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Holmblad - Axial fossa intercondilar em PA, raio central perpendicular;

Camp-Coventry - Fossa intercondilar em PA, raio central 40º a 50º caudal;

Beclere - Fossa intercondilar AP, raio central 40º a 45º cefálicos;

Hughston - Tangencial axial de patela, raio central perpendicular;

Chassard-Lapigne - área pélvica e cólon retossigmóide - axial;

Clements-Nakayama -axial lateral do quadril;

Hickey e Lauenstein - Perna de rã unilateral

Dupla abdução, Frog, Cleaves modificado, Perna de rã- Incidência bilateral dos quadris;

Sanderson ou Danelius-Miller- Lateral do quadril e fêmur proximal para traumatismo;

Settegast - Tangencial de patela;

Holly e Lewis - pé - tangencial para sesamóides;

Kite - pés pediátricos - Ap e perfil para pé torto;

Lorenz (modificada de Danelius-Miller) - Axial lateral de quadril;

Merchant, axial ou sol nascente / linha do horizonte - tangencial axial de patela;

Taylor ou Outlet -Pelve, área púbica;

Judet (Alar e Obturatriz) - oblíqua posterior de pelve;

Teufel - Oblíqua anterior de pelve;

Ferguson - articulações sacro-ilíacas; TÓRAX

Lindblon ou Fleishner - ápico lordótica;

Coyle - Cotovelo, cabeça do rádio e processo coronóide;

Fisk modificado - Tangencial, de ombro, sulco intertubercular;

Jones - Incidência Ap de cotovelo em flexão aguda;

Garth - Oblíqua apical oblíqua do ombro;

Gaynor-Hart - Tangencial, canal do carpo;

Grashey - oblíqua posterior do ombro para cavidade glenóide;

Lawrence (1) - Transtorácica lateral do ombro;

Lawrence (2) - Axial ínferossuperior do ombro em DD;

Neer / incidência em Y escapular - lateral da escápula para a saída do supra-espinhoso;

Stecher (modificado) - incidência do escafóide com suporte angulado;

Stryker - incidência do túnel do ombro;

West point - Axial inferossuperior do ombro em DV;

Clements modificado - Axial inferossuperior do ombro em DL;

Rockwood - incidência oblíqua apical do ombro;

Albers Shoenberg - Ap de ombro corrigido, rotação neutra;

Ferguson -Rotina para escoliose, AP ou Pa, com suporte para elevação;

Fuchs - C1-C2 (dente) em DD;

Grandy - lateral da coluna

Judd - C1-C2 (dente) em DV;

Ottonello - Incidência da mandíbula oscilante ou em mastigação;

Twining -perfil cervicotorácica em ortostase;

Arcelin (Stenvers invertido) - AP oblíqua em DD com a cabeça girada;

Caldwell - PA crânio e ossos da face

Hass - axial de crânio PA

Law - Crânio (mastóides ou atm);

Modificação de Mayer e Owen - mastóide;

Rhese - Pa oblíqua para forames ópticos;

Schuller, Henchen, Lysholm - mastóide em perfil;

Stenvers - mastóide, PA;

Towne, Bretton, Reverchon, Altschul ou Worms - axial de crânio;

Waters, parietoacantial, blondeau ou Waldron - Ossos da face e seios da face;

Hirtz ou submentovértice - axial de face;

Caldwell ou frontonaso - estudo de ossos e seios da face;

Hass - PA axial de crânio;

Bellot - axial lateral de mandíbula;

Arcelin ou Stenvers invertido - Axial lateral de mandíbula;

Guillen - transorbitária unilateral em AP;

Chaussé - oblíqua de crânio para estudo dos ossículos do ouvido;

Outras incidências:

Budin e Chandler - axial de coxa, projeção para o colo do fêmur e articulação coxo-femoral;

Porcher, Porot ou Rossand - corresponde a um semi-hirtz com projeção para o buraco rasgado posterior.

Solidônio Lacerda - Oblíqua de face para o estudo do osso malar;

Thoms -axial de pelve feminina para o estudo da posição fetal;

Pfeifer - oblíqua de crânio para estudo do buraco ótico;

Pierquieu - incidência axial com raio inclinado para cotovelo;

Robert - incidência AP de polegar;

Folio - incidência PA bilateral do polegar;

Nogaard - incidência AP oblíqua bilateral de mão;

Coyle - perfil axial de cotovelo;

Hobbs modificado ou Bernageau - incidência PA transaxilar de ombro;

Zanca - AP axial de ombro e clavícula;

Rosemberg - PA axial bilateral de joelhos com carga;

Brewerton -incidência de mão em AP utilizada para avaliar os metacarpos nos casos de artrite;

mA: É responsável pela corrente do aparelho.

KV: É a medida de energia, medida em quilovolts.

Produção de Foco Fino e Foco Grosso:

É feita a partir de um circuito de alta voltagem, gerador de tensão, que provê a corrente para o filamento; Este é aquecido até 280ºC, fazendo com que aumente a velocidade dos elétrons e, conseqüentemente, escapem de suas órbitas, transformando-os numa nuvem de elétrons livres; a partir daí, são montados 2 filamentos de tamanhos diferentes: O foco grosso (para baixas definições - órgãos e tecidos moles em geral) e o foco fino (para altas resoluções - óssos).

Goniômetro: É um aparelho que tem a função de encontrar os graus, em ângulos, para o exame radiológico.

Espessômetro: É uma peça que tem a função de determinar a quantidade de KV a ser utilizada num exame radiológico.

Vidro Pirex: Resiste a altas temperaturas, sua composição = 67% de SiC (silício e carbono) e 23% B2O3 (belírio e oxigênio). A ampola tem, ainda, uma janela feita de Belírio.

Origem dos Raios X:

Os raios X se originam no foco anódico e se projetam em todas as direções. A radiação que sai do cabeçote espalha-se por áreas.

Possíveis Falhas no Tubo de Raios X:

- Temperaturas muito altas acarretam em perfurações no anodo;

- Elevadas exposições acarretam inutilização do anodo.

Efeito Anódio:

Consiste na maior concentração de energia no lado do catodo. Como conseqüência, a intensidade dos raios X é menor no lado anódico, em relação ao lado catódico.Isso ocorre devido à absorção do RX produzido pelo próprio anódio É também chamado de efeito talão.

Procedimento para Aumentar a Capacidade Técnica De um Exame Radiológico:

- colimação precisa na região radiografada;

- aumento do KV para exames no Bucky;

- Manutenção do mAs para não exposição do paciente.

Inclinação da Borda do Anodo:

Sua utilidade é a geração do efeito anódio.

Finalidade do Isolamento do Cabeçote:

Garantia de uma maior vida útil da ampola, além da proteção do técnico de radiologia dos efeitos da radiação.

Vantagem do Isolamento do Cabeçote:

Sendo o óleo um isolante térmico que fica na parte externa do tubo de Raios X, há uma quebra de estabilidade da corrente e o conseqüente resfriamento do tubo, prolongando sua vida útil.

Gerador de Raios X:

O

gerador de raios X fornece energia elétrica para o tubo de Raios

X

e permite a seleção de:

- mA = quantidade de RX

- KVp = poder de penetração dos RX

- s = tempo de exposição.

Produção de Raios X:

São produzidos quando os elétrons acelerados interagem com a matéria. Assim, uma porção de energia cinética dos elétrons é convertida em radiação eletromagnética.

Efeito Edison:

É o aquecimento que causa a emissão de um elétron. Este

aquecimento é que causa a precipitação dos elétrons e os fazem saltar de suas órbitas.

Interação dos Elétrons e da Matéria:

Eles interagem com o alvo através de uma porção de energia cinética dos elétrons, que é convertida em energia eletromagnética.

Efeito Forest:

É a aceleração dos elétrons pela grande potência do catodo (pólo

negativo) para o anodo (pólo positivo).

Relação entre Ponto Focal e Capacidade de Carga do Gerador: A seleção da força do ponto focal e a capacidade de carga do gerador de Raios X devem ser igualadas com as necessidades clínicas da imagem.

Transformador: É um aparelho empregado para transferir a corrente elétrica e gerar uma alta voltagem contínua. Ele opera apenas com correntes elétricas e em forma de ondas para ambos os lados. Sua função é gerar uma alta voltagem contínua.

Classificação dos Transformadores:

- elevadores = têm rolamentos na bobina secundária e aumentam a voltagem de saída.

- isoladores = têm o mesmo número de rolamentos nas bobinas primária e secundária.

- redutores = têm uma proporção maior em rolamentos nas

bobinas e têm a função de reduzir a voltagem de saída.

Radiação Dispersa:

É o mesmo que radiação secundária, formada pela interação dos

RX primários com o objeto radiografado, não tem utilidade para a formação da imagem, por isso deve ser minimizada o quanto

possível.

Formação da Imagem Radiológica:

Quando os raios X se chocam contra o objeto, alguns atravessam e outros são absorvidos. Os raios que atravessam irão formar a imagem radiológica e conferem a parte preta do filme, a região do filme branca é a região onde não chegou RX (os RX foram absorvidos pelo corpo do paciente pelo efeito fotoelétrico)

Atuação dos Raios X nos átomos dos objetos:

Existem 2 formas de interação. Ora depositam sua energia no material radiografado; ora atravessam o objeto a ser examinado.

Raios Primários: São aquele que emergem da ampola de Raios

X.

Raios Secundários: São formados pela interação entre o corpo do paciente e os raios primários.

Fonte de Radiação Dispersa: A principal fonte de radiação dispersa é a parte do paciente que se irradia, pois se relaciona diretamente com o volume da matéria irradiada.

Redução da Radiação Dispersa: Pode-se reduzir a radiação dispersa através do limite do feixe primário, que deve estar no limite (tamanho e forma) da área de interesse a ser diagnosticada.

Spott Filme: Abrange uma área pequena, na qual o técnico irá

demarcar uma parte precisa a ser trabalhada. Sua função é radiografar uma área pequena em relação ao exame solicitado, ou seja, especificar ao máximo a área do exame. Cálculos de Maron para os exames de RX Convencional

KV = Espessura X 2 + CA (constante do aparelho)

MAs = Espessura X 2 + CA X CMM (coeficiente miliamperimétrico)

Para calcular a Kilovoltagem aplicada (kV) e a Miliamperagem

por fração de tempo (mAs), utilizando as fórmulas descritas, deve-

se obedecer aos seguintes padrões técnicos:

· A distância tubo-filme (DTF), para os exames do corpo humano, deve ser aproximadamente 1 m, excetuando-se os exames de tórax, que têm a sua DTF em média de 1,80m;

· A constante do filme (CF), a ser utilizada deve ser de aproximadamente 20 para os filmes de base verde.

O fator tamanho refere-se ao tamanho do foco. FOCO FINO e

FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

FOCO DE RAIOS X ou PONTO FOCAL: sabemos que é o ponto de placa do anódio onde os elétrons bombardeiam, produzindo em conseqüência raios X. Existem ampolas cuja placa apresenta DOIS PONTOS FOCAIS, um maior que o outro. Ao ponto onde os elétrons bombardeiam em área menor, dá-se o nome de FOCO FINO e ao ponto onde a área de incidência é maior, FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

Ao fato de existirem dois pontos focais, é devido ao catódio ser provido de DOIS FILAMENTOS, um maior que o outro. Quando é aquecido o filamento menor, logicamente os elétrons atraídos bombardearão o anódio em área menor, dada a menor espessura do feixe eletrônico. Isto é óbvio, pois sendo menor o filamento, menos espesso será o feixe eletrônico, o que torna os elétrons mais COMPACTOS e por conseguinte, os raios X produzidos serão mais atenuantes, por serem também mais compactos, mais unidos por assim dizer. É por isso que nos utilizamos do foco fino quando desejamos executar uma técnica, de modo que a radiografia obtida apresente os mínimos detalhes, permitindo assim um leitura mais profunda, para um laudo mais preciso.

A falta de detalhes apresentada por uma radiografia feita em Foco Largo, é conseqüência do halo de penumbra que o mesmo produz na imagem radiográfica. Como sabemos, as linhas de definição de uma radiografia, não devem exceder de 1/7 mm, e o halo de penumbra na imagem, em certas circunstâncias, excede em muito este limite, como por exemplo, quando a distância do objeto do filme é grande.

Tentaremos, através do esquema abaixo, tornará mais compreensível o que se acabou de relatar.

Indubitavelmente as radiografias feitas com foco fino são bem mais detalhadas que as feitas com foco grosso porém, para determinados exames é desaconselhável o uso do foco fino, como por exemplo do coração e vasos, do tubo digestivo e outros. Estes órgãos, devido aos movimentos que lhes são próprios, isto é, ide pendentes de nossa vontade (diástole e sístole do coração, circulação sanguínea, peristaltismo do tubo digestivo) devem ser radiografados dentro do menor espaço de tempo possível e para isso é necessário alta mA para compensar o pouco tempo de exposição. O foco fino, não resiste a alta miliamperagem com pouco tempo de exposição; fatalmente se funde.

Os fabricantes, a fim de preservar o tubo, constroem os aparelhos com calibragem adequada, impossibilitando a aplicação de maior mA mesmo que deseje.

Órgãos cujos movimentos podemos controlar, por serem dependentes de nossa vontade, como os ossos dos membros e extremidades, da cabeça, articulações, etc., podem ser radiografados como foco fino, utilizando-se baixa miliamperagem, compensada com maior tempo de exposição, sem o risco de se fundir.

O foco grosso, apesar de não produzir raios X em condições tão boas quanto aos produzidos no foco fino, tem a vantagem de suportar alta mA, permitindo-nos radiografar o órgão em frações de segundo, sem o risco de se fundir. O prejuízo do detalhe é compensado com a vantagem de poder-se utilizar o foco grosso para todo e qualquer exame.

Os focos são controlados por um dispositivo especial, situados na mesa de comando, denominado COMUTADOR DE FOCO. Quando se liga a corrente para o filamento menor, automaticamente é desligada do filamento maior e vice-versa, não havendo possibilidade de se aquecerem ao mesmo tempo, o que certamente causaria danos a ampola.

Para termos noção do foco que está sendo utilizado, o comutador indica por meio de sinais característicos, pintados ou gravados na mesa de comando, facilmente compreensíveis, geralmente representados por números (1 e 2), por letras ( F e G), por algarismos romanos (I e II), por dois traços, sendo um mais espesso que o outro, havendo também alguns escritos por extenso (fino e grosso) e etc.

Como fator ótico, o FATOR DISTÂNCIA relaciona-se com o tubo. É a distância compreendida entre o FOCO e o FILME, denominada DISTÂNCIA FOCO FILME.

