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CURSO ON-LINE - DIREITO CONSTITUCIONAL – PF PROFESSOR: VÍTOR CRUZ

Aula 1:

Fala pessoal! Tudo certo?

É um prazer estar aqui para ministrar mais este curso pelo Ponto.

É realmente uma honra poder ajudar nos seus estudos e contribuir para a aprovação que certamente virá em breve para muitos de vocês.

Para quem ainda não me conhece: eu sou o Prof. Vítor Cruz, desde 2009 estou trabalhando aqui no Ponto, ensinando (e é claro, também aprendendo muito) a disciplina mais legal dos concursos públicos: o Direito Constitucional.

Atualmente trabalho como Analista Judiciário no TRE-GO. Sou ex- Oficial da Marinha do Brasil, graduado em Ciências Navais pela Escola Naval e Pós-graduado em Direito Constitucional.

Entre meus trabalhos editoriais, eu sou autor do livro "Constituição Federal Anotada para Concursos (2a Edição)" publicado pela Editora Ferreira e dos livros "Vou ter que estudar Direito Constitucional! E Agora?" e "Questões Comentadas de Direito Constitucional - FGV", ambos pela Editora Método.

Sou também coordenador, juntamente com o Prof. Leandro Cadenas, da coleção 1001 questões comentadas da Editora Método, onde também participo sendo autor das seguintes obras:

-1001 Questões Comentadas de Direito Constitucional - ESAF;

-1001 Questões Comentadas de Direito Constitucional - CESPE (2a Edição);

-1001 Questões Comentadas de Direito Constitucional - FCC;

-1001 Questões Comentadas de Direito Tributário - ESAF (este em parceria com Francisco Valente).

Sobre as aulas:

Nosso curso será dividido em 3 aulas. O foco de questões será o CESPE, mas também usei algumas questões de outras bancas por sentir necessidade de cobrir uma ou outra lacuna no estudo. Vocês verão que teremos um curso de abordagem bem completa, suficiente para vocês buscarem aquele 10 em Constitucional. Beleza?

Dividiremos as aulas da seguinte forma:

Aula 1: 06/03 - Teoria Geral dos Direitos Fundamentais e Direitos Individuais;

Aula 2: 08/03 - Direitos Sociais, Nacionalidade, cidadania e direitos políticos; partidos políticos;

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Aula 3: 13/03 - Poder Executivo: forma e sistema de governo; chefia de Estado e chefia de governo. Defesa do Estado e das instituições democráticas: segurança pública; organização da segurança pública. Ordem social: base e objetivos da ordem social; seguridade social; meio ambiente; família, criança, adolescente, idoso, índio.

Agora vamos deixar esse blá-blá-blá de lado e iniciar logo essa nossa caminhada rumo aos 100% de acertos.

QUESTÕES DA AULA:

1. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas

garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais adequados a essa finalidade.

e

2. (CAIPIMES/SP

vantagens conferidos pela norma.

3. (CESPE/TJAA-STM/2011) Os direitos e as garantias expressos

na Constituição Federal de 1988 (CF) excluem outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, uma vez que a enumeração constante no artigo 5.º da CF é taxativa.

4. (CESPE/MMA/2009) Os direitos e garantias fundamentais

encontram-se destacados exclusivamente no art. 5º do texto constitucional.

5. (CESPE/Auditor Interno - AUGE-MG/2009) Nosso sistema

constitucional estabelece um rol exaustivo de direitos e garantias

fundamentais, razão pela qual eles não podem ser ampliados além daqueles constantes do art. 5.º da CF.

6. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal

compreende os direitos fundamentais como sendo os direitos individuais e os direitos coletivos previstos no artigo 5o, excluindo

dessa categoria os direitos sociais e os direitos políticos.

7. (FCC/EPP-BA/2004) A classificação adotada pelo legislador

constituinte de 1988 estabeleceu como espécies do gênero direitos fundamentais tão-somente os direitos:

a) individuais e coletivos.

b) individuais, coletivos e sociais.

Turismo/2007)

Os

direitos

são

bens

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c) individuais, coletivos, sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência, organização e participação em partidos políticos.

d) sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência, organização e participação em partidos políticos.

e) individuais, sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência, organização e participação em partidos políticos.

8. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Os direitos fundamentais são

relativos e históricos, pois podem ser limitados por outros direitos fundamentais e surgem e desaparecem ao longo da história humana.

9. (ESAF/PGFN/2007 - Adaptada) Entre as características

funcionais dos direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que

conferem à ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que converge para o sentido da imutabilidade.

10. (MPT/MPT/2004) As principais características dos direitos

fundamentais do homem são a inalienabilidade, a imprescritibilidade

e a irrenunciabilidade.

11. (CESPE/MPS/2010) De acordo com a sistemática de direitos

e garantias fundamentais presente na CF, as pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais.

12. (CESPE/Analista Administrativo - MPU/2010) Sendo os

direitos fundamentais válidos tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, não há, na Constituição Federal de 1988 (CF), exemplo de garantia desses direitos que se destine exclusivamente às pessoas físicas.

13. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) Os direitos e garantias

fundamentais não se aplicam às relações privadas, mas apenas às relações entre os brasileiros ou os estrangeiros residentes no país e o próprio Estado.

14. (CESPE/Analista - DPU/2010) Os direitos políticos são exemplos típicos de direitos de 3.ª geração

15. (CESPE/DETRAN-DF/2009) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de terceira geração.

fundamentais

classificados como de segunda geração

a) os direitos econômicos e culturais.

b) os direitos de solidariedade e os direitos difusos.

c) as liberdades públicas.

d) os direitos e garantias individuais clássicos.

16. (FCC/Analista

TRF

4ª/2010)

São

direitos

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e) o direito do consumidor e o direito ao meio ambiente equilibrado.

17. (FCC/Técnico-TRE-PI/2009 - Adaptada) As normas

definidoras dos direitos e garantias fundamentais não têm aplicação

imediata, submetendo- se à regulamentação legislativa.

18. (CESPE/PM-DF/2010 - Adaptada) Segundo a CF, as

normas constitucionais que prescrevem direitos e garantias fundamentais dependem de regulamentação para serem aplicadas.

19. (CESPE/PM-DF/2010) Se o Congresso Nacional aprovar, em

cada uma de suas casas, em dois turnos, por três quintos dos seus votos dos respectivos membros, tratado internacional que verse sobre direitos humanos, esse tratado será equivalente às emendas constitucionais.

20.

(CESPE/PGE-AL/2008) Sabendo que o § 2.º do art. 5.º da

CF

dispõe que os direitos e garantias nela expressos não excluem

outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte, então, é correto afirmar que, na análise desse dispositivo constitucional, tanto a doutrina quanto o STF sempre foram unânimes

ao afirmar que os tratados internacionais ratificados pelo Brasil

referentes aos direitos fundamentais possuem status de norma constitucional.

21.

(CESPE/OAB-Nacional/2007) Quando previstos em tratados

e

convenções internacionais, os direitos fundamentais são

equivalentes às emendas constitucionais.

22. (ESAF/ANA/2009) Relativo ao tratamento dado pela

jurisprudência que atualmente prevalece no STF, ao interpretar a Constituição Federal, relativa aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos ratificados pelo Brasil: A legislação infraconstitucional anterior ou posterior ao ato de ratificação que com eles seja conflitante é inaplicável, tendo em vista o status normativo supralegal dos tratados internacionais sobre direitos humanos subscritos pelo Brasil.

23. (FCC/Analista – Biblioteconomia – TRT 24ª/2011) Os

tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados:

a) pela Câmara dos Deputados, por maioria absoluta, mediante aprovação prévia da Advocacia Geral da União, serão equivalentes à Lei ordinária.

b) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão equivalentes às Leis ordinárias.

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c) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente

aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão equivalentes às Leis complementares.

d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três

quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

e) pelo Presidente da República serão equivalentes à Medida Provisória e serão levados à Câmara dos Deputados, para, mediante aprovação por maioria dos votos, serem convertidas em Leis ordinárias.

24. (CESPE/Técnico-TRT 17ª/2009) O Brasil se submeterá à

jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação manifestar

adesão.

25. (CESPE/Técnico-TJ-TJ/2008) A submissão do Brasil ao

Tribunal Penal Internacional depende da regulamentação por meio de lei complementar.

26. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008)

fundamentais, apenas os direitos e garantias individuais podem ser

considerados como cláusulas pétreas.

27. (CESPE/AJAA-STF/2008) Todos os direitos e garantias

fundamentais previstos na CF foram inseridos no rol das cláusulas

pétreas.

28. (FCC/Analista TRF 4ª/2010) A inviolabilidade do direito à

vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade são garantias previstas na Constituição Federal:

a) aos brasileiros, não estendidas às pessoas jurídicas.

b) aos brasileiros natos, apenas.

c) aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no

País.

d) aos brasileiros, natos ou naturalizados.

e) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.

29. (CESPE/ANAC/2009)

são

assegurados ao estrangeiro em trânsito no território nacional.

30. (FCC/TRT

isonomia como um dos direitos fundamentais, observe as afirmações sobre o princípio da igualdade:

I. por sua natureza, veda sempre o tratamento discriminativo entre indivíduos, mesmo quando há razoabilidade para a discriminação.

Dos

direitos

Os

direitos

em

fundamentais

vista

o

não

23ª/2005)

Tendo

princípio

da

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II. vincula os aplicadores da lei, face à igualdade perante a lei, entretanto não vincula o legislador, no momento de elaboração da lei.

III. estabelece que se deve tratar de maneira igual os que se encontram em situação equivalente e de maneira desigual os desiguais, na medida de suas desigualdades.

IV. não há falar em ofensa a esse princípio se a discriminação é admitida na própria Constituição.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e III.

b) I e IV.

c) II e III.

d) II e IV.

e) III e IV.

31. (CESPE/MMA/2009) No constitucionalismo, a existência de

discriminações positivas é capaz de igualar materialmente os

desiguais.

32. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) Homens e mulheres são

iguais em direitos e obrigações, nos termos da CF, não podendo a lei criar qualquer forma de distinção.

33. (CESPE/Oficial de Inteligência- ABIN/2010) O preceito

constitucional que estabelece que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei veicula a noção

genérica do princípio da legalidade.

34. (FCC/TRE-PI/2002) A Constituição Federal prevê que

"ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante". Esse dispositivo de proteção abrange

a) o racismo, somente se for praticado em concurso com a violência

física.

b) apenas o sofrimento físico, único inerente à tortura.

c) tanto o sofrimento físico como o mental.

d) o sofrimento psíquico, apenas nos casos de discriminação religiosa.

e) a aplicação de castigo pessoal a alguém sob guarda, mesmo que

não cause intenso sofrimento.

35. (CESPE/DPU - Agente Adm./2010) A CF prevê o direito à

livre manifestação de pensamento, preservando também o

anonimato.

