas tidas como heróis;

b) a ciência Histórica valoriza somente o presente;

c) historiadores visam resumir a disciplina a meros fatos do passado;

d) a ciência Histórica se resume a um caráter narrativo de fatos do passado;

e) a ciência Histórica não se resume a um caráter narrativo de fatos do passado;

5- O Ensino de História para crianças do primeiro segmento, primeiro ciclo do Ensino Fundamental deverá favorecer a construção do conceito de História a partir do reconhecimento das histórias de todos os sujeitos ali existentes. Para a construção dessa ciência deverá ser observada:

a) A construção do conhecimento histórico e o reconhecimento da existência da

diversidade cultural, social e material existentes no grupo.

b) A construção do diálogo entre presente e passado, pelo reconhecimento da

existência da diversidade cultural, social e material existentes no grupo.

c) A construção do diálogo entre presente e passado, pelo reconhecimento da

existência historiadores nas diferentes partes do mundo.

d) A construção do

diversos grupos étnicos e sociais.

conhecimento histórico, pelo

reconhecimento da existência

e) A construção do diálogo entre homens e mulheres

existência da diversidade cultural, social e material existentes no grupo.

e pelo reconhecimento da

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 6- Rubens Alves afirma:” a questão dos educadores que

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

6- Rubens Alves afirma:” a questão dos educadores que se preocupam muito mais em falar das dificuldades dos alunos, do trabalho em si do que da pessoa do aluno que tem possibilidades de aprendizagem e vai á escola na expectativa de encontrar um docente em quem ele possa se espelhar e orgulhar-se.”.

A partir do fragmento podemos afirmar:

a) Rubens Alves se preocupa com o ensino e com uma equipe escolar que

burocratiza a escola.

b) Às vezes, o aluno é visto apenas como objeto.

c) Como afirma Paulo Freire, o aluno se torna depósito de conteúdos.

d) Temos um tipo de educação bancária que não desperta no aluno a paixão pela

aprendizagem e não o torna uma pessoa reflexiva e muito menos crítica.

e) Há uma relação professor-aluno onde se constrói o conhecimento na interação.

7- No século XVIII, ao aparecerem as matrizes explicativas da evolução das sociedades, amplia-se os recursos de análise e de investigação, abrindo espaço para a historiografia contemporânea. Este fato ocorreu com:

a) o desenvolvimento do pensamento iluminista.

b) o desenvolvimento do pensamento positivista.

c) o desenvolvimento do pensamento anarquista.

d) o desenvolvimento do pensamento renascimento.

e) o desenvolvimento do pensamento socialista.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 8-Com a Lei 9394/96 e, os parâmetros Curriculares para

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

8-Com a Lei 9394/96 e, os parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental, ocorreu uma importante mudança no ensino com relação às disciplinas. Embora distintas cada disciplina com conteúdos específicos, ambas tem como objeto de estudo aspectos específicos da realidade e do conhecimento.

A que mudança o texto se refere?

a) A consolidação da autonomia das disciplinas;

b) A construção da autonomia das disciplinas;

c) A separação das disciplinas;

d) A reorganização das disciplinas;

e) A autorização para as disciplinas;

9- No ano de 1993, com o lançamento de uma nova proposta curricular da Secretaria Estadual de Educação, aconteceu o retorno das disciplinas de História e de Geografia, sendo consolidado em 1997.

Concorde ou discorde com a afirmativa e justifique sua resposta:

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 10- No que se refere aos métodos pode-se citar

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

10- No que se refere aos métodos pode-se citar o positivismo, considerado o mais

tradicional no que se refere ao ensino de história, o qual se desenvolveu no século

XIX.

Disserte sobre a proposta positivista:

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 40

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 2 Ensinar e Aprender História Ensinar e aprender História.

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

2 Ensinar e Aprender História

Ensinar e aprender História.

O currículo e o ensino entre as décadas de 60 a 90.

Parâmetros Curriculares e o Ensino de História.

O Ensino de História nas séries iniciais.

Ensinar e aprender historia no 1º ano.

e o Ensino de História. O Ensino de História nas séries iniciais. Ensinar e aprender historia

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Nesta etapa dos estudos abordaremos a questão específica da

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Nesta etapa dos estudos abordaremos a questão específica da educação, a partir das ideias centrais da Lei 4024/61, no que se refere à disciplina de História, além da Lei 5.692 /71 e, as mudanças na história da educação, destacando-se a lei 9394/96 e, os PCNs.

Objetivos da unidade:

Identificar aspectos legais e normativos da Educação desde a lei 4024/61 até a

9394/96.

Perceber

as

mudanças

e

transformações

levantamento histórico da disciplina.

curriculares

fazendo

um

Destacar iniciativas e reformas em todo território nacional, destacando-se São Paulo e Minas Gerais.

Perceber

os

avanços

e

retrocessos

pelo

qual

dificuldades para consolidação da mesma.

passou

a

disciplina

e

as

Destacar aspectos relevantes nos PCNs para o ensino de história.

Plano da Unidade:

Ensinar e aprender História.

O currículo e o ensino entre as décadas de 60 a 90.

Parâmetros Curriculares e o Ensino de História.

O Ensino de História nas séries iniciais.

Ensinar e aprender historia no 1º ano.

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Bons estudos!

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Ensinar e Aprender História Com a aprovação da lei

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Ensinar e Aprender História

Com a aprovação da lei de Diretrizes e bases número 5.692, no ano de 1971, o ensino da disciplina de História tomou um novo rumo na história da educação. Ocorreu a consolidação de determinadas medidas que no período anterior com a Lei de 1961 em vigor, já haviam sido iniciadas. Como exemplo cita-se, as diretrizes educacionais com o projeto de educação mais amplo do estado brasileiro. Criou o Curso de Formação de Professores com licenciatura curta em Estudos Sociais. Neste projeto, o governo tinha como meta a Formação de Professores para as disciplinas de história, Geografia, Estudos Sociais, Organização Social e Política do Brasil, conhecida como OSPB e Educação Moral e Cívica. Para divulgar de forma cada vez mais forte e atingir toda a nacionalidade brasileira, as disciplinas de OSPB, Educação Moral e Cívica, tornaram-se obrigatórias no currículo a fim de trabalhar valores ideias ou conceitos para a população brasileira, a começar pelos mais jovens. Instaurando assim a ideologia militar a partir do golpe de 1964.

Como você sabe a disciplina de Historia mexe muito com o pensamento das pessoas, tornando-as pessoas mais reflexivas, atuantes nos aspectos relacionados aos direitos e deveres do cidadão, entre outros. Mas, como explicar este desejo reflexivo diante de um governo militar.

E o ensino desta disciplina foi encaminhado aos Conselhos Superiores de Educação e sua discussão continuou sendo muito superficial, extremamente limitada aos programas de ensino organizados pelas Secretarias de Educação e pelos livros didáticos.

Você consegue perceber o que aconteceu?

Independente do nível de escolaridade seja nas séries iniciais ou finais, o ensino da disciplina de História passou a ser alvo de perseguições políticas durante a Ditadura Militar.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História O currículo e o ensino entre as décadas de

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

O currículo e o ensino entre as décadas de 60 a 90.

Nos anos que se seguiram, caríssimo(a) aluno(a), percebe-se na década de 70, por exemplo, no contexto de lutas pela democratização do país e de lutas por melhores condições de trabalho, o fortalecimento do movimento de professores tornando-se mais forte e levantando críticas ao ensino de História. Podemos observar nos Referenciais Curriculares: Este fato foi extremamente importante para a disciplina, pois provocou um debate em todo o país em torno da citada questão, buscando-se melhor entendimento acerca dos currículos, livros didáticos e metodologias de ensino. Desta forma, iniciou-se um período de importantes mudanças por estados e municípios de todo território brasileiro, além das eleições diretas que deixaram marcas significativas com eleição de muitos candidatos de oposição nos principais estados da Federação, levando a reformas na Educação, inclusive no currículo.

No que se refere às mudanças curriculares, segundo os Referenciais Curriculares: Nas primeiras décadas do século XX, os governos republicanos realizaram sucessivas reformas, mas pouco fizeram para alterar a situação da escola pública. Mesmo assim, o período constituiu-se num momento de fortalecimento do debate em torno dos problemas educacionais e surgiram propostas alternativas ao modelo oficial de ensino. Logo reprimidas pelo governo republicano, como as escolas anarquistas, com currículo e métodos próprios de ensino, no qual a História identificava-se com os principais momentos das lutas sociais, como a Revolução Francesa, a Comuna de Paris e a Abolição.

Na década de 80, também apresentou acontecimentos importantes para a prática do ensino da disciplina de História, ocorrendo no estado de Minas Gerais, por exemplo, o primeiro Congresso Mineiro de Educação, onde a principal questão discutida foi à reforma curricular. Os Novos programas de ensino somente foram divulgados e implementados no ano de 1986, mantendo a fusão de História e Geografia no Ensino de primeiro grau, 1ª a 4ª série. “No intuito de apresentar mudanças no currículo de Estudos Sociais ou Integração Social, esta passou a denominar-se “Formação Social e Política”, com o objetivo de “ Formar um novo tipo de homem, ” consciente dos problemas e do seu papel de cidadão (Programa curricular de história, MG, 1986).

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Mas que novo homem é esse? Seria preciso então

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Mas que novo homem é esse? Seria preciso então formar um novo aluno para se chegar a esse novo homem.

Partindo desse princípio, entendeu-se que a proposta curricular deveria desenvolver um estudo sequencial e gradativo do espaço produzido pelo próprio homem e a história ali produzida por ele. Atendendo a esta questão, buscou-se organizar os conteúdos adequando-os a cada nível ou etapa de escolaridade. Sendo assim, na primeira série, estudou-se a Comunidade enquanto na segunda série o estudo ficou com o tema Município, para somente na terceira série o estudo ficar com a História do Estado. Ou seja, um assunto mais próximo da realidade dos alunos, para que na quarta série, um pouco mais amadurecidos, os alunos tivessem um estudo referente ao seu país onde o tema central seria Brasil. Tendo como princípio, concepções Marxistas. Fonseca, afirma que estas ideias tem como eixo central: “a concepção de homem que produz o espaço e faz a sua história em determinado tempo”. Desta forma, partindo deste eixo que norteia todo o processo do ensino de história nas séries iniciais, articulavam-se todos os temas necessários para o ensino, sendo importante destacar que os temas já citados, mostram a construção do que havia de mais real, o vivido naquele tempo histórico.

Ao contrário do governo de Minas, São Paulo obteve mudanças radicais promovendo muitas polêmicas, gerando debates e conflitos, pois segundo coordenadoria de estudos e normas pedagógicas, órgão da SEE/SP que foi elaborada por professores e especialistas, faz opção pela autonomização da disciplina de história. Constatamos neste momento mais uma vez a influência europeia onde as experiências deste continente são privilegiadas, além do movimento historiográfico que marca a história francesa e a historiografia social inglesa, propondo uma organização curricular através do eixo temático, O Trabalho, que seria desdobrado em dois outros eixos temáticos. De acordo com estes eixos temáticos, no 1º ciclo básico, ou seja, 1ª e 2ª séries teríamos: ”Diferentes formas de vida, diferentes formas de trabalhar”. No segundo momento, o ciclo continuaria abordando o tema trabalho e as diferentes maneiras de viver e trabalhar na localidade. No intuito de amarrar ainda mais a proposta curricular, apresentou-se as noções a serem desenvolvidas nos dois ciclos de ensino: tempo e espaço; diferença e semelhança; permanência e mudança; relações sociais e trabalho; diferentes formas de viver e trabalhar.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Ocorreram mudanças no contexto social e político do país,

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Ocorreram mudanças no contexto social e político do país, tudo bem, mas e a disciplina de história? Parece brincadeira, mas, é a pura verdade. Quantos nomes,

quantos temas, quantas mudanças. História, Geografia, Estudos sociais, Integração

Social, Formação Social e Política importantes e necessárias?

Será r que tantas mudanças são realmente

Segundo Selma Guimarães Fonseca,

“A História por ser uma disciplina formativa, que lida com a realidade social, é certamente alvo do poder político nas diversas sociedades, sobretudo nas sociedades não democráticas”.

Continuando suas ideias, ainda afirma.

