Você está na página 1de 8
ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado Estudo de Caso Direito Previdenciário Analista do

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

Estudo de Caso Direito Previdenciário Analista do TRF 4ª Região

01- QUESTÃO DO TRF DA 3ª REGIÃO (2014)

QUESTÃO 1

Empresa contribuinte ingressou com Ação Declaratória de Inexistência de Obrigação Tributária cumulada com Ação para Repetição do Indébito em face do INSS − Instituto Nacional de Seguridade Social, alegando, em síntese, que não incide contribuição social sobre as verbas salariais de natureza indenizatória, tais como adicional noturno,

insalubridade, hora-extra, salário-maternidade, terço constitucional de férias e férias

periculosidade,

salário família, aviso prévio, salário educação,

Requer, em sede de tutela antecipada, a imediata suspensão de recolhimento de

contribuição social sobre estas verbas e, após

declaração de inexistência de obrigação

tributária de pagar contribuição social sobre verbas indenizatórias, que lhe sejam restituídos

valores pagos a este título nos últimos dez

Considerando que a Constituição Federal dispõe no art. 195, inciso I, que a contribuição social do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, incide sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício, analise, fundamentadamente, a constitucionalidade da incidência deste tributo sobre as verbas indenizatórias, bem assim a pretensão da empresa quanto à restituição de valores já recolhidos.

empresa quanto à restituição de valores já recolhidos. Instruções Gerais: Conforme Edital publicado, Capítulo

Instruções Gerais:

Conforme Edital publicado, Capítulo VIII, item 7, será atribuída nota ZERO à Prova de Estudo de Caso que, no Caderno de Respostas Definitivo:

a)

b) apresentar qualquer sinal que, de alguma forma, possibilite a identificação do candidato; c) for escrita à lápis, em parte ou em sua totalidade;

d)

e) apresentar letra ilegível e/ou incompreensível.

for assinada fora do local apropriado;

estiver em branco;

A Prova de Estudo de Caso terá caráter eliminatório e classificatório. Cada uma das questões será avaliada na escala de 0 (zero) a 100 (cem) pontos, considerando-se habilitado o candidato que tiver obtido, no conjunto das duas questões, média igual ou superior a 60 (sessenta). Deverão ser rigorosamente observados os limites de linhas do Caderno de Respostas Definitivo. Em hipótese alguma será considerada pela Banca Examinadora a redação escrita neste rascunho. Redija seu texto final no Caderno de Respostas Definitivo do Estudo de Caso.

indenizadas, adicional de auxílio-doença e auxílio-creche. a os anos. RESPOSTA
indenizadas,
adicional
de
auxílio-doença e auxílio-creche.
a
os
anos.
RESPOSTA

Ilegitimidade passiva do INSS:

Após a Lei 11.457/2007, o credor das contribuições previdenciárias não é mais o INSS, sendo agora a Dívida Ativa da União, pois revogada a parafiscalidade, tendo a Lei

11.941/2009 alterado a redação do artigo 33,

da Lei 8.212/91:

revogada a parafiscalidade, tendo a Lei 11.941/2009 alterado a redação do artigo 33, da Lei 8.212/91:

www.cers.com.br

1

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado “Art. 33. À Secretaria da Receita Federal

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

“Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos”.

remuneração. Precedentes citados: AgRg no REsp 1.311.474-PE, DJe 17/9/2012, e AgRg no AREsp 69.958-DF, DJe 20/6/2012. AgRg no REsp 1.222.246-SC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 6/12/2012”.

, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 6/12/2 012”. Nesse sentido, o posicionamento do STJ expresso
Nesse sentido, o posicionamento do STJ expresso em passagem do julgamento do Recurso Especial 1.325.977
Nesse sentido, o posicionamento do
STJ expresso em passagem do julgamento do
Recurso Especial 1.325.977 – SC, publicado
em 24.09.2012:
“2. O recolhimento dessas contribuições
previdenciárias foi transferido à Secretaria da
Receita Federal do Brasil pelo art. 2o. da Lei
11.457/07, que previu, por outro lado, em seus
arts. 16 e 23, a transferência da
responsabilidade pela sua cobrança judicial
para a Fazenda Nacional, de modo que à
Procuradoria-Geral Federal compete apenas a
representação judicial e extrajudicial do INSS.
3. Em outras palavras, da mesma forma que se
atribui à Fazenda Nacional a legitimidade ativa
para a cobrança judicial da dívida ativa da
União Federal, atribui-se-lhe também a
legitimidade, no caso, passiva, para a sua
defesa em processos como o presente, em que
se pleiteia a inexigibilidade de multa e juros de
mora incidentes sobre o montante relativo ao
recolhimento, em atraso, das contribuições
previdenciárias mencionadas no art. 2o. da Lei
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO.
OMISSÃO. ALEGAÇÕES GENÉRICAS.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE
DE CÁLCULO. TERÇO CONSTITUCIONAL
DE FÉRIAS, HORAS-EXTRAS E ADICIONAIS
PERMANENTES. 1. Não se conhece de
recurso especial por suposta violação do art.
535 do CPC se a parte não especifica o vício
que inquina o aresto recorrido, limitando-se a
alegações genéricas de omissão no julgado,
sob pena de tornar-se insuficiente a tutela
jurisdicional. 2. Integram o conceito de
remuneração, sujeitando-se, portanto, à
contribuição previdenciária o adicional de
horas-extras, adicional noturno, salário-
maternidade, adicionais de insalubridade e de
periculosidade. Precedentes.
11.457/07”.
PARCELAS NÃO REMUNERATÓRIAS – NÃO
INTREGRAM O SALÁRIO DE
CONTRIBUIÇÃO:
adicional
noturno,
insalubridade,
hora-extra,
salário-maternidade,
adicional
de
terço
constitucional
de
férias
e
férias
periculosidade,
aviso
prévio
gozado
indenizadas,
salário
família,
aviso
prévio
PARCELAS
REMUNERATÓRIAS
INTREGRAM
O
SALÁRIO
DE
indenizado, salário educação, auxílio-doença e
auxílio-creche.
CONTRIBUIÇÃO

Informativo 514 do STJ:

Informativo 536 do STJ

“DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O ADICIONAL DE HORAS EXTRAS. Incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de horas extras. A incidência decorre do fato de que o adicional de horas extras integra o conceito de

DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O SALÁRIO- MATERNIDADE. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). Incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre os valores pagos a título de salário-maternidade.

previdenciária a cargo da empresa sobre os valores pagos a título de salário-maternidade. www.cers.com.br 2

www.cers.com.br

2

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado De fato, o art. 201, § 11,

