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Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Reitoria Conselho de Graduação e Educação

Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná Reitoria Conselho de Graduação e Educação Profissional

Reitoria Conselho de Graduação e Educação Profissional Conselho de Graduação e Educação Profissional COGEP

Conselho de Graduação e Educação Profissional

COGEP

PROCESSO Nº. 043/13-COGEP

Câmara de Licenciaturas e Bacharelados

CAMPUS PROPONENTE: CORNÉLIO PROCÓPIO

Data de entrada: 03/10/13/13.

PROJETO DE ABERTURA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

Data

Destino

03/10/13

CELIB

Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Cornélio Procópio 207 Projeto Pedagógico

Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Câmpus Cornélio Procópio

207

Projeto Pedagógico Curso de Bacharelado em Engenharia de Software

Cornélio Procópio

Novembro / 2013

Reitor da UTFPR Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Cornélio Procópio Carlos

Reitor da UTFPR

Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Câmpus Cornélio Procópio

Carlos Eduardo Cantarelli

Pró-Reitor de Graduação

Maurício Alves Mendes

Diretor do Câmpus Cornélio Procópio

Devanil Antonio Francisco

II

208

Diretor

de

Graduação

e

Educação

Profissional

do

Câmpus

Cornélio

Procópio

Edson Luis Bassetto

Equipe de Trabalho do Câmpus Cornélio Procópio

(Portaria 125 de 2 de julho de 2013, Câmpus Cornélio Procópio Comissão de Elaboração e Estruturação do Curso de Engenharia da Computação)

José Augusto Fabri (Presidente)

André Luís dos Santos Domingues (Membro)

Alessandro Botelho Bovo (Membro)

Alexandre L´Erario (Membro)

Rodrigo Henrique Cunha Palácios (Membro)

André Takeshi Endo (Colaborador)

Alessandro Silveira Duarte (Colaborador)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1Modelo Utilizado na Construção do Projeto Pedagógico do Curso

Figura 2 - Núcleos de Disciplinas

Figura 3 - Matriz Curricular do Curso de Engenharia de Software

III

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34

35

209

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Relação de Disciplinas

Tabela 2 - Carga Horária do Curso

Tabela 3 - Acervo Bibliográfico

Tabela 4 - Laboratórios Utilizados no Curso

IV

31

33

55

55

210

Tabela 5 - Relação de Docentes, Titulação e Regime de Trabalho TADS e

Engenharia da Computação

 

57

Tabela

6

Proposta

da

Relação

de

Docentes

a

Serem

Contratados

para

Implementação do Curso

 

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1. INTRODUÇÃO

1.1 Síntese Histórica

SUMÁRIO

V

7

7

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1.2 Câmpus Cornélio

Procópio

12

1.3 Coordenações de Informática COADS / COENC

14

1.4 Coordenação de Engenharia de Software

15

2. APRESENTAÇÃO DO CURSO

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2.1 Identificação do Curso

16

2.2 Princípios Norteadores para Construção do Projeto Pedagógico do Curso

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3. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA

20

3.1 Dados quantitativos que proporcionaram a concepção do curso

20

3.2 Justificativa

26

3.3 Objetivos

26

3.4 Perfil do Profissional Egresso

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3.5 Competências e Habilidades

28

3.6 Interdisciplinaridade e Integração Verticalizada

30

3.7 Iniciação e Pesquisa Tecnológica

30

3.8 Disciplinas por semestre letivo / periodização

31

3.9 Matriz curricular

33

3.10

Ementário das disciplinas

36

3.10.1 - 1º Período

36

3.10.2 - 2º Período

37

3.10.3 - 3º Período

38

3.10.4 - 4º Período

40

3.10.5 - 5º Período

42

3.10.6 - 6º Período

43

3.10.7 - 7º Período

45

3.10.8 - 8º Período

46

3.10.9 Disciplinas Optativas - área de Ciências Humanas, Sociais e Cidadania

47

3.10.10 Disciplinas Optativas Específicas para Engenharia de Software

49

3.10.11 - Atividades Complementares e Estágio Curricular

52

3.11

Avaliação das disciplinas

52

4. INFRAESTRUTURA DO CURSO

54

VI

212

4.2 Bibliotecas e acervo bibliográfico

54

4.3 Auditórios

55

4.4 Laboratórios

55

5. CORPO DOCENTE E TÉCNICOS ADMINSTRATIVOS

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6. REFERÊNCIAS

60

7

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1. INTRODUÇÃO

Este capítulo aborda o ambiente no qual o curso de Engenharia de Software será aplicado. Uma visão histórica da Universidade, do Câmpus e das Coordenações serão apresentadas.

1.1 Síntese Histórica

A instituição atualmente denominada Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) iniciou suas atividades no começo do século XX, quando em 23 de setembro de 1909, pelo Decreto Presidencial no 7.566 foi institucionalizado o ensino profissionalizante no Brasil. Em 16 de janeiro de 1910 foi inaugurada a Escola de Aprendizes e Artífices de Curitiba, à semelhança das criadas nas capitais de outros estados da federação. O ensino ministrado era destinado, inicialmente, às camadas mais desfavorecidas e aos menores marginalizados, com cursos de ofícios como alfaiataria, sapataria, marcenaria e serralheria.

Em 1937, a Escola iniciou o ensino ginasial industrial, adequando-se à Reforma Capanema. Nesse mesmo ano, a Escola de Aprendizes Artífices passou a ser denominada de Liceu Industrial de Curitiba e começou o Ensino Primário. A partir de 1942, inicia o ensino em dois ciclos. No primeiro, havia o Ensino Industrial Básico, o de Mestria, o Artesanal e o de Aprendizagem. No segundo, o Técnico e o Pedagógico. Com essa reforma foi instituída a Rede Federal de Instituições de Ensino Industrial e o Liceu mudou a denominação para Escola Técnica de Curitiba. Em 1943, surgem os primeiros Cursos Técnicos: Construção de Máquinas e Motores, Edificações, Desenho Técnico e Decoração de Interiores. Em 1944, é ofertado o Curso Técnico em Mecânica.

Em 1946, foi firmado um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos visando ao intercâmbio de informações relativas aos métodos e à orientação educacional para o ensino industrial e ao treinamento de professores. Decorrente desse acordo criou-se a Comissão Brasileiro-Americana Industrial (CBAI), no âmbito do Ministério da Educação. Os Estados Unidos contribuíram com auxílio monetário, especialistas, equipamentos, material didático,

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oferecendo estágio para professores brasileiros em escolas americanas integradas à execução do acordo. A então Escola Técnica de Curitiba tornou-se um Centro de Formação de Professores, recebendo e preparando docentes das Escolas Técnicas de todo o país, em cursos ministrados por um corpo docente composto de professores brasileiros e americanos.

Em 1959, a Lei n 0 3.552 reformou o ensino industrial no país. A nova legislação acabou com os vários ramos de ensino técnico existentes até então, unificando-os. Permitiu maior autonomia e descentralização da organização administrativa e trouxe uma ampliação dos conteúdos da educação geral nos cursos técnicos. A referida legislação estabeleceu, ainda, que dois dos membros do Conselho Dirigente de cada Escola Técnica deveriam ser representantes da indústria e fixou em 4 anos a duração dos cursos técnicos, denominados então cursos industriais técnicos. Por força dessa lei, a Escola Técnica de Curitiba alterou o seu nome, à semelhança das Escolas Técnicas de outras capitais, para Escola Técnica Federal do Paraná.

No final da década de 60, as Escolas Técnicas implantaram o modelo do novo Ensino de 2° Grau Profissionalizante, com seus alunos destacando-se no mercado de trabalho, assim como no ingresso em cursos superiores de qualidade, elevando seu conceito na sociedade. Nesse cenário, a Escola Técnica Federal do Paraná destacava-se como referência no estado e no país.

Em 1969, a Escola Técnica Federal do Paraná, juntamente com as do Rio de Janeiro e Minas Gerais foi autorizada por força do Decreto-Lei n o 547, de 18/04/69, a ministrar cursos superiores de curta duração. Utilizando recursos de um acordo entre o Brasil e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), foram implementados três Centros de Engenharia de Operação nas três Escolas Técnicas referidas, que passaram a oferecer cursos superiores. A Escola Técnica Federal do Paraná passou a ofertar cursos de Engenharia de Operação nas áreas de Construção Civil e Eletrotécnica e Eletrônica, a partir de 1973.

Cinco anos depois, em 1978, a Instituição foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET-PR), juntamente com as Escolas Técnicas Federais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, que também

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ofereciam cursos de ensino superior de curta duração. Era um novo modelo de instituição de ensino com características específicas: atuação exclusiva na área tecnológica; ensino superior como continuidade do ensino técnico de 2 o Grau e diferenciado do sistema universitário; acentuação na formação especializada, levando-se em consideração tendências do mercado de trabalho e do desenvolvimento e realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços à comunidade. Essa nova situação permitiu no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET-PR), a implantação dos cursos superiores com duração plena: Engenharia Industrial Elétrica, ênfase em Eletrotécnica, Engenharia Industrial Elétrica, ênfase em Eletrônica/Telecomunicações e Curso Superior de Tecnologia em Construção Civil. Posteriormente, em 1992, passaria a ofertar Engenharia Industrial Mecânica em Curitiba e, a partir de 1996, Engenharia de Produção Civil, também em Curitiba, substituindo o curso de Tecnologia em Construção Civil, que havia sido descontinuado.

Em 1988, a instituição iniciou suas atividades de pós-graduação stricto sensu com a criação do programa de Mestrado em Informática Industrial, oriundo de outras atividades de pesquisa e pós-graduação lato sensu, realizadas de forma conjunta, com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), além da participação do governo do Estado do Paraná como instituição de apoio ao fomento. Mais tarde, em 1991, tendo em vista a interdisciplinaridade existente nas atividades de pesquisa do programa, que envolviam profissionais tanto nas áreas mais ligadas à Engenharia Elétrica quanto aqueles mais voltados às áreas de Ciência da Computação, o Colegiado do Curso propôs que sua denominação passasse a ser de "Curso de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial" (CPGEI), o que foi aprovada pelos Conselhos Superiores do CEFET-PR.

A partir de 1990, participando do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Técnico, o CEFET-PR estendeu sua ação educacional ao interior do estado do Paraná com a implantação de suas Unidades de Ensino Descentralizadas (UNED) nas cidades de Medianeira, Cornélio Procópio, Ponta Grossa e Pato Branco. Em 1994, o então CEFET-PR, por meio de sua Unidade de Pato Branco, incorporou a Faculdade de Ciências e Humanidades daquele município. Como

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resultado, passou a ofertar novos cursos superiores: Agronomia, Administração, Ciências Contábeis, entre outros. No ano de 1995, foi implantada a Unidade de Campo Mourão e, em 2003, a Escola Agrotécnica Federal de Dois Vizinhos foi incorporada ao CEFET-PR, passando a ser a sétima UNED do sistema.

Em 1995, teve início o segundo Programa de Pós-Graduação “stricto sensu”, o Programa de Pós-Graduação em Tecnologia (PPGTE), com área de concentração em Inovação Tecnológica e Educação Tecnológica, na unidade de Curitiba.

