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Módulo 2 Processo de Trabalho em Vigilância Sanitária
Módulo 2
Processo de Trabalho em
Vigilância Sanitária

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD

MÓDULO 2

PROCESSO DE TRABALHO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA

TEXTO BASE

1. INTRODUÇÃO

O trabalho em Vigilância Sanitária - VISA deve estar pautado nos princípios e diretrizes do SUS, especialmente o da integralidade

da atenção à Saúde, o da descentralização das ações e o da

intersetorialidade. Tem caráter transformador intervindo nos determinantes e condicionantes dos possíveis agravos à saúde relacionados aos processos produtivos, ao meio ambiente incluindo o do trabalho, a produtos, a equipamentos e prestação de serviços, se antecipando aos agravos para proteger e promover a saúde da população.

O planejamento das ações de VISA e o estabelecimento de estratégias de atuação devem seguir o PlanejaSUS, com inserção nos Planos Municipais e Estadual de Saúde, e detalhado anualmente nas Programações Anuais de Vigilância Sanitária - PAVISA. Para tanto, deve-se ter o diagnóstico situacional utilizando como base o território/região e sua dinâmica populacional, econômica, social e cultural, com o levantamento das necessidades de saúde 1 , das atividades econômicas existentes, das questões sanitárias e ambientais relevantes. A partir desse diagnóstico e de forma integrada com as redes regionais de atenção à saúde no SUS

1 As necessidades de saúde da população são base para o planejamento e identificadas por meio de critérios epidemiológicos, demográficos, socioeconômicos, culturais, cobertura de serviços, entre outros, como também, levando em consideração a escuta das comunidades. (Caderno de Informações para o Apoio Interfederativo no SUS, Ministério da Saúde, 2012).

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consubstancia-se o planejamento das ações de VISA que deverão ser formalizadas no Contrato de Ação Pública de Saúde- COAP 2 .

Considerando o complexo e variado campo de atuação em VISA o planejamento das ações deve considerar o gerenciamento do risco 3 , priorizando atividades econômicas, situações e condições de risco de grupos ou populações vulneráveis, segundo critérios epidemiológicos e sanitários.

A atuação em VISA deve ser articulada e integrada com outros setores do SUS, incluindo a rede de laboratórios de referência em Saúde Pública, os Centros de Assistência Toxicológica, os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador e com as instituições parceiras extra-SUS, tais como: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA; Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério do Meio Ambiente-IBAMA, Polícia Ambiental, Secretaria de Estado do Meio Ambiente/Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental-Cetesb, Secretaria de Estado de Recursos Hídricos e Saneamento, Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público, Ministério da Ciência e Tecnologia e sua autarquia Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN e Secretarias Municipais.

O processo de trabalho em VISA tem especificidades de acordo com as competências estabelecidas constitucionalmente no SUS para cada nível federativo da administração pública e definido em legislações especiais para o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; a ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem sob sua responsabilidade exclusiva o controle

2 COAP instituído pelo decreto federal nº 7508/2011que regulamenta a Lei Federal Orgânica da Saúde nº 8080/90. 3 Gerenciamento de risco: é o processo de ponderar as alternativas de políticas e selecionar a ação regulatória mais apropriada, integrando os resultados da avaliação de risco com as preocupações sociais, econômicas e políticas para chegar a uma decisão; decide o que fazer com risco avaliado e se ele pode ser aceitável; (Treinamento em Avaliação de Serviços, Licenciamento Sanitário e Acreditação, TALSA- 2005- ANVISA)

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sanitário de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados, ações afeitas à área de Relações Internacionais, a promoção de estudos e manifestação sobre a concessão de patentes de produtos e processos farmacêuticos previamente à anuência pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), registro de produtos e equipamentos , autorização de funcionamento de empresas e regulação da propaganda.

Este módulo discorrerá sobre o processo de trabalho relacionado às atribuições e competências em VISA do nível estadual e do municipal.

