Você está na página 1de 8

1

1 Faculdade de Tecnologia de São Paulo Departamento de soldagem Relatório de Laboratório de PRUS III

Faculdade de Tecnologia de São Paulo Departamento de soldagem

Relatório de Laboratório de PRUS III

Assunto: Experimento 05

Comparação entre os arames ER 70S 6 (sólido) e E71T 1 (tubular)

Docente: M. Sc. Marcos Antonio Tremonti

Discentes:

Denis de Almeida Costa

RA: 10205039

Felipe Amélio de Lucena

RA: 09205134

Leandro Perez Ferreira

RA: 09205359

Liz Ferreira de Castro Neto

RA: 08205031

Marivaldo

RA: 08205120

Rafael Barreto de Matos

RA: 09205401

Raphael Oliveira Ferreira

RA: 09105041

2

1. Objetivo

Comparar as velocidades de alimentação e taxa de deposição, em uma dada corrente, entre os arames.

SFA 5.18 ER 70S 6 – sólido

SFA 5.20 E 71T1 - tubular

2.

Introdução teórica

Na soldagem ao ao arco elétrico com proteção gasosa (GMAW) a corrente é uma variável secundária que, entre outros fatores, é influenciada pela velocidade de alimentação do arame e pelo tipo de arame. Em uma dada corrente a densidade de corrente elétrica será diferente entre um arame sólido (ER 70S 6) e um arame tubular (E 71T1), visto que as secções metálicas, região que conduz eletricidade, são diferentes, como pode ser observado na figura 01.

Arame sólido

observado na figura 01. A r a m e s ó l i d o Arame

Arame tubular

figura 01. A r a m e s ó l i d o Arame tubular Região

Região

metálica01. A r a m e s ó l i d o Arame tubular Região metálica

metálicaa m e s ó l i d o Arame tubular Região metálica Região não Figura

Região não

Figura 01: diferença na secção transversal entre ER 70S 6 e E71T 1

Basicamente o processo de soldagem com arames tubulares é o mesmo que a soldagem com arames sólidos e utiliza os mesmos equipamentos. A diferença mais importante entre a soldagem com arame sólido e a com arame tubular é o seu desempenho em termos de produtividade, sob certas condições. Na soldagem com arames tubulares são empregados invólucros metálicos com um pó em seu interior

3

em vez de arames sólidos para unir metais ferrosos. O fluxo em seu interior pode conter minerais, ligas ferrosas e materiais que forneçam gases de proteção, desoxidantes e materiais formadores de escória. Os ingredientes do fluxo promovem estabilidade ao arco, influenciando nas propriedades mecânicas do metal de solda, bem como no perfil da solda. Muitos arames tubulares são desenvolvidos para serem usados com uma proteção externa adicional. Os gases ricos em CO2 são os mais comuns. O metal de solda pode ser depositado a taxas de deposição maiores, e os cordões de solda podem ser mais largos e com melhor perfil do que os produzidos com arames sólidos, mesmo tendo como gás de proteção o CO2. Entretanto apenas o fato de trocar o arame sólido por um arame tubular não implica necessariamente em um incremento da taxa de deposição como será demonstrado a seguir.

3. Parte experimental

Equipamentos Utilizados

Torno IMOR adaptado para soldagem linear

será demonstrado a seguir. 3. Parte experimental • Equipamentos Utilizados Torno IMOR adaptado para soldagem linear

4

Fonte de soldagem Stel HI – MIG 500

4 Fonte de soldagem Stel HI – MIG 500 Alimentador de Arame: Stel Top 504-C

Alimentador de Arame: Stel Top 504-C

4 Fonte de soldagem Stel HI – MIG 500 Alimentador de Arame: Stel Top 504-C

5

Fluxômetro graduado de 0 a 25 L/min

Tocha para processos mecanizados com refrigeração à ar Oximig

Parâmetros comuns (aos dois arames) de solda

Metal base: Chapa laminada A36, 200 x 100 x 10 mm

Polaridade: Inversa (eletrodo positivo)

Gás de proteção: SFA-5.32 SG-AC-25 (75% Ar + 25% CO2)

Vazão do gás de proteção: 18 l/min

Distância entre bico de contato e peça: 20 mm

Diâmetro dos arames: 1,2 mm

Tensão de arco: 27 V

Velocidade de soldagem: 300 mm/min

Descrição do experimento

O experimento, em uma primeira etapa, consistiu na soldagem de 5 cordões com o arame tubular, esses cordões foram realizados com uma única tensão de arco e o único parâmetro alterado entre esses cordões foi a velocidade de alimentação do arame, com essa alteração foram obtidos diferentes valores de intensidade de corrente. Com isso foi elaborada a seguinte tabela.

