Você está na página 1de 390

CARLOS SP1TZER, S. J.

TESOURO DE VOCÁBULOS E FRASES

DA LÍNGUA PORTUGUÊSA

o

PUBLICADO PELO

Pe. L1DVINO SANTINI, S. J.

2. a EDIÇÃO

S. n Impressão

EDITÔRA GLOBO

Rio de Janeiro Porto Alegre São Paulo

1.-' EDIÇÃO

l. A IMPRESSÃO

JULHO DE 193G

2. a EDIÇÃO

.

1. a IMPHESSÃO

SKTKMU1JO ME 1952

2. '

J

3.

4. * n -

5. 3

6.

7.

a

J

"

"

"

"

"

"

Outubro db 3953

jAxiano db 1955

Mauço dis; 1956

SvíjIIO dií 1957

Ahriíj »k 1958 Setejibko pí.; 1959

19 62

DIREITOS BXOIíTjSltOS DE EDIÇÃO, ' DA' JSD1TÔEA GLOBO

PÔRTO ALEGRE

El O GRANDE DO SUL

S.

A.

ESTADOS UXIDOS DO BRASIL

i

1

í

1

I

DICIONÁRIO

ANALÓGICO

DA LÍNGUA

PORTUGUÊS

PADRE CARLOS SPITZER, S. J.

Nasceu o Padre Carlos Spitzer a 3 de novembro de 1883 em Kail, sobre o Rio Mosela, na Alemanha.

Não contava ainda 5 anos, quando os pais vieram estabelecer-se em Porto Alegre.

Afeiçoou-se o pequeno Carlos desde cedo à terra hospitaleira do

Rio Grande do Sul.

Filho de operários, começou a vida como operário, empregan-

do-se como tipógrafo, primeiramente na oficina do Dr. Guilherme

Rotermundj em S. Leopoldo, depois na do Dr. Hugo Metzler, a

conhecida Tipografia do .Centro, em Porto Alegre. Ia já, pelos 19 anos, quando se resolveu a estxodar para sacerdote. Fez o curso ginasial no Colégio de S. José da Companhia de Jesus,

em Pareci Novo. Decorridos quatro anos de assíduos e diligentes estudos, foi admi-

tido na Companhia de Jesus.

Fez os dois anos de Noviciado no Colégio do Barro, em Portu-

gal (1906-1908), indo estudar Filosofia no Colégio de S. Inácio em Valkenburg, na Holanda.

Tornou ao Brasil em 1911. Dedicou-se no Ginásio Catarinense,

em Florianópolis, à educação e instrução da esperançosa mocidade

que para lá afluía de vários recantos do Brasil.

Em meados de março de 1916 começou os estudos de Teologia

no Seminário Provincial, hoje Central, de São Leopoldo.

Em fins de 1918 foi ordenado sacerdote; e, feito mais um ano

de Teologia em S. Leopoldo e outro de estudos as cético~práticos em

Pareci Novo, assumiu em começos de 1921 as funções de lente cate-

drático do Ginásio Anchieta, em Porto Alegre.

Não lhe permitindo a saúde, notàvelmente abalada, a continua,- ção no magistério, foi incumbido da cura de dlmas na Capela de S.

José, em Porto Alegre. Deus, porém, quis ter cedo o bom Pad,re consigo na, glória. E

assim o Padre Carlos Spitzer, ainda no vigor dos anos, entregou sua

bela alma ao Criador, em 31 de dezembro de 1922.

6 CARLOS S P I T Z E R, S. J.

O Padre Carlos Spitzer, S. ]., foi dessas personalidades de ori-

gem humilde.

Começou a vida como operário, mas com uma grande diferença

da maioria dos seus companheiros: na oficina conservou intato o

ardor da fé e os- bons costumes,

que trouxera da casa paterna,

alimentando sem cessar o seu ardente desejo de mais instrução.

. Continuamente preocttpado com o seu aperfeiçoamento moral e

intelectual, encaminhava todas as suas ações para este sonhado

objetivo.

Quando compunha trechos de jornais, revistas e livros, deles

hauria as noções que lhe faziam falta para a sua instrução religiosa

e científica

Desta maneira adquiriu grande facilidade de extrair dos livros a matéria que desejava. Bastava-lhe que os percorresse em diagonal

para depois dar conta exata do seu conteúdo.

