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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ - UTFPR

CAMPUS PATO BRANCO

ENGENHARIAS

FEDERAL DO PARANÁ - UTFPR CAMPUS PATO BRANCO ENGENHARIAS PR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ AULAS

PR

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

AULAS DE MATEMÁTICA NO MAPLE

PR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ AULAS DE MATEMÁTICA NO MAPLE PROF. M. Sc. JOSÉ DONIZETTI

PROF. M. Sc. JOSÉ DONIZETTI DE LIMA

Objetivo:

Evidenciar a necessidades e importância de softwares computacionais desenvolvidos na era da informativa como elemento facilitador do processo de ensino-aprendizagem da Matemática.

Utilização propriamente dita do software.

Enfatizar que o software deve desempenhar o papel de coadjuvante do processo de aprendizado da Matemática.

Justificativas:

O Maple possibilita ampla variedade de aplicações, relativa simplicidade de uso e atualização periódica em novas versões, o que permite projetar-lhe uma permanência relativamente longa no cenário acadêmico.

O Maple é um pacote muito potente em termos de computação algébrica e numérica de uma ampla gama de assuntos relacionados do aprendizado e ao uso dos recursos matemáticos, visualizados como fins em si mesmos ou como ferramenta de trabalho em outras áreas do conhecimento (engenharia, física, etc

Notas:

MAPLE é a marca registrada do software produzido por “Walterloo University, Canadá”.

Será considerado que o usuário já tenha algum conhecimento de utilização de software em ambiente Windows.

O Maple exige uma maior intimidade do usuário com a Matemática e com o Sistema Operacional Windows.

Ementa:

O ensino de Cálculo Diferencial e Integral (CDI) é a ferramenta básica e imprescindível tanto na formação dos futuros profissionais, como em diversas atividades da pesquisa universitária, principalmente nos estudos de Física, Matemática, Biologia, Engenharias, tecnologias, etc. Em seu ensino temos vários tópicos, que merecem destaque devido às suas aplicações potenciais, tais como cálculo de área, volume e comprimento de arco, e que podem ser mais bem assimilados se lançarmos mão a sua visualização de representações especiais e das soluções obtidas com auxílio de softwares matemáticos. Sendo assim, nesta apostila, pretendemos explorar, utilizando o software Maple, os seguintes tópicos:

1) Noções básicas de Matemática:

Expressões numéricas.

Expressões algébricas.

Polinômios.

Gráficos bidimensionais e tridimensionais.

Funções, funções compostas, etc.

Resolução de equações e inequações.

2) Assuntos propriamente de Cálculo Diferencial e Integral (CDI)

Limites e continuidades.

Derivadas e integrais.

Gráficos bidimensionais em coordenadas especiais: polar, paramétrica, implícitas, etc.

Gráficos tridimensionais com coordenadas cilíndricas, esféricas, paramétricas, implícitas, etc.

Aplicações: Cálculo de comprimento de arco, área de uma região limitada, área e volume de um sólido, sólidos de revolução, entre outras.

Observação: Nesta apostila, não ensinamos Matemática, mas explicamos a utilização do software Maple. Apenas para uma breve revisão do conceito matemático, apresentamos os conceitos envolvidos e na medida do possível utilizamos o software para verificar algumas propriedades importantes do tópico que está se analisando no momento.

3) Usando o Maple como uma Linguagem de Programação

Introdução ao Maple

Noções de programação

A declaração condicional

Estruturas de repetição

Tipos pré-definidos

Procedimentos

Variáveis locais e globais

Procedimentos recursivos

Exemplos

1. O QUE É COMPUTAÇÃO ALGÉBRICA? Adaptado de LENIMAR, 2002

A computação, em suas várias modalidades e conseqüências, tem produzido significativas

transformações culturais, econômicas e sociais de modo que é impossível imaginar as sociedades

modernas sem uma efetiva participação do computador.

O verbo computar tem sido historicamente utilizado significando “fazer cálculos com números”. A

Computação Numérica envolve não só as quatro operações aritméticas básicas, mas também cálculos

de valores de funções matemáticas e operações mais sofisticadas como cálculo das raízes de um

polinômio ou dos autovalores de uma matriz. Nesse tipo de computação, tanto os dados iniciais quanto

os resultados finais são números.

Apesar de atender às necessidades do usuário em muitas situações, os cálculos feitos numericamente em geral não são exatos. Por exemplo, a simples divisão de 1 por 3 em notação decimal é aproximadamente igual a 0,333333. Não importa quantas casas decimais sejam usadas, esse valor será sempre aproximado: ao ser multiplicado por 3 o produto da como resposta 0,999999. Se fosse um calculo exato, a resposta deveria ser 1. Além disso, esse pequeno erro inicial da ordem de um milionésimo tende a aumentar, a se propagar, se for usado conjuntamente com outros cálculos também aproximados.

Devido às inconveniências da Computação Numérica, como a falta de exatidão nos resultados, é que

se estuda ha cinco décadas um outro tipo de computação chamado Computação Simbólica ou

Computação Algébrica. A Computação Algébrica representa os objetos matemáticos por símbolos, não necessariamente numéricos. Esses símbolos podem representar números inteiros, números racionais,

números complexos, números algébricos e também estruturas mais complexas e abstratas como polinômios, matrizes, sistemas de equações, grupos, anéis, etc.

O objetivo da Computação Algébrica é obter resultados exatos, fórmulas “fechadas”, baseadas nas

regras usuais da Álgebra. Por exemplo, um programa de Computação Algébrica efetua cálculos com a raiz quadrada de dois sem a necessidade de representá-la em forma decimal aproximada. Em vez de se

preocupar com aproximações numérica, o programa conhece as regras e propriedades algébricas dos objetos envolvidos. Ele sabe que o objeto “raiz quadrada de dois” é positivo e que elevado ao quadrado

dá como resposta dois e isso basta para efetuar cálculos em inúmeras situações. Um programa de

Computação Algébrica também percebe que a soma X + X tem como resultado 2X, sem ser necessário

atribuir um valor numérico para X.

2. SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO ALGÉBRICA - Adaptado de LENIMAR, 2002

Nos últimos 25 anos tem havido grande progresso na teoria envolvendo algoritmos simbólicos ou algébricos. Além disso, a forma de representar esses algoritmos matemáticos em computador também progrediu bastante. Isso deu origem a uma nova disciplina conhecida sob várias denominações:

Computação Algébrica, Computação Simbólica, Álgebra Computacional, Manipulação de Fórmulas, Manipulação Simbólica. Assim, o programa ou conjunto de programas de computador relacionados com essa disciplina passou a se chamar: Sistema de Computação Algébrica ou Sistema de Manipulação Simbólica, entre outros nomes.

São inúmeras as áreas da ciência e da tecnologia em que a Computação Algébrica vem sendo utilizada. Para citar só algumas delas: Mecânica Celeste, Acústica, Relatividade Geral, Química, Teoria dos Números, Teoria dos Grupos, Análise Numérica, Robótica e Metalurgia.

