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J.J.Gremmelmaier

Epopeia
Pombo 2
Os 4 contos da serie, originalmente
chamados de Bruxas.

Primeira Edição


Curitiba

Bookess

2013

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CIP – Brasil – Catalogado na Fonte
Gremmelmaier, João Jose
Epopeia Pombo 2, Romance de Ficção, 490 pg./
João Jose Gremmelmaier / Curitiba, Pr. / Edição do Autor
/ 2011
1. Literatura Brasileira – Romance – I – Título
2. Literatura Paranaense – Romance – I - Título
85 – 0000 CDD – 978.000


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João Jose Gremmelmaier



Pombo IV


Primeira Edição




Edição do Autor
Curitiba
2010


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Autor; João Jose Gremmelmaier

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Pombo IV
Anja Homes

J.J.Gremmelmaier



Agradeço a todos os que me apoiaram a continuar a
escrever, os que me deram impulso, para terminar esta historia,
queria ser sucinto como Emmett Rensin e Alexander Aciman,
mas não o sou, não acredito que a vida se resuma, ela precisa
ser vivida, os detalhes de uma obra é que mechem com a vida
das pessoas, e não o resumo, pois qualquer um pode resumir
uma obra como uma lapide, nasceu tal dia, trabalhou e morreu
em tal dia, o trabalho esta subentendido no ter comprado o
tumulo, mas alguns nem isto veriam!
J.J.Gremmelmaier


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Capitulo 1

Uma senhora em sua pequena casa no norte de
Lybster, a oeste ela vê a uns 3 mil metros o mar, esta na
Escócia, a pensar nas coisas que recebia dos mundos,
informações desencontradas, mas que sempre lhe pareceram
claras, mas não era este o caso no momento, ela ainda lembra
quando sua mãe a instruiu, ela achava que era alguém especial,
mas agora aos 60 anos não vê mais a magia do passado, o
planeta mudou, se tinha água de poço, energia de lampião,
comida fresca sempre, ou conservada ao sal e gordura, muito se
fazia em casa, hoje, o mundo interligado por fios, a vida
dependente dos outros, ela ainda mantinha o poço, e com muita
insistência comprou um gerador para os dias mais frios, mas
estava acostumada a baixas temperaturas, estava acostumada
com a vida naquele lugar, como disse a vida inteira, era alguém
que nascera com a natureza as veias, pensava enquanto
preparava um peixe que o senhor Blester trouxe cedo, sabia a
procedência, numa região destas, todos se conheciam, já fora
mais consultada, já fora mais importante, hoje as religiões
tomaram a fé para elas, pessoas como a senhora sentiam—se
parte de um passado que não existia mais, mas com calma
preparou o peixe, viu Fifo, o gato preto, era quase um angorá
de tão peludo, mas como tradição era um sem família definida,
dizem que os gatos que escolhem os donos, Tanja acreditava
nisto, serviu os miúdos do peixe para o gato que parecia se
deliciar com aquilo, a vida simples do lugar já não era a mesma,
ela mesma aderiu a um computador pessoal, quando viu que o
serviço chegou ao lugar, assim poderia falar com sua filha que
lecionava na faculdade em Glasgow, nisto ela achava a

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tecnologia útil, e todo o fim de dia, falava com a filha e com a
neta pela rede, e mesmo sabendo que já não era uma criança,
mas tentara acompanhar a filha a alguns anos, mas não
conseguira;
Ela sentou-se a varanda e viu o senhor Conrod, um
americano que mudara a pouco, para a região, chegar ao
portão;
— Entre Conrod, o que o traz de volta?
— Não consegui que me vendesse estas terras ainda,
Tanja!
— Pode sentar, pois não vai ser ainda!
Ele sorriu e perguntou;
— Soube que tem uma comissão que vem a cidade, diz
que a rainha vem em pessoa!
— Ela manda lá na Inglaterra, mas o que vem fazer aqui,
atrapalhar? – Tanja;
— Não, dizem que vem conversar com alguém, mas o
prefeito não soube dizer com quem!
— Deve vir fazer turismo, mas como vão os negócios
Conrod?
— Sempre iguais, não somos de grandes volumes, mas
dá para viver!
O gato veio e passou pela perna de Conrod e Tanja falou;
— Conseguiu o primeiro aliado para a venda, Conrod!
Ele sorriu e o gato se acomodou abaixo da cadeira a olhar
o agito dos pássaros ao longe, mas ele não correria, era um gato
velho, mas o melhor companheiro da senhora;
Se via a estrada ao fundo antes do mar, e se viu uma
grande comitiva vindo no sentido da cidade, mas isto era
depois da cidade a sul, e Conrod falou;

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— Deixa eu ir, vamos ter uma tarde agitada!
O senhor se foi e a senhora pegou seu gato a mão e ficou
a lhe acariciar;

Na pequena cidade, uma comitiva da Rainha da
Inglaterra, era sempre algo a ver, não era normal nestas partes
geladas da Escócia e o prefeito a recebeu com toda pompa, e a
senhora foi comer primeiro e depois em uma reunião informal
com assessores virou—se a Robert, o rapaz que viera para lhe
instruir nesta viagem e perguntou;
— Robert, onde encontramos esta Tanja Bernadete?
— Ela não é inglesa de origem, mas nasceu nestas terras
a mais de 60 anos rainha!
— Mas é difícil de chegar?
— Não, me informei a pouco, se chega a 50 metros da
casa com o carro!
— Bom, mas assim que estiverem prontos, podemos ir!
— Não entendi o por que disto, rainha!
— Acredita em destino, rapaz?
— Não, acredito que construímos nosso futuro!
— Queria que os fatos me mostrassem isto, mas não é o
que esta acontecendo!
O senhor sorriu e foi ao grupo para arrumar as coisas;

Margaret era uma Cristã das Presbiterianas e quando Paul
veio com a noticia foi a Igreja e falou com o Pastor;
— Pastor, a rainha veio ver a bruxa!
— Não fala dela assim Margaret!
— Mas todos sabemos que ela é, não é por termos leis
que as protegem hoje que vou aceitar isto!

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— E o que a rainha quer com ela?
— Não sei, mas Paul disse que um dos assessores da
Rainha perguntou como chegar a casa dela!
— E veio me contar?
— Sim, ela é perigosa sem apoio, com apoio pode ser
bem mais perigosa!
— Não gosto disto, Margaret, ela nunca fez mal a
ninguém!
— Eu não poria minha mão no fogo por ela, Pastor!
O senhor sorriu e continuou a fazer a mesma coisa de
antes;
A historia corria na pequena cidade, a rainha veio falar
com a bruxa e as más línguas começaram a correr a historia,
que numa cidade daquele tamanho corria de porta em porta
como pólvora;
Conrod chega a seu mercadinho e vê o agito e a
empregada fala;
— Senhor, estão dizendo que a rainha veio falar com a
bruxa!
— Tanja não é uma bruxa Carol, as pessoas falam
demais!
— Dizem que todas as desgraças desta cidade é ela que
provoca!
— Baseados em que, Carol!
Ela sorriu e falou;
— Eu sei que não acredita Conrod, mas quando eu era
pequena, lembro quando Margaret acusou aquela senhora que
nem gosto de falar o nome de ter roubado o noivo dela, lembro
do senhor a passar na cidade, parecia alguém intocado pelo
tempo, alguém que parecia fora do tempo, ainda tem aquela

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vez que o antigo Pastor resolveu fazer uma campanha para que
ela saísse da cidade, embora ela nunca se pronunciou, a filha
dela já estudava fora, quando ela veio comprar mantimentos, e
lembro da frente inteira da igreja vir a baixo quando ela
terminou de passar, embora alguns digam que parte caiu sobre
ela, não sofreu um só arranhão, ainda tem o caso dos cães não
resistirem na cidade, todos morrem, gatos nascem e se
procriam, mas ratos e cães, não existem na cidade!
— Eu acho graça, mas ela tem um único gato, agora vão
dizer que ele é parte disto?
— Sim, aquele é Fifo, o gato que é mais velho que eu
Conrod, ele já era velho quando eu nasci, dizem ser o gato que
ela adotou quando criança, mas gatos não vivem 50 anos, se é
que ela só tem os 60 que falam!
— Ela nasceu na cidade, por que mentiriam?
— Não sei, aquela senhora quando vem fazer compra, se
puder mandar o Simon atender, prefiro, não gosto nem de
passar perto!
Simon entrou e falou;
— Assim vou pedir aumento por insalubridade!
Conrod sorriu e foi a seu escritório;
A senhora estava sentada a varanda quando viu os carros
embicarem em sua entrada, nem se mexeu, Fifo saiu do colo e
adentrou a casa com calma, mas como se fosse se esconder, um
assessor abriu o portão lá da entrada das terras e ela viu os 6
carros subirem, e quando estes chegaram a altura do portão
menor a menos de 50 metros, ela viu um senhor abrir a porta
do carro que veio por terceiro e uma senhora idosa sair e vir a
ela olhando em volta, como se esperasse algo melhor, ou
maior;
Um assessor veio a frente e perguntou;

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— Senhora Tanja Bernadete?
— Sim, em que posso ajudar?
Os seguranças entraram na casa sem pedir e olharam tudo
e a senhora nem se mexeu e a rainha veio a frente e falou;
— Senhora Tanja, precisamos de um conselho!
— Na minha terra, se respeita a casa dos demais! – Falou
Tanja olhando a rainha;
— Tem de entender que minha segurança é importante!
Tanja não falou nada, mas ficou claro que não gostou,
estavam a lhe perturbar, vem sem avisar e desrespeitam sua
casa, nunca fora de meias palavras, mas isto as pessoas não
gostavam;
— Senhora, temos um alerta de nossa inteligência
afirmando que virão inimigos com coisas que conhece e
domina, então precisamos de sua colaboração!
— Colaboração?
— Sim, nossa inteligência aponta um perigo crescente
em dois pontos do globo, mas não sei se sabe referente ao que
se trata?
— Não sei do que se trata, pois não me disse onde, e o
que os seus acham perigoso?
— Algo que nos reduza como nação!
— Então não existe perigo, senhora!
— Mas nos indicaram que vão usar magia, e você é o que
indicam num momento destes!
— Eu, não entendi, vivo neste lugar a mais de 60 anos, e
nunca vi alguém da sua inteligência, nem vocês ouviram ou
tem algo muito grande sobre uma senhora sentada em sua
cadeira!
— Mas pode não os ter visto! – A rainha;

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— Eles nunca vieram, rainha, acredite, se tivessem vindo,
saberia!
— Mas como pode afirmar isto!
A senhora não respondeu e olhou ao céu e uma leva de
helicópteros veio a ela, os seguranças se inteiraram de quem
era, mesmo sendo aliados, se puseram em alerta e se viu um
helicóptero descer a frente e um senhor vir a eles e falar com o
segurança;
— Senhora rainha, os meus respeitos!
— O que traz o chefe da inteligência a minha presença!
— Saber o que veio fazer aqui, indicamos um senhor na
região de Londres, e veio a este fim de mundo!
— Vim onde vocês não vem, mas acho que foi um
engano!
A senhora se manteve silenciosa, os senhores saíram e a
Rainha mal se despediu e saiu, uma coisa toda Bruxa sabia,
quando algo assim acontecia, tinha de olhar ao lado, algo
estava acontecendo, e quando a rainha se foi um rapaz chegou
perto e perguntou;
— Você não é Tanja Bernadete?
— Sou!
— E por que disse que não tinha ameaça?
— Respondi ao tipo de ameaça que a rainha tinha medo,
não existe este tipo de ameaça rapaz, e falei o que posso, não o
que quero!
— Mas por que nos indicaram para vir aqui e depois a
inteligência vem a tirar daqui?
— Quando a inteligência Inglesa passa a lhe temer, você
passa a ser respeitada, não antes!
O rapaz olhou a senhora e perguntou;

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— Mas acredita que tem alguma ameaça?
— Não sei, acredito que tenha de mudar meus planos,
toda vez que alguém me procura, algo vai acontecer, e isto nem
sempre é bom!
O rapaz saiu e a senhora viu a comitiva sumir ao sul pela
estradinha que trazia a região, ela olhou o gato e falou;
— Fifo, arruma as malas, podemos ter de sair correndo!
O gato deu um mio doido a porta e ela sorriu;
A senhora entra em sua pequena casa, pega lenha na
parte de traz da lareira e põem madeira na fogueira e acende,
pega um liquido com essência de rosas e coloca para evaporar
no fogo, olha em volta, pega sal em flocos, estes vieram
especialmente do Mar Morto, ela sai pela porta e derrama a
toda a volta da casa, e olha para o mar, e fala;
— Camilo, espero que exista paraíso para nós!
As duvidas da senhora vinham da falta de alternativa em
certas curvas da vida, como a que levou seu marido, um
acidente mal explicado, e sem precedentes, não para aquele
senhor, mas que ela se culpava por ter acontecido;
Ela abaixou—se e pegou uma leva de poeira e levou ao
ar e falou em uma língua morta da região e se viu a neblina
soprar do mar e o que era um dia aberto começar a fechar, era
fim do dia, por volta das 5 da tarde, inicio da noite e a neblina
tomou as montanhas e o frio invadiu a região, Fifo se enrolou
ao pé da senhora e ela se concentrou a esperar que a natureza
que ela respeitava e entendia, lhe desse o rumo, ela não
conseguiu ver nada além de se manter ali, aguardar quando
fosse a hora, ainda não o era, ela entrou, enrolou as pernas em
uma colcha e acessou o sistema para falar com sua filha;
Estava tudo normal quando sua filha perguntou;

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— Mãe, pouco antes de acessar um senhor da
inteligência me procurou!
— O que ele queria filha?
— Algo sobre se poderia ajudar eles?
— Toma cuidado filha, mas o que eles precisam!
— Querem que exatifique o caminho de uma menina,
não entendi!
— Se precisar ajuda, me fale!
— Sei que faria isto de olhos fechados mãe, por que não
os ajuda?
— Eu não fui procurada por eles, não pela inteligência,
eles me temem filha!
— Só você mãe, para achar que eles temem alguém!
A senhora sorriu, conversou um pouco com cada uma das
duas netas, já grandes, 13 e 15 anos, e depois de um tempo foi
dormir, parecia calma, mesmo que o seu interior lhe corroesse,
Fifo dormiu como todo dia aos seus pés;
Tanja estava a dormir quando tem uma sensação que a
muito não sentia e vê um campo imenso, deserto, uma floresta
definhando e se formando um imenso deserto, e neste deserto,
vê um rio começar a correr e as pirâmides serem erguidas por
seres estranhos, um menino chegar ao seu lado, não falou com
ela, mas ela olhou as vestes, e viu que era um ser moderno, ao
lado de um Bispo ou Arcebispo, não tinha certeza, estava a
olhar aquilo quando viu tudo mudar, viu—se em um barco,
mas olhando ao fundo, se via as pirâmides, olhou a cidade,
Cairo, ela fora lá quando mais jovem, viu os seres estranhos ao
barco a sair rumo ao delta do rio, olhou a menina muito jovem,
os seres estranhos que tocavam a embarcação, viu relances de
uma aventura, difícil gravar algo assim tão rápido, mas viu a
menina e o menino do inicio do sonho a conversar, ela estava

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meio confusa, não pareciam estar em um lugar palpável,
parecia uma nuvem em si, um lugar estranho, olhou em volta,
sentiu o frio, viu sua cidade ser coberta por gelo, as pessoas se
refugiando, e depois as coisas voltarem ao normal, viu imensas
mulheres nuas, chamando o menino de rei, e olhou seres
estranhos a guerrearem, estava a suar de calor quando sentiu
algo arranhar o seu pé e foi trazida do sono, e olhou Fifo a
lamber seu pé, e falou;
— Fifo, tem de parar de fazer isto, me assustou!
O gato ronronou e se ajeitou nos pés da cama, novamente
para dormir;
Tanja não conseguiu dormir mais e olhou em volta e
anotou o que havia sonhado, ela sabia que não era apenas um
sonho, mas toda vez que acontecia as coisas desandavam, ela
narrou o sonho e passou um e—mail para sua filha, fez antes
de esquecer, enquanto o dia se preparava lá fora, ou melhor
ainda era noite, mas ela sempre acordara por volta das seis,
ascendeu a lareira e olhou em volta e sentou—se a beira de um
baú, ela o fechara a mais de 12 anos, prometera a seu falecido,
uma promessa entre ela e o marido ao caixão, que não faria
mais uso destas coisas, ela achava que ele colhera as
conseqüências do que ela fazia, então era difícil para ela abrir
aquele baú, cheio de lembranças e remorsos, estava a olhar
para o cadeado a mais de uma hora quando alguém bateu a
porta e ela levantou—se, ainda estava escuro, e ela estranhou,
quando foi a porta viu um senhor ao lado de sua filha,
estranhou, sua filha não era de rompantes assim e nem viu de
onde veio a bala que lhe atravessou o peito, a ultima coisa que
viu foi sua filha ser morta, antes de tudo apagar;



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Capitulo 2

Uma moça chega a casa que fora de sua avó, fazia 10
anos que sua mãe morrera ali, seu pai nunca viera ali, lembra
daquele dia que estavam deitados a cama e ouviram os tiros, a
moça lembra de ter se escondido embaixo da cama, lembra dos
seres entrando na peça e atirando em sua irmã, ela aterrorizada
não conseguia respirar, viu arrastarem sua mãe para fora, após
ouvir os tiros no quarto dela, após tudo silenciar—se, abraçou a
irmã morta a cama, e ouviu o resmungo de dor de seu pai,
chamou a policia e hospital, ele passou 20 dias na UTI, nem
fora ao enterro da mãe e da irmã, seu pai não conseguiu superar,
bebia as vezes um pouco mais do que aguentava, isto o fez
perder o emprego, e agora só lhe sobrava este bem, que estava
em nome da Avó e que era sua herança, adentrou a casa e
olhou o gato sobre o baú, estranhou e um arrepio passou por
seu corpo, não poderia ser Fifo, mas parecia ser, mais velho,
mais magro, ela pegou um sanduíche que ela tinha na mochila
e tirou o recheio e deu para o gato, que parecia estar com fome,
comeu até o pão, ela olhou a casa, fechada a muito, pó por todo
lugar, as coisas encaixotadas e guardadas, de forma a não se
perder, olhou tudo com um aperto no coração, sua vida mudara
em um dia, drasticamente, estava ali remoer lembranças e abriu
uma das caixas, algumas fotografias antigas, e ficou a olhar
aquilo, sem se prender muito a organizar, sentou—se ao chão e
sorriu de ainda ter estas lembranças, estava a mais de 12 horas
a revirar lembranças, quando abriu a segunda caixa, era uma
caixa de livros, mas um lhe chamou a atenção, pois estava
escrito em uma espécie de Copta, e ela olhou com curiosidade,
ela gostava de línguas mortas, achava que estudaria isto, mas se

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deparar com um livro deste, lhe surpreendeu, ela abriu com
cuidado e sentiu as folhas antigas, não era papel, era algo mais
rudimentar, escrito a pena, capa de couro, e tirou o computador
pessoal de sua mochila e digitou o que estava escrito na capa,
teve dificuldades por não existirem as letras, e se deparou com
uma frase na pesquisa;
―Livro da Vida, a lenda diz sobre sua existência, mas
nunca foi registrado que alguém o tivesse visto, que alguém o
tivesse lido, ou que alguém o tivesse escrito, mas as lendas
afirmam ser o livro que contem as leis de deus, usadas para
impor aos egípcios os mistérios de deus!‖
Ela olhou o livro e pensou ser uma raridade, mas quando
tocou a capa, sentiu a energia que lhe correu o corpo sentiu a
mão presa ao livro e viu o gato pular sobre a capa e viu a mão
se desprender mas o gato levou um choque aparente e caiu de
lado, quando ela o olhou, parecia seco, como se tivesse morto a
algum tempo, olhou em volta, e olhou para onde havia dado de
comer o gato, a comida estava lá ainda como se ele não a
tivesse comido, e olhou o gato e pensou no que havia
acontecido, não tocou no livro, mas ficou ali a olhar o mesmo,
viu que haviam outros livros, Bruxaria para Iniciados, O poder
das Grunas, Os segredos do Torá, Torá para Iniciantes, Alcorão
sobre a visão da Magia, e outros livros que ela separou e olhou
em volta, estava com fome, e levantou—se, foi a porta e a
fechou, já era noite, olhou o carro a porta, estava tudo normal;







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Capitulo 3

A moça de nome Anja Homes, sobrenome do pai, a 5
dias estava a arrumar a casa, os livros pôs na prateleira, lavou
todas as coisas da cozinha, lavou e pendurou as roupas por 3
dias para secar, os dias curtos e úmidos não ajudaram muito,
mas depois de 5 dias estava a sentir—se bem ali, e toda a noite
se dedicava a aquelas leituras estranhas que sua avó havia lhe
deixado, todos sempre chamaram sua avó de bruxa, mas ela
nunca acreditara, não quando criança, agora estava a ver que
ela estudara muito, do lado de fora da casa ela enterrara o gato,
mas ainda lembrava do dia que chegou, não fora uma
alucinação, estava a ler o livro sobre magias, quando ela sentiu
as luzes vindo no sentido da casa, ela não confiava em coisas
assim, foi assim que todos dizem que sua avó morreu, assim
que sua mãe atendeu a porta naquela noite que tudo mudou,
ficou quieta a olhar e viu quando um carro parou atrás do dela,
e dois homens bem vestidos saíram do carro e bateram a porta,
ela ficou meio receosa, mas o que faria, se fossem assassinos,
não viriam tão indiscretamente;
— Em que posso ajudar?
O senhor olhou a moça e perguntou;
— Aqui não é a casa de Tanja Bernadete?
— Foi, ela morreu a 10 anos senhores!
Um olhou para o outro e falou;
— E você sabe se a filha dela ainda vive?
— Morreu nesta casa, assassinada a 10 anos, alguém
matou as duas, atirou em minha irmã, e em meu pai, somente
eu e meu pai sobrevivemos naquela noite, senhor!

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— Sentimos muito, mas sabem quem foi?
— Ninguém achou pista alguma, ou não fizeram questão
de descobrir, dizem que alguns fizeram festa a cidade quando
minha avó morreu!
— As vezes as pessoas não entendem o que realmente
importa, você é a neta dela?
— Sim!
— Ela não lhe inicio por acaso?
— Ela o que? – Perguntou a moça;
— Iniciou, se ela lhe iniciou em magia?
— Não, descobri só agora o lado mais estranho de minha
avó e mãe, mas o que precisavam dela?
— Nada, não tem como ajudar!
A moça viu os dois se olharem, voltarem ao carro e
darem ré até a estrada e sumirem no sentido da cidade, ela não
entendeu o por que das coisas, estava a estranhar estas coisas;







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Capitulo 4

Os dois rapazes param na cidade de Lybster, e vão a
um hotel de dois andares, se hospedaram e sentaram—se ao
bar;
— Colton, por que não nos falaram que a senhora estava
morta?
— Harley, ninguém vinha para as terras da senhora, a
inteligência do pais tem medo da senhora, e de repente alguém
veio e a matou, algo me aponta para os Dragões!
— Acha que eles se atreveriam a matar uma Bruxa?
— Eles nem sabem o que são, acham que estão em uma
briga santa, uma guerra entre eles e os demais, não entendem
que as Bruxas os protegem mais que eles mesmos!
— E o que faremos agora?
— Não sei, a moça parecia assustada, mas se eu tivesse
perdido mãe e avó em uma noite assassinados, também estaria!
O rapaz do bar chegou e Colton olhou para ele e
perguntou;
— Senhor, mora a muito tempo na cidade?
— Sim, procurando alguém?
— Não, descobrimos que quem procurávamos morreu a
10 anos!
— Estavam a procurar a bruxa de Lybster?
— Não sei se denominavam Tanja Bernadete assim! –
Colton;
— Muitos a chamavam assim, muitas religiosas sempre
falavam mal da senhora, mas acho que até quem falava mal,
esta arrependido!

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— Algum motivo especial?
— Sim, ela e a filha foram mortos, o delegado fez vistas
grossas, não fez questão de saber quem era o culpado, mas elas
foram as ultimas mortes da cidade, ninguém mais morreu por
aqui e região, depois a igreja, fazia 7 dias da morte dela,
desmoronou completamente, reconstruíram, mas ninguém
deixou de falar, pois quando ela estava viva, os pescadores
sempre voltavam com boas quantias de peixe e caranguejos,
hoje mal conseguem sobreviver da pesca, a cidade definha a
cada dia mais, e nada que se invista aqui, tem dado dinheiro!
— Crendices, e esta neta dela que veio a cidade?
— Neta, alguém da família dela vem a cidade?
— Esta a morar na casa, ninguém reparou?
— Me disseram que alguém estava a arrumar a casa, mas
a moça não falou com ninguém, não é por menos, a taxariam
mesmo antes de a conhecer!
— Mas o que sabe sobre a morte da senhora Bernadete?
— Ninguém fala disto, dizem que um carro parou a
entrada da cidade, e outro foi a casa, trouxeram a filha dela da
cidade grande para executar a porta da casa dela, dois tiros
certeiros, a senhora nem viu quem a acertou, pela posição que
encontraram, o delegado diz que ela deveria estar abrindo a
porta quando levou o tiro, as pessoas nem entraram na casa,
pois estava tudo como ela deixou!
Os dois anotaram os dados e na manha seguinte se
mandaram para a cidade novamente;



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Capitulo 5

A menina amanhece o dia seguinte e vê um rapaz a
porta, como ela estava acostumada a não ser importunada
assustou—se ao sair pela manha e se deparar com o rapaz;
— Desculpe, lhe assustei?
— Sim, o que deseja?
— Apenas verificar o que se espalhou esta manha na
cidade?
— O que se espalhou?
— Que a neta da Bruxa havia voltado!
A moça riu e falou;
— Bruxa, vocês acreditam também em papai Noel?
— Não, mas em Tanja Bernadete, a sociedade local
aprendeu a acreditar!
— Poderia me falar por que?
— Por que se a cidade falava mal dela quando viva,
passou a xingar quem a matou a partir do dia seguinte a sua
morte!
— Não entendi?
— Olha em volta menina, a cidade esta definhando, a
estrada esta cheia de buracos, os turistas não vem mais, e tudo
começou quando ela morreu, os barcos vão ao mar e voltam
sem caranguejos, e cada ano é pior moça!
— Crendice, o mundo mudou muito nos últimos dez anos,
primeiro aquele menino, que aterrorizou o planeta chamando
seres do espaço, que vieram e todos ficaram tensos, depois a
menina que quase congelou tudo, e por ultimo estas guerras
idiotas que estão acabando com as coisas como eram!

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— Mas diziam que ela protegia o equilíbrio!
A moça sorriu, não iria discutir, mas era obvio que eles
acreditavam nisto;
— Vai ficar muito tempo?
— Não tenho mais para onde ir rapaz, minha mãe morreu
nesta porta, no mesmo dia, atiraram em meu pai, e na minha
irmã mais nova, que também morreu naquele dia que mudou
minha vida!
— Você foi a que sobreviveu, pelo jeito?
— Não, sou a que morreu! – Falou brincando a moça;
O rapaz olhou com os olhos de quem acreditou e ela
falou;
— Estava brincando, não percebeu?
Ele sorriu e falou;
— Viu o gato da senhora, alguns moradores dizem que
ele rondava a casa!
— Enterrei ele no meu primeiro dia aqui, ele estava seco
a sala!
— Ele morreu finalmente, diziam que ele tinha a idade de
sua avó!
A moça não falou nada, depois do que vira, referente ao
gato, não duvidava;
O rapaz se despediu e a moça voltou as suas leituras, ela
arrumava um pouco das caixas todo dia, e naquele dia havia
terminado de arrumar as caixas e ligou o antigo computador
pessoal da avó, era como revirar os baús de um tesouro, mas
reparou logo que não tinha muita coisa no computador, apenas
textos que ela redigia antes de passar para sua mãe, e obvio, foi
aos últimos, era como lembrar de sua mãe e sua avó, reparou
que ela redigia o que iria mandar e depois colava a resposta de

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sua mãe na seqüência, ficou a ler aquilo, lembranças, lagrimas,
até breves sorrisos se fizeram, eram lembranças boas, as duas
não estavam mais ali, mas fora uma fase feliz da vida, foi pela
seqüência e parou na ultima mensagem, nada convencional, a
mensagem falava exatamente isto;
― Filha, tive uma visão, daquelas que a muito não via,
acho que o mundo vai mudar, sinto como se a natureza me
dissesse algo, vejo duas crianças mudando tudo que
conhecemos, guerras de seres que desconheço, Amazonas,
pensei que fosse lenda, mas elas virão as guerras, vi Duendes,
Centauros, Minotauros, Ciclopes, e seres alados, pelo menos 4
tipos de seres alados que não reconheci, alem dos Angelicais e
Demoníacos, acho que era sobre isto que eles queriam saber,
mas eles não acreditarão novamente em nós!
Abraços e beijos,
Manda um grande beijo para minhas netas‖
Anja olhou aquilo e pensou na possibilidade, sua avó
havia sabido de antemão que as coisas mudariam, as guerras
das Amazonas foram a mais de 5 anos, o interligar dos mundos
a mais de 9 anos, as duas crianças que mudaram o mundo, dois
seres especiais, uma menina de 12 anos que alguns chamam de
deusa, que domina tudo através dos Dons naturais das pessoas,
e um menino, de 15 anos, um mortal que se fez imortal, que
ensinou a alguns a imortalidade, hoje ele já vive normalmente,
mas passou preso em uma maldição da menina, por mais de 5
anos, mas se olhar para ele, ainda parece com o rapaz de 10
anos atrás, ele não envelheceu um dia na aparência nestes anos
todos, e sua avó sabia, antes de todos, mas ela tinha razão,
quem acreditaria, quem daria ciência a uma senhora de 60 anos,
contra a pseudo inteligência dos racionais seres humanos.

28 | P á g i n a

A moça desligou o computador, e se pos a olhar a casa,
faltava uma única coisa para desvendar na casa, um baú que
tinha na sala, ao lado da lareira, baú de metal, com um cadeado
de segredo triplo, algo ela escondia ali, mas o que?
Ela tentou arrombar varias vezes o cadeado, mas ele não
cedia, parecia que estava protegido, mas como abrir, era a
indagação da moça, era uma coisa que atravessou sua vida, e
não se contentaria em não abri, era uma missão a cumprir;
No fim daquele dia, lendo se deparou com um feitiço que
lhe interessou, Cadeado Triplo era o nome do feitiço, e olhou
para aquele baú e foi a ele, seria algo tão simples e ao mesmo
tempo impensado, ela pegou uma agulha e fez um pequeno
furo no dedo, sua cara de dor foi mais por reflexo que por dor,
e pingou a pequena gota de sangue na fechadura, era maluquice,
pensou ela antes do sangue tocar o cadeado, mas após o toque,
ela viu o cadeado destravar sozinho, ela sorriu mas sentiu um
ar gelado lhe atravessar a espinha;
Olhou calmamente o baú e como uma aventureira que
chegara ali, abriu a caixa, nada de excepcional na primeira
aparência, muitas fotos de seu avô, que ela mal conhecera, ela
ficou ali a olhar as fotos, não eram lugares na Escócia, muito
menos na Grã Bretanha, olhou ao fundo cada foto, das
primeiras não reconheceu nenhuma, mas das ultimas, alguns
lagos que ela conhecia, uma do Lago Ness, apenas de
passagem, uma do lado do Lago Arkaig, uma do Lago Maree,
do Lago Shin, estes que ela reconheceu, haviam outras que ela
não reconheceu, mas parou diante de uma, era seu avô, sua avó,
mais algumas pessoas, mas tinha dois seres estranhos, bem
estranhos na foto, não eram humanos, não pareciam fantasias, e
separou aquela foto, olhou no fundo da mesma, e reparou que
todas elas tinham anotações, e uma numeração, começou a por
em ordem numérica, mas a que lhe chamava mais atenção, era

29 | P á g i n a

aquela com seres estranhos, nela dizia, Lago Lochy, ficou a
pensar, sabia onde ficava, pois em viagem na região a estrada
passava ao lado, mas não lembrava daquele ponto especifico,
foi ordenando as fotos, a primeira era Lago St. John’s, o
segundo Lago Hailen, terceiro Lago Scarmclate, e assim ia,
algumas com uma foto, alguns com duas, no máximo 4 fotos
do lago, e por ultimo, Lago Lochy, foto de numero 345, com
aqueles olhos grandes lhe olhando, a moça tentou lembrar de
todos os tipos de seres estranhos que o planeta fora obrigado a
aturar na ultima década, mas não parecia com nada do que ela
vira, estava a pensar quando viu que por baixo das fotos tinha
uma tampa, tirou com calma as demais fotos, e com calma
tirou a tampa e a pos ao lado, olhou para dentro e viu uma
pequena vasilha, e alguns apetrechos que não conhecia, foi os
tirando com calma e quando viu dois instrumentos lembrou de
um livro que olhara uns 3 dias antes, e pegou ele com calma e
abriu;
―Garfos de Ogros‖
―Espelhos de Ninfas‖
―Cachimbo de Brucs‖
―Vasilha de Duendes‖
―Facas, de Unha de Gigantes‖
―Dentes de Fadas‖
―Cabelo de Amazonas‖
Ela olhou os cabelos e teve a impressão deles se
mexerem e viu um pequeno livro de capa verde, lembrou
daquele livro, quando era uma criança, sua avó sempre estava
com ele por perto, mas quem tentava o tocar levava um tapa na
mão, ela olhou o livro, e o pegou;
―Diário de uma Solitária‖

30 | P á g i n a

―A quem interessar, ou vier a achar, esta é a historia de
Tanja Bernadete, me chamam de Bruxa, mas não entendem o
que significa ser uma Bruxa, estou numa das terras que
pertenceram ao gelo, que pertenceram depois aos Mamutes,
depois, as lendárias Amazonas, com a separação dos mundos,
sobrou aos humanos, sobreviver nestas terras.‖
―Sou uma Bruxa, mas não como nos livros de crianças,
aquele ser que envenena maças para adormecer princesas
bonitas, sou apenas uma comunicadora, alguém que a muito
dedicou sua vida a sobrevivência desta região e tradições, os
ventos do mundo estão mudando, não sei se para bom ou para
ruim, mas tudo que vejo, é progresso, falam de aquecimento
global, mas não é ele que se deveria discutir, e sim,
biodiversidade, não me adianta um planeta mais frio e com
menos biodiversidade, algas sempre se adaptaram, corais,
também, ou os cientistas acham que passamos por tudo que
passamos por influencia de primatas, desculpe, as vezes me
sinto especial, mas sei que não sou mais do que uma
observadora, a muito vejo um caminho, mas toda vez que o
vejo, muda, esta é a praga das Bruxas, se virmos o futuro o
comunicamos a alguém e ele se modifica, então nos isolamos,
não me adianta saber das coisas boas, procuramos os defeitos,
as imperfeições, pois se as vermos, algo diferente se fará, a
missão nossa é achar os defeitos, e enxergar pela pior visão que
consigamos, e passar a frente, assim, ela não se realizara, mas
isto nos gera incredibilidade, se falar que vai chover, faz sol,
mas esta é a função das Bruxas, passar a frente apenas o que
precisam, não existe alegria nisto, um dia sonhei com o amor
de minha vida sorrindo, não deveria ter falado a ele, mas
quando vi já havia falado, dois dias depois ele estava no caixão,
não é fácil carregar esta praga, lembro de quantas broncas dei a

31 | P á g i n a

minha filha, por a amar, se a amasse como queria, poderia a ter
matado!‖
―Nesta caderno, não tem muita coisa, apenas coisas que
não deveria falar então ficaram escritas, para que pudesse ir a
frente, pois se falasse poderiam não acontecer, e minha
obrigação era que acontecesse, por mais estranho que pareça!‖
A moça abraçou o caderno e pensou no tamanho da
responsabilidade, alguém que se isolou de todos, e somente
com sua morte, os demais a respeitaram, alguém capaz de
dedicar a vida a algo que parecia loucura, passar a vida como
alguém sem credibilidade;
A moça pensou que sua avó tentou passar a sua mãe o
que viu, mas provavelmente sua mãe não sobreviveu há aquele
dia para ler a mensagem, e se perdeu, então sua avó viu como
uma ameaça de sobrevivência, precisava passar a frente, mas
alguém a matou naquele dia, por que teria acontecido, será que
os desígnios eram maiores?
A moça dormiu abraçada ao caderno, tantos tapas lhe
reservaram aquele pequeno caderno, agora sabia por que, mas
sua avó não conseguiu passar a frente, ela se cobriu bem, para
as noites frias locais e dormiu encolhida a cama;










32 | P á g i n a






























33 | P á g i n a

Capitulo 6

A moça acordou com alguém batendo a porta, olhou
pelo vidro, era o rapaz do dia anterior, tentou lembrar o nome,
não sabia se ele o falara ou não, mas não lembrava, e uma
menina ao lado, se vestiu, estava frio e saiu pela porta e
perguntou;
— Sim, em que posso ajudar?
— Lembra de mim? – O Rapaz;
— Sim, mas estava tentando lembrar seu nome, não
lembrei!
— John Clyth!
— Anja Homes!
— Esta é minha irmã Felícia!
— O que vieram fazer aqui? – Anja com cara de quem
acabara de acordar;
— Pelo jeito a acordamos irmão, não é como a avó,
acordada aos primeiros minutos do dia!
Anja olhou para a menina e falou;
— Felícia, não estou acostumada a esta temperatura,
depois da morte de minha mãe, corri o mundo com meu pai,
que se enterrou na bebida após a morte de minha mãe e irmã,
então estou acostumada a climas como de Madri ou Lisboa,
não me levem a mal!
— Desculpa, é que minha avó sempre falou mal de sua
avó, mas todos sabemos que ela era especial, Anja! – Falou o
rapaz;
— Mas o que vieram fazer aqui?
Um silencio se fez, era difícil as vezes as conversas;

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— Viemos conversar, a cidade esta definhando, então
novidades são boas!
— Querem entrar? Não reparando na bagunça!
— Não, dizem ser terreno sagrado, não nos atreveríamos!
– John;
— Terreno sagrado? – Anja;
— Sim, dizem as crenças que nem quem matou sua avó
teve coragem de entrar na casa!
Anjo sorriu, a avó era uma lenda, das grandes da pequena
cidade;
— Sabe que estranho isto, era uma adolescente quando
ela morreu, num dia que nem gosto de lembrar, mas o que se
faz nesta cidade?
— Nada, Internet, pesca de Caranguejo, criação de gado,
nada tão interessante assim!
— E para se divertir? – Anja perguntou;
O rapaz sorriu e falou;
— O que fazia em suas andadas pelo mundo, pelo jeito
viveu muito nos últimos 10 anos?
— Não muito rapaz, nem consegui terminar uma
faculdade, pois meu pai quando eu estava quase me adaptando,
mudava de lugar novamente, então não foi divertido!
— Por aqui caminhamos bastante, apreciamos o que para
nós não é novidade, como ir a Burngill ver os barcos saírem ou
voltarem, caminhamos até a reserva de Rumster mas nada de
especial!
Anja sorriu e falou;
— Não querem entrar mesmo, não tem nada de
extraordinário?

35 | P á g i n a

A menina olhou para o irmão como se para ele tomar
uma atitude, estavam de pé a frente da casa e a menina falou;
— Aceitamos, mas não conte a ninguém!
Anja sorriu e adentraram ao local;
Os dois viram que tinham muitas caixas vazias, que até
não estava tão desarrumado, apenas próximo da lareira, a casa
estava fria e John falou;
— Tem de ligar a lareira moça, senão pode morrer de frio
nesta região!
— Ainda não comprei lenha, então não tenho o que por
fogo!
— Sabe que você é estranha! – A pequena Felícia;
— Se foi um elogio, obrigada! – Falou sorrindo Anja, e a
pequena menina sorriu de volta;
— Parece que esta se batendo para ajeitar tudo? – John;
— Sim, eram pilhas de caixas fora do lugar, mas agora já
tem pelo menos lugar na cozinha para sentar!
Os dois sorriram e Anja pôs uma água para ferver e
perguntou;
— Um chá? – Pergunta ao rapaz que não respondeu;
— Sim, vai bem um chá! – Felícia;
— O que veio fazer na cidade?
— Rapaz, meu pai perdeu a casa em Glasgow, não
perdeu esta pois não estava em nome dele, o resto ele bebeu em
uísque e coisas mais fortes, não tive alternativa, ele esta a
tentar de novo em Lisboa, parece que ofereceram um novo
emprego, mas cansei de correr atrás, e vim para cá, quando
descobri que estava em meu nome, estranhei, mas vim, minha
avó não era alguém fácil, hoje sei por que, antes não sabia!
— E por que ela não era fácil? – Felícia;

36 | P á g i n a

— Pequena Felicia, o que sabe sobre ser uma Bruxa?
— Nada, pensei que não admitiria que ela era!
— Pequena Felicia, ser bruxa, é ter de pensar em cada
frase que se fala, em cada ato que se faz, pois tudo vai
acontecer diferente!
— Não entendi? – John;
— Rapaz, como ela falava, se virasse para você, e
dissesse que iria fazer sol, chovia, então ela tinha de cuidar
com as frases, tinha de nos ser rude, não nos falava nada
amigável, não gostava de palavras românticas, ela evitava
sorrir!
— Não entendi? – Felicia;
O rapaz também fez como se não entendesse;
— Sabe por que a igreja desabou no dia da celebração da
missa de sétimo dia dela?
— Não!
— Por que ela disse para sua avó que quando ela
morresse, se fizesse uma missa de sétimo dia naquela igreja,
tudo que ela falava não se realizava, então uma hora antes da
missa, a igreja veio inteira a baixo!
— Como sabe disto? – John;
— Estava a ler o diário dela ontem a noite, e tudo o que
achava sobre minha avó mudou, rapaz!
— Mas é uma maluquice!
— Sim, a velha tradição de desejar algo ao contrario,
pode perguntar para o pessoal, ela sempre ia a encosta na saída
dos barcos de pesca e eles sempre perguntavam como iria ser a
pesca, ela nunca dizia que iria ser boa! ―Vai ser uma merda!‖
Era a frase que ela falava e eles sorriam, pois sabiam que seria
uma boa pescaria, quantas vezes barcos voltaram quando ela

37 | P á g i n a

falou, ―Johnatan, tenha uma boa pesca!‖, eles sabiam que
aquele que ela chamava pelo nome, deveria voltar, isto
qualquer ser da comunidade deve falar!
— Sim, achavam que era mal agouro se ela falasse algo
bom, mas não sabia que tinha uma regra!
— Ela previu na noite que foi morta, muito do que
aconteceu nos últimos 10 anos, mas ela morreu antes de passar
a frente, ela passou uma mensagem para minha mãe, ela
morreu no mesmo dia, nunca ninguém soube rapaz, então
mesmo tentando cuidar de todos, ela foi traída por um bando de
malucos!
— Sabe quem a matou?
— O mesmo grupo que deve ter matado meu Avô, se
denominam Dragões de Abraão!
— E fala como se fosse normal?
— Hoje sei que nada foi ao acaso, pensei que caminhei
para cá ao acaso, mas não foi!
O rapaz olhou para a irmã e perguntou;
— Então veio a pedido dela?
— Não, mas tudo que vivi a 10 anos, poderia não ter
acontecido, se a inteligência Britânica não tivesse medo dela,
eles para proteger a Rainha, entregaram a posição dela aos
Dragões, mesmo sem se tocar disto, então minha avó morre na
madrugada seguinte ao ter recebido a visita da falecida Rainha
da Inglaterra, mas quando eles se locomoveram para cá,
entregaram a posição dela, e ao comunicarem—se com minha
mãe, a mataram junto, ou acha que seres que atiram na cabeça
de uma menina de 13 anos, são gente de bem, gente que tem
amor a qualquer coisa, eles matariam o planeta por uma guerra
destas, que nem entendem!

38 | P á g i n a

— Então esta dizendo que foi um atentado mesmo? –
Felícia;
— Não estou falando nada, já falei muito, mas como
dizia minha avó, desejo a eles, eternas felicidades!
Os dois se assustaram, pois sabiam que era um desejo de
morte, de uma herdeira da Bruxa local, e John falou para a
irmã;
— Acho melhor irmos, irmã!
— Que tenham um péssimo dia! – Falou Anja que viu o
sorriso dos dois ao sair;
Anja nem reparou que fora medo que os fizeram se
afastar, estavam a conversar e de uma hora para outra saíram
sem nada falar;








39 | P á g i n a

Capitulo 7

Um avião acabara de decolar de Tel Aviv, e os
passageiro estavam indo rumo ao Brasil, e um senhor que
estava no seu escritório na saída do porto olhou o avião a
adentrar o mediterrâneo como todo dia, e vê uma asa se
desprender e o avião perder altura e entrar em parafuso a mais
de 5 mil metros adentro do mar, a noticia vem ao ar, e muitas
indagações sobre o que deveria ter causado aquele acidente, se
falava de terrorismo, e as noticias corriam Israel e o primeiro
ministro chega a seu gabinete e pergunta;
— Mas por que derrubariam um avião de passageiros?
— Ninguém conseguiu nada ainda primeiro ministro,
estão se defendendo com um ataque, mas não temos explosão e
nem indícios de problemas anteriores!
— Mas tivemos alguma perda importante?
— Sim, haviam 150 rapazes dos Dragões naquele vôo
comercial, primeiro ministro!
— Mas como, não sabem das regras, nunca por eles
todos em um avião?
— Todos não, mas os mais expedientes, estavam a ir ao
Brasil, senhor!
— Me levanta os dados, mas sabe que não gosto de
perdas destas, e nem de parecer fraco!
O rapaz sai pela porta e um senhor adentra e fala;
— Algum problema primeiro ministro?
— Não sei, me informe?
— Nada de anormal, tudo tão calmo que fomos pegos de
surpresa!

40 | P á g i n a

— E esta leva de invasão a nossos vizinhos?
— Alguns paises estão resistindo, mas Irã, Iraque, Grécia,
a Turquia inteira, a Geórgia, Síria, e a Armênia já aderiram a
esta nova nação de Imortais, que se denomina de Império de
Dalila e Tesália!
— E como estão os financiamentos dos grupos
extremistas do outro lado?
— Como sempre, mas estranhamos esta ação, parece
retaliação, mas não temos como afirmar isto!
Os dois se olham e passam os dados referente a ações que
devem ser tomadas.
As informações não batiam e fazem ligações para as
nações de resistências as investidas dos imortais, a vida quando
parecia estar se normalizando, tudo desandava, o império das
Amazonas se estendia sobre nações inteiras e parcialmente
sobre outras, elas não guerreavam, apenas tomavam espaços,
como o sul da Rússia, estendendo seu império até o planalto
central da Rússia, Tula era a fronteira norte deste novo império
com a Rússia, já a oeste começava a se deter, na planície de Urt,
a leste no mar Adriático, após o governo da Albânia aderir ao
Império, mais por medo da guerra que por um motivo exato ou
racional, ao Sul, estavam na divisa com a Arábia Saudita,
anexando nações inteiras como Iraque, Irão, Síria e Jordânia,
então paises como Egito, Arábia Saudita, Israel, esqueceram
antigos desentendimento e esperavam o avanço, sobre o rio
Jordão, tão anunciado nos testos apocalípticos;






41 | P á g i n a

Capitulo 8

Quando as Amazonas vieram a publico a mais de 10
anos, o mundo ignorava a existência de Imortais, estavam a
viver em um mundo onde achavam existir apenas humanos, de
uma hora para outra, souberam que nem todos os que
aparentavam humanos, o eram, e souberam primeiro por um
menino, parecia um rapaz, mas diziam ter apenas 14 anos, que
não estávamos sozinhos no universo, ele chamou os Criadores,
seres que inseriram seus conhecimentos no genoma dos
Primatas, e destes primatas, que foram adulterados
geneticamente a 2 milhões de anos, descendem os Homo
Sapiens, depois veio uma menina a publico e mostrou que não
eram apenas estes humanos que viviam sobre o planeta, haviam
uma espécie que se parecia em tudo com os humanos, mas se
denominavam de Fanes, esta espécie, desenvolvia dons, e a
menina encantou o mundo, ao levantar 12 quadras destruídas
de New York com um toque ao chão, naquele dia, veio ao
conhecimento do mundo a existência dos Dragões de Abraão, e
o entendimento do por que os Judeus se achavam os filhos de
deus, os descendentes desta adulteração de genes, mas não
adiantava falar aos seres que existiam outros, que não eram
humanos. Ao mesmo tempo, veio ao conhecimento publico,
que existiam seres inteligentes em realidades paralelas, e de um
dia para outro se viu, Naves Fanes, imperadores Pegazus,
Insectos do tamanho de humanos, outros maiores, seres
encantadores como as Ninfas e os Duendes, seres aterrorizantes
como os Gigantes, seres inofensivos como os Minotauros,
milhares de espécies para se aprender e dividir conhecimento,
por um lado, tecnologia de ponta para atravessar galáxias do

42 | P á g i n a

outro, um mundo que cresceu em um ano, de tamanho e
abrangência. E por ultimo apareceram os imortais, se descobriu
que muitos se esconderam por milênios das experiências cruéis
dos Criadores, se eles forçaram o crescimento genético dos
primatas, eles adulteraram muitos imortais até os fazer morrer,
para os Criadores apenas seu deus poderia viver eternamente,
então era uma missão acabar com os imortais, viam como um
desafio posto por deus, e na arrogância desta crença, mataram
imortais por adulteração genética, misturando com seres
mortais do planeta e de outros mundos, mas com o vir a tona
destes imortais, protegidos por um menino, Peter Carson, o que
desafiou os Criadores e os pos para correr, as Amazonas
fundaram seu império, e muitos imortais foram para aquele
reino, onde viviam Mortais e Imortais em harmonia, era o reino
que conseguiu maior integração com os seres de outras
realidades, pois não achavam seres como os gigantes perigosos,
e os mundos se modificaram por este motivo;
Mas os humanos viviam ainda em suas antigas nações e
os ensinamentos de Peter Carson foram proibidos em muitos
paises, pois ficou claro que os seres não estavam morrendo,
após o enfrentamento com os Criadores, poucos sabiam o que
havia acontecido, mas era um fato, mas o que os governos
proibiram, foi o ensinar da imortalidade, pois estavam
prevendo uma imensa guerra que acabaria com o planeta, mas
esta informação estava sendo controlada em muitas partes do
globo, e o rapaz, Peter Carson quando voltou a vida a mais de 3
anos, se recolheu em seu mundo, na costa oeste dos USA;





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Capitulo 9

Anja estava na cabana de sua avó quando os dois rapazes
de dois dia antes chegaram a porta e um falou, já era fim do dia,
escurecia cedo naquele lugar;
— Senhorita Anja, podemos falar?
— Vocês de volta?
Harley olhou a moça e falou;
— Podemos conversar?
Era difícil este novo aprendizado para a moça, ela quase
disse sim, mas não sabia as conseqüências, não falou nada e fez
um gesto para entrarem;
Os dois viram que a moça estava com a casa quase toda
arrumada, ainda tinham as caixas vazias jogadas em um canto,
mas Colton falou;
— Senhorita, precisávamos da ajuda de sua avó, mas na
falta talvez pudesse nos ajudar!
— Assunto?
— Estamos com uma crise mundial, sabe disto?
A moça não respondeu, sabia que o mundo estava uma
bagunça, os mais otimistas diziam que em 100 anos tudo se
resolveria, mas as pessoas estavam receosas com tantas
mudanças;
— Senhorita, o que vamos falar, tem de ficar entre nós!
Ela sacudiu afirmativamente a cabeça;
— Senhorita, a 10 anos, sua avó foi morta por um motivo
único, ignorarem quem ela era, não sei se tem ciência do que
estamos falando?

44 | P á g i n a

Ela olhou os dois e falou;
— Não, nem idéia!
— Deve ter se inteirado da informação de que existem
dois tipos de humanóides no planeta, Humanos e Fanes!
— Sim!
— Você assim como sua falecida avó é uma Fanes!
Ela sabia disto já, após as leituras do dia, mas não estava
querendo abrir isto e falou;
— Não podem ter certeza disto! – Ela afirmou para não
parar a conversa;
— Primeiro sua mãe, irmã e avó foram mortos pelos
Dragões de Abraão, segundo sua avó era uma renomada Bruxa,
e por ultimo, somente Fanes tem esta aura Amarelada, que a
senhora tem!
A moça sorriu e olhou para Colton, que era quem estava
falando dos dois, e falou;
— Aura, você vê auras? Quem é você?
— Me chamam de Resistência, somos um grupo que
surgiu a mais de 10 anos, não sei se ouviu falar, Laikans!
— Aquela coisa de um Brasileiro maluco?
— Sim, Francisco Pombo, mas de maluco Francisco não
tem nada, senhorita!
— E como se envolveram nisto? – Anja;
— Eu já era da Inteligência, um assassino frio, era
estranho pois diziam que antes de cruzar minha vida com o
senhor Pombo, não tinha remorsos, não tinha vontades, era um
ser sem vontades!
— Não entendi? – Anja;
— Eu era um dos Laikans moça!

45 | P á g i n a

Anja olhou desconfiada, nunca estivera diante de alguém
que admitisse isto, então olhou o ser seria;
— Mas o que os trazem aqui?
— Existe um perigo que dizem que sua avó que
enfrentava, ela sempre foi a proteção dos Pólos, a inteligência
nunca entendeu isto até a morte dela, moça!
— Poderiam ser mais específicos?
— Sim! – Respondeu Harley. – Os registros que nos
passaram, foi que um dos nossos, a serviço de um ser que não
temos ainda a confirmação do nome, distraiu a inteligência
para apontarem onde sua avó estava, não estava nos registros o
endereço dela, até o dia anterior a morte dela, alguém induziu a
Rainha a vir aqui, para expor sua avó, mas ela era uma
protetora dos pólos, dizem que ela era mantedora do equilíbrio,
mas existe uma Bruxa de outra espécie, que alertou—nos de
que estão tentando acabar com este equilíbrio, moça!
— E acham que eu posso ajudar?
— Não sabemos, mas estamos aqui para perguntar!
— Eu não fui educada por minha avó, era uma menina de
15 anos interessada em futilidades quando meu mundo desabou
com a morte de minha avó, minha mãe e minha irmã, me dizem
que alguém dos seus que acabou gerando isto, e por que
ajudaria, pois sei que se é verdade, estarei na mira a partir desta
conversa!
Os dois se olham e Colton falou;
— Ela tem razão Harley, nem deveríamos estar aqui!
— Eu não relatei, você relatou?
— Não, mas sabe que os carros tem rastreadores, hoje até
os celulares tem rastreadores!
Harley se manteve pensativo e olhou a moça e falou;

46 | P á g i n a

— Sei que arriscamos moça, Colton e você tem razão,
mas sua avó morreu e se escondeu por uma missão maior, não
sei se tem noção do que esta em jogo, estamos falando dos
pólos do planeta, como eu não sei, mas sua avó os protegia, é
das magias, dons ou sei lá o nome que usam, mais poderosas
que existem, mas não sei como, mas ela os protegia, a
preocupação dos governos, é que a 10 anos, quando a menina
quase congelou o planeta, muita coisa mudou, na época
geleiras eternas, em questão de 48 horas, voltaram a condições
de mil anos antes, os oceanos chegaram a recuar naquelas 48
horas, cerca de quase meio metro, pode parecer pouco, mas
para 48 horas, é muito, rios congelaram, e coisas impensadas
aconteceram, o planeta não resistiria a isto muito tempo, mas
hoje, sem que ninguém fale, nestes 10 anos, que a menina se
afastou de nós, que o menino se isolou com a família, os mares
voltaram a subir, e hoje estão meio metro acima do nível que
estavam na época, então mandaram verificarmos se a senhora
ainda estava aqui, somente agora os registros da morte de sua
avó foram levados a serio, ninguém tinha coragem de vir
verificar, e nos passaram o relato feito a 10 anos, com uma
frase parada no tempo, a dez anos, ―A Confirmar‖!
— Esta a dizer que a morte de minha família ainda estava
a verificar, pois eles tinham medo de minha avó?
— Sim, eles tinham, na verdade ainda tem!
— Não entendi?
— Temos um superior que na época conduziu a Rainha a
estas terras, ele fala que a vida dele desandou daquele dia em
diante, e a sua avó nem falou nada de agressivo, apenas não
gostou da forma que foi feito!

47 | P á g i n a

— Mas como disse, não sou uma iniciada em Bruxaria,
que é o que o povo daqui falava sobre minha avó, não tenho
como ajudar!
— Mas ficaria de olhos abertos, e nos informaria –
Colton estica um cartão – se algo estranho acontecer!
Ela apenas acenou, não era de meias palavras, mas a
frase dela, era para eles entenderem, mas não entenderam, ela
queria ajudar, ela entendera, mas não podia dizer que o faria,
senão não conseguiria, era um jogo que a maioria
enlouqueceria em jogar, os rapazes saíram e ela falou;
— Uma péssima viagem para vocês!
Os dois estranharam, mas saíram e tudo foi perfeito na
volta, até o tempo melhorou quando chegaram em Wick, para
pegar um avião de volta a Londres;
















48 | P á g i n a






























49 | P á g i n a

Capitulo 10

A noite foi agitada, a moça não dormiu direito, a imagem
de pessoas vindo a matar veio a mente a noite inteira e quando
ouviu as palmas a frente da casa, demorou a sair da cama,
estava com medo, mas tomou coragem e foi a porta e viu John
que perguntou;
— Acordei você?
— Dormi mal, — Anja olhou o rapaz e depois de pensar
um pouco falou – sonhei a noite inteira que os matadores de
minha avó voltaram, então não dormi muito!
— Ainda sonha com isto?
— As vezes pessoas trazem lembranças do passado, dois
rapazes me procuraram ontem, estavam procurando minha avó!
— O que queriam?
Anja olhou o rapaz, pensou, contra—informação, como a
dar em algo assim;
— Queriam saber sobre a morte de minha avó!
— Vai me convidar para entrar ou vamos ficar a
conversar na porta?
— Não, mas se quiser me seguir, estou indo a cidade!
— Vai onde?
— Não sei, não conheço a cidade ainda, mas preciso de
comida, lenha e gás, alem de fazer o carro andar de vez em
quando!
— Ainda usa um carro a combustão?
— Não, ele que me usa, só dá defeito!

50 | P á g i n a

O rapaz sorriu e lhe ofereceu uma carona, ela não falou
nada, apenas foi ao carro, os dois pararam em uma estalagem e
a moça entrou, obvio que o senhor a olhou com desconfiança, e
o senhor relaxou apenas quando John falou;
— Senhor Paterson, esta é Anja Homes!
O senhor olhou a moça e perguntou;
— Vai querer o que, moça? – A pergunta foi ríspida;
— Lenha, gás e algumas coisas!
— Vai pagar?
— Não! – Falou esticando o cartão de debito para o
senhor.
O senhor encarou o rapaz e perguntou para a moça;
— Nova na cidade?
— Sim, nova na cidade! – Contra informação, era como
dizer não, para ela, mas o senhor nunca entenderia, se ela
dissesse que iria pagar uma conta, só agora entendia por que os
cartões de debito de todos funcionavam, o dela, nunca, era
dizer que iria pagar uma conta, as coisas desandavam, ela
quantas vezes falou para seu pai que as coisas iriam melhorar,
quantas vezes desejou bem sem saber o que estava fazendo, sua
vida estava se abrindo, ela longe de seu pai, talvez fosse o
melhor para ele, o senhor perguntou onde entregar e quando ela
escreveu o endereço o senhor olhou serio para ela, e perguntou;
— Você que esta arrumando a casa da velha Bernardete?
— Ela era minha avó, senhor!
O senhor deu um passo atrás, e John sorriu e falou;
— Vamos?
— Não! – Respondeu ela, ele entendeu que era sim, mas
estava a tentar entender o que a moça fazia na cidade, ele
mostrou a região para ela, e no fim a deixou em casa, um

51 | P á g i n a

senhor veio mais tarde e entregou o pedido o deixando a porta,
a lenha para fora numa pequena cobertura, colocou o gás no
lugar, e sem falar nada se foi, eles tinham medo dela, que
achou graça, um lugar onde a respeitavam, mas pensando em
seu passado, tudo normal até a morte de sua mãe e avó, depois
tudo desandou, será que se passava isto de mãe para filha, mas
como as duas morreram juntas, foi para ela sem avisos ou
preparação?
Ascendeu a lareira e a temperatura melhorou, as paredes
grossas de pedra, quando com um calor interno, transformou
em um local agradável, ela se pos a ler e estudar, estava se
inteirando das coisas;


















52 | P á g i n a





























53 | P á g i n a

Capitulo 11

Na chegada a Londres, Colton e Harley foram ao
escritório de informação e passaram um relatório, e meia hora
depois o diretor do local os recebia e falou;
— Colton, me confirma o relatório?
— Sim senhor!
— Então as informações da morte de Tanja Bernadete
são reais!
— Sim, com dez anos de atraso mas são reais!
— E a neta, se propôs ajudar?
— Não, ela disse que não poderia, senhor!
O senhor sorriu e Colton não entendeu;
— Não queria que ela ajudasse senhor?
— Não Colton, mas se ela dissesse que iria, me
preocuparia, se ela dissesse que sabia do problema, me
preocuparia, pois ela não o faria, a menina pode não saber, ou
saber, mas é a herdeira de Bernadete, se ela sabe ou não, não
me interessa ainda, mas fiquem de olho!
— Não entendi? – Harley;
— Rapaz, descendentes de Bruxas, o dom de ser uma
bruxa, se passa a filha mais velha, se ela não estiver viva, a
neta mais velha, ela pode não saber, mas tudo que ela falar, não
vai acontecer, então se ela dissesse, vou ajudar, me
preocuparia!
Colton sorriu e os dois voltaram a seus afazeres;



54 | P á g i n a






























55 | P á g i n a

Capitulo 12

Fazia 30 dias que Anja estava na pequena Lybster,
nada de anormal em uma vida tão cheia de tragédias, ela
reparou que os rapazes a inteligência voltaram a cidade, o
rapaz John parecia interessado, não saia mais dali, ela terminou
de arrumar a casa, tirou os utensílios do baú e o fechou com
uma gota de sangue novamente, somente os da família poderia
abrir, ela estava a escrever um pouco, quando viu parar a porta
um senhor, ela sabia que conhecia aquele rosto, estava mais
velho, mas com certeza era o mesmo, o senhor ao lado de sua
avó na beira do lago de Lochy, olhou o senhor a porta;
O senhor a mediu de cima a baixo e falou;
— Deve ser Anja Homes!
— Sim, e quem é o senhor!
O senhor estranhou a frase, mas falou;
— Sabe o perigo do sim?
— Não respondeu! – Falou Anja;
— Issac Romov!
— Romeno?
— Não, Russo!
A moça estranhou por uma leva de segundos, após ele
falar o nome, lhe veio as informações do senhor a mente, como
se por magia, ou por encanto e ouviu;
— Precisamos conversar senhorita Anja!
— Sobre?
— Sua avó!

56 | P á g i n a

Ela abriu caminho e viu que o senhor olhou para o carro,
não se via ninguém nele, mas ela sabia que tinha alguém ali,
estava a aprender estes limites, sua historia estava se abrindo, e
não tinha pretensão de a fechar novamente, reparou que o
senhor entrou observando as coisas, ela pusera todos os livros
de magia de sua avó, por trás dos livros comuns da prateleira,
quem olhava via apenas clássicos, e livros de culinária, embora
soubesse que alguns não eram apenas culinária, pois não se
aprendia a fazer molho de unha de gigante para servir a alguém,
não com a pessoa sabendo, mas tudo bem, ela olhou o senhor,
ofereceu um chá, e o serviu, ela sentia uma dificuldade grande
quando oferecia algo, para o fazer, tudo tentava impedir,
sentira isto quando da primeira vez que oferecera chá a John,
mas ela forçava a quebra da regra e o senhor a frente dela,
pensou que ela não sabia nada, pois não o faria se soubesse;
— Moça, tem de saber as regras que vou falar!
Anja não queria saber as regras, então falou;
— Senhor, quero saber as regras, mas antes poderia me
dizer quem é e o que pretende?
O senhor se calou, tentou pensar em como falar e não
achou uma palavra, e virou—se para a moça e falou;
— Não é justo isto moça!
— O que não é justo?
As palavras faltaram novamente e o senhor ficou irritado,
e Anja viu um ser entrar pela porta, era um dos seres da foto,
este olhou a moça e falou;
— Não sabe ou esta o forçando a não fazer?
— Não quero saber quem é, ser estranho!
O ser sorriu e o senhor a mesa também, e ouviu;
— Melhor assim, sou Promet, um ser do mundo dos
espíritos, um ser que não deveria estar neste mundo, mas se

57 | P á g i n a

estou, devo ter minha função, sei que muitos não gostam de
mim, mas meu mundo esta se perdendo e fui mandado para cá,
mas não vai entender, não defendemos os mesmos propósitos,
moça!
— Você defende a morte, e como algo mudou, as pessoas
não estão morrendo, e o mandaram!
— Na verdade uma Bruxa do meu lado, uma espírito
alertou dos riscos, mesmo antes do acontecido, vim ao mundo
dos vivos com ajuda de outros seres, mas não estamos no
mesmo lado!
— Você é um Bruxo?
— Não sou Bruxo, só existe um caso de Bruxo homem, e
ele se tornou um imortal, mas como bruxo homem, ele não
carrega a maldição, não a das palavras, apenas o da
convivência, tudo que ele ama, lhe será tirado!
— E o que não faz aqui?
— Vim ver se era uma ameaça!
Anja sentiu um receio, sabia que sua aura a traíra naquele
momento, mesmo que ainda não soubesse a ver, e viu o ser
olhar para Issac e falar;
— É uma ameaça Issac!
Anja olhou para o ser que puxou uma pistola e apontou
para ela, a moça ficou fria e falou;
— Não se mate Issac!
O ser de forma translúcida se assustou e viu o ser apontar
na própria cabaça e atirar;
— Você é mais perigosa que sua avó moça!
— Vocês que não me colocaram nisto, então reclamem!