2. ESTRUTURA DA VISA 2.1 Gestão de Pessoas

A

VISA como área da Proteção e Promoção da Saúde e Prevenção de agravos e doenças se constitui de forma complexa no SUS necessitando para o desenvolvimento de suas ações de equipe

multiprofissional composta por técnicos aos quais se delegam poder de polícia administrativa com a denominação de autoridade sanitária 4 . Esta delegação lhe confere competência para atuar e autuar.

Considerando as diversas áreas do campo de atuação da VISA são exigidos desses técnicos, no exercício de sua função como autoridade sanitária, conhecimentos que extrapolam, por vezes, os da sua formação e especialização, tais como: da área jurídico-legal, do campo da saúde pública, de noções de pedagogia e da administração pública.

Por

ser

função típica de

Estado, há limitação quanto ao vínculo

empregatício e impedimentos quanto ao exercício profissional, isto é, deve ser concursado (agente ou servidor público) e jurídica e eticamente, o

técnico com poder de polícia administrativa, não deve exercer concomitantemente à função de autoridade sanitária, outro cargo no setor regulado ou função que represente conflito de interesses.

4 Denominação adotada no Código Sanitário Estadual Lei Estadualnº 10083/98.

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O técnico de VISA atua em situações e condições de risco à saúde ainda decorrentes da falta de saneamento básico e ambiental, enfrentando epidemias e endemias antigas como dengue e cólera, mas também se depara com fatores de risco à saúde advindos de modernas tecnologias de produção, produtos, equipamentos e de prestação de serviços e, portanto, este trabalhador deve ser preparado para esta atuação e os serviços de VISA estruturados para esta realidade.

O número e a qualificação dos técnicos que atuam em VISA devem ser suficientes para permitir a composição de equipes multiprofissionais, com enfoque multidisciplinar e capacidade de desenvolver trabalhos intersetoriais, de forma a garantir a cobertura das diversas ações, de acordo com as necessidades e os fatores de risco à saúde a que está exposta a população, em determinado território ou região.

Muito importantes e imprescindíveis são os trabalhadores da área administrativa e operacional que contribuirão na tramitação eficiente e ágil dos processos e procedimentos administrativos, no atendimento ao público e na logística operacional.

trabalhador

O

de

VISA

deve

ser

participando

sujeito,

do

planejamento

das

ações

e

estar

em

permanente

contínuo

e

aperfeiçoamento de acordo com a política de educação permanente no SUS.

2.2 - Estrutura Legal

A

necessidade

de

qualificar

o

processo de descentralização,

organização e gestão das ações e serviços do SUS, assim como de

fortalecer os compromissos e responsabilidades sanitárias de Estados e

Municípios, requer

a criação

estrutura formal de

de

VISA

no

SUS

-

administrativa

e

operacional

instituída

por

ato

legal

(lei

e

decreto

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regulamentador) e com as exigências preconizadas no Anexo IV da Portaria Federal nº 1998 de 21 de agosto de 2007, a seguir:

Profissional ou equipe de VISA investida na função por ato legal;

Instrumento legal de criação da VISA, com definição de competências

e atribuições; Inclusão na estrutura organizacional da respectiva Secretaria de

Saúde; Código Sanitário ou instrumento que viabilize a utilização de

legislação estadual e/ou federal; Existência de órgão arrecadador para recolhimento de taxas tributárias e multas.

2.3 Estrutura física, administrativa e operacional

A

execução

das

ações

de

VISA requer uma estrutura física,

administrativa e operacional, cujo mínimo está preconizado no Anexo IV da Portaria Federal nº 1998 de 21 de agosto de 2007, composta por:

Espaço físico para o desenvolvimento das atividades;

Equipamentos e meios de comunicação: telefones-fixo e celulares (para suporte nas ações de campo e serviço de plantão), fax, computadores com acesso à internet, impressoras e máquina

fotográfica; Veículos para deslocamento da equipe e transporte de materiais;

Mobiliários suficientes e adequados para toda a equipe;

Suporte laboratorial;

Uniformes (coletes e aventais), credencial de identificação como autoridade sanitária ou cópia da publicação da equipe em diário oficial ou jornal de grande circulação;

