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A energia de dois pontos se

atrai
Ano de 2013, irei contar uma História
que vivenciei, esta história conta minhas
aventuras desde que encontrei um colar
com as iniciais ANE Então irei começar
em 1900 na guerra.

13/05/1900 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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Nesta época o mundo estava em guerra,


os homens estavam divididos entre o
bem o mal, Graças a essa guerra o
planeta Terra estava se tornando um
lugar não próprio para se viver, seus
recursos estavam diminuindo
constantemente, a guerra estava mais do
que difícil de se impedir, ela estava além
do planeta Terra!!
O que levou o mundo a esta guerra foi:
Falta de Dinheiro, Recursos sendo
utilizados de má maneira, Assaltos,
Corrupção, Analfabetismo, Índice de
Desenvolvimento Humano muito alto,
Pobreza, Armas, Capitalismo e
Socialismo. Os países estavam
disputando entre si o poder.
Essa guerra não só estava prejudicando
a Terra, mas estava prejudicando um
planeta chamado Yume No Sekai (Mundo
De Sonho (Sekai=Mundo, Yume=Sonho,
No=Tem mais significados, mas pode ser
considerado como De)).
Só existia uma forma de chegar nesse
planeta, que era dizer Yume No Sekai Da
(Para o mundo de sonho) e carregar um
colar com as iniciais ANE, Em todo Yume
No Sekai existiam apenas 12 colares que
eram guardados pelos guardiões
sagrados, no entanto nesse dia 2 colares
foram roubados e caíram nas mãos de
um homem chamado “Treze”, Treze
deixou um bilhete antes de partir, neste
estava escrito:

Eu, Treze, Roubei esses colares para


iniciar um jogo, um dos colares deixarei
nas mãos do “Bem” e o outro nas mãos
de Barbara o “mal”. No ano de 2013 o
bem e o mal triunfarão aquele que vencer
terá o poder dos dois colares e se
transformará no Rei ou Rainha deste
planeta.
Depois desse dia nada mais se ouviu
sobre Treze apenas que ele voltaria em
1913 para acabar com a guerra e deixar
os colares na Terra com o “Mal” e o
“Bem”.

13/12/1913 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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Exatamente como os comentários


diziam, Treze voltou e parou a guerra,
ninguém sabia como até as pessoas que
estavam na guerra não sabiam como, ou
melhor, não se lembravam de
exatamente nada desde 1887,que foi
quando a guerra começou. Treze antes
de ir disse que deixou os colares
separados, cada um em um lugar
diferente, o colar do “mal” foi deixado em
uma caixinha que só podia ser aberta em
1997 e só Barbara que podia abri-la, o
outro colar também foi deixado em uma
caixinha, mas só podia ser aberta em
2013, 1 mês antes da guerra.

13/12/1997 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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Nesse dia eu nasci, mas foi também
neste dia que Barbara achou o colar. Não
vou falar muito sobre esse dia porque os
únicos acontecimentos importantes
foram esses.

13/08/2013 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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Estava chovendo fortemente, olhava pela


janela do meu quarto o tempo chuvoso e
frio, solidão, era algo que sentia naquele
momento, meus pais e meus irmãos
tinham ido ao enterro de meu tio, por
minha escolha preferi não ir, não gostava
de ambientes tensos e além do mais não
queria chorar na frente de ninguém, em
um momento como este minha família
precisava de apoio e não de mais alguém
para lagrimas. Oh como de vez em
quando eu parecia uma pessoa sem
sentimentos, não conseguir chorar por
uma pessoa importante que morreu era
algo realmente desprezível, eu
dificilmente chorava na frente de alguém
então por isso pensavam que eu não
chorava pelo meu tio, Oh engano amargo.
O que faria pelo resto do dia? Decidi por
mim mesma que ficar em casa chorando
não era a solução para nada, resolvi sair.
Pela rua cheia de lama eu andava sem
rumo, apenas andava, a chuva era tão
boa, eu gostava da chuva, depois da
chuva sempre vinha o arco-íris, mas
naquele dia o arco-íris não ia chegar tão
cedo. Eu andava e andava até que
comecei a ouvir uma voz, uma voz gentil
e acolhedora, ela parecia cantar as
palavras, uma voz masculina com um
tom doce, ela dizia:
- Vem, entenderei se chorares neste
momento, mas diz-me porque choras? Tu
sabias que a morte estava a chegar a
qualquer momento e sabias também que
poderias ser com qualquer um, então o
porquê de chorares? – Oh doce voz você
estaria falando comigo?
Sigo a voz, ela vinha de onde eu partira,
minha casa, eu a seguia quase chorando,
piso no primeiro degrau de minha casa e
me viro, como era lindo o orvalho nas
árvores, a chuva enfraquecia e o sol
vinha, chuva e sol casamento de
espanhol, com este pensamento sorri
debilmente enquanto olhava a frente de
minha casa, ou para ser mais exata, K5 o
apartamento, não podia negar que
morava em um lugar bonito. Viro-me
novamente e continuo a subir, em frente
a porta de minha casa havia uma caixa
de madeira com um bilhete, peguei a
caixa e entrei dentro de minha casa.
Minha casa era de um tamanho bom, a
sala era grande, as paredes de um
salmon (que em minha opinião era rosa
alaranjado) que brincava com a cor
branca do sofá e a mesa de madeira
escura. Os azulejos de um preto que
combinava com o rack onde ficava a TV
de 42 polegadas. Sento-me no sofá e
pego o bilhete:

For you, Be careful.


Não era difícil entender inglês afinal eu
fizera curso, estava escrito Para você,
tenha Cuidado. Mais o que queria dizer
cuidado? Alguém estava aprontando
comigo? Antes de abrir a caixa começo a
sacudi-la e tento escutar algo, o barulho
era metálico, pra mim isto era bom,
porque significava que não possuía
nenhum bicho, meus amigos gostavam
de brincar comigo, já fui vitima de
aranhas, misturas nojentas, comidas não
comestíveis entre vários outros, por isso
sempre tinha um certo cuidado antes de
abrir os “presentes”.
A caixa estava em cima da mesa,
encarava ela como se ela fosse me
morder, depois de meia-hora resolvo abri-
la, eram umas três horas da tarde. Abri a
caixa e dela começa a sair uma fumaça,
minha visão estava totalmente
embaçada.
- Ai, mais que desgraça, meu pé e
minhas costas tão doendo, Treze seu
maldito você vai... – Escuto uma voz e
então dou um grito, a fumaça estava
desaparecendo, mas minha visão
continuava embaçada.
- Ei menina fica quieta, eu não vou te
matar não. – Era a voz de um garoto de
aproximadamente 16 anos. Uma voz que
o timbre subia e abaixava.
- Quem é você?O que está fazendo aqui?
Porque está aqui?Que história de matar é
essa?Ei você é louco?Quantos anos você
tem? – Eu não conseguia conter minhas
palavras em minha boca que uma vez
aberta jamais se fecharia.
- Cala a boca! Assim vou ter um troço!
Meu nome é Mihalk... - Ele começou. A
fumaça desaparecia e finalmente
consegui ver o menino,
Um garoto de 16 anos exatamente como
eu pensara, um garoto moreno, de
cabelos que pareciam a madeira de uma
árvore, olhos castanhos- escuros, alto,
um menino comum a não ser pela sua
estranha estrutura forte e exagerada.
Suas roupas eram apenas uma calça
esburacada velha com dois bolsos.
- Ei ei posso te chamar de leite? É porque
Mihalk se tirar o HA fica Milk e Milk em
inglês é leite..- eu comecei a brincar com
o menino.
- Mais que droga, não coloque um
apelido tão infantil em mim! Me chame
de o Fortão!- Ele dizia
- Eu não quero chamar um fraco como
você disso!- Eu disse claramente a este
imbecil
- Quer saber guria agora você me
irritou!- Ele disse pegando uma moeda
em seu bolso que quando a jogou pra
cima se transformou em uma bainha de
espada.
- Ótimo agora estou tendo alucinações!Eu
vou virar uma louca, não quero parar no
hospício! Mais que isso é legal é verdade!
Já que isso é uma alucinação vou
aproveitá-la...- Eu falava ironicamente.
- Guria você vai ver a alucinação quando
minha espada atravessar seu crânio!-
Agora ele estava totalmente ferrado,
Guria a palavra que me deixava mais
irritada em todo o mundo sem duvida era
essa.
- Agora quem vai ver a alucinação é
você!- Eu disse partindo pra cima daquilo
que eu jurava ser uma alucinação.
Quando me aproximo perto do garoto
leite e vou chutá-lo, ele estranhamente se
desvia, o que era difícil pois eu tinha
aulas de judô.
- Haha acha que vai vencer de mim desse
jeito? Está muito enganada garota, quer
saber vou lhe fazer um favor, irei poupá-
la da vergonha e sairei daqui para
encontrar o maldito do Treze, Então me
dê...- Ele estava terminando seu texto
inútil quando dei um chute bem forte em
sua perna.
- Ai! Isso dói!13 noites de treino pra esse
lixo de defesa, ora se o treze vai se ferrar
comigo! E você guria pode ter certeza
que vou decepar seu pescoço!- Ele disse
em um tom extremamente nervoso.
- Ei garoto leite fica quieto, foi você que
começou e eu duvido que você saiba o
que é decepar, então cale sua boca de
jacaré e me escute!- Eu gritei para ele.
- Er.. Eu não sei o que é decepar mais é
algo muito ruim e isso é o que importa, e
ta eu me calo já que estou em sua
propriedade e você tem esta força.- Ele
disse calmo e envergonhado.
-Oh meu Deus, estou tendo alucinações!
A morte afeta de todos os ângulos
mesmo. Garoto leite de onde você veio?-
Perguntei preocupada com meu estado
mental
- Eu vim do Vilarejo Mudança e...- Ele ia
continuar quando o interrompo
- O que? Vilarejo Mudança? Quer saber
me explica sua história e todo o resto
deste lixo!- Eu disse com certeza de que
estava piorando o meu estado mental.
- Antes me responda, em que ano
estamos?- Ele perguntou preocupado
- 2013 porque?
- 100 anos, Treze seu filho da p¢#$, Eu
sou Mihalk um garoto de 16 anos que foi
aprisionado dentro de uma caixa de
madeira. Porque? Eu estava fugindo da
guerra pois os alemães me perseguiam,
quando encontrei um homem chamado
Treze. Ele disse que eu ia ser útil para
ele, então me treinou durante 13 dias e
13 noites seguidas até que eu estava
pronto, mas não para Treze. Então na
noite seguinte não agüentando mais o
treinamento eu fugi e encontrei uma
espada sagrada e a usei para o mal até
que 13 me achou e me trancou nesta
maldita caixa de madeira, e hoje
completa 100 anos que estou preso nesta
porcaria!- Ele disse furioso.
Agora tinha mais do que certeza, meu
estado mental estava totalmente em
perigo!
- Então você tem 116 anos?- Eu perguntei
incrédula
- Sim.- Ele respondeu seriamente
- Oh, eu tenha 200, prazer em conhecê-
lo- Eu disse brincando
- Sério? O treze fez o que com você? Ele
também te prendeu?-
- Claro que não ô retardado!-
- Quer saber pare de me xingar, agora
estou nervoso! Tchau, agora vou embora
daqui!- Sua expressão estava totalmente
incompreensiva
- Já vai tarde Garoto Leite!-Eu Disse rindo
histericamente
- Oh vocês não sabem ficar quietos
nenhum segundo.- Disse a mesma voz
que me chamara para voltar, a voz vinha
da varanda que estava com a porta
fechada.
Corri para a varanda para abri-la, eu
realmente queria ver a alucinação
compreensiva com voz bela e doce.
- Treze!Desgraçado!Retardado!- Garoto
Leite disse enquanto corria para perto da
porta da varanda.
Então consigo abrir a porta, mais nada
tinha nela, além da paisagem da frente
de meu condomínio.
- Você acha que esse feitiço imbecil me
engana?- O Garoto Leite atravessou a
porta e desaparecera no ar.
Já que eu estava mentalmente afetada
qual seria o problema em atravessar
aquela simples porta de vidro e metal?
Atravesso-a e...

