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1. Noções Gerais: MÓDULO II Parasitologia Parasitologia é o estudo dos parasitas ou das doenças
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1. Noções Gerais:

MÓDULO II

Parasitologia

Parasitologia é o estudo dos parasitas ou das doenças parasitárias, seus métodos de diagnóstico e controle. As chamadas doenças parasitárias ainda são responsáveis por um alto índice de morbidade ao redor do mundo. Apesar do grande avanço tecnológico, do alto padrão educacional, da boa nutrição e de boas condições sanitárias, mesmo os países desenvolvidos estão sujeitos a doenças parasitárias. Nos últimos anos, a investigação e o tratamento dessas doenças receberam interesse renovado. A globalização permite um rápido trânsito de pessoas pelo mundo, como viajantes e migrantes de áreas endêmicas. Além disso, o fato de terem sido encontrados patógenos emergentes e reemergentes em pacientes imunocomprometidos por diferentes motivos, especialmente em pacientes com AIDS, fez com que parasitos

anteriormente sem importância clínica em humanos, como os coccídeos intestinais Isospora belli, Cryptosporidium parvum e Sarcocystis hominis, fossem observados. Parasitos são organismos que vivem em ou sobre um hospedeiro e sobrevive às suas custas. Os parasitos são classificados em:

* Parasitas comensais: não causa efeitos perigosos óbvios ao hospedeiro, como o

piolho.

* Parasitas patogênicos: podem causar doença severa e morte do hospedeiro se

não houver tratamento como, por exemplo: malária e teníase.

* Parasitas oportunistas: não causam doença em hospedeiros sadios, mas podem causar doenças severas em pacientes imunodeprimidos. Os hospedeiros se classificam em:

* Definitivo: hospedeiro definitivo é o organismo no qual a vida sexual madura ou a forma adulta do parasito é encontrada;

* Intermediário: é um organismo que é exigido para completar o ciclo de vida do

parasita.

Os parasitos que infectam o homem são divididos didaticamente em três grandes grupos: protozoários, helmintos
Os parasitos que infectam o homem são divididos didaticamente em três grandes grupos: protozoários, helmintos
Os parasitos que infectam o homem são divididos didaticamente em três grandes grupos: protozoários, helmintos
Os parasitos que infectam o homem são divididos didaticamente em três grandes grupos: protozoários, helmintos
Os parasitos que infectam o homem são divididos didaticamente em três grandes grupos: protozoários, helmintos

Os parasitos que infectam o homem são divididos didaticamente em três grandes grupos: protozoários, helmintos e artrópodes.

* Protozoários: protos (primeiro) zoon (animal) - São animais simples destituídos

de tecidos e órgãos, mas apesar disso, exercem todas as funções necessárias às atividades vitais. São constituídos de protoplasma e organóides. São chamados de organismos unicelulares. Os protozoários dividem-se conforme o modo de locomoção em:

- Amebas: Classes Rhizopoda, movimentam-se pela emissão de pseudópodes (falsos pés). Ex. Entamoebas, Endolimax e Iodamoebas.

- Flagelados: Classe Mastigophora. Movimentam-se através de flagelos. Dentre os

três tipos que se encontram no homem (Giardia intestinalis, Chilomastix mesnilii e Trichomonas hominis); somente a Giardia é considerada patogênica. A nomenclatura Giardia lamblia surgiu apenas em 1915 por Stiles, em memória do Professor A. Giard, de

Paris e Dr. F. Lambl, de Praga, porém muitos pesquisadores consideram Giardia intestinalis o nome correto deste parasito, porém o nome mais utilizado ainda é Giardia lamblia.

- Ciliados: O único ciliado que parasita o homem é o Balantidium coli, um parasita

muito comum no intestino de suínos. De maneira geral, os protozoários patogênicos para o homem são: Entamoeba histolytica, Giardia intestinalis, Trichomonas vaginalis, Balantidium coli, Isospora belli e Sarcocystis sp. Os protozoários não patogênicos são: Entamoeba coli, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii, Trichomonas hominis e Chilomastix mesnilii.

* Helmintos: A nomenclatura se refere comumente aos vermes. Os Helmintos são

classificados em Nematelmintos e Platelmintos:

* Nematelmintos (Filiformes cilíndricos) - animais livres de solos úmidos, aquáticos

de água doce ou salgada. Corpo mole, alongado e segmentado. Dentre os nematelmintos estão: Enterobius vermicularis, Trichiuris trichiura, Áscaris lumbricóides e Ancilostomídeos

* Platelmintos (Achatados) - Animais alongados, vermiformes e achatados dorso-

ventralmente, células diferenciadas em tecidos e órgãos. Os Platelmintos dividem-se ainda em duas subclasses:

* Trematódeos: Schistosoma mansoni e Fascíola hepática ; * Cestódeos: Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis
* Trematódeos: Schistosoma mansoni e Fascíola hepática ; * Cestódeos: Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis
* Trematódeos: Schistosoma mansoni e Fascíola hepática ; * Cestódeos: Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis
* Trematódeos: Schistosoma mansoni e Fascíola hepática ; * Cestódeos: Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis
* Trematódeos: Schistosoma mansoni e Fascíola hepática ; * Cestódeos: Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis

* Trematódeos: Schistosoma mansoni e Fascíola hepática; * Cestódeos: Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis nana, Hymenolepis

diminuta.

Para um diagnóstico parasitológico preciso, é importante levar em consideração fatores que condicionam as parasitoses, como o mecanismo de transmissão, a biologia, o

clima e as condições sanitárias, além da patogenia. O exame clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, mas o laboratório é essencial nessa definição, estabelecendo a espécie de parasito presente no paciente e, conseqüentemente o tipo de medicamento a ser utilizado pelo clínico durante o tratamento.

É no aparelho digestivo que a grande maioria dos parasitos do homem encontra

seu hábitat adequado. Cada parasitose, no entanto tem a sua peculiaridade, dependendo da

biologia do helminto ou protozoário a ser pesquisado. Por essa razão, não existe um método único, capaz de identificar com precisão todas as formas de parasitos.

A amostra mais utilizada para a pesquisa de parasitas são as fezes, todavia os

parasitos podem estar presentes dentro e sobre todas as partes do corpo (ex: Plasmodium, Trichomonas). Assim, na falta de um método univalente, dentro dos descritos na literatura, temos de lançar mão de diferentes métodos diagnósticos isolados eletivos para um determinado parasito, ou combinados, para poder realizar um diagnóstico mais preciso de acordo com o parasito investigado. Os melhores resultados são obtidos com a utilização combinada dos métodos de Hoffmann e colaboradores e Kato-Katz. O método de Hoffmann e cols., apesar de simples sedimentação, apresenta excelentes resultados na detecção de ovos, cistos e larvas.

Na pesquisa específica do helminto Schistosoma mansoni, o método mais eficaz é o Kato-Katz, que permite uma avaliação da carga parasitária, graças à contagem do número de ovos por grama de fezes. Ainda mencionando a esquistossomose, autores citam que devem ser realizados pelo menos seis exames de fezes com resultados negativos para que seja requisitada uma biópsia retal. Nesse caso, o material é colhido pelo médico e remetido ao laboratório para análise.

Outro método recomendado, especialm ente nos casos de pacientes com eosinofilia muito alta, é o
Outro método recomendado, especialm ente nos casos de pacientes com eosinofilia muito alta, é o
Outro método recomendado, especialm ente nos casos de pacientes com eosinofilia muito alta, é o
Outro método recomendado, especialm ente nos casos de pacientes com eosinofilia muito alta, é o
Outro método recomendado, especialm ente nos casos de pacientes com eosinofilia muito alta, é o

Outro método recomendado, especialmente nos casos de pacientes com eosinofilia muito alta, é o Baermann-Moraes, específico para a pesquisa de formas larvares de nematódeos, principalmente o Strongyloides stercoralis, que é eliminado nas fezes na sua forma larvar. Para a pesquisa de helmintos como a Taenia sp., que elimina proglotes, recomenda-se a tamização (simples peneiração das fezes) ou a identificação de vermes, em que será feita a identificação dos proglotes de Taenia sp., e de vermes adultos de outros helmintos.

Em crianças, a literatura relata um alto índice de contaminação com Enterobius vermicularis, cuja fêmea realiza a oviposição durante a noite, na região perianal. Nesses

casos, o exame parasitológico costuma apresentar-se negativo, e a técnica indicada é a fita gomada transparente, aderida a uma lâmina, chamada de método de Graham.

