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Energia NuClear Em 1956, com a posse de Juscelino Kubitschek o que significaria uma nova fase

Energia NuClear

Em 1956, com a posse de Juscelino Kubitschek o que significaria uma nova fase para a política brasileira, são criados o instituto de estudos avançados (IEA) na Universidade de São Paulo(USP) hoje em dia chamada de Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e a (CNEN), que nesta data estava subordinada diretamente à presidência da república e atualmente Vinculada ao ministério de ciência e tecnologia (MCT).

Retrocedendo na história da energia Nuclear no Brasil, não podemos deixar de citar que nem tudo começou tão rápido e fácil assim.

Segundo Buys; Evangelista (2000) a confusa política nuclear iniciou-se na década de 40 quando os interesses econômicos estavam ligados entre si.

Nesta época, o desenvolvimento nuclear estava dividido em três fases:

1ª fase: foi a nacionalista (1949-1954) representada pelo almirante Álvaro

Alberto da

Mota

e Silva.

Em

1947 é criada a comissão de fiscalização

de

minerais estratégicos. Em 1951 é fundado o Conselho Nacional de

desenvolvimento

Científico

e

Tecnológico

(CNPQ),

por

sugestão desta

comissão.

2ª fase: foi a diplomática (1955-1974), quando Café Filho, o presidente da República da Época assina a integração do Brasil ao programa Americano

“Átomos para a paz”.

Em 1956 é formada uma CPI para investigar as irregularidades no CNPQ, com ordem norte-americana.

É criado, em 1963 o Instituto de Energia Nuclear, através de um convênio do CNEN com a (UFRJ) Universidade Federal do Rio de Janeiro com a finalidade de construir um reator que entra em operação em 1965, chamado argonauta .

A CNEN, nesta data era o órgão que coordenava exportação de minérios para uso Nuclear. Ainda em 1959 surgiu o projeto Mambucaba, que não foi em frente por falta de força política da CNEN. Tinha o objetivo de construir uma

usina para a geração de energia Nuclear em uma praia vizinha onde hoje estão instaladas Angra I e II .

Esta fase

é terminada em 1975 quando foi assinado

o acordo Brasil

República Federal da Alemanha, onde a Alemanha se compromete a ser

parceira oficial do Brasil em assuntos nucleares.

fase:

iniciou-se em

1975

desenvolvimento dependente.

e

se estende

até hoje.

É

a

fase

do

Apesar desta confusa política nuclear consegue-se criar uma forte classe de pesquisadores que atua na área nuclear do Brasil. Criada pela Marinha e com o apoio do (IPEN)(CNEM),em 1979, inicia-se o programa nuclear paralelo, que tinha como objetivo desenvolver um Submarino Nuclear .

José Sarney, em 1987, anuncia o enriquecimento do urânio alcançado pelos pesquisadores envolvidos neste programa. Atualmente, as atividades são geradas pela Eletronuclear, uma estatal ligada a CNEM, que controla Angra I e II.

O QUE É ENERGIA NUCLEAR?

É a modificação de composição do núcleo atômico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos, em outros se deve provocar a reação mediante técnicas de bombardeamento de nêutrons ou outros.

Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: A fissão nuclear onde o núcleo atômico se une para produzir um novo núcleo. A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançados na atmosfera gases tóxicos e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.

UTILIZAÇÃO DA ENERGIA NUCLEAR

Serve na utilização de bombas nucleares, energia e também substituir alguns combustíveis.

pode substituir fontes de

A utilização da energia nuclear é uma das alternativas menos poluentes, permite adquirir muita energia em um espaço pequeno e instalação de usina perto dos centros consumidores, reduzindo custo de distribuição de energia.

