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Gildo A. Montenegro
DE S NHO
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AR
ITETONICO '
e diçã o , revista e . atualizada
·72 . 02 1 . 2
M777d4. ed. 2Q 0 7 ' 1
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r. M o ntenegro, Gi l do A. ,
- '0 : Des e n h o a r qui t e t õ n ic o
: par a eu
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Ac, 7646
ED I TORA EDGARD SLÜCHER LTDA ,
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G~D O A . M O N TE f E G R O

A rqu i teto

P rofessor d o Curso de Arquitetura

da U ni v ersidade Fed er al d e P e rna m buco

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FaculdadePítágoras Controle Patrimonial de Acervo

Númerod a Biblioteca:

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DES E NHO

A RQU I T ET ÔNI C O

PARA C U RSO S TÉ C NI COS D E 2 ? G R AU

E FAC ULDAD ES

DE A R Q UIT E TURA

4 ~ E D I CÃO, REVI S T A E ATU A LI Z ADA

,

E D IT OR A B W C H ER

www. b t ucher.com . b r

© 2001 Gild o A . Monte neg r o

4" edição - 2 0 0 I sa re i mp r essão - 2 0 07

É pr oi bid a a r e pro duç ã o to tal ou p arc i a l por quaisq uer me i o s f sem a u toriza ç ão escri t a da e ditor a

ED I TOR A BL U C H ER Rua Pedr os o Alvarenga, 124 5 - 4 ° a nd a r

0 45 31 - 0 12 - Sã o Paulo , SP - B r as il Fa x: (1 1) 3 079 - 2707 Te L: (1 1 ) 3078 - 536 6

e - r n ail : edit ora @ blucheL com. br

s ite: www .b l uch e r . c or n .br

ISBN 8 5 - 212 - 0 2 91 - 1

FICH A CAT A LOGR Á FI CA

M7 8 3d

Mo nten e gro , Giido A .

Desenho a r quitet ô ni c o / Gi ld o

Bib li o gr afi a .

I S BN 85-212-02 9 1 - 1

 

I

. De s enho a r qu it e tô n i co

78

-012 8

A. M ontenegr o - 4" edição - - S ão Paul o : Blu c her , 2 0 0 1.

1 7. C DD - 7 44 . 4 24

1

8 .

- 7 2 0 . 2 8

Índices p ara c atá logo s istemático :

1. Desenh o ar qu itetô ni c o 744 . 424 ( 17 . ) 720 . 2 8 (1 8 .)

"

.

4

Cap ít u l o

;

\

\

Co V\t e ~d o

Agradec i me nt os , 3 1 Intr o d uç ão , 5

 

2

M a t e ri al e i nst r u m en t os de d esenho , 7

3

Co m o usa r os in strume n t o s de d ese nh o , 1 5

4

Norma s d e d ese nh os té c nic o s , 27

5

Tipo s de de senhos e d e p apéis , 3 0

6

Esc ala s num éric a s e gráfi cas , 3 3

7

L etra s e al gar i s m os . C a l igr afia té cn ic a , 37

8

D im ens i o n a m ento. C ol oca ç ã o d e cotas no desenho , 41

9

S i s t e ma s d e rep r es ent a ç ão , 44

1

0

R e p r e se nt a ç ão de um p r oj eto , 5 0

11

Sí m bo l os gr áficos , 6 3

1

2

A s e tap a s d o desen ho , 76

1 3 N oções d e d esenh o t o po grá fi co, 89

14 Detalh es con s trut ivos , 93

15 C ircul a ç ão v ert i ca l , 107

1 6 I nsta l a çõ e s prediais , 1 2 3

17 D e t a lh es de es qu a drias , 128

1 8 Re pr ese ntaç ão

1 9

2 0

21 A rqui te tu r a e com put ad o r , 1 5 6

22 Mu se u do D ese nh o , 158

23 Vo c abu l á r io t éc n i co , 1 64

e m c or es , 1 39

Proje t o de r esi d ê n c i a c o m dois pavime n tos, 141

P r oj e to d e um e d ifí c io de a p a r t a m en to s , 147 .

So br e o Aut o r, 1 67

Na p á gi na in i cia l d e c a d a capítu l o o l eit o r e nc on tra o re s u m o da ma t é r i a trat a da . Even t ua l mente o r o dapé será u til i za do pa r a des t aca r a l g um ponto do tex to.

5

É bom lembrar qu e

O Desenho Arquitetõnic i

feito à mão , é artesanato

em plena Era da Tecnologia, mas

J

á

existem máquinas, ligadas a computadores, que desenham levantamentos topográficos completos , planos

r

b anísticos e projetos de Arqu i tetura , inclusive apresen t ando co rtes , fac h adas e perspectiv as e x te r nas e de

i n teriores , na posição que for escolhida para o observador ou mostrando o objeto em movimento .

\

• O Desenho Ar q uitetõnico não é a representaçã o ideal de um projeto . Seu defeito maior é mostrar pedaços de u m projeto que deverá ser visual i zado comp l eto em uma i mage m m ental ( sín t ese ) .

Tomei por base minha experiência , primeiro co m o desenhista e mais tarde como professor univers i tá r io dessa m a t ér i a , a o re d igi r e desen h ar um cu r so que obe d ece à seqüência da aprend i zagem , o que nem semp r e coinci d e com a ordem lógica dos assuntos.

E ste livro nasceu de uma edição particular que os alunos c h a m avam de apost i la e q u e o ap o io dos amigos fez e sgota r -se. A tendendo a sugestões , r e f iz e amp l i e i o tra b al ho i nic ia l . O liv r o é , p ois, obra r efo r mulada e m edi ç õ e s suc essi v as e f o i f e ito co m a i n tenção d e i nformar e de or i en t a r o fu t u ro desen hi sta ; nada mais. Se a u n iversi d ad e, em a lguns c a sos , ao longo d e 5 a n os n ã o co n se gu e fo r ma r u m Arq u it eto , como t er i a eu a pretensã o de f aze r um a r qui t eto e m pouco m a i s de 1 00 pág i nas? A l é m de absu r d o , ser i a ile g a l .

D e i x o d e a p resen t a r b ib li og r a fi a po i s é im poss í ve l c i tar livro s do s qu a i s eu u se i uma ou duas frases , gua rd adas na m emór ia, sem fichas e sem arq u ivo . Po r ou t r o la d o, m u i t os a s s u n to s nã o se encon t ram e m qualq u e r o u t r o l i v ro de D esenh o Arquitetõnico , n a ci ona l o u es tr ange i ro.

o exp lan ar u m ass u nt o os autores t endem a colocá-Ia n o s c or nos da l u a e al gun s j ul g a m o seu co nt e ú do o ma i s

i mpor t an t e de todos . O u tros , generosamente, p r ocur am ( e )le var su a ob ra àq u e l as al t uras . Neste sen t id o, eu sou

m a ovelha negra po r dois motivos :

. M eu li v r o é incom pl e to . Ora porq u e e u nã o se i d e tud o, o r a po rque e ngr ossa ri a demais o liv r o. Co n ve r san do, um dia , com uma direto r a da Secre t aria d e Educa ç ão do Estad o de Perna mbuc o , ela disse ( nã o uma ; d u as v e zes! ) n r e se u trabal h o e r a tã o bom q u e n ão v i a co m o m e lhorá- Ia (!) . Não t e n ho tama n ha p r etensão ; e es t e li v r o é exa t a m ente o contrário ! Es t á a í para ser melhorado, riscado , co r r ig i d o. Com a colaboração do leito r isto f i cará m a i s f ácil de ser real i za do .

t e

; ;;

?

Desenho Arq uit etõnico: os d e dos faz e ndo ar tes a nato ou a p er tando b o tõe s do co m putado r ? Os pon to s fra cos do d es enho co m o r e p r e sentação t écnic a . As o r igens e os o bje t i vos deste li vro . Por que é necessá r io conhece r bem as r eg r as do de senho .

6

Desenho A y .q u t 'fefô nico

2 . O Desenho A r qu it e t õn i co ( ass u n t o ) tem d e f i ciênc i as e , co m o D ese nho, está lo n ge d e se r a rep r esentaç ã o i dea l

d

e um p r oje t o arqu i te t õnic o .