36. (CESPE/TCU/2009) A CF estabelece que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,

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independentemente de censura ou licença. Diante da amplitude do tratamento constitucional atribuído a essas liberdades, mesmo que a manifestação dessas atividades viole a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem de alguém, não será devida qualquer indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

37. (FCC/APOFP-SEFAZ-SP/2010) No que se refere à

inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas é certo que:

a) a dor sofrida com a perda de ente familiar não é indenizável por

danos morais, porque esta se restringe aos casos de violação à honra

e à imagem.

b) a indenização, na hipótese de violação da honra e da intimidade,

não responde cumulativamente por danos morais e materiais.

c) a condenação por danos morais face à divulgação indevida de

imagem, exige a ocorrência de ofensa à reputação da pessoa.

d) o Estado também responde por atos ofensivos (morais) praticados

pelos agentes públicos no exercício de suas funções.

e) as pessoas jurídicas, por serem distintas das pessoas físicas, têm

direito a indenização por danos materiais, mas não por danos morais.

38. (CESPE/TCE-AC/2009) Os tribunais de contas não podem

determinar a quebra de sigilo bancário de administrador público investigado por superfaturamento de preço praticado em licitação, no âmbito do controle externo realizado.

39. (ESAF/ATRFB/2009) Comissão Parlamentar de Inquérito não

pode decretar a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do

investigado.

40. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) É vedada a assistência religiosa

nas entidades militares de internação coletiva, salvo nas civis.

41. (FCC/AJAJ-TRT 21/2003) Temístocles, alegando motivos

relacionados com sua convicção política, negou-se a prestar o serviço militar e, alegando as mesmas convicções, recusou-se a cumprir

obrigação alternativa. Nesse caso, Temístocles

a) está correto em seu procedimento, visto que ninguém pode ser

obrigado a fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

b) alegou legítima escusa de consciência, uma vez que sua convicção

política é contrária à prestação de qualquer serviço ao Estado.

c) perderá seus direitos políticos e, sendo a perda definitiva, não mais poderá recuperá-los.

d) terá seus direitos políticos suspensos e essa situação perdurará até

que cumpra a obrigação alternativa.

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e) não tem direito à escusa de consciência porque o serviço militar é obrigação imposta a todos os brasileiros.

42. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF assegura a liberdade de

expressão, apesar de possibilitar, expressamente, sua limitação por meio da edição de leis ordinárias destinadas à proteção da juventude.

43. (CESPE/TJAA-TRE-MG/2008) A Constituição da República

Federativa do Brasil de 1988 reconhece ser livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

44. (CESPE/MMA/2009) Se um indivíduo, ao se desentender com

sua mulher, desferir contra ela inúmeros golpes, agredindo-a fisicamente, causando lesões graves, as autoridades policiais, considerando tratar-se de flagrante delito, poderão penetrar na casa desse indivíduo, ainda que à noite e sem determinação judicial, e prendê-lo.

45. (CESPE/PGE-AL/2009 - Adaptada) O conceito normativo de

casa é abrangente; assim, qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade está protegido pela inviolabilidade do domicílio. Apesar disso, há a possibilidade de se instalar escuta ambiental em escritório de advocacia que seja utilizado como reduto para a prática de crimes.

46. (CESPE/Oficial de Inteligência- ABIN/2010) O

entendimento do direito constitucional relativo à casa apresenta maior amplitude que o do direito privado, de modo que bares, restaurantes e escritórios, por exemplo, são locais assegurados pelo direito à inviolabilidade de domicílio.

47. (CESPE/Técnico-TCU/2009) Admite-se a quebra do sigilo

das comunicações telefônicas, por decisão judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer, para fins de investigação criminal ou administrativa.

48. (CESPE/TJAA-TRE-MG/2008) A Constituição da República

Federativa do Brasil de 1988 prevê a inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas em caráter absoluto.

49. (CESPE/TCE-ES/2009) Apesar da ausência de autorização

expressa na CF, a interceptação das correspondências e comunicações telegráficas e de dados é possível, em caráter excepcional.

50. (CESPE/STF/2008 - Adaptada) Apesar de a CF afirmar

categoricamente que o sigilo da correspondência é inviolável, admite-

se a sua limitação infraconstitucional, quando se abordar outro interesse de igual ou maior relevância, do que o previsto na CF.

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51. (CESPE/OAB-SP exame nº 137/2008) Segundo a

Constituição Federal de 1988 (CF), o sigilo das comunicações telefônicas poderá ser violado, por ordem judicial ou administrativa, para instrução processual de ação de improbidade administrativa.

52. (CESPE/Analista SEGER-ES/2007) Conversas telefônicas

entre o acusado e seu defensor não podem ser interceptadas, pois o sigilo profissional do advogado, que é garantia do próprio processo legal, somente pode ser quebrado quando o advogado estiver envolvido na atividade criminosa.

53. (CESPE/Técnico-TJ-RJ/2008) As provas obtidas de forma

ilícita podem ser convalidadas, desde que se permita o contraditório em relação ao seu conteúdo.

54. (ESAF/Analista ANEEL/2006) Assinale a opção correta.

a) Constitui prova ilícita a gravação, por um dos interlocutores, sem

autorização judicial, de conversa telefônica, em que esteja sendo vítima de crime de extorsão.

b) É necessariamente nulo todo o processo em que se descobre uma

prova ilícita.

c) É válida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a

escuta telefônica autorizada judicialmente para apuração de crime diverso.

d)

processo administrativo.

e) A escuta telefônica determinada por membro do Ministério Público

para apuração de crime hediondo não constitui prova ilícita.

55. (CESPE/TCU/2009) Ao tratar dos direitos e garantias

fundamentais, a CF dispõe expressamente que é assegurado a todos

o acesso à informação, vedado o sigilo da fonte, mesmo quando necessário ao exercício profissional.

56. (CESPE/MPS/2010) Todos podem reunir-se pacificamente,

sem armas, em locais abertos ao público, mediante autorização da

autoridade competente, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.

57. (CESPE/DETRAN-DF/2009) A norma constitucional que

estabelece que as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado, tem aplicação imediata.

58. (CESPE/TCU/2009) A administração pública, no exercício do

seu poder de fiscalização, quando estiver diante de uma ilegalidade,

poderá, independentemente de decisão judicial, dissolver compulsoriamente ou suspender as atividades das associações.

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A proibição do

uso de

prova ilícita não opera no âmbito

do

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59. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) Todos deverão ser compelidos a

associar-se ou a permanecer associado a sindicato na vigência do contrato de trabalho.

60. (FCC/Técnico - TRT-SP/2008 - Adaptada) As associações

só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado (Certo ou Errado).

61. (FCC/TJAA-TRT

Federal prevê, dentre outros direitos, que:

Constituição

7ª/2009)

O

artigo

da

a) a liberdade de associação é absoluta, sendo necessária, porém, a

prévia comunicação à autoridade competente.

b) as entidades associativas somente têm legitimidade para representar seus filiados extrajudicialmente.

c) a liberdade de associação para fins lícitos é plena, vedada a de

caráter paramilitar.

d) a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas,

dependem de autorização do Estado.

e) as associações só poderão ser compelidas a suspender as suas

atividades, após decisão tomada por seus filiados.

62. (CESPE/Escrivão - PC-ES/2011) A propriedade poderá ser

desapropriada por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse

social, mas sempre mediante justa e prévia indenização em dinheiro.

63. (CESPE/Técnico Administrativo - PREVIC/2011) De

acordo com a CF, com o objetivo de fomentar a produção e a renda,

a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que

trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento

de qualquer tipo de débito adquirido.

64. (CESGRANRIO/DECEA/2009) A Constituição Brasileira

garante o direito de propriedade (art. 5o, XXII), que, por seu turno, deverá a atender a sua função social (art. 5o, XXIII). Nesse sentido, é correto afirmar que a Constituição:

(A)

não admite a expropriação de terras, nem o confisco de bens.

(B)

assegura que a pequena propriedade rural, desde que trabalhada

pela família, não será objeto de penhora para pagamentos de débitos decorrentes de sua atividade produtiva.

(C) permite a desapropriação de imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, que incluirá as benfeitorias úteis e necessárias.

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(D) permite, em caso de iminente perigo público, o uso de propriedade particular por autoridade pública, assegurado o pagamento de indenização pelo uso da propriedade.

(E) permite a desapropriação de imóvel urbano, por interesse social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida pública.

65. (CESPE/MMA/2009) Aos autores pertence o direito exclusivo

de utilização e publicação, mas não o de reprodução, não podendo a transmissão desse direito aos herdeiros ser limitada por lei.

66. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a lei assegurará

aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.

67. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) aos autores pertence o direito

exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, não

transmissível aos herdeiros, por seu caráter personalíssimo.

68. (FCC/AJAA - Contabilidade - TRE-AM/2010) a sucessão de

bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.

69. (FCC/Técnico - TCE-MG/2007) a sucessão de bens de

estrangeiros situados no país será sempre regulada pela lei brasileira,

independentemente do que estabelecer a lei pessoal do de cujus.

70. (ESAF/ATRFB/2009) Todos têm direito a receber dos órgãos

públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.

71. (CESPE/Analista Administrativo - PREVIC/2011)

Independentemente do pagamento de taxas, é assegurada a todos, para a defesa e esclarecimento de situações de interesse pessoal e de terceiro, a obtenção de certidões em repartições públicas.

72. (FCC/AJAA - TRT 4ª/2009) O Direito de Petição previsto na

Constituição Federal é:

a) exercido tão somente no âmbito do Poder Judiciário.

b) assegurado aos brasileiros natos, maiores de vinte e um anos.

c) extensivo a todos, nacionais ou estrangeiros, mediante o pagamento de taxas.

d) destinado ao cidadão em face dos Poderes Públicos e exercido judicialmente apenas por advogado constituído.

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e) garantido a todos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.

73. (CESGRANRIO/Técnico - BACEN/2010) Juan, cidadão argentino residente no Brasil, dirigiu-se ao Banco Central a fim de encaminhar uma petição dirigida a determinada autoridade, reclamando sobre a conduta abusiva de um funcionário. Nesse caso, a Constituição:

(A) condiciona o exercício deste direito ao pagamento de taxa correspondente ao serviço.

(B)

permite a Juan exercer tal direito.

 

(C)

assegura

esse

direito

apenas

aos

brasileiros

(natos

ou

naturalizados).

(D) assegura esse direito apenas aos brasileiros no gozo dos direitos

políticos.

(E)

não assegura tal direito.

74.

(CESGRANRIO/EPE/2007) Está INCORRETO afirmar, sobre o

princípio constitucional do controle judiciário, também conhecido por princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional, que:

a)

é fundamentado no princípio da separação de poderes.

