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Superintendência de Navegação Marítima e de Apoio Gerência de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Marítima

Superintendência de Navegação Marítima e de Apoio Gerência de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Marítima e de Apoio

CENÁRIO DA CABOTAGEM BRASILEIRA – 2010 A 2012

e Regulação da Navegação Marítima e de Apoio CENÁRIO DA CABOTAGEM BRASILEIRA – 2010 A 2012

MAIO/2013

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) Diretoria Colegiada Pedro Brito – Diretor-Geral Substituto
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) Diretoria Colegiada Pedro Brito – Diretor-Geral Substituto

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) Diretoria Colegiada Pedro Brito – Diretor-Geral Substituto Fernando José de Pádua Costa Fonseca – Diretor Interino Mário Povia – Diretor Interino

Superintendência de Navegação Interior Adalberto Tokarski

Superintendência de Administração e Finanças Albeir Taboada Lima

Superintendência de Navegação Marítima e de Apoio André Luis Souto de Arruda Coelho

Gerência de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Marítima e de Apoio Rodrigo Trajano (Gerente) Equipe de produção da nota técnica Teresa Cristina de Carvalho Pinheiro - Especialista em Regulação Marcos Augusto Ferreira - Especialista em Regulação

Superintendência de Fiscalização e Coordenação Bruno de Oliveira Pinheiro

Superintendência de Portos José Ricardo Ruschel dos Santos

Estudo dE CabotagEm

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ASSUNTO Trata-se da apresentação de um panorama da navegação de cabotagem brasileira, com dados da
ASSUNTO Trata-se da apresentação de um panorama da navegação de cabotagem brasileira, com dados da

ASSUNTO

Trata-se da apresentação de um panorama da navegação de cabotagem brasileira, com dados da estrutura de mercado, da operação de transporte e dos fretes básicos médios praticados entre 2010 e 2012 para os principais grupos de mercadorias transportados.

METODOLOGIA

O presente trabalho está segmentado em três seções.

A primeira seção trata da estrutura de mercado na cabotagem

brasileira e apresenta dados referentes ao quantitativo de empresas brasileiras de navegação, à quantidade de embarcações de bandeira brasileira (próprias e afretadas a casco nu), à tonelagem de porte bruto – TPB e à idade média da frota. A fonte de dados é o Sistema Corporativo da

ANTAQ, tendo sido extraídos do Sistema de Informações Gerenciais – SIG da ANTAQ. Os gráficos 1 a 4 apresentam a evolução desses agregados entre 2010 e 2012. Já a tabela 1 ilustra quais empresas atuam e quantas embarcações e TPB estão disponíveis (com base em 31/12/2012) para cada segmentação de natureza da carga – granel sólido, granel líquido, carga geral conteinerizada e carga geral solta. Por fim, os gráficos 5 a 8 mostram a distribuição da frota (quantidade e TPB) pelas principais empresas e pelos principais tipos de embarcação.

A operação de transporte na cabotagem é tratada na seção

seguinte, ilustrando as toneladas transportadas por natureza da carga, bem como o TKU (toneladas por quilômetro útil) gerado no período. Os dados de tonelagem constam no Sistema de Desempenho Portuário (SDP) e foram extraídos do Sistema de Informações Gerenciais (SIG). Além disso, constam nos anuários estatísticos aquaviários de 2010 a 2012, disponíveis na página da ANTAQ na internet. Já a apuração do TKU 1

1. Embora os dados de evolução apresentados neste trabalho refiram-se ao período 2010 a 2012, a análise do TKU trata somente do período 2011 a 2012, em decorrência de ajustes para aperfeiçoamento de posição e distância entre portos/ terminais no SIGTAQ.

Estudo dE CabotagEm

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utiliza os dados de tonelagem e as distâncias percorridas entre cada par origem-destino no transporte,
utiliza os dados de tonelagem e as distâncias percorridas entre cada par origem-destino no transporte,

utiliza os dados de tonelagem e as distâncias percorridas entre cada par origem-destino no transporte, que é fornecida pelo Sistema de Informações Georreferenciadas da ANTAQ (SIGTAQ). O indicador TKU, definido como “toneladas por quilômetro útil”, corresponde a um determinado peso transportado multiplicado pela distância percorrida pelo modal, sendo uma medida comumente utilizada para avaliar a eficiência em transportes de carga.