Treze e o Garoto Leite

Atravessei a porta e nada me aconteceu,


minhas alucinações desapareceram, sem
dúvida aquele fora o momento mais louco
da minha vida, agora minhas alucinações
estavam apenas “mortas”, Eram quatro
horas da tarde, eu não conseguia parar
de pensar naquela doce voz, quanto
tempo mais iria esperar para ter aquelas
alucinações, eu as queria de volta, O
Garoto Leite que era estranhamente fácil
de irritar,
E o Treze com voz doce. Era melhor ser
uma louca do que ficar sozinha chorando,
meus pais chegariam tarde, tinham que
aconselhar minha avó e dar apoio a ela, e
eu? O que faria pelo resto do dia? Eu
resolvi ir fazer o dever de casa o que é
muito raro, pois sinceramente eu
detestava fazê-lo, eu só me safava pelas
minhas notas altas, porque quanto aos
deveres de casa e trabalho eu não fazia
nenhum. Depois de ficar uma hora
fazendo o dever de trigonometria a
matéria maldita, fui tomar banho para ir
dormir, não agüentaria ficar nem mais
um pouco acordada pensando em morte
e alucinações se não ai que eu pirava
mesmo.
- Filha acorda. – Minha mãe me acordava
- Ah que horas são? Que foi mãe? – Eu
perguntava com voz sonolenta
- São dez horas da noite, mamãe só está
te acordando para perguntar de quem é
isto? – Ela segurava a caixa de madeira
- Ah é meu. Ganhei de um amigo. – Eu
disse, e então pensei “Se a caixa existe
significa que o Milk e o Treze existem, ou
seja, eu não estou louca!” Mais desisti
deste pensamento, pois quem saiba
apenas a parte do Milk e do Treze fosse
alucinação e a caixa verdadeira?
- Ah tudo bem então. Pode voltar a
dormir, vou colocar ela aqui em cima tá?
Boa noite.- Ela disse deixando a caixa em
cima de minha escrivaninha de madeira
clara, quase bege.
Meu quarto era grande, a cor da parede
era laranja claro, quase salmon, o chão
possuía o mesmo azulejo preto da sala,
Tinha uma escrivaninha bege que
brincava com a cor do meu guarda-roupa
branco e laranja. Minha cama era uma
bicama de madeira escura.
Levantei-me de minha cama e sentei em
cima da cadeira laranja e branca, peguei
a caixa e a abri novamente, nela tinha,
um colar com as iniciais ANE e uma chave
e um bilhete. Peguei o bilhete e o abri:
As vezes algumas palavras podem
fazer uma incrível magia. Assim
como desculpa faz mágica. Yume
No Sekai Da também faz a mágica.
Acredite no poder das palavras.
O que significava aquele bilhete, eu
compreendia muito bem Yume No Sekai
Da que supostamente era japonês
significava Para o Mundo De sonho, mais
qual era o significado daquele bilhete?E
porque ele sempre estava em idiomas
diferentes?
Li várias vezes o bilhete até pegar no
sono. Passei minha noite dormindo na
escrivaninha até que senti um forte vento
em meu rosto e acordei, a janela estava
aberta, me aproximei para fechá-la até
que meu celular tocou. Olho em meu
celular o dia era uma quarta-feira de
manhã, eu não podia faltar aula, pois a
coordenadora Lucimara disse que eu
podia ser reprovada devido as minhas
faltas. O sol ainda estava nascendo, eram
ainda umas 06:00 horas da manhã. Assim
que terminei de me arrumar, fui ler o
bilhete novamente e colocar o colar e a
chave no bolso do meu casaco. Desci as
escadas de minha casa devagar, A chuva
veio de noite, dava pra ver isso pelo
Orvalho. O caminho para minha escola
não era longo. Eu caminhava para minha
escola até que quando chego vejo o
Mihalk “Milk”, Esfreguei os olhos e então
ele desapareceu. Ainda confusa fiquei
parada olhando o lugar onde ele
apareceu.
- Ninna!Que foi menina? – Aleska disse,
dando-me um forte abraço.
- Ah. Nada não. – Eu disse surpresa ainda
fitando o vazio.
- Vamos, a aula vai começar! – Ela disse
segurando minha mão e me puxando
fazendo com que eu quase caísse.
A aparência de Aleska era boa, seus
cabelos curtos e cacheados com um tom
castanho-escuro e mechas da cor do mel,
seus olhos tinham uma cor esverdeada
para os quase “Daltônicos”, Alta, Magra e
Ombros Largos. Uma pessoa que tinha
uma aparência que se encaixava no perfil
estético da sociedade. Suas roupas eram
o suposto uniforme do colégio, blusa
branca, calça jeans e um casaco.
Quando chegamos a sala de aula que
tinha o total de 32 alunos, a professora
disse:
- Bom dia meninas, sentem-se por favor,
Hoje teremos três alunos novos.
- Bom dia professora Uliana.- Eu disse
educadamente. Muitas pessoas gostavam
de fazer piada com os nomes, a
professora Uliana era um dos principais
alvos. A História que rolava pelo colégio
era a seguinte:
A mãe da professora Uliana era fanha e
por isso quando foi registrar o nome da
filha no cartório não conseguiu falar
Juliana e então entenderam como Uliana,
por isso este é o nome da professora.
- Bom dia gente, Hoje teremos três
alunos novos, eles são estrangeiros,
sejam bonzinhos com eles ok? - A
Professora disse alto e claramente
- Sim, professora! – A maioria dos alunos
gritou, enquanto a outra metade se
focalizou em fazer bolinhas de papel o
suficiente para jogar nos estrangeiros.
- Que legal! Alunos estrangeiros, um é
meu. – Bruna disse, A Propósito os
comentários da Bruna pra mim eram
totalmente inúteis, seria bom se ela
fizesse comentários melhores.
A professora abriu a porta para os
estrangeiros, então eles entraram,
Dois meninos e uma menina. A menina
tinha o cabelo preto não muito escuro,
excessivamente ondulado, sua altura era
mediana, ela usava o uniforme do
colégio.
- Bom dia pessoal, prazer em conhecê-
los, meu nome é Guilherme, espero me
encaixar neste colégio. – O menino que
se apresentou como Guilherme disse, sua
voz era exatamente como a doce voz que
Treze tinha, talvez fosse apenas
coincidência, mas mesmo assim aquela
voz me encantava. Sua aparência
chamava muita atenção, seus cabelos
eram pretos como a noite escura, seus
olhos eram como o céu do dia, sua
estrutura era perfeita. Ele olhava pra mim
fazendo com que eu ficasse ainda mais
envergonhada e assustada.
- Buenos Dias, Mi nombre es Mihalk.
Hahaha sacanagem, oi gente, meu nome
é Mihalk...- Ele se exibia de forma
estúpida
- Leite!- Eu disse sem conseguir manter
minhas palavras quietas.
- Olá CANINNA!- Ele disse com raiva.
- Gente, pare com isso. – A professora
Uliana disse.
- Ela que começou. – Milk me acusava.
- Não vou dizer nada. – Me mantive
quieta.
Depois disso fiquei quieta, os
“estrangeiros” estavam sentados perto
de mim, Mihalk atrás de mim, A menina
que não se apresentou direito, Aya estava
a minha esquerda, e o Guilherme a minha
direita. Será que eu estava ficando
realmente maluca? Eu estava
assemelhando os novos alunos com
minhas alucinações, tirando a Aya a
menina tímida, As aulas passavam
lentamente, eu estava ansiosa pelo
intervalo, a atmosfera daquela sala
estava me matando aos poucos. Quando
o sinal do intervalo toca, todo mundo se
levanta e sai naquela correria pra
comprar o lanche do colégio, na sala só
restava eu, Aleska, Adolfo e os
estrangeiros. Adolfo era o namorado da
Aleska, ele era um comum, alto, cabelos
escuros, olhos escuros, o que fazia ele
incrível até pra mim era sua
personalidade forte e sua grande