Em 1996, a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996, desvincula a educação profissional da educação básica. Assim, os cursos técnicos integrados são extintos e passa a existir um novo sistema de educação profissional, ofertando cursos nos níveis básico, técnico e tecnológico, no qual os Centros Federais de Educação Tecnológica deveriam prioritariamente atuar. A partir de então, houve um redirecionamento da atuação do CEFET-PR para o Ensino Superior, prosseguindo com expansão também da Pós-Graduação, baseada num plano interno de capacitação e ampliada pela contratação de novos docentes com experiência e titulação.

Devido a esta mudança legal, a UTFPR interrompe a oferta de novas turmas dos cursos técnicos integrados a partir de 1997. Este nível de ensino continuou a ser contemplado em parcerias com instituições públicas e privadas, na modalidade pós-médio.

Em 1998 iniciou-se o Ensino Médio, antigo 2 o grau, desvinculado do ensino profissionalizante e constituindo a etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos.

Em 1999, tiveram início os Cursos Superiores de Tecnologia, como uma nova forma de graduação plena, proposta pelo CEFET-PR em caráter inédito no País, com o objetivo de formar profissionais focados na inovação tecnológica. Também em 1999 o CPGEI iniciou o doutorado em Engenharia Elétrica e Informática Industrial.

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Em fevereiro de 2001 começou a funcionar em Curitiba, com o nome de

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais um curso

de mestrado, envolvendo professores de diferentes áreas como: Física e Química

e Mecânica. No ano de 2002 ocorreu a primeira defesa de dissertação do programa.

Em 2003 a Unidade de Ponta Grossa passa a ofertar o mestrado em Engenharia de Produção, comprovando o crescimento da pós-graduação, juntamente com a interiorização das atividades do sistema. Na continuidade, em 2006, foi aprovado o Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGA), em Pato Branco, em 2008, o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia (PPGECT), em Ponta Grossa. Em 2009, a UTFPR acrescenta mais dois Programas de Pós-Graduação, um em Engenharia Elétrica (PPGEE), em Pato Branco, e outro em Engenharia Civil (PPGEC), em Curitiba.

Em outubro de 2005 pela Lei Federal 11.184, o CEFET-PR tornou-se a Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Os alicerces para a Universidade Tecnológica foram construídos desde a década de 70, quando a Instituição iniciou sua atuação na educação de nível superior. Assim, após sete anos de

preparo e obtido o aval do Governo Federal, o Projeto de Lei n° 11.184/2005 foi sancionado pelo Presidente da República, no dia 7 de outubro de 2005, e publicado no Diário Oficial da União, em 10 de outubro de 2005, transformando

o Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET-PR) em

Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a primeira universidade tecnológica do Brasil.

A iniciativa de pleitear junto ao Ministério da Educação a transformação teve origem na comunidade interna, pela percepção de que os indicadores acadêmicos nas suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão credenciavam a instituição a buscar a condição de Universidade Especializada, em conformidade com o disposto no Parágrafo Único do Artigo 53 da LDB.

O processo de transformação do CEFET-PR em universidade pode ser subdividida em três fases principais:

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1. primeira fase, 1979-1988, responsável principalmente pela inserção

institucional no contexto das entidades de Ensino Superior, culminando com a implantação do primeiro Programa de Mestrado;

2. segunda fase, 1989-1998, marcada pela expansão geográfica e pela

implantação dos Cursos Superiores de Tecnologia; e

3. última fase, iniciada em 1999, caracterizada pelo ajuste necessário à

consolidação em um novo patamar educacional, com sua transformação em Universidade Tecnológica.

Em 2006, o Ministério da Educação autorizou o funcionamento dos Câmpus Apucarana, Londrina e Toledo, que começaram suas atividades no início de 2007, e Francisco Beltrão, em janeiro de 2008. Em 2011 o Câmpus de Guarapuava iniciou suas atividades.

Após a transformação em Universidade, ocorreu um processo acelerado de implantação de novos cursos de graduação. Assim, no segundo semestre letivo de 2009 foram ofertados 28 cursos de tecnologia, 24 cursos de engenharia, 5 bacharelados em outras áreas e 3 licenciaturas.

Atualmente, a UTFPR conta com 2000 docentes, 976 técnicos- administrativos, 25.000 alunos regularmente matriculados nos Cursos Técnicos Integrados, Técnicos Subsequentes, Bacharelado e Licenciatura. Cerca de 2.200 alunos estão matriculados nos cursos de especialização. Os programas de mestrado da Universidade reúnem cerca de 700 alunos e cerca de 100 alunos desenvolvem pesquisa no âmbito de doutorado.

1.2 Câmpus Cornélio Procópio

O Câmpus Cornélio Procópio foi criado no contexto do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Técnico do Governo Federal, nos termos da Portaria nº 67 de 06 de fevereiro de 1987, e inaugurado oficialmente em abril de 1993, como UNED do então CEFET-PR, ofertando os Cursos Técnicos em Eletrotécnica e em Mecânica.

Em 1996, com a extinção da possibilidade de se ofertar Ensino Técnico integrado ao Médio, foi decidido que seriam implantados o Ensino Médio e os Cursos Superiores de Tecnologia. Assim, em 1999, o Câmpus passou a oferecer

13

219

os Cursos Superiores de Tecnologia em Eletrotécnica, Tecnologia em Mecânica e

de Tecnologia em Informática. Em 2003, todos os Cursos Superiores de Tecnologia oferecidos passaram pelo processo de reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) com conceito “A” e tiveram sua denominação alterada para Cursos Superiores de Tecnologia em Automação Industrial, Manutenção Industrial e Curso Superior de Tecnologia em Desenvolvimento de Sistemas de Informação.

Em 2007, após a transformação do CEFET-PR em Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), foram abertos os Cursos de Engenharia Industrial Elétrica e Engenharia Industrial Mecânica visando formar recursos humanos para atender as necessidades dos setores produtivos em desenvolvimento.

Em 2009, o total de vagas ofertadas anualmente nos cursos de engenharia aumentou de 88 para 176 (44 vagas por semestre para Engenharia Industrial Elétrica e para Engenharia Industrial Mecânica), respaldado pelo Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI).

No âmbito da Pesquisa e Pós-Graduação, os professores/pesquisadores do Câmpus Cornélio Procópio têm realizado estudos avançados, orientando alunos de iniciação científica e iniciação científica júnior, e também desenvolvido atividades de investigação e sistematização do conhecimento nas diversas áreas

da ciência e tecnologia. Desde 2003 são oferecidos cursos de pós-graduação latu

sensu (especializações), por exemplo, os Cursos de Especialização em Automação

e Controle de Processos Industriais, Gestão da Produção, Engenharia de

Segurança do Trabalho, Auditoria e Gestão Ambiental Redes de Computadores e Tecnologia Java. Os cursos de pós-graduação lato sensu visam formar mão de obra especializada para atender as necessidades da indústria, governo, instituições de ensino e terceiro setor.

No âmbito da Extensão, diversas parcerias são estabelecidas pelo Câmpus Cornélio Procópio com as empresas e comunidade. Essas parcerias adquirem formatos diferentes, através da promoção de cursos de extensão, oferta de consultoria e prestação de serviços técnicos especializados a empresas do setor

 

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produtivo,

além

da

realização

de

projetos

comuns

de

pesquisa

e

desenvolvimento tecnológico.

Em 2010, foram iniciadas as atividades do primeiro programa de pós- graduação stricto-sensu do Câmpus de Cornélio Procópio, em nível de mestrado, o Programa de Pós- Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE).

Em 2013, foram iniciadas as atividades do programa de pós-graduação stricto-sensu, em nível de mestrado, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica.

Em 2013 o Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Câmpus Cornélio Procópio (stricto-sensu) Mestrado Profissional em Informática iniciou suas atividades. O objetivo do Programa é capacitar profissionais para a aplicação de conhecimentos científicos na execução de atividades de pesquisa e de desenvolvimento visando a solução de problemas ou proposição de inovações tecnológicas para atender demandas da sociedade e do mercado de trabalho. Atualmente o programa reuni 10 docentes, sendo que 09 deles trabalham diretamente com as disciplinas dos cursos de graduação das Coordenadorias de Analise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia da Computação.

O Câmpus Cornélio Procópio conta hoje com aproximadamente 2000 alunos, 174 professores e 74 técnico-administrativos. A área ocupada é de aproximadamente 55.000 m2, possuindo construções que totalizam 27.000 m2, abrangendo ambientes administrativos e didáticos. O Câmpus oferece atualmente cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrado, Superiores de Bacharelado, Licenciatura e Tecnologia, Pós-Graduação stricto sensu e lato sensu, além de programas especiais de formação pedagógica.

1.3 Coordenações de Informática COADS / COENC

Em meados de 2010 a extinta denominação COINF Coordenadoria de Informática sucedeu-se em duas novas coordenações. A primeira denominada COADS Coordenação de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e a segunda COENC Coordenação de Engenharia de Computação.

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221

Os principais eventos relacionados à COADS/COENC podem ser apresentados da seguinte maneira:

1999

Início do Curso Superior de Tecnologia em Informática.

2003

Reconhecimento do Curso Superior de Tecnologia em Informática e alteração da denominação para Curso Superior de Tecnologia em Desenvolvimento de Sistemas de Informação.

2006

Início do I Curso de Especialização em Tecnologia Java.

2008

Alteração do nome do curso de Desenvolvimento de Sistemas de Informação para Análise e Desenvolvimento de Sistemas conforme portaria normativa MEC 12/2006.

2010

Início do Curso de Graduação em Engenharia da Computação.

2013

Início do Programa de Pós-Graduação Informática (PPGI)

1.4 Coordenação de Engenharia de Software

A Coordenadoria de Engenharia de Software COES será instalada após a aprovação do referido projeto pedagógico pelas instâncias competentes.

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2. APRESENTAÇÃO DO CURSO

O Câmpus Cornélio Procópio, por meio da portaria n o 125 de 02 de julho de 2013, nomeou, a Comissão de Elaboração e Estruturação do Curso de Engenharia de Software José Augusto Fabri, André Luís dos Santos Domingues, e Alessandro Botelho Bovo. A comissão efetuou uma análise mercadológica e constatou que a demanda por um profissional formado na área de engenharia de software é altamente pertinente. A comissão iniciou os trabalhos da construção deste projeto pedagógico analisando as diretrizes nacionais para os cursos de graduação em computação, os projetos pedagógicos dos cursos de engenharia de software instalados em território nacional e os pressupostos, referenciais, normas técnicas e de qualidade que norteiam a área de conhecimento caracterizada como engenharia de software. O resultado do trabalho desenvolvido pela referida comissão caracteriza-se na organização do projeto pedagógico do curso de Bacharelado em Engenharia de Software.

2.1 Identificação do Curso

Denominação do curso: Engenharia de Software.

Modalidade: Bacharelado

222

Titulação Conferida: Bacharel em Engenharia de Software.

Área do Conhecimento: Ciências Exatas e da Terra

Modalidade de Curso: Ensino presencial (ensino a distância restrito ao percentual imposto por legislação em vigor).

Local de Oferta: Universidade Tecnológica Federal do Paraná Câmpus Cornélio Procópio.

Coordenação e Unidade Executora: Coordenadoria de Engenharia de Software (COES)

Duração do curso: 08 semestres letivos.

Regime escolar: Semestral, com a matrícula realizada por disciplina.

Número de vagas: 88 vagas por ano, com 44 vagas ofertadas em cada semestre.

Turno previsto: Noturno.

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223

Processo de Seleção: A admissão dos alunos é realizada por meio de processo seletivo definido pela UTFPR.

Ano e Semestre de Início da Implantação Matriz Curricular: 1 o semestre de

2014.