 

b)

possibilita

o

ingresso

em

juízo

para

assegurar

direitos

simplesmente ameaçados.

c) constitui princípio constitucional expresso.

d) garante o acesso ao Judiciário contra lesões a direitos coletivos.

e) não ampara direitos de pessoa jurídica.

75. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) A lei não prejudicará o direito

adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.

76. (CESPE/TJAA-STM/2011) A imparcialidade do Poder

Judiciário e a segurança do povo contra o arbítrio estatal são garantidas pelo princípio do juiz natural, que é assegurado a todo e qualquer indivíduo, brasileiro e estrangeiro, abrangendo, inclusive, pessoas jurídicas.

77. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) Não haverá juízo ou tribunal de

exceção.

78. (CESPE/AJAJ-STF/2008) O julgamento dos crimes dolosos

contra a vida é de competência do tribunal do júri, mas a CF não impede que outros crimes sejam igualmente julgados por esse órgão.

79. (FCC/Técnico-TJ-PI/2009) É reconhecida a instituição do

júri, com a organização que lhe der a lei, NÃO havendo

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a) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.

b) a plenitude de defesa.

c) o sigilo das votações.

d) a soberania dos vereditos.

e) o juízo ou o tribunal de exceção.

80. (FUNIVERSA/ADASA/2009) A Constituição Federal

reconhece expressamente a instituição do júri popular, com a

organização que lhe der a lei, não assegurando

a) a plenitude de defesa.

b) o sigilo das votações.

c) a soberania dos veredictos.

d) a irrecorribilidade de suas decisões.

e) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.

81. (CESPE/OAB-SP exame nº 137/2008) É correto afirmar que

a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.

82. (CESPE/ANAC/2009) É imprescritível a ação tendente a

reparar violação dos direitos humanos ou dos direitos fundamentais da pessoa humana.

83. (CESPE/Advogado OAB–SP/2008) Segundo a Constituição

de 1988, constitui crime inafiançável e imprescritível:

a) a prática da tortura

b) a prática do racismo

c) o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins

d) o definido em lei como hediondo

84. (CESPE/MEC/2009) A prática do racismo constitui crime

inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.

85. (CESPE/Técnico-TJ-RJ/2008) Todos os crimes estão sujeitos

a prescrição.

86. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) São inafiançáveis os crimes

de ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático, de racismo, de prática da tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, de terrorismo e os definidos como crimes hediondos.

87. (CESPE/OAB-SP exame nº 135/2008) Segundo a

Constituição de 1988, constitui crime inafiançável e imprescritível a

prática da tortura.

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88. (CESPE/OAB-SP exame nº 135/2008) Segundo a

Constituição de 1988 a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeitando o infrator à pena de detenção.

89. (CESPE/Agente - ABIN/2008) Um romancista famoso

publicou, no Brasil, um livro no qual defende a tese de que as pessoas que seguem determinada religião seriam menos evoluídas do que as que seguem outra religião. Nessa situação, tal afirmação poderia ser enquadrada como racismo, embora, tecnicamente, religião não constitua raça.

90. (FUNIVERSA/Delegado

antissemitismo pode ser considerado como crime de racismo.

91. (ESAF/ATRFB/2009) Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido.

92. (CESPE/TJAA - TRT 5ª/2009) É proibida a instituição de

pena de morte no Brasil por força de mandamento constitucional.

O

-

PC-DF/2009

-

Adaptada)

93. (CESPE/Técnico-TJ-RJ/2008) A pena de trabalhos forçados

em estabelecimentos prisionais de segurança máxima depende de regulamentação por meio de lei complementar para ser implementada no ordenamento jurídico brasileiro.

94. (CESPE/MMA/2009) Se um brasileiro nato viajar a outro país

estrangeiro, lá cometer algum crime, envolvendo tráfico ilícito de entorpecentes, e voltar ao seu país de origem, caso aquele país requeira a extradição desse indivíduo, o Brasil poderá extraditá-lo.

95. (CESPE/FINEP/2009) Dispõe a CF que nenhum brasileiro

pode ser extraditado, nem concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.

96. (CESPE/TRT-17ª/2009) No Brasil, não há deportação nem

expulsão de brasileiro.

97. (FCC/AJEM - TRT 8º/2010) A espécie de extradição

requerida por um Estado soberano estrangeiro ao Brasil é classificada

de:

a) bilateral.

b) unilateral.

c) objetiva.

d) fundamental.

e) passiva.

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98. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009 - Adaptada) Será, em

qualquer hipótese, concedida a extradição de estrangeiro por crime político.

99. (FCC – Técnico Judiciário TRE/AC – 2003) Considere:

I. Modo de entregar o estrangeiro a outro Estado, a partir de requerimento deste, em razão de delito lá praticado.

II. Devolução de estrangeiro ao exterior, por meio de medida compulsória adotada pelo Brasil, quando o estrangeiro entra ou permanece irregularmente no nosso território.

Tais situações dizem respeito, respectivamente, a

a) extradição e deportação.

b) deportação e extradição.

c) expulsão e extradição.

d) deportação e repatriação.

e) repatriação e expulsão.

100. (CESPE/OAB/2009.1) O duplo grau de jurisdição, no âmbito

da recorribilidade ordinária, não consubstancia garantia constitucional.

101. (ESAF/AFT/2006) Decorre da presunção de inocência,

consagrada no art. 5º, da Constituição Federal, a impossibilidade de exigência de produção, por parte da defesa, de provas referentes a fatos negativos.

102. (FUNIVERSA/Analista-APEX/2006 - Adaptada) Jamais o

civilmente identificado será submetido à identificação criminal.

103. (ESAF/ENAP/2006) Em razão da titularidade da ação penal, conferida pela Constituição Federal ao Ministério Público, não há possibilidade de ser proposta ação privada nos crimes de ação pública.

104. (CESPE/AJAJ-STF/2008) O preso tem direito à identificação

dos responsáveis pelo seu interrogatório policial.

105. (FCC/TJAA-TRF1ª/2011) Ninguém será preso senão em

flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo, além de outra hipótese, no caso de

a) tráfico de drogas.

b) tortura.

c) racismo.

d) terrorismo.

e) transgressão militar, definida em lei.

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106. (CESPE/ANAC/2009 - Adaptada) É vedada a prisão civil por

dívida, salvo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), quando se tratar de obrigação alimentícia ou de depositário infiel.

107. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) Consoante

entendimento do STF, a norma constitucional segundo a qual não há prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel, não é de eficácia restringível.

108. (ESAF/AFRFB/2009) Segundo a Constituição de 1988, a

prisão civil por dívida é cabível em se tratando de depositário infiel.

109. (CESPE/Analista - TRE-MT/2010) O habeas corpus pode ser

impetrado tanto contra ato emanado do poder público como contra ato de particular, sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.

110. (CESPE/AGU/2010) O habeas corpus constitui, segundo o

STF, medida idônea para impugnar decisão judicial que autoriza a quebra de sigilos fiscal e bancário em procedimento criminal.

111. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) O habeas corpus não é

medida idônea para impugnar decisão judicial que autoriza a quebra de sigilo bancário em procedimento criminal, já que não há, na hipótese, risco direto e imediato de constrangimento ao direito de liberdade.

112. (ESAF/ATRFB/2009) É cabível habeas corpus contra decisão

condenatória a pena de multa.

113. (CESPE/Analista - TRE-MT/2010) O mandado de segurança

coletivo pode ser impetrado por pessoas jurídicas, públicas ou privadas, como as organizações sindicais e as entidades de classe legalmente constituídas, mas não por partidos políticos.

114. (CESPE/TCE-AC/2009) O mandado de segurança é o meio

correto para determinar à administração a retificação de dados

relativos ao impetrante nos arquivos da repartição pública.

115. (FCC/Oficial - DPE-SP/2010) Dentre os requisitos

constitucionalmente estabelecidos para o cabimento do mandado de segurança inclui-se:

a) ameaça à liberdade de locomoção.

b) ausência de norma regulamentadora de direitos e liberdades constitucionais.

c) recusa de fornecimento de informações constantes de bancos de

dados do governo relativas ao lesado.

d) ato lesivo, desde que, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico

e cultural.

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e) ofensa a direito líquido e certo do lesado, não amparado por

habeas corpus ou habeas data.

116. (FCC/TJAA-TRF 2ª/2007) mandado de segurança coletivo

poderá ser impetrado por

a) organização sindical legalmente constituída e em funcionamento

há no mínimo dez meses, em defesa dos interesses de seus

membros.

b) partido político com ou sem representação no Congresso Nacional.

c) associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo

menos um ano, em defesa dos interesses de seus associados.

d) entidade de classe legalmente constituída e em funcionamento há

pelo menos seis meses, em defesa dos interesses de seus membros.

e) um grupo de dez deputados federais e dez senadores, em nome do

Congresso Nacional.

117. (CESPE/Escrivão - PC-ES/2011) São legitimados para a

propositura do mandado de segurança coletivo os partidos políticos com representação no Congresso Nacional, as entidades de classe, as associações e as organizações sindicais em funcionamento há pelo

menos um ano, na defesa dos interesses coletivos e dos interesses individuais homogêneos.

118. (CESPE/Analista - TRE-MT/2010) O mandado de segurança

coletivo pode ser impetrado por pessoas jurídicas, públicas ou privadas, como as organizações sindicais e as entidades de classe legalmente constituídas, mas não por partidos políticos.

119. (IADES/Analista

alternativa que não representa remédio constitucional expressamente previsto na Constituição Federal de 1988.

Jurídico

-

CFA/2010)

Assinale

a

(A)

A ação popular.

(B)

O habeas data.

(C)

O mandado de segurança coletivo.

(D)

O mandado de injunção coletivo.

120. (CESPE/Analista - TRE-MT/2010) O habeas data destina-se

a assegurar o conhecimento de informações pessoais constantes de

registro de bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, desde que geridas por servidores do Estado.

121. (CESPE/Agente-Polícia Federal/2009) Conceder-se-á

habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas

à pessoa do impetrante ou à de terceiros, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.

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122. (FCC/AJEM - TRT 8º/2010) A empresa pública federal Y

inscreveu os dados de Tício no órgão de proteção ao crédito governamental, sendo que ele, ao ter acesso às informações no banco de dados, notou que estavam incorretas. Para retificar as informações restritivas Tício terá que

a) impetrar mandado de injunção.

b) impetrar habeas data.

c) impetrar mandado de segurança repressivo.

d) impetrar mandado de segurança preventivo.

e) propor ação popular.

123. (CESPE/MPS/2010) A nacionalidade brasileira é condição

necessária e suficiente para propor ação popular visando à declaração

de nulidade de ato lesivo ao patrimônio histórico e cultural.

124. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A ação popular pode ser acionada

por cidadãos que pretendam questionar violações ao princípio da moralidade administrativa perante o Poder Judiciário.

125. (CESPE/MMA/2009) Um promotor de justiça, no uso de suas

atribuições, poderá ingressar com ação popular.

