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PROVA 623/8 Págs.

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO


12.º Ano de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto)
Cursos Gerais

Programa novo implementado a partir de 2003/2004

Duração da prova: 120 minutos 2.ª FASE


2006

PROVA ESCRITA DE HISTÓRIA

Identifique claramente os grupos e os itens a que responde.

Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.

É interdito o uso de «esferográfica-lápis» e de corrector.

As cotações da prova encontram-se na página 8.

Em todos os itens, cerca de 10% da cotação é atribuída à comunicação


em língua portuguesa.

V.S.F.F.
623/1
A prova inclui dois grupos.

Todos os itens são de resposta obrigatória.

Todos os itens exigem a análise dos documentos apresentados.

No Grupo II, o item 5. exige resposta desenvolvida.

623/2
GRUPO I

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO: PROBLEMAS E SOLUÇÕES

As opções de Lenine: Mais vale menos, mas melhor (1923)

Há cinco anos que nos esforçamos para aperfeiçoar o nosso aparelho de Estado. […] É necessário
adoptar esta regra: mais vale menos, mas melhor. […]
Por que não […] admitir uma fusão do organismo de controlo do Partido com o do Estado? Por mim,
não veria nisso nenhum inconveniente. Pelo contrário, creio que esta fusão é a única garantia de uma
5 actividade fecunda. […]
O traço mais característico da nossa actual situação é o seguinte: destruímos a indústria
capitalista, esforçámo-nos por destruir completamente as instituições medievais, a propriedade
senhorial e, com base nisto, criámos o pequeno e o muito pequeno campesinato, que seguem o
proletariado, confiantes nos resultados da sua acção revolucionária.
10 No entanto, não é fácil mantermo-nos, até à vitória da revolução socialista nos países
desenvolvidos, apoiados apenas nesta confiança. Não é fácil, porque o pequeno e o muito pequeno
campesinato permanecem […] num nível extremamente baixo de produtividade de trabalho.
Além disso, a situação internacional faz com que a Rússia tenha sido lançada para um plano
secundário; faz com que, globalmente, a produtividade do trabalho nacional seja hoje sensivelmente
15 mais baixa, no nosso país, do que antes da guerra. As potências capitalistas da Europa Ocidental […]
fizeram o possível por nos afundar, por aproveitar a guerra civil na Rússia, para arruinar ao máximo o
nosso país. […]
Que táctica é que este estado de coisas impõe ao nosso país? […] O que nos interessa é a táctica
que nós, Partido Comunista da Rússia, nós, poder dos Sovietes da Rússia, devemos seguir para
20 impedirmos que os Estados contra-revolucionários da Europa Ocidental nos esmaguem. Devemos
procurar construir um Estado em que os operários conservem a sua direcção sobre os camponeses
[…]. Devemos procurar o máximo de eficácia no nosso aparelho de Estado. Devemos expurgá-lo dos
excessos deixados pela Rússia czarista no seu aparelho capitalista e burocrático. […]
Se conservarmos a direcção da classe operária sobre o campesinato e se economizarmos na
25 gestão do nosso Estado, poderemos empregar até a mais pequena poupança para desenvolvermos a
nossa grande indústria mecanizada […].

1. Enuncie, com base no documento, as transformações económicas promovidas pelo Estado


soviético, no sentido da implantação do socialismo, desde a revolução de Outubro de 1917
até à data do documento.

2. Identifique os problemas internos e externos com que, segundo o documento, se defrontou


a Rússia soviética.

3. Justifique, de acordo com os objectivos de Lenine expressos no texto, as soluções por ele
preconizadas para a reorganização do aparelho de Estado.

Identificação da fonte

Lenine, «Mais vale menos, mas melhor», Pravda, n.º 49, Março, 1923

V.S.F.F.
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GRUPO II

PORTUGAL, A EUROPA E O MUNDO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS DO SÉCULO XX

Este grupo baseia-se na análise dos seguintes documentos:


Doc. 1 – Manifestação frente ao Palácio de Belém (1974)
Doc. 2 – Três pancadas à porta da Europa dos Nove (1977)
Doc. 3 – Discurso de Giulio Andreotti na cerimónia de adesão de Portugal à CEE (1985)
Doc. 4 – A Europa na década de 80 do século XX
Doc. 5 – População activa portuguesa (1970-1991)

Documento 1 – Manifestação frente ao Palácio de Belém (Julho de 1974)*

____________
* Manifestação de apoio popular, após aprovação da Lei n.º 7/74, que reconheceu o direito dos povos à
autodeterminação, incluindo a aceitação da independência dos territórios ultramarinos portugueses.