Os Sistemas de Computação Algébrica podem ser divididos em duas categorias: sistemas de uso específico e sistemas de uso geral. O que esses sistemas têm em comum é uma grande capacidade de efetuar rapidamente cálculos analíticos que podem ser bastante trabalhosos.

Os sistemas de uso específico foram desenvolvidos para resolver problemas em áreas específicas da Física ou da Matemática. Podemos citar como alguns exemplos o SHEEP para Teoria da Relatividade Geral, o CAMAL para Mecânica Celeste, o GAP para Teoria dos Grupos e o Macaulay para Geometria Algébrica.

Os sistemas de uso geral possuem não só recursos algébricos, mas também podem incorporar recursos numéricos ou gráficos, além de serem verdadeiras linguagens de programação para cálculos analíticos.

Possuem grande numero de funções e operações matemáticas de modo a permitirem que seus usuários obtenham prontamente respostas analíticas para cálculos envolvendo fatorações, trigonometria, logaritmos, polinômios, limites, derivadas, integrais, equações diferenciais, sistemas de equações, séries de potências, transformadas de Laplace, transformadas de Fourier, cálculo matricial, formas diferenciais, etc.

Alguns exemplos desses sistemas são:

Derive – Um dos menores e mais eficientes sistemas já criado. Nos anos 80 chama-se MuMATH.

Reduce – Um dos mais antigos sistemas de uso geral, surgiu no final dos anos 60.

Mathematica – O primeiro a incorporar recursos algébricos, numéricos, gráficos e funcionar também como linguagem de programação. É um dos atuais grandes sistemas de uso geral.

Maple – Canadense, o Maple é um sistema completíssimo de uso geral e com uma interface com o usuário bastante amigável. Possui inúmeros recursos algébricos e numéricos, constrói animações e gráficos planos ou tridimensionais e funciona como linguagem de programação para permitir que o usuário construa suas próprias funções e procedimentos. Versões de demonstração podem ser obtidas na página do fabricante na Internet.

3. APRESENTAÇÃO - MOTIVAÇÃO:

A computação algébrica é um novo meio de aprendizado que une a informática ao ensino da

Matemática. Este novo método de ensino das ciências exatas e de Matemática em particular, vem

sendo adotado em diversas universidades, e ocupa posição de destaque no mundo educacional de países desenvolvidos. As universidades estrangeiras ministram cursos regulares de computação

algébrica aos alunos destinados à área de ciências exatas, o que é uma medida clara da importância que

o

meio científico e tecnológico vem sendo direcionado a este ramo.

A

capacidade de armazenamento de informações, a velocidade de operação e a precisão, fazem do uso

do

computador uma ferramenta indispensável em todas as nossas atividades acadêmicas, profissionais

e domésticas. Porém, ensinar o aluno somente a operar um computador não garante a melhoria da

qualidade de ensino. É de suma importância que nossos estudantes estejam ao menos familiarizados

com essa tecnologia, pois, afinal, são membros da nossa futura sociedade. Uma das principais razões

do uso do computador na educação é desenvolver o raciocínio e possibilitar situações de resolução de

problemas, a fim de desenvolver o pensamento do aluno. O computador não deve ser inserido na educação como uma máquina de ensinar ou uma informatização instrucionista, deve ser usado como uma informatização construtivista que permita a reflexão e construção de idéias a partir da relação professor, computador e aluno. Devemos levar em conta que o computador não é o principal referencial do processo de ensino-aprendizagem, mas serve apenas como uma ferramenta auxiliar (coadjuvante).

No mercado de informática existem vários softwares (pacotes computacionais) que oferecem

condições de cálculos numéricos, manipulações algébricas e simbólicas. Os softwares MAPLE,

MATHEMATICA, etc

do Cálculo Diferencial e Integral (CDI), e vêm sendo utilizados, por exemplo, nas fases iniciais dos

cursos de Engenharia, Computação, Física e Matemática, em universidades estrangeiras, proporcionando aos alunos maior interesse e compreensão. Por outro lado, o software MATLAB (Laboratório de Matrizes), pode ser utilizado para trabalhar com a álgebra linear, pois o mesmo é um

software elaborado para o tratamento matricial de dados.

são sistemas de computação algébrica muito eficientes no apóio ao ensino

,

No que se refere ao processo de ensino-aprendizagem esses pacotes computacionais exercem grande influência no desenvolvimento intelectual dos alunos. Este recurso didático apresenta a facilidade da construção de gráficos de funções e resolução de problemas. No aprendizado da montagem de equações a resolver, da previsão de seu comportamento e soluções. Os softwares além de possibilitarem uma maior visualização gráfica, também apresentam tópicos avançados e muitas aplicações práticas. Esta grande ferramenta matemática permite ao estudante uma compreensão mais nítida dos processos e potencialidades do Cálculo Diferencial e Integral (CDI), auxiliando-o em seus estudos.

Os potentes pacotes computacionais MAPLE, MATHEMATICA não são restritos ao CDI, pois também se aplicam em diversas áreas da Matemática, Física, Engenharia, etc. Outros tópicos básicos relacionados com a Matemática que podem ser abordados facilmente são: Álgebra Linear, Equações Diferenciais, Séries Infinitas, Matemática Financeira, Estatística e muitos outros. Por outro lado, o MATLAB, pode ser usado não apenas para a Álgebra Linear, mas pode ser aplicado nas mais diversas áreas como o CDI, a Estatística, a Matemática Financeira, a Programação Linear, entre outras.

Nesta apostila apresentamos os conceitos básicos de utilização do software Maple. Abordaremos alguns tópicos básicos e específicos de Matemática, tais como construção de gráficos bidimensionais e tridimensionais, operações com expressões algébricas e polinômios, principais funções e constantes matemáticas presentes no Maple, além dos conteúdos próprios do CDI (limites, continuidades, derivadas, integrais e suas aplicações).

Essa apostila foi elaborada com base na versão 7 para Windows. Veja os detalhes de credito dessa versão na figura a seguir.

os detalhes de credito dessa versão na figura a seguir. Esta versão do Maple foi lançada

Esta versão do Maple foi lançada em 2001. Sendo assim, serão aqui apresentadas noções básicas somente para sua utilização nessa versão. Os comandos utilizados também são compatíveis com versões anteriores do Maple.

Nota: Será considerado que o usuário já tenha algum conhecimento de utilização de software para Windows. Caso não o possua, é aconselhável que o adquira antes de começar a utilizar o Maple, pois não são abordadas as características comuns a todos os softwares para Windows.

A seguir, observe a tela de abertura do software Maple (versão 7).

observe a tela de abertura do software Maple (versão 7). Uma vez que o programa esteja

Uma vez que o programa esteja iniciado, tem-se então a tela inicial do programa, que consiste de um menu com as opções disponíveis e uma área de trabalho. A grande maioria dos comandos do Maple utilizados nesta apostila são comandos internos, ou disponíveis em pacotes que são digitados e executado na área de trabalho.