A investigação da presença de helmintos nas fezes é realizada pela pesquisa de

ovos ou larvas. Já as infecções por protozoários são diagnosticadas quando se encontram trofozoítos, cistos ou oocistos nas fezes.

O exame parasitológico mais simples é o que permite a detecção de ovos e larvas

de helmintos e cistos de protozoários nas fezes frescas. A eliminação intermitente de formas

de resistência, a intensidade do parasitismo e o exame que utiliza apenas pequena amostra do material oferecido são alguns dos fatores que interferem na positividade do exame. Isso se deve ao fato de as técnicas existentes possuírem em geral ótima especificidade, embora a sensibilidade só se mostre adequada se forem solicitados exames em pelo menos três amostras de fezes de dias distintos.

A técnica do MIF (Merthiolate/Iodo/Formol) é uma metodologia que possibilita o

achado de estruturas de resistência de helmintos e protozoários. As amostras de fezes devem ser coletadas em três dias distintos, num recipiente contendo o conservante MIF. Esse conservante contém formol, razão pelas quais as fezes não necessitam de conservação em geladeira.

É também muito útil em crianças, por apresentar um alto índice de positividade

para Giardia lamblia, protozoário que tem um ciclo biológico com período sem eliminação de cistos que pode chegar a 15 dias.

Nos quadros clínicos compatíveis com amebíase, nos quais o exame parasitológico apresentou-se negativo, a
Nos quadros clínicos compatíveis com amebíase, nos quais o exame parasitológico apresentou-se negativo, a
Nos quadros clínicos compatíveis com amebíase, nos quais o exame parasitológico apresentou-se negativo, a
Nos quadros clínicos compatíveis com amebíase, nos quais o exame parasitológico apresentou-se negativo, a
Nos quadros clínicos compatíveis com amebíase, nos quais o exame parasitológico apresentou-se negativo, a

Nos quadros clínicos compatíveis com amebíase, nos quais o exame parasitológico apresentou-se negativo, a literatura recomenda que seja solicitada uma pesquisa de trofozoítos (formas vegetativas), por intermédio de coloração das fezes diarréicas pela hematoxilina férrica. Nesses casos, o material (fezes diarréicas) deve ser colhido em líquido conservante, para que as formas vegetativas sejam preservadas, visto que os trofozoítos se deterioram quase que imediatamente após a emissão. O achado de formas de resistência de protozoários considerados comensais não constitui uma necessidade de tratamento, mas revela que os pacientes estiveram suscetíveis à contaminação orofecal. Parasitos oportunistas, como os coccídeos intestinais (Cryptosporidium parvum e Isospora belli), podem ser reconhecidos por meio de técnicas de coloração como a safranina-azul de metileno. Nesses casos, as fezes devem ser colhidas no conservante formol a 10%, para que suas formas sejam preservadas.

2. Métodos para detecção de parasitas nas fezes

2.1 Exame macroscópico:

As amostras de fezes não preservadas devem ser examinadas macroscopicamente para determinar a consistência, odor, cor, a presença ou ausência de sangue, de muco, de proglotes e de vermes adultos ou outras condições anormais. Conseqüentemente, o exame macroscópico deve sempre anteceder o exame microscópico. O material fecal varia quanto a sua consistência, e geralmente é classificado em fezes formadas, semiformadas, pastosas ou líquidas diarréicas. Os trofozoítas são usualmente encontrados nas fezes líquidas, nas pastosas ou nas mucosanguinolentas, enquanto que os cistos são diagnosticados nas fezes formadas ou semiformadas. Ovos e larvas de helmintos podem estar presentes em todos os tipos de amostras fecais; entretanto, eles podem ser mais dificilmente encontrados em espécimes líquidos e, se presentes, em pequeno número. As formas móveis de protozoários se degeneram mais rapidamente do que as formas císticas; por esta razão, é de extrema importância que o estudo de espécimes fecais seja realizado o mais rápido possível. A

consistência das fezes não interfere na distribuição dos ovos e das larvas de helmintos, apesar
consistência das fezes não interfere na distribuição dos ovos e das larvas de helmintos, apesar
consistência das fezes não interfere na distribuição dos ovos e das larvas de helmintos, apesar
consistência das fezes não interfere na distribuição dos ovos e das larvas de helmintos, apesar
consistência das fezes não interfere na distribuição dos ovos e das larvas de helmintos, apesar

consistência das fezes não interfere na distribuição dos ovos e das larvas de helmintos, apesar de nas amostras líquidas haver uma distribuição relativa do número de ovos, devido ao fator de diluição. As fezes devem ser distribuídas no laboratório quanto a sua consistência. O material fecal líquido ou pastoso deve ser examinado primeiro, sendo seguido pelos espécimes semiformados e formados. Registrar a presença de sangue e muco nas amostras fecais, os quais podem indicar manifestações patológicas do trato gastrointestinal. O sangue oculto nas fezes pode estar relacionado com uma infecção parasitária, ou ser um resultado de outras condições anormais. A ingestão de diferentes produtos químicos, medicamentos ou alimentos podem atribuir às fezes colorações variadas. O exame macroscópico pode ser realizado pela simples observação ou pela tamização, as quais, em muitos casos, são suficientes para estabelecer um diagnóstico final.

2.1.1 Simples Observação:

Examinar e revolver todo o material fecal com bastão de vidro. Anotar todas as características observadas e coletar os vermes adultos ou proglótides de tênias dejetadas.

os verme s adultos ou proglótides de tênias dejetadas. Distribuição de cistos e trofozoitas em re

Distribuição de cistos e trofozoitas em relação à consistência do material fecal. Fonte: Fundação de Medicina Tropical do Amazonas

2.1.2 Tamisação:

Emulsionar as fezes com água. Coar a em ulsão através de pene ira metálica. Este
Emulsionar as fezes com água. Coar a em ulsão através de pene ira metálica. Este
Emulsionar as fezes com água. Coar a em ulsão através de pene ira metálica. Este
Emulsionar as fezes com água. Coar a em ulsão através de pene ira metálica. Este
Emulsionar as fezes com água. Coar a em ulsão através de pene ira metálica. Este

Emulsionar as fezes com água. Coar a emulsão através de peneira metálica. Este procedimento deve ser realizado em uma pia, servindo-se de um jato de água corrente. Vermes adultos como o Ascaris lumbricoides e Enterobius vermicularis são encontrados freqüentemente misturados ou na superfície das fezes, como também as proglótides de tenias. Outros helmintos como o Trichiuris trichiura, ancilostomídeos e Hyminolepis nana são depositados no bolo fecal após o início do tratamento. Freqüentemente poderão ser encontrados helmintos adultos nas amostras fecais e ausência dos ovos. Esses processos macroscópicos são vantajosos para a demonstração e coleta de pequenos helmintos, de proglotes e de escólices.

2.2 Identificação de Proglótides de Taenia:

Dois métodos são indicados para a identificação de proglótes de Taenia: o ácido acético e o de Campos (Amato Neto & Correa, 1980).

2.2.1 Método do Ácido Acético Glacial:

Colocar em uma placa de Petri, contendo ácido acético glacial, a proglote a ser identificada, durante 15 a 20 minutos. Após o período, comprimi-la entre lâminas. Examinar sob iluminação intensa.

2.2.2 Método de Campos:

Dissolver três comprimidos de metoquina em 5 ml de água destilado-deionizada. Mergulhar nesta solução, durante 15 minutos, a proglote a ser identificada. Após este período, comprimi-la entre lâminas. Examinar sob iluminação intensa.

2.3 Direto:

O método direto é muito utilizado para a pes quisa de trofozoítos nas fezes (forma
O método direto é muito utilizado para a pes quisa de trofozoítos nas fezes (forma
O método direto é muito utilizado para a pes quisa de trofozoítos nas fezes (forma
O método direto é muito utilizado para a pes quisa de trofozoítos nas fezes (forma
O método direto é muito utilizado para a pes quisa de trofozoítos nas fezes (forma

O método direto é muito utilizado para a pesquisa de trofozoítos nas fezes (forma adulta dos protozoários). O exame de esfregaço a fresco pelos métodos diretos é o método mais fácil e, talvez, o mais usado na rotina do laboratório, permitindo visualizar os estágios de diagnóstico dos protozoários (trofozoítas e cistos) e dos helmintos (ovos, larvas e pequenos adultos). Para uma diagnose absoluta é necessário observar o parasito em um de seus estágios de evolução. O simples exame microscópico é, em muitos casos, suficiente para o diagnóstico. Entretanto, para a obtenção de melhores resultados será necessário o uso de técnicas de concentração, ou seja, processos mecânicos e/ou biológicos. O exame direto a fresco é um procedimento simples e eficiente para o estudo das fezes, permitindo observar as formas trofozoíticas vivas dos protozoários. Este procedimento coprológico jamais deve ser omitido. As preparações a fresco são obtidas diretamente dos espécimes fecais e requerem o mínimo de material (2 mg) para cada método de exame . Todos os estágios de diagnóstico dos organismos, pelo uso de diferentes soluções, podem ser determinados e identificados. Os esfregaços com fezes frescas e não fixadas são rotineiramente preparados com as soluções salina a 0,85% e de iodo. Entretanto, se o número de organismos for pequeno, o exame de pequena quantidade de fezes usadas para a preparação de esfregaços a fresco pode ser insuficiente para revelar a presença de parasitas. Os esfregaços deverão ser sistemática e completamente examinados através da objetiva do microscópio de pequeno aumento (10x) e com pequena intensidade de luz. A confirmação dos parasitas deve ser realizada com a objetiva de grande aumento (40x).