Por fim, na terceira seção, são apresentados os fretes básicos médios para se transportar 1.000 toneladas por quilômetro percorrido em cada rota selecionada, praticados na navegação de cabotagem para os grupos de mercadoria com tonelagem mais representativa no período. Neste caso, foram selecionadas as rotas mais significativas para cada grupo de mercadoria.

Para o cálculo do frete básico médio foram utilizados dados disponibilizados nos relatórios gerenciais do Sistema Mercante (Departamento de Marinha Mercante – Ministério dos Transportes) e nos Anuários Estatísticos Aquaviários (AEA) elaborados pela ANTAQ.

Inicialmente, buscou-se utilizar somente os relatórios gerenciais do Mercante na opção “Consultar estatística de frete médio”. Neste caso

é

possível solicitar informações por período, NCM posição, rota por porto

e

por país. Nos relatórios gerados são apresentadas informações sobre

tipo e peso da carga, número de conhecimentos eletrônicos, valores de frete básico, valores de taxas do frete, valores de frete total, assim como medidas de posição associadas a estes dados - média, moda e mediana.

À medida que as consultas foram sendo realizadas, notaram- se inconsistências nos dados de peso transportado, o que gerava significativas distorções nos fretes médios por tonelada. Assim sendo, optou-se por adotar o AEA-ANTAQ para as informações relativas às quantidades transportadas na cabotagem para o período em análise.

Para o estudo, foram selecionados oito grupos de mercadorias mais representativos no que se refere à tonelagem transportada, quais sejam: combustíveis e óleos minerais, bauxita, carga geral conteinerizada (contêineres cheios), madeira, minério de ferro, celulose, soda cáustica e sal. Posteriormente, foram destacadas as principais rotas utilizadas para

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o transporte dessas mercadorias no período 2010-2012. É importante esclarecer que a Agência, no intuito
o transporte dessas mercadorias no período 2010-2012. É importante esclarecer que a Agência, no intuito

o transporte dessas mercadorias no período 2010-2012. É importante

esclarecer que a Agência, no intuito de facilitar a divulgação dos resultados anuais de movimentação portuária e transporte de cargas, reuniu em oitenta grupos de mercadorias todos os produtos previamente classificados de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM.

Seguindo o agrupamento de mercadorias definido pela ANTAQ

e as rotas selecionadas, foram pesquisados os fretes básicos no maior

detalhamento disponível nos relatórios gerenciais do Sistema Mercante, ou seja, utilizando-se os quatro primeiros dígitos do Sistema Harmonizado

de Designação e de Codificação de Mercadorias (NCM posição).

Assim sendo, os fretes básicos médios foram calculados dividindo- se o frete básico total de cada grupo de mercadoria (Sistema Mercante), nas rotas previamente selecionadas, para cada 1.000 toneladas transportadas dos mesmos nos anos de 2010, 2011 e 2012 (Anuário Estatístico Aquaviário).

ASSUNTO

a) Estrutura de mercado

Atualmente, existem 42 empresas brasileiras de navegação – EBN autorizadas a operar na navegação de cabotagem no Brasil. Estas EBN disponibilizam uma frota de 155 embarcações de aptas a este tipo de navegação 2 , totalizando três milhões de tonelagem de porte bruto – TPB, em com uma idade média de 16,5 anos por embarcação.

Entre 2010 e 2012, houve um incremento na quantidade de EBN (de 37 para 42), uma expansão na quantidade de embarcações (de 152 para 155) e na TPB total (de 2.987 mil para 3.024 mil), além da queda

2. Na consolidação da frota mercante de cada empresa, são consideradas todas as embarcações cuja posse esteja com a mesma, ou seja, as embarcações próprias (desde que não fretadas a casco nu para terceiros) e as que a empresa afretou a casco nu. As demais modalidades de afretamento (tempo, viagem, espaço) não transferem a posse da embarcação, portanto não são considerados na consolidação da frota de determinada empresa.

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da idade média (de 18,3 para 16,5 anos), motivada principalmente pela renovação de embarcações dos
da idade média (de 18,3 para 16,5 anos), motivada principalmente pela renovação de embarcações dos

da idade média (de 18,3 para 16,5 anos), motivada principalmente pela renovação de embarcações dos tipos petroleiro, graneleiro, barcaça, tanque químico, multi-propósito e lancha, seja pela incorporação à frota de embarcações mais novas, seja pela saída de embarcações de idade mais avançada.