Para executar um comando basta digitá-lo, e então pressionar a tecla “ENTER”. Neste momento, o texto digitado é considerado como uma entrada, e será então dada uma saída, que aparecerá imediatamente abaixo da entrada. Caso ocorra algum erro de execução, ou de sintaxe, uma mensagem apropriada será dada como saída. Deve-se tomar muito cuidado na hora de digitar um comando, pois são consideradas as diferenças entre caracteres (letras, por exemplo) maiúsculos e minúsculos, sendo que muitas vezes, este é o motivo de vários erros na hora de sua execução.

Algumas pessoas, quando iniciam a utilização do software Maple, enfrentam algumas dificuldades, devido a pequenos detalhes importantes que passam despercebidos. Aqui, colocaremos o significado dos símbolos mais utilizados, para que não ocorram estes tipos de problemas. Veja a seguir a tela do Maple.

estes tipos de problemas. Veja a seguir a tela do Maple. OBSERVAÇÃO DO CURSO : Adaptado

OBSERVAÇÃO DO CURSO: Adaptado de TANEJA, 1997

Vamos desenvolver nosso curso acessando as seções referentes a determinados assuntos. Uma seção é identificada com um quadradinho com um sinal de [+] ou [-] dentro dele. Para expandi-la devemos clicar com o mouse o sinal [+] e ele mudará para [-] possibilitando assim que possamos acessar o conteúdo desta seção. Para fechá-la, clique o sinal [-] e ele mudará para [+].

4. NOÇÕES BÁSICAS DE MATEMÁTICA USANDO O MAPLE

O Maple é uma linguagem para o cálculo matemático simbólico que possibilita grande variedade de

aplicações, relativa simplicidade de uso e atualização periódica em novas versões, o que faz com que

se prolongue sua ampla permanência no meio acadêmico. Para utilizá-lo basta digitar os comandos no

teclado e pressionar “ENTER”, todos os comandos são precedidos de ponto-e-vírgula ;” se você deseja ver o resultado imediatamente ou por dois pontos :” se você quiser que o Maple V guarde o resultado para posterior utilização.

4.1. OPERAÇÕES BÁSICAS

Adição

:

+

Subtração

:

-

Multiplicação :

Divisão

:

* /

Potenciação

: ^ ou **

Aqui apresentaremos alguns exemplos com as operações básicas da Matemática. Note que os operadores da multiplicação, divisão e potenciação - diferem dos operadores da Matemática usual.

O operador cerquilha #” possibilita a inserção de comentários após uma instrução sem causar

influência na execução do comando.

O

símbolo “%” servem para aproveitar um último resultado para uma instrução seguinte.

O

comando “evalf” avalia um resultado em decimais para n dígitos, sendo o número padrão igual a 10,

se

desejarmos aumentar a precisão do cálculo, basta especificar o número de casas decimais desejado.

Exemplos:

> 15+9;

> 36-27;

> 21*12;

24

9

252

> 3*%; # VOCÊ PODE USAR O SÍMBOLO % PARA OPERAR COM O ÚLTIMO RESULTADO.

> 28/17;

756

28

17

> evalf(%); # NOS FORNECE O VALOR DECIMAL DA DIVISÃO

1.647058824

> evalf(Pi,20); # CALCULANDO O VALOR DE PI COM 20 DÍGITOS

3.1415926535897932385

> 3^5;

> 3**5;

243

243

>

12+5-16;

 

1

>

2*3+4*5-8*2;

>

 

10

>

12^2/8-9*3+5*2;

1

>

22/13+11/13;

33

13

>

evalf(%,20);

2.5384615384615384615

>

2.45*10;# UTILIZA-SE O PONTO DECIMAL AO INVÉS DA VÍRGULA

24.50

Nota: Essas são operações básicas, vale destacar que a ordem das operações é a ordem usual (ordem em que são digitadas) valendo-se das leis da aritmética. Para que a ordem das operações seja alterada, usamos parênteses. Observe os exemplos a seguir:

> 35-10-4-2;

> 35-(10-4)-2;

> (35-10)-(4-2);

> 5*10-4*3+3*2^3;

> 5*(10-4)*3+3*2^3);

> 5*10-(4*3+3*2)^3);

19

27

23

62

114

-178

4.2.

OPERAÇÕES ELEMENTARES

Operação

Símbolo

Exemplo numérico

Adição

 

+

> 3+2; 5

Subtração

 

-

> 3-2; 1

Multiplicação

 

*

> 3*2; 6

Divisão

 

/

> 3/2; 3

 

2

Potenciação

^

ou

**

> 3^2;

 

9

> 3**2; 9

Notas:

1) case sensitive => diferencia uma variável escrita com letra maiúscula de uma variável escrita com letra minúscula. 2) “:=” => Comando de atribuição. Exemplo: a:=3 (a variável a recebe o valor 3).

Exemplos:

> a:=3;

> b:=2;

> c:=a+b;

> d:=a-b;

> e:=a/b;

> f:=a^b;

> f:=a**b;

a

:= 3

b

c

:= 2

:= 5

d

:= 1

e :=

3

2

f := 9

f := 9

4.3. CONSTANTES PRÉ-DEFINIDAS

 

Constante

Símbolo

Exemplo

Pi

()

pi

> pi;

Infinito ( )

 

infinity

> infinity;

 

Número complexo (

 1 )

1 )

I

> I; I

Número (e)

 

exp(1)

> exp(1);

 

e

4.4. CONSTANTES E FUNÇÕES DA ARITMÉTICA

Aqui temos o número representado pela constante Pi e as funções:

ifactor=> faz a decomposição de um número em fatores primos.

iquo

=> determina o quociente da divisão entre dois números.

igcd

=> determina o máximo divisor comum entre dois números.

root

=> calcula a raiz n-ésima de um número.

Nota: Comandos para trabalhar com números inteiros.

Os exemplos a seguir ilustram como cada um destes comandos devem ser usados:

Exemplos:

> Pi;

> evalf(Pi);

> evalf(Pi,100);

3.141592654

3.14159265358979323846264338327950288419716939937510582097494459230 \

7816406286208998628034825342117068

> ifactor(20);

> ifactor(13);

> ifactor(144);

> ifactor(120);

> iquo(144,120);

(2 ) 2 (5)

( 13 )

(2) 4 (3) 2

(2) 3 (3) (5)

 

1

> iquo(2401,33);

 

72

> igcd(123,45);

 

3

> igcd(144,120);

 

24

> igcd(1500,650);

 

50

> sqrt(n);

> sqrt(2);

> evalf(%);

> evalf(sqrt(3));

> evalf(sqrt(10),20);

n 2
n
2

1.414213562

1.732050808

3.1622776601683793320

> sqrt(3.1);

> root [3](125);

1.760681686

5

> root

[3](25);

> evalf(%);

> root [3](25); > e v a l f ( % ) ; > evalf(root [6](127));

> evalf(root [6](127));

root [3](25); > e v a l f ( % ) ; > evalf(root [6](127)); 5

5 (2/3)

2.924017738

2.241991457

4.5. EXPRESSÕES ARITMÉTICAS

Vamos agora trabalhar com algumas expressões aritméticas já que sabemos como manipular com os operadores básicos.