623/4
Documento 2 – Três pancadas à porta da Europa dos Nove (1977)
A opinião de um jornalista

Atenas, Lisboa e Madrid empurram com toda a força a sua candidatura à CEE […].
Mário Soares, em visita às capitais europeias desde Fevereiro, sabe que o seu dossiê é mau: 10%
de desemprego, enorme endividamento público, reservas que se derretem. Estima-se que só o
investimento estrangeiro e o crédito [...] podem inverter a situação.
É precisamente isso o que os Portugueses pedem a Bruxelas. Sousa Franco, do Partido Social-
-Democrata, declara: «É preciso rejeitar as afirmações segundo as quais, tecnicamente, a nossa
adesão não é possível nem hoje nem amanhã. [...] A CEE quer ajudar os países mais pobres, ou
fechar-se sob a capa, egoísta e caduca, do livre-cambismo sem solidariedade? Eis a questão.»

Documento 3 – Discurso de Giulio Andreotti* na cerimónia de adesão


de Portugal à CEE (Junho de 1985)

Esta adesão contribui para uma maior coincidência entre a Europa geográfica e a Europa política
e institucional; e ao mesmo tempo prova, mais uma vez, que a adesão à Comunidade Europeia é o
corolário da reconquista dos valores inerentes a uma democracia pluralista. […]
Quando este país se candidatou à Comunidade Europeia, em 1977, razões políticas fundamentais
5 – tais como a consolidação de uma democracia que, ainda no berço, tinha sido ameaçada de
regressão – pareciam impor a resposta positiva da Comunidade. Hoje, quando – no fim de um longo
processo de negociações – Portugal se torna membro de uma Comunidade a Doze, podemos dizer
que foram os Portugueses que aceleraram, pelas suas próprias mãos, as salvaguardas democráticas.
Verificamos, com efeito, que o Estado democrático português é sólido e que a sua contribuição para a
10 família democrática europeia é segura.
Pela sua parte, a Comunidade está em condições de proporcionar a Portugal uma nova dimensão
política e económica, na qual poderá encontrar o lugar que lhe pertence pela sua história, a sua cultura
e as suas tradições.
Assim, os laços históricos, culturais e económicos de Portugal com a América Latina, a África e
15 mesmo a Ásia representam um contributo importante à acção que a Comunidade empreendeu para
criar, sobretudo nas zonas onde reina uma tensão internacional importante, as condições necessárias
a novos equilíbrios e a novas oportunidades de paz.
____________
*Presidente do Conselho de Ministros Europeus, à data do discurso.

V.S.F.F.
623/5
Documento 4 – A Europa na década de 80 do século XX

Documento 5 – População activa portuguesa – Continente e Ilhas (1970-1991)


(Em percentagem)

Constituição
1970 1991
da população activa

Agrícolas 33% 10%

Profissões Industriais 38% 37%

Terciárias 29% 53%

Masculino 74% 59%


Sexo
Feminino 26% 41%

623/6
1. Explicite as razões que conduziram à aceitação pela CEE, na década de 80 do século XX, dos
novos países membros (documentos 2, 3 e 4).

2. Identifique, com recurso ao documento 2, os problemas económicos que Portugal esperava


resolver com a sua adesão à CEE.

3. Justifique a confiança que o autor do documento 3 deposita na democracia portuguesa.

4. Enuncie as transformações sociais ocorridas em Portugal, entre 1970 e 1991, que os dados
do quadro traduzem (documento 5).

5. Analise a evolução das relações externas portuguesas, no período de 1974 a 1986.

A sua resposta deve abordar, pela ordem que entender, os seguintes tópicos de desenvolvimento:
– a opção descolonizadora e as suas implicações;
– a concretização da opção europeia e atlântica.

A sua resposta deve integrar, para além dos seus conhecimentos, os dados disponíveis nos
documentos 1 a 5.

Identificação das fontes

Doc. 1 – A. Mattoso (dir.), História de Portugal, vol. 8, Lisboa, Círculo de Leitores, 1993
Doc. 2 – O. Lorsignol, «Trois coups frappés à la porte des neuf», Vision, n.º 76, Março, 1977
Doc. 3 – G. Andreotti, Bulletin des Communautés Européennes, n.º 6, Junho, 1985
Doc. 4 – Adaptado de R. Overy, Collins Atlas of 20th Century History, Collins Books, Londres, 2005
Doc. 5 – Adaptado de A. Reis (dir.), Portugal Contemporâneo, vol. 3, Publicações Alfa, Lisboa, 1996

FIM

V.S.F.F.
623/7
COTAÇÕES

GRUPO I

1. ................................................................................................................... 20 pontos
2. ................................................................................................................... 20 pontos
3. ................................................................................................................... 30 pontos
_____________________
70 pontos

GRUPO II

1. ................................................................................................................... 20 pontos
2. ................................................................................................................... 20 pontos
3. ................................................................................................................... 20 pontos
4. ................................................................................................................... 20 pontos
5. ................................................................................................................... 50 pontos
_____________________
130 pontos

___________
TOTAL ..................................................... 200 pontos

623/8
PROVA 623/C/12 Págs.