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A moça olhou para o ser e este se desfez no ar poucos
segundos antes de John entrar pela porta e ver o ser morto, com
a arma a mão;
— Melhor não chamar a policia!
A moça sabia que a cada dia ali, as negativas estavam
mais fortes, por que não sabia, era algo com aquele lugar, era
especial, ela caminhara muitas vezes na região e uma vez em
Ramster, soube que era aquele local que era especial, desejou
por três dias não ter nada no local, e no quarto uma
transferência irregular se fez ao seu nome, por que ela não
sabia, mas era especial, o rapaz chamou o policial, a policia a
interrogou e para averiguação a detiveram, perguntaram se ela
queria um advogado, disse que sim, não o teve, perguntaram se
era culpada, disse que não, mas era o inverso da verdade, John
teve quase certeza quando ela disse isto, que era a culpada, mas
sabia que o rapaz estava com a arma a mão, ele entrara poucos
segundos depois do tiro, ela ainda olhava assustada para o
corpo, e para a porta por onde ele entrou, algo estava errado,
aquela casa não era boa mesmo para as pessoas, pensou o
rapaz;











59 | P á g i n a


Capitulo 13

Anja ficou 10 dias presas para averiguação, os testes
resíduo—gráficos não apontaram nada, a arma era do senhor
que atirou, mas de que adiantaria a moça esclarecer o caso,
quem ajudara sem aparecer foram os rapazes da inteligência,
sabiam que deveria ter algo errado ali, mas não sabiam o que;
Ela retornou para a casa, limpou o local, olhou tudo, a
policia local não entrou lá nem para tirar o corpo, John tirou
para eles, o medo da casa era tão grande que os membros da
sociedade local evitavam, e aquela morte só ajudava a
aumentar a historia, ela estava a olhar em volta quando voltou,
e viu um gatinho bem pequeno a porta, ela o deu de comer,
mas manteve para o lado de fora, estranhou o acaso, sabe
quando as coisas parecem não fazer sentido, o gato de sua avó
ficou na memória da casa até seu aparecer na casa, agora outro
gato, nada nos escritos falava de gatos que viviam 60 anos,
existiam textos confusos sobre a vontade de uma Bruxa, capaz
de manter ou trazer a vida algo, mas nada especifico, texto sem
conjuntura, sem antes e sem depois;
Anja sabia que sua apresentação para a cidade não fora
boa, então para alguém que não queria ser notada, acabava de
entrar para a historia da cidade, sua avó e mãe foram a ultima
morte na cidade antes do suicídio de 10 dias antes, mas
sentou—se e leu os relatos de sua avó referente a Promet, agora
sabia o que era o ser, começou pela descrição;
―Promet, ele vem de um mundo de espíritos, fala varias
línguas, diz que tem uma missão mas que não a pode revelar,
para não comprometer a mesma, entendo ele, não consigo falar

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algo que não seja negando o mesmo, ele fala que existe um
mundo onde as almas se preparam para o recomeço dos
universos, algo sobre prepararem as almas para uma vida futura,
os escolhidos, que o morrer é natural, os imortais não serem
naturais, mas eles vem a propor uma procura dos imortais em
nossas terras, para que eles não compliquem as coisas, estranho
isto, mas estão dispostos a conversar com os imortais, não sei o
motivo, mas parecem preocupados!‖
A moça olha para a porta e viu a cara de desconforto de
John e falou;
— Se quiser sumir, sinta—se a vontade!
— Quero entender, por que o matou?
— Ele se matou, John, sabe disto!
— Mas disse que era inocente, então o que fez?
— Para que mexer nisto, você vai se complicar John!
— Sei que não quer que me complique, mas acho que
estou gostando de você, e me senti perdido!
— John, não desejo a ninguém se apaixonar por uma
bruxa, e não leve pela negativa, é sincero, não é algo bom a se
carregar!
— Mas por que, o que aconteceu?
— Ele me apontou a arma, John, veio me matar, estranho
como falar de mortos, não faz diferença, é como falar do
passado, nada muda, ele iria me matar, e falei para ele não se
matar!
— E ele se matou, isto é horrível!
— Desculpa! – Falou Anja abrindo a porta, ela se irritou,
pois horrível seria ele a ter matado, e John olhou ela o
oferecendo a porta, não se tocara das palavras que falara, e saiu
pela porta, ela sentiu uma lagrima correr ao rosto, a praga das

61 | P á g i n a

Bruxas, mas estava a começar a se encrencar, e pela primeira
vez, soube que sua avó fora morta por seres que ela conhecia,
somente nesta hora se tocou que eles não tinham uma foto na
casa, eles não sabiam onde ela morava, não sabiam onde a
família dela estava, a alternativa era matar a todos, eles lhe
deviam mãe, avó, uma irmã e toda a tristeza de seu pai, se John
não entendia isto, melhor ficar longe mesmo;























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63 | P á g i n a

Capitulo 14

Naquele dia, ela pegou o carro, e foi a Wick e alugou
uma casa, estava a torrar seus últimos recursos, procurou um
emprego, mas era difícil conseguir algo que não precisasse
falar, se posicionar, ela estava a carregar uma praga tão
complicada como a vida dela nos últimos 10 anos, não
conseguia se adaptar socialmente, passou 2 meses em Wick,
retornando quando da audiência, escolheu a posição que não a
complicaria, ficar quieta, não havia provas contra a moça, e
mesmo que a arma fosse dela, o senhor estava ilegal no pais,
sem que ninguém tivesse reclamado por ele, estranhamente
tudo parecia ir a favor da moça, e a inocentaram e ela retornou
a casa de sua avó, estava ainda como se não soubesse o que
fazer.
Estava a chegar na casa quando viu os dois agentes
parados no caminho para a casa, passou por eles e parou a
porta com eles parando atrás;
— Voltou? – Colton;
Ela não respondeu, não estava feliz, não tinha mais a paz
interior que a trouxera para aquele local, entrou na casa e viu
tudo revirado, os utensílios todos sumiram, olhou os livros,
todos os de sua avó, sumiram e os rapazes olharam para ela e
Harly perguntou;
— Levaram muita coisa?
— Nada que de para repor, rapaz!
— Mas o que levaram?

64 | P á g i n a

— Coisas sem preço, como uma faca feita com a unha de
um gigante, — ela sabia que iriam achar que era brincadeira
mesmo — alguns dentes de fada, e muitos livros de bruxaria!
— Não fala serio nunca? – Colton;
Ela não respondeu, pos uma água para ferver e pegou um
lápis sobre a mesa e olhou para os rapazes e falou;
— De que adianta falar serio, o que é serio ninguém
acredita mesmo, mas se alguém falar, vai perder o emprego, as
pessoas levam a serio!
— Vivemos numa sociedade consumista! – Harly;
Ela sorriu e fez um chá sem perguntar muita coisa, ela
estava a fim de descansar, e não sabia muito o que faria a partir
deste dia, e ouviu Colton falar;
— Moça, nosso superior mandou lhe oferecer ajuda!
Ela não expressou o que queria, pois se dissesse que não
precisava, eles iriam embora, se dissesse que precisava de
ajuda não a conseguiria, a cada dia descobria mais, mas ao
mesmo tempo, não se adaptava a isto;
— Moça, sabemos que não pode pedir ajuda, nos
explicaram isto, nos explicaram que não tem como afirmar algo,
que não seja o que precisa mudar, estranhamos mas aceitamos
as ordens, vão fazer um deposito em sua conta, todo mês, não
sabemos o que esta acontecendo, mas nosso superior disse que
o senhor que se matou em sua casa, era procurado, mas não
existia, não como um ser físico, então quem morreu aqui,
legalmente nunca existiu, ou se existiu, a muito deixou o nome
de origem para traz!
— Esta frio, não liguem!
Os dois viram a xícara ferver e Colton sorriu;
— Não quer falar nada?

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— Como posso acusar um segundo ser que não existe de
querer minha morte, um ser que os únicos relatos, são os que
sumiram, os de minha avó, este ser é esperto, e não posso pegar
ele!
— Entendi, mas quem é este ser que não pode pegar!
— Nome, talvez apenas um adotado, se denomina por
Promet, é uma alma, pela forma já foi um Danimes, mas hoje
esta a serviço das almas, e adivinhe o que uma alma faz neste
mundo?
— Nem idéia?
— Qual a única coisa que não esta acontecendo, rapaz!
— As pessoas não estão morrendo, por isto o ser esta
aqui?
— Sabe que não tenho como responder algumas coisas
sem interferir, mas preciso saber o que ele pretende, antes de
pronunciar algo, pode já estar engatilhado, e tudo indica que já
esta!
— Por que?
— O que eles roubaram nesta casa?
— As caixas que foram para sua família com a morte de
sua avó! – Harly;
— Sim, mas o que tinha nas caixas!
— Utensílios de magia?
Ela sacudiu a cabaça afirmativamente e disse;
— Não!
Os dois sorriram e depois do chá se foram, ela abriu sua
mala, a única coisa que sobrara, o diário de sua avó, uma faca
de unha, e um pente de cristal, diziam ter sido feito no magma
do Inferno, mas a moça não acreditava em parte das descrições;


66 | P á g i n a






























67 | P á g i n a

Capitulo 15

A moça sentou—se a cozinha em mais uma manha, e viu
John entrar pela porta sem bater, ela o olhou, fazia 10 dias que
estava de volta, nem ele nem a irmã apareceram, a cidade sabia
que ela estava de volta, então não era especial para ele, pensou
ela, não falaria isto nem positivamente nem negativamente, um
o afastaria para sempre o outro o prenderia a esta praga;
— Posso entrar?
— Não!
Ele entrou, e sentou—se a frente dela e falou;
— Desculpe, fui estúpido, mas estranho isto!
Ela não justificou nada, não o serviu, apenas falou;
— Desculpo! – Ele entendeu como seria normal entender,
levantou—se e saiu pela porta e ela sorriu, melhor assim;
A moça estava perdida, não tinha a quem recorrer, a
quem falar, a quem correr quando ouve a primeira noticia pelos
rádios, um irracional acionou uma ogiva nuclear sobre o ponto
exato do pólo sul, a imensa calota polar sobre a Antártida, para
quem não entende a importância disto, é um imenso continente,
não é apenas mais um continente, com calotas que variam de
mil a mais de dois mil metros de espessura, a maior reserva de
água doce do planeta, 90% da água doce do planeta, estimasse,
e as noticias narram o grande lago que se formou no local, os
ventos derretendo uma camada imensa nos 200 km quadrados a
partir do ponto de explosão, as noticias eram incertas, as
mortes apenas de pingüins, e cientistas, o principal, o
deslocamento pelos ventos do buraco de ozônio na atmosfera, e
uma rachadura no gelo, os cientistas tentavam adivinhar o que

68 | P á g i n a

aconteceria, mas era adivinhar, pois ninguém sabia exatamente
o que aconteceria.
Ela acompanhou com interesse, esta era a função de sua
avó, lhe roubam em um dia, e depois, estouram a bomba, mas
se uma coisa que as vezes passa desapercebido, as vezes bate
na memória como duvida, ela não sabia mais em quem confiar,
ela perdera o chão, e não sabia o que estava por acontecer,
pegou o carro e foi ao cartório de registros em Wick, onde fora
registrado o documento original, pediu um levantamento e
demarcação de suas terras e descobriu que sua avó tinha 12
pontos na região, todos eles, podia ser coincidência, mas eram
pontos altos, acima de 180 metros do nível do mar, com picos e
estruturas acima de 200 metros do nível do mar, lembrou que
sentiu—se bem em uma região lateral a Ramister e constatou
que estava em seu nome uma área alta, pediu a demarcação
daquelas áreas e marcação de divisas, o rapaz que fazia o
serviço estranhou, eram regiões sem muros, no máximo divisas
com alguma demarcação que poderia ser em pedra ou em
arbustos, mas como estava a receber para isto, apenas o fez, e
ligou para Colton;











69 | P á g i n a

Capitulo 16

Anja desceu em Londres em uma manha chuvosa, os
rapazes a conduziram a um carro, onde não se via a parte
externa, sabia que seria assim, sonhara com isto, seus sonhos se
multiplicavam, muitas vezes anotava em plena noite para não
esquecer, mas não os falava, e quando pararam em um
endereço, sentiu o carro subir, como se fosse um elevador, mas
poderia estar descendo, não queria saber, já estava a saber
demais, e viu quando um rapaz abriu a porta, e ela desceu, e
Colton a esperava e falou;
— Foi uma péssima viagem?
— Sim! – Respondeu a moça;
Ele a conduziu, andando a frente, ela via seguranças com
seus ternos impecáveis, era um corredor sem janelas,
conduzida chegou a uma sala, soube que era grave, quando viu
as pessoas, primeiro ministro do reino unido, Conselheiros, 3
deles do Highland Council, e um representante do rei, a moça
entrou, e um senhor veio a frente e falou;
— Senhorita, sou o chefe da inteligência, sir. Flaur!
— Anja Homes! – Falou a moça;
— O que a fez acionar a gente, sua avó nunca o fez!
— Ela sabia o que fazia, mas desconfio que mesmo que
falar, não vai parar de acontecer senhor!
— Esta ciente que ela sempre passou por maluca a
muitos?
— Era a função dela, se falasse, não acontecia, passava
por maluca, a maioria não compreende, mas sei que é verdade,
e se não falasse, os que achavam ela maluca, morreriam!

70 | P á g i n a

— Bom que esta consciente, estranhei o relato sobre a
Alma!
— O que vou falar, é pela urgência, era para eu estar
morta a 10 anos, e por dez anos ninguém nem olhou para lá,
mas alguém olhou, e um ser voltou ao local para terminar o
serviço, isto não preciso entrar em detalhes, espero?
— Não precisa, já expliquei aos demais!
— Mas tem um dado que me preocupou!
— Qual?
— Minha avó havia comprado terras nas partes altas do
Conselho de Highland, mas nenhuma compra se fez por meios
que consiga ver, dinheiro injetado no pais pela Rússia, pela
China e pelos USA, mas todos terrenos com no mínimo 180
metros de altura, e pontos e preferência acima dos 200 metros,
mais de 12 terrenos!
— Não entendi! – Primeiro ministro;
— Senhor, acabo de ter minha casa roubada, não
roubaram nada que possa explicar, livros antigos, formulas de
minha avó, aparatos de feitiçaria, a maioria vai rir, mas
roubaram isto, 10 dias antes de estourarem uma bomba sobre a
maior calota polar do planeta e todos sabem, ou terei de
explicar o que minha avó fazia?
O primeiro ministro estava descrente, a moça sabia que
seria assim, foi ali para que fosse assim, e o chefe da
inteligência falou;
— Senhores, a avó da menina morreu a 10 anos, numa
falha de segurança da nossa instituição, mas ela era tida como a
protetora dos pólos gelados do planeta, nunca entendemos isto,
mas a moça esta dizendo que roubaram a casa de sua antiga
avó 10 dias antes de estourarem a bomba, e que compraram
terras altas na região!

71 | P á g i n a

— Sabe que é maluquice? – Primeiro ministro olhando
para a moça;
— Sei, o senhor não viu minha avó, mas ela passou
muitas vezes neste lugar, para ser tida como maluca, mas estou
aqui e acho que não sou capaz de reverter o que vai acontecer,
mas sei que tentaram me matar, sei que estou meio perdida, sei
que um maluco esta a querer matar gente neste planeta, mas
não posso fazer nada sem contar a vocês, se acha que é
maluquice, tente viver um dia no meu lugar primeiro ministro,
onde tudo que falar, acontecera o contrario, se desejar um bom
dia, vai chover, se desejar saúde, depende da pessoa, pode a
matar, se desejar vida eterna com certeza será morte em horas,
se tentar não falar, eles lhe terão como maluco, e não pense que
alguém como eu consegue emprego, pois com uma língua
destas, ninguém chega perto!
— E por que esta falando se acha que não tem como
deter? – Um dos rapazes do conselho de Highland;
— Por que não sou minha avó, ela tinha isto
desenvolvido, fora treinada para isto, eu, assumi um carma de
família com a morte dela e de minha mãe no mesmo dia!
— Mas o que acha que vai acontecer? – Primeiro
Ministro;
— A visão foi clara, o gelo sobre o Continente Antártico,
vai rachar, depois da explosão, estas calotas virão em grande
pedaços sobre o mar, a explosão foi para que a água infiltrasse,
por baixo, então escorrerão para o mar, e cada pedaço destes,
pode ser um aumento do mar em questão de 60 cm, estamos
falando pedaços do tamanho de Highland caindo no mar, mas
se isto começar a acontecer, esqueçam, não terá o que deter
este cataclismo, mas o gelo sobre o continente pode gerar um
aumento se vier tudo ao mar, entre 180 a 200 metros no nível

72 | P á g i n a

do mar, é disto que estamos falando! – Falou a moça vendo a
cara de incrédulo dos seres a frente;
— Esta a dizer que pode acontecer? – O primeiro
Ministro;
Ela não falou, era agora que a achavam maluca, mas ela
viu no rosto de Colton que o superior deles disse para acreditar,
e o primeiro ministro xingou a perda de tempo e saiu pela porta,
o representante do rei foi junto, e o senhor Flaur olhou para a
moça e falou;
— Sei que parece desagradável isto senhorita, mas vi
muitos problemas se resolverem apenas por sua avó falar com
alguns, mas isto a mais de 40 anos, antes dela se isolar!
— Estava pronta para isto senhor, mas como falava, sabe
que tudo mudaria se isto acontecesse, sobre o mar, as
correntezas trariam os blocos para águas quentes, atrapalhariam
o tramite das correntes marítimas, o equador ficaria mais frio
regiões como a nossa, podem virar totalmente inabitadas, se
algumas correntes deixarem de circular, depois eles derreteria,
diminuiria a salinidade da água, o que quer dizer, maior
umidade do ar, e uma condição de vida totalmente diferente da
de hoje!
— Mas por que sua avó não nos relatou isto?
— Ela teve a visão no dia que foi morta, ela passou a
mensagem como sempre, para minha mãe, em sua caixa postal,
mas nenhuma das duas sobreviveu a aquele dia, e minha mãe
nunca abriu sua caixa de mensagem!
— E como sabe disto? – Colton;
— Eu vi os relatos enviados no computador dela, mas ela
foi morta no dia que não podia, uma coincidência muito grande,
ou muito bem planejada!
— E se isto vier acontecer, o que seria do planeta?

73 | P á g i n a

— Mudaria, totalmente, seria outro planeta, estou
contando para tentar evitar, mas acho que existem
conseqüências, eu deveria ter sabido disto antes, li o relato,
mas não entendi o que seria feito, minha avó era melhor nisto,
tive de ver o acontecido para ligar os fatos, daí sim consegui
sonhar com o evento, mas talvez tarde, ela teria sonhado a 10
anos atrás, e teriam evitado a explosão, mas não sei se depois
da explosão tem algo a ser feito!
O senhor Flaur olhou serio para a moça e falou;
— Espero que não esteja com a razão, mas se tiver,
temos um problema grande a correr atrás!
— Sim, mas saberá se os satélites registrarem uma
rachadura, daí sim verá o pânico tomar os cientistas e muita
gente vai fugir de partes baixas, um metro, pode afundar os
paises baixos do dia para a noite, senhor!
Os rapazes viram que a moça falava serio, não seria um
caso isolado, pensar em 200 metros de mar, é muita coisa,
mesmo que eles levantassem barreiras, seria uma arapuca,
teriam de largar certos lugares, mas Anja sabia que a maioria
não acreditara nela, foi conduzida ao carro, pelo mesmo
corredor, quando chegou a rua, abriu o vidro, olhou o Tamisa,
Londres, uma cidade tão próxima ao nível do mar, 10 metros
de mar, nas cheias poderiam perder toda a parte baixa da
cidade, 50 metros, tudo que ela via, estaria abaixo do mar, 100
metros, apenas os pontos altos e prédios mais altos, 150, pouco
mais de 5 prédios, 200, somente algumas antenas, seria o
desaparecer de toda a parte baixa do Tamisa, que em si, corria
quase todo a uma altitude inferior a 150 metros, seria o fim de
todo o estuário do rio, toda a planície por ele formada, quantos
moravam naquelas terras, tentou lembrar mas não conseguiu,
sua parte da Escócia, era fácil abrigar, 300 mil pessoas em uma
área imensa, mas o que fazer com milhões de pessoas,

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perdendo rapidamente as suas casas, olha serio para todos, teria
de fazer algo, não poderia deixar ao acaso, no mínimo adiar
isto.












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Capitulo 17

Após uma viagem longa, ela é deixada a porta de casa
por Colton, ela o olha e fala;
— Posso fazer uma pergunta pessoal?
Ele olhou desconfiado;
— Faça!
— Como faço para falar com Francisco Pombo?
— Eu comunico ele que quer o falar! – Era difícil
responder, o rapaz estava pegando subterfúgios, quando ela
perguntou, a vontade de dizer que não podia fora imensa;
— Uma péssima viagem de volta!
Ele sorriu e falou;
— Aviso o pessoal que você o quer falar!
— Não posso ir até ele?
— Ele esta escondido em algum lugar na Argentina!
— Um péssimo lugar se estiver em lugares como Buenos
Aires! – Falou ela;
— Nem todos terão a sorte de estar em lugares altos
moça!
— Sei disto, mas a correria vai ser grande por paises
industrializados, assim que começar a acontecer!
— O que aquele ser ganharia com isto, esta foi a parte
que não entendi?
— Guerras, fome, desentendimento geral entre os mortais,
rapaz!
— Sabe que estranho sua forma de falar moça!

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Ela não respondeu, ele se mandou pela estrada, ela
adentrou, viu que desta vez estava tudo no lugar, sentou—se,
pensou no que faria e ouviu uma menina a bater a porta;
Anja foi a porta e olhou a menina;
— Em que posso ajudar! – Tinha funcionado muitas
vezes, era um mandar embora em si, a cada dia mais forte;
— Quem é você moça, que tem uma aura de Bruxa?
Anja olhou para a menina e falou;
— E o que sabe sobre isto?
A menina olhou para Anja e falou;
— Sabe que não conseguirei responder algo assim, moça,
se não quer saber tudo bem, mas se quer, tem de aprender as
regras!
Anja fez sinal para ela entrar com o braço, a menina
olhou furiosa para ela e falou;
— Meu nome é Daniele, mas nunca mais faça isto?
Anja olhou sem entender;
— Nunca ofereça assim, a um desconhecido para entrar
em sua casa, esta abrindo a casa, as magias dela, para que a
pessoa aja sem problemas, não faça isto!
— Não entendi?
— Para com isto moça, ou vou embora!
— Vai de uma vez se quer ir! – Bradou Anja;
— Assim é melhor moça!
Anja viu ela entrar e falou;
— Pelo jeito não esta fazendo seu papel direito moça,
tem aura de uma Bruxa de Poteção, mas não sabe nem se
proteger, o que aconteceu, não aprendeu o básico?
— Lógico que sim! – Falou a moça, se falasse não estaria
criando resistência;

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— Certo, como conseguiu uma força capaz de calar, de
matar e não foi treinada, minha mãe não sabia quem eu era,
pois nasci para ser uma Bruxa que ouve Anjos e espíritos, não
se passa isto, se nasce com isto, mas Bruxas de proteção tem
uma função que se passa de mãe para filha!
— Minha avó foi morta a porta desta casa, a mais de 10
anos, com minha mãe!
— E quantos anos tinha?
— 15!
— Entendi, elas preparam as meninas depois dos 16, não
tinha idade, mas como aconteceu, uma bruxa não se mata
assim!
— Estava com minha família em Glasgow, naquela
madrugada, ouvi os tiros, me escondi, ouvi atirarem em meu
pai, depois entraram no quarto e mataram minha irmã, eu
estava apavorada dentro do armário, encolhida, devo ter saído
de lá, mais de uma hora depois, meu pai recebeu um tiro a
cabeça, mas se recuperou, mas trouxeram minha mãe para
distrair minha avó, dizem que ela morreu assim que abriu a
porta, eles nem entraram na casa!
— Se entrassem sem permissão a casa a protegeria,
moça!
— Mas como saber se é amigo ou inimigo!
— Toda vez que fizer uma pergunta direta, anotarei e
responderei depois, tudo bem? Eu vim aqui pois falou um
nome que me atrai, estava em Edinburgh, e acabou me atraindo
para cá!
— Nome em comum?
— Uma bruxa nunca confia nos demais, não uma de
proteção, toda vez que o faz, se for amor, o perde, se for amigo,
este enlouquece, e se for um inimigo, tentara lhe matar, por que

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disto, como se ama alguém que nunca poderá dizer que ama,
não poderá desejar algo bom, não dirá coisas positivas, este
motivo afasta ou enlouquece amigos também, já inimigos, se
os deixar entrar, eles sabem que uma bruxa sem conhecimento,
pode ser morta, depois, eles acabam provocando algo com
nossos inimigos naturais, os Dragões!
— Como sabe que foram os Dragões?
— Você falou o nome Francisco Pombo, alguém em
comum, a todos os Laikans, ou aprendizes da Fé!
— Não é muito nova?
— Os dragões perseguem pessoas como nós, os Fanes,
menina, eles tentam identificar famílias e as exterminar, nem
sabem ver auras e nem o que são bruxas, para eles, somos
apenas Fanes, temos de ser mortos!
— Não me ensinaria a ver auras?
— Ensino, mas minha idade, quando me tornei uma
imortal, tinha 16 anos, hoje pareço estar regredindo, eu fugi de
Francisco Pombo, e tenho os meus motivos para isto!
— Mas esta rejuvenescendo?
— Moça, o que entende da função de sua avó?
Este jogo de perguntas e respostas era as vezes chato,
mas precisava ser feito;
— Ela era a protetora dos pólos, roubaram esta cabana 10
dias antes do atentado na Antártida!
— Roubaram, vai me dizer que levaram os utensílios?
— Não entendi?
— Garfos de Ogros, Espelhos de Ninfas, Cachimbo de
Brucs, Vasilha de Duendes, Facas de Unha de Gigantes, Dentes
de Fadas, Cabelo de Amazonas, coisas assim, utensílios de
proteção!

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— Roubaram junto com os livros de iniciação de minha
avó!
— Então primeiro teremos de recuperar os utensílios,
pois sem eles não terá como ajudar!
— Desconfio que nada posso fazer menina, já fracassei!
— Uma bruxa tem de aprender, que tem de desconfiar e
não confiar em ninguém alem dela, mas nela, tem de confiar,
sua auto estima é o que rege seus atos, não interessando o que
os demais pensam!
— Desculpe!
— Não faça isto moça, pode ser mortal!
— Vai a merda! – Falou Anja se irritando de verdade;
— Melhor assim, temos uma forma difícil e uma fácil de
conseguir os utensílios de novo, espero que consigamos pelo
fácil, moça!
Daniele olha um gatinho a janela e fala;
— Tem de cuidar com os gatos menina!
— Minha avó sempre teve um!
— Normal, mas outra regra, pessoas normais, os gatos
que os escolhem, mas bruxas de proteção, você que escolhe o
gato, pois gatos podem não ser apenas gatos, podem ser almas
de vigia!
— Almas de vigia?
Daniele sorriu, o poder da moça era grande, mas sabia
que não teria como a moça aprender do dia para a noite, tudo o
que acontecera em sua vida após os 16 anos, olhou a moça e
falou;
— Temos duas formas de recuperar os apetrechos, uma é
caminharmos os 8 mundos e conseguirmos os utensílios
novamente, mas é muito trabalhoso, pois começa por ter de

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enfrentar 100 Amazonas imortais no braço, para que uma lhe
autorize cortar uma mecha de cabelo delas, depois uma descida
ao inferno, e assim por diante, deve saber que este caminho é
longo!
— Tem outra saída?
Daniele olha o gato e faz sinal para que ele chegue perto
e fala;
— Branus Ptros noss!
Anja vê o gato tomar a forma de um espírito, e sumir, ela
não viu, mas Daniele o pos para fora, quer dizer, ele saiu e
agora sobre sua autorização ele entraria de volta;
— Isto que falava, quando alertava sobre almas de vigia,
almas mandadas por um ser a controlar o andamento dos outros,
muitos destes controlam as pegadas de grandes pessoas, mas
podem estar na forma de canarinho, papagaio, porco, gato e
principalmente cães, eles adoram cães!
Anja estava ainda assustada, mas era obvio que a menina
não era uma qualquer, alguém mais nova que ela, na aparência,
mais de 10 anos a menos;
— Moça, outra coisa, tem de aprender a omitir sua aura!
— Por que?
— Tem outra saída, mas temos de seguir a magia de sua
avó, mas tem de ver que ainda assim será melhor do que
enfrentar a magia das Brucs, que são pior que as Amazonas, ou
mesmo, convencer um gigante que precisa lhe cortar as unhas!
— Certo, um caminho, mas não sei fazer isto!
— Mas lhe ajudo, quando falo em ocultar a aura, é por
que vejo que é uma Fanes, é uma Bruxa de Proteção e se vê
quando tem medo, quando esta brava, quando esta calma, e
coisas assim!

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A moça sorriu, a menina era rápida em respostas concisas,
não sabia o que iria aprender, mas as duas ficaram ali a
aprender muito, naquele dia interminável, que com perguntas
sempre sendo respondidas depois dava uma conotação toda
torta da historia;

























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Capitulo 18

As duas saem no carro da moça que estranhou não
saber como aquela menina chegara ali, mas o que falaram noite
adentro, nada tinha de normal, e olhou a menina e perguntou;
— Como não vamos os achar? Se este é o problema!
A menina sorriu para Anja e falou;
— Temos duas saídas, mas vamos a leste até Clith,
depois vamos a norte!
— Mas para onde – uma pausa – não devemos ir?
A menina fez sinal para ela dirigir, e saíram para um
caminho as cegas, Anja não gostava de não ter planos, mas
como dividir algo se não se deveria confiar, ou isto era mais do
que confiar, a menina entrou em sua vida de uma hora para
outra, mas também não sabia quem era a menina;
Não foram muito longe, na altura de Upper Camster,
entraram em uma estrada secundaria, no sentido de
Earrannaiche, e pararam numa entrada de casa destas que
foram desmanchadas, apenas as paredes de pedra ainda
estavam de pé, Anja estranhou, mas viu a menina abrir um
portão metálico, destes normais as fazendas da região, apenas
armação, verde, presa em um tronco pintado de verde, preso na
outra ponta por um pequeno encaixe de metal, fez sinal para ela
entrar, entrou e foram mais alguns metros e viu a menina bater
a frente da casa que não tinha nada, apenas a armação das
paredes, sem janelas, sem telhado, Anja começava a duvidar se
fora uma boa idéia, estava a escurecer, não que fosse fim do dia,
mas ventava do mar, e uma neblina protegeu o local, e a moça
viu algo que não entendeu, de uma hora para outra, pareceu
que o telhado se recompôs, olhou em volta, parecia outro lugar,

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saiu do carro, o clima estava mais quente no lado de fora do
que dentro do carro, olhou a menina que falou;
— Apenas não fale, tudo bem? – Daniele;
Anja sacudiu afirmativamente a cabeça;
Viu um senhor sair pela porta, não era mais a mesma
casa e olhou a menina e falou;
— O que quer Daniele? – Falou em Português, Anja não
entendeu;
— Vim lhe ver, velho rabugento!
— Quem traz com você, estava onde? – Ele faz que
cheira o ar e diz – Região de Highland, o que fazia lá? – Falou
em inglês;
— Me escondia de você, o que mais?
— Não entendi por que foi embora, Daniele!
— Eu disse que iria, você que não ouviu!
— Ouvi, mas não acreditei!
Anja entendeu quem era o senhor, como ela fizera, não
sabia, mas era Francisco Pombo, mas não entendia o que
falavam, a grande parte da conversa em Português, e embora
tivesse vivido em Portugal mais de 8 meses, era uma língua
diferente, bem lhe disseram que o que se falava no Brasil era
diferente do que se falava em Portugal, olhou a menina que
apenas lhe esticou a mão, foi, não sabia o que estava fazendo,
mas era quem ela queria conhecer, e quando Francisco olhou
para ela e falou em Inglês;
— Quem é você moça?
— Anja Homes!
O senhor olhou para Daniele que falou;
— Ela herdou uma praga sem ser preparada, tinha 15
quando mataram a mãe e a avó de uma vez só!

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— Qual praga? – Francisco;
— Bruxa de Proteção, os Pólos!
Anja viu o senhor a medir de cima a baixo e falar;
— Por que fugiu Daniele, o que me esconde, vejo que me
esconde algo?
— Se falasse não precisaria fugir, que sentido teria?
O senhor olhou para Anja e falou;
— Desculpe a bagunça, sei que deve estar evitando falar,
mas qual o problema?
— Alguém roubou a casa da avó dela e levou todos os
Utensílios, 10 dias antes da explosão, mas sabemos que você
pode ajudar a traçar os caminhos de quem roubou!
— Então mataram a defensora, pensei que isto nunca
acontecesse!
— Mas aconteceu, mataram minha irmã, minha mãe e
avó, e deram um tiro em meu pai que teve sorte, de sobreviver!
Anja olhou o senhor abrir um computador pessoal,
grande demais para os modelos modernos, e ele olhou para ela
e perguntou;
— Qual a cidade que sua avó morava?
— Libster!
O senhor digitou a cidade, o mapa focou no local, não
haviam muitas câmeras naquele lugar, poucas mesmo, a moça
olhou com curiosidade, como alguém poderia controlar uma
câmera, de tão longe, começou a procurar nos servidores de
segurança os vídeos mais apropriados e chega a um de um
carro a parar em uma das entradas no dia do roubo, outro na
outra entrada, não havia imagens da casa, mas anotou as duas
placas e acessou o sistema novamente e as duas indicaram um

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município, Blair Atholl, nos montes Grampianos e a moça
olhou para o senhor e não resistiu;
— Acha que foram para a parte alta dos Montes?
Francisco tentou responder e falou;
— Uma bruxa de verdade, pensei que nunca sentiria
minhas palavras fugirem a boca, mas sei que as vezes não se
pensa para falar, apenas sai, mas temos de saber o que eles
tentam, moça?
— Comuniquei a inteligência do reino unido, mas acho
que não fiz nada para proibir que acontecesse, deveria ter
evitado a explosão, vejo ainda as noites a grande geleira
rachando e montanhas de dois mil metros de gelo, correrem ao
mar, numa catástrofe ambiental que pode gerar milhões de
mortes em guerras por terra!
— Esta a dizer que continua a sonhar com isto?
— Sem falar diretamente! – Anja;
— Eu acho que faz sentido eles irem para um planalto a
mais de mil metros do nível do mar, mesmo não acreditando
em um aumento tão grande, os anos de re—equilíbrio pode
gerar grandes conturbações em regiões próximas ao mar!
— Acha que pode acontecer? – Daniele olhando
Francisco;
— Sei que vai acontecer, apenas temos de tentar retardar,
sei onde vai acabar, mas não me adianta fugir, vim a quase o
nível do mar, e mandei as crianças a todo lugar próximo ao mar,
priorizando eles, pois vai acontecer!
— E não tem como ajudar? – Anja;
Francisco fechou a boca, pensou;
— Temos muito a fazer!
— Onde estamos? – Daniele;

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— Beirando o mar, ao sul de Buenos Aires, Ensonada!
— E o que faz aqui?
— Remontando a historia, de uma época que o rio da
prata corria mais 300 km e começava ir ao norte, para somente
na altura do Brasil entrar ao mar, de uma época que o mar fora
mais recuado, que algo acontecera, que ninguém explica,
fazem simulações, mas não explicam os por quês, e parece que
vamos a mais uma mudança drástica!
— Esta falando que isto já aconteceu antes? – Daniele;
— Sabe bem que sim, mas já ouvi tantos absurdos,
chegaram a culpar a matança dos Mamutes por descendentes
primitivos dos humanos a culpa por este aquecimento, mas isto
não é ciência, é jogo de adivinhação!
— Mas acho que falhei! – Anja;
— Menina, você nem teve preparo, perdeu a família
antes do que deveria acontecer, e principalmente, nem o mais
experiente dos seres, conseguiria evitar o que vem por ai, não
estamos falando apenas de degelo, estamos falando de Imortais,
de seres humanos vivendo um tempo que não se sabe ao certo
quanto vai ser, e principalmente, nada foge do equilíbrio!
— Minha avó falava isto! – Anja;
— Ela estava certa, a ausência de mortes neste mundo
esta gerando um desequilíbrio geral, mesmo com as ações
impensadas de Liliane a alguns anos, não foi como deveria ser,
um mundo das almas com Fanes, não com humanos, deve estar
a beira de uma guerra interna, aqui em breve será uma guerra
por comida, mas se o que me passa a mente acontecer, temos
de nos preparar moça, e nem pense em perguntar o que faremos,
não falarei, mas Daniele tem razão precisamos dos Utensílios
de sua avó!
— Não entendo o por que!

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— Não entende, gosto desta saída, não é uma pergunta,
mas os utensílios de uma Bruxa, podem ser usados para
controlar os atos, ou acelerar os atos, não podemos deixar isto a
mão de quem quer algo rápido, precisamos de tempo!
A moça olhou para Daniele e perguntou;
— Por que ele fala assim estranho?
— Ele é estranho, nem começou a falar de deus ainda!
Francisco pegou um telefone e falou, embora nenhuma
das duas tenha entendido muito;
— Imperatriz Dalila?
— Sim!
— Francisco Pombo!
— O que esta lhe ameaçando senhor?
— Nada, mas sabe aquela explosão que houve no pólo?
— Soube, algum problema?
— Sim, vai desencadear algo, que não teremos como nos
preparar!
— Quer que avise Peter?
— Sim, mas avisa todos, podemos ter o mar subindo
rápido, Imperatriz, esquece áreas baixas, se entendi,
inevitavelmente as perderemos!
— Não entendi?
— Imperatriz, para mim 100 anos ainda é estranho viver,
mas para a senhora é pouco!
— Sim! Bem pouco!
— Quando olha ao norte do Império que formaram, o que
vê, planícies, esquece elas, o mar vai subir no mínimo 100
metros, neste tempo, vamos ter problemas nas partes baixas,
então temos de conseguir ajuda para certos lugares, cidades
imensas, como Odessa, Rostov, Volgogrado, Kiyev, boa parte

89 | P á g i n a

de Atenas, Bucareste, vão sumir do mapa, este é o problema,
imperatriz!
— Mas tem confirmação disto?
— Sim, se presa os humanos mortais em suas terras
imperatriz, pede ajuda a Lezo, ele consegue tecnologia e
idéias!
— Vai fazer o que Francisco? – Dalila;
— Tentar adiar, pois acho que é inevitável!
— Adiar quanto?
— 100 anos no máximo, adiar para que aconteça mais
lento, mas melhor preparar as suas meninas, se a guerra era
grande, terão uma leva de refugiados querendo invadir as terras
da Turquia, são terras altas, as terras que estava avançando a
oeste, esquece o mar de Aral e se dedica aos Montes Urais, e
sobe para a Romênia de vez, sei que estavam segurando isto,
mas prefiro um Império que possa ajudar a um bando de
políticos que se safariam e deixariam a população as segas para
os ricos sobreviverem!
— Vou falar com Peter e Tesália, mas precisando de algo,
avisa!
— Preciso, mas quando chegar a hora falo!
— Certo, se cuida!
Daniele olha para Francisco e pergunta;
— Por que fala esta língua estranha com ela!
— Não é estranha, uma mistura de Armênio, Grego e
Aramaico, nada complicado depois que se pega o principio!
Daniele olha para Anja e fala;
— Ele estava a avisar as Imperatrizes Imortais do perigo!
— Ele conhece as imperatrizes a ponto de ligar direto
para uma delas?

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Daniele sacudiu a cabeça afirmativamente, embora
tivesse uma idéia maluca passando a mente, coisa de perguntas
diretas;
Francisco pega o telefone novamente e fala;
— Sena, é Francisco!
— Fala menino!
— Sabe aquela idéia maluca?
— Sim, não vai dizer que mudou de idéia?
— Não, deixou de ser perigo iminente, para virar perigo
confirmado, só não sabemos se será em 100 ou 400 anos!
— Quer que avise Moreira?
— Sim, avisa o padrinho, outra coisa, me monitora,
posso precisar ser tirado de um lugar impensado!
— Fico de olho, mas vai para onde?
— Escócia!
— Vou ficar de olho, mas por que acha que é inevitável,
sabe que ele vai perguntar?
— Mataram a bruxa que controlava isto, pensei que a
explosão teria uma reação dos seres que protegem o planeta,
mas não teve, pois ela foi morta a 10 anos, então quem assumiu
o dom, ou praga, não foi preparada para enfrentar, como ela
mesmo me disse, ela esta 10 anos atrasada, e sabe que 10 anos
nisto, é uma eternidade!
— Aviso, mas sabe que ele morreu!
— Sei, mas fazer o que, tem gente que se esconde da
responsabilidade, mas ele morto é mais saudável a muita gente!
Priscila de Sena sorriu do outro lado da linha, se
despediram e Francisco olhou para Anja e falou;
— Vou precisar de algumas respostas, não de perguntas!
— Certo!

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— Onde esta seu pai?
— Por que?
— Respostas, não perguntas, depois explico!
— Em Lisboa, ele esta morando na região do Porto!
— Nome!
— Paul Homes!
— Qual sua formação?
— Nenhuma, não consegui terminar nada, correndo atrás
de meu pai, que hoje sei que eu era que o puxava para baixo,
ele deve ser forte, pois resistiu a mim!
— O que sabe sobre sua avó?
— Ela tinha formação em botânica e especialização em
Fontes Hídricas, alguém fechada, que depois da morte de meu
avô, se isolou, e se dedicou a algo que não entendia!
— O que falou para a inteligência Britânica?
— Que tinha o perigo de que a calota viesse ao mar,
elevando drasticamente os níveis do mar!
— Bom, qual sua data de aniversario?
— 12 de Setembro!
— Sabe a hora que nasceu?
— Nem idéia, mas por que?
Francisco sorriu e ela ia pedir desculpas, mas parou no
meio da intenção;
— Qual a profissão de seu pai?
— Construção Naval!
— Sabe a empresa que esta trabalhando?
— Esta tentando, não conseguiu ainda!
Francisco pegou o telefone e ligou para Moreira e falou;
— Moreira, como vai?

92 | P á g i n a

— Fala afilhado!
— Me disseram que morreu?
— Engraçado, sabe que Sena me assustou com o que
falou!
— É serio, mas precisamos começar hoje para estarmos
prontos em 200 anos, JJ!
— O que acha que podemos fazer?
— Tem ainda aquela empresa em Portugal de Construção
Naval?
— Sim, sabe bem disto, comprei para apoiar o maluco do
seu pai!
— O que ele esta fazendo lá, padrinho?
— Algo sobre o fim do mundo, ele ainda tem saudades
de sua mãe!
— Pede para ele indicar um senhor para um trabalho?
— Me passa o nome!
— Paul Homes!
— Qual a idéia?
— Cidades Flutuantes, não temos tecnologia para isto
ainda, mas precisamos, e começar a desenvolver plantas de
grande produtividade que se desenvolvam sobre o mar!
— Acha que vai acontecer mesmo?
— Vamos ver padrinho, quem manda termos nos tornado
imortais!
Moreira sorriu e se despediu e Francisco olhou para a
menina e perguntou;
— Qual o numero de seu pai!
— Não quer que eu ligue? – Anja;

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Francisco sacudiu negativamente a cabeça e Daniele
falou;
— Ele não iria se pedisse que fosse ver o emprego, Anja,
ele não conseguiria ou algo aconteceria o impedindo, não quer
isto?
— Não, sabe que vejo quanto atrapalhei tentando ajudar!
— Ele deveria ter lhe alertado, mas se não fez, paciência!
A moça escreveu o numero com prefixo e Francisco
ligou e falou;
— Senhor Paul Homes?
— Sim?
— Meu nome é Francisco, gostaria de marcar uma
entrevista com o senhor, poderia anotar o endereço?
— Onde seria a entrevista?
— Estaleiro JJ em Montijo, não sei se poderia hoje ainda!
— Sim, mas que horas?
Francisco pensou e falou, já esta anoitecendo, melhor
dentro de uma hora se puder chegar lá, podemos esperar um
pouco se estiver longe!
— Vou me direcionar para lá!
— Anoitecendo? – Anja;
Francisco sorriu, estavam em Buenos Aires, meio da
tarde, verão, mas o pai da moça estava 4 horas mais tarde, no
inverno, mas como ela perguntou ele não teria como explicar,
olhou para Daniele e perguntou;
— Vai sumir quando?
— Ainda não sei!
Anja viu Francisco pegar um lápis, parecia um lápis
simples, ele desenhou algo ao ar, ela viu a porta se materializar

94 | P á g i n a

do nada, como se tivesse se materializando no local, olhou para
ela e falou;
— Vamos?
A moça estranhou e viu Daniele abrir a porta e observou
a região de Montijo do outro lado da porta, estranhou e passou,
não sentiu nada, era como passar por uma porta, mas seria uma
viagem de milhares de quilômetros, e olhou a fachada da
empresa JJ Incorporações, uma das grandes empresas mesmo
em meio as guerras, caminharam calmamente a direção, Anja
estranhou isto, atravessara duas vezes o oceano sem nem ter
lembrado de ter passado por cima dele, olhou o senhor chegar a
direção, se identificar e uma moça falar;
— Lhe aguardam na sala de reunião!
— Quem pode comparecer?
— Um senhor de nome Paul Homes, e uma moça que
veio de Londres, Priscila de Sena!
— Poderia nos mostrar o local? – Fancisco;
— É fácil, segue o corredor, termina numa grande porta,
bem fácil!
Francisco sorriu, todos se identificaram e entraram no
sentido do local e quando chegaram a sala Paul vendo a filha
sorriu, ela não o fez, não foi agradável, o senhor não entendeu,
mas ela estava pensando no pai, não nela;
— Francisco, o que esta armando?
Francisco olhou o senhor e falou em inglês;
— Sr, Homes?
— Sim, não entendi o convite, e por que minha filha está
aqui?
— Estava em Lybster e precisava de alguém para cuidar
da menina, mas espero não estar atrapalhando!

95 | P á g i n a

O senhor não engoliu;
— Quer que acredite que ela esta aqui apenas para cuidar
da menina?
— Senhor Homes, não sou de oferecer emprego a
qualquer um, você que escolhe, Joaquim Jose Moreira, me
autorizou a iniciar um projeto aqui, não é brincadeira, o senhor
que sabe se aceita, não eu, não sou de ficar a discutir
infantilidades!
— Mas não gosto dela se relacionando com homens mais
velhos!
— Nem sei quantos anos ela tem, senhor, mas deve ter
uns 25, pela aparência, mas não vim discutir isto, mas se
formos por este caminho, esquece! – Francisco olhou para Sena
e fala. – Tudo bem Priscila?
— Tudo, qual a idéia?
— A idéia é simples, desenvolver tecnologia, que possa
ser usada como base para cidades flutuantes, cidades para mais
de um milhão de habitantes!
— Isto é loucura!
— Sena, estamos falando de pedaços de gelo, vindos ao
mar, com o tamanho do Rio Grande, mas com dois quilômetros
de espessura, quem o fez, quer mortes, se pudermos evitar já
seria um começo, depois, teremos de ver como vamos enfrentar
as guerras, pois elas vão acontecer!
O Paul olhou para Francisco e perguntou;
— Estão falando de aumento dos mares?
— Sim, aumento dos mares, um maluco, senhor, matou
sua mulher e a mães dela, a senhora Tanja Bernardete, era uma
Bruxa de Proteção, mas não precisa acreditar, a função dela era
proteger o mundo para que coisas assim não acontecessem,
mas como ela esta morta a 10 anos, um maluco resolveu fazer,

96 | P á g i n a

não temos uma substituta para isto, então eles vão tentar,
podemos tentar evitar que tenham novo sucesso, mas o
principal, temos de nos preparar para se o que pretendemos
evitar aconteça, cidades como esta sumiriam do mapa, estamos
falando de 200 metros de mar, não é os quase mil metros o fim
da era glacial, mas não tínhamos tamanha quantidade de seres!
— Então foi a Lybster para falar com aquela Bruxa da
minha sogra!
— Sim, mas alguém que nem a inteligência Britânica
tinha afirmado a morte, mas não fui eu que fui lá, pois como
disse, sou velho, mas tenho apenas 40 anos, mas a menina que
olha ao lado de sua filha, é mais velha que a sua filha senhor,
Daniele tem 26 anos!
O senhor olhou para a menina e falou;
— Esta a dizer que ela é uma imortal?
— Desta sala, somente o senhor e sua filha não são
senhor! – Francisco;
Paul olhou para Sena e falou;
— Ele esta falando serio?
— Sim, esta falando serio, mas não quer dizer não vamos
sofrer com isto, pois se vocês tem como missão manter o
conforto, nos o equilíbrio, se alguém fala que daqui a 400 anos
os mares estarão duzentos metros acima do que esta hoje, a
maioria não se preocupa, pois não estará por aqui, mas nós nos
preocupamos, pois viveremos este momento, senhor Paul
Homes!
— E acham que minha sogra, que não sorria nem para o
gato, que parecia gostar dela, era a saída?
— Sua sogra já faleceu senhor, e sua esposa morreu para
que ela morresse, sua filha esta viva por não saberem que eram
duas, senão estaria morta, o senhor não morreu por ser um

97 | P á g i n a

Fanes, pois humanos não se recuperariam de uma bala a
cabeça!
— Esta maluca senhora, eu não sou uma anomalia
daquela?
— Desculpe, acho que entrei em contato com a pessoa
errada! – Sena olhando para Francisco;
— Não é isto Sena, ele é especial, pense em alguém
sobreviver 10 anos ao lado de alguém que tudo que falou para
bem dele, o levou para o buraco, alguém que se falar para você,
não se mate, terá uma vontade tão grande de dar um tiro na
cabeça, que terá de ser forte, forte mesmo para não puxar o
gatilho! – Francisco;
— Do que esta falando? – Paul;
— Isto alguns chamam de Dom das Bruxas, outros de
Praga, se sua sogra nunca lhe foi agradável, sinal que gostava
de você, vi uma Bruxa de proteção falar uma vez, em uma
reunião, uma frase simples;
―Que o prédio se mantenha em pé!‖
Me tiraram dos escombros 6 horas depois disto, o prédio
veio a baixo em segundos, obvio que nada a afetou, mas isto é
um dom, que para os mal entendidos se torna uma praga!
O senhor olhou a filha e falou;
— Ele esta falando serio filha?
A moça olhou para a lâmpada e falou;
— Que a lâmpada não queime!
Todos viram a lâmpada estourar no ar, uma atrás da outra
e o senhor olhou para Francisco e perguntou;
— Por isto foi lá?
— Sou Francisco Pombo, talvez o ser mais louco que já
denominaram, sou proibido de entrar em mais de 50 paises no

98 | P á g i n a

mundo senhor, sou alguém que corre atrás de ajudar as pessoas,
mas ninguém nesta sala nasceu humano, ninguém aqui nasceu
imortal, mas perdi um amor a trazendo a imortalidade, não
entendi isto até hoje, mas o que falamos de maldição foi
passado para sua filha, seria passado ou na morte da mãe dela,
ou se a mesma estivesse morta, após os 16 anos, mas as filhas
de Bruxas são preparadas para sito, depois dos 16, sua filha não
o foi, alguém tão poderosa, que é como a pessoa que falei, não
quero que ela deseje este prédio de pé, e o saber disto, é bom
para ela, para o senhor, para todos os que a cercam, pois ela
tentando ajudar, atrapalha, tentando acalmar, pode vir por
acidente matar alguém, não pense que é fácil o carma que ela
carrega as costas senhor!
Paul olhou a filha, tantas lembranças lhe veio a mente,
sua filha, a pequena Anja que era o problema, estranhava mas
as lâmpadas não eram uma armação, e Francisco fez sinal para
mudarem de sala, olhou para a moça na recepção e esta veio a
ele;
— Algum problema senhor?
— Não sei, as lâmpadas explodiram, poderia verificar
para nós?
— Sim, podem usar a sala ao lado, não são muitos
mesmo!
Os 5 entraram na sala ao lado e Francisco sorriu, ao ver
Joaquim sentado a mesa, e falar;
— Bem vindos a Montijo!
— O que faz aqui, não ia entrar?
— Apenas ouvindo!
Sena abraçou Joaquim e falou após um curto beijo;
— O que veio fazer aqui?

99 | P á g i n a

— Sabe que gosto de olhar a frente, mas se o que
Francisco falou se realizar, teremos um problema grande e
enquanto vocês estavam a sala, o mundo soube que a calota
rachou, parece que estão estudando a rachadura, mas estão
falando de 6 delas do centro no sentido do mar de Ross, estão
evacuando Atlântida!
— Rachou em que nível? – Francisco;
— De cima a baixo, especialistas estão indo para lá
rapidamente, mas temem que existam outras rachaduras, que
estão vindo de baixo para cima, pois só serão visíveis quando
no fim, estão monitorando por satélite, mas estão perdidos!
— E o que acha que devemos fazer padrinho?
— Francisco, esta informação talvez tenha vindo tarde,
estou vendo evacuarem duas bases no local, e o aeroporto da
base esta impossível, 3 aviões por hora, não vai ter espaço em 3
dias!
— Acha que devemos ir para lá?
— Acho, vamos trabalhar por aqui, mas se a moça puder
falar para um única fenda para não se soldar, parece um
caminho!
Anja olhou para Francisco e falou;
— Não entendi nada!
— Estamos numa guerra contra o tempo, pois temos dois
pólos mas as placas ao norte, se o mar subir, racham por si, não
precisam de agente as forçando, mas é bom ficar de olho! –
Fala Francisco olhando para Moreira;
— Sei disto, estou tentando pensar em saídas, mas
estamos falando em mudar mais de 3 bilhões de pessoas de
suas casas, Francisco!
— Sei disto, não entrei nisto ao acaso, Moreira!

100 | P á g i n a

— Ainda bem que alguém a achou, poderíamos ir as
cegas sem nem saber que não teríamos proteção, por mais 2 ou
10 anos!


























101 | P á g i n a

Capitulo 19

Jantaram em Lisboa e foram a Cascais e estavam diante
da costa, quando Anja viu a grande nave se aproximar
rapidamente e Paul chegou ao lado da filha e falou;
— Precisamos falar filha!
Ela sacudiu a cabeça afirmativamente, eram as suas
palavras o perigo, ela até pensou em aprender linguagem de
sinais, mas não teria tempo neste momento;
— Filha, tem certeza que quer ir nisto?
Ela fez afirmativamente com a cabeça, e olhou a grande
nave pairar e parar sobre o rochedo a frente, e uma comporta
baixar servindo de comunicação entre a nave e o local onde
estavam, os dois se calaram ao ver 3 seres saírem pela porta, e
Francisco foi a frente e falou;
— Lezo, bom lhe ver!
— Estou mais no seu mundo que no meu, Francisco!
— Desculpe, mas o perigo é referente aos seus desta vez,
o rachar da placa na altura que o fez, se ela andar lentamente,
temos no máximo 30 horas para evacuar a cidade inteira!
— Acha que vai escorrer tanto?
— Sim, dois mil metros de gelo vão escorrer no começo,
mas se tomar velocidade, mesmo lenta, nada do que conheço,
pode parar aquilo, por isto pedi para lhe alertar!
Lezo olhou para um ser, parecia uma grande formiga e
falou;
— AS1, este é Francisco Pombo!
Francisco olhou aquele ser e falou;
— Receba meus respeitos, Rei AS1!

102 | P á g i n a

Os demais não pareciam saber muito, mas Moreira
olhava aquele ser, ele escrevera uma ficção, quer dizer, uma
visão de um Curitibano, e agora estava diante da ficção em
pessoa, era estranho e Lezo perguntou;
— Quem vai com a gente?
— Eu, Daniele e Anja!
— Estão tão caladas, algum problema Francisco? – Lezo;
— Sim, mas vamos, temos algumas missões impossíveis!
As duas se olharam e acompanharam os seres para dentro,
e olharam cada detalhe daquela nave negra, a noite não
permitia saber se a cor era esta ou apenas falta de luz,
caminharam até uma sala de comando e nem sentiram a nave
se mexer, ouviram os comandos, mas não sentiram os
movimentos, e 10 minutos depois, estavam sobre a entrada sul
da grande cidade, se via os portais abertos para os mundos, mas
o tumultuo era grande, alguns seres que a muito estavam
escondidos resolveram por a cara para fora para ajudar, Lezo
bem queria a ajuda de uma única pessoa, mas sabia que ela não
viria, a distancia era melhor do que sua proximidade, muito
ódio ainda nos corações, e quando a nave se aproximou, os
seres a saída não sabiam se era uma boa idéia Fanes por perto,
até verem Lezo a porta, mas trazia 3 Fanes, e não foram
recebidos com sorrisos, e sim com caras de inimigos, Francisco
sorriu, era um local onde embora todos falavam em interação,
eles não queriam interação com Fanes, isto era real, ainda mais
depois que Liliane andou quase congelando o planeta, o
universo, não apenas este ponto, viram uma leva de policiais
chegar a Lezo e falar;
— Você, Raj e AS1 são bem vindos, não os demais!
Lezo olhou para Francisco e depois para o segurança e
falou;

103 | P á g i n a

— Esta dizendo que não querem ajuda?
— Não foi o que ele falou! – Uma voz pelas costas,
Innana, uma Danimes, muito velha, uma conselheira, Lezo a
olhou e não olhou para a senhora e olhou para o Rapaz da
segurança e falou;
— Então faz—me um favor, avisa o Conselho, que
Francisco é um amigo de Lezo, e a tecnologia que usaria para
ajudar é Fanes, se eles não querem sair de uma posição errônea
deles, pois quando a pessoa quer ajudar, eles são contra,
quando quer prejudicar, eles apóiam, então avisa eles que
quando em dias não existir a cidade, passo para recolher os
sobreviventes!
Lezo fez sinal para Raj que sabia que aquele pequeno
Abe—Fino, espécie a qual pertencia Lezo, um dos tantos tipos
de Abelhas existentes entre os Insectos que adquiriram
inteligência e se desenvolveram em sociedade, não cedia a
arrogância, ele assim como AS1 foram a vida inteira
humilhados por esta arrogância, que continua, principalmente
em Atlântida;
— Não pode não os ajudar! – Innana;
— Chamem os seus, Innana, os meus sei que resistem 40
horas no gelo, os resgato, vocês ainda estão em uma guerra que
cria seres como Liliane Canvas, mas vivem no mesmo mundo,
onde vocês poderiam ajudar a defender uma Bruxa de Proteção,
mas fazem vistas grossas aos Dragões, se esta acontecendo, os
dragões são os culpados, mataram uma Protetora, e sabe por
que os Fanes são os protetores, pois eles se desligam de algo
importante por uma missão maior, mas quando terminarem a
próxima reunião do conselho, para decidir isto, metade da
cidade estará morta, até o conselho!

104 | P á g i n a

Lezo adentrou a nave e AS1 olhou Franco ao longe,
chegando pela entrada, não sabia que eles estavam bem,
mundos isolados geram estas coisas, até Innana olhou surpresa,
quando a senhora se recuperou do susto, a nave Fanes já estava
ao ar novamente, mas a próxima parada seria a base em Reedy,
a nave chegou perto e viu a imensa área sendo tomada, não
comportava, não era turismo seguro, não era nem um caminho
próximo, Francisco olhou para Lezo e perguntou;
— Amigo Lezo, tem como saber se onde pousaremos
esta se locomovendo em relação ao planeta abaixo?
Lezo olhou os comandos e depois de um tempo apenas
observando falou;
— Nave, qual a situação da região do glacial de Reedy?
— Locomovendo lentamente, quase imperceptível?
— Quanto?
— 3 metros por dia, senhor comandante!
— Estável ou acelerando?
— Pequena aceleração, menos de um por cento ao dia!
— Estimativa para chegar ao Glacial de Ross, nave?
— Não tenho como calcular isto, Comandante?
— Motivo?
— Não tenho como afirmar com certeza a velocidade de
todas as placas vizinhas, seis grandes blocos, em velocidades
diferente, mas como estão uns encostados aos outros, ou
podem se acelerar, ou se frear!
— Qual o mais veloz, Nave?
— Os Blocos para a direção oposta, Quijada, estão a
quase 20 metros por dia, comandante!
— Acelerando?

105 | P á g i n a

— Sim, mas não tenho como saber se eles começaram a
se mexer juntos, seria um acelerar que não tenho como calcular,
difícil exatar a forma do solo por baixo desta camada de gelo!
— Qual o risco para Atlântida?
— O problema maior é que a rachadura se estende até lá,
então cada metro que avança aqui, empurra o de lá!
— Acha que serão atingidos em quanto tempo, Nave?
— Menos de 24 horas, Comandante!
Lezo olha para Francisco e fala;
— Os deixarei e tenho de engolir meu orgulho!
— Sei disto, mas nos deixando na base, tudo bem!
A nave foi vista ao longe, e quando os 3 desceram obvio
que muitos vieram ver quem eram, Lezo alcançou uma roupa
de frio, padrão das naves Fanes e os três surgiram em
uniformes totalmente pretos, e se via ao sul o lago que se
formara, estavam a sair quando Lezo falou;
— Vou deixar um guarda costas, tudo bem?
— Não sei se precisaremos, mas pode ser que precisemos
andar mais rápido!
Um estalo se fez e um grande robô saiu da nave, metal
escuro como as roupas e o Robô olhou para Francisco e falou;
— Problemas com os humanos, Comandante?
— Não, estamos tentando os ajudar!
Caminharam calmamente e alguns recuaram com aquela
maquina andando as costas, e um militar apontou para eles e
seus companheiros também e falou em inglês;
— Parados, não é área permitida a estranhos!
Francisco sabia que a moça era mortal, bem quem não
podia morrer era o ser mais frágil ali, olhou para o militar e
falou;

106 | P á g i n a

— Se é tão esperto, deve ter dado carona para o maluco
que estourou a bomba, se duvidar!
Um cientista olhou para Francisco e falou;
— Quem são?
— Curiosos vindo para ajudar, a placa esta se
locomovendo no sentido de Ross a 3 metros por dia, mas
acelerando, e não temos ainda o montante de aceleração, quem
é o senhor!
— Kevin Clark, cientista de Sorbone, França!
— Francisco Pombo, apenas uma ajuda do que não posso
explicar!
Francisco olha para o grande robô e pergunta;
— Robô, pergunte a nave, qual a placa mais lenta!
O robô ficou quieto um tempo e falou;
— Temos uma andando a 2 metros por dia, mas sem
acelerar, a 4 km daqui!
— Qual a idéia, senhor? – O cientista;
— Não sei, evitar que malucos façam de novo, e
principalmente adiar ao máximo o inevitável!
— Acha que vai rachar geral?
— Uma das rachaduras no sentido do Atlântico, esta a 20
metros por dia, senhor, agora pense em milhões de pequenos
icebergs sendo empurrados para o Atlântico, gelando suas
águas, alguns subindo pelo Indico, nem sei calcular isto!
— Tem certeza da diferença das velocidades?
— Sim, mas eu me preocupo com o Pacifico, este me
preocupa mais!
O senhor não entendeu, e Francisco olhou para o cientista
e perguntou;
— Como esta a radioatividade?

107 | P á g i n a

— Na água esta pesada!
— Tem alguma coisa para se tocar a água?
— Não entendi?
— Tem ou não!
— Temos, mas qual a idéia?
— Evitar o problema, qual seria!
Francisco começou a andar no sentido do lago e Anja
sabia que aquele seria o começo, mas nunca congelara algo
assim, era um desafio que não sabia nem se daria certo, mas
Francisco estava preocupado, algo lhe dizia que teria
problemas, chegaram a beira do lago, um desnível para a altura
do lago de mais de 4 metros, laterais bem escorregadias, um
rapaz chegou a Francisco e perguntou;
— Francisco Pombo?
— Sim!
— Sena mandou lhe dar cobertura e estrutura!
— Obrigado, sabe como chegamos a altura da água?
O rapaz falou com alguém no radio e um veiculo de neve
chegou e ele viu que tinha uma escada, na parte de traz, era
para subir, mas podia descer também, coisas da Antártida,
nunca sabia-se o que poderia acontecer, Anja olhou a escada,
subiu na traseira do veiculo, era corajosa, mas ela olhou o
cientista e perguntou;
— Tenho minhas duvidas, água gera dilatação quando
congelada, qual a reação se ela re-congelar, não vai empurrar
mais as placas?
Francisco olhou para a moça e ela falou;
— Quando não sei, mas se achar preciso, tentamos! Sabe
quando?

