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ÍNDICE

1. APRESENTAÇÃO 02
2. ORGANIZAÇÃO DO SEP 02
3. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 11
4. ASPECTOS COMPORTAMENTAIS 13
5. CONDIÇÕES IMPEDITIVAS PARA O SERVIÇO 14
6. RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO 14
7. TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS NO SEP 19
8. PROCEDIMENTOS DE TRABALHO 21
9. TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO 24
10. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO (ESCOLHA,
USO, CONSERVAÇÃO, VERIFICAÇÃO E ENSAIOS)
27
11. SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) 27
12. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 30
13. POSTURAS E VESTIMENTAS DE TRABALHO 38
14. SEGURANÇA COM VEÍCULOS E TRANSPORTE DE PESOAS,
MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
38
15. SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHO 39
16. LIBERAÇÃO DE INSTALAÇÃO PARA SERVIÇO E PARA
OPERAÇÃO E USO
45
17. TREINAMENTO EM TÉCNICAS DE REMOÇÃO, ATENDIMENTOS,
E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS
46
18. ACIDENTES TÍPICOS (ANÁLISE, DISCUSSÃO E MEDIDAS DE
PREVENÇÃO)
68
19. RESPONSABILIDADES 69
20. FONTES DE INFORMAÇÃO 73
21. BIBLIOGRAFIA 75














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1. APRESENTAÇÃO
Profundas alterações tecnológicas e organizacionais ocorreram no setor elétrico ao
longo dos últimos anos e têm mostrado, de forma explícita, sua face mais cruel: os
acidentes e a morte de trabalhadores. O cenário atual é, ainda, alarmante em
número de acidentes, indicando a necessidade de uma intervenção rápida e eficaz
do corpo de Auditoria Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego para que force as
organizações a cumprirem os requisito normativos aplicáveis a essa atividade.
Esta apostila busca apresentar informações, de forma clara e objetiva, não
pretendendo dirimir o universo de questionamentos possíveis, mas traçando uma
visão genérica do setor elétrico (em especial do SEP) que permita aos alunos
ampliarem sua percepção de riscos e estarem mais aptos a empreenderem
medidas preventivas e, quando necessário, de socorro básico no caso de
acidentes.
A idéia é que, através de um processo de ensino/aprendizagem simples, produtivo
e enfocado, os participantes possam contribuir para potencializar os resultados na
construção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis e, por fim, reduzir o
elevado índice acidentário do setor elétrico, provendo melhor qualidade de vida ao
trabalhador brasileiro.

2. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA
A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é gerada
principalmente em usinas hidrelétricas, onde a passagem da água por turbinas
geradoras transformam a energia mecânica, originada pela queda d’água, em
energia elétrica. No Brasil 80% da GERAÇÃO de energia elétrica é através de
hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos.
A partir da usina a energia é transformada , em estações elétricas, e elevada a
altos níveis de tensão, sendo transportada em corrente alternada (60 Hertz) através
de cabos elétricos até às estações rebaixadoras, delimitando a fase de
TRANSMISSÃO.

Usina de Itaipu – a maior do mundo


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Já na fase de DISTRIBUIÇÃO, nas proximidades dos centros de consumo, a
energia elétrica é tratada nas estações, com seu nível de tensão rebaixado e sua
qualidade controlada, sendo transportada por redes elétricas aéreas ou
subterrâneas, constituídas por estruturas (postes, torres, dutos subterrâneos e seus
acessórios), cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos, e
finalmente entregue aos clientes industriais, comerciais, de serviços e residências,
em níveis de tensão variáveis, de acordo com a capacidade de consumo instalada
de cada cliente consumidor.
As atividades pertencentes aos setores de CONSUMO, representados pela
indústria, comércio, serviços e residências, não serão tratadas nesta apostila.
Quando falamos em setor elétrico, referimo-nos normalmente ao Sistema Elétrico
de Potência (SEP), definido como o conjunto de todas as instalações e
equipamentos destinados à operação, transmissão e distribuição de energia
elétrica até a medição inclusive.
Com o objetivo de uniformizar o entendimento é importante informar que o SEP
trabalha com vários níveis de tensão, classificadas em alta e baixa tensão, e
normalmente com corrente elétrica alternada (60 Hertz – Hz).
Conforme definição dada pela ABNT através das NBR (Normas Brasileiras),
considera-se “baixa tensão”, a tensão superior a 50 volts em corrente alternada
ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente
alternada, ou 1500 em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. Da
mesma forma considera-se “alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts em
corrente alternada, ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e
terra.





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Grandes consumidores Pequenos consumidores






Esquemas que representam o Sistema Elétrico de Potência, em suas fases (geração,
transmissão e distribuição



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2.1. Breve histórico e cenário atual do setor elétrico
Até 1998 todo o setor de energia elétrica e de telecomunicações eram estatizados.
A partir desse ano a distribuição de energia elétrica começou a sofrer profundas
modificações organizacionais, com a transformação de empresas estatais ou de
economia mista em empresas privadas. Tais transformações foram marcadas
basicamente pelos seguintes fatores:
Privatização;
Acentuado processo de terceirização;
Redução de mão-de-obra, com grande número de demissões e
aposentadorias sem reposição do efetivo, juntamente com “programas de
demissão voluntária” (PDV);
Inserção de mão-de-obra sem a devida qualificação;
Modificação de processos e equipamentos, com objetivo de modernização e
atendimento às novas demandas do setor por processos mais ágeis, de
baixo custo e com menor exigência de mão-de-obra.
Durante os anos de 2003 e 2004 o Governo Federal lançou as bases de um novo
modelo para o Setor Elétrico Brasileiro, sustentado pelas Leis nº 10.847 e 10.848,
de 15 de março de 2004; e pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004.
Em termos institucionais o novo modelo definiu a criação de uma entidade
responsável pelo planejamento do setor elétrico a longo prazo (a Empresa de
Pesquisa Energética – EPE), uma instituição com a função de avaliar
permanentemente a segurança do suprimento de energia elétrica (o Comitê de
Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE) e uma instituição para dar continuidade
às atividades do MAE (Mercado Atacadista de Energia), relativas à comercialização
de energia elétrica no Sistema Interligado (a Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica - CCEE).
Outras alterações importantes incluem a definição do exercício do Poder
Concedente ao Ministério de Minas e Energia (MME) e a ampliação da autonomia
do ONS. Em relação à comercialização de energia foram instituídos dois ambientes
para celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de
Contratação Regulada (ACR), do qual participam Agentes de Geração e de
Distribuição de energia; e o Ambiente de Contratação Livre (ACL), do qual
participam Agentes de Geração, Comercializadores, Importadores e Exportadores
de energia e Consumidores Livres.
O novo modelo do setor elétrico visa atingir três objetivos principais:
Garantir a segurança do suprimento de energia elétrica;
Promover a modicidade tarifária
Promover a inserção social no Setor Elétrico Brasileiro, em particular pelos
programas de universalização de atendimento.

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Dados do setor elétrico brasileiro
Capacidade instalada Outros dados
Hidro 79.529 MW – 78,7
%

Linhas de Transmissão 97.580 km

Térmica 27.723 MW – 19,2
%
Produção de Energia 445 TWh/ano
Nuclear 2.007 MW – 1,9 %

Ponta 70.954 MW
(23/02/2010)

Eólica 794 MW – 0,2 % Unidades consumidoras 65,5 milhões
110.053 MW
Fontes: ANEEEL e MME/SEE – Julho/2010

2.2. Descrição das atividades tipo do setor de energia elétrica
Para facilitar a descrição vamos dividi-las em quatro segmentos, a saber: geração,
transmissão, distribuição de energia elétrica, que constitui, como já explicitado, o
Sistema Elétrico de Potência.

2.3. Geração de energia elétrica
As atividades “tipo” necessárias aos processos que antecedem a produção de
energia elétrica, ou seja, processos hidrelétricos, termelétricos, nucleares, eólicos,
solares, biomassa etc.., não serão tratados nesta apostila. Devemos lembrar que
os riscos, após a fase de processamento da geração (turbinas/geradores) de
energia elétrica, são similares e comuns a todos sistemas de produção de energia,
e estão presentes em diversas atividades, destacando:
Instalação e manutenção equipamentos e maquinário (turbinas, geradores,
transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de medição)
Manutenção das instalações Industriais após a geração;
Operação de painéis de controle elétrico;
Acompanhamento e supervisão dos processos de tubogeração;
Transformação e elevação da energia elétrica;
Processos de medição da energia elétrica.
As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da
energia, usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a transmissão.

2.4. Transmissão de energia elétrica
Basicamente está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a
energia elétrica desde a fase de geração até a fase de distribuição, abrangendo

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processos de elevação e rebaixamento de tensão elétrica, que são realizados em
estações próximas aos centros de consumo, ao lado das cidades. Essa energia é
transmitida em corrente alternada (60 Hz) em elevadas tensões (138 kV a 500 kV).
Os elevados potenciais de transmissão se justificam para evitar as perdas por
aquecimento e redução no custo de condutores e métodos de transmissão da
energia, com o emprego de cabos com menor bitola ao longo das imensas
extensões a serem transpostas, que ligam os geradores aos centros consumidores.
Atualmente há grande demanda
de serviços no setor de transmissão de energia, ocasionada pelo envelhecimento
das linhas instaladas, que datam de aproximadamente 30 anos
de instalação e pela necessidade de construção de diversas novas linhas de
transmissão, para fazer frente à expansão e à demanda, atuais no setor de energia
elétrica.

São atividades características do setor de transmissão:
Inspeção de linhas de transmissão


Inspetores de linha verificam o estado da estrutura e seus elementos, a altura dos
cabos elétricos e a faixa de servidão, área ao longo da extensão da linha de
domínio da companhia de transmissão. Esse processo de inspeção periódica
poderá ser realizada por terra ou por helicóptero, dependendo dos recursos da
empresa e especificidade do serviço. As inspeções por terra demandam
periodicamente subidas em torres e estruturas.







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Manutenção de linhas de transmissão


Compreende as seguintes atividades :
• substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma
série de “pratos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura);
• limpeza de isoladores
• substituição de elementos para raios;
• substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas;
• manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos;
• desmatamentos e limpeza da faixas de servidão.

Construção de linhas de transmissão
A construção de linhas de transmissão tem diversas etapas de trabalho desde
desmatamento, construção de estruturas e lançamento de condutores destinados a
transportar a energia elétrica, conforme descrição abaixo:
• desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de impacto
do meio ambiente e projetos;
• desmatamentos e desflorestamentos;
• escavações e fundações civis;
• montagem das estruturas metálicas;
• distribuição e posicionamento de bobinas em campo;
• lançamento de cabos (condutores elétricos);
• instalação de acessórios (isoladores, pára-raios);
• tensionamento de cabos e sua fixação;
• ensaios e testes elétricos.

Salientamos que essas atividades de construção são sempre realizadas com os
circuitos desenergizados, via de regra, e são destinadas à ampliação ou
substituição de linhas já existentes, que normalmente estão energizadas. Dessa

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forma é muito importante a adoção de procedimentos e medidas adequadas de
segurança, tais como: seccionamento, aterramento elétrico; equipotencialização de
todos os equipamentos e cabos; dentre outros que assegurem a execução do
serviço em linha desenergizada.


Reparo em isolador – linha de transmissão 230 Kv



Lavagem de isoladores de torre de transmissão (necessário retirar o “limo” que interfere nas
propriedades de isolamento)

2.5. Distribuição de energia elétrica
É o segmento do setor de energia elétrica que congrega o maior número de
trabalhadores eletricitários, compreendendo os potenciais após a transmissão (67
a138 kv), indo até estações de transformação e distribuição - ETD, e entregando
energia elétrica aos consumidores.
A distribuição de energia elétrica aos consumidores é realizadas nos potenciais:
grandes consumidores abastecidos com tensões de 67kV a 88 kV;
médios consumidores abastecidos por tensão de 13,8 kV;
consumidores residenciais, comerciais e industriais até a potência de 75 kVA
(o abastecimento de energia é realizado no potencial de 110, 220 e 380
Volts);
distribuição subterrânea no potencial de 24 kV.


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Instalação dos acessórios na construção de torres de montagem de torre transmissão


Lançamento de cabos

É também o segmento que apresenta a maior quantidade e diversidades de
atividades de trabalho, dentre as quais destacamos:
recebimento e medição de energia elétrica nas estações;
rebaixamento do potencial de energia elétrica;
construção de redes de distribuição;
construção de estruturas e obras civis;
montagens de estações de transformação e distribuição;
montagens de painéis e centros de controle;
montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de
distribuição;
manutenção das redes de distribuição aérea – alta e baixa tensão;
manutenção das redes de distribuição subterrânea em alta e baixa tensão;
poda de árvores;
montagem de cabinas primárias de transformação;
limpeza de isoladores, para raios e estruturas da rede;
limpeza e desmatamento das faixas de servidão;
medição de energia elétrica nos consumidores;

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operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.
As atividades de transmissão e distribuição de energia elétrica podem ser
realizadas em sistemas energizados (linha viva) ou desenergizados, a seguir
destacadas.

3. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
3.1. Programação e planejamento dos serviços
De acordo com a NR 10 somente podem ser realizados serviços em AT mediante
ordem de serviço específica para a data e local específicos, assinada por superior
responsável pela área. A emissão dessa ordem deverá ser precedida de um
planejamento muito bem elaborado, com participação de todos os envolvidos na
tarefa.

3.2. Trabalho em equipe
Os serviços executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP, ou que interajam
com ele, não podem ser realizados por uma única pessoa. Antes de iniciar
trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe,
responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia,
estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender
os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade
aplicáveis ao serviço.



Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser
realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por
profissional autorizado.



