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Escola, criança favelada e socialização

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Maria Dolores Pinto Araújo


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Maria Dolores Pinto Araújo

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Escola, criança favelada e socialização


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São Paulo
2009

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Este texto foi revisado, preparado e composto pela
Editora Keimelon.

Revisão: Públio Athayde

keimelion@gmail.com

http://editorakeimelion.blogspot.com/

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(31)3244-1245
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© Maria Dolores Pinto Araújo

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Dedicatória

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Ítalo, amor de minhas vidas.
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Com a generosidade que lhe é pe-


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culiar soube dividir, e muitas vezes


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assumir, as tarefas com nosso lar e


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com nossa família. Uma das razões


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pelas quais pude chegar até o fim.


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Carlos Eduardo e João Ví-


tor, os tesouros que me foram con-
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fiados. Obrigada pela compreensão


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Agradecimentos

A Deus, por ter me fortalecido em cada momento des-


se desafio.
A José Geraldo Silveira Bueno, pela generosidade, to-

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lerância, devotamento e o rigor necessário. Seu vasto conhe-

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cimento e sua experiência acadêmica jamais comprometeram
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sua sensibilidade e humildade.
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A Carlos Antonio Giovinazzo Jr e Ani Martins da Sil-


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va.
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Ao anjo que chamamos por Betinha, aos amigos: Lú-


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cia, Marcos, Marcelo, Renata, José Luiz, Chambal, Tânia, Zu-


tp o

leide, Ricardo Cruz, Fátima Araújo, Silmar, Lilian Barone,


Ana Paula Silva, Valdir, Yascára, Sergio, Paula Escanuela, He-
O

lena Koyama, Rubens, Daniel, Silvana, Marcos e Marcio, ao


Senhor Sebastião e à Dona Dulce, meus pais.
Minha especial e eterna gratidão às crianças que cha-
mei Jonas, Hélio, Humberto, Paola, Eva, Iara e a seus familia-
res.

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Sumário

Dedicatória ....................................................................... 5
Agradecimentos ............................................................... 6
1. Introdução .................................................................. 9
2. Criança favelada, padrões sociais e processos de
escolarização .................................................................. 26

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Infância ou infâncias? ............................................................. 26

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A favela e suas representações .............................................. 36
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A criança favelada ................................................................... 47
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A escolarização de alunos favelados: as contribuições de


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Bourdieu................................................................................... 55
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3. O espaço social da escola e da favela ...................... 75


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A escola pesquisada ................................................................ 79


A favela Chão de Estrelas ....................................................109
O

As entidades de assistência à infância da favela Chão de


Estrelas ...................................................................................117
4. Padrões de socialização na favela e na escola ....... 122
As crianças .............................................................................122
Os padrões de socialização ..................................................148
5. Algumas considerações.......................................... 196
Referências bibliográficas ............................................ 201
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1. Introdução

Vamos analisar aqui condutas sociais de crianças ori-


undas da favela e as ações e reações da escola diante dessas
condutas.
A escolha desse tema de pesquisa nasceu de experiên-
cia em trabalho voluntário junto a uma favela situada na Zo-
na Sul do município de São Paulo, em que se pôde verificar
que muitos alunos, considerados como indisciplinados ou

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que demonstravam pouco interesse em aprender na escola,

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não tinham as mesmas atitudes em seu ambiente familiar ou
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na vizinhança de seus lares.


Esta proposta de estudo esteve inserida no projeto de
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pesquisa Inclusão/Exclusão Escolar e Desigualdades Sociais,


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integrante da estrutura acadêmica do Programa de Estudos


Pós-Graduados em Educação: História, Política, Sociedade,
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da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e busca nas


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Ciências Sociais o aporte necessário para calcar as investiga-


ções voltadas aos processos de inclusão e exclusão escolar.
Aguça-nos apreender, no cotidiano escolar e familiar
de crianças faveladas, semelhanças, diferenças e contradições
entre os padrões culturais que estão sendo incorporados em
suas relações sociais – condizentes com a reserva de capital
cultural disponibilizado pelas suas famílias – e os padrões cul-
turais exigidos pela escola.