2.2 Princípios Norteadores para Construção do Projeto Pedagógico do Curso

O termo Engenharia de Software é caracterizado pelo IEEE Computer Society [IEEE CS] e pela Association for Computing Machinery [ACM], principais entidades profissionais da área de computação, para definir um corpo de conhecimento específico, assim como para delinear cursos de graduação na área de computação. O CNPq adota esta denominação para a especialidade correspondente, assim como a CAPES [CAPES] para designar área. A Sociedade Brasileira de Computação [SBC] promove anualmente o Congresso Brasileiro de Software, evento este que reuni: o Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (2013 - edição XXVII); Simpósio Brasileiro de Linguagens de Programação (2013 - edição XVII); Simpósio Brasileiro de Métodos Formais (2013 - edição XVI); Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software (2013 edição VII). A Engenharia de Software também é caracterizada pelas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de computação (CNE/CES 136/2012).

Além das entidades que justificam a caracterização da área, a Engenharia de Software possui um conjunto de normas, documentos de referência e corpos de conhecimento que auxiliam o mercado a aprimorar o seu processo e produto. Estes documentos serviram como fonte informações para nortear a concepção do modelo utilizado na construção deste projeto pedagógico (vide figura 1). Uma visão genérica dos referidos documentos é apresentada a seguir:

Software Engineering Body of Knowledge, ou SWEBOK [SWEBOK 2004]:

definido pela IEEE Computer Society, caracteriza-se como um guia para o corpo de conhecimento da Engenharia de Software. Documento atual, revisado por profissionais de todo o mundo, que mapeia o conhecimento em Engenharia de Software. Este conhecimento é dividido em áreas. Todas as áreas são cobertas no curso proposto.

18

224

Curriculum Guidelines for Undergraduate Degree Programs in Software Engineering [SE 2004]: documento elaborado pela IEEE Computer Society em cooperação com a ACM. Objetivo - orientar instituições de ensino e agências reguladoras acerca do que constitui um curso de graduação em Engenharia de Software. O documento caracteriza-se como guia para elaboração de projetos pedagógicos.

Computing Curricula Computer Science: O documento Computing Curricula Computer Science [CS 2008] estabelece orientações para cursos de graduação em Ciência da Computação.

Capability Maturity Model® Integration [CMMI] é um modelo de melhoria de processos mundialmente reconhecido e empregado.

Melhoria de Processo do Software Brasileiro [MPS.BR] é a alternativa nacional de propósito similar e mais apropriada ao contexto brasileiro. Os modelos não são apenas conteúdos abordados no curso.

Project Management Body of Knowledge, ou PMBOK [PMBOK 2008]: corpo de conhecimento em gerência de projetos mantido pelo Project Management Institute (http://www.pmi.org), é uma referência amplamente empregada e reconhecida internacionalmente acerca de gerência de projetos.

Código de Ética da Engenharia de Software [ACM/IEEE-CS]. Documento que coleciona diretrizes sobre postura ética dentro da Engenharia de Software. Esta postura é de extrema relevância em termos da formação esperada do egresso.

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225

19 225 Figura 1 – Modelo Utilizado na Construção do Projeto Pedagógico do Curso Ao analisar

Figura 1Modelo Utilizado na Construção do Projeto Pedagógico do Curso

Ao analisar a Figura 1 é possível perceber a presença de duas dimensões. A dimensão caracterizada como processo e gestão, é embasada pelas áreas de conhecimentos estabelecidas no SWEBOK (requisitos, projeto, codificação,

e no PMBOK (gerência de projetos de software). Os aspectos

relacionados a gerência de qualidade são direcionados pelo CMMI e pelo MPS- BR. Já a dimensão caracterizada como abstração e tecnologia direciona questões ligadas a conhecimento de programação de computadores e ao ferramental necessário utilizado para construção de software (SGBD, frameworks, IDEs). Perceba que o engenheiro de software “IDEAL” deve possuir uma gama de conteúdo altamente qualitativo em ambos os eixos (processo e gestão / abstração e tecnologia).

teste

)

20

226

3. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA

O objetivo deste capítulo é apresentar a organização curricular do curso de Bacharelado em Engenharia de Software. Entre as informações apresentadas é possível constatar a matriz curricular e a relação de disciplinas, seguida pela tabela de equivalência com os demais cursos da área de computação da UTFPR Câmpus Cornélio Procópio.

A concepção deste projeto pedagógico segue as prerrogativas delineadas na seção 2.2.

3.1 Dados Quantitativos que Proporcionaram a Concepção do Curso

Atualmente, a produção de software no Brasil é, altamente, deficitária se olhada sob a luz da balança comercial. Em 2012 o país importou cerca de US$ 4.5 bilhões e as exportações chegaram perto dos US$ 600 milhões. Para cada dólar exportado o país importa 10 (fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Apresentação dos dados consolidados da balança comercial brasileira http://www.mdic.gov.br/arquivos/dwnl_1298052907.pdf). Para efeitos comparativos, países emergentes como a Índia e a Irlanda exportam cerca de 10 vezes o que importam. Analisando os números questiona-se: Como alterar este cenário dentro de nosso país?

Para responder tal questão destacam-se algumas potencialidades brasileiras dentro das seguintes áreas: ativos de Tecnologia da Informação (investimentos) e engenharia de software (fonte: Brazilian Association of Software & Service Export Companies BRASSCOM) e A.T. Kearney (consultoria especializada no desenvolvimento de pesquisas de mercado para a área de Tecnologia da Informação - http://www.brasscom.com.br/):

Os grandes investidores em Tecnologia da Informação (TI) continuam sendo os Estados Unidos seguido pelo Japão.

Em 2012 o mundo investiu cerca de US$ 3 trilhões em TI. No Brasil os investimentos chegaram em torno de US$ 35 bilhões superando Índia, Coréia, Rússia, México e Argentina, países estes classificados como emergentes no cenário econômico mundial.

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227

Brasil é o 9º no mundo com o maior investimento em TI, o único país emergente a frente é a China.

Mercado consumidor brasileiro é extremamente promissor, por exemplo: é a 6º população do mundo em números de celulares.

A urna eletrônica: Em 2010, 135 milhões eleitores votaram utilizando tal dispositivo (100% dos eleitores). Cerca de 90% dos votos, para a presidência da república, foram processados em 90 minutos.

Brasil é o primeiro país no mundo a informatizar a declaração de imposto de renda.

Brasil é um dos líderes em projetos de eGovernment, um exemplo disso é o pregão eletrônico, chamado de comprasNet. Com a implantação deste sistema o governo agilizou em 70% o tempo de compra de um produto licitado. Outros 2.000 serviços governamentais são oferecidos via internet.

Poderio de mão de obra brasileira também merece ser destacado:

O país possui a segunda maior base de desenvolvedores Java do mundo (100.000 desenvolvedores). Outro ativo de TI que merece destaque é o sistema bancário brasileiro. Em algumas áreas como: sistema de pagamentos; internet banking; cartões e ATMs o Brasil se caracteriza como líder mundial.

O contexto, brasileiro, acima apresentado, não é explorado dentro do mercado mundial de TI, esta afirmação pode ser comprovada com os seguintes dados 1 :

Atualmente, os Estados Unidos agregam 75% das operações de offShore (instalação de uma filial, geralmente, em um país emergente cuja mão de obra é mais barata, para fins de terceirização de bens e serviços) no mundo.

Na União Europeia, o Reino Unido, a Alemanha e a França congregam grande parte dos 25% restantes.

1 Fonte: Associação da Empresas Brasileiras Produtoras e Exportadoras de Software BRASSCOM

- Fonte: http://www.brasscom.org.br/en/content/search/%28offset%29/10?SearchText=idc

22

228

No contexto asiático, o destaque vai para o Japão.

A América Latina exportou 1.8% das necessidades americanas dentro da área de TI. O Brasil lidera esse quadro com 1%. (Segundo a BRASSCON).

Somente a Índia atendeu cerca 80% das necessidades americanas na área de software. É importante ressaltar que a Índia não possui um cenário tão promissor quanto o descrito anteriormente. Os fatos apresentados nos remetem a sugerir uma segunda questão:

Como o Brasil pode utilizar suas potencialidades para se tornar um dos maiores exportadores de serviços de TI no mundo?

É necessário enfatizar todo o cenário tecnológico favorável apresentado anteriormente, mostrar ao mundo o que temos de melhor: O SISTEMA BANCÁRIO/FINANCEIRO. É importante salientar que grande parte das operações de offShore americana foca, estritamente, o mercado financeiro.

Dentro do contexto sistêmico bancário, outras informações merecem ser destacadas: Temos a maior plataforma Mainframe instalada no mundo (nota: as grandes operações bancárias nos Estados Unidos ainda continuam utilizando esta plataforma). O Brasil possui milhares de programadores COBOL com uma vasta experiência, não só na linguagem, mas também no ambiente financeiro. O número de sofisticação e funcionalidades do Internet Banking Brasileiro é a maior do mundo. Proporcionalmente, cerca de 50% da população brasileira utiliza Internet Banking, nenhum país possui este número. O sistema de cartão de crédito brasileiro é sólido e dinâmico (tal sistema já existe a 50 anos). Cerca de 40% da população brasileira utilizou cartão de crédito em 2006 e mais de 2 milhões de estabelecimentos aceitam este tipo de cartão. Temos o maior número de ATMs por contas, só para ter uma ideia 10% dos ATMs instalados no mundo estão no Brasil. A BOVESPA possui o maior patrimônio líquido do mundo 2 .

As empresas devem contribuir com sua parte ou seja, se conscientizar que é somente com a qualidade no processo e no produto (conceitos que não são abordados com a devida pertinência nos bancos universitários) que poderão

2 Fonte: http://www.brasscom.org.br/en/content/search/%28offset%29/10?SearchText=idc

 

23

 

229

atingir

mercados

internacionais.

Os

números

abaixo

representam

alguns

entraves 3 :

Somente 69,1% das empresas brasileiras desenvolvem o controle de versão de seus produtos;

A gerência dos requisitos é feita em 24,4%;

Estimativa de custo é desenvolvida em 55% e a estimativa de esforço em 45,7%;

Já a estimativa de tamanho é feita em 29%. Questiona-se: Como as empresas estimam esforço e custo sem estimar o tamanho do software? Será que as empresas sabem o que estão respondendo?

A gerência de risco é feita em 11,8% das empresas;

Gestão de mudança, 10,4%;

Planejamento formal dos testes, 37,8%;

Utilização de depurador, 39%.

Todos os números apresentados foram colhidos entre 2002 e 2010 pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Política em Informática (SEPIN)

e, segundo o próprio ministério, se perpetuam até hoje.

Enquanto esses dados caracterizam o cenário nacional e internacional, é importante salientar o contexto regional da oferta do curso. Nesse contexto, encontra-se o estado do Paraná e a Cidade de Cornélio Procópio. Cornélio Procópio situa-se na Região Norte do Estado do Paraná, distante 394,53 km de Curitiba (referente à sede municipal) segundo a Secretaria de Estado dos Transportes (SETR). A população de Cornélio Procópio possui cerca de 50 mil habitantes e o Produto Interno Bruto (PIB) foi calculado em aproximadamente 610 milhões de reais em 2009, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cornélio Procópio pertence à região Londrina-Maringá, de acordo com a Pesquisa da Atividade Econômica Regional (PAER), realizada periodicamente pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). Essa pesquisa tem

3 Fonte: Secretaria de Política em Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia SEPIN MCT http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/3253.html):

24

230

por finalidade caracterizar as regiões mais dinâmicas, nas quais estão ocorrendo mudanças na estrutura e nos processos de produção e/ou na composição do emprego e seus novos requisitos. No contexto da PAER, além da Região Londrina-Maringá, apenas outras duas regiões são consideradas no Paraná como uma área de pesquisa: Região Metropolitana de Curitiba e restante do Estado. Essa divisão considera os resultados do trabalho denominado Caracterização e Evolução da Rede Urbana do Brasil, realizado recentemente sob a coordenação do Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (IPEA). Portanto, a cidade de Cornélio Procópio está inserida em uma região com importância social e econômica de destaque no Estado.