2.3.1 Exame Direto para a Pesquisa de Ovos de Helmintos (Kato & Miura,

1954):

É um método para contagem de ovos de helmintos. Coloca-se 60 a 70 mg de fezes (tamanho de um grão de feijão preto) em uma lâmina de microscopia. Em seguida devem-se cobrir as fezes com lamínula e celofane (embebida em solução aquosa de verde de malaquita a 3%), após a remoção do excesso do corante. Comprimir a lamínula, com uma folha de borracha macia, e espalhar o material com uniformidade até as margens da cobertura de celofane. Examinar ao microscópio.

2.4 Técnicas de Concentração: 2.4.1 Flutuação Simples: Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio
2.4 Técnicas de Concentração: 2.4.1 Flutuação Simples: Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio
2.4 Técnicas de Concentração: 2.4.1 Flutuação Simples: Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio
2.4 Técnicas de Concentração: 2.4.1 Flutuação Simples: Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio
2.4 Técnicas de Concentração: 2.4.1 Flutuação Simples: Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio

2.4 Técnicas de Concentração:

2.4.1 Flutuação Simples:

Flutuação em Solução Saturada de Cloreto de Sódio (Willis, 1921): Colocar uma quantidade de fezes de aproximadamente 1 a 2 g., coletada de várias partes do bolo fecal, em pequena cuba de vidro de 3 cm de diâmetro com capacidade aproximada de 20 ml. Completar ¼ da capacidade do recipiente com solução saturada de cloreto de sódio. Suspender as fezes na solução saturada salina até haver uma total homogeneização. A lamínula deve ficar em contato com o menisco durante 30 a 45 minutos; não deverá haver formação de bolhas de ar entre a lamínula e a superfície do líquido. A gota contendo os ovos se adere à face inferior da lamínula. Remover a lamínula e inverter rapidamente a sua posição sobre uma lâmina. Examinar ao microscópio com objetiva de pequeno aumento. Observações: Os ovos não flutuam na superfície do reagente quando a homogeneização do material fecal é incompleta, havendo uma imperfeita separação dos ovos e dos detritos fecais. A flutuação é muito curta (menos de 30 minutos) ou muito longa (mais de 60 minutos). Nesse caso os ovos que flutuam na superfície podem descer para o fundo da pequena cuba (Suzuki, 1980).

2.4.2 Centrífugo-Flutuação:

Centrifugo - Flutuação em solução de Sulfato de Zinco (Faust et al. 1938):

2.4.2.1 Material fecal fresco:

Colocar 1 ou 2 g de fezes coletadas de várias partes do bolo fecal em frasco contendo 10 mL de água corrente . Filtrar a suspensão através de gazes dobrado em quatro vezes e receber o filtrado em um tubo cônico de centrífuga de 15 ml. Adicionar água corrente até completar 2/3 da capacidade do tubo. Centrifugar (650 x g por 1 minuto). Decantar o sobrenadante e adicionar 1 a 2 mL de água corrente ao sedimento, antes de ressuspendê-lo. Completar com água corrente 2/3 do volume do tubo, agitar e centrifugar.

Repetir até que o sobrenadante apresente-se rela tivamente claro. D epois que o último sobrenadante
Repetir até que o sobrenadante apresente-se rela tivamente claro. D epois que o último sobrenadante
Repetir até que o sobrenadante apresente-se rela tivamente claro. D epois que o último sobrenadante
Repetir até que o sobrenadante apresente-se rela tivamente claro. D epois que o último sobrenadante
Repetir até que o sobrenadante apresente-se rela tivamente claro. D epois que o último sobrenadante

Repetir até que o sobrenadante apresente-se relativamente claro. Depois que o último sobrenadante é decantado, adicionar 1 a 2 mL do reagente, e ressuspender o sedimento:

completar com sulfato de zinco até 0,5 cm da borda do tubo e centrifugar (650 x g por 1 min). Cuidadosamente, remover o tubo da centrifuga e, sem agitação colocá-lo em uma estante em posição vertical. Com uma alça de arame (diâmetro de 5 a 7 mm) tocar no centro da membrana formada na superfície, transferindo várias alçadas para uma lâmina de microscopia. Examinar ovos, larvas e cistos. Alguns pesquisadores preferem à sobreposição de uma lamínula na borda do tubo à remoção da película com alça de arame (Burrows, 1965: Melvin & Brooke, l982).

2.4.2.2 Material Fecal Preservado pela Solução de Formaldeido:

A suspensão fecal formolizada deverá ser aproximadamente uma parte de fezes para duas a três partes de solução de formoldeido. Se a suspensão for muito espessa, diluir com solução de formaldeido a 10 % para se aproximar da proporção. Filtrar a suspensão fecal formolizada, através de gazes umedecidas de modo a obter ¾ de um tubo de 13 x 100 mm. Adicionar, se necessário, ao tubo água corrente. Seguir as demais etapas como foi descrito para o material fecal não preservado, usando sulfato de zinco de densidade 1.20 g/ml.

Observação: Alguns ovos de trematódeos e de cestóides podem estar presentes na superfície da membrana, em densidade alta de 1,20 g/mL. Entretanto, para um exame completo, deverá ser examinada a membrana e o sedimento, uma permanecia prolongada da suspensão de fezes na solução de sulfato de zinco, de alta densidade específica, pode resultar em colapso e distorção dos cistos e dos ovos de nematóides com parede fina. Examinar a preparação após 20 minutos (Ash & Orihel, 1987).

2.4.3 Técnica de Sedimentação:

2.4.3.1 Sedimentação Espontânea em água (Lutz, 1919; Hoffmann, Pons e Janer, 1934):

Baseado na sedimentação espontânea das fezes após duas horas. É um método específico para pesquisa
Baseado na sedimentação espontânea das fezes após duas horas. É um método específico para pesquisa
Baseado na sedimentação espontânea das fezes após duas horas. É um método específico para pesquisa
Baseado na sedimentação espontânea das fezes após duas horas. É um método específico para pesquisa
Baseado na sedimentação espontânea das fezes após duas horas. É um método específico para pesquisa

Baseado na sedimentação espontânea das fezes após duas horas. É um método específico para pesquisa de Schistosoma mansoni, porém por mostrar-se altamente eficiente também nas pesquisas de protozoários, este método é amplamente utilizado para a pesquisa dos demais parasitas. Tomar cerca de 4 g de fezes recém emitidas, após dissolver no próprio recipiente de coleta (frasco padrão para coleta de amostra) utilizando um pouco de água. Transferir o material dissolvido para um cálice de decantação fazendo filtrar em peneira contendo gaze dobrada em quatro. Completar até ¾ do volume de água e deixar repousar em superfície firme e livre de vibrações por no mínimo 2 horas. Retirar o sedimento com um canudo ou pipeta Pasteur e transferir para lâmina de vidro adicionando 2 gotas de solução de Lugol e cobrindo com lamínula. Observar ao microscópio em objetiva de 10x. Observação: Melvin & Brooke, (1982) e Ash & Orihel (1987) apresentaram a seguinte conduta depois de concluída a suspensão em repouso: decantar com cuidado 2/3 do líquido sobrenadante sem perder nenhuma porção do sedimento; ressuspender o sedimento em água corrente, e deixar a suspensão em repouso por mais 1 h; esse procedimento de lavagem pode ser repetido até que o líquido sobrenadante fique relativamente claro. Após seguir as etapas como na técnica acima descrita.