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

De fato, o art. 201, § 11, da CF estabelece que "os ganhos habituais do
De fato, o art. 201, § 11, da CF estabelece que
"os ganhos habituais do empregado, a
qualquer título, serão incorporados ao salário
para efeito de contribuição previdenciária e
consequente repercussão em benefícios, nos
casos e na forma da lei". Ademais, no âmbito
infraconstitucional, o art. 22, I, da Lei
8.212/1991 (redação dada pela Lei 9.876/1999)
prescreve que: a contribuição a cargo da
empresa, destinada à Seguridade Social incide
"sobre o total das remunerações pagas,
devidas ou creditadas a qualquer título [ ]
destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que
INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART.
543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).
Não incide contribuição previdenciária a cargo
da empresa sobre o valor pago a título de aviso
prévio indenizado. A despeito da atual moldura
legislativa (Lei 9.528/1997 e Decreto
6.727/2009), as importâncias pagas a título de
indenização, que não correspondam a serviços
prestados nem a tempo à disposição do
empregador, não ensejam a incidência de
contribuição previdenciária
A
CLT estabelece que, em se tratando de
seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os
ganhos habituais sob a forma de utilidades e os
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial,
quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador
contrato de trabalho por prazo indeterminado, a
parte que, sem justo motivo, quiser a sua
rescisão, deverá comunicar a outra da sua
intenção com a devida antecedência. REsp
1.230.957-RS,
Rel.
Min.
Mauro
Campbell
ou tomador de serviços [
]".
Posto isso, deve-
Marques, julgado em 26/2/2014.
se observar que osalário-maternidade, para
efeitos tributários, tem natureza salarial, e a
transferência do encargo à Previdência Social
(pela Lei 6.136/1974) não tem o condão de
Férias indenizadas não integram o salário de
contribuição: artigo 28, §9º, letra D, da Lei
8.212/91.
mudar sua natureza. REsp 1.230.957-RS, Rel.
Min. Mauro Campbell Marques, julgado em
26/2/2014.
DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO.
NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA SOBRE O TERÇO
CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS GOZADAS.
RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO
CPC E RES. 8/2008-STJ).
Não incide contribuição previdenciária a cargo
da empresa sobre o valor pago a título de terço
constitucional de férias gozadas. Nos termos
do art. 7º, XVII, da CF, os trabalhadores
urbanos e rurais têm direito ao gozo de férias
anuais remuneradas com, pelo menos, um
terço a mais do que o salário normal.
Com base nesse dispositivo, o STF firmou
orientação no sentido de que o terço
constitucional de férias tem por finalidade
ampliar a capacidade financeira do trabalhador
durante seu período de férias, possuindo,
Os benefícios da Previdência Social não
integram o salário de contribuição, salvo o
salário-maternidade: artigo 28, §9º, letra A, da
Lei 8.212/91.
NÃO
INRTEGRA
O
SALÁRIO
DE
CONTRIBUIÇÃO:
artigo 28, §9º,LEI 8212/91:
s) o ressarcimento de despesas pelo uso de
veículo do empregado e o reembolso creche
pago em conformidade com a legislação
trabalhista, observado o limite máximo de seis
anos de idade, quando devidamente
comprovadas as despesas realizadas; (Incluída
pela Lei nº 9.528, de 10.12.97)
STJ, Súmula 310 - “O auxílio-creche não
integra o salário de contribuição”.
O salário-educação
é
um
tributo,
não

portanto,

"compensatória/indenizatória". REsp 1.230.957-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/2/2014.

natureza

DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O AVISO PRÉVIO

integrando o salário de contribuição:

1. A contribuição para o salário-educação tem como sujeito passivo as empresas, assim entendidas as firmas individuais ou sociedades

que assumam o risco de atividade econômica,

urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, em

consonância com o art. 15 da Lei 9.424/96,

econômica, urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, em consonância com o art. 15 da

www.cers.com.br

3

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado regulamentado pelo Decreto 3.142/99, sucedido pelo Decreto

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

regulamentado pelo Decreto 3.142/99, sucedido pelo Decreto 6.003/2006. (Precedentes: REsp 272.671/ES, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/02/2008, DJe 04/03/2009; REsp 842.781/RS, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/11/2007, DJ 10/12/2007; REsp 711.166/PR, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 04/04/2006, DJ 16/05/2006)

3- Se procedente, João deve devolver as parcelas já percebidas a título de aposentadoria? A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado, com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. Com efeito, de acordo com o artigo 11, §3º, da Lei 8.213/91, o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essa atividade, devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias.

pagar as respectivas contribuições previdenciárias. Logo, caberá à empresa autora o direito ao não

Logo, caberá à empresa autora o direito ao não recolhimento de contribuição previdenciária sobre as seguintes parcelas: terço constitucional de férias e férias indenizadas, salário família, aviso prévio indenizado, salário educação, auxílio-doença e auxílio-creche.

, salário educação, auxílio-doença e auxílio-creche . É cabível a tutela antecipada para suspender a

É cabível a tutela antecipada para suspender a exigibilidade de contribuição previdenciária sobre essa parcelas.

No entanto, a restituição deverá observar a prescrição quinquenal, não devendo retroagir aos últimos 10 anos.

PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. DESAPOSENTAÇÃO. POSSIBILIDADE. RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECEBIDOS. IMPOSSIBILIDADE. OBSERVÂNCIA DO RESP 1.334.488/SC. RITO DO ART. 543-C DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE. ART. 543-B DO CPC. 1. A jurisprudência deste Sodalício é firme no sentido de que o Recurso Extraordinário submetido à repercussão geral nos termos do art. 543-B, do CPC, pendente de julgamento no STF, não implica no sobrestamento dos recursos que tramitam no STJ. Precedentes.

QUESTÃO 02 João Filomeno aposentou proporcionalmente por tempo de contribuição no ano de 1998 em valor inferior ao teto do salário de contribuição daquele ano. De lá para cá continuou a exercer atividade laborativa remunerada da condição de empregado da empresa ALFA, com recolhimentos sempre no valor máximo do salário de contribuição. Em 2014, a sua aposentadoria era de R$ 2.500,00, sendo o teto de R$ 4.390,24. Buscando uma melhor aposentadoria, João entrou com uma ação de desaposentação contra o INSS, requerendo:

A) A renúncia da sua aposentadoria; B) A concessão de nova aposentadoria com renda superior à anterior mediante a inclusão dos salários de contribuição posteriorres à primeira aposentadoria. Sobre o caso dado, à luz da jurisprudência do STJ, responda:

1- O que é a desaposentação? 2- O pedido de João deve ser julgado procedente?

2. Nos termos do Recurso Especial 1.334.488/SC, submetido ao rito do artigo 543- C, do CPC, os benefícios previdenciários são direitos individuais disponíveis do segurado, que pode renunciar à sua aposentadoria para a obtenção de benefício mais vantajoso no Regime Geral de Previdência Social ou em regime próprio de Previdência, sem que haja a necessidade da devolução dos valores recebidos.

ou em regime próprio de Previdência, sem que haja a necessidade da devolução dos valores recebidos.

www.cers.com.br

4

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado QUESTÃO 03 – JOÃO LAVRADOR É SEGURADO

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

QUESTÃO 03 JOÃO LAVRADOR É SEGURADO ESPECIAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. APÓS COMPLETAR 60 ANOS DE IDADE, REQUEREU EM 1º DE JANEIRO DE 2014 A CONCESSÃO DE APOSENTADORIA POR IDADE NA CONDIÇÃO DE TRABALHADOR RURAL, PEDIDO QUE FOI NEGADO NA VIA ADMINISTRATIVA PELO INSS. INCORFORMADO COM O INDEFERIMENTO ADMINISTRATIVO DO BENEFÍCIO, POSTULOU A SUA CONCESSÃO JUDICIAL, JUNTANDO AS SEGUINTES PROVAS MATERIAIS:

QUESTÃO 04 FRANCISCO DEPILANTE FOI SEGURADO EMPREGADO DA EMPRESA BETA DE 01/01/1980 ATÉ 05/01/1996, QUANDO ESTE DEIXOU DE EXERCER ATIVIDADE REMUNERADA E NÃO MAIS RECOLHEU CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEPILANTE COMPLETOU 65 ANOS DE IDADE EM 05/01/2014, VINDO A FALECER EM 01/04/2014. A SUA ESPOSA, VIRGÍNIA DEPILADA, REQUEREU NO INSS EM 28/04/2014 O BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE PELO FALECIMENTO DE FRANCISCO, TENDO O BENEFÍCIO SIDO NEGADO PELA PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO NO DIA DO ÓBITO. INCONFORMADA, VIRGÍNIA INGRESSOU COM AÇÃO JUDICIAL CONTRA O INSS, POSTULANDO A CONCESSÃO DA PENSÃO POR MORTE E O PAGAMENTO DAS PARCELAS VENCIDAS DESDE O ÓBITO DE FRANCISCO. COM BASE NAS INFORMAÇÕES DADAS NESTE CASO, O PEDIDO DEVE SER JULGADO IMPROCEDENTE, TOTALMENTE PROCEDENTE OU PARCIALMENTE PROCEDENTE ? JUSTIFIQUE A SUA RESPOSTA.

de I 1997) II
de
I
1997)
II

A)

B) ESCRITURA DO IMÓVEL RURAL

INSCRIÇÃO SINDICAL FIRMADA EM 2013;

CELEBRADA EM 2013;

C) ITR DA CITADA FAZENDA DECLARADO EM 2014;

D)

INSCRIÇÃO NO INCRA DE 2014.

