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Boletim de D. António Barroso
III Série . Ano IV . N.º 11 . Abril / Setembro de 2014
A CAPELA-JAZIGO DE
D. ANTÓNIO BARROSO
A Junta de Freguesia de Remelhe efectuou um esclarecimento público acerca do
processo de concessão da Capela Jazigo de D. António Barroso. Entendeu fazer este
esclarecimento, datado de 17/05/2014, devido à publicação, num semanário de Barcelos,
de uma escritura de justifcação de posse da mesma Capela por usucapião. O justif-
cante, Pároco de Remelhe, declarou «na qualidade de presidente e representante da
Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Marinha de Remelhe», que esta é «dona e legitima
possuidora, com exclusão de outrem, há mais de oitenta anos, do prédio urbano com-
posto por capela com logradouro, denominada de Capela D. António Barroso, com a
superfície coberta de 27 m2 e descoberta de 179 m2». Em resposta, a autarquia veio
a público afrmar que esta tomada de posição do Pároco «mostra total deslealdade e
falta de respeito, não só para com a Junta de Freguesia, mas também para com todos
os habitantes». Assim se despoletou uma situação litigiosa que não se coaduna com a
memória de quem ali repousa.
1 - O assunto já vinha sendo tratado há algum tempo, e em 13 de Janeiro de
2014, a Junta de Freguesia solicitara à ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias),
um parecer jurídico sobre o assunto. A posição assumida por esta entidade credível é
fundamentada e cordata e parece-nos que poderia servir de base a um entendimento.
2 - Apoiada no mencionado parecer da ANAFRE, a Junta de Freguesia de Remelhe
decidiu: impugnar dentro dos prazos legais a justifcação por usucapião; publicar um edital
para declarar prescrita a favor da Freguesia de Remelhe a Capela-Jazigo de D. António
Barroso; dar cumprimento ao que sugere o parecer da ANAFRE, que transcrevemos:
«Face ao exposto, sugere-se que seja deliberada em reunião de Junta a concessão, aprova-
da a minuta do contrato e divulgado o acto
publicamente, justifcando a concessão priva-
tiva e sem concorrência com os motivos re-
lacionados com o processo de beatifcação»,
«ou seja um documento de entendimento entre
a Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Mari-
nha de Remelhe e a Causa da Postulação de D.
António Barroso no sentido de identifcarem a
quem será atribuída a concessão».
3 – Julgamos dever informar que a
Postulação e a Associação dos Amigos de
D. António Barroso estranhamente nunca
foram contactadas sobre este assunto. Na
Acta 115 da Assembleia da Freguesia de Remelhe, de 14/09/2012, escreve-se: «o Pre-
sidente da Junta informa que a questão foi colocada às três partes (família, fábrica da
igreja e amigos de D. António Barroso) e chegou-se à conclusão que seria melhor
ceder a capela à fábrica da igreja». Ignorou-se a Postulação e não se disse a verdade.
No respeitante aos Amigos de D. António, Associação presidida pelo signatário desde
17/09/2011, de facto não foi ouvida. Aproveita-se para recordar que, na análise desta
questão, o Direito Canónico também não pode ser ignorado.
4 – D. António Barroso merece que este assunto delicado seja tratado com decoro,
dignidade, transparência e verdade.
Amadeu Gomes de Araújo
(Vice-Postulador da Causa da Canonização de D. António Barroso)
O BÁCULO DO BISPO BARROSO
+++++
UM GESTO SIMBÓLICO DE
D. ANTÓNIO FRANCISCO, BISPO DO PORTO
1 - No dia 06 de Abril de 2014, a Igreja do Porto recebeu o
seu novo Bispo, D. António Francisco dos Santos. Oriundo
de uma terra onde abundam as amendoeiras, pronunciou
palavras com perfume e sabor a profecia. «Os pobres não
podem esperar», há que fazer face a uma crise «por demais
arrastada», afrmou no momento da
entrada solene na diocese. «Sejamos
ousados, criativos e decididos sem-
pre, mas sobretudo quando e onde
estiverem em causa os frágeis, os po-
bres e os que sofrem. Esses devem
ser os primeiros porque os pobres
não podem esperar! Temos na histó-
ria da Igreja do Porto “modelos de
caridade” que nos podem guiar nes-
te caminho», assegurou ainda.
