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Introdução a Um Curso em Milagres

Um Curso em Milagres - UCEM (ACIM em inglês), é um livro considerado por seus alunos
como um "caminho espiritual".
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Escrito originalmente em inglês entre 1965 e 1972 pela psicóloga clínica Helen Schucman
em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
De acordo com Helen, ela e o psicólogo William Thetford "escreveram" o livro por meio de
um processo proveniente de canalização que Schucman chamou de "ditado interior".
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Helen Schucman disse que a fonte da sua canalização foi Jesus.
Os ensinamentos do curso foram comparados com as premissas fundamentais da religião
oriental.
No entanto, ele utiliza a terminologia tradicional cristã.
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J. Gordon Melton constata que ele é mais popular entre aqueles que estão desiludidos
pelo cristianismo tradicional.
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Desde a primeira vez em que ficou disponível para venda em 1976, teve mais de 2,5
milhões de cópias vendidas no mundo inteiro em 24 idiomas diferentes.
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No curso você irá se deparar com vários termos que são de domínio da área da psicologia,
tais como: projeção, separação, sistema delusório, sonhos, alucinação, negação, defesas,
insanidade, ego, fantasia, culpa, e percepção.
Todos esses termos que foram utilizados no livro fazem parte de um vasto sistema inter-
relacionado.
O Curso é composto de três livros: o Texto de 721 páginas, o Livro de Exercícios para
estudantes de 512 páginas e o Manual de Professores de 94 páginas.
Atualmente é editado em um único volume.
É um currículo de auto-estudo que tem como objetivo ajudar os leitores a alcançar a
transformação espiritual.
De acordo com a introdução da seção do Livro de Exercícios, o livro Texto é necessário já
que "Um fundamento teórico tal como o Texto provê é necessário como uma estrutura
para fazer com que as lições no livro de exercícios sejam significativas", onde o propósito
desses exercícios é "de treinar a tua mente para pensar segundo as linhas propostas pelo
Texto e para percepção diferente de todos e de tudo no mundo".
UCEM nos diz que tem o propósito de "remover os bloqueios á consciência da presença
do amor, que é a sua herança".
O livro tem sido descrito por alguns como uma filosofia não-dualística, e por outros como
Terceiro Testamento, com muitos estudantes não aceitando essas categorizações.
A introdução do livro contem o seguinte resumo: "Nada real pode ser ameaçado. Nada
irreal existe. Nisso está a paz de Deus."
Como o budismo, a intenção e a estrutura de Um Curso em Milagres é profundamente
psicológica.
Uma palavra ainda melhor, embora não seja normalmente usada, seria "psicoespiritual".
O curso utiliza os conceitos da psicologia desenvolvidos por Freud: os mecanismos
psicológicos de defesa, de negação e projeção, a mente consciente e inconsciente e a
psique.
No entanto, o termo ego, como usado em Um Curso em Milagres, tem um significado
diferente de ego em Sigmund Freud (De sua trindade de Id, Ego e Superego).
Dr. Kenneth Wapnick, o estudioso mais importante do curso, define o ego como:a crença
na realidade do eu separado ou falso, feito como substituto para o eu que Deus criou; o
pensamento de separação que dá origem ao pecado, culpa e medo; a parte da mente que
acredita que é separada da Mente de Cristo.
O equivalente Vedanta do ego é Maya - o poder ilusório de Brahman, que constituiria uma
qualidade do universo.
Dada a natureza psicológica do Curso, não é por acaso que as figuras proeminentes
envolvidas na edição inicial do Curso, Helen Schucman, Bill Thetford e Kenneth Wapnick,
foram todos respeitados psicólogos clínicos - sua familiaridade com esses conceitos foi
essencial à mensagem do Curso vir com precisão.
O objetivo do livro é treinar a sua mente de uma forma sistemática a uma percepção
diferente de tudo e todos no mundo.