2.4.3.2

Formalina-Éter, (Ritchie, 1948):

Centrífugo-Sedimentação:

Centrífugo

-

Sedimentação

pela

Material Fecal a Fresco: Colocar 1 ou 2g de fezes coletadas de várias partes do bolo fecal em frasco contendo 10mL de água corrente ou solução salina a 0,85%; filtrar a suspensão através de gaze dobrada quatro vezes, e receber o filtrado em um tubo cônico de centrífuga de 15 mL. Centrifugar (650 x g por minuto); Decantar o sobrenadante e adicionar 1 a 2 mL de água corrente ou solução salina a 0,85% ao sedimento antes de ressuspendê- lo. Completar com água corrente (ou solução salina a 0,85%) 2/3 do volume do tubo. Agitar e centrifugar (650 x g por 1 min). Repita a etapa até que o sobrenadante se apresente relativamente claro. Depois que o último sobrenadante é decantado, ressuspender o sedimento com 1 a 2 mL de formalina a 10% (dar preferência à solução tamponada de formalina a 10% , pH neutro). Completar o volume da suspensão em 10 mL com formalina a 10%. Deixar em repouso durante 5 minutos. Adicionar 3mL de éter ou acetado de etila,

fechar o tubo e agitar vigorosamente, na posiç ão invertida, por 30 minutos. Remover a
fechar o tubo e agitar vigorosamente, na posiç ão invertida, por 30 minutos. Remover a
fechar o tubo e agitar vigorosamente, na posiç ão invertida, por 30 minutos. Remover a
fechar o tubo e agitar vigorosamente, na posiç ão invertida, por 30 minutos. Remover a
fechar o tubo e agitar vigorosamente, na posiç ão invertida, por 30 minutos. Remover a

fechar o tubo e agitar vigorosamente, na posição invertida, por 30 minutos. Remover a tampa com cuidado. Centrifugar (500 x g por 1 min). Quatro camadas se formarão: (1) sedimento no fundo do tubo contendo os parasitas, (2) camada de formalina, (3) tampão de detritos fecais, e (4) camada de éter na superfície. Afrouxar e separar o tampão de detritos das paredes do tubo com um estilete fino, e com cuidado decantar as três camadas superiores. Limpar com swab de algodão as paredes do tubo, removendo os detritos remanescentes. Uma pequena quantidade de líquido que permanece nas paredes do tubo escorre para o fundo junto ao sedimento. Misturar o líquido e o sedimento, preparando as lâminas para a pesquisa de ovos, lavas e cistos.

2.5 Métodos Quantitativos:

2.5.1 Método Modificado de Kato-Katz (Kato, 1960; Katz, Chaves e Pellegrino,

1972):

Colocar a amostra fecal sobre o papel absorvente. Comprimir a tela metálica ou de náilon sobre as fezes, fazendo com que parte passe através das malhas. Remover as fezes que passam através das malhas e transferi-las para o orifício do cartão, colocado sobre a lâmina. Depois de encher o orifício central, remover com cuidado o cartão, deixando as fezes com a lamínula. Cobrir as fezes com a lamínula de celofane, invertendo e pressionando a lâmina sobre o papel absorvente. Deixar a preparação em repouso (clarificação) durante 30 minutos a 34-40°C ou à temperatura ambiente por 1-2 horas. Examinar a preparação ao microscópio

2.6 Métodos para Isolamentos de Larvas:

2.6.1 Método de Baermann (1917) e Moraes (1948):

Método baseado no hidrotermotropismo positivo das larvas de Strongyloides stercoralis. Colocar a água aquecida (aproximadamente 50 ºC) no funil com o tubo de látex vedado pela pinça de Mohr, quantidade suficiente para tocar a extremidade inferior da

peneira contendo as fezes. Depositar pequena quantidade de fezes sobre a peneira contendo gaze e
peneira contendo as fezes. Depositar pequena quantidade de fezes sobre a peneira contendo gaze e
peneira contendo as fezes. Depositar pequena quantidade de fezes sobre a peneira contendo gaze e
peneira contendo as fezes. Depositar pequena quantidade de fezes sobre a peneira contendo gaze e
peneira contendo as fezes. Depositar pequena quantidade de fezes sobre a peneira contendo gaze e

peneira contendo as fezes. Depositar pequena quantidade de fezes sobre a peneira contendo gaze e deixar em repouso por 45 a 60 minutos. Após este tempo, soltar a pinça de Mohr e deixar que o material escorra para um tubo de hemólise. Centrifugar o material em baixa rotação e observar o sedimento em objetiva de 10x. Este método é específico para a pesquisa de larvas de S. stercoralis. Nota: Esse método é baseado no hidro e termotropismo das larvas que saem do material, migrando para a água quente; por densidade, se depositam no fundo do funil. Para maior comunidade, costuma-se construir um pequeno suporte de tábua, com vários furos circulares para receberem os funis, facilitando o trabalho. Algumas vezes, para examinar larvas de helmintos há necessidade de matá-las e, para isso, é adicionado gotas de lugol (estando imóveis, permitem a visualização dos detalhes no diagnóstico específico).

2.6.2 Método de Rugai, Mattos & Brisola (1954):

Estender, sobre a abertura de um recipiente contendo fezes, gaze dobrada quatro vezes, e repuxar as extremidades para trás; Encher, com aproximadamente 70 a 100 ml de água corrente aquecida a 40-45°C, um copo cônico de sedimentação (capacidade de 125ml); Transferir o recipiente com as fezes para o interior do copo cônico de sedimentação, de modo que o líquido alcance toda a extensão da abertura do recipiente, cuidando para não formar bolhas de ar; Deixar em repouso durante 60 minutos. Colher o sedimento, no fundo do copo cônico, com pipeta capilar longa. Alguns autores recomendam retirar o recipiente do copo Cônico antes da colheita do sedimento. Entretanto, outros preferem manter o recipiente, para evitar o revolvimento do líquido; Examinar o sedimento entre lâmina e lamínula. Corar a preparação com solução de lugol. Observação: Este método é indicado para a pesquisa de larvas de S. Stercoralis.

2.7 Método de Graham (Teste da fita adesiva/gomada):

A fêmea do Enterobius vermicularis faz sua postura na região perianal durante a noite, e não no lúmen intestinal. Por isso, o exame de fezes de rotina é quase sempre ineficaz (negativo). Assim, deve ser utilizado o método de pesquisa na fita adesiva (método

de Graham, swab anal para a pesquisa de oxiúros). O material deverá ser coletado algum
de Graham, swab anal para a pesquisa de oxiúros). O material deverá ser coletado algum
de Graham, swab anal para a pesquisa de oxiúros). O material deverá ser coletado algum
de Graham, swab anal para a pesquisa de oxiúros). O material deverá ser coletado algum
de Graham, swab anal para a pesquisa de oxiúros). O material deverá ser coletado algum

de Graham, swab anal para a pesquisa de oxiúros). O material deverá ser coletado algum

tempo após o paciente ter se deitado, ou pela manhã, ao acordar, antes de qualquer higiene.

Colocar um pedaço de fita adesiva transparente em uma espátula de madeira tipo

abaixador de língua com a parte adesiva voltada para fora; Pressionar firmemente a

espátula contendo a fita adesiva contra as pregas anais e perianais; Colar a fita adesiva em

lâmina devidamente identificada, de maneira que fique bem distendida, lisa e sem bolhas de

ar. No momento da execução do exame, levantar cuidadosamente a fita da lâmina e pingar

uma gota de toluol ou xileno e pressionar novamente a fita contra a lâmina. A preparação

ficará clara ou levemente corada, tornando os ovos bem visíveis. Caso o material não seja

examinado imediatamente, não acrescentar o toluol.

           

Identifica

     

Parasitas

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Tabela contendo alguns parasitos intestinais e respectivas técnicas para identificação

3. Pesquisa de Elementos Anormais nas Fezes:

É pesquisada a presença de hemácias, leucócitos, pH, rotavírus, etc. Como os

leucócitos e as hemácias são rapidamente destruídos no lúmen intestinal, quando

presentes, sugerem a presença de lesões intestinais mais altas, associadas ao aumento do

trânsito intestinal, ou de lesões de partes mais baixas do cólon, como colites ulcerativas,

disenterias bacilares, diverticulite e tuberculose intestinal. A presença de leucócitos isolados

sugere infecções bacterianas, colites inflamatórias e, quando em menor quantidade, pode

estar associada a lesões parasitárias. As fezes frescas devem ser coletadas em frasco

plástico. No caso de fezes sólidas ou pastosas, a quantidade deverá corresponder a 5

colheres plásticas fornecidas com o frasco de coleta. Se as fezes estiverem liquefeitas, pelo

menos 10 mL deverão ser fornecidas ao laboratório para análise. As fezes deverão ser

coletadas originalmente num recipiente limpo, e a seguir transferidas para o frasco coletor. O

paciente não deve estar em uso de laxantes nem ter sido submetido ao uso de contrastes

radiológicos nos três dias anteriores à coleta. Durante a coleta, é importante evitar a

contaminação pela urina, pois a sua presença acelera a fermentação bacteriana,

prejudicando a conservação.

