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Árvore da Vida é um roteiro do processo da própria vida.

Aqui está uma representação mais detalhada dela:

No coração, no centro da
Árvore está a sefirah (a
palavra também significa
“enumeração”, chamada
Tiferet, a qual pode ser
traduzida como “beleza”
(e também “simetria”,
“misericórdia”,
“compaixão”). Este é o
ponto central de
integração da Árvore da
Vida. Quando todas as
suas vias se convergirem
e se fundirem em uma
sincronicidade
funcionalmente
harmoniosa, poderá haver
muito mais do que uma
simples e maravilhosa
coisa do que esta.

Ao mesmo tempo há nove


outras maiores sefirot na
Árvore da Vida – cada
uma um universo em si
mesma, enquanto todas
estão interconectadas
através de 22 canais (cada
um correspondendo a uma
letra básica Hebraica que representa uma simples freqüência-energia da criação – como uma nota ou talvez uma
acorde musical). Eu mencionei anteriormente que as culturas mais nativas têm e usam também um símbolo da
Árvore da Vida. Por exemplo, na tradição Hindu, da qual é dado o sistema de chacras, a Árvore da Vida contem
as 50 letras Sânscritas, junto com o sistema numérico. De fato, os sete chacras básicos (um chacra é um centro
de energia no corpo e da alma – em Sânscrito a palavra significa “roda sagrada”), se correlacionam
aproximadamente com as sete sefirot inferiores da Árvore da Vida Cabalista.

Dentro de cada sefirah está outra Árvore da Vida e dentro da sefirot desta Árvore, está outra Árvore, e assim por
diante, até o infinito! Como se pode ver de uma representação gráfica, a Árvore da Vida – somente parece estar
limitada, como o nosso mundo. Enquanto a Árvore foi criada e, portanto, tem um início, ela é também, de fato,
ilimitada, sempre se expandindo externa e internamente do seu ponto semente – mundos sem fim, amém!
(Dêem-me um Aleluia).

Vocês perceberão nesta representação o que parece ser uma sefirah adicional, referindo-se como Da’at ou
Daath em Hebraico. Da’at não é realmente uma sefirah, pelo menos não como as outras – ela é considerada
como um tipo de pseudo-sefirah, embora não menos importante do que qualquer uma das outras. Da’at
significa conhecimento ou inteligência. Este não é meramente o conhecimento na mente de alguém. É a intensa
familiaridade da essência intrínseca de uma coisa. Ela corresponde a Gnost! Da’at representa o estado místico
da união das 10 Sefirot – assim é outro ponto de integração de toda a Árvore – essencialmente um ponto de
equilíbrio adicional com Tiferet. Portanto, os dois centros, Tiferet e Da’at residem diretamente no meio da
coluna central da Árvore, conhecido como o Pilar Neutro da Suavidade. Esta coluna equilibra o Pilar da
Misericórdia (masculino) no lado central direito do corpo e o Pilar da Severidade (feminino), no esquerdo.
Notem que os dez sefirot estão associados aos Quatro Mundos da Cabala que
discutimos nos artigos anteriores do Insight (XXXX). O interessante é quando
acrescentamos os quatro primeiros números inteiros (1+2+3+4), nós obtemos 10. Os
Mundos Três e Quatro formam então simultaneamente uma via de descida para o
Espírito infundir toda a criação universal e uma via de ascensão-retorno para que toda
a criação busque, encontre e se funda novamente com o Espírito! O Três une como
uma tanto as vias de descida como as de ascensão – mão a mão como o esboço de MC
Escher acima e também como simbolizado por Mogen David – o Escudo ou Estrela de
David.

Nesta representação vemos que a Estrela foi construída de sete círculos (chacras)
entrelaçados – algumas vezes referindo-se à Semente da Vida (devido aos sete dias da
criação, etc.) com uma flor de lótus (relacionada a assim falada Flor da Vida) surgindo
no centro. A Estrela aparece também no chacra Anahata ou cardíaco na Árvore da Vida Hindu (não
apresentada). Ela é a representação dos aspectos entrelaçados da energia masculina e feminina, simbólica da
união do céu e da terra, assim como a fusão das vias descendentes e ascendentes.

Notem que como resultado de sua fusão, uma causa a outra e vice-versa. Cada uma delas cria e sustenta a outra,
falando fundamentalmente, não havendo separação entre elas. Eu não posso enfatizar suficientemente a
Verdade brilhante e revolucionária deste sistema de esforço próprio! Um sistema que é imitado e repetido a
cada nível através de toda a criação.

Ao mesmo tempo é importante compreender que a própria Árvore não representa todo o Espírito! O Espírito,
Ain Soph, se estende infinitamente além da Árvore da Vida. É isto o que se refere como panteísmo – Deus vive
com a Sua criação e entre toda a vida, enquanto além dela. São discutidos dois aspectos na Cabala – a
transcendência e a imanência espiritual. O Espírito está “perto” de toda a criação (imanência) e o Espírito está
além de toda a Criação (transcendência). De uma “visão de câmara” dualística, isto pode ser paradoxal enquanto
de uma perspectiva mais elevada, isto pode ser muito bem considerado totalmente consistente.