“O Estado por meio das políticas Públicas, busca desde cedo formar nas crianças determinadas noções de homem, sociedade, política etc. O Estado seleciona o que da cultura, da história e da sociedade deseja ver transmitidas as novas gerações. Por isso o currículo não é neutro. Ele é por definição, uma seleção cultural e política”.

Torna-se fundamental destacar na década de 80, as grandes mudanças educacionais, principalmente no que se refere ao ensino de História e Geografia. As propostas iniciadas nos estados de Minas e São Paulo fortaleceram a solução da exclusão até então existente no Ensino Fundamental. Ambos os projetos desenvolvidos apresentavam uma meta que tinham como foco principal, dar vez e voz ao povo, tentando romper com a História tradicional, aliás, com as metodologias de ensino tradicionais até então, utilizadas. Buscou-se neste período, introduzir novos materiais, novas fontes.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Parâmetros Curriculares e o Ensino de História Foi então

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Parâmetros Curriculares e o Ensino de História

Foi então que em 1993, com o lançamento de uma nova proposta curricular da Secretaria Estadual de Educação, aconteceu o retorno das disciplinas de História e de Geografia, sendo consolidado em 1997 em todo território nacional através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC). Este documento serve para atender a todos os níveis de escolaridade e valoriza cada disciplina especificamente. Com relação à disciplina de História, o texto dos PCNs, reafirmou a importância de se desenvolver desde as séries iniciais o ensino desta disciplina. De acordo com o documento,

“a disciplina pode dar uma contribuição específica ao desenvolvimento dos alunos como sujeitos conscientes, capazes de entender a Historia como conhecimento, como experiência e prática de cidadania”. (PCNs, p. 30)

O Ensino de História nas séries iniciais:

São frequentes as perguntas no meio educacional seja por parte dos pais, alunos e, às vezes professores.

Por que ensinar História para crianças tão pequenas, para quê serve esta

disciplina, o que estudar em história?

Essas e outras indagações acontecem cotidianamente, seja na escola pública ou na escola privada. E nos cursos de Formação de professores não é diferente. Muitas vezes, o aluno que busca esta formação traz consigo estereótipos que foram criados ao longo do seu desenvolvimento escolar por conta de um ensino totalmente tradicional que caracteriza a disciplina de História como algo mecânico. Textos imensos onde o aluno deve responder a questionários com palavras idênticas ao texto apresentado sem ao menos ter o direito de opinar a respeito ou de perguntar algo que não ficou claro.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Como afirma BURKE, em A Escrita da História: novas

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Como afirma BURKE, em A Escrita da História: novas perspectivas: “Os historiadores tradicionais preocupam-se em relatar uma história fatual, excessivamente preocupada com os acontecimentos”.

Nota-se que em um estilo tradicional, o ensino de história é visto de forma de personagens ilustres como generais, reis ou príncipes, sejam os principais ou únicos responsáveis pela história em si. Essa excessiva valorização, desconsidera a pessoa comum que faz parte dessa construção da história, levando-nos a entender muitas vezes a disciplina como algo distante da nossa realidade.

Torna-se importante aos alunos dos Cursos de Formação de professores, o entendimento destas mudanças no ensino da disciplina de história. Hoje se pode falar em uma Nova História que não está preocupada somente com a memorização dos fatos ou nomes importantes, mas, em saber toda estrutura que permeia as transformações ou acontecimentos que poderão ser analisados.

Ressalta-se a importância da disciplina no que se refere ao currículo, pois a mesma insere-se em toda a Educação básica.

Ensinar e Aprender Historia no 1º Ano

Você pode estar neste momento se perguntando: Mais como ensinar História na Educação Infantil já que se falou em educação Básica?

A resposta é simples. Ao pesquisar os referenciais Curriculares para a Educação Infantil, destaca-se o eixo de trabalho denominado natureza e sociedade onde as escolas de Educação Infantil devem se organizar com temas relativos a este aspecto sejam trabalhados, pois assim a criança poderá ampliar seu conhecimento de mundo ao nível de entendimento. Os quais atendam as especificidades deste grupo de crianças de três a cinco anos de idade, onde o professor deve entrar no mundo da criança, ou seja, no mundo da fantasia com ludicidade e muita criatividade.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História A seguir selecionamos trechos dos Referenciais Curriculares para a

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A seguir selecionamos trechos dos Referenciais Curriculares para a Educação Infantil que explicam com clareza esta questão:

“O eixo de trabalho denominado Natureza e Sociedade reúne temas pertinentes ao mundo social e natural. A intenção é que o trabalho ocorra de forma integrada, ao mesmo tempo em que são respeitadas as especificidades das fontes, abordagens e enfoques advindos dos diferentes campos das Ciências Humanas e Naturais”.

dos diferentes campos das Ciências Humanas e Naturais”. “O trabalho com os conhecimentos derivados das Ciências

“O trabalho com os conhecimentos derivados das Ciências Humanas e Naturais deve ser voltado para a ampliação das experiências das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural”.

refere-se à pluralidade de fenômenos e acontecimentos — físicos,

biológicos, geográficos, históricos e culturais —, ao conhecimento da diversidade de formas de explicar e representar o mundo, ao contato com as explicações científicas e à possibilidade de conhecer e construir novas formas de pensar sobre os eventos que as cercam.”

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História “É importante que as crianças tenham contato com diferentes

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“É importante que as crianças tenham contato com diferentes elementos, fenômenos e acontecimentos do mundo, sejam instigadas por questões significativas para observá-los e explicá-los e tenham acesso a modos variados de compreendê-los e representá-los.”

“Os conhecimentos socialmente difundidos e as culturas dos diversos povos do presente e de outras épocas apresentam diferentes respostas para as perguntas sobre o mundo social e natural. Por exemplo, para os antigos hindus, a Terra tinha a forma plana e era sustentada por diversos animais. Para os ianomâmis, o mundo está dividido em três terras: a “terra de cima”, que é muito velha e cheia de rachaduras por onde escoam as águas dos rios e dos lagos, formando a chuva que cai sobre a “terra do meio”, que é o lugar onde vivem os seres humanos; e a “terra de baixo”, que, mais recente, está sob nossos pés”.

“Para algumas crianças, na perspectiva da superfície terrestre, a Terra pode parecer um grande disco plano recoberto por um gigantesco guarda-chuva — o céu. Assim, diferentes formas de compreender, explicar e representar elementos do mundo coexiste e faz parte do repertório sociocultural da humanidade. Os mitos e as lendas representam uma das muitas formas de explicar os fenômenos da sociedade e da natureza e permitem reconhecer semelhanças e diferenças entre conhecimentos construídos por diferentes povos e culturas.”

“O trabalho com este eixo, portanto, deve propiciar experiências que possibilitem uma aproximação ao conhecimento das diversas formas de representação e explicação do mundo social e natural para que as crianças possam estabelecer progressivamente a diferenciação que existe entre mitos, lendas, explicações provenientes do “senso comum” e conhecimentos científicos”.

“Movidas pelo interesse e pela curiosidade e confrontadas com as diversas respostas oferecidas por adultos, outras crianças e/ou por fontes de informação, como livros, notícias e reportagens de rádio e TV etc., as crianças podem conhecer o mundo por meio da atividade física, afetiva e mental, construindo explicações subjetivas e individuais para os diferentes fenômenos e acontecimentos. Quanto menores forem as crianças, mais suas representações e noções sobre o mundo estão associadas diretamente aos objetos concretos da realidade conhecida,

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História observada, sentida e vivenciada. “O crescente domínio e uso

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observada, sentida e vivenciada. “O crescente domínio e uso da linguagem, assim como a capacidade de interação, possibilitam, todavia, que seu contato com o mundo se amplie, sendo cada vez mais mediado por representações e por significados construídos culturalmente”.

“Na medida em que as experiências cotidianas são mais variadas e os seus critérios de agrupamento não dão mais conta de explicar as relações, as associações passam a ser revistas e reconstruídas. Nesse processo constante de reconstrução, as estruturas de pensamento das crianças sofrem mudanças significativas que repercutem na possibilidade de elas compreenderem de modo diferenciado tanto os objetos quanto a linguagem usada para representá-los”. (RCNEI, volume 3, p.169)

Desse modo, percebemos a possibilidade do ensino da disciplina de História na Educação Infantil, desde que sejam respeitadas suas capacidades e possibilidades de aprendizagem.

Como já sabemos, hoje, a alfabetização não faz parte da Educação Infantil. É o 1º ano do Ensino Fundamental, 1º segmento, 1º ciclo. Este acontecimento ficou estabelecido pela aprovação da lei 11.274, em fevereiro de 2006, que muda a duração do ensino fundamental de oito para nove anos, transformando o último ano da educação infantil no primeiro ano do ensino fundamental.

Estamos falando em currículo e, é do nosso conhecimento que a disciplina de História perpassa toda a Educação Básica. Precisamos destacar que o 1º ciclo do Ensino Fundamental é composto pelas turmas de 1º, 2º e 3º ano e nesta questão de conteúdos, há uma continuidade do trabalho realizado inicialmente pela Educação Infantil.

Assim, destaca-se que a proposta privilegia as turmas do primeiro ciclo, a leitura de tempos diferentes no tempo presente em um determinado espaço e a leitura desse mesmo espaço em tempos passados. ( PCN – História ). Desta forma o professor tem a tarefa de apresentar a criança nas séries iniciais uma História marcada pelo prazer que envolve a tarefa de ensinar, a tarefa de aprender completará os objetivos propostos pelo professor. Pois as crianças desde pequenas recebem um grande número de informações sobre as relações

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História interpessoais e coletivas. Entretanto, suas reflexões sustentam-se,

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interpessoais e coletivas. Entretanto, suas reflexões sustentam-se, geralmente, em concepções de senso comum. Cabe à escola interferir em suas concepções de mundo, para que desenvolvam uma observação atenta do seu entorno, identificando as relações sociais em dimensões múltiplas e diferenciadas.

No caso do primeiro ciclo, considerando-se que as crianças estão no início da alfabetização, deve-se dar preferência aos trabalhos com fontes orais e iconográficas, a partir delas, desenvolver trabalhos com a linguagem escrita. De modo geral, no trabalho com fontes documentais — fotografias, mapas, filmes, depoimentos, edificações, objetos de uso cotidiano —, é necessário desenvolver trabalhos com a linguagem oral e escrita.

E aí caro(a) aluno(a), chegamos a uma importantíssima questão que deve ser analisada pelo docente. Como ensinar História se sabemos que muitas crianças chegam ao 2º ano do Ensino Fundamental, sem saber ler e escrever?

Esta é de fato uma situação muito difícil, porém, com uma explicação muito prática: O Ensino Fundamental está dividido em ciclos e nestes ciclos os docentes deverão trabalhar de forma integrada para que o ciclo tenha realmente significado. Pois, há uma continuidade dos trabalhos realizados. Ou seja, o que o aluno não atingiu no ano anterior, ele terá a possibilidade de compreender no ano seguinte, porque o ciclo só se conclui no 3º ano do Ensino Fundamental. Fonseca( 2009) faz um belíssimo questionamento acerca do ensino de história para crianças de alfabetização, 1º ano: ”Frente à pergunta de muitos professores- se é possível ensinar História sem antes alfabetizar” ( leitura e escrita) – Respondo com outra pergunta similar àquela feita por Castrogiovani (1998), em um texto inspirador, intitulado”. È possível alfabetizar sem os Estudos Sociais?” È possível alfabetizar sem História? E como ensinar História alfabetizando crianças, jovens e adultos?” Este tema passou a ser objeto de pesquisa da autora que levava tais experiências para os cursos de Formação de Professores”.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Portanto articular alfabetização aos estudos Sociais, a História

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Portanto articular alfabetização aos estudos Sociais, a História ou a Geografia é levar a criança refletir sobre o homem, a natureza, a cultura a sociedade, é praticar uma Pedagogia da Possibilidade, fundamentada numa epistemologia situada entre a teoria e a realidade.

Pensar o ensino não só da História, mas também de Geografia nas séries iniciais, a partir de sua função alfabetizadora, é resgatar o seu próprio objeto, o homem e o espaço, inserindo-os numa perspectiva teórica que articula a leitura da palavra à leitura do mundo.

Inspirados na carta de Paulo Freire aos professores- “Ensinar, aprender:

leitura do mundo, leitura da palavra”(2001).

