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A volta surpreendente do muscle car Camaro


Versão 2010 do modelo canadense com motor V8 6.2 de 432 cv é digna reedição do
Chevrolet de 1967

Acelerar o Camaro atual é como fazer uma viagem aos Estados Unidos dos anos 60,
quando os poderosos muscle cars viviam seu auge e bebiam muitos e muitos litros da
então barata gasolina. A quinta geração do cupê da Chevrolet é uma bela releitura da
primeira, de 1967. Trazido por importação independente, o Camaro avaliado por Autos
é o SS, que tem preço a partir de R$ 290 mil. Mas as configurações com motor V6 (de
308 cv) podem sair a partir de R$ 219mil.

O modelo mais caro é equipado com a alma dos esportivos americanos. Estamos
falando de um poderoso V8 de alta cilindrada (6,2 litros). E sem grandes recursos
tecnológicos, diferentemente da maioria dos motores modernos.

Ele tem só duas válvulas por cilindro, mas desenvolve 432 cv de potência e bons 58
mkgf de torque. O câmbio, é automático de seis marchas, com aletas atrás do v.
Também inspirado no carro de 42 anos atrás é o desenho desse Camaro. Não só por
fora. Quando se entra nele, o formato plano do painel e as molduras saltadas do
velocímetro remetem imediatamente àqueles bons e velhos tempos. Outro toque de
antigamente são os quatro charmosos instrumentos extras no console central. Estão lá
manômetro de óleo, voltímetro e indicadores das temperaturas do óleo do motor e do
câmbio. São de difícil leitura, mas isso não chega a ser um problema. Atualmente isso já
não é tão necessário como na década de 60.

O que incomoda nessa nova geração do Chevrolet é o volante. Apesar de bonito, seu
aro dificulta uma boa empunhadura, algo primordial quando se tem tanto poder à
disposição do pé direito. Até os botões nos raios, do controle de velocidade, som e
telefonia, são ruins de se acessar. Ao menos a direção é bem eficiente, de relação
variável.

Mas, na verdade, esse detalhe é fácil de ser esquecido quando se acelera o Camaro. Os
enormes pneus traseiros com mediadas 275/40 ZR20 despejam sem dó toda a fúria do
motor. Claro que recomenda-se manter o controle de estabilidade ligado. A força é
tamanha que não custa manter a prudência.

Mas mesmo aqueles que tiverem coragem e, obviamente, habilidade, para dispensá-lo
não deverão ter grandes problemas. Ao contrário do Chevrolet de 1967, a suspensão
sabe lidar com as curvas.

Atrás, a estrutura multibraço ajuda a manter tudo sob controle. Para ajudar a tracionar,
o diferencial é de deslizamento limitado. Esses itens são muito bem-vindos num carro
que tem 4,84 metros de comprimento e pesa 1.770 kg. Como comparação, a carroceria é
do mesmo tamanho da de um Ford Fusion V6, que é 120 kg mais leve. Em resumo, o
Camaro é o sonho de muita gente: uma volta ao passado com os pés no presente.
legenda 1: Linhas do moelo atual remetem às imponentes formas do Chevrolet de
quatro décadas atrás

legenda 2: Camarro também foi alvo dos fotografos no Salão de Los Angeles