Devemos usar parênteses “( )” nestas expressões, pois para o Maple não é válido, por exemplo uma expressão como {5*(37+12)/(57-15)]*(10+3)}/20, embora tenha sentido matemático. A expressão digitada desta maneira irá causar um chamado erro de sintaxe, aparecendo na tela após execução a mensagem “Error, use intersect for sets”, que indica que as chaves “{ }” são usadas para interseção entre conjuntos. Confira!

> {[5*(37+12)/(57-15)]*(10+3)}/20;

1

455

6

20 {

}

O correto será:

> ((5*(37+12)/(57-15))*(10+3))/20;

91

24

EXERCÍCIO: Calcule o valor das seguintes expressões aritméticas:

1) 180 + {2 x [5 x 3 + (8 x 4 - 2 x 9) - (19 x 3 - 37)]} 2) {83 - [56 + (6 x 8 - 28) - 20 + 5]} - 12 3) 58 - {30 + 4 x 3 - [25 - (12 - 4) + 3]} 4) {(9 x 4 + 6) : 7 + [(15 + 2) x 3] : 17} - 9 5) 82 + {33 x [132 : (7 - 1) x (18 - 7)] - 3 x 22}

6) 9600 : {[200 + (3

x 200 - 500) + 400 : 20] + 4 x 20}

 2 7)  1
 2
7) 
1

Respostas: 1) 198

2) 10

3) 36

4) 0

5) 8002

6) 24

Solução:

1) > 180+(2*(5*3+(8*4-2*9)-(19*3-37)));

198

3) > 58-(30+4*3-(25-(12-4)+3));

7) > I^2;

36

-1

4.6. OPERAÇÕES COM CONJUNTOS

Para tratar de conjuntos finitos, o Maple apresenta uma série de comandos:

Operação

 

Símbolo

 

Objetivo

 

União

union

Faz a operação de união entre conjuntos

Intersecção

 

intersect

Faz a operação de interseção entre conjuntos

Diferença

minus

Retira um conjunto de outro

 

Valor máximo

max

 

Valor mínimo

min

Encontra o maior valor de um conjunto Encontra o menor valor de um conjunto

Exemplo: Considerando os conjuntos A =

{-2,

3,

4,

7,

-18, 15},

B

=

{-9,

3,

6,

8,

10,

-11} e

C

= {0, -4, 3, 9, 7, 8, -14}, fazer as seguintes operações:

 

a)

A B

b) A

C

c)

B C

d)

A B C

e) A (B C)

f) ( A B) ( A C)

g)

A B

h)

B A

i) Máximo(A)

j) Mínimo (B)

k) Máximo(A)-Mínimo(B)

Solução: Inicialmente vamos definir os conjuntos A, B e C, na tela do Maple.

> A:={-2,3,4,7,-18,15};

A := { -18, -2, 3, 4, 7, 15 }

> B:={-9,3,6,8,10,-11};

B := { -11, -9, 3, 6, 8, 10 }

> C:={0,-4,3,9,7,8,-14};

C := { -14, -4, 0, 3, 7, 8, 9 }

a) > A union B;

{ -18, -11, -9, -2, 3, 4, 6, 7, 8, 10, 15 }

b) > A union C;

{ -18, -14, -4, -2, 0, 3, 4, 7, 8, 9, 15 }

c) > B union C;

{ -14, -11, -9, -4, 0, 3, 6, 7, 8, 9, 10 }

d) > A union B union C; { -18, -14, -11, -9, -4, -2, 0, 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 15 }

e) > A union (B intersect C);

{ -18, -2, 3, 4, 7, 8, 15 }

f) > (A union B)intersect(A union C); { -18, -2, 3, 4, 7, 8, 15 }

g) > A minus B;

h) > B minus A;

i) > max(-2,3,4,7,-18,15);

j) > min(-9,3,6,8,10,-11);

{ -18, -2, 4, 7, 15 }

{ -11, -9, 6, 8, 10 }

15

-11

k) > max(-2,3,4,7,-18,15) - min(-9,3,6,8,10,-11); 26

Exercício: Sejam os conjuntos A = {2, 3, 4, 6, 12, -3}, B = {4, 5, 8, 3, -2, -5} e C = {6, 12, -3}. Calcular:

a)

A união B união C

b) A interseção B interseção C

c) A união ( B interseção C)

d)

(A união B) interseção ( A união C)

e) A - B - C

f)

C - A - B

g)

A união ( B - C)

h) (A - C) interseção (B - C)

4.7. FUNÇÕES ELEMENTARES:

Função

Símbolo

Exemplo

Exponencial

Logaritmo natural Raiz quadrada Valor absoluto ou Módulo

exp(x)

ln(x)

> ln(exp(1)); 1

sqrt(x)

abs(x) sin(x); cos(x); tan(x)

sec(x); csc(x); cot(x) arcsin(x); arccos(x); arctan(x) arcsec(x); arccsc(x); arccot(x)

Trigonométricas

Trigonométricas Inversas (determinação do arco ou ângulo)

Exemplos:

> sqrt(3);

> evalf(%);

> abs(x);

3
3

1.732050808

 

x

> abs(-2);

 

2

> exp(x);

 

e x

> exp(1);

 

e

> evalf(%,20);

2.7182818284590452354

> ln(10);

> evalf(%);

> log(x);

> log(10);

> evalf(%);

> sin(Pi);

> sin(2);

> evalf(%);

> sin(Pi/4);

> arctan(infinity);

> tan(Pi/2);

ln( 10 )

2.302585093

ln( x )

ln( 10 )

2.302585093

0

sin( 2 )

.9092974268

1 2 2 1 2 
1
2
2
1
2 

Error, (in tan) numeric exception: division by zero

4.8. VARIÁVEIS:

O Maple sempre interpreta uma letra como sendo uma variável. Para fixarmos o valor da variável x como um número, por exemplo, 3 usamos o comando de atribuição ( “:=” atribui um valor à uma variável) veja o exemplo:

> x:=3;

x := 3

Desta forma, sempre que uma expressão de entrada contiver x o Maple interpretará como 3, para reestabelecermos x como uma variável devemos utilizar o comando “restart”, que apagará da memória todos os valores atribuídos as variáveis. Veja um exemplo:

> 2*x;

6

> y:=2;

y := 2

> 4*x+y^3-y*x;

 

14

> restart;

> x^3;

 

x 3

O Maple é “case sensitive”, isto é, ele diferencia uma variável escrita com letra minúscula de uma variável escrita com letra maiúscula. Outra observação, que é um erro de ocorrência freqüente, é esquecer de utilizar o símbolo de multiplicação entre variáveis, desta forma ele interpretará como outra variável.

> b:= 4;

b := 4

> B:= 5;

B := 5

> b*B;

20

> bB;

bB

Exercício: Calcule da mesma forma os produtos de x por y, x por z e x por y por z, atribuindo a x o valor 5 a y o valor 2 e a z o valor 8. Não esqueça de limpar (inicializar) as variáveis.