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3.3. Prontuário e cadastro das instalações
As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema
elétrico de potência devem constituir prontuário com os seguintes conteúdos: e
acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados:
a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de
segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR 10, e descrição das
medidas de controle existentes;
b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra
descargas atmosféricas e aterramentos elétricos;
c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o
ferramental, aplicáveis conforme determina NR 10;
d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação,
autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados;
e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de
proteção individual e coletiva;
f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas
classificadas;
g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações,
cronogramas de adequações, contemplando as letras de “a” a “f”, além de:
h) descrição dos procedimentos para emergências;
i) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual;

Já as empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de
Potência devem constituir prontuário contemplando as letras “a”, “c”, “d” “e”, "h" e
"i".
O Prontuário de instalações elétricas deve ser organizado e mantido atualizado
pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo
permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços
em eletricidade.
Todos os documentos técnicos previstos no prontuário de instalações elétricas
devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado.

3.4. Comunicação
Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles
envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a
comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de
operação durante a realização do serviço. Esse equipamento de comunicação
deve atender às características do trabalho, em especial no que se refere aos


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ambientes com possibilidade de formação de atmosfera explosiva, devendo ser
dotados de proteção intrínseca apropriada.
Para cumprir essa exigência o empregador deverá instituir, divulgar e treinar toda a
equipe acerca do plano de comunicação (canal e frequência utilizados, equipes a
serem acionadas, responsabilidades etc.).
O equipamento mais recomendado é o rádio transceptor tipo HT (Handie Talk),
devido ao seu tamanho e peso reduzidos, sua grande potência e portabilidade, bem
como a facilidade de uso.




4. ASPECTOS COMPORTAMENTAIS
O exercício de atividades profissionais em sistemas eletrificados, sobretudo os de
alta tensão e SEP, implicam num risco potencial para os trabalhadores. Qualquer
conduta insegura pode resultar em danos irreparáveis e de elevadas proporções.
Daí a necessidade de que esses profissionais sejam muito bem selecionados e
preparados, não somente no que diz respeito à sua capacidade de empreender
força física, ou ao domínio técnico que possui sobre a matéria. Os aspectos
psicológicos, que influenciam ou determinam seus comportamentos, são de
elevada importância nessa seleção.
Os aspectos comportamentais do empregado devem ser analisados mediante
realizações de assistência e cooperação social, sob a forma de assistência médica,
econômica, cultural e recreativa, de modo que o trabalhador tenha todas as
condições de desenvolver suas atividades no mais perfeito equilíbrio.
Muitos trabalhadores se apresentam para o serviço sob o efeito de substâncias
psicotrópicas (álcool, fumo e outras drogas lícitas e/ou ilícitas). Nessa condição o
comportamento é alterado e, frequentemente, determina a ocorrência de situações
inseguras, de negligência, de imprudência.


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Não somente o uso de psicotrópicos provocam alterações indesejáveis do
comportamento. É comum os desentendimentos familiares e as dívidas provocarem
severas alterações no comportamento do trabalhador.
Uma medida que tem apresentado bons resultados para evitar que trabalhadores
desenvolvam atividades em condições impróprias é a realização de testes e
entrevistas (pré tarefa de saúde) antes da liberação para o trabalho. O uso do
bafômetro, a medição da pressão arterial, bem como uma boa e breve conversa
permitem a um profissional bem treinado identificar alterações no comportamento
do trabalhador avaliado, permitindo a adoção de medidas sanadoras
imediatamente.

5. CONDIÇÕES IMPEDITIVAS PARA O SERVIÇO
Constituem condições impeditivas para a realização de serviços em instalações
elétricas, a ausência ou insuficiência de:
• Seccionamento;
• Constatação da ausência de tensão;
• Aterramento temporário equipotencializado;
• Sinalização de segurança;
• Impedimento de religação;
• Treinamento do pessoal;
• Equipamentos adequados;
• Ferramentas adequadas;
• O mínimo de uma dupla treinada;
• Diagrama das instalações;
• Ordem de serviço;
• Condições ambientais;
• Comunicação;
• Estado físico/psíquico/emocional.

6. RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO
a) Proximidade e contatos com partes energizadas
Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores nesses setores são, via de regra,
elevados podendo levar a lesões de grande gravidade e são específicos a cada tipo
de atividade. Contudo, o maior risco à segurança e saúde dos trabalhadores é o de
origem elétrica. Devemos salientar que no ano de 2001 o maior volume de
trabalhadores concentrou-se na distribuição de energia elétrica, cujo número de
empregados das concessionárias era de aproximadamente 70.000 e suas


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prestadoras de serviços contavam com aproximadamente 280.000 empregados,
totalizando 350.000 trabalhadores.
Este trabalho contempla os principais riscos presentes nas atividades
desenvolvidas no setor elétrico.
A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao homem.
Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade física e saúde do
trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque elétrico com
consequências diretas e indiretas (quedas, batidas, queimaduras indiretas e
outras). Também apresenta risco devido à possibilidade de ocorrências de curtos-
circuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico originando grandes incêndios,
explosões ou acidentes ampliados.
É importante lembrar que o fato da linha estar desenergizada não elimina o risco
elétrico, tampouco pode-se prescindir das medidas de controle coletivas e
individuais necessárias, já que a energização acidental pode ocorrer devido a erros
de manobra, contato acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas
por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, descargas atmosféricas mesmo que
distantes dos locais de trabalho, fontes de alimentação de terceiros.

O choque elétrico constitui-se em estímulo rápido e acidental sobre o sistema
nervoso devido à passagem de corrente elétrica, acima de determinados valores,
pelo corpo humano. Seus efeitos diretos são contrações musculares, tetania,
queimaduras (internas e externas), parada respiratória, parada cardíaca, eletrólise
de tecidos, fibrilação cardíaca e óbito (eletroplessão) e seus efeitos indiretos são as
quedas, batidas e queimaduras indiretas (externas). A extensão do dano do choque
elétrico depende da magnitude da corrente elétrica, do caminho por ela percorrido
no corpo humano e do seu tempo de duração.



O risco de choque elétrico está presente em praticamente todas as atividades
executadas no setor elétrico, a exemplo de construção, montagem, manutenção,


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reparo, inspeção, medição de Sistema Elétrico Potência (SEP) e poda de árvores
em suas proximidades.

b) Indução
O mecanismo da indução ocorre devido À atração ou repulsão gerada pelas forças
de campo elétricas sobre as cargas elétricas do material induzido. A indução
também pode causar danos aos componentes eletrônicos. Um corpo eletricamente
carregado (pessoa, objeto etc.) pode induzir tensões elevadas nos dispositivos
eletrônicos, causando ruptura dos materiais semicondutores e inutilização do
componente.

c) Descargas atmosféricas
Ao longo dos anos várias teorias foram desenvolvidas para explicar o fenômeno
dos raios. Atualmente tem-se que é a fricção entre as partículas de água e gelo,
que formam as nuvens, provocada pelos ventos ascendentes, de forte intensidade,
que dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas.
As cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem, enquanto que as
cargas negativas ocupam a parte inferior, acarretando, consequentemente, uma
intensa migração de cargas positivas na superfície da terra para área
correspondente à localização da nuvem.
Dessa forma a concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa
determinada região faz surgir uma diferença de potencial que se denomina
gradiente de tensão entre a nuvem e a terra. No entanto o ar apresenta uma
determinada rigidez dielétrica, normalmente elevada, comparada com outros
agentes ambientais.
O aumento dessa diferença de potencial que se denomina gradiente de tensão,
poderá atingir valores que superem a rigidez dielétrica do ar, interposto entre a
nuvem e a terra, fazendo com que as cargas elétricas negativas migrem na direção
da terra, um trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações, cujo fenômeno é
conhecido como descarga piloto.
As descargas atmosféricas são um dos maiores causadores de acidentes em
sistemas elétricos, causando prejuízos tanto materiais quanto para a segurança
das pessoas. Com o crescente aumento dessas descargas tornou-se necessária a
avaliação do risco de exposição a que estão submetidas as instalações elétricas
nas quais serão feitas intervenções.
Por se tratar de um fenômeno natural, o que podemos fazer para amenizar os
efeitos é utilizarmos métodos seguros de para raios e aterramento, e evitarmos
trabalho com o tempo carregado (chuvoso).


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A chamada descarga elétrica longitudinal representa 98% dos casos em que a rede
elétrica é atingida, e consiste em a descarga se propagar apenas por uma das
fases (ou neutro). Seu atrativo é a outra fase, ou neutro, pois haverá entre elas uma
grande diferença de potencial, sendo a interligação feita através do equipamento
eletro eletrônico conectado à rede elétrica.

d) Estática
A eletricidade estática é o fenômeno de acumulação de cargas elétricas que pode
se manifestar em qualquer material. Ela ocorre principalmente com o processo de
atrito entre materiais, sendo algo comum no nosso cotidiano. A eletricidade estática
pode ocorrer de forma inofensiva, sem maiores impactos, mas em outros casos sua
manifestação pode ser muito perigosa.
O trabalho de eletricistas em locais onde há risco potencial de presença de
atmosfera inflamável ou explosiva deve ser feito com precauções no sentido de
evitar a ocorrência de eletricidade estática. O procedimento indicado é o
aterramento permanente durante toda a operação, redobrando os cuidados quando
for feita a aproximação da área.

e) Campo eletromagnético
É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios
condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores
manifestam-se especialmente quando da execução de serviços na transmissão e
distribuição de energia elétrica, nos quais empregam-se elevados níveis de tensão.
Os efeitos possíveis no organismo humano, decorrente da exposição ao campo
eletromagnético, são de natureza elétrica e magnética. Os efeitos do campo
elétrico já foram mencionados acima. Quanto aos de origem magnética citamos os
efeitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias produzidas pela interação
das cargas elétricas com o corpo humano.
Não há comprovação científica, porém há indícios de que a radiação
eletromagnética criada nas proximidades de meios com elevados níveis de tensão
e corrente elétrica possa provocar a ocorrência de câncer, leucemia e tumor de
cérebro. Contudo é certo que essa situação promove nocividade térmica (interior do
corpo) e efeitos endócrinos no organismo humano.
Especial atenção deve ser dada aos trabalhadores expostos a essas condições, e
que possuam em seu corpo próteses metálicas (pinos, encaixes, articulações), pois
a radiação promove aquecimento intenso nos elementos metálicos podendo
provocar as necroses ósseas, assim como aos trabalhadores portadores de
aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo, auditivos, dosadores de


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insulina, etc..), pois a radiação interfere nos circuitos elétricos e poderão criar
disfunções e mau funcionamento desses.

f) Arco voltaico
Constitui-se em outro risco de origem elétrica. O arco voltaico caracteriza-se pelo
fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante”, como o ar, e geralmente é
produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e em caso de
curto-circuito. Um arco voltaico produz calor que pode exceder a barreira de
tolerância da pele e causar queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco
elétrico possui energia suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios,
emitindo vapores de material ionizado e raios ultravioleta.






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g) Comunicação e identificação
É uma parte importante de controle do risco, como padronização dos
procedimentos de transmissão e recepção de informações, através de uma
linguagem simples, fazendo uso de nomenclaturas padronizadas e conhecidas,
utilizando métodos seguros (cartões de segurança, painéis de controle e
padronização das cores), além de cones, cercas e fitas para identificação,
sinalização e isolamento de áreas.
Todo trabalhador que esteja desenvolvendo atividades em redes de AT ou SEP
devem dispor de meios de comunicação permanentes e eficazes durante toda a
atividade, mantendo-se em contato com a supervisão e com o centro de controle e
equipes de apoio (se houver).

h) Trabalho em altura – máquinas e equipamentos especiais
Constitui-se numa das principais causas de acidentes nos setor elétrico, sendo
comum a muitos outros ramos de atividade, mas muito representativo nas
atividades de construção e manutenção do setor de transmissão e distribuição de
energia elétrica. As quedas ocorrem em conseqüência de choques elétricos, de
inadequação de equipamentos de elevação (escadas, cestos, plataformas),
inadequação de EPI, falta de treinamento dos trabalhadores, falta de delimitação e
sinalização do canteiro do serviço nas vias públicas e ataque de insetos.



7. TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS NO SEP
Enquanto o perigo está associado com a fonte com potencial de causar acidentes,
o risco está associado à probabilidade e consequências.
Todos os envolvidos nos serviços em eletricidade são responsáveis pela prevenção
de acidentes. Portanto é fundamental que os profissionais que compõem as
equipes de trabalho apliquem as técnicas de análise de risco, com o objetivo de


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reduzir as probabilidades de acidentes, em todas as etapas das intervenções
realizadas no sistema elétrico de potência.
O gerenciamento de riscos é a formulação e a execução de medidas e
procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de analisar os riscos
existentes no SEP, e propor medidas de controle, mantendo-o operando dentro dos
parâmetros de segurança considerados toleráveis ou desejados.
Para gerenciar riscos é necessária, em primeiro lugar, uma mudança no conceito
de segurança industrial, tanto no aspecto da prevenção, como no aspecto da ação
propriamente dita.
Em segundo lugar é necessário conhecer os riscos, analisá-los, tomar decisões
para reduzi-los e controlá-los.
Para se realizar a análise de riscos há várias metodologias que podem ser
utilizadas nessa ação. Por exemplo:
APR - Análise Preliminar de Riscos
FMEA - Análise de Modos de Falhas e Efeitos;
HAZOP - Hazard and Operability Studies;
ART - Análise de Risco de Tarefa;
APP - Análise Preliminar de Perigo;
AFH – Análise de Falha Humana;
ASS - Análise de Segurança de Sistemas;
AE - Árvore de Eventos;
AF - Árvore de Falhas.