108 | P á g i n a

Francisco olhou para o cientista, sabia que eles estavam a
ter dificuldades de falar, mesmo alguns não entendendo as
palavras, uma vez pronunciada, valiam para qualquer coisa;
— Mas como congelaria isto de novo?
— Como não é o problema, acha que valeria o esforço ou
poderia piorar a situação! – Francisco;
Daniele ficou quieta, Francisco estranhava esta reação,
ela estava rejuvenescendo, não sabia onde pararia, mas ela
escondia algo, e não tinha idéia do que era, ela não lhe
mostrava mais seus pensamentos, como antes, os dois se
afastaram e o cientista falou;
— Eu re-congelaria, mas não sei como! — Anja olhou
outros dois senhores ao lado do que respondeu;
— Eu também re—congelaria, o que esta acelerando o
gelo é o escorrer por baixo dele da água, pode ser que até
reduza aceleração!
Francisco olhava desconfiado, e olhou para o Militar e
falou;
— Onde estão seus cientistas?
— Chegando, não usam naves alienígenas!
— A nave era para nos fornecer os dados, mas não sei o
que fazer, algo me diz para não fazer, Anja, e uma parte diz
que precisa ser feito!
— Não entendi? – O cientista;
— Estamos com suposições, quem o fizer arcara com o
problema, pois mesmo vocês dizendo para fazer, não
assumiriam um problema maior!
Um cientista novo ao centro falou;

109 | P á g i n a

— Se conseguirmos congelar, a água vai segurar os
pontos que estão deslizando, é como se fosse uma cola aplicada
por baixo, os prendendo ao solo novamente!
Anja sabia que algo precisava fazer, ela levantara o
problema, ela subiu na escada e com calma o rapaz desceu a
escada até o nível da água, alcançou uma luva para ela, e com
calma ela desceu passo a passo até tocar a água e falar;
— Água, não congele, não dilate para cima, e sim para o
lado, não grude as calotas ao continente abaixo!
Os cientistas viram a água começar a congelar, o frio
aumentou no local, e viram ela subindo a escada enquanto a
água dilatava e crescia para cima, não chegou a sua altitude
máxima, Francisco olhou o Robô e perguntou;
— Robô, pede para a nave confirmar a aceleração das
placas!
O robô se silenciou um momento e depois falou;
— 9 dos pedaços pararam, entre eles o que estamos, dois
deles continuam acelerando para o Atlântico, mas Lezo terá 90
horas para começar a ter problemas!
— Pede para ela monitorar a situação!
O robô não respondeu, ficou quieto como de padrão e
Anja havia retornado ao veiculo quando sentiu-se fraca e
apenas olhou para Daniele e apagou, o rapaz segurou ela que ia
desabar do veiculo;
— Moça, moça, moça! – Falou assustado o rapaz;
Francisco chegou perto, estava estranhando a situação,
normalmente estaria cheio o local de meninas especiais, mas
não estavam ali, algo as estava detendo ou as afastando, mas
algo ainda lhe dizia que teriam problemas;

110 | P á g i n a














111 | P á g i n a

Capitulo 20

Anja acorda em uma das instalações de Reedy, olha em
volta e vê Francisco a porta, não viu a menina, estranhou, o
senhor parecia meio perdido, mas vendo ela abrir os olhos,
sorriu e chegou perto;
— Nossa bela adormecida retorna ao mundo!
— O que o esta preocupando? – Quando ela percebeu já
havia perguntado, e o senhor falou;
— Daniele foi embora de novo!
— Você gosta dela?
— Não entendo o que esta acontecendo, a maioria das
moças, uma vez imortal, param de rejuvenescer, ela não, faz
dez anos e continua a rejuvenescer, eu me preocupo com ela!
— Onde estamos?
— Estou preocupado, algo me diz que não estamos
fazendo a coisa certa! Você apagou por 5 dias, moça, a maioria
nem conseguia chegar perto, sua magia a protegia, os médicos
se perdiam tanto nos seus pensamentos, que eles desistiram e
lhe deixaram sem medicar, e a transferiram para longe do
pessoal em geral!
— 5 dias, e seu amigo, como fizeram em Atlântida?
Francisco sentou-se a cama de Anja, pegou suas mãos e
falou;
— Algo grande esta acontecendo, sinto no ar, mas não
sei o que é!
— E eu apagada, deveria estar ajudando, e pelo jeito
atrapalhei!

112 | P á g i n a

— Não, não atrapalhou, mas tem de saber de regras
básicas, que nem Daniele sabia?
— Fala!
— Se você fechar um contato, pode ser físico ou mental
com alguém, você pode falar normalmente com ela, recomendo
para familiares e namorados, moça, não os quer matar!
A moça olhou as mãos e falou;
— Então tenho de cuidar com mais isto?
— Sim, mas eu estiquei as mãos e você as suas, pegar na
marra não é a mesma coisa, menina!
— Certo, e por que acha que tudo esta errado?
— Eu enfrentei problemas antes, pelo menos duas Fanes
sempre apareciam, elas nem deram as caras, no coração ou na
mente, ou nos dois, sinto como se algo me passasse
desapercebido!
Um militar chegou a porta e falou;
— Senhor, o Robô quer lhe falar urgente!
A moça se vestiu enquanto Francisco foi falar com a
maquina;
— Comunique!
— Dois helicópteros militares pararam sobre o exato
ponto da explosão anterior senhor, sei que estão lá, mas parece
ter uma energia vindo de lá, a nave diz que as informações
chegam distorcidas, ela não erra senhor!
— O que ela indica?
— Evacuar a área, acha que terá outra explosão!
— Outra? – Perguntou Anja para a maquina;
— Este tipo de disfunção senhor! – Falou a maquina;
Francisco olhou para o militar e falou;

113 | P á g i n a

— Prepara o pessoal, talvez não consigamos evitar outra,
mas temos de evitar mortes!
— Mas seriam malucos para fazer com todos olhando?
— Nada passa sem ser visto, mas ainda temos uma leva
de coisas a fazer! – Francisco olhou a maquina e falou;
— Alerta a nave, se puder conseguir reforço, seria bom!
– Olhou o militar e falou. – Consegue 5 homens para irmos lá?
— Acha seguro? – O militar.
— Eu vou, você que decide! – O senhor olha a moça e
fala. – Vamos?
— Vamos, mas o que faremos lá?
— Se for para estarmos lá, não vamos decepcionar as
pessoas!
A moça sorriu, sabia que era difícil uma comunicação
pura, o militar passou o radio e Francisco desenhou a porta e o
militar olhou incrédulo, eles passaram por ela, mais de 600 km
feitos em segundos, viram um senhor descer, e Anja falou;
— O ser que falei! – Se escondendo;
Francisco não se escondeu, e os militares olharam para o
local, estavam a armar algo, o que não se sabia, o ser
translúcido olhou para Francisco e os rapazes que estavam com
ele saíram dos helicópteros, e miraram nele as armas, Francisco
olhou, munição Chinesa, helicópteros Russos, e falou alto;
— Deve ser Promet!
O ser estranhou, ninguém sabia quem ele era e fez sinal
para abaixarem as armas, Francisco olhou para os rapazes, não
olhou para a moça, denunciaria ela, e fez sinal para ficarem,
andou calmamente até o espírito e falou;
— O que ganha com isto Promet!
— Como sabe quem sou?

114 | P á g i n a

— Meu nome é Francisco Pombo, pensei que falava com
alguém mais bem preparado! – Era uma agressão, e o ser olhou
serio para Francisco e falou;
— O libertador de Laikans, nos cedeu grandes nomes
aprisionados, mas por que interfere!
— Por que você não esta sendo sincero com estes
soldados, Russos e Chineses, os Russos não terão casa para
suas companheiras e filhos, pois 200 metros de mar, deixa
Moscou com 50 metros de água, os chineses, perderam das
partes mais produtivas, e mais populosas, e sabe disto, por que
não fala para eles que os matara quando terminarem o serviço,
não tem coragem de assumir que os seus, estes que circundam
neste mundo aos milhares, mas não sabem o caminho de seu
mundo, não adianta os matar, sua terra, não os verá!
— Eles não entendem o que fala, não me importo com
eles, mas tenho de fazer o que me designaram!
— Ou o que, lhe matam?
— Já morri, sabe disto!
— Sei que é um covarde, viveu 2 mil anos, e vem matar
seres que quando muito vivem 100 anos, e mesmo que venham
a viver um tempo a mais, estariam mesmo assim bem abaixo da
media de vida de seu povo, por que não vai lá os matar?
— Sabe por que, mas se veio aqui morrer não tem como
sair rápido daqui mesmo, perdeu tempo vindo 600 km para
morrer rápido, mas você não será mais útil quando este planeta
se modificar!
O ser fez um gesto para os seus e Anja viu os rapazes
mirarem em Francisco, e falou alto;
— Que acertem em Francisco!
Promet olhou a moça e sorriu, dois mortos em uma única
remissão, e viu os rapazes atirarem em Francisco, as balas não

115 | P á g i n a

atingiram o senhor, mas um deles deu uma coronhada na
cabeça de Francisco, e enquanto ele caia, os rapazes subiram
em seus helicópteros e saíram deixando armado aquilo, os
militares atiraram nos helicópteros, mas estavam indo no
sentido oposto, a moça chegou a Francisco, e o militar olhou a
bomba mirada para cima, e falou;
— Três minutos, o que fazemos?
— Vamos morrer pelo que entendi! – Outro militar;
Anja olhou o local, e tocou o chão e falou;
— Não abra um buraco de dois mil metros de pura água!
O buraco se abriu, e ela fez sinal para ajudarem a
empurrar o equipamento para o buraco, ela não conseguiu
pensar em outra coisa, mas quando inclinou, começou a
afundar, tinham 3 minutos, e com a ajuda dos militares pararam
em uma pedra que havia a norte, todos os sentidos eram norte,
pensou ela, o militar não entendeu, mas sentaram e a moça
falou;
— Comunica antes da explosão, rapaz, tenho de fazer
tudo?
O rapaz terminou de transmitir o que aconteceria e
sentiram um tremor intenso, e um chacoalhar de todo o gelo e
viram o chão rachar em grandes valas, mas viram a moça olhar
para Francisco, que vendo tudo rachando, pegou um lápis ao
bolso e riscou a porta, sumindo dali, surgiram na base e os
rapazes transmitiram o que aconteceu, um rapaz que havia
chego enquanto estavam nesta curta missão, chega a moça e
fala;
— Anja Homes, o que faz aqui?
A moça olhou para o militar, e somente depois que ele
tirou o capuz da cabeça reconheceu Harley e falou;
— Explodindo tudo, já que não iria acontecer mesmo!

116 | P á g i n a

— Nosso superior quer falar com você!
— Eu vou com você! – Falou ela olhando para Francisco;
Francisco olhou para ela e falou;
— Vai, não faz isto, eu me ajeito!
— Acha seguro?
Francisco olhou para o rapaz e perguntou;
— Onde ela tem de ir?
— Na base que ela esteve a poucos dias, antes do agravar
das coisas!
Francisco e Anja viram que o rapaz mentia, os militares
olharam para a moça e perguntaram;
— Algum problema moça?
— Não, este rapaz é da Inteligência Britânica, mas esta
mentindo, não entendi por que!
O rapaz olhou para Francisco e falou;
— Quem é o senhor!
Francisco olhou a nave de Lezo sobrevoar o local e viu
uma leva de robôs a sair atrás do mesmo e falou;
— Interessa, pois se não sabe quem sou, não devo ser
uma ameaça, pois senão a Inteligência saberia!
— Me avisaram para tomar cuidado com quem a
acompanhava?
Mentiu de novo;
— Algum problema Francisco? – Falou Lezo;
— Preciso de uma carona, poderia me dar?
— Sabe se locomover muito melhor que com naves! –
Riu Lezo;

117 | P á g i n a

— Sim, mas não posso entrar em um lugar secreto sem
virar ameaça, então vamos dar uma carona para este pessoal,
pois agora vai desandar!
— O que houve?
— Preciso falar com alguém, mas as comunicações não
estão funcionando!
— Então vamos onde?
— Londres!
Anja sorriu e viu na aura do rapaz que ele não ficou feliz,
não era o que ele queria;
Um cientista olha para Francisco e pergunta;
— O que aconteceu senhor?
— Eles vão explodir quantas vezes eles precisarem para
acelerar senhor!
— Como pode ter certeza!
— Ainda não tenho, mas sei de uma coisa que vai passar
desapercebido, pois a nossa ameaça não pode ser filmada!
— Não entendi? – Harley;
— Rapaz, melhor não mentir, isto não funciona! –
Francisco;
O rapaz estranhou e um superior do exercito chegou e os
soldados relataram o caso e o senhor olhou para Harley e
perguntou;
— O que alguém da inteligência faz aqui?
— Eles querem falar com a moça, e o senhor não esta
ajudando muito!
Os militares miraram em Francisco e este levantou-se e
falou olhando para Harley, e para o comandante;
— Se quer uma guerra senhor, é só alguém puxar o
gatilho, pois estamos aqui para a evitar, mas este rapaz não esta

118 | P á g i n a

em função, não para quem ele disse que esta, e se quer me
matar, tudo bem!
Francisco olhou serio para o policial;
— Mas por que ele mentiria?
— Se soubesse não teria me proposto a ir a Londres com
a moça, e ele passou a me chamar de ameaça, mas não estou
em minoria senhor, pois estes soldados atrás de Lezo, o Abe-
Fino, defendem Fanes, a exceção de mim e da moça, o resto
eles matam como pulga, se quer uma guerra, estamos aqui!
— Você é uma Fanes? – Harley;
— Pode me chamar de Francisco Pombo!
Francisco deixou uma aura visível, ele raramente deixava
ela visível, era visível até para pessoas que não viam auras, e os
militares recuaram, Lezo sorriu e levantou sua proteção,
Francisco esticou a mão para a moça e a aura a cercou e o
rapaz do exercito que havia os acompanhado falou;
— Senhor, ele esta a ajudar a mais de 5 dias, por que esta
ordem senhor!
— Ele é um Fanes!
— Ela é uma cidadão de nosso pais antes de ser uma
Fanes senhor!
— Certo, mas não gosto de ser ameaçado!
Francisco olhou para Lezo e falou;
— Melhor deixar eles sozinhos, que se entendam com a
plataforma andando!
Um dos cientistas olhou para Francisco e perguntou;
— Já tem os dados?
Francisco apenas olhou para o robô que cuidara dele, e
este falou;

119 | P á g i n a

— A rachadura aparece amanha, esta vindo do fundo,
ainda não é visível, mas temos de ficar de olho!
O cientista olhou para Francisco e este falou;
— Desculpa, não vim para brigar com gente que mata
crianças em nome de uma rainha, que atira em crianças
desarmadas por que não são britânicos, eu não o sou, mas não
acho certo, e se acha que pode me ameaçar, outra coisa,
comandante, sou um imortal, você não será pó e estarei ainda
neste planeta, eu estou defendendo o meu futuro, não o dos
meus netos!
Francisco começou a andar, alguns engatilharam as
armas, mas se ouviu o engatilhar do outro lado da segurança
robótica da nave, e os soldados não atiraram, não queriam
morrer, não eram imortais;
Anja olhou para Harley e falou;
— Daqui a pouco estou falando com seu superior, se não
era ordem deles, melhor não aparecer por lá, não por eles, por
minha mãe, irmã e avó que morreram por alguém ter vazado a
informação de onde elas estavam, e sabe que não preciso puxar
uma arma para matar, sabe bem disto rapaz!











120 | P á g i n a





























121 | P á g i n a

Capitulo 21

A nave sobrevoa o estuário do Tamisa, sobrevoando
lentamente o local, e a cidade para olhando aquele imenso
objeto, era de por medo, Francisco já vira algumas, mas não
acostumava com isto, e olhou para a moça e falou;
— Não esquece que ainda vamos enfrentar aquele ser!
— Não esqueci! – A moça pega o celular e liga para
Colton, pede para ele não ouvir e explica cada coisa que
aconteceu e que precisava conversar com seus superiores;
— Ele nos ligou, moça, confiamos nele!
— Então diz para os seus, que estarei ai!
— Não pode não vir!
— Se vocês confiam nele, algo esta errado, ou você faz
parte também disto, não me venha com nacionalismo, esta
nação não existira em 100 anos, não como é hoje!
— Mas o que mudou, sempre colaborou?
— Tem uma chance de não falar o que quero ouvir, não
estou ouvindo!
O rapaz ficou um tempo mudo e depois falou, obvio que
ela ouviu a pessoa ao lado falar para marcar com ela, mas ela
falou;
— Desculpa, resposta certa!
Ela desligou e olhou para Francisco e perguntou lhe
segurando as mãos;
— O que eles ganhariam com isto?
— Não sei, nem sei com quem estava falando! –
Francisco olhou para Lezo e perguntou;

122 | P á g i n a

— Consegue saber de onde o rapaz falava com ela?
— Moscou! – Lezo;
Francisco pegou o celular, ligou para JJ e falou;
— Só me diz uma coisa padrinho?
— Fala Francisco?
— Que não esta envolvido nisto!
— Do que esta falando afilhado?
— Do que, bomba de origem Soviética, pelo modelo, de
algum país que se separou, helicópteros russos e armamento
chinês, me diz que não esta envolvido!
— Não sou maluco, esta achando que fala com quem?
— Não sei, mas quase morri hoje!
— Você é imortal!
— Imortal, esta é uma pergunta interessante, o que
acontece com um imortal que esta no lugar de uma explosão
nuclear!
— Não sei, aquela sua amiga não sabe?
— Isto que não faz sentido, não consigo entender!
Os dois se despediram e Francisco pediu para Lezo
autorizar seu acesso ao sistema da maquina e pergunta;
— Nave, me confirma se houve outras explosões não
relatadas!
A nave faz uma varredura e fala;
— Sim, 6 explosões, como sabia, comandante Francisco!
— Eu desconfio que algo me passa desapercebido,
alguém que tenho como aliado, não o é, e isto me chateia!
— E como pode descobrir? – Lezo;

123 | P á g i n a

— Eu não sei, mas – Francisco põem a mão no controle
da nave e pergunta. – Qual a situação atual das calotas
Antárticas?
— Estão se desfazendo aceleradas, um quebra cabeça
sem precedentes!
— Qual a conseqüência?
— Placas se locomovendo sobre uma camada lisa de gelo,
a velocidades de 165 metros por dia, ou 30 km por ano!
Lezo olha para Francisco que põem a mão na cabeça e
olha para Anja e fala;
— Fomos usados!
Ela segura a mão dele, o mundo do senhor estava a
desabar e ele fala;
— Era para estarmos lá!
— Mas como eles saberiam? – Lezo!
— Daniele, ela acha Anja, me procura, mas ela me
entregaria a morte?
— Ela, não pode ser! – Anja;
— Pense moça, nós somos induzidos a ir lá, e quando
detemos o problema, eles vão lá e refazem, eles não estão
fazendo apenas lá, é um plano maior, não tenho como ajudar
mas sobrara para nós, pode acreditar!
— Esta a dizer que podem esta achando que sou a
causadora de tudo!
— É mais fácil do que assumir que são uns
incompetentes!
— Mas o rapaz ligou de Moscou!
— Isto pode não ser assim, ligações com retorno, aprendi
isto com JJ, meu padrinho, todas as minhas ligações no Brasil,
parecem ser feitas de Paris!

124 | P á g i n a

— De onde você saiu, Francisco?
— De um lugar onde as pessoas não acreditam nem nos
seus, não tenho orgulho disto!
Os três se olharam e Lezo falou;
— Quero falar com alguém!
Francisco e Anja se olharam e viram a nave decolar
rápido no sentido da Turquia e quando Francisco viu a
Imperatriz entendeu com quem o rapaz queria falar;
A nave ficou sobre o mar Negro, na entrada do porto
novo que construíram em Terme, e Tesália vendo Lezo vem a
frente e fala;
— O que traz o grande Lezo a nossas terras?
— Pedir um favor, Imperatriz!
— Um favor?
— Sim, sei que não sou de pedir muito, as vezes apoio,
as vezes estamos em guerras tão complexas que não desviamos
a atenção para não perder o foco, mas preciso de um favor!
— Fala!
— Em uma conversa informal, Peter Carson falou que
tem uma terra que foi de mineração dos Ogros em suas terras,
precisava dar uma olhada!
Francisco não entendeu, mas o rapaz iria mostrar algo, e
a rainha olhou Francisco e falou;
— Você só trás encrenca, Dalila lhe dá cobertura, eu não
gosto muito de você!
Anja olhou para a imperatriz e ficou quieta, pois o que
acharia de uma bruxa de proteção com suas maldições em suas
terras. Tesália olhou para Lezo e perguntou;
— Temos um local, mas por que gostaria de o olhar?
— Se for atrapalhar, não precisa, Imperatriz!

125 | P á g i n a

Tesália viu que o Insecto não falaria, e falou;
— Tenho de pensar, não posso dar acesso a este ser ai,
em nossas terras!
Lezo olhou Francisco e perguntou;
— O que fez para ela?
— Esta é a parte do Império que sou proibido de por o pé,
Lezo, ela não gosta de mostrar aos seus que tem algo além
delas!
Tesália olhou atravessado e Lezo falou;
— Não posso lhe culpar Imperatriz, estas coisas de deus
é para pessoas que acreditam neles, não para Imperatrizes
imortais, muito menos a para um Abe-Fino, como eu!
Uma porta se abre ao ar, e Dalila passa por ela e olha
para Francisco;
— Tudo bem amigo?
Anja sorriu, uma imperatriz odiava o senhor, a outra o
chama de amigo;
— Tudo, mas estou atrapalhando Lezo em algo, mas
precisava lhe falar Imperatriz Dalila!
Tesália olhou atravessado e falou;
— Assim você me desmoraliza, Prima!
— Vamos conversar em outro país, tudo bem?
Francisco seguiu a Imperatriz e conduziu Anja junto;
Lezo ao ver Francisco sair olhou para Tesália, serio;
— E agora, qual vai ser a desculpa Imperatriz?
Tesália sabia bem que Lezo ajudara mesmo não tendo
muito o que fazer, mas olhando as demais lhe olhando falou;
— Eu lhe levo lá!


126 | P á g i n a






























127 | P á g i n a

Capitulo 22

Dalila surge sobre uma ilha e Anja olha em volta, este
lugar não conhecia, e viu umas moças nuas a olhar para eles, e
Dalila olhou a segurança e falou;
— Avisa Márcia que preciso falar com ela! – Márcia era
uma rainha nova entre as Sereias, estavam em uma ilha de
sereias, oiás e iaras, irmãs de criação, e que tinham naquele
lugar, um local para as demais conversassem, estavam em meio
ao Pacifico, ao sul do Havaí, a imperatriz olhou para Francisco
e perguntou;
— O que faziam lá?
— Lezo lembrou de algo, não sei o que, mas queria ir a
uma mina dos Ogros, mas não entendi o que!
— Quem é a moça?
— Alguém que acabei sem querendo prejudicando!
— Não entendi! – Dalila olhou para a moça e perguntou.
— Quem é você moça, dá para sentir sua força de longe!
— Anja Homes, se tivesse sido preparada, seria uma
Bruxa de Proteção!
— Se, o que aconteceu?
— Minha avó e mãe morreram antes de me iniciarem, até
alguns dias nem sabia por que minha vida desandava a cada
dia!
— E o que fez Francisco, pois ela deve ser bem a que
falhou?
— Ela não foi iniciada, e ninguém olhou que a avó e mãe
dela estavam mortas a mais de 10 anos!
— Esta a dizer que estamos nesta área a deriva a 10 anos!

128 | P á g i n a

— Sim, e lembra de Daniele?
— Lembro, o que aconteceu com aquela menina?
— Continua rejuvenescendo, mas ela que achou Anja, e
nos induziu a ir para a Antártida, e acontece que vão nos
indicar como culpados pela segunda explosão, pois estávamos
lá!
— Esta a dizer que Daniele esta do lado de quem esta
aprontando isto?
— Ela, alguém grande na Rússia, também na China, e sei
lá onde mais!
— Pelo jeito vão lhe crucificar, mais uma vez!
— Toda vez que tento ajudar, alguém se dá mal, mas
como minhas crenças passam por deus numa época que
mataram os deuses, os transformaram em imortais e Fanes, mas
sei que mesmo imortal e Fanes não sou um deus!
— Um dia teremos de falar mais sobre isto, mas o que
esta pensando?
— Roubaram os Utensílios da Avó dela, isto quer dizer,
tinha de ser alguém que entendesse da magia, espíritos não
entendem de magia, estou me sentindo perdido, não sei o que
fazer!
— Agora entendo o que Lezo quer no mundo dos Ogros!
— Não entendi?
— Ogros são guardiões da magia dos Magos, e magos
sempre tem reservas de Utensílios, eles roubam uns dos outros,
pois quem não pode com uma Amazonas, pode tentar roubar de
um Mago!
— Mas que utensílios eles teriam? – Francisco;
— Eles tem coisas como chifres de unicórnio, asas de
Fadas, berrugas de Duendes, Garfos de Ogros, cuspo de dragão,

129 | P á g i n a

estrato de pimenta de Brucs, Espelhos de Ninfas, dizem ter até
pele de Ninfa, Cachimbo de Brucs, varinhas de Fadas e Brucs,
Vasilha de Duendes, dentes de gigante, cabelos e até Facas de
Unha de Gigantes, Dentes de Fadas, Cabelo de Amazonas,
água das fontes do mundo das Amazonas, e coisas assim!
— Então os Magos tinham uma tradição, me passaram
que eram todos farsantes? – Francisco;
— Eles não eram seres que viviam mais que 80 anos,
mas com as peles roubadas dos Duendes, eles saiam e tinham
famílias, mas exploravam os Ogros, temos historias tristes
causadas por falsos Magos, que sabiam o poder da promessa na
tradição de Fadas e Duendes!
— Então uma gruta destas teria todos os Utensílios?
— Em teoria tem muitos, mas por que?
— Precisamos reerguer a proteção dos pólos, mas tem de
ser algo que poucas pessoas saibam!
— E Daniele?
— Apontamos para um lado, ela espera que tentemos
algo em uma cidade na Escócia, quem tiver com ela espera
isto!
— Mas vai falar para quem?
— Ninguém além de você, Dalila, não espero que isto
corra, ainda tenho de iniciar a moça, ela tem de saber as regras,
as leis, as palavras, fazer o ritual de iniciação e somente depois
do ritual, as proteções dos ancestrais dela se levantaram!
— Acha que Lezo não vai falar nada?
— Tesália vai acabar sabendo, mas poucos estudaram
tanto para saber que existem estas coisas no mundo dos Ogros,
eu ignoro isto!

130 | P á g i n a

Uma leva de Sereias veio de dentro e a frente Márcia,
rainha Márcia, ela olhou Dalila e perguntou;
— O que quer Dalila?
— Calma, não estou aqui para falar de Peter!
— Nem falaria sobre isto com você!
— Rainha Márcia, pedimos desculpa se a perturbamos! –
Francisco;
Ela olhou para Anja e falou;
— Não vai oferecer seus respeitos?
— Não, nada que fale de bom, o será, sou uma bruxa de
proteção!
Márcia deu um passo atrás e falou;
— Que seja assim então, mas o que quer Dalila?
— Preciso de uma ação para recuperar os Utensílios da
Bruxa aqui presente, que descobriu da pior forma que o era,
mas não posso contar com pessoas que tenham contato com os
continentes!
— Roubaram quais Utensílios?
— O da Bruxa dos Pólos, e pelo que sei, temos de olhar
as demais, ninguém estava olhando e algo saiu errado, a moça
esta a 10 anos a cega sem mãe e avó e ninguém notou!
— Quer que verifique as Bruxas, odiamos elas!
— Elas não são para se amar, mas carregam o peso e
sabe disto!
— Sei, uma maldição destas não desejo a ninguém!
— Consegue apoio para algo?
— Por que não pede para as suas?
— Não quero Tesália nisto!
— Por que?

131 | P á g i n a

— Ela vai se por contra e espalhar apenas por Francisco
estar nisto!
— O que ele fez para ela o odiar?
— Não sei, isto é entre os dois, mas os dois juntos sai
faísca!
Márcia olha Francisco e fala;
— Alguém que tira faíscas de Tesália, é alguém a ajudar!
Dalila sorriu e Anja soube que havia um homem
envolvido nisto, quer dizer, provavelmente a lenda do menino
com tamanho de homem, Peter Carson;
Márcia olhou para Anja e perguntou;
— Sua aura é forte, não foi iniciada ainda?
— Não, e quem me ensinou o pouco que sei, me traiu
logo após!
— Quem a traiu?
— Daniele, uma imortal que foi braço direito de
Francisco! – Anja;
As demais sorriram e depois de um tempo viram a grande
nave se aproximar da ilha e Márcia olhou assustada;
— Calma, deve ser Lezo!
— Este ser é estranho, mas não tenho nada contra ele,
alguém limpo!
Dalila olhou com um sorriso, esta cultura das Sereias de
ver todo ser do sexo masculino como comida, que gerava estes
comentários, e olhando o rapaz sair por uma comporta da nave
a poucos metros, fez sinal para chegar e o mesmo ia falar algo
e Francisco falou;
— Podemos ir, Lezo?
O Abe olhou para Dalila que sorriu e olhou para Márcia;

132 | P á g i n a

— Mando recado, mas deixa elas prontas, é nesta
semana!
As duas se olharam e Lezo olhou para Dalila e falou
assim que chegou dentro da nave;
— Não sei se entendi, mas acho que já consegui os
Utensílios!
— Falou para Tesália?
— Não, se falasse acha que ela deixava eu sair de lá com
uma mecha de cabelo de Amazonas?
— Ela poderia estar querendo perder uma briga!
Francisco riu e Dalila olhou para Francisco;
— Um dia tem de me explicar o que aconteceu!
— Nada grave, mas já faz 5 anos, mas vejo que ela não
superou!
— Nunca entendi totalmente o incidente com Paula
Carson, mas sei que com calma me conta!
Francisco sorriu e falou;
— Ela reclama, Dalila, mas sabe que se não tivesse feito
o que fiz, talvez Peter não tivesse voltado!
— Então ela que fique como o ressentimento, se tem a
haver com Peter, que fique lá remoendo as coisas!
Francisco não falou, mas Anja ficou a pensar na frase,
seres que interagem como se todos se conhecessem, quando se
fala em imortais, não pensou em chegar diante de uma como
uma nave, quando se fala em Francisco Pombo, pensa em
alguém arrogante, cheio de si, mas não, esta diante de alguém
carente, quando se fala em seres de outras realidades,
imaginava seres bem estranhos, não seres como este Lezo,
simpático e atencioso;
— Para onde? – Lezo olhando Francisco;

133 | P á g i n a

— Qualquer pedra de gelo de mais de 2 km de diâmetro
do Ártico!
— Isto é fácil! – Lezo deu os comandos;
— Acha que vai conseguir ensinar tudo que ela precisa?
— Não sei, vamos primeiro reativar as proteções, depois,
vou tentar fazer o melhor!
— Tem tudo que precisa? – Lezo;
— Não sei, quanto tempo chegamos lá?
— Minutos!
Francisco chamou Anja para perto e ela olhou os dois
seres, estranho como seu mundo estava diferente, se um dia
pensou em andar em uma espaçonave, nunca pensou em algo
assim, se pensou em ver um Insecto, não o próprio Lezo das
historias correntes dos últimos 8 anos, em pessoa, Francisco
Pombo a sua frente, chegou perto como desconfiada, e ouviu;
— Menina, temos de reativar as proteções, depois
pretendo tentar lhe ensinar o que fazer com cada um destes
utensílios, se algo não sair como deveria, me perdoe, pois
minha especialidade é a fé, não as pragas, que é como todos
demais chamam as coisas referente a bruxas, mas se Liliane
veio ao mundo e nos mostrou que todos nós nascemos com
dons de espécie, Peter veio e mostrou que todos podem ter
acesso a tudo, por meio da magia, mas magia tem limites e um
complexo de aprendizado, não é o caso das bruxas, elas
arrastam isto como uma praga, dizem que a voz das bruxas sai
com uma fidelidade as palavras não conseguida por meros
mortais ou imortais, como nasce com vocês, chamam de praga,
e ainda existe a minha parte, a fé, ter gente que acredita em
algo superior a tudo, faz ele existir, a existência das Bruxas
para mim é uma mostra de que existe algo maior e que os
mistérios ainda não foram totalmente explicados!

134 | P á g i n a

Anja pegou na mão de Francisco e perguntou;
— Obrigada, estranho pessoas que pensei estarem em
suas comodidades se propondo a ajudar uma estranha!
— Menina, eu e Lezo, e alguns que não conhece, somos
assim, me meter em encrenca por isto, é o normal, fazemos o
que podemos, e muitas vezes aprendemos que os seres não são
tão especiais da pior forma, sendo traídos por estes seres!
— Você parece ter se chateado com o comportamento de
Daniele!
— Eu não entendo Daniele, embora tudo indicasse que
uma vez se tornando Imortal se regrediria no envelhecer, vi que
não é assim, mas com ela esta rejuvenescendo, então ela esta
sendo afastada de mim, vou a eternidade como um ser de 30
anos, ela, se já era nova para mim, com 16, não sei com
quantos anos parara de recuar, deus me afastando mais uma
vez alguém, ele sempre faz isto, deveria estar pronto para isto!
Os dois de mãos dadas eram observados por Lezo,
entendera que era uma forma da energia dela se estabilizar;
— Mas quer dizer que vocês dois eram íntimos?
— Fomos, ela se afastou e não entendi por que, mas ela
sempre disse que o faria, mas agora ela escolheu um lado
estranho, e não entendi!
— Você gosta dela?
— Achei que seria ela minha metade, minha eternidade,
mas não sei mais o que pensar, talvez a minha praga seja ficar
só!
— Mas o que quer dizer com poder da fé?
— Muitas religiões morreram nos últimos anos, mas deus
é superior as religiões, mas fui levado a crer por anos que
falava com deus, mas não era ele, e o ser me usou e me traiu,
mas acredito que o verdadeiro deus existe e não toma partido

135 | P á g i n a

de um ou de outro, ele inspira alguns seres e nos mostra o
caminho, estamos na era da informação, então tudo que vejo é
o mundo se abrindo, se os demais não tem fé, não posso lhes
dar a mesma, mas eu acredito em deus, um diferente do que
acreditava a 10 anos, um deus que tem mais haver com regras
universais do que com este planeta em si!
— Sabe que tive educação presbiteriana, mas não
entendo mais do que uma ovelha aos templos!
— Mas falaremos disto, menina!
— E o que faremos agora, como posso fazer algo, sem
entender disto!
— Esta em você, eu para ter uma força assim, foram anos
aprendendo, anos me dedicando, e não vejo a minha força com
tamanho poder como a sua, uma aura de poder e força!
— Acha que vai dar certo?
— Não sei, mas levantamos as proteções, e depois,
vamos a encenação, as batalhas, e aos ensinamentos!
A moça sorriu e Francisco viu os gelos abaixo da nave, e
depois de um tempo indo ao norte viu a nave estabilizar,
passou uma veste para a moça e saíram naquele frio, branco
para todos os lados, gelo seguido de gelo, era noite, e seria
assim naquele ponto por alguns dias ainda, Lezo trouxe
algumas iluminação do interior e mesmo sabendo que era um
branco geral, se via como um cinza, uma noite fria e gelada,
Francisco olhou para cima e falou olhando para Lezo;
— Nem os efeitos de luz estão destacados, o índice de
magia de proteção esta a zero, eles esperaram 10 anos para não
terem resistência!
— Acha que eles armaram as coisas com calma?
— Sim!

136 | P á g i n a

Francisco olha para a moça, pega uma pá e faz um
circulo de pouco mais de 30 cm de profundidade, e um raio de
5 metros, pegou gasolina, pôs na pequena vala e fez sinal para
Lezo chegar perto e olhou a moça e falou;
— Esta estranhando?
— Sim!
— Sinta a energia do local! – Francisco marcou um lugar
e a induziu a sentar, Lezo sentou-se um pouco mais afastado. –
Não sei se sente?
— Como identifico isto?
As palavras ficaram difíceis de sair pela boca, ela sorriu e
falou;
— Esta magia?
Francisco sentou-se e fez que sim com a cabeça, e falou
lhe esticando um papel;
— Leia em voz alta, mas sentindo a magia, tem de ser
forte, mas sei que consegue!
Francisco riscou um fósforo, no terceiro ele acendeu e
jogou na vala que ergueu o circulo de fogo, Anja olhou o fogo
e leu;
— Pelas energias dos pólos, pelos seres que vivem neste
mundo, pelos caminhos abertos, pelos caminhos invisíveis que
unem os dois pólos, pela sensação que sinto nas veias, pela
verdade que sai pela minha boca, — ela viu o fogo subir, meio
assustada continuou – pela energia que mantêm o equilíbrio
deste planeta, magia de Gaia, magia de Sheol, magia do Sol,
magia das estrelas, magia dos humanos e dos animais, protejam
esta terra! – Francisco fez sinal para ela tocar o gelo e a moça
viu uma aura a cercar e após uma concentração que fez
Francisco e Lezo fecharem os olhos, esta iluminação se
espalhou, os atravessando, como se correndo em todos os

137 | P á g i n a

sentidos, nem um minuto depois eles viram a iluminação voltar
e a moça olhar as próprias mãos e falar para Francisco;
— Por que estou iluminada?
— Sua aura foi reforçada, suas proteções levantadas,
agora tem de controlar isto!
— Vai me ensinar mesmo?
— Sim!
Lezo olha para Francisco e fala;
— Sabe que estranho esta coisa de fé ainda!
— Com calma vamos ensinar todos os mundos a
importância de deus, e deles como parte integrante de deus,
agora do verdadeiro deus, mas isto não foi fé, é a praga das
bruxas!
Os três se levantaram e quando a moça levantou-se viu o
fogo cessar e foram a nave, Lezo deixou os dois em Curitiba e
voltou a seu mundo;




138 | P á g i n a


139 | P á g i n a


140 | P á g i n a

João Jose Gremmelmaier



Pombo V


Primeira Edição




Edição do Autor
Curitiba
2010

141 | P á g i n a

Autor; João Jose Gremmelmaier
Editora Bookess
Nome da Obra; Pombo V – Aprendendo e Enfrentado

As opiniões contidas no livro, são dos personagens, em
nada assemelham as opiniões do autor, esta é uma obra de
ficção, sendo os nomes e fatos fictícios.
É vedada a reprodução total ou parcial desta obra.
Sobre o Autor;
João Jose Gremmelmaier, nasceu em Curitiba, estado do
Paraná, no Brasil, formação em Economia, empresário mais de
15 anos, teve de confecção a empresa de estamparia, escreve
em suas horas de folga, alguns jogam, outros viajam, ele faz
tudo isto, a frente de seu computador, viajando em historias, e
nos levando a viajar juntos.
Autor de Obras como a série Fanes, Guerra e Paz, Mundo
de Peter, os livros Heloise, Anacrônicos, cria em historias que
começam aparentemente normais, mundos imaginários,
interligando historias aparentemente sem ligação nenhuma

142 | P á g i n a



Pombo V
Aprendendo &
Enfrentando



J.J.Gremmelmaier









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144 | P á g i n a

Capitulo 1

Uma leva de Amazonas fora avisada por Francisco sobre
uma operação, que aconteceria em Blair Atholl, na Escócia,
quando os portais de passagem do mundo das Amazonas se
abriram na região, parecia tudo deserto, viram Iaras e Sereias
na região, o frio estava grande, e avançaram em todos os
sentidos, os carros estavam lá parados, estavam a cercar o lugar,
obvio que os habitantes estranharam e olhando o acontecido, se
passou avisos aos sistemas de segurança, mas quando Márcia
adentrou a casa, viu a mesma deserta, não tinha ninguém,
olhou em volta, nada, um cheiro de combustível fez a moça
fazer as moças se retirarem, Márcia estava saindo da casa, com
Dalila chegando a ela quando tudo as costas explodiu, e as duas
foram jogadas ao chão, os carros foram pelo ar, e tudo que era
evidente que haviam saído, deixou mais claro que estavam a
esperar pela ação, que sabiam que elas iriam;
Márcia se levanta e olha para o local onde estivera e fala;
— Alguém soube disto, mas como?
— Não sei Márcia, mas sinal que alguém quer mesmo
que os mares subam de nível!
— Acha que tem muita gente nisto?
— Sim, eu acho!







145 | P á g i n a






























146 | P á g i n a

Capitulo 2

Francisco entra em sua casa em Curitiba, casa nova,
imensa casa que em nada parecia com uma casa, parecia uma
catedral de metal e vidro em uma bairro pobre da cidade, com
o grande espaço verde ao fundo, a entrada era pela imensa
biblioteca no primeiro andar, um espaço climatizado, no
subsolo, com entrada restrita, lá estavam as obras mais valiosas,
estavam escondidas da umidade, do pó e principalmente de
mãos e olhos sem preparo para as tocar;
Anja entrou logo atrás e olhando tudo aquilo perguntou;
— Você se esconde aqui?
— Não, aqui é quando acabo querendo ficar visível!
— Mas não disse que iria querer passar desapercebido?
— Isto é meio sem contexto para mim moça, se me
escondo, as pessoas acham que estou escondendo algo, se fico
visível, se acalmam!
— Mas se me virem?
— Nenhum problema, não estamos nos escondendo, não
estamos em um país onde as pessoas olhem muito alem de seus
umbigos, e por aquele portão, vão entrar pessoas, e a maioria já
sabe de você!
— Como?
— Quando você não olhava, Daniele se comunicou com
algumas pessoas, para saber como me achar, e as únicas
pessoas que sabiam estão nesta cidade, e as únicas que ela teria
acesso, são as mais próximas desta casa!

147 | P á g i n a

— Certo, e por que aqui posso lhe fazer perguntas e você
me responde direto, sinto como se parte do meu poder estivesse
oculto!
— Dentro destas paredes de cristal, casa moderna mas
desenhada na forma de uma seqüência imensa de 4 cruzes dos
templários! – Francisco olha para a moça e pede para ela se
aproximar, ele abre uma gaveta na mesa a qual estavam
chegando e fala;

— Esta é a forma de uma cruz dos Templários, lados
iguais, e todos lados com dualidade, mas todos convergindo ao
mesmo ponto, viu a casa por fora?
— Sim, qual a atura de algo assim, parece mais um
templo que uma casa!
— Em si é um templo!

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— Estamos nesta parte! – Fala Francisco pegando um
desenho e rabiscando de vermelho, como pode observar, 4
cruzes Templárias colocadas lado a lado!
— O que isto ao centro?
— Minha capela, onde fazemos uma vez por mês uma
reunião, ou recebemos recém libertos!
— Esta falando dos Laikans?
— Sim, estou falando dos Laikans, mas toda a casa esta
disposta de acordo com o planeta, norte, sul, leste e oeste,
quando terminei ela revesti com placas conseguidas por uma
das minhas mentoras, Priscila Sena, então a casa é para quem

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olha de fora, uma casa com paredes metálicas, e envidraçadas,
mas se olhar, de dentro para fora, é translúcida!
— Mas por que sinto como se minhas energias fossem
poucas aqui dentro?
— É a forma de sentir, esta sentindo falta da praga,
desculpe, do dom das Bruxas, esta em um templo a deus, então
tudo é inferior a deus, não sei se estou indo rápido?
— Não, mas é bom saber que existe um lugar para ser
normal!
— Você é normal, moça, apenas tem de saber como
controlar!
— Mas é imenso este lugar!
— Sim, tenho aqui 4 pontas, estamos na biblioteca,
temos uma ponta para se preparar em dons, uma ponta para
praticar magia, um local para praticar pragas, e no meio,
unindo conhecimento, magia, dons, pragas, praticar a fé!
— Acredita que a fé une todas estas pontas?
— Acredito, mas não falarei isto para muitos, falo a cada
o que posso, mas você parece precisar controlar o máximo
possível, mas deixar claro, não uso a parte de dons e nem de
magia, mas esta biblioteca, se souber ler uma única língua,
saberá como dominar pragas, dons e magias!
— Em que língua está?
— Fanes Arcaico!
Anja olhou atravessado e perguntou;
— Fanes, esta falando que tudo isto não é parte de
conhecimentos humanos?
— Lezo me ajudou a montar esta biblioteca, tem áudio
visuais de milhares de técnicas e dons, mas vamos com calma,
tudo bem?

150 | P á g i n a

— Esta a dizer que os Fanes dominavam tudo isto?
— Estou dizendo que ainda procuro as respostas, pois
não sei você, mas eu acredito em deus! E Liliane Canvas ou
Peter Carson, não são deuses para mim! – Os dois nomes são
de Fanes, uma menina que controla os dons e sabe reintegrar
ou destruir tudo com as mãos, e o menino controla as magias;
— E por que pode afirmar isto?
— Não posso explicar o que sinto, mas sei que deus fala
por meus atos, e se minha pergunta for racional ele me
responde com um sim ou um não!
— Esta a dizer que deus, o verdadeiro fala com você?
— Não sei se o verdadeiro, pois eu mesmo tenho minhas
duvidas, acreditei em um deus por décadas, ele mudou, mas sei
o poder que tem nas formações como a que temos aqui, talvez
não saiba, mas as naves dos ditos Criadores, tinham o exato
formato da casa, mas sabia disto muito antes, e isto não esta
nas regras de magia ou de dons, é algo a parte, uma regra a
desvendar!
— Mas por que acha que preciso saber tudo, não só as
pragas, como você fala?
— Acho que ambos fomos pegos em uma armação, e sei
me defender, quero apenas que saiba se defender, se a
conseguir ajudar a se defender não sentirei como se tivesse a
jogado no fogo e não feito nada para ajudar!
— Às vezes me põem medo!
— Medo é o que nos difere os caminhos, ter medo nos
mostra que não somos deuses, e que temos muito a aprender!
Francisco a acompanhou até uma mesa que tinha a forma
de um vidro, mas Anja viu ele encostar nele e este deixar a mão
dele adentrar, e o balcão acender;
— Biblioteca, registrar nova usuária!

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— Fanes ou Humana?
— Fanes, sem restrição de uso!
— Poderia repedir senhor Francisco, sabe os riscos que
esta ordem representa?
— Biblioteca, ela é especial, é uma Bruxa de Proteção
em treinamento, precisa ter acesso a tudo!
Francisco tirou a mão e olhou para ela e falou;
— Agora é só por a mão no comando!
Anja olhou meio desconfiada e colocou a mão, viu a mão
primeiro ser barrada como se fosse um vidro, viu como se um
scanear tivesse medido e interpretado sua mão, e sentiu a mão
entrar uma pouco, sentiu um pequeno furo em seu dedo
indicador, tão fino que nem doeu, sentiu a maquina a mente e
olhou para Francisco;
— Os comandos nem precisam ser falados, como
funciona não sei, mas sei que funciona! – Francisco;
A moça sentiu a mão entrar mais um pouco, agora sim
sentido a maquina e a mesma lhe perguntou;
— Nome completo?
— Anja Homes!
A Biblioteca lhe fez muitas perguntas, desde data de
nascimento ate o que gostava, de tipo do sangue a preferências
alimentares, e no fim liberou o acesso aos arquivos;
Anja tirou a mão e falou;
— Não iríamos a uma encenação em Blair Atholl?
— Acho que a leva de seres que apareceram por lá é
suficiente!
— E por que fizemos isto?
— Vamos deixar claro uma coisa, eu não sei tudo Anja,
eu sou bom em fé, não em praga!

152 | P á g i n a

— Já falou isto, mas obrigada por me ajudar!
— Vamos com calma, mas para isto tem uma ordem de
coisas que vamos fazer, mas primeiro vamos mostrar onde
você vai ficar!
Anja sorriu e Francisco a acompanhou a uma porta que
dava em um grande corredor, se via a direita o templo que ele
falou, as cadeiras todas voltadas a um altar, mas não tinha um
símbolo, uma estatua, uma imagem, era limpo o local, existia
também um espaço entre o corredor e o templo, como se
espaço não fosse o primordial ali, passaram duas portas, e ele
abriu a terceira e falou;
— Não sei com o que esta acostumada ainda moça, mas
deve servir bem!
Anja entrou no quarto, e Francisco sumiu no corredor, a
moça reparou que o quarto era maior que a cabana de sua avó,
tinha uma sala de entrada, com frigobar, com uma mesa, uma
estante para livros, e um sofá ao fundo, andou mais um pouco e
viu uma porta para um imenso banheiro, chuveiro, uma
hidromassagem, e tudo que poderia precisar, depois foi para a
ultima peça do quarto, uma imensa cama, uma tv de Led antiga,
mas com varias programações em português, ela teria de se
acostumar a este português mais cheio de palavras estranhas,
ela vê a imensa cama e deita, estava cansada, um lugar
diferente, um mundo diferente, mas o lugar ainda a espantava,
a visão que tinha de Brasil era o de muitos europeus, país pobre,
novo e que tinha grandes florestas, embora estivesse cercada de
mata, será que haviam índios, será que haveriam bichos, o que
sabia desta terra tão longe em costumes e fisicamente;
A moça tomou um banho, deitou e dormiu
profundamente.


153 | P á g i n a






























154 | P á g i n a

Capitulo 3

Quando Anja acordou demorou para assimilar onde
estava, primeiro sono completo depois de dias, talvez de anos,
parecia que naquele lugar não preveria o futuro, não veria as
imagens do passado, os sons que a aterrorizaram, pensou em
seu pai, será que ele tinha aceito o convite de emprego, pareceu
preocupado, mas nem idéia do que ela estava passando, ela
acordou e ficou olhando pela janela, ela via o imenso gramado
e mais a frente um trilho de trem e depois, amontoados de
casas, a cidade deveria começar ali, ou não, mas via parte ainda
com uma floresta a direita da visão que tinha pela janela,
pareciam arvores altas, e sua imaginação sobre o que conhecia
do lugar, voou, mas estava na hora de ir ao mundo, se vestiu e
ao sair a porta viu Francisco sentado na mesa onde achou ser o
altar, e viu algumas pessoas a falar com ele e escolheu o
caminho que havia vindo, para chegar a porta que dava ao
lugar, não iria se arriscar a se perder, quando entrou na porta,
Francisco a olhou e falou;
— Rapazes, moças, esta é Anja Homes, direto da Escócia
para o grupo, então ela vai precisar de ajuda nos estudos!
Anja viu um olhar a medir de cima a baixo e depois olhar
para Francisco e falar;
— Não entendi o que quis dizer, Francisco?
— Suzane, o que estou dizendo, é que a moça herdou
uma daquelas coisas que não estão escritas na bíblia, lá não fala
de Bruxas de Proteção, pois transformaram todas as bruxas, em
seres do mal, em seres a serem queimados em fogueira, não vi
o seu mestre mandar queimar alguém, ao contrario, ele disse
para atirar a primeira pedra quem nunca pecou, e sabia que

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mesmo ele havia pecado, pois ninguém, nem ele, se achava
digno de julgar, o julgamento não seria ele que o faria, o verbo
pode ser o caminho, mas não o destino!
— Sei disto, Francisco, mas vejo que sua vida sempre se
enche de mulheres!
— Não julgue por algo que nem conhece, nem sabe, e
mesmo que soubesse, não lhe cabe julgar!
— Mas no que ela vai precisar se especializar? – Um
rapaz que olhou para Francisco e abraçou a moça ao lado, a
que havia medido Anja;
— Ricardo, tudo que soubermos, pois tudo que sabemos
pode ser pouco para ela, deveria ter recebido isto de uma bruxa
como ela, mas nem sua avó e nem sua mãe tiveram tempo para
isto, foram mortas antes! – Anja ainda fazia uma cara de
desgosto quando falavam isto, ela ainda não acostumara com
isto e uma moça chegou ao seu lado e falou;
— Desculpe se for chata, sou a mais exigente as
instruções do local, meu nome é Suzane!
— Anja! – Que olha a menina, comparado a ela parecia
bem nova e perguntou. – Tem algo com Francisco, pareceu
ciúmes?
Ricardo riu e Suzane falou;
— Não confunda conduta com ciúmes, eu tento manter
as condutas dentro do aceitável!
— Então é filha?
— Também não, sou muito velha para ser filha dele!
— Quantos anos tem, já que para mim parece uma
adolescente!

156 | P á g i n a

— Quase 24 anos, moça, não esqueça que os casais que
ver aqui, são todos imortais, não falamos isto lá fora, mas
somos!
Anja olhou os presente e perguntou;
— Mas casou com quantos anos?
— Mais cedo do que ele queria, mas estávamos em uma
guerra que precisávamos da imortalidade, pois fomos um dos
paises atacados pelos humanos imortais!
— Lembro do caos, mas como mortal em Portugal na
época fugimos para os centros de proteção, o que vocês
fizeram?
— Batalhamos até Francisco estar pronto para o
confronto, quando ele entrou na briga ela se desfez tão
rapidamente que os imortais humanos se recolheram e
fecharam os acessos!
— Então desculpa, defeito de bruxa, fala pelo pior rumo,
esqueço que aqui não preciso segurar as boas intenções!
Ricardo olhou para a moça e perguntou;
— Sabe por que ele esta estranho?
— Sei, Daniele que me apresentou para ele, mas nos traiu
logo na seqüência, e ele ficou bem estranho, o que eles tem?
— Isto é complicado, vendo ela hoje, deve parecer mais
inaceitável que a 10 anos atrás, você que a viu, quantos anos
ela aparenta hoje? – Suzane pergunta olhando a moça;
— Uns 13 no máximo!
— Ele gostava dela, com 16 era uma moça feita, hoje
deve aparentar uma criança! – Ricardo;
— Sim, aparenta uma frágil menina!
— Ela falou por que fugiu? – Ricardo;
— Não, ela nem falou que tinha algo com Francisco!

157 | P á g i n a

— Algo talvez não definisse a relação dos dois, mas seja
bem vinda ao Brasil!
— Este lugar é imenso, este pé direito a que altura vai?
— 250 metros, é alto, se vê de bem longe!
Anja sorriu e outros chegaram e se apresentaram, ela
estranhou a forma simples do grupo, mas os olhos de Suzane
no dela era o mais estranho, voltou ao quarto e descobriu que
os quartos ao lado, estavam cheias de livros, ela sentou—se na
biblioteca e começou pelo básico de magia, não sabia por onde
ir, leu um grande livro, viu que grande parte dos livros de sua
avó, ali tinha uma copia, começou a estudar o dialeto Fanes.














158 | P á g i n a

Capitulo 4

Se internou na biblioteca por quatro dias, ela ia a parte de
refeição, mas não via Francisco por perto, certo que tinha
muito a estudar, não sabia o suficiente para ter duvidas,
aprendia rápido, mas não sabia ainda o que faria quando saísse
dali, era um mundo estranho ao que conhecia, quente do lado
de fora, agradável na casa, a cidade estava a mais de 800
metros do nível do mar, bem distante dos problemas que ela
não conseguia parar de pensar como deter;
Estava no fim daquele dia, estudara varias coisas sobre
magia, mas não sentia—se bem em testar algo, quando viu um
rapaz entrar pela porta e a olhar;
— O que faz aqui? – Anja olhando Colton entrar pela
porta;
— Vim lhe falar, e com Francisco!
— Sobre o que?
— Tinha de esclarecer que não sou de falar nada por
telefone, sou vigiado, mas tenho uma linha forte de gratidão
com Francisco, e se ele lhe protege, lhe devo proteção, mas não
lá!
— O que quer?
— Queria falar com Francisco, precisamos que você nos
atualize os dados! Tivemos ações de Amazonas e Sereias em
nossas terras, e precisamos saber o que aconteceu?
Anja não falou nada, estava a olhar o ser quando viu
Francisco, parecia uma eternidade que não o via, aquela
presença a acalmava, olhou para ele e falou;
— Me esqueceu aqui?

159 | P á g i n a

Francisco sorriu e olhou serio para Colton e perguntou;
— O que o traz aqui, Colton?
— Sabe que sou grato, mas precisamos de uma posição
de Anja!
— Precisam, quem precisa Colton?
— A inteligência Britânica, políticos e empresários!
— Acho que ela não esta pronta para que a libere para
vocês!
— Mas no que pode ajudar, não domina o mundo dela!
— Não, e alguém lá entende? – Francisco;
— Não, mas com ela falando algo, eles se acalmariam!
— Difícil, a função das Bruxas não é acalmar ninguém e
sim chocar e ser ridicularizada!
Colton olhou para a moça e falou;
— Precisava que viesse comigo!
— Não ouviu, ou se fez de surdo? – Anja;
— Ouvi, mas tem de ver que precisamos, e não vim para
discutir, e sim a levar de volta!
Francisco estranhou e falou;
— Desculpe Colton, mas ela não vai a força, estamos no
Brasil, não na sua nação!
— Mas ela não tem visto de estadia! Pedimos a
deportação dela, e devem estar vindo com o mandato de
repatriação!
— Se quiser esperar sentado, a vontade, mas na sala de
reunião, não na sala de estudos! – Francisco;
— Acha que vou sair daqui sem ela?
— Acho, quer dizer, tenho certeza!

160 | P á g i n a

Francisco pegou o celular e discou e esperou um pouco,
era uma coisa que ele não gostava, dava liberdade de escolha e
as pessoas não valorizavam isto depois de alguns anos;
— Priscila de Sena, esta na cidade ainda?
— Algum problema Francisco?
— Inteligência Britânica, poderia me reforçar a
segurança da casa, e conseguir alguns rapazes para tirar alguém
da casa?
— Por que o deixou entrar?
— Já foi um Laikan e as vezes esqueço que as pessoas
esquecem disto com o tempo!
— Considere feito!
Francisco olho para o rapaz, que se mexeu, viu o rapaz ir
para o lado de Anja e caminhou até ela com calma guardou o
celular;
— O que acha que vai fazer Colton?
— Meu oficio!
— Não é seu oficio que esta fazendo e sim, a vontade de
alguém que não entendo quem é!
— Não se mete!
Anja olhou o rapaz esticar a arma para Francisco e olhou
para a moça e falou;
— Ou vai comigo ou morre aqui!
— Morro aqui, mas pelo menos me enterram!
— Acha que estou brincando?
Francisco olhava para o ser, quando o dedo dele se
mexeu para a trava da arma, Francisco puxou duas armas as
costas, e atirou primeiro na arma e depois no ombro do rapaz e
falou;

161 | P á g i n a

—Anja, pega a arma para nós, vamos esperar esta tal
comitiva chegar!
Anja olhou para Francisco assustada, mas viu o mesmo
olhar friamente para Colton;
— Traição da grande rapaz, mas tudo bem, você não é
Felip Colton rapaz, pode ter tomado o lugar dele, mas não é
ele!
Francisco pegou no pescoço do rapaz e o sentou a uma
cadeira, rasgou a camisa e baixando a altura do peito, e olhou
para Anja a pegar a arma, e fez sinal para por na mesa;
— Mas por que ele queria me levar?
— Levar, ele queria lhe matar, mas onde pudessem sumir
com o corpo moça!
— Mas por que?
— Por que acabariam como um dos problemas, a
existência de uma protetora dos pólos, mesmo que no futuro,
não os interessa, soube que 12 bruxas morreram nos últimos 10
anos moça, não só sua avó, coisa de alguém que quer mudar as
coisas, não estão querendo melhorar, estavam a constatar que
ninguém havia tomado o lugar de sua avó quando se depararam
com você, na primeira vez, deve ter se mostrado incrédula,
depois eles sentiram suas magias ficando fortes, e resolveram
agir!
— Mas como sabe que ele não é o Colton correto?
— Ele não vê sua aura, ele não vê nada alem do que um
humano normal vê!
— Mas ele disse que eu era uma Fanes, por ver minha
aura!
— Moça, se você é neta de Tanja, você é uma Fanes, e
como agente ele teria esta informação, ele apenas usou isto
para lhe impressionar!

162 | P á g i n a

— Mas o que mudou?
— Que agora sabem que você pode ser um problema, e o
mandaram para resolver o problema de vez!
— Não disse que sabia atirar?
— Sei mas não gosto disto, mas ele não me deu
alternativa, quando destravou a arma!
Anja olhou para o rapaz e perguntou;
— E o que farão com ele?
— Tenho uma amiga que vai dar um jeito nele!
— Mas o que ela vai fazer?
— Descobrir quem ele é, pois reparou que ele nem levou
a serio quando falei o nome dela?
— Sim, se manteve calmo!
— Então ou ele pretendia matar—nos e sair rápido, ou
nem sabia quem era ela, o que me põem na duvida sobre o
tempo que ele se passa por Felip Colton!
— Se fosse ele saberia, foi isto?
Francisco olhou a porta, colocou a mão no controle da
Biblioteca, e falou;
— Casa, alerta de intruso!
Anja viu a casa se travar, e olhou para o rapaz e
perguntou;
— Quem é você rapaz?
— Sabe quem sou, ou acha que vai convencer alguém
que sou outra pessoa?
Francisco sorriu e viu uma luz avermelhada tomar um
ponto na entrada da peça, e viu algumas pessoas a entrar na
peça e um senhor mais velho falou;
— Senhor Francisco, o que fazemos?

163 | P á g i n a

— Pega os funcionários e coloca no escritório, sabe se
alguém das crianças esta presente?
— Estão na sala de dons, quer que os avise?
— Não precisa! – Francisco olha a moça e fala. – Casa,
me posicione da situação!
— 6 pessoas armadas na parte externa, procurando
identificação, preciso de mais dados senhor!
— Poderia me dar visual das pessoas?
— Sim! – Uma das paredes ficou mais negra e se viu em
3 quadros as 6 pessoas, agentes com armas em punho, e
olhando o portão viu que a segurança estava chegando e alertou
os demais de invasores pelo sistema, viu cada um forçar uma
porta;
— Casa, libere a entrada para a capela!
— Feito, algo mais senhor Francisco?
— Consegue identificar este ser a sangrar a minha frente?
— Humano, DNA frágil de mais para agente, pela
seqüência genética, aponta para origem Russa, parte oeste,
região de Irkutsk!
— Consegue ver os registros para identificação positiva?
— Adulteradas, incutidas com dados de outro DNA,
outro registro já existente, ele não tem mais de 29 e esta na
identidade de alguém com 39 anos!
O rapaz olhou para Francisco e pergunta;
— O que é você, não é apenas Francisco Pombo?
— Sou apenas Francisco Pombo, mas quem é este ser
que você falou, se não sabe, não lhe avisaram a encrenca que
estava se metendo!
Francisco chegou a moça e falou;
— Vamos circular!

164 | P á g i n a

Os dois saíram pela porta lateral, entraram no corredor
para os quartos, e se via os 6 seres a olhar a capela;
— O vai deixar sangrando?
— Se for o que penso, antiga KGB, eles o matariam por
estar baleado, para não deixar vestígio, então deixa ele quieto
lá, depois vejo o que vamos fazer!
Francisco pegou o telefone e ligou para o telefone ao
centro da peça que ele via pela parede do quarto, mas não se
via no sentido oposto e um rapaz atendeu;
— Quem é o responsável? – Francisco;
Um rapaz olhou para o outro e falou algo em russo,
Francisco não entendeu e outro pegou o telefone e falou;
— Quem?
— Francisco Pombo, e com quem falo!
— Agentes da Rainha, senhor, por que esta se
escondendo?
— Agentes que falam russo entre si e não inglês, vai
mentir para a sua mãe, não para mim!
— Por que acha que estou mentindo?
— Sei que esta mentindo, não é acho, mas o que quer?
— A moça, se nos entregar ela, saímos!
— Eu não acredito em agentes vendidos da KGB, para
lhe entregar alguém, mas por que a querem?
— Não lhe interessa!
— Estava lhe dando uma chance de me convencer, mas
se não tem pretensão, um aviso, esta casa vai pelos ares em 5
minutos, as portas estão travadas, se querem sair, melhor
começar de uma vez! – Mentiu Francisco;
— Acha que acreditamos nisto?

165 | P á g i n a

— Não estou interessado, não tem como sair daí mesmo,
seu agente, aquele que se passava por Colton, já esta morto,
então apenas avisando para poderem se arrependerem de seus
últimos pecados!
Francisco desligou e entraram na porta de numero 5 e a
moça viu que não tinha um quarto, e sim, uma escada para
cima, e uma para baixo, ele travou a porta atrás e subiram para
a parte alta, e sentou—se em uma escrivaninha, tocou a mão no
comando e falou;
— Casa, me de todas as imagens!
Anja olhou em volta e todas as paredes se tornaram
pequenas imagens de varias câmeras e viu os rapazes a forçar a
porta;
— Casa, de um relógio em contagem regressiva de 3
minutos para eles verem, com alerta em vermelho!
Os rapazes estavam a sala, e viram as paredes mudarem
de cor para um alerta em vermelho, e um grande relógio digital
começou a regredir lentamente os segundos diante dos demais,
um deles olhou para outro e perguntou;
— Onde nos metemos, ninguém nos avisou que seria
assim, nos apontaram um local inofensivo!
— Me apontaram como local perigoso, acha que se fosse
um local normal teria vindo mais que dois?
— Mas quem é este Francisco Pombo, já que
morreremos aqui!
— Afilhado de Yuri, amigo local de Loco, e do
presidente Moreira!
— E não me avisou?
— Era para entrarmos, tirarmos a moça e sairmos sem
nem entrar na casa, mas o rapaz foi surpreendido, não esquece
que entramos somente após o tiro!

166 | P á g i n a

Eles se concentraram em uma porta;
— Casa, se eles forçarem juntos a porta, a abra! –
Francisco!
— Mas estarão a um pé da saída! – Casa;
— Sim, põem gás pimenta, e sonífero na peça ao lado! –
Francisco;
— Considere feito! – Casa;
Quatro deles deram com o ombro juntos na porta e
sentiram os corpos caírem na peça ao lado, quando sentiram já
estavam com os olhos lacrimejando, tentaram olhar em volta, e
foram caindo um a um, quando o ultimo caiu, Francisco falou;
— Casa, feche a porta e faz uma varredura geral da casa!
— Fazendo! – Passou um momento e ela falou. – Temos
um grupo chegando pelo portão!
— Imagem!
A imagem mostrava os seguranças cumprimentando Sena,
que entrava com uma leva de pessoas que pareciam diplomatas,
ele olhou para Anja e falou;
— Fica aqui, olha pelos monitores, mas não vai lá!
— Mas meu pai vem junto!
— Sei disto, mas tem de confiar, ou esquece, não vou
conseguir ajudar!
Francisco não fechou a porta, ele tendia sempre a se dar
mal por isto, mas as escolhas eram das pessoas, não dele,
adentrou a sala que o pseudo Colton estava, pos a mão no
comando e falou;
— Casa, purifica o ar da sala contaminada!
— Fazendo, algo mais?
— Assim que todos entrarem, trava a casa novamente,
compreendido?

