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Workshop Internacional de Workshop Internacional de

Energia Elétrica Energia Elétrica
O Desafio da Eficiência Energética O Desafio da Eficiência Energética
João Carlos Mello João Carlos Mello -- Presidente Presidente
Março de 2009
João Carlos Mello João Carlos Mello Presidente Presidente
Agenda
Por que Eficiência Energética ? Por que Eficiência Energética ?
Estratégias de Atuação
Mercado no Brasil Mercado no Brasil
Principais Desafios
C tá i Fi i Comentários Finais
Por que eficiência energética?
Mudanças climáticas e restrições ambientais -
pressão para reduzir emissões pressão para reduzir emissões
Demanda continua crescendo e ativos existentes não
conseguem atender
Preços crescentes dos combustíveis, das novas
usinas de geração convencional e das usinas de
renováveis: tarifas subindo renováveis: tarifas subindo
Eficiência energética –consenso mundial que ainda
muito pouco se fez
Ó Chegamos PRÓXIMO de um ponto de desequilíbrio
onde é mais barato economizar do que expandir
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Ne e id de de ge tão tentá el im gem d
Outros Motivos...
Necessidade de gestão sustentável – imagem das
empresas e sobrevivência em cenário de pouca oferta de
energia
Necessidade de redução de custos e aumento de
competitividade. Oportunidade dentro de um momento
crítico (Crise Global) crítico (Crise Global)
Estímulo a cogeração e auto-produção = geração
í distribuída
Geração de créditos de carbono
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O Que Aconteceu nos EUA ?
14000
16000
18000
)
Electricity Consumption (1950-1975)
Electricity Consumption (7.5% between 1975-2006)
Electricity Consumption (2.6% between 1975-2006)
Electricity Consumption (2.6% between 2006-2030)
10000
12000
14000
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(
b
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l
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W
h
)
Electricity Consumption (1.2% between 2006-2030)
Wedge=12,571 TWh
6000
8000
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2000
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2
8
Year
“ACEEE tifi d th t i 6 TWh f l t i it i “ACEEE tifi d th t i 6 TWh f l t i it i
5
“ACEEE quantified that in 2006 11,724 TWh of electricity savings
due to EE actions”
“ACEEE quantified that in 2006 11,724 TWh of electricity savings
due to EE actions”
American Council for an Energy-Efficiency Economy
Uma Visão sob e a Rede do F t o
Futuro Eficiente em Energia
Uma Visão sobre a Rede do Futuro…
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Entendimento Amplo de Eficiência Energética
Eficiência Energética pode ser analisada em
seu sentido estrito – Economia de Energia seu sentido estrito Economia de Energia
Ou em seu sentido amplo - Processo de
Otimização dos Recursos Energéticos onde Otimização dos Recursos Energéticos onde
engloba:
Novas tecnologias g
Substituição de Energéticos (menos por mais
eficientes, com menor impacto ambiental, etc.) e c e tes, co e o pacto a b e ta , etc )
Otimização de Processos
Otimização de Ativos Existentes
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Otimização de Ativos Existentes
Entendimento Amplo de Eficiência Energética
O mercado de Eficiência Energética, portanto,
abrange: abrange:
Investimentos em Novas Tecnologias
Investimentos em Fontes de Geração mais
eficientes, em fontes alternativas, etc. eficientes, em fontes alternativas, etc.
Investimentos em Otimização de Processos
Investimentos em Otimização de Ativos Existentes
(“retrofit”)
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Entendimento Amplo de Eficiência Energética
Eficiência Energética também pode ser analisada pela
ótica da Demanda e da Demanda de energia com
dif t t id d diferentes atores e necessidades
DEMANDA OFERTA
Geração de Energia:
- Novas Tecnologias
- Fontes Alternativas
Economia de Energia:
- Novas Tecnologias
- Otimização de
(PCHs,
Biocombustíveis,
Eólicas, etc)
Cogeração
Processos
- Cogeração
- Geração “on-site”
- Cogeração
Otimização de Ativos
- Retrofit
Otimização de Ativos
- Retrofit
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Estratégias de Atuação: dois modelos
ESCOS – “Energy Service Companies”
Contratos de Risco – fazem investimento na planta do cliente e recebem
remuneração fixa por “n” anos.