Quando estudante e religioso, aproveitava as férias para se apro-

fundar no Português, utilizando lotes inteiros de livros da biblioteca,

que repunha no dia seguinte,

que

achava de proveitoso para a sua obra.

Dotado de memória extraordinária, rivalizava, a bem dizer, com

o físico Ampère, de quem se diz que recitava qualquer artigo da "Grande Encyclopédie" composta de 18 grandes volumes.

depois de lhes haver

tirado o

Não menor foi seu talento filosófico e teológico.

Era com notável facilidade que resolvia os mais intrincados e

difíceis problemas- escolásticos.

Gomo não esperasse pela explicação do lente, mas o antecipasse

no estudo do programa escolar, compreendes e que fosse capaz de preparar a lição a caminho para a aula; e assim se explica que lhe

sobrasse no decurso do ano escolar tempo bastante para dedicar-se

ao cultivo das letras pátrias, pelas quais revelou sempre verdadeira

paixão.

E, de feito, não fora esta paixão, nunca poderia ele haver-nos legado o "Dicionário Analógico da Língua Portuguesa", que só foi publicado em 1936.

DICIONÁRIO ANALÓG I GO D A

LÍNGUA

PORTUGUESA

IDEIA GERAL

O Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, ensaio linguístico feito originàriamente para uso particular do autor, conquanto seja

de apreciável extensão e grande utilidade, não chega, é claro, a es-

gotar o enorme .cabedal de vocábulos e locuções da nossa língua. Pen-

samos, todavia, não andar mal avisados dando-o à publicidade, pois,

mesmo com as deficiências que lhe reconhecemos, pode o Dicionário

prestar relevantes serviços a quantos se empenham no cultivo das

E a prova disso temos no fato de que o livro entra

agora em segunda edição.

Um breve exame do Plano de Classificação, posto à portada do

Dicionário, nos demonstra o valor indiscutível de sua utilidade e,

l«2tras pátrias.

sobretudo, o plano altamente científico a que obedeceu sua elabora-

ção.

É próprio do sábio e do filósofo abarcar os conceitos gerais

duma multidão de coisas, reduzindo tudo à mais rigorosa síntese, para

•logo, espraiando-se, selecionar e dividir, e tornar depois a agrupar as partes em torno das novas divisões, até esgotar todos os meios dis- poníveis e próprios para a realização do objetivo escolhido. Ora, o. autor do Dicionário Analógico da Língua Portuguesa abrange todo o vasto e complexo mundo das idéias, reduzindo-as e

sintetizando-as no estreito âmbito das categorias filosóficas, com a criação do grandioso. Plano de Classificação; passa depois a dividir e

analisar as idéias gerais torna a reduzir e a sintetizar as divisões e as

seções; e por fim agrupa, em torno destas, todas as palavras e locu-

ções da língua portuguesa.

Para se ter uma compreensão mais clara do que se acaba de ex-

por, basta ler as primeiras páginas da obra, em que se desenvolve o

Plano de Classificação. Estudado e compreendido o exposto, não há quem se não convença -de que o Dicionário é obra altamente científica.

O fim que o autor se propôs foi o de colecionar todas as palavras

locuções da língua portuguesa não as dicionarizando alfabètica-

1

s CARLOS SPITZER, S, J,

mente, partindo das palavras para as ideias, mas associando-as pelo

liame ideológico, partindo das ideias para as palavras e locuções; e não há negar que soube valer-se, de modo magistral, dos meios que

o conduziram ao fim proposto.

O Plano de Classificação, foi esse meio: a diretriz geral, à qual

subordinou as demais partes componentes; de sorte que em 688 nú-

meros abarca quase todo o rico cabedal de palavras e locuções da língua portuguesa»

TÍTULO DA OBRA

O título, sob o qual se apresenta a obra, somente se justifica em

parte; o subtítulo é que perfeitamente a idéia geral do trabalho.

Quem penetrou a estrutura interna do livro, está, neste parti-

cular, conoseo; porque a obra não associa pelo liame ideológico

palavras e locuções analógicas (as que têm ponto de semelhança en-

tre si), mas também as sinonímicas (as que têm o mesmo sentido ou sentido aproximado) e as antonímicas (as que têm sentido oposto).

