Você está na página 1de 6

Resumo: Curso de Processo Civil Volume I

Teoria Geral do Processo Civil e Parte Geral do Direito Processual Civil

Resumo: Curso de Processo Civil Volume I Teoria Geral do Processo Civil e Parte Geral do

CAPÍTULO DOIS

Ao englobar conceitos e leis que aglomeram direitos individuais, direitos individuais homogêneos, direitos coletivos e difusos, conseguimos obter uma ampla visão daquilo que preenche o campo do Direito Fundamental do Processo Civil e aquilo que garante que as leis voltadas para os cidadãos sejam de fato garantidas, por exemplo, o habeas data (ação para garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre ela que façam parte de arquivos ou bancos de dados de entidades governamentais ou públicas. A pessoa em questão também pode pedir a correção desses dados). Tais medidas podem ser consideradas como uma ação para maximizar o acesso à justiça. Incluso a isto temos o direito fundamental à prova, à motivação, ao contraditório, entre tantos outros os quais serão abordados ao longo do presente resumo.

Em primeiro lugar temos o direito fundamental à jurisdição, onde podemos ter um processo justo (tido como o processo devido), no qual, a decisão do magistrado sobre determinado caso seria justa. No entanto o papel de realizar um processo justo cabe ao legislador, ao organizar o processo de maneira igualitária, e não ao juiz. Mas, o que vem a ser esse processo justo? Ora, nada mais é do que a garantia do direito fundamental à tutela jurisdicional, juntamente com a igualdade, a ampla defesa, a assistência jurídica integral e a razoável duração do processo. Para que um processo justo aconteça é necessário a fusão de vários elementos.

O chamado direito fundamental ao juiz natural seria aquele que está inteiramente ligado à igualdade processual, sendo de tal maneira justo.

Outro ponto que vale a pena ser ressaltado é o do direito fundamental ao contraditório, estando este vinculado a uma concepção formal do processo, e tal concepção está vinculada por sua vez com o direito canônico, formador de nossa base. Incluso a isto temos o a possibilidade de reação, do conceito e da informação dentro do processo, além disso, temos atualmente que o direito fundamental ao contraditório está situado para além da mera informação ou possibilidade de reação, conceituando-se de uma forma mais ampla na outorga de poderes para que as partes participem no desenvolvimento e no resultado do processo.

Outro direito fundamental é o da ampla defesa que, apesar de ser bastante vasto e largo, finda por garantir aos interessados a possibilidade de efetuar durante todo o processo (com suas alegações e provas), a certeza de sua valorização pelo pronunciamento judicial.

O Direito Fundamental à prova garante que as provas ilícitas não são admissíveis. Entretanto, todas aquelas que visem a provar alegações de fato pertinentes, são, por outro lado, admissíveis; com isso, temos que : para que uma alegação de fato possa acontecer, o objeto de prova no processo tem que ser pertinente, controverso e relevante.

Temos também o Direito Fundamental à publicidade, dotados do fato de que por lei, todos os julgamentos de órgãos do Poder Judiciário devem ser públicos, para tentar inibir uma possível justiça secreta que seria dada no caso de julgamentos privados e essa publicidade pode ser imediata ou mediata.

O Direito Fundamental à motivação, sendo esse aquele dotado da enunciação das escolhas desenvolvidas pelo órgão judicial, tratando da individualização das normas aplicáveis, tende a garantir os direitos daquele julgado.

O Direito Fundamental à assistência jurídica integral seria o direito fundamental a uma prestação estatal, para além disso, também beneficiaria aquele dentro desse sistema a gratuidade judiciária importa a isenção, que

seria as taxas das possíveis despesas com publicações indispensáveis, indenizações em relação as testemunhas, honorários de advogados e peritos, dentre outros; sendo que, todas as pessoas físicas e jurídicas tem direito à assistência jurídica integral e gratuita (independentemente também de sua nacionalidade.

O Direito Fundamental à duração razoável do processo trata do fato de que os processos com duração razoável é um processo sem dilações

indevidas, sendo assim, um “bom processo”. Esse mesmo direito seria

sindicável pelo Poder Judiciário, que por sua vez, após uma violação da duração razoável desse mesmo processo, pode dar lugar à propositura de ação visando a tutela ressarcitória pelo dano causado devido à tal demora dada para além do razoável.

CAPÍTULO TRÊS

O terceiro capítulo trata das normas jurídicas estruturantes do processo civil, ou seja, aquelas normas que regem os princípios, regras e postulados normativos aplicados dentro do processo sem perder de vista o foco de um direito fundamental a um processo justo, por exemplo, buscando sempre atender a este ideal que na maioria das vezes acaba sendo perdido no decorrer do processo. Ao visualizarmos alguns exemplos de como na prática essas leis seriam dadas teremos uma visão prática do Processo Civil.