Prestação de Serviços – captam recursos dos programas das empresas e
aplicam esses recursos
Gestão Compartilhada - Diagnóstico & Administração
Ação junto ao cliente - faz avaliações de profundidade crescente e
recebe remuneração pelo trabalho, ajudando o cliente a acessar recebe remuneração pelo trabalho, ajudando o cliente a acessar
as melhores oportunidades para seu caso específico
Esta atuação proposta não elimina a possibilidade de oferecer
contratos de risco ao cliente que deseja concentrar investimentos contratos de risco ao cliente que deseja concentrar investimentos
exclusivamente no seu ramo de atividade –mix com uma ESCO !
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ESCO - Escopo de atuação TRADICIONAL
ESCOS – contratos de risco ou de prestação de serviços
Eficiência abordando uso final de energia em: iluminação,
f ã l ã f refrigeração, aquecimento, climatização, força motriz e outros usos
comuns
Foco principal em clientes da area de serviço – hotéis, shoppings,
ã li i d i d i etc... – atuação limitada na industria
Pouca interferência no processo: gestão, tecnologia e forma
Pouca atuação em eficiência do uso da água: contratação, captação,
uso e reuso
Pouca atuação em auto-produção e cogeração
Desconsidera alta tecnologia de automação, como Sistemas de APC – g ç ,
Advanced Process Control, RTO – “Real Time Optimization” e “Smart
Grid” – redes inteligentes
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AVALIA OPORTUNIDADES ASSESSORA IMPLEMENTA (
Gestão Compartilhada
AVALIA OPORTUNIDADES, ASSESSORA e IMPLEMENTA (com ou
sem uma ESCO), enquanto no modelo de risco o cliente segue
pagando contrato de desempenho apos “n” anos para a ESCO
F it d é di ó ti di ó ti f d t Feita em camadas: pré-diagnóstico, diagnóstico e aprofundamento,
progressivamente mais caros e detalhados mas só se houver custo
X benefício – permite aprofundamento da investigação com
modularidade de custos tornando factível o retorno do dinheiro modularidade de custos, tornando factível o retorno do dinheiro
investido
Fornece atestado sobre avaliação – mesmo quando não há
oportunidade – selo de eficiência oportunidade – selo de eficiência
Ajuda a captar recursos para o cliente investir e os ganhos ficam
com o cliente
Esta at ação nem semp e é s ficiente há emp esas q e só Esta atuação nem sempre é suficiente – há empresas que só
querem atuar no “core-business” – parceria com ESCO
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Mercado e Cenários
Potencial de Eficiência Energética Brasileiro Potencial de Eficiência Energética Brasileiro
C
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C
Gestão Compartilhada
Principal área
de atuação
das ESCOS.
o
Energia Economizada
A
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o
Medidas
Ad i i t ti
Retrofis
Modifica
P
Limite
T ló i
Medidas
Administrativas
Retrofit
Modificação
de Processos
Limite
Tecnológico
Administrativas
Retrofis
Processos Tecnológico
Administrativas de Processos Tecnológico
A viabilidade do negócio ocorre em qualquer situação.
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FONTE: INEE
g q q ç
Áreas de Expertise Envolvidas
Iluminação
Administração da
Prospecção, Tratamento
e re-uso de água
Vapor
ç
Qualidade
Motores
Vapor
Fontes Energéticas
(Gás, Carvão, Biomassa,
Refrigeração
Ar comprimido
Processos Industriais
Solar, Eólica, Óleo e
Bicombustíveis)
Micro geração e Power Processos Industriais
Processos Térmicos
Micro-geração e Power
quality
Automação, APC e RTO
Smart Grid
Mercado e Cenários
Potencial de Eficiência Energética Brasileiro
POTENCIAL POTENCIAL
DE ECONOMIA DE ECONOMIA
Ilumina Iluminaç ção ão
Potencial de Eficiência Energética Brasileiro
44% 44%
20% 20%
17% 17%
19% 19%
Consumo Consumo
Anual Anual
10,6% 10,6%
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Refrigera Refrigeraç ção ão
Ar Condicionado Ar Condicionado
Outros Outros
Anual Anual
56 56 TWh TWh
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14 6% 14 6%
51% 51%
Motores Motores
Proc Proc. .