Esta carta leva-nos a refletir: é possível separar a leitura e a escrita da palavra da leitura do mundo, da leitura da história? Concluímos que não. Segundo Paulo Freire, Aprender a ler e a escrever é aprender a ler o mundo; compreender seu contexto localizar-se no espaço social mais amplo, a partir da relação linguagem- realidade. O processo de alfabetização se realiza no movimento dinâmico entre palavra e mundo: a palavra dita flui do mundo carregada de significado existencial

– palavra-mundo.

“Essa prática segundo Freire, consiste na concepção de” leitura da leitura anterior do mundo. Entendendo-se como leitura do mundo, a leitura que precede

a leitura da palavra e, que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. A leitura da palavra, fazendo-se também em busca

da compreensão do texto e, portanto dos objetos nele referidos, nos remete agora

á leitura anterior do mundo”(2001, p.1)”.

O conceito de alfabetização se amplia passando a traduzir as relações da criança das classes populares com o mundo, mediada pela prática transformadora desse mundo.

Do ponto de vista da História, podemos dizer que ler o mundo é ler a sua própria história em relação ao seu meio social e histórico.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Em artigo da Revista nova Escola, Rodrigo Ratier da

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Em artigo da Revista nova Escola, Rodrigo Ratier da Editora Abril, apresenta o texto: O desafio de ler e compreender em todas as disciplinas onde afirma que Levar os alunos a entender tudo o que leem exige explorar diferentes gêneros e procedimentos de estudo. Para ser bem-sucedido na tarefa, é necessário o envolvimento dos professores de todas as disciplinas.

A seguir apresentaremos alguns trechos do artigo citado.

“No Brasil, um em cada dez brasileiros com 15 anos ou mais não sabe ler e escrever. Uma vergonha que encobre outras realidades não tão evidentes, mas igualmente dramáticas. Como o fato de que dois terços da população entre 15 e 64 anos é incapaz de entender textos longos, localizar informações específicas, sintetizar a ideia principal ou comparar dois escritos. O problema não é reflexo apenas de baixa escolarização: segundo dados do Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, mesmo considerando a faixa de pessoas que cursaram de 5ª a 8ª série, apenas um quarto delas é plenamente alfabetizado. A conclusão é que, na escola, os alunos aprendem a ler - mas não compreendem o que leem”.

É preciso virar esse jogo. Num mundo como o atual, em que os textos estão

por toda a parte, entender o que se lê é uma necessidade para poder participar plenamente da vida social. Professores como você tem um papel fundamental nessa tarefa. Independentemente de seu campo de atuação, você pode ajudar os alunos a ler e compreender diferentes tipos de texto, incentivando-os a explorar cada um deles. Pode ensiná-los a fazer anotações, resumos, comentários, facilitando a tarefa da interpretação. Pode, enfim, encaminhá-los para a escrita, enriquecida pelos conhecimentos adquiridos na exploração de livros, revistas, jornais, filmes, obras de arte, manifestações culturais e esportivas.

O primeiro passo é firmar um compromisso: ensinar a ler é tarefa de todas as

Em todas as áreas, há

aproximações possíveis com o tema. “Um professor de História deve ensinar que

muitos textos da área têm uma estrutura cronológica e que é necessário identificá-

disciplinas, não apenas de Língua Portuguesa. (

)

la para entender a informação”.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História E então caro (a) aluno (a), após os textos

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E então caro (a) aluno (a), após os textos apresentados pode-se chegar a alguma conclusão?

Pois bem, nossa grande tarefa enquanto educador não pode simplificar-se apenas em apresentar conteúdos e trabalho concluído. Concorda?

Recebe-se uma turma para lecionar a disciplina de História, por exemplo, e, verifico que meu aluno(a) ainda, veja bem, eu disse ainda não consegue ler e escrever, como posso simplesmente lançar conteúdos porque tenho que cumprir um programa?

Através dos textos apresentados anteriormente verificamos que é necessário mudar. Mudar a postura de professores que reagem negativamente as mudanças tão necessárias ao mundo atual.

Para ensinar história, é preciso viver essa história, levar nossa criança a perceber-se integrante, construtor dessa história. Os conteúdos serão dados sim, mas através de estratégias que favoreçam a aprendizagem da criança, oferecendo- lhes possibilidades de aprendizagem. Porque, querido (a) aluno (a), nas séries iniciais precisamos criar, fantasiar, contar histórias, entrar no mundo dos nossos pequenos para despertá-los, estimulá-los ao mundo da leitura e da escrita. E a disciplina de história, será com certeza, facilitadora desse processo.

Torna-se necessário a nós educadores a seguinte reflexão: Então para que serve a História?

Segundo Caio Boschi,

“A História serve para que o homem conheça a si mesmo assim como suas afinidades e diferenças em relação a outros. Saber quem somos permite definir para onde vamos. Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Perguntas como estas são uma constante na história da humanidade. Por mais sem sentido que pareçam, tais indagações traduzem a necessidade que temos de nos explicar, nos situar, nos reconhecer como humanos e, em decorrência, como seres sociais.” (2007, p. 12).

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Ao longo de nossas leituras e pesquisas, podemos afirmar

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Ao longo de nossas leituras e pesquisas, podemos afirmar e defender a tese que a história não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados.

Se anteriormente foi dito que todos nós participamos da construção desse saber histórico, então, como ser repetição simplesmente?

Diferentemente, ela deve servir como instrumento de conscientização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa.

E isto ocorre de muitas maneiras em sala de aula, no dia a dia, onde alunos e

professores, juntos, constroem esse conhecimento de forma contextualizada, viva,

o professor pode realizar pesquisas com seus alunos de temas atuais associados aos conteúdos do ano escolar do qual estiver lecionando.

Desse modo, o segundo ciclo do Ensino Fundamental, o qual se refere ao 4º e

5º ano de escolaridade, os Parâmetros Curriculares sugerem estudos sobre histórias

de outros espaços em tempos diferentes. A predominância está voltada para as histórias sociais e culturais, sem excluir as questões políticas e econômicas.

Entende-se que nesta etapa da vida escolar, os alunos já dominam melhor a linguagem escrita, fato que certamente facilitará melhor entendimento e compreensão dos assuntos a serem tratados. Nesta etapa, já mais amadurecidos, possuem experiências de trocas de informações, trazem vivências importantíssimas, as quais possibilitam questionar, fazer comparações e desenvolver trabalhos que envolvam ordenação temporal.

Segundo PCNs de História, valorizando os procedimentos que tiveram início no primeiro ciclo, a preocupação de ensino e aprendizagem no segundo ciclo envolve um trabalho mais específico com leitura de obras com conteúdos históricos, como reportagem de jornais, mitos e lendas, textos de livros didáticos, documentários em vídeo, telejornais.

A disciplina de História é uma ciência humana básica na formação do aluno, dando-lhe a possibilidade de compreensão da realidade que o cerca e, consequentemente, dotando-o de espírito crítico, que o capacitará a interpretar essa mesma realidade.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Portanto, caro(a) aluno(a), ao falarmos de formação de espírito

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Portanto, caro(a) aluno(a), ao falarmos de formação de espírito crítico não significa de forma alguma, tentar colocar seus ideais na cabeça dos alunos, muito menos levá-los a posições ideológicas extremadas. Porém, caberá sim a você, professor-educador capacitá-los a discernir as várias linhas e correntes de interpretações, que se podem dar aos fatos históricos, em seus devidos contextos, e, a partir daí, permitir aos discentes realizar suas escolhas políticas, sociais, econômicas e culturais.

Tente se lembrar de seus nove ou dez anos de idade, na época em que teríamos que fazer nossas escolhas políticas.

Você

nunca

participou

das

eleições

na

escola,

ou

fez

seu

discurso

para

prefeito?

Na primeira semana de aula, alguma professora realizou atividade com as normas de comportamento da escola e na sala de aula, com direitos e deveres estipulados pelos próprios alunos?

Pois é, essas e outras atividades construção histórica.

levam a criança a perceber-se ativa na

Por outro lado, a ciência histórica tem seus métodos e instrumentos de análise que querem ser respeitados. O ensino de História, necessariamente, deve levar em consideração essas premissas, também, com a finalidade de estimular vocações para esse ramo do conhecimento humano. Assim, o estudo de documentos e as várias interpretações, suscitadas pela História são pontos fundamentais no estudo dessa disciplina.

Podemos perceber que os Parâmetros Curriculares nos apresentam os conteúdos de História, como também de outras disciplinas, porém como são propostos neste documento, não deve ser considerado fixo. São sugestões para que as escolas e os professores possam recriá-los e adaptá-los à sua realidade local e regional.

A afirmação, hoje muito difundida por certas correntes, segundo a qual, a educação não é neutra; no fundo, embuta a ideia segundo a qual História deveria ser desenvolvida a partir de uma linha ideológica vinculada à realidade social,

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História injusta e exclusiva, da qual são vítimas, vastas parcelas

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injusta e exclusiva, da qual são vítimas, vastas parcelas da população brasileira e mundial. Ora, tal interpretação tende a criar a ideia, segundo a qual, somente ações radicais teriam a condição de eliminar tais desigualdades e injustiças, o que desqualifica a possibilidade da existência de vias democráticas de transformação nos países que enfrentam tais problemas.

Diferentemente, ocorre com a nova história, para esta não é suficiente saber os acontecimentos e sim saber de toda estrutura que permeia as transformações, considerando diversos personagens que precisam ser analisados.

Terminamos nossa segunda unidade de estudo, aonde vimos às ideias centrais da Lei 4024/61 Leis 5.692 /71e, as mudanças na História da Educação, destacando- se a lei 9394/96 e, os PCNs.

LEITURA COMPLEMENTAR:

Aprofunde seus conhecimentos, lendo:

LEITURA COMPLEMENTAR: Aprofunde seus conhecimentos, lendo: VASCONCELLOS, C. S. Construção do conhecimento em sala de

VASCONCELLOS, C. S. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad. 1993.

Na próxima unidade de estudo, veremos como Ensinar e aprender História.

É HORA DE SE AVALIAR Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas

É HORA DE SE AVALIAR

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois às envie através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

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Exercícios da Unidade 2 Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 1- Os Parâmetros Curriculares nos

Exercícios da Unidade 2

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

1- Os Parâmetros Curriculares nos apresentam os conteúdos de História como também de outras disciplinas, porém como são propostos neste documento:

a) Considerado fixo, para que as escolas e os professores possam recriá-los e

adaptá-los à sua realidade local e regional;

b) Não deve ser considerado fixo. São sugestões para que as escolas e os

professores possam recriá-los e adaptá-los à sua realidade local e regional;

c) É um documento que não pode ser mudado. São questões obrigatórias, para

que as escolas e os professores possam recriá-los e adaptá-los à sua realidade local

e regional;

d) Não deve ser considerado fixo. São apenas conteúdos obrigatórios, para que

as escolas e os professores possam recriá-los e adaptá-los à sua realidade local e regional;

e) Não deve ser considerado fixo. São sugestões para que as escolas e os

professores possam recriá-los e adaptá-los à avaliação de cada escola;

2-

dando-lhe a possibilidade de compreensão da realidade que o cerca e, consequentemente, dotando-o de espírito crítico, o qual o capacitará a interpretar essa mesma realidade. No que se refere ao espírito critico, pode-se afirmar, exceto:

A disciplina de História é uma ciência humana básica na formação do aluno,

a) A formação de espírito crítico não significa de forma alguma tentar colocar seus

ideais na cabeça dos alunos;

b) A formação de espírito crítico não significa levá-los a posições ideológicas

extremadas;

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História c) Formar um espírito critico acima de tudo, é

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

c) Formar um espírito critico acima de tudo, é levar seu aluno a perceber que ele é

capaz de fazer escolhas e atuar sobre suas decisões;

d) Caberá

correntes de interpretações, as quais se podem dar aos fatos históricos;

ao

professor-educador

capacitá-los

a

discernir

as

várias

linhas

e

e) Formar um espírito critico é não permitir que os discentes realizem escolhas

políticas, sociais, econômicas e culturais.

3- O Estado por meio das políticas Públicas, busca desde cedo formar nas crianças determinadas noções de homem, sociedade, política etc. O Estado seleciona da cultura, da história e da sociedade, o que deseja ver transmitidas nas novas gerações. Desta forma, é possível afirmar:

a) O currículo não é neutro. Ele é por definição, uma continuação da história.

b) O currículo não

política.