As principais empresas de Tecnologia da Informação (TI) da região participam do Arranjo Produtivo Local (APL) de TI de Londrina e Região. APL refere-se a uma concentração de agentes econômicos, políticos e sociais, localizados em uma mesma área geográfica, que apresentam vínculos consistentes de articulação, interação, cooperação e aprendizagem.

Em 2008, foi realizada a Pesquisa APL TI pelo SEBRAE/PR e M. A. Consultores Associados para identificar o cenário comercial das Empresas de TI da Região. O relatório do estudo apresenta os dados estatísticos e análises dos aspectos relevantes das 137 empresas entrevistadas. Entre os aspectos identificados estão os principais produtos desenvolvidos pelas empresas. Entre os mais citados estão: website, gestão empresarial, lojas, administrativo e entretenimento. Os produtos para automação comercial e industrial, metal- mecânico, mecânica, agroindústria e celular, apesar de menos citados, estão associados à maioria das empresas com mais de 20 funcionários. A área representativa desses produtos é considerada altamente promissora para a indústria paranaense, como mostram os resultados do projeto Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense.

O projeto Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense tem por objetivo apontar caminhos de construção do futuro para cada um dos setores e áreas mais promissores para a indústria do Paraná no horizonte de 2015. Esse projeto foi realizado pelo Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia do SENAI/PR, em parceria com o SESI/PR e com a cooperação técnica

25

231

da Fundação OPTI da Espanha. Entre os resultados do projeto está a identificação dos setores e áreas considerados de alto potencial para a indústria do Paraná e para cada uma das regiões trabalhadas. As especificidades regionais apareceram de forma significativa e apontam oportunidades de desenvolvimento que precisam ser potencializadas nos setores de papel, metal-mecânico, plástico, turismo, produtos de consumo, saúde e microtecnologia e tecnologia da informação. Para a Região Londrina-Maringá, à qual pertence Cornélio Procópio, os setores que se destacam são: turismo, produtos de consumo, saúde e tecnologia da informação.

O recorte adotado para as rotas de microtecnologia foi baseado na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do IBGE e se concentrou nas divisões 30, 31, 32 e 33, respectivamente, fabricação de máquinas e equipamentos de informática, aparelhos e materiais elétricos, fabricação de material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de telecomunicações, fabricação de equipamentos de instrumentação médico hospitalar, instrumentos de precisão e ópticos, equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios. As principais atuações hoje na indústria da microtecnologia fazem referência à incorporação de microssistemas nos produtos desenvolvidos para diversos setores da economia paranaense. Podem ser citados como exemplo: Tecnologias de Informação e Comunicação, Software, Automação, Saúde, Biotecnologia, Instrumentação e Robótica. A capacidade de desenvolvimento de produto próprio é limitada pelo nível tecnológico das empresas e pela capacidade de investimento.

A microtecnologia tem grande poder de impacto em todos os setores industriais e se configura como um novo e amplo mercado de trabalho. De acordo com os especialistas, os recursos humanos são um dos fatores críticos para o sucesso de uma indústria de microtecnologia competitiva e inovadora no Estado do Paraná. Portanto, é necessário investir na formação de pessoal nas áreas de tecnologias da informação e comunicação.

26

232

3.2 Justificativa

A falta de profissionais que impacta na organização do processo de software é um dos principais fatores que contribuem com os números apresentados pela SEPIN no contexto nacional. O curso ofertado no Câmpus da UTFPR de Cornélio Procópio pode contribuir para minimizar os problemas detectados pela referida secretaria tendo vista o contexto favorável apontado no norte do Paraná. Neste sentido o curso de Bacharelado em Engenharia de Software é plenamente justificável. Somente com um conjunto de disciplinas teóricas/práticas atualizadas e sequenciadas de forma lógica irá prover melhorias qualitativas na referida área produtiva no contexto local e global.

3.3 Objetivos

O Curso de Bacharelado em Engenharia de Software do Câmpus Cornélio Procópio tem como objetivo geral a formação de recursos humanos para o planejamento, construção, gestão (do projeto e da qualidade) e manutenção de produtos caracterizados software, com vistas a atender as necessidades do mercado de trabalho corrente. As necessidades que podem ser atendidas abrangem principalmente o desenvolvimento, implantação e gerenciamento de projetos e conhecimento para uso em processos organizacionais, passando pela infraestrutura e manutenção de software. O curso deve desenvolver o espírito científico dentro da Engenharia de Software, para solucionar de forma crítica e eficiente, problemas que envolvam uma combinação de recursos humanos e computacionais interrelacionando a coleta, o armazenamento, a recuperação, a distribuição e o uso de dados, usando-se da criatividade na aplicação das tecnologias de informação existentes para a concepção, implantação, administração e manutenção de sistemas também faz parte do foco do referido curso.

Objetivos Específicos

Formar recursos humanos com alta qualificação científica e tecnológica, éticos e socialmente responsáveis, que sejam capazes de contribuir para o desenvolvimento da sociedade, comprometidos com a solução de problemas sociais e ambientais suscitados pelo desenvolvimento tecnológico.

Estimular o questionamento e inovações de modo a formar empreendedores.

27

233

Conscientizar o aluno sobre a responsabilidade com a sociedade ao exercer a profissão e orientá-lo sobre a necessidade permanente de aperfeiçoamento profissional.

Implementar práticas pedagógicas diferenciadas por parte do corpo docente que estimulem a autonomia, a criatividade, o espírito crítico, o empreendedorismo e a conduta ética.

Estimular atitudes pró-ativas do estudante na busca do conhecimento.

Capacitar o estudante a identificar o problema a ser resolvido, buscar a sua solução, testá-la, avaliá-la e desenvolvê-la, por meio de uma formação profissional flexível, indisciplinar e extracurricular.

Promover a extensão com participação da comunidade como forma de difusão científica e tecnológica fomentadas no curso de Engenharia de Software.

Incentivar e promover a busca pela pesquisa e investigação científica.

Promover a flexibilidade curricular utilizando uma organização curricular menos rígida (parcialmente hierarquizada), mantendo-se apenas os pré- requisitos absolutamente necessários para a progressão do conhecimento.

Estimular a interação de docentes e discentes com a indústria e outras instituições de ensino e pesquisa.

3.4 Perfil do Profissional Egresso

O egresso do curso de Bacharelado em Engenharia de Software deve:

Possuir sólida formação em Sistemas Computacionais e de Produção, visando

a criação de sistemas de software de alta qualidade de maneira sistemática, controlada, eficaz e eficiente que levem em consideração questões éticas, sociais, legais e econômicas;

Ser capaz de criar soluções, individualmente ou em equipe, para problemas complexos relacionados aos domínios de conhecimento e de aplicação;

Ser capaz de agir de forma reflexiva na construção de software, compreendendo o seu impacto direto ou indireto sobre as pessoas e a

sociedade;

Ser capaz de entender o contexto social no qual a construção de Software é praticada, bem como os efeitos dos projetos de software na sociedade;

28

234

Ser capaz de entender os aspectos econômicos e financeiros, associados a novos produtos e organizações;

Ser capaz de entender a importância da inovação e da criatividade e compreendam as perspectivas de negócios e oportunidades relevantes. De acordo com a perspectiva de processo e gestão (eixo X Figura 1) e com a perspectiva tecnológica (eixo Y Figura 1) o egresso do curso de Bacharelado em Engenharia de Software deve ser capaz de:

Elicitar, analisar, modelar, especificar (documentar), validar e gerenciar requisitos de software.

Projetar software (arquitetura e projeto detalhado) e realizar modelagem, análise e avaliação da qualidade considerando métodos, modelos arquiteturais e padrões de projeto nestas atividades do processo.

Programar com qualidade e em equipe. Inclui métodos, técnicas, tecnologias e ferramentas.

Manter o software para que evolua qualitativamente.

Planejar e executar de verificação, validação, revisões, inspeções e testes.

Gerenciar projetos de software.

Customizar processos de software e contribuir com projetos de melhoria de processos.

Transmitir ideias com clareza na forma verbal ou escrita.

Exercitar o conhecimento por meio do emprego de tecnologias, ferramentas e métodos.

Selecionar tecnologias apropriadas para um contexto específico de desenvolvimento de software.

3.5 Competências e Habilidades

Competência inclui conhecimento, habilidades (qualificação, experiência), atitudes (personalidade) e comportamentos que são relacionados como causa de desempenho superior de trabalho.

Tendo em vista a definição de conhecimento e habilidade apresentada pela comissão responsável pela elaboração e estruturação do referido curso, a

29

235

formação do engenheiro de software do Câmpus de Cornélio Procópio tem por objetivo dotar o profissional de conhecimentos técnicos requeridos, como:

Investigar, compreender e estruturar as características de domínios de aplicação em diversos contextos que levem em consideração questões éticas, sociais, legais e econômicas, individualmente e/ou em equipe;

Compreender e aplicar processos, técnicas e procedimentos de construção, evolução e avaliação de software;

Analisar e selecionar tecnologias adequadas para a construção de software;

Avaliar a qualidade de sistemas de software;

Integrar sistemas de software;

Gerenciar projetos de software conciliando objetivos conflitantes, com limitações de custos, tempo e com análise de riscos;

Aplicar adequadamente normas técnicas;

Qualificar e quantificar seu trabalho baseado em experiências e experimentos;

Exercer múltiplas atividades relacionadas a software como:

desenvolvimento, evolução, consultoria, negociação, ensino e pesquisa;

Conceber, aplicar e validar princípios, padrões e boas práticas no desenvolvimento de software;

Analisar e criar modelos relacionados ao desenvolvimento de software;

Identificar novas oportunidades de negócios e desenvolver soluções inovadoras.

Identificar e analisar problemas avaliando as necessidades dos clientes, especificar os requisitos de software, projetar, desenvolver, implementar, verificar e documentar soluções de software baseadas no conhecimento apropriado de teorias, modelos e técnicas. Para consolidação de tais conhecimentos e competências, a matriz curricular articula disciplinas que compreendem desde a concepção do software, até sua manutenção, levando em consideração os aspectos inerentes ao processo e a gestão.

As disciplinas apresentadas na matriz se dividem em aulas teóricas e práticas. Desta maneira, procura-se formar um profissional completo, que tenha

30

236

o conhecimento de teoria e também a maturidade no desenvolvimento prático. Tais aulas serão ministradas em laboratórios adequadamente equipados.

A matriz proposta na Figura 2 também contempla a competência de

capacidade empreendedora do discente.

O aluno egresso estará habilitado a prosseguir na pós-graduação nas

modalidades lato sensu e stricto sensu. São recomendadas as especializações na

área de computação, sistemas de informação e desenvolvimento de sistemas.