3.1 Pesquisa de Gordura Fecal:

A presença de gordura fecal é indicativa de má absorção de gorduras pelo intestino. É

importante como diagnóstico de triagem da esteatorréia associada a patologias do intestino

delgado, fibrose cística de pâncreas, pancreatite crônica, doenças inflamatórias intestinais,

enteropatias virais, bacterianas e parasitárias. Fezes frescas devem ser coletadas em frasco

plástico. As instruções para coleta são as me smas: No caso de fezes sólidas ou
plástico. As instruções para coleta são as me smas: No caso de fezes sólidas ou
plástico. As instruções para coleta são as me smas: No caso de fezes sólidas ou
plástico. As instruções para coleta são as me smas: No caso de fezes sólidas ou
plástico. As instruções para coleta são as me smas: No caso de fezes sólidas ou

plástico. As instruções para coleta são as mesmas: No caso de fezes sólidas ou pastosas, a quantidade deverá corresponder a 5 colheres plásticas fornecidas com o frasco de coleta. Se as fezes estiverem liquefeitas, deverão ser fornecidos ao laboratório pelo menos 10 mL para análise. As fezes deverão ser coletadas originalmente num recipiente limpo e a seguir transferidas para o frasco coletor. O paciente não deve estar em uso de laxantes nem ter sido submetido ao uso de contrastes radiológicos nos 3 dias anteriores à coleta.

3.2 Pesquisa de Larvas:

Alguns helmintos eliminam formas larvares no lugar de ovos, como acontece nos casos de Strongyloides stercoralis, helminto responsável por alto índice de eosinofilia. Fezes frescas devem ser coletadas em frasco plástico. As instruções para coleta são as mesmas acima descritas.

3.3 Pesquisa de Rotavírus:

Apesar de desconhecermos os percentuais exatos da incidência de gastroenterites causadas pelo rotavírus, sabemos que se trata do maior responsável pelos episódios de diarréia infantil no mundo e que, de acordo com a bibliografia, raramente se manifesta em adultos. A transmissão é fecal-oral, apresentando pico de incidência nos meses de inverno. As fezes frescas devem ser coletadas em frasco plástico. As instruções para coleta do material são as mesmas anteriormente descritas. Como é feita em crianças e lactentes, a coleta pode ser realizada diretamente das fraldas, desde que não estejam contaminadas por urina.

3.4 Pesquisa de Sangue Oculto:

A pesquisa de sangue oculto nas fezes é útil para a identificação de lesões do tubo gastrointestinal que cursam sem sangramento clinicamente visível. As causas mais

comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa
comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa
comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa
comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa
comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa

comuns são sangramentos oriundos de úlceras gástricas e duodenais, gastrite, ulcerações medicamentosas da mucosa gastrointestinal (aspirina, antiinflamatórios), neoplasias gástricas ou de cólon, diverticulite, colites, algumas parasitoses, hemorragias de boca ou trato respiratório superior deglutido. É utilizada também no diagnóstico de anemias ferroprivas, resistente ao tratamento, especialmente em crianças. Para um resultado fidedigno, o exame deverá ser realizado de forma seriada em dias diferentes, tanto para certificar a negatividade, um falso-positivo ou o caráter crônico do sangramento. Casos de falso-positivos podem ocorrer pela presença de mioglobina e/ou hemoglobina de origem da carne animal, assim como também do uso de alimentos ricos em peroxidase. Falso- negativos podem acontecer no uso de vitamina C e agentes antioxidantes. Uma pequena quantidade de sangue é fisiologicamente perdida pelo tubo digestivo, em torno de 2,0 a 2,5 mL/dia. Os métodos de investigação têm sensibilidade para identificar apenas valores acima de 5 mL. Para realizar adequadamente o exame, o paciente deverá manter a dieta por três dias consecutivos. A dieta deve ser isenta de carne e derivados que possam conter hemoglobina. Deve-se evitar o excesso de clorofila (vegetais verdes) e suspender o uso de medicamentos que contenham ferro, bismuto ou cobre, assim como aspirina e antiinflamatórios. Deve-se espalhar pequena quantidade de fezes sobre o papel de filtro limpo e colocar duas gotas de água oxigenada sobre o esfregaço. Adicionar duas gotas de solução de benzidinar. Observar imediatamente a cor.

Leitura: A reação de benzidina é sensível, mas as gorduras podem torná-la

positiva.

Nenhuma mudança de cor: Negativo Cor esverdeada: Traços Cor verde claro: + Cor verde escuro: ++ Cor verde azulado: +++

Azul intenso: ++++ 3.5 Pesquisa de Trofozóides: Os trofozoítos são formas vegetativas dos protozoários.
Azul intenso: ++++ 3.5 Pesquisa de Trofozóides: Os trofozoítos são formas vegetativas dos protozoários.
Azul intenso: ++++ 3.5 Pesquisa de Trofozóides: Os trofozoítos são formas vegetativas dos protozoários.
Azul intenso: ++++ 3.5 Pesquisa de Trofozóides: Os trofozoítos são formas vegetativas dos protozoários.
Azul intenso: ++++ 3.5 Pesquisa de Trofozóides: Os trofozoítos são formas vegetativas dos protozoários.

Azul intenso: ++++ 3.5 Pesquisa de Trofozóides:

Os trofozoítos são formas vegetativas dos protozoários. Pesquisá-los é importante em fezes diarréicas, com o objetivo de identificar Giardia intestinalis, Entamoeba histolytica, Dientamoeba fragilis e outros protozoários intestinais, os quais muitas vezes não são evidenciados pelos exames parasitológicos de rotina, que realizam a pesquisa de formas de resistência (cistos). Devem ser coletadas fezes diarréicas, recém-emitidas, em recipiente com líquido conservante.

4. Alguns Parasitos de Importância Médica:

4.1 Giardia lamblia

A infecção por protozoários atinge, principalmente, a porção superior do intestino delgado. A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarréia, acompanhada de dor abdominal. Esse quadro pode ser de natureza crônica, caracterizado por dejeções amolecidas, com aspecto gorduroso, acompanhadas de fadiga, anorexia, flatulência e distensão abdominal. Anorexia, associada com má absorção, pode ocasionar perda de peso e anemia.

com má absorção, pode ocasi onar perda de peso e anemia. Trofozoítos de Giardia lamblia Microscopia

Trofozoítos de Giardia lamblia Microscopia eletrônica de varredura Fonte: Arturo Gonzalez, CINVESTAV, México.

É doença de distribuição universal. Epidemia s podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam
É doença de distribuição universal. Epidemia s podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam
É doença de distribuição universal. Epidemia s podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam
É doença de distribuição universal. Epidemia s podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam
É doença de distribuição universal. Epidemia s podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam

É doença de distribuição universal. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em

instituições fechadas que atendam crianças, sendo os grupos etários mais acometidos menores de 5 anos e adultos entre 25 e 39 anos.

A giardíase tem como agente etiológico a Giardia lamblia, protozoário flagelado

que existe sob as formas de cisto e trofozoíto. A primeira é a forma infectante. Existem duas formas de transmissão: Direta e Indireta. A transmissão direta se faz pela contaminação das mãos e conseqüente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoas infectadas; já a transmissão indireta ocorre através de ingestão de água ou alimento contaminado. O diagnóstico laboratorial se faz pela identificação de cistos ou trofozoítos no exame direto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal, obtido através de aspiração.

Trofozoíto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto Fonte: Renê Arriero Shinma

Trofozoíto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto Fonte: Renê Arriero Shinma

4.2 Ascaris lumbricoides

Fonte: Renê Arriero Shinma 4.2 Ascaris lumbricoides Cisto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto
Fonte: Renê Arriero Shinma 4.2 Ascaris lumbricoides Cisto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto
Fonte: Renê Arriero Shinma 4.2 Ascaris lumbricoides Cisto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto
Fonte: Renê Arriero Shinma 4.2 Ascaris lumbricoides Cisto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto
Fonte: Renê Arriero Shinma 4.2 Ascaris lumbricoides Cisto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto

Cisto de Giardia lamblia Material: Fezes Exame Direto Fonte: Renê Arriero Shinma

H abitualmente, não causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia.
H abitualmente, não causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia.
H abitualmente, não causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia.
H abitualmente, não causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia.
H abitualmente, não causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia.

