ANÁLISE

TERRITORIAL E
POLÍTICAS
PARA O
DESENVOLVIMENTO
AGRÁRIO

ESTUDO
ANÁLISE TERRITORIAL E POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO
AGRÁRIO
Execução
Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – FEALQ



Projeto de Cooperação Técnica IICA/BRA/10/001-
“Agenda do Desenvolvimento – NEAD/MDA”
Produto 4/5 - Relatório técnico contendo a vinculação dos territórios com os programas e
ações do MDA, categorizadas segundo os eixos: i) agricultura familiar; ii) desenvolvimento
territorial rural sustentável; e, iii) reforma agrária e ordenamento da estrutura fundiária.
IICA - Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura
NEAD - Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural
MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário
Este produto foi realizado no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica IICA/BRA/10/001-
“Agenda do Desenvolvimento – NEAD/MDA” em contrato celebrado entre o CONTRATANTE
e a CONTRATADA.



Piracicaba, maio de 2012

:

APRESENTAÇÃO
Este é o quarto produto e registra a evolução recente do desenvolvimento do estudo “Análise
Territorial e Políticas para o Desenvolvimento Agrário”, cujo objetivo é realizar uma análise
multicriterial do território brasileiro, desenvolvendo uma modelagem que possibilite a visão da
espacialização das políticas públicas nos territórios, oferecendo elementos para a avaliação e o
direcionamento dos instrumentos e políticas disponíveis.
Este relatório visa apresentar a vinculação dos territórios com programas e ações do MDA. Para
atingir este objetivo foi construído um sistema simplificado, para uso gerencial, que possibilita ao
gestor efetuar a análise da ação/programa considerando os quatro fatores propostos, que
representam: i) a dinâmica agrícola regional com base no comportamento econômico da
agricultura familiar no contexto regional, de modo comparado com o desempenho da não familiar;
ii) o grau de desenvolvimento municipal expresso na concentração da extrema pobreza nos
municípios; iii) a aptidão edafo-climática, capaz de refletir os requisitos para a produção pela
agricultura familiar, quanto ao solo, clima, relevo e outros atributos do meio físico de forma
agregada, consideradas condições restritivas para a produção de determinadas culturas anuais
(grãos), sem a utilização de outros insumos tecnológicos; e, iii) a importância e o interesse dos
diversos territórios para a conservação e a adequação regional à legislação ambiental.
O TR que estabeleceu o escopo deste estudo definiu a categorização das ações de
desenvolvimento agrário segundo os seguintes eixos: i) agricultura familiar; ii) desenvolvimento
territorial rural sustentável; e, iii) reforma agrária e ordenamento da estrutura fundiária. Também
foi apresentado um quadro contendo os principais programas e ações desenvolvidos pelo MDA,
divididos segundo esses eixos. De posse desses elementos, este relatório apresenta inicialmente
uma descrição desses programas e ações, refletindo o exercício de aprofundamento da
compreensão do seu significado. A este capitulo introdutório se segue a explicação metodológica
dos procedimentos realizados para atingir o objetivo estabelecido, com a construção do sistema
de análise, que se constituí no cerne deste produto. Mais uma vez, ficará evidente que a
utilização prática desta ferramenta é muito mais rica do que a leitura deste relatório, ao possibilitar
que sejam vivenciadas situações práticas que implicam em escolhas e aprendizados. O
instrumento desenvolvido permite visualizar de forma simples e clara, a orientação e o
direcionamento dos programas e ações para as classes territoriais prioritárias para a intervenção.
Visando superar esta barreira inicial é apresentada de forma detalhada a análise de um
programa/ação de cada um dos eixos estabelecidos, a titulo de exemplo. Os exemplos ajudam a
:

evidenciar os conflitos que surgem no processo de priorização das variáveis e ilustram as
análises que podem ser realizadas e os resultados que podem ser atingidos.
A forma dialógica que tem sido adotada no desenvolvimento deste estudo está possibilitando
avançar na construção de um modelo capaz de orientar a execução de políticas de
desenvolvimento agrário, disponibilizando aos gestores informações com recorte geográfico,
integradas com as principais variáveis a serem consideradas na implementação dessas políticas
públicas, oferecendo novos elementos na análise das estratégias de execução dos programas e
ações sob execução do MDA.
O sistema proposto permite ao usuário estabelecer a combinação dessas variáveis conforme o
grau de prioridade que considere adequado para cada ação/programa sob análise. No curso
desse processo de escolha ficará evidente que as ações/programas apresentam diferentes
complexidades para a definição desse grau de prioridade. Para determinadas variáveis esta será
uma tarefa fácil, quase mecânica, ao passo que para outras, isto não se faz de modo automático,
emergindo dúvidas quanto à importância a ser estabelecida. Justamente as incertezas e dilemas
de julgamento evidenciarão a importância de dispor de ferramentas que auxiliem na realização
das análises quanto ao direcionamento de uma ação para um território com determinada
configuração e reafirmarão a certeza do viés político das avaliações de políticas públicas.

Piracicaba, maio de 2012.

Profº. Gerd Sparovek
Coordenador do Estudo

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................... 6
2. PROGRAMAS E AÇÕES DO MDA............................................................................................................................... 8
2.1. EIXO AGRICULTURA FAMILIAR.............................................................................................................................. 10
2.1.1. Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF .................................................. 10
2.1.2. Os programas de seguros e de garantia de preços ....................................................................................... 12
2.1.3. Programa Agroindústria Familiar .................................................................................................................. 13
2.1.4. Plano rasil sem !is"ria ............................................................................................................................... 13
2.1.#. Assist$ncia %"cnica e &'tens(o Rural – A%&R ................................................................................................ 1#
2.1.). *omerciali+aç(o e inserç(o econ,mica em mercados institucionais- di.erenciados e con/encionais e nas
cadeias produti/as de energias reno/0/eis. ............................................................................................................ 1)
2.2. DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL ............................................................................................... 17
2.2.1. %errit1rios da *idadania ................................................................................................................................ 12
2.2.2. Programa Nacional de 3esen/ol/imento 4ustent0/el de %errit1rios Rurais – PRONA% ................................ 12
2.2.3. 5est(o 4ocial ................................................................................................................................................. 16
2.2.4. 7n.raestrutura %erritorial ............................................................................................................................... 18
2.3. REFORMA AGRÁRIA E ORDENAMENTO DA ESTRUTURA FUNDIÁRIA.................................................................... 21
2.3.1. Regulari+aç(o Fundi0ria na Ama+,nia 9egal – %&RRA 9&5A9 ....................................................................... 21
2.3.2. Programa Nacional de *r"dito Fundi0rio – PN*F .......................................................................................... 22
2.3.3. *adastro de %erras e Regulari+aç(o Fundi0ria .............................................................................................. 22
2.3.4. %itulaç(o dos Assentamentos ........................................................................................................................ 22
2.3.#. Pol:ticas para Assentados .............................................................................................................................. 23
2.3.). Apoio a Agroindustriali+aç(o e *omerciali+aç(o dos Assentamentos – %&RRA 4O9 ..................................... 2#
2.3.2. *idadania ...................................................................................................................................................... 2)
2.3.6. *on.litos agr0rios .......................................................................................................................................... 22
3. FERRAMENTA DE ANÁLISE DO VÍNCULO ................................................................................................................ 28
3.1. METODOLOGIA ..................................................................................................................................................... 28
3.2. USO DA FERRAMENTA .......................................................................................................................................... 30
4. ANÁLISE DE AÇÕES DE GOVERNO .......................................................................................................................... 35
4.1. AÇÕES DE REFORMA AGRÁRIA E ORDENAMENTO DA ESTRUTURA FUNDIÁRIA .................................................. 36
4.1.1. *r"dito Fundi0rio ........................................................................................................................................... 3)
4.2. ANÁLISE DE AÇÕES NO EIXO AGRICULTURA FAMILIAR ....................................................................................... 46
4.2.1. *r"dito Prona. e as *lasses %erritoriais ......................................................................................................... 4)
4.2.2. Pronater e as *lasses %erritoriais .................................................................................................................. #)
4.3. DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL ............................................................................................... 62
4.3.1. PA*2 !0;uinas ............................................................................................................................................. )2
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................ 66

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1. INTRODUÇÃO
O desenvolvimento deste estudo intitulado “Análise Territorial e Políticas para o
Desenvolvimento Agrário” vem sendo devidamente registrado mediante a elaboração de
relatórios técnicos, também denominados de produtos. O primeiro produto concentrou seu
conteúdo nos aspectos metodológicos, visando aprofundar a compreensão dos elementos
que integram o estudo. Foi descrito o conteúdo das variáveis, sendo que a mais
complexa, por envolver dimensões diversas entre si, que trata da aptidão agrícola, foi
descrita de forma mais detalhada. Além disso, foi apresentado o cronograma detalhado
de desenvolvimento do estudo, destacando suas diferentes etapas. Sua apresentação
visou a melhor compreensão dos enfoques do estudo, possibilitando que as
configurações propostas pudessem ser facilmente assimiladas e devidamente debatidas.
O segundo relatório tratou das bases de dados obtidas e da formatação das variáveis de
entrada do modelo, apresentando as combinações escolhidas para gerar as classes e
elaborar os mapas com a sua disposição no território brasileiro. O entendimento das
gradações empregadas para cada uma das variáveis e a sua lógica de aglutinação, das
escalas de representação, diferenciações e nomenclatura adotada para as classes,
aliadas a visualização e análise das tabelas fomentaram a compreensão das bases de
dados. Foram apresentados ainda no relatório os recortes e a quantificação geográfica da
ocorrência das diferentes classes, a partir do processo da dinâmica municipal hegemônica
no território. Foram gerados mapas de sua distribuição e apresentadas análises das
classes de maior importância para cada uma das dinâmicas prevalentes, destacando os
fatores limitantes para o desenvolvimento e a superação da extrema pobreza.
O terceiro relatório apresentou os resultados do processamento das bases de dados
disponibilizadas pelas diferentes unidades do MDA, o que gerou aperfeiçoamentos e
mudanças no sistema. Houve ampliação das áreas processadas, sobretudo, relacionadas
à preservação ambiental e as terras públicas com o aprimoramento da distribuição
territorial das variáveis de saída e das classes geradas. Foram construídas variáveis de
saída, considerando os biomas, os limites relativos das fronteiras agrícolas, o interesse
ambiental e a descrição da ocorrência das principais classes de uso. As funcionalidades
do sistema possibilitaram o processamento das informações com recorte geográfico por

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município e para um conjunto destes, visando agregar funcionalidades para que os
gestores do MDA disponham de ferramentas capazes de facilitar a realização de análises
territoriais voltadas para sua intervenção.
O referido relatório também apresentou a discussão da fronteira agrícola e do “Arco do
Desmatamento”, com destaque especial para os municípios que integram a área de
expansão da fronteira agrícola nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, o
chamado MAPITO ou MATOPIBA, região na qual se verificam importantes e recentes
transformações. Este representou uma evolução importante na construção do sistema de
consulta automatizado, dando maior riqueza de possibilidades de combinações das
diferentes variáveis que possuem importância para o desenvolvimento agrário.
Este quarto produto apresenta a vinculação dos territórios estabelecidos pelo modelo com
programas e ações do MDA. Para atingir este objetivo foi construído um sistema gerencial
que possibilita ao usuário efetuar a análise da ação/programa, considerando as diferentes
variáveis e o seu grau de prioridade para cada uma delas. Este processo, como qualquer
outra avaliação enseja algum grau de subjetividade, que irá requerer daquele que realiza
a análise um bom grau de discernimento quanto aos aspectos sociopolíticos que norteiam
as intervenções do MDA.
Considerada a categorização proposta para as ações de desenvolvimento agrário em: i)
agricultura familiar; ii) desenvolvimento territorial rural sustentável; e, iii) reforma agrária e
ordenamento da estrutura fundiária, é apresentado um quadro classificando os principais
programas e ações desenvolvidos pelo MDA, segundo os eixos propostos. É realizada a
apresentação de uma descrição dos programas e ações, o que se torna um exercício que
ao mesmo tempo situa o leitor quanto aos temas tratados, constitui-se em elemento de
aprofundamento da compreensão do significado de cada um, o que é de suma
importância num processo de avaliação.
Após estes capítulos introdutórios se segue a explicação metodológica dos procedimentos
realizados para atingir o objetivo estabelecido com a construção do sistema de análise
desenvolvido. Na sequencia é apresentada de forma detalhada a análise de um
programa/ação de cada um dos eixos a titulo de exemplo, tornando claro o padrão de
análise e as funcionalidades que são disponibilizadas. Estes elementos ajudam a

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evidenciar os conflitos que surgem no processo de priorização das variáveis e oferecem
possibilidades de ter maior clareza quanto às limitações e possibilidades.
É importante destacar que o desenvolvimento das atividades deste estudo tem registrado
avanços na construção do sistema de consulta automatizado, visando o uso gerencial
dos dados produzidos. Após a produção do relatório 4 houve a incorporação de dados
relacionados ao preço das terras, por microrregião geográfica, ampliando as
funcionalidades oferecidas. Com isto foi possível avançar na construção de um modelo
capaz de orientar a execução de políticas de desenvolvimento agrário, disponibilizando
aos gestores informações com recorte geográfico, integradas com as principais variáveis
a serem consideradas na implementação dessas políticas públicas, oferecendo novos
elementos na análise das estratégias, programas e ações sob execução do MDA.
O conteúdo deste relatório possibilitará comprovar que o estudo proposto inicialmente
vem se desenvolvendo de modo bastante positivo, e antes mesmo de ser apresentado em
todas as suas funcionalidades e em versão final, tem apresentado utilidade prática
importante, auxiliando gestores no processo de tomada de decisão, principalmente
relacionadas as políticas de reordenamento agrário. É justamente essa aplicação prática
e o dialogo que daí tem emergido entre gestores da política pública e pesquisadores, que
tem criado o ambiente favorável ao aprimoramento do modelo proposto.
2. PROGRAMAS E AÇÕES DO MDA
Este anexo contém a caracterização dos programas e ações executados pelo MDA. O
detalhamento apresentado é importante para o alcance dos objetivos deste estudo, pois
possibilitará a maior compreensão dos elementos que estão envolvidos na sua execução,
facilitando o processo de análise a ser desenvolvida.





