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1º BLOCO

 

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I. Conceito

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II. História

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I. Classificação

4

II. Características

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3º BLOCO

 

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I.

Os Sistemas Global e Americano de Proteção dos Direitos Humanos

5

 

Sistema Global ou Universal

5

Sistemas Regionais

5

Sistema Nacional

6

Principio da Primazia

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4º BLOCO

 

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I.

Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH)

7

 

Declaração Universal dos Direitos Humanos

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5º BLOCO

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I.

Exercícios Relativos ao Encontro

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Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução

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I. CONCEITO O Direito representa as opções, os valores, os bens que a comunidade humana,
I. CONCEITO O Direito representa as opções, os valores, os bens que a comunidade humana,

I. CONCEITO

O Direito representa as opções, os valores, os bens que a comunidade humana, as sociedades organizadas, em

determinados momento e lugar, escolheram como os mais relevantes, para que fossem respeitados por todos e protegidos pela própria comunidade e pelo Estado. Os Direitos Humanos são aqueles direitos de que são titulares todas as pessoas, pela sua tão só condição de serem humanos, e que visam garantir, resguardar um patamar mínimo necessário para uma vida digna. São direitos que existem com o objetivo de proteger e promover a dignidade de toda pessoa humana podendo ser exigidos, opostos em face do Poder Público, do Estado (eficácia vertical) ou dos particulares, pessoas físicas ou jurídicas (eficácia horizontal).

Eles estão previstos na esfera internacional, escritos em documentos internacionais (tratados, convenções, resoluções, etc.), como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH). Quando aqueles direitos são transportados para o nosso direito interno e inseridos em nossa Constituição Federal, passam a ser chamados de Direitos Fundamentais. Alguns autores nacionais preferem chamá-los de

“direitos humanos fundamentais”; aqui, no entanto, nós vamos adotar o nome “Direitos Fundamentais”. Na Constituição Federal de 1988 foram incorporados diversos Direitos Humanos, distribuídos por todo o texto, mas em especial nos artigos 5º a 17, sob o “Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais”. Em nosso direito eles também desempenham a função de garantir patamares mínimos para a manutenção da dignidade da pessoa humana.

A denominação utilizada - Direitos Fundamentais - se deve, segundo Ingo Wolfgang Sarlet, (A eficácia dos

direitos fundamentais. POA: Livraria do Advogado, 2008. p. 38)“ao seu caráter básico e fundamentador do sistema

jurídico do Estado de Direito”. São, assim, os direitos básicos, fundamentais desta nossa comunidade jurídica.

II. HISTÓRIA

Os Direitos Humanos não surgiram subitamente, a partir de um único evento, de um único fato. Sua formação possui diversas origens, diversos fundamentos e vários acontecimentos que marcam a sua longa história. Uma história de lutas, conquistas e reconquistas.

Apenas para fins didáticos e para o objetivo de nosso curso, podemos dividir a história dos Direitos Humanos em duas fases: a primeira, situada na Idade Média até meados do século XVIII; a segunda, iniciada com a Declaração de Direitos do Bom Povo da Virginia (1776).

A primeira fase dos Direitos Humanos teve a contribuição teórica da filosofia clássica greco-romana, do

pensamento cristão primitivo e, mais tarde, da doutrina jusnaturalista.

Desse período, ressaltamos apenas 02 (dois) marcos importantes:

a Magna Carta (Magna Charta Libertatum), 1215 - 1225 (Inglaterra). Assinada pelo Rei João Sem-Terra, ela limitava os poderes do monarca, garantindo algumas liberdades a um grupo específico de “homens livres”, a nobreza. Dela surgem as bases das liberdades públicas do direito constitucional inglês;

a Carta de Direitos (Bill of Rights), 1689 (Inglaterra). Formulada no seio da Revolução Inglesa de 1688, instituiu definitivamente a monarquia constitucional subordinada à soberania popular. Ela limitava ainda mais os poderes do monarca em face do fortalecimento do Parlamento, representante do povo.

Na segunda fase tem-se início o processo de introdução dos Direitos Humanos no direito interno dos Estados, em declarações de direitos e em especial nas suas Constituições.