2 - Modelos de caridade, como D.
António Barroso que era conhecido
por “Pai dos Pobres”, entre o povo
anónimo da cidade. São inúmeros os
testemunhos de que era este o tratamento dado por muitos
portuenses ao seu bispo. A imprensa apelidava-o de «bispo
esmoler», e D. António Augusto de Castro Meireles, que lhe
veio a suceder no governo da diocese (1929-1942), dele
escreveu: «Dos pobres e dos humildes fez os seus amigos
de todos os dias». E dele afrmou também o Pe. Américo,
fundador da Obra do Gaiato: «A sua grande loucura está no
amor aos pobres». Por isso, no fnal dos seus dias, pôde es-
crever em jeito de testamento: «Nasci pobre e pobre quero
morrer».
3 – Quis a Providência que a entrada solene de D. António
Francisco acontecesse na data em que se comemorava o
centenário do regresso de D. António Barroso à sua dio-
cese, após o exílio a que tão injustamente foi sujeito por
Afonso Costa (03 de Abril de 1914).
Sabemos da admiração que o novo Bispo do Porto tem
pelo seu antecessor: «Tenho muita admiração pelo Sr. D.
António e rezo para que seja Beatifcado. Fui Bispo Auxiliar
de Braga e fui várias vezes a Remelhe, junto do Túmulo des-
te grande Bispo Missionário». No fnal da cerimónia da sua
entrada solene na diocese, no momento da apresentação
de cumprimentos, confdenciou-nos: «Repare no báculo que
estou a usar nesta celebração: é o mesmo que usava D. An-
tónio Barroso». Um gesto carregado de simbolismo. Nada
acontece por acaso. A. G. A.
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Santa Casa da Misericórdia de Barcelos,
presidente da Associação Comercial de
Barcelos, sócio da Sociedade de Geografa,
Clube Militar Naval, do Instituto Minhoto
de Estudos Regionais, do Grémio Militar
de Macau e Hong Kong Clube.
Colaborou no Barcelense, na Defesa
Nacional e no Boletim de Etnografa e His-
tória do Douro Litoral. Dedicou-se a estu-
dos históricos, etnográfcos, folclóricos,
genealógicos e heráldicos. Foi louvado
várias vezes, entre elas, pelos serviços
prestados nas operações de guerra em
Gaza, em Macau, por serviço prestado
nas Portas do Cêrco, e por serviços pres-
tados na ocasião da enchente do Dou-
ro, em 1935 e do temporal de 1937. Em
15/2/1943 passou à situação de reforma.
Era Cavaleiro da Ordem da Torre e Es-
pada, condecorado com as medalhas de
prata da Rainha D. Amélia, por campanhas
no Ultramar (Namarraus, 1897, Gaza,
1898, e Burué, 1902), com a medalha de
ouro de Homenagem Nacional aos He-
róis de Ocupação do Império; era ainda
Cavaleiro da Legião de Honra de França.
Foi agraciado com o título de Conde de
Vilas Boas, por D. Carlos, por decreto
de 20/5/1907, reconhecido pelo Conse-
lho de Nobreza por alvará de 30/3/1951;
Boletim de D. António Barroso
Por António Júlio Limpo Trigueiros, SJ
A 9 de Março de 1902, D. António
será novamente padrinho em Remelhe,
desta feita do sobrinho mais novo, Abílio
de Sousa Barroso, 5º flho de seu irmão
Manuel José e cunhada D. Angelina. Aliás
os dois sobrinhos de que foi padrinho
Adolfo e Abílio de Sousa Barroso vieram
a embarcar para o Brasil nos anos 20 e
faleceram casados na cidade de S. Paulo.
Abílio de Sousa Barroso veio a falecer em
1967, na cidade de S. Paulo. Ali vive ainda
hoje a sua descendência.