Gráficos 1 a 4 – Evolução da quantidade de EBN, quantidade de embarcações, TPB total e idade média da frota na navegação de cabotagem – 2010 a 2012

Gráfico 1 – Quantidade de EBN Gráfico 2 – Quantidade de embarcações 156 42 155
Gráfico 1 – Quantidade de EBN
Gráfico 2 – Quantidade de embarcações
156
42
155
152
37
37
2010
2011
2012
2010
2011
2012
Gráfico 3 – TPB total (x 1.000)
Gráfico 4 – Idade Média
2.987
2.993
3.024
18,3
17,4
16,5
2010
2011
2012
2010
2011
2012

ESTUDO DE CABOTAGEM

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O mercado de cabotagem no transporte de carga geral (solta e conteinerizada) é relativamente pulverizado.
O mercado de cabotagem no transporte de carga geral (solta e conteinerizada) é relativamente pulverizado.

O mercado de cabotagem no transporte de carga geral (solta e conteinerizada) é relativamente pulverizado. Mais da metade das EBN autorizadas operam neste segmento, utilizando grande diversidade de navios, tais como porta-contêineres, cargueiros, balsas, rebocadores/ empurradores e barcaças.

Diferentemente da carga geral, nos granéis observa-se uma maior concentração de mercado, com reduzido número de EBN, que operam embarcações especializadas de elevado porte bruto.

Tabela 1 – Estrutura de mercado da cabotagem brasileira: EBN, quantidade de embarcações, tipo de embarcações, natureza da carga e TPB disponível – dez 2012 3

Natureza

Número de

Empresas brasileiras de navegação (EBN)

Número de

Tipos de

TPB

da Carga

empresas

embarcações

embarcações

disponível

   

Norsul, Norsulmax, Elcano,

 

Graneleiro

 

Granel Sólido

7

H.Dantas, Lyra, Pancoast, Libra

15

Cargueiro

701.093

Multi-Propósito

       

Petroleiro

 

Gases liquefeito

Granel Líquido

5

Petrobras, Transpetro, Elcano, Flumar, Agemar

49

Tanque químico

1.602.017

Navio cisterna

 

Outras

   

Aliança, NTL, Vessel-Log, AGS, Alfamares, Atalaia, Burra Leiteira, Norsul, Graninter, Guinmar, In Company, Jaqueline, Locar,

 

Cargueiro Porta-Contêiner Balsa, Barcaça,

 

Carga Geral Solta

25

Marforte, Martin Leme, MS, Paolo Garabuggio, Rabo de Peixe, Radiance, Sela Gineta, Superpesa, Tranship, Transnave, Zemax, Agemar

87

Bote, Flutuante, Lancha Rebocador/empurrador Ro-Ro, Outras

502.644

Carga Geral

 

Aliança, NTL, Vessel-Log, Log-In, Mercosul Line

     

Conteinerizada

5

15

Porta-Contêiner, Cargueiro

442.516

3. Algumas empresas atuam no transporte de mais de uma natureza de carga. Portanto, o quantitativo de empresas, o número de embarcações e a TPB disponível que são ilustrados nesta tabela aparecerão repetidos em algumas linhas, não devendo ser somados para contabilização do total. Além disso, não foram contempladas seis empresas autorizadas na cabotagem que em 31/12/2012 não apresentavam frota em operação (cascos em construção, contratos de afretamento vencidos e passíveis de aditamento). Por fim, neste estudo não foram consideradas embarcações afretadas nas modalidades tempo, viagem e espaço.

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A maior frota de bandeira brasileira é do Sistema Petrobras (Petrobras e Transpetro), com 41
A maior frota de bandeira brasileira é do Sistema Petrobras (Petrobras e Transpetro), com 41

A maior frota de bandeira brasileira é do Sistema Petrobras (Petrobras e Transpetro), com 41 embarcações, o que representa 26% do quantitativo e totaliza 1.525 mil TPB (50% do total). Em seguida, situam- se o grupo Norsul/Norsulmax, com 25 embarcações e 373 mil TPB, e a Empresa de Navegação Elcano S.A., com 10 embarcações e 340 mil TPB. O conjunto dessas três empresas atinge o nível de 74% da tonelagem da frota brasileira.

Em quarta posição, coloca-se a Aliança Navegação e Logística Ltda., com uma frota de seis embarcações e 185 mil TPB. A Mercosul Line aparece em seguida, com três embarcações e 106 mil TPB. Essas cinco empresas juntas representam 84% da TPB total da frota brasileira de cabotagem.