FINALIDADE DA OBRA

O Dicionário Analógico fornece um apanhado global 'da língua

portuguesa, racionalmente distribuído; a palavra ou locução que

se ignora ou que saiu da memória; evita as repetições de palavras e

as impropriedades resultantes do desconhecimento de inúmeros vo- cábulos e das locuções analógicas, sinonímicas e antonímicas; obriga o escritor que procura uma palavra ou locução a percorrer o grupo

das que se lhe acham associadas por uma ligação ideológica.

Com tal finalidade, é de ver que o Dicionário Analógico da Lin- gua Portuguesa se destina, primeiramente, a todos os escritores, a

quantos manejam a pena, como jornalistas, oradores, 'conferencistas e estudantes; em segundo lugar, aos curiosos, estudiosos e apaixona-

dos do nosso idioma, que encontrarão, no manuseio do Dicionário, ocasião de enriquecer e aumentar os conhecimentos tanto da língua

como das ideias: cada novo termo entendido e aprendido traz nova

idéia.

Cumpre, porém, salientar que a primeira e principal finalidade

desta obra é dar a palavra ou locução que se ignora ou que fugiu da

memória e não dar a explicação ou sentido da palavra ou locução.

Para êsse fim existem os dicionários comuns.

Não ha dúvida que muito aproveitaria aos consulentes, se o Di-

cionário Analógico da Língua Portuguesa registrasse também as de- finições dos vocábulos e locuções; isso, porém, sobre ser contrário ao

espírito da obra demandaria sensível aumento de volume, o que viria

D I C I ONÁR IO ANALÓGICO

S

dificultar imensamente sua ampla divulgação. Note-se, entretanto,

que o autor teve o cuidado de pôr, entre parênteses, o sinonimo de

uma que outra mais estranha ou invulgar.

ÍNDICE

Com o intuito de facilitar o manuseio do Dicionário Analógico,

organizamos o índice que vai no fim da obra. Nêle figuram não

as palavras-mestras ou guias que encabeçam os 688 números de que

se constitui o Dicionário, mas também inúmeras outras, em geral as

de uso mais comum, acompanhadas dos respectivos algarismos que

devem remeter o consulente à página em que êle encontrará o vo- cábulo ou a locução desejada.

Só mediante o uso desse índice cumpre o Dicionário Analógico da

Língua Portuguesa sua finalidade prática com relação ao consulente.

Por exemplo: se se nota que determinado termo traduz o pensamento

com impropriedade, deselegância ou confusão, procure-se êsse termo no índice; encontrado o têrmo, note-se o número a êle correspondente,

e volte-se com êle ao corpo da obrà, onde se descobrirá o têrmo

que traduzirá com precisão, elegância e propriedade aquêle

mesmo pensamento.

OBSERVAÇÕES FINAIS

Note-se, ainda, a título de esclarecimento, o seguinte:

As palavras-mestras, bem como os respectivos algarismos, se

conhecem no índice pelo negrito. É possível que não se encontre no índice um ou outro têrmo

procurado pelo consulente, visto não figurarem nêle todas as pala- vras contidas no corpo da obra; entretanto, haverá sempre à mão um

outro têrmo sinonimo ou antônimo do primeiro, ou a êle análogo

que oferecerá ao consulente novas idéias ou sugestões.

Observe-se, ainda, que os 688 números estão subdivididos em grupos: substantivos (S.), adjetivos (A.) e verbos (V.). Por isso O consulente que quer apressar a busca do têrmo desejado deve pro- curá-lo pela categoria gramatical: se for substantivo ou locução subs-

tantiva, estará no grupo dos substantivos, sempre iniciado por um S.

Que se encontrem as palavras do índice acompanhadas de dois

ou mais números, é coisa ditada pela própria natureza e finalidade

da obra: parte ela das idéias para as palavras e locuções; e, como há

palavras e locuções semelhantes para traduzir idéias semelhantes e

diversas, estas devem aparecer em diversos números.

20 CARLOS S P I T Z E R, S, J,

Aceitaremos de boa vontade, e antecipadamente agradecendo,

quaisquer observações ou críticas que nos queiram dirigir diretamen-

te os entendidos no assunto, pois elas naturalmente contribuirão pa-

ra aperfeiçoarmos, o mais possível, este dicionário. Mais gratos ainda ficaremos àqueles que nos quiserem obsequiar com a remessa de pa-

lavras, locuções, adágios, frases, feitas, etc, que não se encontrem

nesta obra.