A 11 de Maio de 1915, D. António
Barroso foi a Espanha, à cidade de Lugo,
baptizar o primeiro flho varão (e quar-
to na ordem de nascimento) do barce-
lense Conde de Vilas Boas, que recebeu
o nome do pai, Fernando de Magalhães
e Meneses Forjaz, e tinha nascido a 11
de Abril de 1915, nessa cidade espanho-
la. Reproduzimos duas fotografas desse
dia, onde, na primeira D. António apare-
ce com o futuro Conde de Vilas Boas ao
colo, e acompanhado de um outro eclesi-
ástico e na segunda o mesmo menino ao
colo de seu pai, o 1º Conde de Vilasboas
(1). O menino veio pois a ser o 2º Conde
de Vilas Boas e 4º Barão de Vilalva (por
alvará de 1/12/1956, reconhecido pelo
Conselho de Nobreza), e Agente Técni-
co de Engenharia pelo Instituto Industrial
do Porto e veio a falecer a 14 de Junho
de 1958, vítima de um acidente de viação,
próximo da Régua, solteiro, e foi sepul-
D. António Barroso com o futuro
Conde de Vilas Boas
D. ANTÓNIO BARROSO, UM HOMEM DE AFECTOS
D. ANTÓNIO E AS CRIANÇAS (3.ª parte)
tado na Capela de São José, do Paço de
Airó.
Seu pai, Fernando de Magalhães
e Meneses, 1º Conde de Vilas Boas,
(1873/1951), foi senhor da Casa Vilas
Boas, na rua da Ponte (que hoje se cha-
ma em sua homenagem rua Fernando de
Magalhães), em Barcelos, e da quinta do
Paço, em Airó. Frequentou a Academia
Politécnica do Porto e a Escola Politécni-
ca de Lisboa, onde tirou os preparatórios
para a Escola Naval, em que fez o curso
de Marinha, assentando praça como As-
pirante de 2ª classe, em 1890. Serviu na
corveta Duque da Terceira, nos cruzado-
res Vasco da Gama e D. Carlos, na canho-
neira Liberal, no vapor Neves Ferreira,
etc. Quando embarcado na canhoneira
Liberal, em Moçambique, foi mandado
destacar para tomar parte nas operações
contra os Namarrais, em 24/1/1897.
Em Setembro do mesmo ano, foi no-
meado Comandante do vapor Luabo e
mais tarde comandou também a lancha-
-canhoneira Obus. Exerceu ainda o lugar
de intendente do Chinde, de Governador
da Zambézia e Inhambane, interinamente,
e Comandante da esquadrilha de Louren-
ço Marques e, em terra, foi adjunto do
Departamento Marítimo do Norte, capi-
tão do Porto de Vila do Conde e fez ser-
viço no corpo de Marinheiros. Em 1908,
foi nomeado administrador do concelho
de Barcelos, lugar de que foi exonerado
a 7/10/1910. Em 12/12/1910, foi mandado
passar à situação de licença ilimitada e em
16/9/1911 foi-lhe dada a demissão de Of-
cial da Armada que tinha pedido, por ser
monárquico convicto, o que lhe valeu a ele
e sua família uma longa permanência no
exílio em Espanha (primeiro em Madrid e
depois em Lugo). Foi apenas reintegrado
no serviço, já na situação de reserva, em
2/12/1931. Exerceu também os lugares de
administrador do concelho de Esposende
e de presidente da Câmara de Barcelos
e foi adjunto do Presidente da Casa dos
Pescadores do Porto. Foi ainda presiden-
te do Sindicato Agrícola e Provedor da
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neto, António Pinheiro Barroso, nascido a
9 de Agosto desse ano, flho dos mesmos
sobrinhos Professor António de Sousa
Barroso e de sua 1ª mulher D. Cristina
de Jesus Macedo Pinheiro, igualmente
professora. Assina o registo como “Antó-
nio, Bispo do Porto”. Este aflhado veio a
licenciar-se em Engenharia Técnica Civil
pelo Instituto Industrial do Porto e foi
funcionário da Direcção Geral de Estra-
das de Viana do Castelo, perito avaliador
e membro da direcção do Lar de Santa
Teresa. Casou em 1950, em Viana do Cas-
telo com D. Maria José Taveira da Fonseca
Gonçalves Pequeno, de quem teve dois
flhos. Veio a falecer a 12 de Outubro de
2001, em Viana do Castelo.