3.6 Interdisciplinaridade e Integração Verticalizada

A interdisciplinaridade está presente na matriz do curso, integrando os

núcleos de disciplinas. No entanto, ela se manifesta de forma explícita durante a execução da oficina de integração 1 e 2. Nestas oficinas os alunos, orientados por

um professor, devem desenvolver uma solução, aplicação ou processo de software este por sua vez será aplicado junto a alguma empresa cadastrada no banco de estágio curricular da UTFPR-CP. Esta aplicação, com certeza, abrirá as portas das empresas para que os alunos possam iniciar seu estágio curricular.

Outro ponto de destaque é a integração dos trabalhos gerados pelos alunos do curso de Bacharelado em Engenharia de Software com a área de Pesquisa Engenharia de Software implementada no Programa de Pós-Graduação em Informática. É importante salientar que todos os docentes da referida área irão ministrar aulas neste curso.

É importante salientar que caberá ao Núcleo Docente Estruturante NDE, balizar a integração verticalizada do curso e os aspectos relacionados a interdisciplinaridade.

3.7 Iniciação e Pesquisa Tecnológica

O Programa de Iniciação Científica, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UTFPR, para alunos de graduação, é composto pelos programas de Iniciação Científica e de Iniciação ao Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

O Programa de Iniciação Cientifica (PIBIC) é um mecanismo de incentivo

para o discente iniciar-se em pesquisas científicas. Tal programa é fomentado

31

237

pelo CNPq, Fundação Araucária e UTFPR com a concessão de bolsas, mas os alunos também têm a opção de realizar o programa na modalidade voluntária.

O Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) tem o objetivo de proporcionar ao aluno a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa tecnológica, bem como estimular o desenvolvimento do pensar tecnológico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas de pesquisa. O cursos de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistema e de Engenharia da Computação possuem vários alunos bolsistas em programas de iniciação científica.

3.8 Disciplinas por Semestre Letivo / Periodização

As disciplinas propostas para o curso de Bacharelado em Engenharia de Software são apresentadas na Tabela 1, distribuídas ao longo de oito semestres letivos que é considerado o tempo normal para a realização do curso. As legendas utilizadas são as seguintes: AT para Aulas Teóricas, AP para Aulas Práticas, APS para Atividades Práticas Supervisionadas (quando houver), CHS (Carga Horária de Aula Semestral aulas de 50 minutos), AS aulas por semana. É importante salientar que o referido curso não prevê certificações intermediárias. As disciplinas Optativa Ciências Humanas, Sociais e Cidadania 1, Optativa Ciências Humanas, Sociais e Cidadania 2, Optativa Específica 1, Optativa Específica 2 e Optativa Específica 3 representam blocos nos quais as cargas horárias especificadas podem ser preenchidas de acordo com as disciplinas propostas na Seção 3.10 Ementário de Disciplinas. Isso possibilita a flexibilização na formação em Ciências Humanas, Sociais e Cidadania e em Engenharia de Software.

Tabela 1 - Relação de Disciplinas

1º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Algoritmos

5

51

34

85

0

85

Introdução à Engenharia de Software

5

51

34

85

0

85

Lógica para Computação

4

34

34

68

0

68

Matemática Discreta

4

68

0

68

0

68

Laboratório de Informática

5

34

51

85

0

85

32

238

2º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Técnicas de Programação

5

51

34

85

0

85

Processo de Produção de Software

5

51

34

85

0

85

Arquitetura de Computadores

4

34

34

68

0

68

Banco de Dados 1

5

51

34

85

0

85

Probabilidade e Estatística

4

68

0

68

0

68

3º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Estrutura de Dados

5

51

34

85

0

85

Requisitos de Software

5

51

34

85

0

85

Sistemas Operacionais

4

34

34

68

0

68

Banco de Dados 2

4

34

34

68

0

68

Empreendedorismo

2

34

0

34

0

34

Ética, Normas e Postura Profissional para Computação

3

51

0

51

0

51

4º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Programação Orientada à Objetos

5

51

34

85

0

85

Interação Humano Computador

5

51

34

85

0

85

Análise e Projeto Orientado à Objetos

4

34

34

68

0

68

Oficina de Integração 1

5

51

34

85

0

85

Redes de Computadores

4

34

34

68

0

68

5º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Programação Desktop

5

51

34

85

0

85

Qualidade de Software

3

51

0

51

0

51

Gerência de Configuração

5

51

34

85

0

85

Gerenciamento de Projeto de Software

5

51

34

85

0

85

Segurança e Auditoria em Sistemas

5

51

34

85

0

85

6º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Programação WEB 1

5

51

34

85

0

85

Estimativas e Métricas de Software

5

51

34

85

0

85

Teste de Software

5

51

34

85

0

85

Oficina de Integração 2

5

51

34

85

0

85

Linguagens Formais, Autômatos e Computabilidade

3

34

17

51

0

51

7º Período

CHS

AT

AP

CHT

APS

TOTAL

Programação para Dispositivos Móveis

5

51

34

85

0

85

Programação WEB 2

5

51

34

85

0

85

Manutenção de Software

5

51

34

85

0

85

Arquitetura de Software

5

51

34

85

0

85

Trabalho de Conclusão de Curso 1

2

34

0

34

38

72

8º Período

           

Programação Distribuída

5

51

34

85

0

85

Optativas Específicas

15

153

102

255

0

255

Trabalho de Conclusão de Curso 2

2

34

0

34

38

72

Optativa Ciências Humanas, Sociais e Cidadania

2

34

0

34

0

34

Tabela 2 - Carga Horária do Curso

33

239

CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO (em horas):

 

Carga horária total das disciplinas:

2670

Atividades complementares:

180

Estágio Curricular Obrigatório:

400

Carga horária total:

3250

Tabela 2 apresenta informações referentes a carga horária do curso. Neste há um total de horas/aula (50 minutos) de 3204. Convertido em horas/aula para horas relógio (60 minutos) tem-se 2670 horas. No valor de 2670 horas é acrescentada a carga horária do Estágio Curricular (400 horas relógio) e as atividades complementares (180 horas relógio), totalizando 3250 horas relógio. Este carga horária atende as diretrizes nacionais para os cursos de graduação em computação (CNE/CSE 136-2012 página 16) que rege que a carga horária mínima para os cursos desta natureza devem ser de 3200 horas.

3.9 Matriz curricular

A matriz curricular indica a evolução dos grupos de disciplinas caracterizado como núcleos - e suas interdependências. Tal matriz é exibida na Figura 3. As dependências entre disciplinas foram criadas nesta matriz com o intuito de conduzir melhor o aluno em ordem de aprendizagem. Desta forma, a implantação das dependências, entre disciplinas chaves do curso, tem como objetivo garantir ao aluno mecanismo de proteção para que não se matricule em disciplinas, as quais o aluno ainda não possui as habilidades e competências necessárias para acompanhar a evolução da ementa.

Os núcleos de disciplinas capacitarão o egresso nas áreas de engenharia de software, programação, ciência da computação, matemática e humanidades. Desta maneira, o profissional terá uma visão ampla de Tecnologia de Informação. A distribuição de disciplinas em seus respectivos núcleos é exibida na Figura 2.

34

240

34 240 Figura 2 - Núcleos de Disciplinas Os núcleos de disciplinas identificados que consolidam o

Figura 2 - Núcleos de Disciplinas

Os núcleos de disciplinas identificados que consolidam o curso de Bacharelado em Engenharia de Software, explícitos na Figura 2, são:

programação, engenharia de software, ciência da computação, matemática e humanidades.

A matriz curricular apresentada na Figura 3 complempla toda estrutura das disciplinas do curso. O grupo referido em tal figura como 8.2, optativas específicas, equivale a um conjunto de três disciplinas a serem escolhidas e cursadas pelo discente.

35

35 Figura 3 - Matriz Curricular do Curso de Engenharia de Software 241

Figura 3 - Matriz Curricular do Curso de Engenharia de Software

241

36

242

3.10 Ementário das disciplinas

As ementas são agrupadas em semestres para uma melhor visualização da organização da matriz curricular. As referências bibliográficas serão especificadas no plano de curso de cada disciplina. Desta maneira o professor poderá atualizar as bibliografias de sua disciplina sem a necessidade de modificar o projeto do curso.

3.10.1 - 1º Período Algoritmos

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Conectivos Lógicos. Valor Verdade. Tabela Verdade. Operadores Aritméticos, Relacionais e Lógicos. Expressões. Estruturas de Decisão e Controle. Conceitos de Programação Estruturada e Modular. Variáveis Compostas Homogêneas e Heterogêneas. Procedimentos e Funções. Ponteiros. Recursividade.

Introdução a Engenharia de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Definições de sistema, software e Engenharia de Software. Contexto social e de negócio da Engenharia de Software. Conceituação de produto e processo de software. Áreas do conhecimento da Engenharia de Software (requisitos, projeto de software e demais). Métodos de desenvolvimento de software. Aplicações da engenharia de software. Ferramentas.

Lógica para Computação

Carga Horária: AT (34) AP (34) Total (68)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Lógica Proposicional. Linguagem e Semântica. Sistemas Dedutivos. Aspectos Computacionais. O Princípio da Resolução. Lógica de Predicados. Substituição e Resolução. Introdução à programação em lógica matemática. Introdução à Especificação e Verificação de Programas.

Matemática Discreta

Carga Horária: AT (68) AP (00) Total (68)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

37

243

Teoria dos conjuntos, lógica, funções e relações. Números inteiros e o princípio de indução. Combinatória, regras básicas de contagem, princípio da inclusão e exclusão. Probabilidade discreta. Grafos: árvores, fluxos em redes, emparelhamentos, grafos eulerianos, hamiltonianos, planares e coloridos.

Laboratório de Informática

Carga Horária: AT (34) AP (51) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Evolução histórica do desenvolvimento dos computadores. Conceitos de Arquitetura de Computadores. Noções básicas sobre operação de microcomputadores e sistemas operacionais. Noções básicas de Internet. Introdução de um ambiente de desenvolvimento de programas, editor, compilador e depurador. Introdução à implementação e construção de programas computacionais. Atividades em Laboratório. Sistemas de numeração.

3.10.2 - 2º Período Técnicas de Programação

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Algoritmos.

Comandos e estruturas de uma linguagem de programação. Desenvolvimento de programas. Metodologia de desenvolvimento de programas. Abstração de dados. Programação estruturada e modular. Diagramas. Testes de mesa.

Processo de Produção de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

38

244

Definição de sistema, software. Processo. Processo de Software. Áreas do conhecimento da Engenharia de Software. Métodos de desenvolvimento de software. Ferramentas. Processos Tradicionais e Processos Ágeis.

Arquitetura de Computadores

Carga Horária: AT (85) AP (00) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Sistemas numéricos. Aritmética binária: ponto fixo e ponto flutuante. Organização de computadores: memórias, unidade central de processamento, unidades de entrada e saída, linguagens de montagem. Modos de endereçamento, conjunto de instruções. Mecanismos de interrupção e de exceção. Barramento, comunicações, interfaces e periféricos. Organização de memória. Memória auxiliar. Arquiteturas RISC e CISC.

Banco de Dados 1

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Visão geral do gerenciamento de banco de dados. Modelo Entidade- Relacionamento (MER). Modelo relacional. Normalização. Álgebra relacional. SQL. Regras de integridade. Projeto de banco de dados relacional.

