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Profa. Michèle Pfeil Projeto Estrutural e Segurança • Projeto Estrutural e Normas • Estados Limites •

Profa. Michèle Pfeil

Profa. Michèle Pfeil Projeto Estrutural e Segurança • Projeto Estrutural e Normas • Estados Limites •
Projeto Estrutural e Segurança
Projeto Estrutural e Segurança
• Projeto Estrutural e Normas • Estados Limites • Métodos para projeto
• Projeto Estrutural e Normas
• Estados Limites
• Métodos para projeto

Definição

Projeto Estrutural

Processo de fabricação de um produto (estrutura) de modo a satisfazer uma certa necessidade

Objetivos Garantia de segurança estrutural evitando-se o colapso total ou parcial

Garantia de bom desempenho estrutural, atendendo a sua destinação

Etapas Anteprojeto ou projeto básico: concepção, definição do sistema estrutural, materiais etc. Dimensionamento ou cálculo estrutural: dimensões de forma a garantir a segurança e o bom desempenho; detalhamento: desenhos executivos + especificações

Etapa de pre-dimensionamento

Etapa de pre-dimensionamento Concepções iniciais Fonte:ESDEP

Concepções iniciais

Fonte:ESDEP

Etapa de pre-dimensionamento

Etapa de pre-dimensionamento Concepção selecionada Indicações preliminares para dimensionamento Fonte:ESDEP

Concepção selecionada

Indicações preliminares para dimensionamento

Fonte:ESDEP

Etapa de dimensionamento

Identificação das cargas Modelo das cargas Modelo da estrutura Análise para determinação do comportamento estrutural Verificação do desempenho em relação à segurança

Fonte:ESDEP

Etapa de dimensionamento

Conhecimentos de análise estrutural e resistência dos materiais Regras e recomendações

Normas de Projeto

  • - NBR 8800: 2008

  • - AISC (American Institute of Steel Construction):

LRFD (load and resistance factor design) ASD (allowable stress design)

  • - EUROCODE 3

Etapa de Detalhamento

Especificações (construtivas, de operação ou de utilização da estrutura) Desenhos executivos
Especificações
(construtivas,
de operação ou
de utilização da
estrutura)
Desenhos
executivos

Fonte:ESDEP

Projeto Estrutural

Garantia de segurança estrutural evitando-se o colapso total ou parcial Garantia de bom desempenho estrutural

Estados Limites

últimos

Ruptura por tração

Ruptura após flambagem

de serviço

deslocamento excessivo vibração excessiva
deslocamento excessivo
vibração excessiva

Tombamento (perda

de equilíbrio como

corpo rígido)

Métodos para Projeto

• Método empírico (histórico) • Método das Tensões Admissíveis • Teoria Plástica do Dimensionamento • Método
• Método empírico (histórico)
• Método das Tensões Admissíveis
• Teoria Plástica do Dimensionamento
• Método dos Coeficientes Fatorados (“dos Estados Limites”)
• Método baseado em confiabilidade
Método das Tensões Admissíveis
Método das Tensões Admissíveis

Originado dos desenvolvimentos da Resistência dos Materiais em regime elástico. s max em cada seção é inferior a uma tensão resistente reduzida

máxima tensão solicitante s max < tensão admissível = s adm = f r / g

f r = tensão resistente do material; aço: escoamento (f y )ou ruptura (f u ) g = fator de segurança aplicado sobre tensão resistente do material f r

g reconhecimento da existência de diversas incertezas no projeto

Incertezas no projeto estrutural
Incertezas no projeto estrutural
  • - ações (pode ocorrer uma carga maior que a especificada)

  • - características mecânicas dos materiais (valor de f r utilizado pode ser menor valor especificado)

- modelo estrutural adotado para determinação do comportamento (esforços

solicitantes, deslocamentos etc) devido à ações.

  • - imperfeições na execução

  • - existência de algum modo de falha desconhecido

  • - erros humanos

Limitações do Método das Tensões Admissíveis
Limitações do Método das Tensões Admissíveis

Utiliza-se de um único coeficiente de segurança para expressar todas as incertezas, independentemente de sua origem; Originalmente utilizava-se apenas de análise elástica, não reconhecendo reserva de resistência após o início da plastificação

ruptura f u f y encruamento escoamento Regime elástico
ruptura
f u
f y
encruamento
escoamento
Regime elástico
Teoria Plástica de Dimensionamento (1930)
Teoria Plástica de Dimensionamento (1930)

M p > M y

reserva de resistência

Teoria Plástica de Dimensionamento (1930) M > M reserva de resistência Deu origem à análise estrutural

Deu origem à análise estrutural em regime plástico:

formação de rótulas plásticas até a formação de “mecanismo”

Teoria Plástica de Dimensionamento (1930) M > M reserva de resistência Deu origem à análise estrutural
Método dos coeficientes parciais ( ou dos estados limites) 1970 Método semi-probabilístico Estado Limite Último .