167 | P á g i n a

— Sim senhor Francisco!
Francisco sentou—se e esperou os demais entrarem e um
senhor olhou o rapaz amarrado e falou;
— O que esta acontecendo aqui?
Francisco olhou para Sena e fez sinal para chegar perto;
— Tem um grupo de pessoas, armadas, desacordadas, no
fim do corredor, a esquerda, poderia pedir para os seguranças
os trazerem aqui?
Sena passou o pedido e Francisco olhou para o senhor e
perguntou;
— Com quem falo?
— Embaixador Kirven, o que pensa que esta fazendo?
— Eu, senhor estou dentro do Brasil e um agente me
aponta uma arma, eu apenas revidei ao tiro, mas a pergunta, o
por que ele tentou matar Anja Homes?
— Ele o que?
— Entrou pela porta, pois o conheci a mais de 4 anos,
então pensei ser um amigo, mas quando disse que iríamos
esperar vocês chegarem, puxou a arma e atirou na cabeça da
filha do senhor ao seu lado, estão trazendo mais 6 rapazes
armados que vieram com ele, KGB, não inteligência Inglesa, a
não ser que contratam a KGB para fazer coisas assim!
O embaixador olhou para o rapaz que falou;
— Ele esta mentindo, eu não atirei nela, ele que atirou
em mim!
— Se estou mentindo, me explique por que os rapazes
que estão com você, a retiraram daqui?
— Você a matou e esta querendo nos acusar!
— E por que eu a mataria?
— Não sei, você é maluco!

168 | P á g i n a

— Para quem lhe deu uma vida de emoções e escolhas,
não entendo por que esta me desacatando? – Francisco
sorrindo;
Os rapazes foram postos sentados e algemados na sala, e
o senhor da embaixada falou;
— Quem são estes?
— Não sei, os amigos de alguém que tinha como um
filho, que entrou aqui por ser conhecido, mas não posso mais
confiar em minhas analises!
— O que fez com eles? – Colton;
Francisco olhou para Sena e esta falou;
— O Itamarati esta pedindo explicações para esta
deportação, mesmo com o pai dela aqui, não existe motivo para
isto, todos estranharam, e confirmaram, o DNA deste ser
sentado não é de Felip Colton! – Mentiu Sena;
O embaixador olhou para ela e perguntou;
— Mas se não é ele quem seria?
— Não temos como saber, a identidade dele foi apagada,
é da região do lado Baikal, mas não temos como saber o nome!
— Esta a dizer que ele é russo, e o que fizeram com o
agente Colton?
— Morto com certeza, como a avó e mãe da moça, e o
senhor ao seu lado não entende o que é ser pai mesmo!
— Não tem direito de reter minha filha!
— E o senhor acha que tem o direito de tirar o direito de
ir e vir dela, qual a diferença, pois ela não era uma prisioneira
aqui!
— Mas ela pode ter um caso com este ser ai!
— Desculpa, não sabe com quem esta falando, senhor! –
Sena;

169 | P á g i n a

— Ouvi falarem coisas muito horríveis referente a ele,
moça, não queira o defender!
Sena olhou para Francisco e falou;
— Sua fama esta pior que a minha, o que anda
aprontando?
— Nada de mais, talvez o fato de ter sido o único ser a
brigar com a Imperatriz Tesália, que esta vivo e solto, deixa
eles tensos!
O ser sentado olhou para Francisco e perguntou;
— Não entendi, ninguém briga com ela! – Pseudo
Colton;
Francisco olhou para o embaixador e fala;
— Melhor relatar senhor embaixador, que o ser que esta
a nossa frente nem sabe quem eu sou, e se diz da inteligência
britânica, se os rapazes sabem quem sou, estes russos, ele teria
de saber mais!
— Esta a dizer que um impostor veio e tentou matar a
moça?
— Estou dizendo que tenho de ver onde ela se escondeu,
esta casa é grande, senhor!
— E não tem controle total? – Embaixador;
— Isto é o que fazem no seu pais, não no meu, não ainda!
— Mas temos um pedido assinado para deportar ela, vai
proibir isto?
— Posso perguntar uma coisa?
— Sim!
— Por que a inteligência Britânica a quer morta, pois por
mais que o rapaz não seja Colton, esta cumprindo ordens, ele
vem com reforço russo, mas o que querem com a moça, pois
até poucos dias, ela estava sozinha em uma cabana quase

170 | P á g i n a

abandonada em Lybster e ninguém nem queria saber, agora a
estão tratando como terrorista, e o pai dela assina em baixo,
não estou entendendo!
— Eles querem falar com ela! – Embaixador;
— Eles quem, se não for muito?
— Parece ter desde Primeiro Ministro ao Rei a querendo
ouvir!
— Para que, a poucos dias a ouviram e saíram
debochando dela, ela não esta pronta para a função dela, e se a
levar ela acabara morta, pois não sabem nem quem esta por trás
de tudo isto!
— Não pode desrespeitar um acordo destes!
— Não entendeu senhor, em minutos estará revogado
isto! – Francisco;
— E quem pensa que é que alguém em Brasília vai lhe
ouvir?
— Nada, mas meu padrinho vai conseguir isto para mim!
– Francisco olhou com malicia para Sena;
— Padrinho, sempre soube que este pais é de
apadrinhados mesmo, vejo pelo tamanho do lugar, deve ser um
destes corruptos do Brasil!
— Sabe que posso lhe processar por isto, tem
testemunhas do que esta me acusando!
— E por que acha que eles vão revogar?
— Simples, se quem veio a mando do seu governo, veio
armado e apontou uma arma para ela, não veio para a defender,
não existe nada que a condene em seu pais, e para integridade
de um cidadão de seu país, já que não estão fazendo isto,
podemos revogar a deportação!
— Mas...

171 | P á g i n a

— Mas ele esta com razão embaixador, se um rapaz com
documentação da Inteligência, a tenta matar, como podemos
saber quem esta a mais nisto, não posso deixar minha filha
voltar a mão destes seres! – O pai;
— Mas ela tem de voltar!
— Por que senhor? – O pai;
— Já falamos, temos pessoas importantes que precisam
falar com ela!
— Ela não é a avó, estão exigindo dela algo que ela não
esta pronta a fornecer, mas não entendi a urgência!
O embaixador viu Sena olhar para Francisco pegando o
celular;
— Chegou!
— Casa, deixe os demais entrarem!
A porta destranca e o embaixador vê o presidente do país
entrar pela porta e olhar para Francisco e falar;
— Esta de novo abusando, afilhado!
O embaixador olhou Francisco, o senhor não pedira, mas
sabia que as vezes o grupo se apoiava, e nem sempre estão por
perto, o senhor olha o embaixador e fala;
— Alguém pode me explicar como a inteligência
britânica deixa um ser se apoderar de documentação de um dos
seus e adentrar um lugar destes?
— Não sei senhor presidente, mas falava para o senhor
Francisco que precisamos conversar com a moça!
— Não tem problema, ele sabe receber as pessoas
quando não vem com armas em punho, senhor!
Moreira dá a volta e olha os rapazes e para diante de um
e fala em russo;
— Petric, o que faz aqui?

172 | P á g i n a

O senhor estava meio sonolento ainda, olhos
avermelhados e olhou o senhor a frente e meio sem acreditar
fala;
— Yuri, não queríamos nos meter em seu caminho!
— Mas sabem que invadiram minha área, o que vieram
fazer aqui?
— Ordens, sabe que não discutimos?
— De quem?
— Sabe que a Máfia mudou de mão, ou não sabe?
— Acho que vou implodir tudo de novo, talvez parem de
fazer merda!
— Mas por que se mete, Yuri?
— Sabe o que este plano quer, Petric, descongelar os
pólos, isto transformaria a Rússia de hoje, em um pais bem
menor, pense em toda a área de planície da nação perdida para
os mares, vocês são malucos mesmo, se metem em algo sem
nem saber as conseqüências!
— Mas não é isto que falaram, estavam falando em
aquecimento e uso de areas improdutivas!
— Se fosse isto, não seria contra, mas perder a
hegemonia de uma nação dividida em ilhas separadas por
milhas de mar, não concordo!
— E o que será de nós?
— Sena que decide!
— Mas sabe que cumprimos ordens!
— Sabe bem as regras, se meteram nisto, sabem as
conseqüências, ninguém aqui é criança!
Moreira olha o embaixador e falar;
— A inteligência nacional vai avaliar quem são estes, e
se forem quem achamos, cuidamos de os deportar, mas não

173 | P á g i n a

daremos mole a agentes de outras nações, para nos meter em
encrenca!
— Mas minha filha esta bem?
Francisco sorriu e olhou para o embaixador e para um
rapaz atrás dele e falou;
— Algo a mais senhor?
— Vamos tentar de novo, acho que o presidente ao seu
lado não entendeu o problema!
— Acho que não entendeu que entendemos, perderíamos
toda a região amazônica com o que esta se anunciando, senhor!
– Francisco. – Ou umas 13 vezes o tamanho total de seu país,
senhor, não queremos isto, temos mais a perder que vocês!
— Mas acham que vai acontecer?
— Se ela esta a se preparar, é por que vocês não se
tocaram que a avó dela morreu a 10 anos, ou fizeram vistas
grossas, e agora com certeza alguém vai querer jogar nela a
culpa por algo que bem sabe não ser!
— Ela esta bem?
— Sim, se ela estivesse mal sentiríamos a falta de energia
no ar, da ida dela a outro mundo! – Francisco respondendo o
pai;
O embaixador deixou a casa e Sena olhou para Francisco
e falou;
— Temos de conversar!
Moreira estranhou e falou;
— Melhor sentarmos, e a moça, esta bem?
— Já esta vindo, mas melhor primeiro tirar estes seres
daqui, não é Sena?

174 | P á g i n a

A moça sorriu e os rapazes da segurança os tiraram dali,
e quando o pai de Anja olhou para Francisco a filha já entrava
as costas dele;
— Calma pai, estou bem!
— Por que esta se escondendo aqui filha?
— Estou aprendendo, e esta casa foi feita para poder falar
e não interferir diretamente nas pessoas!
— Mas ainda não entendo!
— Acho que temos de conversar pai!
Francisco fez um sinal para Sena e Moreira e adentraram
a parte da capela e Moreira olha o local e falou;
— Acho que desta vez se superou Francisco!
— Bom que gostou padrinho! – Francisco olhou para
Sena. – Quem você conseguiu confirmar com certeza?
— Dos nomes que você levantou, 32 deles estão vivos,
42 estão mortos, dos quais 27 não deixaram descendentes, mas
temos uma porção de pessoas sem controle a espalhar pragas
sem nem entender o que estão fazendo!
— E os que sobreviveram, como estão?
— Resolvi dar proteção, alguns estranharam, mas sem
declarar e sem nos posicionar, deixei claro para cada ser o que
estava acontecendo, e que seria bom todos começarem a passar
aos descendentes o conhecimento e os proteger!
— E o que acharam?
— Alguns querem proteção, mas ainda não sei como
fazer?
— Trás para a cidade, e as crianças?
— 12 das pessoas são muito jovens, perderam parentes
em intervalos curtos, de 5 a 10 anos atrás, estou os trazendo,

175 | P á g i n a

mas é de descendentes da Bruxa do Sal, a Bruxa dos
Equilíbrios Magnéticos!
Francisco senta—se na primeira fileira e põem as mãos a
cabeça e fica de cabeça baixa por um momento e fala;
— Isto esta fora do controle, não estão querendo apenas
matar as pessoas, parecem querer matar o planeta!
— Não entendi? – Moreira;
— A soma total mantêm equilíbrio, e este equilíbrio é
sensível, tem de ter alguém grande por trás, mas quem?
— Grande como?
— Grande em estrutura, grande em poder e em
conhecimento, podem ser 3 pessoas, ou uma pessoa muito
especial!
— Esta a dizer que poucos poderiam armar algo assim? –
Moreira;
— Sim, pois não é um acaso, pois não se mata 42 bruxas,
não é apenas Dragões, é mais que isto!
— Mas vai fazer o que?
— O que fiz com a moça, vamos reerguer cada proteção,
e ensinar as herdeiras, mas vou precisar ir a um lugar que não
terei mais como evitar, e será uma guerra!
— Por que?
— Vou precisar iniciar 27 pessoas, que nem sei quem são
ainda, mas após as iniciar, elas tem de ser abençoadas com os
dons de proteção, ou com a praga, como falo, então tenho de
achar pessoas que resistiriam a isto bem, as iniciar, e daí a
guerra!
— Não esta sendo claro!
Francisco sorriu, não falaria ainda, poderia não precisar
enfrentar este problema, esta guerra que pode machucar o

176 | P á g i n a

mundo, mas estava a se preocupar, iria sobrar para ele, um
iniciado em fé, escolher pessoas para por no lugar das Bruxas,
e olhou a claridade da porta se abrindo pelos olhos de Sena que
olhava para ele, Moreira se retirou e Anja veio a ele e falou;
— Francisco, meu pai esta insistindo que eu volte com
ele!
— Você que sabe Anja, você que sabe! – Francisco,
pensando longe dali, ela estranhou a frase;
— Não quer que fique?
Francisco foi trazido para o local, estava a tentar encaixar
as peças em sua cabeça e olhou nos olhos dela e falou;
— Anja, uma coisa que vai aprender comigo, ou com a
vida, não faço suas escolhas, não posso proteger todos, não
longe daqui, você sabe disto, mas se acha que já pode voltar,
sabe bem onde esta pisando!
— Nem aprendi nada ainda!
— Nisto não discordo! – Francisco olhou para o senhor e
falou. – Mas saiba senhor, se acontecer algo a ela, vai me pagar
com sua vida, pois esta sendo mesquinho, malicioso e não esta
pensando em sua filha!
— Esta me ameaçando?
— Sim, se ela for para seu país e morrer, saiba que terá
de ficar em um buraco muito tempo para que não o encontre,
mas acabo achando!
— Que absurdo!
— Senhor, se tem certeza da segurança, por que o
absurdo, é uma ameaça com uma única condição, de proteção a
sua filha, e nada lhe acontece, embora ela mesmo sabe, que não
esta pronta, mas nem sei se ela quer ser o que o destino a pôs
no caminho, esqueço que a escolha é das pessoas!

177 | P á g i n a

— Esta a me mandar embora? – Anja;
— Sabe que não, mas se quiser pensar um pouco,
convença seu pai a ficar um tempo, já que não aceitou o
emprego, não tem onde ir, pois vou correr o planeta nestes
dias!
— Vai fazer o que?
— Tenho de tentar resgatar 15 sobreviventes como você,
e sabe lá como, me interar de o que faziam certas bruxas, que
nunca ouvi, e morreram com toda a descendência! – Francisco;
— Mataram muitas?
— 27 não deixaram descendentes, moça, o que é mais
uma ou menos uma? – Francisco foi rude, não gostava de
discutir algo que sabia que não tinha como segurar, e não tinha
como dizer vai de uma vez, isto o irritava, sabia que mais cedo
ou mais tarde, ela saindo pela porta, seria morta, então não
sabia bem como se portar nestas horas;
Francisco olha para Sena e pergunta;
— Sabe os endereços?
— Sim, nem sabia que existiam tantas Bruxas assim? –
Sena;
— O que vai fazer se resolver voltar! – Anja;
— O que posso fazer, menina, ir ao seu enterro, depois
de tudo, pois sabe bem onde esta pisando, e sabe que ali fora,
poucos metros, volta a ser como a 5 dias, tendo de cuidar com
o que vai falar, mas nunca escolho por vocês, não é minha
função fazer isto!
Anja olhou serio, algo parecia ter quebrado dentro dela,
mas ela queria ir, e não viu o senhor a tentar segurar, Francisco
olhou calmamente para Sena, que tirou uma lista amassada do
bolso, e passou para ele;

178 | P á g i n a

Francisco olhou a lista com calma e falou;
— As mais perto primeiro, e sem alarde, mas destas
quem você esta trazendo?
— Estou trazendo até algumas bruxas experientes, não
tenho como dar segurança sem entregar onde estão, então para
não as perder, estamos tentando ser discretos, mas não vai ser
fácil!
— Tem que ser algo grande, mas não sei o que ainda!
— Por que?
Anja olhava Francisco, ele estava a tentar adivinhar;
— Por que, quando viu por ultimo aquela moça, Lídia?
— A mais de seis meses!
— Algo as esta tomando o tempo todo, alguém nos quer
só nesta guerra, mas os ataques aos imortais diminuíram, não
diminuíram?
— Sim, quase nada, Dalila fala que esta calmo demais,
ela espera algo terrível por isto!
— Peter também não esta na ativa, sumiu?
— Ele esta se dedicando aos filhos, alguns estão
chegando aos 10 anos, ele esta correndo bastante!
— Não é desculpa, olha para ver o que esta lhe
prendendo, algo me indica que este ataque tem base bem exata,
alguém como poder mas que não nos deixa ver o que ele quer!
— E aquele espírito?
— Este é o apoio de deus a eles, com tudo que tem, pois
os humanos não vêem estes seres que transitam a toda volta
deles, um exercito de mentes a carregar uma idéia!
— Esta começando acreditar em complô?
— Sena, o que precisamos falar, é apenas para nós dois!
– Fala Francisco olhando Anja e o pai os olhando e fala. – Anja,

179 | P á g i n a

sabe que pretendia lhe ensinar, mas esta livre a ir quando
quiser!
— Mas não vai proibir?
— Não, você que tem de escolher ser uma bruxa, não eu,
e não posso lhe fazer uma bruxa, você nasceu uma, então você
o é, mas sabe que muitos vão tentar lhe matar, se quer sair por
aquela porta, só quero que vá consciente disto!
— Acha que eles vão conseguir?
Francisco não respondeu, apenas olhou o senhor ao lado
dela, e voltou os olhos para ela;
— Mas filha, eles não podem ser tão ruim assim!
— Pai, eu confiava em alguém da Inteligência que me
engatilhou uma arma na cabeça, mas – ela olha Francisco e fala
– estranho não querer me deter!
— Menina, já lhe dei os motivos, já ameacei seu pai, e
esta disposta a ir, não posso lhe segurar, mesmo sabendo que
não a verei de novo, não viva, se sair por aquela porta! – As
palavras mesmo escolhidas foram fortes e a moça olhou serio
para ele;
— Mas eu vou!
— Foi um prazer! – Francisco olha para Sena e fala;
— Me acompanha ao escritório, temos de conversar!
Francisco e Sena foram ao escritório;
— Vai a deixar sair?
— Sena, ser uma bruxa não é algo fácil, mas aqui dentro
por 4 dias, ela sentiu—se normal, é ainda fraca, mas aprendeu
algumas coisas, mas esqueceu o que é a vida lá fora, ela tem de
ser testada, e não é aqui que ela tem de mostrar a força!
— Mas a esta matando!

180 | P á g i n a

— Cansei que me matar para os demais ficarem vivos,
Sena!
— Você é imortal, ou esqueceu?
— As vezes penso se o caminho é este, mas vou a frente!
Quando começam chegar!
— Dentro de horas!
Francisco olha para Sena e fala;
— Me passou uma coisa a mente, mas não sei a extensão
disto!
— Fala!
— Nem sei o que falar ainda, mas terei de dar uma
viajada, cuida das crianças quando chegarem para mim, dois
dias no máximo!
— Esta abusando!
— Sei disto, como esta o Junior?
— Terrível como o pai, o que mais!
— Acho que se ele fosse o mais perneta dos seres, não
chegaria ao que foi o pai dele, mas tudo bem!
— Esqueço que conheceu Joaquim de uma época muito
diferente!
— Mas cuida ou não cuida?
— Sim, mas vai onde?
— Sei que me monitora pelo célular, para que lhe falar?
Sena sorriu e falou;
— Mas volta?
— Se estiver vivo, em 2 dias!




181 | P á g i n a





























182 | P á g i n a

Capitulo 5

Francisco tomou um banho e pegou uma mochila, pos
suas coisas, e olhou em volta, a muito a forma de crer dele
mudara, primeiro seu poder era na fé a deus, depois, a algo
maior, algo que lhe mostrou o caminho, as vezes duvidava até
dele mesmo, ele pegou um lápis e riscou um portal ao ar, e
atravessou, se via o mar a frente, Mar Negro, a sua esquerda, as
primeiras casas de Terme, antiga Turquia, agora Reino de
Tesália e Dalila, era o primeiro caminho, um caminho que nem
ele sabia onde o levaria, mas imaginava ser algo grande,
caminha calmamente até a entrada das grutas e viu uma moça o
barrar e falar;
— Senhor, esta área é restrita!
— Diz a Imperatriz Tesália que precisamos conversar!
— E quem disse que ela o recebera!
— Pode ser que não me receba, mas diz que Francisco
Pombo quer falar com ela!
As moças se olham e a segunda fala;
— Você que é Francisco Pombo?
— Sim, eu sou Francisco Pombo!
Uma delas foi para dentro e Francisco olhou uma pedra
ao lado e sentou—se, poderia demorar um pouco, mas era algo
que precisava fazer;
Passou perto de uma hora e uma moça veio de dentro e
falou;
— Ela disse para lhe conduzir para fora do reino!
— Tudo bem, mas .. – Francisco ia falar algo mas
desistiu – não vale a pena!

183 | P á g i n a

Francisco risca uma porta ao ar, e pega na maçaneta e
ouve;
— Francisco, vai embora e nem vai insistir?
Francisco olha para o som e acha os olhos de Tesália;
— Se não quer falar, o que posso fazer, Imperatriz!
— Posso saber sobre o que, antes de sumir para suas
terras distantes?
— Nada que possa ser falado fora de um campo de
exclusão, mas pensei que já tinha superado aquilo!
— Como posso esquecer aquilo, senhor Francisco!
— Pensei que entenderia com o tempo, já que permitiu
seu amado voltar a vida!
— Não gosto de ser desafiada, muito menos por um
homem que fala coisas estranhas!
— Então vou achar ajuda em outro lugar!
— Se veio procurar ajuda, realmente esta no lugar
errado!
Francisco gira a maçaneta e antes de abriu ouve;
— Vai mesmo?
— Não sei, já me mandou embora 3 vezes, o que me
prende aqui?
Tesália o mede e fala;
— Vai, eu não o convidarei a entrar, Francisco Pombo!
Francisco abre a porta e volta a Curitiba;






184 | P á g i n a

Capitulo 6

Francisco surge na sala de entrada e olha Anja e
pergunta;
— Algum problema?
— Você não quer que fique?
— Sabe que não é isto, mas não é minha escolha Anja!
— Preciso lhe falar algo!
Francisco fecha a porta e Anja pergunta;
— Quem era aquela moça nua?
— Era uma Amazonas, precisava falar com uma
Imperatriz, mas ela não quis falar comigo!
Anja olhou para ele e perguntou antes de sentir;
— Francisco, você tem alguém?
— Tenho, sou casado com Daniele, mas isto é mais
complicado que uma relação a dois, mas por que?
— Daniele é uma criança!
— E pelo que estudei, em 200 anos será uma menina de
10 anos, em 2 mil anos, uma de 16 anos novamente, como no
dia que estivemos juntos, a mais de 8 anos!
— Esta a dizer que ela vai ficar mais nova ainda por 200
anos?
— Sim, mas o que quer saber?
— Nada, acho que estou me enrolando para ir embora!
Francisco não falou nada, não estava entendendo e ela
falou;
— Esta me achando uma maluca?

185 | P á g i n a

— Não, mas não estou entendendo, sabe que esta em um
caminho inicial, mas sair por aquela porta é voltar ao mundo,
você nem terá chego ao Aeroporto, que não dá 15 minutos
daqui, e Londres já saberá que saiu pela porta, quando chegar
em São Paulo para pegar o avião, já estarão lhe esperando, mas
daí para frente, não posso ver!
— E o que eles querem comigo?
— Achava que sabia, mas nos usaram direitinho, depois
vi que não foi só você, não é algo pequeno, é algo maior, talvez
não revertamos os pólos, mas podemos manter a vida neste
planeta!
— Como assim?
— Não é uma guerra contra um povo, contra o pólo, e
sim, contra o que nos faz diferentes, vivemos no planeta dos
imortais, ou melhor, no planeta que não rege as regras do
universo, planeta que sempre é semente de um novo existir,
dizem ter outros, mas para mim os demais não interessam pois
vivo aqui!
— Mas quem esta se pondo contra nós?
— Se soubesse, não estava a observar, a juntar dados,
iniciar a proteção de pessoas que nem sei o que vão pensar!
— E por que foi as Amazonas?
— Preciso definir algumas novas bruxas, mas não sei
ainda como o fazer!
— Não entendi!
— É complicado, você nasceu com isto, esta no seu
sangue, alguém no passado escolheu este caminho, mas
imagine ter de convencer alguém a assumir isto, que se
estendera a seus descendentes, até o fim dos tempos!
— Mas e se não conseguir?

186 | P á g i n a

— Pode ser que não consiga todas, tem algumas que nem
sei o que fazem, tem algumas que são referente aos demais
mundos, e tem algumas que podem nem ter mais utilidade, e
mesmo assim arrastam isto pela eternidade em sua cadeia
genética!
— Mas não entendi por que as Amazonas?
— Precisava conversar com alguém, mas deixa para lá,
ela não quis conversar!
Francisco vê pelos olhos de Anja que alguém tinha
aparecido as suas costas e ouve;
— Francisco, o que precisa conversar?
Francisco olhou para Anja e falou;
— Sabe que você que escolhe se quer partir, mas poderia
nos dar um momento moça?
Anja olha para a moça a medindo e sai no sentido do
quarto dela e Francisco olha para Tesália;
— Poderia ser num lugar menos publico? – Francisco
entrando na sala ao lado, que não era a de entrada da casa,
Tesália passou atrás e falou;
— Não pense que pode abusar assim!
Francisco a olhou aos olhos e falou;
— É serio Tesália, não iria lá para lhe provocar apenas!
— Pensei que iria!
— Tesália, a Bruxa de proteção do Eletromagnetismo, foi
morta, a de proteção das águas profundas, morta, a do
equilíbrio Gravitacional, morta, sabe o que significa?
— Não sei do que esta falando?
— Certo, esqueço que não é inteligente ou quando não
quer ouvir, não ouve mesmo!
— Não sou burra!

187 | P á g i n a

— Tesália, quem dá proteção a Gaia?
— Dizem ser bruxas especiais!
— Sim, as três que lhe falei!
— Esta a dizer que mataram ou foi você, para provocar!
Francisco sorriu e falou;
— Se desarma, senão não adianta nada Tesália!
— Até hoje tenho raiva de ter me desafiado aquele dia!
— Lhe poupei, e esta ainda revoltada!
— Me poupou, ser vencida por você é mais humilhante
que por Paula!
— Se acha isto, da próxima vez não me meto!
— Por que fez aquilo, não entendo?
Francisco a olhou com calma e falou;
— Por que estava lá, e não me nego a isto, mas aquele
dia não estava bem, queria bater em alguém, e você apareceu a
frente!
— Quer dizer que me enfrentou para descarregar, não
parece com seus atos!
— Também não me parece seus atos, brigar com a irmã
de Peter!
— Sabe que Peter não aparece mais tanto!
— Tesália, podemos voltar ao assunto?
— Certo, o que precisa, foi pedir ajuda!
— Sim, preciso de ajuda, e depois vou falar com Dalila!
— Falando primeiro comigo, o que esta acontecendo?
— Preciso nomear um ser para cada uma das Bruxas que
foram mortas com seus descendentes, preciso de 27 novas
bruxas, e para ontem, não para amanha, existem funções que

188 | P á g i n a

estão a mais de 10 anos sem proteção como os pólos, mas
precisamos agir em conjunto ou não vai dar certo!
— Não entendi?
— Tesália, somente a união em uma cerimônia que
somente sei existir nas lendas, onde a líder das Amazonas, das
Brucs, dos Ogros, um gigante, um bruxo de comunicação,
podem indicar um Fanes para tomar o lugar da bruxa que
perdeu o caminho!
— Esta a dizer que tem como nomear novas bruxas!
— Estou dizendo que precisamos, ou quer deixar Gaia
desprovida de proteção, ela é a vida deste planeta, ou mais
exatamente, sua imortalidade!
— Vou ter de falar com Dalila, mas por que não falou
antes?
— Não vou falar isto em lugares onde tenham mais
pessoas, e estou pedindo o mesmo para você, não confio nas
paredes, eu estou virando paranóico, mas olho até minha
sombra com desconfiança!
— Acha que devem ter pessoas infiltradas?
— Acho que não confio nem mais em mim mesmo, mas
louco sempre fui mesmo!
— Sabe que foi o único ser que me venceu em batalha
alem de Peter Carson?
— Não, nunca entendi de tradições de Amazonas!
— Então não entende por que estou brava até hoje?
— Nem idéia, Imperatriz, apenas fiz o que precisava,
evitando que você brigasse com Paula, e descontando o fato de
ter sido largado a poucos minutos daquela batalha, por alguém
que amava!
— Você tinha um amor, estranho, alguém lhe agüentava?

189 | P á g i n a

— A mesma que me iludiu agora, e me traiu!
— Mas desta vez não saiu batendo?
— Não, dei uns tiros, mas não matei ninguém ainda!
— Quer saber qual a minha raiva?
— Se não for muito humilhante, pois não entendo o
como vocês sentem, vivo num pais bem liberal a nível de
sentimentos!
— Para uma Amazonas perder uma batalha, é se
submeter a quem lhe venceu, ou a morte!
— Mas não pedi isto, lhe disse que era só nos deixar
passar!
— Mas não é nossa educação, se tivesse sido uma briga
aberta, talvez perdesse o titulo, pois não a venci, pior, lhe
avaliei pela aparência, já havia perdido uma vez, para Peter,
mas ele, me levou ao mundo, você não, me deu as costas e
escoltando Paula adentraram ao reino, e fiquei como a
derrotada, a humilhada!
— Então lhe devo desculpas!
— Isto só piora, quero sua raiva, seu desprezo e não suas
desculpas!
— Digo que não lhe entendo, Imperatriz!
— Odeio você, Francisco, pois sei que perdi para você,
pelas leis teria de ser submissa ou ser condenada a eternidade
no estomago de uma serpente!
— Pensei que tinham mudado isto na sua cultura?
— Estamos Mudando, mas não quer que de um dia para
outro mude a forma que fui criada!
Francisco olho para ela e perguntou;
— Então como podemos estabelecer uma trégua, até
resolvermos estes problemas?

190 | P á g i n a

— A urgência parece ser grande!
— Sim, mas não entendi ainda quem são os inimigos
reais, os verdadeiros inimigos!
Tesália não responde, apenas faz uma porta ao ar e recua
sem dar as costas a Francisco, aquele ser a encarava de igual a
igual, não sabia bem por que, mas ela sentia um ódio muito
grande dele, e volta a seu império a pensar no que ele falou;























191 | P á g i n a





























192 | P á g i n a

Capitulo 7

Francisco adentra a sala de refeição e viu Anja a comer
ao fundo e Ricardo veio a ele;
— O que esta acontecendo, aquela moça, Priscila esta
tomando o comando?
— Vamos precisar reunir todo o pessoal, nem sei o que
vai acontecer, mas se preparem para uma guerra sem saber de
onde vem a bala!
— Por que disto?
— As vezes não falamos das Pragas, mas alguém esta a
querer nos complicar, e estão usando de tudo, devem chegar
algumas pessoas especiais, e vamos as proteger, mas não
podemos as ensinar a imortalidade, Ricardo!
— Por que?
— Ainda não tenho esta resposta, esqueceu que não
posso mais usar certas coisas, falamos de deus, de coisas que
agradam muitos ouvir, mas não estou ainda firme em minhas
convicções mais intimas, sabe o que passamos, renegamos o
nosso deus e vencemos, mas sabe que vamos pagar caro isto!
— Acha que tem a mão dele nisto?
— Tem a mão do ser que considerava deus, mas não
entendo isto ainda!
— Por que acha isto?
— Tem uma alma por trás de parte da organização, eles
atraíram Daniele a isto, quer dizer, precisam de uma geradora,
mas não sei o que uma geradora faz, quanta coisa não sei!
— Mas sabe bem mais que nós!
— Mas me preocupo, sabe se Anja vai mesmo embora?

193 | P á g i n a

— Não sei, o pai dela foi a cidade, aquela moça, Priscila
esta acompanhando os movimentos dele!
— Não gosto do que vou ter de fazer, mas alguém
sempre sofre com estas coisas mesmo!
— Do que esta falando?
— Nada! – Francisco olhava a moça ao fundo, não se
enturmara muito, e sabia que o que movia o pai dela, era algo
que não havia passado em sua cabeça, mas teria de avaliar o
que fazer, não estava disposto de perder uma bruxa, tinha coisa
mais importante a fazer, até chegar a esta conclusão, viu Sena,
vir a ele e falar;
— Não ia demorar de dois a 3 dias?
— Não fui ainda, Priscila, tenho de abrir um caminho
sem muita guerra, pois estarei pisando em ovos, e não os
podendo quebrar!
— Onde tem de ir? – Ricardo;
— Um lugar que fui uma vez, cada um chama de um
nome, mas é o inferno em estado físico, não para almas, mas
para seres que querem testar suas resistência, e sentir a energia
deste planeta!
— Vai a procura de Gaia? – Ricardo;
— Sei onde esta, mas como esta nas terras das Imperatriz,
preciso de permissão para ir lá, não quero subjugar alguém
para ter de fazer isto, mas acho que será necessário!
— Por que? – Priscila;
— É uma missão, que terei de fazer, mas para isto, tenho
de selecionar 27 Fanes, e os iniciar, a uma missão ingrata por
uma vida, nada fácil!
— Você quer dizer que vai tentar reerguer as funções das
Bruxas?

194 | P á g i n a

— Sim Priscila, mas ninguém fora destas salas saberá, já
teremos resistência sem isto, não sei se fui claro!
— Foi!
Francisco serviu uma salada, e sentou—se a frente de
Anja e perguntou;
— Já definiu ou não se vai ficar?
— Estou tentando não brigar com meu pai, ele é o que
me sobrou de família!
— Então não o mate, pois se você morrer, ele perde tudo!
— Você o mataria?
— E precisaria, olha para ele, o que ele é hoje, o que vai
fazer se ele sem ter culpa, afunda por si, com culpa, ele não vai
agüentar!
— Mas ele me conhece, Francisco, isto que o faz se
comportar assim!
— Não entendi? – Francisco estava comendo, evitando
olhar a aura da moça, demorou para cair a ficha;
— Eu acabo me envolvendo, ele tem medo disto!
— Medo, olha em volta moça, estas crianças que estão a
sua volta, não tinham 15 ou 16 quando para proteger a
existência dos humanos mortais, escolheram pela imortalidade
para enfrentar seres que os comeriam vivos, como forma de
reforçar suas forças, você a muito passou por isto, do que tem
medo!
Anja desviou o olhar, olhou em volta e olhou brava e
falou;
— Não facilita assim, não esta me entendendo?
— Anja, aqui não é lugar para falar disto, aqui é trabalho
pesado, para que possa sair por aquela porta, em 15 dias e ai
sim, fazer escolhas, não agora, mas tem de decidir, 15 dias que

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nos falaremos pouco, que não estarei por perto, pois você me
mostrou um caminho maior, e sei que o que sinto por Daniele
ainda é forte, não lhe engano nisto!
— Mas ela lhe traiu!
— Sim, mas lhe trouxe a mim, ou não?
— Sim, mas acha que se quiser ir em 15 dias, não vou
mais lhe ver?
— Moça, se sair por aquela porta em 15 dias, — Fala
apontando a porta, e olhando ela aos olhos – não estará pronta!
— Não entendi?
— Você em 15 dias, tem de pensar na cabana em Lybster
e abrir uma porta para lá, o que quer dizer, estará a uma porta
de qualquer lugar que quiser estar!
— E não fecharia esta porta?
— Não entendeu ainda moça, eu não fecho portas, mas
não as abro para você passar, não sou um Cavalheiro, estou
mais para um Cavaleiro, se não para o próprio Cavalo em
minhas ações, mas não gostaria que saísse por aquela porta
hoje, pois não voltaria, ou pode voltar em condições bem
piores do que a que trouxe a primeira vez!
— Sabe que estranhei a sua frieza?
— Não sou frio, mas estou hoje com 40 anos, certo que
não envelheci nada nos últimos 10 anos, mas foram 10 anos
saindo de uma briga e entrando em outra!
Francisco olha para a moça e lembra de Daniele, e veio
uma coisa a sua mente, mas não falou, algo que não falaria,
sorriu para si mesmo e a moça sorriu também, mas sem
entender o por que, terminaram de se alimentar e Francisco
falou;

196 | P á g i n a

— Se estiver aqui em 3 dias, quando voltar da Turquia,
nos falamos!
— Mas tem de ir?
— Sim, tenho de ir!
Francisco não sabia bem o que iria fazer mas estava a
pensar em como fazer, o que fazer, subiu para sua central de
controle, a casa era unida a casa de Lezo, em Insecto, e
perguntou se ele o apoiaria, ele não entendeu muito mas
precisava ver o montante do estrago, uma idéia passou por sua
mente e não tinha mais como fugir disto;
Passou em seu quarto, pegou as coisas que precisava e os
demais viram a grande nave se aproximar da casa, e Francisco
sair pela porta;

















197 | P á g i n a





























198 | P á g i n a

Capitulo 8

Estavam no sentido de Gaia, na galáxias de Magia, e
Lezo olhou Francisco e perguntou;
— O que não esta dividindo Francisco?
— Não quero alertar as coisas, mas preciso verificar!
— Acha que o problema é maior?
— Acho que sim!
Os dois se aproximam e sentem a hostilidade no ar,
quando descem em um descampado, próximo a uma vila, e um
senhor vem a frente e fala;
— O que fazem aqui, não gostamos de Fanes armados?
— Bom dia senhor, procuro pelo mago Frens!
O rapaz olhou Francisco e perguntou;
— Meu avô morreu a 6 anos!
— E seu pai?
— Na mesma tarde, nunca entendemos, um ser apareceu
em nossas terras, somos pacíficos, e atirou nos dois e no meu
irmão, e na minha mãe, mas por que?
— Ele lhe iniciou? – Pergunta Francisco;
— Iniciou no que?
Francisco olhou para Lezo e falou;
— Entendeu?
— Quem era o avô do rapaz?
— Mesma função da avó de Anja, em Azul!
— Mas por que?

199 | P á g i n a

— Acho que é geral, uma guerra de milhões de
envolvidos, e milhões de mortes, mas como vi, o que é 60
mortes por planeta, num universo deste tamanho!
— Mas por que disto?
— Por que são a estabilidade, a forma de Gaia comunicar
seus riscos, ninguém esta ouvindo o planeta, ninguém esta
mantendo o equilíbrio, e isto começou a 10 anos, devem ter
tomado muitas posições, e matado muitos Bruxos!
— Do que vocês dois estão falando?
Francisco não conseguiu responder a pergunta, o rapaz
tinha sua força;
— Rapaz, temos um problema, alguém morreu como seu
avô nos últimos anos no planeta?
— Que saiba não, quer dizer, mortes estranhas
acontecem, mas não estou entendendo!
— Rapaz, seu avô era um Bruxo de Proteção, mas é bem
complicado explicar a praga que é ser um herdeiro sem treino
de algo assim!
Francisco falou muito e depois de um tempo, o rapaz
falou;
— Não posso acreditar nisto!
— Você sabe que é verdade, mas não posso fazer nada
alem de lhe ensinar o que precisa saber!
O rapaz adentrou a casa que morava, toda bagunçada
pegou umas poucas coisas e olhou para Francisco;
— Mas tenho de perguntar aos Magos sobre isto!
— Era nossa próxima parada!
O rapaz sorriu e adentraram a Nave e foram a outro
planeta, o dos Magos, e quando desceram na praça, foi uma
correria, eles adentraram a assembleia dos Magos, e pediram

200 | P á g i n a

uma audiência, obvio que não lhe dariam ouvido, se não tivesse
vindo com uma imensa nave até eles, e com um Insecto ao
lado;
Os magos se reuniram e Francisco e Lezo adentram ao
local com o herdeiro dos Frens;
— Quem vem a nós? – Mago Supremo;
O rapaz fez reverencia, mas Francisco e Lezo se
mantiveram na posição normal e o rapaz falou;
— Senhor, venho em nome dos Frens!
— Como esta seu avô rapaz?
— Morto a 6 anos senhor!
— E seu pai, sempre foram bons protetores!
— Morto também a 6 anos, eu tinha apenas 12 anos
senhor, e agora este ser de Azul veio e me contou coisas e não
sei o como agir!
— Seu pai e avô estão mortos, mas quem matou,
ninguém relatou, sabe que era uma obrigação da família o
fazer!
— Desculpe senhor, não sabia desta obrigação!
— Mas e o restante da família?
Estava ficando chato, Francisco olhava a arrogância do
Mago, e o silencio do rapaz se fez, já era difícil dizer que
perdera o pai, agora falar que perdera toda a família, ele sentiu
a garganta seca e se calou;
— Senhores, temos de penalizar os membros que não nos
comunicaram, tem de ser o exemplo!
O rapaz foi falar algo e sentiu a mão de Francisco em seu
ombro e falou calmamente;
— Não os deseje que lhe entendam, deseje o contrario,
faz parte da praga, mas este ai não entenderia!

201 | P á g i n a

— Quem é você, não tem aura?
Francisco deixa a aura que sempre escondia a vista e fala;
— Francisco, um bruxo de comunicação!
— Não ouvimos Fanes!
— Pelo que vejo, não ouve ninguém, quer castigar a
família do jovem, vai ter de ir a um cemitério, onde o senhor
estava que não vê um bruxo de proteção dos polos de Gaia com
toda a família morrer, e não vê, será que o erro foi da família
de morrer toda junta ou da arrogância destes que sentam-se
aqui?
— Esta a dizer que mataram todos?
— Vim comunicar Frens que estavam matando as Bruxas
de Proteção em Azul e me deparo com um menino que nem
sabe o que é ter a praga nas palavras, sozinho, cuidando dele
mesmo, pois sem controle, ele se reduziu a um traste de gente,
e vocês nem viram!
— E quem esta matando em Azul?
— Se soubesse, se fosse uma única pessoa, mas
desconfio que estão fazendo isto em todos os planetas de Gaia,
é algo maior, vou a alguns para verificar, mas se for como em
Azul, perdemos mais de 40 Bruxas de Proteção, estamos em
um caminho quase sem volta!
— E fala assim, por que não comunicou antes?
— Não temos como aqui, o conhecimento das coisas, lá é
tudo omitido, e alguns morreram há muito tempo, e somente
agora estamos descobrindo, não é minha função este tipo de
comunicado, mas já que estava aqui, estou comunicando!
— Vamos passar a frente, mas o que poderia causar isto?
— Não sei, mas vou descobrir!
— E por que vieram com o rapaz?

202 | P á g i n a

— Estou educando uma moça em Azul para substituir a
Bruxa de lá, e me propus a ajudar o rapaz no mesmo caminho!
— E sabe como o fazer?
— Estou aprendendo enquanto eles descobrem o que sei!
Os Magos se olham e o Supremo olha para Francisco;
— Não podemos autorizar isto! O rapaz será levado a um
local especial e ensinado o básico!
O rapaz olhou Francisco e falou;
— Pelo menos me indicou o caminho!
Francisco sorriu e falou para o dirigente seriamente;
— Como Peter fala, os Carson são responsáveis por seus
passos, se escolhem caminhar por si, melhor, mas espero que
saibam pedir ajuda, quando virem que não sabem como fazer!
Francisco olhou para Lezo e fala;
— Vamos, que ainda temos muitos lugares a ir!
Lezo consentiu, olhou o menino e falou;
— Se precisar de algo, não tenha medo de pedir, certo?
O rapaz sorriu, Francisco e Lezo saíram pela porta e
sumiram ao espaço;
Lezo olha para Francisco e fala;
— Para onde?
— Tem dois planetas com nome de Danis pelo que me
lembro, quero falar com uma rainha, Márcia Canvas!
— Acha que ela pode ajudar?
— Ela pode me dizer o que esta acontecendo, pois não vi
as meninas de Liliane em lugar nenhum, algo as esta tomando
tempo, e isto pode ser parte do plano dos demais!
— Acha que é um complô?
— Não sei, mas algo esta muito errado!

203 | P á g i n a

Lezo deu o comando a nave, e a mesma para sobre um
deserto em Danis, e Francisco sai para fora da nave, Lezo veio
atrás e viu a leva de dragões vindo na direção deles, e um
imenso dragão parar a sua frente, Lezo sempre receoso com
dragões, deu um passo atrás, Francisco até sentiu sua aura de
proteção;
— Quem vem as nossas terras?
— Meu nome é Francisco Pombo, de Azul, não sei se
pode me ajudar?
— O que esta precisando Fanes?
— Preciso entrar em contato com a Rainha Márcia, mas
não sei por onde é a entrada de seu mundo?
— Um Fanes que não sabe nem o básico, por que
ajudaria?
— Não precisa ajudar se não quiser, ninguém pode lhe
condenar por não saber! – Francisco;
Lezo chega atrás de Francisco e fala;
— Sinto a cidade, mas a entrada deveria ser por aqui!
Francisco olha para Lezo, depois em volta, e se depara
com uma grande nuvem de poeira vindo ao sul, olhou para ela,
e depois para o dragão novamente;
— Obrigado pela atenção, achamos por conta!
O dragão ficou olhando Francisco, ele não era mais
aquele ser que tinha calma para toda ação, mas tinha algo de
errado ali, ele sentia mas não entendeu de cara, e Lezo olhou
para a nave e falou;
— Nave, relatório!
— Sobre o que, Comandante Lezo?
— Ventos vindos do sul?

204 | P á g i n a

— Os registros não nos informam de nada vindo do sul
senhor, céu aberto em todos os sentidos!
Lezo sorriu e Francisco olhou para a nuvem de poeira;
— Nave, fechar as entradas de ar! – Lezo;
— A porta também?
— Não, apenas as demais entradas!
Francisco olhou os dragões se preparando para sair do
chão, olhou em volta, Lezo desceu ao planeta pela rampa, e
tocou o chão, o senhor viu o deserto se dissolver, e correr ao
norte, pelo declínio, como se a areia fosse liquida, e uma
imensa comporta se viu ao chão, os ventos pareciam ser
violentos, daquele redemoinho que aproximava-se;
— Nave, flutuar! – Fala Lezo pondo o pé na comporta, e
sentindo a nave erguer um pouco. – Nave, pedir permissão para
entrar!
— Espere! – Francisco.
Lezo olhou para Francisco, sem entender;
Os dragões em sua maioria, foram ao céu, apenas o líder
deles se manteve a olhar Francisco, e o viu pular a distancia de
pouco mais de 50 cm, que a nave havia se posto ao ar, e
olhando em volta, tocou ao chão, sentiu as energias do planeta,
e olhou para Lezo;
— Nave, aguardar!
— Lezo, o que sabe sobre este planeta?
— Não muito, Danimes, Demoníacos e Angelicais, na
superfície, Fanes, Quimerianos e Dantes no seu interior!
— O planeta é forte, muito forte!
— Esta falando de que?
Francisco toca o chão, e a areia corre como liquido para
um dos lados, e não só a porta de entrada do local fica visível,

205 | P á g i n a

um imenso chão, metálico, negro nas formações, azul no
demais, e cinza claro na abertura, por todo lado, reto,
montanhas escorreram como se estivessem ali a muito tempo,
mas eram de pura areia, e Lezo olhou em volta, estavam no
meio de um planalto, viu os cantos quadrados do local, e a
areia deixando tudo visível, deveria ser um grande quadrado,
de mais de 200 quilômetros de lado;
Lezo já havia visto a marca ao chão, o C com duas
bandeirolas, o escoltando, símbolo do Império Canvas;


206 | P á g i n a

Mas nunca havia visto uma seqüência de símbolos como
esta, o C ao centro era a dimensão da nave, perto de 30 km de
abertura, por onde entravam as naves, como aquela, com perto
de 28 km de raio, mas nunca havia se deparado com tamanha
estrutura Fanes, pois se cada um daqueles buracos, tivesse o
que era padrão, 120 naves, seria a maior frota de naves Fanes
que ele já tinha visto, Lezo olha para dentro;
— Nave, pousar novamente!
— Senhor, onde estamos, não existe registro de algo
assim, no planeta Danis! – Nave;
— Estamos verificando, verifique se tem acesso a todos
os angares!
Francisco olha aquela formação, de cima, deveria ser
incrível, um tapete de repetições;


207 | P á g i n a

Estavam ao centro daquela formação, o senhor olhava em
todos os sentidos, e Lezo lhe fala;
— Sabe o que significa isto?
— Problemas, sempre quer dizer problemas, quando eu
acho! – Francisco fala meio que ainda olhando o redemoinho
de vento, mas como agora não tinha mais areia ao chão, se viu
claro que não era algo natural, e sim alguém se aproximando,
pois o vento se mantinha e continuava a vir na direção deles;
O Dragão olhou para Francisco e perguntou;
— Quem é você, que não sabe onde encontrar a rainha,
mas sabe remover desertos!
— Alguém que se tivesse falado onde ela estava, não
estaria mais aqui!
Francisco estava a olhar em volta e vê uma menina se
materializar a sua frente com o vento cessando totalmente;
— Francisco Pombo, o que faz por aqui?
— Lhe conheço?
— Faz uns 5 anos que não nos vemos!
Francisco analisa a aura da menina e fala;
— Rose, cresceu nestes últimos 5 anos!
— E você pelo jeito sempre achando as coisas
escondidas!
— Mais do que queria achar, mas é aqui que esta se
escondendo?
— Sim, precisando de ajuda?
— Sim, mas o que esta acontecendo?
— Não sei, cansei de proteger o universo!
— Estranho você falar isto, Rose!
— Eu também tenho me estranhado, parece que esta terra
me acalmou!

208 | P á g i n a

— Lídia também esta por aqui?
— Sim, eu Lídia, algumas meninas que não concordaram
em ficar sempre fazendo tudo!
— Esqueço que são crianças, deveriam estar brincando
de boneca e estavam a salvar o universo!
— Não sou mais tão criança! – Fala sorrindo a moça;
— Estou precisando falar com Márcia, rainha Márcia,
sabe onde a encontro?
— Pelo que estou sentindo, você esta inundando a cidade
dela de energia, ela deve aparecer a qualquer momento!
— Pelo menos não vamos jogar fora esta energia!
Rose olhou para Lezo e falou;
— Ele não lhe deixa descansar?
— Ele me deixou quieto por 5 anos, acho que as vezes
tenho saudades dos antigos tempos!
— Sabe que as vezes até eu, mas não entendo como ele
achou isto, e por que tantas naves, tantas bases, mas mostra que
o império Canvas foi imenso nesta região! – Rose;
— Me põem na duvida, algumas coisas, mas tenho de
verificar antes de falar merda! – Francisco;
Lezo sorriu, sabia que o senhor havia sentido algo
diferente, e olhou para ele e perguntou;
— O que sabe que não sei?
— Sabe qual o símbolo P em Fanes?
— Sei, isto é fácil, é o C invertido!
— Isto mesmo, sabe o que significa a dupla bandeira?
— Dupla? – Rose;
Lezo olhou a formação e falou sem sentir;
— Peter Carson, rei dos Fanes!

209 | P á g i n a

— Sim, sobre a palavra rei, por baixo, dos Fanes, P e C,
pode bem ser Peter Carson! Mas não tem como ser Liliane
Canvas!
Rose olhou as formações e demorou para entender;

— Esta dizendo que isto foi um império anterior a
Horus?
— Sim, e se duvidar, acharemos algo assim em nossa lua,
em Azul, e nos demais planetas em paralelo, assim nos planetas
atingidos pela Caos, isto que segurou a estabilidade deste
planeta!
Mesmo para Lezo o raciocínio foi muito rápido ou
faltava lógica, e perguntou;
— Acha que isto foi um ataque pré organizado, para
derrubar estes planetas? Mas por que, por quem? – Lezo;
— Sei que parece maluquice, mas é o que sinto aqui,
posso sempre estar errado! Peter sempre desconfiou disto, você
sabe!

210 | P á g i n a

Lezo olha para a formação, lembra da primeira vez que
viu Peter, ele insinuou algo assim, mas quantas coisas estão no
passado sem explicação;
— Mas por que acha que isto foi assim?
— Esta historia me deparei em um passado, que Rose era
pequena, ou menor que hoje, nem tão pequena, quando falei
com Gaia! – Francisco explica o acontecido e Lezo olha
curioso;
— Esta a dizer que toda a galáxia tem mais do que um
ser como Gaia?
— Em teoria, vários, nem Gaia sabia quantos, mas ela
sentia os planetas irmãos!
Francisco olha Márcia se materializar a uns 40 mil
metros dali, e olhar para todos os lados;
— Mas por que o império Carson se protegeria com
tamanha quantidade de naves? – Rose;
— E quem disse que tem uma imensidade de naves aqui?
– Francisco;
— Se não tem Naves, o que tem?
— Sente Lezo, as 6 mais centrais, devem ter naves, mas
este deve ser o maior reservatório de informação de todos os
tempos, Peter sempre priorizou a informação, a magia, a
energia, provavelmente tudo isto é um pedaço de algo imenso,
algo a concentrar uma energia para esta galáxia!
— Desculpe mas vocês estão viajando, não existe isto
que vocês falaram, um império anterior aos Canvas! – O
Dragão;
Francisco sorriu e viu Márcia se materializar a sua frente;
— Quem descobriu este mar de energia?
— Prazer, meu nome é Francisco!

211 | P á g i n a

— Francisco, de Azul, deve ser o tal Francisco Pombo! –
Márcia;
— Por acaso sou, mas preciso de sua ajuda rainha, mas
nem sei como pedir!
— Ajuda, o que alguém como eu pode fazer?
— Sei que sempre vigiou os demais pelos portais, e
preciso de algo, mas que não pode ser passado de boca em
boca!
— Não entendi?
— Tanto em Azul, como em Gaia, estão matando Bruxas
de Proteção, e preciso saber até onde vai isto!
— Mas como estão matando as Bruxas?
— Exterminando, com família e tudo, só em azul,
existem 27 delas que não deixaram nem descendentes, todos
mortos no mesmo dia!
— Mas quem esta fazendo isto?
— Por isto preciso que alguém vigie os portais e se
informe, pois tem de ser alguém muito poderoso, ou poderosa,
pois Gaia e Azul não são vizinhas, e mesmo assim, a descrição
das mortes me deixaram assustado!
— Mas por que fariam isto?
— Não sei ainda, mas eu verificaria as bruxas locais, se
precisar de ajuda, manda para Azul, quem tem de formar 27
novas bruxas, consegue ajudar mais um pouco!
— Mas como vai fazer isto?
— Vou a uma missão suicida, mas que precisa ser feita!
— Vai desafiar Gaia a lhe conceder novas Bruxas? –
Márcia;
— É o único jeito que conheço, conhece outro? –
Francisco;

212 | P á g i n a

— Não, mas é suicídio, mas temos de alertar os demais,
pois se ela não aceitar o desafio, ou você não passar por ele,
estaremos em um mundo sem Bruxas de Proteção, sabe quais
foram atingidas?
— Priorizaram as que dão informação a Gaia, ela não
sendo informada dos problemas, não reage, e tudo vira uma
bola de neve ao sol do equador, vira água e escorre pelos
dedos!
— Vou verificar, mas o que é esta formação? – Márcia;
— Estávamos discutindo isto, símbolo de Peter Carson,
senhora, mas não sei como esta recebendo a energia lá em
baixo, mas sinto como se ela estivesse concentrando forte!
Lezo se concentrou e sentiu a energia sendo guardada, e
Rose olhou Francisco e perguntou;
— Mas para que tamanha energia?
— Não sei, você que leu os relatos antigos, o que diziam
sobre isto?
— Não dizia, mas meu irmão de alma sempre criou
demais, nem tudo esta registrado!
— Mas pode ser outra coisa, pensando bem!
— Suposições aceito varias! – Lezo;
— A estrutura, os parênteses, juntos podem significar na
horizontal, Rei, por baixo, Fanes, quando em dois, mas quando
sozinhos, por cima, Império, por baixo, universal, dois juntos
na vertical, podem significar Eterno, na vertical sozinho, antes
de um símbolo, Deus, após o símbolo, Único, o C invertido,
para cima, é símbolo Xi e para baixo, Xo, pode ser bem mais
que apenas uma tradução simples, Lezo!
— Sabe que a nave pode nos fotografar e dar todas as
traduções possíveis, mas acha que é o que?

213 | P á g i n a

Francisco olhou para Márcia e perguntou;
— Poderia me informar se esta área já foi habitada?
— Não, que saiba não, deserto em todos os relatos, a
entrada ser aqui, não me pareceu um lugar ruim, pois era
afastar a areia e descer!
— Normal, mas qual é a entrada de seu reino, saberia?
Márcia olhou em volta e falou.
— Nem idéia! – Márcia pegou um comunicador e falou.
– Bia, poderia abrir a comporta de entrada do deserto?
— Farei rainha!
Todos olharam para o barulho, ao norte, o ultimo símbolo
a direita, o símbolo primeiro destrancar, ficando mais elevado e
depois correr lateralmente;
Lezo olhou para a Nave;
— Nave, tem acesso a qual porta?
— A que abriu senhor, as demais o sistema não me dá
acesso!
Rose olha através das placas e falou;
— Mas existe algo aqui, uma cidade inteira, uma historia
inteira, mas não sei como podemos entrar!
Rose olha para um comando a uns 100 metros abaixo e
materializa-se lá, sente o ar podre, põem a mão no comando e o
painel ligou e falou em sua mente;
―Acesso negado!‖
Rose olhou para cima, e perguntou na mente de
Francisco;
―Não me dá acesso!‖
―Mantêm a calma, muda a aura, primeiro Carson!‖
Rose deixa sua aura branca e põem a mão novamente e
sente o computador lhe falar;

214 | P á g i n a

―Bem vinda, como é seu nome?‖
―Rose!‖
―O que deseja?‖
―Primeiro liga os compressores de ar, e a limpeza
automática, esta um caos aqui!‖
Rose viu o local começar a estalar, e depois sentiu o ar
novo entrando e as pequenas frestas sugando a poeira e as
coisas foram limpando, impérios feitos para durar, mas
estranhava o local, pareciam câmeras de concentração de
energia;
―Como os chamo, computador!‖
―Podem nos chamar de Cidade de Danis!‖
―Quais funções ainda estão ativas, Danis!‖
―Apenas emergência, a muito aguardando, estamos na
espera do nosso criador, ele sempre retorna!‖
―Estão esperando o espírito de Criação?‖ – Rose que não
sabia se poderia falar o nome;
―Sim, o espírito de Peter Carson e seus irmãos!‖
―Qual a função da cidade?‖
―Depois deles desencarnados, a energia concentrada e
atrai para cá, e ele reúne os irmãos, quem é você!‖
―Rose, mas ainda não desencarnei, cidade de Danis, e
não tenho as memórias ainda!‖
―Rose, a caçula, mas o que veio ver?‖
―Sou curiosa, mas não entendi a quantidade de energia?‖
―Isto também não, temos 4 entradas para cidades Fanes,
abaixo de nós, mas não estávamos visíveis!‖
―Poderia me passar um relatório sobre as Bruxas de
Proteção local?‖
―Não sei do que esta falando!‖

215 | P á g i n a

―Sabe o significado da palavra Gaia?‖
―O Espírito do Planeta!‖
―Como denomina as protetoras dela!‖
―Fadas de Proteção, Rose!‖
―Sabe como elas estão?‖
O sistema ficou quieto e depois de um tempo a cidade
respondeu;
―Não sinto nenhuma Fada treinada, 72 seres
descontrolados, em cidades Fanes locais!‖
―As Fadas locais são Fanes?‖
―Rose, tem de saber, todas as Fadas são Fanes!‖
―E Como esta Gaia, já que pelo jeito, esta sem proteção!‖
A cidade ficou quieta e depois de um tempo falou!
―Parece fraca, dá poucos sinais de força!‖
―Tem como ajudar?‖
―Em duas horas, terei energia para ajudar, pequena
Rose!‖
―Este lugar é imenso, é para apenas 100 almas?‖
―Não pequena Rose, mas não sei se posso falar sobre
isto!‖
―Por que Danis?‖
―Deve saber que seu irmão é bem mais irritante quando
em alma, e ele não gosta que antecipemos as coisas!‖
―Desculpe se perguntei, mas existem problemas de ser
usada antes?‖
―Não somos uma cidade para seres vivos, menina, o
acumulo de energia é para deixar as almas ligadas ao universo,
mas este lugar é ligado a mais 6 lugares nesta galáxia que são
ligadas a outras 6 para cada galáxia, e estes, junto com as Gaia,

216 | P á g i n a

nos conectam ao universo conhecido, para ajudar ou atrapalhar,
como Peter falou!‖
Rose se despede e surge na parte externa e fala;
— Bem complicado, Francisco, bem mesmo!
— Por que?
— O lugar não é feito para seres normais, para seres sem
forma física!
— Não entendi?
— Antes de falar algo, tenho de falar com Peter!
— Mas pareceu ficar muito tempo lá para não conseguir
nada! – Lezo;
— Agora entendo por que eu e Lídia nos sentimos
atraídas para cá, mas a cidade afirmou que as Bruxas de Danis,
foram todas mortas, todas as que sobreviveram estão perdidas
em seus atos, ela as chama de Fadas, mas são as proteções de
Gaia!
— Todas?
— Ela falou em 72 delas, não sei quantas são!
— Variam de 72 a 100, mas então temos de achar estes
seres! – Fala Francisco olhando para Márcia;
— Mas quando eles fizeram isto?
— Não sei, mas Francisco, a cidade me disse que existem
6 planetas interligados com esta formação nesta galáxia, e seis
por galáxia, vi Azul na mente do computador e vi Gaia de
Magia, também, não sei se passou por lá, mas se for isto, são
endereços exatos, estão tentando algo bem profundo!
Francisco olha para Lezo e fala;
— Viemos de Gaia, lá houveram algumas mortes
estranhas!
— Sabe o que esta acontecendo, Francisco? – Rose;

217 | P á g i n a

— Não, você desconfia?
Rose olha em volta, olha o dragão, olha Márcia, e vê ao
fundo Lídia surgir com outras 12 meninas;
— Não!
―Não posso falar aqui, Francisco!‖
Francisco olhou em volta e olhou para Lídia e falou;
— Mais uma sumida!
Rose sorriu e falou;
— Lezo, me daria uma carona para Horus, sei que
poderia me materializar lá, mas preciso conversar um pouco!
Lezo entendeu que a menina estava se colocando no
grupo, e olhou para as demais e falou;
— Sem problema!
Francisco olhou para Márcia e falou;
— Consegue reunir e achar estas 72 pessoas?
— Nem sei como?
— Pede para Lídia a ajudar, é uma Fanes, não é Carson,
Canvas ou Brunus, são Fanes, elas tem auras muito brilhosas, e
é fácil identificar elas!
— Como? – Lídia;
— Se ela lhe fizer uma pergunta, por mais que você tente,
não vai conseguir responder!
— Não entendi? – Márcia;
Francisco explica e Lídia disse que ajudava ali e
Francisco subiu na nave e olhou para o Dragão e falou;
— Não sei o que você é rapaz, mas dragão você não é!
Francisco estalou o dedo e o ser tentou manter a forma,
mas não parou em uma aparência conhecida, na verdade um
misto de imagens, e Lídia olhou para Francisco e perguntou;

218 | P á g i n a

— Quer que cubra com areia?
— Não, deixa mais um tempo, até nós voltarmos, não sei
por que, mas sempre que acho algo, sei que é problema, mas é
para ser assim!
Lídia sorriu e falou olhando para o ser;
— O que um criador faz nas terras de Danis, disfarçado
de um Dragão!
Márcia olhou o ser, e este se desfez no ar;
Lezo olha para Rose e fala;
— O que precisa falar?
Rose pega no controle e fala;
— Nave, nos isola do sistema!
— Motivo?
— Segurança de nossas vidas!
— Isolando, pequena Rose! – Nave;
— Qual o problema, Rose? – Francisco;
— Vocês nem chegaram ao local e tinha um Criador lhes
observando de perto, alguém os esta observando!
— Conhece o ser?
— Um dos antigos alunos de Dario, mas não esta em sua
galáxia, esta nos vigiando, e em uma forma para não chamar
atenção nem dos criadores deste mundo!
— Não acredito que o criador desta galáxia seja o
problema Rose!
— Por que Francisco?
— Não estamos indo contra Peter, o problema é aqueles
dois pseudo criadores, estes não confio mesmo!
— Francisco, me deixou preocupada!
— Fala o que achou?

219 | P á g i n a

— Não se mata bruxas assim, ninguém nem sabe onde
acha-las, como alguém teria tido acesso a isto, quem esta tão
interessado em acabar com a continuidade!
— Não sei, mas você viu algo!
— Sim, quando Peter Carson desencarnar, ele usa aquela
cidade que acabamos de ver, para ter contato com a parte viva,
ele sem aquilo se manteria mas não teria o como reiniciar o
universo, se for rápida demais me avisem!
— Vamos tentar entender! – Francisco;
— Pense, quem atacaria propositadamente as Bruxas,
qual a intenção?
— Pode ser a mesma de antes, gerar mortes!
— Não precisam disto, é mais fácil um genocídio do que
matar sistematicamente bruxas nos universos!
— Verdade! – Lezo;
— Alguém quer o fim dos planetas de Gaia, não sei ainda
o que vão ganhar com isto, mas tudo indica isto! – Rose;
— Mas que vantagem teriam?
— Não sei, mas os planetas de Gaia, geralmente são a
expressão de vida em muitas galáxias, as iniciais de muitos
criadores, e algumas até os criadores são curiosos dos
acontecimentos!
— O que não entendo, é o que se ganha com isto Rose,
geralmente toda ação tem um objetivo!
— Também não entendi, mas acha que tem como
reverter? – Rose;
— Não sei, mas algo grande esta acontecendo, e pode
não parecer, mas quem estiver fazendo, esta nos distraído, não
entendi o por que?
— Também não!