DISTÂNCIA FOCO FILME (D.F.F.):- A boa densidade de uma radiografia, e o que é o mais importante , a IGUALDADE DE DENSIDADE de uma para outra radiografia, principalmente em se tratando de diferentes órgãos, não será obtida, se não utilizarmos a D.F.F. adequadamente, pois , esta deverá ser utilizada de acordo com os fatores elétricos aplicados. Se aplicarmos determinado mA e KV a uma determinada D.F.F. e depois aumentarmos esta distância, logicamente a radiografia feita com maior distância e os mesmos fatores elétricos, apresentar-se-á menos densa, ou como dizemos na gíria radiológica, ficará “Flou”e se a diminuirmos, a radiografia apresentar-se-á queimada. Além disso, há de se considerar o detalhe e a distorção. Para cada órgão ou região do paciente, devemos utilizar determinada distância, a fim de que a radiografia obtida ofereça-nos o máximo em DETALHE e a mínima DISTORÇÃO. Detalhe é aproximação máxima da imagem radiográfica com o original. Radiografia detalhada é aquela que apresente todas as características possíveis do órgão, inclusive das dimensões.

A imagem do órgão gravada na película radiográfica pelos raios X, se apresenta sempre com as dimensões aumentadas, aumento este causado por diversos fatores, que em capítulos posteriores trataremos com mais minúcias. Dá se o nome de DISTORÇÃO a este aumento. Além do aumento da imagem, a distorção se apresenta sob outros aspectos, como exemplo: das linhas e formas do órgão, ou das relações entre um e outro.

A DISTORÇÃO (aumento da imagem) É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À D.F.F UTILIZADA. Dedução: Quanto MENOR a distância, maior é a distorção. É por isso que utilizamos maior a D.F.F. quando desejamos radiografar um órgão

ou uma região com a mínima distorção, como por exemplo do coração e vasos da base, mediastino, etc

A fidelidade da imagem obtida com maior D.F.F., deve-se ao fato

de : Quanto MENOR distância, MAIOR é a DIVERGÊNCIA dos raios e quanto MAIOR a distância, tanto mais PARALELOS são os raios. Aliás, o que acabamos de afirmar, é apenas uma expressão teórica e nos apressamos a esclarece-la devidamente, pois na realidade, com a maior ou menor distância, os raios NÂO se tornarão PARALELOS ou DIVERGENTES. De modo algum mudarão seu curso. O feixe de raios X se projeta em linha reta, porem divergente, e esta divergência continuará até o infinito ou finito (não sabemos precisar) aumentando cada vez mais a área de incidência.

Exemplo típico é o projetor cinematográfico, sobejamente conhecido por todos. Quanto maior a sala de projeção, tanto maior deverá ser a tela, pois sendo maior a sala, obviamente tornar-se-á maior a distância do projetor à citada tela, o que torna por sua vez maior a área de incidência do feixe luminoso.

O Fator Efeito refere-se ao EFEITO ANÓDICO. Efeito Anódico é

o efeito causado pela ligeira diferença da radiação produzida e que atinja a película do lado do catódio com mais intensidade.

As observações e experiências, nos tem mostrado que realmente os raios X produzidos do lado do cátodo são mais intensos.

Quanto menor for D.F.F. e maior a película radiográfica, tanto mais se nota o efeito anódico. Essa diferença de intensidade nos indica a NECESSIDADE DE POSICIONARMOS O PACIENTE, sempre que possível, com a PARTE MENOS ESPESSA PARA O LADO DO ANÓDIO. Desta forma, teremos aproveitado o

EFEITO ANÓDICO, conseguindo radiografias com equilíbrio de densidade.

O efeito anódico é bastante notado, principalmente nos exames torácicos de pacientes do sexo feminino, devido à superposição dos seios. Se a colocação do tubo estiver incorreta, ou melhor, se o anódio não estiver do lado de cima, indubitavelmente a radiografia apresentar-se-à defeituosa, com opacidade bastante acentuada na região da base pulmonar, impossibilitando muitas vezes um diagnóstico preciso.

Para saber onde se acham o anódio e o catódio no tubo, observa-se nos terminais dos secundários, onde estão gravados ou pintados os sinais + (positivo), e – (negativo). O POSITIVO (+) é o ânodo e o NEGATIVO (-) é o catódio.

Obrigatoriamente, em todos os aparelhos de raios X, quando o tubo esta a 90 graus (horizontal), o anódio deverá estar do lado de cima.

Mesmo que se dispense os maiores cuidados no manuseio do aparelho de raios X, é inevitável a tendência do tubo em diminuir sua capacidade de transformação de energias, o que vem dificultar sobremaneira a dosagem exata dos fatores elétricos, dosagem esta indispensável para manter-se o padrão radiológico. Fatores elétricos dosados, é sinônimo de Quilovoltagem e Miliaperagem EQUILIBRADOS. Para manter-se o equilíbrio , quando o tubo diminua sua capacidade de produção tem-se de recorrer às compensações na medida do necessário, a fim de MANTER-SE a uniformidade das radiografias. Aliás, não é tão fácil como apresenta ser, conseguir-se compensações adequadas, precisas, sem o risco de “grelhar” ou deixar “flou”uma radiografia.

Sabemos que os raios X são oriundos do ponto de choque dos elétrons quando caminham em grande velocidade e são detidos bruscamente. A atração e detenção dos elétrons é função do ânodo, que tem em sua extremidade uma placa de tungstênio, metal duríssimo que só se funde a uma temperatura de 3.300C., o único ,

aliás, que se conhece até o presente momento, capaz de resistir, até um certo ponto, repetimos, porque mesmo sendo um material duríssimo, de alto ponto de fusão, tende a formar estrias ao ponto que se dá o impacto dos elétrons (ponto focal) e quando isto sucede, o ânodo terá diminuído sua capacidade de atração, o que importa na diminuição da produção de raios X, pois os elétrons livres pelo aquecimento do filamento do cátodo, não serão aproveitados em quantidade suficiente, de modo a corresponder plenamente á quilovoltagem aplicada. Neste caso, teremos de recorrer à compensação aumentando alguns quilovolts. O aumento do KV tende a crescer com o decorrer do tempo, visto as estrias se acentuarem mais e mais pelo uso, é claro a placa se metaliza, tornando-se inútil, improdutiva, sendo por conseguinte imperiosa

a substituição da ampola.

Com intuito de tornar a placa do anódio mais resistente ao impacto dos elétrons, os fabricantes idealizaram um sistema de ampola dotada do anódio rotativo. O ANÓDIO ROTATIVO, quando é excitado o tubo gira a uma velocidade surpreendente e por ser giratório, apresenta sempre à corrente catódica (feixe eletrônico) uma porção diferente de pontos focais, sendo destarte maior sua capacidade de resistência, em virtude de se aquecer infinitamente menos que os anódios fixos.

Além dos inconvenientes das estrias, o ânodo fixo se aquece em demasia e como sabemos que um corpo aquecido passa a liberar

elétrons, é óbvio que nestas condições a atração anódica tornar-se-

à bastante reduzida, caindo sensivelmente a produção de raios X. O anódio fixo é por assim dizer, INCONSTANTE; ora produz

satisfatoriamente, ora não produz. Durante as primeiras radiografias o tubo se comporta muito bem, porém, depois de

aquecido, passa a não corresponder a dosagem dos fatores elétricos aplicados. Já com o ânodo rotativo tal não se dá; sua produção é CONSTANTE da primeira á ultima radiografia, mesmo sendo elevado o número delas. Por isso os raios X produzidos no ânodo rotativo, são considerados melhores que os produzidos no ânodo fixo.

A maioria dos aparelhos atualizados são dotados de ampola com

anódio rotativo.

Obtém-se a rotação do anódio por meio de um MOTOR DE INDUÇÃO.

SEIOS PARANASAIS Observam-se no esqueleto facial numerosas cavidades pneumáticas. Elas são extensões da cavidade nasal alojadas nos ossos dos quais recebem seus nomes.

Os seios paranasais variam muito em tamanho e forma de um indivíduo para outro, mas todos comunicam-se com a cavidade nasal através de pequenas aberturas em sua parede. A maioria dos seios da face são rudimentares ao nascimento; eles aumentam apreciavelmente durante a erupção dos dentes permanentes e após a puberdade, alterando notadamente o tamanho e a forma da face.

1 - Seios Frontais

O par de seios frontais situa-se posteriormente aos arcos

superciliares, entre as duas tábuas do osso frontal. Cada seio ocupa, no interior daquele osso, uma área triangular cujos ângulos

são formados pelo nasio, um ponto três centímetros acima do nasio e pela junção do terço medial com os dois terços laterais da margem supraorbital.

Os dois seios raramente são simétricos, sendo o septo

normalmente desviado do plano mediano. Suas medidas são: 3,2

cm de altura; 2,6 cm de largura e 1,8 cm de profundidade.

O seio frontal pode, às vezes, ser dividido em múltiplos recessos

separados por septos incompletos. Algumas vezes, um ou ambos os seios estão ausentes.

Cada seio frontal abre-se na parte anterior do meato médio, pelo infundíbulo etmoidal ou através do ducto nasofrontal, atravessando o labirinto etmóide.

Essas cavidades pneumáticas do osso frontal são mais

proeminentes nos indivíduos do sexo masculino, dando a esse osso

um

aspecto oblíquo que contrasta com a convexidade do mesmo

nas

mulheres e crianças.

2

- Seios Maxilares

O

par de seus maxilares ocupa grande parte da maxila. Eles são os

maiores seios aéreos acessórios do nariz. Com forma piramidal,

sua base é formada pela parede lateral da cavidade nasal e seu

ápice encontra-se lateralmente, no processo zigomático da maxila.

O teto destes seios é formado pelo assoalho das órbitas. O

assoalho é formado pelos processos alveolares da maxila. Várias

elevações cônicas, correspondendo às raízes do primeiro e segundo molar, projetam-se no assoalho.

Os seios maxilares abrem-se na parte inferior do hiato semilunar,

comunicando-se com a cavidade nasal por uma abertura na parte ântero-superior da base do seio.

3 - Seios Etmoidais

As células etmoidais relacionam-se com a parede medial da órbita.

Em especial, as células etmoidais posteriores estão em íntima relação com o nervo óptico. As células etmoidais anteriores e médias abrem-se no meato médio, enquanto as células etmoidais posteriores abrem-se no meato superior.

4 - Seios Esfenoidais

Os seios esfenoidais situam-se no corpo do osso esfenóide. Relacionam-se com a hipófise, os nervos ópticos e o quiasma óptico, que se situam posteriormente a ele. Relacionam-se também com a parede superior da cavidade nasal, que se situa à frente dele. Os seios esfenoidais abrem-se diretamente no meato médio.

FUNÇÕES:

Sua função ainda é uma questão intrigante da evolução e inúmeras críticas têm sido feitas às hipóteses sobre o significado e a função dos seios paranasais. Porém algumas funções já foram propostas:

Diminuir o peso da parte frontal do crânio, em especial os ossos da face. A forma do osso facial é importante, como um ponto de origem e de inserção para os músculos da expressão facial. Aumentar a ressonância da voz. Proteger as estruturas intra-orbitais e intracranianas na eventualidade de traumas, absorvendo parte do impacto Contribui para a secreção de mucos Umidifica e aquece o ar inalado Equilibram a pressão na cavidade nasal durante as variações barométricas (espirros e mudanças bruscas de altitude)

O crânio é a estrutura óssea que forma o esqueleto da cabeça. Situado na parte mais alta do corpo humano, ele é sustentado pela coluna cervical. Possui um formato oval e, é levemente maior em sua parte posterior do que na parte frontal.

É composto por uma serie de ossos planos e irregulares, que são imóveis (exceção da mandíbula), totalizando 22 ossos. Pode ser dividido em face e crânio propriamente dito.

O crânio propriamente dito é composto por 8 ossos, que se

articulam firmemente para proteger o encéfalo.

Os ossos que constituem o crânio são:

Parietal - 2 ossos que formam as partes laterais superiores e o teto craniano. Temporal - 2 ossos que formam as partes laterais inferiores do crânio. Na parte petrosa do osso temporal (também conhecido como ROCHEDO) ficam ossículos da audição: Martelo, bigorna e estribo; processo mastóide; canal do nervo facial; canal carótico; processo estilóide, que da fixação ao osso hióide; o MAE; fossa mandibular, uma ponte óssea entre os ossos zigomaticos e temporal. Ossos que formam a parte posterior e a maior parte da base do crânio:

Occipital - Osso que forma a parte posterior e a maior parte da base do crânio. Esfenóide - constitui parte da base anterior do crânio, pode ser visto lateralmente e inferiormente. Lembra a forma de um MORCEGO e tem uma cavidade aérea. Encontra-se nele o seio esfenoidal; a sela turca ou túrcica - onde abriga a glândula hipófise; também conhecida por glândula pituitária; a asa maior e a asa menor. Etmóide - localiza-se na parte anterior do assoalho do crânio entre

as órbitas, formando o teto da cavidade nasal. Neste osso

encontramos cavidades aéreas denominadas células etmoidais; uma crista que serve de fixação para as meninges do encéfalo chamada crista etmoidal; lamina crivosa; lamina perpendicular; conchas nasais (suprema superior e media).

Suturas Cranianas Definição: Tecido fibroso que conecta os ossos do crânio. As

fibras (suturas) e espaços entre os ossos cranianos (fontanelas) são necessárias para o crescimento e desenvolvimento do bebê. Durante a infância, a flexibilidade das fibras permite o rápido crescimento do cérebro sem constrição. Sem a flexibilidade das estruturas e fontanelas, ocorreria constrição dos ossos cranianos

O crânio pode ser dividido em calota craniana ou calvária e base

do crânio.

A calvária é a parte superior do crânio e é formada pelos ossos:

Frontal, Occipital, e Parietais. É atravessada por três suturas (articulações que não permitem mobilidade):

Sutura Coronal: entre os ossos frontal e parietais Sutura Sagital: entre os dois parietais (linha sagital mediana) Sutura Lambdóide: entre os parietais e o occipital

O ponto de encontro das suturas coronal e sagital é chamado de

BREGMA e o ponto de encontro das suturas sagital e lambdóide é chamada de LAMBDA.

Fontanelas

Durante o desenvolvimento fetal e na infância, os ossos do crânio

estão separados, por membranas chamadas fontanela, que cobrem os espaços entre os ossos em desenvolvimento. Essas fontanelas ossificam de maneira completa por volta dos 24 meses de idade.