Não es t ou soz i nho neste po n to de vi s t a ; o utros arqui t e t os conco r dam com i go o u v i ce-ve r sa. Como é o caso de

le m br a a exis t ênc i a d e

enorme d i fe r ença entre arqu i tet u r a p ensada , i mag i nada , e arq u i te t ura desenhad a . O d esen h o , digo eu, é chato

hu m a n a, é est átic o ( n ã o mu da s e us pontos de

vis t a ) , não d e n ota o espaç o ( sob r e tud o o in teri o r , n os gra nde s e difí c io s ) , n ão mo s tra as cor es n e m a lu z , n em os

Frank L l oyd Wrigh t, o ta l entos o a rq u it eto no rte - ame ri can o

que , em sua a ut o biog r af i a ,

(bidime n si on al ), ta q ui gr á f ico ( s i m bólic o ), n ã o refl ete a escal a

c

h e iro s e os so n s. O p r oje to arquitetõnico é a c a sca se c a e m in i aturi za da d e u m a fruta; a i nd a q u e p oss a cresc e r

e

te r v id a , a ~ e r

c ons t ruíd o e s e r v ir d e abr ig o

às p ess oas.

Diz - se qu e os arquitetos antigo s não fa z iam projetos; embora houvesse um plan o prec o ncebido ( es boç o e , algumas ve zes , m a quete) , a idéia amad u recia durante a construção e as e ventualid a de s d a ob r a e ram viv idas p el o

a r qu i teto e pel o s a rtesãos. o p r ojeto d e hoje , deta l had o até os parafuso s , é o diag r am a de uma m o ntagem e não

pa ssa d e um~ idéia imater i al .

Exatamente po r po ssu i r ta i s d e fi c iê n c i as , o Desenho A r quite t õn i co d e v e ser domina do até os se u s pormenore s ma i s su t is . O fu t ur o arquiteto terá de conhecer a fundo a gramática ( regras ) do desenho a fim d e se expressar fácil

e rapidamente na linguagem do t r aç o . P ara dom i na r a l i nguagem simbólica , ele neces s s it a c o nhece r sua origem

e pensar criticamen t e a s normas e c o nvenções; some nt e assim o dese n his t a poderá optar c on s cient e ment e por esta ou aqu e la co nv enção ou norma ou , quebrar , c on s c i entemente , as regras , quand o for o ca s o .

A OS F UTU ROS ARQ UI TE TO S

A ss im f a z endo , o f uturo arquiteto e v ita tro p e ç a r e m falh a s gr áfi c as q ue p od e m cust a r tempo , d i nheiro e abor-

rec i me n tos. P or isto , em al g uns escri tó r i os , o a rq uitet o N U N CA ERR A . Neles , o des e nhista é como o mor domo:

s empre leva a c ulpa .

Co m estas palavras , es t á dado o p onta p é i ni cia l pa r a o jog o de ap r end i zagem

em que o le it or é o par ticip a nte

m

a i s efet i vo. E u fic o na m arge m d o c amp o, d epo is de tê-to si n al i z a do e aparado a gram a ; fico de pront i dão , como

o

massagista.

Com li cen ç a: minha e s p osa l eu ape n as e s te t r ech o e t e n ho de explicar -l he que ist o é sen ti do f igura do: " Na d a a v er

c om as j ogadoras . F i qu e t r an qü ila

" E , a cr escen t o : mui t o menos com eie s

R e c ife , 200 1

M a t e rial

7

e - j l " \ s trvH ' Y\ e l "\ t os

de d ese nh o

o es critó r io d e d e s en ho ou o a t el iê de a r qui te t u r a pod e

t e r u m a b o nita p l aca e , l á den t ro , deve rá co ntar c o m

equipamentos divers o s , i nstrumentos e mater i a i s d e

desenho e - o ma i s importante - ge nt e qu e usá-los bem!

No comércio encontram-se p r anchetas mais sofisti -

saiba

ca

d as t en d o

con tra p esos

e gave t as , aba j ur de ilu-

mi

n a ç ã o , e ta mbém banco co m encos t o , que r ea l mente

poup a o s r i n s

H

n

os in te rval os.

á , ain d a , quem pre fir a chama r d e p r ancheta ° tampo

(

ve r f i gur a ), r ese r vando o n o me de me s a pa r a o apoio

(

pés ) .

o tampo o u p r a n che t a

se rve de a p oi o pa r a a f o lh a de

desenho . Há q u e m dig a que o tampo e m p os ição v e rtical

p rov oca menos c ans a ç o n o de s e nhi sta ; se gur amente,

podemo s i n f o r ma r que nos d ese n h os de forma t o g r ande

e sta é a posi ç ão mais côm o da . Quando o tampo é u sado

na po si ç ão vertical, t o r n a - se n e c e ssá rio col oc a r a o lado

do d e s e n his t a um a b anca d a ou mesa p ar a deposi t a r o mate ri a l de d esen h o .

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RESUM O :

r é gua

gradua da, esq u adros, i á p i s , compasso , borra c ha, t ra n s f e r idor, cu rv a - fra nc es a , t i nt a n a nq u im, ca n e t a d e es til ete.

A b aga gem do desenhista .

O e s cr i tório de a r quite t ur a

e s eu equipamen t o:

p ra n chet a , il uminaçã o, régu a - tê

e r é g u a p a r al el a ,

- --- - --- - - - -- - - --- --- ~ - -- - - ---

 

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8

o tampo da pranc h e t a dev e ser f o rra d o com plás t ico fosco , não do t i po com b r ilho , de cor ve r de ( ou creme ) em tonalidade clara. O p lástico b r anco fosco pode ser usado, embora apresente o inconveniente de sujar-se com facil i dade . O p l ástico deve ser aplicado

bem estirado, sem deixar bo l has

grampeado na face inf er i o r do ta mpo e n unca em

s u as bordas latera i s

o

u ondas , sendo

ou na f ace s u pe ri o r .

Alguém já suger i u que o ta mp o da p r an c h et a f o ss e fe i t o

de ma t er i al t rans l ú cid o: v i dro fo s co ou a críli c o le it os o.

Vant a gem : a i lu mi n ação -

p

seri a fei ta

o

u p a r te d e l a -

or ba i xo ,

se m c ria r s om b ra s

s o b r e o de s e n h o.

E n qu a nt o e sta p r a n c h e ta não é f a br i cad a , v e j am o s

a lgu m a co is a sob r e

a

Se a l uz vem da di r e it a , provoca somb r a da mão e do s es q uadros , escu r ecendo o ca m po de trabalho e

p r ejud i ca nd o a visi b il i da d e . Se a luz estiver colocada em nossa fren t e , r eflete-se no pape l diretamente para a nossa vista , provocando em pouco tempo o cansaço

v

i sua l . Por t anto

Para tra balhos prolo ng ados a lâmpada indicada é a

de ti po / m arca

az ulado . N a lâmp ada i nc an d esce n te comum pre-

d o m i n am as r adia ç ões i nfravermel h as , uma das causas

do c an sa ç o vi sua l . A lâ mpada fluo r esce n te comum,

ap es ar d e se u s ú l t im os ape rfe i çoamen t os ,

re co me n d a d a pa r a tra b al h os onde se exigem acui dade

vi s u a l e at i v i da de p rolo n g a da .

lâmp a d a d o t i p o " So l a r" t e m defei to: em i t e mai s c a lor

d o q u e a s l â m pad as c omun s , ap r esen t and o -se , assim , com m enor r en d im en t o l u m i noso do que estas.

Da mesma f orma, a

não é

" So l a r " , incandescen t e

e de vidro

i.

~

Régua-lê

~e?'

~

.~OlA -

~

I~

Régua paralela

fies de Jl.áiLo"r -- --- ===:;::--c : : :::::: :

A ~ . S'á c

regt tJ:U' CO*<

. 6orcl.as t, , ~~

~~

tra . l < S par u d.ês.

Cou t pr~

980/1 . 20

_~

A

parale l as horizontais.

A régua-tê , ou simplesmente o t ê , é t a mbém

como apoio d os esquadros no traçado d e v e rtic a i s e de

obl íquas . É o que m o stram as figuras

Ao com p r a r um a ré gua-tê de cab eç a m ó v el , v e rif i q ue se a parte móvel pode ser ret i rada . Em g e r al , t r aba-

rég u a-tê serve , principalmen t e , para tr açar linh a s

u sada

da p á gi na 20 .

U ma b oa rég u a g r a d uada será , de p r eferência , opaca.

Assim, a próp r ia régua encob r e tra ç os do desenho, deixando à mostr a ap en as aque l es q ue se dese j a medir. Desaconselh a mos , p oi s , a rég u a tra n spa r en t e . A gra-

d uação em meios m i l í metros causa difi culdades de

l eitur a e , também , o m a u h áb i t o d e ri sca r a r ég u a com o láp i s, provocando sujeira ou es t rag o s . A graduação

lhamos quase excl u sivamente com a c a beça fix a e

em po legadas

pode r á

ser usada para l e i tura

de

poderemos , porta n to , re ti rar a p eça m ó v e l d e m odo a

d

esenhos

fe it os no s is tema i n glês de medidas ,

em

to r nar a régua mais leve e cômoda.

o s ub st i t uto

m a i s mode r no da rég ua - tê é a régu a

desuso.