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Quadro 1. Principais Programas e Ações Desenvolvidos pelo MDA inseridos no PPA
2012-2015.
PROGRA
MAS
TEMAS AÇÕES
A
G
R
I
C
U
L
T
U
R
A

F
A
M
I
L
I
A
R


Crédito, fomento, proteção da
produção, garantia de preços e da
renda e inclusão produtiva
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
– PRONAF (Crédito); Microcrédito orientado; Mais Alimentos;
Garantia-Safra; Seguro da Agricultura Familiar – SEAF;
Política Geral de Preços Mínimos – PGPM; Programa de
Garantia da Produção da Agricultura Familiar – PGPAF;
Programa Agroindústria Familiar; Plano Brasil sem Miséria.
Assistência técnica e extensão
rural - ATER
Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural
– PRONATER; Programa de Assessoria Técnica, Social e
Ambiental à Reforma Agrária – ATES.
Comercialização e inserção
econômica em mercados
institucionais, diferenciados e
convencionais e nas cadeias
produtivas de energias renováveis
Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE;
Programa de Aquisição de Alimentos – PAA; Programa
Nacional de Produção e Uso do Biodiesel; Organização
Produtiva de Trabalhadoras Rurais.
Outros:

- Sistemas de produção de base ecológica e orgânica da
agricultura familiar;
- Integração regional, cooperação internacional e
participação nas negociações internacionais e de comércio
exterior envolvendo o país.
D
E
S
E
N
V
O
L
V
I
M
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R
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Desenvolvimento Territorial
Programa Territórios da Cidadania; Programa Nacional de
Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais –
PRONAT.
Gestão Social
Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora
Rural; Colegiados Territoriais; Agenda 21.
Infraestrutura Territorial
Apoio a Projetos de Infraestrutura e Serviços dos Territórios
Rurais – PROINF; Territórios Digitais; PAC 2; Recuperação
de Infraestrutura e Desenvolvimento Sustentável de Projetos
de Assentamento.
R
E
F
O
R
M
A

A
G
R
Á
R
I
A

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O
R
D
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A

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N
D
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I
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Acesso à Terra e Ordenamento
Fundiário
Programa Nacional de Reforma Agrária; Regularização
Fundiária na Amazônia Legal – TERRA LEGAL; Programa
Nacional de Crédito Fundiário – PNCF; Cadastro de Terras e
Regularização Fundiária; Titulação dos Assentamentos.
Políticas para Assentados Crédito Instalação aos Beneficiários da Reforma Agrária;
Apoio a Agroindustrialização e Comercialização dos
Assentamentos – TERRA SOL.
Cidadania Arca das Letras; Programa Nacional de Educação na
Reforma Agrária – PRONERA; Distribuição de cestas
básicas.
Conflitos agrários Programa Paz no Campo
OBS. – Públicos: Agricultores familiares, mulheres rurais, assentados da reforma agrária,
quilombolas, indígenas, povos e comunidades tradicionais.

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2.1. EIXO AGRICULTURA FAMILIAR
O eixo da agricultura familiar incluí os programas de crédito, fomento, proteção da
produção, garantia de preços e da renda e inclusão produtiva, além dos voltados para a
comercialização e inserção econômica em mercados institucionais, diferenciados e
convencionais e nas cadeias produtivas de energias renováveis.
2.1.1. Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF
O Pronaf é um programa de crédito voltado para o financiamento de projetos individuais
ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma
agrária. Os recursos podem ser destinados para o custeio da safra ou atividade
agroindustrial, seja para o investimento em máquinas, equipamentos ou infraestrutura. As
condições de acesso ao Crédito Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros
correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da
Agricultura Familiar, divulgado entre os meses de junho e julho.
Para acessar o Pronaf, o agricultor deve estar com o CPF regularizado e livre de dívidas.
Além disso, deve possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O programa possui
as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de
inadimplência entre os sistemas de crédito do País.
O MDA tem lançado a cada ano agrícola o Plano Safra da Agricultura Familiar visando
aperfeiçoar os instrumentos das políticas públicas para a agricultura familiar. O Plano
Safra 2011/2012, atualmente em vigor apresentou três objetivos: i) aumento da produção
de alimentos; ii) geração de renda no campo; e, iii) organização econômica dos
agricultores (as) familiares, assentados (as) da reforma agrária e povos e comunidades
tradicionais. Para alcançá-los combinou juros mais baixos, ampliação da oferta de crédito
e maior prazo para o pagamento dos financiamentos de investimento, buscando fortalecer
a diversidade e a sustentabilidade da agricultura familiar brasileira, considerada
importante agente de desenvolvimento estratégico para o crescimento do Brasil com
distribuição de renda e estabilidade. As linhas verdes do Pronaf (Eco, Agroecologia,
Floresta e Semiárido) visam estimular os agricultores familiares a promover a transição da
agricultura convencional para a agroecológica e a investir em atividades que
proporcionem a expansão da oferta de alimentos mais saudáveis.

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Mais Alimentos
Lançado em 2008 o Programa Mais Alimentos visa incrementar a produtividade da
agricultura familiar mediante a oferta de tecnologia, financiamento e assistência técnica.
Disponibiliza uma linha de crédito especial, o Pronaf Mais Alimentos direcionado à
modernização e aquisição de máquinas e de novos equipamentos, correção e
recuperação de solos, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de
pomares e estufas e armazenagem. Destina recursos para investimentos em
infraestrutura da propriedade rural e, assim, cria as condições necessárias para o
aumento da produção e da produtividade da agricultura familiar.
Quadro 2. Principais características das diversas linhas de crédito do Pronaf.
LINHA DE CRÉDITO
- PRONAF
PRINCIPAIS ASPECTOS
INVESTIMENTO Taxas de juros de 1% ao ano para operações de até R$ 10 mil e de 2% ao ano
para operações acima de R$ 10 mil;
Prazo de pagamento de dez anos;
Limite de financiamento de até R$ 130 mil;
Prazo de pagamento de até dez anos e até três anos de carência.
MAIS ALIMENTOS Taxa de juros de 1% ao ano para financiamentos de até R$ 10 mil e de 2% ao ano
para operações acima desse valor;
Prazo de pagamento de até dez anos e até três anos de carência
AGROINDÚSTRIA Limite de R$ 50 mil nos financiamentos individuais;
Limite de até R$ 30 mil para o crédito individual para
sócios/associados/cooperados;
Prazo de pagamento do financiamento de dez anos.
FLORESTA Limite de financiamento de até R$ 20 mil em todas as regiões do País
AGROECOLOGIA Limite de financiamento de até R$ 130 mil;
Prazo de pagamento de até dez anos, com até três anos de carência.
COOPERATIVAS
PRONAF
COTAS-PARTES
Limite de crédito individual de até R$ 10 mil por beneficiário;
Limite de crédito por cooperativa de até R$ 10 milhões;
Atendimento de cooperativas com patrimônio líquido entre R$ 25 mil e R$ 100
milhões.
ECO Limite de financiamento de até R$ 8 mil por hectare, limitado a R$ 80 mil por
beneficiário;
Até R$ 600,00 por hectare da parcela de pagamento da mão de obra entre o
segundo e o quarto ano de implantação do projeto;
Até R$ 50,00 da parcela de assistência técnica por hectare/ano;
Prazo de pagamento de até dez anos, com até três anos de carência.
SEMIÁRIDO E
JOVEM
Limite de financiamento para até R$ 12 mil.
MICROCRÉDITO
PRODUTIVO RURAL
Limite de crédito para até R$ 2,5 mil por operação;
Até três operações, totalizando R$ 7,5 mil, com bônus de adimplência de 25%.

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2.1.2. Os programas de seguros e de garantia de preços
Para assegurar a segurança para quem produz os alimentos, protegendo dos riscos
decorrentes de prejuízos climáticos o MDA operacionaliza instrumentos diferenciados de
política para a agricultura familiar, os quais são descritos no quadro 3, apresentado a
seguir.
Quadro 3. Descrição dos instrumentos de seguro e garantia de preços para a agricultura
familiar
INSTRUMENTOS DESCRIÇÃO
Seguro da
Agricultura
Familiar
SEAF
Ação dirigida exclusivamente aos agricultores familiares que contratam
financiamentos de custeio agrícola no Pronaf, o SEAF foi instituído no âmbito do
Proagro e atende a uma reivindicação histórica do agricultor: produzir com
segurança e com relativa garantia de renda. O SEAF cobre 100% do valor
financiado e 65% da receita líquida esperada pelo empreendimento financiado, até
o limite de R$ 4 mil. Para as operações de investimento, a adesão é facultativa. O
seguro é pago ao agricultor familiar quando há perda da safra igual ou superior a
50% da produção no município em que vive.
Garantia-Safra
É uma ação para os agricultores que sofrem com a perda de safra por motivos
climáticos (seca ou excesso de chuvas). Sua área de atuação abrange os
municípios localizados na região Nordeste, no norte do Estado de Minas Gerais
(Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha) e no norte do Estado do Espírito Santo.
Para participar, é necessário aderir ao Garantia-Safra anualmente. Esta adesão
deve ser feita pelos estados, municípios e agricultores. Recebem pagamentos os
agricultores que aderiram nos municípios em que é detectada perda de pelo menos
50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca e milho. Os benefícios são
pagos diretamente aos agricultores, em parcelas mensais por meio de cartões
eletrônicos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. Quanto ao valor os
benefícios e a quantidade de agricultores a serem cobertos pelo Programa, a
definição acontece anualmente em data anterior ao início da safra agrícola, após o
Comitê Gestor do Garantia-Safra reunir-se. O número de cotas disponíveis para
adesão é de 940 mil e o valor de cobertura nesta safra de R$ 680,00, pagos em
cinco parcelas..
Programa de
Garantia de
Preços da
Agricultura
Familiar
PGPAF
O PGPAF garante às famílias agricultoras que acessam o Pronaf Custeio ou o
Pronaf Investimento, um desconto no pagamento do financiamento em caso de
baixa de preços no mercado, correspondente à diferença entre o preço de mercado
e o preço de garantia do produto, possibilitando a cobertura dos custos de
produção no momento de pagar o financiamento do Pronaf. Nesta safra, o limite do
desconto de garantia de preços do PGPAF é de R$ 7 mil nas operações de custeio
e investimento (por agricultor/ano). A partir desta safra, o PGPAF passa a
contemplar mais duas culturas: laranja e tangerina.
Política de
Garantia de
Preços Mínimos
para a Agricultura
Familiar
PGPM-AF
Visa reduzir a volatilidade nos mercados regionais, regular preços dos produtos
contemplados e contribui para a formação dos preços nos principais centros de
produção da agricultura familiar. É uma política que utiliza instrumentos de
comercialização para intervir no mercado, garantindo que o produtor receba o
preço mínimo do produto. Ela permite ao Governo Federal a compra de produtos
da agricultura familiar a preços justos. Esses produtos poderão, inclusive, ser
destinados aos estoques governamentais.

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2.1.3. Programa Agroindústria Familiar
Apoia a inclusão dos agricultores familiares no processo de
agroindustrialização e comercialização da sua produção, de modo a agregar
valor, gerar renda e oportunidades de trabalho no meio rural, garantindo a
melhoria das condições de vida das populações beneficiadas. Podem participar
agricultores familiares, pessoas físicas e jurídicas formada por no mínimo 90%
destes agricultores e com no mínimo 70% da matéria-prima própria. As
pessoas jurídicas que industrializam leite têm regras próprias.
2.1.4. Plano Brasil sem Miséria
Nos últimos anos, a agricultura familiar mostrou ser um importante instrumento
de inclusão social e produtiva no meio rural brasileiro. Desde 2003, 4,8 milhões
de brasileiros que vivem no meio rural saíram da situação de pobreza,
principalmente em função do aumento da renda gerada pelo trabalho na
agricultura familiar, segmento econômico que responde por 74% das pessoas
ocupadas no campo.
Para superar as condições de pobreza extrema no Brasil, o governo federal
lançou o Plano Brasil Sem Miséria, ação que tem como objetivo a inclusão
social e produtiva de 16,2 milhões de pessoas que ainda vivem em situação de
extrema pobreza no país, com renda mensal per capita de até R$ 70,00. O
Brasil Sem Miséria é formado por três eixos: reforço das políticas de
transferência de renda; acesso a serviços e políticas públicas; e ações de
inclusão produtiva para gerar trabalho e renda.
No meio rural, o Ministério do Desenvolvimento Agrário vai desenvolver novas
ações de inclusão produtiva direcionadas a agricultores familiares, silvicultores,
aquicultores, extrativistas, pescadores, povos e comunidades tradicionais,
remanescentes de comunidades quilombolas e povos indígenas. Com
assistência técnica diferenciada contratada por chamadas públicas, o
Programa de Fomento a Atividades Produtivas Rurais desenvolve ações que
abrangem geração de renda e segurança alimentar e nutricional, com incentivo

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à produção de alimentos para consumo das próprias famílias e com a
comercialização de excedentes produzidos. O Programa inclui a transferência
de até R$ 2.400,00 por unidade familiar, condicionada à adesão das famílias a
um projeto de estruturação produtiva, elaborado e desenvolvido com orientação
das equipes técnicas. Sementes de milho, feijão e hortaliças (produzidas pela
Embrapa) serão distribuídas às famílias, que também terão acesso à água,
tanto para consumo quanto para viabilizar a produção. Uma síntese das ações
é apresentada no Quadro a seguir.
Quadro 4. Principais ações do Brasil sem Miséria direcionadas para o Brasil
Rural.
AÇÕES DESCRIÇÃO
ASSISTÊNCIA
TÉCNICA
Acompanhamento das famílias de agricultores e agricultoras em extrema
pobreza por equipes técnicas formadas por profissionais contratados
prioritariamente na região. Parcerias com universidades e a Embrapa vão
introduzir tecnologias apropriadas para aumentar a produção.
FOMENTO E
SEMENTES
Apoio à produção de alimentos e à comercialização da produção. Cada
família recebe um valor não reembolsável de até R$ 2.400,00, em parcelas
durante dois anos, para adquirir insumos e equipamentos. Até 2014, serão
atendidas 253 mil famílias. O Plano prevê também oferta de sementes de
milho, feijão e hortaliças produzidas pela Embrapa e tecnologias
apropriadas para cada região.
PROGRAMA
ÁGUA PARA
TODOS
Combina acesso à água para consumo e produção. O objetivo é atender 600
mil famílias rurais com a construção de cisternas que armazenem água para
consumo e para o plantio e a criação de animais. Também será fornecido
um kit irrigação para pequenas propriedades e recuperação de poços
artesianos.
ACESSO A
MERCADOS
Ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que possibilita a
compra da produção excedente para doação a famílias em situação de
insegurança alimentar ou para a formação de estoques. A meta é ampliar o
número de famílias pobres atendidas de 66 mil para 255 mil famílias até
2014. Haverá também ampliação das compras públicas para alimentação
escolar, hospitais, universidades e presídios, e parcerias com a rede privada
(supermercados e restaurantes) para compra da produção dos agricultores
familiares.
BOLSA
VERDE
Auxílio trimestral de R$ 300,00 para famílias que garantam a manutenção e
conservação dos recursos naturais.