Cordão Nº

1

2

3

4

5

Velocidade de alimentação (m/min)

6

8

10

12

14

Intensidade de

corrente (A)

165

198

235

264

283

Tabela 01: Soldagem com arame tubular

Após essa primeira etapa, foram soldados mais cinco cordões utilizando o arame sólido, manteve-se a mesma tensão de arco assim como os demais parâmetros comuns, nessa etapa os cordões foram executados com os valores de intensidade de corrente obtidos na etapa primeira, com isso observou-se que os valores para velocidade de alimentação do arame variaram, após a leitura dos mesmos, obteve-se a próxima tabela.

6

Cordão Nº

1

2

3

4

5

Velocidade de alimentação (m/min)

5

6,5

8,8

10,8

12,2

Intensidade de

corrente (A)

165

198

235

264

283

Tabela 02: Soldagem com arame sólido

Após a avaliação dessas duas tabelas, conclui-se que, em uma dada intensidade de corrente, o arame tubular permite uma velocidade de alimentação superior à velocidade de alimentação no caso de soldagem com arame sólido, entretanto, isso por si só não implica em um incremento da taxa de deposição e consequente aumento da produtividade em uma dada corrente. Para uma análise completa desse quadro é necessário considerar a massa de cada arame por metro linear, para com isso indicar qual arame possibilita a maior taxa de deposição.

O arame sólido pode ter a sua massa específica por metro linear determinada em função da sua secção transversal e a densidade do aço (0,0000078 kg/mm³). Já no caso do arame tubular a forma viável de se obter a massa específica por metro linear foi mensurando um determinado comprimento de arame, visto que não se trata de um arame com secção transversal maciça.

 

ER 70S 6 – sólido

FA 5.18 ER 70S 6 – sólido

Massa (kg/m)

0,00882

0,00758

Tabela 03: Massa do arame por metro linear

Cruzando os dados das três tabelas chegamos à próxima tabela em que podemos comparar a taxa de deposição dos dois arames em cada uma das correntes utilizadas.

Valor de corrente (A)

ER 70S 6 – sólido

FA 5.18 ER 70S 6 – sólido

165

44,10000

45,48000

198

57,33000

60,64000

235

77,61000

75,80000

264

95,25000

90,96000

283

107,60000

106,12000

Tabela 04: Taxa de deposição (g/min) para ambos os arames, em função da corrente

7

120 100 80 Arame sólido Arame tubular 60 40 20 0 165 198 235 283
120
100
80
Arame sólido
Arame tubular
60
40
20
0
165
198
235
283
Intensidade de corrente (A)
Taxa de deposição (g/min)

Gráfico 01: Taxa de deposição (g/min) em função da intensidade de corrente (I)

4. Considerações finais

Do exposto pela tabela 04, conclui-se que nas condições de soldagem e com os parâmetros ora utilizados, o arame tubular não mostra-se como alternativa que ofereça uma maior taxa de deposição que o arame sólido, a taxa de deposição é praticamente a mesma, sendo até em alguns casos inferior. A utilização do arame tubular torna-se ainda menos indicada quando leva-se em consideração a eficiência do consumível (quantidade de consumível que transforma-se efetivamente em metal soldado).

Eficiência do arame sólido: 97%

Eficiência do arame tubular: 90%

8

Outro fator a ser avaliado em conjunto com o desempenho de um consumível no momento de decisão é o custo do consumível, e nesse ponto o arame tubular mostra-se como opção a ser descartada, nas condições e parâmetros utilizados nesse experimento.

Preço médio do arame sólido: R$ 06,00

Preço médio do arame tubular: R$ 22,00

5. Referências bibliográficas

[1] SENAI-SP. Soldagem. Organizadoras Selma Ziedas e Ivanisa Tatini. São Paulo, 1997. 553p. (Coleção Tecnologia SENAI).

[2] ESAB; Arames tubulares. [S.I.] Tradução e Adaptação de Cleber Fortes. Revisão de Welerson Araújo. Disponível em:

<http://www.esab.com.br/br/por/Instrucao/biblioteca/upload/1901098rev0_ApostilaAr

amesTubulares.pdf>. Acesso em: 26 jun.2011.