Habitualmente, não causa sintomatologia, mas pode manifestar-se por dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia. Quando há grande número de vermes, pode ocorrer quadro de obstrução intestinal. Em virtude do ciclo pulmonar da larva, alguns pacientes apresentam manifestações pulmonares com broncoespasmo, hemoptise e pneumonite, caracterizando a síndrome de Löefler, que cursa com eosinofilia importante.

de Löefler, que cursa com eosinofilia importante. Vermes Adultos de Ascaris lumbricoides Fonte: aapredbook.

Vermes Adultos de Ascaris lumbricoides Fonte: aapredbook. aappublications.org

O Ascaris lumbricoides está entre os helmintos intestinais mais prevalentes em seres humanos. Estima-se que cerca de 22% da população mundial (mais de 1 bilhão de pessoas) estejam infectadas e 10% do total de indivíduos parasitados encontrem-se na América Latina. Alta prevalência de ascaridíase é considerada indicativa de saneamento básico inadequado, comumente observado em comunidades rurais. Entretanto, são freqüentes os relatos de prevalência de ascaridíase em áreas urbanas, semelhante ou mesmo superior à de áreas rurais adjacentes. As más condições de higiene e saneamento básico e a utilização de fezes como fertilizantes contribuem para a prevalência desta helmintose nos países do Terceiro Mundo. A ascaridíase é causada pelo helminto Ascaris lumbricoides ou comumente chamado de lombriga. É transmitida pela ingestão dos ovos infectantes do parasita, procedentes do solo, água ou alimentos contaminados com fezes humanas. O quadro clínico apenas não a distingue de outras verminoses, havendo, portanto, necessidade de confirmação do achado de ovos nos exames parasitológicos de fezes.

Verme adulto de Ascaris lumbricoides Ovo com larva de Ascaris lumbricoides Fonte: www.fcfrp.usp.br/ Ovo embrionado
Verme adulto de Ascaris lumbricoides Ovo com larva de Ascaris lumbricoides Fonte: www.fcfrp.usp.br/ Ovo embrionado
Verme adulto de Ascaris lumbricoides Ovo com larva de Ascaris lumbricoides Fonte: www.fcfrp.usp.br/ Ovo embrionado
Verme adulto de Ascaris lumbricoides Ovo com larva de Ascaris lumbricoides Fonte: www.fcfrp.usp.br/ Ovo embrionado
Verme adulto de Ascaris lumbricoides Ovo com larva de Ascaris lumbricoides Fonte: www.fcfrp.usp.br/ Ovo embrionado
Verme adulto de Ascaris lumbricoides Ovo com larva de Ascaris lumbricoides Fonte: www.fcfrp.usp.br/ Ovo embrionado
Verme adulto de Ascaris lumbricoides
Ovo com larva de Ascaris lumbricoides
Fonte: www.fcfrp.usp.br/
Ovo embrionado de Ascaris lumbricoides
Fonte: www.fcfrp.usp.br/
Ovo infértil de Ascaris lumbricoides
Fonte: www.fcfrp.usp.br/
4.3 Entamoeba hystolytica É um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.
4.3 Entamoeba hystolytica É um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.
4.3 Entamoeba hystolytica É um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.
4.3 Entamoeba hystolytica É um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.
4.3 Entamoeba hystolytica É um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.

4.3 Entamoeba hystolytica

É um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar invasão de tecidos, originando, assim, as formas intestinal e extra-intestinal da doença. O quadro clínico varia de uma diarréia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios, até uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderada, com sangue ou muco nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão.

nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão. Cisto de Entamoeba hystolytica Fonte: www.ufrgs.br Em

Cisto de Entamoeba hystolytica Fonte: www.ufrgs.br

Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam através da corrente sangüínea, provocando abscesso no fígado (com maior freqüência), nos pulmões ou no cérebro. Quando não diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente ao óbito. Esse protozoário, habitante do intestino grosso humano, pertence ao subfilo Sarcodina, tendo forma amebóide e locomovendo-se através de pseudópodos. Caracteriza- se por apresentar uma fase de vida comensal, por isso 90% dos casos de amebíase são assintomáticos, entretanto o parasito pode se tornar patogênico, provocando quadros disentéricos de gravidade variável. A amebíase assintomática costuma ocorrer mais no centro-sul do país, enquanto a sintomática ocorre com mais freqüência na região amazônica. Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada por E. histolytica, espécie patogênica. Em países em desenvolvimento, a prevalência da infecção é alta, sendo que 90% dos infectados podem eliminar o parasito durante 12 meses. Infecções são transmitidas por cistos através da via fecal-oral. Os cistos, no interior do hospedeiro humano, se transformam em trofozoítos. A transmissão é mantida pela eliminação de cistos no ambiente, que podem contaminar a água e alimentos. Sua ocorrência está associada com condições inadequadas de saneamento básico.

O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de trofozoítos com hemácias fagocitadas, presentes com maior
O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de trofozoítos com hemácias fagocitadas, presentes com maior
O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de trofozoítos com hemácias fagocitadas, presentes com maior
O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de trofozoítos com hemácias fagocitadas, presentes com maior
O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de trofozoítos com hemácias fagocitadas, presentes com maior

O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de trofozoítos com hemácias fagocitadas, presentes com maior freqüência em fezes diarréicas. Os cistos do parasito são encontrados nas fezes mais formadas e é bastante semelhante aos cistos de espécies comensais de Entamoeba sp., e a identificação, feita através da morfologia e do número de núcleos, torna o diagnóstico complexo. Atualmente, a detecção de anticorpos ou antígenos é uma importante ferramenta para o diagnóstico e pode ser associado ao diagnóstico de imagem e histopatológico, em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia; aspirados de abscessos ou cortes de tecido. A ultra-sonografia e tomografia axial computadorizada são úteis no diagnóstico de abscessos amebianos.

 
   
 
   

Trofozoítos de Entamoeba hystolytica Fonte: www.ufgrs.br

Trofozoítos de Entamoeba hystolytica Fonte: www.ufgrs.br

4.4 Strongyloides stercoralis

A estrongiloidíase é uma doença parasitária intestinal, freqüentemente assintomática. As formas sintomáticas apresentam inicialmente alterações cutâneas, secundárias à penetração das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear

das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear
das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear
das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear
das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear
das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear
das larvas na pele e caracterizadas por lesões urticariformes ou maculopapulares, lesão serpiginosa ou linear
pruriginosa migratór ia (larva currens). Larva rabditóide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br A
pruriginosa migratór ia (larva currens). Larva rabditóide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br A
pruriginosa migratór ia (larva currens). Larva rabditóide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br A
pruriginosa migratór ia (larva currens). Larva rabditóide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br A
pruriginosa migratór ia (larva currens). Larva rabditóide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br A

pruriginosa migratória (larva currens).

Larva rabditóide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br

A migração da larva pode causar manifestações pulmonares, como tosse seca, dispnéia ou broncoespasmo e edema pulmonar (Síndrome de Löeffer). As manifestações intestinais podem ser de média ou grande intensidade, com diarréia, dor abdominal e flatulência, acompanhadas ou não de anorexia, náusea, vômitos e dor epigástrica, que pode simular quadro de úlcera péptica. Os quadros de estrongiloidíase grave (hiperinfecção) se caracterizam por: febre, dor abdominal, anorexia, náuseas, vômitos, diarréias profusas, manifestações pulmonares (tosse, dispnéia e broncoespasmos e, raramente, hemoptise e angústia respiratória).

As larvas infectantes (filarióides), presentes no meio externo, penetram através da pele, no homem, chegando aos pulmões, traquéia, epiglote, atingindo o trato digestivo, via descendente, onde se desenvolve o verme adulto. Nesse local, são liberadas larvas rabditóides (não infectantes), que saem através das fezes e podem evoluir, no meio externo, para a forma infectante ou para adultos de vida livre que, ao se acasalarem, geram novas formas evolutivas. Pode ocorrer, também, auto- endoinfecção, quando as larvas passam a ser filarióides no interior do próprio hospedeiro, sem passar por fase evolutiva no meio externo. Auto-exoinfecção ocorre quando as larvas filarióides são transformadas na região anal ou perianal, onde novamente penetram

na região anal ou perianal, onde novamente penetram Larva filarióide de Strongyloides stercoralis Fonte:

Larva filarióide de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br

de Strongyloides stercoralis Fonte: www.fcfrp.usp.br Parasita adulto – fêmea na mucosa intestinal Fonte:

Parasita adulto – fêmea na mucosa intestinal Fonte: www.fcfrp.usp.br

no organismo do hospedeiro. A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil,
no organismo do hospedeiro. A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil,
no organismo do hospedeiro. A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil,
no organismo do hospedeiro. A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil,
no organismo do hospedeiro. A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil,

no organismo do hospedeiro.

no organismo do hospedeiro.