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO


12.º Ano de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto)
Cursos Gerais

Programa novo implementado a partir de 2003/2004

Duração da prova: 120 minutos 2.ª FASE


2006

PROVA ESCRITA DE HISTÓRIA

COTAÇÕES

GRUPO I

1. ................................................................................................................... 20 pontos
2. ................................................................................................................... 20 pontos
3. ................................................................................................................... 30 pontos
_____________________
70 pontos

GRUPO II

1. ................................................................................................................... 20 pontos
2. ................................................................................................................... 20 pontos
3. ................................................................................................................... 20 pontos
4. ................................................................................................................... 20 pontos
5. ................................................................................................................... 50 pontos
_____________________
130 pontos

___________
TOTAL ..................................................... 200 pontos

V.S.F.F.
623/C/1
CRITÉRIOS GERAIS DE CLASSIFICAÇÃO

A classificação da prova deve respeitar critérios gerais e critérios específicos.


Os critérios gerais orientam a análise de todas as respostas. Os critérios específicos encontram-se
adstritos a cada item.
No âmbito da aplicação dos critérios gerais, devem ser respeitados os aspectos e procedimentos
abaixo indicados.

1. Atribuição da classificação por níveis de desempenho


Todas as classificações são atribuídas pela inserção da resposta do examinando num nível de
desempenho, respeitante quer às competências próprias da disciplina de História – enunciadas no
Programa e especificadas na Informação n.º 10/05, de 18.01.05 – quer às competências de
comunicação escrita em língua portuguesa.
A cada nível corresponde um conjunto de descritores. Níveis designados como intercalares, sem
descritores expressos, dizem respeito a aspectos parcelares dos níveis imediatamente anterior e
posterior.
Os valores correspondentes a cada nível encontram-se fixados, não podendo ser atribuídos outros.
As classificações a atribuir a cada item são obrigatoriamente expressas num número inteiro de pontos.

2. Aplicação dos critérios gerais relativos à disciplina de História


Todas as respostas devem ser analisadas, considerando os seguintes aspectos:
– relevância relativamente à questão formulada no item;
– forma como a fonte é explorada, sendo valorizada a interpretação e não a mera paráfrase;
– correcção na transcrição de excertos das fontes e pertinência desses excertos como suporte de
argumentos;
– mobilização de informação circunscrita ao assunto em análise;
– domínio da terminologia específica da disciplina.
• A resposta implausível ou irrelevante perante o solicitado no item e o estabelecido nos critérios
específicos de classificação recebe cotação zero.
• A existência de erros na eventual apresentação pelo examinando de informação histórica não
solicitada no item não deve ser penalizada, excepto se contrariar elementos da resposta já
classificados.

3. Avaliação do desempenho na comunicação escrita em língua portuguesa


Em todos os itens, para além das competências específicas da disciplina, são também avaliadas
competências de comunicação em língua portuguesa, tendo em consideração os níveis de
desempenho que a seguir se descrevem:
– Nível 3 – Composição bem estruturada, sem erros de sintaxe, de pontuação e/ou de ortografia,
ou com erros esporádicos cuja gravidade não implique perda de inteligibilidade e/ou de
rigor de sentido.
– Nível 2 – Composição razoavelmente estruturada, com alguns erros de sintaxe, de pontuação
e/ou de ortografia, cuja gravidade não implique perda de inteligibilidade e/ou de sentido.
– Nível 1 – Composição sem estruturação, com presença de erros graves de sintaxe, de
pontuação e/ou de ortografia, com perda frequente de inteligibilidade e/ou de sentido.