Foram estes os aflhados e crianças
que D. António Barroso baptizou, que
conseguimos localizar. Mais haverá cer-
tamente… Desde sobrinhos e sobrinhos
netos, flhos de primos e de amigos de
infância, até flhos de familias de destaque
como foram o caso da do Conde de Vilas
Boas, do juiz Dr. Agostinho Sotto Mayor
ou do Dr. José de Castro Figueiredo Fa-
ria. A todos D. António tratou com igual
afecto e aceitou acompanhar espiritual-
mente, sem fazer nenhuma acepção de
pessoas. O bom humor e afabilidade que
certamente o caracterizavam levou a que
estabelecesse ao longo da sua vida apos-
tólica uma vasta rede de amizades em
todos os locais por onde passava.
(1) Agradecemos à Ex.ma Senhora D. Isabel Ale-
xandra Felgueiras Gayo Maia de Loureiro Ferreira
Braga, senhora da Casa da Barreta, em Barcelos, a
amável cedência das duas fotografas do Conde de
Vilas Boas que aqui publicamos.
Agradecemos também à Ex.ma Senhora D. Otí-
lia Barroso Castelo Grande Limpo Trigueiros, sobri-
nha-neta de D. António Barroso, a oferta do cartão
de visitas que este usava.
Boletim de D. António Barroso
O Conde de Vilas Boas com o seu flho
Fernando ao colo
Cartão de visitas usado por
D. António Barroso
Professor António de Sousa Barroso, sua irmã D. Violante de Sousa Barroso e seus flhos
Adozinda Pinheiro Barroso e António Pinheiro Barroso
3º Barão de Vilalva de Guimarães (alvará
do Conselho de Nobreza de 1/12/1956).
Veio a falecer a 3 de Dezembro de 1951,
na Casa Vilas Boas, em Barcelos e foi se-
pultado na Capela de São José, na Quinta
do Paço, em Airó.
Casara a 28/5/1908, na Sé Velha de
Coimbra, com D. Maria Luísa Forjaz Ko-
pke Severim de Sousa Lobo (1886/1975),
nascida em Santo André de Esgueira,
Aveiro. Foram pais de seis flhos, tendo a
primeira nascido em Barcelos em 1910, e
os restantes nascidos já no exílio, em Es-
panha (a 2ª em Madrid e os restantes em
Lugo), onde estiveram exilados durante a
1ª República.
Os laços de amizade do Conde de Vi-
las Boas com D. António Barroso podem
provir dos tempos passados em Moçam-
bique e da partilha dos mesmas convic-
ções religiosas e políticas, bem como da
mesma situação de perseguição e exílio
durante os anos mais ferozes da 1ª Repú-
blica, a que a comum origem barcelense
veio ainda mais reforçar.
A 1 de Agosto de 1916 baptiza em
Remelhe a primeira sobrinha neta, Ado-
zinda do Carmo Pinheiro Barroso, flha
do Professor António de Sousa Barroso
e de sua mulher D. Cristina de Jesus Ma-
cedo Pinheiro. Esta aflhada veio a casar
com Manuel Senra Simões, da Casa de
Santiago e foi mãe de cinco flhos, vi-
vendo na Casa de Vilar (que herdou de
seus parentes António Barroso da Silva,
O Brasileiro de Vilar e mulher D. Margarida
Alves Ferreira). Nesta casa veio a falecer
em 1998.
A 5 de Outubro de 1917 será padri-
nho em Remelhe, juntamente com D. Ma-
ria José de Brito Limpo, da Casa da Tor-
re de Moldes, de seu segundo sobrinho
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Boletim de D. António Barroso
AMIGOS DE D. ANTÓNIO BARROSO EM ACÇÃO
Artesãos de Barcelos
homenageiam
D. António Barroso
No dia 31 de Maio de 2014, re-
alizou-se no Posto de Turismo de
Barcelos uma original exposição de
artesanato dedicada à “Vida e Obra
de D. António Barroso”, insigne bis-
po do Porto, natural de Remelhe.