São três as perguntas que devem ser respondidas para avaliar os riscos:
Quais os perigos aos quais o trabalhador está exposto?
Qual a probabilidade de ocorrer um acidente?
Quais medidas devem ser tomadas para que os acidentes não ocorram?
Assim temos que:
Identificar e avaliar o perigo;
Estimar a probabilidade e gravidade do dano;
Analisar o risco;
Decidir se o risco é tolerável;
Controlar o risco (com medidas de controle).







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Exemplo de identificação de riscos em torres de transmissão

PERIGO EFEITO MEDIDA PREVENTIVA
Marimbondos instalados na
torre
Ataque aos trabalhadores
Risco de choque anafilático
Risco de queda de altura

Realizar inspeção diária na torre;
Contratar empresa especializada
em controle de marimbondos;
Realizar inspeção prévia com
utilização de sistema de elevação
e EPI de proteção contra ataque
de insetos.



8. PROCEDIMENTOS DE TRABALHO – INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA
(análise e discussão)
Para cada atividade desenvolvida no setor elétrico é necessário procedimento
específico, incluindo instruções de segurança. Para tanto as empresas devem
elaborar seus manuais de procedimentos, devendo indicar de forma clara e objetiva
a sequência de passos a ser seguida na execução de cada serviço. É o “passo a
passo” de cada atividade.
Salientamos que os procedimentos precisam estar atualizados e traduzirem a
realidade de campo, com pleno conhecimento de todos os trabalhadores.
Dentre as atividades desenvolvidas no setor elétrico citamos algumas que
necessitam de procedimentos:
atividades do grupo de alta tensão;
liberação de redes para serviço;
liberação de redes para reenergização;
bloqueio de religador automático;
serviços de ligação, inspeção e corte de unidades de baixa tensão;
trabalhos em redes desenergizadas nas proximidades de instalações com
tensão;
troca de medidores em baixa tensão;
poda de árvores em rede aérea de alta tensão energizada;
poda de árvores em rede aérea de baixa tensão energizada;
manutenção do sistema de iluminação;
medições instantâneas e gráficas em subestações e instalações de baixa
tensão;
lavagem de acessórios em redes energizadas;
manutenção em redes de baixa tensão desenergizadas;
atendimento emergencial em redes aéreas de média e baixa tensão
energizadas;
trabalhos em rede de alta tensão energizada;

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fiscalização de fraude e desvio de energia em unidades de consumo de
baixa tensão;
construção de redes de alta tensão;
construção de redes de baixa tensão;
manutenção em rede de alta tensão desenergizada;
análise, aprovação e comissionamento de projetos de automação;
inspeção em rede de alta tensão;
inspeção em rede de baixa tensão.

O conteúdo dos manuais pode divergir por vários fatores específicos de cada
serviço, entretanto o manual de procedimentos que traduz o “passo a passo” do
exercício laboral do trabalhador e deverá conter, no mínimo, os itens abaixo e
incluir dentre eles as instruções de segurança:
1. Objetivo
Estabelecer os procedimentos técnicos e de segurança para realização de serviço
no sistema elétrico visando garantir a integridade do trabalhador.

2. Aplicação
2.1 Pessoal
Definição de qual pessoal será alvo desse manual, quer contratada, quer
contratante.
2.2 Instalações
Indicação da rede elétrica se contratada, cliente, outra concessionária etc.

3. Características das instalações
Descrição da rede elétrica: alta ou baixa tensão, trifásica, monofásica, energizada,
desenergizada.

4. Avaliação do risco e requisito de segurança
4.1 - Quanto à segurança
4.2 - Quanto a execução dos serviços pela equipe
4.3 - Procedimento para execução das tarefas

5. Distância de atuação
As distâncias mínimas de segurança para execução dos trabalhos em eletricidade.

6. Recursos humanos
Composição e quantitativo da equipe executora do serviço: chefe de turma,
eletricista, ajudantes, motoristas.

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7. Recursos materiais
7.1 Equipamentos de proteção individual
Exemplos:
• capacete de segurança;
• óculos de proteção;
• cinturão de segurança com talabarte;
• luvas de borracha;
• luvas de raspa;
• luvas de vaqueta;
• luva de cobertura para luva de borracha;
• botina de segurança.
7.2 Equipamentos de proteção coletiva, de serviços e ferramentas
Exemplos :
• detetor de tensão para baixa tensão;
• detetor de tensão para alta tensão;
• alicate de corte universal isolado;
• sacola para Conduzir Materiais;
• cones de sinalização;
• fitas, cordas ou correntes;
• estojo de primeiros socorros;
• placa de advertência – “ATENÇÃO – NÃO OPERE ESTE EQUIPAMENTO”;
• corda de Manilha;
• escada extensível ou dupla;
• escada singela;
• caminhão com carroçaria longa;
• caminhão equipado com escada extensível giratória isolada;
• rádio comunicação.
7.3 Recomendações sobre cuidados com os equipamentos
Diz respeito às condições dos equipamentos: higienização, lubrificação, testes
mecânico e elétrico, uso de material anticorrosivo, etc.

8. Sequência de operações
Procedimentos de execução “passo a passo”
Descrição da execução do serviço desde a chegada ao local e delimitação da área
de serviço até a saída da equipe, após conclusão da tarefa. Sugere-se verificar se
este item contém o desenvolvimento do serviço passo a passo, o tempo gasto de
cada um, de quem é a competência de cada passo, os riscos envolvidos e


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respectivos controles. Devem constar, ainda, desenhos, fotos, esquemas de cada
passo do serviço a ser realizado.

9. Necessidade de comunicação integrada
É primordial a comunicação entre contratada, contratante e centro de operações,
se for o caso. As intervenções no sistema elétrico devem ser precedidas de
solicitação por escrito do setor competente e só autorizadas pelo
centro de operações.


9. TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO
Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem priorizar os
trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizados, devem
obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequados.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas
para serviço mediante os procedimentos apropriados: seccionamento; impedimento
de reenergização; constatação da ausência de tensão; instalação
de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;
proteção dos elementos energizados existentes; instalação da sinalização de
impedimento de energização.


Manutenção em linha de distribuição aérea.

a) Manutenção com a linha energizada (“linha viva”)
Essa atividade pode ser realizada mediante a adoção de procedimentos que
garantam a segurança dos trabalhadores. Nessa condição de trabalho as
atividades podem se desenvolver mediante 3 métodos, abaixo descritos :



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b) Método ao potencial
É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da linha, no
mesmo potencial da rede elétrica. Nesse método é importantíssimo o emprego de
medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro
do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimentas condutoras (roupas,
botinas, luvas, capuzes), ligadas através de cabo condutor
elétrico e cinto à rede objeto da atividade. É necessário treinamentos e
condicionamentos específicos dos trabalhadores para tais atividades.

c) Método à distância
É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância
segura, através do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos,
ferramentas e dispositivos isolantes apropriados. São também necessários
treinamentos e condicionamentos específicos dos trabalhadores em tais atividades.



d) Método de trabalhos noturnos
Os mesmos métodos utilizados para trabalhos diurnos também são utilizados para
trabalhos noturnos, todavia, devido à deficiente luminosidade durante as atividades,
alguns riscos se potencializam, exigindo medidas de prevenção adequadas.
A visualização do ambiente por parte do profissional eletricista é também reduzida,
o que aumenta o risco de contato acidental, de quedas de materiais e do próprio
trabalhador. A operação dos equipamentos de elevação, entre outros, também fica
prejudicada.
Por sua vez, a equipe precisa também ser visualizada, sob pena de ser atropelada
por veículos inadvertidos.
Todas essas condições implicam em potencialização dos riscos, em geral. Para
isso, na fase de planejamento do trabalho, especial atenção deve ser dada à
iluminação, ao isolamento e à sinalização.
Além da equipe empregada diretamente na atividade elétrica, e o motorista, é
recomendável a presença de um profissional para orientar o trânsito e manter a
sinalização e o isolamento eficientes. Em situações em que isso seja necessário,


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deve-se requerer a presença de autoridades públicas para promover alterações e
controle no trânsito, de tal forma a garantir a segurança durante as atividades.




e) Método de trabalho em ambientes subterrâneos
Os ambientes subterrâneos classificam-se como espaços confinados, nos termos
do que prevê a Norma Regulamentadora n.º 33, do Ministério do Trabalho e
Emprego. Nesse sentido, a interação com esses ambientes requerem treinamento
específico, quer para executar tarefas em seu interior (trabalhador autorizado e
vigia), quer para emitir a respectiva permissão de trabalho (supervisor de entrada).
A entrada em espaços confinados deve ser feita somente depois de realizada a
APR, cumpridas as exigências do procedimento específico, por equipe composta
de, no mínimo, dois trabalhadores autorizados (eletricistas), vigia do espaço
confinado, supervisor de entrada e, além disso, ser disponibilizado serviço de
resgate e remoção de trabalhadores acidentados.
A Permissão de Entrada e Trabalho (PET) associada ao monitoramento
permanente das condições dentro do espaço confinado é que determinarão as
medidas de proteção a serem implantadas. No caso de ocorrência de atmosfera
Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IPVS) será requerida a ventilação do
local até que se estabeleça o nível de segurança, ou à adoção de outras medidas
(proteção respiratória, proteção contra explosões etc.).
O acesso a esses ambientes podem também requerer medidas especiais. Acessos
verticais de cima para baixo precisam ser detalhadamente avaliados com vistas a
identificar qual dispositivo usar para tal (escada, tripod etc.). Todavia, o uso de linha
de vida é indispensável.
Os riscos mais comuns durante as atividades nesses ambientes são: quedas
(durante o acesso e movimentação), intoxicação por gases tóxicos, asfixia por
déficit de oxigênio, explosões e incêndio por presença de gases inflamáveis ou por
excesso de oxigênio), e choques elétricos por contato com linhas vivas.

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Sinalização e isolamento devem ser especialmente tratados quando da realização
de serviços em subterrâneos.

f) Método ao contato
O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica ao mesmo
potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando
equipamentos de proteção individuais adequados ao nível de tensão tais como
botas, luvas e mangas isolantes e equipamento de proteção coletiva como
cobertura e mantas isolantes.


Manutenção realizada utilizando o método ao contato – trabalhador em contato com a rede
elétrica, mas isolado.


10. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO (ESCOLHA, USO,
CONSERVAÇÃO, VERIFICAÇÃO, ENSAIOS)
Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico
devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados
de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes.


11. SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades
devem ser previstos e adotados prioritariamente equipamentos de proteção
coletiva. Os EPC são dispositivos, sistemas, fixos ou móveis de abrangência
coletiva, destinados a preservar a integridade física e a saúde dos
trabalhadores, usuários e terceiros.
As ferramentas utilizadas nos serviços em instalações elétricas e em suas
proximidades devem ser eletricamente isoladas, em especial àquelas destinadas a
serviços em instalações elétricas energizadas.

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Abaixo citamos alguns dos principais equipamentos de proteção que constituem
proteções coletivas para atividades realizadas nos setores em questão, sobretudo
no setor elétrico.

11.1. DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO
11.1.1. Chaves fusíveis
São dispositivos automáticos de manobra (conexão/desconexão), que na
ocorrência de sobrecorrente ( corrente elétrica acima do limite projetado) promove
a fusão do elo metálico fundível (fusível), e consequentemente a abertura elétrica
do circuito . Dessa forma, quando há uma sobrecarga, o elo fusível se funde
(queima) e o trecho é desligado.
Normalmente em rede de distribuição elétrica estão instaladas em cruzetas.
Também permitem a abertura mecânica, devendo ser operadas por dispositivo de
manobra, a exemplo de vara de manobra.



11.1.2. Chaves facas
São dispositivos que permitem a conexão e desconexão mecânica do circuito.
Geralmente estão instaladas em cruzetas e são usadas na distribuição e
transmissão. Existem dois tipos: mecânica e telecomandada.




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11.2. Dispositivos de isolação elétrica
São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores de
eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura
que estão energizadas, para que os serviços possam ser executados
sem exposição do trabalhador ao risco elétrico. Têm de ser compatíveis com os
níveis de tensão do serviço Normalmente são de cor laranja.
Esses dispositivos devem ser bem acondicionados para evitar sujidade e umidade,
que possam torná-los condutivos. Também devem ser inspecionados a cada uso.
Exemplos:
Calha isolante


Em geral são de polietileno rígido.

Outros exemplos:
Mantas ou lençol de isolamento
Tapetes isolantes
Coberturas isolantes para dispositivos específicos

11.3. Dispositivos de bloqueio
Bloqueio ou travamento é a ação destinada a manter, por meios mecânicos um
dispositivo de manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma
ação não autorizada. Assim, dispositivos de travamento são aqueles que impedem
o acionamento ou religamento de dispositivos de manobra. (chaves, interruptores),
Em geral utilizam cadeados. É importante que tais dispositivos possibilitem mais de
um bloqueio, ou seja, a inserção de mais de um cadeado, por exemplo, para
trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção. É importante
salientar que o controle do dispositivo de travamento é individual por trabalhador.
Toda ação de bloqueio ou travamento deve estar acompanhada de “etiqueta de
sinalização”, com o nome do profissional responsável, data, setor de trabalho e
forma de comunicação.

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As empresas devem possuir procedimentos padronizados do sistema de bloqueio
ou travamento, documentado e de conhecimento de todos os trabalhadores, além
de etiquetas, formulários e ordens documentais próprias.
Cuidado especial deve ser dado ao termo “Bloqueio”, que no SEP (sistema elétrico
de potência) também consiste na ação de impedimento de religamento automático
de circuito, sistema ou equipamento elétrico. Isto é, quando há algum problema na
rede, devido a acidentes ou desfunções, existem equipamentos destinados ao
religamento automático do disjuntor na subestação, que reconectam (religam) os
circuitos automaticamente tantas vezes quanto for pré-programado e,
conseqüentemente, podem colocar em perigo os trabalhadores.. . Quando se
trabalha em linha viva, é obrigatório a desativação desse equipamento, pois se
eventualmente houver algum acidente ou um contato ou uma descarga indesejada
o circuito se desliga através da abertura do disjuntor da subestação,
desenergizando todo o trecho.
Essa ação é também denominada “bloqueio” do sistema de religamento
automático e possui um procedimento especial para sua adoção.


12. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
12.1 Prova de entrega de EPI
É relativamente comum que os comprovantes de entrega de EPI não discriminam
corretamente o tipo de EPI fornecido ao empregado, trazendo informações
genéricas, tais como "substituição de botinas, capacetes, luvas. Desse modo,
tomando-se como base apenas a Ficha de Controle de Fornecimento de EPI, é
impossível saber se o EPI fornecido é o adequado para
a função do empregado. Maiores informações podem ser obtidas através das notas
fiscais de compra de EPI que costumam conter nome do fabricante, modelo, e
algumas vezes, até o número do CA do EPI. Numa auditoria devem ser solicitadas
as notas fiscais mencionadas, sempre que necessário e então, com base nas notas
fiscais, poderá ser verificada a quantidade de EPI adquirida em determinado
período de tempo e a frequência de substituição desses EPI (informação obtida
através da Ficha de Controle de Entrega de EPI). Uma visita ao almoxarifado da
empresa, quando possível, para verificar a quantidade de EPI em estoque, as notas
fiscais de aquisição de EPI e as Fichas de Controle de Fornecimento de EPI são
elementos importantes para se formar juízo a respeito da seriedade com que o
fornecimento de equipamento adequado e em boas condições é tratado dentro da
empresa que se está auditando.
A segurança e saúde nos ambientes de trabalho deve ser garantida por medidas de
ordem geral ou específica que assegurem a proteção coletiva dos trabalhadores.


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Contudo na inviabilidade técnica da adoção de medidas de segurança de caráter
coletivo ou quando estas não garantirem a proteção total do trabalhador, ou ainda
como uma forma adicional de proteção, deve ser utilizado equipamento de proteção
individual ou simplesmente EPI , definido como todo dispositivo ou produto
individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Os EPI’s devem ser fornecidos aos trabalhadores, gratuitamente, EPI adequado ao
risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento. Sua utilização deve ser
realizada mediante orientação e treinamento do trabalhador sobre o uso adequado,
guarda e conservação. A higienização e manutenção e testes deverão ser
realizados periodicamente em conformidade com procedimentos específicos.
Os EPI´s devem possuir Certificado de Aprovação – CA, atualmente sob
responsabilidade do INMETRO, ser selecionados e implantados, após uma análise
criteriosa realizada por profissionais legalmente habilitados, considerando
principalmente os aspectos:
a melhor adaptação ao usuário, visando minimizar o desconforto natural pelo
seu uso;
atender as peculiaridades de cada atividade profissional.
adequação ao nível de segurança requerido face à gradação dos riscos.
Para o desempenho de suas funções, os trabalhadores dos setores elétrico e de
telefonia devem utilizar equipamentos de proteção individual de acordo com as
situações e atividades executadas, dentre os quais destacamos:

12.2. Proteção do corpo inteiro
12.2.1. Vestimentas de trabalho:
Vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra arcos voltaicos e
agentes mecânicos, podendo ser um conjunto de segurança, formado por calça e
blusão ou jaqueta, ou macacão de segurança.
Lembramos que:
- para trabalhos externos as vestimentas verão possuir elementos refletivos e cores
adequadas;
- na ocorrência de abelhas, marimbondos, etc., em postes ou em estruturas, deverá
ser utilizada vestimenta adequada à remoção de insetos.e liberação da área para
serviço elétrico.

12.2.1.1. Vestimenta condutiva para serviços ao potencial (linha viva)
Destina-se a proteger o trabalhador contra efeitos do campo elétrico criado quando
em serviços ao potencial. Compõe-se de macacão feito com tecido aluminizado,
luvas, gorro e galochas feitas com o mesmo material, além de possuir uma malha

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flexível acoplada a um bastão de grampo de pressão, o qual será conectado à
instalação e manterá o eletricista equipotencializado em
relação à tensão da instalação em todos os pontos. Deverá ser usado em serviços
com tensões iguais ou superiores a 66 kV.

12.3. Proteção da cabeça
12.3.1. Capacete segurança para proteção contra impactos e contra choques
elétricos
Destina-se a proteger o trabalhador contra lesões decorrentes de queda de objetos
sobre a cabeça, bem como, isolá-lo contra choques elétricos de até 600 Volts.
Deve ser usado sempre com a carneira bem ajustada ao topo da cabeça e com a
jugular passada sob o queixo, para evitar a queda do capacete. Devem ser
substituídos quando apresentarem trincas, furos,
deformações ou esfolamento excessivo. A carneira deverá ser substituída quando
apresentar deformações ou estiver em mau estado. Para atividades com
eletricidade o empregado é o tipo com aba total. (NBR 8221).

12.4. Proteção dos olhos e face
12.4.1. Óculos de proteção
Destinam-se a proteger o trabalhador contra lesões nos olhos decorrentes da
projeção de corpos estranhos ou exposição a radiações nocivas. Cada eletricista
deve ter óculos de proteção com lentes adequadas ao risco específico da atividade,
podendo ser de lentes incolores para proteção contra impactos de partículas
volantes, ou lentes coloridas para proteção do excesso de luminosidade ou outra
radiação quer solar quer por possíveis arcos voltaicos decorrentes de manobras de
dispositivos ou em linha viva.

12.4.2. Creme protetor solar
Para trabalhos externos com exposição solar poderá ser usado creme protetor da
face e outras partes expostas, com filtro solar contra a radiação.

12.5. EPI para proteção dos membros superiores
12.5.1. Luvas de segurança isolantes para proteção contra choques elétricos
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de choque elétrico, por
contato pelas mãos, com instalações ou partes energizadas em alta e baixa tensão.
Há luvas para vários níveis de isolamento e em vários tamanhos, que devem ser
especificados visando permitir o uso correto da luva.



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Devem ser usadas em conjunto com luvas de pelica, para proteção externa contra
perfurações e outros danos. Deve-se usar talco neutro no interior das luvas,
facilitando a colocação e retirada da mão.
Elas sempre devem estar em perfeitíssimas condições e serem acondicionadas em
sacola própria. Antes do uso, as luvas isolantes devem sofrer vistoria e
periodicamente ensaiadas quanto ao seu isolamento. Caso estejam furadas,
mesmo que sejam microfuros, ou rasgadas, com deformidades ou desgastes
intensos, ou ainda, não passem no ensaio elétrico, devem ser rejeitadas e
substituídas. Existem aparelhos que insuflam essas luvas e medem seu isolamento
(infladores de luvas).
Geralmente os eletricistas de distribuição se utilizam de dois tipos : a de classe ‘0’,
para trabalhos em baixa tensão e a de classe ‘2’ para trabalhos em circuito primário
de em 13.800 Volts. (Normas: NBR 10.622/1989).

12.5.2. Luvas de pelica
As luvas de pelica são utilizadas como cobertura das luvas isolantes (sobrepostas a
estas) e destinam-se a protegê-las contra perfurações e cortes originados de
pontos perfurantes, abrasivos e escoriantes. São confeccionadas
em pelica com costuras finas para manter a máxima mobilidade dos dedos e possui
um dispositivo de aperto com presilhas para ajuste acima do punho.

12.5.3. Luvas de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos
e escoriantes
Confeccionadas em raspa de couro ou vaqueta e com costuras reforçadas,
destinam-se a proteger as mãos do trabalhador contra cortes, perfurações e
abrasões. O trabalhador deve usá-las sempre que estiver manuseando materiais
genéricos abrasivos ou cortantes que não exijam grande mobilidade e precisão de
movimentos dos dedos.

12.5.4. Mangas de segurança isolantes para proteção dos braços e
antebraços contra choques elétricos
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de contato, pelos braços
e antebraços, com instalações ou partes energizadas. As mangas são normalmente
empregadas com nível de isolamento de até 20 kV e em vários tamanhos.
Possuem alças e botões que as unem nas costas. Devem ser usadas em conjunto
com luvas isolantes. Antes do uso, as mangas isolantes devem sofrer vistoria e
periodicamente ensaiadas quanto ao seu isolamento.



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12.6. Proteção dos membros inferiores
12.6.1. Calçados de segurança para proteção contra agentes mecânicos e
choques elétricos
Destinam-se a proteger os pés do trabalhador contra acidentes originados por
agentes cortantes, irregularidades e instabilidades de terrenos, evitar queda
causada por escorregão e fornecer isolamento elétrico até 1000 Volts (tensão de
toque e tensão de passo). Os calçados de segurança para trabalhos elétricos são,
normalmente de couro, com palmilha de couro e solado de borracha ou poliuretano
e não devem possuir componentes metálicos.
Normas: NBR 12561 Calçado de Proteção.
NBR 12594 – Exigências técnicas para construção de Calçados de Proteção
(Procedimentos).

12.6.2. Calçados condutivos
Destinam -se aos trabalhos em linha “viva” ao potencial. Possui condutor metálico
para conexão com a vestimenta de trabalho

12.6.3. Perneiras de segurança isolantes para proteção da perna contra
choques elétricos
Destinam-se a proteger o trabalhador contra a ocorrência de contato pelas coxas e
pernas com instalações ou partes energizadas. As perneiras são normalmente
empregadas com nível de isolamento de até 20 kV e em vários tamanhos. Devem
ser usadas em conjunto com calçado apropriado para trabalhos elétricos. Antes do
uso, as perneiras isolantes devem sofrer vistoria e
periodicamente submetidas a ensaios quanto ao seu isolamento.

12.7. EPI para proteção contra quedas
12.7.1. Cinturão de segurança
O conjunto cinturão/talabarte destina-se a proteger o trabalhador contra a queda de
alturas (sobre escadas e estruturas). Seu uso é obrigatório em serviços em altura
superior a 2 m em relação ao piso. O cinturão deve ser posicionado na região da
cintura pélvica (pouco acima das nádegas) para que,
no caso de uma queda, não haja ferimentos na coluna vertebral. Deve ser usado
em conjunto com talabarte.

12.7.2. Talabarte
É acoplado ao cinturão de segurança, e permite o posicionamento em estruturas
(torres, postes). Normalmente é confeccionado em poliamida trançada e revestida


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com neoprene e possui dois mosquetões forjados e galvanizados, dotados de dupla
trava. Existem modelos em y muito usados em
torres de transmissão.
Normas: NBR 11370 e 11371.

12.7.3. Cinturão de segurança tipo páraquedista
É um cinturão confeccionado em tiras de nylon de alta resistência tanto no material
quanto nas costuras e ferragens. Os pontos de apoio são distribuídos em alças
presas ao redor das coxas, no tórax e nas costas. O ponto de apoio é situado nas
tiras existentes nas costas. Conjugado com sistema trava-quedas, permite a
subida, descida ou resgate de forma totalmente segura e eficaz.

12.7.4. Dispositivo trava-queda
12.7.4.1. Fita ou cabo de aço retrátil
Dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações
com movimentação vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de
segurança para proteção contra quedas. É acoplado à corda-guia (ou “linha de
ancoragem” ou “linha de vida”).
Amortecedor de queda utilizado para fixação em ponto de ancoragem em
estruturas.

12.7.5. Dispositivos contra queda de altura
12.7.5.1. Esporas:
Duplo T: utilizada para escalar postes duplo T. É de aço redondo com
diâmetro de 16 mm ou mais, com correias de couro.
Ferro Meia Lua (redonda): utilizada para postes de madeira. É de aço, com
estribo para apoio total do pé, correias de couro, e três pontas de aço para
fixação ao poste.
Espora Extensível: utilizada para escalar postes de madeira.
Composta por haste em forma de “J” com duas almofadas.

12.7.5.2. Escadas
Escada extensível portátil de madeira . Em desuso.
Escada extensível de fibra de vidro. Esta é muito mais adequada que a de
madeira, pois é mais leve e mais isolante que a de madeira;
Escada extensível de madeira ou de fibra de vidro para suporte giratório;
Escada singela de madeira ou fibra de vidro;
Escada para trabalhos em linha viva;
Escada para linha “viva”.

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12.7.5.3. Cestas aéreas
Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente acoplado ao
‘munck’ ou grua. Pode ser individual ou duplo. Utilizado principalmente nas
atividades em linha viva, pelas suas características isolantes e devido a melhor
condição de conforto em relação a escada. Os movimentos do cesto possuem
duplo comando (no veículo e no cesto) e são normalmente comandados no cesto.
Tanto as hastes de levantamento como os cestos devem sofrer ensaios de
isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações realizadas.

12.7.5.4. Plataformas para degraus de escada
Isolantes – em fibra de vidro ou madeira.

12.7.5.5. Grua, “munck”, guindaste
Extensão isolante para grua
Em fibra de vidro ou madeira.

12.7.5.6. Plataformas e gaiolas

12.7.5.7. Andaime isolante simplesmente apoiado.
Confeccionadas em fibra de vidro e alumínio e também utilizada em linha viva.
Deve ser dotado de sistema guarda-corpo e rodapé de modo a atender todos os
requisitos determinados pela NR- 18.