126. (CESPE/TJAA - TRT 5ª/2009) Para propositura de ação

popular, o autor deve demonstrar a plenitude do exercício de seus direitos políticos.

127. (CESPE/FINEP/2009) Somente o brasileiro nato possui

legitimação constitucional para propositura de ação popular, desde

que esteja em dia com seus deveres políticos.

128. (CESPE/MPS/2010) Para aqueles que são, nos termos da lei,

reconhecidamente pobres, o Estado deve prover gratuitamente a certidão do registro civil de nascimento, de casamento e de óbito.

129. (CESPE/FINEP/2009) As ações de habeas corpus e habeas

data são gratuitas.

130. (ESAF/Auditor-Fiscal do Trabalho/2006) A Constituição

Federal assegura que são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei, o registro civil de nascimento e casamento e a certidão de óbito.

131. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009 - Adaptada) Dentre outras,

são gratuitas as ações de habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.

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GABARITO:

1

Correto

36

Errado

71

Errado

106

Errado

2

Correto

37

D

72

E

107

Errado

3

Errado

38

Correto

73

B

108

Correto

4

Errado

39

Errado

74

E

109

Correto

5

Errado

40

Errado

75

Correto

110

Correto

6

Errado

41

D

76

Correto

111

Errado

7

C

42

Errado

77

Correto

112

Errado

8

Correto

43

Correto

78

Correto

113

Errado

9

Errado

44

Correto

79

E

114

Errado

10

Correto

45

Correto

80

D

115

E

11

Correto

46

Errado

81

Correto

116

C

12

Errado

47

Errado

82

Correto

117

Errado

13

Errado

48

Errado

83

B

118

Errado

14

Errado

49

Correto

84

Correto

119

D

15

Correto

50

Correto

85

Errado

120

Errado

16

A

51

Errado

86

Correto

121

Errado

17

Errado

52

Correto

87

Errado

122

B

18

Errado

53

Errado

88

Errado

123

Errado

19

Correto

54

C

89

Correto

124

Correto

20

Errado

55

Errado

90

Correto

125

Errado

21

Errado

56

Errado

91

Correto

126

Correto

22

Correto

57

Correto

92

Errado

127

Errado

23

D

58

Errado

93

Errado

128

Errado

24

Correto

59

Errado

94

Errado

129

Correto

25

Errado

60

Correto

95

Errado

130

Errado

26

Errado

61

C

96

Correto

131

Correto

27

Errado

62

Errado

97

E

   

28

E

63

Errado

98

Errado

   

29

Errado

64

B

99

A

   

30

E

65

Errado

100

Correto

   

31

Correto

66

Correto

101

Correto

   

32

Errado

67

Errado

102

Errado

   

33

Correto

68

Correto

103

Errado

   

34

C

69

Errado

104

Correto

   

35

Errado

70

Correto

105

E

   

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Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais:

Mas afinal, qual a diferença entre direitos e garantias?

Diz-se que direito é uma faculdade de agir, exercer, fazer ou deixar de fazer algo, uma liberdade positiva. As garantias não se referem às ações, mas sim às proteções que as pessoas possuem frente ao Estado ou mesmo frente às demais pessoas. Diz-se que as garantias são proteções para que se possa exercer um direito 1 .

José Afonso da Silva faz o delineamento da diferença com uma frase

os

exaustivamente usada pelas bancas de concurso: "Em suma (

direitos são bens e vantagens conferidos pela norma, enquanto as garantias são os meios destinados a fazer valer esses direitos, são instrumentos pelos quais se asseguram o exercício e o gozo daquele bens e vantagens" 2 .

)

1. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas

garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de

outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais adequados a essa finalidade.

Comentários:

A questão está se referindo a interligação dos termos e reconhecendo a dificuldade de se distinguir o que seriam na verdade direitos e o que seriam garantias no texto constitucional, algo que é constantemente frisado pela doutrina.

Gabarito: Correto.

2. (CAIPIMES/SP

vantagens conferidos pela norma.

Comentários:

Isso aí, essa é a definição doutrinária.

Gabarito: Correto.

Turismo/2007)

Os

direitos

são

bens

e

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e
Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e Garantias Fundamentais?

Garantias Fundamentais?

Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e Garantias Fundamentais?

1 CRUZ, Vítor. Vou Ter que Estudar Direito Constitucional! E Agora? São Paulo: Método. 2011. Pg. 30. 2 Silva, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros. pg. 412.

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A

Constituição Federal de 1988 estabeleceu cinco espécies de direitos

e

garantias fundamentais:

1ª - direitos e deveres individuais e coletivos (CF, art. 5º);

2ª - direitos sociais (CF, art. 6º ao 11);

3ª - direitos de nacionalidade (CF, art. 12 e 13);

4ª - direitos políticos (CF, art. 14 a 16); e

5ª - direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos (CF, art. 17).

Importante ainda é salientar que esses direitos e garantias não se constituem em uma relação fechada, exaustiva, mas em um rol exemplificativo, aberto para novas conquistas e reconhecimentos futuros.

Art. 5º, § 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

E

as bancas exploram isso, veja:

3.

(CESPE/TJAA-STM/2011) Os direitos e as garantias expressos

na Constituição Federal de 1988 (CF) excluem outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, uma vez que a enumeração constante no artigo 5.º da CF é taxativa.

Comentários:

Não, trata-se de um rol aberto, não taxativo, já que segundo o art. 5º §2º, eles não excluem outros direitos e garantias decorrentes dos regimes e princípios adotados pela constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte.

Gabarito: Errado.

4. (CESPE/MMA/2009) Os direitos e garantias fundamentais

encontram-se destacados exclusivamente no art. 5º do texto constitucional.

Comentários:

Primeiramente, o art. 5º da CF diz respeito apenas aos direitos e deveres individuais e coletivos, os direitos fundamentais estão expressamente elencados do art. 5º ao 17. Além disso, o rol de

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direitos fundamentais expressos não é um rol taxativo, pois por força do art. 5º §2º, não excluem os direitos e garantias decorrentes dos regimes e princípios adotados pela constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte.

Existem, inclusive, diversos outros direitos e garantias individuais que estão espalhados ao longo do texto constitucional, como, por exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150.

Gabarito: Errado.

5. (CESPE/Auditor Interno - AUGE-MG/2009) Nosso sistema

constitucional estabelece um rol exaustivo de direitos e garantias fundamentais, razão pela qual eles não podem ser ampliados além daqueles constantes do art. 5.º da CF.

Comentários:

O rol é exemplificativo. Pode ser ampliado.

Gabarito: Errado.

6. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal

compreende os direitos fundamentais como sendo os direitos individuais e os direitos coletivos previstos no artigo 5o, excluindo dessa categoria os direitos sociais e os direitos políticos.

Comentários:

Não só os direitos sociais e os políticos, mas também os direitos da nacionalidade e o do funcionamento e existência dos partidos políticos podem ser elencados como direitos fundamentais segundo a CF/88.

Gabarito: Errado.

7. (FCC/EPP-BA/2004) A classificação adotada pelo legislador

constituinte de 1988 estabeleceu como espécies do gênero direitos

fundamentais tão-somente os direitos:

a) individuais e coletivos.

b) individuais, coletivos e sociais.

c) individuais, coletivos, sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência, organização e participação em partidos políticos.

d) sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência, organização e participação em partidos políticos.

e) individuais, sociais, de nacionalidade, políticos e relacionados à existência, organização e participação em partidos políticos.

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Comentários:

A doutrina costuma dizer que os direitos fundamentais podem ser de 5 tipos: 1- Direitos e deveres individuais e coletivos; 2- Direitos Sociais; 3- Direitos da Nacionalidade; 4- Direitos Políticos; e 5- Direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos.

A questão pegou estes tipos e desmembrou ainda mais. Se observarmos calmamente todas as assertivas, veremos que a correta então é a letra C, já que a letra E esqueceu dos direitos coletivos.

Gabarito: Letra C.

A doutrina costuma salientar que: embora "direitos humanos" e "direitos fundamentais" sejam termos comumente utilizados como sinônimos, a distinção ocorre pelo fato de que o termo "direitos humanos" é de aspecto universal, supranacional, enquanto "direitos fundamentais" são aqueles direitos do ser humano que foram efetivamente reconhecidos e positivados na Constituição de um determinado Estado.

A doutrina também costuma elencar como características destes direitos:

historicidade e mutabilidade - São históricos porque que foram conquistados ao longo dos tempos. Esse caráter histórico também remete a uma idéia cíclica de nascimento, modificação

e desaparecimento, o que nos impede de considerar tais direitos como imutáveis.

que nos impede de considerar tais direitos como imutáveis. • inalienabilidade - pois são intransferíveis e

inalienabilidade - pois são intransferíveis e inegociáveis;

imprescritibilidade -

invocados

independentemente de lapso temporal, eles não prescrevem

com o tempo;

podem

ser

irrenunciabilidade - podem até não estar sendo exercidos, mas não poderão ser renunciados;

universalidade - são aplicáveis a todos, sem distinção.

relatividade ou limitabilidade - Os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos, pois existem limites ao seu exercício. Este limite pode ser de ordem constitucional (decretação de Estado de Sítio ou de Defesa) ou encontrar-se

no dever de respeitar o direito da outra pessoa.

8. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Os direitos fundamentais são

relativos e históricos, pois podem ser limitados por outros direitos fundamentais e surgem e desaparecem ao longo da história humana.

Comentários:

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Exatamente. Entre as diversas características dos direitos fundamentais, temos a historicidade e a relatividade.

Gabarito: Correto.

9. (ESAF/PGFN/2007 - Adaptada) Entre as características

funcionais dos direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que

conferem à ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que converge para o sentido da imutabilidade.

Comentários:

Como vimos, os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos, pois existem limites ao seu exercício. Este limite pode ser de ordem constitucional ou encontrar-se no dever de respeitar o direito da outra pessoa. Outro erro também é o da conversão para imutabilidade. Os direitos fundamentais são conquistas históricas, com o passar do tempo se faz necessário novas conquistas pois são novos os anseios da sociedade, assim, não podemos considerá-los como imutáveis.

Gabarito: Errado.

10. (MPT/MPT/2004) As principais características dos direitos

fundamentais do homem são a inalienabilidade, a imprescritibilidade

e a irrenunciabilidade.

Comentários:

Isso aí.

Gabarito: Correto.

É importante salientar que estes direitos não se restringem a particulares, podendo, alguns, ser ga- rantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como, por alguns, ser ga- rantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como, por exemplo, o direito de propriedade.

É importante que citemos ainda que a pessoa jurídica faz jus inclusive ao direito à honra, ou seja, à suapúblico, como, por exemplo, o direito de propriedade . Na jurisprudência do STJ - Súmula nº

Na jurisprudência do STJ -

Súmula nº 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”.

reputação, bom nome

11. (CESPE/MPS/2010) De acordo com a sistemática de direitos

e garantias fundamentais presente na CF, as pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais.