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CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD regulamentador) e com as exigências preconizadas no Anexo IV da

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Equipamentos de proteção individual de acordo com as ações a serem executadas (aventais, proteção para cabeça, luvas, máscaras, óculos, sapatos); Materiais diversos de escritório, suficientes e adequados; Equipamentos, aparelhos e materiais específicos para inspeção:

caixas termômetros (para ambientes e produtos), aparelhos /instrumentos para mensuração (iluminação, ruído, radiação, pressão, medidores de cloro e pH) e outros de acordo com as ações a serem executadas; Impressos específicos de VISA; Recursos e insumos que garantam o deslocamento das equipes, realização e participação em cursos, reuniões e eventos; Pastas e materiais para inspeção e investigação compondo o“Kit” do técnico em VISA: pasta com identificação da VISA, carimbo pessoal, pranchetas, caderno ou bloco de anotações, canetas, impressos (roteiros de inspeção, autos de infração, termos, autos de imposição de penalidade, ficha de procedimento em VISA), lacres para interdição, fita zebrada, fita adesiva, sacos plásticos apropriados para coleta, material informativo e educativo e legislação pertinente;

A operacionalização em VISA requer ainda:

Setor Administrativo;

Organização de banco de dados com a legislação sanitária vigente e

atualizada: leis, decretos, resoluções, portarias, bem como disponibilidade de assessoria jurídica para embasamento legal e apoio para atuação dos técnicos; Cadastro de estabelecimentos sujeitos à vigilância sanitária de acordo

com o universo estabelecido pela Portaria Estadual nº 4/2011 e suas atualizações e leis municipais; Sistema de informação em Vigilância Sanitária - SIVISA;

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD    Equipamentos de proteção individual de acordo com

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CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD    Equipamentos de proteção individual de acordo com

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Normas

para

padronização

processos

de

 

e

procedimentos

administrativos e técnicos;

 

Método organizacional e operacional para execução da Programação das Ações de VISA e das demandas cotidianas (divisão por áreas temáticas, por setores geográficos, por técnicos especializados, etc.)

Ouvidorias

ou

mecanismos

outros

para

o

recebimento e

direcionamento das denúncias e solicitações da população.

3. PROCESSO DE TRABALHO EM VISA

3.1 Campo de atuação

P

ara desenvolver todas as ações necessárias ao cumprimento de sua missão definida na Lei Orgânica da Saúde - nº 8080/90, o campo de atuação ou campo de abrangência ou universo de atuação da

VISA está estabelecido na Portaria Federal nº 1565/94, na Lei Federal nº 9782/99 (lei de criação da ANVISA), na Lei Estadual nº 10. 083/98- Código Sanitário e Portaria Estadual CVS nº 4/2011, e descrito aqui simplificadamente como:

-Produtos, equipamentos, prestação de serviços de saúde e de interesse à saúde, processos e procedimentos de trabalho;

- Ambientes, incluído o do trabalho.

Para reforçar a importância da atuação de VISA no SUS e não reduzi- la a tópicos meramente didáticos e por vezes cartoriais enfatiza-se: “Sua função principal é reconhecer as interações que se estabelecem entre este conjunto heterogêneo de coisas e o território, as implicações que trazem para o modo de vida e trabalho da sociedade e, sobretudo, identificar e

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD  Normas para padronização processos de e procedimentos administrativos e

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avaliar os

riscos

para

se

antecipar

à

ocorrência

de

dano

e

fazer

prevalecerem os interesses e o bem-estar da sociedade” 5 .

As demandas para os técnicos de VISA são provenientes de: ações planejadas e programadas (PAVISA), solicitações de setores do SUS e de outros órgãos extra SUS (Secretarias municipais e estaduais, Ministério Público, conselhos de classe, Poder Judiciário, sindicatos, associações, etc.), denúncias, notificações de surtos, epidemias e eventos adversos, acidentes em geral, emergências em saúde pública, estudos e pesquisas.