12.7.5.8. Cadeira de acesso ao potencial.
Para grua ou para a extensão da grua.

12.7.5.9. Gancho de escalada.

12.8. Dispositivos de manobra
São instrumentos isolantes utilizados para executar trabalhos em linha viva e
operações em equipamentos e instalações energizadas ou desenergizadas onde
existe possibilidade de energização acidental, tais como:
operações de instalação e retirada dos conjuntos de aterramento e
curtocircuitamento temporário em linhas desenergizadas. (distribuição e
transmissão);
manobras de chave faca e chave fusível;
retirada e colocação de cartucho porta fusível ou elo fusível;
operação de detecção de tensão;
troca de lâmpadas e elementos do sistema elétrico;

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poda de árvores;
limpeza de rede.

12.8.1. Varas de manobra
São fabricadas com materiais isolantes, normalmente em fibra de vidro e epóxi, em
geral na cor laranja. São segmentos ( aprox. 1 m cada) que se somam de acordo
com a necessidade de alcance.
Para escalada em torres de transmissão. Neste gancho é fixado a corda guia com o
trava-quedas. A medida que o operador escala a torre, transfere-o de posição,
encaixando num ponto superior da torre.
São providas de suporte universal e cabeçote , onde na ponta pode-se colocar o
detector de tensão, gancho para desligar chave fusível ou para conectar o abo de
aterramento nos fios, etc. Nesta ponta há uma “borboleta” onde se aperta com a
mão o que se deseja acoplar. As varas mais usuais suportam uma tensão de até
100 KV para cada metro.
Sujidades (poeiras, graxas) reduzem drasticamente o isolamento. Por isso, antes
de serem usadas devem ser limpas de acordo com procedimento Outro aspecto
importante é o acondicionamento para o transporte, que deve ser adequado. Para
tensões acima de 60 KV devem ser testadas quanto à sua condutividade antes de
cada uso, com aparelho próprio.

12.8.2. Bastões
São similares e do mesmo material das varas de manobra. São utilizados para
outras operações de apoio. Nos bastões de salvamento há ganchos para remover o
acidentado.

12.9. Instrumentos de detecção de tensão e ausência de tensão
São pequenos aparelhos de medição ou detecção acoplados na ponta da vara que
serve para verificar se existe tensão no condutor. Antes do início dos trabalhos em
circuitos desenergizados é obrigatório a constatação de ausência de tensão através
desses equipamentos Esses aparelhos emitem sinais sonoros e luminosos na
presença da tensão. Este equipamento sempre deve estar no veículo das equipes
de campo. É frequente improvisações na verificação da tensão, ou não usarem o
aparelho, fato que tem gerado acidentes graves.
Esses instrumentos devem ser regularmente aferidos e possuírem um certificado
de aferição.
São encontrados os seguintes tipos:
detectores de tensão por contato;
detectores de tensão por aproximação;

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micro amperímetro para medição de correntes de fuga - para medição de
correntes de fuga em cestas aéreas, escadas e andaimes isolantes nas
atividades de manutenção em instalações energizadas.

12.10. EPI para proteção contra outros riscos
Para serviços elétricos em ambientes onde houver a presença de outros agentes
de risco, deverão ser utilizados equipamentos de proteção individual específicos e
apropriadas aos agentes envolvidos, tais como:
Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra poeiras,
névoas, gases, fumos, etc.
Protetor auricular para proteção do sistema auditivo, quando o trabalhador estiver
exposto a níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido.
Vestimenta adequadas a riscos químicos, umidade, calor, frio, etc, eventualmente
presentes no ambiente, como por exemplo:
Calçado de segurança para proteção contra umidade.
Luvas de proteção aos riscos mecânicos, químicos e biológicos.
Outros em função da especificidade dos riscos adicionais.


13. POSTURAS E VESTIMENTAS DE TRABALHO
A NR 10 estabelece que as vestimentas de trabalho devem ser adequadas às
atividades, devendo contemplar a condutibilidade, a inflamabilidade e influências
eletromagnéticas.
É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou
em suas proximidades.


14. SEGURANÇA COM VEÍCULOS E TRANSPORTE DE PESSOAS, MATERIAIS
E EQUIPAMENTOS
Neste item abordaremos riscos de acidentes envolvendo transporte de
trabalhadores e a utilização de veículos de serviço e equipamentos.
É comum o deslocamento diário dos trabalhadores até os efetivos pontos de
prestação de serviços. Esses deslocamentos, por vezes, expõem os trabalhadores
aos riscos característicos das vias de transporte, sendo muitas vezes realizados em
carroçarias abertas ou em condições inadequadas, potencializando esses riscos.
Uma agravante, também, da condição de risco, é a situação em que o motorista
exerce outra função além dessa, ou seja, a chamada múltipla função. Como
exemplo: é atribuída ao motorista a função de dirigir e inspecionar a linha para
encontrar pontos que demandam reparos ou manutenção, tarefas estas
incompatíveis.

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Nos serviços de construção, instalação ou manutenção em linhas elétricas nos
quais são utilizados cestos aéreos, cadeiras ou plataformas, além da elevação de
cargas (equipamentos, postes) é necessária a aproximação dos veículos junto às
estruturas (postes, torres) e da grua junto das linhas ou cabos. Nestas operações,
nas quais podem acontecer graves acidentes, são exigidos cuidados especiais que
vão desde o correto posicionamento do veículo, o seu adequado travamento e
fixação, até a precisa operação da grua, guincho ou equipamento de elevação,
além da sinalização e isolamento da área.
Além das situações acima descritas, agravam o risco a utilização de veículos
improvisados ou em má condição de uso.



A operação e equipamentos e máquinas deve ser precedida de rigoroso
treinamento que capacite o trabalhador a operar de forma segura e eficiente o
equipamento. A falta de treinamento, ou treinamento deficiente, é condição
impeditiva ao serviço.

15. SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DE ÁREAS DE TRABALHO
DISPOSITIVOS DE SINALIZAÇÃO
A sinalização é um procedimento de segurança simples e eficiente para prevenir
acidentes de origem elétrica.
Os materiais de sinalização constituem-se de adesivos, placas, luminosos, fitas de
identificação, cartões, faixas, cavaletes, cones, etc, destinados ao aviso e
advertência de pessoas sobre os riscos ou condições de perigo existentes,
proibições de ingresso ou acesso e cuidados ou ainda aplicados para identificação
dos circuitos ou partes.
É fundamental a existência de procedimentos de sinalização padronizados,
documentados e que sejam conhecidos por todos trabalhadores (próprios e
prestadores de serviços), especialmente para aplicação em:
identificação de circuitos elétricos, de quadros e partes;
travamentos e bloqueios de dispositivos de manobra;

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restrições e impedimentos de acesso;
delimitações de áreas;
interdição de circulação, de vias públicas.

A sinalização de segurança consiste num procedimento padronizado destinado a
orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou condições de
perigo existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e identificação dos
circuitos ou parte dele.


Finalidade
Destinada advertir as pessoas quanto ao perigo de ultrapassar áreas delimitadas
onde haja a possibilidade de choque elétrico, devendo ser instalada em caráter
permanente.



Finalidade
Destinada a advertir para o fato do equipamento em referência estar incluído na
condição de segurança, devendo a placa ser colocada no comando local dos
equipamentos.



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Finalidade
Destinada a advertir para o fato do equipamento em referência, mesmo estando no
interior da área delimitada para trabalhos, encontrar-se energizado.




Finalidade
Destinada a alertar quanto a possibilidade de exposição a ruído excessivo e partes
volantes, quando de partida automática de grupos auxiliares de emergência




Finalidade
Destinada a advertir quanto ao perigo de explosão, quando do contato de fontes de
calor com os gases presentes em salas de baterias e depósitos de inflamáveis,
devendo a mesma ser afixada no lado externo.



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Finalidade
Destinada a alertar quanto à obrigatoriedade do uso de determinado equipamento
de proteção individual.



Finalidade
Destinada a alertar quanto a necessidade do acionamento do sistema de exaustão
das salas de baterias antes de se adentrar, para retirada de possíveis gases no
local.














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Finalidade
Destinada a alertar a operação, manutenção e construção quanto a necessidade de
espera de um tempo mínimo para fazer o Aterramento Móvel Temporário de forma
segura e iniciar os serviços.




Finalidade
Advertir terceiros quanto aos perigos de choque elétrico nas instalações dentro da
área delimitada. Instalada nos muros e cercas externas das subestações.




Finalidade
Advertir terceiros para não subir, devido ao perigo da alta tensão. Instaladas em
torres, pórticos e postes de sustentação de condutores energizados.

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Identificação de circuitos elétricos



Situações de sinalização de segurança

Delimitações de áreas




Sinalização de impedimento de energização



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Identificação de equipamento ou circuito impedido


16. LIBERAÇÃO DE INSTALAÇÃO PARA SERVIÇO E PARA OPERAÇÃO E
USO
As empresas deverão estabelecer procedimentos específicos para liberação das
instalações para serviço, operação e uso. O objetivo desses procedimentos é
definir ações prévias e básicas para que as instalações sejam liberadas para
serviços, operação e uso.
Todo serviço deve ser planejado antecipadamente e executado por equipes
devidamente treinadas e autorizadas de acordo com a NR-10.

Conceitos básicos
Impedimento de equipamento;
Responsável pelo serviço;
PES – Pedido para Execução de Serviço;
AES – Autorização para Execução de Serviço;
Desligamento programado;
Desligamento de emergência;
Interrupção momentânea.

O PES deverá ser emitido para cada serviço, quando de impedimentos distintos.
Quando houver dois ou mais serviços que envolvam o mesmo impedimento, sob a
coordenação do mesmo responsável, será emitido apenas um PES. Quando
houver dois ou mais responsáveis, obrigatoriamente será emitido um PES para
cada responsável.

Etapas da programação
Elaboração da Manobra Programada;

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Aprovação do PES;
Procedimentos Gerais;
Procedimentos para serviços de emergência.

16.1. Liberação para serviços
Conceitos básicos
Falha Irregularidade total ou parcial em um equipamento, componente da
rede ou instalação;
Defeito Irregularidade em um equipamento ou componente que impede
seu correto funcionamento;
Interrupção Programada Interrupção do fornecimento de energia elétrica
por determinado espaço de tempo;
Interrupção Não Programada Interrupção do fornecimento de energia
elétrica sem prévio aviso aos clientes.

Procedimentos gerais
Certificar de que os envolvidos estão conscientes do que fazer, onde fazer, como
fazer, quando fazer e porque fazer.


17. TREINAMENTO EM TÉCNICAS DE REMOÇÃO, ATENDIMENTO,
TRANSPORTE DE ACIDENTADOS
É sempre importante ter noções de como dirigir uma situação que não é esperada.
Primeiros socorros são técnicas que consistem em colocar em prática simples
procedimentos no atendimento a vítima de acidente, e que no final podem fazer
toda a diferença entre a vida e a morte. Os procedimentos são realmente, mas é
impressionante que vários casos corriqueiros de acidentes acabam tragicamente
pois essas simples "regrinhas" não foram postas devidamente em prática.
Nas empresas do setor elétrico podem acontecer diversos tipos de acidentes e que
nestes, não necessariamente deverão ser apenas voltados para motivos de origem
elétrica, por tal modo é que neste aspecto, procuraremos enfatizar as mais diversas
formas de possíveis acidentes ocorridos nas empresas deste setor.
As técnicas sobre a qual discorreremos nesta apostila permitirão mostrar meios
para prestação de salvamento de vitimas acidentadas por:
choque elétrico;
queimaduras;
animais peçonhentos;
fraturas;
hemorragias.

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Atualmente a maioria dos programas de capacitação em primeiros socorros, ou
atendimento pré-hospitalar, está sofrendo alterações e passando a abordar o
processo de avaliação geral do paciente em, pelo menos, cinco fases distintas, a
saber:
Dimensionamento (avaliação) da cena;
Avaliação inicial do paciente;
Avaliação dirigida (para trauma ou para problemas médicos);
Avaliação física detalhada;
Avaliação continuada.

Dimensionamento da cena
Todo atendimento tem inicio com o dimensionamento ou avaliação da cena da
emergência.
Ao aproximar-se do local onde ocorreu o problema, antes de iniciar o contato direto
com o paciente, o socorrista deverá verificar os riscos potenciais existentes, as
condições de segurança para si e para os demais envolvidos, e prevenir-se
escolhendo adequadamente seus equipamentos de proteção individual (EPI).
O dimensionamento da cena inclui:
Segurança pessoal;
Segurança da vítima;
Segurança de terceiros (familiares, acompanhantes, testemunhas e
curiosos);
A adoção de medidas de proteção pessoal (precauções universais);
A observação dos mecanismos de trauma ou a natureza da doença;
A verificação do número total de vítimas;
A determinação da necessidade de recursos adicionais.

De forma geral, são fontes rápidas de informação no local da emergência:
A cena por si só, e o paciente (se estiver consciente e em condições de
responder);
Familiares, testemunhas ou curiosos;
Os mecanismos do trauma;
A posição do paciente, qualquer deformidade maior, ou lesão óbvia;
Qualquer sinal ou sintoma indicativo de emergência médica.

Após identificar os riscos o socorrista, ou a equipe, fará o gerenciamento e controle
da cena. Esta tarefa geralmente inclui medidas de sinalização do local, isolamento
da cena, estabilização de veículos, controle de tráfego, desligamento de motores
automotivos, desativação de cabos elétricos energizados, remoção de vítimas em

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situação de risco iminente, entre outros.