Outros exemplos:

> A:=2;

A := 2

> B:=3;

B := 3

> C:=A;

 

C

:= 2

> A:=B;

 

A := 3

> B:= C;

 

B := 2

> E:=A+B;

 

E := 5

> F:=2*A+E;

 

F := 11

4.9. COMO RESOLVER UMA EQUAÇÃO DO PRIMEIRO GRAU:

O exemplo abaixo mostra como resolver uma equação do 1º grau passo a passo:

> eq:=4*x+18=48;

> eq - (18=18);

> %/4;

eq := 4 x1848

4 x30

x 15

2

> eq1:=7*x - 12 = 2*x + 3;

> eq1 - (-12=-12);

> % - (2*x=2*x);

eq1 := 7 x122 x3

7 x2 x15

 

5

x15

 

> %/5;

 
 

x3

Exercícios:

 

1)

Resolver as equações abaixo:

 

a)

6x - 18 = -3x +27

b) 2x +10 = 3x + 5/7

c)

4y

- 6

= 10y - 12

d) x + 5 = 2x -6

2)

Achar a solução dos sistemas abaixo:

 

a)

x + y = 5 ;

2x - y = 1

b) 7x +8y = 9 ; -x + y = 3

c) 3x +

4y - 5z = 2; 2x - y + z = 1; -x-3y-z=3

4.10. EXPRESSÕES ALGÉBRICAS:

Uma das grandes vantagens de um programa como o Maple é permitir manipular expressões algébricas do mesmo modo que uma calculadora permite manipular expressões aritméticas. Alguns dos comandos algébricos do Maple estão listados a seguir:

Símbolo

 

Objetivo

 

Exemplo

simplify

Simplificar uma expressão

   

factor

Fatorar uma expressão dada

   

subs

   

expand

Determinar o valor da expressão para um valor específico Expandir as expressões (desenvolver o Binômio de Newton, por exemplo)

 

numer

     

denom

Numerador de uma expressão Denominador de uma expressão

   

Inicialmente, vamos usar os seguintes comandos:

“simplify” => simplifica uma expressão algébrica.

“expand” => expande uma expressão algébrica.

=> fatora uma expressão algébrica.

=> resolve um sistema de equações para um conjunto de incógnitas.

=> substitui um valor atribuído à uma variável.

factor

solve

subs

numer” => recebe a expressão do numerador de uma expressão algébrica fracionária.

denom” => recebe a expressão do denominador de uma expressão algébrica fracionária.

Vamos ilustrar, com alguns exemplos cada um destes comandos.

> simplify ((2+x)/x+(2-x)/x);

4 1

x

> a:=4*x^2/(1+x^2)^3+(5-x)^2;

 

a := 4

 

x 2

 ( 5x ) 2

 
 

2

( 1x )

3

> simplify(%);

2

 

78 x 4

 

x 6

 



30 x 3



 

x 5

 

x 7

 x 8

 

80 x 

25





28



10 x

30



10

 

2

( 1x )

3

 

> subs(x=1,a);

 

33

2

> p:=numer(a);

2

p := 80 x 

25



78 x 4



28

x 6



10

 

30 x 3



30

x 5

 

10

x 7

 x 8

x





> q:=denom(a);

> subs(x=1,p);

> subs(x=1,q);

q := ( 1x

132

8

2

)

3

> expand((3*x^2-4*x)*(x+1)*(3*x^2+5*x+1));



> expand((3*x^2-4*x)*(x+1)*(3*x^2+5*x+1));

5

9 x 

12

x 4

14

x 3



21

x 2

5

9 x 

12

x 4



14

x 3



21

x 2

 4 x

 4 x

> factor(%);

x

2

( 3 x4 ) ( x1 ) ( 3 x 

5 x

 )

1

> b:=8*x^3-18*x*y^2+20*x^2*y-45*y^3;

> factor(%);

3

b := 8 x 

18

x y 2



20

x 2 y



45 y 3

( 3 y2 x ) ( 5 y2 x ) ( 3 y2 x )

> expand(%);

> subs(y=1,%);

3

8 x 

18

3

8 x 

x y 2



20

x 2 y



45 y 3

18 x



20 x 2

 45

> expand((1+2*x)^2);

14 x4 x 2

> subs(x=k,%);

14 k4 k 2

> factor(2*x^2+3*x-2);

( 2x ) ( 2 x1 )

> solve({32*x-15*y=12,10*x+4*y=16},{x,y});

{ x

144

139

,

y 196

139

}

Observe que neste último exemplo usamos chaves “{ }” separando as expressões por vírgula dentro das chaves. O Maple interpreta isto como um conjunto, observe que a saída é um conjunto.

Podemos armazenar esta saída em uma variável e daí consultarmos cada variável do conjunto através de um índice atribuído a variável que recebeu este conteúdo de saída. Este índice é escrito entre colchetes [].Veja:

> sol:= solve({32*x-15*y=12,10*x+4*y=16},{x,y});

sol := { x

144

139

,

y 196

139

}

> sol[1]; # Aqui será mostrado o primeiro elemento do conjunto solução

x 144

139

> sol[2]; # Aqui será mostrado o segundo elemento do conjunto solução

y 196

139

Assim, é sempre possível selecionar qualquer elemento de um dado conjunto. Note também, que as soluções obtidas por meio do comando solve são dadas em forma de equação. Existem dois comandos do Maple muito úteis para equações: lhs - (left-hand side) seleciona o lado esquerdo da equação e rhs - (right-hand side) seleciona o lado direito.

> rhs(sol[1]);

> lhs(sol[1]);

144

139

x

4.11. OPERAÇÕES COM POLINÔMIOS

Como sabemos como criar expressões algébricas, agora vamos tratar da manipulação de operações com polinômios que são expressões algébricas a uma variável. Podemos somar, subtrair, multiplicar, dividir e elevar a uma potência expressões polinomiais usando os símbolos aritméticos (+, -, *, / e ^, respectivamente)).

Símbolo

 

Objetivo

 

Sintaxe

 

rem

Calcula o resto da divisão de dois polinômios

 

rem(expressão, divisor, variável) rem(expressão, divisor, variável) degree(polinômio) coeff(polinômio, termo) tcoeff(polinômio) tcoeffs(polinômio)

quo

Calcula o quociente da divisão de dois polinômios

 

degree

 

Indica o grau de um polinômio

 

coeff

 

Indica o coeficiente de um termo indicado

 

tcoeff

   

coeffs

 

Indica o termo independente de um polinômio Lista todos os coeficientes não nulos de um polinômio

Observação: Não esquecer de utilizar o símbolo de multiplicação (*) entre as variáveis.

Inicialmente, vamos aprender os dois comandos a seguir:

“rem” => que calcula o resto da divisão de um polinômio por outro.

quo” => que calcula o quociente da divisão de um polinômio por outro.