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2.1.5. Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER
Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural –
PRONATER
O principal objetivo dos serviços de ATER é melhorar a renda e a qualidade de
vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de
produção, de mecanismo de acesso a recursos, serviços e renda, de forma
sustentável. O foco atual da ATER está direcionado para ampliação e
qualificação das políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar,
visando o desenvolvimento rural sustentável. O apoio à organização da
produção e dos empreendimentos da agricultura familiar envolve o
acompanhamento técnico das famílias de modo a promover a inserção
produtiva, aumentar a produção de alimentos e fortalecer a organização
econômica das unidades familiares. A Política Nacional de Ater (Pnater) foi
estabelecida para equilibrar a sustentabilidade ambiental, econômica e social
com a apropriação do conhecimento e de tecnologias para o desenvolvimento
rural sustentável e o aperfeiçoamento dos sistemas de produção e gestão das
unidades familiares.
Com a aprovação da Lei de ATER (Lei 12.188 de janeiro de 2010) a prestação
dos serviços se dá a partir da publicação de Chamadas Públicas para a
contratação de instituições que ofereçam a melhor proposta. Esta ação conta
com o apoio das parcerias do Ministério do Desenvolvimento Agrário com
instituições públicas estaduais e outras entidades de Ater que garantem apoio
às famílias agricultoras da preparação da safra à colocação do produto no
mercado.
Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária –
ATES
O Programa de ATES foi criado em 2003 com o objetivo de assessorar técnica,
social e ambientalmente as famílias assentadas nos Projetos de Assentamento
(PAs) da Reforma Agrária, criados ou reconhecidos pelo INCRA. A ideia é
tornar os PAs em unidades de produção estruturadas, com segurança

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alimentar garantida, inseridos na dinâmica do desenvolvimento municipal,
regional e territorial, de forma ambientalmente sustentável. Uma das premissas
do Programa é aliar o saber tradicional dos assentados aos conhecimentos
científicos dos técnicos.
A ATES é executada em parceria com instituições públicas, privadas, entidades
de representação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e organizações não
governamentais ligadas à Reforma Agrária. Por seus princípios, objetivos e
metodologia, o Programa de ATES é caracterizado como uma política pública
de importante para o desenvolvimento dos Projetos de Assentamento,
colaborando com a transformação da realidade das famílias assentadas e
fortalecendo o elo entre os assentados e o meio onde estão inseridos.
2.1.6. Comercialização e inserção econômica em mercados institucionais,
diferenciados e convencionais e nas cadeias produtivas de energias
renováveis.
Programa de Aquisição de Alimentos – PAA
O PAA foi criado com o objetivo de garantir o acesso a alimentos em
quantidade, qualidade e regularidade necessárias para atender as populações
em situação de insegurança alimentar e nutricional. Também contempla a
formação de estoques estratégicos, permitindo a armazenagem da produção
para comercializá-la a preços mais justos. Para participar do PAA a família
deve ser identificada como da agricultura familiar, por meio da Declaração de
Aptidão ao Pronaf (DAP).
Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE
O PNAE transfere, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE), recursos a estados e municípios para aquisição de gêneros
alimentícios para a merenda escolar. A Lei N°11.94 7/2009 determina que, no
mínimo, 30% dos recursos sejam destinados à compra direta de produtos da
agricultura familiar. Em 2010, cerca de 50% dos municípios já compraram
produtos da agricultura familiar para a merenda escolar.

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Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – BIODIESEL
O MDA participa da gestão do Programa com o apoio a participação da
agricultura familiar na cadeia de produção do novo combustível. Isto, com base
na diretriz de que a agricultura familiar pode desempenhar importante papel
nas cadeias de energias renováveis, especialmente dos biocombustíveis,
criando oportunidades de geração de renda no campo. Assim a participação da
SAF compreende o estimulo da produção, mediante a disponibilização de
instrumentos, tais como: crédito; zoneamento: Ater; fomento; benefícios fiscais
(Selo Combustível Social).
2.2. DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL
O eixo do desenvolvimento territorial sustentável inclui os programas e ações
voltados para o desenvolvimento territorial, com componentes de infraestrutura
e de gestão social.
2.2.1. Territórios da Cidadania
Lançado em 2008 o Programa Territórios da Cidadania tem como objetivos
promover o desenvolvimento econômico e universalizar programas básicos de
cidadania por meio de uma estratégia de desenvolvimento territorial
sustentável. A participação social e a integração de ações entre Governo
Federal, estados e municípios são fundamentais para a construção dessa
estratégia.
2.2.2. Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Territórios
Rurais – PRONAT
O PRONAT auxilia no reconhecimento do território para projeção e expressão
da identidade de determinada população, que possui características
socioculturais, ambientais, políticos-institucionais e econômicas peculiares. O
programa está voltado para o desenvolvimento e articulação desses elementos,
atuando em quatro eixos temáticos: fortalecimento da gestão social;

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dinamização econômica dos territórios; fortalecimento das redes sociais e de
cooperação; e articulação de políticas públicas. A SDT atua em 164 territórios
rurais de todo País, apoiando a organização e o fortalecimento institucional dos
atores sociais locais na gestão participativa. O objetivo é garantir o atendimento
às necessidades básicas da população, bem como para acelerar processos
locais e sub – regionais que ampliem as oportunidades de geração de renda de
forma descentralizada e sustentável, articulados à redes de apoio e
cooperação solidária.
2.2.3. Gestão Social
Documentação da Trabalhadora Rural
O Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural, criado em
2004, é fundamental no desenvolvimento de estratégias de inclusão das
trabalhadoras rurais. Por meio dele são emitidos gratuitamente: registro de
nascimento, Cadastro de Pessoa Física (CPF), documento de identidade,
carteira de trabalho, registro junto ao INSS e carteira de pescador. As
beneficiárias também recebem orientações sobre direitos e políticas públicas e
podem abrir contas bancárias. A documentação civil é condição para o acesso
ao Programa Nacional de Reforma Agrária, ao Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além do conjunto de políticas
públicas desenvolvidas pelo Governo Federal, como é o caso do Bolsa Família
e dos benefícios previdenciários (aposentadoria rural e auxílio maternidade).
Integram o Programa, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário
(MDA) e Incra, através do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero,
Raça e Etnia (PPIGRE), oito organismos do Governo Federal e governos
estaduais, por meio das Secretarias de Segurança Pública.
Colegiados Territoriais
É uma instância política de deliberação sobre o processo de desenvolvimento
sustentável do território. Constitui-se num espaço de participação social, de
representação, articulação e concertação política. O papel do Colegiado

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Territorial é deliberar e propor ações para o desenvolvimento sustentável dos
territórios, articular políticas públicas, assim como realizar o planejamento das
ações e definir os programas e projetos que devem compor o Plano Territorial
de Desenvolvimento Territorial Sustentável – o PTDRS. Os Colegiados devem
propiciar a criação de fluxos e instrumentos de apoio organizacional, de
controle operacional e de informação das suas ações e promover a facilitação
dos processos de comunicação, divulgação, acompanhamento e avaliação das
ações dos colegiados. Além disso, devem criar mecanismos de controle e
organização do cadastro de atores territoriais, da agenda dos colegiados, de
documentos e dos planos e projetos territoriais.
2.2.4. Infraestrutura Territorial
Apoio a Projetos de Infraestrutura e Serviços dos Territórios Rurais –
PROINF
O PROINF disponibiliza recursos não reembolsáveis para infraestrutura e tem
como principal objetivo apoiar projetos voltados para a dinamização das
economias territoriais, para o fortalecimento das redes sociais de cooperação e
o fortalecimento da gestão social, estimulando uma maior articulação das
políticas públicas nos territórios rurais homologados pela Secretaria de
Desenvolvimento Territorial – SDT do MDA.
Territórios Digitais
Este programa tem o objetivo de oferecer gratuitamente o acesso à informática
e internet para populações rurais, por meio da implantação de Casas Digitais.
Para disponibilização de integração das tecnologias de informação e
comunicação aos agricultores familiares as Casas Digitais devem ser espaços
públicos localizados nos Territórios da Cidadania dotados de energia elétrica e
segurança adequada para receber os equipamentos de informática
(computadores, servidor, antena via satélite, roteador wireless, datashow e
mobiliário). São escolhidas pela própria comunidade e devem contar com a
participação atuante e democrática da comunidade proponente.

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Programa de Aceleração do Crescimento 2 – PAC 2
O PAC 2 do MDA seleciona municípios para a destinação de equipamentos e
maquinários para serem utilizados no melhoramento da infraestrutura das
estradas vicinais para escoamento da produção. Para seleção são
considerados os seguintes critérios: a) pertencer ao Programa Territórios da
Cidadania (quatro pontos); b) maior participação do PIB agrícola no PIB total
do município (até três pontos); c) possuir maior extensão territorial (até três
pontos); d) ter maior presença de agricultores familiares em relação ao total
dos produtores rurais registrados no município (até quatro pontos); e, e)
distribuição mais equilibrada entre as regiões brasileiras. A seleção e a
divulgação ocorrem de acordo com a metodologia utilizada pelo PAC.
Simultaneamente, está previsto o lançamento de uma linha de financiamento
com recursos na ordem de R$ 900 milhões para a aquisição de equipamentos.
Recuperação de Infraestrutura e Desenvolvimento Sustentável de
Projetos de Assentamento – PCA
O Programa de Consolidação e Emancipação (Autossuficiência) de
Assentamentos Resultantes da Reforma Agrária (PAC) é fruto de um acordo
firmado entre o governo brasileiro e o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID) e executado pelo Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra). O PAC busca consolidar e desenvolver os
assentamentos para que sejam independentes e integrados ao segmento da
agricultura familiar. O programa acelera o processo de emancipação dos
projetos de reforma agrária através da elaboração de Planos de Consolidação
de Assentamento (PCAs), que proporcionam investimentos em infraestrutura
socioeconômica, assessoria técnica e treinamento, promovendo a
sustentabilidade econômica, social e ambiental, bem como sua estabilidade
social e a conquista da cidadania. Com isso, o Incra espera criar um modelo de
consolidação dos assentamentos descentralizado, ágil, organizado e eficiente,
devidamente testado e aprovado.


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2.3. REFORMA AGRÁRIA E ORDENAMENTO DA
ESTRUTURA FUNDIÁRIA
O eixo da Reforma Agrária e Ordenamento da Estrutura Fundiária inclui as
ações de acesso à terra, de ordenamento e reorganização fundiária, as
políticas direcionadas aos assentados, as intervenções para mitigação dos
conflitos agrários e as ações de garantia da cidadania.
2.3.1. Regularização Fundiária na Amazônia Legal – TERRA LEGAL
O Terra Legal Amazônia vai titular a propriedade de terras públicas federais
não destinadas ocupadas por posseiros na Amazônia Legal. A meta é
regularizar imóveis de até 15 módulos fiscais ocupados antes de 1º de
dezembro de 2004. Um módulo fiscal na Amazônia tem, em média, 76
hectares. A intenção do Programa Terra Legal é regularizar as ocupações
legítimas, com prioridade aos pequenos produtores e às comunidades locais. A
Lei 11.952/09 prevê dispositivos para evitar a regularização de áreas griladas.
Outra medida para evitar fraudes é o sistema de divulgação da lista de
cadastrados e recepção de denúncias pela internet, que pode ser acessado por
qualquer cidadão, inclusive anonimamente. Outra ação do programa é a
regularização fundiária urbana. O Terra Legal Amazônia vai medir núcleos
urbanos localizados em terras federais e doar as áreas para as prefeituras.
Uma das ações desenvolvidas no processo de conservação e implantação de
modelos de produção sustentável na Amazônia Legal é o mutirão Arco Verde
Terra Legal que une ministérios e órgãos federais para a preservação da
Amazônia. O mutirão combinou acesso a direitos e cidadania para milhares de
brasileiros com ações de regularização fundiária e combate à grilagem e se
concentrou, prioritariamente, em 43 municípios nos estados do Amazonas,
Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, considerados os
campeões do desmatamento.