220 | P á g i n a

Os três se silenciaram e a nave sobrevoa Horus, e dá uma
volta, Rose dá as coordenadas, e a nave pousou numa
coordenada 20 graus norte, 222 oeste, um imenso deserto, e
Lezo viu a menina e Francisco descerem ao planeta, e a menina
tocar o chão, e novamente a areia correr por um desfiladeiro, e
mostrar a grande formação, o Insecto ficou ali e viu Rose
esticar a mão para Francisco e sumirem;
Francisco prende a respiração e Rose toca no comando e
pede ar, Francisco olhava em volta, e a cidade se apresenta
como sendo a cidade de Horus, Rose não falava, então
Francisco não ouvia a conversa, apenas ela com a mão no
comando, a menina confirma a morte de 32 bruxas, e 20 seres
perdidos, e 20 bruxas ainda existentes, perguntou quais, e Rose
estranhou, pois as de proteção de Gaia estavam bem, mas
quando perguntou como Gaia se encontrava, a informação foi
contraria, sem energia, pediu para a cidade lhe passar energia, e
deu a mão para Francisco novamente, e surgiram na nave e
Rose falou;
— Nave, Maeious, por gentileza!
A nave passou por dois saltos de velocidade e dois
portais, e em 5 minutos estavam a descer sobre um deserto ao
norte de Mas, e Rose olhou em volta, e Francisco perguntou;
— Sabe que Duendes não é minha especialidade!
— Este planeta é tão misterioso quanto Azul, foi o
planeta que distraiu Liliane, a desviou a atenção Francisco,
temos de cuidar!
A menina ativou mais uma cidade e quando voltou para
dentro falou;
— Estou perdida!
Lezo levantou-se e colocou a mão no controle e falou;
— Nave, nos isole!

221 | P á g i n a

Rose olhou para ele e sorriu;
— O que não falou?
Rose levantou uma proteção de exclusão na nave, e falou
parando o tempo, não estava facilitando;
— Lezo, tem algo errado, mas daqui vamos para seu
Planeta!
— Insecto ou Vida?
— Vida! Mas aqui as coisas estão normais, a cidade
afirmou que Gaia esta em contato com os demais e todos estão
bem!
— Mas as Bruxas não seriam apenas Fanes?
— Aqui existe uma leva muito antiga de Fanes,
escondida dos olhos, tão escondida que nem os Duendes sabem
disto, me faz eliminar alguns nomes assim, pois é isto que
estou tentando!
— Certo, sabe quem sabe o que, e aqui não passaram! –
Lezo;
— Sim, e não pense que falarei onde estão, não quero
abrir o problema, e sim, enxergar o mesmo, já em Danis, todas
as Bruxas foram atacadas, mas como é uma sociedade de Fanes,
sem esta preocupação, é fácil se infiltrar, lembrei que inimigos,
podem ter varias faces, quando Liliane abriu este caminho,
tínhamos os Pegazus, que nos odeiam até agora, mas nos
temem, existiam os Quimerianos que se passavam por Fanes, e
tomaram uma galáxia inteira, usando nossa tecnologia, daí
existiram descontroles de varias formas, feitos por magia, por
dons, por energia, por fé, como já vimos, mas em Horus,
planeta que isolamos com Magia, as bruxas de proteção estão
vivas, mas Gaia esta fraca, então elas não estão dando força e
fé a Gaia, ou de alguma forma estão tirando força dela, com a
proteção de Magia, ela deveria estar forte, mas não!

222 | P á g i n a

— Não entendi?
— Isto faz alguns anos Francisco, mas Peter apoiou a
Rainha e impôs um Império de aparência em Horus, a
erguendo como Império, com os Pegazus e alguns outros seres
como aliados, mesmo aqui em Maeious eles tem aliados, mas
nas cidades flutuantes, não na terra, mas a magia teria
carregado Gaia de força como fez na terra, deve ter sentido
isto!
— Sim, toda esta arrogância, mas não entendi de onde
vem o ataque?
— Não sei ainda, Francisco, mas pense, é um complô
com certeza, mas não sabemos ainda o objetivo, sabemos que
se continuar assim, na terra os mares se erguerão, mas por que
disto, não entendi ainda, mas é alguém com acesso ou a portais,
ou a tecnologia, ou aos dois, mas tem algo que me preocupa,
sabe que ano é este Francisco?
— Sei, 22 anos de Liliane Canvas, quem esqueceria
disto!
— Ela vai relembrar no meio de tudo isto? – Lezo;
— Vai, ela vai recobrar as memórias do passado, e Peter
não fala com ela, ele não sabe como lidar com isto, não
entendo ainda esta relação dos dois, mas ele ainda tem a
aparência daqueles dias, ela agora chega a idade adulta e no
meio de tudo isto, não posso achar que é acaso, não pode ser! –
Rose;
— Verdade, mas teríamos de correr outros endereços!
— Sim! – Rose que não fala que estava a ativar as
cidades como forma de oferecer energia a Gaia, e levantar uma
proteção nas cidades ativas contra interação, ela não estava
querendo alguém entrando lá, e quando saíram no sentido de
Vida, depois, Terra, e outros planetas, sabia que a menina

223 | P á g i n a

estava a levantar dados, em alguns lugares pediu a antigos
aliados para levantar os dados, e quando no fim daquele dia
interminável voltaram ao planeta Gaia na constelação de Magia,
e ativaram a cidade, Francisco sentiu a Gaia do local, olhou
para Rose, ela não falara que estava fazendo, mas ele
conseguiu perceber, na volta pegaram 70 adolescentes de Danis
e Lídia se juntou ao grupo, estavam a percorrer espaços.















224 | P á g i n a

Capitulo 9

Voltaram a Terra, e todos adentraram a casa de
Francisco, Lídia olhou para cima e falou;
— Esta você se superou, até pensei que estava entrando
em uma nave dos Clorofilados!
— Apenas aparência, mas precisamos conversar, menina!
Quando Lídia e Francisco entraram pela porta, a moça
viu que uma moça olhou os dois e não tirou os olhos dela, e
olhou para Francisco e perguntou;
— Sobre isto?
— Não sei exatamente ainda, mas é!
Caminharam até Anja;
— Anja, esta é Lídia, uma Fanes, o inglês dela é melhor
que o meu para lhe ajudar!
Anja olhou para Lídia lhe medindo e perguntou;
— O que tem com ele?
Lídia sorriu e falou a provocando;
— Nada de mais, só o ensinei a imortalidade, mas nada
de mais!
Anja olhou para Francisco e perguntou agressiva;
— Posso ir para minha casa, estou cheia disto!
Francisco parou de sorrir e olhou serio para ela, nem
havia olhado em volta;
— Do que esta cheia?
— Não vou conseguir me entrosar, ninguém aqui fala
minha língua, quer dizer, alguns nem falam língua
compreensiva!

225 | P á g i n a

Francisco olha em volta e começa a ver a leva de seres de
mais de 10 galáxias, se distinguia pelas vestes, pelas
linguagens locais, pela forma de olhar o local, e falou;
— Lídia, não ligue, um dia Anja vai sair pela porta, ela
ameaça desde o dia que entrou pela mesma, e um dia ela vai
fazer!
— Não fala assim, sabe bem o que ela esta sentindo, pois
se me ensinou algo bem, foi ler auras!
Anja olhou para Lídia e bradou;
— Do que esta falando?
Lídia mediu a moça, pois ela parara para a eternidade, 15
anos por milhares de anos, e falou;
— Anja, não tem de ter ciúmes de mim, não tenho nada
com Francisco, não precisa achar coisas que ele não fará, se
tem um ser que terá de avançar o sinal é este aqui, ele não o vai
fazer, mas se o fizer, cuidado, ele sabe o que faz!
— Não quero nada com ele!
Francisco se afasta e foi ver a bagunça, falar com Ricardo
e Suzane, e Lídia olhou para ela e falou;
— Moça, não sei o que acontece, mas ele vai treinar um
grupo, ele a quer nele, mas você que escolhe se quer ir a frente,
ele já foi mais calmo, já foi mais frágil, ele por acreditar em
deus, passou anos em uma cadeira de roda, a pessoa que ele
ama, lhe deixou sem explicar o por que, ele esta ainda num
caminho sem volta, não força!
— Pelo jeito o conhece bem!
— Menos que aqueles dois que ele esta conversando,
mas se ele foi nos buscar e por no caso, acha que algo esta
errado, ele não põem panos quentes, ele vai começar a agitar o
país e o mundo, para descobrir quem serão as pessoas que ele
precisa iniciar, estes que esta vendo, podem estar perdidos, mas

226 | P á g i n a

é treinar e ensinar como você, tem gente, que ele terá de
convencer a entrar nesta furada, e sabe bem o que quero dizer
com isto!
— Mas ele nem me olha?
— Ele evita, mas quando olhar, se olhar, tem de ter
certeza que vai querer estar ali moça, é fácil provocar e cair
fora, com ele não será assim!
Ricardo atravessa a sala e olha para Lídia e fala;
— Vieram ajudar?
— Sim, mas Rose deve estar a chegar a qualquer hora,
esta sim, veio a guerra!
Lezo entra pela porta e muitos olharam o Abe-Fino entrar
pela porta, uma Abelha entre eles, Rose e algumas meninas
vieram junto, e Anja sabia que agora era serio, o grupo crescia
a cada hora, o agito nas ruas daquele bairro estava grande, pois
viam naves, viam carros e helicópteros vindos de todos os
lados, um agito geral e Francisco marcou com todos presentes
na capela, no centro daquele lugar, e alguns grupos a mais
foram chegando, e os demais viram quando uma leva de
guerreiras Amazonas vieram por um portal;
— O que quer falar Francisco? – Dalila, imperatriz
Amazonas;
— Vou ter de ir a Tártaro, e imediações!
— Imediações?
— Quando fui lá a primeira vez, Dalila, fomos a Tártaro
e aos Campos Elísios, mas agora preciso ir mais a fundo,
preciso de passar por Hades, ou terra dos Mortos, e pela ilha
dos Abençoados, caminho completo desta vez, mas sabe o
problema!
— Sei, mas uma hora terá de falar com ela a serio, aquilo
ficou muito mal para ela!

227 | P á g i n a

— Sei disto, não era a intenção, mas esqueço que as
vezes as pessoas não me ouvem antes de colherem os frutos de
suas escolhas!
— Sabe bem que a única pessoa que havia a enfrentado
antes, foi uma amostra de força que a fez se apegar, mas você
não a deu esta chance, por sinal, os dois tem de conversar sem
testemunhas, Francisco!
Lídia olha para Francisco, o complicante era Tesália,
demorou para entender, não era apenas entrar, enfrentar, era
alem de tudo, não criar uma resistência maior do que precisava;

228 | P á g i n a


Capitulo 10

Francisco entrou na capela, mais de 1500 pessoas
presentes, olhou os presentes, convidou Lezo a vir a frente,
depois por gentileza a Imperatriz, e Rose, olhou a leva de seres,
longe de casa, sem idéia do que iriam fazer ali, Francisco olhou
para Ricardo e falou;
— Ricardo, como está o grupo?
— Devem estar vindo, Francisco!
O senhor olhou os demais, olhando em volta, e falou;
— Queria dar boas vindas a todos, Ricardo é o
responsável por qualquer coisa que precisem, e um grupo de
instrutores devem estar chegando por aqui a qualquer momento,
temos de lhes ajudar a entender o que precisam fazer, queria
dizer que não vai ser fácil, não deveriam estar largados no
mundo, deveriam ser protegidos, mas estamos aqui para
aprendermos juntos e ajudarmos uns aos outros!
Francisco olhou em volta e uma menina levantou a mão,
deveria ter uns 12 anos, o senhor autorizou com a cabeça ela
falar;
— Senhor, não entendo o que esta acontecendo, esta
dizendo que mataram todos os nossos pais de propósito?
— Infelizmente não vejo outra razão para matarem sua
família, vem de onde menina?
— M321, meu nome é Gana, mas fico na duvida se tudo
isto é verdade, soube que alguns os Magos não permitiram vir,
e fiquei na duvida se era positivo vir!

229 | P á g i n a

— Gana, ninguém é obrigado a ficar, sempre digo, que a
porta da rua esta sempre aberta, para se entrar e sair!
— Mas quando vi já estava aqui, como vou voltar?
— Existem duas formas, podem ser 3, Lezo pode lhe dar
uma carona de volta, Rose abrir alguns portais e lhe deixar em
casa, ou aprender 15 dias, e você abrir uma porta espaço tempo,
e ir para casa, cada um de vocês escolhe o que quer, mas não
me digam em 20 anos, quando seu planeta desandar de vez,
que não tinha como aceitar, que não estava pronta, ou pronto,
se esperam que seja agradável, que lhes diga que vai ser lindo o
futuro dos que saírem por esta porta, não posso, mesmo vocês
treinando, aprendendo, eu colocando substitutos,
provavelmente este planeta que vocês estão hoje, os mares
estarão 200 metros acima do que esta hoje, pois sei que mesmo
fazendo o que precisamos, perdemos de 5 a 10 anos locais,
para identificar o problema, e isto terá seu custo, e todos vocês,
mesmo dando o melhor de vocês, verão que ser um Bruxo de
proteção, não é para qualquer um, não existe nada de bonito
como os contos de fadas, não tem nada de incrível, apenas um
cargo de responsabilidade, de provações, e principalmente, de
perdas. Se estamos conversando, é que mesmo que queiram,
vão colher parte do que chamam de praga de ser um Bruxo,
não é para fracos, não é para crianças, mesmo alguns sendo
crianças a minha frente, Rose ao meu lado, aos oito assumiu
seu papel, o mais novo aqui tem 11 anos, alguns já tem mais
idade, mas não é por isto que será fácil, não condenarei
ninguém querer ir embora, meu trabalho aumentara um pouco,
mas se tenho de ajudar 100, ajudo 1000, e de mil a 2 mil não é
muito diferente!
Os demais se olharam e Lezo viu que Francisco não pôs
panos quentes, e uma moça ergueu a mão e perguntou;
— Mas se quisermos voltar não terá represália?

230 | P á g i n a

— Não de minha parte, para o pessoal de Magia, ou das
galáxias em M, os que forem voltar, recomendo avisarem os
Magos, eles não serão tão agradáveis, mas eles ouvem quando
não tem opção para isto!
— Sabe o que eles farão? – Gana;
— Obrigarão vocês a ir a uma escola de treinamento, lá
não será por vontade própria, mas se tiver um parente que sabia
de sua função, o esconda antes, eles o vão condenar nas leis por
não ter avisado das mortes!
— Por que? – Gana;
— Por que não são eles morrendo, e se seu parente viu
que os demais estavam morrendo, e ninguém fazendo nada, se
fosse você, um filho seu, o que faria, entregaria que alguém
ainda vive, para voltarem para o matar?
A menina olhou serio e falou;
— Não, mas existem casos assim?
— Difícil não ter em mais de mil casos, nem
identificamos todos, estamos começando, o que achava ser algo
simples, não é, um exemplo, se eles atacaram os seres de cada
uma das mais de 3 mil galáxias de M, os 72 magos, nos 6
planetas de Gaia, sem falar dos demais sistemas, serão mais de
um milhão de seres a serem instruídos, não vai ser assim de
uma hora para outra, e se não entendem isto, não posso fazer
nada, mas não vou cruzar os braços!
A menina olhou serio para Francisco e perguntou seria,
deixar claro que esta conversa era na linguagem Carson, uma
subdivisão do Fanes, a mais antiga linhagem desta língua;
— Acha que alguém se prendeu a números assim?
— Se não terminaram isto, estão no caminho menina,
pois quando pensei no trabalho e não entendia por que não
repararam, mas os relatos mostram que mesmo neste planeta,

231 | P á g i n a

as mortes foram aos poucos, e 72 famílias mortas em 10 anos,
passam totalmente desapercebidas, aqui ou no seu planeta, mas
para quem esta matando milhões de pessoas, não é fácil, mas
mesmo assim, passa desapercebido!
Lezo olhou as pessoas, elas se olharam e Francisco falou
mais um pouco e foram à parte difícil, iniciar um treinamento,
organizar os grupos, e depois viram na parte do fundo da casa,
Lídia desenhar um grande prédio, seqüência de 3 prédios
laterais de quartos com mais de 100 andares, e anexo uma
escola com salas, canchas, quartos, um imenso prédio que não
tinham autorização para construir, mas que se materializou ali
de um momento para outro, a moça olhou para Francisco e
falou;
— Dizem que consegue autorização para estas coisas,
mas mesmo algo imenso assim, só comporta 24 mil pessoas!
— Por enquanto não temos isto, mas – Francisco olha o
prédio novo a sua frente – vai ajudar, se a prefeitura interditar,
desmontamos!
Lídia sorriu, os demais ficaram a olhar aquele prédio
imenso, obvio que teriam problemas, mas depois de usado, eles
poderiam tirar isto dali, Rose olha para Francisco e pergunta;
— Não entendi a idéia, Francisco?
— Duas coisas, aqui, com ajuda de alguns, em breve os
próprios Magos de Magia devem pedir ajuda, se não pedirem,
sabemos que eles sabiam do acontecido, mas como não são
todos que saberiam, estão levantando os bruxos que foram
atingidos, parece que quanto mais fuçarmos, mais nomes
aparecem, não paramos de ter contatos, o leque esta se abrindo
ainda, mas os treinar, é a primeira parte, mas não podemos
garantir nada ainda, antes de os treinar, não sabemos ainda o

232 | P á g i n a

objetivo disto, podem ser vários objetivos ao mesmo tempo,
mas treinar eles e lhes dar proteção é uma parte!
— Certo, e a segunda parte?
— Esta me chegando uma leva de mais de mil nomes a
repor, a cada galáxia que entramos, os nomes vão somando na
base de 200 nomes, isto é um trabalho para bilhões de pessoas,
mas esta lista, é de nomes faltando, temos de primeiro pedir
permissão a um dos membros de aceitação, para nos habilitar a
repor os nomes!
— Quem habilita algo assim? – Lídia;
— Gaia, e 3 dos irmãos, de galáxia, para nos autorizar a
repor isto!
— Precisamos desta autorização? – Rose;
— Se souber alguém capaz de impor a alguém uma praga
de proteção, na forma de bruxa, mas que saiba, nem Peter
entendia as bruxas, ele não sabia como elas se formavam!
— Ele sempre dizia não entender estas bruxas de
proteção, pois muitos chamavam os espíritos de interferência
de bruxas!
— Mas então Gaia vai passar a alguém isto? – Rose;
— Rose, não sei se será para mim, mas gostaria de pedir
para você e Lídia me acompanharem, mas pretendo levar Anja,
pois sei que as vezes Gaia escolhe uma antiga bruxa para
passar isto, ela não gosta de passar para Bruxos de
Comunicação, não gosta de espalhar isto!
— Mas você pretenderia espalhar? – Rose;
— Pense Rose, das galáxias que conhecemos, quantas
são habitadas?
— Ainda não terminamos de avaliar isto, mas hoje temos
mais de 4 bilhões de galáxias registradas!

233 | P á g i n a

— Agora pense que você perdeu apenas 10 bruxas, em
cada uma destas galáxias, acha que conseguiria nomear e
convencer sozinho mais de 40 bilhões de Fanes, pois não
servem Canvas, não serve Brunus, podem ser Carson ou Fanes,
para estes cargos!
— Seria uma missão impossível, próximo ao que fizemos
quando abrimos os portais!
— Nem sabemos ainda o tamanho do problema Rose,
mas quero ver se podemos aprender muito nesta ida ao inferno
dos Gregos, mas a fonte de vida para os demais!
Lezo chegou a eles e perguntou; — Quem pretende
levar?
— Espero que vá com a gente, sei que ela lhe concedeu
no passado uma carta de confiança Lezo, e precisamos mostrar
que estamos preocupados!
— Pedi para AS1 vir, o que acha?
— Importante, pois os FormAnãos tem a mesma função
dos Fanes nos mundos Insectos, e sabemos que eles também
foram sendo extintos, foi fácil neste caso, pois ninguém olhava
por eles!
— Verdade, AS1 disse que esta levantando as
possibilidades, e montamos um local lá para ensinar os demais,
pois seriam mais de 12 galáxias que os Bruxos são Form, e não
sabemos ainda como lidar com isto!
— Nem eu amigo, nem eu, mas estamos avançando, mas
preciso ir antes falar com alguém, e tentar um acordo para não
termos problemas, mas pede para AS1 trazer um herdeiro dos
Bruxos de lá, o grupo vai ter eu, você, AS1, Anja, Rose, Lídia
e Suzane, sei que podemos ou não ter apoio das Guerreiras,
mas o principal esta nestes!
— Vou preparar o pessoal, mas o que vai fazer agora?

234 | P á g i n a

— Falar com Tesália, não quero passar por cima desta
vez!
Lezo sorriu;
Capitulo 11

Francisco surge a frente da cidade de Terme, e olha ao
longe o Mar Negro, e senta-se ao cais da cidade, olha em volta,
sabia que sua energia a vista como estava chamaria atenção, e
ouve as costas;
— Pensei que havia entendido que não o quero por aqui!
Francisco não olhou e falou;
— Não tenho como fugir a minhas obrigações
Imperatriz!
— E o que precisa?
— Eu não preciso, mas vou precisar ir a Tártaria, falar
com Gaia!
— Não vou permitir!
Francisco olha para ela e fala;
— Tesália, isto não esta dando certo!
— O que?
— Esta idéia de brigarmos de novo, de a ter de desafiar
de novo, não é boa esta idéia!
— Mas posso não aceitar o desafio!
— Eu entraria na marra, seria pior, sabe disto, por que
disto Imperatriz!
— Eu odeio quem me vence, sabe disto, pode ter sido útil,
mas não pode ficar a mostrar aos demais que sou fraca!

235 | P á g i n a

Francisco se levantou e olhou para a moça, ele era baixo
comparado a ela, embora não quisesse provocar, não tinha mais
saída, ele estava em rota de colisão, olhou ao fundo e viu que
algumas guerreiras olhavam para eles, sentiu a proteção de
desintegração de Tesália;
Os dois estavam a se olhar, Francisco não era alguém que
usava muitas coisas, era um mestre do conhecimento, mas não
saia por ai a fazer força, ele falou umas palavras bem baixas e
sua aura ficou invisível aos olhos, e avançou sobre o campo de
exclusão de Tesália, adentrando nele, alguém normal teria se
transformado em pó, mas Francisco ficou a olhar ela de baixo
para cima, e falou;
— Tesália, seu coração tem dono, até seu ódio tem dono,
por que provocar isto novamente!
— Você não respeita as nossas regras!
— Não, preciso autorização a passar por suas terras, não
quero proteção, não preciso de que seja agradável, mas não
quero ter de a desafiar de novo!
— Por que?
— Sabe por que, não é burra, por sinal, muita inteligência
jogada em causas muito fúteis, como ódio, guerras, sei que não
quer demonstrar fraqueza, mas recuar as vezes é amostra de
mais força do que avançar a morte, pois morte para imortais
não existe, mas se morre por dentro, quantas guerras assim,
quer perder, para matar a guerreira dentro de você!
— Acho que não entende, não me venceria de novo!
Francisco olha para a Imperatriz e fala;
— É uma pena, mas se não me deixar entrar por bem,
terei de tentar de novo, mas não queria lhe causar isto de novo,
sei que estamos entrando em um campo muito perigoso,

236 | P á g i n a

principalmente para você, não para mim, vim conversar, mas
não me ouve!
Tesália o levanta pela camisa e fala;
— Acha que vai ser fácil?
— Sabemos que não, não sou seu amado, pai de sua filha,
sabemos que não vai ser fácil, já vivemos isto antes, mas se não
tem como obrigação além dos seus, não posso me recusar a lhe
enfrentar!
Tesália olha aquele ser, calvo, branco, sem músculos, o
que ele pensava que estava fazendo, por que a perturbar de
novo, e falou;
— Mas por que sempre acaba em minhas terras, acho que
é provocação!
Francisco sorriu, a aura dela a traiu, ele estava ainda
erguido pelo colarinho, e puxou a cabeça dela e a beijou, ela
primeiro o beijou e depois o mordeu, ele não afastou os lábios
e ela o empurrou ao longe e gritou;
— Pode considerar aceito o desafio, Francisco Pombo!
Francisco a olha, com o corpo ainda voando, e se
esborrachando no chão, levanta com calma, e anda a ela, sabia
que ela era assim, violência por violência, guerra pelo prazer da
guerra, ele não entendia como alguém poderia ver prazer em
guerrear, ele foi a algumas guerras, mas não sentiu prazer nisto,
olhou ela calmo;
— Ainda não lhe desafiei Imperatriz, ainda não, mas
pense, não precisamos que seja assim!
— Outro mulherengo, soube que tem uma amada, por
que me beijou?
— Queria experimentar seus lábios, que mal tem nisto?
— Não gosto disto!

237 | P á g i n a

— Imperatriz Tesália, beijas bem, deveria praticar, é
linda, não tem nada fora do lugar, e eu gosto disto, não sou de
tomar a iniciativa, mas você estava muito próxima, mas
amanha bato a sua porta, e peço permissão a ir a Tártaria, e
você decide se terá ou não confronto, Imperatriz!
— Acha que não o desafiarei?
— Não me negarei a uma boa luta, Imperatriz, mas você
que escolhe, não eu!
— Eu continuo odiando você!
— Gostaria de saber só uma ultima coisa, Imperatriz?
— Não vou facilitar, mas o que quer?
Francisco risca uma porta ao ar, olha para ela e pergunta;
— Se beija assim quem odeia, como beija quem ama? –
Francisco pergunta e atravessa a porta a deixando ali a ver a
porta se fechar;















238 | P á g i n a



Capitulo 12

Era madrugada, próximo das 2 da manha, quando
Francisco reuniu o pessoal em Curitiba, os demais chegaram e
foram a nave, Francisco foi quieto, um momento e a nave
estava sobrevoando o Mar Negro e os 8 seres a desembarcar,
dois FormAnãos, duas meninas Multi-Presença, duas Fanes,
mais Francisco e Lezo, caminharam até a formação da entrada
da cidade Amazonas, estavam na estrada quando foram
barrados pelo exercito;
— Senhores, não são bem vindos ao local!
Francisco olhou os soldados e olhou para AS1 e este
apenas estalou um dedo e o metal se desfez, e os militares
olharam-se assustados e viram o Form falar;
— Senhor, não viemos brigar, apenas falar com a
Imperatriz, não queremos confusão!
Uma leva de Amazonas surgiu ao fundo, e Tesália veio a
frente e Francisco ficou quieto, e Rose foi a frente e falou;
— Imperatriz, como se encontra!
Tesália não olhou para Rose, seus olhos estavam no de
Francisco e respondeu;
— Bem, o que faz aqui Rose?
— Viemos pedir acesso a Tártaria!
— A vocês concedo, mas Francisco Pombo não terá
acesso!
— Desculpe Imperatriz, mas precisamos dele lá! – Rose;

239 | P á g i n a

Tesália olhou para a menina, já era uma moça, 10 anos da
primeira vez que a viu, não era mais uma criança, aos 18 anos,
e falou;
— Vai me desafiar por isto ai?
— Não, mas não pretendo deixar de fazer o caminho por
que não gosta de um ser como ele!
— Sabe que ele não é bem vindo e mesmo assim o trás?
— Imperatriz, eu não gosto dele, e mesmo assim, quando
precisamos unimos forças, não é questão de gostar, não é
questão de querer, quando não temos saída, e temos um
problema com Gaia, geralmente ele é quem mais nos dá
retorno, sabe disto!
— Mas não poderiam trazer meu Imperador no lugar
deste traste?
— Não estamos falando de Magia, Imperatriz, sabe disto!
– Rose;
— Teria algum problema de serem acompanhados por
um grupo de segurança? – Tesália;
— Sem problema! – Rose;
— Pois não confio neste ser ai, de forma alguma!
Suzane estava quieta e viu quando a imperatriz olhou
para o militar e falou;
— Pode autorizar a entrada!
Lezo tocou o chão e os metais se refizeram, as armas ao
chão, mas tudo voltou como se não houvesse deixado de existir,
os soldados abriram o caminho e Tesália apontou Francisco e
falou;
— Mas preciso falar com ele!
Rose olhou para Francisco que falou;
— Tudo bem Rose, vão entrando!

240 | P á g i n a

Francisco olhou em volta, sabia como a Imperatriz
pensava, então trouxe moças, quem não era fora ele, eram seres
de outras espécies, que ela nem sabia diferenciar o sexo, então
na cabeça de Tesália, o único homem que estava entrando era
ele, que olhou para ela e perguntou;
— Em que posso ajudar Imperatriz?
— Se escondeu atrás de uma moça, esperto!
Francisco não respondeu a provocação, e ela falou;
— Vou ficar de olho em você, não pense que terá acesso
ao que não pedir permissão!
— Algo mais Imperatriz? – Francisco estava sendo
cínico;
Ela o ergue pelo colarinho e fala;
— Ainda temos uma diferença a acertar!
— Quando acabar esta guerra pode ser Imperatriz!
Francisco foi colocado no chão e olhou os demais ao
fundo, apertou o passo e chegou a eles e Anja perguntou;
— O que tem com esta?
Suzane viu que a moça estava interessada pela aura
durante a pergunta, estava ali como observadora;
Francisco não respondeu e chegou ao lado de Rose,
agradeceu e chegaram a frente de Partenon, a rainha local do
reino, jovem, na aparência os 14 anos, ainda uma criança, uma
das rainha de Peter Carson, Rose a cumprimentou de uma
forma que irritava Tesália;
— Como está irmã? – Rose;
— Bem, o que vem fazer em nossas terras?
— Problemas com as bruxas de proteção, em varias
Galáxias, mas viemos ao caminho que conhecemos!
— Então vão a Tártaria?

241 | P á g i n a

As duas conversaram um pouco e Partenon olhou para
Tesália;
— Tudo bem Imperatriz, eles irem?
— Não gosto disto, mas se Rose e Lídia estão nisto com
Lezo, algo grave se apresenta, vou acompanhar eles com 12
guerreiras!
Suzane olha para Francisco, a Imperatriz iria junto, algo
estava errado ali, mas como ele mesmo falara antes de virem,
para ela prestar atenção, não se distrair, pois ele seria distraído
o tempo todo, ela sabia que a Imperatriz não gostava dele, algo
sobre 5 anos antes ter a desafiado para que uma menina não o
fizesse, algo a respeito de continuidade;
O grupo foi apresentado a uma moça que falou;
— Meu nome é Dalma, as minhas irmãs lhes
acompanharão, para que não se percam neste caminho, um
portal errado e pode ir parar em um local sem saída segura!
Lezo sabia o caminho, ele sentia até o cheiro do local
ainda, sabia que para ele e os dois Form, seria uma provação,
eram Insectos, não suavam, o que poderia ser um problema
onde os líquidos internos aquecem muito, ele estava pensando
quando Francisco o tocou ao ombro e falou;
— Usa a proteção dos Centauros, vai manter o calor
externo a proteção, melhor não arriscar!
— Pensava nisto, acha necessário?
— Acho, desta vez não é apenas uma visita, podemos
perder um dia lá, o que seria quase mortal para você nesta
aparência, mas pode também escolher outra se achar mais
propicio!
Lezo falou com AS1 e o rapaz que veio junto, e os dois
fizeram também uma leva de proteção, protegendo-se do calor,
adentraram a alguns portais, as Guerreiras entravam antes e por

242 | P á g i n a

ultimo, sempre a Imperatriz, que os acompanhava ao longe,
quando chegaram a Tártaro, por um portal, os demais sentiram
o calor do local, e Anja entendeu que estavam em um local
impensado, se via a cor amarelada refletida por tudo, era como
uma ilha com ligação ao teto, cercada por magma por todos os
lados, se via o teto brilhoso como vidro em alguns pontos, a
umidade do ar era grande, era como se tivesse cozinhando
vivos naquele lugar, Rose olha para Francisco que vai a frente
e chegam a beira de um lago, Tesália lembra do local, onde
desafiaram Gaia, o senhor toca o chão, e o rosto se fez em água
e vapor e olhou os demais e fixou o olhar em Tesália e falou;
— O que vem fazer em Tártaro Guerreira insolente!
Tesália olhou Gaia e falou;
— Apenas acompanhando estes turistas!
O rosto translúcido feito de água e vapor olhou os demais
e falou;
— Bruxos de proteção, Francisco Pombo, AS1, Lezo, o
que esta acontecendo, para uma recepção destas?
Rose olha para o ser e depois para Francisco que chega a
frente e fala;
— Viemos conversar, e se for o caso, lhe desafiar, Gaia!
— Por que me desafiaria, Francisco?
— Sei que lhe devo parte de minha energia, quer dizer,
toda ela Gaia, mas alguém tem exterminado Bruxas de
Proteção, e diante disto, temos cargos sem herdeiros!
— Acha que darei a outro esta função Francisco, não
entende o poder que isto tem de conotação, não tenho como o
fazer!
— Então não nos dá alternativa, Gaia! – Francisco;

243 | P á g i n a

O rosto olha para os dois Bruxos e pergunta olhando
Anja;
— Por que apóia uma idéia maluca destas, Bruxa de
Proteção?
— Não sou uma Bruxa completa Deusa Gaia, pois meus
pais não me passaram o que preciso fazer, foram mortos antes,
vaguei mais de 10 anos sem saber que era uma bruxa, até
Francisco me ser apresentado!
Gaia olha os demais, Francisco sentiu a temperatura
aumentar, era a forma de desafio da Deusa, os demais estavam
com muito calor e Gaia olhou para Lezo e perguntou;
— E você, o que o traz aqui?
— Deusa, eu, Rose e Francisco demos uma volta no
universo, e o pouco que vimos em 3 dias, foi mais de
quatrocentas ausências de bruxas de proteção, mataram até os
descendentes, não temos como os repor sem sua ajuda, mas
como as próprias 6 bruxas básicas foram exterminadas lhe
deixando sem o contato externo, tivemos de vir pessoalmente!
— Esta a dizer que elas não estão me falando não por
estar tudo bem, e sim por estarem mortas?
— Sim deusa, a avó da moça foi assassinada há 10 anos,
não é coisa recente, mas demos falta somente agora, quando
alguém que o fez, detonou bombas nucleares sobre os pólos,
gerando grandes estragos nos dois pólos dos continentes! –
Lezo;
— Mas não passarei a nenhum de vocês esta
incumbência, não vou aceitar Fanes mandando nas terras de
novo, vocês podem controlar o recomeço, mas não a
fecundidade!
Francisco imaginava que seria assim, e Lezo olha para a
deusa e pergunta;

244 | P á g i n a

— Então nomeara novamente as Bruxas do Planeta?
Gaia olha todos e some e Lezo pergunta;
— Não entendi, o que aconteceu?
Francisco não respondeu, começou a andar no sentido do
antigo reino das Ninfas locais, ele não sabia exatamente o que
encontraria a partir deste ponto, um desafio de inteligência e
força, viu quando Tesália se pôs a sua frente e falou;
— Disse que não teria acesso sem pedir permissão!
Francisco olhou para ela e falou;
— Se pedir você não me dará acesso mesmo! – Francisco
transpôs a carne e atravessou por ela, e continuou andando, e
Tesália andou atrás, e quando ele parou diante do rio de lavas,
olhou para cima, e perguntou para Tesália que vinha logo atrás;
— Quando chegaram aqui, vieram por ali? – Pergunta
Francisco olhando para cima, Tesália não olhou;
— Não lhe interessa!
Lezo chega até Francisco com os demais, ele olha em
volta;
— O que não entendi, Francisco?
— Diante da água, ela nos ouve, diante do Magma,
apenas Tártaro ouve, mas ela e o local não se falam muito,
estamos a 12 mil metros de profundidade, a metade do
caminho da terra dos mortos, mas tenho de saber a direção!
— Por que?
— Gaia, como toda deusa, não vai baixar a guarda, uma
guerreira sem garras e sem facas, ela esta sem as bruxas, ela
não pode imperar sobre a superfície se não dispormos as
Bruxas para ela, mas como uma faltaria de qualquer jeito, ela
não conseguiria repor as demais, nem a estrutural, então temos
de ir ao caminho dos mortos!

245 | P á g i n a

— Não entendi? – Tesália;
— Imperatriz, Bruxas não vão para o mundo das almas,
elas vão para os campos Alísios, o paraíso das almas com
função e determinação, mas para nós mortais, temos de
atravessar Erebus, para chegar aos campos Alísios!
— Esta a dizer que Erebus é para cima, mas viemos por
ali, não passamos por ele!
— Mas devem ter passado pelos irmãos Hecatonquiros?
— Sim, passamos!
— Os primeiros guardiões da porta de Erebus, depois
deles os 4 portões, o primeiro guardado por Hidra, o segundo
pelos anjos caídos, o portal do rio Flegetonte, e por ultimo, o
portal do cão de três cabeças de Hades, que nos permitira
passar pelos três portões das 3 muralhas de saída de Erebus,
mas estaremos apenas entrando!
— Você acha que podemos ter problemas? – Lídia;
— Mantendo a boca fechada as vezes podemos passar
sem sermos amolados, mas temos de começar o caminho! Mas
como falava, pode ser diferente disto!
— Certo, mitologia tem destas coisas! – Suzane;
— Verdade, mas aqui não é mitologia!
Francisco olha para Tesália e pergunta;
— Tem algo contra eu me matar neste caminho?
Era uma provocação, e Tesália olhou para ele e falou;
— Mas quem disse que permitirei que vá!
— Verdade! – Francisco volta a carne, e olha serio para
ela. – Que tal discutirmos isto depois imperatriz!
Anja olhava ao longe, o que Francisco falara ela não
entendera, mas quando se fala em ir ao mundo dos mortos, não
era agradável, mas o senhor olhava em volta, e põem a mochila

246 | P á g i n a

ao chão, pega um bastão de fibra de carbono, parecia apenas
um bastão de pouco mais de 15 cm, mas ele apertou um botão e
este ficou com mais de um metro, Francisco chegou a beira do
magma, abaixou-se, fez um movimento com o bastão, e este
pareceu estalar no ar, ele tocou com o mesmo no magma e este
foi se afastando, os demais viram um caminho abri entre duas
paredes de magma, e a queda de magma mais a frente, uns 2
mil metros se abrir, olhando de onde estavam parecia uma
porta, o senhor começou a caminhar, e os demais o seguiram,
dava para ver o medo nos rostos, pois o começo do caminho
era em descida, e depois de um momento, estavam a pouco
mais de 3 metros para cada lado, cercados por uma parede de
mais de 10 metros de magma, andaram rapidamente, mas até o
chão estava quente, tudo parecia soltar um ar quente, quando
chegaram a pedra, viram Francisco tocar com a vareta e
desenhar um símbolo na pedra e a mesma abrir, eles
adentraram, e viram uma grande escada, parecia cristal, vidro
azulado, todas as paredes, quando o ultimo passou, a porta
atrás se fechou e viram o magma correr pela parede e aquele
canto ficar num laranja forte, o senhor caminhava olhando em
volta enquanto subia, foram mais de 6 horas subindo, quando
ele sentou-se na entrada de um salão, a batata da perna estava
doendo, ele não era um atleta, Tesália e as Guerreiras estavam
ainda descansadas, mas os demais estavam cansados, e Rose
chegou a ele e perguntou;
— Não poderíamos ter retornado e pedido para os
Hecatônquiros para nos mostrar o caminho?
— Teríamos de passar pelo teste de inteligência, e
qualquer pergunta errada, teríamos de voltar e fazer este
caminho!
— Mas é tão difícil este teste? – Anja;

247 | P á g i n a

— Não sei, mas pense, cada um deles, cada um dos 3
Hecatonquiros teria direito a uma pergunta de cada cabeça, ou
como digo, passar por uma pergunta tudo bem, mas 150 sem
errar uma, pode-se perder por não termos paciência ao fim, não
sou mais tão paciente!
— Mas poderíamos?
— Sim, poderíamos, estamos subindo pelo que entendi,
se não estiver errado, a sala das perguntas, onde os 3
descansam, mas já interno ao primeiro portal, não conheço
alguém que tenha feito por aqui, nos últimos 10 mil anos,
dizem que as Ninfas fugiram por este caminho para Tártaro!
— Descendo deveria ser fácil! – Fala Suzane olhando
para a escada ao canto ainda em subida!
Tesália olha para Francisco e fala;
— Pensei que fosse mais forte, todo acabado ai!
Anja olhou para a imperatriz e perguntou;
— Por que tanto ódio, Imperatriz?
— Não se mete, moça, odeio homens, este ai, acima de
todos os que conheço neste planeta!
— Mas por que?
Francisco olhou para Anja e fez sinal para não provocar,
e ouviu AS1 falar;
— Já estou melhor, podemos continuar!
Francisco fez sinal e começaram a subir novamente, mais
6 horas subindo e estavam diante de um grande salão, e
Francisco olha dois Hecatonquiros olhar para ele e um deles
perguntar;
— Quem vem do Tártaro por este caminho!
— Alguém querendo voltar ao Erebus!
— Por que alguém vai querer voltar para lá!

248 | P á g i n a

Francisco faz sinal para Lezo para irem por um corredor,
e os demais começaram a passar;
— Quem manda ser um local agradável, assim como
Tártaro!
O ser sorriu e falou;
— Sabe que teria de responder 150 perguntas!
Francisco olhou a porta ao fundo do ser, e a aura de
mentira do ser e falou;
— Se quisesse passar por esta porta ai, sim, mas não
quero!
Os dois viram que não seria isto que deteria o ser e Lezo
olhou para Francisco que fez sinal para Tesália passar e recuou
de costas até uma pequena porta e quando passou viu um
grande corredor, avermelhado, parecia como se tivessem
dentro de um grande cristal avermelhado, e viu Tesália o
esperar a porta, mas começaram a caminhar, olhando para traz
viu o olho de uma das cabeças a olhar pela pequena porta,
Francisco apurou o passo e passou a frente, Tesália veio atrás e
logo atrás AS1 e Anja, as guerreiras estavam encantadas com a
beleza do local, o vermelho sangue sempre atraiu as guerreiras,
foram por corredores esculpidos naquela pedra por horas, era
tudo igual, se perdia noção de tempo, se viu as paredes
começarem ficar mais escuras, e Francisco olhou para AS1 e
perguntou;
— Sabe o que enfrentaremos?
— Não!
— Sabe o que é uma Hidra?
AS1 fez sinal que não com a cabeça, Tesália olhou e
falou;
— Um ser com 7 cabeças, que se cortar uma nasce duas
no local!

249 | P á g i n a

— Esta é a hidra das historias de Hercules, sabe bem que
aquele afeminado era um covarde, ou não sabe?
— Sei, mas como seriam as hidras reais!
— As reais não sei, mas dizem que a Hidra da porta de
Erebus, é negra, são cinqüenta cabeças venenosas, continua
valendo a regra de não cortar uma cabeça delas!
— Mas são venenosas? – Anja;
— Sim, mas não nos depararemos com as cabeças dela!
— Por que?
— Este corredor acaba onde ela deve estar sentada, ela
defende a saída de Erebus, não a entrada, ninguém é maluco de
entrar lá, as pessoas querem sair!
— E por que estamos indo lá? – Anja;
Francisco não responde e pergunta para Rose;
— Sabe em que ponto da galáxia estamos?
Rose se concentra e fala;
— Parecemos estar no centro de uma estrela, não mais no
planeta Terra!
Lídia que vinha atrás fala;
— Aquele corredor atrás nos arrastou para fora do
planeta, é um portal para o centro do sol de nosso sistema!
Francisco toca no braço de Anja, e no de Suzane e fala;
— Proteção externa, é bom para proteger do calor!
Anja sorriu, e Tesália olhou as meninas e as mesmas
fizeram uma camada de proteção baseada na magia, e
Francisco parou diante do fim do caminho e viu-se a pele de
um ser imenso, e Francisco olhou para Lídia, e perguntou;
— Ainda sabe dar aqueles choques?
Lídia tocou o ser e lhe aplicou uma camada de choque, se
viu o a parede se mexer, com a saída do ser do caminho

250 | P á g i n a

invertendo o corpo, primeiro sentiu-se o bafo quente do ar
vindo no outro sentido, depois uma luz branca muito forte, e se
viu o ser negro com 50 cabeças virar-se para ele, Francisco fez
sinal para ficarem, Tesália não ouviu, ele saiu a frente, e olhou
o ser com imensas cabeças de serpentes olhando para eles, o
ser lançou fogo, Francisco transpôs e o fogo pegou em Tesália
ao lado, que viu sua proteção lhe proteger, mas o calor foi
grande, Francisco avançou, com sete cabeças lhe lançando fogo,
e algumas tentando dar o bote, ele chega a altura da pata do
grande ser e a toca, sente suas energias e passa energias para o
ser que se acalma, olha para Tesália e faz sinal para onde
mandar os demais passarem, apontando uma porta ao fundo,
azulada, mal se via naquela claridade, uma das cabeças se
abaixa próximo da cabeça de Francisco e o mesmo passa a mão
em sua cabeça e a mesma se acalma, e os demais passando
vêem o ser passar da cor negra para um azul cristal, e quando
os demais haviam passado, Tesália o aguardava a porta a qual
ele andou calmamente, o ser voltou a sentar-se e Francisco
fechou a porta as costas, e viu um caminho azulado, agora a
sensação era de um cristal da cor que a Hidra havia adquirido,
novamente passou a frente, e pararam diante de grades que
pareciam de cristal, que deixavam um intervalo entre elas de
pouco mais de quinze centímetros, Francisco viu a guerreira
tentar quebrar o cristal com uma grande faca, que cresceu
quando tirou da cintura, nada, ela fez uma proteção de
desintegração, mas parecia que as lascas que se desintegravam
voltavam a se refazer antes de terminar de desfazer por
completo, e a moça olhou para Francisco e falou;
— O que é isto?
— Adamante, segundo as lendas! – Francisco transcende
e atravessa as grades;

251 | P á g i n a

— Reúne todos próximos das grades, temos uma chance,
então todos tem de passar!
Todos chegaram perto da grande, Francisco abriu uma
porta, o rangido da porta foi em um tom muito alto, e viram o
cristal se despedaçar, e ele fazer movimento para passarem
rápido, a ultima guerreira tinha acabado de passar rapidamente
e o cristal se refez, Lídia olhou para aquilo e perguntou;
— Como alguém pode abrir a porta e correr
suficientemente rápido para passar?
— Não consegue! – Francisco;
Adentraram em mais um corredor azulado, que acaba em
um grande salão, onde pareciam existir grandes anjos
pendurados em estatuas de cristal, milhares de estatuas,
olhando por baixo, não se via nenhuma porta, Francisco olhou
em volta, deu uma volta tocando todas as paredes, nada de
caminho oculto, olhou em volta e falou;
— Alguma idéia?
Os demais se olharam, e Rose apontou para o alto e
falou;
— Não sei por que, mas vejo seres aprisionados nestas
estatuas!
— Sei que estão, Rose, mas não sei como libertá-los! –
Francisco;
Lídia olha para cima e fala;
— Todos tristes, mas não é magia, nem dom que os
prendeu ai!
Anja olha para Francisco e fala alto para cima;
— Que fiquem presos nos cristais pela eternidade!
A voz da moça atravessou os cristais, ecoando para trás,
não se tinha noção olhando de baixo quantas estatuas existiam

252 | P á g i n a

ali, mas ouviram o primeiro cristal trincar e os demais
começarem a trincar também, e milhares de pequenos pedaços
de cristal caírem sobre eles, e um vir a frente de Anja e
perguntar;
— Quem nos livra da maldição de deus!
— Anja Homes, com quem falo?
— Guardião Anias!
— Sabe qual a saída, Anias?
— Mostramos para vocês!
Uma leva imensa de seres foi descendo alguns ficaram ao
ar por falta de espaço, mas Francisco olhou para cima e viu
uma grande porta, escondida por trás das estatuas, ao teto,
Tesália tentou fazer asas, mas não estava em seu planeta, não
aconteceu, Francisco tocou nos cacos de cristal ao chão e falou
palavras bem lentamente, e os demais viram uma escada
começar a se materializar, e viram o senhor começar a subir,
Tesália foi atrás e quando chegou a porta, o senhor tocou a
porta e sentiu o calor dela e prendeu os pés na escada, e girou
uma espécie de trava circular, sentiu quando ela desencaixou a
tranca e forçou para cima, abrindo a imensa porta, Francisco
viu a escada continuar a se materializar para cima, e continuou
a subir, prendeu a porta para cima, e subiu mais uns 300 metros
sem olhar para baixo, e viu quando um mundo de cavernas
surgiu acima e pulou numa das laterais, olhou em volta, e
depois ajudou Anja, e Suzane a chegar a lateral, Tesália viu
que ele era gentil com as demais, não com ela, mas ela não
queria gentileza, os anjos começaram a parar ao fundo olhando
o local e um veio a Francisco e perguntou;
— Onde estão indo?
— Erebus!
— E por que alguém quer ir a Erebus?

253 | P á g i n a

— Cada um faz o seu caminho, anjo!
Os anjos se organizam e saem a frente, e Anja olha para
Francisco e pergunta;
— Pensei que iriam ajudar-nos!
— Calma, já os veremos, não adianta correr num
caminho destes, mas esta na hora de andarmos novamente! –
Francisco olha para AS1 e pergunta;
— Como esta AS1, com este calor?
— Agora bem, com a proteção estou bem, mas onde vai
dar isto?
— Algo que os Gregos chamavam de portal do inferno,
ou de Erebus, mundo das Almas!
— Mas como sabe o caminho?
— É de onde vem o calor!
Os demais começaram a andar, depois de um tempo,
viram um rio de lavas e seguiram a sua lateral, depois de um
tempo, Francisco abriu o rio e atravessaram de lado, e
continuaram a subir, quando se depararam com o grande cão de
três cabeças guardando uma porta, e vendo a imensa muralha
ao fundo dele, cobrindo toda a caverna, deixando apenas o
trecho que escorria o rio de lavas descoberto, o resto, fechado,
AS1 perguntou;
— Pelo jeito temos de passar pelo cão!
Francisco viu os Anjos chegarem as costas e um falar;
— Quem vai enfrentar o Cão, não tem passagem por
cima!
Francisco pediu para aguardarem, obvio que Tesália e
duas guerreiras vieram as costas, e o grande cão falou para o
senhor;
— Quem vem pelo caminho proibido?

254 | P á g i n a

— Proibido, não sei, qual sua função, grande ser!
— Proibir a fuga das almas!
— Então não nos atrapalhe!
— Quem pensa que é para me desacatar, inseto primata!
— Alguém querendo ir a Erebus, falar com Hades!
— Hades a muito não toca o Erebus!
— E quem toca o Erebus?
— Um conjunto de almas, dizem estarem esperando
alguém, que as quer deter!
— O que elas estão aprontando?
— Fizeram acordo com seres do mundo das Almas, com
as Bruxas fofoqueiras, e com alguns dirigentes, parecem querer
extinguir a existência antecipada, assim serão livres!
— Não acredito nisto, mas tudo bem!
Francisco viu o grande cão armar a pata para lhe pisar,
ele transpôs a carne e a pata o atravessou e olhou o ser e falou;
— Acha mesmo que estamos vivos para nos matar?
As 3 cabeças olharam Francisco, e o ser falou;
— Por que uma alma livre quer ir a Erebus?
— Pequeno Cérbero, sua função é nos proibir de sair, não
de entrar, não entendo o que faz aqui!
O cão sorriu, malucos querendo entrar, quem era ele para
proibir, o cão abriu caminho, e Francisco tocou a porta e esta se
abriu, o Cão viu que o senhor sabia o que fazia, mas viu uma
leva de anjos entrando pelo portal logo atrás, e ficou a pensar o
que estava acontecendo, para estarem fugindo no sentido do
local onde ninguém queria ir;
Atravessaram a primeira muralha, viram que o rio
acompanhava o caminho do outro lado, e viam mais a frente
uma segunda muralha, Francisco passou pela porta aberta e viu

255 | P á g i n a

mais a frente a ultima porta para Erebus, e viu o grande cão
olhar para eles quando passaram pela ultima porta, Suzane
pegou na mão de Francisco e falou;
— Isto é loucura, Francisco!
— Mantêm a calma, sei que é difícil, mas vai dar tudo
certo, mas agora temos de cuidar!
— O que vem por ai?
— Teremos um rio de águas quentes a frente, e não tem
magia que o abra, mas temos de passar!
— Qual o problema, destas águas!
— O primeiro rio de Erebus, o rio Aqueronte, rio da dor,
não é dor física, é o que nos prende a vida e as dores do
mundo!
Se ouvia no ar os gritos e lamentos, e aquele lugar era
avermelhado em tudo, e o ar bem pesado, estavam a avançar
vendo o rio mais a frente, viram os anjos sobrevoando eles,
pareceram perder as asas quando sobrevoavam o grande rio,
começaram a pedir perdão a deus, e orar.
Francisco pisou na água e começou a atravessar, embora
raso, cada passo lhe era carregado de lembranças, primeiro a
lembrança de Daniele saindo pela porta, o que o magoava não
era ela ter ido, mas sabendo que ele a amava, sair rindo pela
porta, lembrou da traição de deus, lhe pondo em uma cadeira
de roda, lembra da tristeza quando renegou deus e Gaia
abraçou suas forças e lhe deu condições de reagir, foi
atravessando, olhou para o lado e viu alguns a chorar, alguns a
orar, como Suzane, ele lhe esticou a mão, e ela atravessou, viu
as lagrimas nos olhos de Tesália, viu que seria difícil para
alguns, parou ao centro e ajudou cada um a passar a sua frente,
ajudou alguns anjos a continuarem, lhes dando a mão e
indicando para continuarem mesmo estranhando, a caminhar

256 | P á g i n a

para a margem, viu algumas amazonas tristes e em desalento,
AS1 parecia ter medo de sua condição de nascimento diante do
amor de sua vida, sua rainha, cada qual foi atingido pelas dores
da alma no atravessar aquele rio, mas Francisco sofreu mais,
pois suas lembranças ao dedicar o caminho a ajudar os demais
passarem, se deparou com cada medo de infância, cada medo
de não ser amado, pela tristeza de ter sido largado pela mãe,
depois pelo pai, lembranças sempre tristes e doidas, os demais
foram passando, e ele ficou ali ao meio do rio, a dar a mão aos
demais, absorver parte de seus medos.
Anja termina de passar o rio, e ajuda a puxar Suzane,
ajuda Lezo, AS1, Tesália, alguns anjos, muitos estavam saindo
quando ela olha o centro do rio, Francisco ajudando os demais,
mas parecia mais frágil, e vê ele sentando-se ao rio, ele parara
de andar, ela olhou em volta, em outros trechos do rio, varias
almas sentadas, velhas e sofrendo as dores de suas lembranças
mais tristes;
— Ele não pode parar, não agora! – Anja;
Tesália olha para onde a moça olhava e vê Francisco
parado, sentado ao rio, viu que Francisco mesmo sentado, dava
a mão para alguns anjos, para que eles atravessassem o rio,
fazendo eles tomar coragem e ir a margem, mas já não olhava a
margem, parecia doer as lembranças, Lezo chega a beira e
pensa em voltar, mas quando toca a água, ele sente como se ela
queimasse a alma, e recua, ele havia saído, a saída não poderia
mais ser neste sentido, os demais ficaram tensos, quando o
ultimo anjo passou por Francisco, lhe deu a mão e ele
levantou—se, Anja sorriu e olhou Tesália, até ela sorriu, mas
não tirou os olhos dele antes dele terminar de sair da água, ele
parecia acabado, envelhecido na aparência vários anos, todos
pareciam ter envelhecido naquela passagem, ele senta—se, vê
que todos passaram e fala;

257 | P á g i n a

— Preciso descansar um pouco, se quiserem ir indo, os
alcanço!
Os demais sentaram-se, muitos espíritos que estavam
naquele trecho a anos, foram induzidos a sair com a passagem
deles, os seres se olhavam, cada hora dentro do rio, seriam anos
de sofrimento, Francisco ficou ali uma hora sentado, e sentiu
quando Anja lhe deu a mão e falou;
— Você esta bem?
Ele sacudiu a cabeça afirmativamente, não conseguiria
responder a uma pergunta direta estando bem, muito menos
estando o caco que estava, ele levantou-se, verificou se todos
estavam bem, olhou ao fundo os anjos esperando por eles, e
começaram a andar, passando por uma cidade em chamas,
onde muitos pareciam queimar a uma eternidade nos prédios,
passaram pela avenida, sem olhar muito, na saída da cidade,
viu as águas do segundo rio, os demais iam passar e fez sinal
que não, olhou em volta, viu que teriam de recuar um pouco,
viu uma ponte bem ao fundo, e Lezo perguntou;
— Por que não passamos, parece razo?
— Bem raso, mas este é o rio Lete, passar por ele, é
esquecer quem era e vagar pelo Erebus pela eternidade, é o rio
do esquecimento, mas melhor nos juntarmos e saberem de
algumas coisas!
— O que será agora? – Tesália;
— O caminho nos levara em parte para a cidade de novo,
a ponte é sempre depois dos colégios internos ao fogo, de
forma alguma, tentem ajudar qualquer alma pegando fogo!
— Por que?
— O aviso é apenas este, não existe relato de alguém que
ajudou e tenha saído daqui, então, por mais que seja triste, não
tentem ajudar, não estamos num mundo onde exista saída para

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eles, nós não fomos julgados, então podemos entrar e sair, mas
se formos ajudar, podemos ser chamados a um julgamento, e
sem sabermos o que o ser que tentamos ajudar fez, podemos
ficar aqui pela eternidade!
— Não ajudar, parece fácil! – Tesália;
O grupo começou a andar, viram quando o rio fez um
lago e foram obrigados a entrar na cidade, e pegaram a
primeira avenida, depois os prédios foram ficando mais
próximos, Francisco ficou um pouco atrás, queria acompanhar
a passagem dos demais, entraram em uma área que não parecia
mais uma rua, e sim, corredores de um colégio, e de uma
enfermaria por um lado, e do outro, uma maternidade, se via o
lugar pegando fogo, as pessoas, jovens, crianças pedindo ajuda,
Suzane estava andando contrariada, se via, e ele viu quando
uma enfermeira lhe estendeu uma criança, recém nascida, em
chamas, Francisco chegou a ela e puxou pelo ombro, e fez ela
andar, Suzane estava triste com as imagens, os demais
apertaram o passo, ela viu um anjo as costas, tocar na criança, e
a criança sugar ele, o que era uma criança virarem duas,
Francisco não podia resgatar o anjo, ele alertara, mas os demais
viram aquilo e se esquivaram, na saída do colégio, a ponte,
passaram por cima de uma imensa ponte, Francisco deu a mão
para Anja e Suzane, e foram passando a ponte, uma nevoa
tomou a ponte, os pensamentos pareceram se perder, andaram
sem sentir, Francisco empurrou algumas guerreiras no meio da
ponte e chegando ao outro lado, as pessoas foram se
recobrando de quem eram, Francisco olhou para traz e viu
Tesália parada ao meio da ponte, muitos paravam, mudavam de
lado, as vezes aturdidos caiam no rio, Francisco olhou os
demais, fez sinal para Lezo esperar eles e voltou a ponte, a
moça nem percebeu que Francisco pegou em seu braço, ele a

259 | P á g i n a

induziu a caminhar, quando chegou a rua do outro lado,
empurrou Francisco;
— O que pensa que esta fazendo!
Francisco sorriu e fez sinal para Lezo que poderiam
andar, o caminho dava em um grande palácio, os anjos estavam
andando mais atrás agora do que no começo, viam que os
perigos do lugar eram imensos, a maioria evitava bater a porta
do castelo, todos sabiam que estavam entre o rio do
esquecimento e o castelo do antigo Hades, se viu um grande
cão a porta do castelo, e Francisco tomou a frente e o cão olhou
para ele e falou;
— O que um vivo faz entre as almas?
— Diz para Perséfones que preciso falar com ela!
— Quem acha que é, para falar com ela?
— Cérbero, no meu tempo, cães que traiam o dono, eram
dados de comer as serpentes, se quer um fim destes, me desafia,
traidor!
O cão olhou Francisco, quem era ele para o desafiar, mas
ouviu algo de dentro e o mesmo falou;
— Mas só você entrar!
Ele olhou para Tesália e perguntou;
— Cuida deles um momento?
O grande cão abriu caminho para Francisco que adentrou
ao local e se deparou com uma mulher jovem, bonita;
— Quem pensa ser para destratar Cérbero?
— Alguém que pode ser amigo, mas a maioria sempre
escolhe por me ter como inimigo!
— Quem lhe tem como inimigo?
— Digamos que Dário, YHWH, uns criadores, algumas
bruxas, nada de muito grande ainda!

260 | P á g i n a

— Deve ser Francisco Pombo!
— Vejo que minha fama esta se espalhando!
— O que faz aqui?
— Vim fazer uma visita!
— Sei, o que quer?
— Direito a passar pelo castelo com meus amigos, e
continuar o caminho!
— Acho que não lhe falaram, não existe saída daqui!
— Acho que esta perdendo tempo, Perséfones!
— Por que?
— Hades já morreu, isto faz tempo, e da pior forma,
como um mortal irreconhecível, agora você se junta a seres que
o mataram, ou no mínimo não se importaram se ele iria morrer,
para sair de um lugar com função para ir onde, acho que não
lhe falaram como esta Olimpo, para querer sair daqui!
— O que é você é que me intriga?
Francisco a olhava aos olhos, sabia que teria um desafio
naquele lugar, daqueles de se perder a vida, olha depois de um
tempo em volta, o que parecia um castelo, era luxuria, mas em
um único espaço amplo, cama, ao centro, vários ambientes,
tudo impecável, tudo muito triste, e sem responder olhou para a
moça a frente e perguntou;
— Agora entendo o por que quer sair daqui!
Ela olha para Francisco seriamente;
— O que fez para YHWH lhe querer tão mal?
— Descobri que ele é uma criança mimada, que não tem
como me enfrentar diretamente, então usa de falsos anjos, ou
de suas vontades para imperar nesta galáxia!
— Sabe o que esta acontecendo?
— Não, acha que vim aqui descobrir o que Perséfones?

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— Falou que veio atravessar um reino que não tem saída!
— E nem entrada! – Fala Francisco olhando—a aos
olhos;
— Verdade, um mundo de terrores, esquecido no passado,
já não vêem almas novas, mas vejo que achou uma entrada, e
não veio sozinho, me disseram que tem uma leva grande de
seres que vieram junto!
— Persefones, não sei o que faz aqui ainda, sabe bem sair
daqui, mas por outro lado, fica presa a importância que tem
aqui, e entre os mortais, nem lembrada é, o que espera da vida?
— Regalias, foi o que me prometeram!
Francisco sorriu, olhou o local e perguntou;
— Vai ou não nos deixar passar?
— Mas vai para onde?
— Atravessar os Estige!
— Você é maluco!
— Um maluco com grandes inimigos e desafetos, mas
não é isto que esta em jogo!
Francisco ouve a moça dar um assovio, e os cães o
cercarem, e ela falar;
— Acho que algumas pessoas vão gostar de ter lhe
prendido aqui!
— Quem acha que ficara mais feliz?
— Tem um senhor que vai ficar feliz, parece estar por
traz de tudo, Guto Rocha, não sei se conhece?
— Não, provavelmente nem você, mas o que ele ganha
com a minha prisão?
— Não sei, mas alertou todos a acelerarem os planos,
pois você tinha entrado nisto!
— Estranho ser caçado por alguém que não se conhece!

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Francisco via os cães a volta dele com os dentes de fora e
falou;
— Oi cãozinho, — Francisco abaixou-se, tocou o chão,
sentiu a força do sol onde estava, e foi crescendo e ficando na
forma de uma grande leoa de mais de 20 metros de
comprimento, 4 de altura, afiou as unhas e viu os cães saírem
pela porta a correr fugindo, e olhou para a moça voltando ao
tamanho – acha que é tão simples me prender assim?
Os dois se olharam e a moça falou;
— Um filho da Leoa, a muito não ouvia falar de vocês!
— Sabe que você me odiar, é normal, não entendo os
demais!
— Eles não lhe odeiam, mas querem parar você, sabe que
não tem como ganhar!
— Não quero sobreviver, quero apenas descobrir onde
viverei meus dias eternos, pois aqui não pretendo!
— Acha que eles vão parar quando?
Francisco sorriu;
— Não sabe nem o que eles pretendem!
— Não entendi? – Persefones;
— Moça, acha que alguém que não lhe fala o verdadeiro
nome, iria falar o que pretende, pois sei que este ser que citou,
deve ser um personagem criado, alguém capaz de se infiltrar
em milhões de galáxias, não se preocupa em explodir sua casa
para destruir o planeta azul, alguém assim, não se prendera em
lhe passar a perna apenas, mas você que sabe onde vive, não é
Persefones!
— Não entendi o que veio fazer aqui?
— Sabe que sempre duvidei que este lugar existisse, os
relatos mais recentes, são tão inexatos que não esperava

263 | P á g i n a

encontrar algo previsível, mas se esta aqui, podemos fazer um
acordo?
— Eu não faço acordo com você!
— Quanto tempo não vai ao mundo, Persefones!
— Mais de 2 mil anos, as coisas parecem ter desandado
lá!
— Sim, um mundo bem mais propicio a você do que
quando aqueles afeminados dos Gregos andavam por lá!
— Alguns ainda sofrem aqui! – Ela olha Francisco, por
um momento e pergunta. – O que tem a propor?
— Uma trégua, não precisa ficar presa a algo como eu!
— Acha que teria como me deter? – Persefones;
— Não, nem quero tentar, a ultima que tive de enfrentar,
ainda colho as conseqüências, mas iria lhe propor nos deixar
passar, na volta, nos propomos ao castigo dos gigantes!
— Esta dizendo que se propõem a ser jogado no poço
sem fundo, se os deixar passar?
— Sim, mas o acordo é não deixar ninguém sem jogar
dos que voltar, senão não tem trato!
Persefones olhou serio e perguntou;
— Tem pegadinha ai, mas não é um trato mal!
— Sim, tem pegadinha, mas pense, como você diria que
passei por aqui e não me deteve, não teria, então me proponho
a nos jogarmos no poço sem fundo, mas assim não a prejudico!
— Sabe que terá como primeiro obstáculo o rio Estige
como falou?
— Sim, fazer o que, quem sobreviver indo e voltando por
ele, se propõem a jogar-se no poço sem fundo!