Comentários:

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Os direitos fundamentais não são aplicáveis somente aos particulares, alguns deles podem ser garantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como o direito de propriedade.

Gabarito: Correto.

12. (CESPE/Analista Administrativo - MPU/2010) Sendo os

direitos fundamentais válidos tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, não há, na Constituição Federal de 1988 (CF), exemplo de garantia desses direitos que se destine exclusivamente às pessoas físicas.

Comentários:

Em uma primeira visão, os destinatários dos direitos fundamentais são as pessoas físicas. Porém, percebe-se que alguns princípios são também extensíveis as jurídicas. Nem todo direito fundamental, porém, pode ser exercido por pessoas jurídicas, como por exemplo o direito de "ir e vir" ou de "que os presos permaneçam com os filhos durante a amamentação". Assim, alguns direitos fundamentais são, logicamente, inviáveis de serem exercidos por pessoas jurídicas.

Gabarito: Errado.

Historicamente, estes direitos se constituem em uma conquista de uma proteção do cidadão em face do poder autoritário do Estado (daí serem classificado como elementos limitativos da Constituição). Porém, atualmente, já se vislumbra o uso de tais direitos nas relações entre os próprios particulares, no que chamamos de eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Desta forma, temos:

horizontal dos direitos fundamentais. Desta forma, temos: Eficácia vertical Proteção do particular em face do

Eficácia vertical

Proteção do particular em face do Estado.

Eficácia horizontal

Proteção do particular em face de outro particular.

13. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) Os direitos e garantias

fundamentais não se aplicam às relações privadas, mas apenas às relações entre os brasileiros ou os estrangeiros residentes no país e o próprio Estado.

Comentários:

Está incorreto, pois atualmente se reconhece a eficácia horizontal dos direitos fundamentais.

Gabarito: Errado.

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É comum que a doutrina classifique os direitos fundamentais em dimensões, principalmente em 1ª, 2ª e 3ª dimensões (antes o termo usado era gerações, mas atualmente o uso deste termo é repudiado pelo fato de induzir ao pensamento de que uma geração acabaria por substituir a outra - o que é incorreto - e, ainda, que os direitos foram conquistados exatamente na ordem exposta, o que não é exatamente verdade em muitos países).

Grosso modo, podemos fazer uma correlação de que forma esses direitos foram surgindo e a fase pela qual o mundo passava. Vejamos:

foram surgindo e a fase pela qual o mundo passava. Vejamos: Fase Marco Dimensão Direitos Marco

Fase

Marco

Dimensão

Direitos

Marco

no

Mundial

dos

Brasil

direitos

Estado

Revolução

Liberdade:

 

Incipiente

Liberal

Francesa e

Direitos

políticos

civis

na CF/1824

Independê

e

e

ncia

dos

 

fortalecido

EUA

 

na CF/1891

Estado

Pós

Igualdade:

 

CF/1934

Social

Guerra

Direitos

Sociais,

Mundial

-

Constituiçã

o Mexicana

Econômicos

Culturais.

e

(1917)

e

 

Weimar

(1919).

Estado

Pós

Solidariedade

 

CF/1988

Democrático

Guerra

(fraternidade):

Mundial.

Direitos coletivos e difusos.

Pulo do Gato: • As dimensões estão na ordem do lema da Revolução Francesa: liberdade,
Pulo do Gato:
• As dimensões estão na ordem do lema da Revolução
Francesa: liberdade, igualdade, e fraternidade.
• Os direitos Políticos são os de Primeira dimensão.
• Os direitos Sociais, Econômicos e Culturais (SEC - Lembre-
se de "second") são os de segunda dimensão.

A primeira dimensão dos direitos são as chamadas liberdades negativas, clássicas ou formais, pois foram as primeiras conquistas

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de libertação do povo em face do Estado. Eram protetoras. Eram

formais, pois via o homem como um ser genérico, abstrato, todos iguais, mas sem enxergar as verdadeiras diferenças materiais

(econômica, cultural

A segunda dimensão reflete a busca da igualdade material, é também o que se chama das liberdades positivas, pois pressupõem não só uma proteção individual em face do Estado, mas uma efetiva ação estatal para que se concretizassem a igualdade econômica, social e cultural.

A terceira dimensão enxerga o homem em sociedade. Desta forma, se preocupa com os direitos coletivos (pertencentes a um grupo determinado de pessoas) e os direitos difusos (pertencentes a uma coletividade indeterminada). São exemplos destes direitos o direito à paz, ao meio ambiente equilibrado, ao progresso e desenvolvimento, o direito de propriedade ao patrimônio comum da humanidade, o direito de comunicação, entre outros.

Nesta 3ª dimensão podemos incluir ainda o que se chama de "direitos republicanos". Estes seriam os direitos do cidadão pensando no patrimônio público comum (res publica - coisa pública). Assim, o cidadão age ativamente para defender as instituições da sociedade reprimindo danos ao meio ambiente, ao patrimônio histórico-cultural, práticas de corrupção, nepotismo, e imoralidades administrativas. O principal instrumento deste exercício é a ação popular que veremos à frente.

)

entre as pessoas.

14. (CESPE/Analista - DPU/2010) Os direitos políticos são exemplos típicos de direitos de 3.ª geração

Comentários:

Os direitos Políticos são de Primeira geração ou dimensão, da mesma forma que os civis.

Gabarito: Errado.

15. (CESPE/DETRAN-DF/2009) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de terceira geração.

Comentários:

Exato, trata-se de um direito difuso, preocupado com o homem em sociedade, sendo assim, de terceira dimensão.

Gabarito: Correto.

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16. (FCC/Analista

classificados como de segunda geração

a) os direitos econômicos e culturais.

b) os direitos de solidariedade e os direitos difusos.

c) as liberdades públicas.

d) os direitos e garantias individuais clássicos.

e) o direito do consumidor e o direito ao meio ambiente equilibrado.

Comentários:

Olha o macete: Segunda dimensão é o "SECond" - sociais, econômicos e culturais.

Gabarito: Letra A.

fundamentais

TRF

4ª/2010)

São

direitos

Sobre as normas dos direitos e garantias fundamentais:

Art. 5º § 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Este dispositivo mostra a preocupação com a efetividade dos direitos e garantias fundamentais. O que ele quer dizer na verdade, Vítor?

Quer dizer que "em regra" devemos aplicar imediatamente todos dos direitos e garantias, não ficando parados, sentados, dormindo, esperando que venha uma lei para regulamentá-los.

Pode haver regulamentação legal? Sim, mas esta não é essencial para a sua efetividade quando for possível aplicar desde logo o direito.

Isso não quer dizer que as normas ali sejam todas de eficácia plena. Na verdade, trata-se apenas um apelo para que se busque efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

17. (FCC/Técnico-TRE-PI/2009 - Adaptada) As normas

definidoras dos direitos e garantias fundamentais não têm aplicação imediata, submetendo- se à regulamentação legislativa.

Comentários:

Isso contraria o disposto no art. 5º, §1º da Constituição.

Gabarito: Errado.

18. (CESPE/PM-DF/2010 - Adaptada) Segundo a CF, as

normas constitucionais que prescrevem direitos e garantias fundamentais dependem de regulamentação para serem aplicadas.

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Comentários:

Segundo a Constituição (CF, art. 5º, §1º) elas têm aplicação imediata refletindo-se num apelo para que se busque efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

Gabarito: Errado.

Tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos:

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela EC 45/04)

A EC 45/04 abriu a possibilidade de ampliar a relação dos direitos fundamentais de status constitucional através da aprovação de tratados internacionais pelo mesmo rito de emendas constitucionais. Vamos entender melhor isso:

A regra é que os tratados internacionais são equivalentes às leis ordinárias (leis comuns).

A exceção é essa acima - eles vão estar equiparados às Emendas Constitucionais caso cumpram estes requisitos acima, ou seja, versem sobre direitos humanos e o decreto legislativo relativo a ele seja aprovado pelo mesmo rito exigido para as emendas à Constituição.

Ainda que não aprovados pelo rito das Emendas, se versarem sobre direitos humanos, o STF entende que possuem “supralegalidade” podendo revogar leis anteriores e devendo ser observados pelas leis futuras. É assim, por exemplo, que vigora em nosso ordenamento o "Pacto de San Jose da Costa Rica" - status acima das leis e abaixo da Constituição.

Lembrando que (CF, art. 49, I e 84, VII) cabe ao Congresso Nacional por meio de Decreto Legislativo resolver definitivamente sobre tratados internacionais (seja sobre direitos humanos ou não), referendando-os e, após isso, estes passarão a integrar o ordenamento jurídico nacional entrando em vigor após a edição de um decreto presidencial.

status

Esquematizando,

hierárquicos:

1- Regra: Status de lei ordinária. Caso seja um tratado que não verse sobre direitos humanos.

2- Exceção 1: Status Supralegal. Caso seja um tratado sobre direitos humanos não votado pelo rito de emendas constitucionais, mas pelo rito ordinário;

29

um

tratado

pode

adquirir

3

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3- Exceção 2: Status constitucional. Caso seja um tratado sobre direitos humanos votado pelo rito de emendas constitucionais (3/5 dos votos, em 2 turnos de votação em cada Casa). Essa possibilidade só passou a existir com a EC 45/04.

Mais observações:

Com base neste parágrafo, vigora com força de Emenda Constitucional o Decreto Legislativo nº 186/08 que ratificou o texto da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência e de seu protocolo facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de março de 2007.

Não precisa necessariamente ser direito individual, perceba que a norma fala direitos humanos.

Segundo o STF, como os tratados internacionais são equiparados às leis ordinárias, não podem versar matéria sob reserva constitucional de lei complementar, pois em tal situação, a própria Carta Política subordina o tratamento legislativo de determinado tema ao exclusivo domínio nor- mativo da Lei Complementar.

19.

(CESPE/PM-DF/2010) Se o Congresso Nacional aprovar, em

cada uma de suas casas, em dois turnos, por três quintos dos seus

votos dos respectivos membros, tratado internacional que verse sobre direitos humanos, esse tratado será equivalente às emendas constitucionais.

Comentários:

É a literalidade do dispositivo encontrado na Constituição em seu art. 5º, §3º.

Gabarito: Correto.

20. (CESPE/PGE-AL/2008) Sabendo que o § 2.º do art. 5.º da

CF dispõe que os direitos e garantias nela expressos não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte, então, é correto afirmar que, na análise desse dispositivo constitucional, tanto a doutrina quanto o STF sempre foram unânimes ao afirmar que os tratados internacionais ratificados pelo Brasil referentes aos direitos fundamentais possuem status de norma constitucional.