sabedoria, Adolfo era o menino mais
inteligente que eu conhecia. Ia me
retirando da sala quando Milk segura meu
pulso e diz:
- Queremos conversar com você...- Ele
deu um olhar pra Aleska e Adolfo – A sós.
- Ninna você conhece eles? – Aleska
perguntou seriamente.
- Mais ou menos, depois nos falamos. -
Disse a ela.
Ela estava se retirando da sala junto com
os estrangeiros que me puxavam, Todo
mundo olhava atentamente para mim e
os estrangeiros, eu estava constrangida,
Mihalk apertava meu pulso mais ainda
conforme eu diminuía a velocidade. Eles
me levaram até a porta do colégio onde
não tinha ninguém e eu com raiva
comecei.
- O Que vocês querem? Vocês são
minhas alucinações? Eu estou doida?
Vocês não são estrangeiros, certo?- Eu
perguntava velozmente. - E você é o tal
de Treze, certo? Porque estão aqui? O
que querem de mim?- Eles me
deixavameu perguntar e não me
respondiam nada. – Porque você se
chama Treze?- Cessei minhas perguntas.
- Primeiramente, somos reais, nós
queremos você para uma guerra que está
prestes a acontecer, Eu sou o Treze...
-“Guilherme! Começava a me responder.
- Agora é minha vez novamente, Não
estou perguntado o número de seja lá o
que for, estou perguntando quem é você?
- Meu nome é Treze como eu disse a
você. –
- Atá, então seu nome tem treze letras?-
Eu amava ironizar tudo, irritar a todos,
meu passatempo favorito sem dúvidas
era esse.
- Não, Treze é o meu nome. – Ele tinha
uma paciência incrível, o que eu
detestava.
- No dia em que você nasceu sua mãe
estava com dor de barriga? – Disse pra
tentar irritá-lo
- Vamos parar com esse papo furado e ir
direto ao assunto? – Ótimo, ele estava
começando a perder a paciência.
- Ok.- Eu disse com controle.
- Vou precisar do seu nome ou de um
apelido seu.- Ele era Idiota!? A Aleska
repetiu meu nome várias vezes e esse
idiota ainda não sabia, que falta de ética.
- Pra que vou dizer meu nome ou meu
apelido se você não diz o seu? – Como
era engraçado irritar as pessoas.
- Meu apelido é Treze, Pronto Feliz?Agora
diz! - Ele estava enfurecido.
- Isso foi uma ordem ou um pedido?- Eu
perguntei para meu divertimento.
- Uma ordem! – Ele disse com sua voz
ainda doce e enfurecida.
- Ah então ok, Meu nome é Ninna Wang.
– Eu disse tentando fazer eu parecer uma
idiota bem obediente.
- Achou a caixa? – Ele perguntou com
calma.
- Que caixa? – Era obvio que eu sabia
que caixa, mais mesmo assim era muito
divertido irritá-lo.
- A caixa com o colar das iniciais ANE. –
Ele especificou.
- Ah sim, espera aí, foi você o
engraçadinho que me aprontou essa
palhaçada de bilhete? – Eu perguntei
para comprovar meu pensamento.
- Não, foi o destino. – Ele disse com
certeza e um tom de paixão na parte do
destino, como se ele idolatrasse o
destino.
- O destino não está escrito, mesmo se
estivesse eu poderia apagá-lo. – Eu disse.
Se ele gostava tanto do destino ia ser
realmente divertido irritá-lo usando esta
palavra.
- Ok, então foram as fadas e a
chapeuzinho vermelho. – Agora ele
ironizava tudo.
- Aaaa entendi. – Eu disse brincando.
- Você é idiota mesmo, fadas não
existem. – Parecia que ele ia
enlouquecer.
- Você que é idiota, agora por sua culpa
uma fada em algum lugar morreu. – Eu
disse rindo histericamente por dentro.
- Ai é? – Ele tentou continuar com a
ironia.
- Sim seu chato, e pra sua informação eu
nunca seria idiota de cair em uma
brincadeira como essa. –
- Duvido de você não ser idiota, mas
tudo bem só isso que queria saber
mesmo.
- Mais que merda, agora vocês que estão
me irritando, calem a boca, e bom quanto
as fadas, você errou Treze elas existem
sim. E quanto a caNINNA ser idiota eu
também concordo.
- Humph, vocês dois são dois imbecis,
principalmente você, Leite Estragado que
passou da data de validade. – Brincava
com o nome dele enquanto o chutava.
- Ai, você me machucou de novo! – Ele
disse.
- Ninna, desculpe pela indelicadeza
destes idiotas. – Aya finalmente abriu a
boca e pronunciou suas “primeiras
palavras”.
- Vamos provar a ela a existência do
Yume No Sekai. – Mihalk disse feliz.
- Ninna, o colar está com você? – Treze
perguntou gentilmente, se não fosse por
sua voz gentil eu já o teria chutado.
- Sim, aqui. – Tentei retribuir a gentileza,
e peguei o colar no bolso esperando ele
pegar de minha mão.
- Oh sim. – Treze disse pegando o colar
de minha mão. Como era típico de mim
fiquei envergonhada.
- Ai meu Deus, parem com esse
namorico! Vamos logo maldito! – Mihalk
gritava com entusiasmo.
- Está com ciúmes? – Aya perguntou com
um sorriso lindo.
- Cala a boca, sua maquina tagarela. –
Mihalk disse com raiva.
- Vamos. – Treze disse enquanto me
abraçava fortemente, Mihalk segurava o
braço de Treze e Aya segurava o de
Mihalk.
- Yume No Sekai Da. – Eles disseram com
ênfase.
O ambiente em minha volta desaparecia,
Cada objeto desaparecendo um por um,
até que o que restou foi apenas um lugar
preto que foi tomando forma e se
transformou em um lugar bonito, parecia
que eu estava em um daqueles
ambientes do amazonas que só se vê em
filme. Era lindo, as árvores
predominavam no ambiente junto com
uma chuva fraca, quase uma garoa.
- Ai que bom, finalmente em casa depois
de 100 anos. – Mihalk gritou muito feliz
enquanto se separava de nós.
- Que felicidade! – Aya também gritava.
Eu apenas tentava compreender aquilo,
eu estava em um lugar onde tudo era
possível, Treze ainda me abraçava, até
ouvirmos um grito muito alto vindo da
imensidão da floresta.
- Treze, posso? – Aya perguntou com um
grande sorriso no rosto.
- Não, apenas ignore. – Treze parecia
estar feliz também.
- Pode o que? – Quando perguntei Treze
me soltou gentilmente, parecia que ele
ainda não havia se tocado que estava me
abraçando.
- Ir brincar. – Aya disse.
- Na verdade, Aya está querendo ir à
direção de onde veio o grito, para
enfrentar um dos Argual. – Treze disse.
Fiz uma cara de Incompreensão.
- Árvores Guardiãs do Mal. – Mihalk
explicou-me, talvez fosse o único que
compreendeu minha expressão.
- Ah. – Agora pra mim não tinha
diferença, Eu acreditava em qualquer
coisa que eles dissessem. – O Que os
Água faz?
- Haha Argual, eles atacam inocentes e
absorvem a energia vital deles. – Treze
me respondeu com um sorriso, seu
sorriso era lindo.
- Vamos para a casa da Kisa! – Mihalk
berrou.
- Sim, podemos? – Aya perguntou
olhando para o Treze.
- Claro. – Ele parou e depois continuou. –
Ninna... é melhor... – Treze tentava dizer
algo enquanto seu rosto corava.
- Quer saber para de enrolar, eu faço! –
Mihalk disse enquanto me pegava com
seu braços e me colocava em seus
ombros.
- Ei ei para com isso, eu vou beliscar sua
bunda. – Eu disse com vergonha.
- Então quer ficar aqui na floresta com os
Argual? – Mihalk disse sarcástico.
- Er... não, mais também não quero que
você me carregue. – Eu disse enquanto
batia em suas costas.
- Para com isso, quer que o Treze te
carregue é? Que nojo você me dá. O
amor é tão bonitinho. Puá. – Ele cuspiu no
chão.
- Eca seu porco. Vamos logo então, não
quero ficar pendurada aqui que nem
enfeite. – Eu disse com nojo.
- Então vamos. – Aya falou com um
sorriso.