Esta interessante exposição de
peças realizadas pelos mais con-
ceituados artesãos do concelho de
Barcelos partiu da iniciativa do Sr.
António São Bento, e, desde a pri-
meira hora, contou com a colabora-
ção do Centro Social de Remelhe, e
particularmente da Arquitecta Filipa
Craveiro. À ideia lançada por estes
dois Amigos de D. António Barroso
que são também sócios do referi-
do Centro Social, construído sob os
auspícios do grande bispo missioná-
rio, responderam muitos artesãos
barcelenses que ao longo de sema-
nas se empenharam em exprimir
pelas suas mãos criadoras a forma
como conhecem, como sentem e
como valorizam a vida e a obra do
seu conterrâneo ilustre que morreu
com fama de santidade, depois de
uma vida exemplar, marcada pela
dedicação aos pobres, pela cora-
gem perante os prepotentes e por
um enorme espírito de sacrifício.
Cada um interpretou à sua manei-
ra o percurso da vida e da obra de
D. António Barroso, através do que
melhor sabem fazer, a sua arte.
A honra da abertura coube a
Monsenhor Abílio Tavares Cardoso,
Dom Prior de Barcelos, e contou
com a presença de ilustres convi-
dados bem como de pessoas anó-
nimas, capazes de entender como
ninguém esta forma de expressão
artística.
A exposição, que contou com
o apoio da Escola Proftecla e dos
seus alunos, bem como do Rotary
Club de Barcelos, encerrou no dia 1
de Julho de 2014. As peças continu-
am disponíveis para visita nas insta-
lações do Centro Social de Reme-
lhe. De algumas delas apresentamos
em seguida algumas imagens.
JANTAR DE
BENEFICÊNCIA
Associado a esta iniciativa, re-
alizou-se um jantar de benefcên-
cia para apoio ao Centro Social D.
António Barroso. Assim, no dia 7
de Junho decorreu na Quinta das
Tendinhas, em Remelhe, um jantar
para angariação de fundos a favor
do Centro.
A noite de convívio contou com
cerca de 300 convidados, e decor-
reu com muita animação e música
a cargo do agrupamento Orquestra
Aplauso. Efectuou-se um leilão de
peças oferecidas pelos mais respei-
tados e reconhecidos artesãos de
Barcelos, revertendo o valor destas
para o Centro Social de Remelhe.
Surpresas várias e prémios diver-
sos surpreenderam os convidados
e contribuíram para animar a noite.
Para o sucesso deste grande
evento, o Centro Social de Remelhe
D. António Barroso contou com o
esforço e com o apoio de muitos
colaboradores, parceiros e patroci-
nadores aos quais manifesta a sua
gratidão.
Maria Adelaide Neiva Jesus
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Boletim de D. António Barroso
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Boletim de D. António Barroso
D. António Moiteiro Ramos
nomeado Bispo de Aveiro
No passado dia 4 de Julho, o Papa Francisco nomeou novo bispo de Aveiro D.
António Moiteiro Ramos, até agora auxiliar da Arquidiocese de Braga. O prelado vai
tomar posse a 13 de Setembro, sucedendo a D. António Francisco dos Santos que,
em Abril deste ano, tomou posse como bispo do Porto. O novo bispo de Aveiro
de 58 anos, é natural da freguesia de Aldeia de João Pires, Concelho de Penamacor,
Diocese da Guarda e Distrito de Castelo Branco. É doutorado em Teologia Pastoral.
O Boletim sauda o novo Bispo de Aveiro e agradece-lhe o interesse e o apoio que
a Causa de D. António Barroso lhe tem merecido. Escreveu recentemente: «Faço
votos que o processo de Beatifcação deste admirável pastor chegue à tão desejada
Beatifcação o mais rápido possível».