Servem de “fontes de inspiração” nesta fase o pensamento Iluminista, as doutrinas liberais (em especial no campo econômico) e mais tarde as doutrinas sociais e o direito humanitário.

Além da Declaração de Direitos do Bom Povo da Virginia (1776), redigida no contexto da proclamação da independência Americana, podemos destacar, ainda, os seguintes marcos:

Constituição Americana, 1787 (EUA). Ao texto inicialmente adotado, foram introduzidas 10 (dez) emendas em 1791, as quais continham, efetivamente, alguns Direitos Humanos, considerados fundamentais;

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 Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão , 1789 (França). Foi escrita durante
 Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão , 1789 (França). Foi escrita durante

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, 1789 (França). Foi escrita durante a Revolução Francesa, era influenciada pelos ideais iluministas e possuía caráter individualista, mas “universalizante”. Constitui-se, também, como o principal documento na formação do modelo do Estado Liberal;

Convenção de Genebra, 1864. Assinada em Genebra, Suíça, em 22 de agosto de 1864, por alguns países europeus, visava minorar os efeitos desastrosos das guerras, estabelecendo regras de tratamento aos combatentes e às populações civis. É o marco do chamado Direito Humanitário;

Carta Encíclica Rerum Novarum, 1891. Elaborada pelo Papa Leão XIII, e publicada em 15 de maio de 1891, trata da “condição dos operários” e é considerada um marco do direito do trabalho no mundo;

Constituição Mexicana, 1917. Introduziu em seu texto um longo rol de direitos sociais, especificadamente direitos fundamentais para os trabalhadores;

Constituição Alemã ou Constituição de Weimar, 1919. Também incorporou diversos direitos sociais, instituindo as linhas mestras do Estado Democrático Social que serviu de modelo para inúmeros países;

Organização Internacional do Trabalho - OIT, 1919. É um organismo internacional, criado logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de estabelecer, mundialmente, a melhoria das condições de trabalho;

Liga das Nações, 1920. Organismo Internacional criado, também, logo após a Primeira Guerra Mundial com o objetivo de estabelecer o diálogo entre os Países, evitar um novo conflito, manter a paz;

Organização das Nações Unidas - ONU, 1945. É um organismo internacional criado pelos Estados soberanos a partir da aprovação da Carta das Nações Unidas, em 1945, substituindo a Liga das Nações. Dentre seus objetivos está a promoção de todos os Direitos Humanos;

Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948. Aprovada no âmbito da ONU e veiculada por meio de uma Resolução. Apesar de não ter força jurídica vinculante é considerado o principal documento no que se refere à proteção internacional dos Direitos Humanos atualmente.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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I. CLASSIFICAÇÃO Dentre as diversas classificações que podemos fazer dos Direitos Humanos, interessa-nos apenas aquela
I. CLASSIFICAÇÃO Dentre as diversas classificações que podemos fazer dos Direitos Humanos, interessa-nos apenas aquela

I. CLASSIFICAÇÃO

Dentre as diversas classificações que podemos fazer dos Direitos Humanos, interessa-nos apenas aquela que os agrupa (a) segundo o momento histórico em que passaram a ser reconhecidos em documentos nacionais e internacionais e (b) segundo algumas características comuns, em dimensões ou gerações. Para Ingo Wolfgang Sarlet (A eficácia dos direitos fundamentais. POA: Livraria do Advogado, 2008. p. 52.) a expressão “gerações” sugere uma ideia de alternância, de substituição dos Direitos Humanos ao longo de sua história. Por outro lado, o termo “dimensões”, dentro do movimento de mutação, transformação dos Direitos Humanos, transmite a ideia de um processo cumulativo, de complementaridade, de expansão e de fortalecimento.

Aqui nos valeremos da segunda expressão, para dividir os Direitos Humanos em:

Direitos de Primeira Dimensão, os quais correspondem à fase inicial de afirmação, de reconhecimento dos Direitos Humanos em documentos nacionais ou internacionais, situada nos séculos XVIII e XIX.