As funções das fontanelas que se encontram no alto da cabeça dos bebês e das suturas são promover o momento do parto, facilitando assim a passagem do bebê pelo canal vaginal e permitir o crescimento adequado do cérebro.

- Fontanela Anterior (Frontal) - Localizada na porção anterior, mediana do crânio.

- Fontanela Posterior (Occipital) - Localizada na parte posterior do crânio da linha mediana.

- Fontanela Antelo Lateral (Esfenoidal) - É par, localiza-se em ambos os lados do crânio lateralmente a fontanela anterior.

- Fontanela Póstera Lateral (Mastóideo) - É par e localiza-se posterior lateralmente no crânio.

LINHAS DO CRÂNIO PVO – Plano vertical do ouvido ou linha médio coronal: divide o crânio em partes anteriores e posteriores; LGM – Linha globelo meatal: refere-se a uma linha entre a glabela e o meato acústico externo; LOM – Linha orbito meatal: localiza-se entre o canto externo do olho e o MAE.

LIOM – Linha infra-orbitomeatal ou linha da base de REID: Liga a parte inferior da órbita ao meato acústico externo;

LAM – Linha acantiomeatal: Liga o acântio ao meato acústico externo;

LMM – Linha Mentomeatal: São linhas formadas pela conexão do ponto mentoniano ao meato acústico externo;

PMS – Plano médio sagital: Divide o crânio em duas partes esquerda e direita) É importante no posicionamento preciso do crânio;

LIP – Linha interpupilar: É a linha que liga os dois canto dos olhos;

Chamberlain: É a linha que liga o palato duro a base do osso occipital;

LLM – Linha libiomeatal: É a linha da junção dos lábios com MAE;

LGA – Linha Glabeloaoveolar: É a linha que liga a glabela a um ponto na região anterior do processo aoveolar do maxilar;

LSOM – Linha supero orbitomeatal :É a linha que liga o teto da órbita ao meato acústico externo;

MEMBROS SUPERIORES CINTURA ESCAPULAR (CÍNGULO DO MEMBRO SUPERIOR)

Essa região refere – se a junção entre os membros superiores e o

tronco, ou esqueleto apendicular e axial. Constituído pela escápula

e pela clavícula, a primeira encontra – se na parte dorsal do tórax, envolta por musculatura que impede o contato direto com o gradil costal, enquanto que a clavícula se encontra na parte ventral do tórax, superior ao gradil costal.

Clavícula: Osso longo, que se estende da borda superior do manúbrio esternal ao acrômio da escápula, ligando dessa forma o tronco ao membro superior indiretamente através da escápula. Seus dois terços mediais são convexos anteriormente; seu terço lateral é côncavo; sua extremidade acromial é achatada; sua extremidade esternal é levemente arredondada; possui uma face rugosa voltada inferiormente e sua face lisa esta voltada superiormente.

Os principais acidentes ósseos são: Extremidade esternal. Extremidade acromial. Corpo da clavícula. Tubérculo conóide. Linha trapezóide. Impressão do ligamento costoclavícular.

Escápula: Ligada ao osso esterno pela clavícula, articula – se com

o úmero pela cavidade glenóide e está situada na parede póstero – superior do tórax. Para observar sua posição anatômica, observe

que sua face côncava (fossa subescapular), é anterior; sua espinha

é posterior; o acrômio e a cavidade glenóide são laterais. Possui

ainda bordas superior, medial e lateral e ângulos superior, inferior,

lateral e acromial.

Os principais acidentes ósseos são: Acrômio. Fossa supra – espinhal. Fossa infra – espinhal. Espinha da escápula. Processo coracóide. Fossa subescapular. Cavidade glenóide.

Osso do braço Úmero: Osso longo, articula – se superiormente com a cavidade glenóide da escápula, e inferior ou distalmente, com o rádio lateralmente; e com a ulna medialmente. Para se obter a posição anatômica quando o osso esta desarticulado, preste atenção na cabeça, deve estar superior com a face articular voltada medialmente, com os tubérculos anteriores separados pelo sulco intertubercular.

Acidentes ósseos: Cabeça do úmero; Tubérculo maior; Tubérculo menor; Sulco intertubercular; Colos anatômicos e cirúrgicos; Tuberosidade deltóidea; Capitulo; Tróclea; Fossa do olécrano; Epicôndilo lateral; Epicôndilo medial; Fossa coronóide; Fossa radial.

Rádio: Também osso longo, encontrado lateralmente no antebraço, articula – se proximalmente pela concavidade da cabeça do rádio, com o capítulo do úmero, a circunferência articular da cabeça do rádio articula – se com a incisura radial da ulna. Distalmente articula – se com os ossos do carpo por meio da face articular do carpo e com a ulna por incisura ulnar. Sua extremidade maior é colocada distalmente, com sua face côncava e lisa voltada anteriormente e o processo estilóide distal e lateral. A tuberosidade radial deve ser colocada medialmente.

Acidentes ósseos: Cabeça do rádio; Circunferência articular da cabeça do rádio; Tuberosidade radial; Margem ou borda interóssea; Face anterior, lateral e posterior; Incisura ulnar (medial); Face articular do carpo; Processo estilóide (lateral); Colo do rádio.

Ulna: Osso localizado medialmente no antebraço, proximalmente, articula – se com a tróclea, do úmero pela estrutura denominada incisura troclear. Ainda proximalmente , articula – se com o rádio, por meio da incisura radial, na qual gira a circunferência da cabeça

do rádio (movimentos de pronação e supinação). Distalmente, a face inferior da cabeça da ulna articula – se com o disco articular, que a separa dos ossos do carpo. A porção lateral da cabeça (circunferência articular da cabeça), articula –se com a incisura ulna do rádio (movimentos de pronação e supinação). Para achar sua posição anatômica coloca – se a grande incisura voltada anteriormente e a borda interóssea cortando o osso lateralmente. O processo estilóide é posicionado distal e medialmente.

Principais acidentes ósseos: Processo coronóide.Tubérculo coronóide (não demostrado na imagem. Incisura troclear. Incisura radial. Olécrano.Borda interóssea. Cabeça da ulna. Circunferência articular da cabeça da ulna. Processo estilóide.

Carpos: A região denominada carpo é composta por oito ossos dispostos em duas fileiras. a fileira proximal (de lateral para medial) O Escafóide; apresenta anteriormente um tubérculo e posteriormente um sulco, esse é o maior osso da fileira proximal. Semilunar; recebe esse nome por ter a forma de uma meia lua. Piramidal; tem a forma de uma pirâmide. Pisiforme; é o menor dos ossos do carpo, localiza - se na face anterior do piramidal, em alguns casos esta aderida. A fileira proximal articula - se com o rádio (exceto pisiforme e o piramidal). A fileira distal ( de lateral para medial) O Trapézio; recebe este nome pelo formato de um trapézio, possui uma protuberância em formato de sela, que se articula com a base do primeiro metacarpo. Trapezóide; formato de um trapézio, porém menor, mais largo dorsal do que ventralmente. Capitato (Os magnum); É o maior de todos os ossos do carpo. Hamato; facilmente reconhecido pelo seu gancho, um acidente ósseo denominado hâmulo do hamato. Além da articulação entre si, a segunda fileira articula - se proximalmente com os ossos da primeira fileira e distalmente com os ossos do metacarpo.

Ossos das Mãos METACARPOS: Numerados de I a V de lateral para medial,

articulam - se , com os carpos, proximalmente e com as falanges distalmente, os quatro metacarpos mediais ainda se articulam entre

si por meio de sua bases,.

FALANGES: Cada dedo possui três falanges, com exceção do polegar, que possui apenas duas. As falanges são ditas proximais, médias e distais, no caso do primeiro dedo, o polegar, existe apenas falange proximal e distal. ARTICULAÇÃO - (Dispositivo pelo qual dois ou mais ossos se unem formando uma juntura) Sem as articulações seria impossível o ato da locomoção do corpo humano, uma vez que o osso é rígido demais e não se dobra.

O esqueleto humano possui tipos variados de articulações, que

podem ser classificadas de acordo com a mobilidade permitida, CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL, ou com o tecido que as compõem, CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL.

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL: funcionalmente as articulações são classificadas de acordo com a amplitude de movimento em SINARTROSES, ANFIARTROSES E DIARTROSES.

SINARTROSES – são articulações totalmente imóveis. ANFIARTROSES – são articulações que permitem movimentos curtos. DIARTROSES – são articulações que permitem amplos movimentos.

CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL: o tipo de tecido que compõe uma articulação define sua classificação estrutural, que pode ser FIBROSA, CARTILAGÍNEA OU SINOVIAL.

ARTICULAÇÕES FIBROSAS São articulações formadas por feixes de fibras. Os tipos de

articulações fibrosas são os seguintes:

- SUTURAS – são articulações imóveis, por serem formadas por

feixes de fibras muito curtos. Exemplos são as articulações dos ossos do crânio e da face.Funcionalmente são classificadas como SINARTROSES.

- SINDESMOSE E MEMBRANA INTERÓSSEA – São

membranas que ligam ossos um ao outro. A sindesmose permite movimento, por possuir fibras mais longas.É uma articulação que permite discreto movimento, nesse caso o tamanho das fibras que compõem a articulação são longas o suficiente para permitirem esses movimentos. Exemplo de sindesmose é a articulação tíbio- fibular distal. Por permitirem pouco movimento, são classificadas, funcionalmente como ANFIARTROSES.

- GONFOSE – é a articulação entre a raiz dos dentes e os alvéolos da mandíbula e maxila. São funcionalmente classificadas como ANFIARTROSES.

ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS São articulações formadas por tecido cartilaginoso, e são de dois tipos: as SINCONDROSES e as SÍNFISES.

- SINCONDROSES – São articulações temporárias e ocorrem

entre a diáfise e as epífises dos ossos longos (placa epifisária) e na união dos três ossos que formam o osso do quadril, essas

articulações desaparecem na fase adulta, quando a cartilagem hialina da placa epifisária é substituída por osso. são classificadas funcionalmente como SINARTROSES.

- SÍNFISES – são caracterizadas pela presença de um disco de

fibrocartilagem unindo duas superfícies ósseas. Exemplos são os

discos intervertebrais e a sínfise púbica. essas articulações

permitem discretos movimentos e por isso são classificadas como anfiartroses.

ARTICULAÇÕES SINOVIAIS São normalmente articulações de amplo movimento (diartroses), com exceção da articulação sacro-ilíaca (anfiartrose), essas articulações são caracterizadas, principalmente, pela presença de uma cápsula articular que estará preenchida pelo LÍQUIDO SINOVIAL, um líquido lubrificante e viscoso que facilita os movimentos articulares. As articulações sinoviais estão presentes, principalmente nos membros superiores e inferiores.

DIARTROSES. Os ossos que formam a articulação têm uma cavidade articular (sinovial), essas articulações permitem amplos movimentos e os ossos são fixados por elementos característicos, como:

Cartilagem articular – é uma cartilagem hialina, constituída de células cartilaginosas (condrócitos), possuem funções de amortecimento.

Cápsula articular – envolve a articulação, promovendo maior fixação, segurança e proteção das extremidades ósseas. Produz o líquido sinovial.

Membrana sinovial – é uma membrana de tecido conjuntivo vascular, que reveste internamente a cavidade articular.

Líquido sinovial – trata-se de um líquido viscoso, claro, semelhante a clara de ovo. Possui funções de nutrição para a cartilagem e diminui a fricção sobre a cartilagem.

Ligamentos – fazem a trajetória de um osso ao outro, tendo como

função reforçar todo o conjunto articular.

Discos e meniscos – compostos de fibrocartilagem, interposta entre os ossos de uma articulação. Tem função de absorção e distribuição de cargas.

TIPOS DE MOVIMENTOS DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS:

As formas das superfícies das articulações sinoviais determinam a amplitude de seus movimentos. Os seis tipos de movimentos existente nas articulações sinoviais são os seguintes (do menor movimento para o maior movimento):

- ARTICULAÇÃO PLANA (deslizante):

É a articulação sinovial que permite o menor movimento. Essa

articulação permite apenas um pequeno movimento de deslizamento entre duas superfícies ósseas planas. Exemplo: Articulações Intercarpais.

- ARTICULAÇÃO GÍNGLIMO (dobradiça):

As superfícies dessas articulações são moldadas para permitirem apenas movimentos de flexão e extensão. Exemplo: Articulação do cotovelo.

- ARTICULAÇÃO TROCÓIDEA (pivô)

É formada por um processo em forma de um eixo de um osso,

circundado por um anel ósseo, essa articulação permite apenas movimentos de rotação em um eixo.

Exemplo: articulação rádio-ulnar proximal.

- ARTICULAÇÃO ELIPSÓIDEA (CONDILAR)

Essa articulação consiste em um osso de superfície óssea de

formato convexo, articulando-se a um osso de superficie de formato côncavo, permitem movimentos de flexão, extensão, adução e abdução.

Exemplo: articulação metacarpo-falangeana.

- ARTICULAÇÃO SELAR (em sela) Dois ossos com superfície em forma de "sela" (côncavo-convexa) encaixam-se formando esse tipo de articulação. Exemplo: primeira articulação carpo-metacárpica.

- ARTICULAÇÃO ESFERÓIDEA Uma superfície óssea em forma de esfera articula-se à uma concavidade óssea, esse tipo de articulação sinovial é oque permite o maior movivento. A profundidade da cavidade determina o grau de movimento da articulação. Exemplo: Articulação do quadril.

Termos relacionados à movimentos. São termos que têm a finalidade de descrever todo movimento corporal, à partir da posição anatômica. Flexão - Corresponde a um movimento angular que aproxima duas partes de uma articulação. Resulta em diminuição do ângulo entre o segmento que se desloca e o que permanece fixo;

Extensão - Corresponde a um movimento angular que afasta as partes de uma articulação. Resulta em aumento do ângulo entre o segmento que se desloca e o que permanece fixo;

Hiperextensão - É uma extensão de uma articulação em que vai além da posição normal ou neutra;

Abdução - Um movimento de afastamento do braço ou da perna em relação ao corpo, ou seja , é um movimento em direção oposta ao plano sagital mediano;

Adução - Um movimento de braço ou de perna em direção ao corpo, movimentar em direção a uma linha central ou medial, ou seja , é um movimento em direção ao plano sagital mediano;

Supinação - Um movimento de rotação lateral da mão e antebraço para a posição anatômica;

Pronação - Uma movimento de rotação medial da mão e antebraço para a posição oposta à anatômica;

Eversão - Um movimento lateral da região plantar, ou seja, se afasta do plano sagital mediano;

Inversão - Um movimento medial da região plantar, ou seja, se aproxima do plano sagital mediano;

Rotação - Significa girar uma parte do corpo em torno do seu eixo longitudinal;

Rotação medial (interna)- É quando a face anterior de um membro é direcionada em em direção à linha mediana do corpo;

Rotação lateral (externa) - É quando a face anterior de um membro é direcionada para fora ou se afastando da linha mediana.