3.2 Atividades dos técnicos de VISA

Considerando o campo de atuação da VISA e de acordo com a formação e especialização do técnico que compõe a equipe multiprofissional, as atividades executadas, de modo geral, são:

Inspeção sanitária: atividade desenvolvida por técnicos com capacidade comprovada e com delegação de poder de polícia administrativa, com o objetivo de avaliar “in loco” os riscos à saúde da população presentes na produção e circulação de bens e mercadorias, na prestação de serviços, nas condições ambientais e de trabalho, com base na legislação pertinente e, quando for o caso, a consequente aplicação de procedimentos administrativos legais previstos na Lei Estadual nº 10083/98 e leis municipais; Investigação de eventos adversos 6 : atividade desenvolvida por técnicos com capacidade comprovada, por meio de métodos científicos, e com delegação de poder de polícia administrativa em situações como: surtos de doenças transmitidas por água e

5ColeçãoProgestores, livro 6 , tomo II , “Vigilância em Saúde”,CONASS,2007. 6Evento adverso grave é compreendido como “qualquer ocorrência clínica desfavorável que resulta em morte; ameaça ou risco de morte; hospitalização ou prolongamento de uma hospitalização preexistente, incapacidade persistente ou significativa; anomalia congênita ou defeito de nascimento; e ocorrência clínica significativa”.(TALSA –ANVISA ,autores Murahovsch,D, Lopes,F.,Roessler,I.2005)

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CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD avaliar os riscos para se antecipar à ocorrência de dano

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alimentos, acidentes de trabalho, doenças relacionadas ao trabalho, intoxicações, reações adversas e queixas técnicas, infecções em serviços de saúde, doenças emergentes; esta atividade requer ação integral à saúde e, portanto integrada com a Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Saúde dos Trabalhadores, Atenção Básica, Assistência e Ceatox;

Monitoramento de produtos, de equipamentos, de programas

e outras situações e condições de riscos: atividade desenvolvida de forma sistemática com o objetivo de proceder ao acompanhamento, análise, avaliação e controle da qualidade, bem como, dimensionar riscos e resultados, em relação à execução de programas, produtos, equipamentos, processos e procedimentos de trabalho e quaisquer situações e condições de risco de interesse à vigilância sanitária; exemplos: PROÁGUA Programa de Vigilância Sanitária sobre a qualidade da água para consumo humano,

Programa de Vigilância Sanitária da Água para Hemodiálise, PPA Programa Paulista de Alimentos, PARA- Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em alimentos, Análise das Planilhas dos Serviços de Terapia Renal Substitutiva com indicadores específicos, hemovigilância, farmacovigilância e tecnovigilância, etc.; Colheita de amostras para análise: haverá um módulo especial sobre o tema; Atualização sistemática relacionada: à legislação sanitária, aos alertas sanitários, às notas técnicas , aos Comunicados, etc.;

Consultas sistemáticas em sites específicos;

Elaboração de normas, notas e regulamentos técnicos, alertas sanitários, boletins, comunicados, planilhas e roteiros de inspeção;

Instrução de processos relacionados ao Auto de Infração, ao cadastramento e licenciamento de atividades de interesse à saúde, aos de certificação de boas práticas, aos de comunicação de início de

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fabricação e importação de produtos isentos de registro, entre outros; Elaboração de ofícios, relatórios de inspeção sanitária/investigação, pareceres e informações técnicas para Ministério Público, Poder Judiciário e Procuradorias (municipal e estadual), conselhos de classe, setores regulados, Sistema de VISA e demais setores do SUS, população em geral e controle social; Fornecimento de receituários, notificações e de numeração para confecção de talões referentes aos medicamentos sob controle especial; Avaliação físico-funcional de edificações para prestação de serviços de saúde e de interesse à saúde e emissão de LTA laudo técnico de avaliação; Educação em VISA: proferir palestras, ministrar aulas, estruturar e organizar cursos, eventos e treinamentos para públicos diversos (técnicos de VISA, outros setores do SUS, conselhos de saúde, grupos vulneráveis expostos a fatores de risco, setor regulado, estudantes e população em geral); Orientações em VISA para população, controle social e setores regulados (atendimento presencial e virtual); Comunicação e Informação: conceder entrevistas, elaborar material educativo e informativo, elaborar artigos técnicos e científicos para periódicos, boletins informativos, apresentação em eventos e para inserção em sites específicos; Participação em grupos de estudo, pesquisa e de trabalho, comitês, comissões, colegiados, conselhos, congressos, simpósios, cursos e demais eventos; exemplos: CBH Comitê de Bacias Hidrográficas, CIES- Comissão de Integração Ensino e Serviço, Subcomissão de Prevenção de Acidentes com Produtos Perigosos no Transporte Terrestre, Comitê de Mortalidade Materna Infantil, etc.