Gráfico 5 – TPB das principais empresas (x 1.000)

1.525 373 340 185 106 96 57 51 51 47 39 38
1.525
373
340
185
106
96
57
51
51
47
39
38

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Gráfico 6 – Quantidade de embarcações das principais empresas 41 25 10 6 3 3
Gráfico 6 – Quantidade de embarcações das principais empresas 41 25 10 6 3 3

Gráfico 6 – Quantidade de embarcações das principais empresas

41 25 10 6 3 3 2 2 2 1 1 1
41
25
10
6
3
3
2
2
2
1
1
1

Em decorrência da predominância da Petrobras, as 37 embarcações do tipo petroleiro tem uma capacidade de 1.485 mil TPB, o que representa 49% da tonelagem da frota brasileira. Em seguida, situam- se os graneleiros, que totalizam 12 embarcações, com uma capacidade de 563 mil TPB. Os porta-contêineres, com uma capacidade de 414 mil TPB, somam 14 embarcações. Estes três tipos de embarcação juntos representam 95% da frota de cabotagem brasileira. Contudo, são tipos heterogêneos, atuando em mercados distintos. Este dado constitui apenas um agregado numérico ilustrativo, mas importante para uso de um apanhado geral da capacidade da cabotagem. Já as embarcações do tipo barcaça totalizam 148 mil TPB distribuídas em 29 embarcações – segundo maior quantitativo da frota de bandeira brasileira na cabotagem.

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Gráfico 7 – TPB dos principais tipos de embarcação (x 1.000) 1.485 563 414 148
Gráfico 7 – TPB dos principais tipos de embarcação (x 1.000) 1.485 563 414 148

Gráfico 7 – TPB dos principais tipos de embarcação (x 1.000)

1.485 563 414 148 119 75 51 46 39
1.485
563
414
148
119
75
51
46
39

Gráfico 8 – Quantidade de embarcações dos principais tipos de embarcação

37 29 14 13 12 9 3 2 1
37
29
14
13
12
9
3
2
1

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b) Transporte Entre 2010 e 2012 foram transportadas 402 milhões de toneladas na navegação de
b) Transporte Entre 2010 e 2012 foram transportadas 402 milhões de toneladas na navegação de

b) Transporte

Entre 2010 e 2012 foram transportadas 402 milhões de toneladas na navegação de cabotagem brasileira. Os granéis representaram aproximadamente 92% de toda tonelagem transportada, sendo 79% de granel líquido e 13% de granel sólido. Já a carga geral - solta e conteneirizada - respondeu por 8% do transporte, cada qual contribuindo com 4% do peso total.

No tocante aos granéis líquidos, os grupos de mercadorias mais representativos são combustíveis e óleos minerais e soda cáustica, totalizando 314 milhões de toneladas transportadas de 2010 a 2012. Em relação aos granéis sólidos, destacam-se a bauxita, o minério de ferro e o sal com 48 milhões de toneladas para o período em análise.

Na carga geral solta, as mercadorias relevantes são a madeira e a celulose (nove milhões de toneladas). Por meio de contêineres foram movimentadas cerca de 17 milhões de toneladas de produtos nos últimos três anos.

Tabela 2 – Principais grupos de mercadorias transportadas na cabotagem – 2010 a 2012

Natureza da

 

Quantidade Transportada (t)

Total

 

Grupo de Mercadoria

 

%

carga

 

2010

2011

2012

2010 a 2012

 
 

Combustíveis e óleos minerais

100.908.028

102.270.968

107.048.724

310.227.720

77,1

Granel líquido

Soda cáustica

1.385.464

1.087.540

1.036.587

3.509.591

0,9

 

Bauxita

13.661.533

14.813.321

13.986.532

42.461.386

10,5

Granel sólido

Minério de ferro

637.233

723.952

1.440.224

2.801.409

0,7

Sal

949.603

895.161

844.378

2.689.142

0,7

Carga geral

           

Contêineres cheios

4.741.731

5.568.858

6.354.679

16.665.268

4,1

conteneirizada

           

Carga geral

Madeira

1.915.784

1.947.286

1.944.853

5.807.923

1,4

solta

Celulose

780.752

1.004.540

1.083.542

2.868.834

0,7

 

Subtotal

124.980.128

128.311.626

133.739.519

387.031.273

96,1

 