As Missões criadas por D. António Barroso em Angola estão hoje
à responsabilidade pastoral de D. Vicente Carlos Kiaziku, bispo da Dio-
cese de Mbanza Congo(na foto). Solicitou-nos uma breve biografa de
D. António Barroso, para divulgar entre os féis da sua Diocese. Os
flhos do Dr. José Ferreira Gomes, recentemente falecido, disponibili-
zaram-se para reeditar e oferecer a “Súmula Biográfca” de que o pai é
autor. O contentor chegou a Luanda a 1 de Julho. D. Vicente agradeceu
a oferta:
«Queira agradecer por mim aos flhos do autor. Cordialmente,
+ Vicente Kiaziku».
Mbanza Congo, terra onde D. António Barroso trabalhou durante 8 anos, passará a
dedicar um dia em cada ano à memória deste grande missionário, por decisão de D. Vi-
cente Kiaziku. A “Súmula Biográfca” agora enviada destina-se a apoiar esta iniciativa. Muitos
outros missionários e missionárias trabalharam e trabalham naquela região angolana. Re-
cordamos uma reportagem sobre Mbanza Congo, da autoria da Irmã Maria Augusta Faria,
Franciscana Missionária de Maria, que lá trabalhou entre 1967 e 1976.
Foi com muita satisfação que recebemos uma carta da Irmã Maria Celeste Lúcio, ex-
-Provincial deste Instituto, onde nos refere: «Passei a ser também grande admiradora de D.
António Barroso». Parabéns, Irmã Celeste! As Francianas Missionárias de Maria vêm desen-
volvendo uma acção notável no concelho de Barcelos, terra da naturalidade de D. António.
Da correspondência recebida, referimos ainda: «Meu nome é Fernanda Barroso e sou
sobrinha-neta de D. António Barroso. Meu pai (Adolpho Barroso) era seu sobrinho e af-
lhado. Resido no Brasil, na cidade de S. Paulo. Gostaria de informações sobre o processo
de canonização de D. António». Obrigado Fernanda. Esperamos ter em breve notícias para
lhe dar.
Irmã Maria de Lurdes Farinha Alves, Provin-
cial das Franciscanas Missionárias de Maria
FLORES PARA OS AMIGOS DE
D. ANTÓNIO BARROSO
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Boletim de D. António Barroso
PARABÉNS ÀS ZELADORAS DA CAPELA-JAZIGO!
Parabéns à equipa de gentis e dedicadas zeladoras que mantêm a capela-jazigo bem decorada e acolhedora, nos meses de Junho a De-
zembro! Junho - Gracinda da Costa Monteiro; Julho - Maria de Lurdes Miranda Senra e Margarida Barroso Simões; Agosto - Maria da
Conceição Campinho Ferros e Marília Falcão da Costa; Setembro - Maria Magalhães Faria Senra e Cristina Maria Faria Senra; Outubro
- Maria do Carmo Faria Araújo e Maria de Fatima da Cruz Brito; Novembro - Júlia Vilas Boas Gomes e Maria da Conceição Esteves
Martins; Dezembro - Otilia Simões Monteiro. Adelaide Araújo Simões
D. Francisco Senra Coelho nomeado Bispo Auxiliar de Braga
“Sou trigo minhoto, preparado no forno alentejano”
D. Francisco Senra Coelho, recentemente nomeado Bispo Auxiliar de Braga, foi
ordenado na Basílica Metropolitana de Évora, no dia 29 de Junho. Foram bispos
ordenantes D. José Alves, Arcebispo de Évora, que presidiu, D. Jorge Ortiga, Ar-
cebispo de Braga e D. Maurílio de Gouveia, Arcebispo Emérito de Évora. No fnal
da cerimónia da ordenação, declarou o seu empenho em acompanhar de perto as
populações mais carenciadas da Arquidiocese de Braga. Transmitiu “a toda a Igreja
de Braga a certeza” de uma especial proximidade aos “que sofrem, de todas as
periferias sociais e existenciais”. Sublinhou: “Se sou trigo vindo de uma família
do Minho, foi em Évora que me tornei pão”. Devoto de D. António Barroso, no
passado dia 9 de Novembro, apresentou no auditório da Câmara de Barcelos uma
notável conferência sobre “A Pastoral Colectiva do Episcopado Português, de 1910.