COM BASE EXCLUSIVAMENTE NAS INFORMAÇÕES ACIMA DADAS, RESPONDA DE MANEIRA FUNDAMENTADA:

1- QUAIS OS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DA APOSENTADORIA POR IDADE AO SEGURADO ESPECIAL? 2- O PEDIDO DEVE SER JULGADO PROCEDENTE OU IMPROCEDENTE ? POR QUE ?

STJ, Súmula: 416- É devida a pensão por morte aos dependentes do segurado que, apesar de ter perdido essa qualidade,

preencheu os requisitos legais para a obtenção

LEI 8.213/91, ARTIGO 55:

aposentadoria até a data do seu óbito.

§ 3º A comprovação do tempo de serviço para os efeitos desta Lei, inclusive mediante justificação administrativa ou judicial, conforme o disposto no art. 108, só produzirá efeito quando baseada em início de prova material, não sendo admitida prova exclusivamente testemunhal, salvo na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito, conforme disposto no Regulamento. STJ, Súmula: 149- A prova exclusivamente testemunhal não basta a comprovação da atividade rurícola, para efeito da obtenção de benefício previdenciário. TNU, Súmula 34- Para fins de comprovação do tempo de labor rural, o início de prova material deve ser contemporâneo à época dos fatos a provar.

Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que

falecer, aposentado ou não, a contar da data:

- do óbito, quando requerida até trinta dias

- do requerimento, quando requerida após o

prazo previsto no inciso anterior; (Incluído pela

III

da decisão judicial, no caso de morte

QUESTÃO 05 JOÃO E MARIA ERAM CASADOS, VINDO A SE SEPARAR JUDICIALMENTE EM 01/01/2010. EMBORA FIZESSE JUS AOS ALIMENTOS DE FAMÍLIA,

CASADOS, VINDO A SE SEPARAR JUDICIALMENTE EM 01/01/2010. EMBORA FIZESSE JUS AOS ALIMENTOS DE FAMÍLIA, www.cers.com.br

www.cers.com.br

5

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado POIS NÃO TRABALHAVA, MARIA RENUNCIOU A ESSE

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

POIS NÃO TRABALHAVA, MARIA

RENUNCIOU A ESSE DIREITO, TENDO SIDO HOMOLOGADA A SEPARAÇÃO JUDICIAL SEM ALIMENTOS. ALGUNS MESES APÓS A SEPARAÇÃO, JOÃO PASSOU A DEPOSITAR ESPONTANEAMENTE A QUANTIA DE R$ 1.500,00 TODO MÊS NA CONTA CORRENTE DE MARIA, POIS ESTA NÃO CONSEGUIU SE ENCAIXAR NO MERCADO DE TRABALHO, SENDO ESTA A RENDA QUE SUSTENTAVA MARIA.

O

E

PARA GARANTIR A SOBREVIVÊNCIA DE MARIA. CONSIDERANDO QUE JOÃO ERA SEGURADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, TENDO FALECIDO EM 01/01/2014, MARIA REQUERER O BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE NA AGÊNCIA DO INSS, TENDO O PEDIDO SIDO INDEFERIDO PELO MOTIVO DA PERDA DA QUALIDADE DE DEPENDENTE, VEZ QUE A SEPARAÇÃO JUDICIAL SE DEU SEM PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA FIXADA JUDICIALMENTE. A RESPEITO DO CASO DADO, FOI ACERTADA A DECISÃO DO INSS? JUSTIFIQUE A SUA RESPOSTA.

CASAL NÃO REATOU A VIDA DE MARIDO

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DA EMPRESA. NO ENTANTO, COMO NÃO POSSUI VÍNCULO DIRETO COM OS MÉDICOS COOPERADOS, ENTENDE O HOSPITAL

QUE O INCISO IV, DO ARTIGO 22, DA LEI 8.212/91 É INCONSTITUCIONAL.