Termos relacionados a movimento

O ouvido médio contém três pequenos ossos conhecidos como ossículos: martelo, bigorna e estribo. Os ossículos têm estes nomes justamente por se parecerem com esses objectos.

SISTEMA ESQUELETICO

Além de dar sustentação ao corpo, o esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio para a fixação dos músculos. Ele constitui-se de peças ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo adulto) e cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos músculos.

O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes:

1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral caixa torácica. 2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores).

Esqueleto axial

1.1-Caixa craniana

Possui os seguintes ossos importantes: frontal, parietais, temporais, occipital, esfenóide, nasal, lacrimais, malares ("maçãs do rosto" ou zigomático), maxilar superior e mandíbula (maxilar inferior).

Observações:

Primeiro - no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca onde se encontra uma das menores e mais importantes glândulas do corpo humano - a hipófise, no centro geométrico do crânio. Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana, da cabeça da criança, que facilita a passagem da

mesma no canal do parto; após o nascimento, será substituída por osso.

ÓSSOS DO OUVIDO

Pavilhão auricular (orelha) - coleta e encaminha o som para dentro do canal auditivo

Canal auditivo (canal auditivo externo) - direciona o som para o ouvido

Tímpano (membrana timpânica) - transforma sons em vibrações Martelo, bigorna e estribo - esta cadeia de três pequenos ossos (ossículos) transferem as vibrações para o ouvido interno

Ouvido interno (cóclea) - contém líquido e "células ciliadas" extremamente sensíveis. Esses cílios das células são semelhantes a pêlos e movem-se quando estimulados por vibrações sonoras. Sistema ou aparelho vestibular - contém células que controlam o equilíbrio Nervo auditivo – envia sinais da cóclea ao cérebro

1.2-Coluna vertebral

É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco, que se sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço), coluna torácica, coluna lombar, coluna sacral, coluna cocciciana (coccix).

1.3-Caixa torácica

É formada pela região torácica de coluna vertebral, osso esterno e costelas, que são em número de 12 de cada lado, sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno), 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno), e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres, não se fixando ao esterno).

2- Esqueleto apendicular

2-1- Membros e cinturas articulares

Cada membro superior é composto de braço, antebraço, pulso e mão. O osso do braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. O pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços, os carpos. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos, pelas falanges.

Cada membro inferior compõe-se de coxa, perna, tornozelo

e pé. O osso da coxa é o fêmur, o mais longo do corpo. No

joelho, ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e

a fíbula. A região frontal do joelho está protegida por um

pequeno osso circular: a rótula. Ossos pequenos e maciços, chamados tarsos, formam o tornozelo. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos), pelas falanges.

Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula ou omoplata); a inferior se chama cintura pélvica, popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro - osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras, por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix, formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.

Juntas e articulações

Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas, como as do crânio, são fixas; nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas, denominadas articulações, os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos.

Ligamentos

Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos, cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que revestem os ossos.

Classificação dos ossos

Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em:

A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero. B- Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos. C - Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto, tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno, ossos do crânio, ossos da bacia, escápula. Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o periósteo - responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou

placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que, em parte é amarela, funcionando como depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa, constituindo o local de formação das células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises.

Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino:

Algarismo de reconstrução - Função matemática para realçar ou suprimir os dados coletados. Os aparelhos dispõem de vários algarismos, que podem ser selecionados com base na estrutura anatômica e qualidade da imagem desejada.

Anterior - Representado pela letra “A” nas imagens, indica a parte anterior do corpo; freqüentemente aparece nas reconstruções.

Área (Fov) Campo de visão – É o diâmetro de apresentação das imagens adquiridas. (Quanto maior o seu tamanho, mais estruturas são visualizadas, porém em tamanho menor).

Artefato Representação na imagem que não se origina das estruturas do corpo do paciente. Os artefatos da TC são causados por movimento do paciente, meios de contraste, processamento da TC ou falte de calibração do equipamento.

Axial É o plano habitual dos cortes tomográficos que divide o corpo em parte superior e inferior (plano transversal).

Bomba injetora Equipamento que realiza a injeção do meio de

contraste por via arterial ou venosa. Por meio de punção venosa é ligada por um cateter a uma seringa com contraste, que está conectada ao equipamento em que está planejada a velocidade, quantidade e delay para esta injeção.

Calibração O processo é característico ao equipamento de TC. Pode mensurar o ar ou realizar testes apropriados com phantons. A calibração mensura as variações da intensidade do feixe e ou da resposta do detector para obter homogeneidade no campo de visão

e números de TC (escala HU).

Coronal - É um plano utilizado nos cortes tomográficos para estudos complementares de algumas regiões, dividindo o corpo em anterior e posterior. Podemos ter reformatações de imagens axiais em coronais.

Delay É o tempo de espera para iniciar aquisição de imagens após o início de injeção do meio de contraste venoso.

Detectores Existem dois tipos de detector: os de ionização a gás

e os decintilação. O número de elementos do detector varia

segundo o tipo e a marca do equipamento utilizado. Os detectores ativos são posicionados ao lado oposto da fonte de raios X dispostos em um arco ou em torno da circunferência de abertura. Os detectores capturam e convertem fótons de raios X em sinais elétricos. Quanto mais detectores por grau de arco ou circunferência são usados a cada projeção, maior a resolução.

Escanograma – Imagem digital radiológica para se realizar o planejamento dos cortes. Pode ser de frente ou perfil, com características iguais às dos raios X, também chamada de Imagem Piloto, Topograma ou Scout.

Feet First - Indica que os pés do paciente estão posicionados primeiro em relação ao gantry.

Filtro Proporciona o estudo específico dos tecidos dando-lhes maiores características de evidência nas imagens.

Gantry – É o alojamento dos principais componentes do equipamento de TC, que são os tubos de raios X, detectores, motores etc., “túnel de posicionamento do paciente”.

Head First Indica que o paciente está posicionado com a cabeça em direção ao gantry.

Incremento É o deslocamento que a mesa realiza após um corte.

Left - Representado pela letra “L”. Indica o lado esquerdo do corpo; freqüentemente aparece nas imagens axiais.

Matriz É composta de pixels dispostos em colunas e linhas. Quanto mais pixels (ou quanto maior o tamanho da matriz), melhor a qualidade da imagem.

Pitch É a relação entre o deslocamento da mesa e a espessura de corte em TC helicoidal. Quanto maior esta relação menor o tempo de exame, menos exposição aos raios X e menos qualidade de imagem.

Posterior – Representado pela letra “P” nas imagens, indica a parte posterior do corpo, principalmente nas imagens axiais.

Prone Indica que o paciente está posicionado em decúbito ventral.

Right - Representado pela letra “R” indica o lado direito do corpo; freqüentemente aparece nas imagens axiais.

Slice É a espessura do corte adquirido, que pode ser de 0,5mm a 10mm (1cm). É o tamanho da amostra de fatia do corpo.

Supine Indica que o paciente está posicionado em decúbito dorsal.

Voxel elemento de volume tridimensional da imagem.

Parâmetros Técnicos sobre TC

Espessura do corte: Está relacionado com a colimação do corte podendo ser de 1mm; 1,5mm; 2mm; 3mm; 5mm; 10mm.

Incremento ou Índex: É o espaçamento entre os corte.

Kilovoltagem: significa penetrabilidade. Quanto maior, melhor a penetração de RX. Variam de 80Kv. Á 130Kv.

mA (miliamperagem): Está relacionado com a corrente do tubo e

é diretamente proporcional á quantidade de radiação. Serve para detalhar as estruturas.

MAs: quanto tempo ira passar corrente pelo tubo para fazer o corte, ou seja, é a quantidade de radiação produzida. Quanto maior

a espessura da região a ser examinada, menor deverá ser o mAs e quanto mais fino o corte, maior deverá ser o mAs.

FOV.: Field of View ou campo de visão serve para visualizarmos

o campo de estudo. Eles variam de 140mm até 480mm, são

diretamente proporcional ao tamanho do objeto, por exemplo:

Imagem grande= FOV grande, imagem pequena FOV pequeno.

ZOOM: aumento da imagem a partir de dados brutos adquiridos a partir de rawdata (dados de aquisição de imagem).

Magnificação: Aumento da imagem já formada.

ROI OVAL: Serve para medir a densidade bem como calcular área, número de pixels e desvio padrão.

VARREDURA: Similar á uma radiografia digital. Nesta imagem

é que faremos as programações necessárias para o exame.

Feet First/ Head First: Direção em que o paciente entra no gantry. FF=pés/HF= cabeça.

FILTROS: Os filtros se apresentam de duas formas para formação de imagens. Os filtros de contraste, que utilizamos para se obter imagens com as cinco densidades conhecidas (ar, água, gordura, osso e metal). Tem sua utilização para partes moles do exame, por isso leva o nome de filtro de partes moles. O outro é para resolução espacial no qual necessitamos de maior definição ou nitidez da imagem a ser adquirida. É conhecido como filtro duro ou ósseo. Portanto é importante selecionar o filtro apropriado para cada região a ser examinada. Há vários nomes de filtros dependendo de cada aparelho, por exemplo: Standard (parênquima cerebral), Bone (ósseo), Edge (ouvido), lung (pulmão).

Ajuste de Janelas: As imagens de TC contêm uma grande quantidade de informações, por isso sua documentação é uma das operações mais importantes para um diagnóstico claro e preciso A largura da janela se refere a quantas unidades Hounsfield estão

incluídas no quadro e varia em passos de 200 a 100 desde 800 até 2. Quando 800 unidades estão incluídas o quadro tem uma longa escala de cinza com máxima resolução espacial, enquanto que com somente 2 unidades não há resolução espacial, mas máxima resolução de contraste, o quadro aparecendo como quadro em branco e preto. Assim quando detalhes ósseos são necessários a largura de 800 para a janela é usada, para a média dos tecidos moles uma janela de 400-300, e quando o fígado e cérebro estão sendo examinados uma janela de 200-300. O nível da janela, por outro lado, está diretamente relacionado com os valores da

atenuação tecidual. Quando os valores são baixos, como para o pulmão então o nível de –800 a –600 é usado, para tecidos moles de 0 a +40, e para osso + 200 a +400.Nível de imagem – WL (Window Level) - /Largura da Janela WW (window width)

Artefatos mais comuns

Artefatos de anel: Os artefatos que se apresentam em forma de anel, está inicialmente relacionado com problemas nos detectores. Como os detectores são calibrados com ar, p/ reconhecer os demais tecidos, ocasionalmente perdem os valores de referência, o que ocasiona artefatos em forma de imagens anelares. Normalmente uma calibração diária é suficiente.

Materiais de alta densidade: Objetos metálicos produzem artefatos de estrias de alta densidade devido aos altos coeficientes de atenuação linear.

Materiais de alto número atômico: Os materiais de alto número atômico tendem a se comportar como os materiais metálicos. Por isso é utilizado como meio de contraste como Iodo e bário.

Ruído da imagem: Aspecto que confere granulosidade às imagens, ocorre em função de feixes de baixa energia, ou quando o objeto apresenta grandes dimensões, como pacientes obesos. É necessário aumentar a dose na exposição.

Artefatos de Movimento: Devido à movimentação do paciente produzindo linhas através da

Aspectos de Segurança

O tubo deve ser aquecido após 02 horas de inatividade (Warn – Up);

Após o aquecimento, deve-se fazer a calibragem dos detectores;

Não direcionar o feixe de lâmpadas laser nos olhos do paciente;

O limite de peso estipulado pelo fabricante deve ser respeitado;

Alguns equipamentos são dotados de mecanismos de segurança que interrompem a alimentação elétrica do conjunto gantry/mesa.

São importantes, quando se observa a presença de fumaça, fogo, ou faíscas, nestas partes.

Quando apresentar problemas de software, desliga-lo totalmente (shutdown). Após algum tempo levanta-se novamente o sistema (startup). Não sendo solucionado o problema, contata-se o fabricante.

Cuidado ao angular o gantry, para não pressionar o paciente

Observar a postura correta na operação do equipamento, para evitar lesões por esforço repetitivo.

A posição do monitor deve estar na altura dos olhos do operador, numa distância entre 40 e 80 cm. Os pés devem ficar totalmente apoiados no chão ou em um suporte. As mãos devem deslizar livres sobre o teclado de forma que os antebraços perfaçam um ângulo de 90 graus com os braços.

Realizar testes de controle de qualidade periódicos.

Posicionamento para Exames de TC

O posicionamento do paciente é muito importante para evitar

artefatos de movimento e sobreposição de imagens.

- Exame de Crânio: Cortes Axiais - Colocar o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça no suporte apropriado, utilizando as cintas e almofadas temporais para fixar bem. As mãos sobre o

peito, presas com a cinta para corpo, se for necessário imobilizar

os joelhos do

paciente para evitar movimentos involuntários. Ajuste o suporte para alinhar a cabeça com a linha de referência (PMS).Usando o feixe de luz lateral, alinhe a cabeça do paciente em relação à linha órbito-meatal. As linhas devem ter seu no tragus. Cortes Coronais

O paciente deve ser colocado na mesa em decúbito ventral com a

cabeça em hiperextensão na projeção de Hirtz vértice-submento, ou em decúbito dorsal em projeção de Hirtz submento-vértice. Estes posicionamentos são utilizados também para exames de Sela Túrcica, Órbitas, Seios da Face e Mastóides.

Exame de Coluna Cervical e Pescoço: Colocar o Paciente em decúbito dorsal com os braços estendidos ao lado do corpo, tracionando os ombros para não interferir na imagem.

- Exames de Tórax, Coluna Torácica, Abdome, Pelve, Bacia,

Fêmur, ACF: Colocar o paciente em decúbito dorsal com os braços cruzados sobre a cabeça, se o paciente estiver inconsciente, prender os braços com a cinta. Quando o paciente não conseguir elevar os braços, coloca-los em cima do peito e prende-los com a cinta, de forma que não interfira no exame, fixar as pernas para evitar movimentos involuntários.

- Exame de Coluna Lombar e Articulação Sacro Ilíaca:

Paciente em decúbito dorsal com as pernas levemente fletidas e fixadas com cinta.As mãos em cima do tórax.

- Exame de Mãos e Antebraço: Paciente em decúbito ventral,

com braços e mãos estendidos para frente, tendo a palma da mão

para baixo. Pode ser feito em decúbito dorsal com os braços e mãos estendidas para trás com a palma da mão para cima.