A escala ou esca l ímetro r eve l a-se u ma f aca de dois gumes: facil i ta a medição d e desenho s em escalas dife- rentes , m as e xi ge gra nd e aten ç ã o par a que se u t i li ze

desl iza nte p r esa po r f i os pa r alelos nas bor das s u pe r io r

a

penas a gradua ç ão

correta. Po r o ut ro l ado , vic i a o

e

inferior do tamp o . Apresenta o inconve ni ente d e não

d

esenhista , que acaba por pe r der o hábi t o de passar

per m itir a c o i o caç ão de o bj e t os s o b r e a pra n chet a , poi s eles pode ri a m t o car num dos f ios d e ná il o n ou na r é g ua

tirando o para l elismo dos tr a ç os.

as medidas ou cotas de u ma escala para outra. Acre-

d i t amos que , na ma i o ri a dos casos , o escalímetro é instrumento pe r fe i tamente dispensável .

Régua graduada

Tr ip lo

~o

r;f'r:uíaaçe z õ

ei« ~

e

( U ( A .

~~

C <7 1M.

o - u ec« p o - t egad a s

o " e s~o" 6 e . scata . s <J

U.

i~~

triplo

3 j<u:es'

graduaç6es '.

~

~ .

D ese V \ho A V ' Cj l A i t etô V \i c o

t amp o da prancheta deve ser f orrado com p l ástico

Se a l u z ve m da direita , p r ovoca sombra da mão e

f

o sco , não do tipo com b r ilho , de cor verde ( ou creme )

d

os esquadros, escurecendo o campo de traba l ho e

em tonalidade clara. O plástico branco f o sco pode

p

r e j udica n do a v i sib i lida d e. Se a luz estive r colocada '

ser usado, embora apresente o inconve ni ente de

e

m nossa frente , r eflete-se no papel dire t ame n te para

sujar-se com facilidade. O plástico deve se r aplicado

a nossa vis t a , provocando em pouco t empo o cansaço

bem estirado , sem deixar bo l has

ou ondas , sendo

v isual . Portanto

grampeado na face inf erio r do t a mpo e n u nca em suas bordas latera i s ou n a face supe r i o r .

Alguém já sugeriu que o t a mp o da pran c het a fo ss e f e i t o

de material tra n s l ú c i d o : v i d ro f o sco ou a cr í l ic o lei t os o.

Van ta ge m : a i lumin a ç ão -

p or ba ix o , se m c ri a r s o mbra s sob r e o de s e n ho. E n q u anto e st a pr a n c h e ta n ã o é f abr icada , ve j a m o s

alg um a co i s a so bre

se r i a fe it a

o u pa r te d e la -

a

Para tra ba l hos p rolo n ga d os a lâmpada indicada é a

e de v i d r o comum pre-

dom i nam as r ad i açõ e s i n fra ve r me l has, uma da s ca u sas do c an sa ç o vi s u a l . A lâ mpada fluoresce n te comum ,

a

d

azu ! a d o . N a l âmpada incan d escente

e t i po /ma rc a

" So l ar ", i nca n descen t e

pe s a r d e seus ú l ti mos ape r fe iç oamentos,

não é

rec o me n dad a pa r a tra b al hos o n d e se exigem acu id a d e

vi

s u a l e at i v i da d e p r olo n g a da.

Da mesma fo rma, a

l

âm p a d a d o ti po " So l a r " tem de f e ito: em it e m a i s cal o r

d

o q ue a s l âmp a d as c o mu ns , a pre sen t an d o - se , assim ,

c

om men o r re nd im e n t o l umi noso d o que estas .

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R é gua paralela

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ou~ t" . ~pa,r~.

Coulp r ~

980/1.20

A régua-tê serve , principalmente , para traçar l i n has

paralelas horizontais.

A régua-tê , ou simplesmente o tê, é tam b ém usada

como apoio dos esquadros no t r açado de v e rti ca i s e de oblíquas. É o que mostram as figuras da p á g i na 20. Ao comprar uma r é gua-tê de cabeça móve l , v erifique se a parte móve l pode ser ret i rada. Em g era l , t r aba- lhamos quase exclusivamente com a cabeça fixa e poderemos , portanto , re ti rar a peça móve l d e modo a

to r nar a régua mais leve e cômoda.

o su b sti tu t o mais moderno da régua-t ê é a régua deslizante p r esa por fios paralelos nas bordas superior

e i nfe r io r do tampo. Apresenta o i nconve ni en t e de n ã o

perm i t ir a coloc aç ão de objetos sob r e a p r an c heta , p o i s eles poderiam tocar num dos f i os de náilo n ou na régua

tirando o pa r ale li smo dos traços .

Uma boa régua graduada será , d e p r eferência , opaca. Assim, a própria régua encobre traços do desenho, deixando à mostr a apenas aqueles que se deseja medir. Desaconselh a mos, po i s , a régua transparente. A gra- duação em meios milímetros causa dificuldades de leitura e , também, o mau háb i to de riscar a régua com o lápis, provocando su je ira ou estragos. A graduação em polegadas poderá ser usada para leitura de desenhos feitos no sis t ema inglês de medidas , em desuso . A escala ou escalímetro revela-se uma faca de dois gumes: facilita a medição d e desenho s em esca l as dife-

rentes , mas exige gra n de aten ç ã o para que se uti li ze apenas a graduação correta. Por outro lado , vicia o desenhista , que acaba por pe r der o hábi t o de passar as medidas ou cotas de uma esca l a para ou t ra. Acre-

é

ditamos que, na maioria dos casos , o escalímetro

i nstrumento perfeitamen t e dispensável.

Ré g ua graduad a

Tripto ~o

91"CL C iuaçd:o

~~

ei« ~

e

(U,tJ.,

COU<-

ou ec« p o {ega.c í a . s

o "e . s~o "

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Q 6 es cacas ()-U. 9ra . daa~ .

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l/ipI-o

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U«<.

r'"_~.

10

Dese Y \l--. o à I " Cj l A . i t etôY \ic o

Es q uadr os

1

No par de esquadros a hipotenusa de 1 é ig u al a o cateto

de2:

1 - Es q uadro de 4 5 °

2 - Esqua dr o d e 60 ° e de 30 °

Recomenda-se pa r a A o com pr ime nt o 30 a 37 e m .

o dese n his t a fará , pe ri o d icame nt e , a lim pe za d o s esq u a - dros , da régua - tê e da r é gua gradu ad a. Us a -s e a pe na s ág u a e sabão neutro (sabão de coco ) ; ev itar subs t ân c ias ab r as i vas , de t ergen t es e solventes . Lava r b em e e nx u g a r

l evem en te c o m pan o f i n o o u lenço d e pa pe l de mo d o

n ã o a f etar as gra du ações d a rég u a .

a

Lápis

A

Da mesma f orma que criticamos a régua graduada tra n s p a r en t e , devemos re j eita r o esquadro gradua d o . Os motivos são os mesmos ci t ados na pági n a anterior.

O desenhista deve r á escolher entre três tipos de láp i s:

A - láp i s para desenho técnico: pr i sma se x tavado de

made i ra com grafi te no e i xo.

B - l ap i sei r a o u por t a- mi nas : usando minas (graf ites)

permutáveis vendid a s separadamente. Está em desu-

s o e só é enco ntrada e m boas l o j as .

C

- l apiseira profi ssional : usa minas de plástico (polí-

m

er os) e m s u bs ti tui çã o a o g r a fit e.

T o dos estes t i pos a p resen t a m

dur ez a d as m in as o u gr a f i te. c o m o se v ê no q u adro-

d

if e r en t es

gra us de

r es u m o d a página se gui nte .

A - O l ápi s de mad eira e xi g e

u so ; i - d esbas t e ou co rte da ma d ei r a ; 2 - l i xam e nt o da ponta d a m i n a ou grafi t e.

d u as ope r ações ant es do

B - E sse t i po so m e nt e e xi ge a se g un da ope r açã o par a o pr e paro da po nta .

CorA .

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de

9

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~

e.5'tci.

J

> rou , b a

o - a e a:

U S' - o ~t o .

-

Em ge r al encon t ramos variação nos pro d ut os de fabri - cantes d iferentes. Ass i m, um grafite tipo B poderá estar muito próx i mo do HB de outro fabricante e a mbos se

assemelharem

números 1, 2 e 3 correspondem à graduação do l ápis comum ou escolar, de dureza bem mais var iá ve l que a dos lápis técnicos; por este motivo os láp i s comuns não devem ser usados em trabalhos profiss io nais. O compasso serve para traçar c i rcunferênc ias . Quando

ao lápis comum de número 1 ou 2. Os

••

1

1

ele não possui ar t iculações a agulha e o lápis e n contram o papel em direções oblíq u as: ao se r t raçada a circun- ferência, o pequeno f u ro do centro vai se al a rgando.