Método dos coeficientes parciais ( ou dos estados limites) 1970 Método semi-probabilístico

Método dos coeficientes parciais ( ou dos estados limites) 1970 Método semi-probabilístico Estado Limite Último .

Estado Limite Último. A garantia de segurança da estrutura é dada por:

Solicitação de projeto S d é menor que a Resistência de projeto R d .

S S

d

g F

fi

i

R

d

R / g

n

m

S d é obtida a partir de uma combinação de cargas F i ,

cada uma majorada pelo coeficiente g fi

R d é obtida com resistência nominal R n (função das características f do material)

minorada pelo coeficiente g m

carregamentos F i e características mecânicas do material

f variáveis aleatórias.

com tratamento estatístico valores característicos F k e f k

Coeficientes parciais de segurança

g f reflete a variabilidade das ações / solicitações

g f = g f1 g f2 g f3

g f1 - dispersão das ações g f2 - fator de combinação

} aplicáveis a F i (ações)

g f3 - incertezas na modelagem, imperfeições de execução, etc (1,15)

  • aplicável a S (solicitações)

g m

reflete a variabilidade das resistências

g m = g m1 g m2 g m3

g m1 - dispersão das tensões resistentes f r g m2 - fator de ajuste entre f r de laboratório e da estrutura

g m3 - incertezas no cálculo de R u em função do modelo teórico de resistência e dos desvios construtivos

Incertezas

Tratamento

Ações

g f1

g f2

Desenvolvimento de estudos estatísticos

Propriedades mecânicas dos materiais

g m1 g m2

Padronização de testes e estudos estatísticos

Imperfeições de execução

g f3 g m3

Especificação de limites e tolerâncias nas imperfeições;

consideração no projeto

Incerteza de modelagem

g f3

g m3

desenvolvimento de modelos mais representativos do comportamento

 

estrutural

Modo de falha desconhecido

   

Erros humanos

 

A serem combatidos com diversas providências

Método dos Estados Limites - Fundamentos

R e S são variáveis aleatórias com distribuição normal de probabilidades M=R-S é a margem de segurança

b = índice de confiabilidade p b s M u  S  S F 
b = índice de confiabilidade
p
b s M
u
S  S
F  R  R / g
cálculo de g f e g m ?
d
 g fi
i
d
n
m
Por métodos de análise de confiabilidade de modo que:
-6
p u < valor suficientemente pequeno (entre 10 -4 e 10
)

Ações / Solicitações

Tipos de Ações

F:

Permanentes

G

Variáveis

Q

Solicitações na estrutura

Tipos de Combinações normal de construção especial excepcional

}

distribuição de probabilidade de F (normal)

Ações / Solicitações Tipos de Ações F : • Permanentes G • Variáveis Q Solicitações na
G Q
G
Q
G m ~ G k
G m ~ G k
G m ~ G k
G Q G m ~ G k Q ki
G Q G m ~ G k Q ki
G Q G m ~ G k Q ki
Q ki
Q ki

Valor característico

S projeto S  d
S projeto
S
d

S

Combinação de Ações / Solicitações F ki  g f1 g f2 g f3  
Combinação de Ações / Solicitações
F ki
g f1
g f2 g f3

g
F
S
g
G
 g
Q
g
Q
fi
di
i
g
Q
1
1
qi
0
i
i

Q1 = ação dominante na combinação

S projeto S  d S Combinação de Ações / Solicitações F ki  g f1

Combinação de Ações / Solicitações

S

d

S

g

fi

di

F i
F
i

S

g

g

G

 g

Q

1

Q

1

g

qi

0

i

Q

i

efeito favorável

Combinação de Ações / Solicitações S d  S   g fi   di

Combinação de Ações / Solicitações

S

g  S   g  F  S G  g Q  g
g
 S


g
F
S
G
 g
Q
g
Q
d
fi
di
i
g
Q
1
1
qi
0
i
i

f

g k w
g
k
w

Resistência de Projeto

R

  • d

R f

u

k

g

m

p (f)

f g k w Resistência de Projeto R d   R f u k 
f
f
f
f

f k

Estados Limites de Utilização

Valores representativos das ações variáveis:

Valor raro (característico):

Valor freqüente:

Valor quase-permanente:

Q

Y

1

Q

Y

2

Q

Tipos de combinações:

Combinação quase-permanente:

Combinação freqüente:

Combinação rara:

F = S G i + Y 2 Q 1 + S Y 2j Q j F = S G i + Y 1 Q 1 + S Y 2j Q j

F = S G i +

Q 1 + S Y 1j Q j

Estados Limites de Utilização

Estados Limites de Utilização