é neutro.

Ele

é

por

definição

uma

seleção cultural

e

c) O currículo é neutro. Ele é por definição uma segregação cultural e política.

d) O currículo é neutro. Ele é por definição uma escolha política.

e) O currículo não é neutro. Ele é por definição uma escolha política.

4- Quanto à alfabetização, assinale a opção correta:

a) Com a aprovação da lei 11.274, em fevereiro de 2006, muda a duração do

ensino fundamental de oito para nove anos e a alfabetização é o 1ºano do Ens. Fundamental;

b) É o 1º ano do Ensino Fundamental, 2º segmento, 1º ciclo;

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História c) Com a aprovação da lei 11.274, em fevereiro

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

c) Com a aprovação da lei 11.274, em fevereiro de 2006, muda a duração do

ensino fundamental de oito para dez anos;

d) Alfabetização é o 1ºano da Educação Infantil;

e) A Lei 11.274, transformou o último ano da educação infantil no segundo ano

do ensino fundamental.

5- Sabe-se que atualmente muitas escolas trabalham com o sistema de ciclos. Ao tratar desta questão, o texto apresenta as seguintes afirmações, com exceção de:

a) O 1º ciclo só se conclui no 3º ano do Ensino Fundamental;

b) Para que o ciclo tenha realmente significado, é preciso integração;

c) E nestes ciclos os docentes deverão trabalhar de forma isolada;

d) Envolve continuidade dos trabalhos realizados.

e) O aluno que não atingiu no ano anterior, terá a possibilidade de compreender

no ano seguinte.

6- É do nosso conhecimento que o segundo ciclo do Ensino Fundamental, se refere ao 4º e 5º ano de escolaridade. Os Parâmetros Curriculares sugerem estudos sobre histórias de outros espaços em tempos diferentes. A predominância está voltada para as histórias sociais e culturais, sem excluir as questões políticas e econômicas. Quanto a esta etapa, é correto afirmar:

a) Nesta etapa da vida escolar, terá a possibilidade de compreensão da realidade

que o cerca e, consequentemente, dotando-o de espírito crítico, o qual o capacitará a interpretar essa mesma realidade.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História b) Nesta etapa da vida escolar, os alunos já

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

b) Nesta etapa da vida escolar, os alunos já dominam melhor a linguagem escrita,

fato que certamente facilitará melhor entendimento e compreensão dos assuntos a serem tratados.

c) Nesta

informações;

etapa,

mais

amadurecidos,

possuem

experiências

de

trocas

de

d) Nesta etapa da vida escolar trazem vivências importantíssimas, as quais

possibilitam questionar, fazer comparações e desenvolver trabalhos que envolvam ordenação temporal.

e) Nesta etapa da vida escolar de maneira geral, os alunos ainda não dominam a

linguagem escrita, fato que possibilitará ao docente um incentivo maior para o seu trabalho.

7- As ideias de Piaget e Vygotsky se encontram exatamente no momento em que ambos afirmam que o individuo é social e dinâmico, pois aprende coletivamente, daí o sócio-interacionismo. Desta forma no Ensino de História algumas competências e habilidades podem ser relacionadas às ideias citadas quando se afirma:

a) O Reconhecimento de pertencer a escola percebendo direitos e deveres das

crianças.

b) O Reconhecimento de pertencer a um grupo de professores que busquem

meios de se informar a respeito dessa cultura, tanto antigamente como na

atualidade.

c) O Reconhecimento de pertencer a um grupo percebendo semelhanças e

diferenças no modo de ser e de viver dos indivíduos, além disso, dos grupos sociais que pertencem ao seu próprio tempo e ao seu espaço.

d) O Reconhecimento de pertencer a um grupo todas as escolas deveriam

trabalhar com a construção desses conceitos.

e) O Reconhecimento

divulgar e estimular a pessoa, desde a infância.

e

a

possibilidade

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de

através

dos

projetos

escolares,

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 8- A proposta do ensino de História para as

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

8- A proposta do ensino de História para as turmas do primeiro ciclo privilegia a

leitura de tempos diferentes no tempo presente, em um determinado espaço e, a leitura desse mesmo espaço em tempos passados. (PCN- História).

Considera-se que o professor tem a tarefa de apresentar a criança nas séries iniciais:

a) Uma História marcada pelo prazer que envolve a tarefa de ensinar, para que a

tarefa de aprender complete os objetivos propostos pelo professor, pois as crianças desde pequenas recebem um grande testes e avaliações.

b) Uma História marcada pela representação de figuras e imagens dos livros

didáticos, para que a tarefa de aprender complete os objetivos propostos pelo

professor, pois as crianças desde pequenas recebem um grande número de informações sobre as relações interpessoais e coletivas.

c) Uma História marcada pela competência docente que envolve o ensino, onde

a tarefa de aprender complete os objetivos propostos pelo professor, pois as crianças desde pequenas recebem um grande número de informações sobre as relações.

d) Uma História marcada pelo prazer que envolve a tarefa de ensinar, para que a

tarefa de aprender complete os objetivos propostos pelo professor, pois as crianças desde pequenas recebem um grande número de informações sobre as relações interpessoais e coletivas.

e) Uma História marcada pelo prazer que envolve a tarefa de aprender, para que a

tarefa de ensinar se complete na relação estabelecida entre professor e aluno.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 9- Foi então, no ano de 1993, que ocorreu

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

9- Foi então, no ano de 1993, que ocorreu o lançamento de uma nova proposta curricular da Secretaria Estadual de Educação. Este documento serve para atender a todos os níveis de escolaridade e valoriza cada disciplina especificamente. Com relação à disciplina de História, o texto dos PCNs, reafirmou a importância de se desenvolver desde as séries iniciais o ensino desta disciplina. O que aconteceu a partir deste documento?

10-O aluno que busca a História, como formação traz consigo estereótipos que foram criados ao longo do seu desenvolvimento escolar por conta de um ensino totalmente tradicional que caracteriza a disciplina como algo mecânico. A respeito dessa questão o que afirma Peter Burke?

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 3 Ensinar e aprender: Uma História dinâmica O 1º

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

3 Ensinar e aprender: Uma História dinâmica

O

1º ciclo do Ensino Fundamental.

O

2º ciclo do Ensino Fundamental.

O

uso de fontes.

A

utilização de filmes.

Análise iconográfica.

Paulo Freire e Vygotsky e o Ensino de história.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Nesta nossa terceira unidade, destacaremos as questões do ensino

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Nesta nossa terceira unidade, destacaremos as questões do ensino e da aprendizagem para o Ensino de História do primeiro segmento, do Ensino Fundamental, primeiro e segundo ciclos.

Objetivos da Unidade:

Analisar os objetivos dos PCNs no 1º e 2º ciclos do Ensino Fundamental.

Destacar competências e habilidades a serem desenvolvidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Identificar a importância de fontes históricas para o ensino de História.

Valorizar os meios tecnológicos como ferramentas úteis no Ensino de História.

Plano da Unidade:

O

1º ciclo do Ensino Fundamental.

O

2º ciclo do Ensino Fundamental.

O

uso de fontes.

A

utilização de filmes.

Análise iconográfica.

Paulo Freire e Vygotsky e o Ensino de história.

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Bons estudos!

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História O 1º ciclo do Ensino Fundamental Baseando-se nos Parâmetros

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

O 1º ciclo do Ensino Fundamental

Baseando-se nos Parâmetros Curriculares Nacionais, citamos o segundo ano do Ensino Fundamental que compreende noções básicas sobre a definição de História, tempo cronológico e histórico, sociedade, trabalho e cultura. Percebe-se que nesta etapa de escolaridade o ensino e aprendizagem de História têm como característica principal, o desenvolvimento de atividades, nas quais os alunos compreendam semelhanças e diferenças, as permanências, as mudanças e transformações que ocorrem no modo de vida social, cultural e econômico de sua cidade. Despertando o entendimento para questões do presente e do passado, fazendo leituras de diferentes obras humanas que lhes possibilitem uma aprendizagem com significado. A história pessoal dos alunos ganha destaque. E esse estudo é feito na maioria das vezes, recorrendo à família, com a realização de entrevistas para as pessoas mais idosas do grupo familiar, destacando os hábitos e as heranças culturais e, até mesmo com a árvore genealógica para visualizar melhor a descendência de cada grupo. Também é comum o uso de objetos, fotografias, vestimentas, certidões de nascimento. E este último item citado, estimula muito a criança das séries iniciais a descoberta de itens às vezes despercebidos.

Destaca-se em Mattozzi (1998), que ao referir-se ao desenvolvimento da competência histórica de estudantes, o mesmo, relaciona o processo de construção de conhecimentos pelo historiador à experiência de construção de sentido pelo aluno. Segundo o autor, o historiador realiza um processo de construção do conhecimento – graças às suas próprias capacidades cognitivas, à sua consciência metodológica e ao valor que reconhece ao conhecimento histórico – e, através da investigação chega ao texto historiográfico.

O aluno, por sua vez, realiza um processo de construção do conhecimento mediante o uso das fontes ou o estudo de textos e deve chegar à compreensão não só do conhecimento, mas também como procede ao historiador e como funciona o conhecimento (MATTOZZI, 1998, p. 38).

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Assim, entendemos que considerar os conteúdos substantivos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Assim, entendemos que considerar os conteúdos substantivos históricos dos estudantes, nesta pesquisa, implica em concebê-los como “conhecimentos prévios”, ou seja, são reconhecidos num processo de (nova) aprendizagem e referem-se a conceitos pré-existentes na estrutura cognitiva do estudante. Para Ausubel, estruturas cognitivas são estruturas hierárquicas de conceitos que explicitam as representações do indivíduo. Assim, os conceitos já aprendidos determinam novas aprendizagens e são por elas modificados. ( SEERJ- 2010)

Pode-se afirmar que a História é o estudo das ações humanas, da própria experiência, as quais buscam compreender as diferentes formas como homens e mulheres em diferentes tempos e espaços viveram e se relacionaram no convívio em sociedade. Enfim, estudar história leva-nos a compreensão da diversidade humana, social e cultural nos diferentes tempos e espaços.

Segundo Boschi: ”O fundamento da história, seu por que mais profundo: dar sentido à vida pela compreensão de uma totalidade da qual fazemos parte; dar sentido social primeiramente a comunidade que nos rodeia, depois a espécie humana como um todo e finalmente, num exercício de imaginação, a coletividade dos seres racionais e livres do universo”.

O 2º ciclo do Ensino Fundamental

Ao verificar o conteúdo programático do terceiro ano do ensino Fundamental, por exemplo, de acordo com os PCNs, deve-se ampliar os conceitos de sociedade, política e economia onde a criança já passa a refletir e se expressar de maneira mais sistemática, demonstrando crescimento emocional e intelectual. Assim, a caracterização dos diversos grupos sociais dos quais fazem parte, a identificação dos costumes, características e as diferentes regras de convívio levam-no a perceber-se como integrante e modificador do ambiente natural, social em que vive. Portanto, o professor ao elaborar suas atividades para desenvolver as competências e habilidades de seus alunos nesta etapa do ensino, poderá utilizar além do livro didático, jornais com assuntos pertinentes aos conteúdos dados,

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História estimulando a criança a leitura de diferentes fontes, além

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

estimulando a criança a leitura de diferentes fontes, além do incentivo a pesquisa e

a interação com fatos e acontecimentos do momento que também poderá ser

complementado com filmes adequados ao assunto, interesse e idade das crianças.

O assunto município faz parte do programa curricular do terceiro ano de escolaridade. Sendo assim, a história do município pode ser trabalhada através de fotos antigas do município e do bairro, com depoimento dos moradores mais antigos e de seus filhos, assim o aluno irá criar o interesse pela história do seu próprio bairro. É possível através destas atividades, o aluno refletir e despertar para questões do presente e do passado, além de desenvolver uma tabela com os nomes dos últimos representantes do município escolhido pela comunidade. A dinâmica deste trabalho permite ao aluno o entendimento das diversas fontes históricas e sua importância para a formação histórica da comunidade.

O uso de fontes

Essa metodologia leva-nos a compreender que nos anos seguintes, nosso aluno terá mais condições para leitura, interpretação e compreensão dessa coletividade do fazer história.