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2.3.2. Programa Nacional de Crédito Fundiário – PNCF
Tem como objetivo garantir o acesso de agricultores familiares à terra,
promover a reforma agrária e fortalecer e consolidar a agricultura familiar em
bases sustentáveis. O PNCF oferece condições para que os trabalhadores
rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio
de um financiamento. O recurso ainda é usado na estruturação da
infraestrutura necessária para a produção e assistência técnica e extensão
rural. Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo,
comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for
necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma. O
financiamento pode tanto ser individual quanto coletivo
2.3.3. Cadastro de Terras e Regularização Fundiária
Ação social para beneficiar os agricultores familiares, garantindo-lhes
segurança jurídica da posse do imóvel por meio da construção de um cadastro
de imóveis rurais georreferenciados e de uma ampla ação de regularização
fundiária.
2.3.4. Titulação dos Assentamentos
A Constituição Federal de 1988 estabelece que os beneficiários da distribuição
de imóveis rurais pela reforma agrária receberão títulos de domínio ou de
concessão de uso, que são os instrumentos que asseguram o acesso a terra.
O contrato de concessão de uso é o instrumento que transfere o imóvel rural ao
beneficiário da reforma agrária em caráter provisório e assegura aos
assentados o acesso a terra, aos créditos disponibilizados pelo Incra e a outros
programas do governo federal. O título de domínio é o instrumento que
transfere o imóvel rural ao beneficiário da reforma agrária em caráter definitivo
e é garantido pela Lei.8.629/93 quando verificado que a unidade familiar
cumpriu as cláusulas do contrato de concessão de uso e já tem condições de
cultivar a terra e pagar o título de domínio em 20 (vinte) parcelas anuais.

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Além da garantia da propriedade da terra para os trabalhadores rurais
assentados a titulação efetuada pelo Incra contém dispositivos norteadores dos
direitos e deveres dos participantes do processo de reforma agrária,
especialmente do poder público, representado pelo Incra e dos beneficiários,
caracterizado pelos assentados. Tendo em vista a importância da política de
titulação dos assentamentos, que representa o coroamento do processo
reformista, o Incra disponibiliza a relação dos beneficiários contemplados com
os documentos de titulação a partir de 2001, em cada uma das
Superintendências Regionais, conferindo publicidade ao processo de
recebimento de títulos de domínio e de concessão de uso de imóveis objeto de
Reforma Agrária.
2.3.5. Políticas para Assentados
Crédito Instalação aos Beneficiários da Reforma Agrária
Consiste no provimento de recursos financeiros sob a forma de concessão de
crédito, aos beneficiários da Reforma Agrária, visando assegurar aos mesmos
os meios necessários para instalação e desenvolvimento inicial e/ou
recuperação dos projetos de assentamento. Com o objetivo de suprir as
necessidades básicas, fortalecer as atividades produtivas, desenvolver os
projetos, auxiliar na construção de suas unidades habitacionais e atender
necessidades hídricas das famílias dos projetos de assentamento,
O Crédito Instalação vem sendo concedido desde 1985, sendo um importante
instrumento na implantação dos projetos de assentamento. Seus valores e
modalidades vêm sendo adequados ao longo dos anos de modo a propiciar
condições dignas de ocupação, de produção e manutenção das famílias na
parcela rural. O Programa de Crédito Instalação atua com uma equipe
multidisciplinar de técnicos nas Superintendências Regionais e Unidades
Avançadas do Incra. A aplicação dos recursos é realizada com a participação
das Associações ou representantes dos assentados, orientadas pela
Assessoria Técnica na escolha e no recebimento dos produtos. O pagamento
das aquisições é feito diretamente ao fornecedor – mercados locais, lojas de

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material de construção e de implementos agrícolas. O programa também faz
parcerias com instituições financeiras governamentais, como o Banco do Brasil
e Caixa Econômica Federal.
Quadro 5. Tipos de créditos disponibilizados pelo Programa Nacional de
Reforma Agrária, sua finalidade e valores.
Crédito Finalidade
Valores por
Família
(em mil R$)
Apoio Inicial
Visa suprir as necessidades básicas das
famílias, bem como o fomento inicial de suas
atividades produtivas possibilitando adquirir
produtos alimentícios, bens de uso doméstico
e ferramentas agrícolas.
3,2
Apoio Mulher
Promover a inserção e a participação das
mulheres na dinâmica produtiva e econômica,
bem como contribuir para a igualdade de
gênero no meio rural.
2,4
Aquisição de
Materiais de
Construção
Construção de novas casas com, no mínimo,
42 metros quadrados e cinco cômodos. 15
Fomento
Utilizado como incentivo às atividades
produtivas dos assentados.
3,2
Adicional do
Fomento
Consolidar a segurança alimentar das famílias
e o fortalecimento do processo de geração de
excedente produtivo
3,2
Semiárido
Visa garantir estrutura hídrica às famílias
assentadas em região de clima semiárido.
2
Recuperação
Materiais de
Construção
Recuperar as unidades habitacionais nos PAs
que, após constatação por meio de laudo
técnico, apresentem necessidade de reforma
e/ou ampliação.
8
Reabilitação de
Crédito de
Produção
Recuperar a capacidade de acesso a novos
créditos, possibilitando a quitação de
financiamentos contraídos no âmbito do
Programa Especial de Crédito para a Reforma
Agrária – Procera.
6
Crédito Ambiental
Financiar, durante dois anos, a implantação e
o desenvolvimento de sistemas agroflorestais,
para a recuperação de área de reserva legal
(ARL), nos assentamentos selecionados pelas
Superintendências Regionais do INCRA.
2,4

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2.3.6. Apoio a Agroindustrialização e Comercialização dos Assentamentos
– TERRA SOL
O Terra Sol é uma ação de fomento à agregação de valor à produção. Apoia a
agroindustrialização e a comercialização por meio da elaboração de planos de
negócios, pesquisa de mercado, consultorias, capacitação em viabilidade
econômica e gestão e implantação/recuperação/ampliação de agroindústrias.
Atividades não agrícolas - como turismo rural, artesanato e agroecologia -,
também são apoiadas. A Ação foi criada em 2004 e faz parte do Plano
Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e do Plano Plurianual (PPA) que define
os programas prioritários do Governo Federal.
Quadro 6. Resumo dos principais aspectos da execução do Programa Terra
Sol
ITEM DESCRIÇÃO
Objetivo

Visa propiciar o aumento de renda dos Projetos de Assentamentos, por
meio de atividades socioeconômicas sustentáveis, valorizando as
características regionais, experiências e potencialidades locais, com ênfase
na Agroecologia.
Público

Assentados e assentadas da Reforma Agrária em Projetos de
Assentamento implantados ou reconhecidos pelo Incra.
Forma de
Participação
Por meio de projetos coletivos, elaborados com a participação efetiva dos
beneficiários e proposto por suas entidades representativas. Projetos
realizados em parcerias com Prefeituras Municipais e os Estados são muito
importantes, especialmente para ações que envolvam aquisição de
equipamentos, construções e reformas.
Proposta e
Projeto
A proposta e o projeto devem nascer da vontade das pessoas em trabalhar
conjuntamente para agregar valor a seus produtos aumentando assim sua
renda. Com a organização dos interessados e o apoio de sua entidade
representativa, deverá ser elaborada uma proposta contendo o Projeto
Básico e o Plano de Trabalho a ser encaminhado para a Superintendência
Regional do Incra (SR) do Estado responsável pelos Projetos de
Assentamento envolvidos. Este momento deve ser acompanhado pelo
técnico da assistência técnica (ATES) do Incra do Estado e de parceiros
interessados na implantação do projeto. Para conhecer as regras de
elaboração do projeto, deve-se contatar o responsável pela Ação Terra Sol
na Divisão de Desenvolvimento, da Superintendência Regional do Incra nos
Estados.
Tipo de
Negócio
Em princípio, pode ser proposto qualquer negócio, desde que possibilite a
agregação de renda para os assentados e esteja dentro dos seguintes
eixos: agroindustrialização, comercialização, atividades pluriativas e
agroecologia. Priorizam-se aqueles negócios nos quais esteja prevista a
utilização de matéria prima do próprio assentamento, que trabalhe o
desenvolvimento sustentável, a agroecologia e que tenha a participação do
maior número de famílias de assentados, incluindo a mulher e o jovem.

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Valor para as
Propostas
Não há valor mínimo estabelecido. As propostas são avaliadas quanto ao
seu conteúdo: envolvimento da comunidade, condições para a
sustentabilidade do negócio, existência de parceiros, integração aos
Arranjos Produtivos Locais, número de famílias beneficiadas e o orçamento
existente.
Linhas
Apoiadas
Linha apoio: agroindustrialização, implantação e recuperação de
agroindústrias; aquisição de equipamentos para agroindústrias; capacitação
dos beneficiários para a atividade agroindustrial; comercialização,
divulgação e venda dos produtos da reforma agrária; capacitação dos
beneficiários em gestão administrativa e comercialização; atividades
pluriativas, turismo rural e ecoturismo; restaurantes rurais; e, artesanato.
Agroecologia: fomentar estudos e projetos inseridos em uma estratégia de
transição agroecológica; beneficiamento e comercialização de produtos
agroecológicos; apoio à implementação, em caráter demonstrativo de
iniciativas com bases agroecológicas que tenham resultados comprovados
por estudos realizados por instituições de ensino ou pesquisa.
2.3.7. Cidadania
Programa Arca das Letras
Programa de implantação de bibliotecas rurais e de formação de agentes
comunitários para o incentivo à leitura em famílias de agricultores.
Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA
O Pronera tem a missão de ampliar os níveis de escolarização formal dos
trabalhadores rurais assentados. Atua como instrumento de democratização do
conhecimento no campo, ao propor e apoiar projetos de educação que utilizam
metodologias voltadas para o desenvolvimento das áreas de reforma
agrária. Os jovens e adultos de assentamentos participam de cursos de
educação básica (alfabetização, ensino fundamental e médio), técnicos
profissionalizantes de nível médio e diferentes cursos superiores e de
especialização. O Pronera capacita educadores, para atuar nas escolas dos
assentamentos, e coordenadores locais, que agem como multiplicadores e
organizadores de atividades educativas comunitárias. Para promover o
desenvolvimento sustentável, as ações do programa têm como base a
diversidade cultural e sócio-territorial, os processos de interação e
transformação do campo, a gestão democrática e o avanço científico e
tecnológico. Já as práticas educacionais têm como princípios o diálogo, a
práxis e a transdisciplinaridade. O Pronera é uma parceria do Incra com

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movimentos sociais e sindicais de trabalhadores e trabalhadoras rurais,
instituições públicas de ensino, instituições comunitárias de ensino sem fins
lucrativos e governos estaduais e municipais. O programa apoia projetos em
todos os níveis de ensino, conforme relacionado abaixo.
Quadro 7. Níveis de ensino, linhas de trabalho e ações básicas do Pronera.
NÍVEIS DE
ENSINO
LINHAS DE TRABALHO AÇÕES BÁSICAS
Educação de
jovens e adultos
(EJA)
Desenvolve-se por meio da
alfabetização e continuidade
dos estudos escolares nos
ensino fundamental e médio.
Alfabetizar e escolarizar jovens e adultos
nos dois segmentos do ensino
fundamental;
Capacitar pedagogicamente e escolarizar
educadores no ensino fundamental para
que venham a atuar como agentes
multiplicadores nas áreas de reforma
agrária;
Formar e escolarizar os coordenadores
locais para atuarem como agentes
sociais multiplicadores e organizadores
de atividades educativas comunitárias.
Ensino Médio e
Técnico
Profissionalizante
Formação de profissionais
para contribuir na melhoria
das condições de vida das
comunidades e promoção do
desenvolvimento das áreas
de reforma agrária
Formar professores no curso normal;
Formar técnicos jovens e adultos nas
áreas de reforma agrária.
Ensino Superior
Promoção do diálogo e
pesquisa científica entre as
comunidades e as
universidades,
desenvolvendo metodologias
apropriadas para as
diversidades territoriais.
Formar profissionais, mediante cursos de
graduação ou pós-graduação, em
diversas áreas do conhecimento.
Qualificar as ações dos sujeitos que
vivem e/ou trabalham para a promoção
do desenvolvimento sustentável dos
assentamentos.
2.3.8. Conflitos agrários
Programa Paz no Campo
Este programa contempla as seguintes ações: i) prevenção de tensão social no
campo mediante o monitoramento das situações de tensão e conflitos no
campo, para conhecimento das realidades internas e externas relacionadas a
cada caso; ii) capacitação de mediadores de conflitos sociais com atividades
de formação voltadas às pessoas que atuam diretamente na mediação e
prevenção dos conflitos sociais; iii) atendimento de denúncias pela Ouvidoria
Agrária que recepciona, apura e busca soluções para resolver as denúncias

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que envolvem conflitos agrários pertinentes ao Plano Nacional de Reforma
Agrária; iv) mediação de Conflitos Agrários visando buscar solução negociada
e dirimir pacificamente as desavenças fundiárias; v) apoio à estruturação de
instituições de prevenção e combate à violência no campo; vi) assistência
social, técnica e jurídica às famílias acampadas, diminuindo o impacto das
dificuldades enfrentadas. Desse modo, busca garantir o cumprimento dos
direitos humanos e o processo de formação para inclusão social e produtiva
dessas famílias.
Distribuição de cestas básicas
Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
integrantes da estratégia Fome Zero, operacionalizado pela Conab, a qual é
encarregada da compra dos alimentos, ficando a cargo do Incra a distribuição
desses alimentos para os acampamentos de trabalhadores rurais.
3. FERRAMENTA DE ANÁLISE DO VÍNCULO
Para identificar a correlação entre as ações governamentais implementadas
pelo MDA e as classes territoriais geradas no presente estudo, foi criada uma
ferramenta que permite ao usuário verificar, de forma interativa, a
compatibilidade entre diferentes ações governamentais e as classes territoriais.
O principal objetivo é disponibilizar uma ferramenta que possibilite avaliar o
direcionamento da ação, se ela está ocorrendo nos territórios que pelas suas
características, avaliadas a partir da composição das variáveis básicas do
estudo, requerem o tipo de intervenção que a ação realiza.
3.1. METODOLOGIA
A base de dados gerada no estudo foi compilada para uma escala municipal,
devido a todos os indicadores e quantificadores das ações governamentais
estarem expressos no nível de município. Dessa forma, à frequência de cada
classe territorial foi obtida para cada um dos municípios brasileiros. Em seguida
as classes territoriais presentes no município foram agrupadas em dois graus