Avaliação inicial
A avaliação inicial do paciente é o próximo passo do socorrista após o
dimensionamento da cena. Podemos conceituá-la como sendo um processo
ordenado para identificar e corrigir, de imediato, os problemas que ameacem a vida
em curto prazo.
Durante a avaliação inicial os procedimentos, por ordem de importância, devem ser
os seguintes:
• Durante a realização da avaliação inicial, caso o paciente esteja consciente,
o socorrista deverá apresentar-se dizendo seu nome, identificando-se como
pessoa tecnicamente capacitada e perguntando ao paciente se poderá
ajudá-lo (pedido formal de consentimento para prestar o socorro);
Se, ao aproximar-se do local da emergência, perceber que já existe alguém
prestando socorro, identificar-se para esta pessoa e perguntar se pode
ajudá-la. Se o nível de capacitação do primeiro socorrista é igual ou superior
ao seu, você deverá atuar como um assistente. Entretanto não se esqueça
de apresentar-se também para o paciente. Nas situações em que seu
treinamento é superior ao do primeiro socorrista, peça para assumir a
responsabilidade pelo atendimento e solicite o auxílio do socorrista que
iniciou os primeiros socorros;
Nunca critique ou inicie uma discussão com o primeiro socorrista. Lembre-se
que se você não for um policial, bombeiro ou integrante do sistema de
saúde, que possuem o dever de agir, não terá autoridade para afastar a
pessoa que iniciou o atendimento;
No caso do primeiro socorrista não aceitar sua liderança, procure atuar como
um colaborador. Acione o serviço de atendimento pré-hospitalar local
(telefones 192 ou 190 - geralmente) e volte para supervisionar o socorro e
orientar os cuidados adequados até a chegada do socorro especializado.
Use sempre o bom senso e evite discussões que só servem para agravar
ainda mais os problemas da vítima.

Ao término da avaliação inicial o socorrista deverá classificar o paciente de acordo
com a gravidade de suas lesões ou doenças. É recomendado que essa
classificação seja baseada na escala CIPE. Cada letra da palavra representa uma
situação, ou seja: paciente Crítico, Instável, Potencialmente instável ou Estável.
Os pacientes críticos ou instáveis devem ser transportados de imediato. Nesses
casos a avaliação dirigida e a avaliação física detalhada poderão ser realizadas
durante o transporte para o hospital, no interior do salão da viatura de emergência,

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simultaneamente com as medidas de suporte básico de vida.
Já no caso dos pacientes potencialmente instáveis ou estáveis, o socorrista deverá
continuar a avaliação ainda na cena da emergência e transportar o paciente
somente após sua estabilização. Recomenda-se também que o socorro pré-
hospitalar seja realizado num prazo máximo de 10 (dez) minutos para garantir o
atendimento integral do paciente dentro da chamada hora de ouro do trauma (60
minutos).

Escala CIPE
Crítico: paciente em parada respiratória ou parada cardio-respiratória;
Instável: paciente inconsciente, com choque descompensado e/ou
dificuldade respiratória severa, lesão grave de cabeça ou tórax;
Potencialmente instável: paciente vítima de mecanismo agressor
importante, em choque compensado, portador de lesão isolada importante
ou lesão de extremidade com prejuízo circulatório ou neurológico;
Estável: Paciente portador de lesões menores, sem problemas respiratórios
e com sinais vitais normais.

Verificação do grau de consciência (AVDI)
A vítima está Acordada?
Responde ao estímulo Verbal?
Responde a estímulo Doloroso?
Está Irresponsiva?

A verificação da consciência por três vezes pelo método A.V.D.I (Acordado,
responde à estímulo Verbal ou Doloroso e Irresponsivo), consiste em chamar pela
pessoa por três vezes. Se não responder tente obter resposta através de estímulo
doloroso (esfreguidão sobre o osso esterno), não obtendo resposta vá para a etapa
seguinte.
Tem sido consagrado como prática eficiente chamar pela vítima usando a
expressão “cidadã (o)!”, ao mesmo tempo em que provoca um estímulo mecânico
ao tocá-la nos ombros com as duas mãos, enfatizando o toque no momento de
chamá-la, por três vezes.







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Desobstrução de vias respiratórias
O uso de cânulas (Guedel) é fundamental quando ocorre muita secreção. Deve-se
observar se o acidentado possui próteses, dentaduras, chicletes ou qualquer outro
objeto que dificulte a respiração. Pode ser realizada a lateralização da vítima, que é
muito utilizada nos casos onde pode ocorrer uma broncoaspiração.
A hiperextensão é outro procedimento de desobstrução das vias respiratórias.
Consiste em apontar o queixo da vítima para o céu, quando não há suspeita de
traumatismo raquimedular. É muito utilizado nos afogamentos (foto A). Há, ainda, o
pinçamento do objeto (foto B), que não deve ser realizado em crises convulsivas; e
a Manobra de Heimlinch.


Foto A Foto B





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Manobra de Heimlich
Se a vítima ainda estiver respirando ou tossindo, facilite suas tentativas de
desengasgar, mas se ela não estiver conseguindo nem tossir siga o procedimento
abaixo:

Vítima consciente e de pé
Posicione-se atrás da vítima;
Coloque uma mão fechada exatamente entre o umbigo e o osso pontudo do
peito (esterno);
Coloque sua outra mão aberta sobre a mão fechada e desfira cinco golpes
para cima e contra o corpo da vítima até que o objeto saia.

Se a vítima tornar-se inconsciente:
Deite a vítima de costas;
Cavalgue a vítima na altura das coxas;
Coloque suas mãos, uma em cima da outra, abertas exatamente entre o
umbigo e o osso pontudo do peito (esterno);
Desfira cinco golpes para frente e contra o corpo da vítima.

Manobra de Heimlich

Vítima consciente Vítima inconsciente

Verificação da respiração
A respiração é a função pela qual o organismo realiza a troca gasosa, e que se
divide em dois movimentos distintos (inspiração e expiração).
A verificação da respiração da vitima é feita através dos sentidos (tato, visão e
audição), que são usados simultaneamente da seguinte forma: o ouvido do

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socorrista fica próximo das narinas do acidentado, a mão sobre o peito, enquanto o
socorrista permanece olhando o movimento respiratório, que nos homens é mais
perceptível na região abdominal, enquanto nas mulheres é notado mais facilmente
na região peitoral.


(Ver, ouvir e sentir a respiração)


SE A VÍTIMA NÃO RESPIRA, FAÇA DUAS INSUFLAÇÕES
Utilize “pocket-mask” (mascara de bolso) ou ambú. Caso esses equipamentos não
estejam disponíveis, improvise com um plástico com perfuração para agir como
uma barreira e, em último caso, limpe bem a boca e a garganta da vítima se houver
secreções e realize o método boca-a-boca diretamente, mas o risco de
contaminação é real e, por isso, essa decisão deve ser objeto de avaliação do
próprio socorrista.


Pocket Mask Ambú



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Procedimento:
• Apoiar uma das mãos sob a nuca e, com a outra, inclinar a cabeça da vítima
para trás, ao mesmo tempo que traciona o queixo para trás para facilitar a
passagem de ar;
• Fechar as narinas da vítima usando o polegar e o indicador. Colocar a boca
na boca da vítima com firmeza e soprar até notar que seu peito está
levantando (inflando);
• Caso a vítima seja criança o procedimento deverá ser feito com cuidados
adicionais. A estrutura corporal da criança, ainda em desenvolvimento, não
suporta um grande afluxo de ar. Aconselha-se a utilizar somente o ar das
bochechas em bebês de colo, e a boca deverá cobrir também o nariz.

Verificação da circulação
A pulsação é verificada em todas as artérias existentes no corpo, por exemplo:
Carótida;
Braquial;
Radial;
Temporal;
Tibial anterior.

Através da artéria carótida, no ponto localizado na região próxima ao esôfago, o
socorrista deve identificar o batimento cardíaco com auxílio dos dedos. Nunca
utilizar o polegar, pois isso pode falsear a leitura.

17.1. Técnicas de resgate de acidentados ao topo do poste
No objetivo da contribuição para a melhoria da segurança do trabalho no âmbito da
empresa, a técnica de resgate de acidentados no topo do poste proporciona a
redução no tempo de retirada do acidentado do local, possibilitando a diminuição
do tempo na prestação dos primeiros socorros e aumentando, assim, as
probabilidades de sobrevivência do acidentado.
É de extrema importância que durante a realização de trabalhos no ambiente
externo da empresa, mais precisamente em redes aéreas energizadas, ou não,
pelo menos 02 trabalhadores dominem a técnica de resgate de acidentado no topo
de poste. Para tanto se faz necessário um treinamento prático de simulações de
acidentes por estas equipes.
Antes do início em qualquer trabalho no sistema elétrico se faz necessária uma
sistemática verificação dos equipamentos de operação envolvidos no sistema.
Deverá ser praticada a conversa (DDS) ao pé do poste e, caso estejam satisfeitas
todas as condições de segurança para a realização da atividades, deverá a equipe

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utilizar-se de seus equipamentos de proteção individual e coletivos. Em
conseqüência, o eletricista que subir ao poste deverá adotar os procedimentos
necessários para facilitar o desenvolvimento do respectivo resgate em caso de
acidente.
A eficiência do atendimento de primeiros socorros baseia-se nos aspectos
fundamentais de:
Otimização do tempo de resgate;
Conhecimento e aplicabilidade das técnicas de primeiros socorros por parte
do socorrista;
Aplicação correta do método de ressuscitação cárdiorrespiratória RCP.










17.2. Primeiros socorros a vítima de choque elétrico
As chances de salvamento da vítima de choque elétrico diminuem com o passar de
alguns minutos. Pesquisas indicam que as chances de salvamento diminuem
drasticamente em função do número de minutos decorridos do choque
aparentemente mortal. Pela análise da tabela abaixo, esperar a chegada da
assistência médica para socorrer a vítima é o mesmo que assumir a sua morte,
então não se deve esperar. A decisão correta é a aplicação de técnicas de
primeiros socorros por pessoa que esteja nas proximidades. O ser humano que
esteja com parada respiratória e cardíaca passa a ter morte cerebral dentro de 4
minutos, por isso é necessário que o profissional que trabalha com eletricidade
deve estar apto a prestar os primeiros socorros a acidentados, especialmente
através de técnicas de reanimação cardiorrespiratória.








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Chances de salvamento
Tempo após o choque p/ iniciar
respiração artificial
Chances de
reanimação da vítima
1 minuto 95 %
2 minutos 90 %
3 minutos 75 %
4 minutos 50 %
5 minutos 25 %
6 minutos 1 %
8 minutos 0,5 %

A respiração artificial é empregada em todos os casos em que a respiração natural
é interrompida.
As instruções gerais e básicas referentes à aplicação desse método são as
seguintes:
a) Antes de tocar o corpo da vítima, procure livrá-la da corrente elétrica, com a
máxima segurança possível e a máxima rapidez, nunca use as mãos ou
qualquer objeto metálico ou molhado para interromper um circuito ou afastar
um fio;
b) Não mova a vítima mais do que o necessário à sua segurança;
c) Antes de aplicar o método, examine a vítima para verificar se está
consciente, se tem pulso e respira, em caso negativo, inicie a ressuscitação
cardiorrespiratória (RCR).

Observação:
A ressuscitação cárdiorrespiratória, também chamada de RCR, consiste em uma
massagem externa do coração e respiração boca a boca. É importante lembrar
que o cérebro, a partir de 04 minutos começa a morrer, então. vamos começar
acionando socorro médico ou pedir a ajuda de alguém para fazê-lo, avaliar a vítima
e realizar RCR, se necessário.
Muitas vezes o socorro não é devidamente prestado quanto ao aspecto de
respiração artificial boca a boca, por motivos de preconceitos ou medo de contrair
algumas doenças infecto contagiosas.







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Para casos como esses o socorrista deverá portar consigo a máscara para
respiração boca a boca, conforme figura abaixo:




17.3. Queimaduras
A pele é a nossa barreira natural de proteção contra os mais variados agentes
agressores, como microorganismos, agentes físicos e químicos.
A definição de queimadura é bem ampla, porém, basicamente, é a lesão causada
pela ação direta ou indireta do calor no corpo.
A sua manifestação varia desde uma pequena bolha (flictena) até formas mais
graves capazes de desencadear respostas sistêmicas proporcionais à gravidade da
lesão e sua respectiva extensão.
As queimaduras são classificadas de acordo com:
o agente causal
a profundidade
a extensão (área corpórea atingida)

De acordo com o agente causador, a queimadura pode ser:
Térmica (provocada por calor, líquidos quentes, objetos aquecidos, vapor).
Química (provocada por ácidos e bases).
Elétrica (quando provocada por raios e correntes elétricas).
Por radiação (quando provocada por radiação nuclear).

Quanto à profundidade da queimadura (número de camadas de pele atingidas), as
queimaduras se classificam em:
Primeiro grau: atinge somente a epiderme. Nessa queimadura, a pele
apresenta-se em hiperemia (avermelhada), edemaciada (inchada) e há ardor
no local dessa queimadura;


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Segundo grau: Atinge a epiderme estendo-se até a derme. Caracteriza-se
pela presença das flictenas (bolhas). A vítima também apresenta dor local
intensa, hiperemia e pele edemaciada;
Terceiro grau: Atinge todas as camadas da pele e hipoderme. É
considerada grave pois pode provocar lesões que vão desde músculos até
ossos. Caracteriza-se por apresentar coloração escura ou esbranquiçada,
uma lesão seca, dura e indolor.