Eletroqu Eletroquí ímico mico
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Consumo Consumo
Anual Anual
164 164 TWh TWh
14,6% 14,6%
51% 51%
21% 21%
20% 20%
6% 6%
2% 2%
Eletroqu Eletroquí ímico mico
Proc Proc. .
Eletrot Eletroté érmico rmico
Refrigera Refrigeraç ção ão
S
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S
e
164 164 TWh TWh
Crescimento do mercado de energia elétrica 2006-2009:
Industrial: 5% Comercial: 6,8%
Outros Outros
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Industrial: 5% Comercial: 6,8%
(fonte: EPE)
R$ 1,0 Bilhão de investimentos por ano (Fonte: Bco Mundial)
Metodologia Proposta
Atuar primeiramente buscando conhecer e avaliar os
diagnósticos e os trabalhos já implementados, em
conjunto com a equipe do cliente conjunto com a equipe do cliente.
Identificar e priorizar as oportunidades e definir um
plano de atuação detalhado plano de atuação detalhado.
Focar e avaliar em detalhes cada oportunidade
identificada no plano definindo a relação identificada no plano, definindo a relação
custo/benefício e julgamento de mérito, ANTES de
propor ou efetuar investimentos.
Acompanhar o cliente na implementação dos
investimentos decididos, apoiando, se necessário,
no levantamento de recursos e na medição dos
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no levantamento de recursos, e na medição dos
resultados obtidos.
Processos Industriais
Intervenções nos processos industriais de
forma sustentável podem proporcionar
significativa redução de consumo de significativa redução de consumo de
energia.
40% do potencial de redução do consumo
de energia está contido em processos
eletro térmicos e eletroquímicos (fonte:
EPE) EPE).
Redução de consumo de 5% a 8% em
sistemas que apresentem processos
é é elétricos e térmicos (energia e fluidos).
Estudos de Otimização de Processos.
Estudos de Viabilidade Técnica e Estudos de Viabilidade Técnica e
Econômica.
Benchmarking
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Brasil: Intensidade Elétrica
Evolução da Intensidade Elétrica Brasileira
0,175
0,165
0,170
,
0 150
0,155
0,160
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[
2
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0
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]
0,140
0,145
0,150
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W
0,135
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
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Brasil: Projeção Eficiência
Brasil possui potencial de economia de R$ 4 a
6 Bilhões/ano
Potencial Total de negócio de R$ 16 bilhões de
investimentos em eficiência energética/ano
Pl N i l d E i PNE 2030 Plano Nacional de Energia – PNE 2030
considera que 10% da expansão da demanda
serão atendidos por programas de EE se ão ate d dos po p og a as de
Recursos atualmente disponíveis:
Programas de Eficiência Energética ANEEL: R$ 400 milhões/ano
PROCEL: R$ 30 milhões/ano PROCEL: R$ 30 milhões/ano
Fundação Clinton: US$ 5 bilhões para 40 cidades, entre elas , São Paulo
PNUD: US$ 20 milhões
Linha de financiamento PROESCO, R$ 100 milhões (uso real 36)
O l h d S (S / b )
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Outras linhas do BNDES (Sanepar, FINEM/Meio Ambiente, ...)
