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NSTITUTO DE ILOSOFIA & & IÊNCIAS UMANAS
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ILOSOFIA &&

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IÊNCIAS

NSTITUTO DE ILOSOFIA & & IÊNCIAS UMANAS

UMANAS

CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS / NOTURNO - 44 11ºº SSeemmeessttrree ddee 22000088

DISCIPLINA

CÓDIGO / TURMA

NOME

HZ465/B

Antropologia do Brasil

PRÉ-REQUISITOS

HZ363/ AA200

CARGA HORÁRIA: (Nº DE HORAS POR SEMANA)

TEORIA 02

PRÁTICA: 02

LABORATÓRIO: 00

ORIENTAÇÃO: 02

ESTUDO: 00

ATIVIDADE À DISTÂNCIA:

 

HORAS AULA EM SALA: 04

 

CRÉDITOS:

06

HORÁRIO:

2ª feira. 19h00 às 23h00

PROFESSOR RESPONSÁVEL

CONTATO:

: 2ª feira. 19h00 às 23h00 PROFESSOR RESPONSÁVEL CONTATO: PED: A ( ) B ( x
: 2ª feira. 19h00 às 23h00 PROFESSOR RESPONSÁVEL CONTATO: PED: A ( ) B ( x

PED: A (

)

B (

x

) ou C (

)

Luiz Gustavo Freitas Rossi

lgusfrossi@hotmail.com

PAD

EMENTA

Curso que visa familiarizar os estudantes com as tradições da disciplina no Brasil, no contexto mais amplo da história da antropologia. A bibliografia incluirá análises dos aspectos institucionais - museus, centros e faculdades onde os antropólogos desenvolveram seus trabalhos de pesquisa e ensino metodológicos e teóricos dessa história.

PROGRAMA

A proposta do curso é explorar a história da antropologia, enfatizada a partir de suas conexões mais sensíveis com o pensamento social e o campo de estudos sobre “o negro” e das relações raciais brasileiras. Ao tomar a chamada “questão racial” como eixo central, o curso pretende estimular, principalmente, duas frentes de reflexão: de um lado, acompanhar a inscrição da antropologia no processo mais amplo da institucionalização das ciências sociais brasileiras, ressaltando a maneira como o tema das relações raciais concorreu

decisivamente na construção e definição da prática antropológica, no Brasil; de outro, examinar numa perspectiva histórica as diferentes formas e clivagens sociais e políticas com que as categorias raciais foram mobilizadas para pensar, analisar e, muitas vezes, definir a sociedade brasileira.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO

Módulos temáticos que estruturam o curso:

1. Antropologia e Medicina Legal no século XIX.

2. A década de 1930: “raça” e os estudos culturalistas

3. Projeto Unesco e os estudos das relações raciais da década de 1950.

4. O Negro Revoltado: a experiência do Teatro Experimental do Negro (TEN)

5. Uma polêmica esquecida: ciências sociais e o movimento folclórico

6. Os dilemas da “raça” como categoria de análise da sociedade brasileira: alguns debates contemporâneos

BIBLIOGRAFIA

Bibliografia Geral (Os textos em negrito são leituras obrigatórias no curso)

ARAÚJO, Ricardo Benzaquen. Guerra e Paz; Casa-Grande & Senzala e a obra de Gilberto Freyre nos anos 30. R.J, Ed. 34, 1994. ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. “Dilemas do Brasil moderno: a questão racial na obra de Florestan Fernandes”. In: MAIO, Marcos Chor & SANTOS, Ricardo Ventura. (org.). Raça, Ciência e Sociedade. R.J, FIOCRUZ/CCBB, 1996. AZEVEDO, Thales de. As elites de cor numa cidade brasileira: um estudo de ascensão social. Salvador, EGBA/Ed.UFBA, 1996 [1955]. BASTIDE, Roger & FERNANDES, Florestan. Brancos e Negros em São Paulo. S.P, Ed. Nacional, 1958. CARNEIRO, Édison. “Os estudos brasileiros do negro”. In: Ladinos e Crioulos. R.J, Civilização Brasileira, 1964. CORRÊA, Mariza. "A antropologia no Brasil (1960-1980)". História das Ciências Sociais no Brasil. Org. Miceli, S.P, Sumaré/FAPESP, vol. 2, 1995. “Traficantes do Excêntrico: os antropólogos no Brasil dos anos 30 a 60”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 3, n. 6, 1988. Antropólogas & Antropologia. Belo Horizonte. Ed.UFMG, 2003. As Ilusões da Liberdade: a escola Nina Rodrigues e a antropologia no Brasil. Bragança Paulista, São Francisco, 2001. CUNHA, Olívia Maria Gomes da. “Sua alma em sua palma: identificando a ‘raça’ e inventando a ‘nação’”. In: PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. R.J, Ed. FGV, 1999. FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. R.J, Record, 2000 [1933]. FRY, Peter. A persistência da raça. R.J, Civilização Brasileira, 2005. GUIMARÃES, Antônio Sergio. Classes, raças e democracia. R.J, Ed.34, 2002.