AGRADECENDO

A quantos nos auxiliaram na realização desta obra quer me- diante apoio moral ou material, quer mediante a colaboração ma-

nual, os nossos mais sinceros agradecimentos.

À prestimosa Livraria do- Globo, que tanto vem contribuindo, com suas publicações didáticas, para o progresso intelectual do povo

brasileiro, um especial agradecimento por se haver afoitado a impri-

mir a obra, mesmo com o risco de pôr em jogo grande capital.

L. S.

PLANO DE CLASSIFICAÇÃO

CLASSE.

I. Relações abstraías

II. Espaço

III. Matéria

IV. Faculdade

cognoscitiva

DIVISÃO.

I. Formação

de ideias.

II. Comun

cação de

ideias

I

11

SEÇÃO

Números.

I. Existência

 

1- -

8

II. Relação

9-- 24

III

Quantidade

25-- 52

IV. Ordem

 

53-- 69

V.

Número .

70-- 80

VI

Tempo

81--103

VII

104--113

VIII

114--12S

I

129--139

II

140--176

III

177--195

IV.

196--223

I

224--228

II

229--254

III

255-—319

SEÇÃO.

 

I.

Operação do entendi-

 

mento em geral

320--321

II.

 
 

Condição anterior a

322--332

III.

operação do entend. Material para o ra-

 

ciocínio

333--341

IV. Processo do raciocí-

 
 

nio

342--346

V.

Resultado do racio-

 

cínio

347--35S

VI.

Extensão do pensa-

 

mento

361--364

VII. Criador

do

pensa-

 

mento

365-—367

I.

Natureza das idéias

 

(Comunicabilidade)

368--377

II. Modo de comunica-

 
 

ção

378-—392

III.

Meio

de comunica-

 

ção

393--415

12 CARLOS SPITZER, S. J.

DIVISÃO.

SEÇÃO,

[V. Faculdade

volitiva

I. Vontade

I. Vontade em geral

416434

II. Vontade prospectiva 435484

 

individual

III.

Vontade em ação

485492

 

IV.

Vontade contrariada 493 506

V.

Resultado da .ação

507512

I.

Em geral

513528

II.

Vontade in-

II.

Em particular

.

529535

tersocial .

III. Debaixo de condição 536543 IV. Relação comutativa 544567

VI. Faculdade afetiva

SEÇÃO.

I.

Em geral

II. Pessoal

III. Simpática

IV.

V.

Moral

Religiosa

568—574

575621

622641

642—674

075— 688

CLASSE 1

PALAVRAS QUE EXPRIMEM RELAÇÕES ABSTRATAS

. SEÇÃO I EXISTÊNCIA

1.

Ser

2. Não ser

3.

Essência

4. Não essência

5.

Qualidade, essência intrínseca

6. Qualidade extrínseca

7.

Absoluto (condição substancial)

8. Relativo (condição acidental)

SEÇÃO II RELAÇÃO

9. Relação

10- Falta de relação

11.

Afinidade (relações de paren-

tesca)

12.

Reciprocidade, relação mútua

13.

Identidade

14. Não-identidade

15 Igualdade na espécie

16.

Desigualdade na espécie

17.

Semelhança

18. Dissemelhança

19.

Imitação

20. Não-imitação

21.

Produto da imitação (v. 19; 394)

22. Original da imitação

24.

23.

Concordância (v. 353)

Discordância (v. 354)

SEÇÃO III

Quantidade

25.

Quantidade absoluta

26.

Quantidade relativa

27.

Identidade em quantidade ou

28.

Diversidade em quantidade ca

grau

grau

29.

Mediania, mediocridade, etc.

30.

Produção do equilíbrio

31.

Grandeza, tamanho

32.

Pequenez

33.

Superioridade

34.

Inferioridade

35.

Aumento

36.

Diminuição

37.

Acrescentamento

38.

Subtração

39.

O que acresce, se adiciona

40.

O que sobra, reste

41.

Mistura, liga

42.

Não-mistura, puro

£3. União

44.

Separação

13

14

CARLOS SPITSER, S. J.

45.

Conexão

46.