Pesadelos e Ilusões
- Corrida? – Mihalk perguntou antes de
partimos.
- Legal. – Aya disse.
- Pode ser. – Treze disse.
- Fecha os olhos. – Mihalk disse a mim.
- Não estou afim. – Eu fiz careta.
Mihalk começou a correr velozmente, da
paisagem nada mais eu via, apenas
vultos e borrões, fechei os olhos, pois
eles começaram a arder por culpa do
vento forte. Mihalk gritava como um
louco. Quando vamos diminuindo
velocidade e Mihalk grita bem alto:
- Chegamos! – Mihalk não parava de
gritar.
- Ai, meu olho! – Eu reclamava.
- Sua imbecil eu disse pra fechar o olho,
bem feito! – Mihalk riu enquanto falava.
Uma pedra acertou a cabeça de Mihalk.
- Ai, Suou seu imbecil. – Mihalk gritou.
- Você continua o mesmo mal-educado
de sempre não é Mihalk? – Uma voz
feminina disse.
- E você a mesma chata. – Mihalk estava
histérico enquanto segurava o lugar onde
a pedra o acertara.
- Olá Kisa, há quanto tempo. – Treze
disse com seu sorriso perfeito.
Da paisagem de repente sai uma menina
de aproximadamente 12 anos, seus
cabelos eram de um tom castanho-claro,
seus olhos eram quase amarelos, suas
vestes eram uma blusa que parecia a
pele de um tigre e uma saia branca.
- Oi pessoal, quem é a nova menina? –
Ela disse me olhando com seus olhos
gentis.
- É a namorada do Treze. – Mihalk disse
rindo.
- A escolhida para representar o bem. –
Treze disse seriamente.
- Não sei o porquê você fez esse jogo. –
Kisa disse incompreensiva.
- Kisa, deixa ele fazer o que ele quer,
você sabe a força dele. – O menino que
se denominava Suou disse, seus olhos
eram de um preto inigualável, seus
cabelos de um tom preto azulado, ele era
alto, tinha uns 12 anos, sua estrutura era
forte e diferente.
- Exclusão... – Eu murmurei.
- Cala a boca CANINNA! – Mihalk disse.
- Vem me fazer calar se é homem! – Eu
disse claramente.
- Ok. – Ele pegou sua “moeda”, e jogou
para cima novamente, fazendo com que
ela se transformasse na espada.
- Que peninha, precisa da espada pra me
vencer. – Eu irritei ele.
- Não preciso não. – Ele jogou a espada
no chão e vinha pra cima de mim.
- Parem com isso crianças. – Aya repetiu.
- Não sou criança! – Gritei ao mesmo
tempo que Mihalk.
- Para de me imitar! – Mihalk disse me
dando língua.
- Você que está me imitando. – Eu disse.
- Quando vocês irão parar de brigar e
começar a se dar bem? – Treze
perguntou com voz impaciente.
- Nunca! – De novo ao mesmo tempo
que Mihalk eu falei.
- Humph! – Eu disse me virando e indo
pra floresta adentro.
- Aonde você pensa que vai? – Treze
perguntou
- Em qualquer lugar que seja longe desse
idiota! – Disse com raiva.
- Não vai não. – Treze me contrariou.
- Porque não? – Perguntei furiosamente.
- Você é minha enquanto estiver aqui em
Yume No Sekai. – Treze disse com
certeza e tom de ordem.
- Haha vamos ver. – Eu disse enquanto
corria pra floresta.
Ninguém me seguia, quando me
distanciei o suficiente pra mim, parei de
correr.
- Comida! – Esta voz vinha de uma
árvore que se mexia!?
Então olhei atentamente para a árvore
que tomava uma forma quase humana, a
não ser pela sua “pele” de madeira e
cabelos de folhas.
- Comida! – A árvore repetia.
Eu me senti fraca neste momento e fui
perdendo a consciência quando vi Treze
e o pessoal chegando.
- Dame (Pare)! – Ouvi Kisa dizer e a
árvore congelar.
- Tire ela daqui. – Treze gritou.
- Eu tiro. – Aya gritou enquanto me
segurava e me levava pra longe.
- Boba, Porque fez isso? – Aya me
perguntou preocupada. – Você poderia
ter morrido se Treze não tivesse te
ajudado.
- Afinal, o que está acontecendo? – Eu
perguntei com voz fraca.
- Aquilo era um Argual, ele estava
sugando sua energia vital, que bom que
agora está melhor, você nos deu um
baita de um susto. – Aya disse aliviada.
- Ah entendi! – Eu disse despreocupada.
- Não fale despreocupada desse jeito. –
Aya disse nervosa.
- Que legal, eu pensava que você não
falava mais de uma frase por hora. – Eu
disse sem pensar.
- E eu pensava que você era menos
idiota. – Ela disse amargamente. – Mais
pelo visto estava enganada.
- Entendi, desculpa! – Disse no mesmo
tom de voz amargo que ela.
- Então eu te desculpo, mas saiba que
fiquei preocupada. – Ela disse
envergonhada.
Ela me colocou em cima de uma árvore
e sentou do meu lado, a paisagem era
linda lá de cima, simplesmente a mais
bela que já vi em toda minha vida, mas
aquele verde estava me cansando, será
que Yume No Sekai era só planta e
verde? Eu queria conhecer mais sobre
aquele lugar incrível onde tudo era
possível.
- Aqui estão vocês! – Suou disse
enquanto se aproximava. – Ei menina da
próxima que for bancar a imbecil tente
ser menos idiota.
- Ai mais que droga, todo mundo vai ficar
me xingando agora, desculpa pronto! –
Eu disse nervosa e envergonhada por
minha burrice.
- Tudo bem, não se preocupe. – Kisa
estava do meu lado, e me olhava com
seus olhos gentis. Então sem me conter
dei um abraço forte nela.
- Ai você é tão fofa! – Eu disse enquanto
a abraçava.
- Claro que ela é fofa! – Suou disse com
certeza.
- Você também é muito fofo! – Kisa disse
pra Suou enquanto retribuía meu abraço
de urso.
- Eca, parem com essa nojeira. Que coisa
nojenta! Argh ficamos com o pior
trabalho lá atrás! Eu e o Treze tivemos
que agüentar o fedor daquele Argual
nojento enquanto vocês ficavam aqui de
nojeira. – Mihalk Reclamava, como se ele
reclamar fosse alguma novidade.
- Ei leite estragado você parece um
cachorro não é? Só se for pra conseguir
sentir o cheiro daquele Argual. Pra mim
ele não cheirava a nada. E para de
reclamar seu imbecil. – Eu disse
enquanto soltava Kisa do meu forte
abraço.
- Pelo menos cachorros prestam, não são
que nem você que não presta pra nada! –
Mihalk elogiava os cachorros.
- Então vou te chamar de Milkinu porque
Inu é japonês e em português significa
cachorro. – Eu disse pensando em como
seria uma boa maneira de irritá-lo mais
do que o normal.
- Não me chame de Leite de Cachorro. –
Ele reclamou
- Sinceramente vocês deviam parar com
isso, isso vai afetar muito o nosso grupo.
– Treze apareceu na outra árvore em pé e
disse nervoso.
- Bla e bla cala a boca Treze. – Mihalk
estava tão nervoso quanto Treze.
- Eu já estou nervoso o suficiente, tem
certeza que quer me deixar mais? – Treze
estava ameaçando Mihalk de forma
assustadora.
- Eita porque está tão nervoso assim? –
Aya perguntou
- Não é obvio? – Mihalk começou com
ironia e depois terminou com medo. – Por
causa da namorada dele – Ele olhava pra
mim como se sentisse ódio supremo
- Ei agora vão me culpar por tudo? –
Perguntei com raiva.
- O ato que você teve foi mais infantil
que os do Mihalk, espero que você reflita
sobre isto. – Treze continuava enfurecido,
todos olhavam atentamente para minha
reação e para a dele.
- Você se acha o tal... – Eu ia continuar a
falar, mas me senti extremamente fraca
e cai da árvore.
O vento assoprava em meu rosto
fortemente enquanto eu caia, era uma