São direitos de conteúdo individualista, de defesa do indivíduo em face do Estado. Por isso, são chamados de direitos negativos (“direitos de liberdade”), pois exigem do poder constituído uma abstenção, uma não interferência na órbita de direitos dos indivíduos. Constitui-se de direitos Civis e Políticos, como, por exemplo, o direito à vida, à liberdade, à propriedade privada, à igualdade perante a lei, à segurança;

Direitos de Segunda Dimensão, cujo surgimento e afirmação se dá a partir do final do século XIX e início do século XX.

Estes direitos possuem dimensão positiva – direitos positivos, prestacionais (“direitos de igualdade”) – impondo ao Estado, ao Poder Público um comportamento ativo na realização da justiça social, da igualdade material. Constitui-se de direitos Econômicos, Sociais e Culturais como a educação, a saúde, o trabalho, a previdência;

Direitos de Terceira Dimensão, os quais surgem a partir da metade do século XX, como resultado do movimento de internacionalização dos Direitos Humanos.

Sua nota distintiva reside no fato de que são direitos, são bens jurídicos que se desligam, desprende-se da figura do homem-indivíduo como seu titular, sendo direitos de titularidade coletiva ou difusa (“direitos de fraternidade”). São os direitos de Solidariedade e Fraternidade como o direito à paz, à autodeterminação dos povos, ao meio- ambiente e à sadia qualidade de vida, ao desenvolvimento, à comunicação, ao patrimônio comum da humanidade, à democracia participativa.

II. CARACTERÍSTICAS

Os Direitos Humanos possuem algumas características jurídicas. Dentre as principais, destacamos:

a) A Universalidade: todos os indivíduos, todos os seres humanos são deles titulares, sem distinção de qualquer espécie;

b) A Inalienabilidade e a Irrenunciabilidade: são direitos que não possuem conteúdo patrimonial e por isso são intransferíveis, inegociáveis. Uma vez conferidos, deles o indivíduo não pode se desfazer e tão pouco pode a eles renunciar. Os Direitos Humanos podem não ser exercidos, mas isso não significa que possam ser renunciados;

c) A Imprescritibilidade: justamente porque não possuem conteúdo patrimonial, o seu não exercício no decurso do tempo não importa em sua perda, sua inexigibilidade;

d) A Interdependência ou Indivisibilidade: apesar de estarem escritos em diversos documentos e de terem conteúdo distinto, os Direitos Humanos se complementam, são dependentes uns dos outros para a sua realização plena. Somente a efetivação integral e completa de todos os Direitos Humanos garante que o respeito à dignidade da pessoa humana seja realizado;

e) A Relatividade: nenhum Direito Humano é absoluto a ponto de afastar, em todas as situações, os demais. Havendo “confronto” entre eles, somente na análise do caso concreto, aplicando-se os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, um deles poderá ser mitigado em relação ao outro. Prevalecerá aquele que, no caso concreto, melhor proteja a dignidade da pessoa humana – princípio da primazia da norma mais favorável;

f) A Historicidade: significa que eles nascem, modificam-se, evoluem acompanhando as mudanças da sociedade. Não nasceram em um único momento da história ou possuem outra origem que não a dialeticidade da vida em sociedade.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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I. OS SISTEMAS GLOBAL E AMERICANO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS A reconhecida importância internacional
I. OS SISTEMAS GLOBAL E AMERICANO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS A reconhecida importância internacional

I. OS SISTEMAS GLOBAL E AMERICANO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

A reconhecida importância internacional da promoção da dignidade da pessoa humana, por meio da garantia

efetiva dos direitos humanos, resultou na criação de diversas instituições, dando origem a sistemas internacionais, os quais constituem ferramenta adicional ao nosso Sistema Nacional de proteção àqueles direitos.

SISTEMA GLOBAL OU UNIVERSAL

O Sistema Global ou Universal de proteção dos direitos humanos gira em torno da Organização das Nações

Unidas (ONU) e é, por isso, também chamado de “sistema das Nações Unidas”, conforme nos diz Flávia Piovesan (Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. 10ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2009.). Hoje faz parte da ONU 193 (cento e noventa e três) países, inclusive o Brasil.