Comentários:

A regra é que os tratados internacionais após serem internalizados serão equivalentes às leis ordinárias, somente serão equivalentes às emendas se contiverem os seguintes requisitos:

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Versem sobre direitos humanos; e

Forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, da mesma forma que uma emenda constitucional, ou seja:

Em dois turnos; e

Por 3/5 dos votos de seus respectivos membros;

E essa possibilidade só foi aberta pela EC 45/04.

Gabarito: Errado.

21.

(CESPE/OAB-Nacional/2007) Quando previstos em tratados

e

convenções internacionais, os direitos fundamentais são

equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Isso só acontecerá se forem ratificados pelo rito de votação das emendas constitucionais. Não basta estarem previstos em tratados.

Gabarito: Errado.

22. (ESAF/ANA/2009) Relativo ao tratamento dado pela

jurisprudência que atualmente prevalece no STF, ao interpretar a Constituição Federal, relativa aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos ratificados pelo Brasil: A legislação infraconstitucional anterior ou posterior ao ato de ratificação que com eles seja conflitante é inaplicável, tendo em vista o status normativo supralegal dos tratados internacionais sobre direitos humanos subscritos pelo Brasil.

Comentários:

Na jurisprudência do STF, o tratado sobre direitos humanos que

não foi votado pelo rito de emenda constitucional possui status

supralegal (superior às leis e inferior à Constituição), revogando as

leis anteriores e devendo ser observado pelas leis futuras.

Gabarito: Correto.

23. (FCC/Analista – Biblioteconomia – TRT 24ª/2011) Os

tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que

forem aprovados:

a) pela Câmara dos Deputados, por maioria absoluta, mediante aprovação prévia da Advocacia Geral da União, serão equivalentes à Lei ordinária.

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b) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente

aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão equivalentes às Leis ordinárias.

c) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente

aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão equivalentes às Leis complementares.

d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três

quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às

emendas constitucionais.

e) pelo Presidente da República serão equivalentes à Medida Provisória e serão levados à Câmara dos Deputados, para, mediante aprovação por maioria dos votos, serem convertidas em Leis ordinárias.

Comentários:

A questão queria, simplesmente, cobrar do candidato o conhecimento sobre a disposição constitucional do art. 5º, §3º, inserida pela EC 45/04 que passou a admitir tratados internacionais de status constitucional, desde que fossem aprovados pelo mesmo rito de uma emenda constitucional, ou seja, aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Gabarito: Letra D.

Tribunal Penal Internacional:

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Incluído pela EC 45/04)

Outra inovação da EC 45/04. Esse dispositivo tem sido cobrado apenas literalmente nos concursos, independente do nível.

24. (CESPE/Técnico-TRT 17ª/2009) O Brasil se submeterá à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação manifestar adesão.

Comentários:

Literalidade do art. 5º §4º da Constituição. Essa foi uma inovação trazida pela EC 45/04.

Gabarito: Correto.

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25. (CESPE/Técnico-TJ-TJ/2008) A submissão do Brasil ao

Tribunal Penal Internacional depende da regulamentação por meio de

lei complementar.

Comentários:

Não há necessidade de lei complementar.

Gabarito: Errado.

Direitos e Deveres Individuais e Coletivos:

Esses direitos estão presentes no art. 5º da Constituição Federal.

Os direitos individuais são uma cláusula pétrea de nossa Constituição (CF, art. 60 §4º) – isso quer dizer que não podem ser abolidos ou ter a sua eficácia reduzida por uma emenda constitucional. Eles são “de pedra”, permanentes, uma modificação poderá fortalecê-los, mas nunca enfraquecê-los.

Sabemos que a relação não é exaustiva, pois por força do § 2º do art. 5º, não se excluem outros direitos decorrentes dos regimes e princípios adotados pela Constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte. Assim, existem diversos outros direitos individuais e coletivos também protegidos como cláusula pétrea, espalhados ao longo do texto constitucional, como, por exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150.

exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150. 26. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) fundamentais, apenas os

26. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008)

fundamentais, apenas os direitos e garantias individuais podem ser

considerados como cláusulas pétreas.

Comentários:

Não existe exata delimitação das cláusulas pétreas formadas pelos direitos e garantias fundamentais. Alguns autores defendem que os direitos sociais também seriam cláusulas pétreas, outros defendem que não. Nos afastando desta polêmica, a questão se resolve pelo fato de o voto direto, secreto, universal e periódico também ser um direito fundamental (CF, art. 14) e também ser uma cláusula pétrea, que segundo o art. 60 §4º, são:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

Gabarito: Errado.

Dos

direitos

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27. (CESPE/AJAA-STF/2008) Todos os direitos e garantias

fundamentais previstos na CF foram inseridos no rol das cláusulas pétreas.

Comentários:

Dentre os direitos e garantias fundamentais, a CF só previu como cláusula pétrea os direitos e garantias individuais e o voto com as suas características de ser "direto, secreto, universal e periódico".

Gabarito: Errado.

Caput do art. 5º:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Embora a literalidade do caput expresse o termo “residente”, o STF promoveu uma mutação constitucional, ampliando o escopo desses direitos. O Supremo decidiu que deve ser entendido como todo estrangeiro que estiver em território brasileiro e sob as leis brasileiras, mesmo que em trânsito. Assim o estrangeiro em trânsito estará amparado pelos direitos individuais, e poderá inclusive fazer uso de “remédios constitucionais” como habeas corpus e mandado de segurança. Ressalva-se que o estrangeiro não poderá fazer uso de todos os direitos, pois alguns são privativos de brasileiros como, por exemplo, o uso da ação popular.

28. (FCC/Analista TRF 4ª/2010) A inviolabilidade do direito à

vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade são garantias previstas na Constituição Federal:

a) aos brasileiros, não estendidas às pessoas jurídicas.

b) aos brasileiros natos, apenas.

c) aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no País.

d) aos brasileiros, natos ou naturalizados.

e) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.

Comentários:

Esses direitos são assegurados aos brasileiros e estrangeiros sob leis brasileiros, pessoas físicas e, em alguns casos, pessoas jurídicas. O estrangeiro também não precisa ter residência fixa, basta estar sob as leis brasileiras.

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Gabarito: Letra E.

29. (CESPE/ANAC/2009) Os direitos fundamentais não são assegurados ao estrangeiro em trânsito no território nacional.

Comentários:

O estrangeiro, ainda que em trânsito, fará jus à proteção dos direitos

fundamentais.

Gabarito: Errado.

Igualdade (ou Isonomia):

Art. 5º, I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

O caput também faz menção a este princípio, quando diz: todos

são iguais perante a lei.

Este princípio pode ser entendido como: “a lei não pode fazer distinção, deve tratar de forma igual os iguais e de forma desigual os desiguais na medida de suas desigualdades”. Desta forma, temos dois diferentes tipos de isonomia:

Isonomia formal

Todos poderão igualmente buscar os direitos expressos na lei.

 

É

a igualdade real, vai além da

Isonomia material

igualdade formal. A busca da igualdade material acontece quando são tratadas desigualmente as pessoas que estejam em situações desiguais. Geralmente usada para favorecer alguns grupos que estejam em posição de desvantagem.

Obviamente ela só será válida se for pautada em um motivo lógico

e

justificável. Ex. Destinação de

vagas especiais para deficientes

físicos em concursos públicos.

A doutrina também costuma diferenciar outras duas formas de isonomia (ambas comportadas pela Constituição):

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Com

a

lei

já elaborada, esta

igualdade direciona o aplicador

Igualdade perante a lei

da

lei para

que a aplique sem

fazer

distinções

(isonomia

formal).

 

Igualdade na lei

É o princípio que direciona o legislador a não fazer distinções entre as pessoas no momento de se elaborar uma lei.

30. (FCC/TRT 23ª/2005) Tendo em vista o princípio da isonomia como um dos direitos fundamentais, observe as afirmações sobre o princípio da igualdade:

I. por sua natureza, veda sempre o tratamento discriminativo entre indivíduos, mesmo quando há razoabilidade para a discriminação.

II. vincula os aplicadores da lei, face à igualdade perante a lei, entretanto não vincula o legislador, no momento de elaboração da lei.

III. estabelece que se deve tratar de maneira igual os que se encontram em situação equivalente e de maneira desigual os desiguais, na medida de suas desigualdades.

IV. não há falar em ofensa a esse princípio se a discriminação é admitida na própria Constituição.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e III.

b) I e IV.

c) II e III.

d) II e IV.

e) III e IV.

Comentários:

I- Errado. Pode haver tratamento desiguais entre desiguais para

que haja uma busca da igualdade material.

II - Errado. Vimos que a igualdade perante a lei comporta os dois sentidos: a igualdade perante a lei, propriamente dita (direcionando o aplicador) e a igualdade na lei (direcionando o legislador ao elaborar a norma).

III - Isso aí. Esse é o verdadeiro significado da isonomia.

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IV - Correto. O Poder Constituinte Originário é ilimitado, logo, se é

a

própria Constituição que está admitindo a discriminação, não há

o

que se falar em ofensa à isonomia.

Gabarito: Letra E.

31. (CESPE/MMA/2009) No constitucionalismo, a existência de

discriminações positivas é capaz de igualar materialmente os desiguais.

Comentários:

referiu a existência de

A questão está

discriminações com o intuito de se alcançar a isonomia no aspecto material.

Gabarito: Correto.

correta,

que

se

32. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) Homens e mulheres são

iguais em direitos e obrigações, nos termos da CF, não podendo a lei criar qualquer forma de distinção.

Comentários:

Poderá ocorrer tratamento diferenciado para que se possa alcançar a chamada isonomia material, ou seja, tratar de forma desigual os

desiguais para que possamos reduzir as desigualdades, no caso entre

o homem e a mulher.

Gabarito: Errado.

Liberdade (legalidade na visão do cidadão):

Art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

Doutrinariamente, chama-se de "liberdade" (uma de suas faces) o princípio que está expresso no art. 5º, II, já que somente a lei (legítima) pode obrigar que alguém faça ou deixe de fazer algo contra sua vontade.

Este princípio também é conhecido como a faceta da legalidade para

o cidadão, isso porque a legalidade pode ser entendida de 2 formas:

Para o cidadão - O particular pode fazer tudo aquilo que a lei não proíba;

Para o administrador público - O administrador público só pode fazer aquilo que a lei autorize ou permita.

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33. (CESPE/Oficial de Inteligência- ABIN/2010) O preceito constitucional que estabelece que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei veicula a noção genérica do princípio da legalidade.

Comentários:

Trata-se da norma do art. 5º, II, que traz o chamado princípio da liberdade, ou o princípio da legalidade na visão do cidadão. Este princípio é conhecido como a faceta da legalidade para o cidadão porque a legalidade pode ser entendida de 2 formas:

Para o cidadão - O particular pode fazer tudo aquilo que a lei não proíba;

Para o administrador público - O administrador público só pode fazer aquilo que a lei autorize ou permita.