Total

130.708.598

133.275.402

138.645.183

402.629.185

100,0

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Houve um crescimento de 2% no TKU da cabotagem brasileira entre 2011 e 2012, com
Houve um crescimento de 2% no TKU da cabotagem brasileira entre 2011 e 2012, com

Houve um crescimento de 2% no TKU da cabotagem brasileira entre 2011 e 2012, com destaque para a expansão da carga geral conteinerizada, tanto em valores absolutos como em termos percentuais. Entretanto, a natureza da carga com maior participação no TKU total é o granel líquido (64%), decorrente da expressividade do transporte de petróleo e derivados na cabotagem brasileira.

Tabela 3 - Tonelada por Quilômetro Útil (TKU) na navegação de Cabotagem no Brasil – 2011 x 2012

Natureza da Carga

TKU 2011 (x 10 6 )

TKU 2012 (x 10 6 )

Var %

Carga Geral Solta

3.141

3.538

13%

Carga Geral Conteinerizada

20.416

23.653

16%

Granel Líquido

92.259

93.731

2%

Granel Sólido

29.257

26.530

-9%

Total Geral

145.073

147.453

2%

As variações apresentadas no TKU são sensíveis tanto às oscilações mais representativas na tonelagem transportada, quanto às alterações de tonelagens (mesmo em menor escala) ocorridas em trechos de longas distâncias. Desse modo, o resultado obtido não foi decorrente de um movimento uniforme, mas da combinação dos vetores que elevaram ou que reduziram o TKU entre 2011 e 2012. São, portanto, relacionados a seguir, os principais vetores que contribuíram para a expansão do TKU em 2012.

- Aumento da tonelagem de petróleo e derivados transportada

das plataformas para os portos e terminais, sobretudo aqueles localizados nos estados BA, RS e SP;

- Aumento da tonelagem transportada a partir porto de Manaus (AM)

e com destino os estados BA (granel líquido; distância aproximada

de 4,5 mil km), RJ e SP (contêineres; distância superior a 6 mil km);

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- Aumento da tonelagem de granel líquido transportada do porto de Itaqui (MA) para o
- Aumento da tonelagem de granel líquido transportada do porto de Itaqui (MA) para o

- Aumento da tonelagem de granel líquido transportada do porto de Itaqui (MA) para o TUP Manaus (distância aproximada de 2,2 mil km);

- Aumento da tonelagem de contêineres e granel líquido transportada dos portos de Recife e Suape (PE) para o estado de SP (distância média de 2,5 mil Km).

c) Fretes

A tabela 4 a seguir mostra os grupos de mercadoria com tonelagem mais representativa em relação ao total da natureza da carga. Ilustra ainda as rotas com maior participação na tonelagem por grupo de mercadoria.

Em seguida, a tabela 5 ilustra a evolução dos fretes básicos médios praticados nas rotas selecionadas entre os anos de 2010 e 2012.

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T abela 4 – Grupos de mercadoria e rotas selecionadas por participação na tonelagem –
T abela 4 – Grupos de mercadoria e rotas selecionadas por participação na tonelagem –

T abela 4 – Grupos de mercadoria e rotas selecionadas por participação na tonelagem – 2010 a 2012

   

Part. do GM na Natureza da Carga

     

Natureza da

Grupo de

Part. da Rota no GM

Origem

Destino

Carga

Mercadoria (GM)

   
   
     
 

Celulose

32,8%

TUP Belmonte

TUP Portocel

93,1%

Carga Geral Solta

Madeira

66,6%

TUP Fibria

TUP Portocel

99,5%

     

TUP Omnia

TUP Alumar

25,8%

Bauxita

88,0%

TUP Porto Trombetas

TUP Alumar

28,5%

TUP Porto Trombetas

Vila do Conde

44,5%

Granel Sólido

Minério de Ferro

5,8%

TUP Usiminas

77,5%

TUP Ponta de Ubu/TUP Praia Mole/Vitória

   
   

Areia Branca

Paranagua

18,5%

Sal

5,6%

Areia Branca

Santos

54,5%

Areia Branca

TUP Portocel

14,1%

     

Bacia petrolífera de Campos

   

TUP Almirante Barroso

28,3%

Bacia petrolífera de Campos

TUP Almirante Maximiano da Fonseca

 