A doença ocorre mais em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, há variação regional em função da idade, diferenças geográficas e sócio-econômicas. Os estados que mais freqüentemente diagnosticam são Minas Gerais, Amapá, Goiás e Rondônia. O diagnóstico é feito pelo exame parasitológico de fezes, escarro ou lavado gástrico através da técnica de Baerman-Morais. Em casos graves, podem ser utilizados testes imunológicos, como ELISA, hemaglutinação indireta, imunofluorescência indireta. O estudo radiológico do intestino delgado auxilia o diagnóstico.

4.5 Schistosoma mansoni

O Schistosoma mansoni é um parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo, os caramujos de água doce do gênero Biomphalaria, popularmente conhecidos como planorbídeos. A maioria das pessoas infectadas pode permanecer assintomática dependendo da intensidade da infecção; a sintomatologia clínica corresponde ao estágio de desenvolvimento do parasito no hospedeiro, podendo ser dividida em:

do parasito no hospedeiro, podendo ser dividida em: Vermes adultos de Schistosoma mansoni. Fêmea no canal

Vermes adultos de Schistosoma mansoni. Fêmea no canal ginecóforo do macho. Fonte: Renê Arriero Shinma

4.5.1 Dermatite Cercariana: Corresponde à fase de penetração das larvas (cercárias) através da pele. Varia
4.5.1 Dermatite Cercariana: Corresponde à fase de penetração das larvas (cercárias) através da pele. Varia
4.5.1 Dermatite Cercariana: Corresponde à fase de penetração das larvas (cercárias) através da pele. Varia
4.5.1 Dermatite Cercariana: Corresponde à fase de penetração das larvas (cercárias) através da pele. Varia
4.5.1 Dermatite Cercariana: Corresponde à fase de penetração das larvas (cercárias) através da pele. Varia

4.5.1 Dermatite Cercariana:

Corresponde à fase de penetração das larvas (cercárias) através da pele. Varia desde quadro assintomático até a apresentação de quadro clínico de dermatite urticariforme, com erupção papular, eritema, edema e prurido, podendo durar até 05 dias após a infecção.

e prurido, podendo durar até 05 dias após a infecção. Caramujos do gênero Biomphalaria Fonte: Renê

Caramujos do gênero Biomphalaria Fonte: Renê Arriero Shinma

4.5.2 Esquistossomose Aguda ou Febre de Katayama:

Após 3 a 7 semanas de exposição pode aparecer quadro caracterizado por febre, anorexia, dor abdominal e cefaléia. Ao exame físico pode ser encontrado hepato- esplenomegalia. Laboratorialmente, o achado da eosinofilia elevada é bastante sugestivo quando associado os dados epidemiológicos.

4.5.3 Esquistossomose Crônica:

Esta fase inicia-se a partir dos seis meses após a infecção, podendo durar vários anos. Nela, podem surgir os sinais de progressão da doença para diversos órgãos, podendo atingir graus extremos de severidade como: hipertensão pulmonar e portal, ascite, ruptura de varizes do esôfago. Apresenta-se por qualquer das seguintes formas:

4.5.3.1 Tipo I ou Forma Intestinal: caracteriza-se por diarréias repetidas que

podem ser muco-sangüinolentas, com dor ou desconforto abdominal. Porém, pode apresentar-se assintomática.

4.5.3.2 Tipo II ou Forma Hepatointestinal: caracterizada pela presença de

diarréias e epigastralgia. Ao exame físico, o paciente apresenta hepatomegalia, podendo-se notar, à palpação, nodulações que correspondem a áreas de fibrose decorrentes de

granulomatose peri-portal ou fibrose de Symmers , nas fases mais avançadas dessa forma clínica. 4.5.3.3
granulomatose peri-portal ou fibrose de Symmers , nas fases mais avançadas dessa forma clínica. 4.5.3.3
granulomatose peri-portal ou fibrose de Symmers , nas fases mais avançadas dessa forma clínica. 4.5.3.3
granulomatose peri-portal ou fibrose de Symmers , nas fases mais avançadas dessa forma clínica. 4.5.3.3
granulomatose peri-portal ou fibrose de Symmers , nas fases mais avançadas dessa forma clínica. 4.5.3.3

granulomatose peri-portal ou fibrose de Symmers, nas fases mais avançadas dessa forma clínica.

4.5.3.3 Tipo III ou Forma Hepatoesplênica Compensada: caracterizada pela presença de hepato-esplenomegalia. As lesões perivasculares intra-hepáticas são em quantidade suficiente para gerar transtornos na circulação portal, com certo grau de hipertensão que provoca congestão passiva do baço. 4.5.3.4 Tipo IV ou Forma Hepatoesplênica Descompensada: incluem as formas mais graves de Esquistossomose, responsáveis pelo obituário por essa causa específica. Caracteriza-se por fígado volumoso ou já contraído pela fibrose perivascular, esplenomegalia avantajada, ascite, circulação colateral, varizes do esôfago, hematêmese, anemia acentuada, desnutrição e quadro de hiperesplenismo.

acentuada, desnutrição e quadro de hiperesplenismo. Ovo de Schistosoma mansoni Material: Fezes Fonte: Renê

Ovo de Schistosoma mansoni Material: Fezes Fonte: Renê Arriero Shinma

mansoni Material: Fezes Fonte: Renê Arriero Shinma Biópsia hepática contendo ovo de Schistosoma mansoni

Biópsia hepática contendo ovo de Schistosoma mansoni Fonte: Renê Arriero Shinma

A esquistossomose chegou às Américas Central e do Sul provavelmente com os escravos africanos e ainda hoje atinge vários estados brasileiros, principalmente os do Nordeste. A magnitude de sua prevalência e a severidade das formas clínicas complicadas confere à Esquistossomose uma grande transcendência. No entanto, é uma endemia de fácil manejo e controlável, com vulnerabilidade satisfatória para as ações de saúde pública.

Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (home m). Na
Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (home m). Na
Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (home m). Na
Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (home m). Na
Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (home m). Na

Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (homem). Na água, estes eclodem, liberando uma larva ciliada denominada miracídio, a qual infecta o caramujo. Após 4 a 6 semanas, abandonam o caramujo, na forma de cercária que ficam livres nas águas naturais. O contato humano com águas infectadas pelas

cercárias é a maneira pela qual o indivíduo adquire a esquistossomose.

maneira pela qual o indivíduo adquire a esquistossomose. Sinclair Cercaria de S. mansoni Fonte: Stammers/OMS/TDR O

Sinclair

Cercaria de S. mansoni

Fonte:

Stammers/OMS/TDR

O diagnóstico laboratorial é feito mediante a realização do exame parasitológico de fezes, preferencialmente, através do método Kato-Katz. Testes sorológicos não possuem sensibilidade ou especificidade suficiente para aplicação, na rotina. A ultra-sonografia hepática é de auxílio no diagnóstico da fibrose de Symmers. A biópsia retal ou hepática, apesar de não estar indicada para utilização na rotina, pode ser útil em casos suspeitos, na presença de exame parasitológico de fezes negativo. A forma intestinal pode ser confundida com amebíase, gastroenterite, ou outras causas de diarréia. As formas mais graves devem ser diferenciadas de leishmaniose visceral, febre tifóide, linfoma e hepatoma.

   
 
   
 

Ovo de S. mansoni Fonte: www.ufrgs.br

Granuloma hepático esquistossomótico, causado pela presença de ovos do parasito (setas). Fonte: www.ufrgs.br

4.6 Ancylostoma duodenale É um dos nematódeos causadores da anc ilostomose no homem. Seu tamanho
4.6 Ancylostoma duodenale É um dos nematódeos causadores da anc ilostomose no homem. Seu tamanho
4.6 Ancylostoma duodenale É um dos nematódeos causadores da anc ilostomose no homem. Seu tamanho
4.6 Ancylostoma duodenale É um dos nematódeos causadores da anc ilostomose no homem. Seu tamanho
4.6 Ancylostoma duodenale É um dos nematódeos causadores da anc ilostomose no homem. Seu tamanho

4.6 Ancylostoma duodenale

É um dos nematódeos causadores da ancilostomose no homem. Seu tamanho varia de 0,8 a 1,3 cm e é causador de infecção intestinal que pode apresentar-se assintomática, em caso de infecções leves. Em crianças com parasitismo intenso, pode ocorrer hipoproteinemia e atraso no desenvolvimento físico e mental. Com freqüência, dependendo da intensidade da infecção, acarreta anemia ferropriva. Popularmente a ancilostomose é conhecida como: Amarelão, opilação, doença do Jeca Tatu.