Primeiros socorros em queimaduras:
Interrompa imediatamente o efeito do calor (utilize água fria, não use água
gelada, ou utilize um lençol (lençol de algodão) para apagar as chamas no
corpo da vítima);
Em caso de acidentes com queimaduras promovidas por corrente elétrica,
não toque na vítima até que se desligue a energia. Tome cuidado com os
fios soltos e água no chão;
Para vítimas de corrente elétrica, observe se há parada respiratória, em
caso afirmativo proceda com a respiração de socorro. Transporte
imediatamente a vítima para o hospital;
Faça a avaliação primária da vítima. Identifique qual o tipo, grau e extensão
da queimadura;
A queimadura é uma lesão estéril, por isso tenha cuidado ao manuseá-la e
evite ao máximo contaminá-la;
Retire pulseiras, jóias, relógios, roupas que não estejam grudadas na pele da
vítima;
Caso a queimadura seja de 1º grau, retire a pessoa do sol, utilize
substâncias refrescantes como produtos para aliviar a dor e faça a
administração por via oral de líquidos;
Caso a queimadura seja de 2º ou de 3º graus, lembre-se de cobrir a área
queimada com gazes molhadas em soro fisiológico ou água limpa;
Mantenha o curativo molhado usando recipientes de soro ou água limpa até
levar a vítima ao hospital;
NÃO fure as flictenas (bolhas)!;
NÃO utilize manteiga, creme dental, manteiga, gelo, óleo, banha, café na
queimadura. Remova a pessoa para o hospital caso a queimadura seja
muito extensa ou seja de 2º ou 3º graus;
Prevenir o estado de choque, controlar a dor e evitar a contaminação;
Mais do que prestar primeiros socorros em queimaduras é importante
prevenir tais acidentes, principalmente nas épocas de festas populares e


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festejos juninos, épocas nas quais é evidenciado um aumento na incidência
do número de queimados.

17.4. Animais
17.4.1. Acidentes com cobras peçonhentas
Os critérios para a classificação das serpentes a partir da observação da cabeça
triangular, escamas, olhos ou cor do animal são bastante falhos, sendo assim é
aconselhável não afirmar se a cobra é ou não peçonhenta com base apenas na
observação dessas características.
O grau de toxicidade da picada depende da potência, quantidade de veneno
injetado e das características físicas da pessoa atingida (saudável, debilitada,
grande pequena etc). No Brasil a maioria dos acidentes ofídicos é devido a
serpentes dos gêneros Botrópico, Crotálico e Elapídico.



17.4.1.1. Sinais e sintomas
Botrópicos (Urutu, Jararaca, Jararacuçu): fortes dores no local, inchaço,
vermelhidão ou arroxeamento e aparecimento de bolhas. O sangue torna-se
de difícil coagulação e pode-se observar hemorragia no local da picada, bem
como na gengiva;
Crotálico (Cascavel): quase não se vê o sinal da picada, e também há
pouco inchaço no local. Algumas horas após o acidente se observa a
dificuldade que o paciente tem de abrir os olhos, acompanhada de visão
"dupla" (vê os objetos duplicados). O paciente fica com "cara de bêbado".
Outro sinal é o escurecimento da urina, após 6 e 12 horas da picada,
caracterizando pela cor de coca-cola. É responsável por 9% dos acidentes.
Elapídico (Corais): pequena reação no local da picada. Poucas horas após
ocorre a "visão dupla", associada à queda das pálpebras; a vítima também
fica com "cara de bêbada". Outro sinal é a falta de ar, que pode, em poucas
horas, causar a morte do paciente.




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Caso você encontre uma vítima de picada de serpente proceda da seguinte
forma:
Deixe a vítima em repouso absoluto;
Mantenha a parte afetada em posição mais baixa que o corpo, para dificultar
a difusão do veneno;
Lave o local com água e sabão;
Afrouxe as roupas da vítima, procure retirar acessórios que dificultem a
circulação sangüínea da vítima;
Tranquilize a vítima;
Se for possível, capture a cobra, viva ou morta, para posterior identificação
no posto de atendimento médico;
Dirigir-se urgentemente a um serviço médico. Procure socorro,
principalmente após trinta minutos em que ocorreu o acidente;
A vida do acidentado depende da rapidez com que se fizer o tratamento pelo
soro no hospital mais próximo.

Medidas que só atrapalham e que não devem ser feitas:
Torniquete, garrote, incisões e sucções na picada NÃO devem, sob
nenhuma hipótese, serem realizadas porque bloqueiam a circulação e
podem causar infecção, necrose e gangrena na vítima;
Infusões e fazer a vítima beber álcool ou gasolina, em nada ajudam a
melhora da vítima;
Fazer com que a vítima se movimente e ou corra, pode fazer com que o
veneno se espalhe pelo corpo, agravando o estado da vítima;

Mais importante que prestar socorro nesse tipo de acidente é fazer a
prevenção:
Não trabalhar ou andar descalço em jardins;
Não mexer em buracos no chão ou em paredes;
Olhar bem para o chão ou paredes;
Olhar bem para o chão quando estiver caminhando;
Ter cuidado com montes de folhas, capim seco, e com mato;
Lugares onde aparecem muitos roedores (ratos) são os melhores para as
cobras se alimentarem;
Mantenha jardins e quintais limpos; não deixe perto de casa restos de
materiais de construção; Só ande em regiões de matas com botas até os
joelhos. Não ataque esses animais, nem procure importuná-los: eles o
atacarão apenas ao sentirem-se ameaçados.


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17.5. Acidentes com escorpiões
Os escorpiões são seres que só picam quando se sentem ameaçados. São animais
de hábito noturno. Têm como habitat ambiente pouco desbravado e bastante
recluso.
Apesar do folclore que existe acerca desse animal, a sua letalidade depende da
toxidez da picada, da quantidade de veneno injetado e das características físicas
da pessoa atingida.
Grande parte das vítimas desse acidente consegue sobreviver.
O veneno dos escorpiões é neurotóxico (age no sistema nervoso central).
A sua picada geralmente é dolorosa. Em casos mais graves pode ocorrer parada
respiratória ou parada cardíaca, principalmente quando acomete crianças e
pessoas idosas.



17.5.1. Sinais e sintomas:
Náuseas;
Sialorréia;
Cefaléia;
Visão turva;
Torpor;
Parestesia ou formigamento;
Queda da tensão arterial.

Como prestar os primeiros socorros para uma vítima picada por um
escorpião:
Siga as mesmas indicações para o acidente com serpentes.

17.6. Acidentes com aranhas:
São animais que só atacam quando atacados, não são agressivas. As aranhas
apresentam uma peculiaridade: possuem hábitos domésticos, muitas vezes

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fazendo seus ninhos dentro de nossas casas, dentro dos calçados. Talvez por isso
os acidentes com aracnídeos são mais comuns comparados com os que ocorrem
com escorpiões, sendo maior a frequência dos acidentes entre os meses de março
e maio.
Os sintomas apresentados pelas vítimas desses acidentes são muito parecidos
com os das vítimas de escorpiões.




Os primeiros socorros também são os mesmos prestados aos acidentes ofidicos.

17.7. Fraturas
É a ruptura de um osso. Existem dois tipos de fraturas: fechada e aberta.

17.7.1. Trauma de ossos e articulações
Os ossos são estruturas rígidas de sustentação que, quando unidas em sua
posição apropriada, formam o esqueleto.
São em número de 206 e tem como funções a proteção de órgãos nobres, como
local de inserção de músculos e outras estruturas e na delimitação das formas das
pessoas.
Dessa forma, agressões que atinjam nosso corpo, muito comumente provocam
conseqüências nos próprios ossos ou em seus pontos de contato: as articulações.

17.7.2. Fraturas ósseas
A vítima portadora deste problema informará sentir dor na região que aumenta com
as movimentações, incapacidade de movimentar a estrutura, como um braço e
poderá possuir uma deformação no local comprometido.
A conduta, neste caso, será localizar a porção lesada e, com mínimo de
movimentos da vítima, imobilizar provisoriamente a fratura da forma que estiver,
encaminhando o acidentado para uma avaliação ortopédica definitiva.


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Em caso de suspeita de lesão da coluna vertebral ou cervical, que são fraturas
instáveis, atenção redobrada às condições ventilatórias, imobilização da cabeça e
pescoço, imobilização de paciente sobre uma superfície rígida com no mínimo três
pessoas para este procedimento.
O transporte do acidentado deve ser realizado de modo que as partes lesadas não
torçam, flexionem ou fiquem em balanço.
A mobilidade dos fragmentos ósseos, além de dolorosa, pode aumentar a lesão
com rompimento de vasos, nervos e até mesmo a pele, transformando uma fratura
que era interna em externa .

17.8. Lesões articulares
Toda vez que o local da pancada for uma articulação, como o joelho, cotovelo ou o
tornozelo, pode ocorrer um entorse ou uma luxação no local, que são tratados da
mesma forma.
A conduta consiste na imediata imobilização da estrutura que deve permanecer em
repouso e, se possível, a um nível maior que o restante do corpo, além da
colocação de gelo na região.
Tais medidas diminuirão a dor da vítima e o edema (inchaço) do local. Vale lembrar
que, assim como nas fraturas, as lesões nas articulações que deformarem a
estrutura da região não devem ser corrigidas e sim imobilizadas da forma que estão
e encaminhadas ao serviço médico.

Mecanismos de imobilização:
Quase todas as lesões em articulações e ossos possuem como conduta a
imobilização da estrutura para a diminuição da dor da vítima, estabilização da ferida
e para não aumentar o problema.
Esta imobilização deve ser feita principalmente com estruturas rígidas como
tábuas, canos, galhos, palitos, papelão ou mesmo com a parte íntegra do corpo da
vítima, como usar uma perna para imobilizar a outra.
Como princípio geral a imobilização deve abranger não somente o sítio da lesão
mas também todos os lugares que se relacionem a ele na elaboração de algum
movimento. Geralmente utiliza-se como regra imobilizar uma articulação acima e
uma abaixo do ponto lesionado.

17.9. Hemorragia
Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo,
veia ou artéria, alterando o fluxo normal da circulação. A hemorragia abundante e
não controlada pode causar morte entre 3 a 5 minutos.


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Uma colisão ou um choque com objeto pesado pode acarretar muitas vezes, em
hemorragia interna. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos
internamente ou de órgãos importantes como o fígado ou o baço. Como não vemos
o sangramento, temos que prestar atenção a alguns sinais externos, para
podermos diagnosticar e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar
o estado de choque.
Verifique:
Pulsação: se o pulso está fraco e acelerado;
Pele: se está fria, pálida e se as mucosas dos olhos e da boca estão
brancas;
Mãos e dedos (extremidades): se estão arroxeados pela diminuição da
circulação sanguínea.

O que fazer:
Deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo,
mantendo-o o mais imóvel possível.;
Tranquilizar o acidentado se ele estiver consciente;
Suspender a ingestão de líquidos;
Observar rigorosamente a vítima para detectar parada cardíaca e
respiratória;
Providenciar auxílio médico.

17.9.1. Hemorragia externa
Nos membros superiores (braços) e inferiores (pernas). São casos que
encontramos com certa frequência e que podem acontecer a qualquer momento
quando lidamos com materiais cortantes ou mesmo quando se leva um tombo e há
sangramento na ferida.

O que fazer:
Deitar a vítima imediatamente;
Levantar o braço ou a perna ferida e deixe assim o maior tempo possível;
Colocar sobre a ferida um curativo de gaze ou pano limpo e pressione;
Amarrar um pano ou atadura por cima do curativo;
Se continuar sangrando, faça a compressão na artéria mais próxima da
região;
Providenciar auxílio médico.
Ao cessar a hemorragia, evite movimentar a parte afetada.



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17.9.2. Hemorragia nasal
De todas as hemorragias que podem acontecer essa é a mais comum em crianças
e adultos. É causada pelo rompimento dos vasos sanguíneos do nariz devido a
esforços físicos, excesso de sol, trabalhos expostos a altas temperaturas,
diminuição de pressão atmosférica, saídas bruscas de câmaras pneumáticas de
submersão, ou ainda em consequência de algumas doenças, o que requer uma
investigação imediata.

O que fazer:
Tranquilizar a vítima;
Afrouxar a roupa que estiver comprimindo o pescoço e o tórax da vítima;
Sentar a vítima em local fresco, verificando o pulso (se estiver cheio e forte,
deixe sair uma certa quantidade de sangue);
Comprimir a narina sangrante com os dedos por 5 a 10 minutos;
Tampar a narina sangrante com um chumaço de algodão;
Colocar uma compressa de pano frio ou uma bolsa de gelo no nariz, testa e
nuca da vítima;
Se a hemorragia não cessar desta forma, encaminhar a vítima
imediatamente ao médico.

Recomendações:
Peça à vítima que respire pela boca;
Não a deixe assoar o nariz.

17.10. Estado de choque
Em todos os casos de lesões graves, hemorragias, acidentes, queimaduras,
choque elétrico, ataque cardíaco, infecção e fraturas, podem acontecer de não
chegar oxigênio e nutrientes ao cérebro, causando graves lesões ou morte ao
mesmo. Esse quadro, por sua vez, pode ser diagnosticado precocemente e
prevenido pelo socorrista.

17.10.1. Sinais vitais
Temperatura: 36 a 37,2 °C
Pulso: (Adulto) 60 a 100 bpm (batimentos por minuto).
Respiração: (Adulto) 15 a 24 mrm (movimentos respiratórios por minuto).





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17.10.2. Avaliação da vítima
Palpar – pulso
Falar – verificar consciência, avaliando problemas difíceis, se necessário,
providenciar socorro médico.
Observar – sangramentos, pele e respiração.

Caso não exista pulso, respiração ou consciência, proceder com a ressuscitação
cardiorrespiratória.

17.11. Remoção de vítimas
Manipulações erradas na coluna, especialmente na cervical (pescoço), são
responsáveis por inúmeras lesões definitivas ou agravamento das condições da
medula espinhal.
Evite que o transporte inadequado provoque lesões mais graves no acidentado. Por
isso a movimentação ou transporte de um acidentado deve ser feito com cuidado a
fim de não complicar as lesões existentes, ou provocar novas lesões.
Em algumas situações de risco iminente para o socorrista e para a vítima, como em
riscos de explosão, desabamento e outros, é necessário remover o paciente
rapidamente para um local seguro aplicando uma das técnicas de transporte a
seguir listadas:
Transporte em superfície plana e rígida (tábua, porta etc);
Transporte “de bombeiro”;
Transporte na costas;
Transporte pela extremidade;
Transporte de apoio;
Transporte “cadeirinha”;
Transporte a três socorristas.
