264 | P á g i n a

Ela assobiou novamente e um dos cães voltou olhando
desconfiado para Francisco, e uma das cabeças olhou para
Persefones e falou;
— Autoriza a passagem dos que vieram com o senhor!
— Senhora, existem anjos entre eles!
— Sei disto, mas temos um acordo, e o senhor aqui se
propôs diante de uma semi-deusa, não tem como fugir da
obrigação!
O cão foi ao portão onde os demais aguardavam e olhou
para a Guerreira a frente;
— Serão liberados para passar!
Tesália fez sinal para os demais passarem, e depois dos
últimos anjos passou com suas guerreiras, era uma leva de
seres a passar pelos corredores que dariam a outra entrada do
castelo, Francisco encontrou com Suzane a outra porta e
quando todos estavam reunidos falou;
— Tesália, guerreiras, Lezo, AS1, anjos, não sei se
entendem a regra daqui para frente, mas atravessaremos o rio
da fúria, mais conhecido por Estige, quando tudo lhes parecer
raiva, fúria, peço apenas se concentrarem na margem seguinte,
em mim, atravessarei primeiro, e quero que se tiverem raiva,
mesmo fúria, pensem em descarregar em mim, em mais
ninguém!
— Mas isto será fácil! – Tesália;
— Pelo menos alguém entendeu, vou passar antes, mas
não pensem que será fácil a travessia! – Francisco põem o pé
na água, uma raiva lhe tomou o coração, e olhou em volta,
pensou em tantas bruxas na boa nos Campos Elisios e começou
a atravessar firme enquanto Persefones olhava o senhor a frente
passar pelo rio, a maioria se perdia em brigas internas, ele

265 | P á g i n a

focou em algo que somente atravessando ele teria sucesso, e
um dos Cérberos chegou ao seu lado e falou;
— Como ele atravessa assim por um rio da fúria, sem
duvidar?
— Não entendi, sabe que nem nós vamos a aquela parte
dos campos, pois ninguém atravessa, ninguém resiste a metade
do rio, ele já vai a metade dos 3 mil metros de rio raso sem
titubear, parece saber de algo, fica de olho, acho que eles
retornarão por aquele caminho!
— Mas vai os deixar sair?
— Ele parece querer ir ao buraco sem fim, não entendi,
mas se propôs a pular!
O grande cão olhou para o ser alcançar a outra margem e
fazer um sinal para os demais passarem, alguns foram a frente,
as guerreiras ficaram por ultimo, ódio a um humano arrogante
era fácil, mas obvio que muitos a frente não conseguiram
manter os ódios crescentes por Francisco, alguns anjos se
digladiaram no meio do caminho, com Perséfone sorrindo,
alguns não passariam, viu as Amazonas entrarem por ultimo, e
começar a empurrar os anjos e os seres para passarem, alguns
tentaram as bater e foram os jogando para fora, Tesália parou a
frente, em meio ao rio com Anja lhe olhando;
— O que quer projeto de Bruxa!
— Eu lhe odeio, você tem ele no coração, você não pode
querer ele, ele é meu!
— Eu tenho ódio de mim, por isto moça, se quer sair no
braço, aqui é o melhor lugar, onde ninguém veria, mesmo ele
esta longe, e teria de manter a ordem!
Lídia chega ao lado de Anja, vendo que ela estava a
desafiar Tesália para uma briga em meio ao rio do ódio, e
falou;

266 | P á g i n a

— Ela pode ter ele no coração, moça, eu o tive na cama!
Lídia falou isto e começou a andar de costas lentamente
na direção da margem, viu o ódio nos olhos de Anja, ela tentou
lhe acertar, lhe agredir, e foi tentando acertar a Fanes enquanto
a mesma andava calmamente de costas, quando ela se deparou
com os pés secos viu a moça lhe jogar um soco, e segurou a
mão dela, e falou;
— Pelo menos você é previsível, Bruxa, bem previsível!
Anja olhou em volta e viu que o ódio foi diminuindo,
olhou para traz e perguntou;
— O que aconteceu?
Lídia sorriu, a moça lembrava mas se faria de
desentendida, e foi ao lado de Francisco e perguntou;
— Viu Rose?
Francisco olha ao centro do rio, ela estava discutindo
com ela mesmo, os demais foram passando, e vendo ela
sozinha no meio do rio, Francisco fez sinal para aguardarem, e
foi até ela, obvio que estava testando seus limites, e chegou a
ela que lhe bradou, chutou, ele segurou suas mãos e lhe
levantou no colo, a tirando da água, virou-se e saiu da água e a
pôs a beira;
— Obrigada, pensei que era fácil enfrentar minhas
raivas!
— Depois conversamos sobre isto, menina, mas foi bem!
A moça sorriu e Tesália chega ao lado e fala;
— Podemos agora descarregar a fúria?
— Se quiser, sabe que não fujo a isto, Imperatriz!
Francisco deu as costas e falou olhando Lezo;
— Agora vem a parte longa, acho melhor descansarmos
um pouco!

267 | P á g i n a

Lídia providenciou os sacos de dormir e as guerreiras
fizeram a guarda, o pessoal descansou o corpo, mas difícil
dormir com gritos, com aquele calor, eles estavam pregados
quando Francisco falou que voltariam a andar;
Caminharam por um vale e por grutas com seres
estranhos, em grupo eles não atacavam, mas se via seres
arrastados e rasgados, pela eternidade nas laterais do caminho,
não ajudar era difícil e Suzane olhou para Francisco;
— Não temos como ajudar?
— Antes de voltar não!
Francisco desconversou, e foi a frente, Suzane estava em
um lugar impensável, entraram por um reino de Amazonas,
depois viu seres incríveis, mas nunca pensou no Inferno, não
como realidade, era algo assustador passar naquilo o resto da
existência, e todos viram quando no caminho surgiu um grande
dragão, Francisco não lembra desta descrição, mas viu a porta
ao fundo dele com o símbolo de onde queria chegar, um flor
em relevo a porta, o caminho para os Campos de Asfódelos,
Tesalia se armou a frente puxando uma faca, as guerreira
estavam querendo briga para valer, mas ainda nao era hora,
Francisco olhou o dragao e falou;
— Senhor, pedimos acesso aos campos Asfódelos!
— Quem vem a mim, que acha poder entrar nos campos
Asfódelos?
— Alguem querendo sonhar, nao me falaram que alguem
guardava esta porta!
— Esta mal informado senhor, estou aqui a mais de 30
mil anos, e nao ouviu falar?
— Vai ver que ninguem passou pela porta neste tempo!
— Isto é verdade, mas por que quer ir aos campos!
Francisco sorriu, pensou um pouco e falou;

268 | P á g i n a

— Por que nao existem os campos!
— Não fale absurdo!
— Não é absurdo, voce nunca o viu, ou viu?
O dragão olhou para o senhor abaixando a cabeça e fala;
— Esta tentando me enganar?
— Não preciso, mas se nem Hades esta aqui mais, você
que sabe se ficara nesta missão sem futuro!
— Hades não esta mais no castelo?
— Não, as historias dizem que a mulher dele o entregou
aos criadores, ele foi morto, um imortal morto por um bando de
clorofilados se achando deuses!
— Mataram Hades, e não o defendi, é o que esta falando?
— Sim, mas se quer ficar ai, a vontade!
— Mas não deixarei vocês passarem!
Francisco transcende e passa por ele atravessando pela
porta e Lezo olha para o ser e fala;
— Vai deixar barato isto, deixar um verme deste lhe
enganar?
O Dragão abre a porta, Lezo ve o ser desenhando o
simbolo ao ar para a abrir, e riu, e Rose tocou o chao e falou;
— Nos espere, voltamos! – Com o dragão se tornando
pedra, entraram aos milhares e Rose fechou a porta as suas
costas, e viu os seres a andar sem rumo, quando sentiu o cheiro
de Asfódelos, sentiu os sonhos virem a tona, e viu alguns
sorrirem, olhou para as mãos, viu borboletas, e viu um lugar
que era sua lembrança boa de infancia, Anja estava a observar
e viu que os demais estavam iludidos, pisou no pé de Tesália e
ela não reagiu, olhou em volta, pareciam todos sonhando,
olhou em volta, era um imenso campo de flores, de varias cores,
nao via nada alem das colinas de flores, olhou em volta e viu os

269 | P á g i n a

anjos ir ao ar como se estivessem sonhando, olhou em volta e
gritou alto;
— Se querem sonhar, que todos se percam nos sonhos!
Olhou em volta os anjos começarem cair, Tesalia olha
para ela estranhando, e Francisco olhou para ela de longe e
sorriu, ela quase se perdeu naquele sorriso, pela primeira vez
era um sorriso puro, lhe olhando aos olhos, talvez ele a tivesse
olhado pela primeira vez, mas a moça viu algumas pessoas
chegarem perto e ele indicar um rumo, nao existia sol, nao
existia nada ao ceu, apenas um grande ceu azulado, e nele nao
se podia dizer que estavam indo a algum lado, mas Francisco
indicou um e viu os anjos a voar naquele sentido, e foram nele,
chegaram a uma entrada sobre uma ponte e a primeira coisa
que se viu, foi um segurança os barrar, e Lezo esperou
Francisco, de mitologia nao entendia nada;
— Quem nos barra? – Francisco;
— Se quer passar, tera de me enfrentar?
— Mas que desafio tem nisto? – Falou Francisco
irritando o senhor a porta que toma a forma de um grande
leopardo;
— Acha que pode comigo?
Francisco olhou para Tesalia e perguntou;
— Quer enfrentar ou me dá este prazer?
Tesalia sorriu e o senhor viu a guerreira vir a frente, e o
rapaz viu que era uma Amazonas, e falou;
— Voces nao vem a este mundo!
— Vai recuar ao desafio? – Tesalia;
— Eu desafiei ele! – O rapaz apontando Francisco;
Tesalia olhou para Francisco e falou;
— Tentei, eles respeitam as Amazonas aqui!

270 | P á g i n a

Francisco tocou o chao e uma imensa Leoa se fez,
deveria ter duas vezes o tamanho do Leopardo e se ouviu;
— Estou pronto, guerreiro!
— Desculpe, um filho da Leoa, mas voces tambem nao
veem a nosso mundo!
— Vai nos deixar passar?
O ser passou a vista nos demais, Anjos, seres estranhos, e
falou;
— Eu libero a passagem, mas existirão outros a
enfrentar!
Tesalia se animou e tomou a frente, e Francisco sorriu;
Lídia chegou a ele e perguntou;
— Onde estamos?
— Nos caminhos para os Campos Elisios!
— Desculpa a ignorância, mas não entendo disto!
Francisco sorriu e olhou em volta, não era como lera e
fala;
— Nada é como penso, mas precisamos estar atentos, que
saiba vivos não entram aqui, e para estar aqui teríamos de ser
puros, não me vejo assim!
— Acha que seremos barrados?
— Sabe que estranho um lugar destes!
— Também! – Os dois falavam e vêem a grande muralha
surgir ao fundo, imensa, cercando tudo, parecia brilhar
douradamente no ar, parecia cercar tudo depois das colinas, e
viram duas imensas estatuas de anjos em duas portas, estava
longe, se via os campos floridos por onde não havia estrada, as
pessoas deixavam os rastros diante da passagem naquele lugar
intocado, Tesália chega a frente e um senhor a barra e fala;
— Aqui não são bem vindas, guerreiras!

271 | P á g i n a

— E quem vai me barrar? – Tesália;
Um imenso cão surgiu atrás do senhor, ele não era
palpável, parecia um espírito, e soltou fogo no sentido da moça,
sua proteção a protegeu, mas por mais que golpeasse o grande
cão, a faca passava a esmo, sem tocar nada;
Francisco parou e ficou a olhar, as guerreiras foram
apoiar, Francisco sentou-se e ficou vendo as moças a tentar, o
senhor a porta viu que o pessoal sentou-se a olhar, e não
entendeu, não era algo admitido, mas eles estavam apenas a
observar, Anja chegou ao lado e perguntou;
— Vai falar o que viemos fazer aqui?
— Preciso falar com você mesmo!
— Por que?
— Por que o que viemos fazer aqui, é tentar convencer
algumas pessoas a voltar a vida!
— Como assim, as pessoas podem escolher?
— Teriam de escolher, teríamos de voltar pelo caminho
que entramos, irmos a condenação do buraco se fundo!
— Não entendi quem viemos pegar aqui?
— Pessoas como sua avó e sua mãe, não sei se sua irmã
estaria aqui ou na parte que permite uma ressurreição em outra
vida!
— Esta a dizer que minha mãe e minha avó estão aqui?
Francisco sorriu e a moça sorriu e levantou-se, e foi
andando até a porta, as guerreiras viram ela passar pelo cão que
lhe abriu caminho e o senhor olhou para ela e perguntou;
— Quem vem a nós?
— Anja Homes, Bruxa de Proteção dos Pólos!
— O que faz com estas bárbaras?

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— Senhor, quando tiver coragem de lutar por algo que
quer, com a força delas, aceitarei que as destrate, não antes!
— Mas não vem pelo lado errado?
— Senhor, estou a tentar evitar fazer perguntas, sabe
disto, mas estou vindo por onde sei, já que não tenho saída,
você deve ter se posto em conluio com estes que querem o fim
de Gaia, mas não entendo isto!
— Eu não sou contra Gaia, por quem me tira!
— Alguém que vê uma leva imensa de Bruxas virem
com família e tudo, e nada pensa, nada faz, não guerreia nem
pela continuidade!
— Mas não me cabe isto, sou Minos, julgo, mas não me
cabe a julgar os desígnios dos deuses!
— Covarde! – Tesália mais ao longe;
O senhor olhou bravo, mas Anja olhou para ele e falou;
— Não me deixe entrar!
O senhor não conseguiu a barrar, e a mesma entrou e se
deparou com uma grande planície, com pequenas casas bem
acabadas, vermelhas, e olhou em volta, eram muitos, um rapaz
chegou a ela e perguntou;
— Procura alguém?
— Procuro alguém de nome Tanja Bernadete!
— Posso a levar a ela, mas teria de me pagar!
— Então terei de achar por mim, não tenho nada que
possa lhe dar!
— Nem seu amor?
— Não, ele tem dono, não tenho como o dar a outro!
— Conservadora, aqui ninguém liga para exclusividade!
Anja olha em volta e continua a andar, e o rapaz fala;

273 | P á g i n a

— Lhe levo a ela, mas o que quer com uma bruxa, elas
não vivem com os demais, eles nem gostam delas!
Anja olhou o rapaz e foi andando e quando viu a avó que
quando viu a moça não a reconheceu, era uma criança da
ultima vez que se foi, e vê sua mãe ao lado dela, esta sorri e
levanta-se, abre os braços e fala;
— Filha, o que faz aqui?
— Mãe, é bom lhe ver!
Tanja soube que era a neta, as abraçou, outras bruxas e
bruxos as cercaram, havia gente nova no grupo;
— Como veio parar aqui, o que fizeram com você?
— Viemos em grupo, mas preciso nem sei como lhes
falar!
Tanja olha para ela como se perguntasse, pois sabia que a
resposta foi o máximo que a neta conseguira, sabia a
dificuldade;
— Vó, mãe, alguém esta matando sistematicamente as
bruxas de milhares de planetas no universo, existem bruxas que
nem deixaram descendentes, todos mortos, vim perguntar a
algumas se estariam dispostas a voltar, sei que estão bem aqui,
mas Gaia esta sem comunicação, alguém esta tentando degelar
os pólos, quem me trouxe acha que estamos em condições
irreversíveis, mas se for para acontecer, que seja lentamente, e
não drasticamente!
— Você veio a nós, mas não tem saída daqui!
— Assim como um vivo não entra, e não morri ainda,
avó!
— Mas teríamos como sair?
— Com todos os desafios possíveis, pois temos de
atravessar o rio da Fúria, para sair daqui!

274 | P á g i n a

— Esta a dizer que o atravessou vindo?
— Sim, e muito mais coisa, mas teriam de querer voltar,
pois não será fácil! – Anja começa a explicar a avó e a mãe, o
que fora chegar ali, com quem viera, e depois de um tempo,
Tanja chamou as pessoas mais primordiais fizeram uma grande
reunião, entre Bruxos, Bruxas e familiares, mais de 300
pessoas, 263 pessoas resolveram tentar voltar, mas não
falariam nada, as Bruxas começaram a se mexer no sentido da
entrada, ficariam ali bisavós e parentes mais antigas, mas o
saber da existência de um lugar deste, já era gratificante para
quem enfrentara tudo, sem saber que havia um lugar especial
para eles, embora os demais nem passavam perto deles, quando
Tanja chegou a frente de Minos o mesmo a barrou e falou;
— Não podem ir por ali?
— Por que?
O senhor tentou dar razões mas não conseguiria, não a
uma pergunta direta de uma bruxa e ela falou;
— Vamos colher flores, voltamos!
— Mas se ficarem a sonhar nos campos de Asfódelos?
— Mais cedo ou mais tarde acordamos, que mal tem em
sonhar um pouco Minos!
— Mas e o conselho!
— Sabe que se pedir uma posição eles nunca
conseguiriam chegar a uma decisão, faz parte da praga de ser
uma boa bruxa!
Quando Francisco viu a senhora a frente, viu que a
menina fez sua parte, eles nunca ouviriam um Bruxo de
comunicação, mas agora a volta, e quando apresentaram-se,
Francisco olhou para os demais e falou;
— Agora a parte difícil!

275 | P á g i n a

— O que o senhor quer dizer com isto?
— Em meia hora no máximo, o conselho vai mandar os
trazer de volta, vão soltar os heróis a nossa caça, melhor
apurarmos o passo!
— Mas não conseguiremos! – Anja;
Francisco chama um dos anjos, e pergunta;
— Nos ajudariam a sair daqui?
O rapaz olhou o senhor e falou;
— Vamos voltar mesmo?
— Sim, mas agora o caminho é a favor, mas se pudessem
dar carona de dois em dois aos bruxos a frente, seria de boa
ajuda!
O anjo olha para os demais e alguns começam a ajudar, e
falou;
— Senhora, senhores, sei que é difícil, mas se puderem
não dizer antes de chegar a Tártaro, quem são, a ninguém no
caminho, seria melhor!
— Pelo jeito temos inimigos dos dois lados? – Tanja;
— Temos, e alguns que não querem lhes permitir voltar!
Francisco fez sinal e os anjos foram a frente, fez sinal
para darem carona aos demais, e olhou as guerreiras e
perguntou para Tesália;
— Que tal ficarmos na retaguarda!
— Não quer ir com elas, frangote? – Tesália;
Francisco olhou para Rose;
— Consegue adulterar o caminho que passarmos?
— Sim, mais de 300 caminhos em sentidos diferentes,
sendo providenciados! – A menina toca o chão e os caminhos
voltam a se esconder por baixo das flores, olha para Lídia que
fala;

276 | P á g i n a

— Eles vão parar onde?
— Sabe onde, teremos de chegar lá e os tirar do Rio
Estige, mas cuida do Lezo e de AS1 e o bruxo, pois isto nem
aconteceu ainda, e estamos com eles cansados, exaustos!
— Eu cuido deles! – Lídia;
Os Anjos estavam longe, já não se via ao chão, quando as
guerreiras viram dois gêmeos cruzarem por cima da muralha as
costas e vir na direção deles, Rose tocou o chão e um lago se
formou, profundo, e foram andando, eles viram os Gigantes a
nadar desajeitados, viram Harpias virem a eles mordendo todos,
as guerreiras tentavam as matar, mas estas eram como aves, e
se recuperavam, Francisco levantou uma proteção e foi a frente
e tocou o chão e olhou para cima e falou;
— Gaia, nos proteja!
As guerreiras viram uma luz vir sobre Francisco e se
espalhar num raio de dois mil metros, para todo lado, e tudo foi
desintegrando, os gigantes que saiam do lago recuaram, e as
guerreiras foram recuando pelo caminho, quando passaram
pelo dragão, Rose tocou o chão e o grande dragão voltou a vida,
e olhou a porta fechada, e olhou a sua frente o senhor, pareceu
segundos para ele, e continuaram a recuar, agora tinham de
andar rápido, e correram por aquele local onde as almas eram
arrastadas, Francisco olhou para traz, viu alguém forçando bem
ao fundo os portões, e o dragão enfrentar as harpias, exércitos
de heróis, e tocou o chão, e as guerreiras viram ele fazer um
movimento as induzindo a passar, ele segurou na mão de uma
alma das que eram estraçalhadas naquele caminho, e viu um
grande Comedor de Almas, levantar-se, viu eles reclamarem
em todos os sentidos, grandes, pássaros com três cabeças, com
grandes garras, e segurou a alma e falou;

277 | P á g i n a

— Dá a mão as demais e vão no sentido do rio, lá elas
não lhe pegarão! – Uma das mãos estava no chão e sentiram
um choque, que correu pelo chão, as almas correram no sentido
do rio, sem nem se preocupar com as conseqüências, as
guerreiras estavam já em fúria dentro do rio, Perséfone olhava
os mesmos voltando, as guerreiras induzindo os demais a
passarem, e Francisco parado ao meio dos grandes seres
comedores de alma, que ele irritou mais um pouco com outro
choque, eles avançaram, surgiram muitos, ele transpôs a carne
os deixando mais irritados, os heróis, as harpias chegam ao
local com os grandes seres se virando para eles irritados, e
recuaram, Francisco passou por Rose, a que mais sofria para
passar por ali, e se reunirão a margem do grande rio, e Suzane
viu que almas viam junto e falou;
— Perséfone esta jogando todos no posso sem fundo,
anjos, bruxos, tudo no fosso sem fundo, ela disse que não
poderíamos recusar a isto, você prometera que aceitaria este
acordo!
— Suzane, aconteça o que acontecer, faz de conta que
não quer ser jogada na saída, tudo bem?
Rose sorriu e falou;
— A saída é por lá?
— O que tem no fundo do posso sem fundo?
— Sei lá? – Lídia;
— Tártaro, de lá temos uma passagem direta para cima,
para o reino de Tesália!
Tesália sorriu e falou;
— E ela deve estar achando que é uma grande desforra!
Os demais foram para dentro e os cães foram os cercando,
alguns caindo e quando Anja ainda lá viu Francisco entrar, lhe
abraçou;

278 | P á g i n a

— Não quero morrer!
— Que cena linda, uma bruxa de proteção interessada
num bruxo fofoqueiro! – Perséfone;
— Onde você jogou os anjos e as almas que libertamos?
— Adivinha, quem manda fazer um acordo!
Francisco olhou para Anja e perguntou;
— Sua mãe foi para lá?
— Sim!
— Então vamos a tirar de lá!
Francisco caminhou de mãos dadas com a moça, e
chegaram a beira e pularam juntos, Tesália foi atrás e a rainha
dos mortos não entendeu, mas Francisco viu como foram
acelerados, e entraram num campo azulado, a uma velocidade
imensa, tão rápido que sentiu como se todos os átomos
estivessem a velocidade da luz, pura energia, foi tão rápido a
aceleração quanto a desaceleração, e viu um buraco se formar
novamente e as paredes começarem ficar translúcidas e viu o
lago de águas profundas, se aproximar, e entraram com tudo
nele, quando vieram a superfície ele ajudou Anja a sair da água,
olhou em volta e os anjos não tinham mais asas, os Bruxos
estavam a olhar em volta e Anja olhou para ele e perguntou;
— Era a saída?
— Sim, mas sinto algo errado!
Francisco olha para Tesália que fala;
— Existem energias que não são do reino, aqui!
— Camada de proteção, Imperatriz, protegendo as
Bruxas, o resto damos um jeito!
— Certo! – As guerreiras fizeram linha de proteção, e
foram andando pelo caminho estreito no sentido do portal, e
Lezo chega a Francisco e pergunta;

279 | P á g i n a

— Você sabia onde dava o buraco?
— A tradição deles dizia que era aqui!
Saem para a parte do campo e Tesália vê o grande Tifão
recomposto, e olhou ao lado, haviam seres translúcidos, e
Francisco foi a frente e desfez—se das proteções, e viu uns
seres a lhe olhar e um olhar para o lago e falar;
— Gaia, olha quem vem a nós de novo?
Rose olha os bruxos e toca o chão e todos tomam a
aparência de anjos sem asas, e Francisco olha o ser e fala;
— O que faz aqui Lility?
— Me disseram que foi a procura de algo, mas vi que só
achou anjos, dos que deus nos fez por de lá para fora!
— Deus, de quem esta falando?
— Sabe de quem, o adorou por muito tempo!
— Só não entendo sua posição Gaia! – Francisco;
— Sabe que não tenho como me impor aos demais sem
as Bruxas, este anjo estava me propondo lhes deixar quietos, se
não o ajudar!
— E o que ganha com isto, Gaia, já que ele esta lhe
tirando as mãos, de que adianta a vida, se não tem as mãos!
— Ele trouxe meu filho novamente a vida!
Francisco abaixa-se e pergunta a Gaia;
— Então não nos ajudará, nos foi violenta e intransigente,
e vai fazer acordo com este falso anjo!
— Dei minha palavra e só tenho uma!
Francisco olhou nos olhos de Gaia, e falou;
— Mas se fizer um acordo com ele, mostra que tem duas
palavras, mas decepção com mais um deus, não me afeta mais!
— Esta me desacatando?

280 | P á g i n a

— Você prometeu proteção as Bruxas, um acordo com
Lility é dizer que sua palavra não vale nada, um zero como a de
YHWH, mas ele não é um deus, entendo poder mentir e
enganar, me estranha você o fazer!
— Mas ele afirma que todas estão mortas!
— Se Anja esta ao meu lado aqui, ele esta mentindo, e
você sabia disto, mas de que se importar!
Francisco estalou o dedo e o Tifão se fez em pó atrás e
olhou para Satã e falou;
— Demonius Dactos noctos, feez mas dom!
O Anjo coloca a mão no coração e fala sem força;
— Não pode me amaldiçoar!
— Maldição contra as mãos! – Todos viram o anjo se
desfazer em pó, não existência em pó, era como se ele
materializasse as auras e elas caíssem ao chão e olhou os seres
as costas e falou;
— Dario, quer o mesmo fim!
— Sabe quem sou?
— Alguém que criou tudo isto, agora se prestando ao fim
de tudo, outro ser que não aprende com seus erros, mas um dia
morro e quando chegar lá, pode apostar, vou lhe tirar de lá a
tapa, lhe jogando no inferno!
— Não tem como fazer isto!
— Assim como não tenho como estar aqui, Dario!
Francisco olha para Gaia e pergunta;
— Vai quebrar a promessa de proteção aos Bruxos?
Gaia olha o anjo a sua frente e depois Francisco, pensa
um momento e olhando para Lility fala;
— Ele tem razão!
— Vai descumprir uma promessa a um anjo de deus?

281 | P á g i n a

— Minha promessa a você, e posterior aos Bruxos, o que
quer dizer, a dos bruxos, vale antes de qualquer outra!
— Mas se matar esta bruxa, valeria?
— Teria de ter certeza que todos os bruxos de Proteção
estão mortos e depois, todos os de comunicação, só aqui tem
dois, um de cada, você mesmo parece ter perdido a conta de
quantas vezes o tentou matar! – Gaia;
Lility olha descontente os demais, troca um olhar com
Dario e saem pelo portal, ali não era terra do Deus dele, teria
de se portar como um ser normal, os que o acompanhavam
saíram, Francisco tocou novamente o chão e Tifão voltou a
vida;
— Pelo jeito esta ficando poderoso! – Gaia;
— Vai nos ajudar, ou continuar num jogo que a vai
destruir? – Francisco;
— Ele prometeu me deixar a parte das brigas, se não
meter-me!
— Estranho isto, ainda não sei o que pretendem, mas
algo grande esta acontecendo, só não sei o que!
Rose ao fundo toca o chão e as Bruxas e Bruxos voltam
as suas aparências e Tanja vem a frente e fala;
— Não acredito que nos trairia, fizemos a parte suja, nos
desgastamos, fomos arrastadas nesta praga, e nos entregaria de
mãos beijadas, mãe Gaia?
Gaia olha para os Bruxos e Bruxas, os mede, reconhece
os seres por suas potencialidades, e depois olha para Francisco;
— Você foi a um lugar que não posso entrar e os trouxe
de volta, pensei que queria impor novos Bruxos e Bruxas!
— Preciso, mas se Gaia, não quer ajudar, tenho de
improvisar!

282 | P á g i n a

Tanja olhou para Francisco e perguntou;
— Veio primeiro pedir a ela que lhe concedesse novos
Bruxos e ela se negou? – Fala brava a Bruxa;
— Sabe que não conseguirei responder!
Anja sorriu, e falou;
— Sim avó, ela não nos deu ouvidos, disse que Fanes não
iriam ter este poder, e se recolheu!
Tanja olhou gaia com um olho brilhante e falou;
— Mãe, me diz que isto é mentira, que forçou alguém ir
aos Campos Elisios, atravessando Tártaro, o Inferno, por que
não quis ajudar!
— Tanja, tem de ver que Bruxos mentem, como posso
confiar nisto!
— Pior, confia em um anjo de um falso Deus, pois eu e
você sabemos que ele é apenas um Criador, mais para Zelador
que para Criador exatamente, faz um acordo com ele, e quem
nos queria proteger a senhora nem ouve?
— Sabe que temos prioridades diferentes!
A velha bruxa foi atravessada pela frase, tocou seu
sentimentos, aqueles que ela jurava até não existir mais, e uma
lagrima veio aos seus olhos, olhou para Francisco e falou;
— Se Gaia nos quer mortos, como podemos resistir, sei
que esta a tentar salvar um planeta, talvez mais que isto, pois
vejo um bruxo de outra raça, mas se estão fazendo acordos aqui,
podem estar fazendo em outros lugares!
Lezo olhou Francisco e falou;
— Ela tem razão, lembra das Bruxas vivas em Maeious,
e Gaia do Planeta quase sem força?

283 | P á g i n a

— Sim, eles vão fazer acordo com quem os ouvir, mas
não sou de desistir sem lutar, apenas não sei o que posso fazer,
por que não sei o objetivo, tenho de pensar!
— Quem esta sendo atingido? – Tanja;
— O universo conhecido, mas é mais evidente, ou mais
forte nas imediações das galáxias de Magia, nos 6 planetas de
Gaia de ressurgimento em alma dos 100 espíritos de recomeço,
e nas realidades paralelas a estes, como falava a alguns, isto é
uma sincronia que esta abalando as duas estruturas possíveis,
FormAnãos, e Fanes, em algo que pode ter eliminado milhões
de seres, talvez bilhões, mas como estão espalhados em
galáxias, não se deu falta! – Francisco;
— Esta a dizer que o que temos aqui é paliativo a nossa
mãe, não a existência em si! – Tanja;
— Acha que se fosse local, precisaria pedir ajuda a Gaia,
para impor novos Bruxos, já que sabe, por mais poder que se
tenha, Gaia nunca escolheu os Fanes, pois o poder de
convencimento neste caso é imenso, vamos demorar mais
tempo para acharmos alguém que queira esta praga, do que os
ensinar o básico!
Gaia olha para Francisco e pergunta;
— Como pode ter tamanha força a ponto de subjugar
uma das mãos de um Criador?
— Gaia, pelo que entendi, e isto você me confirmou
quando disse que não tinha acesso ao local de onde viemos,
que você é parte de uma força, não a força em si, quem a quer
derrotar, não esta inteirado disto, mas pense em alguém que
tenta acordo com a senhora, mas já tem um acordo com
Perséfone, alguém que se alia as almas, por meio de Dario, e
tem estrutura para agir em mais de mil galáxias ao mesmo
tempo, mas a cada Bruxo que eles destroem, a energia, a praga,

284 | P á g i n a

é redistribuída entre os que sobrarem, então enquanto houver
um bruxo de pé, eles não terão esta energia, e ela pode ser
usada contra eles, mas como falei antes, me repetindo, não
entendi o objetivo, não é uma guerra enquanto não
descobrirmos se não estamos fazendo papel de bobos, diante de
um plano que previa isto!
— Mas pretende fazer o que, Francisco Pombo? – Gaia;
— Estamos aqui, para a desafiar, eu como Bruxo de
Comunicação, os demais como bruxos de Proteção, dois
mediadores de Raças diferentes da minha, anjos como
julgadores do bem, e almas condenadas trazidas de Hades,
como julgadores do mal!
Gaia olha em volta, o senhor a sua frente, estava com
uma leva de mais de 200 Bruxos e descendentes, mais de dois
mil anjos de testemunha, olhou algumas almas meio perdidas,
estavam sem caminho, sem função, sem memória mesmo, pois
passaram por séculos diante do inferno em Hades, perto de 100
deles.
Tanja olhou Francisco e depois Gaia;
— Nós a desafiamos pelo dom da Passagem, pois se já
desistiu, nós não desistimos, e precisamos passar a frente, não
só a herdeiros de sangue, agora a pessoas a convencer e por no
caminho!
Os demais bruxos se puseram no desafio, um a um, e
Gaia olhou para Francisco e perguntou;
— Acha que sou obrigada a aceitar?
— Não, mas esperava que não precisássemos chegar a
isto, sua função é se proteger antes de tudo, e nem isto está
fazendo, sabe bem que Bruxas como da Proteção Magnética,
deste planeta, garantem a vida, a do planeta e a sua vida, um
acordo pelo fim delas, é facilitar que falsos deuses destruam o

285 | P á g i n a

planeta dos Imortais, você pode não entender isto, mas Gaia,
você é importante mais para nós que para eles, Malfazejo é
mais velha que YHWH, e só tem uma forma deles a matarem,
matando você, Brunus também vive e tem a mesma idade, acha
que estamos defendendo o que aqui, apenas os seres vivos, ou
o símbolo que você representa, mãe do único mundo entre
bilhões, que tem Imortais!
— Acha que parte dos planos tem isto como meta? –
Lezo;
— Acho que parte sim, mas como digo, não entendi
ainda o contexto, e algo me diz ser algo mais mesquinho do
que apenas nos destruir, mas este é um começo!
Gaia se fez vapor e atravessou por eles, e Francisco
sorriu, ela não foi ao confronto, mas deu a cada um daqueles
presentes, até aos antigos anjos, agora humanos, variando de
sexo de acordo com suas convicções pessoais, o poder de
induzir um Bruxo de Proteção, e Tanja olhou Gaia;
— Obrigado mãe pela confiança!
— Sabe que terão de me relatar os acontecidos!
— Pelo jeito teremos de aprender a nos defender, antes
de qualquer coisa!
Tesália olha para Gaia e fala;
— Obrigado Gaia, não precisava tanto assim!
Gaia inverte aquele rosto em forma de Líquidos e Gazes
para seu filho Tifão e pergunta;
— Como esta filho?
— Estranho, pareço outro, sem raiva!
Gaia olha para Francisco que fala;
— Agora ele sabe as dores dos que atinge, Deusa Gaia,
com o tempo ele verá que não precisa ser tão grande para sentir,

286 | P á g i n a

sua cor deixara de ser tão negra, os dragões aos dedos se
tornarão felinos, e as serpentes a pele serão apenas uma pele
para sentir o meio, não para agredir o meio, ele merece viver, e
não ficar a uma praga de Fúria, que era a base que ele vivia!
O grande ser olha para Francisco e pergunta;
— Mas como pode me adulterar assim?
— Não adulterei, mas recriei pela fé, ela acredita que
todos podemos melhorar, minha fé que me faz caminhar,
atravessar mundos!
O ser abriu caminho para o portal e Francisco viu Dalila
chegar pelo portal e olhar para Tesália;
— Se divertindo e não me chama?
— Esta você perdeu, e não pretendo voltar lá para lhe
mostrar! – Sorri Tesália;
Os Bruxos começam a atravessar para a parte fora do
local e por final ficaram Francisco e Tesália por ultimo, este
olha para Gaia e fala;
— Obrigado Deusa, por nos apoiar nesta maluquice! –
Francisco
— Sabe que quando os seres surgiram aqui, achei que
todo universo acima estava morto, não disseram isto, mas me
induziram a achar isto!
— Imortais não morreriam sem você sentir isto, Gaia,
mas fica de olho, e não se apresenta mais tão facilmente, tem
gente querendo algo que não entendemos ainda!
— Percebi que as coisas não encaixam! – Gaia ficou
translúcida, e a água caiu sobre o lago, e Francisco olhou para
Tesália e falou;
— Se quiser agora podemos acertar nossas diferenças!
— O que tem com aquela moça, Bruxa?

287 | P á g i n a

— Não entendi por que as duas não brigaram no rio da
Fúria, o que não me contou Tesália?
— Sabe que lhe odeio, não duvide disto!
Francisco cresceu uns centímetros e olhou de igual para
igual para a Guerreira, a puxou nos lábios e a beijou, ela não
recuou;
— Por que esta a me seduzir Francisco?
— Por que você tem dono, um menino de 14 anos, mas
não quer dizer que não seja atraente!
— Você não quer estar ao meu lado, arrogante
Francisco?
— Sei que não teria como estar aqui, então não me
obrigue a dizer o que não posso!
Tesália o afastou e olhou nos seus olhos, e perguntou;
— Por que lhe odeio, o que fez comigo, Francisco!
Francisco a beijou novamente, lhe passou a mão aos
cabelos e olhando aos seus olhos falou;
— Sabe que imortais podem se complicar muito com o
tempo!
— Sei, mas não lhe entendo?
— Sabe que assim como você tenho alguém no coração,
não podemos ignorar isto apenas!
Tesália o beijou e ficaram ali naquele mundo que neste
instante era apenas deles, mas não passaram além dos beijos,
mas Francisco a olhou com tamanho carinho que ela odiou o
fim, o empurrou e falou;
— Daqui a pouco vai querer mandar em mim!
Francisco cai sentado e olha para ela, sem saber como
resistir a isto, mas o trabalho o chamava, e levantou-se,
encolheu os poucos centímetros e sorriu;

288 | P á g i n a

— Isto não é para além de nós Tesália, sabe disto!
A guerreira sorriu e saíram com direção a parte alta,
Tesália passou a frente e nem olhou para Francisco e se
mandou a seu Império, subiram e foram as obrigações, Lezo
deixou todos em Curitiba no Brasil, Anja sorriu ao ver o
encontro de seu pai e sua mãe, e sabia que aquilo era algo
impensável, mas ela vivia agora num mundo que a maioria não
via, Tanja ao ver a bagunça e a estrutura, viu que o senhor
estava a mexer nas estruturas de varias galáxias, mas quando
Rose para ao seu lado com Anja os olhando ao fundo, todos
olhavam de lado, sem quererem mostrar as reais intenções,
seus medos, não eram mais crianças;
— Pelo jeito vai continuar me devendo algo? – Rose;
— Que papo é aquele de não gostar de mim?
— Sabe que estamos nesta historia antes da maioria,
Francisco, mas tem algo que não se encaixa nisto!
— Sim, tem!
Rose olha para Anja;
— Vai se envolver com mais uma?
— Rose, estou tentando não perder o foco, mas não
entendi a abrangência disto!
— Também esta estranhando a ausência de Peter nisto?
— Sim, mas não vou correr atrás, mas que estranho é
verdade!
— Dizem que ainda esta numa briga interminável com
suas moças!
— Não duvido, matar um amor no coração é mais difícil
do que não amar nunca!
— Ainda pensando em Daniele?

289 | P á g i n a

— Sim, ela me completava, eu sinto falta dela, tento
achar o beijo dela em outras, tento as vezes até sentir algo
como antes, mas não consigo, mas tem coisas estranhas, sabe o
que é reerguer uma leva de Bruxas, o que esta acontecendo a
nossa frente, é o recomeçar de uma historia, que nunca deveria
ter sido interrompida!
Rose fala se retirando;
— Mas ainda me deve aquilo?
— Não entendo por que tem de ser comigo, pequena
Rose!
— Já não sou pequena, e sabe disto!
Rose se afasta e Anja vem a ele e pergunta;
— Quando me afastou, não sabia que tinha tido algo com
aquela Lídia?
Francisco sorriu e olhou em volta, muitos olhos nele, e
Tanja olhava para ele, como se querendo que ele se afastasse;
— Sua avó não quer que nos aproximemos!
— Mas lhe deve a segunda chance!
— Você quer dizer que a devo isto, pois ela já tinha
terminado sua provação, agora a terá novamente!
— Mas lhe devo isto, você tirou parte do peso sobre
minhas costas, sinto mais natural fazer as perguntas, mas ainda
é difícil para os demais, não entendi como isto funciona?
Francisco sorriu, teriam de observar, pois ninguém sabia
como isto funcionava, era passado a filhos com a morte dos
pais, mas com a volta dos pais, isto era algo que não estava
escrito;
Francisco vai a capela e vê Suzane o esperando, Anja o
acompanhou, Ricardo também estava lá, e ouviu ela perguntar;
— Acha que eu tenho a resposta?

290 | P á g i n a

— Não sei mais nada, tudo que vivemos não é o que esta
descrito, sabe disto!
— Reparei em algumas coisas, Francisco!
O senhor sentou-se, Anja sentou-se ao seu lado, Ricardo
mais a frente, os 4 estavam ali para ouvir Suzane;
— Primeiro foi a aventura mais estranha que vivi, vi que
esta a praticar a energia da fé por outros caminhos, mas vi que
não tivemos resistência a nossa passagem, com exceção dos
Campos Elisios, o resto não resistiu como deveria, estranhei
como se soubessem que iríamos passar, mesmo Lility não se
mostrou tão avesso a nossa volta, tem algo que não entendi,
não vi este ser que todos denominam ainda, mas vimos Dario
nisto, quer dizer que realmente as falsas Bruxas podem estar a
passar noções tortas aos ouvidos dos demais, uma guerra assim
é difícil de ganhar, são milhares de Bruxas falsas contra uma
pequena quantidade de Bruxas de Proteção, e nem sei como
estão as bruxas de comunicação, parecem não estar
comunicando, ou terem se perdido no caminho!
— Acha que o acordo era para que passássemos?
— Não sei, mas Gaia primeiro não quis nos passar e até
fugiu da conversa, não lhe dando alternativa, você teria que ir a
busca das Bruxas, não tinha saída, ela nem ficara para ser
desafiada, entramos por um caminho que eu poderia não saber,
mas com certeza deve ter outro, pois alguém se comunicou
com Perséfone, o cheiro de Dario, era estranho, algo não
humano, não entendi!
— Cheiro? – Francisco;
— Sim, o único espírito que já vi com cheiro, sabe que
estranho cheiros, ainda mais vindo de quem não deveria vir!
— Sabe que cheiro foi aquele?
— Oxido de Ferro!

291 | P á g i n a

— Tem certeza disto?
— Sabe bem que uma das coisas que nos ensinou foi
testar nossas percepções, naquilo que sempre falava, que as
pessoas não conseguem definir algumas coisas, não por não
existir definição, e sim por não ter comparação, e cheiro faz
parte disto!
Francisco pensou um pouco e falou;
— Pelo jeito teremos de ir a uma aventura a mais!
— Não entendi? – Anja;
— Oxido de Ferro, é o que antigos escritos davam como
o cheiro mais dominante no Olimpo!
— Esta a dizer que oxido de ferro é o cheiro do Olimpo?
– Anja;
— Não, é o que esta escrito, mas como digo, teremos de
treinar os instintos Fanes para algo assim!
— Por que?
— Sobrevivemos sem oxigênio, mas temos de estar
prontos para isto! Não esqueça que imortais não precisam de ar,
e deuses não respiravam!
— Mas onde fica isto? – Ricardo;
— Vou precisar de você aqui, Ricardo, mas Suzane, o
que mais observou?
— Não sei, tive a sensação em todo o momento que
estávamos sendo observados, como se o mal fosse ao lado, mas
não o identifiquei!
— Também observei isto! – Anja;
— E por ultimo, viu a passagem de Anja nos Campos
Elisios, ela passou um portal dentre as patas do cão, tão
imperceptível que fiquei a observar na volta, para ter certeza!

292 | P á g i n a

Francisco ficou na capela a pensar e depois de um tempo,
Anja pegou em sua mão e falou;
— Vai fugir?
— Não sei, sabe bem o que tudo isto significa?
— Sim, me envolver com alguém que tem outra no
coração, e uma guerreira que o quer mas não vai dizer isto para
ninguém!
Francisco a olhou nos olhos e a beijou, não estavam em
um lugar privado, e foram interrompidos por um;
— Ramm, Ramm...
Anja olha para o pai ao lado de sua mãe, que fala;
— Sabia que a deveria ter afastado!
Francisco olhou para Anja e a beijou de novo, estes
poderiam ver mesmo, e Anja sorriu, não era algo para esconder,
depois de um longo beijo ele olha o senhor e pergunta;
— Em que posso ajudar?














293 | P á g i n a






























294 | P á g i n a



Capitulo 13
Francisco acorda em mais um dia, o mesmo ritual, banho,
café reforçado, e uma geral com Ricardo de como as coisas
estavam andando, estavam a treinar Bruxos a mais de um mês,
quando Tanja o barrou a entrada do refeitório e pediu para falar
com ele;
— Qual o problema agora, Tanja?
— Nenhum, mas esta na hora de começarmos regressar a
nossos postos, criamos grupos para 12 galáxias, mas
precisamos continuar o nosso trabalho!
— Acha que eles agüentam firme?
— Não sei, o perigo não se mostrou ainda, parece que
evitam passar perto de você, mas vou proteger os meus mais do
que o normal, me afastei para que eles pudessem viver suas
vidas, mas no fim, não foi uma boa escolha!
— Sabe que a porta esta aberta, Tanja, para quando achar
melhor!
— Sei, mas não é sobre isto que quero falar!
— Ela sabe? – Francisco;
— Sim, ela disse que voltaria junto, e não pode a obrigar
ficar!
— Não obrigo ninguém Tanja, sofro por isto, mas não
obrigo!
A senhora saiu pela porta e Anja entrou, Francisco a
olhou aos olhos e a beijou;
— Não vou ficar, Francisco!
— Sabe onde me achar!

295 | P á g i n a

— Não iria comigo?
— Sabe que estamos só começando, mas se cuida!

296 | P á g i n a


297 | P á g i n a


298 | P á g i n a

João Jose Gremmelmaier



Pombo VI


Primeira Edição




Edição do Autor
Curitiba
2011

299 | P á g i n a

Autor; João Jose Gremmelmaier
Edição do Autor
Nome da Obra; Pombo VI — Confrontos





300 | P á g i n a





Pombo VI
Confrontos
J.J.Gremmelmaier
















301 | P á g i n a





























302 | P á g i n a

Capitulo 1

Faziam 3 meses que Francisco estava treinando muitas
bruxas, e repondo as pessoas em lugares estratégicos, quando
recebe um comunicado de Lezo que os bruxos de Magia
estavam sendo atacados, e que teriam de fazer algo a respeito,
estava ainda precisando ir ao Olimpo, mas no meio da urgência,
resolveu dar de si o máximo, estava pensando que o caminho
lhe surgira a mente, por isto não foi, começava a desconfiar de
seus próprios instintos;
— O que aconteceu Francisco? – Ricardo;
— Quando em Magia a alguns meses, conhecemos um
rapaz sem preparo, o conselho de Magos mandou ele para uma
escola especial, mas parece que algo aconteceu a ele agora!
— E os magos?
— Não sei, mas vai feder!













303 | P á g i n a






























304 | P á g i n a

Capitulo 2

Lezo, Lídia e Rose acompanham Francisco numa visita a
casa do menino Frens, no planeta de Magia, desceram a nave e
viram a casa em chamas, Francisco tocou o chão e choveu
sobre a casa, os vizinhos chegavam apressados, e um senhor
bem idoso apareceu;
— Os marginais já foram?
— Sabe onde esta Frens?
O senhor fez um sinal apontando para dentro da casa em
chamas, Francisco adentrou a casa, e viu o corpo carbonizado
ao chão, uma lagrima lhe veio ao rosto, ele sempre se
condenava pelas mortes, Francisco olhou o senhor e perguntou;
— Quem fez isto?
— Uns seres estranhos, abriram um portal do nada,
começaram a atirar na casa, o rapaz tentou defender-se, mas
alguém pos fogo na casa com ele dentro!
— E ninguém ajudou? – Francisco;
— Desculpe mas eles estavam armados, somos
camponeses!
— Sei o que é isto, ninguém se preocupou com o bruxo,
não é isto, agora vem se fazer de amigo, mas sempre é a
mesma coisa, quem os protege, vocês ignoram e maltratam!
Francisco olhou para Lezo e falou;
— Vamos, temos 72 endereços, quero verificar todos
hoje!
— Acha que sobrou algo?
— Se sobrou, eles estarão por perto, quero ver o que esta
acontecendo!

305 | P á g i n a

Rose toca o chão, e uma roseira cresce em volta da casa,
e pétalas brancas desabrocham e ela fala;
— Falsidade, traição!
Francisco nem falou nada e foram a dois endereços, dois
restos de casas, ainda quentes, estavam verificando os locais,
no 4º local acharam uma moça, lhe deram carona, acharam um
rapaz no 22º endereço, e depois no 36º, estavam já a mais de 8
horas procurando quando no endereço de numero 70, acharam
uma bruxa, muito velha, e sua família, estranhou, e não
ofereceu carona, bruxa de proteção da vida, saíram dali e foram
aos últimos endereços, e nada, Francisco foi explicando para
Lídia o que precisava que ela passasse para os encontrados, e
esta foi os preparando, passaram em mais 5 planetas e
Francisco verificou que apenas as Bruxas de proteção da vida,
estavam sendo deixadas protegidas, mas resgataram no total,
setenta e duas pessoas, e Lezo se encaminha para o planeta dos
Magos, instrução, ninguém além dele e de Rose sairiam;
Francisco chega ao conselho de Magos, com Rose, olha
os demais, e o Mago Supremo chega fala;
— Veio nos apresentar mais alguém?
Francisco olhou os demais, em suas cadeiras confortáveis,
olhou para Rose, que tocou o chão e tudo veio a baixo, uma
poeira subiu e viu os Magos flutuarem até o solo, e o Supremo
lhe ralhar;
— Quem pensa que é para nos desafiar!
— Alguém que acaba de passar na cabana de Frens, e ver
o corpo de um jovem que pus na mão de vocês, para o ensinar,
carbonizado, os vizinhos disseram que estava lá a mais de 2
meses novamente sozinho, pensei que estavam o ensinando,
mas o mandaram para a morte, quero saber quem é que vai
responder pela morte do Bruxo de proteção Frens?

306 | P á g i n a

— Não pode nos acusar se alguém o matou!
— Na minha terra, protegemos crianças, se não temos
como o fazer, cuidamos para que alguém as instrua, me
proibiram de lhe proteger e instruir, então mago, vocês são
culpados pela morte do Bruxo Frens, todos vocês!
Rose vê o senhor tocar o chão, e nada acontecer, não
entendeu, até leu o feitiço na boca do senhor;
— Gaia diz que você é culpado senhor, ela não lhe deu
poder para me amaldiçoar!
— Não fale besteira!
Francisco toca o chão e toda a cidade vem a baixo e fala;
— Se não tem função, não precisam da cidade, não
precisam de casa, não precisam nem de comida, regras dos
Carson aos Carson, se querem matar inocentes, vão responder
diante da magia, da próxima vez, vão pensar em defender os
seus!
— Não pode nos amaldiçoar!
— Posso relevar, se me disser, quem esta por traz disto!
— Não fazemos parte!
— Difícil acreditar, mais de 3 mil galáxias de Magia
atingidas, e não faz parte disto, difícil mesmo de acreditar, são
dos grupos mais atingidos entre todos eles, e não sabem, e nem
fazem questão de saber?
— Tem de acreditar, não sabemos de nada!
Francisco olha em volta para os senhores e fala;
— Sabe que se for verdade, é pior do que saber, pois
vocês comem e se vestem com recursos dos que acham que
estão lhes protegendo, mas se não estão, sinal que a muito
realmente perderam a utilidade, daí estou apenas servindo a seu
deus indiretamente!

307 | P á g i n a

— Sabia que Azul não era confiável! – Supremo;
— Da próxima vez que alguém de lá vier ajudar, ouça,
pois viemos antes ajudar, vim verificar pois me chegou aos
ouvidos lá na galáxia de Horus, que ele corria perigo, cheguei 6
horas atrasado, vocês deveriam o proteger, o largaram, nem
devem saber o significado de ser um bruxo, mas tudo bem,
como alguém me disse, que tenham abundancia de hoje em
dia!
Francisco deu as costas e saiu com Rose, a cidade estava
em polvorosa, adentraram a nave e Lezo perguntou;
— Disseram ignorar o acontecido?
— Sim, mas lembra que chegamos a casa do rapaz, por
volta de 3 horas depois de você ter recebido o alerta, com 3
horas de atraso, alguém fez e deixou vazar que estava fazendo!
— Acha que estão nos usando!
— Vou começar a bater Lezo, não adianta ficar
assoprando, olha o que nos sobrou em 6 planetas, deveria ter
100 destes por planeta com seus devidos parentes, não sobrou,
somando tudo, 72 em 6 planetas!
Rose assumiu o controle da nave e perguntou onde tinha
um grande deserto, e pararam em um em especifico, ela sabia
que deveria estar entre as latitudes de 25º Sul a 25º Norte, esta
determinação que indicou o deserto;
Rose desce da nave e toca o chão, não sente nada, olhou
para Francisco e falou;
— Como sente-se isto?
— Algo na freqüência de sua força vital!
Rose toca novamente o chão e os demais vêem mais ao
norte uma imensa parte do deserto a se descobrir, e Rose deixa
uma ilusão de ótica, era deserto mesmo, e partem em sentido
de Azul;

308 | P á g i n a

— Como podemos ajudar? – Lezo;
— Volta aos seus, verifica eles, Rose vai me ajudar a
verificar os demais, não entendi o por que, mas vou ter de
voltar e falar com uma bruxa experiente, e nos falamos na
seguida! – Francisco;
— Por que?
— Pense, se fosse apenas almas envolvidas, elas não
estariam mantendo as Bruxas da Vida, algo quer destruir muito,
mas não quer morrer, então é um vivo, acho que é uma meada
a perseguir!
— Entendi!
Lezo deixou os dois na lua de Azul, Terra para a maioria
dos humanos, e os dois adentram uma nave e decolam no
sentido da Escócia, teriam de falar com alguém em especial;
















309 | P á g i n a





























310 | P á g i n a

Capitulo 3

Francisco bate a porta de Tanja e a senhora vem a porta e
olha desconfiada;
— O que faz aqui Bruxo de Comunicação?
— Vim comunicar que algo esta ativo ainda, matando
todos os Bruxos fora os de proteção da Vida!
— De onde vem a informação?
Francisco pega a mão da senhora e fala — Magia!
— E por que vem a mim?
— Algo esta errado, e não entendi o que!
— Nos protegemos, temos gratidão, mas não espere mais
que isto das bruxas de proteção!
Francisco olhou a senhora aos olhos e falou;
— Desculpe!
Era como desejar mal a senhora, deu as costas e saiu, a
senhora ficou a olhar o senhor abrir uma porta ao ar e se
mandar.

Francisco senta-se a uma praça em Curitiba e olha em
volta, tenta lembrar dos acontecidos, e pensa onde tudo isto o
levaria, o terceiro enfrentamento, o primeiro foi os laikans com
deus, de graça veio as guerras, o segundo a menina, como uma
carinha bonitinha apresentava riscos, e pensou de onde viria a
ameaça, pensou em ser de algo novo, mas não poderia deixar
de olhar para trás, estranhava a ausência a mais de 10 anos de
alguém, estranho gostar de alguém mesmo longe, e não
acreditar no que os olhos e ouvidos viam, quando olhava ela
sabia que não era assim, mas o que seria então;

311 | P á g i n a

Francisco parecia meio perdido quando Sena senta-se a
seu lado;
— Problemas amigo?
Francisco olhou a aura da moça e falou;
— Sim! Por que o disfarce?
— Sabe por que Chico, ou não sabe?
— Não, novamente perdido, novamente sem saber o que
fazer, e quem me aparece é você!
— Você que me chamou, mas minha aparência não quero
mostrar!
— Quantos anos, Dani?
— Perto de 10 na aparência!
— Parou de recuar?
— Sim, mas não envelheci nos últimos anos, o que quer
dizer que não sei quanto tempo vou assim, quando me falava
dos pesos impostos por deus, não pensava em algo assim!
— Mas estamos em lados diferentes, Dani!
— Estamos?
Francisco olhou para a moça e viu ela sumir a sua frente,
o que ela fora fazer ali, sua mente sempre tentava decidir o
caminho a tomar, estava perdido, não sabia por que caminho ir,
estava precisando conversar, Dani era alguém a discutir isto,
mas não teria como, então ficou a olhar as pombas a praça e
deixar sua mente trabalhar;
Onde estava o problema exato, o que estava acontecendo,
quem poderia querer o desandar de todos os acontecidos, como
pode alguém se prender a destruir tudo.
Francisco olha ao longe e como por reflexo, levanta—se
com a vista de Insectos entrando a praça, turismo entre os
mundos não era ainda fácil, principalmente em mundos se

312 | P á g i n a

protegendo de guerras intermináveis, fixa o olhar e vê Lezo vir
a frente de 6 rapazes;
— Francisco, preciso falar!
O senhor faz sinal para o pequeno Abe-Fino sentar;
— Rastreei todos os mundos dos Insectos, duas coisas
me chamaram a atenção!
— Fala!
— Primeiro que os Bruxos de proteção da vida estão
sendo não apenas mantidos, estão sobre proteção, mas não
identifiquei a proteção, não é magia e nem dom, pensei em
algo referente a deus, mas não sei ver isto como você!
— Protegidos, não só mantidos?
— Sim!
— Sinal de problemas, dos grandes!
— Por que?
— O que sabe sobre anjos negros, Lezo?
— Nada, quer dizer, literatura barata!
— Pense que quando os criadores destes que você é parte,
não sei como os chamar ainda!
— Xi e Xo, é o como Peter disse que nos referimos a
eles!
— Certo, mas Peter tem quase certeza, não é exata que a
irmã mais nova é um destes, ou não?
— Sim, ele tem a certeza que ela veio a uma existência!
— Lembro de 5 anos atrás, não foi agradável e me
mantive longe, apenas auxiliando!
— O que quer dizer?
— Segundo lendas muito antigas, os criadores, cada um
deles, tinha o poder de interferir nas existências com 72 anjos
negros, dois tipos de anjos negros, pois eram dois seres, um

313 | P á g i n a

influenciava para um lado e o outro para o outro, mas se eles se
materializarem, vierem a existência, dizem relatos que não sei
ao certo se estão certos, que eles precisam apenas de uma
proteção para se manter aqui, a proteção da vida!
— Mas por que estariam destruindo os demais?
— Dizem que os 3 principais só são vencidos se você os
tirar os demais controles, pois o da vida não esta entre os
principais, é a parte de tudo, mas os três principais que regem o
controle sobre as Gaias, e elas junto com um espírito criado,
dizem ser este Peter Carson, fazem ressurgir a existência, mas
sem as 3 principais e as Gaias conectadas ele não conseguiria a
exata posição para ressurgir o universo!
— Andou estudando? – Lezo;
— Sim, mas não entendo o por que disto?
— Nem eu, mas como podemos fazer para vencer algo
assim, se esta falando dos seres de criação, são meus pais em
existência, como posso ir contra eles!
— Não sei Lezo, sei que algumas pessoas não fazem
mais o que deveriam fazer, parecem ouvidos, não seres em
ação, temos um plano imenso para deter o ressurgir do
universo conhecido, e não sei o que fazer!
— E o seu deus?
— Difícil saber, mas estava em .... – Francisco se cala e
olha para cima, não queria ajuda de quem não ajudava, mas por
que algo assim, lembra que a morte deveria ser algo natural,
mas como imortal tentava ir além, mas será que era certo? –
Lezo, faz uma coisa, protege os seus!
— O que houve?
— Um dia me disseram que minha função não era apenas
agora, e sim no futuro, não agora, e sim em mais de 400 anos!
— Quem lhe disse isto?

314 | P á g i n a

— Alguém que sabe mais do que diz, ela me poupou no
passado, ela me conduziu e não havia visto isto!
— Esta enigmático!
— Lezo, quando protegi Paula de Gaia, ela sabia que eu
estaria lá, pois ela me deu imortalidade para estar lá, se ela
desenhou o que vamos fazer, como poderíamos tentar fazer
algo contrario a isto?
— Não poderíamos!
— E se os dois seres que nos criaram estiverem querendo
um fim prematuro da existência?
— Por que eles iriam querer isto?
— A pergunta a ser respondida é esta, mas pense comigo,
quando Peter conquistou a Imortalidade como Fanes, ele não
tinha ciência de quem era, então ele foi muito a frente do que a
maioria esperava, sempre dizem que o único que não segue os
desígnios exatos são vocês, os espíritos criados!
— Quem lhe disse isto?
— Ligia antes dela mudar totalmente!
— Como assim?
— Posso estar enganado Lezo, mas desconfiar de todos
faz parte de minha educação, mas ela mudou, ela nem tem
ciência de coisas que me falou no passado, então não é ela!
— Mas quem seria?
— Cada um dos dois, Xi e Xo, como você fala, tem como
aprisionar e imperar sobre 72 corpos além dos deles!
— Acha que é o nosso pai?
— Não, é Paula mesmo, mas sem desviar o assunto, por
que vocês, os espíritos de criação tem livre arbítrio e o resto
não teria?
— Não sei!

315 | P á g i n a

— Acho, deixar claro que é um acho, não tenho certeza,
mas acho que o estado que Peter alcançou nesta existência, não
é uma regressão, e ele teria como levar os 100 irmãos a uma
existência, cada qual escolhendo uma parceira e criarem suas
almas!
— Seriamos como eles?
— Não, mais que isto!
— Não entendi?
— Quando se cria um universo e a semeia de vida, estas
vidas lhe devem parte de sua magia, quando é voltada a deus,
esta parte vira fé, a pergunta é, por que eles fariam isto? –
Francisco;
— Para não que não evoluíssemos!
— Pode ser, pense que no lugar de você viver em um
mundo sem existência, possa viver com sua alma gêmea mais
de 12 existências, a controlando de dentro e não de fora, as
dando livre arbítrio!
— Mas acha que se eles dominassem tudo, seria
necessário eles virem? – Lezo;
Francisco riu e Lezo também, e olhou para cima e falou;
— Verdade, mas eles acreditam em algo que sei não ser
verdade Lezo, mas isto, acho que isto sim me levara a uma
aventura em 400 anos!
— Acha que temos de fazer o que?
— Treinas as pessoas, vamos criar escolas de Bruxas,
não podemos apenas ficar olhando!
— Mas se eles sabem!
— Acho que os dois já estão em existência, Lezo!
— E?

316 | P á g i n a

— Mantêm cada qual, 72 informantes que podem ser até
seres de criação, não sei ao certo, poderia ser você um deles
Lezo!
Lezo olha para Francisco;
— Assim como você?
— Sim, assim como eu!
— E como podemos vencer assim?
— Vocês são 100, eles mesmo tentando, não vão
conseguir abranger todos os que lhes cercam, mas podem
chegar aos 100 facilmente!
— Acha que no fim não devemos confiar nem em nós
mesmos?
— Acho que sou maluco, eu não confio nem em meus
pensamentos, mas esta na hora de irmos verificar se é
maluquice!
— Vamos sair da sombra?
— Vamos, acho que posso ter me distraído, e isto custou
algumas coisas!
— Como?
— Uma amiga, mas se vou fazer algo, melhor preparar o
mundo para isto! O meu mundo, deixar claro!
Lezo sorriu e perguntou;
— Vamos começar por onde?
— Vamos começar por unir conhecimento!
— Não entendi?
— Vamos a uma aventura, e acho que para a vencer,
quero ter o adversário bem a alcance dos olhos, mas sem falar
para ele da solução, vamos buscar uma terceira causa, e não a
verdadeira!
— Quer os confundir?

317 | P á g i n a

— Não confio em planos, deus sempre os desfaz!




