Gabarito: Correto.

Desdobramento da dignidade da pessoa humana:

Art. 5º, III - ninguém será submetido a tortura tratamento desumano ou degradante;

nem a

34. (FCC/TRE-PI/2002) A Constituição Federal prevê que "ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante". Esse dispositivo de proteção abrange

a) o racismo, somente se for praticado em concurso com a violência

física.

b) apenas o sofrimento físico, único inerente à tortura.

c) tanto o sofrimento físico como o mental.

d) o sofrimento psíquico, apenas nos casos de discriminação religiosa.

e) a aplicação de castigo pessoal a alguém sob guarda, mesmo que

não cause intenso sofrimento.

Comentários:

A interpretação do dispositivo é ampla, abrange tanto o aspecto físico quanto o psicológico.

Gabarito: Letra C.

Manifestação do pensamento:

Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

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35.

(CESPE/DPU - Agente Adm./2010) A CF prevê o direito à

livre

manifestação

de pensamento, preservando também o

anonimato.

Comentários:

A Constituição não preserva o anonimato. Pelo contrário, o repudia (CF, art. 5º, IV).

Gabarito: Errado.

Direito de resposta e inviolabilidade de honra, imagem e vida
Direito de resposta e inviolabilidade de honra, imagem e vida

Direito de resposta e inviolabilidade de honra, imagem e vida

Direito de resposta e inviolabilidade de honra, imagem e vida privada :

privada :

Direito de resposta e inviolabilidade de honra, imagem e vida privada :

Art. 5º, V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

Pois é, vimos que todo mundo tem a liberdade de se manifestar Obviamente essa liberdade não é absoluta e se abusar do direito, vem esse dispositivo aqui! O ofendido tem direitos de resposta, ainda podendo cumular uma forma tríplice de indenização pela ofensa:

material, moral e imagem.

Isso porque temos o seguinte dispositivo:

Art. 5º, X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

Embora seja assegurado o direito de resposta, não se pode, nesta, violar a intimidade, a vida privada e a honra do agressor. Exemplo: A mulher não pode vingar-se do namorado, que publicou fotos suas desrespeitosas na internet, fazendo o mesmo com as dele, alegando direito de resposta.

Intimidade e vida privada são conceitos de fácil visualização. Porém,

privada são conceitos de fácil visualização. Porém, é necessário que façamos aqui uma distinção dos

é

necessário que façamos aqui uma distinção dos conceitos de honra

e

imagem, para fins dessa proteção:

honra - aspecto interno, reputação do indivíduo, bom nome.

Imagem - aspecto externo, exposição de sua figura.

Desta forma, vemos que honra e imagem são coisas dissociadas. No entendimento do STF, se alguém fizer uso indevido da imagem de alguém, a simples exposição desta imagem já gera o direito de indenizar, ainda que isso não tenha gerado nenhuma ofensa à sua reputação.

Ainda nos cabe diferenciar a questão dos danos:

Dano material - Quando existe ofensa, direta ou indireta (lucros cessantes), ao patrimônio das pessoas físicas ou jurídicas.

39

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Dano moral - Quando existe ofensa à algo interno, subjetivo. Conceito amplo que abrange ofensa à reputação de alguém, ou quando se refere ao fato de ter provocado violação ao lado emocional, psíquico, mental da pessoa.

Dano à imagem - Segundo o art. 20 do Código Civil, são aqueles que denigrem, através da exposição indevida, não autorizada ou reprovável, a imagem das pessoas físicas, ou seja , a publicação de seus escritos, a transmissão de sua palavra, ou a utilização não autorizada de sua imagem, bem como, a utilização indevida do conjunto de elementos como marca, logotipo ou insígnia, entre outros, das pessoas jurídicas.

Lembrando ainda que: STJ - súmula - 227 a pessoa jurídica pode sofrer dano moral.

36. (CESPE/TCU/2009) A CF estabelece que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Diante da amplitude do tratamento constitucional atribuído a essas liberdades, mesmo que a manifestação dessas atividades viole a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem de alguém, não será devida qualquer indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

Comentários:

Os direitos fundamentais não são absolutos, já que se condicionam entre si. Embora tenhamos uma liberdade ampla de expressão, essa liberdade está condicionada ao respeito de outros direitos fundamentais.

Gabarito: Errado.

37. (FCC/APOFP-SEFAZ-SP/2010) No que se refere à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas é certo que:

a) a dor sofrida com a perda de ente familiar não é indenizável por

danos morais, porque esta se restringe aos casos de violação à honra

e à imagem.

b) a indenização, na hipótese de violação da honra e da intimidade,

não responde cumulativamente por danos morais e materiais.

c) a condenação por danos morais face à divulgação indevida de

imagem, exige a ocorrência de ofensa à reputação da pessoa.

d) o Estado também responde por atos ofensivos (morais) praticados

pelos agentes públicos no exercício de suas funções.

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e) as pessoas jurídicas, por serem distintas das pessoas físicas, têm direito a indenização por danos materiais, mas não por danos morais.

Comentários:

Letra A - Errado. As dores sofridas em aspectos não patrimoniais, causadas por outrem, são indenizáveis por danos morais.

Letra B - Errado. Nada impede a cumulação de indenizações, caso

seja comprovado constitucionalmente.

Letra C - Errado. A imagem é dissociada da honra, logo, independentemente de haver dano à honra, é indenizável a exposição indevida ou reprovável da imagem.

cumulação é admitida

o

dano.

A

Letra D - Correto. A conduta do agente público é imputável ao Estado, se este está agindo no exercício de suas funções, já que o agente é o responsável por manifestar a vontade estatal.

Letra E - Errado. Pessoas Jurídicas podem sofrer danos morais (STJ, súmula 227), bem como materiais e à imagem.

Gabarito: Letra D.

Sigilo bancário e fiscal:

Segundo o STF, o art. 5º, X, que vimos anteriormente, também é o respaldo constitucional para o sigilo bancário e fiscal das pessoas.

devida

Estes

fundamentação, por:

sigilos

podem

ser

relativizados,

com

a

decisão judicial;

CPI - somente pelo voto da maioria da comissão e por decisão fundamentada, não pode estar apoiada em fatos genéricos;

Ministério Público - muito excepcionalmente. Somente quando estiver tratando de aplicação das verbas públicas devido ao princípio da publicidade.

Obs.:

A LC 105/01 fornece respaldo para que a quebra do sigilo bancário seja feita por autoridade fiscal. Porém, embora exista essa previsão legal, ela é alvo de muitas críticas, inclusive a posição atual do STF 3 indica que seria inconstitucional, já que o sigilo possui um pilar na própria Constituição Federal, não podendo ser relativizado por leis infraconstitucionais - sejam elas ordinárias ou complementares -. Assim, somente as autoridades judiciais - e a CPI, que possui os mesmo poderes investigativos daquelas (CF, art. 58 §3º) - é que poderiam relativizar estes sigilos.

3 RE 389.808/PR - 15-12-2010

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No entanto, até o momento, ainda não houve decisão do STF neste

sentido que se revista de caráter vinculante, já que a decisão do STF

se deu em sede de recurso extraordinário e não em uma ação direta.

Lembramos ainda que a quebra por parte do Ministério Público é muito excepcional, somente podendo ser feita no caso citado anteriormente. Assim, a quebra de sigilos, em regra, só pode ser feita por Juiz e CPI.

38. (CESPE/TCE-AC/2009) Os tribunais de contas não podem

determinar a quebra de sigilo bancário de administrador público investigado por superfaturamento de preço praticado em licitação, no âmbito do controle externo realizado.

Comentários:

Os tribunais de contas não tem competência para quebra de sigilos.

Gabarito: Correto.

39. (ESAF/ATRFB/2009) Comissão Parlamentar de Inquérito não

pode decretar a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do

investigado.

Comentários:

Ela pode sim, desde que por maioria absoluta e sem estar apoiada em fatos genéricos.

Importante ressaltar que, conforme será visto, essa quebra de sigilo telefônico se refere somente aos dados telefônicos (para quem ligou, quando ligou, etc.). Não se trata de interceptação da conversa telefônica, isso só o juiz poderá ordenar.

Gabarito: Errado.

Liberdade de crença religiosa e filosófica

O Brasil é um país laico, não possui uma religião oficial, embora

proteja

discriminação.

não

a

liberdade

de

crença

como

uma

das

faces

da

Art. 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; (Entenda-se por liturgias:

celebrações, rituais )

Art. 5º, VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

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40. (FCC/Auxiliar-TJ-PA/2010) É vedada a assistência religiosa

nas entidades militares de internação coletiva, salvo nas civis.

Comentários:

A assistência religiosa é assegurada nas entidades de internação

coletiva, sejam elas civis ou militares (CF, art. 5º, VII).

Gabarito: Errado.

Imperativo de Consciência

Art. 5º, VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

O imperativo de consciência pode ser alegado, por exemplo, em

tempo de paz, no caso do serviço militar obrigatório, mas não poderá

a pessoa recusar-se a cumprir a prestação alternativa imposta, conforme dispõe o art. 143, § 1º.

Art.15, IV No caso de recusa de se cumprir obrigação legal a todos imposta ou prestação alternativa, ensejará a suspensão dos direitos políticos do cidadão.

41. (FCC/AJAJ-TRT 21/2003) Temístocles, alegando motivos

relacionados com sua convicção política, negou-se a prestar o serviço militar e, alegando as mesmas convicções, recusou-se a cumprir obrigação alternativa. Nesse caso, Temístocles

a) está correto em seu procedimento, visto que ninguém pode ser

obrigado a fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

b) alegou legítima escusa de consciência, uma vez que sua convicção

política é contrária à prestação de qualquer serviço ao Estado.

c) perderá seus direitos políticos e, sendo a perda definitiva, não mais

poderá recuperá-los.

d) terá seus direitos políticos suspensos e essa situação perdurará até

que cumpra a obrigação alternativa.

e) não tem direito à escusa de consciência porque o serviço militar é

obrigação imposta a todos os brasileiros.

Comentários:

Questão direta. O serviço militar é uma obrigação. Caso use-se a escusa de consciência terá de cumprir uma prestação alternativa,

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geralmente trabalhar para as instituições militares servindo como

Se nem a prestação

apoio na área de saúde, alimentar e etc

alternativa quiser cumprir, os direitos políticos serão suspensos até

que regularize a situação.

Gabarito: Letra D.

Liberdade de pensamento e a censura

Art. 5º, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Art. 220 A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto na CF.

Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social.

É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.

42. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF assegura a liberdade de

expressão, apesar de possibilitar, expressamente, sua limitação por meio da edição de leis ordinárias destinadas à proteção da juventude.

Comentários:

Nenhuma lei poderá restringir a liberdade de expressão, esta deve observar apenas as restrições de ordem constitucional.