sensação boa. Mais minha sensação
acaba quando alguém me pega antes
que eu me machucasse gravemente com
a queda.
Eu estava sozinha no colégio, um colégio
quieto e vazio, não havia ninguém lá,
gritos ecoavam da sala ao lado, os gritos
continham palavras que me assustavam:
Agora vai ser a vez da sua morte, se
prepare. Era assustador, por mais que eu
tentasse me mover do lugar, eu não me
movia, eu estava parada como uma
estatua. As paredes estavam aos poucos
se colorindo de um vermelho sangue
junto com minhas roupas e minha mão,
os gritos aumentavam à medida que o
sangue se espalhava.
Acordei de meu pesadelo, eu estava em
um quarto grande e confortável, eu
apenas observava o ambiente em volta
de mim, as paredes eram rosa- claro, a
cama tinha os lençóis rosa choque era
um quarto totalmente rosa o que me
enojava, eu não gostava daquela cor pra
tudo, o chão rosa, aquilo estava me
enjoando, me levantei devagar, havia um
espelho do lado da cama, fui me olhar
nele, não que eu gostasse de espelhos
como toda adolescente, eu apenas queria
ver como estava minha aparência, me
aproximei do espelho e me assustei, meu
cabelo havia adquirido um tom estranho,
na ponta dele predominava um azul
escuro, era realmente estranho, minha
pele tinha a mesma cor morena, eu
continuava a mesma pessoa alta e
magra, a não ser pelo meu cabelo.
Ouço a porta abrir e me viro, era Mihalk
e Kisa, Mihalk tinha agora seu cabelo
vermelho com mechas verdes, estava
parecendo um personagem estranho de
um filme exagerado. Kisa estava a
mesma.
- Ei porque meu cabelo ta assim? – Eu
perguntei despreocupada.
- Porque já se passaram 12 horas desde
que você chegou aqui. Aqui em Yume No
Sekai o nosso cabelo fica diferente da cor
que temos na terra. – Ele tentou me
explicar.
- Ah e quando eu for pra terra? – Eu
perguntei preocupada com a bronca que
levaria por “pintar” o cabelo
- Você vai voltar com a mesma
aparência de quando saiu de lá. – Kisa
explicou.
- Atá. – Eu disse com alivio. – E se eu
voltar? Minha mãe já deve ter chamado o
FBI! – Eu disse pensando na grande
preocupação exagerada da minha mãe.
- Quando algum ser vivo sai da Terra e
vem para o Yume No Sekai, o tempo na
Terra congela. – Kisa me explicou
rapidamente.
- De qualquer forma, tome um banho.
Argh você está fedendo a Argual. – Mihalk
reclamou. – Ali tem um banheiro. – Ele
disse apontando para uma porta branca
que ficava no quarto.
- Pode usar as roupas que tem no
guarda-roupa. – Kisa disse com um
sorriso.
- Ok e onde está o resto do pessoal. – Eu
perguntei curiosa.
- Aya foi fazer compras, Suou foi a
cidade fazer sei lá o que e nem me
interessa, Treze deve estar procurando o
livro de Magia para iniciantes. – Mihalk
disse com um grande entusiasmo.
- Vamos indo, estamos te esperando no
andar de baixo. – Kisa disse enquanto
puxava Mihalk para fora do quarto.
Direcionei-me ao banheiro, era um
banheiro enorme, com uma banheira
branca, espelhos por toda parte do teto e
das paredes, um lugar que lembrava um
filme de terror, o chão tinha a cor preta.
Tomei meu banho de forma lenta, pois
queria que o “fedor” de Argual que
Mihalk tanto reclamava saísse. Assim que
sai do banheiro coloquei a toalha em
volta de mim e me olhei no espelho, não
porque queria e sim porque era
inevitável. No espelho tinha uma pessoa
atrás de mim, uma menina de minha
idade, pele branca, muito branca, seus
olhos tinham uma cor verde que
ressaltava sua pele, sua roupa era um
vestido preto, a maquiagem que havia
nos olhos dela era algo que lembrava
muito os góticos. Ela era uma menina
bonita, mas ainda sim assustadora.
Contive meu grito e me virei lentamente
para trás, nada havia naquela sala além
de mim. Eu ignorei, estava se tornando
comum eu ver coisas daquele tipo.
Troquei rapidamente de roupa. Coloquei
um vestido azul claro. Desci velozmente
fazendo com que eu tropeçasse no
penúltimo degrau.
- Haha você vai me matar de rir Haha
essa foi boa demais! Que pessoa mais
desajeitada!Hahahahaha. – Mihalk ria
histericamente.
- Haha quer ajuda? – Kisa tentava conter
os risos.
- Não precisa. – Eu disse amargamente
enquanto me levantava para andar na
direção de Mihalk.
- AI! Quando você vai parar com isso?
Isso dói! – Ele reclamava de dor do chute
que eu havia dado nele.
- Hahahahaha agora é minha vez de rir!
– Eu disse enquanto fingia uma risada
histérica.
- Mais sua queda foi realmente
engraçada. – Treze estava sentado no
sofá rindo como um bobo.
- Haha quero ver quando você for o
próximo que eu vou chutar. – Eu disse
tentando rir.
- Você não conseguiria nem mesmo se
tentasse. – Ele disse ainda com seu
sorriso. O que se passava na cabeça
dele?
- Tem certeza? – Eu perguntei com
certeza de que ele nunca conseguiria se
desviar de meu chute.
- Tenho mais do que certeza, afinal é
obvio. – Ele estava do meu lado.
- Se você acha que me assusta porque é
mais rápido que eu, está enganado. – Eu
estava sorrindo. Queria não mostrar
medo.
- Porque vocês não fazem uma aposta? –
Kisa disse, ela estava pensando em algo
de certa forma assustador.
- Pra mim sem problemas. – Eu respondi
antes dele, eu era competitiva, altamente
competitiva.
- NÃO, NINGUÉM VAI APOSTAR MERDA
ALGUMA! – Mihalk gritava, ele estava
furioso. – Kisa e Treze vocês poderiam
parar com a droga desses pensamentos
ridículos ou se esqueceram que quando
meu cabelo volta ao normal meus
poderes também voltam? Que merda!
Odeio ler mentes nesses momentos. – Ele
estava histérico.
- Eita calma, aqui em Yume No Sekai os
homens tem TPM? Ei espera aí. Você lê
minha mente? – Eu perguntei com raiva e
vergonha.
- Er... Não, O Treze bloqueou sua mente.
– Ele disse olhando atentamente para o
Treze.
- Que divertido! Agora tem umas mil
pessoas mexendo com meu psicológico,
ei Treze você poderia deixar minha
mente normal? – Eu perguntei sarcástica.
- Faça você. O livro de magias para
iniciantes está em cima da mesa. É só
ler. – Treze estava um pouco nervoso. – E
eu ainda não reclamei do que você fez na
floresta não é? Então vou começar agora.
– Ele estava totalmente furioso.
- Atá, beijos, vou ler e não estou nem aí
pra você. – Eu disse pegando o livro que
estava em cima da mesa e saindo pela
primeira porta que eu vi. – E Leite
estragado espero que sua TPM acabe
bem rápido.
Eu tinha acertado em cheio na porta, era
aquela que me levava a saída. O
ambiente não era mais um verde total, a
casa provavelmente de Kisa, era branca
por fora. A casa estava perto de uma
cidade, porque eu conseguia ver algumas
casas se eu forçasse minha vista.
Sentei-me em frente a casa de Kisa, e
olhei para o livro, um livro de capa
escura, nele estava escrito, Bruxaria para
crianças. O treze quer que eu aprenda
macumba para crianças pensei. Folheei o
livro e vi uma palavra que me chamou
atenção: Ilusão. Então comecei a ler o
tópico de maneira rápida e curiosa.