I sto não acontece se a agulha ou ponta seca fura o

papel perpendicularmente , como se vê nas f iguras . Po r tanto, a a u sênc i a de artic ul ação caracter i za compasso de qualidade inferior

o

Outros tipos de compasso : ver Museu do Dese n ho no Capítulo 22.

fll.···· I:'

11

li!

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li

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Graduação M ac i o M édio Duro Durí ssimo dos gra f ites 6B-4B-2B
Graduação
M ac i o
M édio
Duro
Durí ssimo
dos
gra f ites
6B-4B-2B - B
I HB
F-H-2H
3 H
9 H ·
N
ão pod e
Para que
se r ve
ser usado
em desen ho s
técnicos
V e r
obse rv ações
n a
pági n a 1 3
U so
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1.'

i«.t.por taate/

o e -a e asor

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E' es-seeccca/ ~

~áo n ~de .

o r a io .

SlfIC:u4<

OBSERVA ÇÃO :

Veja no Muse u do d esenho, no Ca pí tulo 2 2: ou t ros tipos de compassos, tintei r os de nanquim , tira-linh a s, caneta Grafos, etc.

.

12

A bor r acha

Borrac h a

~-

é um mater i a l f a ntá s ti c o,

q u ero d i zer:

C ur va - francesa

A s cu rvas-francesas sã o fabri cadas em plásti co t rans-

"

aparen t ado aos fantas m as . De s a p a r e ce c o m a ma i or

pa

r e nt e e enc on t r am-se à venda e m d i versos taman hos

facil i dade

e surge nos luga r es

mais i m p r evistos:

e

mod e los . A cu r va u n iversa l ou régua f l ex í vel é

debaixo do pape l, na pranche ta v i zinha e até m esmo

na c asa do c ol ega

c h amado de a p aga d o r o u raspado r e atua lm e n te el e

N o ut r o s pa í s e s o m a t er i a l é

é fabricado em plást i co , f i bra de

vidr o e até d e

b

or r acha.

É impossíve l or i entar

o princip i ante

na es c ol h a p o is

ex i s t e m bo r r achas , d igo, a p à qador e s par a todos o s

gosto s : branc o, verde , c inz en to , vermelh o , pr is m át ico, cil i ndríco , enrolado , co m sabo r de mo r a n go, etc .

E x pe r imente, se poss í ve l, antes de compra r .

Fa l are m os a g o r a d e t r ê s in s tr u m en to s út ei s , mas não de primeira n e cess id a de pa r a o d e sen ho d e arqui t etura .

Tran sferid O r

o transfe r idor deve te r a g r adu a ção em t r aç o s fi n o s e bem le gí veis; o tam a n h o pode r á variar de 15 a 25 cm de diâmetro.

enc ontrada em v ár i os t i p os : v er M useu do Desenho no Cap ítu l o 22 .

Curva Universal

ou reg u a;:~

13

Nanquim

t a n anq u im é vendida em recipien t es de plástico

, e l e em vidros. Existe tinta mais fluida , apropr i ada

a r a as penas de traço fino . A tinta comum, quase rnpre , p ode se r tornada mais fl ui da co m a adição de >8 d estilada ou álcool absoluto . O nanquim de boa - i d ade , depois de apli cado no pape l , seca e to r na- se í ilh ant e ; ele não deve soltar-se do papel ( descasc ar ) se dissolve r quando atingido por água , pois é

~6 l éve l . O n anq ui m

color i do possu i subs t âncias

s i v as e po r isso , após sua uti l izaçã o , os in st r u -

- o s d evem ser mu i to bem limpados .

C a n eta de e s fil efe

/;(

/~)

/

~ 3.;. alm ente a mais usada . A caneta de estilete é ont ável e se presta bem para o desenho à m ão

e ond e se j a dispensável a variação d e espess u ra

"

Desmontam-se as penas para sua substituição ou limpeza , que se faz pe r iodicamente com ultrassom ou, mais comumente, usando água e detergente especial

para

risco de empenar e estragar-se ao serem elas d e sm o n-

isto. O fio interno das penas mais finas corre o

ta das ou r emon t ad a s . Os fa bricantes recomendam que

elas se j am lav a d a s se m desmontar; na prática , isto corresponde a uma limpeza incompleta e mal feita.

A graduação das penas c o rresponde à espessura de

seu tra ç o em

d e 0 , 8 mi líme t r o de esp e ssura .

Há vários m o del o s e ou t r o s tan to s fabricantes d e ca-

n etas . O mais e n qr a ç a d o na co m p r a é quando voc ê descob r e que uma pena sobressalente corresponde a 98 % do pre ç o de uma ca n eta nova .

A pena 0 , 1 en t ope co m re l ati v a fac i l i dade

desenhistas pr efere m trabalhar com as penas 0 , 2 a 0 , 8 o u até 1 , 2 .

mil ímet ro s ; a ssim , a pena 0, 8 faz t r a ç os

e muitos

Peç a . ae ~

aa :

CCU / . AZ ta a o cetccoaseo:

o r açaaeo - a:

O instr u me nt al

representa se n ão e stiver nas mãos de um desenhis t a

d ono de co n h ec i m e n t o s técnicos e d i sposto a p r a t icar até ao ponto ótimo .

n a d a

de desenho mais completo

14

Des ef ' t h o .AI" "q l A ite t ô f ' t i co

o estudo da Geometria não cabe neste livro . A p resen - tamos aqui uma lista dos conhecimentos que u m bom profissional de desenho deve possuir.

De Geometria Bid i mensional:

1 - Ângu l o e bissetriz. Retas paralelas , perpendicu l ares e oblíquas.

2 - T r iângulos e quadriláteros: construção , l in h as principais , c l ass i f i c ~ o.

3 - Circunferências e tangentes . Conco r dânc i a . 4- Áreas e super fí cies.

5 - Sólidos geométricos e volumes.

I sto é o mí nimo !

De Geome tr ia D es cr iti va o desenhista deve r á deverá ter noçõ e s de:

6 - Projeções mongeanas o u or t ogon a is .

7 - Rep r esenta ç ão i som é trica .

8 - Representa ç ão cava le ira .

9 - Plan i fica ç ã o de só li d o s.

Se r á excelen t e se o d e se nh i s t a es tud a r o u t r o s a s-

s u n t os:

10 - Sombras .

1

1 - Pe r spec t iv a cô n i c a.

Os i tens 6 , 8 e 9 es t ã o expli cados e m n osso li vro d e Geomet ri a De sc ri t i va .

Os assuntos do s i t ens 7 , 8 , 9 ,1 0 e 1 1 est ã o n o l i v ro Perspect i va d o s P r o f is io n ai s , de n oss a aut o r i a .

Em con t inuação vamos admiti r que o lei t or ten h a no- ções dos i tens 1 a 6. Porém , mais importante do que is t o , é a ca p acidade de ut i lizar bem a sua bagagem de conhec i me n tos ( ve r f igu r a aba i xo) , de exper i ênc i a e , sobretu d o , manter a d i sposição para ap r ende r .

C ,o VV\o V\sC\~ os

15

m

i V \ s t r LAVV\ entos de desel ' lh6

Pa ra couoeço»; uer~

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12-« tret u < . da . de

d.a reg . ua . -

,

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Muita gen t e acha q u e é d i f í cil ser um bom desenh i s t a. De fato, uma parte dos que começ am um curs o de desenho desiste por julgar que " não dá p a r a a coisa".

V amos de i xar bem cla r o que se o des en his t a espera

f aze r -se da n o i t e pa r a o dia , c o mo c om um bil h e t e

pr emiado de l o te r ia, está muit o enga n ado . Um de-

senhista se faz com doses elevadas d e três coisas:

pe r sistência , treinamento e observação . As duas primei-

r as dependem qu a se e x c l usi v amen t e d e cada um. A

o b servação , a l iada a uma boa memó ria v i sual , é tão

i m portante pa r a o desenhista c omo u m a orientação segura. É isto que você vai encontrar neste livro .

Nã o pense q u e o s pe q uenos detalhes - que vi r ão em seguida - se j am coisas tolas e dispensá v eis. Todos nós encontramos chutadores de bola, às pencas , em qua l quer luga r .

