O jornal oficial da exposição

Millôr, 90 anos de nós mesmos
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Paraty, quarta-feira
30 de julho de 2014
A situação é grave. O espectro
do millorismo ronda Paraty e o
mundo. Neste exato momento,
milhares de perigosos milloris-
tas internacionais se preparam
para tomar o poder, millorifican-
do os corações e mentes das
novas gerações, facilmente ilu-
didas por insidiosas e nefandas
millorificações.
Nossos jovens serão facilmente
conquistados por millorífluas
palavras de ordem como “Livre
como um táxi”, “Divagar e
sempre” e outros pensamen-
tos milloristoides, contrários à
índole do nosso povo. E, como
se não bastasse esse perigo, Pa-
raty e o mundo também estão
sendo vítimas de millorologis-
tas e millorólogos radicais que
divulgam, na imprensa e nas
redes sociais, notícias falsas e
alarmistas sobre o aumento do
buraco do millôr. Nesta conjun-
tura adversa, as autoridades têm
que tomar uma atitude firme
para impedir o atual processo de
global millorification. Esperemos
que o bom senso prevaleça.
* Poucos instantes antes do
fechamento desta edição do
Daily Míllor, recebemos um
email pedindo um editorial
urgente e candente. Mas, como
o sistema caiu e não vimos o
fim da mensagem, ficamos sem
saber se o editorial era contra ou
a favor. Na dúvida, tiramos no
cara e coroa. Deu contra.
REINALDO
O CARTUNISTA REINALDO, QUE FALA HOJE NA TENDA DOS
AUTORES, DESTILA SUA INDIGNAÇÃO EM EXALTADO EDITORIAL
Basta!*
Reinaldo
Millôr Fernandes/Arquivo IMS
hai-kai Podes crer:
O pior cego
É o que quer ver
FIQUE CERTO:
O SEU
COMPLEXO DE
INFERIORIDADE
NÃO É
INFERIOR AO
DE NINGUÉM
AUTOR
HOMENAGEADO
DA FLIP 2014
CLÁssIcOS dO
em NOVA eDIçÃO
As artes plásticas são apenas
uma forma de patologia ótica.
Os estudantes dos males do
mundo deveriam olhar com
mais cuidado os desenhos
infantis – há sempre um sol bri-
lhando, mesmo que o dia seja
tempestuoso.
Jaguar tem dois lados, o lado
de lá de tarde bate sol, por
isso é que sua fisionomia é
toda contraluz. Movimenta-se
em vários sentidos, três deles
completamente neutros, nem
por isso, porém, impraticáveis.
Usa bigode, mas não se vê. É
patriota contratado esperando
efetivação. Com as suas
mãos conseguiu executar
uma terceira que usa para os
melhores desenhos que faz. É
casado mas não acredita no
inferno. Às sextas-feiras, às
vezes entrando pelo sábado é
apocalíptico. Em dias de alegria
fica triste mas esconde isso sob
tal tumulto que sempre recebe
o troféu alegria da festa. Tem
uma filha cor de rosa e um filho
verde, nascido misteriosamente
em Pirassununga, alguns anos
atrás, quando um OVNI baixou
por lá.
Período efervescente do Pas-
quim. Parecia até que o país ia
existir e que certa socialização,
misturada com fugidia fraterni-
dade, era possível. (1970)
Millôr comenta a programação
quarta-feira
19h | sessão de abertura
Conferência
Agnaldo Farias
Millormaníacos
Hubert e Reinaldo
entrevistam Jaguar
Crítico é um sujeito a quem
você oferece um vinho e ele sa-
boreia com critério de bacalhau.
Alguém aí já viu um crítico à luz
do dia?
Arte é intriga.
Todo tempo passado foi melhor
(pelo menos na idade).
Falar do passado é falar do pre-
sente pelas costas.
Se eu fosse Deus tinha feito 77
notas musicais. Sete deu nisso.
21h30
show de abertura
Felipe Guaraná e banda
Gal Costa
Música é uma arte formidável,
que a gente pode usar enquanto
pratica outra.

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