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3ª Sessão 2ª tarefa

1- Análise à realidade da
escola/agrupamento:

Ao iniciar esta tarefa, interroguei-me se teria que fazer um plano de


acção real ou irreal? Pois, temos que nos situar na escola onde
desempenho funções, nas circunstâncias em que se trabalha e na
cultura que impera no meio.

Quando numa escola, o corpo docente é na sua maioria constituído


por professores contratados, os efectivos não chegam para poderem
desempenhar os cargos que por inerência lhes são atribuídos. Por isso
não resta ninguém a quem possam ser atribuídas horas, para se
poder constituir a EQUIPA que irá assegurar a gestão da Biblioteca,
pelo que só resta o professor bibliotecário com muito pouca formação
e alguma experiencia, numa biblioteca aonde ia entrando, um aluno
de vez em quando para requisitar algum livro ou aquele mais aplicado
que procurava o silêncio para ir adiantando os deveres.

Hoje a minha escola dispõe de uma bonita Biblioteca, que os alunos


procuram para lá passarem os intervalos CONFORTAVELMENTE
INSTALADOS, ou então para irem navegar na Net……… Isto seria o
que eles fariam se pudessem. Só que ao longo deste tempo tem sido
feito um trabalho de sensibilização, para os fins a que a Biblioteca se
destina e hoje já começa a ser vista doutra forma, mas muito há
ainda a fazer. É de salientar ainda o facto, de nunca se ter dado muita
relevância á Biblioteca escolar pois era vista mais como um lugar
punitivo do que um lugar de prazer.

Pelo que, o presente e o futuro será pleno de mudanças.

A Biblioteca, integrada na rede de Bibliotecas escolar só começou a


funcionar em Janeiro de 2009, pelo que ainda está em fase de
implementação.
Foi feito o registo e catalogação do acervo existente na antiga
Biblioteca e feito desbaste do mesmo, por não se adequar aos fins da
nova Biblioteca. Procedeu-se à compra de mais títulos, tentando ir ao
encontro das necessidades de todas as disciplinas, os quais ainda
estão a chegar, pelo que o tempo de gestão da biblioteca tem sido
pouco para desenvolver este trabalho, em paralelo com actividades
mais direccionadas para os alunos do ensino pré - primário, 1º e 2º
ciclos. Pois são estes a quem ainda se vai a tempo de incutir boas
práticas de leitura e literacia, pois fornecendo-lhes os meios que de
hoje dispomos damos-lhe a informação para eles a transformam em
conhecimentos. Esses sim, serão os usuários das bibliotecas do séc
XXI.

Um aspecto a salientar tem a ver com o envolvimento do corpo


docente do agrupamento. Todos se mostram receptivos ao programa
da BE, no entanto no momento da participação as hesitações surgem,
pois é-lhes retirado tempo para cumprirem o seu programa. As
Participações vão surgindo, mas com algumas imposições de tempo.
Como se pode promover o trabalho colaborativo quando o paradigma
colaborativo aponta para o trabalho individual? Pelo que o trabalho do
professor bibliotecário terá que ir no sentido de mostrar o valor
acrescentado da BE e envolver todos nesse processo, a fim de ser
criada uma cultura de profissionalismo que conduza ao bem-estar de
todos, para assim poderem os alunos alcançar o sucesso.

Pelo que as práticas de avaliação e planificação da biblioteca têm


estado ausentes.

1.1 Factores inibidores do processo.

Pontos fracos
-Falta de formação do professor bibliotecário
-Não possuir uma equipa constituída.
Factor -Falta de recursos humanos que possam fazer face á enorme
es sobrecarga de trabalho que ainda advém da sua
intern recente entrada na rede das Bibliotecas escolares .
os à -Dificuldades em articular a gestão da BE através do
BE estipulado nos vários documentos orientadores.
-Insuficiente Formação na área de gestão estratégica.
Alguns constrangimentos
- Dificuldades na gestão do tempo
Factor -Resistência à mudança de algumas práticas
es -Dificuldades em articular práticas agendadas no plano de
extern actividades com alguns elementos do corpo docente.
os à -Dificuldades de articulação com os vários níveis de ensino.
BE -Receio da reacção /envolvimento da comunidade
-Falta de cooperação

2- Plano de Acção
Domínio: A auto-avaliação da Biblioteca escolar no contexto de
auto-avaliação da escola/agrupamento.

OBJECTIVOS Plano De acção


Calendarização

-Aperfeiçoar -Apresentação em Conselho Pedagógico do Final do 2º


mecanismos modelo de auto-avaliação proposto pelo período
de gestão da Gabinete da rede de BES e escolha do
BE domínio a implementar.

Divulgar o Director.
processo de
auto- Conselho pedagógico Abril
avaliação da Conselho de docentes.
BE. à
comunidade e
órgãos de
gestão e
professores

Promover a Implementação da recolha de evidências por


colaboração parte da BE, com envolvimento dos directores
efectiva entre de turma e professores da área de projecto ao
a BE e o nível dos questionários e fichas de observação
corpo docente directa.
ao nível da Maio
auto-
avaliação(rec
olha de
evidencias:
plano de
desenvolvime
nto processo
de ensino-
aprendizagem
.)

Elaborar um Realização de um workshop formativo para


plano de divulgação do domínio avaliado tendo por Fins de
desenvolvime finalidade fazer com que os colegas entendam Abril
nto de forma de forma pragmática as relações de ensino
colaborativa -aprendizagem possíveis e desejáveis entre
com a as bibliotecas e os alunos e professores.
comunidade
escolar

Divulgar os Conselho Pedagógico Conselho Geral, Julho


resultados/Ela Departamentos, Conselho de docentes e
borar relatório Conselho de directores de turma.
final de auto-
avaliação

Elaboração de Apresentação em conselho pedagógico. Setembro


um plano de
melhoria

Plano de Acção:
Continuação de todas as situações de trabalho colaborativo entre a BE e
todos os elementos dos departamentos e docentes de todos os ciclos, Pré –
primaria, 1º,2º e 3º ciclos para dar a conhecer e sugerindo actividades e
potencialidades de trabalho com a Biblioteca Escolar.

Adquirir conhecimentos actualizados dos conteúdos dos currículos de


forma a serem explorados e se possam sugerir actividades conjuntas
utilizando os recursos da Biblioteca Escolar

Apresentar propostas que reforcem o papel efectivo da BE não processo


ensino aprendizagem, conducentes à melhoria do ensino e aprendizagem.

Apresentação de propostas de actividades de promoção de literacias (da


informação, da leitura, das tecnologias).

Divulgar o modelo de auto-avaliação da BE, junto dos professores alunos,


encarregados de educação.
Maria Alice Sá Antunes

Agrupamento de Escolas de Sendim