- Exame de Cotovelo: Cortes axiais - Paciente em decúbito

dorsal, com braços e mãos estendidos para trás, tendo a palma da mão para cima. Cortes coronais – Paciente em decúbito ventral com o braço para frente fazendo um ângulo de 90o com o antebraço, com a mão em perfil.

Exame do Braço Paciente em decúbito dorsal, com o braço estendido junto ao corpo, tendo a palma da mão para cima.

- Exame de Ombro e Escápula: Comparativo – Paciente em

decúbito dorsal, com os braços estendidos junto ao corpo com a mão espalmada na coxa ou com as mãos entrelaçadas o tórax. Unilateral – Paciente em decúbito dorsal, com o braço e antebraço do ombro que se deseja analisar ao lado do corpo. O outro ombro para trás da cabeça.

- Exame de Joelho: Paciente em decúbito dorsal com membros

inferiores estendidos e alinhados. Fixa -se os pés para evitar

movimentos involuntários.Para exame de articulação patelo- femoral, flexiona-se as pernas do paciente em 10o, 20º e 30o respectivamente, colocando um calço embaixo do joelho para permitir angulação correta e fixação.

- Exame de Perna: Paciente em decúbito dorsal, com as pernas

estendidas e alinhadas. Fixam-se os pés para evitar movimentos

involuntários.

Exame de Tornozelo: Cortes Axiais - Paciente em decúbito dorsal, com as pernas estendidas e com o calcanhar apoiado na mesa. Cortes Coronais – Paciente em decúbito dorsal coma face plantar dos pés apoiado na mesa, com os joelhos fletidos.

- Exames dos Pés: Cortes Axais – Paciente em decúbito dorsal

com as pernas estendidas e com o calcanhar apoiado na mesa. Cortes Coronais – Paciente em decúbito dorsal, com a região plantar dos pés apoiados na mesa.

CONTRASTE

São compostos iodados e existem dois tipos de contrastes iodados, os não iônicos e os iônicos. As estruturas químicas dos dois tipos são um pouco diferentes e comportam-se de forma distinta no corpo. A molécula básica para cada um dos diferentes tipos de contraste iodado é a molécula de triodo benzeno. Quando houver

apenas um anel benzênico no composto, o contraste é chamado de monômero. Quando tiver dois anéis benzênicos na sua constituição molecular, diremos dímero.

Os meios de contraste iônicos são aqueles que quando se encontram em soluções se dissociam em íons.Podem causar problemas por sua elevada osmolalidade, que é o número de

partículas por kilograma de solução e que não depende da temperatura. As diferenças básicas dos contrastes iodados estão na sua osmolalidade, que pode ser reduzida:

- Empregando os anéis de benzeno para formar um dímero iônico, cuja osmolalidade será menor.

- Trocando um grupo ácido por um composto que não dissocie em íons.

- Combinando ambas possibilidades.

A osmolalidade varia de 4 a 8 vezes em relação ao plasma

sanguíneo, por isso a sensação de desconforto associado a injeções cardíacas ou periféricas, como dor ou sensação de calor

transitório. Nos contrastes não iônicos de baixa osmolalidade, o anel de ácido benzênico está inativado. Exibem apenas uma partícula ativa de osmolalidade para cada três átomos de iodo.

Seu uso pode potencializar a agregação plaquetária e a formação de trombos.

O contraste iônico com baixa osmolalidade é constituído por um

dimer com dois anéis ligados ao anel de benzeno, cada um com três átomos de iodo e um único cátion. Apresenta baixa reação adversa, mas seu custo é muito elevado. Reações adversas relacionadas ao uso de contraste:

- Leves: náuseas, sensação de calor transitório, urticária leve sem

erupção significativa, bradicardia leve e reação vasovagal discreta.

A ocorrência é detectada após alguns minutos de sua utilização. A

reversão é rápida.

- Moderadas: náuseas com vômitos repetitivos, erupção

significativa e edema da língua, bradicardia e hipotensão arterial. Ocorrem alguns minutos após a sua utilização e requer intervenção medicamentosa.

- Severas: broncoespasmo, edema de glote, insuficiência

respiratória, hipotensão arterial severa, choque. Pode ocorrer imediatamente após a utilização, e requer interação medicamentosa e procedimentos de urgência. A eficácia da reversão se dá a rapidez no diagnóstico pelo médico e equipe presentes na sala.

Pacientes com limitação para o uso de contraste:

- Pacientes com história prévia de reação adversa ao contraste;

- Asmáticos;

- Portadores de Diabete Melitus;

- Portadores de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC);

- Portadores de Feocromocitoma;

-Portadores de Anemia Falciforme;

- Portadores de Mieloma Múltiplo;

- Pacientes com níveis de creatinina acima de “dois”.

Patologias do Crânio

O trauma inicial provoca muitas vezes lesões discretas do SNC, às

quais se seguem um segundo acidente que pode determinar um sério agravamento no prognóstico do paciente, ou mesmo o óbito.

Couro Cabeludo: É a primeira estrutura a receber o impacto.

Podem causar hemorragias significativas devido à existência de grande vascularização nessa área. Há cinco tipos fundamentais de lesões:

Contusão, ferimento cortante, laceração, avulsão e hematoma subgaleal.

As Fraturas na Calota Craniana: Dependem da intensidade, da direção e do local de aplicação da força traumática e variam de acordo com o agente traumático, como quedas, agressões, projéteis de armas de fogo. As fraturas podem ser:

Abertas – Quando o foco de fratura está em contato com o meio ambiente.

Fechadas – Quando não há contato com o meio externo.

Lineares – Simples, sem desvio;

Cominutiva – São causadas por traumas focais, levando a mais de um traço de fratura, com formação ou não de um terceiro fragmento.

Disjunção de Suturas – As bordas ósseas estão afastadas mais de 0,5 cm. As diástases traumáticas das suturas lambdóide e coronal, que costumam ocorrer em crianças, são também consideradas como fraturas lineares diastáticas.

Afundamento – As bordas apresentam um desnível pelo menos igual á espessura da tábua óssea. Os afundamentos em "bola de ping – pong", costumam ser fechados, e ocorrem em crianças abaixo de 02 anos, devido a pouca mineralização da tábua óssea.

TIPOS DE TRAUMAS

a) Ferimentos por Armas de Fogo: Os FAFs podem determinar lesões do parênquima cerebral ao transfixarem a caixa craniana, ao se alojarem dentro do crânio, ou mesmo ao tangencia-lo sem

penetrá-lo. A grande energia por eles adquirida ocasiona, em geral, significativas lesões ósseas no local do impacto contra o crânio, não raro com fraturas múltiplas e afundamentos de crânio. Ao atravessarem o tecido nervoso, produzem ondas de choque que se propagam à distância, podendo causar lesões irreversíveis do tronco cerebral, mesmo em ferimentos telencefálicos. Além do mais, em função do forte impacto que determinam, estes projéteis podem provocar os fenômenos de cavitação dentro do parênquima

cerebral, e muitas vezes a formação de hematomas. Por vezes, transfixam o crânio do paciente com lesões também no local de sua emergência. Outras vezes permanecem no interior do crânio, podendo Ter ricocheteado contra a tábua óssea interna ao invés de atravessá-la

b) Fraturas da base do Crânio: Geralmente são os prolongamentos das fraturas lineares na direção do assoalho cranianos. Possuem um significado especial, devido ao risco de lesarem estruturas nobres, como os pares cranianos e as meninges. No andar superior, são freqüentes as fraturas do osso frontal e da lâmina crivosa do etmóide. Podem causar rinoliquorríeia, equimose palpebral bilateral, assim como comprometimento do I, II, III, IV, V e VI pares cranianos. No andar médio, a maioria das fraturas ocorre no rochedo do osso temporal, manifestando-se por otoliquorréia, otorragia, dor e equimose ao nível da mastóide (sinal de Battle). As fraturas podem ser longitudinais ou transversais ao maior eixo do

rochedo. As longitudinais são mais freqüentes, podendo provocar o rompimento da membrana timpânica, lesão de VIII par e raramente, paralisia facial. As transversais têm alta mortalidade (lesão do tronco encefálico), verificando –se lesões do labirinto,

cóclea, cadeia ossicular do ouvido médio, VII e VIII pares. A paralisia facial é freqüente neste tipo de fratura. A membrana timpânica em geral está preservada, ocorrendo hemotímpano. Perda da acuidade auditiva, vertigens, zumbidos também são manifestações das fraturas do andar médio.

Pseudo-aneurisma arterial traumático e fístula carótido-cavernosa, ocorrem quando o traço da fratura atinge estruturas vasculares. No andar posterior, as fraturas podem ser irradiadas da calota, lesando o IX, XI, pares cranianos e os seios venosos durais, com conseqüente coleçõeshemáticas extradurais.

c) Lesões Cerebrais: São classificadas de acordo como maior ou menor grau de comprometimento encefálico:

Concussão – Caracteriza-se por disfunção neuronal, após violento choque ao cérebro, com retorno rápido da atividade neuronal. Não há lesão anatômica.

Contusão – É constituída por áreas heterogêneas de necrose, infarto, hemorragia e edema. O comprometimento é maior na crista dos giros e a substância branca adjacente é atingida em

maior ou menor intensidade. Pode ocorrer contusão á nível do ponto de impacto, conhecidas como lesões de golpe e são produzidas pela deformidade da tábua óssea no ponto de impacto.

As mais graves geralmente são encontradas em regiões diretamente opostas ao ponto de impacto, chamadas de lesão por contra – golpe, principalmente em regiões fronto-temporais,

na sua superfície basal. Tais lesões são produzidas pelas irregularidades ósseas das fossas cranianas anterior e média. No momento de desaceleração brusca o encéfalo desliza sobre

estas rugosidades, produzindo as lesões. Também podem ocorrer

na superfície medial dos hemisférios cerebrais como resultado da aceleração do cérebro contra afoice.

Lesão Axonal Difusa – Separação dos axônios pelo impacto ou degeneração destes por dano isquêmico. As lesões são microscópicas e podem ser encontradas no corpo caloso, quadrante

dorso lateral da ponte, adjacente ao pedúnculo cerebelar superior. Há três graus de L.A.D.:

Grau 1 – alterações apenas microscópicas com a presença dos esferóides de retração ou micróglia na substância branca; Grau 2 - As mesmas alterações acima, associadas á lesão hemorrágica focal do corpo caloso;Grau 3 -Associam-se á hemorragias no quadrante dorsolateral da ponte e mesencéfalo. Na CT São visto pontos hemorrágicos a nível do corpo caloso, pedúnculos cerebelares, centro semioval, imagens de tumefação cerebral, podendo às

vezes o exame inicial apresentar-se inteiramente normal.

Hematoma Epidural ou Extradural – Estão presentes em quase todos os casos de fratura do crânio. São mais comuns na região temporo-parietal, e raros em idosos e crianças, devido a

maior aderência existente entre a tábua óssea e a dura-máter. São formados a partir do sangramento de vasos meníngeos, artéria e veia meníngea, laceração de seios durais, veias diplóicas ou mesmo laceração da própria artéria carótida na sua porção extradural. Os

hematomas de localização frontal e no vértex têm melhor prognóstico que os de localização temporal, dada sua proximidade com o tronco cerebral. Os hematomas extradurais da fossa

posterior são mais raros, a maioria apresenta traço de fratura

cruzando o seio transverso.

Hematoma subdural Agudo – O sangramento ocorre entre a dura- máter e a aracnóide, sendo geralmente de natureza venosa. Surgem nas primeiras 24 horas após a lesão.Tem alta mortalidade.

Hematoma subdural subagudo – aparecem 48 horas após a lesão, são mais freqüentes nas pessoas com mais de 50 anos. O sangramento é menos intenso, havendo sinais de organização do hematoma.

Hematoma subdural Crônico – Aparecem semanas ou meses após o trauma, provavelmente porque a ruptura foi de pequenos vasos e seu crescimento se fez de maneira lenta. Ocorre com maior freqüência em recém-nascidos e idosos. Hematoma organizado, de localização, preferencialmente têmporo – fronto-parietal, muitas vezes bilateral. Pode ser causado por traumatismos leves, nem sempre notado pelo paciente.

Hemorragia subaracnóidea – Ruptura traumática de estruturas vasculares do espaço subaracnóideo ou de lesões que comprometem os vasos das paredes ventriculares.

Higroma Subdural – Coleção de líquido claro e cítrico no espaço subdural.

Edema – Extravasamento de fluido e eletrólitos para o espaço extracelular, afetando as trocas da micróglia e alterando o metabolismo neuronal. Ocorre no local do trauma e na sua

periferia, podendo atingir áreas distantes. Suas causas são múltiplas, tendo em comum a rotura da barreira hemato-cerebral.

Tumefação Cerebral – Ausência ou diminuição dos ventrículos cerebrais, espaço subaracnóideo e cisternas. Na tumefação hemisférica apenas um hemisfério cerebral é comprometido, com

importante efeito de massa.

d) Complicações

Fístulas Liquóricas – Ocorrem quando há rompimento das meninges associado com uma fratura que geralmente localiza-se na base do crânio. Um local freqüente de fístula é a lâmina crivosa do osso etmóide.

Pneumoencéfalo – Ocorre mais freqüentemente em conseqüência de fraturas da fossa anterior com lesão da parede posterior do seio frontal. O ar pode estar localizado no espaço subaracnóideo, nos ventrículos cerebrais e, ás vezes, no parênquima cerebral (Klein,

1985).

Infecção – O empiema subdural tem um quadro semelhante á meningite. O abscesso cerebral ocorre devido à instalação de espícula óssea ou fragmento de projétil contaminado no interior

do parênquima cerebral. A maioria das hidrocefalias pós – traumáticas têm como causa as hemorragias subaracnóideas e as infecções.

Hérnias Cerebrais – Decorrentes de Hipertensão intracraniana aguda, onde ocorre herniações do tecido cerebral em direção aos orifícios naturais da compartimentalização intracraniana. O resultado destes deslocamentos estão ligados a compressão de vasos, deslocamento crânio – caudal do tronco cerebral, com lesão irreversível, levando à falência das funções vitais.

Protocolos para Exames de:

Crânio

Fossa posterior

- Espessura - 05mm ou menos.

-

Intervalo - 05mm

- FOV – 250mm

- MA – 175

- Filtro – Partes moles

- Janela – 175WW/40WL

- Zoom – 1.1 ou1. 2

- Iniciar os cortes acima do globo ocular passando pelo foramen magno.