Quando os navegadores portugueses aportaram no Brasil, em 1500,

precisavam dar notícias ao rei de Portugal, Dom Manuel, relatando o contato com

a terra que acabavam de chegar. Para isso, em primeiro de maio, Pero Vaz de

Caminha, escrivão da frota, escreve uma carta que se tornou o primeiro documento escrito sobre a nossa terra.

Caminha

apresentou uma valiosa e importante informação. Uma carta.

Algum dia você escreveu uma carta? Sem dúvida, muitos já passaram por esta

valiosa experiência, de usá-la como meio de comunicação.

Esta

é

sem

dúvida

uma

fonte

reveladora

onde

Pero

Vaz

de

O professor deve incentivar seus alunos do Ensino Fundamental a escrever cartas. Experimente: peça para escrever para um (a) amigo(a) contando a sua própria história.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Durante longos e longos anos, séculos e séculos, a

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Durante longos e longos anos, séculos e séculos, a humanidade sempre

registrou sua história no mundo, em diferentes tempos e espaços, marcando e

reforçando nossas lembranças a memória humana e sua história. Experiências que

marcam a passagem de alguém pelo mundo, Das nossas experiências vividas

surgiram às histórias, os fatos e o registro causal dos acontecimentos. A construção

do saber histórico nas séries iniciais do ensino fundamental: o uso de fontes, cujo

objetivo é refletir sobre a prática docente e discente.

Como já foi dito anteriormente, a disciplina de História poderá ser melhor

interpretada e compreendida pelos alunos, a partir do momento em que o docente

se conscientizar da importância de um ensino significativo na disciplina. Torna-se

necessário um equilíbrio entre o acesso, o saber e o fazer, quanto à técnica e ao

procedimento junto às fontes históricas, caso contrário, tudo se transforma numa

repetição e decoreba.

O ser humano é dotado de uma capacidade tão incrível de inteligência, tão

intensa, que às vezes não acreditamos na nossa própria capacidade de

pensamento. E, devido a esta capacidade humana, surgem as imagens, a pintura,

onde o homem aprende a expressar e manifestar seus pensamentos e emoções de

forma tão rústica, a princípio, podemos lembrar das imagens deixadas nas paredes das cavernas.

“Uma das necessidades primordiais do ser humano é a comunicação. Desde

seu surgimento, o homem tem deixado marcas impressas que representam suas

vidas, anseios, desejos, medos, lendas etc. Um bom exemplo é a arte rupestre, que

são os desenhos e esculturas que nossos ancestrais, lá na Pré-história, deixaram

registrados nas cavernas, datada de doze a vinte mil anos atrás. Esses símbolos

deixados, embora simples, caracterizaram suas épocas.” (JEAN, Georges (2002)).

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Além dos desenhos, surge na história da humanidade a

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Além dos desenhos, surge na história da humanidade a escrita, que expressa com toda clareza tudo aquilo que pensamos ou falamos. É a melhor forma de mostrar que tudo aquilo que falamos pode ser registrado. Sampson (1996), afirma que a invenção da escrita aparece tardiamente com relação ao aparecimento da linguagem; ela apareceu depois da chamada "revolução neolítica" e, sua história pode ser dividida em três fases: pictórica, ideográfica e alfabética. No entanto, não se pode seguir uma linha cronológica nesta divisão.

Neste momento de nossos estudos, torna-se importante destacar as fases citadas anteriormente que mostram um pouco da história do surgimento da escrita. Para começar, a fase pictórica a que corresponde aos desenhos ou pictogramas. Não é associada ao som e, sim a imagem que representa. Pode ser visto em inscrições antigas, na escrita asteca ou em quadrinhos. A fase ideográfica são os símbolos gráficos usados para representar uma ideia, como por exemplo,

nos dias de hoje, os sinais de trânsito. As escritas ideográficas mais importantes são

a egípcia (hieroglífica), a mesopotâmica (suméria), as escritas da região do mar

Egeu (a cretense, por exemplo) e a chinesa (de onde provém a escrita japonesa). E, por fim, a fase alfabética que se caracteriza pelo uso das letras, as quais se originaram nos ideogramas, mas que perderam o valor ideográfico, assumindo uma nova função de escrita: a representação puramente fonográfica. O ideograma, por sua vez, perdeu seu valor pictórico e passou a ser simplesmente uma representação fonética. Ohman (1990, p. 16), afirma que a invenção da escrita alfabética é uma "descoberta", pois, quando o homem começou a usar um símbolo para cada som, ele apenas operou conscientemente com o seu conhecimento da organização fonológica de sua língua.

Após realizar trabalhos com crianças, Vygotsky, afirma que para aprender a escrever, a criança precisa fazer uma descoberta básica – saber que ela pode desenhar não apenas coisas, mas também a própria fala. (Vygotsky, 1991).

As informações contidas neste texto nos auxiliam a entender melhor as diferentes formas de comunicação e sua relação com o ensino de história. Estamos vivendo um período de muitas mudanças com significativos avanços tecnológicos

e transformações nos meios de comunicação. Com a modernidade, tivemos o

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História aparecimento do registro das imagens, que possibilitou a fotografia

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

aparecimento do registro das imagens, que possibilitou a fotografia (imagem estática) e o cinema (imagem em movimento) e do registro de sons.

A família, a comunidade, a escola, os grupos sociais. Cada ser humano faz parte

de determinado grupo, de culturas e hábitos diferenciados. Todos nós temos uma história de vida, a sua própria história. Para conhecer essa história, usamos fotografias, objetos, roupas, anotações, desenhos, filmes, gravações, lembranças de memória, diário, entre outros. Eles são os documentos ou fontes da nossa história

Para se ter uma ideia, pense nas fotografias que seus pais tiraram de você quando era criança. E também de seus pais, avós, tios e tias. Tudo mudou, não é mesmo?

Hoje, vemos nossos alunos fotografando todos os momentos vivenciados, fotos na internet e máquinas de todos os tipos. E não são apenas as fotos, temos filmagens realizadas a todo instante pelos nossos alunos e lançadas muitas vezes também na internet.

A Utilização de Filmes

A tudo isso denominamos História. Dos nossos antepassados até os dias de

hoje. Uma História dinâmica, viva, com sujeitos ativos.

E é por isso que nos referimos nesse momento ao uso dos filmes em sala de aula associados aos conteúdos de cada ano de escolaridade.

E nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o professor tem a oportunidade

de diversificar suas aulas, além de trabalhar com os temas transversais, tornando sua rotina mais contextualizada, sempre. Selva Guimarães Fonseca (2003), afirma que o fato de inserir a apresentação de filmes na sala de aula, de artigos, de jornais

e da televisão, proporciona maior estímulo ao trabalho com a interdisciplinaridade, por exemplo. Destaca-se que no segundo segmento do Ensino Fundamental os professores das diferentes áreas do conhecimento tem a possibilidade de se unir,

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História organizar e planejar um roteiro de pesquisa que contemple

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

organizar e planejar um roteiro de pesquisa que contemple todas as disciplinas sem descaracterizá-las.

É importante destacar, que o filme é uma excelente estratégia para estimular a participação dos alunos nas aulas. A utilização de obras cinematográficas de qualidade, especialmente pela disciplina de História, pode servir para ampliar o campo temático e documental, dando condições ao aluno de conhecer diferentes abordagens, conceitos e de lhe propor reflexões sobre o seu próprio espaço histórico e social.

Porém, caberá ao professor selecionar aquele que trata das questões realmente pertinentes ao assunto, conteúdo, avaliar o tempo de duração do mesmo, pois, filmes muito longos cansam o aluno. Deve-se analisar a linguagem, o vocabulário utilizado, pois sabemos que dependendo da história, pode não ser adequada ao uso escolar. O professor deverá avaliar as cenas, pois poderá ocorrer alguma cena não adequada à idade de seus alunos. Neste caso, o professor pode programar o aparelho para que no tempo determinado avance para outras cenas.

Vale ressaltar, que passar um filme simplesmente para dizer que está fazendo uso de tecnologia, não é válido. Por isso, caberá ao professor assistir ao filme escolhido, antes de apresentá-lo a seus alunos a fim de planejar com antecedência sua proposta de trabalho.

Para Marcos Napolitano (2002), é imperioso que o professor realize previamente uma reflexão sobre o filme que será exibido e o situe em seu contexto histórico. O processo seletivo de arquivos fílmicos não precisa necessariamente se fixar nos grandes clássicos, afinal, todo filme pode ser usado independentemente do seu gênero.

Os filmes são considerados uma estratégia de ensino muito eficaz para o professor, por aproximar o aluno de uma história contextualiza como forma de ampliar o conhecimento e as habilidades dos alunos. Pode-se afirmar que o filme a partir daí, ganha novo espaço, adquirindo o estatuto de fonte preciosa e inesgotável de ideias para a compreensão dos comportamentos, das visões de mundo, dos valores, das identidades, da diversidade cultural e das ideologias de uma sociedade ou de um momento histórico. Os vários tipos de registro fílmico -

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História ficão, documentário e atualidades etc. Os quais são vistos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

ficão, documentário e atualidades etc. Os quais são vistos como meio de representação da História, articula o contexto histórico e social que produziu a um conjunto de elementos intrínsecos à própria expressão cinematográfica. Para Carlos Alberto Vesentini (2002), o uso da produção cinematográfica em sala de aula faz com que a temporalidade situe o acontecimento histórico dentro da obra fílmica.

Devemos, antes de tudo, percebê-la e, mais, compreendê-la a partir de seu momento de produção, ou seja, os aspectos de origens políticas, sócio-econômicas e culturais que a perpassaram.

Sabe-se que cada escola do no nosso país, em cada estado brasileiro e ainda, em cada município tem sua história, sua realidade e seus problemas. Sabemos que falar de tecnologia pode ser algo um pouco irreal em determinados locais, porém não podemos desanimar. A realidade às vezes é dura, falta muitas vezes carteiras para os alunos se acomodarem. Imagine então uma sala equipada com vídeos, DVDs, som e telão? Mais essas diferenças sociais fazem parte da construção histórica da educação do Brasil. Além das questões citadas, encontra-se em sala de aula, alunos com características diversas, às vezes as dificuldades de aprendizagem ou falta de interesse desanimam o professor. Mas, entende-se que as turmas não são homogêneas, o tempo de aprendizagem é íntimo, é pessoal.

Vale salientar que enquanto docentes estamos sempre buscando tentativas e justificativas para as necessidades ou dificuldades relacionadas ao ensino. Porém, artifícios audiovisuais, seja o cinema, a televisão ou a música, não podem ser interpretados como elementos que irão proporcionar a salvação da instituição escolar ou do ato de ensinar.

E qual é a grande motivação docente: Ensinar na diversidade

Numa era de informações associadas às imagens, saber interpretar corretamente signos visuais tornou-se uma premissa aos acadêmicos e profissionais do ensino. E por isso mesmo, o estudo associado às imagens se tornou uma ferramenta muito importante que pode ser utilizada pelos professores de História para efetuar seu trabalho tanto em pesquisas como no dia a dia, quanto em pesquisas em sala de aula.

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Análise Iconográfica

Análise Iconográfica Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Desse modo, compreender a importância que a

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Desse modo, compreender a importância que a análise iconográfica tem nas

aulas de História, possibilita o desenvolvimento de uma prática metodológica eficiente, mostrando ser um instrumento indispensável à compreensão dos conteúdos da disciplina. Iconografia vem do grego eikon (imagem) e graphia

Em disciplinas como

estudos culturais, história do design, história da arte e sociologia, a iconografia pode se referir às imagens ou signos que sejam significativos para determinadas culturas. Essa discussão sobre as imagens como iconografia implica em uma "leitura" crítica dessas imagens na tentativa de explorar valores sócio-culturais. Um estudo iconográfico pode ser feito através da identificação, descrição, classificação e interpretação do tema das representações figurativas.

(escrita), ou seja, literalmente: "escrita da imagem". (

)

Porém, é importante que o professor conscientize-se de que, antes de utilizar a imagem como uma simples ilustração ou um apêndice de suas aulas, debates ou discussões. Ele precisa compreender a imagem dentro de alguns parâmetros teóricos, saber que ela é parte integrante de um universo visual, tendo a compreensão do verdadeiro significado da iconografia em suas diferentes interpretações. Pois assim, não a utilizará de maneira errada, apenas descrevendo aquilo que está visível e reforçando o discurso construído ideologicamente.

simples

ilustração das aulas ou simples discussões. A imagem torna o conteúdo significativo, e contextualizado.