Da redacção à divulgação”. O Boletim sauda-o, D. Francisco!
FLORES PARA OS AMIGOS DE
D. ANTÓNIO BARROSO
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Boletim de D. António Barroso
DEVOTOS, AMIGOS E ADMIRADORES VISITAM D. ANTÓNIO
CONTAS EM DIA
A última relação de contas (até 28 de Fevereiro de 2014) está disponível no Boletim n.º 10, III Série. Desde
aquela data, até 30 de Junho de 2014, foram efectuadas as seguintes despesas: Escola Tipográfca das Missões.
Execução e expedição do Boletim n.º 10, III Série: 646,02 €; Consumíveis, expediente, correio, comunicações:
50,00 €. TOTAL: 696,02€.
Foram muito reduzidos os donativos recebidos no mesmo período para apoio à Causa da Canonização de
D. António Barroso e para as despesas do respectivo Boletim: Senhores Christiane Matos e João Barroso de Ma-
tos (Brasil): 100,00 €; Sra. D.ª Maria Júlia Costa e Almeida: 40,00 €; Dr. Serafm Fidalgo dos Reis: 50,00 €; Amadeu
Gomes de Araújo 30,00 €. TOTAL: 220,00 €.
Sendo muito reduzida a comparticipação dos Amigos de D. António Barroso, dos assinantes e dos leitores, e por-
que é tempo de férias, o presente Boletim, a exemplo dos anos anteriores, cobre os trimestres de Abril/Junho e Julho/
Setembro. Contamos com a vossa compreensão e desejamos a todos umas excelentes férias.
Para transferências bancárias que tenham a bondade de fazer para apoio à Causa da Canonização de D. António
Barroso e para as despesas deste Boletim, informamos que a conta em nome do «Grupo de Amigos de D. António Bar-
roso», na Caixa Geral de Depósitos, Oeiras, tem as seguintes referências:
NIB: 003505420001108153073. IBAN: PT50003505420001108153073. BIC: CGDIPTPL
VISITAS À CAPELA-JAZIGO. Março de 2014: Ana Brito de Sousa (Remelhe); Domingos Garrido Fonseca (Gamil):
Obrigado, D. António, por me ajudar sempre. De coração, obrigado. Te dou graças; Maria Magalhães Faria Senra (Remelhe); Antó-
nio Jesus Loureiro Gonçalves (Barcelos): Pedir graças; Luisa de Jesus Oliveira Xavier (Cabanelas – Vila Verde); Ana Maria Machado
de Oliveira (Cabanelas – Vila Verde); António Fernando Correia Xavier da Silva (Cabanelas – Vila Verde); Alcino Manuel Oliveira
Xavier (Cabanelas – Vila Verde); António Xavier (Cabanelas – Vila Verde); Maria Gomes de Faria (Remelhe); António Jesus Lou-
reiro Gonçalves (Barcelos): Pedir ajuda; Tiago Rafael Ferreira Couto: Pedir graças; Vítor Filipe Ferreira Couto (Remelhe): Pedir
graças; Ana Maria da Cruz Torres (Remelhe): Pedir graças; Ana Maria Santos (S. Martinho – Barcelos); Maria da Graça Lopes de
Campos (Arcozelo – Barcelos); Marco Paulo de Campos Araújo (Abade Neiva); Pe. José Adílio Macedo (Remelhe): Agradecendo;
António Jesus Loureiro Gonçalves (Barcelos): Pedir graças; José Padrão da Costa (Rates – Póvoa de Varzim); Maria Gorette Mace-
do (S. Veríssimo – Barcelos); Maria Margarida Barroso Simões (Remelhe); Maria Júlia Barroso Simões (Remelhe); Domingos Jesus
de Sá (Vila Nova de Gaia): Artrite no joelho. Saúde. Paz; Liliana Martinho Duarte de Sá (Vila Nova de Gaia): Saúde. Amor; Luís
Manuel Barbosa Soares de Sá (Vila Nova de Gaia): Saúde. Amor; Maria de Fátima Barbosa Soares de Sá (Vila Nova de Gaia): Saúde
e muito amor; António José Barbosa Soares de Sá (Vila Nova de Gaia): Obter emprego; Fernando Alírio Matos Leite Soares
(Porto): Saúde; Maria Emília Barbosa Soares (Porto): Saúde.