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de prioridade: i) municípios prioritários; e, ii) municípios não prioritários. No
grupo prioritário são incluídas as classes territoriais onde é esperado que a
ação governamental em questão proporcione um expressivo impacto positivo
no desenvolvimento agrário local. Por outro lado, as classes territoriais em que
a ação governamental poderá não apresentar efeitos positivos ou mesmo,
causar impactos negativos ao desenvolvimento rural, são incluídas no grupo
não prioritário. A definição do grupo de prioridade a que cada classe territorial
deve estar presente poderá ser realizado de forma interativa pelo usuário.
Após o agrupamento das classes territoriais foi necessário identificar a
predominância de grupo de prioridade dentro do município adotando-se a
seguinte lógica: os municípios que apresentam ao menos 30% do seu território
com classes territoriais presentes no grupo prioritário são classificados como
municípios prioritários para ação governamental em questão. Todos os outros
municípios são classificados como municípios não prioritários. A VBA macros
utilizada para desempenhar esse processo está apresentada na Figura 1.
Figura 1. Equação da VBA Macros utilizada para o agrupamento de classes
territoriais.
Sub Prioridade(pa, Nmun, nli)
pa = Plan6.Cells(2, 3).alue
Nmun = Plan6.Cells(10, 3).alue
nli = Plan6.Cells(!, 3).alue
"#lean $ields
Plan11.Cells.%an&e('(2)*!!60').Clear
" Cop+ mun#ode
,or - = nli .o Nmun
Plan11.Cells(-, 1) = Plan!.Cells(-, 1).alue
Ne/0
"1den0i$+ predominan0 #lasses
,or i = nli .o Nmun
S(P = 0
S*P = 0
SNP = 0
S = 0
= 0
,or 2 = 2 .o 73
= Plan!.Cells(i, 2).alue
p = Plan14.Cells(2 3 3, 8).alue
1$ p = 2 .4en S(P = S(P 3
1$ p = 3 .4en SNP = SNP 3
Ne/0
S = S(P 3 SNP
1$ S = 0 .4en
Plan11.Cells(i, 2) = 0
5lse
PS(P = S(P 6 S
PSNP = SNP 6 S

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1$ PS(P 7= 0.! .4en
Plan11.Cells(i, 2) = 2
5lse
Plan11.Cells(i, 2) = 3
5nd 1$
5nd 1$
Ne/0
5nd Sub
3.2. USO DA FERRAMENTA
A ferramenta de análise do vínculo entre ações governamentais e classes
territoriais apresenta como principais características a simplicidade e a
facilidade de operação pelo usuário, permitindo a rápida compreensão do
vínculo entre as diferentes ações governamentais, sob execução do MDA e as
classes territoriais descritas neste estudo. A ferramenta foi desenvolvida em
ambiente Excel, apresentando quatro pastas: uma para inserir os parâmetros
da análise; outras duas onde os resultados da análise são exibidos, sendo que
uma registra a ocorrência em cada uma das unidades da federação e grandes
regiões geográficas, e outra, na forma gráfica; e, uma quarta pasta denominada
“Lista de Municípios Prioritários”, que retorna a lista dos municípios priorizados,
segundo os critérios estabelecidos na primeira pasta.
Abaixo está apresentada a pasta “Grau de Prioridade das classes territoriais de
acordo com a Ação Governamental”, onde o usuário determina a ação
governamental a ser analisada no campo “Ação governamental” e define a qual
grupo de prioridade cada classe territorial vai estar presente. Selecionada a
ação o usuário deverá adequar o grau de prioridade de cada classe territorial.
Adotados estes procedimentos, para gerar a “Ocorrência da Ação” e os
“Gráficos”, com os parâmetros inseridos, o usuário deve clicar no botão ‘Aplicar
Prioridade’ e aguardar alguns segundos até que o estado de espera termine.





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Figura 2. Pasta “Agrupar Territórios” onde o usuário faz a inserção do grau de
prioridade de cada parâmetro que integra a análise.

Com o objetivo de sistematizar um procedimento de seleção do grau de
prioridade é dado ao usuário à opção de defini-lo a partir das dimensões dos
fatores do modelo, tornando esse processo, menos subjetivo e de mais fácil
visualização. Para isso o usuário deverá acionar o campo “Definir critérios por
fator”, marcar o grau de prioridade para cada uma das dimensões dos fatores e
clicar em aplicar. A combinação entre os fatores levando em consideração as
opções de prioridade será realizada seguindo uma lógica pré-definida. Esta
lógica estabelece que as classes de territórios cuja combinação dos fatores,
levando em consideração o grau de prioridade, apresenta apenas dimensões
de fatores classificados como prioritários, será considerado como uma classe
territorial prioritária. Da mesma forma, as classes territoriais cuja combinação
dos fatores, levando em consideração a prioridade, apresenta apenas
dimensões de fatores classificados como não prioritários, serão considerados
como uma classe territorial não prioritária.


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Figura 3. Interface do formulário para definir o grau de prioridade para os
fatores do modelo.

As classes territoriais que apresentam dimensões de fatores classificados
como não prioritário e prioritário, serão classificadas como classe territorial a
ser definida. Sempre aparecerá uma informação indicando o número de
classes territoriais que ainda precisam ser definidas. Então, para concluir o
processo de atribuição do grau de prioridade, o usuário deverá definir o grau de
prioridade destas classes, de forma mais analítica, individualmente,
expressando o entendimento das dimensões de fatores presentes nas classes
de territórios, e assim definir qual o grau de prioridade da mesma.
Se não quiser utilizar a possibilidade “Definir critérios por fator” o usuário pode
definir a prioridade de cada classe territorial mediante a utilização das caixas
de combinação na coluna “grupo de prioridade”.
Importante destacar, que ao final do processo de atribuição do grau de
prioridade é preciso acionar “Aplicar prioridade” e aguardar que a ferramenta
complete o processamento das opções selecionadas.


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Resultados
Os resultados da análise são exibidos em formato tabular na pasta ‘Ocorrência
da Ação’ e em formato gráfico na pasta ‘Gráficos’.
A pasta ‘Ocorrência da Ação’ ilustrada a seguir exibe o resumo dos indicadores
da ação governamental analisada por unidades federativas e por grandes
regiões para cada grupo de prioridade. Nessa tabela está apresentado o total
de municípios que se enquadram nos graus de prioridade atribuídos por fatores
e classes. Assim são totalizados os municípios prioritários e os municípios não
prioritários, em números absolutos e percentuais. Também são apresentadas
as informações de municípios beneficiados, separadamente para aqueles
considerados prioritários ou não, por indicador do benefício (ex: Famílias
beneficiadas, valor do benefício em milhões de reais) em cada grupo de
prioridade.
Figura 4. Pasta “Ocorrência da Ação”, onde os resultados são exibidos em
formato tabular.

A pasta ‘Gráficos’, apresenta os resultados em gráficos, onde a cor verde
indica “Siga em frente”, a ação governamental está presente/ausente onde ele
deveria estar presente/ausente. Por outro lado, cor vermelha indica “Pare”, a
ação governamental está presente/ausente onde deveria estar
ausente/presente.

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Na pasta ‘Gráficos’, o usuário tem a opção de filtrar os dados por unidade de
federação ou grandes regiões de forma interativa. Além disso, é possível
alterar a forma de apresentados dos resultados em número absoluto ou em
porcentagem.
Figura 5. Pasta ‘Gráficos’, onde os dados estão apresentados em formato
gráfico.

Por último, a pasta “Lista de Municípios Priorizados” retorna ao usuário a lista
dos municípios classificados como prioritários. Além disso, nesse quadro o
usuário tem a opção de consultar a prioridade de um município específico,
bastando colocar o código do município de ser analisado no campo “Inserir
código do município” e clicar em consultar. O sistema retornará a prioridade do
município, assim como as unidades territoriais presente no município, com
suas respectivas áreas. A pasta “Lista de municípios priorizados” está
apresentada abaixo.



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Figura 6. Pasta “Lista de Municípios Priorizados”, onde a lista de municípios
priorizados é retornada.

As funcionalidades desta ferramenta ficarão mais bem evidenciadas com a
aplicação de exemplos práticos de algumas ações desenvolvidas pelo Governo
Federal, como serão apresentadas a seguir.
4. ANÁLISE DE AÇÕES DE GOVERNO
Para ilustrar a utilização do sistema de análise de vínculos serão tomados
alguns programas, em cada um dos principais eixos: i) agricultura familiar; ii)
desenvolvimento territorial sustentável; e, iii) Reforma Agrária e Ordenamento
da estrutura fundiária. Este exercício possibilitará experimentar diferentes
combinações de graus de prioridades dos fatores, em várias classes territoriais.




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4.1. AÇÕES DE REFORMA AGRÁRIA E ORDENAMENTO DA
ESTRUTURA FUNDIÁRIA
4.1.1. Crédito Fundiário
Os dados que foram disponibilizados pelo MDA possibilitam diferentes
possibilidades de análise do Programa Nacional de Crédito Fundiário e de seus
predecessores. Estas possibilidades estão inseridas na base de dados da
planilha e estão relacionadas a seguir.
Possibilidades de análise de prioridades estabelecidas com base nos dados
disponibilizados pelo Programa nacional de Crédito Fundiário:
Programa Banco da Terra – Pessoa Jurídica (PBT-PJ) – Utiliza como indicador
o número de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa Banco da Terra.
Programa Cédula da Terra – Família (PBT-FM) – utiliza como indicador o
número de famílias beneficiadas pelo Programa Cédula da Terra.
Programa Cédula da Terra – Pessoa Jurídica (PBT-PJ) – Utiliza como indicador
o número de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa Cédula da Terra.
Programas PBT-FM e PCT-FM - utiliza como indicador o número de famílias
beneficiadas pelos programas Banco da Terra e Cédula da Terra.
Programas PBT-PJ e PCT-PJ - utiliza como indicador o número de Pessoas
Jurídicas beneficiadas pelos programas Banco da Terra e Cédula da Terra.
Programa de Combate a Pobreza Rural – Família (PCPR-FM) – utiliza como
indicador o número de Famílias beneficiadas pelo programa de combate a
Pobreza Rural.
Programa de Combate a Pobreza Rural – Pessoa Jurídica (PCPR-PJ) – utiliza
como indicador o número de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa de
combate a Pobreza Rural.
Programa de Consolidação da Agricultura Familiar – Família (PCAF-FM) –
utiliza como indicador o número de famílias beneficiadas pelo Programa de
consolidação da Agricultura Familiar.

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Programa de Consolidação da Agricultura Familiar – Pessoa Jurídica (PCAF-
PJ) – utiliza como indicador o número de Pessoas Jurídicas beneficiadas pelo
Programa de consolidação da Agricultura Familiar.
Programa Nacional de Crédito Fundiário – Família – integra o número de
famílias beneficiadas pelo programa de combate a pobreza rural e o Programa
de Consolidação da Agricultura Familiar.
Programa Nacional de Crédito Fundiário – Pessoa Jurídica – integra o número
de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa de combate à pobreza rural e
o Programa de Consolidação da Agricultura Familiar.
Programas de Crédito Fundiário – Família – Integra o número de famílias
beneficiadas pelos programas Cédula da terra, Banco da Terra e Programa
Nacional de Crédito Fundiário.
Programas de Crédito Fundiário – Pessoa Jurídica – Integra o número de
Pessoas Jurídicas beneficiadas pelos programas Cédula da terra, Banco da
Terra e Programa Nacional de Crédito Fundiário. Programa Banco da Terra –
Pessoa Jurídica (PBT-PJ) – Utiliza como indicador o número de pessoas
jurídicas beneficiadas pelo programa Banco da Terra.
Programa Cédula da Terra – Família (PBT-FM) – utiliza como indicador o
número de famílias beneficiadas pelo Programa Cédula da Terra.
Programa Cédula da Terra – Pessoa Jurídica (PBT-PJ) – Utiliza como indicador
o número de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa Cédula da Terra.
Programa Banco da Terra – Família (PBT-FM) – utiliza como indicador o
número de famílias beneficiadas pelo Programa Banco da Terra.
Programas PBT-FM e PCT-FM - utiliza como indicador o número de famílias
beneficiadas pelos programas Banco da Terra e Cédula da Terra.
Programas PBT-PJ e PCT-PJ - utiliza como indicador o número de Pessoas
Jurídicas beneficiadas pelos programas Banco da Terra e Cédula da Terra.