Os vermes quando eliminados nas fezes são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrintestinal dos hospedeiros. O Ancylostoma duodenale tem bolsa copuladora e cápsula bucal com dois pares de dentes.

Os ovos são liberados no ambiente e

tornam-se larvados. A larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se larva filarióide. Essa penetra a pele do homem e o contamina. A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis.

preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. Face anterior do A. duodenale , com dois pares

Face anterior do A. duodenale, com dois pares de dentes. Fonte: http://parasito.montpellier- wired.com

A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde se torna o verme adulto.

Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da
Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da
Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da
Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da
Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da
Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da

Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br

Ovo de Ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma A penetração da larva

Ovo de Ancilostomídeo Fonte: Renê Arriero Shinma

A penetração da larva causa dermatite, que pode variar de intensidade. Nos pulmões, pode haver bronquite/alveolite. O intestino é acometido pela hisitiofagia e hematofagia dos parasitos. Esta atividade dos vermes adultos pode provocar formação de úlceras intestinais, anemia microcítica e hipocrômica e até hipoproteinemia. O diagnóstico laboratorial é realizado pelo achado de ovos no exame parasitológico de fezes, através dos métodos de Lutz, Willis ou Faust, realizando-se, também, a contagem de ovos pelo Kato- Katz. De distribuição universal, predominando nas áreas rurais, está muito associada a áreas sem saneamento e cujas populações têm como hábito andar descalças. O uso de calçados, hábitos de higiene corporal, fervura da água a ser ingerida e cuidados na preparação de alimentos são medidas preventivas importantes.

de alimentos são medi das preventivas importantes. Larva filarióide de ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br

Larva filarióide de ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br

Larva filarióide de ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br Larva rabditóide de ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br 67

Larva rabditóide de ancilostomídeo Fonte: www.ufrgs.br

4.7 Enterobius vermicularis Helminto causador de infecção intestinal assintomática ou apresentar, como
4.7 Enterobius vermicularis Helminto causador de infecção intestinal assintomática ou apresentar, como
4.7 Enterobius vermicularis Helminto causador de infecção intestinal assintomática ou apresentar, como
4.7 Enterobius vermicularis Helminto causador de infecção intestinal assintomática ou apresentar, como
4.7 Enterobius vermicularis Helminto causador de infecção intestinal assintomática ou apresentar, como

4.7 Enterobius vermicularis

Helminto causador de infecção intestinal assintomática ou apresentar, como característica principal, o prurido retal, freqüentemente noturno, que causa irritabilidade, desassossego, desconforto e sono intranqüilo. As escoriações provocadas pelo ato de coçar podem resultar em infecções secundárias em torno do ânus, com congestão na região anal, ocasionando inflamação com pontos hemorrágicos, onde se encontram freqüentemente fêmeas adultas e ovos (Oxiuríase). De distribuição universal, afeta pessoas de todas as classes sociais. É uma das helmintíases mais freqüentes na infância, inclusive em países desenvolvidos, sendo mais incidente na idade escolar.

Morfologicamente, apresenta como característica do verme adulto um par de asas cefálicas. Após o acasalamento, o macho é

eliminado com as fezes e a fêmea adulta se dirige até o ânus para fazer a ovipostura, principalmente à noite. Com freqüência, não consegue retornar para

a ampola retal, morrendo nesse local. Os ovos

maturam rapidamente na pele da região perianal ou

no solo, apresentando larvas infectantes.

perianal ou no solo, apresentando larvas infectantes. Enterobius vermicularis - Detalhe da cabeça para mostrar

Enterobius vermicularis - Detalhe da cabeça para mostrar asas cefálicas. Fonte: www.ufrgs.br

Então, os ovos maduros devem ser ingeridos pelo hospedeiro para a continuidade do ciclo. Os ovos ingeridos eclodem no intestino delgado. As larvas migram pela mucosa intestinal até o ceco e intestino grosso, onde atingem a maturidade. O período pré-patente é de um a dois meses. O diagnóstico é geralmente clínico, devido ao prurido característico. O diagnóstico laboratorial reside no encontro do parasito e de seus ovos. Como dificilmente é conseguido nos parasitológicos de fezes de rotina, sendo achado casual quando o parasitismo é muito

intenso, deve-se pesquisar diretamente na regi ão perianal, o que deve ser feito pelo método
intenso, deve-se pesquisar diretamente na regi ão perianal, o que deve ser feito pelo método
intenso, deve-se pesquisar diretamente na regi ão perianal, o que deve ser feito pelo método
intenso, deve-se pesquisar diretamente na regi ão perianal, o que deve ser feito pelo método
intenso, deve-se pesquisar diretamente na regi ão perianal, o que deve ser feito pelo método

intenso, deve-se pesquisar diretamente na região perianal, o que deve ser feito pelo método de Hall (swab anal) ou pelo método de Graham (fita gomada), cuja colheita é feita na região anal, seguida de leitura.

   
 
   
 

Fêmea de Enterobius vermicularis Fonte: www.ufrgs.br

Ovo de Enterobius vermicularis Fonte: Renê Arriero Shinma

4.8 Taenia solium e Taenia saginata

O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática. A teníase é uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas,

intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, Proglotes de Taenia sp. Fonte: Renê Arriero Shinma 69

Proglotes de Taenia sp. Fonte: Renê Arriero Shinma

debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz in
debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz in
debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz in
debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz in
debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz in

debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação.

debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação.

Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e só, excepcionalmente, requer intervenção cirúrgica por penetração em apêndice, colédoco, ducto pancreático, devido ao crescimento exagerado do parasito. A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea nas fezes de proglotes do verme. Em alguns casos, podem causar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto.

As tênias também são chamadas de "solitárias" porque, na maioria dos casos, o portador traz apenas um verme adulto. São altamente competitivas pelo habitat e, sendo hermafroditas com estruturas fisiológicas para autofecundação, não necessitam de parceiros para a cópula e postura de ovos. A quantidade de ovos produzidos é muito grande (30 a 80 mil em cada proglote), sendo uma garantia para a perpetuação e propagação da espécie. Os anéis grávidos se desprendem periodicamente e caem com as fezes.

grávidos se desprendem periodicamente e caem com as fezes. Ovo de Taenia sp. Fonte: Renê Arriero

Ovo de Taenia sp. Fonte: Renê Arriero Shinma

As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da localização, tipo morfológico, número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuropsiquiátricos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oftálmicos. A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere, acidentalmente, os ovos de T. solium, adquirem a cisticercose.

A América Latina tem sido ap ontada por vários autores co mo área de prevalência
A América Latina tem sido ap ontada por vários autores co mo área de prevalência
A América Latina tem sido ap ontada por vários autores co mo área de prevalência
A América Latina tem sido ap ontada por vários autores co mo área de prevalência
A América Latina tem sido ap ontada por vários autores co mo área de prevalência

A América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada de neurocisticercose, que está relatada em 18 países latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada. O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação. No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos. A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil, como por exemplo, nas regiões Norte e Nordeste, pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento é realizado em grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, o que dificulta a identificação da procedência do local da infecção. O Ministério da Saúde registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo. O diagnóstico é clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de teníase é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares. Isso porque os proglotes são eliminados espontaneamente e, nem sempre, são detectados nos exames parasitológicos de fezes. Para se fazer o diagnóstico da espécie, em geral, coleta-se material da região anal e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas. Os estudos sorológicos específicos (fixação do complemento, imunofluorescência e hemaglutinação) no soro e líquido cefalorraquiano confirmam o diagnóstico da neurocisticercose, cuja suspeita é feita através de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados). A biópsia de tecidos, quando realizada, possibilita a identificação microscópica da larva. Na neurocisticercose, tem-se que fazer diagnóstico diferencial com distúrbios psiquiátricos e neurológicos (principalmente epilepsia por outras causas).

---------- FIM MÓDULO II ----------