A sintaxe destes comandos é:

rem(expressão, divisor, variável)

quo(expressão, divisor, variável);

Veja os exemplos a seguir:

> p:=x^3-2*x^2+x-1;

> q:=3*x^3+7*x^2-2*x+8;

> r:=p+q;

> s:=p-q;

> P:=x^3+1;

> Q:=x+1;

> R:=P/Q;

> simplify(R);

> S:=P*Q;

> simplify(S);

> expand(S);

p := x

3



2

x 2

 

x

1

q := 3

3

x 

7

x 2



2 x



3

r := 4 x 

5

x 2

 

x

7

3

s := 2 x 

9

x 2



3

P := x  1

3 x



Q := x1

S

3

R := x  1

x1

2

x  

x

1

3

:= ( x  1 ) ( x1 )

3

( x  1 ) ( x1 )

x   

x

4

x 3

1

8

9

> rem(P,Q,x);

> quo(P,Q,x);

0

2

x  

x

1

> rem(x^4+3*x^2-1,x^3+x,x);

12 x 2

> rem(x^3+x,x^4+3*x^2-1,x);

3

x  x

> quo(x^4+3*x^2-1,x^3+x,x);

x

> simplify((x^3+x)*(%)+(%));

> Q^3;

> expand(%);

x   x

x

4

2

( x1 ) 3

3

x 

3

x 2



3 x



1

Observação: Agora, vamos trabalhar com os outros comandos:

“degree” => indica o grau de um polinômio.

=> indica o coeficiente de um termo indicado.

“coeff

“tcoeff

=> indica o termo independente de um polinômio.

“coeffs” => lista todos os coeficientes não nulos de um polinômio.

Exemplos:

> polinomio:=x^6-x^5-9*x^4+x^3+20*x^2+12*x+5;

> degree(polinomio);

> coeff(polinomio,x^4);

> tcoeff(polinomio);

> coeffs(polinomio);

polinomio := x  

6

x 5

9 x 4  

x

3

6

-9

5

20

x 2



12 x



5

5, 1, 12, 20, -9, 1, -1

4.12. REPRESENTAÇÃO DE FUNÇÕES NO MAPLE

O Maple tem o seguinte comando para representar funções:

f:=(x)-> expressão em x => este comando representa a função f(x), f será função de x que será representada por uma expressão em x. Veja alguns exemplos a seguir:

> restart:

> f:=(x)-> x^3+2*x^2-3;

> f(1);

> f(3);

> f(a+b);

> expand(%);

> f(a-1);

> expand(%);

> f(a)+f(a-1);

> expand(%);

3

a 

3 a 2 b

a

3



> g:=(x)->cos(x)+sin(x);

> g(Pi/2);

> g(3*Pi/4);

3

f := xx 

0

42

2 x 2  3

3

( ab ) 

2

( ab ) 2



3 a b 2

 

b

3

2

a 2



 3

4 a b



2 b 2

3

( a1 ) 

2

( a1 ) 2

a   

a

a

3

2

2

 3

2

a 2

6

 

( a1 ) 3

 2 ( a1 ) 2

2 a   

a

3

2

5

a

 3

g := xcos( x )sin( x )

1

0

> h:=(x,y)->log(x^2+y^2)+sqrt(x+y^2);

> h(2,3);

> evalf(%);

> h(1.5,1);

> h(a,b);

> h(f(x),g(x));

3

ln( ( x 

2

x 2

2

 ) 

3

> h(f(2),g(Pi/2));

> evalf(%);

h

2

:= ( x, y )log( x 

y 2

)

xy 2
xy 2
ln( 13 ) 11 5.881574147
ln( 13 )
11
5.881574147
2.759793826 2 2 ln( a  ) ab 2 b
2.759793826
2
2
ln( a  ) ab 2
b

( cos( x )sin( x ) ) 2

)

3

x 

2 x 2

3

 

( cos( x )sin( x ) ) 2

ln( 170 ) 14 8.877455824
ln( 170 )
14
8.877455824

4.13. FUNÇÕES COMPOSTAS

Além de definirmos uma função composta usando a forma normal “f(g(x))”, o Maple trabalha com funções compostas utilizando o sinal “@” entre as variáveis que representarão a função, ou seja “f@g”, veja os exemplos a seguir:

> restart:

> f:=(x)->2*x^2;

> g:=(x)->exp(-x^2);

f := x2 x 2

2

g := xe (x )

> h:=(x)->sin(2*x)+cos(2*x);

h := xsin( 2 x )cos( 2 x )

> f@g)(x);

> g@f)(x);

> h@f)(x);

> f@g@h)(x);

> f@f)(x);

> f@g@h)(1);

> evalf(%);

2 (e

( x

2

)

)

2

e (4 x

4

)

sin( 4 x

2

2

) cos( 4 x )

2 (e

( ( sin( 2 x )cos( 2 x ) )

2

)

)

2 (e

8 x 4

( ( sin( 2 )cos( 2 ) )

2

)

)

2

2

1.229677785

5. PLOTANDO GRÁFICOS BIDIMENSIONAIS

Para fazer um gráfico bidimensional em coordenadas cartesianas de uma função é utilizado o comando

plot, cuja sintaxe é a seguinte: >plot(f(x), x=a

b,

y=c

d)

Onde:

f(x) => é a função real ou conjunto de pontos a serem “traçados”.

=> é o intervalo a ser considerado no eixo x.

x = a

b

=> é o intervalo a ser considerado no eixo y.

y = c

d

As variações de x e y não são obrigatórias. Pode-se dar apenas as variações de x e, conforme o gráfico, ele escolhe as variações de y ou pode-se também suspender as variações de x e, neste caso, o Maple escolhe a variação de x de -10 a 10.

O Maple possibilita a construção (plotagem) de mais de um gráfico no mesmo sistema de eixos. Isto é possível usando a seguinte sintaxe:

colchetes e devem depender da mesma variável.

plot([f1,f2,f3,

,fn],

x = a

b);

=> onde neste caso todas as funções devem estar declaradas entre

Quanto a escala dos eixos o Maple trabalha com dois tipos:

scaling = constrained

scaling = unconstrained => as variações de x e y são proporcionais à tela do monitor.

=> as variações de x e y são proporcionalmente iguais;

Os eixos podem ser de quatro tipos diferentes:

axes = frame => os eixos se interceptam nos limites inferiores de cada intervalo;

axes = normal => os eixos se interceptam no ponto (0, 0);

axes boxed => os eixos se interceptam nos limites inferiores de cada intervalo e o gráfico aparece dentro de uma caixa

axes none => não mostra os eixos.

Para especificar a cor de uma curva traçada usa-se o comando color = <opção de cor>, onde as opções de cores são: aquamarine, black, blue, navy, coral, cyan, brown, gold, green, gray, grey khaki, magenta, maroon, orange, pink, plum, red, sienna, tan, turquoise, violet, wheat, white, yellow.