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Programa de Combate a Pobreza Rural – Família (PCPR-FM) – utiliza como
indicador o número de Famílias beneficiadas pelo programa de combate a
Pobreza Rural.
Programa de Combate a Pobreza Rural – Pessoa Jurídica (PCPR-PJ) – utiliza
como indicador o número de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa de
combate a Pobreza Rural.
Programa de Consolidação da Agricultura Familiar – Família (PCAF-FM) –
utiliza como indicador o número de famílias beneficiadas pelo Programa de
consolidação da Agricultura Familiar.
Programa de Consolidação da Agricultura Familiar – Pessoa Jurídica (PCAF-
PJ) – utiliza como indicador o número de Pessoas Jurídicas beneficiadas pelo
Programa de consolidação da Agricultura Familiar.
Programa Nacional de Crédito Fundiário – Família – integra o número de
famílias beneficiadas pelo programa de combate a pobreza rural e o Programa
de Consolidação da Agricultura Familiar.
Programa Nacional de Crédito Fundiário – Pessoa Jurídica – integra o número
de pessoas jurídicas beneficiadas pelo programa de combate à pobreza rural e
o Programa de Consolidação da Agricultura Familiar.
Programas de Crédito Fundiário – Família – Integra o número de famílias
beneficiadas pelos programas Cédula da terra, Banco da Terra e Programa
Nacional de Crédito Fundiário.
Programas de Crédito Fundiário – Pessoa Jurídica – Integra o número de
Pessoas Jurídicas beneficiadas pelos programas Cédula da terra, Banco da
Terra e Programa Nacional de Crédito Fundiário.
Estabelecidas estas possibilidades, a análise a titulo de exemplo envolve as
três linhas de programas de ordenamento fundiário, mediante práticas de
mercado: i) Cédula da Terra, programa precursor desta linha de atuação; ii)
Banco da Terra, programa que sucedeu o Cédula da Terra; e, iii) o Programa
Nacional de Crédito Fundiário, agregadas, denominada genericamente PNFC.

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O programa “Cédula da Terra” foi criado em 1996, numa parceria entre governo
federal e o Banco Mundial, beneficiou 7.959 famílias e 434 pessoas jurídicas. O
“Banco da Terra” foi criado em 1998, início do segundo mandato do presidente
Fernando Henrique Cardoso, sendo extinto em 2003. Teve como principal
objetivo financiar a reordenação fundiária e de assentamentos rurais (Lei
Complementar nº 93, de 4 de fevereiro de 1998), beneficiando 34.502 famílias
e 18.143 pessoas jurídicas. Por último, o Programa Nacional de Crédito
Fundiário, composto por linhas voltadas para o combate à pobreza rural e o
fortalecimento da agricultura familiar, que teve início em 2003 e vigora até os
dias atuais. Esse programa já beneficiou 86.401 famílias e 37.279 pessoas
jurídicas.
Tabela 1. Número de famílias e de pessoas jurídicas beneficiadas pelas
diferentes linhas que integram o Programa de Crédito Fundiário.

O crédito fundiário é uma intervenção governamental com o objetivo de alterar
a matriz fundiária, mediante a aquisição de terras e sua destinação as famílias
cadastradas como beneficiárias, havendo linhas para jovens rurais,
minifundiários ou outros grupos, de acordo com as linhas que compõem o
crédito fundiário. Considerando essas informações pode ser feita uma análise
passo a passo do vínculo entre o Programa Nacional do Crédito Fundiário e o
grau de prioridade atribuído as classes territoriais geradas nesse estudo.
Priorização das classes territoriais segundo os fatores do modelo
O primeiro passo na análise do vínculo entre a ação governamental e as
classes territoriais geradas nesse estudo é definir a prioridades das dimensões
dos fatores utilizados no modelo. Abaixo esta descrita e justificada a
priorização atribuída para cada dimensão dos fatores utilizados para a análise
do crédito fundiário.
Famílias Pessoas Jurídicas
Banco da terra 34.502 18.143
Cédula da terra 7.959 434
PNCF 86.401 37.279
Beneficiados
Programas

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Dinâmica agrícola
A dinâmica agrícola apresenta as seguintes dimensões: i) Familiar, ii)
Coexistente, iii) Não-Familiar. Considerou-se que a dinâmica agrícola no
contexto do Crédito Fundiário não apresenta restrições relevantes em nenhuma
das suas dimensões. Além disso, não foi estabelecida nenhuma
fundamentação que pudesse priorizar uma das dimensões da dinâmica
agrícola. Ou seja, o PNCF pode se dar em qualquer uma das 3 dinâmicas.
Portanto, todas as dimensões foram classificadas como indiferentes em relação
ao grau de prioridade.
Desenvolvimento Municipal
O desenvolvimento municipal apresenta três dimensões: i) alto; ii) médio; e ii)
baixo desenvolvimento. No contexto do Crédito Fundiário são vistas como
prioritárias as áreas que apresentam baixo nível de desenvolvimento, uma vez
que a dinâmica ali presente não proporcionou desenvolvimento para o
município, sendo desejável alterar a matriz existente. As dimensões médias e
alto desenvolvimento foram classificados como indiferentes, uma vez que as
mesmas não são prioritárias devido a matriz presente já ter promovido algum
grau de desenvolvimento local. Por outro lado, essas regiões também não
podem ser consideradas restritivas, pois em determinadas situações (demanda
local, preço das terras, etc.) pode se justificar a mudança da matriz fundiária
em regiões de alto e médio desenvolvimento.
Aptidão Agrícola
A aptidão agrícola apresenta três dimensões: i) alta; ii) média; e, iii) baixa.
Neste exemplo, esse fator foi considerado de maior importância na definição
dos territórios prioritários. A dimensão baixa aptidão foi considerada fator
restritivo, uma vez que ações governamentais nessas áreas tendem a ser
pouco eficazes em termos de produtividade e consequentemente, na promoção
do desenvolvimento. Por outro lado às áreas de alta aptidão agrícola foram
consideradas como prioritárias, uma vez que essas áreas apresentam boas
condições para a produção agrícola e, portanto, apresentam maior

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probabilidade de que os investimentos governamentais apresentem resultados
significativos e contribuam para o desenvolvimento local.
Interesse ambiental
Esse fator apresenta duas dimensões: i) interesse ambiental extremo; e, ii)
interesse ambiental não extremo. No contexto do Crédito Fundiário, esse fator
teve todas as suas dimensões classificadas como indiferentes, uma vez que
nenhumas delas se apresentam como impeditivas para que essa ação
governamental se desenvolva, assim como não é justificada uma priorização
para uma das dimensões.
Figura 7. Formulário de “Fatores do Modelo” com o grau de prioridade
atribuído para cada uma das dimensões para a ação governamental “Crédito
Fundiário – Família”.

Determinação do grau de prioridade das classes territoriais conflitantes
Após a combinação dos fatores do modelo levando em consideração as
prioridades atribuídas a cada uma das dimensões dos fatores, é necessário
definir a prioridade para as classes territoriais conflitantes, que são aquelas que

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apresentaram dimensões prioritárias e não prioritárias na mesma classe.
Houve seis classes territoriais conflitantes, as quais correspondem as variáveis
12, 13, 23, 24, 35 e 36 (Tabela 2). Para essas classes foi necessário fazer uma
avaliação mais específica analisando todos os fatores conjuntamente e
atribuindo a classes seu grau de prioridade. No caso específico do Crédito
Fundiário, todas as classes territoriais conflitantes apresentavam baixo
desenvolvimento combinado com baixa aptidão agrícola. Nesse caso
específico considerou-se que o fator aptidão agrícola deva prevalecer em
relação ao fator desenvolvimento municipal. Com isso, todas as seis classes
territoriais conflitantes foram classificadas como não prioritárias, devido à baixa
aptidão agrícola, que apresentavam (Tabela 2).

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Tabela 2. Priorização das classes territoriais para o Programa de Crédito
Fundiário – Família.


Resultados
Analisando a Tabela 3 é possível observar que 3.856 municípios foram
classificados como prioritários para o Programa de Crédito Fundiário e outros
1.680 municípios foram classificados como não prioritários. Destaque para a
Região Centro-oeste, onde quase 100% dos municípios (464) foram
classificados como prioritários devido à alta aptidão agrícola da região. Por
outro lado, a Região Nordeste apresentou a menor porcentagem de municípios
prioritários, apenas 56% do total, com destaque para os estados do Rio Grande

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do Norte (5%), Ceará (20%) e Paraíba (23%), que, portanto, apresentam
poucos municípios no grupo prioritário.
Os programas de crédito fundiário beneficiaram um total de 128.862 famílias
em 2.313 municípios em todo o território nacional (Tabela 3), sendo que 1.479
(64%) desse são municípios prioritários e outros 834 (36%) são municípios não
prioritários (Tabela 3).



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Tabela 3: Ocorrência dos programas de crédito fundiário segundo o grau de prioridade por UF e grandes regiões geográficas

F!"#$ 8. 8n#ulo en0re os pro&ramas de #r9di0o $undi:rio e o a&rupamen0o de
#lasses 0erri0oriais por &rau de prioridade (0o0al de muni#8pios)

F!"#$ %. 8n#ulo en0re os pro&ramas de #r9di0o $undi:rio e o a&rupamen0o de
#lasses 0erri0oriais por &rau de prioridade ($am8lias bene$i#iadas)


P#&#'$'( V$#)*(+ ,R
AC AM AP PA RO RR TO AL ,A CE MA P, PE PI RN SE ES MG R- SP PR RS SC DF GO MS MT
N
&
#
.
(
N
&
#
'
(
+
.
(
S
"
'
(
+
.
(
S
"
/
C
(
0
.
#
&
1
O
(
+
.
(
.o0al de ;uni#8pios 38!6 22 !8 16 126 !2 14 13< 72 373 37 1!< !2 10< 12< 8 66 22 46! 2! !37 36< 387 1!! 1 244 78 141 427 100! 104< <11 464
;uni#8pios *ene$i#iados 147< 0 0 0 0 12 0 !3 27 <4 27 71 28 3< 101 2 33 7 103 0 87 1!1 360 14! 0 !4 32 !3 6! 422 1<7 6!6 13<
,am8lias *ene$i#iadas 87673 0 0 0 0 1<0 0 3276 1067 6803 <<8 8620 <30 182< 10388 22 21!7 22< 3380 0 2428 4!60 20<84 !610 0 324! 3338 761< 3466 32814 6037 311!4 14202
.o0al de ;uni#8pios (=) 70 100 <4 100 88 100 <3 100 71 <0 20 73 23 !< !8 ! 88 28 !! 28 86 <2 78 !3 100 << 100 100 <! !6 64 77 100
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 64 0 0 0 0 100 0 100 !6 8< 23 77 2! 48 !8 2 87 14 63 0 100 <4 78 !4 0 100 100 100 100 47 61 74 100
,am8lias *ene$i#iadas (=) 68 0 0 0 0 100 0 100 37 8< 20 82 20 43 60 0 77 < 71 0 100 <8 84 !4 0 100 100 100 100 !4 !8 78 100
.o0al de ;uni#8pios 1680 0 4 0 17 0 1 0 30 43 147 !8 170 7! <4 1!8 < !6 387 63 <0 30 10< 137 0 2 0 0 22 784 !<6 276 2
;uni#8pios *ene$i#iados 834 0 0 0 0 0 0 0 21 12 <1 21 83 42 73 126 ! 42 61 23 0 < << 126 0 0 0 0 0 474 126 234 0
,am8lias *ene$i#iadas 4118< 0 0 0 0 0 0 0 182! 821 3886 1<13 36!3 2432 6<<< !8!< 647 23<< 1361 6<3 0 10! 38!4 4742 0 0 0 0 0 2803! 44!3 8701 0
.o0al de ;uni#8pios (=) 30 0 6 0 12 0 7 0 2< 10 80 27 77 41 42 <! 12 72 4! 72 14 8 22 47 0 1 0 0 ! 44 36 23 0
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 36 0 0 0 0 0 0 0 44 11 77 23 7! !2 42 <8 13 86 37 100 0 6 22 46 0 0 0 0 0 !3 3< 26 0
,am8lias *ene$i#iadas (=) 32 0 0 0 0 0 0 0 63 11 80 18 80 !7 40 100 23 <1 2< 100 0 2 16 46 0 0 0 0 0 46 42 22 0
N>o Priori0:ria
Priori0:ria
A23& G&*(#0$4(0.$/ A0$/+$'$5 P#&!#$4$+ '( C#6'.& F"0')#& 1 F$47/$ 8P,T1FM 9 PCT1FM 9 PCPR1FM 9 PCAF1FM:

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Como se pode depreender dos resultados apresentados, a partir do grau de
prioridade atribuído para cada uma das classes territoriais, o PNCF apresenta
uma focalização de razoável para boa, ou seja, 70% de sua intervenção se deu
em municípios que pelas suas características podem ser consideradas
prioritários, enquanto esteve presente em 36% dos municípios que não são
prioritários, nos quais foram contemplados 32% dos beneficiários. A Figura 8
evidencia a quantidade de beneficiários majoritariamente concentrados nos
municípios prioritários. Uma das principais conclusões que se pode estabelecer
é que é muito importante que a atribuição do grau de prioridade se dê de modo
bastante criterioso. Como se pode exercitar com o exemplo do Crédito
Fundiário a atribuição do grau de prioridade em determinadas situações, pode
pender para uma ou outra opção, sob o peso de determinados enfoques e
ângulos de observação. O ideal é que este processo seja bastante
consolidado, sustentado sobre fundamentos teóricos sólidos, deixando pouca
margem para a subjetividade.
4.2. ANÁLISE DE AÇÕES NO EIXO AGRICULTURA
FAMILIAR
4.2.1. Crédito Pronaf e as Classes Territoriais
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf
descrito em sessão anterior deste relatório esta em vigor há mais de 15 anos.
Para a análise do Crédito do Pronaf foram tomados os dados referentes a
aplicação no período 2009 a 2011 em operações de custeio e investimento. Os
dados disponibilizados distinguem entre o número de contratos e valor dos
mesmos.
Os dados disponibilizados apresentam diferentes possibilidades de análise,
conforme relacionadas a seguir e inseridas na base de dados da planilha:
Pronaf Custeio 2009 – Número de Contratos – Indica o número de contratos
assinados no ano de 2009 na modalidade custeio no âmbito do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