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Transporte em tábua Transporte de “bombeiro"


Transporte nas costas Transporte pela extremidade


Transporte de apoio Transporte em "cadeirinha"

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Transporte em cadeira Transporte em três socorristas

Todavia essas técnicas, exceto a do transporte a três socorristas, não servem para
carregar um ferido com suspeita de fraturas ou outras lesões graves. Em tais casos
deve ser usada uma técnica que garanta uma eficiente imobilização da vítima.
A vítima deverá ser transportada em decúbito dorsal, salvo nos casos de:
Dispnéia: transportar semi-sentados (melhor funcionamento do diafragma);
Choque: transportar em decúbito dorsal, porém com elevação de membros
inferiores
Inconsciente: transportar em decúbito lateral esquerdo (prevenção de
broncoaspiração);
Gestantes: transportar em decúbito lateral esquerdo para melhorar a
oxigenação do feto;
TCE: transportar em decúbito dorsal com inclinação de 45º na cabeceira.

Ações antes de remover a vítima
Controlar a hemorragia;
Manter a respiração;
Imobilizar todos os pontos suspeitos de fraturas;
Evitar ou controlar o estado de choque.

Se a distância for pequena e não houver a disponibilidade de uma prancha ou outro
recurso que se preste a esse objetivo, adotar o método de uma, duas ou três
pessoas para o transporte da vítima, dependendo do tipo e da gravidade da lesão,
da ajuda disponível e do local.
O transporte de acidentados em veículos (ambulâncias ou carros) também merece
cuidados. O socorrista deve orientar o motorista quanto a freadas bruscas e
balanços contínuos, que poderão agravar o estado da vítima. Lembrar de que o
excesso de velocidade, longe de apressar o salvamento do acidentado, poderá

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causar novas vítimas.
A vítima deverá ser transportada de forma que fique estabilizada. O socorrista
deverá fazer uso de macas, padiolas, prancha longa, ou utilizar-se de meios de
fortuna.
Pode-se fazer uma boa maca utilizando-se duas camisas ou um paletó
transpassados por duas varas ou bastões resistentes, ou enrolando um cobertor
dobrado em três, em volta de tubos de ferro ou bastões. Ou ainda, usando uma
tábua larga.
A colocação da vítima nesses equipamentos auxiliares (meios de fortuna) deverá
ser feita “em bloco” (cada socorrista responsável por uma determinada região do
corpo da vítima) com o corpo da vítima mantido sempre em linha reta, não devendo
ser curvado, por meio de rolamento de 90º ou 180º, de acordo com a forma como a
vítima foi encontrada.
Considerar criteriosamente as lesões antes e durante a movimentação. Os fatores
que decidirão qual técnica deverá ser empregada estão relacionados com o peso
do paciente, local do acidente, número de socorristas, além do estado da vítima.
Os métodos que empregam um ou dois socorristas são ideais para transportar uma
pessoa que esteja inconsciente devido a afogamento ou asfixia.


18. ACIDENTES TÍPICOS – ANÁLISE, DISCUSSÃO, MEDIDAS DE PROTEÇÃO

19/04/2012 08h56 - Atualizado em 19/04/2012 08h56
"Choque elétrico mata um trabalhador e fere três durante serviço na
Paraíba"
Segundo hospital, grupo montava cata-vento quando sofreu descarga elétrica.
Acidente aconteceu na cidade de Pilões, na microrregião do Brejo.

Quatro trabalhadores sofreram uma descarga elétrica quando montavam um cata-
vento para um poço artesiano no município de Pilões, no Brejo da Paraíba. O
acidente aconteceu na tarde da quarta-feira (18). De acordo com o Corpo de
Bombeiros de Guarabira, que prestou socorro às vítimas, uma pessoa morreu no
local e outras três ficaram feridas.
Segundo o serviço social do Hospital Regional de Guarabira, dois adolescentes de
15 anos e um homem de 42 foram atendidos. Os pacientes não correm risco de
morte. Eles teriam informado que o cata-vento tem uma estrutura metálica, que
bateu em um fio de alta tensão e conduziu a energia elétrica aos trabalhadores
envolvidos na operação.


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O corpo da vítima foi retirado do local e encaminhado à Gerência de Medicina
Legal de João Pessoa para exames e reconhecimento.
(Fonte: http://g1.globo.com/paraiba/noticia/2012/04/choque-eletrico-mata-um-trabalhador-e-fere-tres-
durante-servico-na-paraiba.html)

Discuta a respeito dos seguintes tópicos, entre outros:
O que pode ter dado causa ao acidente (causas diretas e indiretas)?
Quais medidas deveria ter sido tomadas para evitar o acidente?
Quais ações você tomaria ao chegar no local e encontrar as vítimas caídas e
aparentemente inconscientes?
O que faltou a esses trabalhadores para que percebessem o risco e
buscassem evitá-los?


19. RESPONSABILIDADES
NR-10:
10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos
contratantes e contratados envolvidos.
10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores
informados sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos
procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.
10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo
instalações e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e
corretivas.
10.13.4 Cabe aos trabalhadores:
• zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser
afetadas por suas ações ou omissões no trabalho;
• responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições
legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de
segurança e saúde; e
• comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as
situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras
pessoas.







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Obrigações do Empregador pela CLT

Capítulo V, Artigo 157 - Cabe às empresas:

I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;
II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a
tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III - adotar as medidas que lhe sejam determinadas pelo órgão regional
competente;
IV - facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.





Obrigações do Empregado pela CLT

Capítulo V, Artigo 158 - Cabe aos empregados:

I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive
as instruções de que trata o item II do artigo anterior;
II - colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste
Capítulo;
§ único. Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada:

a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma
do item II do artigo anterior;
b) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa

Acidente de Trabalho
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da
empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da
capacidade para o trabalho, permanente ou temporária.


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São consideradas acidente do trabalho, as seguintes entidades mórbidas:
Doença profissional: produzida ou desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada atividade (*); Exemplos: LER/DORT.
Doença do trabalho: adquirida ou desencadeada em função das condições
em que o trabalho é realizado e se relacione diretamente com o mesmo. Ex:
Silicose, bissinose, PAIR, saturnismo,etc.

Quem age com dolo ou culpa, por negligência, imprudência ou imperícia, está
sujeito a acidentes de trabalho envolvendo a si mesmo e a outros e,
conseqüentemente, aos rigores da Lei. Este conceito se aplica tanto ao empregado
como empregador.

Conceitos
Dolo: é a vontade do agente dirigida para o resultado danoso. Ou seja,
dolosa seria a ação ou omissão voluntária do agente causador do dano,
no sentido de causar o acidente. (Código Penal – art. 15)
Exemplo: Eletricista energiza o circuito mesmo observando o cartão de bloqueio
com o objetivo de prejudicar um terceiro.

Culpa: ao contrário, seriam os casos em que o agente não possui a vontade
de causar o dano, mas age ou se omite com Negligência, Imprudência ou
Imperícia. Ou seja, não há a vontade da ocorrência do resultado, mas o
agente não toma as devidas precauções. (Código Penal – art. 15)
Exemplo: Encarregado da manutenção elétrica ordena um serviço de maior risco
sem orientação ao uso do EPI adequado à manobra.

Negligência: é a inobservância de normas que nos ordenam agir com
atenção, capacidade, solicitude e discernimento. É a típica falta de cuidado
ou atenção.
Exemplo: Eletricista libera um motor sem observar que esqueceu uma ferramenta
em seu interior.

Imprudência: é a precipitação ou o ato de proceder sem cautela. É assumir
um risco desnecessário.
Exemplo: Eletricista sobe no andaime sem o cinto de segurança pelo fato de ser
um serviço rápido e simples.

Imperícia: é a falta de habilidade ou a inaptidão para praticar certo ato;
Exemplo: Operador da produção entra em um CCM para rearmar um disjuntor.

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Direito de recusa
Os empregadores deverão informar os trabalhadores de maneira apropriada e
suficiente sobre os riscos ambientais que possam originar-se nos locais de trabaIho
e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se
dos mesmos.
O empregador deverá garantir que, na ocorrência de riscos ambientais nos locais
de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente risco um ou mais
trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato as suas atividades,
comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas providências.

NR-10 - 10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o
direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes
para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente
o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.

Responsabilidade Civil
Novo Código Civil:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela
boa-fé ou pelos bons costumes.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos
de outrem.

Supremo Tribunal Federal:
Súmula 229. A indenização acidentaria, a cargo da Previdência Social, não exclui a
do Direito Civil, em caso de acidente do trabalho ocorrido por culpa ou dolo.

Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro:
Art. 3. Ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece.



73



Responsabilidade Penal

Código Penal:
Art.132. Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.
Pena: Detenção de 3 meses a 1 ano, se o fato não constitui crime mais grave.


20. FONTES DE INFORMAÇÕES
20.1. Endereços eletrônicos
A seguir citamos diversos endereços eletrônicos onde os AFT poderão obter
informações úteis pertinentes aos setores de energia elétrica e telefonia e seus
riscos:
NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health Electrical
Safety
http://www.cdc.gov/niosh/injury/traumaelec.html
OSHA - Safety and Health Topics Electrical
http://www.osha.gov/SLTC/electrical/index.html
CCOHS - Canadian Centre for Occupational Health and Safety (Canadá)
http://www.ccohs.ca/oshanswers/safety_haz/eletrical.html (segurança elétrica)
ABRICEM - Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética
http://www.abricem.com.br/
Fundação Coge (contém acervos do projetos desenvolvidos pelos antigos
sub-comitês COGE / GRIDIS - guias, normas e publicações técnicas
desenvolvidas sobre o setor elétrico) www.funcoge.org.br
National Electrical Safety Foundation - NESF (EUA)
http://www.nesf.org
IEEE - Institute of Electrical and Eletronics Engeneers
http://www.ieee.org/portal/index.jsp
NIWL - National Institute for Working Life (Suécia)
http://www.niwl.se
Institute of Occupacional Safety Engeneering (Finlândia)
http://turva.me.tut.fi
CIS - Centre International d´Informations de Sécurité et de Santé au Travail
(Instituição vinculada à OIT - Organização Internacional do Trabalho)
http://www.ilo.org/public/english/protection/safework/cis/about/index.htm
HSE - Health and Safety Executive (Reino Unido)
http://www.open.gov.uk/hse/hsehome.htm
Safety Guide - Um guia de segurança e saúde (brasileiro)
http://www.safetyguide.com.br;

74



Biblioteca Digital da Prevenção ( Universidade de Barcelona, Espanha )
http://org.ossma.ub.es
FUNDACENTRO Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e
Medicina do Trabalho
http://www.fundacentro.gov.br/
Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica - ABRADEE
http://www.abradee.com.br
Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia
Elétrica – ABRATE
http://www.abrate.org.br
Associação Brasileira das Grandes Empresas Geradoras de Energia Elétrica
- ABRAGE
http://www.abrage.com.br
Agência Nacional de Energia Elétrica
http://www.aneel.gov.br
Operador Nacional do Sistema Elétrico
http://www.ons.com.br
Ministério da Minas e Energia
http://www.mme.gov.br
Agência Nacional de Telecomunicações
http://www.anatel.gov.br
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de
Telecomunicações
http://www.fittel.org.br
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
http://www.ipen.br/
Instituto Nacional de Saúde no Trabalho (CUT)
http://www.cut.org.br/inst.htm
Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho – INSS
www.mpas.gov.br
Occupational Health and Environmental Safety Home Page (Página da
empresa 3M)
http://www.mmm.com/market/safety/ohes2/index.html
Ritz do Brasil S.A. (fabricante de equipamentos de proteção coletiva
exclusivo para o setor elétrico)
http://www.ritzbrasil.com.br
Conect (EPI, sobretudo para o setor elétrico)
http://www.conectonline.com.br


75



Altiseg (equipamentos de segurança para trabalhos em altura)
http://www.altiseg.com.br

21. BIBLIOGRAFIA
NIOSH -Department of Health and Human Services. Preventing Occupational
Fatalities in Confined Spaces, NIOSH ALERT, Pub. n. 86- 110,
January,1986.
NIOSH -Department of Health and Human Services. Preventing Fatalities of
Workers Who Contact Electrical Energy, NIOSH ALERT, Pub. n. 87-103,
December, 1986.
NIOSH - Department of Health and Human Services. Electrical Safety :
Safety and Health for Eletrical Trades – Student Manual, Pub. n. 2002- 123,
January, 2002.
OSHA - U.S. Department of Labor. Power Transmission and Distribution,
May, 1996.
OSHA - U.S. Department of Labor. Ground-Fault Protection on Construction,
May, 1996.
ILO Encyclopaedia of Occupacional Health and Safety. Capítulo : Power
Generation and Distribution. Vol. 3, Pag. 76.1-76.17.
KNAVE, Bengt. Electric and magnetic fields and health outcomes. ILO
Encyclopaedia of Occupacional Health and Safety, Capítulo: Radiation, Non-
Ionizing, Vol. 2, Pag. 49.1-49.31.
ESPANHA. MINISTERIO DE TRABAJO Y ASUNTOS SOCIALES. Real
Decreto 614, de 8 de junio de 2001. Disposiciones mínimas para la
protección de la salud y seguridad de los trabajadores frente al riesgo
eléctrico.
Associação Brasileira de Normas Técnicas – Normas:
NBR 5410 – Instalações elétricas em baixa tensão
NBR 14030 – Instalações elétricas em alta tensão
NBR 6533 – Estabelecimento de segurança aos efeitos da corrente elétrica
percorrendo o corpo humano

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