318 | P á g i n a


Capitulo 4

Francisco prepara uma ida a Grécia, avisa Dalila que
estava indo para lá, e surge sobre a escola de bruxos em
Curitiba a nave de Lezo, ele passa as instruções para Ricardo e
Suzane, não se distraírem, estavam novamente em uma briga
grande, mas antecipou onde teriam de por cada uma das bruxas,
e se pudessem ganhar tempo, seria muito bom.
Francisco sobe a cobertura e vê Lídia a porta e ela
pergunta;
— Onde vamos, Lezo não parece saber?
— Falava com Lezo que os indícios levam a apontar para
o monte Olimpo!
— Mais mitologia pelo jeito?
— Sim, mais mitologia!
Lezo chegou a Francisco e perguntou;
— Para onde?
— Falei isto Lezo, logo cedo! – Mente Francisco;
— Falou, então não entendi!
— Vamos a Grécia!
— Mas onde na Grécia? – Lezo;
— Monte Olimpo, mas vamos a Paralia!
Lezo dá as instruções a nave e poucos minutos estavam a
sobrevoar a cidade com aquela imensa nave que deixava
sempre os ao chão tensos, aquele negro intenso cobrindo o céu,
formava uma noite por onde passava, Lezo deixou a nave achar
um ponto mais alto, e Francisco falou;

319 | P á g i n a

— Acho melhor irmos a pé!
— Por quê?
— Se alguém tivesse feito este caminho, saberíamos a
entrada do templo dos deuses!
— Esta a dizer que vamos ao templo de Zeus! – Lídia;
Francisco olhou para ela e falou;
— Sim, o ser que desencadeou as guerras, morto embora
fosse imortal!
— Ainda estranho esta historia!
— Aquele menino em Comptche sabe mais que eu Lídia,
e você o vê mais que eu!
A moça sorriu e Lezo faz abrir uma comporta e saíram
sobre o olhar de toda a cidade, caminharam no sentido da
montanha, facilmente vista da região, deixaram a nave sobre o
mar, a frente de Paralia, e começaram a andar, seria uma
caminhada de poucas horas, mas Francisco estava precisando
pensar, e andar sempre o fizera pensar, mas via os turistas a rua
os olhando e Lezo perguntou;
— Vai querer andar até lá em cima?
— Lezo, aquele é o Olimpo aparente!
— Aparente? – Lídia;
— Sim, o que sente de magia no local menina?
Lídia olhou em volta e fala;
— Nada, uma montanha vazia em si!
— Lezo? – Perguntou Francisco olhando o Abe;
— O mesmo, nada de diferente!
— Verdade, devemos estar no lugar errado! – Francisco;
Francisco estava provocando, e Lídia falou agressiva;
— Esta nos tomando tempo, temos mais o que fazer!

320 | P á g i n a

— Verdade, mas não sou tão bom como outros que
fariam isto fácil, então tenham paciência!
Francisco e os dois andavam em uma das beiras da
estrada, passaram uma área de degelo, rios que só existem na
primavera, quando o degelo do inverno escorre pela montanha,
e no lugar de continuar por ali, seguiu pela ―rema zliana‖, e os
demais tiveram dificuldades em andar ao meio das pedras,
Francisco olhou os dois, Lezo e Lídia ao mesmo tempo, exato
segundo aderirem a planar sobre as pedras, pouco mais de 30
cm acima das mesmas, caminhava como se não quisesse chegar.
A subida era constante, e as pedras se dividiram e foram
a esquerda, a fresta no meio da montanha foi ficando menos
visível, parecia uma subida por um campo de arvores, e depois
de um tempo, umas duas horas de subida, viram um antigo
meio de escoamento da água para a cidade, e começaram o
seguir, era um caminho em zig zag montanha acima.
Uma certa hora, os dois estavam cheios de seguir
Francisco e viram o mesmo olhar para um pequeno
descampado, Lídia sentiu as energias no ar, e passou por
Francisco, ele sorriu mesmo sendo empurrado, e olhou a
menina, olhar em volta e olhar nos olhos de Francisco;
— Sinto como se fosse aqui, mas onde? – Lídia;
Lezo olhou para Francisco;
— É que é um portal, não é um local exatamente aqui!
— Um portal! – Lídia;
— Sim, estão preparados para não respirarem na próxima
hora?
— Não tem ar lá?
— Lembra do Oxido de Ferro Lezo?
— Sim, lembro disto!

321 | P á g i n a

— Lembra? – Perguntou Francisco olhando Lezo;
Lídia olha para Lezo e pergunta;
— O que esta acontecendo?
— Lídia, sabe o que esta acontecendo, ou não sabe?
— Esta enigmático hoje? – Lídia;
— Lídia, posso lhe fazer uma pergunta que somente você
sabe a resposta, algo que pode me complicar mais do que tudo
na vida?
Lídia olhou atravessado e olhou para Lezo e falou;
— Gostaria de que não fizesse isto, temos testemunhas!
— Verdade, mas os dois estão preparados?
— Sim estamos! – Lezo;
Francisco tocou o chão e tudo em volta mudou, mas
aquele segundo entre Francisco tirar a mão do chão e se erguer
pareceu uma eternidade, primeiro um clarão tomando a volta
toda, depois uma sensação de aceleração, mas sentindo os pés
firmes, e logo após um olhar em volta e tudo amarelado, uma
poeira fina em tudo, oxido de ferro, olham para cima e mais
uma vez Francisco se assusta como os caminhos apontados por
deus são incríveis, e ouve;
— Onde estamos? – Lídia;
— Dentro do monte Olimpo!
— Dentro de uma cratera quer dizer?
— Sim Lídia, dentro de uma cratera imensa, mas olhe em
volta, não para mim, temos de achar um caminho mais
complicado do que o nos trouxe, o de volta!
Lídia olha em volta, enquanto Francisco pergunta a Lezo
se estava tudo bem;
— Sim, estou, mas onde estamos?

322 | P á g i n a

— Marte, monte Olimpo, no meio da cratera ao topo dele,
nosso caminho diz que temos de caminhar 3 dias naquele
sentido! – Fala Francisco apontando o outro lado da cratera;
— E vamos assim, sem auxilio?
— Lezo, este não é o local que se chegaria se viesse com
a nave, este é um mundo criado dentro de outro, sobre o monte
Olimpo, em Marte, unindo os dois mundos!
Começaram a andar, e a ver a pequena poeira subindo, e
Francisco foi pensando se as energias dos dois estavam
idênticas, já não estavam, ela estava melhorando, dominando
mais, mas algo ainda não encaixava, e queria chegar lá, não no
lugar, e sim na resposta;
— Lídia, poderia me informar uma coisa?
— Fala?
— O que Xi ou Xo ganham com tudo isto?
— Nem idéia?
— Mas estava trocando uma idéia com Lezo, acho que eu
estava errado!
— Sobre o que? – Lezo;
— Sobre achar que os dois estão envolvidos!
— Por que achava mesmo isto? – Lídia;
— Por que se estiverem, eles estão sendo muito infantis,
não acredito que dois dos seres mais influentes e poderosos do
universo conhecido sejam infantis!
O rosto de Lídia mudou e ficou na indagação;
— O que acha que é infantilidade nisto?
— Lídia, você me deu a imortalidade, então sabe muito
bem que para se parar um projeto, tem de exatificar todo o
processo, mas como exatificar algo que não se comanda?
— Acha que eles não comandam tudo?

323 | P á g i n a

— Eu tenho certeza, e mesmo que meu corpo seja tirado
de mim, eles não dominarão tudo, a diferença entre o que eles
são e o que dizem ser é que diferencia a infantilidade!
— Não entendi? – Lezo;
Francisco estava jogando, já tinha algumas certezas e
algumas duvidas, mas estava neste momento jogando;
— Lezo, por mais que tudo fosse como Peter narrou, os
dois são unos, em dois, a regra que Peter aprendeu em vida!
— Certo, nisto acredito que seja real!
— Se um ser uno, mesmo em dois seres decide vir ao
planeta, ao universo, o outro sabe mesmo antes dele pensar
naquilo! Mas então os dois vieram sabendo um do outro, e o
segundo veio somente após o primeiro ter acertado o caminho,
não junto, mas ai entra um dos problemas que eles não
entenderam!
— Qual! – Lídia ainda andando, sempre em um mundo
cercado de grandes paredões ao longe.
— Eles não poderiam vir a existência se não por suas
raízes, pois eles não teriam ciência de quem eram se não
viessem pelas suas raízes, então Paula veio por uma das filhas,
e Xi, por uma geradora, mas isto quer dizer que ambos estão
ligados a família, mas não entendem que o aumentar da família,
aumenta o leque deles, e não o contrario, os dois estão
pensando como crianças mimadas, poderiam estar se
preparando para ir ao mundo dos deuses e estão querendo vir
ao mundo de Peter!
— Acha que eles poderiam evoluir? – Lídia;
— Eles tem de escolher isto, mas os dois estão num
caminho sem volta, mas não posso eu interferir, não tenho
como os deter, mas não quero que os meus percam a
esperança!

324 | P á g i n a

— Acha que eles mesmo no caminho errado não tem
como os deter, e veio fazer o que aqui? – Lídia;
— Falar com Dario!
— Acha que o achara aqui?
— Acho que é um lugar a estudar, mas desconfio que
mesmo ele foi tirado de nós já!
— E veio assim mesmo? – Lezo;
— Lezo, quando alguém o tirar da Inexistência, do vazio,
falamos disto!
Lezo olhou para Francisco sério, Francisco inverteu a
retina e viu pela fé o ser brilhar a sua frente, Lídia olhava para
Francisco também;
Francisco olha em volta, e pergunta, sem baixar as linhas
de proteção;
— Onde estamos?
Lídia olha para Lezo e pergunta;
— Tem como chamar uma nave?
— Para que?
Os dois somem no ar, como se desintegrando—se, e
Francisco olha em volta, começa a caminhar, depois de mais de
12 horas, olha para uma formação, e senta—se, algo se
aproximava dele;
Olha a frente e fala;
— Dario?
— Quem é você?
— Alguém que não sabe mais quem é quem?
— Vi você em Tártaro, mas o que quer aqui?
— Conversar!
— Estamos em lados diferentes senhor!

325 | P á g i n a

— Eu não tenho lado Dario, e estar a serviço de Xi e Xo
não é ter lado, é escolher o fim!
— E quem disse que estou ao lado daquelas lendas?
— Por que esta contra o que Peter libertou, e o que ele
libertou é o que os dois estão tentando prejudicar, tudo e todos
que o fazem, estão a serviço destes dois seres de Criação!
— Eu não faço nada além do que quero!
— Vi que ele lhe entregou a administração da galáxia
que por direito é dele!
— Não entendi, ele se recusou a se defender e mesmo
assim me passou, não só esta, mas as que ele tocava por
direito!
Francisco olha ao longe e pensa alto — Verdades as
vezes são o mais difícil de administrar!
— Não entendi?
— Quando alguém tem a certeza de algo, e não quer
acreditar, vai se refugiar nas brigas que domina, mas existem
seres que sabem que se duvidar, nem as brigas serão mais seu
mundo!
— Você não fala nada com nada!
— Verdade, mas por que destruir os planetas de Gaia, se
não quer o fim, destruir algo que você mesmo desejava
entender para fazer igual?
— Por que dão força ao menino!
— Não entendeu, ele não tem a força de Gaia, Gaia é a
força para quando ele se for, para quando ele não existir mais,
quando ele precisar descansar, antes de reiniciar o universo!
— Não entendi?
— Você o quer prejudicar, mas alguém o mostrou este
caminho, e posso até apontar quem, esta em sua mente, mas

326 | P á g i n a

Peter não usa a energia de Gaia Dario, ele usa a energia do
Universo!
— Como alguém pode usar a energia do universo?
— Ele criou o primeiro universo, ele com ajuda do
criador, refaz o universo a cada existência, esta é a de numero
12, todas elas vividas pelos dois!
— Mas então por que aquela Paula me disse que não
adiantava enfrentar seu irmão, que ele se abastecia das energias
de Gaia?
— Por que você a esta olhando pela aparência Dario!
— Ela não é apenas uma menininha?
— Como todos dizem, uma menininha poderosa em
primeira existência!
— Então ela nem velha é?
— Primeira existência, você são mesmo patéticos, e olha
que você foi o melhor deles, imagino os piores!
— Soube que um candidato a Criador brigou com você,
deve ser terrível para um criador o querer morto?
— Na verdade o verdadeiro deus não me quer morto, mas
as vezes ele engana até estes seres!
— E o que você é Francisco, este é o seu nome?
— Sim, Francisco Pombo, um dos Fanes descendentes da
linhagem da Leoa, um imortal que precisa saber como posso eu
trazer alguém da inexistência, devo isto a alguém!
— Quem esta lá?
— Deve ter visto de longe dois seres que estavam a
pouco aqui?
— Vi eles brilharem, foi quando chamou minha atenção!
— Aquela é a arma mais poderosa dos Carson, apagar as
memórias!

327 | P á g i n a

— Mas não me pareceram Carson!
— Mas são, um era representante de Xi e outro de Xo!
— E o que eles faziam aqui?
— Eu não sei o que, mas a menina tem uma função para
mim no futuro, e não sei qual é!
— Mas sem memória, de que adiantaria?
— Brilho de dois dias de esquecimento, não de toda a
memória!
— Mas por que ela esta fazendo isto?
— Peter disse que levaria os seus ao fim dos tempos!
— Não entendi?
— Ela não quer permitir que ele leve os irmão de alma a
uma existência igual ou superior a eles, e daí sim, serem como
os pais!
— Esta a dizer que Peter esta no caminho para se tornar
um deus, e eu querendo bater nele?
— Dario, vim conversar, sei que mesmo revertendo tudo,
não teremos chance de parar o que foi feito, mas não quero a
morte dos planetas para que a existência se anule, uma vez
morta as Gaia, começa a contração, e daí teremos um fim mas
sem Peter para a refazer!
— Mas por que o menino não se posicionou?
— Todos a volta dele, já são representantes de Xi ou de
Xo, não temos como confiar naqueles, até gente muito próxima
a mim é, e como não conheço a segunda pessoa, não consigo
assemelhar os seres, não consigo dizer quem é parte de Xi, e
somente de Xo!
— Mas o que fizemos vai derreter pólos em mais de 6
mil planetas, alguns vão até sair de órbita!

328 | P á g i n a

— Dario, sei que é grave, mas preciso apenas que não
continue neste caminho, pois não é o meu fim, é o fim por si!
— Mas eles não podem criar outro universo?
— Pelo que entendi, Peter criou o Universo, eles nem
tem idéia de como, ele o fez com ajuda do verdadeiro deus,
acima dos seres de criação, mas ele por algum motivo desfez
este universo!
— Tem certeza disto, que se destruirmos os planetas o
universo se extingue?
— A resposta é sim!
— Não entendi?
— Sim, é o fim do universo conhecido!
Dario olha para ele e pergunta;
— Mas o que veio falar então?
— Para se manter longe, crie uma nova galáxia e se
mantenha longe, é hora de salvar as pedras no tabuleiro, para
depois agirmos!
— Acha que teremos chance?
Francisco sorriu e falou;
— Sim, temos uma grande chance a nosso favor!










329 | P á g i n a





























330 | P á g i n a

Capitulo 5

Francisco abre uma porta ao ar e retorna a Curitiba, onde
olha o colégio a frente, vê que havia algo errado;
Entrou com calma e viu uma moça com uma lagrima aos
olhos e quando o viu, ela correu a ele, e o abraçou;
— Francisco, Ricardo disse que tinha morrido? – Suzane;
Francisco olha para ela e fala;
— Morrer não sei, mas estou confuso, lembro de algo
ainda aqui, e depois de nada!
— Mas estava onde?
— Monte Olimpo, em Marte!
— Não entendi?
— Cheiro de Oxido de Ferro!
— Você falou que teria de ir lá, mas não lembra como
chegou lá?
— Não, na verdade não entendi nada, demorei para me
localizar, para sentir o planeta, estava tão confuso que estava
procurando algo referente a Terra, não a Marte!
Ricardo chegou perto e o cumprimentou e perguntou;
— Por que Lídia disse que havia morrido?
— Nem idéia, tenho de falar com ela, lhe devo muito,
não quero que pense que morri!
— Mas esta bem?
— Como falava para Suzane, não lembro muita coisa,
nem sei que dia estou, pois parece um buraco a mente! – A
aura de Francisco estava oculta, ele estava mentindo e não
queria que ninguém soubesse;

331 | P á g i n a

Ele entrou, foi ao seu quarto, tomou um banho, e sentou-
se a sua salinha, todos os quartos tinham uma sala com livros,
mas ele precisava pensar.
Estava ali sentado quando viu Dani surgir a sua frente e
lhe olhar, parecia uma criança, realmente uns 10 anos, ela
sorriu, mas obvio que havia chorado, tinha uma lagrima em seu
olho, e os dois estavam inchados;
— Me disseram que tinha morrido!
— Sabe que somos imortais!
— Mas sabe bem que tem imortal sumindo por ai?
— Não sei de nada, Dani, estou perdido, enfrentar um
inimigo invisível é o mesmo que não ter inimigo e saber que
vai sofrer com isto, mas com um adendo, não vai morrer, vai
sofrer cada percalço do caminho!
Dani o abraçou e falou;
— Tem de se cuidar, pois ainda vou longe assim!
— Não entendo por que escolheu o outro lado?
Dani não respondeu;
— Cuida-se! – Falou e recuou o corpo, e assim como ela
surgiu a sua frente, sumiu;
Francisco se vestiu e saiu a caminhar, muitos lugares a ir
sozinho, mas lhe pareceu real que era Dario, e não Paula, mas
isto ele saberia em breve;








332 | P á g i n a


Capitulo 6

Se passaram dois meses desde que Francisco surgiu em
Marte, e não dividiu o que fez lá com ninguém, se antes tinha
Lezo, Lídia, Suzane e Ricardo para conversar, agora não os
tinha mais, estava a pensar e um dia se deparou sentado a
frente de um porto pequeno de pescadores em Lybster na
Escócia, sentou-se e ficou a olhar o mar, e sabia que o estar ali
seria o suficiente para chamar a atenção;
— O que faz aqui, Bruxo de Comunicação?
— Não sei, perdi a função, num mundo onde tudo vai
acabar, não tenho por que me preocupar!
— Sabe que deixaremos tudo acabar! – A afirmativa era
uma defesa das bruxas, ela nunca negaria algo que não quisesse
que acontecesse;
— Sei que algo não encaixa, escolheu um lugar bonito
para se esconder Tanja!
— Não gosto de você perto de minha família!
— Obrigado! – Francisco;
— O que lhe preocupa?
Francisco sorriu, não conseguia responder assim e Tanja
sabia disto e sentou-se ao lado;
— Sei que tem suas preocupações, rapaz, mas tudo esta
voltando ao normal!
— Está?
— Não esta?

333 | P á g i n a

Francisco sorriu e a tocou a mão e respondeu;
— Não, não esta!
— O que o preocupa?
— Que vi algumas Gaia perto da morte, ou morrendo e
não posso fazer nada!
— E por que faz então?
— Por que não gosto de me culpar, gostaria de apenas
sentar e ver o mundo a volta sumir, duzentos metros de água é
o que me vem a mente, mais exatamente 198,54 metros de
água, mas por que não entendo!
— Acha que tem a ver com quem?
— Com o destruir do que difere esta terra das demais!
— Magia?
— Não, Amor!
— Não entendi?
— Se tem uma coisa que sempre foi vetada aos espíritos
de Criação conhecerem era o verdadeiro amor, as vezes
demoramos para olhar para o lado, e o amor sobreviveu mesmo
em subterrâneos onde ele era proibido, magia é nada mais do
que o poder do amor, Tanja!
— Esta a dizer que o subir do mar é para acabar com o
amor? Não faz sentido!
— Já ouviu falar na praga do verbo?
— Sim, saber a resposta mas que sem a pergunta certa
não lhe adianta nada!
— Eu carrego a praga do Verbo, eu acho uma benção,
mas sem a pergunta, não me adianta nada!
— Se tem a praga do Verbo me responde uma coisa!
— Pergunte?
— Por que se afastou então da minha neta?

334 | P á g i n a

— Sim para a pergunta se ela me amava, não para se a
faria feliz!
— E larga assim?
— Vocês não entendem, amar as vezes não é ter para si!
— A ama a ponto de a deixar?
— Não tenho certeza de que a ame, senão teria corrido
atrás mesmo podendo carregar mais alguma praga as costas!
— Não sabe se a ama, estranho alguém falar assim, tão
de cara!
— Tanja, quando eu tinha 30 me apaixonei por alguém
de 16, deixei isto vir a tona e a dei a imortalidade, pensando em
passar com ela o resto de minha vida, mas algo sem
precedentes aconteceu!
— O que?
— Ela começou a rejuvenescer, se para um senhor de 30,
uma menina de 16 era jovem, a ponto de duvidar do que sentia,
hoje, ela aparenta com alguém de 10 anos!
— Pelo jeito ambos carregam a praga de deus!
— Não chamo nada que venha de deus de praga, não me
nego a carregar os pesos as costas, mas estou começando a
perder de vez o caminho, todos os que me cercam, não me
ouvem mais!
— E vem a mim, você realmente esta perdido Bruxo,
pois bruxas de proteção não são amigas de nada!
— Você não é ruim, mas tenho duvidas que não sei onde
tirar!
— Duvidas?
— Sim, e não posso perguntar!
— Por que?

335 | P á g i n a

— Por que acho algo, que não tenho coragem de pensar,
acho que no fim, sou em parte causa de tudo isto!
— Não se de o peso que não lhe cabe!
Francisco soltou a mão dela e falou;
— Péssimo dia, Tanja;
A senhora sorriu vendo ele abrir uma porta ao ar e sumir;
Anja que olhava mais ao fundo sentou-se ao lado e
perguntou;
— O que ele veio fazer aqui?
— Lhe ver, pois não me perguntou nada!
— Mas não foi lá!
— Ele esta perdido, deus não deveria por pesos assim
para humanos carregarem, mesmo para fanes é pesado demais!
— Que peso ele carrega?
— Ele se culpa por tudo, e não é ele, é algo dentro dele
que se culpa, mas ele disse que não sabe o que sente por você!
— Falaram de mim?
— Ele falou, mas parece que ele tem outra no coração!
— A menina que me apresentou a ele! – Anja;
— Ela esta mesmo rejuvenescendo?
— Ele um dia a definiu como Geradora!
— Ele se apaixonou e trouxe a imortalidade uma
Geradora?
— Sim, o que tem a ver?
Tanja levantou-se e foi a cabana, sua neta a acompanhou,
e quando lá, abriu um livro antigo e abriu numa pagina e olhou
para a neta e pergunta;
— Me diz que não é ela?
Anja olha a gravura e olha a avó e pergunta;

336 | P á g i n a

— Parece, mas ela não é um desenho, é real, o que diz
ai?
— Agora entendo parte do problema, volta lá neta, tem
de aprender mais!
— Não entendi?
— Você pelo jeito não entende muito de Bruxos neta?
—Não!
— Bruxos de Comunicação não comunicam, lhe forçam
pensar e tomar atitude, não lhes cabe informar e sim fazer
acontecer, ele não veio dizer, mas disse, mas nos cabe correr
atrás da informação!
— Mas o que é esta menina da figura?
— Daniele a Geradora de almas!
— O que quer dizer isto?
— Quando o primeiro ser, não tem alguém lá encima
para lhe introduzir ao mundo, ele vem ao mundo por uma
geradora, são seres que se auto-fecundam e geram seres como
Xi ou Xo, quando o outro já veio a existência!
— Esta a dizer que para existir uma geradora os dois
estão para vir, mas um após o outro?
— Ou os dois já vieram, não sei ao certo!
— Mas por que quer que volte lá, disse para me manter
longe!
— Ele esta perdido, mas as lendas dizem que somente
bruxos de ligação vêem a geradora como ela realmente é, e isto
os faz se apaixonar por ela, uma ligação tão profunda na alma,
que ele não consegue manter antigos amores ou interesses, eles
se extinguem!
— Esta a me dizer que não é para me envolver, isto já sei
avó!

337 | P á g i n a

— Não, estou dizendo que ele não tem opção, uma vez
apaixonado por uma geradora não tem volta, é por uma vida,
mas ele a fez imortal, nunca houve uma geradora imortal!
— Esta a dizer que ele esta preso a ela pela eternidade?
— Quer dizer que ela pode uma vez que parar de
rejuvenescer, ficar naquela aparência por um milhão de anos, o
que quer dizer que ele está condenado a viver sozinho, pelo
menos sem um amor verdadeiro no coração!
— E achava que minha praga era grande! – Anja;
— Tem de entender neta, não é uma praga, é um dom!
Anja não fala nada, sabia que era especial por isto, mas
não gostava de ter de falar o inverso do que sentia;


















338 | P á g i n a


Capitulo 7

Francisco há mais de 2 meses não parecia na escola para
bruxas, quando seu celular tocou e seu padrinho, o atual
presidente do país, Joaquim Moreira lhe pergunta;
— O que esta acontecendo afilhado!
— Por que padrinho?
— Você esta sumido, não é normal você aparecer, mas
sumir também não é!
— Pensando, sofrendo coisas do coração e não tenho
como aproximar ninguém!
— Ricardo perguntou para Sena se estava tudo bem com
você, e ela me perguntou, parece que não atende o telefone,
nem isto?
— Não sei padrinho, algo esta errado e não sei o que!
— Precisando conversar passa aqui em Brasília, sei que
não estou facilitando, mas fiquei longe e me puseram 4 anos
aqui novamente, não sou mais criança para estas coisas!
— Sei disto padrinho, lembro de quando você surgiu para
a política, mas diz para Sena que esta tudo bem!
— Esta onde?
— Sentando a uma praça que não tem câmera ou policia,
a frente o mar, as costas uma cidade de menos de mil pessoas
fora da temporada!
— Não vai dizer?

339 | P á g i n a

— Padrinho, não quero gente me achando, não quero
falar com ninguém, respeite isto!
— Vou respeitar, mas sabe que não gosto disto!
Francisco sorriu sem graça, continuando sentado a olhar
o mar;













340 | P á g i n a


Capitulo 8

Em Curitiba, Suzane olha para Ricardo e pergunta;
— O que esta acontecendo, amor?
— Nada, apenas correndo, sei que estou longe, mas estou
preocupado com Francisco, ele não esta preparando o pessoal,
deixou isto para nós, e me preocupo!
— Mas parece mais longe, algo a mais?
— Não, apenas cansado, sabe que não esta dando certo e
ele não esta ai para ajudar!
— Por que não esta dando certo?
— Não sei metade do que eles precisam saber, e começo
a duvidar que vai dar certo!
— Aquela Anja não pode ajudar?
— Não sei como falar com ela, parece sempre longe,
parece que é outra pessoa ali!
— Ela gosta de Francisco, mas esta com uns papos
malucos!
— Ouvi, mas Suzi, acalma que já volto ao normal!
Suzana olha estranhando Ricardo, ela não sabia o que,
mas ela estava achando que tinha algo errado, o grande amor
de sua vida estava se afastando e Francisco não estava ali para
falar, não sabia mais como falar com todos, e chega ao lado de
Anja e pergunta;
— Como esta moça?

341 | P á g i n a

— Não sei o que faço aqui, mas minha avó mandou para
cá e vim!
— Sabe que estranho quando uma bruxa se preocupa,
isto que me deixou preocupada!
— Ela me jogou um balde de água gelada, e não sei
como me portar?
— Você e a moça que acabou de chegar!
Anja olha a guerreira e pergunta;
— Vai dizer que ele tem algo com ela?
— Ele a derrotou no braço, isto para uma guerreira é uma
divida pela eternidade, ele lhe trouxe ao mundo, uma divida
para a eternidade, e Dani, uma historia que nunca entendi, mas
que parece escrito para o eterno desentendimento, ele não tem
como se virar assim, e ainda toda culpa que carrega!
— Que culpa ele carrega?
— A de ter deixado o rapaz e muitos em Magia
morrerem, ele acha que poderia ter se posicionado diferente!
— E não tem como fazer algo como fez aqui?
— Aqui, mesmo se fazendo de desentendido ele sabia
onde as coisas estavam a ponto de sairmos de lá de forma
rápida, em Magia não seria assim!
— Quer dizer que lá ele nem saberia como trazer de
volta?
— Lá ele nem sabe o acesso ao mundo de Gaia, para ter
acesso ao inferno e as portas dos mundos das almas das bruxas,
que em cada mundo tem um nome diferente, uma localização
diferente!
— E por que ele insiste em se culpar do que não tem
culpa?
Tesália chegava perto e falou;

342 | P á g i n a

— Se esta falando de Francisco, é por que ele é um fraco!
— Estou, mas ele não é fraco, sabe disto! – Anja;
Tesália olha de atravessado para a Bruxa e Suzane
pergunta;
— O que veio fazer aqui Imperatriz?
— Vim ver seu mestre, mas parece que ele sumiu?
— Algo urgente?
— Sim, Lezo pede acesso a Tártaro e Dalila não pareceu
gostar da forma que ele falou!
— Faz uma coisa Tesália, assume lá e pede para Dalila se
poupar um pouco!
— Ela esta subindo pelas paredes, parece que a menina
dela não esta sendo fácil!
— Imagino! – Suzane;
— Mas onde o encontro?
— Não sabemos Tesália, estamos nos virando sozinhas,
ele sumiu, depois de perder a memória de dois dias!
— Ele antes de sumir falou com Dalila que esta estranha,
parece ver inimigos em todo lado!
— Protege ela, pois sabe bem quem são os mestres da
memória? – Suzane;
— Sei, mas não consigo entender?
— Não precisa entender, apenas não desce as defesas de
proteção, o resto, natural! – Fala Anja;
— Por que?
— Não sei, mas mesmo sem memória, você não
esquecendo de manter as defesas erguidas, o resto estará
sempre bem! – Anja;
— Peter sempre nos dizia isto, mas ela parece em
paranoia atualmente!

343 | P á g i n a

— Quer uma dica Tesália? – Suzane;
— Fala!
— Fecha o acesso ao mundo de Tártaro, a única pessoa
que esta lá é Gaia, e ela não pretende sair, pois ela não precisa,
então não precisa deixar aquilo aberto a visitação!
— Verdade, mas tem alguma idéia de por que Lezo quer
ir lá?
— Não, mas como Francisco falava, não confio nem em
meus pensamentos! – Suzane;
Tesália olha para Anja e pergunta;
— E você, pensei que estaria na saia de sua avó!
— Eu também, imperatriz!
Ricardo chegou perto e perguntou;
— Tudo bem Imperatriz?
Ela não respondeu, saiu pela porta e todos viram ela abrir
uma porta para o seu reino ao fundo;

Tesália chega a parede do atalho para o reino de Tártaro,
e o toca, um atalho mudado, e ela olha para o Hecatonquiro e
fala;
— Me ajudaria amigo?
— O que precisa imperatriz?
— Preciso fechar 3 caminhos, se puder me ajudar?
— Quais?
— Tudo que de acesso a Tártaro!
— Por que?
— Se Gaia fica mais segura assim, por que não a
defender?
— Verdade, mas e se alguém vir a este portal?

344 | P á g i n a

— Agora ele dá numa praia do Pacifico! – Mente Tesália,
o ser olha para ela serio primeiro e depois as cabeças se olham
e o ser riu com as muitas cabeças;
— Mas o que gostaria?
— Fecha a porta, a da caverna de vocês, sem acesso a
nada!
— Pelo jeito não sabe de onde vem a ameaça?
— Estou desconfiando da sombra, mas deixa comigo,
qualquer coisa põem um destino impensado na porta, não diz
que a adulterou?
— Certo, não barrar mas alterar os destinos?
— Vou fazer o mesmo nos copos, então só falta a sua
porta!
— Os dois caminhos?
— Sim, a idéia é não terem acesso a Tártaro ou
imediações!
— Por que?
— Nem idéia?
O ser sorriu e foi no sentido de sua casa e Tesália foi ao
reino, e viu Lezo e perguntou;
— O que faz aqui Abe-Fino?
— Queria ter acesso ao mundo de Tártaro!
Tesália olha para Dalila e pergunta;
— Tudo bem?
— Não gosto disto!
— Estou estranhando isto, Lezo, Francisco pediu para ir
lá a dois meses, o deixei a porta de acesso, ele sumiu desde
aquele dia!
— Ele foi a Tártaro e não me falou? – Dalila;

345 | P á g i n a

— Calma prima, já conversamos, mas por que não deixar
ele ir prima, é um aliado!
— Não gostaria de que ele fosse! – Dalila;
— Não ligue para ela, mas se gostaria de ir lhe deixo na
porta!
Tesália olha para Dalila e fala;
— Já volto, e conversamos, esta ficando paranoica!
Dalila estava contrariada, mas Tesália no fim estava certa,
Lezo foi um grande aliando em muitas batalhas, não era para
desconfiar de todos;
Tesália deixa Lezo lá e volta para falar com Dalila;
— O que aconteceu Dalila?
— Ele pareceu estranho, perguntou coisas que não lhe
diz respeito, parece alguém interessado em Peter, e não em
Gaia!
— Dalila, preciso que seja sincera?
— Não sei se posso, estou desconfiando de todos
Tesália!
— Entendo, mas eu vou confiar em você, e falar uma
coisa, se você quiser ver a pessoa de volta, não mande a aquela
porta, certo?
— O que você fez?
— Um truque daqueles de Peter, uma porta com destino
desviado, desviei também o caminho dos copos, então se quer
ver a pessoa de volta não manda para lá!
— Pensei que estava a favor de o mostrar Gaia?
— Lembra de quando aquele arrogante do Francisco veio
aqui?
— Como esquecer, ele me falou que não sabia mais em
quem confiar, que desconfiava até dos que iriam com ele lá

346 | P á g i n a

para baixo, mas que não deixaria de fazer o que precisava, nem
que tivesse de mostrar o caminho dos montes alísios a alguém
que não deveria saber!
— Ele a dois meses disse que teve uma falta de memória
de dois dias Dalila?
— Dois dias, mas... – Dalila olha em volta.
— Estamos fora do tempo prima, não quero nossas
meninas ouvindo!
— Mas a irmã de Peter poderia vir a algo assim!
— Se ela soubesse o exato segundo que saímos do tempo,
senão não tem como ouvir!
— O que você sabe Tesália?
— Que Francisco desconfiava que Paula estava por traz
de parte das coisas que estavam acontecendo, mas ele
descobriu algo, mas fazia dois dias que ele saiu de Curitiba no
sentido da Grécia quando ele apareceu sem memória, e
adivinha quem estava com ele?
— Lezo?
— Sim, Lezo e aquela moça que você parece gostar
Lídia!
— Mas como, era aliados?
— Ele desconfia que ela os jogou na inexistência e
assumiu seus lugares!
— E você o mandou para onde?
— Inexistência, mas como lá o ser não terá contato com
o ser daqui, se ele reaparecer saberá que não é ele!
— Mas se alguém entrar por engano?
— Sabe bem que o acesso ali é restrito, outra coisa, pedi
para os Hecatonquiros mudarem também os destinos do que
dava para lá!

347 | P á g i n a

— Pensei que não se meteria, sei que não gostou de ser
excluída daqueles principais?
— Pensei assim um tempo, mas acho que Francisco tem
razão!
— Você vai dar razão a Francisco?
— Sabe que estamos fora do tempo, senão não me veria
fazer isto!
Dalila sorriu e perguntou;
— Mas se eu for uma ameaça?
— Daí eu vou me dar mal!
Tesália confiava na prima mas inverteu as retinas, nada
aconteceu, mas era bom não facilitar;
— Pelo jeito ele lhe convenceu que todos podem ser o
perigo? – Dalila;
— Até você prima?
— Verdade, não ia falar com você sobre isto, mas o que
vamos fazer?
— Pelo que entendi, você vai deixar uma clone aqui, mas
o ser principal eu vou manter longe dos olhos!
— Acha que ela vai tentar?
— Vai, e não sabemos por onde, então vamos nos
defender!








348 | P á g i n a

Capitulo 9

Naquela tarde, Lídia pareceu em Terme e olhou para
Perséfone e perguntou;
— Como esta irmã?
— Desconfiada de que vou morrer?
— Você é imortal! — Lídia;
— Não lhe contaram, que não sou imortal?
— Não, pensei que todas as Amazonas fossem!
— Sim, mas Dalila quer falar com você!
— Por que?
— Lezo pediu para ir a Tártaro e não voltou!
— Estranho, mas vim pedir mesmo para ir lá!
— Ela esta lhe esperando na sala principal!
Lídia chega a sala principal e olha Dalila e vê pela aura
que era um clone e pergunta;
— Correndo muito, deixando uma clone no lugar?
— Estou tentando descobrir o que esta acontecendo no
reino!
— Por que?
— Você que entende disto irmã, o que acontece se Gaia
morrer?
— Não sei, o planeta iria morrer aos poucos, virar um
mundo de mortais, por isto que Perséfone falou que achava que
iria morrer?
— Lezo passou para lá, não voltou, mas não sei o que
acontece se ela morreu, o que aconteceria?
— Não sei, quem foi o ultimo a ir lá?

349 | P á g i n a

— Francisco Pombo!
— Mas Francisco não a mataria?
— Se fosse ele, mas temos tantos que se passam por
outros, eu não o recebi, e na arrogância de Tesália, ela também
não viu quem entrou naquele dia!
— Você quer dizer que alguém foi lá, e não sabem
quem?
— Isto!
— Vou dar uma olhada, tudo bem Dalila?
— Sem problema, não consigo ainda esta coisa de
administras vários clones, daqui não ouço ela lá, mas sei que
para você isto é normal!
— Como Fanes isto é normal para mim, irmã!
Dalila vê o forçar do Irmã, e vai a porta com a moça e
quando ia passar dá uma passo atrás e fala;
— Só um momento Lídia? – Olhando para a segurança;
— Qual o problema?
— Tem alguém chegando lá em cima, parece uma nave,
se quiser ir na frente?
A moça entra e Dalila olha para o portal e volta para a
parte alta e vê vir nela, Lami e Anja e a mesma pergunta;
— Imperatriz, pensei que estava a receber alguém?
— Sim, mas o que as duas fazem juntas?
— Quem veio a você?
— Lídia!
— Sabe o que nos traz aqui? – Lami;
— Não, o que une duas pessoas assim?


350 | P á g i n a

Dalila do outro lado do planeta vê uma porta se abrir ao
ar e olha Francisco vir por ela e pergunta;
— Como vou saber se é você Francisco?
Ele fez sinal para ficar quieta;

Em Terme, Perséfone olha para as presentes e pergunta
entrando na sala;
— O que esta acontecendo tia?
Dalila sorriu e falou;
— Não sei, elas não falaram ainda?

Francisco abre uma porta para Curitiba ao ar, e Anja olha
para ele e pergunta;
— Você esta bem?
Quem olhava da sala, viu apenas a porta abrir, Francisco
esticou a mão para ela, e ela atravessou o portal e viu Dalila;

Em Insecto uma porta abre ao ar e Francisco olha para
Lemi e fala;
— Me acompanharia princesa?
— Não carrego este titulo mais!
Francisco estendeu a mão e ela passou para onde estava
Anja e Dalila, as três se olharam e ele pediu um momento;

Dalila estava a sorrir pelo clone quando um portal se abre
a parede e Francisco passa por ele, e olha Anja e fala;
— O que faz aqui, Bruxa?
— Já me esqueceu?

351 | P á g i n a

Tesália entrou pela porta e olhou para Francisco e
perguntou;
— Quem autorizou você estar aqui?
As demais sorriram e Francisco a olhou;
— Você, ou já esqueceu?
Dalila sorriu e olhou para Francisco;
— Estava preocupada, amigo!
— Eu também, mas já que estão todos aqui, queria alertar
uma coisa, assim poupo algumas viagens!
— O que quer falar? – Anja;
Francisco olhou seriamente para Lami e falou;
— Lami, sei que era seu companheiro, mas não sei o que
aconteceu, eu estava a pouco em Tártaro, ele chegou lá assim
que aconteceu, eu fui expulso de lá por uma corrente e jogado
no espaço, demorei para tomar consciência, mas não sei onde
ele esta, mas Tártaro não existe mais!
— Como não existe mais?
— Não sei, apenas não existe, tentei entrar lá, e não
consegui!
— Lídia acabou de ir para lá? – Dalila;
— Temos de ver onde ela acabou!
A Lami que estava a frente de Francisco não expressou
nada mas onde Dalila estava, olhou a moça com um ar triste e
falou;
— Calma, não sabemos ainda como, mas o vamos trazer
de volta!
— Onde ele esta?
— Francisco acha que na Inexistência!
— Mas quem o mandou para lá?

352 | P á g i n a

— Se alguém soubesse, não estávamos nos escondendo e
deixando clones lá, Lami! – Dalila;
— Quer dizer que Francisco esta nos tentando proteger?
— Ele não sabe quem sobrou, pelo que entendi, poucos
sobreviveram, pois estamos falando em algo que atinge todos
os espíritos de criação e bruxas!
— Mas por que mandar uma bruxa a inexistência?
— Para aprisionar a magia, pois no mundo criado, uma
bruxa não se detêm, não as verdadeira bruxas, pois elas
começam a desejar coisas boas lá dentro e o ser definha do lado
de fora!
— E o que ele vai fazer? – Lami;

Francisco olha para Dalila e fala;
— Dalila, fala para sua prima acalmar, que vêem mais
guerra por ai, se as primeiras pareciam grandes, estas serão de
gigantes!
— Tão grave assim?
— Dario acabou de inverter e acelerar 6 galáxias para
nos atingir, nesta realidade em mais 62 outras em cada uma das
realidades, ele quer destruir tudo de vez!
— Mas ele não falou isto! – Lídia;
— Você falou com ele? – Francisco;
Lídia olha para Francisco e fala;
— Não lembra mesmo?
— Lembra do que?
A moça toma a aparência de Paula, Lami toma a
aparência de Paula, Perséfone toma a figura de Paula, e as três
olham para Dalila e falam;
— Você não era para estar aqui!

353 | P á g i n a

Paula estala o dedo e o clone se desfaz, ela olha para
Tesália e fala;
— Você arrisca estando aqui em pessoa!
— Qual o problema menina, não somos inimigas, prefiro
você a este ai!
— Sua aura diz o contrario!
— Veio me desmoralizar na frente deste ai?
Paula olha para Francisco e fala;
— Eu apaguei sua memória, mas não sabia o que estava
indo fazer lá, pelo jeito esqueci que você é um bruxo, vai onde
o caminho indica, que papo é este de que Dario inverteu
galáxias?
— Ele o fez, sinta as energias do ar, esta tudo vindo para
cá agora, as 6 mais próximas, mas ele as acelerou e nos reduziu
a velocidade!
— Mas o que ele ganha com isto? – Tesália;
— Alguém o convenceu que Peter é uma ameaça, que
tudo que ele criou ou lhe dá energia tem de ser destruído, acha
que o que é esta falta de Bruxas, ele sabe que se as Bruxas
estivessem ativas, alertariam as Gaias, ai elas por si deteriam
isto, mas como ele fez questão de matar as Gaias ou as deixar
sem comunicação, elas quando tiverem ciência disto, já era!
— Mas quando soube disto?
— A dois meses, mas como minha memória foi apagada,
e as pessoas próximas estão todas estranhas, achei que não
podia confiar, mas quando Lezo entrou lá agora a pouco, e tudo
lá se tornou inexistência, não sei o que mais fazer!
— Esta dizendo que Gaia esta inerte?
— A energia que sente agora no planeta é apenas a do
seu irmão!

354 | P á g i n a

— Esta dizendo que tudo esta acabado?
— Não sei, mas como disse a alguém um tempo atrás, eu
não sou pelo facilitar, não sou por escolher a inexistência,
então sofrerei cada segundo desta tragédia!
— Mas por que ele faria isto? – Tesália;
— Além de convencerem Dario de que Peter era uma
ameaça, não explicaram para ele, que sem Peter, não existe
ressurgir, assim como sem Gaia, não é possível ressurgir!
— Tudo para destruir os imortais?
— Não, tudo para destruí o amor, Tesália!
— Não entendi?
— Nem eu, mas foi o que Dario falou!
Paula sumiu dali e poucos segundos depois ressurgiu;
— Ele não esta em Marte, onde ele se escondeu?
— Pergunte a seu irmão, não a mim, não sou eu que
domino este canto do universo!
Paula some e Tesália olhou Francisco e estalou um dedo
e falou;
— Até Perséfone ela já deu sumiço?
— Ainda vêem mais por ai, mas não sei ao certo onde
tudo isto vai nos levar!
— Por que?
— Ela não vai engolir esta estória por muito tempo?
— Mentiu?
— Sim!
Francisco abriu uma porta e ela passou por ela e estalou o
dedo passando pela mesma;
Dalila viu a prima vir junto e falou;
— O que esta acontecendo? – Dalila;

355 | P á g i n a

— Francisco acha que das almas de criação, apenas
vocês três ainda estão vivas, não foram substituídas!
Anja olha para Francisco e pergunta;
— Esta a me dizer que sou uma alma de Criação?
— Não, você é e não sou eu que disse isto, não controlo
isto!
— Mas só nós três? – Lami;
— Vocês e Danielle, ela não pode desfazer-se de Dani
pois primeiro ela não reconheceria ela agora, e por que o
segundo ser de existência não viria a vida, e se já veio, a
existência dela é essencial até os dois terem idade de recobrar
as lembranças!
— Mas daí eles vão eliminar ela após? – Dalila;
— Ai mora o problema, quando eu levei Dani a
imortalidade não sabia dos planos superiores, entendi a revolta
de quem estava acima de nos, imagine você querer ter ciência
das coisas em 10 anos, e de repente você nasce de uma
Geradora Imortal, a avó de Anja sabe calcular isto, mas deve
dar mais de um milhão de anos para ele chegar a ciência de
quem é, para chegar aos dez anos!
— Mas tem outra forma?
— Sim, ela o contar quem é, mas a certeza ele nunca vai
ter, e sabe que é muito tempo para termos a ciência dele,
levamos sorte!
— Então eles não podem matar ela antes deste milhão de
anos?
— Assim como Paula daria um jeito de Peter chegar a
isto, nem que o deixando em uma praga, mas como ele é
imortal, gerou um problema, ele tende a perder a vontade de
mudar algo, mas para ela é bom, e na imortalidade ele também
vai demorar para chegar aos 22 anos!

356 | P á g i n a

— O que vamos fazer? – Anja;
— Uma escola de aprendizado de Bruxas, em algum
planeta longe da vista, para você aprender o que precisa!
— Quer me manter longe?
— Vou querer lhe manter longe, sabe disto, ou quer ir a
inexistência como os demais!
— Mas não concordo em deixar Lezo lá? – Lami;
— Vou ter de estudar como tirar alguém de lá, não sei
ainda como, dizem que tende de tempos em tempos a
existência de um anjo de ligação, eles tem acesso a inexistência,
posso até tentar chegar a um, mas não é fácil!
— Mesmo para Bruxos de Ligação? – Pergunta Anja;
Francisco olha para Anja;
— Conhece algum Bruxo de Ligação, facilitaria as
coisas?
Anja sorriu mas não falou, olhou as demais e falou;
— Depois falamos disto Francisco!
Dalila viu que mesmo ali mesmo quem confiava,
desconfiava, olhou para Francisco e perguntou;
— Mas acha que podemos ficar por aqui?
— Sabe bem que se Peter aparecer por aqui, vai ter de
mudar de lugar!
— Quer nos afastar dele? – Tesália;
Francisco olhou nos olhos de Tesália e foi enfático;
— Sim!
Dalila sorriu e Anja fechou a cara, mas Lemi perguntou;
— Mas vai tentar tirar Lezo de lá?
— Devo muito a Lezo, AS1 também já esta lá, não vai
ser fácil Lemi!

357 | P á g i n a

— Mas o que ela esta fazendo?
— Se preparando para encerrar a existência!
— Mas por que ela não absorve então Peter?
— Por que se ela o fizer, não teria tempo de escapar,
seria presa aqui, e acho que no meio de tudo isto Xi, está no
meio do caminho, ou nas fraudas7!
— Como assim?
— Uma criança de colo, é o que estou dizendo?
— Por que?
— Cheiro de leite, apenas isto!
— Sabe se Márcia já foi?
— Já, passei em muitos lugares disfarçados, as rainhas,
as meninas de Peter, até aquela cantora que havia se afastado,
todas!
— E acha que ela esta fazendo isto agora por que?
— Eu que demorei 5 anos para ligar as peças, 5 anos para
entender a verdadeira Paula, pensei em alguém com ciúmes, e
não em Xo em pessoa!












358 | P á g i n a

Capitulo 10

Em Curitiba, o presidente reeleito chega a cidade, com
sua segurança e ouve-se os tiros, dois seguranças caem mortos
e a cena do Presidente baleado atravessa o mundo;
Francisco acompanha aquelas imagens e sabe que vem
bomba, estava a conversar com as moças e seus celular toca;
— Francisco, preciso lhe falar! – Sena;
— Estou voltando a Curitiba, segura o pessoal, diz para o
Carlinhos que quero falar com ele!
Francisco abre uma porta ao ar e as demais atravessam
para Curitiba, estava a entrar no salão quando viu Rose as
costas, a olhou e perguntou;
— O que faz aqui?
A menina sorriu, os demais não entenderam, pois Suzane
olhou para Francisco e para a menina desconfiada, a aura de
imortalidade da menina incomodou Suzane, pois algo ela não
tinha percebido, os dois estavam se olhando quando Paula
surgiu do nada em meio a sala, que era protegida de magia e
dons;
— E você, o que faz aqui? – Francisco olhando Paula;
— Verificando as coisas! – Fala olhando as moças que
estavam com ele, Dalila, Lemi, Tesalia, Anja.
— Já verificou? – Francisco;
— Não, queria dizer para você que não fui eu!
— Não foi você o que?
— Que brilhou e lhe apagou dois dias de memória!
— Se não fosse cômico seria triste Paula!

359 | P á g i n a

— Não entendi!
— Vai lá cuidar do seu irmão, eu não faço mais parte
disto!
Francisco estava terminando a frase quando Dani abre
uma porta e surge ali com Dario e olha para Francisco;
— Temos de conversar!
Francisco olha em volta e pensa quem ele mataria ali,
mas estava ainda observando quando viu Carlos Guerra e Sena
entrarem na peça, e olharem para ele;
— O Padrinho esta bem? – Francisco;
— Sim, mas que reunião é esta? – Sena;
— Não convidei ninguém! – Francisco;
Sena sorriu e falou;
— Vai começar uma guerra, sabe disto?
— Sei disto, mais do que você. – Ele olha para Rose –
Ou não vai?
— Vai, mas já esta tudo no lugar, pode contar com o meu
apoio!
— Depois vai ter de me explicar esta aura de imortal
Rose! – Francisco;
A moça sorriu e Suzane relaxou, era algo estranha a
forma que ela queria controlar a vida de Francisco;
Paula olhava para Dario e pergunta;
— O que esta fazendo aqui?
— Vim conversar com ele, depois que você e aquele ser
deixaram ele em Marte, ou acha que foi legal aquilo!
— Não fui eu!
Dario estala um dedo e alguns seres as costas somem, a
menina some e Ricardo some ao lado de Suzane, que se
assusta;

360 | P á g i n a

— Ela volta, mas preciso lhe falar Francisco! – Dario;
— Fale?
— Não sei quem esta por traz, mas não sei se posso falar
aqui?
— Dario, Rose quer falar com você, o resto não precisa
ouvir isto!
Dario olha a menina, os dois somem ao ar e Suzane olha
para Francisco;
— O que ele fez com Ricardo?
— Não sei se era Ricardo, preciso aprender a ir a um
lugar especial, mas não posso tirar todos de lá!
— Por que? – Anja;
— Eu posso trazer da Inexistência seres que tenha força
para os tirar de lá, mas pode ser que não seja agora, e sim
dentro de alguns anos!
— Esta a dizer que era a menina? – Suzane;
— Ou o companheiro dela! – Francisco;
— Desconfiava?
Francisco não respondeu, a moça saberia que ele estaria
mentindo, olhou para Dani e perguntou;
— O que quer falar?
— Poderia ser a sós?
— Não!
Francisco estalou o dedo e o tempo parou e olhou para a
menina;
— Sabe que diante deles não é fácil! – Francisco;
— Por que?
— Vamos ter de ir ao futuro Dani, e não pretendo
entender esta sua relação com Xi e Xo, mas o que quer falar?

361 | P á g i n a

— Dario me perguntou o que poderia fazer, para evitar o
fim, você fez a menina tentar o achar e pressionar para recuar,
não entendi por que?
— Ela jogou pesado, não vou jogar leve com ela!
— Por que?
— Se ela quer destruir, ela e Xi, a existência, que eles se
percam junto!
— Mas ela já tem a memória!
— Sim, mas quantos anos tem o menino?
— Sabe dele? – O rosto de indagação de Dani foi de que
não era para ele saber;
— Sei, mas quantos anos?
— Seis meses ainda!
— A 5 anos e só chegou a seis meses?
— Sim, e dizem que vai ser lento, dentro de uns 400 anos
para ele ter 10 anos!
— Sei disto Dani, mas depois disto terei de lhe proteger!
— Acha que eles vão querer me matar?
— Eles não são apegados aos filhos, então seja o que for,
acho que teremos de mostrar a um deles o prazer da vida!
— Mas se não der certo?
— Sabe que estaremos lá para viver isto, não agora!
— Mas como evitar o que você provocou?
— Não quero evitar, Dani!
Ela olhou aos olhos dele e sumiu da frente enquanto ele
estala o dedo e tudo volta ao movimento;
— Suzi, reúne o pessoal na capela, vamos a ação!
— O que esta acontecendo?

362 | P á g i n a

— Temos um índice de magia no ar que não é normal,
algo grande vem contra nós, quem não sei ainda!
Dalila olha para Francisco;
— Acha que por isto estavam a tentar matar Gaia?
— Acho que se Gaia não esta ai para nos defender, nos
defendemos por nós mesmos!
— Mas como podemos vencer? – Suzane;
Francisco sorriu e falou;
— Calma, não sei como ainda, mas o trago de volta!
Suzane estava tentando ser forte, estava perdida, foi ao
grupo enquanto Francisco olha para Carlos;
— Prepara tudo para uma contra ofensiva!
— Por onde vem o ataque?
— Lezo!
— Mas ele é aliado? – Sena;
— O verdadeiro sim, o que esta lá erguendo com AS1 os
ataques não é, então vamos nos defender!
— O que ela ganha com isto? – Anja;
Francisco olha a menina voltar ao lugar, pela porta e fala;
— Pergunta para ela, não para mim! – Olhando a porta;
Paula entrava andando com algumas pessoas as costas, e
Francisco olha Peter depois de anos, não sabia nem se era ele;
Tesalia a meses não via Peter, ele não ia lá para lhe ver,
Francisco olhou as auras, não sabia bem quem ainda estava ali,
mas os Magos vieram a eles e o sorriso de Francisco fez Paula
olhar para trás, mas ainda estavam ali;
— Veio com reforço Paula, não sabe que não precisa
deles?
— Vim entender o que esta acontecendo?

363 | P á g i n a

— Lezo vem atacar os imortais, como seu irmão não esta
com tempo para os defender, eu defendo!
Peter olhou para Francisco e pergunta;
— Mas por que ele nos atacaria?
— Se alguém de outro planeta tivesse matado o ser
primordial do planeta dele, o que você faria?
— Mas não matamos, foi aquele Dario? – Peter;
— Quem deu vida eterna a Dario, Peter? – Francisco;
— Mas não posso ser culpado por atos dos demais, já me
bato para defender os meus atos do passado!
— Não quero discutir com você Peter, apenas
respondendo a pergunta de sua irmã! – Francisco;
Peter olha as duas Imperatrizes e pergunta;
— Mas por que não pediram minha ajuda?
— Pergunte para Paula, já falei isto com ela a muito
tempo! – Dalila;
— Ela me falou algo, mas nada que parecesse que daria
neste resultado!
— Não esta preocupado ainda, meu rei, pois ainda parece
descrente do acontecido!
— Paula falou que Lezo havia sumido no mundo de
Gaia!
— Lezo sumiu assim como eu, jogado ao espaço, Peter,
mas como tudo aconteceu quando ele chegou lá, não sei nem se
não foi o causador!
— Meu irmão de alma não faria isto!
— Então volta para casa com as crianças as costas, pois
se não veio ajudar, não atrapalhe! – Francisco;
Peter estala um dedo e vê que nada acontece;

364 | P á g i n a

— Você protegeu a casa com fé, esperto, mas não pode
se esconder de me desafiar Francisco!
— Sei disto, mas não entendi, veio ajudar ou atrapalhar,
pois parecem ter vindo para brigar, ou já esta nos planos
antigos, apenas os irmãos de alma importam e o resto, que
morra! – Francisco;
— Estou ainda me inteirando do que pode ser meu futuro,
mas estou vendo que esta abraçando meu mundo!
— Paula esta abraçando seu mundo, não eu!
— Sei disto Francisco, acha que sou burro?
Francisco pensa na frase, e pergunta;
— E esta tudo bem para você?
— Não, mas não posso no momento defender o planeta,
mas pelo jeito terei de lhe desafiar por um futuro!
— Não sendo hoje, tudo bem!
Paula vê o irmão saindo, não era o que ela queria, mas os
demais mesmo não querendo teria de recuar, e o senhor olhou
serio para ela e olhou para Anja;
— O que ganha com isto?
Paula olhou Anja e falou num tom estranho;
— Talvez você fosse das poucas que me entenderia, mas
não tenho como parar pela metade isto, filha, não é questão de
querer, e sim, sobreviver, mas não vai entender!
— Acho que não entendo mesmo! E não iria entender,
parece que nem você entende!
— Acha que vão conseguir me deter?
Francisco sorriu e falou;
— Não, acho que você não entendeu o que queremos,
mas tudo bem, você sabe que tem uma lenda que diz que o que
veio por Dany não é Xi, e sim um anjo de controle, que ele vira

365 | P á g i n a

pelos meus cálculos, em algum lugar próximo deste, mas
próximo a 2430, a no máximo 3440, antes disto não a quero
deter Paula, senão já o teria feito no passado! – Francisco;
— Fala como se soubesse a muito, mas esta mentindo!
— O que minha aura fala não é a verdade, mas a
sinceridade, mas não entende disto, como digo, coisas de fé!
— Esta a dizer que quem veio não foi Xi?
— Ele não vai sair de lá antes de ter certeza de suas
intenções, sabe disto, ele é mais desconfiado que todos os
presentes juntos, e ainda assim teria de multiplicar por 4!
— Parece o conhecer bem para quem não é um de meus
filhos!
— Você não tem filhos Paula, pois quem gera de verdade
não mata a criação, isto que vocês dois chamam de gerar, é
apenas por para viver e educar, mas com uma adendo de
pseudo-deuses, aqueles que falam, me amem ou os mato!
— Não sabe o que fala Francisco! – Paula;
— Menina, cresce, não adianta viver milhões de
experiências e ser a menina sem segurança ou sem um caminho
real a trilhar!
— Mas sabe que vamos a uma guerra!
Francisco olha para uma porta abrir as costas dele e olha;
— Bem vindo amigo!
Passavam pela porta Lezo e AS1 e a menina olha para os
dois e fala;
— Que truque é este?
— Um truque que você vai descobrir que poucas pessoas
sabem fazer, uma delas é Peter! – Francisco;
Paula olhou para os demais e falou;
— Você me paga por isto Francisco!

366 | P á g i n a

Paula some ao ar e Francisco olha para Lezo;
— Achou o caminho?
— Sim, quando você me induziu onde estava a ameaça,
não teria como sair de lá sem prender minha existência a algo
longe da vista de todos, esperava que estivesse errado, mas
vejo que não estava! – Lezo abraça Lemi e termina – Se
comportou em minha ausência?
A Abe sorriu, Lezo havia voltado, mas ainda se
desenhava uma guerra do lado de fora, Francisco olha para
Dalila que abre uma porta e volta a seu mundo com Tesália;
Francisco olha para Suzane e a abraça e fala;
— Calma, se tivesse desconfiado o todo, teria o
preparado para isto!
— E como sabe quem é quem Francisco?
— Você desconfiou, esta em sua aura a mais de 5 dias,
mas achava que estava duvidando de seu amor, mas não, estava
mostrando que os dois se conhecem como um!
— E tem como o trazer de volta?
— Hoje não, este é o problema Suzi!
— E não sabe quando?
— Não, sei que vai vir ao mundo de novo, mas quando
não sei!
— Ele é especial pelo jeito?
— Sim, ele é especial menina!
Francisco olhou os presentes a capela e falou;
— Lembram da guerra contra os imortais, esta vai ser
mais violenta que aquela, mas queria saber quem esta disposto
a ganhar esta guerra, não empata-la!
— Por que acha que vai ser mais violenta? – Lezo;

367 | P á g i n a

— Por que estaremos enfrentando dos nossos amigo, uma
coisa é eu estraçalhar um ser que desconheço, outra é me
deparar com os amigos nos atacando!
— Quem vem sobre nós? – AS1;
— Alguém que parece ser sua amada AA1, mas não é, e
com toda a leva de pessoas por trás, terá de ter calma rapaz!
— Ela convenceu os meus a atacar os humanos?
— Sim, e vai estar lá, mas não sei se esta guerra é para
ser ganha ou perdida ainda!
— Você é maluco! – Lezo;
— Só agora descobriu?



















368 | P á g i n a


Capitulo 11

Sobre Paris uma imensa nave negra, 22 km de raio, para
sobre a cidade, em plena tarde toma a aparência de noite, as
pessoas ainda não tinham se recuperado das guerras de 5 anos
antes, e diante da imensa nave as bases de apoio saem ao ar em
20 bases francesas, e um repórter vem ao ar;
— Direto de Paris, uma nave que ainda não entrou em
contato, esta a mais de duas horas sobre a cidade, o presidente
pediu para todos se defenderem!
A imagem volta ao estúdio onde um senhor olha o painel
e fala;
— Acabam de confirmar naves sobre o Reino Unido,
Austrália, império Tesália e Dalila, Brasil, África do Sul e
Egito!
O senhor lê com calma a seqüência;
— Nenhuma delas entrou em contato, mas o pânico toma
conta de algumas cidades, e alguns governos se preparam para
a guerra!
As grandes naves, de material totalmente negro, cobrindo
cidades pelo mundo lembraram muito as primeiras guerras, e
no meio de correrias e das pessoas se esconderem, em Paris, a
nave parece descer e encostar nos prédios ao chão, o peso
trouxe muitas construções a baixo, a torre Eiffel entorta para o
lado pelo deslocar lateral do peso sobre o metal, o centro da
cidade teve muitos prédios vindo a baixo e uma porta frontal da
nave se abre e se vê uma leva de Insectos virem a frente, Abe-

369 | P á g i n a

Selvagens, se via a rainha Soraia a frente deles, e os Insectos
foram tomando posição, atirando contra quem andava a frente,
os caças começaram a sobrevoar o lugar e se viu pequenas
naves saírem por todos os lados da nave e começarem a
derrubar os caças, o povo começou a fugir, mas tinham seres
descendo em todo o percurso de 22 km de raio.












370 | P á g i n a


Capitulo 12

No centro de Paris, uma senhora olha aquilo a rua conduz
a empregada com seu filho a se abrigar no subterrâneo,
estavam a descer, deixou a empregada e todos o que convenceu
a descer para o porão trancados, arma uma automática as costas
e sobe os degraus para a rua, deixou lá também o filho de 5
anos, um motivo para batalhas, viu a noite tomar tudo, a nave
tirava o sol do centro da cidade, alguns postes de luz
assumiram o papel, mas quando a senhora chega a rua, vê eles
apagarem um a um, como se a energia tivesse sido cortada.
Estava ela de frente para a rua, quando viu carros
surgirem no fim da rua, vindo atirando em tudo, e viu um rosto
conhecido, viu pararem a frente da casa e uma moça olhar para
ela e perguntar;
— Onde esta seu filho?
— Em segurança, mas quem são estes desgraçados?
— Morte atrás de morte, mas vai ficar ai?
— Vai na frente Sena, me viro!
A moça entra por uma lateral do prédio, liga o seu carro e
sai a rua, enquanto os demais olhavam insectos vindo dos dois
lados, a senhora pegou um comunicador e falou;
— Vão ficar olhando?
Sena sorriu e saíram ao sul, a senhora viu grandes robôs
pararem a frente dela, e olhou a volta, viu a população vindo de
todos os lados, não conhecia, mas vinham com um brilho que
iluminava o local, um dos seres de metal avançou sobre um

371 | P á g i n a

rapaz, ao lhe tocar o metal negro derreteu em uma poça, os
demais começaram a avançar, em todos os sentidos, ela pegou
um lança mísseis na traseira do carro e disparou para cima, os
rapazes olharam para ela pela primeira vez e um veio a ela e
falou;
— Violência assim não funciona!
— Sei, quero chamar a atenção!
O rapaz viu a moça brilhar, e falou;
— Uma imortal com brilho de não me toque, melhor
assim!
— Quem são vocês? – Pergunta a moça;
— Nos conhecem por Laikans!
A moça não entendeu, mas viu um grande robô as costas
do rapaz, ampliou a linha de proteção e o ser entrou
desintegrando na proteção dela;
— Pelo jeito todos estavam esperando isto! – O rapaz;
— Somente o pessoal ligado a Francisco! – Falou a moça
olhando o rapaz que sorriu;
As naves vieram atirando por todos os lados, então a
proteção estava em alta, a moça e o rapaz avançam por uma rua
e veem o exercito de seres em formação de guerra, ela puxa a
pistola das costas e fala;
— Gosto de me divertir!
O rapaz viu a moça começar a atirar, tiros certeiros, mas
olhando em volta, haviam muitos humanos mortos pelas ruas,
isto a fez descarregar a arma, se via ser atrás de ser caindo, as
grandes Abelhas do mundo dos insetos, conhecidas como
Abe—Selvagens começaram a recuar, e a moça a avançar, viu
que alguns ativaram suas defesas pessoais.