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD fabricação e importação de produtos isentos de registro, entre outros;

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3.3 Método de trabalho

O método de trabalho adotado para a execução das atividades anteriormente elencadas, especialmente quando da realização de inspeção sanitária e investigação, tem as seguintes fases ou etapas:

1ª fase Preparatória/ Organização:

Conhecer a demanda: origem, objeto, prazos, atividade econômica, endereço, etc; Definir a equipe multidisciplinar; Levantar processos anteriores; Acessar banco de dados e sistemas de informação: levantar no SIVISA o cadastro do estabelecimento, quando aplicável e caso não tenha o processo; dados da vigilância epidemiológica (SINAN), e outros de acordo com a demanda; Levantar bibliografia sobre a atividade/situação a ser inspecionada/investigada; Previamente, se possível, levantar os possíveis fatores de riscos relacionados com as atividades desenvolvidas nos locais a serem inspecionados/investigados; Ler relatórios técnicos de vigilância sanitária anteriores ou com riscos similares; Relacionar e estudar toda a legislação sanitária a ser aplicada, de acordo com a demanda ou assunto; Conferir o “Kit”: pasta completa com roteiro de inspeção, impressos de autos e termos, ficha de procedimentos em VISA, cadastro da empresa, cópias da legislação sanitária, material educativo/informativo, etc; Definir vestuário e separar os EPIs, de acordo com a demanda;

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD 3.3 – Método de trabalho O método de trabalho adotado

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Definir e preparar equipamentos para medição ou materiais para colheita de amostras; Definir recursos audiovisuais, se usar ou não e que tipo (fotos e filmagem); Promover ação integrada com outros órgãos e serviços, inclusive laboratório, quando necessário; Definir as tarefas/responsabilidades para cada um dos técnicos da equipe quando da realização da inspeção/investigação e escolher o interlocutor/responsável pela apresentação da equipe, pela explanação do objetivo da mesma e pelas demais informações que deverão ser dadas no ato da inspeção; Definir data(s) e solicitar transporte.

2ª fase - Inspeção Sanitária /Investigação

Apresentar-se adequadamente paramentado, no horário e local programado com a identificação/credencial de autoridade sanitária e com o “kit” previamente definido e preparado; Apresentar-se ao responsável pela empresa/serviço/local, informando-os sobre o objetivo da inspeção sanitária /investigação e como será conduzida (o interlocutor deverá ser previamente definido); Solicitar acompanhamento de responsável pela empresa ou por área; Assegurar a participação do sindicato nas ações específicas de saúde do trabalhador (lei est. 10.083/98, artigo 31, item III); Solicitar informações e documentações sobre: empresa, trabalhadores, processo produtivo, produtos, organização do trabalho, licenças, etc. Aplicar roteiro de inspeção (check- list) em cada setor para:

  • identificar/reconhecer os possíveis fatores de risco à saúde dos usuários, consumidores, trabalhadores e comunidade,

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD Definir e preparar equipamentos para medição ou materiais para colheita

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CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD Definir e preparar equipamentos para medição ou materiais para colheita

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relacionados à estrutura física, equipamentos e produtos, bem como na observação da dinâmica do estabelecimento/local (processos e procedimentos de trabalho);

  • verificação das condições de higiene e conforto;

  • verificação das condições ambientais;

Realizar medições e colher amostras, caso se aplique;

No ato da inspeção, formalizar as providências por meio dos

instrumentos legais (Lavratura de Auto de Infração e Termos seguindo o rito administrativo preconizado na Lei estadual nº 10083/98 ou em leis municipais; será abordado em módulo específico neste curso); Oferecer informações técnicas e material educativo.