Apesar de explicar o porquê da quantidade de regras e leis estarem presentes na nossa sociedade atualmente (como uma forma de gerar segurança, por exemplo), buscando sempre uma ideia do processo justo (caminhando lado a lado), temos uma visão um tanto quanto coerente do Direito. Tendo sempre em vista o sistema jurídico brasileiro e pra onde o mesmo caminha, podemos perceber um grande avanço quando se trata do Processo no campo Brasileiro (que agora foca nessa parte da jurisdição).

Focando basicamente nos compromissos dados a esse novo juiz formado no pós Segunda Guerra, que excede ao fato de dar apenas o juízo final, mas sim de observar o andamento do processo, ver em que ele pode ser útil e ajudar no bom andamento do mesmo, buscando sempre o cumprimento

das regras, dos prazos e também da otimização da eficiência do processo. Tal otimização seria dada por determinados elementos como a oralidade, buscando uma humanização dentro do ofício judicial e a preclusão, que seria tido como elemento ordenador do processo, objetivando sempre o andamento deste.

RESUMO: TEORIA GERAL DO PROCESSO DOS AUTORES ANTÔNIO CARLOS DE ARAÚJO, ADA PELLEGRINI GRINOVER E CÂNDIDO RANGEL

das regras, dos prazos e também da otimização da eficiência do processo. Tal otimização seria dada

CAPÍTULO DOIS

Este capítulo tem por tema a sociedade e o direito, os autores nos oferecem uma visão de que atualmente não existe sociedade sem direito pois este exerce uma função ordenadora. Nesse aspecto o Processo Civil teria como sua função a de harmonizar as relações sociais, buscando o mínimo de sacrifício e desgaste, o critério utilizado para oferecer essa harmonização é o do justo e do equitativo. Apesar do direito, regulador por excelência, não bastar para evitar conflitos entre as pessoas (tais como roubos, furtos, etc.) e das penas delimitadas pelo Estado também não bastarem para satisfazer a parte da população que padece dessa desarmonia (criando uma insatisfação pessoal com relação ao processo jurídico dado ao caso) os processos estão ganhando visibilidade e até mesmo um certo caráter pacificador, pois temos o Estado atuando dentro do processo, podendo estabelecer e até mesmo impor decisões atuando, em suma, com esse caráter de apaziguar as relações.

Essa imagem

pacificadora oriunda do fortalecimento estatal pode ser

visualizada em relação aos conflitos internacionais e a posição que o Brasil

adota diante dos mesmos, que na maioria das vezes acaba se posicionando contra tais conflitos. A autocomposição ajudaria nesse processo de apaziguar e conciliar na medida em que se apresenta como um meio alternativo para a solução de conflitos.

A autotutela é extremamente inadmissível, ao lado da autocomposição, o juízo arbitral e a satisfação voluntária de pretensões dessa ordem, não podendo ser

feitas em caso algum dentro do direito. O acesso a justiça dado pelo estado seria aquela dada através de um julgamento justo, no qual, “ a justiça seria feita”, ao contrário dos casos dados por um grande número de pessoas que

serão julgadas rapidamente, pois, no primeiro caso as pessoas teriam o acesso as leis através do Estado. Outra forma de se ter acesso à justiça, seria a partir de leituras.

CAPÍTULO SEIS

O sexto capítulo enfoca o tema do direito processual constitucional, aqui nos é apresentado pelos autores o terreno sobre o qual o mesmo foi construído (liberalismo), fazendo com que ele criasse raízes e de tal maneira também criar e aplicar relações entre autoridade e liberdade.

O direito processual é repleto de ramificações constitucionais, por exemplo como o juiz natural, a publicidade das audiências, da posição do juiz no processo, da subordinação da jurisdição à lei, entre tantos outros. Essa coordenação sistemática e metodológica ganha o nome de direito processual constitucional, onde podemos examinar o processo em suas relações diretas com a Constituição. A tutela constitucional dos princípios fundamentais da organização está presente em formas de normas constitucionais sobre os órgãos da jurisdição, competência e garantias oferecidas e dadas pelo mesmo.

A tutela constitucional do processo pode ser entendida como aquele local público onde a justiça haveria de ocorrer, preservando sempre o valor da liberdade e esta está presente abertamente dentro de ações dadas no Brasil, onde o acusado pode responder em liberdade, por exemplo. A liberdade acaba trazendo consigo o acesso à justiça, isto é garantias de ação e de defesa, que são conhecidos como direitos de acesso à justiça para a defesa dos direitos

individuais que não podem de tal sorte serem violados. Para que isso pudesse acontecer a nossa Carta Magna garantiu a assistência judiciária para aqueles que comprovem insuficiência de recursos, assegurando desta forma o direito à defesa ..