No entanto , Pe l é só e xi ste um. Leia, grave e aplique todas as recomendações pa r a ser um bom desenhista, fa z endo t ra b a l hos rápidos e da me l hor q ual i dade.

e iMtb1'B -

-

R ESU M O:

Ter bons instrumentos é meio ca m inho and a do, mas é p r eciso

co r r e t o das réguas , do lápis , dos esquadros, do compasso , tudo influi . E (é claro!

utiliz á - Ias bem . A colocação do papel, o u s o

) a iluminação . Prepare o

a

mb i e nt e e sente-se corretam ent e p ar a s e s e nt i r bem . Se v ocê c o me t e u um e rro nem tudo está perdido: veja

c

o mo ; ma s e v ite repeti-Ia. O su p er c omp u t a d or EDO e algu n s e x e r cí cio s .

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l ápi s deve se r se gurado e n tre

o p ol ega r e o d e do

d i c a dor a ce rc a de 4 a 5 ce ntím e tro s da p o nt a , de

ap o i a d a n o dedo mí nim o e a

d o que a mã o f i q u e

m a do lá p i s este j a b e m v i s í ve l .

: :: . e m pre pu x a r o láp i s e nunca empur ra r .

P õ e - s e o l áp i s e nco s t ado n o es qu a d ro ou n a r égua - tê

~ p o s iç ã o q u as e pe rp e n d ic u l ar a o pape l , c om p e que n a n c lin a ç ão no se ntido do mo vi me nt o .

u so d e grafite ma c io le v a ao des g as t e rá pi d o d e sua

o on t a c ô nica , que s e r á r e p e t i d am en te l i xa da e, o q ue é

m

o s d e dos e o pa pe l . U m d ese nho s u j o é a p i or r ec o -

m e n daç ão p ar a o d ese n h i s t a. Nã o h á m ot i vo p a ra u sa r gr a fi t e B e m de se nho técnico!

u i t o pior, su j a os i ns tr ume nt os

( atri to ) e l og o d epo i s

4

o

A po n ta do lápis deve estar aparente pelo menos 5 mm

( Fig . 1 , ao l a d o ); u m

m aior se m o p e r i go de quebr a r co m faci l id ad e . A po n t a

côn i c a ( Fig. 3 ) não d e v e ser f e it a com g ilete

af iada e s im us a nd o l i x a f i na ( Fig. 2) para made i ra n º

1 00 ou 150, colada s ob re uma superfície du r a, ou l ixa de u n ha .

g rafite d ur o pode te r uma po nta

o u lâmi n a

C o m o Vl S O , l " ' os i V ls tl ' " V l meV l to s de desenh o

17

- : ü i e senhar sobre papel-mante i ga (ve r Ca pí tulo

g r a fi te F ou H. Pode - se t o l era r

5)

o us o do HB

e e para o desenho de letras e também quando

s e c sa o grafite de 0 , 5 mm de diâmetro .

Para dese n har sobre papel veg e tal ou papel censon e

s i milares, usar g r afites ma i s duros como o H o u 2H .

O g r afite de 0 , 5 mm de diâmetro faz traços de esp e s- sura quase unifo r me .

o T RA Ç O

S E M U N I F OR M IDADE

t

F

DESA G R A DÁVE L . E O D E SENHO

E I TO

C O M U M só n !" o

DE T R A Ç O

,

t e A S E M

V I DA

P O R F AL T A

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C O N T R A S T E .

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l H O O

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A TV AS S l lo I •

O TRAÇ O

I X V ÁRIO S

GRO S S O

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RA Ç O S

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F INOS:

POR T A NTO :

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VO C Ê

A

JUST A

PAR A

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n ão d e p ende

e gi r á - to eazce os

ci e . d < 7s (t ra i - - e - oes«] ,

Asei«« a . p au t a 9fW t a -se por

igUA.-I

e o t ra

ç . o e ' t . ud.for~ .

N

os ka

prs ~ os,

a . e.s-pe.r::s:u.ra.

fica - r á t ftU c d v e t ' \ .

c ed o fiJ e r

S

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ta .

ae gir o.

A

simb

l

in Q uaQ e m

ó l ic a

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traços esta' n o

C

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L O 11

VocÉ S A SE

CO MO FA Z ER

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I N O S,

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E G R O SSO S? .

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O

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CO M V Á RIOS TRAÇOS FI N OS.

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~ l I f sr 4

~ r a a c entuar (t or n a r mai s gro s sa ) uma l i n h a é pr e fe r ível

~ ; : : a p e rt a r o lápi s c o n tra

o pa p el e s i m , rep a ssar dua s

- • . •trê s v e z es o m es mo t ra ç o .

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1

8

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Régua paralela

f i os. d e Jú Ú / mr

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~ -- - ~.-

. - -- - - -- ' -

É um instr u mento d e m edição e não de v e se r utilizada

como apoio p a r a t raçar ret a s . Marque as me di das por mei o de peq u enos traç o s sobre uma reta j á de s enhada

e nunca po r meio de pontos isolados

depois out r o e mais

Se você ma r ca um segmento,

Qu a ndo se u s a a cabeça móvel do tê deve - se t e r o

cuidado de - depois de aperta r o parafuso de f ixação

- movimentar a régua-tê e depois retornar para a reta

que serviu de diretriz a fim de verificar s e a nova direção é realm e n t e pa r a l e la ou se h o uve desvio .

A verificação do tê se faz desenhando um segmento

de reta sem usar a cabeça do tê; inverte-se , depois

- como na f i gura ao lado -

sua cabeça fique no lado direito e traça - se nova reta . Se os d o is traços coincidem , isto é , confu n dem-se, a

o instrumento para que

gu a é reti lí nea .

É u m erro usar a régua g r adua d a como ap o io para

traçar

retas; o l á pis suja a rég u a , gasta a graduação

outro, está ac u mu l ando

pequ e nos

e rros em cada

e

a lin h a não é regular po r fal t a de apoio d o l áp i s. A

medição e, no fina l, h á vári o s milímetros a mais.

g

r avação dos traços da g raduação c h ega, às vezes ,

No desenho abai x o encon tr a-se o proces s o co r reto

a

causa r o nd ula ç ões no traçad o. Outro erro com u m é

para ma r car m edid as sobre u m a r eta; faz-se à p ar te

usa r a régu a como l âm i na p ar a corta r

p ape l: o a tr ito

a soma de ca d a m e di da c om a an t erio r e marc a- se

este tota l , conser v and o f ixo o zero da régua gr adua d a .

a± b+ C , a ±b + a t , CI t b c +
a± b+ C
,
a ±b
+ a
t
,
CI
t b
c
+
+

PROCESSO CERTO :

A RÉGUA

I

~

p o a l c é o

F IX A !

PROCESSO ERRADO'

aqu e ce o p lásti co, der r etendo-o falhas , como a f i gu r a m o stra .

e a ré gua f i c a com

o aL rito ( } I , t

e

U u a

Q bo rda á a reg a a

Em desenh o s de precisão a régu a deve ficar in c li nada,

a pr oximando a graduação e o papel . Pode - se, ainda, fechar um olho para maio r segu r ança da me d ição.

Usa-se o esquadro ap o iando-o na régua- t ê ( ou em seu par ) para o traçado d e retas pa r alelas . As figur as mostram a posição das mãos , segurando esquadros, régua-tê e l ápis , sen do vistas d e c i ma na figu r a menor e d e l a d o , na fi gu ra mai or .

ESQUADROS

1

f - J ~_/ Cll '

,/{

k";

- TRAÇA DO DE PARALELAS _// { I

A

PAL MA

D A MÃO F J X A

UM ~SOU" D R O.O

O U T R O

Se: ~ . ( MOV I ~E I iTI . O O

PE

LOS

I > E D O S. '

"

/ /;

J 1(,

<----\jj; --_J

,

/ I

~

I

2-

TR A ÇADO

DE P E RPENOICULARIES

~

~ ROr:. çA O E M TOP.HO

V

- -

.

00 A HGULO

R ET O_

.•

UM E S Q U ADRO

AP O I O ,

O U R É GUA SERV E

D E

NÃO SEN DO

M O VI MEN T A DO.

Como I A S ClI'os ji ' 1st "lA mei ' 1 t os de dese i' 1ho

21

.----------=----=--------------------------------~----------------------

r

'" SQ U A D R O

COM D E FEITO

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\

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I

\

r+- D ESV I O

IMPORTAN TE:

A ve r ificação do ângulo reto de um esquad r o é feita

apoiand o um cateto sobre o tê e t r açando o cateto que ficou na vertica l ; inverte-se, agora, o esquadro

d e m o do que o vér tic e que esta v a à direita p a sse para

a e s q uerda e risc a -se por cima

esquadro é de p r ecisão se os dois traços se confundem.

do pr i meiro traço. O

1 - A n tes de come çar o t rabalho , limpar a p r anc h eta .

2 ., Aponta r tod o s os lápis , inclusive os compassos.

3 - No desenho a ti nta , li mpa r as penas e verificar se as c a ne tas e s t ã o a b astecidas e em funcionamento (não entupidas).

