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Como funciona o sistema de exaustão dos automóveis.

É comum ouvir alguém chamar o sistema de exaustão de um carro de tubo de

descarga. Algo um tanto quanto depreciativo para um trabalho tão digno quanto

expelir os gases resultantes da queima do combustível.

Esses gases precisam ser rapidamente eliminados, cedendo espaço a nova mistura ar-combustível a ser admitida no motor. Para tanto, o sistema de escapamento deve orientar o fluxo dos gases facilitando sua saída. Sua eficiência é determinada pelo formato e disposição, estando intimamente relacionado às características de cada motor.

É mais ou menos como nosso sistema respiratório, uma espécie de via de mão

dupla que nos permite aspirar o oxigênio presente no ar atmosférico e no momento seguinte expulsar os gases tóxicos. Nossa capacidade respiratória é definida, não

só pelo volume de ar que aspiramos, mas também pela capacidade de eliminar todos os gases nocivos presentes em nossos pulmões.

Por isso, a importância de manter sempre o Sistema de escapamento em bom estado. Furos ou amassões alteram o fluxo dos gases, levando conseqüentemente à perda de rendimento do motor. Algumas pessoas, seguindo este raciocínio, retiram o catalisador para beneficiar o motor. Isto representa um pensamento distorcido, já que a restrição causada pelo catalisador está prevista em projeto e, portanto, sua remoção em nada trará benefícios para o desempenho do veículo.

Mas, se o sistema de escape fosse constituído por um único tubo reto, saindo diretamente do motor para a traseira do veículo, isso não facilitaria a saída dos gases? A resposta é simples: o escapamento é a última coisa a ser instalada por baixo do veículo. Sendo assim, deve desviar das peças montadas anteriormente, por isso, seu formato tortuoso. Alterar essa disposição ocasiona perda de velocidade na saída dos gases, prejudicando o rendimento do motor. Além do que, para facilitar a montagem e substituição, o sistema de exaustão é composto por vários componentes como coletor, intermediário, silencioso e ponteira, que unidos, formam o sistema de escapamento.

Gases emitidos pelo escapamento dos automóveis

Os maiores responsáveis pela poluição atmosférica, principalmente nas grandes cidades, são sem dúvida os automóveis através dos gases de escape que emitem. As pessoas que vivem nos centros das grandes cidades certamente sabem isto melhor que ninguém porque “sentem-no na pele” todos os dias.

De entre os poluentes emitidos pelo escape dos automóveis podemos destacar os seguintes: monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), hidrocarbonetos (HC), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogénio (NOx) e partículas diversas (poeiras, fumos, fuligem, etc.).

O monóxido de carbono é um gás que ao ser respirado entra na

corrente sanguínea provocando dores de cabeça e dificuldades respiratórias, podendo mesmo causar asfixia e provocar mortes no caso de estar presente em altas concentrações. De entre os hidrocarbonetos expelidos para a atmosfera pelo escape automóvel, os mais perigosos são talvez o metano e o benzeno, uma vez que em concentrações elevadas podem ser cancerígenos, e além disso também contribuem para o aquecimento global do planeta. Os óxidos de nitrogénio são os grandes responsáveis pela “névoa de poluição” que por vezes se faz notar nas cidades e que reduz a visibilidade. Também contribuem para o efeito estufa e podem provocar irritação nos olhos e no sistema respiratório. As partículas diversas também contribuem para a formação da “névoa de poluição” e são agressivas para o nosso sistema respiratório e cardiovascular. Em relação ao dióxido de carbono, apesar de não ser nocivo para o Homem, é o principal responsável pelo efeito estufa e pelo consequente aquecimento global do planeta.

O aumento consecutivo do número de automóveis a circular nas

ruas de todo o mundo em conjunto com o abate indiscriminado de árvores está a provocar um desequilíbrio no ciclo do CO2 (dióxido de carbono), ou seja a flora global já não é suficiente para manter os níveis de carbono na atmosfera equilibrados o dióxido de carbono produzido sofreu um aumento considerável, devido à acção do homem, enquanto que a utilização do CO2 por parte das plantas

diminuiu o que está a provocar a acumulação de grandes quantidades deste gás na atmosfera. Estas altas concentrações de dióxido de carbono fazem com que o calor fique retido na atmosfera, o que está a provocar o aquecimento gradual do planeta levando a alterações climatéricas graves.

Catalisador

Apesar de saber que a função do catalisador automotivo

é converter componentes nocivos dos gases de

escapamento em componentes inofensivos, poucas pessoas sabem como isso acontece. Entendendo melhor

como este componente opera e atua conjuntamente com

o motor, acreditamos que você passará a dar mais

importância quando precisar realizar algum tipo de manutenção nele.

O catalisador é desenvolvido para trabalhar em sintonia com o sistema de alimentação de combustível dos automóveis, que em bom funcionamento são capazes de converter cerca de 98% dos gases poluentes e nocivos.

Os catalisadores são itens de série nos carros americanos desde meados dos anos 70. No Brasil, passaram a equipar alguns modelos somente a partir de 1992 e tornou-se equipamento obrigatório em todos os veículos a partir de 1997. O catalisador

também impulsionou a utilização da gasolina sem chumbo, pois este componente contaminaria o agente catalisador, podendo inutilizar e até entupir esta peça. Se o combustível utilizado no seu carro for de qualidade, o catalisador poderá ter o mesmo tempo de vida útil do próprio carro e dificilmente apresentará problemas de entupimentos parciais ou totais durante toda sua vida.

Usar um catalisador falso ou com defeito pode causar diversos problemas ao veículo, como a desregulagem do sistema de injeção eletrônica, alteração da contrapressão do sistema de escapamento, aumento do consumo de combustível e a perda do rendimento do motor. Em um carro de passageiros comum, o catalisador, que tem a forma semelhante à de um silenciador, fica entre o motor e o silenciador, na parte de baixo do carro, geralmente abaixo do banco do passageiro. Talvez você até já tenha sentido seu calor através do assoalho em uma viagem longa.

O interior do catalisador é como uma colméia com passagens ou pequenas contas de cerâmica revestidas com metais catalisadores. Uma reação química ocorre para que os poluentes não sejam tão nocivos. Há muitas passagens para os gases queimados fluírem, permitindo assim o máximo de área de superfície para os gases quentes passarem.