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A opção por utilizar o termo “criança favelada” foi fei-


ta em virtude da marca negativa que a favelização tem ocasi-
onado àqueles cuja única opção é construir clandestinamente
um barraco ou, pior ainda, pagar aluguel para ter o “direito”
de morar em habitação completamente precária no interior
de alguma favela.
A categoria favelado, na qual se incluem nossos sujei-
tos, acarreta, desde seu surgimento, representações estigmati-
zadas, que a tornam marcada não somente aos olhos das ca-
madas superiores da sociedade, mas aos da própria população

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pauperizada, isto é, se ser pobre é uma marca negativa, ser
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pobre/favelado é uma marca ainda pior.


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Procurando, portanto, evitar a abrangência e a inde-


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terminação do termo “camadas populares”, por incluir hoje


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uma gama de indivíduos que ocupam posições sociais muito


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diferenciadas, e pela marca negativa que o “viver na favela”


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pode trazer para seus habitantes, é que esta investigação se


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voltará especificamente para a análise da relação entre a esco-


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la e o meio familiar, este último caracterizado pelo fato de


serem famílias residentes em favelas.
Nessa perspectiva, a presente pesquisa pretende inves-
tigar, cotejar e analisar os padrões culturais expressos por
condutas de crianças faveladas que estão iniciando o ensino
fundamental no lar e no ambiente social próximo (vizinhan-
ça) e os padrões apresentados no contexto escolar, procuran-
do reconhecer e analisar aproximações e diferenciações entre
eles bem como a reação dos professores perante esses pa-
drões.
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Nesse sentido, é necessário analisar com refinamento


os reais significados atribuídos à escola pelos atores que a
constituem. Para isso, será imprescindível leitura aguçada do
cotidiano, tal qual indica Azanha1:
[…] O ponto-chave para a distinção está no fato de que o
cotidiano humano não se resume como na vida animal ou
vegetal, na sucessão diária de atos ou movimentos visando
à simples sobrevivência física. Esta poderia ser explicada
como resultado de interação entre a potencialidade de um
patrimônio genético e a disponibilidade ambiental de recur-

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sos e de outras condições, enquanto, no caso humano, o

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cotidiano, até mesmo na sua mais rudimentar manifestação

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extrapola os limites do físico e exibe profundamente a mar-


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ca do social e por isso do histórico. Por isso, ainda que se


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trate da ação isolada de um homem singular, é possível dis-


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cernir nela o “reflexo” de padrões de uma convivência so-


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cial historicamente construída […].


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Sob a perspectiva aqui apresentada, decidimos desen-


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volver uma investigação que, com base em dados colhidos


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nas atividades cotidianas (ambiente familiar e escolar) de cri-


anças moradoras de determinada favela paulistana, pudesse
ser organizada e analisada como expressão dos distanciamen-
tos e aproximações desses diferentes padrões culturais colo-
cados em ação pela criança em ambientes diferentes.
Para tanto, procuramos levantar e analisar esses pa-
drões valendo-nos do aporte teórico do sociólogo francês

1
AZANHA, 1990: 46.
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Pierre Bourdieu2, especialmente os conceitos de capital social,


capital cultural e capital escolar, que expressam no campo da
cultura a lógica capitalista da reprodução social, bem como o
conceito de habitus, que poderá nos subsidiar para analisar as
condutas infantis como expressões de padrões inculcados
socialmente.
Partimos do princípio, expresso por Bourdieu, de que
as condições objetivas de vida são um dos mais fortes deter-
minantes para as possibilidades de ascensão nas trajetórias
escolares de alunos provenientes de diferentes estratos soci-

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ais.
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Para o autor, o fato de os alunos dos meios populares


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serem fortemente selecionados, ao permanecerem no sistema


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escolar, pode diminuir as disparidades com aqueles de classe


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social elevada pois, na medida em que vão assimilando o ca-


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pital escolar, vão encurtando distâncias e tornando possíveis


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resultados equivalentes.
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Hoje no Brasil, já há um conjunto de trabalhos com


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base nessa perspectiva teórica sobre os processos de escolari-


zação de alunos de diferentes estratos sociais3.
Embora estudos como os citados acima estejam se
ampliando em termos de perspectivas de análises, as investi-
gações específicas sobre a relação entre os padrões culturais
apreendidos no meio familiar de crianças oriundas das cama-
2
BOURDIEU, 1998: 70-79.
3
NOGUEIRA, ROMANELLI E ZAGO, 2000; VIANA, 1998; ZAGO, ANJOS E
ANDRADE, 2004; ZAGO, 2006; SILVA, 2007; MARUN, 2007; FERREIRA,
2007, entre outros.
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2. Criança favelada, padrões sociais e


processos de escolarização

Infância ou infâncias?