Probabilidade e Estatística

Carga Horária: AT (68) AP (0) Total (68)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Estatística descritiva. Teoria elementar de probabilidade. Variáveis aleatórias. Distribuição de probabilidade. Estimação. Intervalo de confiança. Testes de hipóteses. Análise de variância. Análise de correlação e regressão. Controle estatístico de processo (CEP).

3.10.3 - 3º Período Estrutura de Dados

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Técnicas de Programação.

39

245

Conceito de tipo abstrato de dados. Listas lineares e suas generalizações: listas ordenadas, listas encadeadas, pilhas e filas. Árvores e suas generalizações:

árvores binárias, árvores de busca e árvores balanceadas (AVL), árvores B e B++. Ordenação, busca e tabelas de dispersão.

Requisitos de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Processo de Produção de Software.

A atividade de requisitos. Níveis de requisitos (requisitos dos usuários, requisitos de sistema, requisitos de software). Características de requisitos (testáveis e verificáveis). Princípios de modelagem como de composição e abstração. Modelagem requisitos por meio de fluxo de dados. Gerência de requisitos. Rastreabilidade.

Sistemas Operacionais

Carga Horária: AT (34) AP (34) Total (68)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Estrutura e conceitos básicos de sistemas operacionais. Processo: conceitos, sincronização, comunicação, escalonamento. Monoprocessamento e multiprocessamento. Memória virtual. Gerenciamento de memória. Alocação de recursos e deadlocks. Gerenciamento de sistemas de arquivos. Noções de proteção e segurança. Tolerância a falhas em sistemas operacionais.

Banco de Dados 2

Carga Horária: AT (34) AP (34) Total (68)

Pré-requisito: Banco de Dados 1.

Organização e armazenamento de dados: arquivos, índices. Processamento e otimização de consultas. Transações: definição, propriedades, estados. Recuperação de falhas. Controle de concorrência. Noções básicas de bancos de dados distribuídos.

Ética, Normas e Postura Profissional para Computação

Carga Horária: AT (51) AP (00) Total (51)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

40

246

Fundamentos da ética. Abrangência da ética. Ética e religião. Ética e moral. Senso moral e consciência moral. A liberdade. A ética e a vida social. Ética na política. Ética profissional: dimensão pessoal e social. Ética na Computação. Patentes de software, direitos autorais e legislação digital.

Empreendedorismo

Carga Horária: AT (17) AP (17) Total (34)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Ementa: Características do perfil empreendedor. Oportunidade de negócios. Plano de negócios.

3.10.4 - 4º Período Programação Orientada a Objetos (OO)

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Estrutura de Dados.

Aspectos teóricos do paradigma de orientação a objetos. Elementos básicos de uma linguagem de programação orientada a objetos. Programação orientada a objetos. Tratamento de exceções. Desenvolvimento de interfaces gráficas com o usuário. Projeto de soluções usando programação orientada a objetos.

Interação Humano Computador

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Introdução aos conceitos fundamentais da interação entre o usuário e o computador. Definição de usabilidade. Gerações de interfaces e de dispositivos de interação. A evolução dos tipos de interfaces para interação usuário- computador. Aspectos humanos. Aspectos tecnológicos. Métodos e técnicas de design. Ciclo de vida da engenharia de usabilidade. Heurísticas para usabilidade.

41

247

Ferramentas de apoio. Métodos para avaliação da usabilidade. Padrões para interfaces. Interação do usuário com sistemas multimídia e hipertexto. Desenvolvimento prático em avaliação e construção de interfaces.

Análise e Projeto Orientado a Objetos

Carga Horária: AT (34) AP (34) Total (68)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Histórico e evolução das metodologias de orientação a objetos. Comparação entre os principais métodos. Modelagem de sistemas com a notação Unified Modeling Language (UML). Aspectos da análise e projeto orientados a objetos relativos ao processo de desenvolvimento. Ferramentas de apoio à análise e projeto orientados a objetos. Estudo de caso completo.

Oficina de Integração 1

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: O aluno deve estar matriculado no 4º período.

Integração dos conhecimentos das disciplinas de formação básica e profissionalizante ocorridas até o período corrente. Aplicação dos conhecimentos no desenvolvimento de um sistema computacional que contemple essa integração. Aplicação de conceitos de metodologia da pesquisa e comunicação oral e escrita para a elaboração e apresentação de relatório final dos resultados do projeto desenvolvido.

Redes de Computadores

Carga Horária: AT (34) AP (34) Total (68)

Pré-requisito: Sistemas Operacionais.

Evolução das redes de computadores. Organização das redes de computadores. O modelo OSI e a arquitetura TCP/IP. Padrões ISO e IETF. Redes locais. Projeto de redes. Redes de longa distância. Equipamentos de conectividade. TCP/IP. Algoritmos e protocolos de roteamento. Protocolos de transporte TCP e UDP. Protocolos de aplicação. Qualidade de serviço em redes de computadores.

42

248

Multicast. ATM. Administração de redes de computadores. Gerência de redes de computadores.

3.10.5 - 5º Período Programação Desktop

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos

Conceitos de Programação visual. Desenvolvimento de interface. Componentes de interface. Ambiente de programação visual. Operações com banco de dados. Acesso às bibliotecas de componentes. Controle de propriedades e eventos. Acesso a fluxo de entrada e saída de dados.

Qualidade de Software

Carga Horária: AT (51) AP (0) Total (51)

Pré-requisito: Processo de Produção de Software.

Definições e terminologia de qualidade de software. Custos e impactos de baixa qualidade. Modelos de qualidade tradicionais (McCall, Boehm). Terminologia para características de qualidade de software (ISO 9126-1). Papel de pessoas, processos, métodos, ferramentas e tecnologias em qualidade. Padrões de qualidade (ISO 9001, ISO 9003-04, IEEE Std 1028-2008, IEEE Std 1465-2004, IEEE Std 12207-2008, ITIL). Aspectos relacionados à qualidade de modelos de processos de software. Visão geral do CMMI. MPS.BR. Planejamento e garantia de qualidade. Avaliação de atributos de qualidade. Desenvolver planos de qualidade de software em conformidade com o padrão IEEE Std 730-2002.

Gerência de Configuração

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Conceitos e terminologia. A atividade de gerência de configuração. Identificação de itens de configuração. Atributos a serem registrados para cada item de configuração. Armazenamento. Controle de mudanças. Relatórios de status. Controle de versões e linhas base ou de referência (baselines). Princípios de

43

249

gerência de configuração e relação com atividades de desenvolvimento de software. Gerência de configuração segundo desenvolvimento ágil. Gerência de configuração para desenvolvimento de software distribuído geograficamente, múltiplos interessados e desenvolvimento paralelo. Ferramentas.

Gerenciamento de Projeto de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Processo de Produção de Software.

Conceitos de Projeto e de Gestão de Projetos. Características dos Projetos. Fases do Projeto. Estrutura e Organização dos Processos de Gerenciamento de Projetos. Métricas e estimativas para projetos de software. Gerência de custo. Gerência de tempo. Gerência de risco. Estudo sobre as diferentes abordagens sobre processos de Gerenciamento de Projeto.

Segurança e Auditoria em Sistemas

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Redes de Computadores.

Auditoria de sistemas. Segurança de sistemas. Metodologia de auditoria. Análise de riscos. Plano de contingência. Técnicas de avaliação. Aspectos especiais: vírus, fraudes, criptografia, acesso não autorizado.

3.10.6 - 6º Período Programação WEB 1

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Desktop.

Conceitos de desenvolvimento de aplicações para cliente Web. Linguagens de marcação: XML, (X)HTML, HTML 5. Linguagem de estilo para Web: CSS. DOM, Javascript (padrão Ecma), Ajax, JSON, JQuery, APIs da HTML5.

Estimativas e Métricas de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Gerenciamento de Projeto de Software.

44

250

Introdução a métricas de software, métricas diretas e indiretas. Métricas orientadas à função, orientadas ao tamanho e orientadas as pessoas. Métricas para código fonte: LoC, acoplamento e complexidade. Seleção de métricas:

abordagem GQM (Goal, Question, Metric). Estimativas de tamanho do software. Estimativa dos riscos e incertezas do projeto. Estimativa de esforço. Estimativas de tempo. Estimativa de custo do projeto. Modelos de Estimativas: análise de pontos de função e pontos de casos de uso, COCOMO e COCOMO II.

Teste de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos.

Verificação e Validação. Planejamento da Atividade de Teste. Documentação de estratégias de testes e outros artefatos. Revisão de software. Testes de unidade. Técnicas de teste funcional (caixa preta). Técnicas de teste estrutural (caixa branca). Testes de integração. Desenvolvimento de casos de teste baseados em casos de uso e estórias de usuários. Testes de sistema. Testes de aceitação. Testes de atributos de qualidade. Testes de regressão. Testes automatizados e ferramentas de apoio. Teste em ferramentas de integração contínua.

Oficina de Integração 2

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: O aluno deve estar matriculado no 6º período.

Integração dos conhecimentos das disciplinas de formação básica e profissionalizante ocorridas até o período corrente. Aplicação dos conhecimentos no desenvolvimento de um sistema computacional que contemple essa integração. Aplicação de conceitos de metodologia da pesquisa e comunicação oral e escrita para a elaboração e apresentação de relatório final dos resultados do projeto desenvolvido.

Linguagens Formais, Autômatos e Computabilidade

Carga Horária: AT (34) AP (17) Total (51)

Pré-requisito: Matemática Discreta.

 

45

 

251

Autômatos

de

Estado

Finito.

Linguagens

Regulares.

Máquinas

de

Turing

e

modelos

equivalentes.

Complexidade

Computacional.

Linguagens

Formais

e

Gramáticas.

3.10.7 - 7º Período Programação para Dispositivos Móveis

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos.

Conceito de mobilidade e tipos de dispositivos móveis. Tecnologias e ferramentas para desenvolvimento de aplicações móveis. Persistência e comunicação de dados. Desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis.

Programação WEB 2

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação WEB 1.

Conceitos de desenvolvimento de aplicações para servidor Web. Desenvolvimento de aplicações Web em camadas. Integração de aplicações Web com banco de dados. Linguagens de programação para Web. Frameworks para o desenvolvimento de aplicações Web.

Manutenção de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Conceitos e terminologia. Categorias (tipos) de manutenção. Questões técnicas e gerenciais de manutenção. Estimativa de custo de manutenção. Métricas/medidas para manutenção. Processos e atividades de manutenção. Compreensão de programas. Reengenharia. Engenharia reversa. Refatoração. Transformação de programas.

Arquitetura de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Análise e Projeto Orientado a Objetos.

46

252

Conceitos de arquitetura de software. Padrões de projeto e frameworks de desenvolvimento. Padrões de criação, estrutural e comportamental. Padrões GRASP e padrões MVC. Estilos arquiteturais.

Trabalho de Conclusão de Curso 1

Carga Horária: AT (34) AP (00) APS (38) Total (72)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Fundamentos da metodologia científica. Normas para elaboração de trabalhos acadêmicos. Métodos e técnicas de pesquisa. A comunicação entre orientadores e orientandos. O pré-projeto de pesquisa. O projeto de pesquisa. O experimento. A comunicação científica. A organização do texto científico. Normas ABNT e da UTFPR. Elaboração de proposta de trabalho científico e/ou tecnológico, envolvendo temas abrangidos pelo curso. Qualificação do Trabalho.

3.10.8 - 8º Período Programação Distribuída

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Redes de Computadores.