Dois mecanismos de defesa são enfatizados:
Primeiro - Negação (semelhante a repressão segundo K.Wapnick):
A negação talvez possa ser considerada o mecanismo de defesa mais ineficaz, pois se
baseia em simplesmente negar os fatos acontecidos à base de mentiras que acabam se
confundido e na maioria das vezes contrariando uma à outra.
Um bom exemplo de negação - Uma mulher foi levada à Corte a pedido de seu vizinho.
Esse vizinho acusava a mulher de ter pego e danificado um valioso vaso. Quando chegou
a hora da mulher de se defender, sua defesa foi tripla: „Em primeiro lugar, nunca tomei o
vaso emprestado. Em segundo lugar,estava lascado quando eu peguei. Finalmente, sua
Excelência, eu o devolvi em perfeito estado.‟
Recusa em aceitar a realidade externa , pois é muito ameaçadora; argumentar contra um
estímulo provoca ansiedade, afirmando que ele não existe; resolução de conflitos
emocionais por se recusar a perceber ou reconhecer conscientemente os aspectos
desagradáveis da realidade externa.
Repressão:O fato de um indivíduo possuir grande dificuldade em reconhecer seus
impulsos que produzem angústia ou lembrar-se de acontecimentos passados traumáticos
é o que chamamos de repressão, que também é chamada de “esquecimento motivado”.
A omissão forçada e deliberada de recordações ou sentimentos é repressão.
Em casos extremos (um acontecimento extremamente doloroso), a repressão pode apagar
não só a lembrança do acontecimento, mas também tudo que diz respeito ao mesmo,
inclusive seu próprio nome e sua identidade, criando uma profunda amnésia.

Segundo – Projeção: é o processo mental pelo qual as características que estão ligadas
ao eu são gradativamente afastadas deste em direção a outros objetos e pessoas.
Essas projeções tendem a deslocar-se em direção a objetos e pessoas cujas qualidades e
características são mais adequadas para encaixar o material deslocado.
Muitas vezes nos defendemos da angústia gerada por fracasso, culpa ou nossos defeitos
projetando a responsabilidade por esse fato em alguém ou em algo.
Um exemplo seria o fato de tratarmos uma pessoa com hostilidade, justificando a nós
mesmos que ela é uma pessoa hostil, mas na verdade o único agente cometendo
hostilidade somos nós, a outra pessoa está agindo normalmente; e o último exemplo pode
ser o marido feio que exige que sua mulher seja bela, mas na verdade ele pode estar
projetando o desejo de ser belo na mulher, já que foi incapaz de cumpri-lo.
Possuir um sentimento socialmente inaceitável e, em vez de enfrentá-lo, é visto nas ações
de outras pessoas.
A negação flagrante de uma deficiência moral ou psicológica, que é percebida como uma
deficiência de outro indivíduo ou grupo.

É um sistema de pensamento diferenciado que, quando levado ao último entendimento,
permite a conquista de um estado perene de paz, onde a certeza habita na vivência do
reconhecimento da unidade em si mesmo e com Deus, onde o amor a tudo abrange e não
deixa espaço para opostos, onde nada real pode ser ameaçado, e onde o medo não tem
significado diante da eterna condição de impecabilidade de um ser divino e eternamente
perfeito, visto que é herdeiro incondicional de todos os atributos do seu criador.
É extremamente diferenciado porquê sua prática não tinha referência neste mundo na
condição humana mas que, hoje já pode ser anunciado como uma real pragmática e
objetiva forma de transitar dentro deste contexto virtual chamado mundo aparentemente
tangível, até que a verdade alcance todas crenças equivocadas que, na ilusória dimensão
chamada tempo, ainda podem ser percebidas, gerando estados desconfortáveis e sofríveis
para aqueles que, equivocadamente se vêem como indivíduos e tentam dar realidade para
ideias que admitem a possibilidade da separação ou de elementos separados, o que é
totalmente impossível diante da lei imutável da unicidade da realidade.
É enfim um modo de pensar onde perguntas como: de onde vim, para onde vou, o que
estou fazendo aqui, onde estou, assim como todas as questões de caráter existencial já
podem ser respondidas, visto tratar-se de um sistema de pensamento onde mistério é algo
impossível para todos que sinceramente queiram ver a verdade.

O mundo não existe. Trata-se de uma projeção holográfica. Só existe o Espírito, que se
expressa através de ondas (espirituais) que se colapsam em partículas impressas na
substância etérica (matéria-prima) de acordo com os arquétipos formatados na mente.
Muda os arquétipos (na mente) e mudarás a expressão das partículas no chamado plano
físico que, na verdadeira acepção da palavra (na melhor das hipóteses), não existe.
O Espírito não tem forma e é atemporal, isto é, eterno. Tempo e forma são conceitos,
necessários apenas para a manifestação criativa do Espírito. São o “barro” utilizado por
Deus na aventura da Criação.
E é através do Homem criado à sua imagem e semelhança que Ele cria o universo tal
como o conhecemos. É o Homem que cria os corpos e todas as coisas vivas, animadas ou
inanimadas, mas todas perecíveis, o que indica que não podem ter sido criadas
diretamente por Deus, pois tudo o que Ele cria é uma extensão de Si, portanto, Eterno.
Mas o Homem quer subverter esta ordem e separar-se do Criador, o que é impossível.