De início, julgamos importante resgatar o debate sobre


as diferentes infâncias. Debate que vem sendo travado e a-
companhado por profissionais de variadas áreas das ciências

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e do conhecimento em geral.

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Philippe Ariès, historiador francês, foi um dos precur-
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sores na pesquisa sobre o tema, sua meta era revelar as repre-


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sentações que a sociedade moderna construiu a respeito das


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crianças.
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Ariès já discutia17, em seus primeiros trabalhos, o ano-


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nimato vivido pela criança, a duração da infância, a relação da


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criança com a família e o processo socializatório nos primei-


ros anos de vida de um ser humano.
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Até o final da Idade Média, não havia preocupação


com a transição entre a criança pequena e o homem jovem;
bastava certo desenvolvimento corporal para que ela fosse
incorporada ao mundo dos adultos. A criança pequena era
considerada como uma espécie de animalzinho de estimação;
sua morte poderia, no máximo, causar tristeza temporária, já
que outra logo a substituiria.

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ARIÈS, 2006.
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3. O espaço social da escola e da favela

Neste capítulo, identificaremos a escola e a favela, na


expectativa de reproduzir o mais objetivamente possível a
configuração dos espaços físicos e a forma como seus agen-
tes se correspondem com esses espaços e se articulam entre
si.
Para tanto, foi necessário romper, ou pelo menos e-
quacionar melhor, tantos ranços e preconceitos, conscientes e

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inconscientemente construídos. A única forma para dar sen-

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tido ao cotidiano endurecido pela pobreza severa que culmi-
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na em restrições ou ausência de serviços e necessidades es-


senciais para sobrevivência de qualquer Ser Humano.
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A experiência que trago da relação com a favela Chão


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de Estrelas, fruto do trabalho voluntário desenvolvido junto a


parte de seus moradores, não foi suficiente para impedir o
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forte impacto negativo da realidade vivida, em particular, pe-


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los sujeitos objetos dessa pesquisa. Afinal, na pesquisa nos foi


revelada outra favela com outras faces e histórias.
Os laços estabelecidos durante a pesquisa foram bas-
tante favoráveis e os agentes envolvidos, direta ou indireta-
mente, na construção dessa investigação se mostraram duran-
te todo o processo, criaturas generosas e sempre dispostas a
atender às exigências demandadas pelo trabalho, ainda que
sem entendê-lo em sua completude.

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4. Padrões de socialização na favela e


na escola

Neste capítulo são apresentados os resultados da pes-


quisa de campo realizada, por meio de sete indicadores: con-
duta moral, condições materiais, alimentação, higiene, vestuá-
rio, espaços sociais e transgressões.
Antes disso, porém, com base nas observações e in-

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formações recolhidas na escola e na favela, serão caracteriza-

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dos, individualmente, os sujeitos da pesquisa. .c o
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As crianças
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Eva
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Completou 7 anos em maio de 2008. Usava óculos


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vermelhos e tranças com fitas coloridas. Suas roupas, sempre


com algum tom rosa eram compatíveis com seu manequim.
A pele clara e os cabelos crespos sempre penteados e presos
denotam a ascendência negra.
Filha única de pais ainda muito jovens (29 e 23 anos),
ambos participam da vida escolar da filha, conforme nos in-
formou a coordenadora do Lar106, que Eva frequenta no pe-
ríodo da tarde.