Um garoto ou uma
criança?
Era meio-dia, eu passei minha manhã
inteira lendo aquele livro complicado,
meu estômago estava doendo, eu estava
morrendo de fome, normalmente eu não
tomava café da manhã por pressa e por
isso sentia muita fome na hora do
almoço, este era um dos meus piores
hábitos, resolvi entrar na casa e procurar
comida, a casa era bonita, o chão de
madeira escura, inúmeras portas, no
corredor em que eu estava tinha a
escada para o segundo andar, a parede
de cor amarela clara mais uma cor que
não me agradava, fui andando em frente.
- Treze é verdade? – A voz de Aya estava
eufórica
- Sim, Aya, eu gosto de você. Sabe,
desde quando nos conhecemos eu sentia
algo por você. – Treze disse com uma voz
envergonhada.
Quando eles pronunciaram aquelas
palavras que vinham da porta a minha
esquerda eu parei automaticamente e
fiquei escutando.
- Mas, eu, nós todos, achávamos que
você gostava da Ninna. – Aya disse com a
voz apagada.
- O Mihalk que começou inventando essa
história. Apenas não acredite. – Treze
disse com uma voz incomodada.
Depois de ouvir aquilo, preferi não
continuar parada lá e me movi para
frente vendo Mihalk descer as escadas.
- Eu estou com fome e você? – Mihalk
com o cabelo chamativo molhado, talvez
tivesse saído do banho, ele estava com
uma calça um pouco larga de cor verde
escura.
- Tanto faz. – Eu estava incomodada com
a conversa de Treze e Aya para falar
sobre comida.
- Vou preparar algo. – Mihalk disse. – O
que foi? Sua voz está trêmula e você não
me xingou até agora. – Mihalk observou
- Nada demais. – Eu disse tentando
evitar explicações.
- Então ok. – Ele disse indo para a
segunda porta a esquerda. Eu apenas o
segui.
- Você realmente está estranha. – Mihalk
disse enquanto olhava pra mim.
- E você é um curioso. – Eu disse por fim.
A cozinha tinha a parede branca e era
cheia de moveis por todos os lados, a
mesa era preta com cadeiras brancas,
Mihalk pegava alimentos na geladeira e
fazia a comida enquanto eu apenas
observava quieta.
Depois de meia hora Mihalk terminou a
comida que mais parecia um troço
grudento não comestível. Ele pegou dois
pratos e alguns talheres e colocou na
mesa.
- Se sirva. – Ele disse enquanto pegava
seu prato e enchia daquela gororoba.
- Er... isso é comestível? – Eu perguntei
enquanto o observava se sentar na
cadeira.
- Se não fosse eu não estaria comendo. –
Ele finalizou dando sua primeira
colherada.
Peguei meu prato e direcionei-me a
panela, aquela comida me lembrava
vômito de tão nojenta e grudenta. Peguei
um pouco daquilo e me sentei em frente
ao Mihalk. Eu encarava aquela nojeira
pensando se ia me fazer mal mais tarde.
Então resolvi experimentar peguei menos
do que uma colher e coloquei na boca, o
gosto era diferente e realmente
saboroso.
- É bom. – Eu disse.
- Claro que é. Fui eu que fiz. – Mihalk
disse se exibindo.
- Cala a boca, não pode nem elogiar que
você começa não é Leite? – Eu disse
rindo cinicamente.
- Agora sim você voltou a ser a chata e
imbecil que era. – Mihalk disse com um
sorriso de satisfação.
Mihalk estava em seu terceiro prato
enquanto eu estava no meu segundo.
Riamos como bobos enquanto fazíamos
nossa refeição, era realmente uma cena
idiota.
- Tenho que ir. – Mihalk disse se
levantando.
- Aonde você vai? – Perguntei curiosa.
- Eu vou caminhar por aí, depois eu que
sou o curioso não é? – Ele disse.
- Ah então ok. Boa caminhada. – Eu disse
enquanto terminava de comer.
- Até mais. – Ele disse saindo pela porta
e a fechando.
Eu ainda terminava de comer quando
Treze entra na cozinha de mãos dadas
com Aya.
- Oi Ninna. – Aya disse gentilmente.
Levantei-me coloquei o prato em cima
da pia enquanto Aya esperava minha
resposta.
- Oi. – Treze disse feliz.
- Tchau Aya, Tchau Treze. Sejam felizes.
– Eu disse amargamente e com raiva
enquanto abria a porta.
- O que houve com você? – Treze
perguntou.
- É da sua conta? – Perguntei batendo a
porta fortemente o que fez um barulho
alto.
Sai daquela casa e comecei a caminhar,
estava andando em direção a cidade,
quando vi uma placa: Bem-Vindo a Ichi.
Continuei caminhando quando avistei
várias crianças brincando.
- Moça, você é nova por aqui? – Uma das
crianças me perguntava.
- Sim, estou aqui para conhecer um
pouquinho a cidade. – Eu disse dando um
sorriso.
- Ei, essa moça lembra aquele demônio
daquela história em quadrinhos não é? –
As crianças se aproximavam de mim.
- Cuidado com o que vocês dizem
pirralhos. – Eu disse com raiva.
- Me dá um autogafo monsto? – Uma
menininha de 5 anos me perguntou.
- Dou sim. – Eu disse forçando um sorriso
para aquela menininha.
- Ei demônio eu também quero! –
Crianças de 10 anos me pediram.
- Eu só vou dar um autografo pra essa
menininha e parem de me chamar de
demônio bando de pirralhos. – Eu disse
me contendo para não puxar a orelha
deles.
A menininha me deu um caderno verde
claro bem sujinho e uma caneta azul com
um ursinho na ponta.
- Qual o seu nome menininha? – Eu
perguntei.
- Kalol. – A menininha disse.
- Ok. – Eu disse escrevendo no caderno:
Do “demônio” para Karol, Beijos.
- Bigado monsto. – Ela disse correndo
para a cidade.
- Ei porque você não deu um autografo
pra gente? – Os meninos de 10 anos me
perguntaram.
- Porque eu não quero. – Eu disse me
virando e continuando a andar para a
cidade. Quando cheguei a cidade, várias
pessoas olhavam para mim e se
afastavam. Eu estava achando engraçada
a situação mais estava me sentindo
incomodada.
- Filha não se aproxime dessa garota. –
Várias mães diziam para suas filhas e
filhos.
- Ei menina. – Senti alguém cutucando
minhas costas e me virei.
Era um garoto de cabelo castanho-claro,
olhos azuis escuros, realmente escuros
diferente dos olhos de Treze, ele era
talvez 8 ou 9 cm maior que eu, ele era
muito mais bonito que Treze, tinha
feições sérias. Suas roupas eram uma
calça preta, uma blusa vermelha e um
casaco preto por cima da blusa.
- O que foi? – Eu perguntei.
- Me dá um autografo? – As feições dele
haviam mudado de sérias para infantis,
ele parecia um daqueles garotos de 10
anos só que lindo e alto.
- Sabe eu leio todo dia a sua história em
quadrinhos, tenho todos os capítulos até
os extras, inclusive aquele que não foi
lançado que você matou o Shotaro. O
meu favorito é o que você briga com a
Simone. – Ele disse com um brilho no
olhar.
- Eu não sou um demônio! – Eu disse pra
ele.
- Claro que não, no capitulo extra revela
que você é um dos anjos do planeta
Sourou. – Ele disse com um sorriso e
extremamente feliz.
- Eu não faço parte de nenhuma história
em quadrinhos. – Eu disse um pouco
nervosa.
- Vem cá. – Ele disse me puxando.
- Ei pra onde vamos? – Eu perguntei para
ele.
- Vou te mostrar a história. – Corremos
por 2 ou 3 minutos e então chegamos ao
que parecia uma banca.
- Oi Uichi, não chegou o capitulo novo. –
Uma voz vinda de trás de um balcão
disse.
- Sem problemas só quero mostrar a ela
a história em quadrinhos Shi no Sekai. –
O garoto disse com um sorriso enorme.
- Nossa! Ela se parece com o demônio. –
Um homem velho que me lembrava o
mordomo do batmam saiu de trás do
balcão segurando várias revistas.
- Não é! – O Garoto estava
entusiasmado.
- Aqui estão as últimas que saíram. – O
Velho as entregou na mão do Garoto.
- Olhe só. – O Garoto me entregou uma
das revistas na minha mão.
Folheei as paginas da tão famosa
revista, e então vi o que parecia ser eu
falando com uma cobra.
- Está vendo! – O Garoto disse pegando
um caderninho e uma caneta em seu
bolso. – Me dá um autografo? – O garoto
pediu novamente.
- Olha eu já disse que essa não sou eu,
talvez seja apenas uma coincidência. – Eu
disse ao garoto. – Qual é o seu nome?
- O meu é Ryuichi Asakura, já que você
não é a Yoni qual o seu nome? – Ele
perguntou ainda alegre.
- O meu é Ninna Wang. – Eu disse com
um sorriso, finalmente ele entendeu que
eu não era aquela personagem de
quadrinhos.
- Sabe você se parece muito com a Yoni
posso tirar uma foto sua? Me dá um
autografo também? – Ele disse
novamente empolgado.
- Ai meu Deus, isso já ta ficando chato.
Não e não. – Eu disse tentando ser
agradável.
- Então posso te abraçar? – Ryuichi me
perguntou.
- Ryuichi, eu te dou um autografo se
você parar com essa coisa de Yoni ok? –
Eu disse impaciente.
- Tudo bem! – Ele disse feliz como uma
criança boba.
Peguei o caderno da mão dele, o
caderno tinha uma cor preta com vários
enfeites de coelhinho, parecia o caderno
de uma criança do primário, Escrevi no
caderno: Beijos e abraços para Ryuichi de
NW, estava com preguiça de escrever
Ninna Wang.
- Que legal! Obrigado. – Ele estava muito
empolgado.
- Que horas são agora? – Eu perguntei a
ele.
Ele saiu da banca e eu o segui.
- São 2 horas da tarde. – Ele disse com
sua expressão séria novamente, aquela
expressão era encantadora, ele me
fascinava.
- Como você sabe? – Eu perguntei já que
ele não tinha nenhum relógio e não havia
nenhum por perto.