Desconexão

47.

Composição, reunião

48.

Dissolução

49.

Inteireza, completo

50.

Parte, incompleto

51.

Fazer parte de um inteiro, dum

52.

Não pertencer a um todo, uni

corpo unido

corpo unido

SEÇÃO IV ORDEM

53.

Ordem (v. 68; 102)

54.

Desorlem (v. 69)

55.

Preceder (v. 93; 206), princípio

56

Seguir (v. 94; 207), fim

57.

Meio

58.

Continuação, consecução, fileira,

59. Série interrompida, salto, des-

progressão, série ininterrupta

continuidade

60.

'Colocação posição numa série

61.

Universalidade, conjunto (v. 43;

62. Dissipação

47)

63.

Classe, etc.

64.

Inclusão numa classe

65. Exclusão duma classe

66. Generalidade

67. Particularidade

68. Regra, regularidade (v. 53; 102)

69.

Falta de regra, irregularidade

(v. 54)

SEÇÃO 7 - - NÚMERO

70. Números em geral; algarismos;

relações e operações sôbre alga-

rismos e números

71. Medidas de números (v. 25)

72. Um, alguém

74. Alguns; pluralidade (v. 78)

75. Variedades; não-identidade (v.

14)

76. Não estar só, senão acompanha-

do, ligado (t. 9; 37; 39; 43)

77.

último, etc.

(v.

34;

56)

79. Números cardinais e ordinais

acima de um (79; 80)

79. Números multiplicativos (v. 78)

73. Nenhum, nada, ninguém

80. Números divisores, quebrados,

fracionários (v. 78)

SEÇÃO VI TEMPO

81. Tempo, em geral

82.

84.

S6.

89.

91.

93.

Perpetuidade, eternidade

O não existir, já não durar

Duração longa, estabilidade

85.

Duração curta; brevidade; ca- ducidade; fuga do tempo

Cronologia; medição do tempo

87.

Erros cronológicos, não-observa»

Tempos de duração da vida, do

ção do tempo

ano, do dia

Oportunidade; tempo livre; apro-

90.

Inoportunidade; falta de tempo j]

veitamento do tempo

negligência do tempo

Ser cedo

92.

Ser tarde

Prioridade (v. 55)

94.

Posteridade (v. 56)

95. Coevo; coincidência no tempo

96. Meio tempo; interstício

97. Presente; atualidade

98.

100.

102.

104.

106.

108.

110.

111.

112.

114.

116.

118.

120.

122.

123.

125.

127.

DICIONÁRIO ANALÓGICO

15

Passado

Frequência

Periodicidade (v. 53;

63)

99. Futuro

101. Raridade

103. Irregularidade (v. 54;

69)

SEÇÃO VII MUDANÇA

Mudança; mutabilidade

Trânsito de movimento ao des- canço (v. 104)

Trânsito progressivo para alg. cousa, transformação (v. 104)

Tornar ao antigo estado; desfa-

zer a transformação (v. 108)

Substituição; uma cousa por ou- tra; troca; equívoco, etc. (v. 12;

104)

Mudanças feitas; por fazer, al-

terações possveis; sucessos con- tingentes etc. (v. 366)

105.

107.

Constância; inalterabilidade

Trânsito de descanso a movi-

mento

(v.

104)

109.

Conversão súbita, rápida; trans-

violenta,

revolução

, formação

(v. 104)

113. Alterações necessárias, sucessc:

inevitáveis

SEÇÃO VIII CAUSA

Causa

115.

Efeito

Indicação da causa eficiente, da

117.

Falta de causas determináveis,

origem

 

acaso

(y. 436)

Força criadora, enérgica, ativa

119.

Inércia; improdutibilidade; pre-

que pode atuar ou que se mani-

guiça; fraqueza (v. 486)

festa

(v.

485)

Fôrça violenta, viva, brutal, etc.

121.

Fôrça branda; suavidade, etc,

Fôrça destruidora, destruição,

 

etc.

(v.

120)

Influência

 

124.

Falta de influência

Tendência para influir

126.

Dependência de algum influxo

Concurso de causas

128.

Contra ação; causa contrária

ao efeito

CLASSE II

PALAVRAS QUE EXPRIMEM ESPAÇO

SEÇÃO I ESPAÇO EM GERAL

129. Espaço ilimitado, amplo

130.