Ressalta-se

que

usar

a

imagem

visual

em

História

vai

além

da

O docente realmente preocupado com a aprendizagem e o crescimento do seu aluno prioriza um ensino com qualidade e, assim se preocupa com o fato de seu aluno estar ou não compreendendo os assuntos abordados, se a aprendizagem está sendo significativa e se está ajudando-o a desenvolver o senso crítico. Segundo Paulo Freire, “ensinar não é somente transferir conhecimento”. Essa compreensão é fundamental ao docente, para que perceba que é necessário criar possibilidades para a produção ou construção do saber e, não uma mera transferência de conteúdos e conhecimentos acumulados pelo sujeito que sabe e

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História transfere ao outro. Freire defende a ideia de que

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

transfere ao outro. Freire defende a ideia de que o professor não é o sabe tudo,

dono das verdades absolutas e inquestionáveis. E o aluno não é vazio, ao contrário,

o docente tem em suas mãos uma joia rara, o ser humano pensante e, a grande tarefa é ajuda-lo na construção do pensamento crítico.

Ao pensar na formação do pensamento crítico, Freire afirma que quem forma também passa por profundas transformações, aprendizados e reaprendizados enquanto formador e, quem é formado também passa pelo mesmo processo. “Não há docência sem discência” (FREIRE, 2007, p. 23), as duas se completam no processo do ensinar e aprender e, como coloca o autor “ensinar inexiste sem aprender”.

Ao longo da história foram descobrindo maneiras, métodos e caminhos param

se ensinar.

E assim entende-se como um dos principais objetivos da disciplina de História, levar os alunos a conseguirem verbalizar e escrever sobre os conteúdos estudados. Tendo o poder de transformar, de mudar o pensamento dos alunos, utilizando estes meios para melhor entender ou explicar sua realidade, relacionando o presente com o passado, posicionando-se diante dessa realidade, situando-se diante dela e questionando-a, quando necessário.

Por isso Paulo Freire é referência em nossa sociedade, seus estudos são divulgados em todos os cantos do mundo. Pois, é um grande estímulo à prática e a formação deste profissional da educação que sabe que a História da sociedade futura depende da qualidade e incentivo ao jovem que está na escola e, esta é uma questão que passa essencialmente pelas mãos desse profissional. Como você aluno(a), poderá escolher ser educador, não simplesmente professor, mas aquele educador corajoso que acredita no ser humano e no seu crescimento.

É por esta razão que nos Parâmetros Curriculares Nacionais encontramos, (1998, p. 38): O que se torna significativo e relevante consolida o aprendizado, o que o aluno aprende fundamenta a construção e a reconstrução de seus valores e

práticas cotidianas, suas experiências sociais e culturais. E o que o sensibiliza molda

a sua identidade nas relações mantidas com a família, os amigos, os grupos mais próximos e mais distantes com a sua geração. Podemos também encontrar

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História em Lev Vygotsky, 1989, que propõe o interacionismo, também

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

em Lev Vygotsky, 1989, que propõe o interacionismo, também chamado de Construtivismo Sócio-Interacionista ou ainda Construtivismo Histórico Social. Este interacionismo é baseado em uma visão de desenvolvimento apoiada na concepção de um organismo ativo, onde o pensamento é construído gradativamente num ambiente histórico e, em essência, social [Giraffa, 1995]. O ponto central das pesquisas de Vygotsky repousa no reconhecimento de que a interação social possui um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo. Vygotsky considera que toda a função no desenvolvimento cultural de uma criança aparece primeiro no nível social entre pessoas e depois no nível individual, dentro do próprio sujeito.

Entendendo este pensamento de Vygotsky, identificam-se três estágios de desenvolvimento na criança, os quais podem ser estendidos a qualquer aprendiz, são eles:

Nível de desenvolvimento real - determinado pela capacidade do

indivíduo solucionar sozinho as atividades que lhe são propostas;

Nível de desenvolvimento potencial - determinado através da solução

de atividades realizadas sob a orientação de outra pessoa, normalmente outra criança mais velha, ou um adulto, considerado mais capaz ou cooperação com colegas mais capazes;

Zona de desenvolvimento proximal - considerada como um nível

intermediário entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial.

Sabemos que a interação entre os sujeitos é fundamental para desenvolvimento pessoal e social, pois busca transformar a realidade de cada sujeito, mediante um sistema de trocas com "o par mais capaz" e do conceito "zonas proximais de desenvolvimento" [Vygotsky, 1989]. Através das diferenças individuais, a aprendizagem cooperativa vai sendo edificada, a partir da reflexão e da construção social do conhecimento sustentado pela interação dos indivíduos

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História envolvidos. O indivíduo é histórico social, participa ativa e

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

envolvidos. O indivíduo é histórico social, participa ativa e não passivamente da sua história e isto, provoca conflitos e dúvida, estimula a distinguir, explicar e dar sentido para o presente, o passado e o futuro, percebendo a vida como suscetível de transformação.

Para a construção do conhecimento em História, é importante dar ênfase no aprendizado de fatos que digam respeito à vida cotidiana: fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ideológicos, sempre procurando estabelecer a relação entre esses diversos aspectos. Lembrar que os fatos são frutos de ações de indivíduos que fizeram escolhas, mais ou menos conscientes, em suas vidas e, perceber que essas escolhas afetam a coletividade, é elemento chave para que se perceba a questão do sujeito, da responsabilidade dos indivíduos. Para que se entenda que não somos somente produtos da sociedade, mas que produzimos, portanto, somos responsáveis por ela. A construção da sociedade é resultado das ações e decisões humanas e cada um de nós contribui de alguma forma nessa construção.

Nota-se que as ideias de Piaget e Vygotsky, se encontram exatamente no momento em que ambos afirmam que o individuo é social, dinâmico e aprende coletivamente, daí o sócio-interacionismo. Desta forma no Ensino de História algumas competências e habilidades podem ser relacionadas às ideias citadas quando se afirma o Reconhecimento de pertencer a um grupo. Percebendo semelhanças, diferenças no modo de ser e de viver dos indivíduos, dos grupos sociais que pertencem ao seu próprio tempo e ao seu espaço, comparando a ordenação, duração e simultaneidade dos fatos, percebendo tempos vividos.

De acordo com a proposta dos PCN`s, o ensino não deve ter como meta o mero acúmulo de informações, mas que trabalhe a formação integral do aluno, enquanto cidadão , com uma visão crítica da sociedade em que vive, possibilitando-lhe o desenvolvimento de valores éticos de solidariedade, cooperação, valorização da pluralidade cultural e o respeito ao meio ambiente. Trabalhar com competências e habilidades e constantemente atento às possibilidades de mudança do aluno, observando e respeitando suas diferenças. Ao repensar o ensino no não só de História, mas, de forma geral, o ensino no Brasil, não podemos simplesmente enxergar o aluno como mero receptor de um

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História conhecimento pré-estabelecido, mas sim como agente atuante na

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

conhecimento pré-estabelecido, mas sim como agente atuante na formulação de seu próprio conhecimento. Assim destacam-se competências e habilidades como:

Reconhecimento das diferenças entre sociedades no tempo e no espaço, as diferenças no interior de uma dada sociedade, além daquelas em um mesmo grupo social; Reconhecimento de que os homens organizados em diferentes espaços e em diferentes tempos criam diferentes culturas; Caracterização do espaço urbano local, suas relações com outras localidades urbanas e rurais, distinguindo suas dimensões econômicas, sociais, culturais e políticas; Leitura, interpretação e produção de cronogramas, linhas de tempo e calendários relacionando a história local com a história regional e nacional; Além da Utilização de documentos (cartas, livros, relatórios, pinturas, esculturas, fotografias etc.) reconhecendo-os como registros que contam a historia ao longo do tempo (bairro, município, estado, país).

Completando nosso pensamento, nota-se que em Vygotsky, o desenvolvimento humano está ancorado na ideia de um indivíduo ativo que tem seu pensamento formado em um ambiente histórico e culturalmente determinado. Afirma-se então que, com base em Vygotsky, os processos psíquicos internos dos indivíduos seriam uma reconstrução das relações externas.

Nota-se que na teoria de Vygotsky, há um ponto fundamental, característico para o ensino e aprendizagem de História. Diz respeito ao papel fundamental da linguagem. A construção das funções psicológicas superiores é mediada pela linguagem, a qual intervém no processo de desenvolvimento intelectual. Entende- se que a criança nos primeiros anos de vida, a construção da linguagem passa pela relação que se tem de pessoas do seu convívio, relações que se estabelecem. O indivíduo se apropria dos conhecimentos necessários, através da interação com outros indivíduos mais experientes, no espaço social em que está inserido. Dito de outra forma, as funções humanas superiores – linguagem, pensamento, linguagem escrita, cálculo, entre outras – precisam ser vivenciadas nas relações com outras pessoas, é uma cópia inicialmente sem consciência daquilo que fala. Portanto, essas funções não se desenvolvem de forma espontânea nas pessoas, mas são mediadas pelas relações entre indivíduos, antes de serem internalizadas (GÓES, 2000: 12).

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Como consequência, destaca-se que a ação pedagógica dos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Como consequência, destaca-se que a ação pedagógica dos professores de História é de fato fundamental para mediar o processo educativo e a construção dos processos mentais superiores. Pode-se pensar, a partir deste ponto, que a habilidade ou competência leitora de textos e documentos de História, escritos ou não, deve ser orientada pelos professores.

Sabe-se que os diferentes tipos de texto chamam a atenção dos alunos, tornando as aulas mais agradáveis e criativas para a efetiva participação dos alunos, podendo-se incluir charges, tirinhas de quadrinhos, gráficos e pinturas.

Desse modo, o desenvolvimento das habilidades se dá, não de forma espontânea, a partir de um mero contato dos alunos com os textos e, sim em uma complexa teia de interações. Isto implica ter em mente que cada gênero textual e cada disciplina escolar possui suas especificidades. Por isso mesmo, aos professores de História, por exemplo, cabe mediar o processo de leitura dos textos específicos da disciplina que lecionam, incorporando as reflexões sobre a leitura ao seu fazer cotidiano, além de mediar o processo de construção e desenvolvimento do Letramento.

Diz-nos Monteiro:

O processo de alfabetização é contínuo, se realiza ao longo da vida e, segundo Paulo Freire, não é reprodução da escrita e da leitura. ‘É ler criticamente a realidade e se instrumentalizar para nela poder atuar. ’ E é isso que fazemos nas aulas de História, quando temos oportunidade de construir juntos interpretações baseadas em autores , os quais já pesquisamos os temas, mas que devem ser elaborações próprias, dos alunos, resultantes das discussões e análises realizadas. (MONTEIRO,

2000)

Postos lado a lado, os trechos acima ajudam a compreender que os processos de desenvolvimento do Letramento em História, construídos ao longo da vida- nunca se chegam ao ponto final de um processo configurado como inesgotável – incorporam a decodificação das palavras e possibilita uma leitura histórica do mundo, expressa em uma linha de intercomunicação contínua, constituindo um constante diálogo de apropriação, invenção e produção de significados.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História O ensino não deve se pautar somente em desenvolver

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

O ensino não deve se pautar somente em desenvolver competências e habilidades, visando à inserção do público alvo numa sociedade competitiva. Nesta realidade, o papel do professor (a) torna-se primordial, pois ambos são responsáveis pela construção e formação, possibilitando aos alunos (independente de classe social) a se tornarem cidadãos preparados com ética e moral para enfrentar a atualidade e o mundo do trabalho que os cerca.

Chegamos ao fim da nossa terceira unidade de estudo, aonde vimos às questões do ensino e da aprendizagem para o Ensino de História do primeiro segmento do Ensino Fundamental, primeiro e segundo ciclos. Desse modo, podemos analisar os objetivos dos PCNs, no 1º e 2º ciclos do Ensino Fundamental, identificando as competências e habilidades a serem desenvolvidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, como também as fontes históricas para o ensino de História. Além disso, vimos o quanto é importante valorizar os meios tecnológicos como ferramentas úteis no Ensino de História.