Este sistema tem como diplomas básicos:

a) a Carta das Nações Unidas ou Carta da ONU, de 1945. É o tratado que cria a ONU, fixando seus propósitos e princípios. Este documento não relaciona nenhum direito humano, mas fixa a promoção da dignidade da pessoa humana como um dos principais objetivos da organização. Foi promulgado no Brasil pelo Decreto n. 19.841, de 1945;

b) a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), de 1948. Foi adotada e proclamada pela Resolução 217-A, da Assembleia Geral das Nações Unidas. Sua veiculação por meio de uma Resolução não lhe confere, contudo, força jurídica vinculante. A DUDH também não cria nenhum órgão voltado à proteção ou promoção dos direitos humanos. Apesar disso é, hoje, um dos principais documentos de direitos humanos em todo o mundo;

c) o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) de 1966. É um instrumento adicional à DUDH e que visa detalhar alguns de seus direitos, notadamente de primeira dimensão (civis e políticos). O PIDCP é um tratado com força jurídica vinculante. Foi promulgado no Brasil pelo Decreto n. 592, de 1992;

d) o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), de 1966. É, também, um instrumento adicional à DUDH, e visa detalhar alguns de seus direitos, notadamente de segunda dimensão (econômicos, sociais e culturais). O PIDESC é um documento com força jurídica vinculante. Foi promulgado no Brasil pelo Decreto n. 591, de 1992.

Neste sistema, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) é o principal

órgão voltado especificadamente para a promoção e proteção dos direitos humanos, tendo sido criado em 1993, por meio da Resolução 48/141, da Assembleia Geral da ONU.

O ACNUDH é um órgão técnico/político – não judiciário – encarregado da coordenação das atividades das

Nações Unidas voltadas à educação em direitos humanos, com os objetivos de sua promoção e proteção em todo o planeta.

SISTEMAS REGIONAIS

Por sua vez, os Sistemas Regionais são três, o Interamericano, o Europeu e o Africano. Estes sistemas reúnem parte dos países de determinadas regiões do globo.

ATENÇÃO! Apesar de diversos esforços neste sentido não há, ainda, formalmente constituído, um sistema regional de proteção dos direitos humanos na Ásia - ou sistema Asiático.

Interessa-nos apenas o Sistema Interamericano, o qual está constituído em torno da Organização dos Estados Americanos (OEA), criada em 1948 por meio da Carta da Organização dos Estados Americanos, e da qual são membros todos os 35 (trinta e cinco) países das Américas, inclusive o Brasil.

O Sistema Interamericano possui como documentos básicos:

a) a Carta da Organização dos Estados Americanos ou Carta de Bogotá, de 1948. Apesar de não relacionar nenhum direito humano, a Carta prevê a sua proteção e promoção, sem qualquer discriminação pelos Estados membros, como um de seus princípios. Foi promulgada no Brasil por meio do Decreto n. 30.544, de 1952;

b) a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (DADDH), de 1948, foi aprovada na IX

Conferência Internacional Americana, em Bogotá. Assim como a DUDH, a DADDH foi veiculada por meio de uma resolução - Resolução XXX -, o que não lhe confere força jurídica vinculante. É considerada, contudo, um marco dos direitos humanos nas Américas; ATENÇÃO! Não confunda a DADDH com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, de 1969.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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c) a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH) , também chamada de Pacto de São
c) a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH) , também chamada de Pacto de São

c)

a

Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), também chamada de Pacto de São José da

Costa Rica, foi firmada no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 22 de novembro de 1969, tendo sido promulgada no Brasil pelo Decreto n. 678, de 1992. Diferentemente da Declaração Universal

dos Direitos Humanos (DUDH) e da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (DADDH), a CADH é um documento internacional com força jurídica vinculante e é o principal instrumento do Sistema Interamericano;

d)

o Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais ou Protocolo de San Salvador, de 1988. É um documento adicional à CADH, e que traz relação detalhada de direitos econômicos, sociais e culturais a serem respeitados pelos Estados Americanos. Foi promulgado no Brasil pelo Decreto n. 3.321, de 1999.

No âmbito do Sistema Interamericano encontramos dois importantíssimos mecanismos de proteção e promoção dos direitos humanos, ou seja, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CDH), ambas previstas na Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH). A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) está prevista nos artigos 34 a 51, da CADH e figura como um órgão com funções de caráter político-diplomático. Uma de suas principais atribuições é examinar as petições que contenham queixa ou denúncia de violação a direito consagrado pela CADH por Estado que dela seja parte. Já a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CDH), criada pela CADH, artigos 52 a 69, é um órgão jurisdicional e possui competência consultiva (responde a consultas e formula pareceres) e contenciosa (julga demandas).