4 - Não usa r a borda infer i o r da régua-tê . Nunca .

5 - Não espetar o com p asso: nem na prancheta , nem na régua graduada.

6 - Não v o lta r atrá s sob r e u m t raço.

7 - Não usa r o triplo dec í metr o como apoio para t r açar

re t as .

8 - Não co r tar o pa p el usand o uma lâmina o u faca so b re

a prancheta e não usa r como guia a régua-tê.

9 - N ão u sa r o compasso para a l argar furos.

10- Lavar periodicamente com água e sabão os es- quadros , a r é g ua - tê e o triplo dec í metro.

22

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dos ~s ao retó9i o .

A fi g u ra desta pág i na , no alto à esq u erda , mostra de

que maneira o compass o t em s eu raio ajustado po r

mé d io e a n ular da mão

direita. Da esquerda , para canhotos . Pa r a o tra ç a d o de arcos usa-se o polegar e o in d icador , co m o mostra

da

arti c ulação no compasso fo i explicada na página 11 .

a seqüência

m e i o dos dedos ind i cado r ,

de figuras

ao lado. A f in al i dade

Os bons compassos

afiada nos dois extremos, sendo que um a das pontas apres e nta um rebaix o; e l e ev i ta q ue a a g ulha s e aprofunde demasiadamente , como a co n t ece qu a ndo se t raçam várias c irc unf erências com o m e smo cent r o.

A maneira de us a r o com p ass o b a laus trino é mostr a da

no Museu d o Desenho , Capítu l o 22.

tê m a a g ulha ou p onta seca

Pa r a usa r o e xt enso r , as i ns t ru ç ões são as mesmas

dad a s a ci ma , exceto a mane i ra d e s egurar o c o mpasso:

a mã o es q ue r d a man t é m a po nt a seca no cen t ro da

ci

extremidade do c omp asso que tem a caneta ou o tira- lin has.

r c u nfe rê n ci a

e a m ã o di re it a movimen t a

a out ra

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l i l l i l. :!

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24

DeseVlho Ãl " 'qvdtetô V lico

A cauda

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ap - o- iad o_

~ c H ;C-$ CÚ? ho-r-rc:crGh.a

H-O - ~

caces-a: CÚ? ~:

sa:o- otcU"Q

b or r 6e s

Quando houver erro ou borrão no desen h o a tinta em papel vegeta l

se possíve l , coloque

em u m borrão de

Não é aconselhável utilizar pa p el tamanho g r ande.

um PAN O pa r a absor v er a tinta .

• deixe secar bem.

• raspe de leve com uma lâm i na af i a da f azen d o um movimento r ápido de va i -e-vem .

; " Jcn;!R s - er

o-r-oooca-c/c- por

e - \:.--cesso- d e

w~

( na

ti r a - ! &u h.as) o-U po-r C c u t da e e c oos/ - cao e / - r- a . aa.

Um ins t rumento p o uco u sa d o pelos dese n hist a s é a raspade ir a, espécie de faca curta e muito afiada. Po r

te r pe rd i d o a qualidade , e la fo i subs t i t u í da pela lâm in a

de bar b ea r, po r pincel de f i b ras de vid r o ou p o r apagador

e l étrico. O apagado r o u r asp a deira elétrica

queno mo t or tendo u ma h as t e ( e ix o ) onde se adapta a bo r racha de tinta ou de l ápis. Deve ter sido inventado

pelo mesmo p r egui ç oso

e l ét r ica ! O pince l de f i bras d e v i d r o é efic i ente ; tem como inconveniente os pequenos pedaços de fibra de vidro que pe n et r am nos dedo s, lemb r ando a "que r ida" dor de

de n te s , e que são mu i t o difíceis de serem extraídos.

Final m ente , a prosaica e v er s áti l lâmina de b arbea r do

é um pe-

que criou a escova de dentes

• passe a borracha pa r a ti n ta no loca l r a s pad o.

ti

po a ntig o , é o u tra so lu çã o ; e la f a z m ila gr es na mão do

• rem ov a o pó co m e s cova.

d

ese nhis ta h a b i l i d os o, d es de que o p a pe l não seja

• agora desenhe normalm e nt e .

o

r din á rio.

Antes de ap r esen t ar um a sér i e d e e x e r c ício s p ara de -

sen v o l ve r a ha b ili d a d e m anua l e a v i s ão d o d es e n hi s t a na u ti lização dos tradicion a i s i n str u m e ntos de dese- nho , vamos fala r de um ou t ro objeto . O l e i t or deve ter

perceb i do na f rase

tradici onais , po i s e xi s t e uma apa r e lh age m m a i s rece nt e qu e s ub s titui e e n glob a tod os e l es .

anterior o destaque d a palavra

25

T r a t a - s e da G ráfi c a Co mp u t ac i o n a l , tradução m ais co r -

r e ta e m ais a d equada q ue a des i g n a çã o v u lga r de co m -

p ut a dor g r á fi c o. Não e x i s t e a i n d a co m p u t ado r g r á f i co , poi s t odos e l es são ana l í t icos . Ass i m , Gráfica Compu-

tacional sign i fica que os traços são feitos co m apoio e

o rie nt ação do com pu tado r.

S upe rco mput a dor E DO '*

o

Por t átil: 1,5 kg

A

o

M i l h ões de

m áq ui na ( ? )

a n os de a p e r feiçoame nto o Di sp e nsa tomada, fios , transformador e p ilh as 0 N o break:

m a i s

a d m ir áve l e co m p l e x a a t é h oje con h ecida

GO~?

 

sempre di s ponível

M a nu a l

o

Sem fusív e is

de usos:

0T em cem

vem aí

 

b il hões a um t r ilhão de neurônlos

u m l ivro

o

Gera até 1 0 800 i déia s

D i r e i tõ

Int ui t i v o

E motiv o

Im age n s

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As figuras desta pág i na deve m ser desenhadas am-

p l iando seu t amanho para o dob r o. As setas da primeira figura indicam o sentido do traçado das linhas. Desenhar

a lápis obse r vando a espessura dos traços: finos ,

médios e grossos. No desenho ' definitivo, t raçar em

pr ime i ro lugar as curvas e, em seguida , as retas. O

desenho deve ser claro , l i mpo e preciso.

ER~AD O

~ «

ERI'tADO

45~ ~_2_ 3+:

~ n

~

N o rm as d e d ese V\h os

t éc ni c o s

27

o Desenho Técn i co não pode sujeita r -se aos gostos

e cap r ichos de cada desenhista , pois será u t ilizado por

p r ofissio n ais dive r sos para chega r à fabricação de um objeto espec íf ico: máqu i na , cadei r a ou cas a .

A

NBR 1 0067 (Pr i nc í pios ge r ais de re pr ese n tação em

de

se nh o té c n ico ) difer e ape nas em d e t alh es d as n or mas

usad a s em quase to do s os pa í s e s do m u ndo .

As normas técnicas f r ancesas têm as ini ci ais NF; as

a lem ãs são as DI N ( Deu t sc h e I ndus tri e N ormen ou

Norm as da I n d ú stri a Alemã ) . As n o ss as s ão a s N BR-

N o r m a s Bras il e ir a s Re g i st ra da s; o númer o ide nt i f i ca um a

n o r m a es p ec í f i ca . Trata- se , e ntã o , de n o r ma d is cutida

e aprov a da . N o ss as normas não têm fo r ç a de lei; contu - do, d e v e m s er adotada s por es critór i os particulare s , p o r firma s e p o r r e part i ções, p ois s ão baseada s em pes-

qu isas e são r ac i on ai s, tend o p o r ob j e ti v o a u n if i caç ã o

e a o r de m .

Apesar d a seried ade co m que a ABN T ( A ssocia ç ão

B r a sile i r a de Normas Técn icas ) e s t uda c ada no r ma ,

ex is tem aq ue l e s que prefer e m

ad ot ar pa d rõ es par t i - .

c

u la re s , vo l ta n do , a ss im , à s itu a ç ão de séculos pa s-

s

ados, quando cada um t i nha co n v e nções próp r i a s e

uma

s entenç a , diz o provérb io . Contudo, a dec i são de c r iar

p a drões té c ni c os i nd i vi d uai s n o limia r do sécu l o X X I

di z muito m a l dessa c ab eça o u desse cabeç ud o.

V a mo s s er co er e nte s e ado t ar as n or m as; no B ra s i l

as NB R.

ninguém s e e nt e ndia. Enfim , e m ca d a cab e ça

N o d esenho arquitetôn i co o traço grosso é f eito com

0 , 6 o u 0 , 8 mm na es cala de I: 50 e 0 , 5 ou 0 . 6 m m na esca la d e 1:10 0 .