LEITURA COMPLEMENTAR:

Aprofunde seus conhecimentos, lendo:

LEITURA COMPLEMENTAR: Aprofunde seus conhecimentos, lendo: PERRENOUD, Phillipe . Novas competências para ensinar . Porto

PERRENOUD, Phillipe.

Novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed,

2000.

ZABALA, Antonio.

A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,

2000.

Na próxima unidade de estudo, veremos a formação da cultura brasileira e a importância de índios e negros neste processo.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História É HORA DE SE AVALIAR Lembre-se de realizar as

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

É HORA DE SE AVALIAR Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas

É HORA DE SE AVALIAR

Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo, elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija as respostas no caderno e depois às envie através do nosso ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Interaja conosco!

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Exercícios da Unidade 3 Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 1-Podemos conhecimento”. citar Paulo Freire

Exercícios da Unidade 3

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

1-Podemos

conhecimento”.

citar

Paulo

Freire

que

afirma:

“ensinar

Partindo desse princípio, é incorreto afirmar:

não

é

somente

transferir

a) que é necessário criar possibilidades para a produção ou construção do saber.

b) não é

pelo sujeito que sabe que transfere ao outro.

uma mera transferência de conteúdos

e conhecimentos acumulados

c) o professor não é o sabe tudo, dono das verdades absolutas e inquestionáveis.

d) o aluno é algo vazio, chega às mãos do docente sem nenhuma vivência, o

docente tem em suas mãos uma joia rara, o ser humano.

e) que

pensamento crítico.

a

grande

tarefa

do

docente

é

ajudar

o

aluno

na

construção

do

2-Quanto ao segundo ano do Ensino Fundamental, tendo como ponto de partida os Parâmetros Curriculares, pode-se afirmar, exceto:

a) Nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de História tem como

característica principal a compreensão de noções básicas sobre a definição de História, tempo cronológico e histórico, sociedade, trabalho e cultura.

b) Nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de História tem como

característica principal, o desenvolvimento de atividades, cujo objetivo é que os alunos compreendam semelhanças e diferenças, as permanências, mudanças e transformações que ocorrem no modo de vida social, cultural e econômico de sua cidade.

c) Nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem procura despertar o

entendimento para questões do presente e do passado ,fazendo leituras de

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História diferentes obras humanas que lhes possibilitem uma

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

diferentes

obras

humanas

que

lhes

possibilitem

uma

aprendizagem

com

significado.

 

d)

Nesta

etapa

de

escolaridade,

o

ensino

e

aprendizagem

de

História

visa

caracterizar, destacar, a história pessoal dos alunos.

e) Nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de História tem como

característica principal a compreensão de mundo, destacando aspectos políticos e

sociais da América do Norte.

3-Segundo Mattozzi (1998), o desenvolvimento da competência histórica dos estudantes, relaciona o processo de construção de conhecimentos feito pelo historiador e, à experiência de construção de sentido feita pelo aluno, que por sua vez:

a) realiza um processo de estudo livre e dirigido para se chegar a compreensão

não só do conhecimento, mas também como procede ao historiador e como

funciona o conhecimento.

b) realiza um processo de construção dinâmica e coletiva para a compreensão

não só do conhecimento, mas também como procede ao historiador e como funciona o conhecimento.

c) realiza um processo de construção do conhecimento mediante o uso das

fontes ou o estudo de textos e deve chegar a compreensão não só do conhecimento, mas também como procede ao historiador e como funciona o conhecimento.

d) realiza um processo de construção do conhecimento mediante o uso das

fontes ou o estudo de textos e deve chegar a compreensão não só do conhecimento, mas também como procede ao Diretor da escola e o conhecimento.

e) realiza um processo de construção do conhecimento mediante o uso da

internet e deve chegar a compreensão não só do conhecimento, mas também

como procede ao historiador e como funciona o conhecimento.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 4-Destaca-se que o segundo ano do Ensino Fundamental, compreende

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

4-Destaca-se que o segundo ano do Ensino Fundamental, compreende noções básicas sobre a definição de História, tempo cronológico e histórico, sociedade, trabalho e cultura.

A

partir

do

fragmento

de

seguintes afirmativas, exceto:

texto

apresentado,

consideram-se

corretas

as

a) Percebe-se que nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de

História têm como característica principal o desenvolvimento de atividades, cujo objetivo é a compreensão das semelhanças e diferenças.

b) Percebe-se que nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de

História têm como característica principal as permanências, as mudanças e transformações que ocorrem no modo de vida social, cultural e econômico de sua cidade.

c) Percebe-se que nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de

História têm como característica principal despertar o entendimento para questões do presente e do passado .

d) Percebe-se que nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de

História têm como característica principal fazer leituras de diferentes obras

humanas que lhes possibilitem uma aprendizagem com significado.

e) Percebe-se que nesta etapa de escolaridade, o ensino e aprendizagem de

História têm como característica principal a história do mundo, da humanidade que ganha destaque.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 5-Cada etapa da educação básica dá prioridade a alguns

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

5-Cada etapa da educação básica dá prioridade a alguns aspectos especificamente.

Leia os tópicos

a seguir, os quais

se referem ao terceiro ano do ensino

Fundamental, segundo os PCNs , assinale a opção incorreta:

a) Ampliação do eixo de trabalho denominado Natureza e Sociedade, reúne

temas pertinentes ao mundo social e natural, onde a criança já passa a refletir e se

expressar de maneira mais sistemática, demonstrando crescimento emocional e intelectual.

b) Caracterização dos diversos grupos sociais dos quais fazem parte, a

identificação dos costumes, características e as diferentes regras de convívio levam-no a perceber-se, ainda, como integrante, modificador do ambiente natural

e social em que vive.

c) Elaboração de atividades que desenvolvam as competências e habilidades dos

alunos. Nesta etapa do ensino, utilizando-se do livro didático, jornais com assuntos pertinentes aos conteúdos dados, estimulando à criança a ler de diferentes fontes.

d) Incentivo a pesquisa, a interação com fatos e acontecimentos do momento, os

quais também poderão ser complementados com filmes adequados ao assunto, interesse e idade das crianças.

e) Estudar a história do município, por exemplo, através de fotos antigas do

município e do bairro, com depoimento dos moradores mais antigos e de seus filhos despertando o interesse pela história do seu próprio bairro.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 6-A construção do saber histórico nas séries iniciais do

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

6-A construção do saber histórico nas séries iniciais do ensino fundamental com o uso de fontes tem como objetivo, refletir sobre a prática docente e discente. Sabemos que esta disciplina poderá ser melhor interpretada e compreendida pelos alunos, a partir do momento em que o docente se conscientizar da importância de um ensino:

a) apreciativo.

b) imaginário.

c) interpretativo.

d) significativo.

e) avaliativo.

7-Complete a lacuna

que

expressa com toda clareza tudo aquilo que pensamos ou falamos. É a melhor forma de mostrar que tudo aquilo que falamos pode ser registrado.

Além dos desenhos, surge na história da humanidade, a

a) pintura.

b) escrita.

c) linguagem.

d) expressão.

e) imagem.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 8-Hoje, vemos nossos alunos fotografando todos os momentos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

8-Hoje, vemos nossos alunos fotografando todos os momentos vivenciados, fotos na internet e máquinas de todos os tipos. E não são apenas as fotos, temos filmagens realizadas a todo instante pelos nossos alunos e lançadas muitas vezes na internet. Os filmes podem ser transformados em recursos metodológicos muito eficazes para o docente. Neste sentido é correto afirmar, exceto:

a) Somente

estimulado com a possibilidade de associá-los aos conteúdos.

nas

séries

iniciais

o

uso

dos

filmes

em

sala

de

aula

pode

ser

b) Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o professor tem a oportunidade de

diversificar suas aulas, além de trabalhar com os temas transversais, tornando sua rotina mais contextualizada.

c) O filme é uma excelente estratégia para estimular a participação dos alunos

nas aulas, em toda a Educação Básica.

d) A

disciplina de História, pode servir para ampliar o campo temático e documental.

utilização

de

obras

cinematográficas

de

qualidade,

especialmente

pela

e) Oferecer condições ao aluno de conhecer diferentes abordagens, conceitos e

de lhe propor reflexões sobre o seu próprio espaço histórico e social.

9-De fato, a utilização de vídeos de longa ou curta duração serão sempre eficazes

no ensino de História. Porém, caberá ao docente observar alguns aspectos. são eles?

Quais

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 10-Pode-se perceber que a caracterização dos diversos grupos sociais

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

10-Pode-se perceber que a caracterização dos diversos grupos sociais dos quais a criança faz parte, a identificação dos costumes, características e as diferentes regras de convívio, levam-no a perceber, ainda, como integrante e modificador do ambiente natural e social em que vive. Assim o que deverá fazer o professor ao elaborar suas atividades para desenvolver as competências e habilidades dos alunos nesta etapa do ensino?

89

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 90

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História 4 A Construção da Identidade, a Diversidade cultural e

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

4 A Construção da Identidade, a Diversidade cultural e o Currículo do Ensino de História.

O Currículo e a história dinâmica.

Currículo, os Parâmetros Curriculares Nacionais.

Identidade e cultura.

A cultura indígena no currículo escolar.

Aspectos Legais.

Constituição Federal de 1988 assegura o direito.

Cultura afro X cultura brasileira.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Nesta unidade abordaremos aspectos referentes à formação da cultura

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Nesta unidade abordaremos aspectos referentes à formação da cultura brasileira e a importância de índios e negros neste processo, veremos também a construção da Identidade, a Diversidade cultural e o currículo do Ensino de História.

Objetivos da Unidade:

Compreender

o

significado

de

um

ensino

de

história

marcado

pela

diversidade, destacando a formação da identidade e a percepção da cidadania.

Destacar e valorizar aspectos culturais na história da população brasileira

Divulgar os direitos de todo cidadão brasileiro, destacando a participação de diferentes grupos, que foram marginalizados socialmente e historicamente ao longo dos anos.

Plano da Unidade:

O Currículo e a história dinâmica.

Currículo, os Parâmetros Curriculares Nacionais.

Identidade e cultura.

A cultura indígena no currículo escolar.

Aspectos Legais.

Constituição Federal de 1988 assegura o direito

Cultura afro X cultura brasileira.

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Bons estudos!

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História O Currículo e a História Dinâmica Pensando nesta nova

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

O Currículo e a História Dinâmica

Pensando nesta nova realidade educacional brasileira e em especial o Ensino da disciplina de História, Gasparello (1996) acrescenta: As novas orientações para o currículo de ensino de história permitem promover uma prática pedagógica aberta e dinâmica, preocupada fundamentalmente com a questão da cidadania. Tal questão nos remete à necessidade de instituição de uma escola que se preocupe com a formação – e nesse sentido o projeto de situar o aluno no seu contexto histórico, a fim de capacitá-lo para agir e transformar e, não apenas para atuar e reproduzir. (p. 90-91)

O mais relevante objetivo do Ensino de História é a constituição de uma noção de identidade.

Por isso, para iniciar uma reflexão sobre as possibilidades de ação pedagógica na escola, iniciamos em sala de aula, através das relações, do respeito aos diferentes comportamentos e hábitos de cada indivíduo dentro de um mesmo grupo, tornando–se assim, possível tratar da diversidade cultural na educação escolar. É necessário pensar como trabalhar os conceitos de gênero, raça e etnia na sala de aula, através dos projetos e atividades diversificadas com o objetivo de valorizar as diversas identidades constituintes da sociedade. Uma ação pedagógica realmente pautada na diversidade cultural deve ter como principio uma política curricular da identidade e da diferença que exige mudança de atitude e da prática. Os conceitos de gênero, raça e etnia ao serem trabalhados na sala de aula em uma perspectiva da valorização dos múltiplos sujeitos que convivem ,devem desconstruir os conceitos e esteriótipos que foram atribuídos historicamente a alguns grupos sociais.

Vista dessa perspectiva, a relação entre história e cidadania, sobressai-se a reflexão sobre a atuação do indivíduo em suas relações pessoais e com o grupo de convívio. O ensino de história é relevante para a constituição de uma identidade social do indivíduo.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Tendo em vista essa finalidade fundamental, os estudos históricos

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Tendo em vista essa finalidade fundamental, os estudos históricos devem abranger três aspectos:

A constituição da identidade social necessita de um tratamento capaz de

situar a relação entre o particular e o geral. Isso significa considerar o indivíduo em relação a sua localidade, cultura, a sociedade nacional e o mundo.