Professor, mas que doidera! Quer dizer então a liberdade de expressão está acima da proteção à Juventude? De forma alguma!

Aí que entra saber fazer concurso. Veja o que a questão afirma:

"apesar de possibilitar, expressamente

A Constituição faz isso expressamente? Não.

A liberdade de expressão deve estar contida pelos outros direitos e interesses individuais e coletivos, porém, esta avaliação é feita no caso concreto.

Gabarito: Errado.

43. (CESPE/TJAA-TRE-MG/2008) A Constituição da República

Federativa do Brasil de 1988 reconhece ser livre a expressão da

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atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Comentários:

É isso aí, segundo a Constituição em seu art. 5º, IX, independe de licença ou censura para que possa se expressar em atividades artísticas, intelectuais, científicas, ou em meio de comunicação.

Gabarito: Correto.

Inviolabilidade de domicílio:

Art. 5º, XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação

Esquematizando este inciso, vemos que, o domicílio não possui uma inviolabilidade absoluta, poderá alguém adentrar no recinto se:

Tiver o consentimento do morador;

Ainda que sem o consentimento do morador, se o motivo for:

Flagrante delito;

Desastre;

Prestar Socorro;

Ordem judicial, mas neste caso, somente durante o dia.

Expressão "durante o dia":

Baseado na doutrina constitucionalista, entendemos que a expressão "durante o dia" significa o lapso temporal que vai da aurora ao crepúsculo, sem determinação de horário fixo, devido às peculiaridades do Brasil (horário de verão e etc.), ou seja, "durante o dia" é o período em que a terra está sendo iluminada pelo sol.

Algumas questões de concurso insistem em "fixar horários", quando isso acontecer, o candidato deverá utilizar o período das 6h às 18h como o período referente ao dia, embora não achemos que seja o correto.

Termo "casa":

“Casa”, segundo o STF, tem sentido amplo, aplica-se ao escritório, consultório etc. (qualquer recinto privado não aberto ao público). Porém, nenhum direito fundamental é absoluto, desta forma, o STF decidiu pela não ilicitude das provas obtidas com violação noturna de escritório de advogados para que fossem instalados equipamentos de escuta ambiental, já que os próprios advogados estavam praticando

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atividades ilícitas em seu interior. Assim, a inviolabilidade profissional do advogado, bem como do seu escritório, serve para resguardar o seu cliente para que não se frustre a ampla defesa, mas, se o investigado é o próprio advogado, ele não poderá invocar a inviolabilidade profissional ou de seu escritório, já que a Constituição não fornece guarida para a prática de crimes no interior de recinto 4 .

44. (CESPE/MMA/2009) Se um indivíduo, ao se desentender com

sua mulher, desferir contra ela inúmeros golpes, agredindo-a fisicamente, causando lesões graves, as autoridades policiais, considerando tratar-se de flagrante delito, poderão penetrar na casa desse indivíduo, ainda que à noite e sem determinação judicial, e prendê-lo.

Comentários:

Como se trata de flagrante delito, não necessita de exigência de ser apenas durante o dia.

Gabarito: Correto.

45. (CESPE/PGE-AL/2009 - Adaptada) O conceito normativo de

casa é abrangente; assim, qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade está protegido pela inviolabilidade do domicílio. Apesar disso, há a possibilidade de se instalar escuta ambiental em escritório de advocacia que seja utilizado como reduto para a prática de crimes.

Comentários:

Esse é o entendimento do STF, o conceito amplo do termo "casa" e a possibilidade da instalação da escuta no caso de prática de crimes.

Gabarito: Correto.

46. (CESPE/Oficial de Inteligência- ABIN/2010) O

entendimento do direito constitucional relativo à casa apresenta maior amplitude que o do direito privado, de modo que bares, restaurantes e escritórios, por exemplo, são locais assegurados pelo direito à inviolabilidade de domicílio.

Comentários:

Questão maldosa. Realmente o entendimento do direito constitucional relativo à casa apresenta maior amplitude que o do direito privado. Para o direito constitucional, "casa" é qualquer recinto privado não aberto ao público, como os escritórios e etc. A questão, no entanto,

4 Inq 2.424, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 19 e 20-11-08, Plenário, Informativo 529.

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deu como exemplos "bares" e "restaurantes", que são locais de livre acesso a qualquer pessoa que se disponha a ali entrar e pagar por uma bebida ou refeição, logo, não há o que se falar em inviolabilidade de tais locais.

Gabarito: Errado.

Inviolabilidades de comunicações:

Art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

A literalidade deste dispositivo deve ser muito bem observada, pois nos traz 2 coisas muito cobradas em concursos:

1º - Dos três sigilos ali previstos (correspondência e comunicações telegráficas, sigilo de dados e comunicações telefônicas) só o último deles é que permite relativização por ordem judicial: o sigilo telefônico.

2º - Ainda que permitida a quebra do sigilo telefônico por ordem judicial, isso não é ilimitado, deve atender a dois requisitos:

- ser feita na forma que a lei estabelecer;

- ter como finalidade investigação criminal ou instrução processual penal.

Assim, não será permitida a quebra para instaurações de processos cíveis sem consequências criminais.

Jurisprudência:

É relevante observar que é necessária a edição de lei para regulamentar a interceptação telefônica. Esta lei foi criada somente em 1996 (Lei nº 9.296/96), antes disso o STF entendia que nem por ordem judicial poderia se afastar este sigilo, já que estava pendente de regulamentação.

Embora a literalidade da Constituição refira-se expressamente à possibilidade de relativização apenas das comunicações telefônicas, o STF já decidiu que as outras inviolabilidades (correspondência, dados e telegráficas) também poderão ser afastadas, já que nenhum direito fundamental é absoluto e não pode ser invocado para acobertar ilícitos. Destarte, estas inviolabilidades poderão ser quebradas quando se abordar outro interesse de igual ou maior relevância. Por exemplo: É perfeitamente lícito que uma carta enviada a um presidiário seja aberta para coibir a prática de certas condutas, já que a disciplina prisional e a segurança são interesses mais fortes do

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que a privacidade da comunicação do preso. Essas hipóteses já foram cobradas em concurso do CESPE e ESAF.

47. (CESPE/Técnico-TCU/2009) Admite-se a quebra do sigilo

das comunicações telefônicas, por decisão judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer, para fins de investigação criminal ou administrativa.

Comentários:

Segundo a Constituição (CF, art. 5º, XII), a interceptação só poderá ocorrer, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer (lei 9.296/1996), e com o objetivo de:

investigação criminal; ou

instrução processual penal.

Gabarito: Errado.

48. (CESPE/TJAA-TRE-MG/2008) A Constituição da República

Federativa do Brasil de 1988 prevê a inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas em caráter absoluto.

Comentários:

Vimos que nenhum direito fundamental é absoluto.

Gabarito: Errado.

49. (CESPE/TCE-ES/2009) Apesar da ausência de autorização

expressa na CF, a interceptação das correspondências e comunicações telegráficas e de dados é possível, em caráter excepcional.

Comentários:

Segundo o STF nenhum direito fundamental pode ser respaldo para a prática de atos ilícitos, assim, ainda que aparentemente absolutos, eles poderão ser relativizados diante do caso concreto. Desta forma, é aceito a quebra de sigilo de correspondências, por exemplo, no caso de disciplina prisional, onde a autoridade fica licitamente autorizada a devassar o sigilo da comunicação feita ao preso para fins de manutenção da ordem e de interesses coletivos.

Gabarito: Correto.

50. (CESPE/STF/2008 - Adaptada) Apesar de a CF afirmar

categoricamente que o sigilo da correspondência é inviolável, admite-

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se a sua limitação infraconstitucional, quando se abordar outro interesse de igual ou maior relevância, do que o previsto na CF.

Comentários:

Quando houver uma colisão de direitos fundamentais, de um lado a inviolabilidade e do outro a segurança da sociedade. O STF entende que esta deve prevalecer.

Gabarito: Correto.

51. (CESPE/OAB-SP exame nº 137/2008) Segundo a

Constituição Federal de 1988 (CF), o sigilo das comunicações telefônicas poderá ser violado, por ordem judicial ou administrativa, para instrução processual de ação de improbidade administrativa.

Comentários:

Segundo a Constituição (CF, art. 5º, XII), a interceptação só poderá ocorrer, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer (lei 9.296/1996), e com o objetivo de:

investigação criminal; ou

instrução processual penal.

Gabarito: Errado.

52. (CESPE/Analista SEGER-ES/2007) Conversas telefônicas

entre o acusado e seu defensor não podem ser interceptadas, pois o sigilo profissional do advogado, que é garantia do próprio processo legal, somente pode ser quebrado quando o advogado estiver envolvido na atividade criminosa.

Comentários:

Na jurisprudência do STF a atividade do advogado goza de ampla inviolabilidade profissional. Essa inviolabilidade serve para resguardar o seu cliente e para que não se frustre a ampla defesa, mas, se o investigado é o próprio advogado, ele não poderá invocar a inviolabilidade profissional ou de seu escritório, já que a Constituição não fornece guarida para a prática de crimes, ainda que invocando um direito fundamental.

Gabarito: Correto.

Provas ilícitas

Art. 5º, LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

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Daqui, decorre o princípio dos “frutos da árvore envenenada” (fruits of the poisoned tree), o qual diz que a admissão no processo de uma prova ilícita, irá contaminar, tornando igualmente nulo, todos os atos processuais que decorrerem dela.

Vamos fazer uma relação do inciso XII da Constituição (inviolabilidade das comunicações) com as provas ilícitas:

Quando alguém se manifesta através de um telefone, suas palavras tem destinatário certo: o outro interlocutor, não podendo ser, sem a sua autorização, interceptadas e usadas contra ele. Estamos diante de uma conversa telefônica, privada, protegida pelos princípios constitucionais da intimidade, privacidade e etc.

A gravação de conversa telefônica pode ocorrer de 3 diferentes modos:

1- Interceptação telefônica:

Alguém vai “interceptar” essa conversa, obtendo os dados de forma que nenhum deles saiba:

Interlocutor A
Interlocutor
A

Conversa Telefônica

que nenhum deles saiba: Interlocutor A Conversa Telefônica Interlocutor B “Interceptador” – sem consentimento de
Interlocutor B
Interlocutor
B

“Interceptador” – sem consentimento de A e B

A interceptação é ilícita, não pode ser aproveitada em processo, a não ser que aconteça com respeito à Constituição (CF, art. 5º, XII), ou seja:

Seja nos termos da lei (lei 9.296/96);

Seja autorizada por uma autoridade judicial

Seja usada para investigação criminal ou instrução de processos penais (não pode ser investigação ou processos cíveis e administrativos)

2- Escuta telefônica:

Alguém vai “escutar” essa conversa, mas um dos interlocutores sabe que tem alguém na escuta, vamos supor que o interlocutor “A” seja quem saiba.

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Interlocutor A
Interlocutor