- Pela posição do sol. – Sua expressão
infantil voltou assim que ele terminou de
dizer essas palavras.
- Ah! Obrigado. – Eu agradeci com um
sorriso.
- De nada. Ni quer vir na fonte? – Ele
diminuiu meu nome para Ni enquanto
esperava pela minha resposta.
- Bom eu não tenho nada pra fazer,
então pode ser. – Eu disse rindo daquele
diminutivo para meu nome.
Ele pegou na minha mão, isso me
lembrou a cena de Treze e Aya entrando
na cozinha, então eu fiquei imóvel
apenas lembrando aquela cena.
- O que foi? – Ryuichi perguntou com
uma voz de quem se sentia culpado por
algo enquanto soltava minha mão. – Eu
fiz algo? Você me odeia? – Ele parecia
uma criança prestes a chorar.
- Não. – Eu apenas consegui dizer não.
Ele ficou me observando, talvez
esperando pelas minhas próximas
palavras. Seu rosto agora estava com
aquela expressão séria.
- Está se sentindo mal. – Sua voz estava
mais grossa, era uma voz bonita que me
arrepiava.
- Er... Não, foi só um momento de
pensamentos. – Eu disse forçando um
sorriso.
- Pensamentos tristes ou bons? – Ele
perguntou.
- Pensamentos inúteis seria mais exato. –
Eu respondi.
- Hmmm... Ainda quer ir para a fonte? –
Sua expressão infantil voltou assim como
sua voz.
- Sim. – Tentei parecer animada mas,
aquele pensamento de Aya e Treze ainda
me causava grande embrulho no
estômago. Ryuichi pegou minha mão
novamente. Enquanto andávamos as
pessoas continuavam com os olhares só
que agora nesse olhar estava a
curiosidade.
- Porque olham tanto? – Perguntei a
Ryuichi.
- Shi no Sekai é a história em quadrinhos
mais famosa daqui de Ichi, E como você
se parece com a Yoni todos estão
achando que você é ela. – Ele disse
sorrindo.
- A partir de hoje eu odeio história em
quadrinhos. – Eu disse.
Ryuichi me olhou como se fosse chorar
novamente.
- Que foi? – Eu perguntei
- Eu amo história em quadrinhos. –
Ryuichi disse.
- Eu só estava sendo sarcástica Ryu. – Eu
disse rindo
- Você me chamou de Ryu? – Ele
perguntou empolgado.
- Sim, tem algum problema? – Perguntei
- Não, ninguém nunca me chamou de
Ryu, normalmente me chamam de Uichi,
mais a Ni me chamou de Ryu. – Ele
estava rindo como uma criança que
ganhou um brinquedo novo.
- Chegamos! – Ryu disse alto. Estávamos
em frente a uma fonte, aquela fonte
parecia uma que vemos normalmente em
São Paulo, a não ser pela sua água
cristalina e pelo seu tamanho grande.
- Sabe dizem que quem entra nessa
fonte tem seus desejos realizados. – Ryu
disse sorrindo alegremente enquanto
entrava na Fonte. – Vem!
Eu entrei e Ryuichi começou a jogar
água em mim e logo eu também entrei
na brincadeira que parecia ser divertida.
- Que cheiro estranho tem essa água. –
Eu disse.
- Mãe, essa não é a fonte que eu acabei
de urinar? – Um menino sentado em um
banco com sua mãe disse.
- Sim filho, mais existe retardado pra
tudo. – Assim que ouvi aquele pequeno
dialogo puxei a orelha de Ryu e sai da
fonte com ele.
- Não acredito que você me trouxe pra
essa coisa. – Eu disse reclamando e com
raiva.
- Você me odeia? Desculpa, foi sem
querer, eu não sabia. – Ryu se desculpou.
- Você parece uma criança de 6 anos. –
Eu disse rindo das palavras que ele havia
dito. – Sem problemas. Já estou
acostumada a coisas nojentas mesmo,
tudo bem Ryu? – Eu disse tentando
parecer gentil.
- Você me desculpa mesmo? – Ryu
perguntou alegre e saltitante parecendo
um coelho.
- Sim. – Eu disse sorrindo.
- Então você estava aí não é?
Procuramos-te por toda parte. – Me virei
e vi Kisa e outra menina ao lado dela,
aquela menina tinha o cabelo liso escuro
como o de Treze e bem longo, seus olhos
eram amarelos ela lembrava aquelas
personagens frescas de filme, ela era um
pouco menor que eu, uns 3 cm menor,
ela era magra, só de olhar para ela algo
me incomodava.
- Quem é ela? – Eu disse olhando pra
menina fresca.
- Você as conhece? – Ryu perguntou com
sua expressão séria.
- Eu sou Akemi Parfait, prazer em
conhecê-la Ninna. – Ela disse com um
sorriso.
- Sim, agora conheço as duas. – Eu disse
olhando com um mal olhar para a Akemi.
- São amigas da Ni? – Ryu perguntou se
aproximando de Kisa e de Akemi.
- Não sei de mais nada. – Eu disse me
lembrando que amigas jamais te trairiam,
eu considerava Aya uma amiga mas,
depois daquela cena, ela pra mim era
apenas uma intrusa que me atrapalhava.
- O que foi? Está nervosa? – Kisa
perguntou a mim gentilmente.
- Não, nenhum um pouco. – Tentei fazer
com que minha ironia parecesse verdade
mas, era um pouco difícil.
- Quem é esse menino? – Kisa perguntou
olhando para Ryu.
- Esse é o Ryuichi Asakura. – Eu disse
sorrindo sem perceber.
- E essa Akemi aí? Porque ela está com
você? Sua amiguinha? – Eu perguntei
sem paciência e com desprezo.
- É sua parceira. – Kisa disse sorrindo, eu
não entendia porque ela continuava
sorrindo mesmo com eu a tratando tão
mal.
- Como assim parceira? – Perguntei
preocupada com o que aquilo significava.
- Cada um aqui tem um parceiro, como
por exemplo, o meu parceiro é o Suou, o
parceiro da Aya é o Treze, o Mihalk não
tem parceiro, você sabe como ele é não
é? – Kisa me explicou com um sorriso.
- Ei espera aí, porque precisamos de
parceiros? – Eu perguntei sem entender o
do porque de parceiros.
- Um protege ao outro. – Kisa resumiu
- Eu não preciso de proteção. – Eu disse
- Por isso que você quase morreu lá na
floresta... – Ela disse um pouco
incomodada com esse pensamento. –
Pela sua teimosia.
- Er... Não tem como eu ser parceira de
outra pessoa? Eu nem conheço essa
menina direito. – Eu disse olhando pra
Akemi.
- Tem, se você achar um parceiro até
amanhã. – Kisa me deu uma opção.
- Então como vai ser, Kisa? – Akemi
perguntou.
- Vamos resolver amanhã, até lá você
fica com a gente. – Kisa disse sorrindo. –
Ah, Ninna o Treze está com raiva de você
então cuidado com o que fala perto dele,
é verdade que você bateu a porta na cara
dele? – Kisa me perguntou um pouco
alegre, talvez ela tivesse algo contra o
Treze.
- Sim, e eu não estou nem aí pro Treze. –
Eu disse, “Se o Treze acha que só porque
está com raiva de mim vou parar de
tratá-lo da maneira que eu quero, ele
deve estar muito enganado” eu pensei.
- Que bom. – Kisa disse alegremente.
- Quantos anos vocês tem? Akemi? Kisa?
Ryu? – Eu perguntei a todos, se Mihalk
tinha 116, cada um deveria ter 100 ou
mais.
- Eu tenho 14. – Akemi respondeu com
seu sorriso, o sorriso de Akemi era
caloroso.
- Eu tenho 12. – Kisa respondeu.
- Eu tenho isso. – Ryuichi disse
mostrando primeiramente dez dedos e
depois sete.
- Você tem 17 anos? – Eu perguntei, pois
ele havia feito os movimentos muito
rápidos.
- Sim! E você Ni? – Ryu me perguntou.
- Eu tenho 16. – Eu disse sorrindo.
- É melhor irmos para casa, antes que o
Treze tenha um ataque. – Kisa finalizou
com um suspiro.
- Deixa ele ter um ataque, normalmente
quem tem ataque demais pode morrer
mais cedo. – Eu disse pensando em como
seria divertida a morte dele.
- Ni isso é maldade. – Ryu disse.
- Ai meu Deus, vamos logo então, Ryu
quer vir conosco? – Eu perguntei a Ryu.
- Antes tenho que pegar umas coisas em
casa. – Ryu disse contando algo nos
dedos.
- Meninas podem ir indo em frente,
digam ao Treze que eu vou daqui um
tempo. – Eu disse as meninas.
- Então vamos indo, foi um prazer lhe
conhecer. – Akemi disse olhando pra mim
novamente com seu sorriso caloroso.
- Vamos Ni! – Ryu disse pegando minha
mão novamente, eu estava me
acostumando aquilo.
Caminhamos por 15 minutos em silêncio,
algo preocupava Ryu, sua expressão
parecia de dor.
- Ryu o que foi? – Eu perguntei
preocupada.
- É só que eu estou preocupado com a
Ni, e se o Treze brigar com você? –
Ryuichi me perguntou esperando
ansiosamente pela minha resposta.
- Não se preocupe com isso, Afinal o
Treze não se preocupa com nada a não
ser a Aya e a guerrinha dele. – Eu disse
angustiada.
- Espere aqui. – Ryu disse mostrando um
banco para mim. – Eu já volto.
- Ok. – Enquanto Ryu caminhava para
algum lugar, eu observava a paisagem, o
verde que tanto me incomodava me fazia
um pouco de falta, pois agora eram
pedras que cobriam toda a paisagem,
inclusive algumas casas eram feitas de
pedra, a maioria das casas eram feitas de
madeira, mas ainda sim tinha as de
pedra, algumas casas me lembravam um
reino imaginário de bruxas.
Ryuichi se aproximava com uma mochila
nas costas e uma menina o perseguindo,
eles estavam falando sobre algo que
parecia ser triste, pois a menina chorava.
Quando eles se aproximaram o suficiente
para eu escutar eu me levantei.
- Uichi! Não! Por favor! Diga que é
mentira! – A Menina berrava chorando.
Ryu estava com sua expressão séria.
- Não é mentira. – Ryu disse com sua voz
séria.
- Apenas me diga o do por que! – Ela
disse com sua voz em um tom suave.
Quando a menina se aproximou perto o
suficiente eu resolvi me intrometer.
- Quem é você? – Eu perguntei a menina.
- A namorada do Uichi. – Ela disse com a
voz levemente trêmula.