Supra - Tentorial

Espessura - 10mm

Intervalo - 10mm

FOV – 250mm

MA – 175

Filtro – Partes moles

Janela – 80 WW/35WL

Zoom – 1.1 ou 1.2

Exames são realizados em axial. Nos tumores de base do crânio fazer os exames em axial e coronal.

*Indicações para exames sem contraste venoso:

T.C.E (lembrar de fazer janela óssea).

Alterações congênitas.

Convulsões em que a criança nasceu e já iniciou as convulsões.

Cefaléia (relativo).

AVCI - AVCH.

Hematomas subdural e extradural.

*Indicações para exames com contraste venoso:

Epilepsia de difícil controle.

Neurocisticercose.

Mal formações vasculares.

Aneurismas.

Lesões inflamatórias.

Meningite.

Encefalite.

Tumores (glioma, medulablastomas, meningioma, astrocitomas ou outras lesões expansivas).

Filme Radiográfico

O filme radiográfico é um conversor de imagem. Converte luz

em diversos tons de cinza. A quantidade de exposição necessária para produzir uma imagem depende da

sensibilidade ou velocidade do filme. A velocidade é escolhida tendo-se em mente dois fatores importantes: exposição do paciente e qualidade daimagem. O filme de alta velocidade reduz a dose no paciente, mas, por outro lado degrada a qualidade da imagem.

A estrutura básica de um filme radiográfico é composto de

base, emulsão e camada protetora.

Estrutura básica de filmes radiográficos de emulsão simples e dupla

A base é feita geralmente de material plástico transparente (em geral de poliéster) ou acetato de celulose e serve para dar suporte à emulsão. A emulsão e a parte principal do filme.

Consiste de uma mistura homogênea de gelatina e sais (brometo de prata). Atualmente o método mais usado para a obtenção de imagens em radiografia convencional é fazendo uso do sistema tela- filme.

Telas Intensificadoras

As telas intensificadoras também são chamadas de écrans (origem francesa da palavra tela). As telas intensificadoras são constituídas por 3 camadas : a base, geralmente de plástico, serve de suporte; a camada fluorescente, que consiste de oxisulfitos de terras raras e uma camada final cuja função é proteger o material fluorescente. Este material fluorescente tem a propriedade de emitir luz quando irradiado por um feixe de raios X. É esta luz que vai impressionar o filme radiográfico. Apenas cerca de 5 % da imagem será formada pela ação direta dos raios X 95 % será formada pela ação da luz proveniente das telas intensificadoras. Daí resulta seu alto rendimento. A tela é um conversor de energia. O filme radiográfico é muito mais sensível à luz do que aos raios X, consequentemente o uso da tela possibilita uma substancial redução do tempo de exposição o que acarreta uma diminuição da dose transmitida ao paciente (cerca de 100 vezes !).

Contituem de uma camada de micro cristais de fósforo aglutinados. Toda vez que um cristal de fósforo absorve um foton de raios-x, ele emite um “jato” de luz. Durante a exposição ocorrem milhares de “jatos” em cada milimetro quadrado.Quanto maior for a intensidade dos raios-x, maior a

 

intensidade de luz emitida.

Os écrans reforçadores são compostos por uma lâmina de cartolina ou plástico cobero por uma camada de cristais.

Tipos de ÉCRANS

-Tungstato de cálcio: Serve para filme de luz azul. -Elementos de “TERRAS RARAS”: serve para os filmes de luz verde e azul.

O

termo “Terras Raras” descreve elementos minerais pouco

encontrados na natureza:

Oxibrometo de Lanthanum;

Oxisulfato de Lanthanum térbio ativado;

Oxisulfato de Gadolinum térbio ativado;

Oxisulfato de Ytrium térbio ativado;

 

Os écrans de “Terras Raras” tem uma vantagem sobre os écrans convencionais de Tungstato de cálcio: A Velocidade.

São fabricados para atuar em varios niveis de velocidade,mas sem duvida , são duplamente mais velozes que os de Tungstato de calcio.

As vantagens desses écrans são obtidas, pois sendo mais rapidos, tecnicas radiograficas mais rapidas podem ser empregadas, resultando, portanto, em doses mais baixas. A tecnica radiografica mais baixa tambem resulta no dobro de vida útil da ampola.

 

carregam e descarregam os chassis. Deve ser localizada no centro de todas as salas, tendo comunicação direta, para que possamos evitar o desperdício de tempo, sem contar que é menos cansativo para o técnico e o operador. Divide-se em duas partes:

Parte seca;

Parte úmida;

 

Parte seca: Onde Ficam as Colgaduras, filmes chassis e demais utensílios. Parte úmida: Onde encontramos os tanques nos quais os filmes serão submetidos aos diversos banhos necessários. A utilização de ventiladores para circulação do ar ou de exaustão, tem função importante: para que os gases emanados das soluções tóxicas não venham prejudicar o operador. A temperatura de uma câmara escura varia entre 18º e 24°C. Para melhor conservação dos filmes e processamento das radiografias. A umidade relativa do ar deve ser por volta de 50%. Causas de velamento em uma C.E

Filtro da luz de segurança com rachadura numa C.E;

Buraco da Fechadura;

Excesso de tempo sob a ação da luz de segurança;

Fresta de portas;

Túnel passador de chassis aberto;

Negatoscópio de lâmpada fluorescente que, quando apagada continua durante certo tempo a emitir luminosidade; (quando está colocado dentro da C.E).

Quilovoltagem (KV)

Miliamperagem (mA)

Os Fatores Elétricos se relacionam com produção de raios x.

Os Fatores Elétricos, destacam-se dos demais por serem os raios X oriundos da própria eletricidade e como tal, é mister dosa-los muito bem para que os raios X produzidos sejam de qualidade e quantidade adequadas para determinadas espessuras e densidades de uma região respectivamente.

O KV como sabemos determina a quantidade dos raios X e por isso é aplicado de acordo com a espessura da região a ser radiografada e o mA determina a quantidade de raios X que é aplicado de acordo com a densidade da região a ser radiografada.

Quanto maior a espessura da região maior deverá ser a quilovoltagem e quanto mais densa a região maior deverá ser a miliamperagem. Por isso, os fatores elétricos deverão ser aplicados de maneira equilibrada pois só assim será possível produzir-se radiografias de padrão uniforme. Sendo o KV responsável pela quantidade dos raios X, torna-se indispensável dosa-lo de acordo com a espessura de cada indivíduo.

Para calcularmos a quilovoltagem exata para cada região ou para cada indivíduo, dispomos de um instrumento de medida denominado espessômetro, inventado por Gregório Vidaureta, técnico da “General Elétrica”, que consiste em uma haste de alumínio, no formato de esquadro, sendo o lado mais longo dividido em centímetros e polegadas tendo presa ao mesmo outra haste que pode ser movimentada no sentido longitudinal, que serve para indicar o número de centímetros encontrados na região a ser radiografada. Usa-se centímetros e não polegadas para se medir a espessura. Mede-se a região a ser radiografada, no sentido da incidência dos raios X, isto é, no sentido em que os raios X vão atravessar o objeto, eo número de centímetros encontrados multiplica-se por dois e soma-se com a constante do aparelho (C.A.).

Exemplo:

Espessura 19cm C.A = 25 19×2=38 38+25=63KV

63 KV é quantidade adequada a radiografar. Controla-se q quilovoltagem por meio de um dispositivo situado na mesa de comando, denominado Seletor de Quilovoltagem. De dez em dez KV ou de dois em dois kv.

Já a miliamperagem não é possível variá-la a maneira da quilovoltagem e sim de um modo que as únicas variações possíveis de se obter, são as de calibragem. Um aparelho por exemplo, de 200 mA, por meio do Seletor de miliamperagem, pode ser calibrado para: 200mA, 150mA, 100mA, 50mA, 25mA. A miliamperagem indicada pelo seletor, é a capacidade do aparelho. Sempre que fizermos referências sobre a capacidade de

determinado aparelho, devemos citar a capacidade de intensidade

e capacidade de tensão; assim:-“tal” aparelho é de 100 mA e

90KV de capacidade. No entanto, para nós técnicos, apenas interessa a mA do aparelho, de modo que passaremos a citar a capacidade do mesmo, apenas pela miliamperagem; isto porque,

todas as técnicas, sem exceção , são executadas baseadas na mA do aparelho, afim de que se possa determinar o tempo de emissão

e por conseguinte a quantidade desejada de raios X.

MILIAMPERAGEM X SEGUNDO (MAS)

As técnicas radiográficas são feitas de acordo com a região a ser examinada e como a densidade das regiões diferem, são necessárias diferentes quantidades de raios X. Além disso, os aparelhos são construídos em diferentes capacidades, de modo que temos de recorrer a outro fator, para que os diferentes aparelhos produzam exatamente a quantidade de raios X necessária para determinada técnica, ou para que aparelhos da mesma capacidade, produzam diferentes quantidades de raios X. Tempo é o fator que usamos para compensar a diferença de capacidade dos aparelhos e determinar a quantidade exata dos raios X que

precisamos.Considera-se TEMPO (T), o período em que o aparelho emite raios X. A unidade de tempo em raios, é o segundo. Para regula-lo, os aparelhos dispõe de mecanismos próprios, denominados TIMER, que podem ser mecânicos ou elétricos. Os aparelhos atualizados são elétricos, interrompendo a emissão de raios X exatamente no tempo marcado. O timer situa-se na mesa de comando e de conformidade com a capacidade do aparelho determina 1 segundo ou mais segundos se dividem em décimos, centésimos e atualmente já existem aparelhos até com milésimos de segundo.

O mA (capacidade do aparelho) multiplicado pelo tempo de

trabalho de um aparelho, nos fornecera o mAs que é o produto do aparelho num determinado tempo. mAs nada mais é do que uma determinada quantidade de raios X produzidos e pode ser definido da seguinte forma:

mAs é igual a mA multiplicado pelo tempo. mA é a capacidade do aparelho. mAs é o produto do trabalho do aparelho em um determinado tempo.

Exemplo:

Se um aparelho de 200 mA de capacidade emitir raios X ou trabalhar durante 1 segundo, produzirá:

200mA x 1 = 200 mAs ( 200 vezes 1, é igual a 200 miliampéres por segundo).

200mAs é quantidade que o citado aparelho produzirá em um segundo de trabalho.

 

Os fatores Óticos são todos os fatores que se relacionam com o tubo.

TAMANHO

O

fator tamanho refere-se ao tamanho do foco. FOCO FINO e

FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

FOCO DE RAIOS X ou PONTO FOCAL: sabemos que é o ponto de placa do anódio onde os elétrons bombardeiam, produzindo em conseqüência raios X. Existem ampolas cuja placa apresenta DOIS PONTOS FOCAIS, um maior que o outro. Ao ponto onde os elétrons bombardeiam em área menor, dá-se o nome de FOCO FINO e ao ponto onde a área de incidência é maior, FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

Ao fato de existirem dois pontos focais, é devido ao catódio ser provido de DOIS FILAMENTOS, um maior que o outro. Quando é aquecido o filamento menor, logicamente os elétrons atraídos bombardearão o anódio em área menor, dada a menor espessura do feixe eletrônico. Isto é óbvio, pois sendo menor o filamento, menos espesso será o feixe eletrônico, o que torna os elétrons mais COMPACTOS e por conseguinte, os raios X produzidos serão mais atenuantes, por serem também mais compactos, mais unidos por assim dizer. É por isso que nos utilizamos do foco fino quando desejamos executar uma técnica, de modo que a radiografia obtida apresente os mínimos detalhes, permitindo assim um leitura mais profunda, para um laudo mais preciso.

A falta de detalhes apresentada por uma radiografia feita em Foco Largo, é conseqüência do halo de penumbra que o mesmo produz na imagem radiográfica. Como sabemos, as linhas de definição de uma radiografia, não devem exceder de 1/7 mm, e o halo de penumbra na imagem, em certas circunstâncias, excede em muito este limite, como por exemplo, quando a distância do objeto do filme é grande.

Tentaremos, através do esquema abaixo, tornará mais compreensível o que se acabou de relatar.

Indubitavelmente as radiografias feitas com foco fino são bem mais detalhadas que as feitas com foco grosso porém, para determinados exames é desaconselhável o uso do foco fino, como

por exemplo do coração e vasos, do tubo digestivo e outros. Estes órgãos, devido aos movimentos que lhes são próprios, isto é, ide pendentes de nossa vontade (diástole e sístole do coração, circulação sanguínea, peristaltismo do tubo digestivo) devem ser radiografados dentro do menor espaço de tempo possível e para isso é necessário alta mA para compensar o pouco tempo de exposição. O foco fino, não resiste a alta miliamperagem com pouco tempo de exposição; fatalmente se funde.

Os fabricantes, a fim de preservar o tubo, constroem os aparelhos com calibragem adequada, impossibilitando a aplicação de maior mA mesmo que deseje.

Órgãos cujos movimentos podemos controlar, por serem dependentes de nossa vontade, como os ossos dos membros e extremidades, da cabeça, articulações, etc., podem ser radiografados como foco fino, utilizando-se baixa miliamperagem, compensada com maior tempo de exposição, sem o risco de se fundir.

O foco grosso, apesar de não produzir raios X em condições tão boas quanto aos produzidos no foco fino, tem a vantagem de suportar alta mA, permitindo-nos radiografar o órgão em frações de segundo, sem o risco de se fundir. O prejuízo do detalhe é compensado com a vantagem de poder-se utilizar o foco grosso para todo e qualquer exame.

Os focos são controlados por um dispositivo especial, situados na mesa de comando, denominado COMUTADOR DE FOCO. Quando se liga a corrente para o filamento menor, automaticamente é desligada do filamento maior e vice-versa, não havendo possibilidade de se aquecerem ao mesmo tempo, o que certamente causaria danos a ampola.

Para termos noção do foco que está sendo utilizado, o comutador indica por meio de sinais característicos, pintados ou gravados na mesa de comando, facilmente compreensíveis, geralmente

representados por números (1 e 2), por letras ( F e G), por algarismos romanos (I e II), por dois traços, sendo um mais espesso que o outro, havendo também alguns escritos por extenso (fino e grosso) e etc.

DISTÂNCIA

Como fator ótico, o FATOR DISTÂNCIA relaciona-se com o tubo. É a distância compreendida entre o FOCO e o FILME, denominada DISTÂNCIA FOCO FILME.