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Pronaf Custeio 2009 – Valor de Contratos – Indica o valor total dos contratos
assinados no ano de 2009 na modalidade custeio no âmbito do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Custeio 2010– Número de Contratos – Indica o número de contratos
assinados no ano de 2010 na modalidade custeio no âmbito do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Custeio 2010 – Valor de Contratos – Indica o valor total dos contratos
assinados no ano de 2010 na modalidade custeio no âmbito do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Custeio 2011– Número de Contratos – Indica o número de contratos
assinados no ano de 2011 na modalidade custeio no âmbito do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Custeio 2011 – Valor de Contratos – Indica o valor total dos contratos
assinados no ano de 2011 na modalidade custeio no âmbito do Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Investimento 2009 – Número de Contratos – Indica o número de
contratos assinados no ano de 2009 na modalidade Investimento no âmbito do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
Pronaf Investimento 2009 – Valor de Contratos – Indica o valor total dos
contratos assinados no ano de 2009 na modalidade Investimento no âmbito do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Investimento 2010– Número de Contratos – Indica o número de
contratos assinados no ano de 2010 na modalidade Investimento no âmbito do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
Pronaf Investimento 2010 – Valor de Contratos – Indica o valor total dos
contratos assinados no ano de 2010 na modalidade Investimento no âmbito do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

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Pronaf Investimento 2011– Número de Contratos – Indica o número de
contratos assinados no ano de 2011 na modalidade Investimento no âmbito do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Investimento 2011 – Valor de Contratos – Indica o valor total dos
contratos assinados no ano de 2011 na modalidade Investimento no âmbito do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Custeio 2009-2011 – Número de Contratos - Indica o número de
contratos assinados no período de 2009 a 2011 na modalidade Custeio no
âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Custeio 2009-2011 – Valor de Contratos - Indica o valor total dos
contratos assinados no período de 2009 a 2011 na modalidade Custeio no
âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Investimento 2009-2011 – Número de Contratos - Indica o número de
contratos assinados no período de 2009 a 2011 na modalidade Investimento no
âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf Investimento 2009-2011 – Valor de Contratos - Indica o valor total dos
contratos assinados no período de 2009 a 2011 na modalidade Investimento no
âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf 2009-2011 – Número de Contratos - Indica o número de contratos
assinados no período de 2009 a 2011 nas modalidades custeio e investimento
no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Pronaf 2009-2011 – Valor de Contratos - Indica o valor total dos contratos
assinados no período de 2009 a 2011 nas modalidades custeio e investimento
no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
Com o objetivo de exemplificar é analisado o vínculo entre o “Pronaf 2009-2011
– Número de Contratos” e as classes territoriais. Os procedimentos são feitos
de modo a familiarizar o usuário com as possibilidades que se apresentam e
com o roteiro a ser seguido para análise.


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Priorização das classes territoriais segundo os fatores do modelo
Dinâmica agrícola
A dinâmica agrícola no contexto do Pronaf teve apenas a dimensão familiar
classificada como prioritária, a qual representa as regiões onde predominam os
sistemas de produção familiar, justificando o grau de priorização atribuído.
Neste contexto, considera-se que o Pronaf deve se concentrar justamente nas
áreas de predomínio da agricultura familiar. As dimensões “Coexistente” e “Não
Familiar” representam regiões, onde os sistemas de produção familiar não são
predominantes e que, portanto, não foram priorizadas. No entanto, apesar da
dinâmica familiar não ser predominante, ela ainda está presente, não sendo
justificável que os agricultores que nelas estão presentes, não sejam alvo de
priorização. Dessa forma, essas dimensões foram classificadas como
Indiferentes.
Desenvolvimento Municipal
O fator desenvolvimento municipal no contexto do Pronaf teve as dimensões
baixo e médio desenvolvimento priorizadas. Este grau de prioridade foi
atribuído considerando que os recursos aplicados em regiões que apresentem
baixo desenvolvimento local poderão ter a partir desses recursos uma
contribuição para que possam avançar nesse desenvolvimento. Por outro lado,
também foi considerado importante apoiar os agricultores familiares localizados
em regiões de alto desenvolvimento, sem que, no entanto, essas regiões sejam
tomadas como prioritárias. Portanto, a dimensão alto desenvolvimento foi aqui
classificada como indiferente.
Aptidão Agrícola
Esse fator no contexto do Pronaf teve suas dimensões “alta” e “média” aptidão
classificadas como prioritárias, uma vez que se configuram como regiões
favoráveis a realização de sistemas produtivos tradicionais, permitindo assim
que a ação governamental em questão gere impactos positivos. Por outro lado,
a dimensão “baixa aptidão” foi aqui classificada como não prioritária devido as
limitações nas condições edafo-climáticas para a produção agrícola e que,

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portanto, oferecerão maior risco para investimentos em sistemas produtivos
tradicionais. O entendimento adotado foi que os agricultores familiares
localizados nessas regiões de baixa aptidão agrícola, necessitam de
programas/ações específicos, capazes de apoiar sistemas de produção
alternativos, adaptados as condições edafo-climáticas locais.
Interesse Ambiental
O fator interesse ambiental no contexto do Pronaf teve suas duas dimensões
classificadas como indiferentes.
Figura 10: Formulário com o grau de prioridade para as dimensões dos fatores
para a ação governamental “Pronaf 2009-2011 – Número de Contratos”

Determinação do grau de prioridade das classes territoriais conflitantes
Após a combinação dos fatores restaram 14 classes territoriais conflitantes
correspondentes as variáveis 9-12, 21-24, 27-28 e 33-36. Para essas classes
foi necessário definir o grau de prioridades, caso a caso e de uma forma menos
sistemática e mais analítica, que possibilite identificar os elementos que devem
ser considerados em cada caso na atribuição do grau de prioridade.

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A primeira classe territorial analisada foi à classe complementada,
correspondente a variáveis 9, 10, 21 e 22, onde existe uma combinação de
dinâmica não familiar ou coexistente, com médio desenvolvimento municipal e
baixa aptidão agrícola. Como nessa região não é predominante à dinâmica
familiar, apresenta baixa aptidão agrícola e já se encontra em um estado médio
de desenvolvimento, ela não foi priorizada. A classe territorial apoiada
(variáveis 11 e 12) por sua vez, apresenta característica semelhantes a classe
complementada, diferenciadas apenas quanto ao nível de desenvolvimento
municipal, que na classe apoiada é baixo. Pelo seu baixo nível de
desenvolvimento ela foi priorizada apenas para interesse ambiental não
extremo. No entanto, essa região devido às limitações que o ambiente oferece,
com alto risco para os investimentos governamentais, indica que a aplicação do
Pronaf deve ser sempre assistida, vinculada a programas de assistência
técnica e extensão rural, visando à adaptação produtiva.
A classe territorial complementada, correspondente as variáveis 27 e 28
(Tabela 4), apresenta dinâmica familiar, com alto nível de desenvolvimento e
baixa aptidão agrícola. Em função da sua baixa aptidão agrícola e do alto nível
de desenvolvimento, ela foi não foi considerada prioritária.
Por último, as classes territoriais complementadas e apoiadas correspondentes
as variáveis 33 a 36 foram priorizadas devido à necessidade de se promover o
desenvolvimento nessas regiões, onde predomina a dinâmica familiar. No
entanto, devido à baixa aptidão agrícola é importante vincular o Pronaf a
programas de assistência técnica e extensão rural, que sejam capazes de dar o
tratamento específico para as limitações, que essas regiões requerem.

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Tabela 4. Priorização das classes territoriais no contexto do crédito do Pronaf.


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T$;(/$ 5) ?#orr@n#ia do Cr9di0o do Prona$ (NAmero de Con0ra0os), se&undo o &rau de prioridade por B, e &randes re&iCes &eo&r:$i#as.

F!"#$ 11. 8n#ulo en0re o Prona$ e o a&rupamen0o de #lasses 0erri0oriais por &rau
de prioridade (.o0al de muni#8pios)

F!"#$ 12. 8n#ulo en0re o Prona$ e o a&rupamen0o de #lasses 0erri0oriais por &rau
de prioridade (NAmero de #on0ra0os)


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AC AM AP PA RO RR TO AL ,A CE MA P, PE PI RN SE ES MG R- SP PR RS SC DF GO MS MT
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;uni#8pios *ene$i#iados 433! 20 !3 16 132 !2 12 13< <0 380 107 204 <1 13< 1<! 32 71 36 !72 32 !34 3<0 410 16< 1 243 78 137 424 130< 1174 <6< 4!<
NAmero de Con0ra0os 3236114 17178 32160 3<!3 11066< !3306 3118 38083 8638! 276138 12<020 1<8<!4 40124 1446<1 12<786 1!227 72670 3<<47 3!<618 10!<< 8!1<1 31676! 7444<! 1<2844 873 7738< 18!24 38407 2!8467 10<2<<! 4<!3!! 12!4104 13!1<3
.o0al de ;uni#8pios (=) 7< 100 100 100 <2 100 <3 100 88 <2 !8 <4 41 76 87 1< <! 46 67 38 86 <8 83 !8 100 << 100 100 <7 73 72 82 100
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 7< 100 100 100 <2 100 <2 100 88 <2 !8 <4 41 76 87 1< <! 46 68 38 88 <8 83 !8 100 100 100 100 <7 73 73 82 100
NAmero de Con0ra0os (=) 82 100 100 100 <6 100 100 100 <1 <4 61 <6 3< 7< 86 17 <7 46 76 38 <2 << <0 61 100 100 100 100 <8 78 73 86 100
.o0al de ;uni#8pios 116< 0 0 0 11 0 1 0 12 3! 77 13 131 44 28 134 4 42 278 !! 8! < 8! 123 0 2 0 0 12 478 460 217 2
;uni#8pios *ene$i#iados 1147 0 0 0 11 0 1 0 12 3! 76 13 131 44 28 133 4 42 273 !3 7! 8 84 123 0 1 0 0 12 476 443 21! 1
NAmero de Con0ra0os 71<140 0 0 0 !074 0 12 0 8308 16846 8226! 8!0! 63336 38<<3 20!!7 74630 2378 47042 11!642 1708< 76<3 388! 861!0 12072< 0 6 0 0 !086 31!818 187466 210764 6
.o0al de ;uni#8pios (=) 21 0 0 0 8 0 7 0 12 8 42 6 !< 24 13 81 ! !4 33 63 14 2 17 42 0 1 0 0 3 27 28 18 0
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 21 0 0 0 8 0 8 0 12 8 42 6 !< 24 13 81 ! !4 32 62 12 2 17 42 0 0 0 0 3 27 27 18 0
NAmero de Con0ra0os (=) 18 0 0 0 4 0 0 0 < 6 3< 4 61 21 14 83 3 !4 24 62 8 1 10 3< 0 0 0 0 2 22 27 14 0
N>o Priori0:ria
Priori0:ria
A23& G&*(#0$4(0.$/ A0$/+$'$5 P#&0$< 2==% 12=11 1 N>4(#& '( C&0.#$.&+

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T$;(/$ 65 ?#orr@n#ia do Cr9di0o do Prona$ (alor de Con0ra0o), se&undo o &rau de prioridade por B, e &randes re&iCes &eo&r:$i#as.

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0erri0oriais por &rau de prioridade (.o0al de muni#8pios)

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de prioridade (alor de Con0ra0os)

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1!! 21< 40 818 802 30 378 283 <38 3!4 747 114 !03 331 3! 241 !!4 3!!! 103 1!12 3<08 6421 24!4 1! 1226 300 87< 2442 3!46 !723 12783 2421
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.o0al de ;uni#8pios (=) 21 0 0 0 8 0 7 0 12 8 42 6 !< 24 13 81 ! !4 33 63 14 2 17 42 0 1 0 0 3 27 28 18 0
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 21 0 0 0 8 0 8 0 12 8 42 6 !< 24 13 81 ! !4 32 62 12 2 17 42 0 0 0 0 3 27 27 18 0
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Resultados
O grau de priorização atribuído para as classes territoriais resultou que 79%
dos municípios são considerados prioritários para a aplicação do crédito do
Pronaf. Nesta condição, apenas 21% dos municípios não considerados
prioritários.
A análise do número de contratos realizados pelo Pronaf apresenta que
3.236.134 contratos celebrados, ou seja, 82% do total foram consignados em
municípios considerados prioritários. Os outros 719.140 (18% do total) se
referem a agricultores familiares situados em municípios não prioritários.
Se por um lado o crédito do Pronaf esteve presente em 4335 dentre os 4367
municípios considerados prioritários, por outro lado também se apresentou em
1.147 dentre os 1.169 não prioritários. Nos parâmetros estabelecidos para a
análise, a focalização pode ser considerada boa, uma vez que mais de 70%
dos contratos estão em municípios prioritários. Por outro lado, uma avaliação
mais rigorosa dos graus de prioridade pode apontar para um quantitativo menor
de municípios prioritários e desta forma, melhor orientar a aplicação dos
recursos disponíveis para crédito. No entanto, destaque-se que esta é uma
discussão que deve ser feita pelos gestores da política. Esta ferramenta poderá
apoiar esse processo de planejamento.
Complementando a análise do Pronaf, considerando outra perspectiva,
também disponível na base de dados desta ferramenta, a do valor dos
contratos, verifica-se que 83% do total de recursos foi aplicado nos municípios
prioritários. Nos municípios não prioritários foram alocados apenas 17% do
volume total de recursos. Isto significa que há uma importante convergência
entre número e valores de contratos, com um apreciável grau de focalização
em municípios prioritários.