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Instituição de Assistência às Crianças da Favela Chão de Estrelas.
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A mãe, que não trabalhava fora, levava Eva todos os


dias para a escola; o pai ajudava com frequência na manuten-
ção do prédio da instituição, prestando serviços voluntários
de consertos em geral.
Moravam em um dos melhores becos da favela, além
de largo e arejado, dava acesso a duas das três entradas; o ar-
ruamento era feito de “asfalto” liso e era bem mais tratado
que os demais becos.
Na casa de Eva não tinha quintal, apenas uma imensa
grade de ferro com portão, que estava sempre trancado a

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chave. Do beco era possível avistar, através das grades a má-
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quina de lavar roupas Brastemp digital, na qual repousava a


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gata Cintia, e um pequeno tanque. A cozinha foi mobiliada


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com pia de granito e gabinete branco, filtro de água acoplado


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à torneira, armário branco de quatro portas; entre a pia e a


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porta do banheiro estava o fogão branco de quatro bocas, no


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centro a mesa redonda, também branca com quatro cadeiras


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estofadas e forradas, toalha de centro de mesa de linha azul


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clara feita em crochê, uma fruteira de vidro em formato de


abacaxi continha algumas bananas, maçãs pequenas, laranjas
e abacate. A geladeira branca com ímãs pregados (um deles
prendendo a conta de telefone) ficava na outra parede pró-
xima à porta. A área de circulação era mínima.
Uma cortina verde escura, de tecido grosso, separava a
cozinha do pequeno ambiente onde se configurou a sala, com
um sofá de três lugares e um móvel com espaço definido para
a televisão Mitsubishi de vinte e oito polegadas, o aparelho de
som de marca CCE, CD’s, alguns copos de vidro coloridos,
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Maria Dolores Pinto Araújo
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Escola, criança favelada e socialização

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Maria Dolores Pinto Araújo
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Públio Athayde
Este e outros livros estão disponíveis para compra
pelo sistema de impressão sob demanda! Estou
preparando para disponibilizar todos meus trabalhos.
Com o apoio de meus leitores, milhares, que se
dispuseram a ler meus trabalhos nas versões e-book.
Agora eles podem ser impressos!
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Articulando
Coletânea de artigos. Alguns são
artigos leves, outros bem mais
profundos. Alguns têm origem
em trabalhos acadêmicos e
foram simplificados para essa
edição, estando disponíveis
inclusive pela internet, suas
versões completas e anotadas.
Há artigos bem recentes e
outros de mais de dez anos.
Novo livro publicado. Não
necessariamente novos textos,
pois se trata de uma coletânea
de Públio Athayde:
"Juntei alguns artigos espalhados (mentira: estavam todos
na mesma pasta do computador), selecionei bastante
(outra mentira: coloquei tudo que era pertinente) e
organizei esse livrinho eletrônico com o que prestava (ou
eu pensei assim). O bacana é a facilidade, o baixo custo
(zero) e a provisoriedade: tudo pode e vai ser revisado
montes de vezes e nunca estará perfeito."

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O objetivo deste
Manual Keimelion 2010
para redação acadêmica
é subsidiar a produção de textos
científicos, fornecer elementos
para que os aspectos linguísticos e
formais não constituam grandes
obstáculos ao trabalho. Espera-se
que aqui se encontrem algumas
indicações de procedimentos a
serem seguidos ou evitados. São
fornecidas sugestões de
apresentação dos trabalhos, de
acordo com as usuais formatações e regras de referência. Note-
se que há enormes variações entre as diferentes instituições
quanto a esses aspectos. As formas propostas são síntese
simplificada das exigências genéricas. Este trabalho é fruto de
minha experiência como revisor, atuando especificamente com
teses e dissertações ao longo de mais de dez anos.

Camonianas
Quatro sonetos de Luís de Camões
dão origem a 56 composições em
que o poeta Públio Athayde
desenvolve sugestões de cada um
dos versos da significativa
tetralogia. Tomado como primeira
frase dos novos poemas, o verso do
grande luso é o mote que conduz o
desempenho do sonetista ouro-
pretano no virtuosismo de uma
delicada, difícil e audaciosa
operação.

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Confissões
“confissões/ foram tantas/ nas
lições/ que me cantas”. Mais
poesias de Públio Athayde; desta
vez, poesia confessional. Crônica
completa de um amor do passado
em sonetos livremente acrósticos.
Todo ilustrado com fotos de Ouro
Preto antigas.

Dirceu
Sonetos Bem(e)Ditos
Quatorze versos cada poema de
vário amor absolutamente
bandido. Uma contorção de quem
subtrai a Musa ao tango para
trazê-la a um sabá orgírico em
ritmo de seresta. Poesia-tese é a
resposta que Doroteu nos
oferece...