Potencial Brasileiro em Eficiência Energética
Projeção 2020 (GWh/ano)
406 125
TOTAL
Projeção 2020 (TWh/ano)
42,5
166,6 55,2
13,4 Aquecimento direto
Motores elétricos
TOTAL
65,0
59,3
,
30,0
,
17,1
Iluminação
Outros usos finais
q
38,9
,
18,3 2,9
6,3
,
Refrigeração
Ar-condicionado
ç
- 100 200 300 400 500 600
g ç
Consumo projetado Potencial de eficiência energética
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Fonte: “WWF - Brazil’s Sustainable Power Sector Vision 2020”
Leilão de Eficiência Energética
õ Processo semelhante aos de leilões de novas
usinas
Os leilões de eficiência devem ser semelhantes aos Os leilões de eficiência devem ser semelhantes aos
leilões de novas usinas: oferta-se um preço, em
R$/MWh, da energia gerada, neste caso, da energia
retirada
Licitação com um preço-teto definido, abaixo do
custo marginal de expansão,
Agentes do Mercado ESCO Indústrias e fabricantes Agentes do Mercado, ESCO, Indústrias e fabricantes
de equipamentos ofertam medidas de eficiência
energética aplicáveis em seus segmentos, o que
trará uma redução de consumo, mas que exigirá um
investimento inicial
Os vencedores implementarão estas medidas e um
organismo independente, certificado, fará a medição
e verificação (M&V) da energia realmente retirada ç ( ) g
do sistema, que remunerará o investimento feito
Leilão de Eficiência Energética
Fabricantes ESCOs
Energia retirada
PreçoTeto
em R$/MWh
Licitação
Vencedor
implementa
Organismo
independente
verifica
Indústrias Agentes
CONSIDERAÇÕESFINAIS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Principais Barreiras
Dificuldade de Financiamento, elevadas taxas de juros - Na verdade,
dificuldade das pequenas empresas em apresentar Garantias !!!
Consumidor AINDA acredita que pode executar sozinho - Na verdade, na
maioria das vezes ou executa mal ou não executa !!!
Consumidor não prioriza melhoramentos em EE - Na verdade, prioriza
investimentos no “core-business” !!!
P d t d d d i ã d li t é AINDA l N Processo de tomada de decisão do cliente é AINDA complexo - Na
verdade, é preciso achar o interlocutor certo !!!
As maiores oportunidades estão na indústria e maior restrição a projetos As maiores oportunidades estão na indústria e maior restrição a projetos
de EE está na industria
O setor de comercio e serviços é onde se encontra hoje maior facilidade
d d l i t d EE l é i d
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de desenvolvimento de EE – o volume é ainda pequeno
Principais Desafios
Disseminar os benefícios decorrentes da Eficiência
Energética no setor industrial, na alta direção. g , ç
Transpor a resistência da equipe interna do cliente.
Comprovar benefícios através de PMV eficiente e eficaz. p
Capacitar Empresas para atuar no mercado.
Sensibilizar o governo quanto à necessidade de apoio g q p
real e eficiente ao mercado de Eficiência Energética
(PROCEL e PEE ajudam, mas, não são suficientes).
Desenvolver metodologia específica objetivando
esclarecer e viabilizar leilões de Eficiência Energética.
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Comentários Finais
Existem grandes oportunidades de acesso a
financiamento para EE no Brasil.
A expertise externa deve ser somada à equipe do
cliente para implementar Eficiência Energética de
forma pragmática e efetiva.
Nossa experiência indica que esse trabalho conjunto
sempre acaba proporcionando economias
inesperadas dentro das operações normais, por
agregar abordagens complementares e de várias agregar abordagens complementares e de várias
expertises integradas.
27
Contato
OBRIGADO PELA ATENÇÃO OBRIGADO PELA ATENÇÃO
J ã C l M ll
ÇÇ
J oão Carlos Mello
jmello@andradecanellas.com.br
Tel.: 11 2122 0420
Escritório Central | São Paulo
Rua Alexandre Dumas, 2.100 • 13º andar
Chácara Sto Antonio • São Paulo • SP • CEP 04717 004 Chácara Sto. Antonio • São Paulo • SP • CEP 04717-004
Tel.: 11 2122 0400 •Fax: 11 2122 0440
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