SISTEMA NACIONAL

Estes sistemas internacionais se complementam somando-se ao nosso Sistema Nacional de proteção dos direitos humanos, o qual está organizado em torno das instituições internas e nos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988. Diante da existência de diversos Sistemas de proteção dos direitos humanos é natural que um mesmo direito esteja previsto em mais de um diploma normativo, o que pode conduzir a um conflito. Na verdade, quando se trata de direitos humanos não há um verdadeiro conflito de normas, mas uma “concorrência”. Quando tal situação for observada, deve ser aplicada aquela norma mais favorável ao indivíduo, aquela que melhor proteja a dignidade humana.

PRINCIPIO DA PRIMAZIA

Este é o Princípio da Primazia da Norma Mais Favorável ou Princípio pro homine, previsto expressamente no artigo 5º, do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), ONU, de 1966, e no artigo 29, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), OEA, de 1969.

Ainda, o peticionamento às comissões ou cortes internacionais, dos sistemas global e regionais, visando levar ao conhecimento e solução daquelas um caso de violação aos direitos humanos, deve observar dois princípios básicos:

a)

o

princípio da subsidiariedade, segundo o qual deve haver o esgotamento prévio dos meios e recursos

internos (nacionais), se estes existirem, a eles for garantido o acesso e não houver demora injustificada na solução do caso e,

b)

inexistência de litispendência internacional, ou seja, a mesma questão não pode estar pendente de análise em outra esfera internacional.

a

 

EXERCÍCIO

1.

O

sistema internacional de proteção dos direitos humanos apresenta, no âmbito de aplicação, um sistema global

e

sistemas regionais. Segundo entende a doutrina, esses sistemas não são incompatíveis, são ambos úteis e

complementares. Sobre esses sistemas assinale a alternativa INCORRETA.

a)

Cada um dos sistemas de proteção apresenta um aparato normativo próprio.

b)

O sistema interamericano tem como um de seus principais instrumentos a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, de 1969.

c)

Há atualmente três sistemas regionais principais: o europeu, o interamericano e o africano.

d)

Havendo conflito entre normas dos diversos sistemas deve sempre prevalecer aquela mais recentemente adotada, que revoga a anterior se regular inteiramente a matéria.

e)

a Carta das Nações Unidas, de 1945 cria a Organização das Nações Unidas (ONU) sendo um de seus principais documentos.

1 - D

GABARITO

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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I. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (DUDH) Os diversos documentos internacionais de Direitos Humanos formam
I. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (DUDH) Os diversos documentos internacionais de Direitos Humanos formam

I. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (DUDH)

Os diversos documentos internacionais de Direitos Humanos formam o chamado Direito Internacional dos Direitos Humanos, que é o ramo do Direito Internacional voltado, justamente, à promoção e proteção da dignidade da pessoa humana em todo o planeta. Daquele universo de documentos vamos destacar, inicialmente, a Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - DUDH foi adotada e proclamada pela Assembleia Geral da

Organização das Nações Unidas - ONU, por meio da Resolução 217, na data de 10 de dezembro de 1948.

A DUDH foi veiculada por meio de uma Resolução e, por isso, diferentemente dos tratados e convenções, é um

documento internacional que não possui obrigações jurídicas vinculativas para os países, ou seja, não é juridicamente obrigatória e vinculante. São mais obrigações morais, recomendações aos Estados.

Apesar disso, a DUDH é um dos mais importantes documentos internacionais de Direitos Humanos, servindo de parâmetro para a constitucionalização destes pelos países.

A DUDH é composta de um preâmbulo onde são apresentadas as razões que ensejaram a sua elaboração, seus

fundamentos e os seus objetivos, mais 30 (trinta) artigos, onde estão insertos diversos direitos, orientados, dirigidos à proteção da dignidade da pessoa humana. Nos “considerandos” da Declaração vemos claramente descritas pelo menos 02 (duas) das características dos Direitos Humanos, ou seja, a Universalidade e a Inalienabilidade quando se afirma que “o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”.