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Marília & Dirceu
Um triângulo de dois vértices
Teatro. Drama em um ato de
Públio Athayde sobre textos de
Tomas Antônio Gonzaga, José
Benedito Donadon-Leal e Públio
Athayde. Ao fundo do palco vêem-
se a casa de Marília e, em último
plano, o IItacolomi, nos lados,
altares "barrocos" com ícones
gregos mencionados no texto; alguns móveis, dois leitos e
adereços de época, velas acesas, luzes cambiantes entre os
vários ambientes de cena.
Sonetos para Ser entendido
“É o próprio título que talvez forneça a principal chave de leitura
dos textos: algo como uma ascese para
se chegar ao entendimento e ser um
entendido em paz neste mundo. O
leitor, além disso, deve se manter
atento, tal como o poeta nos adverte o
poema “De atalaia”: “Porque coisa
escondida existe / Até no mais óbvio do
chiste.” [...] Como sabemos, o cômico, a
ironia, o grotesco, o escatológico, o
blasfemo, o chulo são territórios
considerados menos nobres na
literatura, ainda sob o império do apolíneo. São raros, portanto,
os autores que levam a sério a pesquisa desses territórios e
sabemos de sua luta para terem as respectivas obras
reconhecidas. [...] Encerro no poema “Pátria”, da sessão
“Sonetos infantis”, que foi escrito quando Públio era ainda um
menino e acreditava em tantas coisas importantes. É porque no
centro do riso mora uma pungência insofismável. " Ronald Polito

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Eu Ouro Preto
Tópicos de História: Arquitetura,
Música, Documento, Conservação
Públio Athayde
Este livro congrega seis artigos com
uma temática comum apaixonante:
Ouro Preto. Os olhos do historiador
ouropretano convergem para a
paisagem, a arquitetura, a música e o
povo desta cidade, para as relações
destes elementos nos tempos
passado e presente de modo inequivocamente passional, mesmo
considerada a abordagem metódica e a pretensa erudição. A
paixão, confessa no primeiro artigo (Eu “Ouro Preto”), se
desdobra em considerações topográficas sobre os templos
coloniais (Adequação retórico-arquitetônica da Paróquia de
Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto). A mesma paixão visceral
que aguça os ouvidos para sons reais e imaginários (Música
colonial, cérebro retórico e êxtase religioso) relê a poesia
arcádica situando física e politicamente as referências do poeta
detrator (As cartas chilenas: carta terceira, notas de leitura).
Ainda com os olhos voltados para o passado, e nada é mais
presente no passado que a morte, abstrair de algumas lápides os
resquícios das paixões de outras épocas é tarefa inglória e
fascinante (Aqui jazem os restos do irmão J.F.C. falleciddo),
tanto quanto querer apontar nos requícios já arqueológicos da
mineração aurífera (Curral de Pedras: abandono e omissão) as
tensões vividas em uma época anterior cujas marcas estão por
todo lado, cravadas na essência da brasilidade. A retórica da
história clama em coros dissonantes e cada vagido é repleto de
significâncias, todas elas se articulando para dar significado ao
que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora completa a
visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma
existência em contínua construção, quer como amantes do
pretérito edificado em magnífica herança.

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As Quatro Estações
Mimeses
Este trabalho apresenta as mimeses
transversais entre duas leituras
contemporâneas de duas obras do
século XVIII e discute a invenção
baseada em emulações sobre As
Quatro Estações, de Antonio Vivaldi. O
engenho focado é um conjunto
pictórico capaz de representar
simultaneamente as Quatro Estações
como ciclo temporal e metáfora das fases da vida. A composição
pictórica integra elementos formais da iconografia antiga a
elementos da linguagem plástica contemporânea tendo como
referenciais: a iconografia de Cesare Ripa e o trabalho de Amílcar
de Castro. A proposta inclui aspectos transdisciplinares entre
poesia, a música e a pintura. Uma das leituras, a literária, feita
nos últimos anos do século passado, e outra o Programa
Iconográfico, mais recente ainda, dos primeiros anos do XXI. Essa
sobreposição de mimeses, além da emulação entre artes
distintas, compreende a transversalidade da leitura
interpretativa. O objetivo do Programa Iconográfico em questão
não foi fazer doutrina da percepção sensorial, estética ou
intersemiológica. A pretensão foi a da produção artística. Ao
cabo do processo, esse livro discute a investigação que resultou
na pintura e os resultados dela.
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