Decorre também a questão da construção das noções de diferença e semelhança, o que implica a compreensão do “eu” e a percepção do “outro”(dentro e fora do grupo).

Implica ainda, a construção de noções de continuidade e de

permanência. E “eu” e o “nós” são distintos de “outros”, de outros tempos. Conhecer o outro ajuda o aluno a conhecer a si mesmo, seu grupo, sua região e seu país.

E se tratando de currículo, os Parâmetros Curriculares Nacionais destacam o aspecto cultura e as relações homem e natureza; vivência das regras em diferentes, grupos, espaços e tempos, problemas ambientais e soluções, direitos e deveres de uma pessoa, participação na construção das regras, normas, costumes de diferentes grupos em diferentes épocas, as manifestações culturais (município, estado) cultura no Brasil e no mundo.

Afirmar que a finalidade essencial da educação é a transmissão da cultura, significa dizer que a educação é o processo pelo qual as novas gerações apreendem o modo de viver, pensar, sentir, sonhar os valores, as normas e as crenças da sociedade em que faz parte. Isso ocorre nos mais diversos espaços sociais, primeiramente na família, nas relações de vizinhança, religião, trabalho e espaço escolar.

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História Para esta reflexão, torna-se necessário o conceito de cultura.

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Para esta reflexão, torna-se necessário o conceito de cultura.

acordo

antropológico:

De

com

as

ciências

sociais,

a

cultura

possui

um

duplo

sentido

É o conjunto das representações e dos comportamentos adquiridos

pelo homem enquanto ser social. Em outras palavras, é o conjunto histórico e geograficamente definido das instituições características de determinada sociedade designado. Não somente as tradições artísticas, científicas, religiosas e filosóficas de uma sociedade, mas também suas técnicas próprias, seus costumes políticos e os mil usos que caracterizam a vida cotidiana.

É o processo dinâmico de socialização pelo qual todos esses fatos de

cultura se comunicam e se impõem, em determinada sociedade, seja pelos processos educacionais propriamente ditos, seja pela difusão das informações em grande escala, a todas as estruturas sociais, mediante os meios de comunicação de massa.

Pode-se afirmar assim, que a cultura identifica um grupo o modo de vida destes, ou de uma população através dos hábitos, normas, regras e comportamentos determinantes para a identificação dos mesmos.

A Cultura Indígena no Currículo Escolar

A lei 11.645 aborda a história da cultura indígena e afro- brasileira e, o artigo 26, parágrafo primeiro, destaca o conteúdo programático incluindo diversos aspectos que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira, o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História contribuições nas áreas social, econômica e política,

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

contribuições

nas áreas social, econômica e política, pertinentes a história do

Brasil.

Iniciar este capítulo falando da cultura indígena do nosso país é algo de extrema importância, principalmente pelo fato da riqueza cultural e histórica que este grupo representa para a nossa história, além da formação cultural brasileira. Assim, entende-se que: Trazer para o espaço escolar a questão indígena, desde a Educação infantil é fazer com que através da educação, o país conheça a si próprio, o início da sua própria história. Torna-se importante, oferecer ao aluno condições para estar em contato com as tradições de seu país, o Brasil. Resgatar a cultura, buscar sua valorização, promoção e preservação, através da participação da população brasileira neste processo.

Foi no ano de 1999 que o Conselho Nacional de Educação, criou as diretrizes Curriculares nacionais da Educação Escolar Indígena. É importante destacar que o resgate da cultura indígena com a afirmação da identidade ética e da diversidade, além de preservar a linguagem, é um trabalho de valorização das memórias históricas, as quais integram as políticas públicas. (BRASIL, 2010)

Constituição Federal De 1988 E O Direito Dos Índios

Vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988, assegura o direito, às comunidades indígenas, a educação escolar de maneira diferenciada, própria de acordo com as peculiaridades, mantendo e respeitando a língua materna contribuindo para o processo de aprendizagem. Reconhece os indígenas como grupos étnicos diferenciados, preservando-lhes o direito de manutenção da organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Sabe-se que educação indígena é bilíngue (português e língua materna), as aulas são preferencialmente ministradas por professores indígenas, em escolas e espaços criados nas próprias aldeias. Quanto aos programas curriculares, tem o objetivo de preservar as particularidades socioculturais de cada etnia. Desta forma, são definidos pela

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História própria comunidade. (GONÇALVES & MELLO, 2009). Esta questão vem

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

própria comunidade. (GONÇALVES & MELLO, 2009). Esta questão vem afirmar o que o MEC (1998) define como características principais da educação indígena, pois ao afirmar que é comunitária, quer dizer que é “conduzida pela comunidade indígena, de acordo com seus projetos, suas concepções e seus princípios” (p. 24); ao dizer que é intercultural, afirma-se que “ deve reconhecer e manter a diversidade cultural e linguística; promover uma situação de comunicação entre experiências socioculturais, linguísticas e históricas diferentes, não considerando uma cultura superior à outra; estimular o entendimento e o respeito entre seres humanos de identidades étnicas diferentes” (p. 24); bilíngue/multilíngue, explica-se pelo fato de que “a reprodução sociocultural das sociedades indígenas são, na maioria dos casos, manifestados através do uso de mais de uma língua” (p.25); Quando se diz especifica e diferenciada, tem-se a explicação de que é concebida e planejada como reflexo das aspirações particulares do povo indígena, com autonomia em relação a determinados aspectos que regem o funcionamento e orientação da escola não indígena” (p.25).

A seguir, cita-se um trecho da Portaria 559:

ASPECTOS LEGAIS

PORTARIA INTERMINISTERIAL MJ/MEC N º 559, DE 16.4.91.

Cria

a

correlatas.

Coordenação

Nacional

de

Educação

Indígena

e

providências

OS MINISTROS DE ESTADO DA JUSTIÇA E DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições e CONSIDERANDO:

Que historicamente no Brasil, a educação para as populações indígenas tem servido como instrumento de aculturação e destruição das respectivas etnias, reivindicando todos os grupos indígenas, hoje, uma escolarização formal com características próprias e diferenciadas, respeitadas e reforçadas suas especificidades culturais;

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História  Que a constituição de 1988, especialmente através do

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

Que a constituição de 1988, especialmente através do § 2 º do artigo 210, garante ao índio esse direito;

Que com tais conquistas as escolas indígenas deixarão de ser um

instrumento de imposição de valores e normas culturais da sociedade envolvente para se tornarem um novo espaço de ensino- aprendizagem, fundada na construção coletiva de conhecimentos, que reflita as expectativas e interesses de cada grupo étnico;

Que o objetivo dessa ação intergovernamental é garantir que as

ações educacionais destinadas às populações indígenas fundamentem- se no reconhecimento de suas organizações sociais, costumes, línguas, crenças, tradições e nos seus processos próprios de transmissão do saber;

Que a educação indígena, por força da Constituição Federal de 1988,

da lei 6.001, de 19 de dezembro de 1973 e em decorrência do Decreto n º 26, de 04 de fevereiro de 1991, constitui um dever do Estado, resolvem:

Art.1º - Garantir às comunidades indígenas educação escolar básica de qualidade, laica e diferenciada, que respeite e fortaleça seus costumes, tradições, línguas, processos próprios de aprendizagem e reconheça suas organizações sociais.

Art. 2 º- Garantir ao índio o acesso ao conhecimento e o domínio dos códigos da sociedade nacional, assegurando-se às populações indígenas a possibilidade de defesa de seus interesses e a participação plena na vida nacional em igualdade de condições, enquanto etnias culturalmente diferenciadas.

Art. 3º - Garantir o ensino bilíngue nas línguas materna e oficial do País, atendido os interesses da cada grupo indígena em particular.

Art. 4º - Criar, no Ministério da Educação, uma coordenação Nacional de Educação Indígena. Constituída por técnicos do Ministério e especialistas de órgãos governamentais, organizações não governamentais afetas à educação indígena e universidades, com a finalidade de coordenar, acompanhar e avaliar as ações pedagógicas da Educação Indígena no País.

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§

-

A

Coordenação

§ 1º - A Coordenação Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História apresentará documento detalhado de como

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

apresentará

documento

detalhado

de

como

se

desenvolverão todas as ações do Ministério em relação à questão em pauta.

Portanto, caro aluno esta portaria contribui para que toda a população brasileira tenha conhecimento quanto aos direitos da população indígena e para que estes sejam cada vez mais respeitados e divulgados. É importante que os jovens e nós professores, tenhamos a compreensão destes aspectos, inclusive quanto à inclusão deste aluno “índio” nas escolas e classes regulares quando em sua comunidade indígena não oferecida. Aproveitando também para que se tenha uma nova imagem do índio, que ao longo da história, foi sendo muito distorcida.

Outro documento que aborda questões relativas à Educação indígena, é a LDB 9394/96, de 20/12/96, destacando-se nos artigos 78 e 79:

“Art. 78”. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agencias federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas integrado de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:

I – proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas

memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências;

II – “garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações,

conhecimentos técnicos, científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não indígenas.”.

“Art. 79”. A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa.

§

indígenas.

Os

programas

serão

planejados

com

audiência

das

comunidades

§ 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos no Plano Nacional da Educação, terão o seguintes objetivos:

99

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História I – fortalecer as práticas socioculturais e a língua

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

I – fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade indígena;

II – manter os programas de formação de pessoal especializado, destinado à educação escolar nas comunidades indígenas;

III

desenvolver

currículos

e

programas

específicos,

neles

incluindo

os

conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades;

 

IV

“elaborar

e

publicar

sistematicamente

material

didático

específico

e

diferenciado.”.

Cita-se a Resolução CNE/CEB nº 003 de 10/1/99.

Este documento fixa diretrizes nacionais para o funcionamento das escolas indígenas, com o objetivo de esclarecer e determinar a localização. Afirma ainda que a clientela deverá ser exclusivamente indígena, o ensino bilíngue determinando a autonomia das escolas indígenas na sua organização; respeitando as particularidades culturais de cada comunidade indígena na organização do ensino e a formação específica para os professores; as competências de cada entidade governamental sobre a educação indígena.

A lei nº. 10.172, de 09/01/2001 aprova o Plano Nacional de Educação e, dentro do PNE, trata da educação indígena como modalidade de ensino, fazendo primeiramente um diagnóstico do histórico da educação indígena, marcada pela negação dos direitos e da cultura indígena, a fim de fazer com que os índios assimilassem a cultura e os costumes que não eram deles; estabelecendo, então, as diretrizes para a escola indígena, mantendo o ensino bilíngue, propondo uma escola diferenciada e de qualidade, atribuindo o papel da docência preferencialmente aos docentes índios e prevendo formação adequada a estes professores; traçando objetivos e metas para a educação indígena, que incluíam a atribuição da responsabilidade legal sobre a educação indígena aos Estados e municípios, sob o financiamento do Ministério da Educação, a adoção das diretrizes curriculares para a educação nacional indígena em todo o território brasileiro, disponibilizar, em 10 anos, o ensino fundamental indígena correspondente ao ensino de 1ª a 4ª séries em todo o território nacional, ampliar gradativamente a oferta do ensino escolar indígena de 5ª à 8ª séries, seja nas escolas indígenas ou

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História pela integralização dos alunos índios às escolas comuns,

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

pela integralização dos alunos índios às escolas comuns, fortalecer o ensino escolar indígena no país, criar a categoria “educação indígena” para garantir os direitos à educação diferenciada nesta categoria, assegurar autonomia às escolas indígenas.

Destaca-se algumas informações nos PCNs, onde afirma que antes da chegada dos europeus à América, havia aproximadamente cem milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava cinco milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos de acordo com o tronco linguístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia). Porém, muitas tribos não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.

Cultura Afro X Cultura Brasileira

Trecho da LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA eu sanciono a seguinte Lei:

Faz saber que o Congresso Nacional decreta e

Art. 1 o O art. 26-A da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 26-A”. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro- brasileira e indígena.

§ 1 o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira. A partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional,

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Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e

Fundamentos Teóricos e Metodológicos da História

resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.

Os conteúdos referentes à história, cultura afro-brasileira e dos povos

indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileira.”.

§ “2o

Art. 2 o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de março de 2008; 187 o da Independência e 120 o da República.