3ª fase Análise /Diagnóstico/Providências

Na

unidade

reunir

a

equipe

para

analisar

dados,

informações,

documentos, condições e situações encontradas e:

Avaliar e estabelecer prioridades com critérios de risco;

Elaborar relatórios de inspeção sanitária/de investigação contendo os seguintes tópicos:

Identificação e caracterização do estabelecimento/local/serviço, inclusive com o número CEVS Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária, vencimento da licença, quando for aplicável; Caracterização do procedimento: origem da demanda, finalidade, período de execução e equipe responsável; Relato da situação encontrada com base nas anotações e nos roteiros de inspeção (check-list) adotados:

descrição detalhada da estrutura organizacional, físico- funcional, processos e procedimentos de trabalho,

CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD relacionados à estrutura física, equipamentos e produtos, bem como na

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CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD relacionados à estrutura física, equipamentos e produtos, bem como na

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produtos, equipamentos, recursos humanos, resíduos sólidos e líquidos, controle de vetores, fontes de poluição, abastecimento de água; especificar os agentes/ fatores de risco identificados em cada setor/situação/local;

  • Providências técnicas: relacionar todas as providências necessárias para eliminar, controlar e prevenir riscos à saúde, inclusive mensurações e coleta de amostras;

  • Procedimentos legais administrativos: descrever sobre a lavratura de Autos e Termos;

  • Considerações finais: complementar o relato da situação com parecer conclusivo sobre as condições e situações encontradas;

  • Embasamento legal: relacionar as legislações utilizadas;

  • Campo para assinaturas dos técnicos participantes. Elaborar cronograma com estabelecimento de prazos;

Encaminhar as amostras para o laboratório;

Lavrar os Autos de Infração seguindo o rito administrativo preconizado na Lei Estadual nº 10083/98 ou em leis municipais; (será abordado em módulo específico neste curso) Registrar no Sistema de Informação em VISA a ficha de procedimento e inserir no campo “Relato da Situação” o relatório de

inspeção sanitária/investigação, inclusive fotos. Instruir os processos para a tomada de decisão da respectiva chefia,

anexando todos os documentos e opinando pelo deferimento ou indeferimento da licença inicial ou renovação da licença, quando for o caso; opinar sobre outras providências de acordo com a avaliação da equipe considerando os critérios de risco e a origem da demanda; Elaborar minutas de ofício para os encaminhamentos necessários, de

acordo com a origem da demanda; Propor ações informativas e educativas.

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4ª fase Monitoramento e Acompanhamento

Acompanhar os prazos legais referentes aos processos de lavratura de auto de infração de acordo com a Lei Estadual nº 10083/98 ou com as leis municipais; Acompanhar os prazos estabelecidos no cronograma de adequação e programar as reinspeções; Avaliar os resultados das análises laboratoriais e tomar as providências necessárias; (será abordado em módulo específico neste curso); Indicar atuação contínua e sistemática em situações e condições de risco à saúde.

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CURSO BÁSICO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO SANITÁRIO-EAD 4ª fase – Monitoramento e Acompanhamento  Acompanhar os prazos

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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básico de capacitação em VISA”, monografia apresentada no Curso de Gestão

Pública em Saúde por Florise Malvezzi, São Paulo, 2009.

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Saúde. 6 v. Tomo II,132 p.(Coleção Progestores Para entender a gestão do SUS). 1ª Ed. Brasília, 2007.

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Brasília, 2008.

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Licenciamento Sanitário e Acreditação- TALSA multiplicadores Licenciamento Sanitário Módulo 3 - ANVISA. Brasília, 2005.

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