O Artigo I é uma norma geral, onde estão proclamados os 02 (dois) principais valores da DUDH, a liberdade e a

igualdade, com a seguinte redação: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. Os Artigos II a XXI contém direitos com uma característica em comum, ou seja, são direitos de primeira

dimensão, direitos Civis e Políticos, ligados preponderantemente ao valor liberdade.

Ali estão previstos os direitos à vida, à integridade física, à liberdade (de locomoção, de constituir uma família, de pensamento, consciência e religião, de opinião e expressão, de reunião e associação), à igualdade perante a lei, à propriedade privada e à segurança. Assim, por exemplo, dispõe o Artigo VII que; “Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”.

O dispositivo garante um tratamento isonômico, igualitário de todos perante a lei (igualdade formal).

Observemos que os fatores de discriminação que estão relacionados na DUDH e que são vedados configuram um rol meramente exemplificativo, ou seja, quaisquer outras hipóteses discriminatórias, mesmo que não previstas, são

proibidas.

O Artigo XI dispõe que,

Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Neste estão expressas as garantias do devido processo legal, de um processo justo, da presunção de inocência, da legalidade penal e da irretroatividade da lei penal, as quais são manifestação dos direitos à liberdade e à segurança. Já os Artigos XXII a XXVII contém direitos de segunda dimensão, direitos econômicos, sociais e culturais, ligados preponderantemente ao valor igualdade. Assim, dentre outros, o direito ao trabalho, ao repouso e ao lazer, à saúde, à alimentação, à habitação, à educação, à cultura. Por fim, os Artigos XXVIII a XXX, trazem normas gerais que tratam da aplicação e respeito aos direitos elencados na DUDH.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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O Artigo XXIX trata do “dever fundamental” que todos têm de gozar dos Direitos Humanos
O Artigo XXIX trata do “dever fundamental” que todos têm de gozar dos Direitos Humanos

O Artigo XXIX trata do “dever fundamental” que todos têm de gozar dos Direitos Humanos respeitando as limitações impostas pela legislação nacional, de modo a não inviabilizar a fruição dos mesmos direitos pelas outras pessoas. Ressaltamos, ainda, o Artigo XXX, o qual consagra o princípio da primazia da norma mais favorável, com a seguinte redação: “Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos”. Os Direitos Humanos elencados na DUDH estão presentes em nosso Direito no texto da Constituição Federal de 1988, como Direitos Fundamentais. A DUDH não foi, contudo, “transportada”, o documento internacional onde ela está não foi incorporado à nossa legislação. O que ocorreu foi que nosso legislador constituinte, no momento da elaboração do texto constitucional acabou por reproduzir nele direitos que estavam elencados na DUDH.

Na sequência o texto integral da DUDH:

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram

a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que as pessoas gozem de liberdade de palavra, de

crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum, Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas,

o respeito universal aos direitos e liberdades humanas fundamentais e a observância desses direitos e liberdades, Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso, A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados- Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo I

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo II

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo III

Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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Artigo IV Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de
Artigo IV Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de

Artigo IV

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo V

Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI

Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo VII

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII

Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo IX

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo X

Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI

1. Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.

2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo XII

Ninguém será sujeito à interferência em sua vida privada, em sua família, em seu lar ou em sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII

a. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.

b. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo XIV

1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.

2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XV

1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

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Artigo XVI 1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça,
Artigo XVI 1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça,

Artigo XVI

1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.

2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

Artigo XVII

1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo XVIII

Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.

Artigo XIX

Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX

1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica.

2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXI

1. Todo ser humano tem o direito de fazer parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.

2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.

3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo XXII

Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo XXIII

1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.

2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.

3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.

4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo XXIV

Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

Artigo XXV

1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.

2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio gozarão da mesma proteção social.

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Artigo XXVI 1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo
Artigo XXVI 1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo

Artigo XXVI

1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo XXVII

1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios.

2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor.

Artigo XXVIII

Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo XXIX

1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.

2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.

3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XXX

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

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I. EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO 1. A respeito do desenvolvimento histórico dos direitos humanos e
I. EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO 1. A respeito do desenvolvimento histórico dos direitos humanos e

I.

EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO

1.

A respeito do desenvolvimento histórico dos direitos humanos e seus marcos fundamentais, assinale a opção correta.

a)

Os direitos humanos surgem todos de uma vez, não se originam de processo histórico paulatino.

b)

Não há uma correlação entre o surgimento do cristianismo e o respeito à dignidade da pessoa humana.

c)

As gerações de direitos humanos mais recentes substituem as gerações mais antigas.

d)

A proteção dos direitos humanos é objeto também do direito internacional.

e)

A ONU é o órgão responsável pela DUDH e pela Declaração Americana de Direitos.

2.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 10 de dezembro de 1948, objetiva delinear uma ordem pública mundial fundada no respeito à dignidade da pessoa humana. Leia e analise as assertivas abaixo:

I.

A Declaração compreende um conjunto de direitos e faculdades sem as quais um ser humano não pode desenvolver sua personalidade física, moral e intelectual.

II.

Sendo universal é aplicável a todas as pessoas de todos os países, raças, religiões e sexos, condicionada à aplicação ao regime político dos territórios nos quais incide.

III.

Consolida a afirmação de uma ética universal, ao consagrar um consenso sobre valores de cunho universal a serem seguidos pelos Estados.

Marque a opção CORRETA.

a)

Somente as assertivas I e II estão corretas.

b)

Somente as assertivas II e III estão corretas.

c)

Somente as assertivas I e III estão corretas.

d)

Somente a assertiva I está correta.

3.

A Declaração Universal de Direitos Humanos, proclamada em Paris, em 10 de dezembro de 1948, tem como fundamento:

a)

a dignidade da pessoa humana;

b)

o relativismo e historicismo dos direitos humanos;

c)

o fundamentalismo cultural, religioso ou econômico;

d)

a necessária distinção entre gêneros e classe social para se compreender o real sentido dos direitos humanos;

e)

a proteção aos seres humanos que compõem os povos apenas dos países signatários da Carta das Nações Unidas.

4.

Analise as seguintes afirmativas acerca da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e assinale com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas.

(

)

É, tecnicamente, uma recomendação que a Assembleia Geral das Nações Unidas faz aos seus membros (Carta das Nações Unidas, art. 10).

(

) Mostra os abusos praticados pelas potências ocidentais após o encerramento das hostilidades, pois foi redigida sob o impacto das atrocidades cometidas na Segunda Guerra Mundial.

(

)

Enuncia os valores fundamentais da liberdade, da igualdade e da fraternidade, mas é omissa quanto à proibição do tráfico de escravos e da escravidão.

Representa a culminância de um processo ético que levou ao reconhecimento da igualdade essencial de todo ser humano e de sua dignidade de pessoa. Assinale a alternativa que apresenta a sequencia de letras CORRETA.

a) (V) (F) (V) (F)

b) (F) (V) (F) (V)

c) (V) (F) (F) (V)

d) (F) (V) (V) (F)

(

)

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5. A Declaração Universal dos Direitos Humanos a) não trata de direitos econômicos. b) trata
5. A Declaração Universal dos Direitos Humanos a) não trata de direitos econômicos. b) trata

5.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos

a)

não trata de direitos econômicos.

b)

trata dos direitos de liberdade e igualdade.

c)

trata o meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito de todos.

d)

não faz referência a direitos políticos.

e)

não faz referência a direitos culturais e à bioética.

6.

Com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos é CORRETO afirmar que

a)

tal Declaração constitui um ideal comum a ser atingido por todos os povos e nações ocidentais.

b)

muito embora todas as pessoas nasçam livres e iguais em dignidade e direitos, nem todas são dotadas de razão

e

consciência.

c)

toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência,

ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

d)

a

proteção aos direitos assegurados através da Declaração não impede que a pessoa sofra interferências na sua

vida privada ou em seu lar, sempre que tais interferências se mostrarem adequadas para resguardar os interesses do Estado.

e)

toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos na Declaração, salvo aquelas pessoas que ostentem condição especial, tal como os portadores de deficiência.

 

GABARITO

1

- D

2

- C

3

- A

4

- C

5

- B

6

- C

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