A TESE DO HOSPITAL É CORRETA DE

ACORDO COM O ENTENDIMENTO DO STF ? JUSTIFIQUE A SUA RESPOSTA.

Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto
Art. 22. A contribuição a cargo da empresa,
destinada à Seguridade Social, além do
disposto no art. 23, é de:
IV
- quinze por cento sobre o valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços,
relativamente a serviços que lhe são prestados
por cooperados por intermédio de cooperativas
de
trabalho.
INFORMATIVO Nº 743
TÍTULO
Contribuição sobre serviços prestados por
cooperados por intermédio de cooperativas.
PROCESSO
RE
595838
ARTIGO
É
inconstitucional a contribuição a cargo de
empresa, destinada à seguridade social, no
montante de “quinze por cento sobre o valor
bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de
serviços, relativamente a serviços que lhe são
prestados por cooperados por intermédio de
cooperativas de trabalho”, prevista no art. 22,
IV, da Lei 8.212/1991, com a redação dada
pela Lei 9.876/1999.

Com base nessa orientação, o Plenário deu

provimento a recurso extraordinário no qual se discutia a obrigação derecolhimento da exação. Na espécie, o tribunal “a quo” entendera ser possível a fixação da mencionada alíquota via

lei ordinária. Decidira, ainda, pela validade da

equiparação da cooperativa à empresa mercantil, que ampliara o rol dos sujeitos passivos das contribuições sociais. A Corte, de

MULHER E JOÃO TOMOU ESTA ATITUDE

LEI 8213, ART. 76:

§ 2º O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato que recebia pensão de alimentos concorrerá em igualdade de condições com os dependentes referidos no inciso I do art. 16 desta Lei. STJ, Súmula: 336- A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente.

QUESTÃO 06 O HOSPITAL ALFA CONTRATOU MÉDICOS COOPERADOS POR INTERMÉDIO DE UMA COOPERATIVA DE TRABALHO PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS NA SUA RESIDÊNCIA. POR FORÇA DO ARTIGO 22, INCISO IV, DA LEI 8.212/91, O HOSPITAL É LEGALMENTE OBRIGADO A DESCONTAR 15% DO VALOR DA NOTA FISCAL PARA REPASSAR À PREVIDÊNCIA SOCIAL A TÍTULO DE

OBRIGADO A DESCONTAR 15% DO VALOR DA NOTA FISCAL PARA REPASSAR À PREVIDÊNCIA SOCIAL A TÍTULO

www.cers.com.br

6

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado início, salientou que a Lei 9.876/1999 transferira

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

início, salientou que a Lei 9.876/1999 transferira a sujeição passiva da obrigação tributária para as empresas tomadoras dos serviços.

ENTENDE A EMPRESA GAMA QUE ESSE ARTIGO QUE CRIOU UM REGIME PREVIDENCIÁRIO SUBSTITUTIVO PARA O PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA É INCONSTITUCIONAL.

Em seguida, assentou que, embora os sócios/usuários pudessem prestar seus serviços no âmbito dos respectivos locais de trabalho, com seus equipamentos e técnicas próprios, a prestação dos serviços não seria dos sócios/usuários, mas da sociedade cooperativa. Apontou que os terceiros interessados nesses serviços efetuariam os pagamentos diretamente à cooperativa, que se ocuparia, posteriormente, de repassar aos sócios/usuários as parcelas relativas às respectivas remunerações. O colegiado aduziu que a tributação de empresas, na forma delineada na Lei 9.876/1999, mediante desconsideração legal da personalidade jurídica das sociedades cooperativas, subverteria os conceitos de pessoa física e de pessoa jurídica estabelecidos pelo direito privado.

A TESE DA EMPRESA É CORRETA DE

ACORDO COM O ENTENDIMENTO DO STF ?

JUSTIFIQUE A SUA RESPOSTA.

Art. 25. A contribuição do empregador rural

de na II Relator(a): Min.
de
na
II
Relator(a):
Min.

pessoa física, em substituição à contribuição

que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do

segurado especial, referidos, respectivamente,

alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12

desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de:

I - 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção;

- 0,1% da receita bruta proveniente da

comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho.