Implementação de aplicativos para redes de computadores. Programação em socket, RMI, RPC. Middlewares para aplicações distribuídas. Conceitos de Transações distribuídas.

Disciplinas Optativas Específicas

Esse bloco deve ser preenchido por uma das disciplinas disponíveis na Seção

3.10.10.

Trabalho de Conclusão de Curso 2

Carga Horária: AT (34) AP (00) APS (38) Total (72)

Pré-requisito: Trabalho de Conclusão de Curso 1.

Redação de proposta de trabalho científico e/ou tecnológico, envolvendo temas abrangidos pelo curso. Defesa do Trabalho. É importante salientar que toda a regulamentação do Trabalho de Conclusão de Curso 2 é definida uma forma globalizada dentro do sistema de ensino da UTFPR.

47

253

Optativa Ciências Humanas, Sociais e Cidadania

Esse bloco deve ser preenchido por uma das disciplinas disponíveis na Seção

3.10.9.

3.10.9 Disciplinas Optativas - área de Ciências Humanas, Sociais e Cidadania Inglês Instrumental

Carga Horária: AT (34) AP (00) Total (34)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Ementa: Desenvolvimento das estratégias de leitura em Língua Inglesa, aplicando os princípios teóricos do ESP (English for Specific Purposes).

Libras 1

Carga Horária: AT (24) AP (10) APS(02) Total (36)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Línguas de sinais e minoria linguística. As diferentes línguas de sinais. Status da língua de sinais no Brasil. Cultura surda. Organização linguística da Libras para usos informais e cotidianos: vocabulário; morfologia; sintaxe e semântica. A expressão corporal como elemento linguístico.

Libras 2

Carga Horária: AT (24) AP (10) APS(02) Total (36)

Pré-requisito: Libras 1.

A educação de surdos no Brasil. Cultura surda e a produção literária. Emprego da Libras em situações discursivas formais: vocabulário; morfologia; sintaxe e semântica. Prática do uso da Libras em situações discursivas mais formais.

Comunicação Oral e Escrita

Carga Horária: AT (34) AP (00) APS(02) Total (36)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Fundamentos da comunicação para conversação e apresentação em público.

Técnicas e estratégias

de

comunicação oral.

Planejamento e

elaboração

de

reuniões

e

seminários.

A

comunicação

em

trabalhos

de

grupo.

Soluções

e

48

254

problemas de comunicação empresarial. Memorando. Currículo (CV). Memento. Relatório. Emprego da norma culta em trabalhos técnicos.

Qualidade de vida 1 Carga Horária: AT(34) AP(00) APS(00) TA(34) Pré requisito: sem pré-requisito. Ementa: Atividade física com ênfase em ginástica laboral: condicionamento, alongamento, relaxamento e atividades recreativas. benefícios advindos da prática sistemática de atividades físicas. técnicas psico-motrizes e jogos pré- desportivos. métodos empregados em atividades físicas em empresas. lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).

Qualidade de vida 2 Carga Horária: AT(34) AP(00) APS(00) TA(34) Pré requisito: Qualidade de Vida 1. Ementa: Aptidão Física, Capacidades Físicas relacionadas à Saúde. Prevenção de doenças ocupacionais. Desenvolvimento de atividades físicas supervisionadas. Legislação.

História e Cultura Afro-Brasileira

Carga Horária: AT (34) AP (00) APS (02) Total (36)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Ementa: A história afro-brasileira e a compreensão dos processos de diversidade étnico-racial e étnico-social na formação político, econômica e cultural do Brasil. O processo de naturalização da pobreza e a formação da sociedade brasileira. Igualdade jurídica e desigualdade social.

Meio Ambiente e Sociedade

Carga Horária: AT (34) AP (00) APS(02) Total (36)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

49

255

Ementa: Desenvolvimento sustentável em suas diversas abordagens. A crise ecológica e social e as criticas ao modelo de desenvolvimento. A tecnologia e seus impactos sócio-ambientais.

3.10.10 Disciplinas Optativas Específicas para Engenharia de Software Integração de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Ementa: Definição de integração de aplicações. Desafios de integração. Abordagens de integração (transferência de arquivos, bases de dados compartilhadas, chamada de procedimento remoto e troca de mensagens). Padrões para integração de aplicações. Tecnologias para integração de software (tais como Service-Oriented Architecture (SOA), Serviços Web: WS-* e Representational State Transfer (REST)).

Customização de Sistemas Integrados

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: sem pré-requisito.

Análise de modelagem de negócio para a aquisição de sistemas integrados. Análise da viabilidade de sistemas integrados. Instalação de Sistemas Integrados. Customização de Sistemas Integrados.

Métodos Formais

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Linguagens Formais, Autômatos e Computabilidade.

Ementa: Métodos formais para especificação de software: visão histórica, paradigmas existentes, comparação entre métodos. Software de tempo real:

classificações e aplicações. Sistemas Reativos. Técnicas formais para

50

256

especificação: máquinas de estados finitos, Redes de Petri, Statecharts e Linguagem Z. Verificação e simulação de Modelos. Desenvolvimento de um sistema exemplo completo.

Metodologias Ágeis de Desenvolvimento de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos e Teste de Software.

Ementa: Introdução às metodologias ágeis. Principais práticas das metodologias ágeis. Principais metodologias ágeis: Extreme Programming (XP), Scrum, Agile e Crystal. Comparação entre metodologias ágeis.

Reuso de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos e Arquitetura de Software.

Ementa: Introdução ao reuso de software e suas principais técnicas. Técnicas tradicionais: bibliotecas, funções e objetos. Frameworks caixa branca e caixa preta. Engenharia de software baseada em componentes. Linhas de produto de software. Desenvolvimento dirigido por modelos (MDD/MDA).

Desenvolvimento Distribuído de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Gerenciamento de projeto de Software e Programação Orientada a Objetos

Ementa: Processos de desenvolvimento distribuído, Dinâmica de Desenvolvimento Distribuído de Software, Engenharia Simultânea e comunicação entre grupos, groupware.

Residência em Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Análise e Projeto Orientado a Objetos, Processo de Produção de Software e Requisitos de Software.

51

257

Ementa: Residência em Software: conceitos, terminologia e histórico. Caracterização de ambientes de residência em software. Simulação de ambientes de residência; atividades práticas em equipes. Gestão de conhecimento. Estudo e instrumentação de bases de conhecimento.

Tópicos em Engenharia de Software

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: O aluno deve estar matriculado no 8º período.

Ementa: Esta disciplina abordará temas específicos e contemporâneos de engenharia de software.

Inteligência Artificial

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Estrutura de Dados.

Ementa: Introdução à inteligência artificial. Representação do conhecimento. Sistemas especialistas. Conjuntos fuzzy. Lógica Fuzzy. Algoritmos genéticos. Redes neurais. Redes Bayesianas. Aprendizagem por reforço.

Compiladores

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Linguagens Formais, Autômatos e Computabilidade.

Ementa: Organização e estrutura de compiladores e interpretadores. Gramática formal. Reconhecedores e autômatos. Análise léxica e sintática. Geração e otimização de código. Tratamento e recuperação de erros. Ambientes de interpretação e execução.

Programação para TV Digital

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos, Estrutura de Dados e Interação Humano Computador.

Ementa: Histórico e padrões internacionais de TV digital. Padrão brasileiro de TV digital. Transmissão de áudio e vídeo digital: protocolos e interfaces. Arquitetura

52

258

dos sistemas de transmissão digital. Utilização de emuladores e frameworks para

o desenvolvimento de aplicações para TV digital.

Realidade Virtual

Carga Horária: AT (51) AP (34) Total (85)

Pré-requisito: Programação Orientada a Objetos, Estrutura de Dados e Interação Humano Computador.

Ementa: Conceitos e aplicações de realidade virtual. Desenvolvimento de ambientes virtuais. Interação em ambientes virtuais. Sistemas de interfaces não convencionais. Realidade virtual imersiva e não imersiva. Arquitetura de sistemas de realidade virtual. Sistemas distribuídos de realidade virtual. Técnicas de modelagem e otimização de ambientes virtuais em sistemas de realidade virtual para plataformas de baixo custo. O padrão VRML97.

3.10.11 - Atividades Complementares e Estágio Curricular Atividades Complementares

Carga Horária: Total horas relógio (180)

As atividades Complementares seguem as normativas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Estágio Curricular Obrigatório

Carga Horária: Total horas relógio (400)

O Estágio Curricular seguem as normativas da Universidade Tecnológica Federal

do Paraná. No curso de Bacharelado em Engenharia de Software ele pode ser

iniciado a partir do 6º semestre.

3.11 Avaliação das disciplinas

A avaliação das disciplinas serão definidas nos planos de ensino seguindo

a resolução 112/10 COEPP:

“A aprovação nas disciplinas presenciais será por Nota Final, proveniente de avaliações realizadas ao longo do semestre letivo, e por freqüência. Será aprovado na disciplina/unidade curricular, o aluno que tiver frequência igual ou superior a 75% e Nota Final igual ou superior a 6,0 (seis), consideradas

todas as avaliações previstas no Plano de Ensino (Art. 34).

53

259

Uma descrição mais detalhada pode ser encontrada no regimento da UTFPR.

54

260

4. INFRAESTRUTURA DO CURSO

Este capítulo apresenta os recursos existentes para a concepção do Curso de Bacharelado em Engenharia de Software. São apresentados as salas, a biblioteca e os laboratórios disponíveis.

4.1 Salas de aula teórica

Atualmente, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Câmpus de Cornélio Procópio possui uma área edificada de aproximadamente 27 mil m 2 , abrangendo ambientes administrativos e didáticos.

4.2 Bibliotecas e acervo bibliográfico

A biblioteca do Câmpus Cornélio Procópio possui uma área total de aproximadamente 572 m 2 , com área de 250 m 2 destinada ao acervo e 240 m 2 destinada aos usuários. A área destinada aos usuários possui salas para estudo individual com cento e sete (107) assentos e salas para estudo em grupo com trinta e sete (37) assentos. Além disso, a biblioteca também possui seção de periódicos, videoteca, sala multimídia e sala de processamento técnico.

O total do acervo é de 9.468 títulos e 18.675 volumes. Os totais do acervo por Área do Conhecimento do CNPq, em 31 de dezembro de 2008, são apresentados na Tabela 3.

O acervo é atualizado periodicamente com recursos obtidos do MEC, CNPq, CAPES e convênios com empresas. A informação sobre o material bibliográfico que deve ser adquirido é encaminhado para a biblioteca pelas coordenações de curso após consulta aos professores das disciplinas.

A biblioteca está informatizada por meio do sistema Pergamum (http://biblioteca.utfpr.edu.br), que permite a classificação e catalogação do acervo local, assim como a realização de consultas, reservas e empréstimos de material bibliográfico do Câmpus e consulta ao material disponível em todos os Câmpus da UTFPR. Para os usuários da biblioteca estão disponíveis dez (10) computadores ligados a Internet e com acesso ao Portal Periódicos (CAPES) e dois (2) computadores exclusivos para consulta ao acervo. Os funcionários dispõem de dois (2) computadores para atendimento aos usuários.