Veja os exemplos a seguir:

> f:=x-> x^2;

> plot(f);

f := xx 2

violet, wheat, white, yellow. Veja os exemplos a seguir: > f:=x-> x^2; > plot(f); f :=

> plot(f(x),x=-2 2);

> plot(f(x),x=-2 2); > plot(sin(x),x=-Pi Pi); > plot(x^2-3*x+2,x=-4 4,y=-5 5); >

> plot(sin(x),x=-Pi Pi);

> plot(f(x),x=-2 2); > plot(sin(x),x=-Pi Pi); > plot(x^2-3*x+2,x=-4 4,y=-5 5); >

> plot(x^2-3*x+2,x=-4 4,y=-5

5);

2); > plot(sin(x),x=-Pi Pi); > plot(x^2-3*x+2,x=-4 4,y=-5 5); > plot((2*x-5)/(x+3)-1,x=-30 30,y=-10 10); 24

> plot((2*x-5)/(x+3)-1,x=-30 30,y=-10

10);

2); > plot(sin(x),x=-Pi Pi); > plot(x^2-3*x+2,x=-4 4,y=-5 5); > plot((2*x-5)/(x+3)-1,x=-30 30,y=-10 10); 24

>

plot((x^2-x-6)/(x^2-x-12),x=-5 5,y=-10

10);

> plot((x^2-x-6)/(x^2-x-12),x=-5 5,y=-10 10); > f1:=x^2-x-6; > f a c t o r ( % )

> f1:=x^2-x-6;

> factor(%);

> f2:=x^2-x-12;

> factor(%);

> f:=f1/f2;

> g:=factor(f1*f2);

2

f1 := x  

x

6

( x2 ) ( x3 )

2

f2 := x  

x

12

( x3 ) ( x4 )

f := x   x

2

x

2

2 x  

x  

6

12

g := ( x2 ) ( x3 ) ( x3 ) ( x4 )

> plot(g,x=-6 6,y=-15

80);

12 g := ( x  2 ) ( x  3 ) ( x 

O Maple possibilita a construção (plotagem) de mais de um gráfico no mesmo sistema de eixos. Isto é possível usando a seguinte sintaxe:

colchetes e devem depender da mesma variável.

plot([f1,f2,f3,

,fn],

x = a

b);

=> onde neste caso todas as funções devem estar declaradas entre

Exemplos:

> plot([sin(x),cos(x)],x=0 2*Pi);

entre Exemplos : > plot([sin(x),cos(x)],x=0 2*Pi); > plot([x^3+3*x,exp(x),3],x=-2 2); >

> plot([x^3+3*x,exp(x),3],x=-2 2);

plot([sin(x),cos(x)],x=0 2*Pi); > plot([x^3+3*x,exp(x),3],x=-2 2); > plot([x^2-2*x+1,ln(x^3+2*x+1)],x=-3 3); 26

> plot([x^2-2*x+1,ln(x^3+2*x+1)],x=-3 3);

plot([sin(x),cos(x)],x=0 2*Pi); > plot([x^3+3*x,exp(x),3],x=-2 2); > plot([x^2-2*x+1,ln(x^3+2*x+1)],x=-3 3); 26

Quanto a escala dos eixos o Maple trabalha com dois tipos:

scaling = constrained

scaling = unconstrained => as variações de x e y são proporcionais à tela do monitor.

=> as variações de x e y são proporcionalmente iguais;

Os eixos podem ser de quatro tipos diferentes:

axes = frame => os eixos se interceptam nos limites inferiores de cada intervalo;

axes = normal => os eixos se interceptam no ponto (0, 0);

axes boxed => os eixos se interceptam nos limites inferiores de cada intervalo e o gráfico aparece dentro de uma caixa

axes none => não mostra os eixos.

Para especificar a cor de uma curva traçada usa-se o comando color = <opção de cor> , onde as opções de cores são: aquamarine, black, blue, navy, coral, cyan, brown, gold, green, gray, grey khaki, magenta, maroon, orange, pink, plum, red, sienna, tan, turquoise, violet, wheat, white, yellow.

Vejamos como utilizar estes comandos que foram apresentados:

> f:= x^2+2*x - 3;

> g:= 2*sin(x);

> h:= 3*x-4;

2

f := x 

2 x



3

g := 2 sin( x )

h := 3 x4

> plot([f,g],x=-5 5,axes=normal);

x ) h := 3 x  4 > plot([f,g],x=-5 5,axes=normal); > plot([g,h],x=-Pi Pi,axes=boxed,color=blue); 27

> plot([g,h],x=-Pi Pi,axes=boxed,color=blue);

x ) h := 3 x  4 > plot([f,g],x=-5 5,axes=normal); > plot([g,h],x=-Pi Pi,axes=boxed,color=blue); 27

>

plot([g+h,2*f],x=-2 2,axes=framed);

> plot([g+h,2*f],x=-2 2,axes=framed); > plot([f*g,h+2],x=-10 10,axes=normal,scaling=constrained); >

> plot([f*g,h+2],x=-10 10,axes=normal,scaling=constrained);

plot([f*g,h+2],x=-10 10,axes=normal,scaling=constrained); > plot([f*g,h+2],x=-10 10,axes=normal); Exercícios :

> plot([f*g,h+2],x=-10 10,axes=normal);

> plot([f*g,h+2],x=-10 10,axes=normal); Exercícios : Plotar os gráficos das seguintes funções:

Exercícios: Plotar os gráficos das seguintes funções:

1) f(x) = 2x + sen(x) 2) g(x) = exp(2x) - ln(x) + 2 3) h(x) = x^3 + 2x^2 - 3x +1 4) i(x) = f(x) + 2h(x) 5) j(x) = g(f(x)) 6) k(x) = f(f(x))

6. USANDO O SOFTWARE MAPLE PARA PLOTAR AS CURVAS DE NÍVEL E GRÁFICOS DE SUPERFÍCIES

Exemplos:

1) Construir, usando o software Maple (versão 7.0), os gráficos e as curvas de nível das seguintes curvas:

a)

f (x, y) x

2

y

2

(Parabolóide)

> plot3d(x^2+y^2,x=-3 3,y=-3

> with (plots):

> contourplot(x^2+y^2,x=-3 3,y=-3

3);

3,color=black);

,
,

b)

f (x, y)

2 2 x  y
2
2
x
 y

(cone)

> plot3d(sqrt(x^2+y^2),x=-3 3,y=-3

> with (plots):

> contourplot(sqrt(x^2+y^2),x=-3 3,y=-3

3);

3,contours=30,color=black);

3,y=-3 > with (plots): > contourplot(sqrt(x^2+y^2),x=-3 3,y=-3 3); 3,contours=30,color=black); 29

d)

> plot3d(x^2-y^2,x=-3

> with (plots):

>

f (x, y) x

2

y

2

(Sela)

3,y=-3

3);

contourplot(x^2-y^2,x=-3 3,y=-3

3,color=black);

) 3,y=-3 3); contourplot(x^2-y^2,x=-3 3,y=-3 3,color=black); e) f ( x , y )  y 2

e)

f (x, y) y

2

2

x

> with (plots):