14,6%

TUP Almirante Tamandaré

5,2%

Combustíveis e óleos minerais

96,0%

Bacia petrolífera de Campos

TUP Madre de Deus

 

4,3%

 

Bacia petrolífera de Campos

   

Bacia petrolífera de Campos

   

TUP São Francisco do Sul

6,6%

Granel Líquido

TUP Carmópolis

TUP Madre de Deus

2,1%

Vitória

TUP Almirante Barroso

6,2%

   

Maceió

Imbituba

5,7%

Maceió

Santos

13,6%

Soda Cáustica

1,0%

Maceió

Vitoria

12,4%

Aratu/TUP Dow Aratu

Santos

34,6%

     

Santos

Suape

4,1%

Santos

TUP Chibatão/SuperTerminais

6,8%

Santos

TUP Pecém

2,2%

Rio Grande

Salvador

2,8%

Carga geral contei- nerizada

Rio Grande

Suape

4,8%

Contêineres cheios

92,5%

Manaus

Santos

8,1%

 

Suape

TUP Chibatão/SuperTerminais

5,2%

Paranagua

Suape

2,0%

Itaguaí (Sepetiba)

Suape

2,3%

TUP Pecém

TUP Chibatão

2,2%

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Tabela 5 – Evolução do frete básico - R$/(1.000t *Km) – 2010 a 2012 Natureza
Tabela 5 – Evolução do frete básico - R$/(1.000t *Km) – 2010 a 2012 Natureza

Tabela 5 – Evolução do frete básico - R$/(1.000t *Km) – 2010 a 2012

Natureza da

Grupo de

         

Origem

Destino

2010

2011

2012

Carga

Mercadoria

         
         
 

Celulose

TUP Belmonte

TUP Portocel

67,31

60,60

42,44

Carga Geral Solta

Madeira

TUP Fibria

TUP Portocel

65,56

95,38

109,18

   

TUP Omnia

TUP Alumar

11,30

12,90

14,68

TUP Porto

       

TUP Alumar

Bauxita

Trombetas

13,12

13,50

15,71

 
 

TUP Porto

       

Vila do Conde

Trombetas

16,64

17,72

16,58

 

Granel Sólido

 

TUP Ponta de Ubu/TUP Praia Mole/Vitória

       

Minério de Ferro

TUP Usiminas

30,22

22,75

23,87

 

Areia Branca

Paranaguá

12,91

12,01

15,07

Sal

Areia Branca

Santos

10,37

9,51

7,45

Areia Branca

TUP Portocel

18,93

16,27

18,45

   

Bacia petrolífera de Campos

       

TUP Almirante Barroso

7,58

5,14

9,45

Bacia petrolífera de Campos

TUP Almirante Maximi- ano da Fonseca

     

14,11

57,05

3,99

Bacia petrolífera de Campos

TUP Almirante Taman- daré

     

18,12

13,81

12,90

Combustíveis e

Bacia petrolífera de Campos

       

Óleos Minerais

TUP Madre de Deus

7,21

5,46

3,70

Bacia petrolífera de Campos

TUP São Francisco do Sul

     

8,40

58,91

25,75

Granel Líquido

     
 

TUP Carmópolis

TUP Madre de Deus

22,28

25,96

21,04

Bacia Petrolífera do Espírito Santo

       

TUP Almirante Barroso

8,38

6,43

3,55

 

Maceió

Imbituba

30,20

27,35

29,39

Maceió

Santos

61,84

40,08

50,39

Soda Cáustica

Maceió

Vitoria

49,37

51,02

62,05

Aratu/TUP Dow Aratu

Santos

24,33

29,02

32,83

   

Santos

Suape

45,91

37,98

61,36

 

TUP Chiba-

     

Santos

tão/SuperTerminais

31,02

38,13

33,59

Santos

TUP Pecém

28,64

50,83

44,05

Rio Grande

Salvador

28,44

27,38

23,81

Rio Grande

Suape

32,75

25,81

24,29

Carga Geral

Contêineres

         

Conteinerizada

Cheios

Manaus

Santos

39,22

36,50

40,07

 

TUP Chibatão/TUP

     

Suape

40,95

58,34

52,28

SuperTerminais

       

Paranaguá

Suape

49,63

52,59

56,53

Itaguaí (Sepetiba)

Suape

16,44

18,92

46,68

 

TUP Chibatão/TUP

     

TUP Pecém

40,31

50,34

43,02

SuperTerminais

       

Estudo dE CabotagEm

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