1 0 e

E

ste ass unto é co m p l e m e n ta d o

nos capítulos

11 .

(~ou es - ixe s - s ccr -a )

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RESUM O :

Pa r a q u e s er v em as norma s . Norma s brasileiras e estra ng e ir a s . Ti po s d e linh as. Fo rma t os de pa p el e dobr a m ent o

de c ó p i as.

J e se . nho A , qu i + e + ôn i co

€~dopapel

o p c 1d o CÚ' p aA t d4 .

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tem 0 , 50 m 2 (1/ 2 met r o qu a dra d o ) e

2

- - Os formatos -p ad r õ e s d evem l evar em co n sideração

corr e s p o nd e à div is ão do f o rm a to

AO em du as parte s;

as d i mensões dos papé is ( rolos e fo l has) vend i dos

o

f o rm a t o

A2 t em 0 ,25 m 2 ( 1 / 4 de me tr o q u a d r ad o ) e

no com é rc i o.

or

ig ina - s e d a d iv i sã o

do f o rmato Ai

e m du as p a rte s,

A

e sc o lha do for mat o

d o pap e l n ã o p o de fi ca r a c ri t é ri o

3

- - A s c ópias são pagas em fun ç ão da superf í cie em

de c a da um . De v e-se con sidera r :

1 -- Um dese nho f e i to num dete r min a d o tama n ho e

re du z i do po r p r o c esso fotog r á fic o

à metad e de s eu

ta m anh o or ig i na l te r á s ua esca l a ig u a l m e nte re du z i d a

à m e tade.

meta d e d a s dimensõe s do ant e rio r, ha v e n do mú l t ipl o s

e subm ú ltiplos .

Isto sig nifi ca qu e c ad a fo r m a to d eve t e r a

me t r o quad r ado d e p ape i . É , po i s, van t a j oso que os

formato s tenham 1 m 2 , 1 / 2 ' m 2 , 1 / 4

m 2 , e t e .

O desenh i s t a deve proc u r a r fazer todas as pranchas

de um pr oje t o com u m fo r ma t o ún ico , i sto é , c om as

m es m as d imensões . Q u an do isto n ã o for poss í vel ,

p r ocu r a r - se - a , pelo men o s , ajustar as pranchas em d ois

f orma t os. A e xp eri ên c i a formato i deal .

aj u da r á muit o na escolha do

Dime n s õ es de p ra n ch as

M ed i da s em mil í m et r os

Re f e r ê n cia

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Y

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2

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29

 

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SÃO FORMAlJAS PE C 4 REPéT I Ç A O FORHAS

IGUAIS 00 00 FORI1ATO V/ZINIIO

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Os d esenhos o rig inais são guardados e m rol o s ou aber t o s ; se fo rem do br ados de i xa m ma n chas nas cóp i a s e podem rasga r -se . Assim , soment e as có p ias são dob r adas. A NBR 6492 mostra uma seqüência de dobramento que aqui aparece com mais detalhes . As f i guras a seguir mostram o dobramento praticado nos desenhos que levam seu título no ca n to inferio r d i rei to . Do menor ao m ai o r :

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• LEGENDA

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-

Ti pos de dese~hos

e de papé i s

--------------------

o começo de um p r ojeto . P r o j eto ou planta? Onde fica

a Criativ i dade? As é à pas de um projeto. Ti p os de papel.

\

COMO NASCE O PROJETO? Quando alguém pretende construir um a escol a , um

hos p ita l ou uma casa surge a necess i d ade de f a zer o

Existem dezenas de pe r guntas deste tipo para serem

r

p ro j et o. E todas as res p ostas devem ser ju stificadas

e sp ond id as quand o o ar quite t o c o meça a e sboçar o

p

rojeto.

Sem proje t o

n ã o há p oss ib i j idad e

de ser

ou

' se nti das '; por que é ass im e n ão a ssa d o? Aq u ilo de

de

te rm i na d o o custo da constru ç ão , a q ua ntida d e de

abr

i r u m li vro de p r oje to s ou u m a re v ista e d i zer que

ti

j olos,

de telhas, de azulejos , de c ime n to , etc. , n e m o

desej a " u m a c asa igua l a esta " é falta de imagi n ação,

tem po q ue deverá du r ar a cons t r u ção.

Devemos escla r ece r a d if erença entre p r o jeto e p lan ta.

A p l anta o u as plantas são o s desen h os , r o l o s de papéis

ou o s d isque t es onde está rep r es e n ta do a q u i l o q ue se

des e ja c onst r ui r , que é o projeto .

da

im a g inaçã o criadora , ao escolher entre c en t e na s d e

a tor es aqueles que devem prevalecer. A habi lid ade

P

o r t an t o ,

f

o pro j eto é u ma idé i a, é o r es ultado

e o c onhecimento serão as bases p a r a equ ili brar

A rt e e as Ciências Téc n icas no proje t o.

a

Se o c li ente é uma pessoa abe r ta , so ci áve l, acostuma da

a rece b er amigos , a c a sa ser á comp l e t ame nt e di f ere n te

d a qu e l a o n de o pr opr i e t ár i o é um es t udioso , r e t ra í d o, que g osta de ouvir m ú sica sozinho ; ela será c i a r a , aber t a

pa ra

o t erreno ampl o ao s e u r edo r, d e co r es vivas ou

n o m ín i mo. I sto n ada t e m a ver co m pro je t o e com

A rq u i t e tu r a.

O r esultado de copiar ou p lag i ar o que se p ubli ca ou

a q uilo que j á existe pode ser uma coleção d e plantas , mas n u nca um p r ojeto !

Arqu i tetur a é , a ntes de t udo, cr i ação. (* )

Em r e s umo: f azer uma planta está ao a l canc e

qualquer pessoa , de qu a lqu er pr of i ssão. Elabor ar um

pr oj eto é uma coisa ma is - séria e o arqu i teto - a in da

q ue tenha muit a e x periência e capacidade - p r ec i sa

parar , pesquisar ,

t ornar

se t r a t a de um A rq ui t et o .

a r i sc a r. Duas , trê s, de z, vinte vezes . Ou não

pensar , ima gi nar , r iscar, discut ir e

d e

será d i scre t a, dando para um pát i o in t erno? Será r odeada de t err aços ou te r á grandes v i d ra ças pa r a proteger do

(*) Eu gos ta r i a qu e a lguém e xp lica s se por que , n o s

c

lima e x terno? Ficará no meio do l ote ou se r á encostada

cu r sos de Arqui t etura , nã o se es t u d a a C r iatividade.

n

u m d os lados? A sala se p r olonga pelos terraç os e

É óbvio que tod o s so m os cri at ivos ! Mas is to não é

a r d i ns ? A cozinha ficará melho r na f r en t e ou lá atrás? Os quartos f i carão voltados pa r a os fun dos ou o u para a rua ? A sa l a te r á a mesma a l tura da coz i nha?

j

RESUMO:

d escul p a para não dese n vol v e r ainda m a is a Cria t ividade, como se em noss o l ivr o sobre A In v en ç ão do Projeto. Fecha o pa r êntesis .

A o r i g e m d e um pr oj eto e p ara que e le se rve. D ife r en ç a e n tre p roj eto e plan t a. Um proje t o par a cada caso. As eta p as de um projeto. T ip os de p apel.

T ip os de desenho s e de pClpéi s

f? OS t i pos

de

desenho

3 1

1 - Os es tudo s pr e lim i n ar e s

Cabe ao c li e nte diz er os o b jetivo s qu e p reten de

alca nç a r co m s ua c on stru ç ão , forne c er u m pr og r am a

ou lis ta de neces si d ad es , fixar q u a nt o poderá gas tar

e em q u a n to tempo. No diálo go entr e o a rq ui t e t o e o

cliente vão surg i ndo p ro blemas e solu çõe s . A o m e s mo

tempo, o arqui te t o es t a r á f a ze nd o suas pe squ i s a s e

anota ç õ e s de modo

ou i déias . P ou c o a pouco o p r o je t o va i toman d o forma

em e s b o ços que se s uce dem e e m no va s d i sc u ss õ e s

e esbo ços. A t a l po n to q u e po d e ocor r e r o fat o de um

esb oç o j á des ca r tado, pou c os d i as de pois , não ma is

ser e n tend ido ou ' inte r p r etado ' p e l o pr ó pr i o ar q uitet o q ue

o r i sco u . Es t a é u ma d as r a z õ es por q u e os es boço s

s ão ' p a ss a d o s a lim p o ' ( rev isa d os) .

a o ri en t a r sua s p r i me i ra s ' b o i açõ es'

d es en h am nos

forros de p ranche t a , nas mesas de ba r, e m ca ix as de

fós f oro , nas margens d e j ornais, nos gua r da na pos de

pa pe l e nos si m i l a r es d a o u tra ex t rem id a de .