DISTÂNCIA FOCO FILME (D.F.F.):- A boa densidade de uma radiografia, e o que é o mais importante , a IGUALDADE DE DENSIDADE de uma para outra radiografia, principalmente em se tratando de diferentes órgãos, não será obtida, se não utilizarmos a D.F.F. adequadamente, pois , esta deverá ser utilizada de acordo com os fatores elétricos aplicados. Se aplicarmos determinado mA e KV a uma determinada D.F.F. e depois aumentarmos esta distância, logicamente a radiografia feita com maior distância e os mesmos fatores elétricos, apresentar-se-á menos densa, ou como dizemos na gíria radiológica, ficará “Flou”e se a diminuirmos, a radiografia apresentar-se-á queimada. Além disso, há de se considerar o detalhe e a distorção. Para cada órgão ou região do paciente, devemos utilizar determinada distância, a fim de que a radiografia obtida ofereça-nos o máximo em DETALHE e a mínima DISTORÇÃO. Detalhe é aproximação máxima da imagem radiográfica com o original. Radiografia detalhada é aquela que apresente todas as características possíveis do órgão, inclusive das dimensões.

A imagem do órgão gravada na película radiográfica pelos raios X, se apresenta sempre com as dimensões aumentadas, aumento este causado por diversos fatores, que em capítulos posteriores trataremos com mais minúcias. Dá se o nome de DISTORÇÃO a este aumento. Além do aumento da imagem, a distorção se apresenta sob outros aspectos, como exemplo: das linhas e formas

do órgão, ou das relações entre um e outro.

A DISTORÇÃO (aumento da imagem) É INVERSAMENTE

PROPORCIONAL À D.F.F UTILIZADA. Dedução: Quanto MENOR a distância, maior é a distorção. É por isso que utilizamos maior a D.F.F. quando desejamos radiografar um órgão ou uma região com a mínima distorção, como por exemplo do coração e vasos da base, mediastino, etc

A fidelidade da imagem obtida com maior D.F.F., deve-se ao fato

de : Quanto MENOR distância, MAIOR é a DIVERGÊNCIA dos raios e quanto MAIOR a distância, tanto mais PARALELOS são os raios. Aliás, o que acabamos de afirmar, é apenas uma expressão teórica e nos apressamos a esclarece-la devidamente, pois na realidade, com a maior ou menor distância, os raios NÂO se tornarão PARALELOS ou DIVERGENTES. De modo algum mudarão seu curso. O feixe de raios X se projeta em linha reta, porem divergente, e esta divergência continuará até o infinito ou finito (não sabemos precisar) aumentando cada vez mais a área de incidência.

Exemplo típico é o projetor cinematográfico, sobejamente conhecido por todos. Quanto maior a sala de projeção, tanto maior deverá ser a tela, pois sendo maior a sala, obviamente tornar-se-á maior a distância do projetor à citada tela, o que torna por sua vez maior a área de incidência do feixe luminoso.

O que podemos afirmar sem receio de embargos é que QUANTO

MAIS PRÓXIMOS DO RAIO CENTRAL (centro do feixe de raios X) MAIS PARALELOS SÃO OS RAIOS E QUANTO MAIS DISTANTES DO RAIO CENTRAL, MAIS DIVERGENTES SÃO OS RAIOS.

Observando-se o esquema abaixo, nota-se que o objeto é atingido pelos raios divergentes (raios periféricos do feixe) quando D.F.F. é pequena, sendo seu diâmetro bastante aumentado ao ser projetado no filme, e aumentando-se a D.F.F., os raios divergentes se perdem

no espaça ou são absorvidos pelos anti-difusores, sendo o objeto atingido somente pelos raios mais centrai, menos divergentes e o aumento do diâmetro da imagem projetada na película será bem menor. Daí a expressão teórica muito acertada, porém mal interpretada de que: QUANTO MENOR A DISTÂNCIA, MAIS DIVERGENTES SÃO OS RAIOS E QUANTOE MAIOR A DISTÂNCIA, MAIS PARALELOS SÃO OS RAIOS.

Com exceção das técnicas especializadas, as distâncias de BOM EFEITO RADIOGRÁFICO são de 0,75m, a 1,00m para ossos e articulações.

De 1,00m para órgãos abdominais e de 1,50m a 1,83m para o tórax. Para o coração e vasos da base, a distância ideal para que a distorção seja mínima possível, deverá ser de 2,00m.

Radiografia feita à D.F.F. de 1,83m a 2,00m, chama-se TELERADIOGRAFIA. TELE significa DISTÂNCIA, de modo que teleradiografia que quer dizer RADIOGRAFIA A DISTÂNCIA.

O EFEITO FOTOGRÁFICO DOS RAIOS X É

INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DAS DISTÂNCIAS. Concluímos que: quanto MAIOR a D.F.F., MENOR é o poder de penetração dos raios X e quanto MENOR a D.F.F., MAIOR é o poder de penetração dos raios X.

A intensidade dos raios X DIMINUI à medida que é aumentada a

D.F.F., assim como AUMENTA quando é diminuída a D.F.F

que o EFEITO FOTOGRÁFICO não seja alterado, produzindo em conseqüência radiografia “Flou ou Grelhada”, aconselha-se compensar o aumento ou diminuição da D.F.F. com um dos fatores elétricos, de preferência o mAs. A experiência nos tem demonstrado de que compensando-se com o KV, o resultado não é tão satisfatório , principalmente porque é difícil criar-se uma fórmula que defina exatamente a quantidade de KV a ser alterada,

Para

a fim de compensar a variação das distâncias. Além disso, compensando-se o mAs, as radiografias apresenta-se mais contrastadas.

A técnica radiográfica, para ser bem sucedida, deve obedecer o seguinte critério:

1 DENSIDADE DA REGIÃO.

2 mAs ADEQUADA À REGIÃO.

3 D.F.F. ADEQUADA AO mAs APLICADO, OU VICE-VERSA.

4 KV DE ACORDO COM ESPESSURA DA REGIÃO E A CONSTANTE DO APARELHO.

EFEITO FOTOGRÁFICO

LEI DO INVERSO DOS QUADRADOS:- O EFEITO FOTOGRÁFICO DOS RAIOS X, É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA. Este efeito, onde a radiação cobre uma determinada área, a uma distância de 1,00m do ponto focal por exemplo, tem que se dispersar a fim de cobrir uma área QUATRO VEZES MAIOR, quando a citada distância (do foco ao objeto) passa de 1 para 2,00m; isto porque, consoante à geometria a área da base de uma pirâmide que tenha o dobro da altura de uma semelhante, é QUATRO VEZES MAIOR. Como o feixe de raios X tem o

formato de uma pirâmide, pois que seus raios são divergentes, conclui-se que a intensidade da radiação (efeito fotográfico ) é QUATRO VEZES MENOR em um ponto da área correspondente

à distância aumentada, igual a área da metade desta distância, representam apenas UMA QUARTA PARTE, sendo que os TRÊS QUARTOS restantes se dispersam. Daí a necessidade de se compensar a perda de intensidade dos raios X.

EFEITO ANÓDICO

O Fator Efeito refere-se ao EFEITO ANÓDICO. Efeito Anódico é

o efeito causado pela ligeira diferença da radiação produzida e que

atinja a película do lado do catódio com mais intensidade.

As observações e experiências, nos tem mostrado que realmente os raios X produzidos do lado do cátodo são mais intensos.

Quanto menor for D.F.F. e maior a película radiográfica, tanto mais se nota o efeito anódico. Essa diferença de intensidade nos indica a NECESSIDADE DE POSICIONARMOS O PACIENTE, sempre que possível, com a PARTE MENOS ESPESSA PARA O LADO DO ANÓDIO. Desta forma, teremos aproveitado o EFEITO ANÓDICO, conseguindo radiografias com equilíbrio de densidade.

O efeito anódico é bastante notado, principalmente nos exames torácicos de pacientes do sexo feminino, devido à superposição dos seios. Se a colocação do tubo estiver incorreta, ou melhor, se o anódio não estiver do lado de cima, indubitavelmente a radiografia apresentar-se-à defeituosa, com opacidade bastante acentuada na região da base pulmonar, impossibilitando muitas vezes um diagnóstico preciso.

Para saber onde se acham o anódio e o catódio no tubo, observa-se nos terminais dos secundários, onde estão gravados ou pintados os sinais + (positivo), e – (negativo). O POSITIVO (+) é o ânodo e o NEGATIVO (-) é o catódio.

Obrigatoriamente, em todos os aparelhos de raios X, quando o tubo esta a 90 graus (horizontal), o anódio deverá estar do lado de cima.

PRODUÇÃO

Mesmo que se dispense os maiores cuidados no manuseio do aparelho de raios X, é inevitável a tendência do tubo em diminuir sua capacidade de transformação de energias, o que vem dificultar sobremaneira a dosagem exata dos fatores elétricos, dosagem esta indispensável para manter-se o padrão radiológico. Fatores

elétricos dosados, é sinônimo de Quilovoltagem e Miliaperagem EQUILIBRADOS. Para manter-se o equilíbrio , quando o tubo diminua sua capacidade de produção tem-se de recorrer às compensações na medida do necessário, a fim de MANTER-SE a uniformidade das radiografias. Aliás, não é tão fácil como apresenta ser, conseguir-se compensações adequadas, precisas, sem o risco de “grelhar” ou deixar “flou”uma radiografia.

Sabemos que os raios X são oriundos do ponto de choque dos elétrons quando caminham em grande velocidade e são detidos bruscamente. A atração e detenção dos elétrons é função do ânodo, que tem em sua extremidade uma placa de tungstênio, metal duríssimo que só se funde a uma temperatura de 3.300C., o único , aliás, que se conhece até o presente momento, capaz de resistir, até um certo ponto, repetimos, porque mesmo sendo um material duríssimo, de alto ponto de fusão, tende a formar estrias ao ponto que se dá o impacto dos elétrons (ponto focal) e quando isto sucede, o ânodo terá diminuído sua capacidade de atração, o que importa na diminuição da produção de raios X, pois os elétrons livres pelo aquecimento do filamento do cátodo, não serão aproveitados em quantidade suficiente, de modo a corresponder plenamente á quilovoltagem aplicada. Neste caso, teremos de recorrer à compensação aumentando alguns quilovolts. O aumento do KV tende a crescer com o decorrer do tempo, visto as estrias se acentuarem mais e mais pelo uso, é claro a placa se metaliza, tornando-se inútil, improdutiva, sendo por conseguinte imperiosa a substituição da ampola.

Com intuito de tornar a placa do anódio mais resistente ao impacto dos elétrons, os fabricantes idealizaram um sistema de ampola dotada do anódio rotativo. O ANÓDIO ROTATIVO, quando é excitado o tubo gira a uma velocidade surpreendente e por ser giratório, apresenta sempre à corrente catódica (feixe eletrônico) uma porção diferente de pontos focais, sendo destarte maior sua capacidade de resistência, em virtude de se aquecer infinitamente menos que os anódios fixos.

Além dos inconvenientes das estrias, o ânodo fixo se aquece em demasia e como sabemos que um corpo aquecido passa a liberar

elétrons, é óbvio que nestas condições a atração anódica tornar-se-

à

bastante reduzida, caindo sensivelmente a produção de raios X.

O

anódio fixo é por assim dizer, INCONSTANTE; ora produz

satisfatoriamente, ora não produz. Durante as primeiras radiografias o tubo se comporta muito bem, porém, depois de

aquecido, passa a não corresponder a dosagem dos fatores elétricos aplicados. Já com o ânodo rotativo tal não se dá; sua produção é CONSTANTE da primeira á ultima radiografia, mesmo sendo elevado o número delas. Por isso os raios X produzidos no ânodo rotativo, são considerados melhores que os produzidos no ânodo fixo.

A maioria dos aparelhos atualizados são dotados de ampola com

anódio rotativo.

Obtém-se a rotação do anódio por meio de um MOTOR DE INDUÇÃO.

ANGULAÇÃO

O Fator Angulação relaciona-se com a ANGULAÇÃO ou

POSIÇÃO do tubo. Quando não se trata de técnica especializada,

a angulação do tubo deve ser de maneira que os raios X, ao

atravessarem o objeto, atinjam a película em sentido PERPENDICULAR e que o R.C., incida no CENTRO da região a ser radiografada e no centro do filme. Quando o R.C. não incide no centro da região a ser radiografada, o lado que se acha mais distante do mesmo será projetado no filme bastante aumentado, aumento este causado pelos raios divergentes. Os raios mais próximos do R.C. são mais paralelos e consequentemente o lado da região correspondente será projetado na película com menos aumento. Uma radiografia tirada nestas condições, por certo apresentará as linhas do contorno do órgão deformadas, maior de um lado que de outro e a isto podemos chamar de DISTORÇÃO. Procuremos lembrar sempre que: QUANTO MAIS PRÓXIMOS

DO RAIO CENTRAL, MAIS PARALELOS SÃO OS RAIOS E QUANTO MAIS DISTANTES, MAIS DIVERGENTES.

ANGULAÇÃO DO TUBO, refere-se à posição do tubo em determinado ÂNGULO, destinado a radiografar limitado órgão ou órgãos de uma região, notadamente do crânio, sem interferência de órgãos vizinhos SOB ou SOBREPOSTOS. Em outras palavras: a angulação do tubo, ou do paciente, em certos casos, destina-se a SUPRIMIR a SUPERPOSIÇÃO de órgãos, para que o órgão desejado se torne mais visível na radiografia.

É evidente que em conseqüência da angulação do tubo, a imagem se revele distorcida porém nestas circunstâncias, a distorção poderá ser considerada normal pelo fato de não haver outra alternativa. A imagem do objeto é projetada na película radiográfica, no sentido da angulação bastante aumentada. Quanto mais é angulado o tubo, maior será a distorção.

Só em casos excepcionais deverá ser angulado o tubo. Fora isso a angulação do tubo deve ser tal que o R.C. incida no centro da região a ser radiografada e no centro do filme e em sentido PERPENDICULAR.

Para se ter um sentido mais exato de que foi exposto, observa-se os esquemas abaixo, onde se notam as distorções, causadas uma pela NÃO centralização do R.C. e outra pela angulação DESNECESSÁRIA do tubo.

No sentido de evitar que as técnicas especializadas venham sofrer variações, em conseqüência de angulações incertas, o tubo é provido de um angulador, à semelhança do Goniômetro, dividido em GRAUS, de 0 do vertical, girando para a direita até 90 horizontal, girando para a esquerda, também até 90 do horizontal.

 

Monitoração Ocupacional

 

Monitor de Área: Faz a monitoração e o controle ambiental dos niveis de radiação.

Monitor Individual: Faz a monitoração de profissionais ocupacionalmente expostos ( Torax e Extremidades).

 

OBS: TIPOS DE MONITORES: DOSIMETRO TLD E FILME, CANETA DOSIMÉTRICA.