Choque de Realidade

- E você o que é dele? – Ela perguntou


desconfiada. – Você é a culpada não é?
Ele está fugindo com você não é? – Ela
perguntou chorando novamente.
- Uma conhecida. – Eu pensei se uma
planta alienígena poderia ser resposta,
mas resolvi não brincar naquele
momento.
- Emi nós terminamos já faz 10 dias, eu
falei com você o do porque, não espere
que eu te perdoe. – Ryu disse em um tom
amargo.
- Mais, por favor, me perdoa! – Emi
implorava por perdão de algo, Emi era
ruiva com o cabelo levemente ondulado,
ela tinha uma franja que poderia ser
considerada a de uma emo, seus olhos
tinham o tom verde, ela tinha um corpo
quase escultural, ela era muito bonita. –
Eu faço o que você quiser! Eu juro. – Ela
estava se tornando patética.
- Sério? Ótimo, pare de me seguir e viva
sua vida. – Ryu disse tentando não ser
amargo, mas tais palavras fizeram um
grande estrago em Emi, isso era
facilmente visto pela sua feição de dor,
ela parecia ser do tipo que exagera em
qualquer coisa que os outros digam.
- Uichi, eu nunca disse aquilo! – Emi
disse, mas parecia que ela estava
mentindo, talvez pela sua voz, não me
intrometi apenas porque não entendia a
situação, então apenas me virei e
comecei a gargalhar de nervosismo. –
Guria, do que você está rindo? – Ela disse
as palavras mágicas de provocação.
- Não me chama de guria não, deixa de
ficar implorando perdão, você está
totalmente patética! – Eu disse sem
pensar, a palavra guria me irritou tanto
que eu não pensei nas consequências do
que eu diria.
- Você nem me conhece para estar
falando isso. – Ela disse, de novo
dramatizando as coisas. – E além do mais
nem sabe o motivo da nossa briga. – Ela
finalizou com seu drama.
- Emi, eu não vou falar novamente. – Ryu
disse grosseiramente.
- Mas... – Ela ia começar novamente até
eu interrompe-la.
- Mas nada. Acabou sua novela! E você
ouviu o que o Ryu disse, ele não vai te
perdoar. – Eu disse rindo.
- Não o chame de Ryu, chame-o de
Ryuichi, esse é o nome dele, guria deixa
de ser pirralha. – Ela reclamou comigo.
- Eu chamo quem eu quiser do que eu
quiser, e se você repetir essa palavra de
novo é melhor sair correndo porque você
vai ficar com hemorragias e fraturas
graves. – Eu disse nervosa.
- Vamos? – Ryu perguntou olhando para
mim, ele parecia incomodado.
- Uichi aonde você vai com essa garota?
– Emi perguntou aflita, parecia que ela
estava prestes a morrer.
- Nós vamos pra minha casa. – Eu disse
segurando a mão de Ryu, ou eu estava
com ciúmes de Ryu ou aquela menina me
deixou tão nervosa com a palavra guria
que eu queria tornar da vida dela um
inferno.
- Uichi, você vai fugir com ela? Você vai
me deixar por ela? Eu não posso
acreditar! – Ela dramatizava tudo,
realmente aquela discussão lembrava
uma novela mexicana exagerada.
- Sim, nós vamos fugir pra sempre. – Eu
disse provocando-a.
- Adeus Uichi! Nunca mais fale comigo! –
Emi disse saindo correndo chorando, ela
parecia uma personagem chorona idiota
de alguma novela.
- Ryu, o que houve? – Eu perguntei
curiosa sobre aquela situação.
- Ela era minha ex-namorada, eu
terminei com ela a 10 dias porque...
Isso realmente importa? – Ele perguntou,
Sua expressão séria esteve presente em
todo o tempo que Emi estava por perto,
aquela expressão ainda continuava ali
em seu rosto.
- Nem tanto, é só que eu realmente me
irritei, sabe ela me chamou de guria! Da
próxima vez que ela me chamar disso eu
vou matar ela. – Eu disse reclamando do
modo dela falar com as pessoas.
- Ni, não precisava ficar irritada. – Ryu
disse e suas feições voltaram a ser
infantis.
- Melhor irmos antes que o Treze comece
a nos procurar. – Eu disse.
- Sim! – Ryu disse animadamente
enquanto segurava minha mão e me
acompanhava.
- Falando em ir, você foi pegar o que? –
Perguntei novamente curiosa.
- O meu cachorrinho de pelúcia e mais
algumas coisas. – Ryu disse sorrindo.
Caminhamos por algum tempo até
avistarmos a placa que dizia Bem-Vindo a
Ichi. Quando chegamos nesse ponto Ryu
ficou ansioso.
Quando entramos na casa a sala estava
cheia, Kisa, Akemi a menina fresca,
Mihalk, Treze, Aya e Suou estavam
sentados no sofá, provavelmente
esperando por mim, segurei na mão de
Ryu e o puxei e então entramos na sala.
- Ninna, que comportamento foi aquele
na cozinha? Porque você fugiu? – Treze
foi o primeiro a olhar para mim e Ryu.
- Foi o comportamento que eu queria ter,
e não te interessa porque eu sai daqui ou
fugi. – Eu disse nervosa e irritada. – E que
reunião é essa? – Eu perguntei olhando
novamente as pessoas. Kisa tentou
conter uma risada, ela realmente possuía
algo contra Treze, isso explicava a sua
felicidade quando ele se dava mal.
- Treze, eu acho que você reclamando
não vai conseguir nada, parte logo pra
tortura! – Mihalk disse eufórico.
- Isso não é legal. – Ryu disse com seu
rosto chorão infantil.
- Quem é você? – Aya perguntou
sorrindo.
- Ele é meu namorado. – Eu disse, não
queria que Aya ficasse muito perto de
Ryu, talvez eu realmente estivesse
gostando dele e não percebesse.
- Ninna, você arranjou um namorado em
um dia? Você acha mesmo que eu
acredito? Você sabia que antes de você
encontrar o Mihalk eu te observava todo
dia? – Treze disse rindo sarcasticamente.
- Hahaha agora está legal! Que clima
tenso! – Mihalk continuava eufórico.
- Treze primeiramente você não tem
nenhum direito sobre mim e sabe se você
realmente me observava tanto, como
ainda não sabe o que penso? – Eu disse
lembrando do meu ciúmes do casal que
Treze e Aya formavam, me lembrando
também de que eu era uma pessoa que
escondia o que pensava.
- Então, me prove que você está
namorando. – Treze disse rindo
cinicamente, ele era esperto o suficiente.
- Er... – Primeiro pensei no que fazer,
minha mente estava funcionando a mil,
pensei primeiramente em beijar o Ryu,
mas isso seria muito atirado da minha
parte e principalmente porque eu e Ryu
não tínhamos nada além de amizade. –
Eu não tenho que te provar nada! – Eu
disse segura, totalmente o contrario do
que eu estava. - E quer saber de mais
uma coisa Treze? Que você vá se ferrar,
afinal você não me importa nenhum
pouco. – Eu disse tentando parecer
sarcástica.
- Treze, com licença, por favor. – Akemi
disse se levantando e se dirigindo a mim.
Quando Akemi chegou perto de mim ela
pegou meu braço e me puxou para o
corredor.
- Ei, o que foi? – Eu perguntei com raiva.
- Nada demais, só achei que você ficaria
melhor longe do Treze. – Akemi disse
sorrindo.
- Ah, obrigado então. – Retribui o sorriso
apesar de meu nervosismo, Ryuichi saia
da sala junto com Kisa.
- Ninna! Eu amei o que você fez com o
Treze ele ficou tão irritado! Eu sou sua fã!
– Kisa disse alegremente.
- Aquilo não foi nada. – Eu disse sem
graça olhando para o rosto de Ryuichi, o
rosto de Ryuichi estava sério, aquela
expressão realmente me deixava
envergonhada e nervosa. – Foi apenas o
que ele mereceu!
- Bom, de qualquer maneira, venha Kisa,
os dois precisam conversar eu acho. –
Akemi disse olhando para Kisa e depois
para mim. – Estamos lá em cima ok? –
Akemi disse.
- Tudo bem. – Eu disse com um sorriso,
eu realmente estava grata pela ajuda que
Akemi me deu.
- Ryu... – As palavras pareciam congelar,
eu ainda pensava no que falar. – Você
está com raiva? – Eu perguntei o que
mais me preocupava afinal eu deveria
me desculpar de qualquer maneira.
- Não, devo admitir que me surpreendi,
mas não estou com raiva, já que isso
começou... – Ryu provavelmente estava
pensando no que falar, suas feições eram
realmente lindas.
- De qualquer jeito quero te pedir
desculpas. O que posso fazer para me
desculpar? – Eu perguntei preocupada.
- Você não precisa fazer nada. Sabe
quando você disse que éramos
namorados, eu imaginei... – Ryu
procurava palavras. – Quer ser minha
namorada? – Ryu perguntou sorrindo
para mim.
- Pixim... – Eu estava tão nervosa e sem
graça que falei uma palavra sem sentido,
eu não sabia o que dizer, eu estava muito
feliz com aquela pergunta, isso talvez
fosse claro, pois eu sorria. – Er... isso é
inesperado. – Eu disse recuperando
fôlego.
- Não precisa me responder agora. – Ryu
ainda sorria.
- Não, vou responder agora, só me deixa
pensar um pouco. – Eu disse pensando
rapidamente, se eu dissesse sim eu
pareceria atirada? Se eu dissesse não ia
magoar os sentimentos dele? Eu estava
com várias perguntas na minha cabeça
naquele segundo. – Quero ser sim. – Eu
disse por fim.
- Ótimo. – Ele disse sorrindo, Ryu me
abraçou, eu estava realmente
envergonhada com o fato de sermos
namorados. – Ninna, posso te beijar? –
Ryu me perguntou.
- Er... Hum... – Eu não sabia o que dizer,
a vergonha parecia me consumir, aquilo
tudo estava sendo tão repentino.
Ryu colocou a mão em minha bochecha
e aproximou o rosto para perto do meu,
eu achava que ia desmaiar, eu estava
com vergonha demais, Ryu colocou seus
lábios nos meus e os moveu lentamente.
- Isso é por enquanto. – Ryu disse
sorrindo enquanto afastava seu rosto do
meu, Parecia que meu coração ia
explodir.
- Er... – Eu queria dizer algo mas a
vergonha me impedia.
- Ninna! – Kisa gritava enquanto descia
as escadas correndo.
- Fala. – Eu disse com vergonha, Ryu
ainda me abraçava.
- Você poderia me fazer um favor? – Kisa
perguntou.
- Depende. – Eu respondi a ela enquanto
Ryu me soltava.
- O Treze quer que a Akemi fique aqui
por uns tempos, você poderia sair com
ela? Sabe é uma boa oportunidade pra
vocês se conhecerem melhor. – Kisa disse
eufórica.
- Ah, pode ser. – Eu disse sorrindo, Akemi
me ajudou quando eu estava brigando
com o Treze então ela deveria ser uma
boa pessoa.
- Vou chamar ela. – Kisa disse subindo as
escadas.
- Ryu, vai vir conosco? – Eu perguntei.
- Não, é melhor você ir sozinha. – Ryu
disse sorrindo. – Espero que a Ni se
divirta. – Ryu estava com suas feições
infantis dele.
- Ah, ok, até lá fique com a Kisa ok? – Eu
disse
- Tá, tá, eu cuido dele. – Kisa disse
descendo as escadas com a Akemi.