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4.2.2. Pronater e as Classes Territoriais
A análise do Pronater considerou os dados atuais de atendimento dos
agricultores familiares, a partir dos contratos celebrados em decorrência das
chamadas públicas dos anos de 2011 e 2012.
Priorização das classes territoriais segundo os fatores do modelo
Dinâmica Agrícola
No âmbito do Pronater a dinâmica familiar foi priorizada devido à
predominância da produção familiar nessa região. Por outro lado, a dinâmica
não familiar foi classificada como não prioritária devido à baixa predominância
de sistemas de produção familiar. A dimensão co-existente foi classificada
como indiferente.
Desenvolvimento Municipal
As regiões que apresentam nível de desenvolvimento municipal baixo e médio
foram priorizadas, uma vez que a ação da ATER deve desempenhar papel
estratégico na promoção de desenvolvimento sustentável. Os territórios de alto
desenvolvimento foram classificados como indiferentes, uma vez que essas
regiões pelo seu alto padrão de desenvolvimento podem ser consideradas
consolidadas e, portanto, nestas as ações de ATER devem apresentar menor
impacto na alteração da realidade..
Aptidão Agrícola
Os programas de ATER são fundamentais para apoiar a agricultura familiar em
regiões de baixa e média aptidão agrícola. Considerado este pressuposto, as
dimensões baixa e média aptidão agrícola foram classificadas como
prioritárias. As regiões de alta aptidão não foram priorizadas devido aos
menores desafios técnicos que apresentam para sistemas de produção
tradicionais. Desta forma, a dimensão “alta aptidão agrícola” foi classificada
como indiferente.


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Interesse ambiental
Ambas as dimensões desse fator, tanto o interesse ambiental extremo como o
não extremo, foram classificadas como indiferente para a prestação de serviços
de ATER.
Figura 15. Formulário com o grau de prioridade atribuído para os fatores
estabelecidos pelo modelo para o PRONATER.

Determinação do grau de prioridade das classes territoriais conflitantes
Combinando os fatores do modelo, houve 16 classes territoriais conflitantes,
correspondentes as variáveis 2-12, 15-16 e 25-28 (Tabela 7). A classe territorial
independente, correspondente as variáveis 3, 4, 15 e 16, onde predomina uma
dinâmica não familiar ou coexistente, associadas a alto desenvolvimento e
baixa aptidão agrícola, foi classificada como não prioritária devido a essa
categoria representar regiões que já atingiram alto nível de desenvolvimento e
a baixa presença de sistemas de produção familiar.

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As classes territoriais alterável e combinada, correspondentes as variáveis 5 a
8, foram classificada como não prioritárias devido a pouca presença da
dinâmica familiar e boas condições para a produção agrícola tradicional.
As classes territoriais complementada e apoiada, correspondente as variáveis 9
a 12, foram classificadas como prioritária. Apesar da dinâmica familiar não ser
predominante nessas regiões considerou-se fundamental apoiar os agricultores
familiares ali presentes, ainda que sua ocorrência não seja significativa, devido
ao baixo desenvolvimento local e as grandes restrições para a produção
agrícola.
As classes estável e independente, correspondentes as variáveis 25 a 28,
foram classificadas como prioritárias devido a predominância de sistemas
produtivos familiares, sendo importante, dessa forma, seguir oferecendo
serviços de assistência técnica e extensão rural, para manter e realçar o alto
padrão de desenvolvimento local.

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Tabela 7. Priorização das classes territoriais no contexto do PRONATER.


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Tabela 8. Ocorrência do PRONATER segundo o grau de prioridade por UF e grandes regiões geográficas.

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Resultados
Com os graus de prioridade atribuídos as classes territoriais 2.613 municípios
(47%) do total foram considerados prioritários para a ATER. Os demais 2.923
(53%) são considerados como não prioritários para o desenvolvimento de
ações de ATER. Neste contexto verificou-se que as ações de ATER se fizeram
presentes em 697 dos municípios prioritários (59%), onde se situam 67% das
famílias beneficiárias (101.469). Por outro lado, 33% das famílias beneficiárias
com ATER (49.556) estão em 486 municípios não prioritários.
Estes resultados podem significar que as ações de ATER não estão
adequadamente direcionadas para os territórios que seriam considerados
prioritários para a agricultura familiar. Neste mesmo sentido, outra hipótese a
ser considerada trata da relevância de atender determinados grupos de
agricultores familiares, ainda que situados em regiões não prioritárias. Estas
considerações apontam para a possibilidade de reorientação das chamadas
públicas para outras regiões, o que pode se dar com a utilização desta
ferramenta, que pode apoiar a revisão dos parâmetros que motivaram a
priorização estabelecida e indicar outras prioridades de acordo com a dinâmica
da agricultura, o grau de desenvolvimento municipal ou mesmo as condições
de aptidão agrícola.
Esta questão da baixa focalização quanto aos territórios é amenizada quando
se considera o público beneficiário, uma vez que 2/3 do público beneficiário
está concentrado em municípios prioritários. Esta consideração talvez
represente mais um elemento de que as ações de ATER estão sendo em boa
medida bem direcionada, quanto a público beneficiário. De qualquer forma,
pode ser destacada a importância desta ferramenta de apoio no processo de
reflexão dos diferentes aspectos envolvidos no direcionamento das ações de
desenvolvimento agrário.




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4.3. DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL
4.3.1. PAC2 Máquinas
Os dados disponíveis para a análise do Programa de Aceleração do
Crescimento 2 (Máquinas) ensejaram algumas possibilidades de análise,
considerando as ações individuais, em associação e o agrupamento de ambas.
Estas foram lançadas na base de dados da planilha de análise de vínculos,
conforme descritas a seguir.
PAC2 Máquinas – Individual – Indica o valor total de máquinas financiadas para
indivíduos no âmbito da segunda fase do Programa de Aceleração do
Crescimento.
PAC2 Máquinas – Associação – Indica o valor total de máquinas financiadas
para associações no âmbito da segunda fase do Programa de Aceleração do
Crescimento.
PAC2 Máquinas – Total – Indica o valor total de máquinas financiadas no
âmbito da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento.
Tomo-se para análise o PAC Máquinas – Total.
Priorização das classes territoriais segundo os fatores do modelo
Dinâmica Agrícola
No contexto do PAC 2 - Máquinas a dimensão familiar foi classificada como
prioritária. Por outro lado, regiões onde a agricultura familiar não é
predominante foram classificadas como não prioritárias. A dimensão co-
existente foi classificada como indiferente.
Desenvolvimento Municipal
Como pressuposto básico, foram priorizadas as regiões mais desenvolvidas,
uma vez que o objetivo principal do PAC2-Máquinas é criar condições de
infraestrutura para o escoamento da produção já existente. As regiões mais
carentes foram classificadas como indiferentes, de modo que essas regiões
serão priorizadas somente em casos excepcionais.

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Aptidão Agrícola
Todas as dimensões desse fator foram classificadas como indiferentes, uma
vez que não foram identificados elementos que justificassem a priorização de
alguma das dimensões, em detrimento de outras.
Interesse Ambiental
As dimensões do fator interesse ambiental também foram classificadas como
indiferentes.
Figura 18. Formulário com o grau de prioridade para as dimensões dos fatores
para a ação governamental “PAC2 Máquinas – Total”.

Determinação do grau de prioridade das classes territoriais conflitantes
Combinados os fatores segundo o grau de prioridade, restaram 12 classes
territoriais conflitantes, 1-4, 17-24. As classes territoriais estável e
independente, correspondente as variáveis 1 e 4, foram classificada como não
prioritárias devido a baixa presença da dinâmica familiar. Em seguida as
classes territoriais alterável, combinada e complementada, correspondentes as
variáveis 17-22, foram classificadas como prioritárias, uma vez que a dinâmica

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familiar está presente e a região já atingiu algum desenvolvimento e/ou não
apresenta grandes restrições edafo-climáticas para a produção agrícola.
Finalmente, a classe apoiada, correspondente a variáveis 23-24, foi
classificada como não prioritária, devido ao baixo desenvolvimento e a baixa
aptidão agrícola.
Tabela 9. Priorização das classes territoriais no contexto do “PAC2 – Máquinas
– Total”


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Tabela 10: Ocorrência do “PAC2 Máquinas – total” segundo o grau de prioridade por UF e grandes regiões geográficas

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alor 0o0al alo#ado em mil4Ces de reais
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1 6 1 < 3 1 1 4 1! 10 17 6 7 16 4 4 3 14 2 2 ! 1! ! 0 2 1 2 22 84 21 2! !
.o0al de ;uni#8pios (=) !< 100 <! 63 71 7< 60 38 !6 73 86 86 86 86 <0 73 81 68 !2 !2 18 !1 73 8! 0 17 10 18 66 80 40 68 16
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 71 100 100 83 81 8< 80 !! 81 <0 <8 <4 88 <3 <8 88 <2 !! !6 !! 27 48 7! 74 0 34 1! 24 8! <3 !0 67 24
alor 0o0al alo#ado em mil4Ces de reais (=) 73 100 100 83 81 8< 80 !! 81 <0 <8 <4 88 <3 <8 88 <2 !! !6 !! 27 48 7! 74 0 34 1! 24 8! <3 !0 68 24
.o0al de ;uni#8pios 2264 0 3 6 41 11 6 86 4! 112 26 30 30 26 23 4! 14 2! 413 42 !14 1<6 136 43 1 20! 70 11! 1!3 3!1 <<4 37! 3<1
;uni#8pios *ene$i#iados 376 0 0 1 11 2 1 ! 6 < 1 6 ! 3 2 3 2 14 72 < 4! 34 32 12 0 23 34 44 20 37 140 78 101
alor 0o0al alo#ado em mil4Ces de reais !< 0 0 0 2 0 0 1 1 2 0 1 1 1 0 1 0 2 11 1 6 ! ! 2 0 4 6 7 4 6 21 12 16
.o0al de ;uni#8pios (=) 41 0 ! 38 2< 21 40 62 44 27 14 14 14 14 10 27 1< 32 48 48 82 4< 27 1! 100 83 <0 82 34 20 60 32 84
;uni#8pios *ene$i#iados (=) 2< 0 0 17 1< 11 20 4! 1< 10 2 6 12 7 2 12 8 4! 44 4! 73 !2 2! 26 0 66 8! 76 1! 7 !0 33 76
alor 0o0al alo#ado em mil4Ces de reais (=) 27 0 0 17 1< 11 20 4! 1< 10 2 6 12 7 2 12 8 4! 44 4! 73 !2 2! 26 0 66 8! 76 1! 7 !0 32 76
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Priori0:ria
A23& G&*(#0$4(0.$/ A0$/+$'$5 PAC 2 8M)E"0$+: 1 T&.$/

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Resultados
Os graus de prioridade atribuídos as classes territoriais levaram a um conjunto amplo de
municípios prioritários, composto por 3272 municípios brasileiros, ou seja, 59 % do total.
Os demais 41% dos municípios não foram considerados prioritários para esta ação, com
base nos pressupostos adotados para a priorização das classes territoriais.
Quanto ao direcionamento desta ação, ela se verificou em 28% dos municípios
considerados prioritários, ou seja, 922. Um bom grau de focalização é observado no que
diz respeito a alocação de recursos, uma vez que 73% dos recursos disponíveis para esta
ação foram alocados nos municípios prioritários (R$ 157 milhões).
Por outro lado, a ação se concretizou em 376 dos 2264 municípios não prioritários, com
um aporte de R$ 59 milhões, ou seja, 27% dos recursos totais deste programa. Estes
números podem indicar uma orientação preliminar, no sentido de avaliar de forma mais
detalhada os pressupostos geradores dos graus de priorização das classes territoriais, de
modo a restringir o número de municípios prioritários. Para isto, pode-se também
considerar a possibilidade de adotar algum critério complementar, capaz de restringir a
amplitude dos municípios prioritários. Neste sentido, a funcionalidade introduzida na
planilha, que oferece a relação de municípios pode ser de boa balia aos gestores.
Não se pode deixar de destacar que a avaliação desta ação pode ser feita considerando
diferentes abordagens, levando a outras lógicas de priorização das classes territoriais.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este relatório apresenta mais uma etapa do estudo “Análise Territorial e Políticas para o
Desenvolvimento Agrário”. Para atender ao objetivo de analisar a vinculação dos
territórios com os programas e ações do MDA foi desenvolvido um sistema de
operacionalização simplificada, com forte “apelo visual”, de modo que os resultados
apresentados em termos gráficos possibilite a imediata identificação de como as ações
estão compatíveis com as classes territoriais propostas em termos de prioridade. Esta
funcionalidade foi desenvolvida para auxiliar o processo de planejamento das ações de
desenvolvimento agrário..

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Visando familiarizar o usuário com o sistema proposto foram analisados, ainda que de
forma parcial, alguns dados de execução das ações, observada a categorização segundo
os eixos dos programas do MDA, segundo os mesmos se organizam em: i) agricultura
familiar; ii) desenvolvimento territorial rural sustentável; e, iii) reforma agrária e
ordenamento da estrutura fundiária. Este agrupamento implica em diferentes graus de
prioridades dos fatores que constituem as variáveis de análise, de acordo com os grupos
de classes territoriais. O desenvolvimento dos exemplos variados neste relatório teve o
objetivo de confrontar os gestores com a sistemática, muito mais do que realizar a análise
da execução da política em si. A análise dos exemplos apresentados deve ser um fator de
estimulo ao aprofundamento da reflexão sobre as classes territoriais propostas e como as
políticas de desenvolvimento agrário devem ser priorizadas em cada uma delas.
O sistema apresentado neste relatório se constitui em mais uma ferramenta
disponibilizada aos gestores para verificação do grau de aderência das ações e
programas desenvolvidos pelo MDA, em resposta as características dos territórios,
categorizados em classes, de acordo com a ocorrência das variáveis de análise. Com
base na forma de apresentação dos resultados, novas perspectivas podem ser colocadas
no processo de planejamento e priorização.
É importante destacar que algum grau de aprimoramento da solução proposta ainda é de
se esperar na medida em que ocorra o seu uso mais intensivo por parte dos gestores. No
entanto, também cabe destacar que foi atendido plenamente ao escopo estabelecido para
este produto, no Termo de Referência que rege o desenvolvimento deste estudo.

Piracicaba, maio de 2012.

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