Espaço limitado, determinado

131. Locação no espaço; posição; si-

 
 

tuação

132. Colocação no espaço; disposi- ção; ocupação de um lugar

133.

Afastamento do lugar; remoção

134. Presença, existência no espaço num lugar

135.

Ausência; não-existência no es- paço num lugar

136. Moradores; habitantes, etc.

137.

Morada; lugar de assembleias,

 

reuniões, etc, paradeiro

138.

Conteúdo dum espaço

139.

Receptáculo

2G

CARLOS SPITZER, S. J.

SEÇÃO II DIMENSÃO

140.

Extensão em geral

141.

Grandeza em geral (t. os nú- meros ímpares de 143-159)

143.

(Comprimento

 

146. Largura

 

|

147.

Grossura

149.

Ancho, amplo

 

151.

Altura

153.

Profundidade

 

155.

Suportes; alicerce; apoio; sus-

tentar-se sobre

 

157.

Estar' em pé, perpendicularmen-

te

(v. 181)

 

159.

Paralelismo

161.

Cortar, cruzar, estaT de través

162.

Meio

163.

Fora

165.

Em cima, sobre (v. 151)

167.

Cobrir; vestir; forrar; etc.

169.

Adjacente; que cerca, rodeia, cin-

ge, abrange; margem; baliza;

marco; raia, etc.

 

170.

Diante

(v.

55;

93)

172.

Posição lateral

173.

Direita

175.

Picar defronte; entestar; estar do lado oposto

176.

Virar; volver; pôr em coloca-

ção contrária {desandar) ; tro-

car de fora para dentro; de cima para baixo ; de diante para trás de direito para esquerdo; do avesso

 

SEÇÃO III

177.

Forma; figura

179.

Forma regular

181.

Linha reta (v. 157; 158)

183.

Curva em arco

(v. 188; 189)

184.

Curva fechada

185.

Forma de espiral; rosca

186.

Sólidos curvos, esféricos (quan- to a linha descrita no corpo)

187.

Plano; planura

 

188.

Abóbada; convexidade: elevação

(v. 183)

190.

Gume;

ponta; ifio

192.

Lisura

194.

Abertura

142.

Pequenez em geral

(r. og nú«

meros pares de 144-154)

144.

Brevidade

146.

Estreiteza

148.

Finura, delgado

150.

Apertado

15-2. Baixeza

 

154.

Baixo (das águas)

156.

Estar dependurado

158.

Estar deitado, horizontalmente

(v. 181)

160.

Convergência e divergência

164.

Dentro

166.

Embaixo (v. 152; 153)

168.

Desnudar; despir; nudez; des-

velar

171.

Atrás

(v.

56;

94)

174.

Esquerda

 

- FORMA

178.

Deformidade;

monstruosidade,

tôsco

180.

Forma irregular

182.

Linha quebrada, cantos, arestas,

ângulos

189.

Concavidade; escavação

191.

Embotamento

193.

Aspereza; desigualdade; rugo- sidade

195.

Fechado; entupido; tapado

DICIONÁRIO ANALÓGICO

SEÇÃO 17 MOÇÃO

17

196.

Movimento (v. 198-223)

197.

Imobilidade; descanso

198. Mudança de lugar e transporte

199.

Translocação e transporte nágua

ém terra, sôbre gêlo,

etc.

pelo ar, etc.

20'0. Celeridade; velocidade

201. Vagareza

Repulsão

202.

Choque

203.

204.

Direção

205.

206.

Ir adiante (v. 55)

207.

208.

Avançar; mover para frente;

209.

adiantar

210.

Impelir objeto que está adian-

211.

te ; empurrar

212.

Movimento para certo lugar, fim,

213.

alvo

214.

Introdução dentro dalguma

215.

cousa, movimento para dentro

216.

Movimento através, perpassar alguma cousa, etc.

217.

Movimento que vai além

218.

219. Movimento para o alto

220.

Desvio

Seguir

Retroceder;

(v.

56)

mover (-se) para

etc,

afasta-

trás; atrasar.

do

dum

Impelir objeto que fica atrás;

puxar

Movimento para longe de, sain-

ponto,

mento

Extração; movimento para fora

Movimento que fica aquém (ão

alvo) não o atinge,