Racismo e anti-racismo no Brasil. R.J, Ed.34, 1999. HANCHARD. Michael. Orfeu e Poder: movimento negro no Rio e São Paulo. R.J, Ed.UFRJ, 2001. LANDES, Ruth. Cidade das Mulheres. R.J, Ed.UFRJ, 2003. MACEDO, Marcio José de. Abdias do Nascimento: a trajetória de um negro revoltado (1914-1968). (Dissertação de Mestrado). S.P, USP-FFLCH, 2005. MAGGIE, Yvonne & REZENDE, Claudia Barcellos. (org.). Raça como retórica: a construção da diferença. R.J, Civilização Brasileira, 2001. MAIO, Marcos Chor & SANTOS, Ricardo Ventura. (org.). Raça, ciência e sociedade. R.J, FIOCRUZ/CCBB, 1996. MAIO, Marcos Chor. A história do Projeto UNESCO: estudos raciais e ciências sociais no Brasil. (Tese de Doutorado). R.J, IUPERJ, 1997. MICELI, Sergio. “Condicionantes do desenvolvimento das ciências sociais”. In:

MICELI, Sergio. (org). História das Ciências Sociais no Brasil. S.P, Ed. Sumaré, vol. 1, 2001. “O enigma da mestiçagem: pesquisa reconstitui a trajetória do médico e cientista Nina Rodrigues, um dos ‘inventores’ da antropologia brasileira”. In: NASCIMENTO, Milton (org) Jornal de resenhas: seis anos. S.P, Discurso Editorial, 2001, vol.2, pp.

1456-1459.

MOTTA-MAUÉS, Maria Angélica Motta Maués. Negro sobre Negro: a questão racial no pensamento das elites negras brasileira (1930-1988). (Tese de Doutorado). R.J, IUPERJ, 1997. NASCIMENTO, Abdias. O Negro Revoltado. R.J, Nova Fronteira, 1982. NOGUEIRA, Oracy. “Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem:

sugestão de um quadro de referência para a interpretaçãodo material sobre relações raciais no Brasil”. Tempo Social, revista de sociologia da USP. v. 19, n. 1, novembro de 2006. Preconceito de marca: as relações raciais em Itapetininga. S.P, Ed.USP,

1998.

PEIXOTO, Fernanda. Diálogos Brasileiros: uma análise da obra de Roger Bastide, São

Paulo, Edusp, 2000.

COSTA PINTO, Luis de Aguiar. O negro no Rio de Janeiro: relações de raça numa sociedade em mudança. Rio de Janeiro, Ed.UFRJ, 1998. PEIXOTO, Fernanda.; PONTES, Heloisa.; SCHWARCZ, Lilia. (org.). Antropologias, Histórias, Experiências. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 2004. PONTES, Heloisa. “Entrevista com Antonio Cândido”. Revista Brasileira de Ciências Sociais. vol. 16, n. 47, 2001. PONTES, Heloisa. Destinos Mistos: os críticos do grupo Clima em São Paulo (1940- 1968). S.P, Cia. das Letras. 1998. QUILOMBO. Jornal dirigido por Abdias do Nascimento. Edição fac-similar. R.J, Editora 34, 2003. RODRIGUES, Raimundo Nina. Os Africanos no Brasil. S.P, Cia. Editora Nacional,

1932.

ROSSI, Luiz Gustavo Freitas. “As cores e o gênero da revolução”. Cadernos Pagu. n°23, julho-dezembro de 2004. ROSSI, Luiz Gustavo Freitas. “Epiderme em cena: raça, nação e teatro negro no Brasil”. Cadernos Pagu. n°28, janeiro-junho de 2007.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças: cientista, instituições e questão racial no Brasil (1870-1930). S.P, Cia. das Letras, 1993. SOUZA, Jessé. (org.). Multiculturalsimo e racismo: uma comparação Brasil – Estados Unidos. Brasília, Paralelo 15, 1997. VILHENA, Luis Rodolfo. Projeto e missão: o movimento folclórico brasileiro. R.J, Funarte/FGV, 1997.

FORMAS DE AVALIAÇÃO

Além da presença e participação nas discussões em sala, os alunos serão avaliados em dois momentos: num primeiro, através da organização e realização de um seminário em grupo e, num segundo, através da produção de um trabalho final, redigido individualmente, e que deverá mobilizar a bibliografia de um dos módulos da disciplina. O cronograma detalhado de leituras e das aulas será entregue no início do curso.

HORÁRIO DE ATENDIMENTO A ALUNOS

A ser combinado