Tabela 3 - Acervo Bibliográfico

55

261

Área do Conhecimento (CNPq)

Livros

Publicações

Outros

seriadas

materiais

 

Títulos

Volumes

NAC*

INT**

impressos e

 

multimídia

Ciências

Exatas

e

da

1.474

4.169

12

2

33

Terra

Ciências Biológicas

 

115

294

1

-

8

Engenharia/Tecnolog

1.311

3.336

15

-

66

ia

Ciências da Saúde

 

131

160

-

-

4

Ciências Agrárias

 

77

95

3

-

-

Ciências

Sociais

2.046

3.587

13

-

55

Aplicadas

 

Ciências Humanas

 

1.747

2.738

12

-

88

Lingüística,

Letras

e

2.567

4.296

2

-

100

Artes

Total

9.468

18.675

58

2

354

*NAC = Nacional. **INT = Internacional

 

4.3 Auditórios

O auditório do Câmpus Cornélio Procópio possui área de

aproximadamente 484 m 2 com palco de 88,74 m 2 , dois (2) camarins com

banheiros, duzentos e sessenta e nove (269) lugares, sistema de som e

microfones, computador (com acesso à Internet) e projetor multimídia, tela de

projeção com controle elétrico, antena parabólica e climatizadores de ambiente.

4.4 Laboratórios

A tabela 4 é uma relação dos laboratórios a serem utilizados por todos os

cursos da área de computação da de UTFPR. É importante salientar que para

implementar o curso de Bacharelado em Engenharia de Software é necessário a

construção de 3 novos laboratórios (2 laboratórios de programação e teste de

software 45 computadores; e um laboratório/empresa para produção de

software 20 computadores, esse laboratório tem como objetivo simular um

ambiente de produção de software).

Tabela 4 - Laboratórios Utilizados no Curso

Laboratório

Área

Resumo dos equipamentos

(m

2 )

Arquitetura

de

74

12 Bancadas contendo: Analisador Lógico. Osciloscópios Digitais.

Computadores

56

262

 

Programador Universal. Computador. Kit Eletrônico de Desenvolvimento para DSP. Kit Eletrônico de Desenvolvimento para Microcontrolador. Kit Eletrônico de Desenvolvimento para FPGA. Matrizes de Contato (Protoboard). Multímetro Digital.

Redes de Computadores 65 Switch Gerenciável Camada 3. Switches Gerenciáveis. Módulo de Fibra Óptica. Roteador com Cisco IOS, com suporte a serviços de dados, voz, vídeo e wireless e aos padrões IEEE 802.11a/b/g/n. Roteador com sistema operacional JUNOS-WW-US e 2 interfaces 10/100 baseTX, 2 interfaces WAN T1 e 1 interface ISDN. Firewall. Telefone IP, Telefone Convencional, PBX Analógico, Placa VoIP e Gateway IP-PBX. Ferramentas para Cabeamento Estruturado. Servidor. 14 Computadores. Equipamento para Videoconferência.

Informática I-201

93

45 computadores e projetor multimídia.

Informática I-202

93

45 computadores e projetor multimídia.

Informática I-203

93

45 computadores e projetor multimídia.

Informática I-204

93

45 computadores e projetor multimídia.

Informática K-001

30

12 computadores e projetor multimídia.

Informática K-008

70

24 computadores e projetor multimídia.

Informática K-009

70

24 computadores e projetor multimídia.

Informática A-040

93

45 computadores e projetor multimídia.

Informática P-005

90

45 computadores e projetor multimídia.

Informática P-105

90

45 computadores e projetor multimídia.

Informática P-205

90

45 computadores e projetor multimídia.

57

263

5. CORPO DOCENTE E TÉCNICOS ADMINSTRATIVOS

Este capítulo apresenta a relação de docentes que atuam nos cursos de

Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) e Engenharia da

Computação. É importante salientar que os docentes que atuarão no curso de

Engenharia de Software deverão ser concursados. Dezessete professores da área

serão necessários para atenderem a demanda do curso. Tal número foi

identificado a partir do suposto em que cada docente deve ministrar em média

12 aulas semanais e um destes terá sua carga didática reduzida com o objetivo

de coordenar o curso. Qualquer redução adicional da carga didática destes, seja

por credenciamento em programa de pós-graduação, por assumirem atividades

administrativas, entre outras, terá um impacto negativo significante na

qualidade e do curso. A Tabela 4 contém a relação dos docentes, da quantidade e

do perfil dos professores que deverão ser contratados. O perfil esperado consta

da área e seu código na tabela de áreas de conhecimento do CNPq.

Tabela 5 - Relação de Docentes, Titulação e Regime de Trabalho TADS e Engenharia da Computação

 

Área do Conhecimento

 

Regime

 

Docente

Titulação

de

 

Trabalho

Adriana Herden

 

Engenharia de Software

Mestre

DE

Adriane

Carla

Anastácio

da

Mestre

DE

Silva

Engenharia de Software

Adriano Rivolli da Silva

 

Multimídia e Hipermídia

Mestre

DE

Alessandro Botelho Bovo

 

Banco de Dados

Doutor

DE

Alessandro Silveira Duarte

 

Engenharia de Software

Especialista

DE

Alexandre L’Erario

 

Engenharia de Software

Doutor

DE

Alexandre

Romolo

Moreira

 

Doutor

DE

Feitosa

Inteligência Computacional

Alexandre Rossi Paschoal

 

Inteligência Computacional

Doutor

DE

Andre

Luis

dos

Santos

 

Mestre

DE

Domingues

 

Engenharia de Software

André Luiz Przybysz

 

Inteligência Computacional

Especialista

DE

André Takeshi Endo

 

Engenharia de Software

Doutor

DE

Andre Yoshiaki Kashiwabara

Inteligência Computacional

Doutor

DE

Antonio Carlos Fernandes da Silva

Inteligência Computacional

Mestre

DE

Carlos

Nascimento

Silla

Doutor

DE

Junior

Inteligência Computacional

Cleverson Flor da Rosa

 

Gestão

Mestre

DE

Danilo Sipoli Sanches

 

Linguagem de Programação

Doutor

DE

58

264

Eduardo Cotrin Teixeira

Banco de Dados

Mestre

DE

Eduardo

 

Filgueiras

Realidade Virtual

Doutor

DE

Damasceno

   

Fábio

Fernandes

da

Rocha

Mestre

DE

Vicente

 

Inteligência Computacional

Fabrício Martins Lopes

 

Inteligência Computacional

Doutor

DE

Francisco Pereira Junior

Redes

Mestre

DE

Gabriel Canhadas Genvigir

Engenharia de Software

Especialista

DE

Henrique Yoshikazu Shishido

Redes

Mestre

DE

Jair de Oliveira

 

Gestão

Doutor

DE

José Antônio Gonçalves

 

Gestão

Especialista

DE

José Augusto Fabri

 

Engenharia de Software

Doutor

DE

Joselene Marques

 

Matemática

Mestre

DE

Juvenil Teixeira da Silva

Gestão

Mestre

DE

Luciana Carneiro Hernandes

Língua Portuguesa

Mestre

DE

Luciano

Tadeu

 

Esteves

Doutor

DE

Pansanato

 

Multimídia

Luiz César de Oliveira

 

Gestão

Mestre

DE

Maria

Lucia

De

Carvalho

 

Mestre

DE

Fontanini

 

Matemática

Marilu Martens Oliveira

Língua Portuguesa

Doutor

DE

Pedro Henrique Bugatti

Banco de Dados

Doutor

DE

Priscila Taemi Maeda Saito

Banco de Dados

Mestre

DE

Rodrigo

Henrique

Cunha

Inteligência Computacional

Mestre

DE

Palácios

   

Rogério Santos Pozza

 

Redes

Mestre

DE

Vanderley Flor da Rosa

 

Tecnologia e Educação

Doutor

DE

Tabela 6 Proposta da Relação de Docentes a Serem Contratados para Implementação do Curso

Semestre

Qtde.

Perfil

Primeiro

3

P1: Arquitetura de software

 

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

10303014

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

10303049

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

P2: Desenvolvedor WEB

10303014

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

P3: Desenvolvedor Mobile

10303014

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

Segundo

2

P4: Banco de dados

 

10303030

BANCO DE DADOS

P5: Redes e infraestrutura

10304029

ARQUITETURA DE SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO

Terceiro

3

P6: Gerenciamento de projetos de software

 

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

10303049

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

59

265

 

P7: Desenvolvedor de linguagem Orientada a objetos

10303014

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

P8: Desenvolvedor Web e integração 10303014 LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO / 10303022 ENGENHARIA DE SOFTWARE

Quarto

2

P09: Segurança e infraestrutura

 

10304029

ARQUITETURA DE SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO

P10: Desenvolvedor / IHC 10303014 LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO / 10303022 ENGENHARIA DE SOFTWARE

Quinto

2

P11: Gerenciamento de projetos de software

 

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

p12: Gerenciamento de configurações

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

Sexto

2

p13: Gerenciamento de projetos de software

 

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

p14: Integração de sistemas

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

Sétimo

2

p15: Sistemas corporativos e Sistemas de informação

 

10303049

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

P16: Engenharia de software

10303022

ENGENHARIA DE SOFTWARE

Oitavo

1

p17: Sistemas distribuídos

 

10304029

ARQUITETURA DE SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO / 10303014

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO

O Câmpus de Cornélio Procópio da UTFPR fornece todo o apoio técnico necessário para o curso, pois conta com 74 técnico-administrativos, incluindo analista de tecnologia da informação, bibliotecário, técnico em audiovisual e eletricista. Em especial, existe uma Coordenadoria de Gestão de Tecnologia da Informação que realiza a manutenção dos equipamentos, minimizando os custos operacionais e garantindo o funcionamento do laboratório didático-científico.

60

266

6. REFERÊNCIAS

ACM Association for Computing Machinery (ACM). URL: http://www.acm.org.

ACM Cursos URL: http://www.acm.org/education/curricula-recommendations

ACM

http://computingcareers.acm.org.

Careers

Computing:

Degrees

&

Careers.

Disponível

em

ACM/IEEE-CS Software Engineering Code of Ethics and Professional Practice, Version 5.2. Disponível em http://www.acm.org/about/se-code.

ACM/IEEE 2005 Computing Curricula 2005: The Overview Report covering undergraduate degree programs in Computer Science, Computer Engineering, Information Systems, Information Technology and Software Engineering, 2005.

Bloom

http://en.wikipedia.org/wiki/Bloom's_Taxonomy.

Taxonomia

Bloom

de

Objetivos

Educacionais.

URL:

BRASSCOM Brasscom. URL: http://brasscom.com.br.

CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal e Nível Superior (CAPES). URL: http://www.capes.gov.br.

Clements, 2009 Paul Clements e Mary Shaw, “The Golden Age of Software Architecture” Revisited, IEEE Software, july/august 2009, vol. 6, número 4, págs. 70-72, ISSN 0740-7459.

CMMI

http://www.sei.cmu.edu/cmmi.

Capability

Maturity

Model®

Integration

(CMMI).

URL:

CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). URL: http://www.cnpq.br.

COMTEC

Comunidade

Tecnológica

de

Goiás

(COMTEC).

URL:

http://www.comtecgo.com.br.

 

CS

2008

Computing

Curricula

Computer

Science,

ACM/IEEE,

2008.

URL:

http://www.acm.org/education/curricula-recomendations.

Erdogmus, 2009 Hakan Erdogmus, The Seven Traits of Superprofessionals, IEEE Software, july 2009, págs. 4-6.

 

61

 

267

FINEP

Financiadora

de

Estudos

e

Projetos

(FINEP).

URL:

http://www.finep.gov.br.

Garg 2008 Software Engineering Education in India: Issues and Challenges, Kirti Garg and Vasudeva Varma,

21st Conference on Software Engineering Education a