623/C/2
CRITÉRIOS ESPECÍFICOS

GRUPO I

1. ........................................................................................................................................ 20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Enunciado claro, a partir da interpretação do documento, das transfor-


mações económicas promovidas pelo Estado soviético, no sentido da
implantação do socialismo.
Transformações:
5 – nacionalização da grande indústria; 20 19 18
– abolição da grande propriedade fundiária e redistribuição da terra;
– fim da dependência dos camponeses em relação aos proprietários da
terra.
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

Níveis** 4 Nível intercalar 17 16 15

• Enunciado de duas das transformações referidas no nível superior, a partir


3 da interpretação do documento. 14 13 12
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 11 10 9

• Enunciado de uma das transformações referidas no nível superior, ou


indicação genérica de alguns aspectos, a partir de incipiente exploração do
1 documento. 8 7 6

• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

V.S.F.F.
623/C/3
2. ........................................................................................................................................ 20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Identificação clara dos problemas internos e externos, a partir da interpre-


tação do documento.
Problemas internos:
– baixa produtividade rural;
– diminuição da produtividade global do trabalho, relativamente aos níveis
atingidos antes da Primeira Guerra Mundial;
5 – guerra civil; 20 19 18
– permanência da burocracia czarista.
Problemas externos:
– apoio das potências capitalistas da Europa Ocidental às forças contra-
-revolucionárias durante a guerra civil;
– isolamento internacional da Rússia soviética.
Níveis** • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

4 Nível intercalar 17 16 15

• Identificação de dois dos problemas, um de carácter interno e outro de


carácter externo, referidos no nível superior, a partir da interpretação do
3 documento. 14 13 12

• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 11 10 9
• Identificação de um dos problemas referidos no nível superior, ou
apresentação genérica de alguns aspectos, a partir de exploração
1 incipiente do documento. 8 7 6

• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

623/C/4
3. ........................................................................................................................................ 30 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1
• Justificação, a partir da interpretação do documento, identificando a
relação entre as soluções preconizadas e os objectivos.
Soluções:
– controlo do Partido Comunista Soviético sobre o aparelho de Estado;
– liderança operária;
– eliminação da burocracia czarista;
– maior economia na gestão do Estado.
5 30 29 27
Objectivos:
– defesa da Rússia perante os ataques contra-revolucionários dos países
capitalistas da Europa Ocidental;
– garantia do avanço do processo revolucionário;
– obtenção de eficácia no aparelho de Estado;
– desenvolvimento industrial.
Níveis**
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

4 Nível intercalar 25 24 22

• Apresentação de duas das soluções referidas no nível superior, em


3 articulação com os objectivos, a partir da interpretação do documento. 20 19 17
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 15 14 12

• Apresentação de alguns aspectos referidos no nível superior, de forma


genérica, sem identificação da relação soluções/objectivos, com incipiente
1 exploração do documento. 10 9 7

• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

V.S.F.F.
623/C/5
GRUPO II

1. ........................................................................................................................................ 20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Apresentação clara das razões, articulada com a interpretação dos dados


dos documentos.
Razões:
– reforço geoestratégico da Comunidade pelo alargamento aos novos
países da Europa do Sul – Grécia, Portugal e Espanha (doc. 4);
5 20 19 18
– solidariedade da Europa comunitária com os países mais pobres (doc. 2);
– consolidação da democracia pluralista nos três países (doc. 3);
– relevância das relações externas portuguesas para a acção da
Comunidade no Mundo (doc. 3).
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.
Níveis**
4 Nível intercalar 17 16 15

• Apresentação de duas das razões referidas no nível superior, articulada


3 com a interpretação incompleta dos documentos. 14 13 12
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 11 10 9
• Apresentação genérica de alguns aspectos referidos no nível superior, com
1 incipiente exploração dos documentos. 8 7 6
• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

623/C/6
2. ........................................................................................................................................ 20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Identificação clara dos problemas económicos, articulada com a


interpretação dos dados do documento.

Problemas:
– elevada taxa de desemprego;
5 – dívida pública elevada; 20 19 18
– redução progressiva das reservas financeiras;
– falta de investimento;
– desfasamento da economia portuguesa relativamente aos padrões de
desenvolvimento dos países da Comunidade.
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.
Níveis**
4 Nível intercalar 17 16 15

• Identificação de três dos problemas económicos referidos no nível


3 superior, articulada com a interpretação incompleta do documento. 14 13 12
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 11 10 9

• Identificação de um dos problemas económicos referidos no nível superior,


ou referência genérica à situação económica, com incipiente exploração
1 do documento. 8 7 6

• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

V.S.F.F.
623/C/7
3. ........................................................................................................................................ 20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Apresentação clara das razões que justificam a confiança na democracia


portuguesa, articulada com a interpretação do documento.
Dados do documento:
– dificuldades de instauração da democracia em Portugal, no período
revolucionário, mas opção final pela democracia pluralista, saudada pela
Comunidade Europeia.
5 20 19 18
Razões justificativas:
– consagração do regime democrático em Portugal com a promulgação da
Constituição de 1976 e a revisão constitucional de 1982;
– apaziguamento dos conflitos políticos e sociais do período revolucionário;
– normal funcionamento das instituições democráticas.
Níveis**
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

