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O APOIO DO GOVERNO AO EMPREENDEDORISMO

Daiane N. Lins
São Paulo, dez/2009

Devido ao aumento da tecnologia, a mão-de-obra utilizada na produção é cada


vez menor. Paralelamente vê-se uma crescente busca da sociedade para obter
conhecimento e especializa-se em alguma área. Como consequência, vemos uma
diminuição tanto do número de operários quanto do número de pessoas dispostas a
aceitarem esses cargos, apesar da diminuição deste a oferta de trabalhadores ainda é
maior que a demanda do mercado. Entende-se assim que as organizações não
conseguem atender a toda a necessidade de emprego da população, o que faz com
que ela acabe por optar por empreendimentos.

O empreendimento por necessidade tornou-se algo comum no país, entretanto


muitas vezes iniciam-se apenas pequenos investimentos por falta de recursos e
incentivo por parte do governo. Nesse momento vê-se a importância do apoio do
Estado ao empreendedorismo pois, caso o houvesse, os investimentos nessas micro e
pequenas empresas seria maior e também o número de pessoas por elas empregadas
aumentaria. Vale destacar que o empreendedorismo por oportunidade, iniciado por
aqueles que buscavam independência ou aumento de renda, cresce
surpreendentemente no país, no ano de 2008 ele representava 45,8% do total dos
empreendimentos, aumento de 18,96% em comparação ao ano anterior.

Não se pode dizer que não há apoio do governo, pois este disponibiliza
anualmente grandes quantias destinadas a essas empresas, entretanto a grande
burocracia, tradição do país, dificulta a chegada desse dinheiro às empresas. Apesar do
aumento de recursos obtidos do governo, em torno de 51,4% dos empreendedores
ainda arcam com todo o investimento necessário ao empreendimento.

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O governo fornece ainda outras formas de apoio a esses novos
empreendedores como o Simples Nacional, que unifica contribuições municipais,
estaduais e federais e prevê isenções e reescalonamento de impostos. Disponibiliza
também cursos através do SEBRAE, com o intuito de aumentar as chances das novas
empresas no mercado auxiliando em aspectos relacionados à organização e
gerenciamento da empresa. Apesar disso o índice de empresas que continuam suas
atividades após o quarto ano ainda é de apenas 59,9% (2004).

Conclui-se assim que o incentivo do governo a novos empreendimentos é cada


vez maior e observa-se a importância disso para a economia. Quanto maior o índice de
empreendimentos que derem certo maior o número de pessoas empregadas, maior o
nível de vida da população, resultando no desenvolvimento contínuo do país.

Bibliografia

GLOBAL ENTREPRENEUMERSHIP MONITOR - Empreendedorismo no Brasil 2008 - Relatório


Executivo, Curitiba, 2009

SEBRAE – Guia do Empreendedor – João Pessoa, 2005

Sousa, Tiago - Administração e Empreendedorismo: conceitos e importância na sociedade,


Porto Alegre, 2006, disponível em:
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao_e_empreendedorismo_conceitos
_e_importancia_na_sociedade/12744/

Dias, E., Farah, O., Padoveze, C., Sacomano, M., Camargo, S. - O desafio da ação
empreendedora e das políticas públicas nacionais no desenvolvimento das micro e pequenas
empresas no Brasil, - Revista SODEBRAS, 2006

PORTAL TRIBUTÁRIO - SIMPLES NACIONAL OU "SUPER SIMPLES"


http://www.portaltributario.com.br/guia/simplesnacional.html

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