>

contourplot(y^2-x^2,x=-4 4,y=-4

4,color=black,contours=10);

contourplot(y^2-x^2,x=-4 4,y=-4 4,color=black,contours=10); f) f ( x , y )  x 2  y 2

f)

f (x, y) x

2

y

2

> with (plots):

> contourplot(x^2+y^2,x=-3

3,y=- 3

3,contours=30,color=black);

( x , y )  x 2  y 2 > with (plots): > contourplot(x^2+y^2,x=-3

2) Outros exemplos de gráficos tridimensionais no Maple (versão 7.0)

a)

f

(

x

,

y

)

xy

e

x

2

y

2

> plot3d(x*y*exp(-x^2-y^2), x=-2 2,y=-2

2);

x 2  y 2 > plot3d(x*y*exp(-x^2-y^2), x=-2 2,y=-2 2); b) f ( x , y

b)

f

(

x

,

y

)

x

e

x

2

y

2

> plot3d(x*exp(-x^2-y^2), x=-2 2,y=-2

2);

x 2  y 2 > plot3d(x*exp(-x^2-y^2), x=-2 2,y=-2 2); c) f ( x , y

c)

f

(

x

,

y

)

y

e

x

2

y

2

> plot3d(y*exp(-x^2-y^2), x=-2 2,y=-2

2);

x=-2 2,y=-2 2); c) f ( x , y )  y  e  x

d)

f

(

x

,

y

)

2

x

xy

y

2

3

3

x y 5

, 3 x 3 e 3 y 3

> plot3d(x^2+x*y+y^2+3/x+3/y+5,x=-3 3,y=-3

3);

 3 > plot3d(x^2+x*y+y^2+3/x+3/y+5,x=-3 3,y=-3 3); e) f ( x , y )  2 x

e)

f

(

x

,

y

)

2

x

xy

y

2

3

3

x

y 5

, 2 x 2 e 2 y 2

> plot3d(x^2+x*y+y^2+3/x+3/y+5,x=-2 2,y=-2

2);

 2 > plot3d(x^2+x*y+y^2+3/x+3/y+5,x=-2 2,y=-2 2); f) f ( x , y )  2 x

f)

f

(

x

,

y

)

2

x

xy

y

2

3

3

x

y 5

,

4 x 4 e 4 y 4

> plot3d(x^2+x*y+y^2+3/x+3/y+5,x=-4 4,y=-4

4);

 x y  5 ,  4  x  4 e  4 

3) Construir os seguintes gráficos, usando o software Maple (versão 7.0), dada a função e o domínio da mesma.

2 2 a)  y f ( x , y )  ln( x ),
2
2
a)  y
f
(
x
,
y
)
ln(
x
),
  x 
8
8
e  
8
y 
8
, na cor cinza (gray)
> plot3d(ln(x^2+y^2),x=-8
8,y=-8
8,color=gray);
2
2
b)  y
f
(
x
,
y
)
ln(
x
),
  x 
3
3
e
3
 y 
3
, , na cor padrão do Maple V (versão 7.0)

> plot3d(ln(x^2+y^2),x=-3

3,y=-3

3);

V (versão 7.0) > plot3d(ln(x^2+y^2),x=-3 3,y=-3 3); c) f ( x , y ) 2 

c)

f (

x

,

y

)

2

sen

2 2 x  y ,
2
2
x
 y
,

3

  x

3

3

e   y

3

, na cor padrão do Maple V (versão 7.0)

> plot3d( (sin(sqrt(x^2+y^2))^2 ),x=-3

3,y=-3

3);

3 e   y  3 , na cor padrão do Maple V (versão 7.0)

d)

>

f

(

x

,

y

) 

5 x

2

x

y

2

1

,

 

3

x

3

e

 

3

y

3

, na cor azul (blue)

plot3d(-5*x/(x^2+y^2+1),x=-3 3,y=-3

3,color=blue);

( blue ) plot3d(-5*x/(x^2+y^2+1),x=-3 3,y=-3 3,color=blue); e) > f ( x , y )  (

e)

>

f

(

x

,

y

)

(

sen x

2

y

2

)

2

x

y

2

,

 

3

x

3

e

 

3

y

3

na cor verde (green)

plot3d(sin(x^2+y^2)/(x^2+y^2),x=-3 3,y=-3

3,color=green);

  3 x  3 e   3 y  3 na cor verde

4) Use a função IMPLICITIPLOT => GRÁFICOS DE FUNÇÕES IMPLÍCITAS

a)

2

x

2

y

16

(Circunferência)

> with(plots):

> implicitplot(x^2+y^2=16,x=-5 5,y=-5

5);

with(plots): > implicitplot(x^2+y^2=16,x=-5 5,y=-5 5); 2 x 4  2 y 9 b) > with(plots): >

2

x

4

2

y

9

b)

> with(plots):

> implicitplot(x^2/4+y^2/9=1,x=-3 3,y=-4

1

(Elipse)

4);

implicitplot(x^2/4+y^2/9=1,x=-3 3,y=-4  1 ( Elipse ) 4); 2 2 c) > with(plots): >

2

2

c)

> with(plots):

> implicitplot(x^2/4-y^2/9=1,x=-3 3,y=-4

x

4

y

9

1

(Hipérbole)

4);

) 4); 2 2 c) > with(plots): > implicitplot(x^2/4-y^2/9=1,x=-3 3,y=-4 x 4  y 9 

d)

> with(plots):

> implicitplot3d(z^2=x^2+y^2,x=-3

> implicitplot3d(z^2=x^2+y^2,z=-2 2,y=-2

2 2

z

x

y

2

(cones)

3,y=-3

2,x=-2

3,z=-3

2);

3,color=gray);

x  y 2 ( cones ) 3,y=-3 2,x=-2 3,z=-3 2); 3,color=gray); e) > with(plots): >

e)

> with(plots):

> implicitplot3d(x^2+y^2+z^2=9,x=-3

x y z 9

2

2

2

(Esfera)

3,y=-3

3,z=-3

3);

with(plots): > implicitplot3d(x^2+y^2+z^2=9,x=-3 x  y  z  9 2 2 2 ( Esfera )

7. LIMITE E CONTINUIDADE

Objetivo: Apresentar o conceito de limite de uma função dada, o conceito de limites laterais e as propriedades de limites. Estender esse conceito para continuidade e evidenciar exemplos quando as funções dadas são contínuas ou descontínuas.

7.1. LIMITES

Nesta seção apresentamos o conceito de limite de uma função. Este conceito é muito importante no ensino do Cálculo Diferencial e Integral (CDI). Evidenciamos este conceito através de alguns exemplos, esclarecendo-o através do gráfico da função.

Definição: Seja uma função f definida em um intervalo aberto I que contém o ponto p, exceto possivelmente no próprio ponto p. O limite de f(x) quando x se aproxima de p é L. A afirmação:

lim

x

p

f

(

x

)

L

significa que, para todo 0 existe um 0 tal que | f (x) L |sempre que 0 | x p |.