RE 546065 AgR / RS - RIO GRANDE DO SUL AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO

Reconheceu que a norma teria extrapolado a base econômica delineada no art. 195, I, a, da CF, ou seja, a regra sobre a competência para se instituir contribuição sobre a folha de salários ou sobre outros rendimentos do trabalho. Reputou afrontado o princípio da capacidade contributiva (CF, art. 145, § 1º), porque os pagamentos efetuados por terceiros às cooperativas de trabalho, em face de serviços prestados por seus associados, não se confundiriam com os valores efetivamente pagos ou creditados aos cooperados.

LUIZ FUX

Julgamento: 14/05/2013 Órgão Julgador:

Primeira Turma EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI Nº 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA

Sublinhou que o legislador ordinário, ao tributar

o

contribuição hipoteticamente incidente sobre os rendimentos do trabalho dos cooperados, com evidente “bis in idem”.

faturamento da cooperativa, descaracterizara

a

PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ACÓRDÃO PLENÁRIO DESTA CORTE, MEDIANTE O QUAL FOI DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL EXIGIDA DE PRODUTOR RURAL EMPREGADOR PESSOA NATURAL COM BASE EM LEGISLAÇÃO ANTERIOR À EC-20/98. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

A criação de nova fonte de custeio para a

seguridade social, diversa das já elencadas na

Constituição Federal, depende de previsão em

QUESTÃO 07 A EMPRESA GAMA PRODUTOS AGRÍCOLAS LIMITADA ADQUIRE MENSALMENTE DE UM PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSÍCA PRODUTOS AGRÍCOLAS PARA A COMERCIALIZAÇÃO, SENDO LEGALMENTE OBRIGADA A DESCONTAR 2,1% SOBRE A NOTA FISCAL A TÍTULO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, POR FORÇA DO ARTIGO 25, DA LEI 8.212/91.

A NOTA FISCAL A TÍTULO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, POR FORÇA DO ARTIGO 25, DA LEI 8.212/91.

www.cers.com.br

7

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado lei complementar, segundo o art. 195, §

ISOLADA TRF 4ª REGIÃO Direito Previdenciário Frederico Amado

lei complementar, segundo o art. 195, § 4º, c/c

art. 154, I, da Carta Magna, por isso a inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o RE nº

363.852/MG

da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revela-se em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial.

QUESTÃO 08 A EMPRESA RENATO

SARAIVA S/A PAGA EM DINHEIRO O TRANSPORTE AOS SEUS EMPREGADOS, NÃO ADOTANTO A LEGISLAÇÃO PRÓPRIA. POR ESTE MOTIVO, A RECEITA FEDERAL DO BRASIL VEM DETERMINADO QUE A REFERIDA EMPRESA PAGUE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O TRANSPORTE PAGO EM DINHEIRO. ENTENDE A EMPRESA QUE ESSE ENTENDIMENTO DA RECEITA FEDERAL É INCONSTITUCIONAL, POIS SOBRE ESSA PARCELA NÃO DEVE INCIDIR CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.

A

TESE DA EMPRESA É CORRETA DE

4. 6. INTEGRAM O SALÁRIO DE
4.
6.
INTEGRAM
O
SALÁRIO
DE

A aptidão da moeda para o cumprimento

dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor.

ACORDO COM O ENTENDIMENTO DO STF ?

JUSTIFIQUE A SUA RESPOSTA.

ARTIGO 28, §9ª, LEI 8212:

A cobrança de contribuição previdenciária

NÃO

CONTRIBUIÇÃO:

sobre o valor pago, em dinheiro, a título de

vales-transporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento.

F) a parcela recebida a título de vale- transporte, na forma da legislação própria RE 478410 / SP - SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. EROS GRAU Julgamento: 10/03/2010 Órgão Julgador:

Tribunal Pleno EMENTA: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALE-TRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em vale-transporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício.

2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal

ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal

www.cers.com.br

8