A idé ia do proje to arqu i t e tô nico

estu d os a t é que c h eg a à s u a primeira r e pr ese nt a ç ã o gráf ic a , q ue é t am bém u m esboço. E r e ce b e v ár ios

ou t r o s nomes : croqu i, c r oqu i s , b o r rão , estu do p re l im in ar ,

rascunho , e t c. Os esbo ç os , em gera l , são fe i tos em ' papel - man t e i ga ' .

Alg

un s a r q uit e t o s

m a is des l igados

p a s sa p or muitos

2 - O ANT E PROJ E TO

O esbo ç o é ' p a ssad o a limpo ' -

surge o an t eprojeto . ( Aten ç ão : a t urm a q u e es q ueceu a alfabet i zação anda escrev e ndo ' ante-projeto'!) Q u e ve m

e d a í

como s e d iz -

a s e r a SEGU N DA r e p r esentação gr áf ic a do pr o j e t o .

An t eprojeto

é u m desen h o fei to à m ã o livre ou com

dispo n í ve i s .

ma r cas co mo P iraí, C an s on , Fa bri ano , In gre s , Scho el l e r

E m g e ral é f e i t o s o br e p ap el o p aco de

e

s imilar e s . Pode -se o pt a r por a p re se nta r o anteprojeto

s

ob f or ma de di squ et e,

e nglob a ndo

tudo o que o

compu t ad o r of e rece . Dep o is de discuti d o o a n tepro-

j

tercei r a f ase.

eto , f a zem-se as pa zes , logo que possível , e v e m a

3

- 0

PROJ E TO

O pro j eto o u p la no ge ral ou pr o j e t o de f ini t iv o é dese-

nhad o com

c

no r mal me nt e é s u bm eti do à ap r o v a ção de ent i d ades

O p r ojeto

instrum en to , n a p r an c heta , o u di gita d o no

par a p ost eri or imp r es são .

o mp uta dor

p ú bl i ca s e se rvi r á d e o r ienta ç ã o p ar a orçam e nto s

par

assunt o pr i nc ipa l d es t e liv ro.

e

do p r o jet o é o

a a co n stru ç ão .

A r e pr es e nta ção

4 - OS DETALH E S COMPL E M E NTARES

E PROJ E TO S

O

p r oj e to co mpl e t o

ou pr oj eto ex ec uti vo

dev e se r

ac

o mpa n h ado d e d et al hes c onstru t i vo s ( por t as , jane-

a s , balc õ es , ar má r ios e o utros ) e de especificaç ões

l

d e m at eri a i s e d e ac abame nto s

ros, peças

es t es da dos p rep a r am-s e o or ç a m e n to , o crono grama

de ob r as , o s p r oje t os d e insta la çõ es ( elétri ca , t e le f ô-

ni ca , h i dro- san itá r i a , et c . ) , que vi er a se r necessár io.

sa nitá r ias , co b er t a , fe rrag en s , etc.) . Com

( pisos, pa r edes , for-

o proje to est r utural e o mai s

Todos est e s p ro jetos sã o rep r esentados em desenhos

c ha m a dos 'o r i g ina i s ' q ue che g am à o b ra s ob for ma

de ' c óp ia s' . E la s s ão f eita s em pap el he l i o gr áfi co, em

i

n s tru men to; é desen h o d e a p r e s e n t açã o para ap re cia-

c

op i ad o r a s

a seco (ti p o x er o x) o u na im p r e s sor a

d o

ç

ão pe l o cl ie n te e, p or ist o, r e p l eto d e cor e s , com

c

omputador (plotte t) . A c ó p i a h el i o g ráfi ca p od e se r na

32

l1apoCeca verticaL ou.

deroMas~

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01' ig ú«U.s

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q u . ard.a - da - s em.

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paStãs.

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e

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Os desenhos or i ginais são guardados em tubos ou em mapotecas , enquanto que as cópias são dobra d as

e colocadas em pastas .

Quando não há pad r onização pelos ó r gãos públi c os (em geral, a P r e f eit ur a Muni ci pa l) o tip o de armário para arqu i vame nt o definirá o loca ! para colocaçã o do

chamado ' carimbo ' , que

e a

d i scri m ina ç ão do c o nteúdo da fol h a de d esenho.

vem a ser o t í tulo

As s im, para a mapo t eca vertical, a pos i ção indicada

é o can t o s u peri o r dire it o da folha ou p r ancha de desenho , pois tra t a-se do lo ca l mais acess í vel à vista ao ser aberto o móvel . Quando se ut i liza a mapoteca

d e g a v e t as , o ca ri mbo será colocado no ângulo inferior direi t o . As dimensões e os d i zeres do carimbo serão indicados no Capítulo 12, i tem G.

TIPOS DE P AP E L

Pape l opaco - branco ou em cores. Po r não serem

P ape l v eget a l - É se m i t ransparente , semelhante ao

t

ra

nspare n tes , estes pa p éis sã o m a is utilizados p a ra

p

ape l -manteiga , sendo m ais espesso ; seu peso varia

os desenhos colorid o s . Em geral o ante p rojeto é feito

d

e 50 a 120 g / 11 1 2 ,sendo o mais usado o de 90 g/m 2 •

as co r es e a

aprese nt ação. As ma rc as e t i pos mais c o muns f o ram

mencionadas na página ante r ior; po d em o s ac r esc e ntar

o cha ma do ' pape l m adeira', o t i po gess o ou cartã o ou 'g uache ' e outr os que se encontram d i sponíveis nas

neste tipo de papel para valorizar

Serve para desen h os a lápis com gra f i t e duro ( F , H ou

2H ) ou com nanquim. Ace i ta o hidrocor mas não a

aquarela ou

dei x a manch a s nas cóp i as e a caba p or rasga r -se. É

o mais ind i cado para o desenho de p r ojetos por sua

o guache. Não deve ser dobrado pois

l

o

jas e papela ri as , e m most r uár i os e es t o q ues .

r

es is tênc i a

ao temp o

e po r permitir

raspa g ens

e

As dimensões

v a r iam: para un s, 50 x 7 0 e m ; par a

co

rreções.

É ven di do

em ro l os de 20 metr os com

outros , 1,00 x 0 , 70 m. Ambos com variação,

para

l argura de 1,10 m ou 1 , 57 m e, também, nos formatos

m

enos , em tor n o de 4 em.

ecome n dados pel a A B N T, t endo as margens já impressas.

r

P

apel-ma n teiga

- É um pape l vegeta l ( ve r adia n te )

 

mais fino, semitransparen t e e fos c o . O ti po brilha n te, usado para embrulhar manteiga e frios em geral, é

Papel h ello qr á f i co -- É encont r ado n as cores azul ou

to

t almente inadeq u ado para d e sen ho. O papel-

 

pre t a , mais ra r amen t e n a co r marrom . Uma de suas

ma n teiga

é utilizado

para esboços,

estudos

e

faces é tra t ada por processo qu í mico que a torna

de t alhes; aceita bem o nan q uim , o lápis HB até F , o

sensível à luz , reagi nd o em pr esença do amoníaco.

h

idrocor e não se p r esta

pa r a aqua r e l a, agua d a e

Esta reação se faz e m máquin a s cop i adoras e acaba

guache.

Por se tra t ar de papel fino , não permite

 

por revelar ( fixa r) os t r aços do original . Somente

correções

no dese nh o f eit o a nan q u im, sa lv o ra r as

desenhos feitos e m p ap e l -man t e i ga ou vegetal podem

exceções. É ven di do em folhas d e

1,00

x 0 , 70 m ou

se r copiados por es t e processo . Existem d i versos tipos

em rolos de 20 metros com la r gu r a d e 1 ,00 m. Seu

pe so ( g ra m at u r a ) f ic a na f ai x a de í °a 45 g rama s por

metro quadrado.

de ' pa p el' (b a s e) h elio grá f ic o : o legítimo papel , o

a luminizad o e o poliés t er , se n do q ue o papel tem var ia ções d o mais fino a o mais espesso.

No exercício do Capítulo 3 aparecem uma l âmpada e um tintei r o representados com suas medidas reais , isto é , em sua verdade i r a grandeza . Contudo , muitos obje t os não podem ser desenhados em suas medidas reais ; você já pensou em desenhar um automóvel em seu tamanho verdadeiro? Certamente você teria de

cola r muitas folhas de pape l e

desenha r ia onde? Sobre

o chão? Ou co l aria sob r e uma parede? E se fosse um destes gigantescos prédios de apartament o s da glorio s a civi l ização industrial?

 

V IS TA

S UP ER IO R

ES C A L Á

1 :1

OU

ESCAL A

 
 

ESCALA

É

A