Abril de 2014: Alcina Eiras; Ana Maria (Ermesinde); Armando da Silva Melo (Arcozelo): Alcançar as minhas intenções; José
Rios Roriz (Cabanelas – Vila Verde); Albertina Faria Aldeia (Remelhe): Pede graças; Elisabete Alzira Carvalho Sá (Arcozelo): Pede
saúde; Mara Fernanda F. Guedes (Antas); António Barbosa Silva (Famalicão); Maria da Conceição Remelhe (Famalicão); Joaquim
da Silva Costa (Silveiros – Barcelos); António Ribeiro de Oliveira (Faria – Barcelos); Joaquim Vieira Correia (Vila Seca); António
Jesus Loureiro Gonçalves (Barcelos): Eu creio em ti; André Pereira; Adriano Gonçalves (Várzea): Paz e amor; Bruna Azevedo
(Remelhe); Joana Gomes (Remelhe); José Luís Lopes Peixoto (Gamil): Amor e paz; Eduardo M. B. Senra (Remelhe): Paz e amor;
Firmino Soares de Brito (Póvoa de Varzim); Susan Cretella (England); Domingos Garrido Fonseca (Gamil): Agradece; Maria Alice
Gomes de Faria (Remelhe); Elvira Moreira Pereira (Remelhe): Obrigada pelas graças obtidas; António Joaquim Pereira Silva (Rio
Covo – Sta. Eugénia); Ângela Gomes Ferreira; António Gonçalves Guimarães (Forjães); Carminda M. Bacelo (Forjães); Maria Emília
Rocha Lima; Maria Fernanda Gonçalves Araújo (Setúbal); Maria Clementina F. A. Gonçalves (Esposende); Maria do Carmo Fonseca
(Chorente); Maria Cândida Brito Alves (Carvalhal): Pedir graças; Maria Júlia Barroso Simões (Remelhe); Maria Margarida Barroso
Simões (Remelhe).
Maio de 2014: Florbela Monteiro Esteves Ferreira (Remelhe); Ana Brito de Sousa (Remelhe); Margarida Alves (Remelhe); Maria
José Cordeiro Duarte; Maria Alice Gomes de Faria (Remelhe); Carlos Alberto Silva Coutinho (Midões); Maria Julieta da S. Mendes
(Arcozelo); António Jesus Loureiro Gonçalves (Barcelos): Pedir graças; Amélia Silva; Marta Sofa Figueiredo Silva (Barcelos); Fir-
mino Sousa de Brito (Póvoa de Varzim); Maria Cândida Brito Alves (Carvalhal): Pedir graças; Pe. José Adílio Macedo (Remelhe):
Pedir graças; Ana Brito de Sousa (Remelhe); Florbela Monteiro Esteves Ferreira (Remelhe): Pedir graças; Ana Maria Alves Martins;
Maria José Cordeiro Duarte; Florbela Monteiro Esteves Ferreira (Remelhe): Pedir graças.
Junho de 2014: Leopoldina Carvalho da Silva (Remelhe); Adelaide Ferreira (Feitos): Pedir graças; Goretti Costa (Feitos); Maria
Alice Gomes de Faria; Leopoldina Carvalho da Silva (Remelhe); Maria Conceição Fernandes Penedos: Pedir graças; Leopoldina
Carvalho da Silva (Remelhe); Maria Emília dos Santos Figueiredo (Alvelos); Maria do Sameiro dos Santos Figueiredo (Barcelinhos);
Vítor Filipe Ferreira Couto (Remelhe); Tiago Rafael Ferreira Couto (Remelhe).

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