4 Nível intercalar 17 16 15

• Apresentação de duas das razões referidas no nível superior, articulada


3 com a interpretação incompleta do documento. 14 13 12
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 11 10 9

• Apresentação genérica de alguns aspectos referidos no nível superior, com


1 incipiente exploração do documento. 8 7 6
• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

623/C/8
4. ........................................................................................................................................ 20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Apresentação clara da evolução da sociedade, evidenciada na identifi-


cação das transformações patentes no documento.
Transformações:
– retracção da população agrícola;
5 20 19 18
– estabilização da população industrial;
– crescimento acelerado da população do sector terciário;
– aumento significativo da população feminina no mercado de trabalho.
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

Níveis** 4 Nível intercalar 17 16 15

• Enunciado de duas das transformações referidas no nível superior,


3 articulado com a interpretação incompleta do documento. 14 13 12
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

2 Nível intercalar 11 10 9

• Enunciado genérico de alguns aspectos referidos no nível superior, com


1 incipiente exploração do documento. 8 7 6
• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

V.S.F.F.
623/C/9
5. ........................................................................................................................................ 50 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Análise da evolução das relações externas portuguesas, com desenvol-


vimento dos tópicos de orientação da resposta, contextualizados no
tempo, integrando, de forma oportuna, o contributo dos documentos.

A opção descolonizadora e as suas implicações


Redefinição da política externa portuguesa, após o 25 de Abril:
– reconhecimento do direito à independência das colónias, com o apoio da
maioria dos partidos e da população (doc. 1) e respondendo às pressões
externas da ONU e da OUA;
– transferência de poderes para os movimentos de libertação, reco-
nhecidos como legítimos representantes dos povos das colónias;
– abertura de relações diplomáticas com todos os países;
– valorização das relações com as ex-colónias.
7 50 48 45
A concretização da opção europeia e atlântica
Clarificação da política externa, no período constitucional:
– assunção de Portugal como país ocidental, simultaneamente europeu e
atlântico; reforço das relações bilaterais com os EUA – renovação do
Níveis** Acordo das Lajes – e da participação de Portugal na NATO (doc. 4);
– pedido de adesão à CEE e posterior integração, opção estratégica
fundamentada na necessidade de consolidar a democracia pluralista e
de garantir a modernização e o desenvolvimento económico com a
ajuda comunitária (docs. 2, 3, 4, 5).
Complementaridade das vertentes europeia e atlântica – valorização da
posição de Portugal na CEE e no Atlântico Sul, como intermediário
privilegiado entre a Europa e os países de expressão portuguesa (doc. 3).
• Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

6 Nível intercalar 43 41 38

• Apresentação das linhas de desenvolvimento requeridas pelos tópicos de


orientação da resposta, de forma incompleta, por referência ao nível
5 superior, individualizando o período revolucionário e o período 36 34 31
constitucional e integrando parcialmente o contributo dos documentos.
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.

4 Nível intercalar 29 27 24

(continua)
** Descritores apresentados nos critérios gerais.
** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

623/C/10
(continuação)

Descritores do nível de desempenho no domínio


da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis*
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina 3 2 1

• Apresentação das linhas de desenvolvimento requeridas pelos tópicos, de


forma incompleta, por referência ao nível superior, sem individualização do
3 período revolucionário e do período constitucional e integrando parcialmente 22 20 17
o contributo dos documentos.
• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina.
Níveis**
2 Nível intercalar 15 13 10

• Resposta descritiva, abordando de forma genérica alguns dos aspectos


referidos no nível superior, sem estabelecer os nexos requeridos e apoiada
1 em leitura incipiente dos documentos. 8 6 3

• Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

** Descritores apresentados nos critérios gerais.


** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a
atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa.
** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a cotação
a atribuir é zero pontos.

V.S.F.F.
623/C/11
EXAMES NACIONAIS DO ENSINO SECUNDÁRIO – 2006, 2.ª FASE

GRELHA DE CLASSIFICAÇÃO – HISTÓRIA (Cód. 623)

GRUPO I GRUPO II
TOTAL
Código Número
da
Confidencial Convencional 1. 2. 3. 1. 2. 3. 4. 5.
da Escola da Prova TI TII PROVA
(70) (130) (200)
(20) (20) (30) (20) (20) (20) (20) (50)

Data ____/____/____ O Professor Classifi cador ______________________ _________________