PAíSES E LOCAIS QUE UTILIZAM ENERGIA NUCLEAR

Países europeus são os que mais utilizam energia nuclear. Levando-se em consideração a produção total de energia elétrica no mundo, a participação da energia nuclear saltou de 0,1% para 17% em 30 anos, fazendo aproximar- se da porcentagem produzida pelas hidrelétricas. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no final de 1998 havia 434 usinas nucleares em 32 países e 36 unidades sendo construídas em 15 países . A decisão de construir usinas depende em grande parte dos custos de produção da energia nuclear.

COMO FUNCIONA UMA USINA NUCLEAR?

O funcionamento de uma usina Nuclear é bastante parecido ao de uma usina térmica. A diferença é que ao invés de nós termos calor gerado pela queima de um combustível fóssil, como o carvão, o óleo ou gás, nas usinas nucleares o calor é gerado pelas transformações que se passam nos átomos de urânio dentro das cápsulas de combustíveis.

O calor gerado no Núcleo do reator aquece a água do circuito primário. Esta água circula pelos tubos de um equipamento chamado Gerador de vapor. A água de outro circuito em contato com os tubos do gerador de vapor se vaporiza a alta pressão, fazendo gerar um conjunto de turbinas que tem junto o seu gerador elétrico. O movimento do gerador elétrico produz a energia, entregue ao sistema para distribuição.

ELEMENTOS MAIS USADOS COMO FONTE DE ENERGIA

Tório: As novas gerações de centrais nucleares utilizam otório como fonte de combustível adicionado à fissão assistida. Os defensores da utilização da energia Nuclear como fonte energética consideram que estes processos são

atualmente as únicas alternativas viáveis para suprir a crescente demanda mundial por energia ante a futura escassez dos combustíveis fósseis.

Urânio: A principal finalidade comercial do urânio é a geração de energia elétrica. Quando transformado em metal, o urânio torna-se mais pesado que o chumbo, pouco menos duro que o aço esse incendeia com muita facilidade.

Actinio:

O

actínio

é

um

metal

prateado

altamente

radioativo,

com

radioatividade

150

vezes

maior

do

que

o

urânio.

Usado

em

geradores

termoelétricos.

CONSEQUÊNCIAS DA ENERGIA NUCLEAR

A tecnologia nuclear é perigosa, já causou acidentes graves como o do

Césio em Goiânia,

oThree Mile Island, na Pensilvânia e o acidente nuclear de

Chernobyl, na Ucrânia, com milhares de mortos e enfermidades decorrentes desses acidentes, além de perda de grandes áreas devido à contaminação. A utilização desse tipo de tecnologia continua apresentando graves riscos para toda a humanidade, reatores nucleares e instalações complementares geram grandes quantidades de lixo nuclear que precisam ficar sob vigilância por milhares de anos. Não se conhecem técnicas seguras de armazenamento do lixo nuclear gerado.

O horror nuclear em Hiroshima e Nagasaki marcou a primeira e única vez em que armas atômicas foram usadas deliberadamente contra seres humanos. Mais de 100 mil pessoas morreram nos ataques de 6 a 9 de agosto de 1945 e outros milhares morreriam nos anos seguintes sofrendo de complicações causadas pela radiação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A energia nuclear pode ser usada para o bem da humanidade (produzindo energia, contribuindo para a redução de impactos ambientais, etc), porém a sua capacidade de destruição é evidenciada por vários fatos e catástrofes, mostrando que o seu uso deve ser bem pensado e isento de erros.

REFERÊNCIAS

www.cnen.gov.br/cnen_99/educar/energia.htm#porque
www.cnen.gov.br/cnen_99/educar/energia.htm#porque
REFERÊNCIAS www.cnen.gov.br/cnen_99/educar/energia.htm#porque <a href=www.google.com.brt http://oglobo.globo.com/especiais/bomba_atomica/default.htm ww.cnen.gov.br/cnen_99/educar/energia.htm#porque " id="pdf-obj-5-6" src="pdf-obj-5-6.jpg">
ww.cnen.gov.br/cnen_99/educar/energia.htm#porque
ww.cnen.gov.br/cnen_99/educar/energia.htm#porque