Niveis Mensais

Nivel de Registro: até 1,0 mSv;

Nivel de Investigação: entre 1,0 mSv e 4mSv;

Nivel de Intervenção: acima de 4 mSv.

 

Monitoração de Área

Área Livre: isenta de regras especiais de Segurança.

Área Restrita: > 1mSv; (ex: sala de Exames e cabine de comando)

 

-SUPERVISIONADA = 1 mSv – 3 mSv. -CONTROLADA > 3 mSv.

Defeito nos equipamentos de proteção radiológica;

Defeito nos equipamentos emissores de radiação;

Fadiga do Operador.

Horario inadequado de trabalho;

Extravio ou furto de equipamento emissor de radiação;

Incêndio;

Acidente com viatura que transporte material radioativo;

Relaxamento nas medidas de segurança.

 

PROVIDÊNCIAS

Isolar a área;

Afastar as Pessoas;

Identificar a fonte de contaminação ou irradiação;

Contatar o Supervisor de Proteção Radiologica;

Proceder a Análise de estimativa das doses;

Descontaminar a área (fontes não seladas);

Convocar os Possiveis irradiados ou contaminados para se submeterem a exames médicos;

Analisar o evento e implementar procedimentos para evitar novos acidentes.

 
  EFEITOS BIOLOGICOS DAS RADIAÇÕES IONIZANTES. Os efeitos biológicos da radiação são a conseqüência

Os efeitos biológicos da radiação são a conseqüência de uma longa série de acontecimentos que se inicia pela excitação e ionização de moléculas no organismo. Há dois mecanismos pelos quais as alterações químicas nas moléculas são produzidas pela radiação ionizante: efeitos diretos e indiretos. No processo de interação da radiação com a matéria ocorrem ionização e excitação dos átomos e moléculas provocando modificação (ao menos temporária) nas moléculas. O dano mais importante é o que ocorre no DNA.

Efeitos físicos: 10-13 s

Efeitos químicos: 10-10 s

Efeitos biológicos: minutos-anos, é a resposta natural do organismo a um agente agressor, não constitui necessariamente em doença. Ex: redução de leucócitos.

Efeitos orgânicos: são as doenças. Incapacidade de recuperação do organismo devido à freqüência ou

 

quantidade dos efeitos biológicos. Ex: catarata, câncer,leucemia.

 

Efeitos da radiação ionizante nos serem humanos

 

Classificação dos efeitos Biológicos

Classificação segundo a Dose Absorvida: Estocásticos ou Determinísticos

 

Classificação segundo ao Tempo de Manifestação: Imediatos ou Tardios

Classificação segundo ao Nível de dano: Somáticos ou Genéticos

 
 

Efeito Estocástico:

Leva à transformação celular. Sua causa deve-se a alteração aleatória no DNA de uma única célula que continua a se reproduzir. Quando o dano ocorre em célula germinativa, efeitos genéticos ou hereditários podem ocorrer. Não apresenta limiar de dose: o dano pode ser causado por uma dose mínima de radiação. Tumores altamente malignos podem ser causados por doses baixas e outros benignos por doses altas. A severidade é constante e independente da dose;

 

A probabilidade de ocorrência é função da dose;

 

São difíceis de serem medidos experimentalmente, devido ao longo período de latência.

 

Exemplos: câncer, (leucemia de 5 a 7 anos; tumores sólidos de 15 a 10 anos ou mais), efeitos genéticos.

 

A severidade de um determinado tipo de câncer não é afetada pela dose, mas sim, pelo tipo e localização da condição maligna. Os resultados até o momento parecem indicar que, em indivíduos expostos, além de câncer e tumores malignos em

 

alguns órgãos, nenhum outro efeito estocástico é induzido pela radiação.

Efeito Determinístico:

Leva à morte celular

Existe limiar de dose: os danos só aparecem a partir de uma determinada dose.

A probabilidade de ocorrência e a gravidade do dano estão diretamente relacionadas com o aumento da dose.

Geralmente aparecem num curto intervalo de tempo;

 

Exemplos: catarata, leucopenia, náuseas, anemia, esterilidade, hemorragia, eritema e necrose.

A morte de um pequeno número de células de um tecido, resultante de exposição à radiação, normalmente não traz nenhuma conseqüência clínica observável. Para indivíduos saudáveis, dependendo do tecido irradiado, nenhum indivíduo apresentará dano para doses de até centenas ou milhares de miliSieverts. Acima de um valor de dose (limiar), o número de indivíduos manifestando o efeito aumentará rapidamente até atingir o valor unitário (100%). Isto decorre das diferenças de sensibilidade entre os indivíduos.

Efeitos Somáticos e Genéticos Efeitos Somáticos são aqueles que ocorrem no próprio indivíduo irradiado. Podem ser divididos em efeitos Imediatos e efeitos Tardios. Nos Efeitos Genéticos os danos provocados nas células que participam do processo reprodutivo de indivíduos que foram expostos à radiação, podem resultar em defeitos ou mal-formações em indivíduos de sua descendência.

Os Efeitos Somáticos das radiações são aqueles que afetam apenas os indivíduos irradiados, não se transmitindo para seus descendentes. Os efeitos somáticos classificam-se em:

Efeitos imediatos: aqueles efeitos que ocorrem em um período de horas até algumas semanas após a irradiação. Como exemplos de efeitos agudos provocados pela ação de radiações ionizantes pode-se citar eritema, queda de cabelos, necrose de tecido, esterilidade temporária ou permanente, alterações no sistema sangüíneo, etc. Efeitos tardios: quando os efeitos ocorrem vários meses ou anos após a exposição à radiação. Exemplos dos efeitos crônicos são: o aparecimento de catarata, o câncer, a anemia aplástica, etc.

Justificação

Nenhuma prática ou fonte associada a essa prática será aceita pela CNEN, a não ser que a prática produza benefícios, para os indivíduos expostos ou para a sociedade, suficientes para compensar o detrimento correspondente, tendo-se em conta fatores sociais e econômicos, assim como outros fatores pertinentes.

As exposições médicas de pacientes devem ser justificadas, ponderando-se os benefícios diagnósticos ou terapêuticos que elas venham a produzir em relação ao detrimento correspondente, levando-se em conta os riscos e benefícios de técnicas alternativas disponíveis, que não envolvam exposição.

 

Com exceção das práticas com exposições médicas justificadas, as seguintes práticas não são justificadas, sempre que, por adição deliberada de substâncias radioativas ou por ativação, resultem em aumento de atividade nas mercadorias ou produtos associados:

as práticas que envolvam alimentos, bebidas, cosméticos ou quaisquer outras mercadorias ou produtos destinados a ingestão, inalação, incorporação percutânea ou aplicação no ser humano;

as práticas que envolvam o uso frívolo de radiação ou substâncias radioativas em mercadorias ou produtos, estando incluídos, desde já, brinquedos e objetos de joalheria ou de adorno pessoal;

exposições de pessoas para fins de demonstração ou treinamento.

 

Otimização

Em relação às exposições causadas por uma determinada fonte associada a uma prática, salvo no caso das exposições médicas, a proteção radiológica deve ser otimizada de forma que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de ocorrência de exposições mantenham-se tão baixas quanto possa ser razoavelmente exeqüível, tendo em conta os fatores econômicos e sociais. Nesse processo de otimização, deve ser observado que as doses nos indivíduos decorrentes de exposição à fonte devem estar sujeitas às restrições de dose relacionadas a essa fonte.

Nas avaliações quantitativas de otimização, o valor do coeficiente monetário por unidade de dose coletiva não deve ser inferior, em moeda nacional corrente, ao valor equivalente

 

a US$ 10000/pessoa.sievert.

A menos que a CNEN solicite especificamente, a demonstração de otimização de um sistema de proteção radiológica é dispensável quando o projeto do sistema assegura que, em condições normais de operação, se cumpram as 3 (três) seguintes condições:

a dose efetiva anual média para qualquer IOE não excede 1 mSv;

a dose efetiva anual média para indivíduos do grupo crítico não ultrapassa 10 ?Sv;

a dose efetiva coletiva anual não supera o valor de 1 pessoa.Sv.

 

Como condição limitante do processo de otimização da proteção radiológica em uma instalação, deve ser adotado um valor máximo de 0,3 mSv para a restrição da dose efetiva anual média para indivíduos do grupo crítico, referente à liberação de efluentes.

Os efeitos cumulativos de cada liberação anual de qualquer efluente devem ser restringidos de forma que seja improvável que a dose efetiva, em qualquer ano, exceda o limite de dose aplicável. Devem-se levar em conta os indivíduos a qualquer distância da fonte, abrangendo as gerações atuais e futuras, as liberações acumuladas e as exposições decorrentes de todas as demais fontes e práticas pertinentes, submetidas a controle.

Limitação de dose individual

A exposição normal dos indivíduos deve ser restringida de tal modo que nem a dose efetiva nem a dose equivalente nos órgãos ou tecidos de interesse, causadas pela possível

combinação de exposições originadas por práticas autorizadas, excedam o limite de dose especificado na tabela a seguir, salvo em circunstâncias especiais, autorizadas pela CNEN. Esses limites de dose não se aplicam às exposições médicas.

Existem na Natureza alguns elementos fisicamente instáveis, cujos átomos, ao se desintegrarem, emitem energia sob forma de radiação. Dá-se o nome radioatividade justamente a essa propriedade que tais átomos têm de emitir radiação.

O urânio-235, o césio-137, o cobalto-60, o tório-232 são

exemplos de elementos fisicamente instáveis ou radioativos. Eles estão em constante e lenta desintegração, liberando energia através de ondas eletromagnéticas (raios gamas) ou partículas subatômicas com altas velocidades (partículas alfa, beta e nêutrons). Esses elementos, portanto, emitem radiação constantemente.

A radioatividade foi descoberta pelos cientistas no final do

século passado. Até aquela época predominava a idéia de que os átomos eram as menores partículas de qualquer matéria e semelhantes a esferas sólidas. A descoberta da radiação revelou a existência de partículas menores que o átomo: os prótons e os nêutrons, que compõem o núcleo do átomo, e os elétron, que giram em torno do núcleo. Essas partículas, chamadas de subatômicas, movimentam-se com altíssimas velocidades.

Descobriu-se também que os átomos não são todos iguais. O átomo de hidrogênio, por exemplo, o mais simples de todos, possui 1 próton e 1 elétron (e nenhum nêutron). já o átomo de

urânio-235 conta com 92 prótons e 143 nêutrons.

Os elementos radioativos, quando bem manipulados, podem ser úteis ao seres humanos. O césio-137, por exemplo, é muito utilizado em tratamento de tumores cancerosos.

A humanidade convive no seu dia-a-dia com a radioatividade, seja através de fontes naturais de radiação (os elementos radioativos que existem na superfície da Terra ou os raios cósmicos que vêm do espaço), seja pelas fontes artificiais, criadas pelo próprio homem: o uso de raios X na medicina, as chuvas de partículas radioativas produzidas pelos testes de armas nucleares, etc.

Os efeitos da radioatividade no ser humano dependem da quantidade acumulada no organismo e do tipo de radiação. A radioatividade é inofensiva para a vida humana em pequenas doses, mas, se a dose for excessiva, pode provocar lesões no sistema nervoso, no aparelho gastrintestinal, na medula óssea, etc., ocasionando por vezes a morte (em poucos dias ou num espaço de dez a quarenta anos, através de leucemia ou outro tipo de câncer).

Existem vários tipos de radiação; alguns exemplos: partículas alfa, partículas beta, nêutrons, raios X e raios gama. As partículas alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior que as outras citadas, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel; elas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente inofensivas. Entretanto, podem ocasionalmente penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando lesões

 

graves. Sua constituição é de núcleos de Hélio, dois prótons e

dois nêutrons, podendo ser representadas por 4 2 a

Possuem as seguintes características:

Velocidade inicial variando de 3000 a 30 000 km/s (velocidade média em torno de 20 000 km/s ou 5% da velocidade da luz)

Pequeno poder de penetração. São detidas por uma camada de 7 cm de ar, uma folha de papel ou uma chapa de alumínio, com 0,06 milímetros de espessura. ao incidir sobre o corpo humano, são detidas pela camada de células mortas da pele, podendo, no máximo, causar queimaduras.

 

Já as partículas beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionalmente danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam engolidas ou aspiradas. As partículas beta são semelhantes aos elétrons, possuem massa desprezível e carga elétrica (relativa) igual a

-1. São portanto, representados por 0 -1 b

Possuem as seguintes características:

Velocidade inicial variando entre 100 000 e 290 000 km/s, ou seja, até 95% da velocidade da luz.

Médio poder de penetração. São de 50 e 100 vezes mais penetrantes que as partículas alfa. Atravessam alguns metros de ar e até 16 mm de madeira. São detidas por lâminas de alumínio com 1cm de espessura ou por lâminas de chumbo com espessura maior que 2mm. Ao incidirem sobre o corpo humano, podem penetrar até 2cm e causar sérios danos.

 

Os raios gama e os raios X são extremamente penetrantes, podendo atravessar o corpo humano, sendo detidos somente

 

por uma parede grossa de concreto ou metal.As radiações gama são semelhantes ao Raios X. Não possuem massa e nem

carga elétrica, são portanto representados por 0 0 g

Possuem as seguintes características:

Velocidade igual à velocidade da luz, ou aproximadamente 300 000 km/s.

Alto poder de penetração. os raios gama são mais penetrantes que os raios X, pois possuem comprimentos de onda bem

 

menores, variando entre 0,1e 0,001 angstrons. Atravessam milhares de metros de ar, até 25 cm de madeira ou 15 cm de espessura de aço. São detidos por placas de chumbo com mais de 5cm de espessura ou por grossas paredes de concreto. Podem atravessar completamente o corpo humano causando danos irreparáveis.

Ser atingido por radiação é algo sutil e impossível de ser percebido imediatamente, já que no momento do impacto não ocorre dor ou lesão visível. Bem diferente de ser atingido por uma bala de revólver, por exemplo, cujo efeito destrutivo é sentido e contatado na hora.

A radiação ataca as células do corpo individualmente, fazendo com que os átomos que compõem as células sofram alterações em sua estrutura. As ligações químicas podem ser alteradas, afetando o funcionamento das células. Isso, por sua vez, provoca com o tempo conseqüências biológicas no funcionamento do organismo como um todo; algumas conseqüências podem ser percebidas a curto prazo, outras a longo prazo.; às vezes vão apresentar problemas somente os

descendentes (filhos, netos) da pessoa que sofreu alguma alteração genética induzida pela radioatividade.