372 | P á g i n a

A moça calmamente tocou o chão, e os dons deles se
desfizeram.
O rapaz tocou o chão ao lado e num raio de mil metros os
insectos foram se tornando pó;
As guerras estavam sendo travadas em mais de 20
cidades do planeta, quando uma leva de novas naves surge no
planeta, as defesas americanas até em tão sem serem atacadas
vêem 5 naves sobre grandes cidades, e outras 25 sobre outros
pontos do planeta, Laikans surgiam para as cidades que os
ignorava, e diante de um exercito que ninguém sabia de onde
saiu, um militar Francês chega ao rapaz ao lado de Angeline, a
senhora que estava a atirar ainda e perguntou;
— De onde saíram rapaz, não que não sejamos gratos,
mas não sabíamos desta força de reserva!
— Senhor, preciso de uma ajuda se puder?
— Ajuda?
— Sim, preciso de 5 dos nossos sobre a nave, temos de
parar isto agora!
— Temos como os deter?
— Consegue para nós?
— E a moça?
— Ela se vira sozinha, mas se puder me ajudar reduzimos
o problema aqui e nos preparamos a apoiar os demais!
— Apoiar quem?
— Esta é uma guerra contra os humanos senhor, não
contra os franceses!
— Certo!
Um carro do exercito veio a eles e enquanto o militar
pedia um helicóptero, pegaram 5 rapazes no caminho, e quando
saíram da região coberta se via muito fogo e guerra para todos

373 | P á g i n a

os lados, dos 3 helicópteros, viram dois serem abalroados antes
de chegarem a eles;
O rapaz saiu com calma e levantou as proteções, os
demais fizeram o mesmo e os militares viram que os tiros não
chegavam a eles, quando o helicóptero foi cercado pela
proteção, o piloto estava apavorado, mas viu os militares e os
rapazes, 6 deles entrarem no veiculo aéreo e o comandante deu
a instrução, o helicóptero foi avançando, se via caças sendo
abatidos, os seres metálicos tentarão avançar sobre o
helicóptero, perdendo mãos desintegradas, mas via—se
também parte da cidade queimando a todos os lados, quando
chegaram a uma parte o helicóptero desceu e os 6 olharam—se
pulando na nave, um sorriu e piscou e o helicóptero agora sem
proteção, tenta voar baixo, o militar vê os 6 tocarem a
fuselagem negra e o metal negro começar a virar liquido, e
viram aquilo se alastrar lentamente sobre toda a carenagem, e
não acreditaram quando viram os 6 abrirem as asas e voarem
sobre os pequenos discos que tentavam fugir agora enquanto a
nave se desmanchava sobre a cidade, escorrendo sobre tudo,
deixando tudo coberto por aquela leva de metal negro, mas a
guerra não estava ganha ainda, os 6 rapazes voltaram ao
helicóptero e o militar olhou para eles e perguntou;
— O que são vocês?
— Pode nos chamar de Laikans!

Os militares ao chão quando viram a nave derreter sobre
eles, primeiro se assustaram, mas depois começaram a avançar,
as resistências no chão estavam a conseguir avançar e rechaçar
os seres;
Na TV do Reino Unido vem a imagem dos seres tocando
a nave e ela derretendo, juntaram a imagem do que sobrou em

374 | P á g i n a

Paris e a leva de seres presos pelo exercito Francês, com a
pergunta que vinha ao ar;
— Quem são estes novos heróis?
A pergunta não foi respondida, mas haviam muitas
mortes, não havia por que comemorar, e no fim de 20 dias de
batalhas e mais de 300 naves derretidas ao chão, as coisas
pareciam começar a voltar ao normal;























375 | P á g i n a






























376 | P á g i n a


Capitulo 13

Francisco depois de 21 dias batalhando cada dia em um
lugar surge em Terme e olha para cima, sabia que esta nave era
aliada, mas mesmo assim ficou tenso, pediu para falar com a
Imperatriz e Dalila veio de dentro, um clone e perguntou;
— O que quer Francisco?
— Avisar que não acabou, se preparem, vem mais ai!
— Você quando aparece, estou começando a acreditar
que é uma praga mesmo, muitas feridas, na cidade muitos
mortos, meia cidade a erguer!
— Quer que suma imperatriz?
Dalila sorriu e falou;
— Não, mas de onde vem a ameaça agora?
Francisco não sabia, mas sentia as energias vindo, não
identificava então era algo que ele não convivera, sentia as
energias, poderia até dizer a direção, mas o que é direção no
espaço comparado a um planetinha pequeno, apontar um lado
seria como dizer, qualquer daquelas 6 milhões de galáxias;
— Não sei, mas vamos ter de improvisar quando chegar!
— Você não sabe, parece Peter falando, não sabe o que,
mas sente as coisas!
— Dalila, sabe por que estamos nos defendendo?
— Não, não entendi ainda!
— Nenhuma destas ações parecem coordenadas, viu as
naves derretendo?
— Vi, mas não entendi!

377 | P á g i n a

— Não entendeu ou não acreditou?
— Não acreditei, não eram naves Fanes, não eram nem
seres Abe, mas pareciam, não todos eles, tinham toda a leva de
participação e poder de cada um dos seres!
— Mas viu, poucos vão ver isto!
— Sim, Tesália me confirmou depois, mas é maluquice!
— Também acho, pois podem não ser o que parecem,
mas houve mais de um milhão de humanos mortos nestas
investidas!
— Quando falou em sangrento alguns duvidaram, mas
desconfia do que vem ai?
— Não, mas quer dar uma volta?
— É seguro?
— Se fez o que falei, sim, se não, se esconde!
— Sabe que Tesália queria vir?
— Depois terei de resolver esta coisa, não sei ainda como,
mas não dá mais para deixar para depois!
— Ela lhe trata como tratava Peter, ela é assim, ama
através do ódio!
— Estranho isto Dalila, mas vamos?
Os dois saíram para a parte externa da caverna e
Francisco olha para todos os lados, e viu a nave sobre a cidade
ir ao espaço e os dois viram a leva de amazonas as costas a se
preparar para a guerra, se era para guerrear, guerreariam com
muita vontade:
— Não sei como posso aceitar deixar Peter longe,
Francisco!
— Cuida dos filhos dele, é o melhor a fazer!
— Acha que ele volta?

378 | P á g i n a

— Acho que sim, mas terá de ter paciência, já esperou
antes!
— Sim, mas antes sabia que ele não poderia vir mesmo
querendo, e vinha, agora não sei como fazer para ele vir!
— Acalma as coisas que ele volta, anos é uma coisa que
vocês vêem passar com mais naturalidade!
Os dois viram naves tomar o céu novamente, mas não
viram ninguém vir a terra, Francisco toca o chão e se vê a
proteção dele correr para a terra, Dalila o segura, com ele quase
caindo e o senta;
— Por que isto, Francisco?
— Sabe que Gaia não os vai mais proteger, mas os
habitantes tem de achar que ainda tem a força da terra!
— Mas vai passar tudo por você?
— Sei disto!
As guerras recomeçam, agora o ataque era de Fanes,
vindos de longe, os Laikans pelo planeta conseguiam usar suas
proteções e tudo mais, os imortais também, mas esta energia
corria do universo, do deus de Francisco para os demais, toda
ela passando por ele, ele sentou—se e Dalila viu a pele dele
enrugar, os cabelos branquearem, a sobrancelha cair, o corpo
dele parecia no limite de tudo, ele encostou numa pedra e
sentiu a guerra, enquanto Dalila o olhava;
Paula surge a frente dela e fala;
— Ele não desistiu ainda Dalila?
— Parece o querer matar Paula!
— Não quero, mas se ele quer levar pesos desnecessários
a imortalidade de seu sangue, não posso fazer nada!
— Mas por que as guerras?
— Para me livrar de vocês, não entendeu ainda?

379 | P á g i n a

— Por que disto Paula?
— Por que a imortalidade sempre atrapalhou o nosso
imperar nestes universos, mas achei a fraqueza, Peter nunca vai
desconfiar de nada disto!
Francisco se ajeitou encostado, a dor fazia ele retorcer o
rosto, mas mesmo assim olhou a menina e falou;
— Acha que entendeu tudo? – Francisco;
— Eu estou perto de vencer, você não poderá manter a
proteção sem Gaia!
— Não entendo esta posição, menina!
— Não entendeu que nós não temos estas coisas de amar,
odiar, nós somos assim, imposição, não sentimentos!
— Acho que não entendeu, mas se vamos pagar com a
vida, estou aqui para isto!
Paula pronunciou palavras de uma praga, mas não
chegavam a Francisco, Dalila ao lado se tornou pedra, mas
Francisco estava a querer que ela atacasse;
— Por que acha que pode me tirar de uma pedra, se não
conseguiu tirar seu irmãozinho!
— Acho que nem isto você entendeu, Francisco!
Francisco ficou quieto, teria de pensar, não resolveria
todas as equações neste momento, mas com esforço se levantou,
e olhou para a menina que tocou o chão e viu a magia não
entrar na proteção dele.
Paula andou até ele e deu um choque de impacto, o
senhor foi arremessado as costas, mesmo com a proteção sentiu
a pancada as costas, Paula avançou e tocou o chão novamente,
nada ainda, encostou na proteção de Francisco e falou;
— Principiante, acha mesmo que pode comigo, mesmo
que não fosse quem sou, já poderia com você!

380 | P á g i n a

Paula deu um imenso choque, Paula não sentiu mas as
pessoas que estavam usando a energia da terra sentiram suas
baterias carregarem, suas magias e dons carregarem, mas
Francisco estava um caco, ele olhou o relógio que explodiu no
pulso, ganhara a pouco tempo, mas não agüentara a primeira
briga;
Francisco se estica, toca o chão e repassa suas energias
novamente, se ele parecia fraco a nível força, estava mantendo
resistências de mais de 100 mil laikans através de sua fé, sentiu
mais dois choques, a menina ria ao ver ele sentir os choques,
ele parecia muito chateado, muito franco, tende o corpo a
frente e tropeça, a menina sente ele cair de joelho e encosta em
seu ombro.
No mundo os exércitos de Fanes estavam recuando,
naves derretendo, caindo, sendo despedaçadas, quando as 206
naves caíram, ele estava de joelho diante de Paula que sentiu a
energia dele recuar e consegue tocar em seu ombro, olha nos
olhos do senhor, parecia neste instante ter mais de 100 anos,
pele toda enrugada, pelos brancos, suando, de joelhos;
— Agora quer falar algo, Francisco? – Fala rindo Paula;
Francisco recebe um choque imenso, absorve o mesmo e
retransmite, ele olha nos olhos de Paula e fala;
— Agradeço por se preocupar!
— Enlouqueceu! – Fala Paula tirando a mão do ombro
dele, mas vê a estatua ao lado, se desfazer e Dalila voltar a vida,
a feição de Francisco começar a rejuvenescer, ela toca em seu
ombro e lhe dá mais um choque:
— Obrigado! – Francisco;
Ela viu ele voltar a feição anterior, e pergunta;
— Como pode resistir a uma linha destas, alguns com
esta concentração são jogados na Inexistência?

381 | P á g i n a

Dalila olha para a menina e fala;
— Gaia lhe agradece, Paula Carson!
— Gaia o que?
— A energia, ele a transmitiu para Gaia, a terceira leva
de energia fez ela voltar a existência, ela lhe agradece por isto!
Paula ainda segurava o ombro de Francisco, não sentia
barreira e imagina ele na inexistência;
Francisco olha em volta e vê tudo mudar, Dalila se
desintegra dali, o exercito as costas recua e fecha a cidade de
interação, e a energia de Francisco, antes de ser jogado para a
inexistência atravessa primeiro o corpo a frente dele, o de
Paula, depois foi passando em cada ser do planeta, girando a
velocidade da luz, e voltando ao mesmo ponto, e voltando a
circundar, Paula olha ele sumir e não sabia se sorria ou o que
sentira, ela viu que ele mesmo no partir, distribuiu suas
energias, Peter em Comptche sente a energia da morte e surge
as costas de Paula e pergunta;
— O que aconteceu?
— Sabe o que aconteceu!












382 | P á g i n a

Capitulo 14

Suzane se ajoelha no tempo que Francisco havia
construído, muitos ex laikans estavam as suas costas e gente
chegando a cada segundo, Anja chega ali com Lemi e Dalila,
não sabiam onde seria seguro, todos oraram naquele dia,
enquanto ia a noticia a TV que o presidente não havia resistido
ao tiro que levara a alguns dias;
Sena adentra ao templo e olha para Suzane;
— Precisava lhe perguntar uma coisa?
— Pergunte?
— Ele sabe sair de lá?
— Sabe, mas teremos de ter calma, sabe que todos
estaremos orando por isto!
— Acha que tem saída o que foi decretado?
— Não, isto por que nem notaram que jogamos mais de
300 naves no pacifico, erguendo 5 metros seu nível geral, não
sei o que isto vai fazer a mais, mas não tem saída, se tem coisas
em terras baixas, desfaz, elas em 30 anos vão ser lixo ou mar!
— Consegue o sentir?
— Sim, ele esta em tudo Sena, não entendo por que ele
não reagiu, mas desconfio!
— Por que?
— O motivo se chama Peter Carson!
— Ele queria que o menino reagisse?
— Não, sinto a magia no ar, o universo dele se desfez!
— Não entendi?
— Nem eu, mas fica de olho, não sei se acabou ainda!

383 | P á g i n a

Sena se retira e Suzane volta a orar, Anja viu que aquele
senhor era respeitado, perto de ser adorado, ela viu nos 6 dias
que ficou ali, todo dia chegar gente de lugares diversos no
planeta;
No sexto dia que estava lá, Suzane vê um rapaz entrar e
pedir para falar com ela, Suzi sabia quem era, mas nunca o viu
por perto;
— Você é Francisco Junior?
— Sim, preciso conversar!
— Estamos aqui, pode falar!
— Com você e aquela moça ali atrás! – Fala apontando
Anja;
Suzane olha para Anja e os três adentram uma sala, a de
treino e o menino falou;
— Suzane, quero trazer meu pai de volta!
— Mas como?
— Ele deixou uma raiz a puxar ele para a existência, eu!
— Não entendi?
— A inexistência prende imortais, mas lá o tempo é
relativo, quando Paula começou a sumir com os irmãos de
alma, meu pai achava que tinha um motivo para isto, e fiquei
pensando no por que?
— Achou algo?
— Ela não esta matando imortais, Fanes, insectos, apenas
pessoas ligadas a Peter Carson!
— O que quer dizer com isto? – Anja;
— Regras de existência, deve ter estudado isto!
— Sim, o que nos une é a família, as descendências, e
todo resto!
— Sim, mas por que ela estaria se livrando deles?

384 | P á g i n a

— Não entendi? – Suzane;
— Meu pai achava que ela não tirou Peter de lá, que ele
não saiu, que ela usou um embuste para isto!
— E você acha que ela vai tentar até o fim?
— Eu acho que meu pai se deixou levar para lá, para que
o resgatássemos!
— Mas por que?
— Tentar trazer Peter Carson aos mundo de novo!
— Mas não dizem que ele domina a matéria, ele sairia de
lá!
— Não em estado de pedra de inexistência!
Anja olha para Suzane e fala;
— Faz sentido, a historia conta que ele estava em pedra,
se ela pos um espírito dela no lugar, explicaria algumas coisas,
mas a principal é a apatia dele!
Suzane olha para o menino e fala;
— Cresceu!
— Sim, e tenho uma ligação eterna com alguém, Suzane,
já tenho minha linha me prendendo ao mundo, ele me quis
imortal para este momento!
— Ele esta subvertendo as leis dele mesmo!
— Não, ele sabia que estava livrando um peso, mas não
vai entender ainda!
— E o que fazemos?
— Vamos fazer um culto ao infinito!
— Culto ao infinito? – Anja – Acha que consegue, este
culto não é feito a quanto tempo, 3 mil anos antes de cristo, na
região de Birsay!

385 | P á g i n a

— Mas preciso de uma bruxa de proteção, de uma pessoa
ligada as almas que virão a existência, de preferência com
laços de sangue, e alguém para ministrar o culto!
— Isto é Wicca, não sei se consigo! – Suzane;
— Tudo bem, mas preciso você aqui da mesma forma! –
Junior;
— Por que?
— Ele precisa ter ligações fortes do lado de cá com as
pessoas que vão atrair, e alem de Peter, ele quer trazer Ricardo
de volta!
Suzane entendeu finalmente, era uma missão, não era
uma questão de crença, elas não falavam em inexistência,
somente os imortais falavam disto, e falou;
— Tudo bem, eu faço, mas vamos precisar do que?
— Velas de proteção, sal, mais de 20 kg, muitas coisas
Suzane!
Suzane olha o rapaz, esta coisa de imortalidade, faz as
pessoas chegarem todas as mesmas idades, lembra do menino
com 10 anos, agora em si ele deveria ter 20, mas sinal que já
tinha a imortalidade antes, a 5 anos, e perguntou;
— Mas aprendeu as coisas com quem?
— Mestres estranhos, que sei que uma esta retida lá, mas
não tenho a ligação certa para a trazer de volta!
— Quem?
— Lídia!
As duas se olharam e Dalila entrou e Suzane falou;
— Vamos precisar de que fique aqui um pouco Dalila!
— Por que?

386 | P á g i n a

— Para tentar trazer Francisco de volta! – A aura de
Suzane falava que tinha mais coisa ai, estava omitindo algo,
mas Dalila estava meio perdida;
Começaram a preparar os demais e Anja olha sua avó
entrar pela porta e olhar a neta;
— Onde falo com Francisco?
— Problemas? – Perguntou Anja;
— Onde?
— Ele foi jogado a 6 dias na inexistência por Paula
Carson!
— O desgraçado me enganou!
— Por que?
Tanja olha em volta e fala;
— Por que ele defendeu os planetas, não entendi como!
— Do que esta falando avó!
— Ele fez de alguma forma, ninguém viu, mas temos as
Bruxas nos lugares que deveriam estar, mais de 18 mil galáxias,
mais de 3 milhões de treinados, postos, impostos como Bruxos!
— Mas como pode dizer que foi ele? – Suzane;
— Quem mais faria isto?
— Não sei, mas ele lá não pode fazer isto!
Junior saiu quieto enquanto elas conversavam e Suzane
não falou nada, ela não vira o senhor levar para a imortalidade
o filho, como veria mais do que ele queria.
Suzane vê o rapaz conversando com alguns e preparando
as coisas, ela dá as coordenadas, e quando no fim daquele dia,
na capela, que por si reunia uma imensa quantidade de energia,
os rapazes derramaram a volta do templo sal, sete voltas
completas feita por 72 deles, depois 72 delas, suas
companheiras derramaram mel dando sete voltas no sentido

387 | P á g i n a

oposto, entraram no templo deixando seus sapatos na porta,
seus pecados e erros a porta, e adentram a grande capela e no
altar Suzane começa a orar os salmos, de traz para frente,
magia Wicca se faz ao inverso, ela escolheu os salmos, mas
poderia ser qualquer relato religiosos lido de traz para frente.
Anja chega ao centro e brilha com o brilho das bruxas,
Tanja olhava ao longe, estavam tentando refazer algo que
mesmo para ela era tanto mito como duvidoso, mas todos
viram o brilho de Anja recuar e formar uma porta imensa, na
verdade uma sombra, olhando do lado que olhasse, ao centro
do altar, e enquanto Suzane lia, Francisco Junior fez um solo
com uma pequena flauta, e Dalila estava a tocar um tambor
lentamente no ritmo, estavam a mais de uma hora fazendo isto
quando a sombra pareceu tomar todo o altar, regra que Suzane
repetiu varias vezes, não temer, não correr, não sair do lugar,
todos sentiram o frio vindo daquilo, ou ausência de calor, de
energia, Suzane continuou a ler, e sentiu que Junior aumentou
uma nota musical, e Dalila acompanhar.
Do lado de fora se via em plena noite as paredes do
templo brilharem como um sol, e se viu um negro se abrir por
cima do templo, e tomar todo o céu sobre o local, se viu raios,
a energia parecia estar em alta no local, e quando Suzane parou
de ler inverso, sentiu as energias, e começou a ler da forma
correta, olhou Anja e esta sorria mas estava a suar, o frio
parecia ser apenas para os demais, Junior inverteu as notas, e
começou a tocar invertido, e se ouviu um grande estalo,
pareceu que as paredes do templo dilataram, ouviram um
segundo estalo, e no terceiro, viram as 4 paredes externas do
templo estourarem para foram caindo longe, todos olharam
para cima, e viram uma leva de energia descendo.
Junior acelerou e começou a bater lentamente o pé no
chão, e alguns foram seguindo o rimo e quando a grande bolha

388 | P á g i n a

de energia tomou o centro do local, Anja desfez o brilho de
bruxa, e todos sentiram a energia passar por eles, Dalila olhou
sem entender, estavam ali, a estatua de Peter, Ricardo,
Perséfone e Francisco, o menino sorriu, se levantou e foi
abraçar o pai;
Dalila olhou para Francisco e ele falou;
— Temos de conversar!
Francisco mexeu os braços os fechando e as paredes
estouradas ao chão, começaram a se erguer, mas muitos vidros
haviam quebrado;
Suzane olhou Ricardo e foi o abraçar com força;
— Voltei amor, mas não me pergunte quanto tempo foi!
Ela o beijou e ele sorriu;
Perséfone olha a tia e pergunta;
— O que aconteceu, não lembro de nada?
— Depois falamos nisto!
Dalila olha a estatua, e Perséfone olha para a mesma e
pergunta;
— Quem o amaldiçoou de novo?
— Olhe a estatua menina!
— Parece a mesma, o mesmo rosto olhando as mãos,
como se não acreditasse!
— Sim, não foi outra maldição, mas alguém nos enganou
dizendo que ele havia voltado!
— Mas por que a menina iria fazer isto!
— Sabe por que, nossa mãe não é boazinha! – Dalila se
referindo a mãe em alma das duas, Paula;
Suzane chega perto de Francisco e o abraça e fala;
— Só por você, não me faz fazer isto de novo!

389 | P á g i n a

— Só você Suzane, para ter força para abrir um portal
Wicca e ficar a se condenar por ele funcionar!
Ela sorriu e Anja chegou perto e falou;
— Sabe que duvidei que você fosse tão especial?
— O que sua avó faz aqui?
— Ela quer saber quem repôs todas as Bruxas no lugar?
— As vezes as pessoas esquecem que tempo é questão de
quem olha, mas foram 31 anos treinando gente nestes últimos 2
meses para isto!
— E fez sem ninguém ver?
— As vezes duvidei até de mim, foi difícil estes dois
meses!
Anja o beija e obvio que muitos olharam isto, até Tanja, a
avó, mas ela acabara de ver que os ali presentes eram iniciados
em fé, alguém capaz de na primeira tentativa abrir um portal
capaz de trazer 4 seres, como se fosse a coisa mais natural do
mundo;
Os demais foram se levantando, foram cumprimentando
Francisco que toca o chão e a segurança baseada na fé do
templo se fecha, olha em volta, ninguém sumiu, ninguém
apareceu, mas ele não havia achado Lídia lá, não achou as
demais, sabia que estavam lá, mas onde, nem idéia;
Francisco pediu um momento e saiu dali indo ao seu
quarto, Anja não soltou sua mão, mas ele precisava se
recompor, ainda não acabara;
Anja esperou ele tomar um banho, se vestir, e quando ele
saiu do quarto ela estava olhando para ele;
— Não faz mais isto!
Francisco abaixou—se ao lado dela e falou;

390 | P á g i n a

— Sei que não confiei em você, Anja, mas não esta fácil
duvidar, duvidando de todos, cuidando de todos, Ricardo ao
meu lado e a menina o atingiu!
— Vi que Suzane é poderosa, o que a esta
transformando?
— Algo que espero que você aprenda a gostar!
— O que a esta transformando?
— Ela tende ser um Anjo Negro!
— Odeio até de pensar no que faz um anjo negro!
— Mas alguém tem de fazer Anja!
— Ela não sabe disto?
— Ela tem de achar o caminho, se não achar, não o será!
Anja beijou Francisco e falou;
— Não consigo ficar longe, e não consigo ficar perto, sei
que ama Dani!
Francisco a beijou e abraçou;
— Sei que não deveria pedir para ficar, mas também não
sei mais como pedir para você se afastar!
— As contradições dos Bruxos, o que esperava?
Francisco sorriu a abraçando e a deitando a cama;










391 | P á g i n a





























392 | P á g i n a

Capitulo 15

Francisco voltou com Anja a sala de estudos, e viu
Tesália, ali era problema para a vida, para a eternidade, mas
Francisco não desgrudou de Anja, olhou os demais e ouviu;
— Não gosto de você ao lado de minha neta!
— Sei disto Tanja, sei disto!
— Poderia me explicar aquilo! – Tesália apontando a
estatua;
Francisco olhou, pensou em tudo que vivera nos últimos
10 anos, e olhou ela serio;
— Talvez ninguém tenha notado, mas as rosas estão
ainda nascendo nos demais mundos, lhe dizendo o caminho a
tomar, se ele é bom ou não! – Olhou Dalila – Sei que fomos
enganados, e na felicidade não olhamos detalhes importantes,
assim como nas guerras – olha para Tesália – mas ele ainda
esta na maldição, a galáxia criada por Peter, ele mantêm, para
confundir os demais, mas o universo que ele criou se desfez, se
extinguiu!
— Ele morreu? – Dalila;
— Não, mas ele precisava garantir um retorno especial
dentro de 400 anos, e isto o fez desfazer o seu universo, como é
o poder dele que a mantinha, ele a desfez, para que o irmão
mais novo voltasse ao mundo da inexistência, hoje temos ele lá,
não Xi!
— Isto é uma acho? – Suzane;
— Sim, mas se pergunto se Xi esta lá, a resposta vem
como não, mas isto quer dizer que ele já esta entre nós!
— Sabe disto a quanto tempo?

393 | P á g i n a

— 5 anos! – Fala Francisco olhando para Suzane que
perguntou;
— Então ele em 5 anos adquire a consciência? – Tesalia;
— Não, ele nasceu através de uma geradora imortal, ele
não esperava isto, esta com 6 meses ainda!
Tesália sorri e fala;
— E não fala disto abertamente todo dia?
— Não, mas temos de conseguir reanimar Peter, ele vai
precisar esquecer assim que voltar a vida!
— Por que? – Dalila;
— Por que ele saber da intenção de Paula, sua irmã, não
sei se é uma boa, acho que temos de o induzir a algo mais cruel,
menos real!
— Mais cruel? – Suzane;
— Ele esta perdendo força, esta descrente do que ouviu,
ele esta a tentar manter o raciocínio, mas ele não quer acreditar
que a mãe dele esta a ponto de o condenar a extinção, com tudo
que ele criou, isto o esta matando mais do que a magia, ele não
quer sair da maldição, por isto ele não saiu ainda!
— Esta a dizer que ele não quer voltar?
— Antes Paula se livrar de algumas pessoas, Lídia falava
que Peter tinha uma aura de atração e amor por Paula que ela,
Lídia, nunca havia visto, mas sinal que Paula já tinha noção de
quem era antes dos 10 anos, e foi ai que todos os envolvidos
foram envolvidos, mas isto não tem como se concertar, mas se
ele voltar e entrar em uma briga com ela, com energia, magia e
amor, ele pode matar tudo o que conhecemos!
Dalila olha para ele e pergunta;
— Mas quem faria ele apagar este tempo, quem você
conhece que pode fazer isto?

394 | P á g i n a

— Por isto estou começando este caminho, Dalila, um
Anjo de Integração pode fazer isto com exato ponto de
memória, não sendo algo aleatório, mas para isto terei de
percorrer alguns caminhos que mesmo para mim são apenas
lenda!
— Caminho das Almas? – Tanja;
— Sim, o menino fez este caminho, mas sem percorrer o
caminho, apenas foi lá e voltou, e quando mostrou isto a Paula,
posso estar encanado, mas a partir daí que a memória dela
começou a retornar!
— Esta a dizer que ela sabia de tudo, mesmo quando
enfrentou Liliane? – Perséfone;
— Sim, e a historia de Liliane não tenho como a desviar
ainda deste caminho, mas com tempo, na eternidade falamos
disto!
— Acha que ela desenhou este fim? – Suzane;
— Acho que sim, e no meio de tudo isto, vou falar algo
estranho, mas se qualquer a volta mudar em pequenos detalhes,
desconfiem, sei que uma guerra sem confiar é difícil, mas não
temos alternativa!
— E pretende ir ao caminho das almas quando? – Tanja;
— Não sei, mas vi uma coisa interessante em Marte, vou
ter de voltar lá!
— Marte, mas por que?
— Segredos de um passado de milhões de anos, mas
desta vez quero ir com pessoas capazes de me ajudar e não me
trair!
Francisco olha em volta, sente as energias e todos vêem
ele abaixar rápido e encostar no chão e a estatua ficar invisível
aos olhos, assim como Ricardo e Perséfone que olham as mãos

395 | P á g i n a

sumindo ao ar, Tesália acompanha os olhos de Francisco
olhando a porta e vê a menina entrar por ela;
— Paula, quanto tempo? – Francisco;
— O que você fez Francisco, parece que me enganou
direitinho!
— Por que?
— As energias dos planetas, parecem ter ressurgido,
sabia que deveria ser você ou ... – a menina se calou – mas vim
verificar e esta ai, sinal que foi você!
— Sabe que foi, tem minha assinatura naquilo!
— Não me pareceu isto, mas tenho de prestar mais
atenção, não sabia ter saída de lá, mas pelo jeito me omitiram
algo, e não tenho ainda para quem perguntar!
— Paula, não entendeu que não sou inimigo?
— Você é inimigo, e quando se esconde neste seu templo,
sei que por alguma coisa que também ignoro não posso com
você, mas por que restituiu as bruxas, como fez isto, me
chamou atenção para cá e empregou milhões de bruxas, sei que
isto não foi trabalho de hoje, tem de ter tido mais tempo, mas
me enganou direitinho!
Francisco sorriu e viu as costas da menina Rose entrar e
lhe olhar, todos acompanharam o olhar, Paula olhou para Rose
e falou;
— Tem sua assinatura, e não a dele naquilo!
— Acho que a menininha que dizem ser minha mãe de
alma, não sabe do que esta falando! – Rose;
— Verdade, não tem sua assinatura, parece sua, parece
dele, mas tem a força de Peter, não é nenhum dos três, isto que
não entendi!
Francisco olhou o filho ao seu lado e perguntou;

396 | P á g i n a

— Como esta a sua mãe?
— Ainda querendo saber como você esta!
— Cuida dela, e tira Rose daqui, não quero confusão!
Dalila olhou para o menino, que passou por Paula, deu a
mão para Rose e esta sorriu olhando para Francisco Junior, o
beijou e sumiram pela porta;
Suzane sorriu, Francisco treinou o filho longe dos olhos,
e quando viu que o menino estava com Rose, lembrou da aura
de imortalidade da menina, obvio para alguns, duvidoso para
ela, mas um caminho mais simples a seu mestre;
— Mas Francisco, o que faremos?
— Vamos reconstruir, vocês fizeram uma bagunça na
minha ausência! – Francisco olha as placas soltas, estouradas,
rombos na estrutura, olhou para Paula – Ainda esta aqui?
— Não vai se livrar de mim assim fácil, Francisco
Pombo!
— Vai cuidar do seu filhinho, aquele que não nos
mostrou ser o que todos diziam, não participou, não se
importou, se você nos mataria a todos!
— Você não chega aos pés dele!
— Xo, estou cheio disto, cansado, se um dia for a
inexistência, vai saber do que falo!
— Mas você não parece ter sofrido ainda!
— Ainda! – Fala Francisco apontando a porta – Se puder
nos deixar em família, já que não faz mais parte dela mesmo!
A menina olhou Dalila, Lami, para ela os desafios a
terminar, mas quando ela pensou isto Francisco falou;
— Tem um problema Xo!
— Mais um?
— Sim, não vai dar certo, não como vocês fizeram!

397 | P á g i n a

— Por que?
— Por que Peter desfez o universo que havia criado, fala
com ele, mas com isto, seu caçula esta lá em cima, solto,
sozinho, se você não se preocupa em extinguir isto, tudo bem,
Peter pode ensinar o irmão a reconstruir um universo!
— Ele não pode ter feito isto!
— Para de falar e começa a olhar para o mundo menina
arrogante! – Suzane;
— Você ainda não entendo, tem uma aura de humana,
mas não sei quem é! – Paula;
— Mas eu sei! – Francisco;
— Sabe? – Paula;
— Deveria ter olhado onde mandaria os filhos após
morrerem, como Zeus, Sonoz Primeira, Placo, seres que você
não se preocupou após mandar como humanos mortais a este
mundo!
Paula olha para Francisco serio;
— Você sabe disto, como?
Francisco não respondeu, mas sorriu, era uma
confirmação, e a menina sumiu a frente deles;
Suzane olha para Francisco e pergunta;
— O que quis dizer com isto?
— Que se fosse mortal já haveria recobrado a memória
de quem era, provavelmente enlouqueceria com isto, mas as
vezes demoramos para olhar o obvio!
— Do que esta falando? – Dalila;
— Para que tudo desse certo, eles teriam de mandar todos
os filhos antes para cá, não um, todos, sempre me perguntei por
que esperaram tanto para Xi vir a vida, mas agora faz sentido!
— Faz? – Dalila;

398 | P á g i n a

— Sim, antes de Peter criar um universo paralelo, onde
os dois pudessem se recolher, enquanto este se extinguia ele
não viria, mas para isto, tiveram de mandar também o segundo
menino e segunda menina de volta, Zeus e Sonoz, pois eles lá
não deixariam o fim das almas, não sei ainda como isto
funciona, mas é uma esperança a agarrar!
Dalila olha para Suzane e pergunta;
— Esta a dizer que esta humana é reencarnação de Sonoz,
minha avó?
Francisco sorriu e falou;
— Isto que é chamar alguém de velha, avó de uma
imortal! – Riu e Suzane fechou a cara;
— Não esta falando serio!
Francisco tocou o chão, viu alguns rapazes ao longe,
sumirem e pensou em como a menina era rápida em substituir
alguém, fecha as proteções e ressurge o que estava omitido da
vista e Ricardo pergunta direto;
— Esta a dizer que sou reencarnação de um deus?
— Do mais sanguinário dos Fanes, Zeus!
— E os Laikans? – Suzane;
— Ainda vale o que falei antes, é uma guerra pela
salvação, mas eles nem sabem o que os espera!
— Mas por que eles iriam querer me ter lá? – Ricardo;
— Eles analisam as pessoas pelas auras, não têm mais
que isto para análise, então almas fortes eles atraem!
Tesália chega até a estatua e a toca, o menino que mudou
sua vida, e olha para Francisco;
— E como vamos o trazer de volta?
— Acredite, ele ficou feliz hoje depois de anos!

399 | P á g i n a

Dalila sorriu mas viu que o olhar de Tesália para Anja
estava muito agressivo;
— Neta, vai ficar ou voltar?
— Voltar, tenho de conversar e lhe proteger avó!
Este tom fez a senhora olhar atravessado, as duas saíram
pela porta e Tesália olhou para Francisco;
— O que tem com ela?
— O que tem com a estatua? – Francisco;
Dalila riu e Perséfone passou por ela e foram conversar, a
menina não sabia onde estava, os demais foram começando por
as coisas no lugar e Suzane olhou para ele antes de sair;
— Temos de ver onde quer chegar com isto!
Francisco sorriu e quando viu as pessoas saírem de perto,
reparou que restara apenas ele e Tesália a sua frente;
— Você é igual a estatua, não presta!
— Ele lhe ama guerreira, não fala assim!
— E como sabe disto?
— Por que preciso lhe mostrar algo, e tem ser algo entre
você e eu!
— Algo? Mas e a estatua?
— Ainda tem gente infiltrada, Tesália!
— Quem?
— Eu! – Falou Francisco olhando a guerreira que armou
as proteções e falou;
— Diz que é brincadeira?
— Tem de estar com a proteção levantada Tesália,
mesmo que seja eu do outro lado, mesmo que seja Dalila!
A moça beija Francisco e olha em volta, estava tudo em
movimento e ela sorriu;

400 | P á g i n a

— Não vai esconder isto?
— Alguém vai me amaldiçoar por isto, mas penso que se
tem maldição pior do que as que carrego as costas!
A moça viu ele lhe dar a mão e sumiram em um dos
corredores com os demais olhando desconfiados para o mestre;
























401 | P á g i n a





























402 | P á g i n a

Capitulo 16

Lezo chega em sua cidade no mundo de Vida, e a
recepção não foi nada calorosa, muitas pessoas a lhe olhar
como um traidor, como alguém que lhes pos em uma guerra
que não podia vencer, olhou para Soraia e falou;
— E daí Soraia, já levantou todos eles contra mim,
mesmo sabendo que não fiz sozinho?
— Você que me convenceu disto!
Lezo olhou os demais e falou;
— Alguém aqui ainda acredita em mim?
Lezo olhou nos olhos dos irmãos, o resto, não lhe dizia
respeito naquele instante, ouviu Leza, olhar para ele e falar;
— Soraia nos disse que nos mandou para lá, e depois se
aliou ao inimigo!
— E acreditou nisto Leza?
A moça conhecia o irmão que tinha, sabia que era mais
fácil ele se matar a fazer isto;
— Se querem me linchar, estou aqui, nunca fugi, nem
mesmo quando poderia ter morrido por isto, nunca lhes dei
nada fácil, ou esqueceram, eu sou um Coletor, a maioria de
vocês era ou coletor ou os carregadores que mantinham a boa
vida de seus reis, eu não sou rei, sou um Coletor, esta cidade,
fundei para os ensinar a ser mais, a evoluir, a serem pessoas
prontas para o bem ou para o mal, mas se querem me linchar
estou aqui para isto!
Lezo olha de soslaio e via o sorriso em Soraia, Lepo
olhou o irmão, amigo e falou;

403 | P á g i n a

— Mas por que nos induziu a ir lá, perdemos parte dos
nossos amigo com isto!
— Irmão, precisamos conversar, preciso lhe mostrar
algo!
Lezo brilhou e uma leva de fé passou por todos os
presentes e os demais viram Soraia ir a imagem de Paula e
depois voltar a imagem de Soraia, coisa rápida, mas para a
percepção de um insecto, isto era muito natural;
— Irmão, não fui eu que lhes mandei para lá, mas
teremos de fechar nossos portais também para Magia!
— Por que não veio antes?
— Dois dias para sair da Inexistência, mais 4 para se
recuperar, mas mesmo assim estou aqui para ser julgado, se
alguém usou minha imagem, e vocês seguiram, não deixo de
ser culpado por isto!
Lezo olha para Soraia, e esta se desfaz no ar com os seus
ficando assustados;
Lezo vê a leva de guerreiros o cercar, não era de fugir de
uma briga, mas agora seria com o povo sabendo o que estava
acontecendo;
— Você matou nossa rainha! – Um Abe—Selvagem;
— Eu?
— Sim, vimos você a desintegrar, vai negar isto também,
depois de querer jogar nela toda a culpa!
Lepo ficou na frente e ouviu Lezo falar;
— Deixa eles amigo, recolhe os nossos, não tem ninguém
aqui que mereça morrer, mas se causei algo, eu assumo a
responsabilidade!
— Mas eles viram!

404 | P á g i n a

Lezo brilhou e os demais viram que todos aqueles seres a
frente de Lezo não eram insectos, eram a mesma menina, e
Lepo recuou os seus enquanto Lezo em meio a cidade olha
para o segurança e fala;
— Pelo respeito que lhe tenho Xo, gostaria que não
precisasse lhe enfrentar!
— Você não entende que não deveria mais estar aqui?
— Você que não entende, Paula, falta muito ainda para
ter a força de Xo, e mesmo quando tiver, talvez não seja
suficiente para enfrentar o fim, mas se querem se matar dentro
de um tempo que provavelmente não estarei aqui, não estou
preocupado!
— Mas se estiverem aqui, sabe as regras!
— Não, não sei as regras!
— Vocês tem de ter se recolhido para que o universo se
refaça!
— Acho que mesmo você não entende disto, outra coisa,
diz para Peter, que considerava um irmão que ele também não
é mais bem vindo aqui!
Lezo brilha e todos os seres a frente somem, aquele
brilho atravessa o planeta, desfazendo muitos clones da
menina;
Paula surge em Comptche e olha em volta, tentou ver o
mundo dos insectos e não mais os viu, olhou para o ar e sentiu
cada um deles se escondendo por magia;






405 | P á g i n a






















406 | P á g i n a

Capitulo 17

Francisco olha para Tesália nua a cama e fala;
— Por que eu, Guerreira?
— Você guerreia de uma forma diferente, mas não vai
me ouvir falar isto lá fora!
— Diferente?
— Vi como enfrentou a menina, sei que não deveria estar
lá, mas a enfrentou com os poderes dela, não desgastou os seus,
que usava para aparentar que Gaia havia morrido, usou toda a
sua força para vencer os desafios, isto deixou a menina perdida,
ela via muitos em guerra, mas achava que se o vencesse todos
recuariam, mas você não se pos como um rei, um imperador,
você se pos como um nada, sem nada, que apenas aparece para
ajudar!
— Sabe que não me vejo assim, guerreira, sou apenas um
instrumento, nada alem do instrumento, mas não me nego a ser
isto com toda a força que tenho!
— Que por sinal não é pouca, mas por que?
Francisco a abraça e fica ali a pensar em como
enfrentaria isto, não tinha como induzir a menina a tudo que
tinha de ser feito;







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408 | P á g i n a

Capitulo 18

Em Terme Perséfone surge a frente da imagem dela no
trono e fala;
— Uma impostora, quem está ai?
A mesma olha para Perséfone e fala;
— Guerreiras, prendam a impostora!
— Lhe desafio a provar que sou uma impostora!
As guerreiras pararam e olharam para a rainha;
— Mandei a prender!
— Vai recusar o desafio irmã?
Saber as regras as vezes é mais importante para uma
Guerreira Amazonas que o resto, uma vez desafiada, em algo
simples, provar que a outra era uma impostora, fazia toda a
diferença para uma guerreira;
As guerreiras abriram o caminho para a que havia chego,
e a verdadeira chegou ao centro e Paula no corpo de Perséfone
falou;
— Então separem as 100 melhores, se ela quer brigar!
As guerreiras sorriram, mas quando as 100 foram
anunciadas, Perséfone abriu os braços e uma leva de magia e fé
atravessou todas e estas se desmancharam em pó;
— O que é você guerreira?
— Uma seguidora de Peter Carson, meu rei, Francisco
Pombo, meu tutor, e Lezo, meu instrutor!
Apenas as 100 guerreiras haviam se desmanchado, e
ouviram;
— Agora é entre nós, falsa rainha!

409 | P á g i n a

Perséfone fez o movimento contrario e as meninas se
refizeram ao chão, desacordadas;
Paula olha para ela e fala;
— Acha que pode comigo?
— Posso, pois ainda estou onde me mandou, então não
tem como me mandar de volta para lá!
— Você o que?
— Entendeu Xo, não é burra!
As demais estavam confusas vendo as duas moças, que
pareciam a rainha, mas viram que a força da que desafiou era
compatível a rainha, mas quem era quem agora, as duas
girando em torno do centro do local de treinamento;
Perséfone jogou o corpo para a frente, armando as
defesas de magia, e tocou com as mãos ao chão, e impulsionou
o corpo girando e posicionando as pernas para acertar Paula,
que viu a proteção dela entrar na de Paula e a aparência voltar a
de Paula Carson, e ser empurrada a parede, onde bateu com
força, ela tentou retomar a forma mas não teve como, era um
clone em Magia, sem a permissão da verdadeira herdeira das
terras, ela não poderia a usar, e Paula olhou para Perséfone;
— Como saiu de lá?
— Já respondi isto!
— Você não pode me vencer, sou mais que você!
— Regra da magia, menina arrogante, você só pode usar
magia se a verdadeira herdeira dela o permitir, como não
permito, teria de usar ou os dons, também proibidos em minhas
terras, ou a fé, Gaia não daria poder a você, ou energia, mas
parece não saber isto!
Paula vê a moça a tocar e sente o clone se desfazendo no
ar, Perséfone olha para as irmãs de fala;

410 | P á g i n a

— Não acredito que acreditaram nesta farsante?
— Desculpe rainha, não desconfiamos!
— Organiza as coisas, quero todas as irmãs aqui, em
forma e treinando!
— Mas..
— Vocês são guerreiras, antes de serem qualquer outra
coisa!
Perséfone chega ao seu aposento e toca a criança, sua
filha com Peter e sente que é um clone, este se desfaz no ar, ela
sente a tristeza lhe corroer a alma, uma segurança chega e fala;
— Tem um senhor querendo lhe falar!
— Já vou lá!
O ódio estava nos olhos da moça, que vai ao salão
principal e vê Francisco ao lado de Tesália que fala;
— Rainha, com calma tiramos ela de lá!
— Sabe onde ela esta?
— Onde você estava! – Francisco;
— E querem que não revide?
— Queremos ir a frente, e não recuar!
— E vai fazer o que? – Perséfone;
— Estou propondo a Tesália algo que nunca foi feito,
mas que por anos pode passar desapercebido dos demais!
— Nos transferir para algum lugar?
— Na teoria, não na pratica! – Francisco;
— Mas ela me paga, minha filha não tinha a ver com esta
guerra!
— Tem tudo a ver, Perséfone!
— Como assim?

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— Ela tem uma função, a de destruir ou substituir tudo
que é criação dela e de seus filhos, por outros seres, mas não
entendem as regras, eles não dominam energia, eles dominam
apenas magia!
— Vi isto, mas vai nos levar para onde?
Francisco sorri e fala;
— A lugar nenhum, mas por 400 anos, vão ficar
escondidas!
— 400 anos?
— Sabe o trabalho que terei em 400 anos para manter a
aparência de que vocês são parte disto ainda!
— Você esta esperando o que para daqui a 400 anos?
— Alguém capaz de tirar todos os seres que ela mandar
para inexistência, todos de uma vez!
— Acha que este ser virá a existência?
— Guerreira, vocês podem ver Xi e Xo como seus pais e
deuses, mas para mim não são, existe algo acima dele, e este
ser nos manda anjos de proteção, estes anjos nos fazem
especiais, mas o principal, eles podem tomar a forma dos anjos
de Xi, e nem ele vai saber que esta falando por deus, e não por
ele!
— Sabe que agradeço me tirar de lá, mas não entendi,
para mim a menina tinha tirado Peter de lá!
— Sim, e toda a leva de coisas que ela fez passou
desapercebido por isto, pois se Peter não via nada de errado,
sinal que não tinha nada de errado!
— Acha que ela vai bater?
— Estou aqui para ensinar a cada uma de vocês fazer um
clone de integração!
— O que é isto?

412 | P á g i n a

— Um clone que se parece com você em todos os
detalhes, até em sua aura!
— Acha que ela vai querer tomar nossos lugares mesmo
assim?
— Vai, e se não vier, estaremos apenas nos defendendo!
— E porque ela esta fazendo isto tudo?
— Sal mata a magia, mas ela não entendeu, e não vou ser
eu a falar para ela que não é no sal que mora o problema!
Dalila sorriu e perguntou;
— Por isto o mar, ela quer jogar sal sobre todas as terras
possíveis?
— Sim, mas ela ignora que vida, não é questão de sal, até
no arsênio é possível a vida!
Francisco ensina as duas a fazer um clone de interação, e
deixar meia vida em cada, para que se o próprio ser real fosse
pego, poder refazer a ciência no que ficou e o transformar em
ser principal.













413 | P á g i n a





























414 | P á g i n a

Capitulo 19

Francisco surge a frente de Suzane e pergunta;
— Tudo bem menina?
— O que falou é verdade?
— Sabe que não falei, mas dei o caminho!
— Eu sou encarnação de Sonoz, a primeira rainha
Amazonas?
— Não, mas isto fica entre nós!
— Por isto não afirmou, mas sabe onde ela esta?
— Sei, e realmente Ricardo é quem disse!
— Ele não gostou disto!
— Ele melhorou muito menina, dizem que antes de
sofrer as almas não aprendem, mas ele ter sofrido fez ele já em
espírito ver que algo estava errado, pois não acredito que tudo
seja apenas regido por estes seres!
— Ele sofreu muito?
— Um milhão de anos em experiências entre ser
capturado e morrer!
— Se fosse ao mundo das almas já teria sua aura de
restituição?
— Andou estudando, isto não faz parte de sua leitura
normal!
— Fazer o que, mas parece que me escondeu algo!
— A aura dos dois ficou harmônica depois da união de
vocês dois, não tinha certeza de quem mudara, mas sabia que
era um deles!
— Pensei que soubesse tudo!

415 | P á g i n a

— Acha mesmo que gosto de me isolar, de não poder
falar com ninguém, de ter de omitir que criei 6 outras escolas
de bruxa, em 6 pontos diferentes do universo, que fico o tempo
inteiro dizendo para meu filho ficar longe!
— Ele foi sua arma, enquanto todos demais olhavam para
você, ele foi criando as coisas?
— Ele e Rose, e não sou responsável pelos dois se
envolverem, nem sabia da imortalidade de Rose antes de a ver!
— Mas para quem olhou pareceu isto!
— Quanto mais aparentar para o meu lado, mais os dois
passam desapercebidos, Suzane!
— Chamou tudo para você, sabe que arriscou tudo!
— Sei, mas não queria o peso sobre vocês, e mesmo
assim sobrou para Ricardo!
— Acha que ele é mesmo Zeus?
— Não, ele é Ricardo, Zeus não existe mais, ele morreu
nos laboratórios a alguns anos!
— Nunca entendi a historia, eles falam que ele veio a
superfície a 10 mil anos, e depois alguns dizem que ele morreu
a um milhão de anos?
— Zeus 74, herdeiros ao trono em Azul, cidade Fanes,
usavam este sobrenome, mas como as historias se acalantam
em nomes e não na verdade, confundem tudo, mas foi o 74 que
veio ao mundo a 10 mil anos!
— E como eram temidos há muito tempo gerou guerras?
— A velha rixa, às vezes no lugar de partirem para outra,
os Fanes avançam contra imortais, e isto gerava grandes levas
de mortes, principalmente pois entre eles haviam levas de
mortais, seres que os Criadores submeteram as experiências,
mas como quem ficou, não eram os que estava aparentando, os

416 | P á g i n a

demais não passaram a frente a leva de historia da
imortalidade!
— E o que vamos fazer agora?
— Vamos a Marte!
— Não vai dizer quem sou? – Suzane.
— Quem sabe em 400 anos!
— Isto não é justo!
— Não estamos falando de Justiça, tivemos milhões de
mortes por esta ação que vai terminar de fechar nosso mundo!
— Voltamos a antes da abertura?
— Sim, enquanto Liliane e Peter queriam a integração,
Paula não queria isto!
— Por que o medo deste planeta?
— Não é este, é um conjunto harmônico de planetas, não
apenas um ou outro!
— Existem outros planetas de imortais?
— Não sei!
— Mas quem vai com você?
— Você, Ricardo, Lezo, acho que uma leva de guerreiras,
e Anja!
— Tesália qualquer dia mata Anja!
Francisco sorriu e falou;
— Deve estranhar isto ainda!
— Sim, não esquece que quando o conheci você se dizia
apaixonado por sua ex!
— Depois tentei com aquela moça de Gramado!
— E quando assumiu os sentimentos por Daniele
começou todos os problemas!
— Estou saindo um grande galinha!

417 | P á g i n a

Suzane sorriu e falou;
— Mas se fosse você ensinava a imortalidade para Anja!
Francisco olha serio, mudando o rosto;
— Não sei se isto seria demonstração de amor ou ódio,
ela é uma Bruxa de Proteção, será que alguém merece ser
eternamente isto!
Suzane olha a porta Ricardo;
— Você quer perguntar algo?
— Não, mas temos visita!
— Hora de mudar a escola de lugar? – Pergunta
Francisco;
— Acho que sim!
Francisco toca o chão e re-imagina o local em perfeito
estado, mas imagina a escola invisível, Suzane sente as
energias a correr as paredes, enquanto Francisco levanta-se;
Atravessaram a sala e um senhor veio a ele e perguntou;
— O senhor é o responsável?
— Sim!
— Temos uma intimação para o senhor e um pedido de
interdição!
— Interdição? – Fala Francisco vendo um papel passado
a ele;
— Sim, o projeto não falava em construção de 100
andares neste local senhor!
— Não sei do que esta falando senhor!
— Vai dar uma de desentendido, sabemos que sofremos
pressão da presidência para não lhe pressionar antes, mas agora
a prefeitura quer a legalização e demolição do que não foi
permitido!

418 | P á g i n a

Francisco esquecia as vezes que os seres normais em 6
dias esqueciam das coisas, mas falou mais cinicamente;
— O que vai interditar?
— Tudo!
— Desculpe, mas não concordo com isto, paguei o
projeto, a aprovação na sua prefeitura, e levantamos por uma
empresa local o lugar!
O senhor se irritou e falou;
— Amanha vamos vir com reforço, se não quer ouvir por
bem!
Francisco olhou o ser e falou;
— Venha cedo, pois a tarde tenho uma viajem marcada!
O senhor saiu, estava a arrotar poder, uma coisa que
Francisco não entendia na natureza humana, era lhe dar
qualquer poder, eles deixavam de pensar, e começavam a
prejudicar apenas por prejudicar;
Francisco viu alguns chegando e falou;
— Agora a entrada do prédio esta no salão 4, não mais
por fora!
Ricardo sorriu e saiu para fora, novamente a floresta,
quando Ricardo olhou aquilo, o próprio fiscal do CREA,
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, que em si no
Brasil não fiscaliza as obras, e sim se a pessoa é formada e esta
na regra da prefeitura, se estiver, o engenheiro pode construir
algo que vai cair, como acontece ainda, inaceitável tendo um
conselho para fiscalizar isto. O fiscal olhou a mata e não
acreditou nos olhos, ele tinha entrado a pouco e visto aquilo,
ele caminhou até a mata e olhou que tinha arvores de mais de
50 anos, como as araucárias imensas, foi ao carro e meio sem
saber o que fazer some pela rua;

419 | P á g i n a

Ricardo olha para Francisco e pergunta;
— Acha que virão?
— Pode ser, mas amanha vamos a uma aventura de
alguns dias!


420 | P á g i n a


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João Jose Gremmelmaier

Pombo
VII
Anjos Negros

Primeira Edição



Bookess
Curitiba/Paraná
2013



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Autor; João Jose Gremmelmaier
Bookess
Nome da Obra; Pombo VII — Anjos Negros
As opiniões contidas no livro, são dos personagens, em
nada assemelham as opiniões do autor, esta é uma obra de
ficção, sendo os nomes e fatos fictícios.
É vedada a reprodução total ou parcial desta obra.
Sobre o Autor;
João Jose Gremmelmaier é um escritor Curitibano,
nascido e criado no Paraná, desde muito cedo gostava de
escrever, demorou um tempo para acreditar em seu potencial,
dos trabalhos da adolescência, sobreviveram apenas cartas com
alguns amigos da época, tem outros livros escritos como
Fanes, Guerra e Paz, Heloise, Mundo de Peter, Ano
2435 e Anacrônicos, algumas historias são interligadas,
parte de uma historia maior, sua formação incompleta em
Letras Português na PUC-Paraná, sua formação em Economia,
sua experiência em comercio por mais de 10 anos, seus amores
por estórias estranhas e mundos encantados são o que mais
influenciaram sua obra;
CIP – Brasil – Catalogado na Fonte
Gremmelmaier, João Jose
Pombo VII – Anjos Negros, Romance de Ficção, 109
pg./ João Jose Gremmelmaier / Curitiba, Pr. / Bookess /
2013
3. Literatura Brasileira – Romance – I – Título
4. Literatura Fantástica – Romance – I – Titulo
85 – 0000 CDD – 978.000


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Pombo
VII
Anjos Negros
J.J.Gremmelmaier












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Capitulo 1

Estamos em Curitiba, quase São Jose dos Pinhais, o
escuro toma o ar, a tensão toma o lugar, o negro sobre as
cabeças é acompanhada de uma noite antecipada, as luzes a rua,
em plena manha acendem.
Francisco vê a grande nave de Lezo sobrevoar a casa, se
via o escuro tomar a cidade a volta, a tensão se fez, ainda não
haviam limpo a cidade da ultima investida, o relato de uma
nave ali pôs todos em alerte no planeta, será que começaria de
volta, o que viria a eles naquele momento.
Um tumultuo de policiais meio receosos, a frente do
terreno de Francisco, olhando para a grande nave, e a
determinação de desocupação.
O fiscal chega a frente com a ordem de interdição e vê o
senhor olhar ele e falar;
— Veio cumprir o que não tem sentido?
— Cumpro ordens!
— Então esteja em casa!
Francisco olha o templo a sua frente, olha o prédio que
não estava mais visível aos olhos atrás, construções com mais
de duzentos metros de altura, que os deixavam insetos ao chão.
Francisco toca o chão e o grande templo some no ar, e
uma placa surge a frente do terreno;
―Desmontado a pedido do Crea-Pr‖
Falando em Insetos, um Insecto vinha ao encontro de
Francisco com uma nave Fanes.

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Lezo aciona a porta, o fiscal viu tudo sumir a sua frente
enquanto a nave descia uma haste negra;
Francisco fez sinal para o pessoal entrar e subiram na
nave deixando lá a leva de fiscais, policiais e o povo a volta vê
a nave sumir ao espaço, com a mesma velocidade que chegou;
Um policial veio ao fiscal e falou;
— Por que esta determinação senhor?
— Cumpro ordens!
— Mas aqui diz para desmontar um prédio de 100
andares, o templo não esta descrito, e mesmo assim pediu
reforço!
O senhor não falou nada, e o policial fez sinal para os
demais irem embora, e mesmo as construções ainda estando ali,
nada se via da rua.
Muitos negócios se fizeram no local para turistas que
vinham ver a grande igreja, disposta a ponto de se ver até do
município vizinho e da estrada ao longe;

428 | P á g i n a


Capitulo 2

— Onde vamos Francisco? – Fala Lezo, um Abe-Fino,
para Francisco que entrava acompanhado de algumas pessoas
na nave, Ricardo e Suzane, Anja, estavam quase dentro quando
Rose surgiu com Junior, e uma porta se abriu a rua, com os
fiscais olhando o que iriam interditar, e veem aquele imenso
portal se abrir ao ar e uma leva de Amazonas atravessarem em
ordem e entrarem na nave, a frente Tesália que olha para Lezo;
— Sabe o que vamos fazer Lezo?
— Estou curioso, sabe que Francisco tem a capacidade
de despertar o lado mais negro dos desafios!
O olhar de Tesália foi sobre Anja e esta olhava para
Francisco que fala;
— Marte!
Lezo sabia que iriam lá, mas o que fariam nem ideia.
Dá as coordenadas e Francisco continua olhando Anja;
— O que podemos achar em um lugar assim?
— Não é você que sabe tudo? – Anja;
— Preciso de ajuda Anja, o que gera dióxido de ferro, o
que podemos esperar de um lugar assim, que seres
encontraremos lá!
— Dario nos espera lá! – Falou Rose;
— De que lado ele esta?
— Nem sei ainda, mas parece que tudo indica para uma
trégua, não sei o que aconteceu, mas ele disse que alguém
poderoso mudou de lado, e isto nos dá a chance de agirmos!

429 | P á g i n a

— Mas o que acontece se tudo isto ficar fora do controle!
— Morremos! – Rose;
— Imortais congelam, que saiba, mas mantem a
consciência! – Francisco olhando para Rose.
— Se nem sei o que faremos, como posso saber se da
para controlar!
— Que saiba, vamos caminhar as cegas! – Francisco;
— Odeio andar as cegas! – Tesália.
Lezo chega a eles e fala;
— Onde em Marte?
— Olimpo! – Francisco.
— Onde naquele monte!
— No centro dele!
Lezo olha em volta e fala;
— Melhor porem as vestes especiais, sei que alguns
podem não respirar, mas não esqueçam, a temperatura tem
grande variação no planeta vermelho!
O grupo foi as instalações e minutos depois, com a nave
já pousada no centro da grande formação, se apresentam a
porta que começa a se abrir, aquele traje negro permitia a
comunicação, e absorvia energia para a armazenar e para
purificar o ar dos trajes, mas principalmente, para manter uma
temperatura agradável internamente.
Começam a caminhar na grande formação.
Francisco a frente abaixa-se, a nave ainda ao ar, a boca
do grande vulcão adormecido, que tinha o nome de Olimpo,
não comportava uma aterrisagem, mas a comporta se esticava
ao chão dando o caminho.
— O que procura Francisco? – Lezo.
— Uma forma de parar as guerras!

430 | P á g i n a

— E por que aqui?
Francisco caminhava em um sentido, sabia que deveria
ser por ali, chega a beirada da grande cratera, olha para cima,
mais de 2 mil metros de parede, passa a mão nela, olha em
volta;
— Por aqui Lezo!
Francisco toca a parede que parece ceder um pouco, a
rocha pareceu recuar, abrindo caminho.
Francisco entra e os demais começam entrar junto, não
sabia bem o que acharia ali, mas era um teste de conhecimento;
Suzane para ao seu lado e pergunta;
— O que é esta energia que vem das paredes?
Francisco olha em volta, toca as paredes e fala;
— Complicado de explicar, complicado de reverter, mas
estamos em um teste de conhecimento Suzane!
— Não entendi o objetivo?
— Cada um tem de achar seu caminho, espero que este
nos de o caminho!
Francisco aguça a vista, estava ficando escuro, ele estava
caminhando quando escorrega, o chão com pó e um buraco
inclinado, o faz cair e acelerar, sentiu seu corpo sentado ao
chão correr por um buraco, ouviu os demais caindo no mesmo
buraco.
Francisco sentiu quando depois de um tempo tocou em
algo que o segurou, parecia uma borracha, sentiu até o corpo
voltar, sentiu cada um dos presentes baterem naquilo, tentou se
mexer, mas parecia ser grudento, escuro, preso em algo que
parecia uma teia de aranha, esta ideia passou em sua mente e
Rose perguntou;
— Reagimos ou esperamos?

431 | P á g i n a

Francisco não conseguia ver onde os demais estavam, seu
rosto estava grudado em uma teia, e não conseguia mexer
muito mais que os braços, mas pouca coisa.
— Esperamos! – Fala Francisco, que sentiu a energia de
Rose se acalmar, ela estava querendo estourar tudo.
— Por que?
— Sente a energia a baixo de nós Rose!
Rose se concentra, não conseguia olhar muito, mas sentiu
as energias, atravessando muitos seres em movimento a baixo e
falou;
— Mas Marte não era sem vida?
— Qual a dimensão do problema Rose? – Francisco;
— Mais de 12 mil seres estranhos, não são Ami, mas
parecem!
— E estas teias tem mesma origem? – Francisco;
Junior que estava quieto fala;
— Não, mas o que fazemos?
Francisco afastou o rosto, ficando uma marca
avermelhada em seu rosto, olhou em volta e falou;
— Rose, consegue se soltar?
— Sim!
— Sem derrubar os demais?
Rose sorriu e falou;
— Sim! – A menina ergueu o corpo translucido e olhou
para Junior que fez o mesmo, eles calmamente se arrastaram
até uma ponta e com calma foram ajudando um a um sair,
Francisco e Anja ainda estavam lá quando o mesmo falou:
— Tesália, se puder ir indo com calma, mas nada de
matar todas elas!
Tesália não gostava disto e fala;

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— Sabe que esta quase me dando motivo a não sair
daqui!
Francisco sorriu, ajudou Anja e chegou a beira onde seu
filho lhe esticou a mão;
Tesália e as meninas estavam ali ainda e olhou para
Rose;
— Pelo menos acertamos uma das entradas!
— Onde estamos?
— Num mundo de conhecimento, mas exatamente na
entrada do mundo das provações!
— Alguém já fez este caminho?
— Liliane fez um, que eu saiba!
— E mesmo assim ela ainda não se posicionou!
— Guerras são coisas estranhas, se você sabe que por
mais que fale e faça nada muda, o que você faria?
— Parece querer a defender as vezes!
— Não serei eu ainda a defende-la, mas ela sabe de
coisas que não sei, e por mais que parecesse que ela atrapalhou,
ela fez o que precisava ser feito, dentro do que ela acreditava,
mas obvio, muitas mortes se fizeram por isto!
— Às vezes queria ver isto como algo maior! – Rose.
— Às vezes queria deixar de acreditar que existe algo
maior, mas ainda não entendo o que é!
Francisco olhou para Tesália e perguntou;
— Ainda ai, obrigado por ter me esperado!
O rosto de raiva de Tesália e passou a frente, pegando
Francisco pelo pescoço;
— Por que me provoca?
Tesália joga Francisco no sentido da teia novamente, mas
ele nem tinha tocado a teia ainda e a mesma vê 3 grandes

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Aranhas, vindo por três cavidades laterais, Francisco foi caindo
sorrindo, sente o corpo grudando, e demorou para entender o
movimento das demais, recuando, Suzane olha para Tesália e
fala;
— Por ali, agora!
— Mas... – Tesália ia falar algo
— Agora!
Francisco sentiu a energia de Suzane tocando a teia da
aranha, Anja olha para Suzane enquanto Ricardo indica o
caminho, ela contrariada sai, e os demais foram caminhando;
As grandes aranhas sentem a energia e olham para
Suzane, pareciam gostar daquela energia, Francisco olha as
aranhas, faz força e sai dali, com calma, quando chega ao lado
de Suzane ela pergunta;
— Elas vão atacar se largar a teia, Francisco!
— As alimente! – Francisco.
— Não entendi?
— Elas não são más, elas apenas precisam de comida!
— Mas como?
— Apenas sinta o que elas querem, não precisa fornecer,
mas tem de sentir que elas já o têm!
Suzane pensou e por um momento sentiu fome, pensou
no que cada uma delas queria, e viu os três grandes seres
recuarem pelas entradas, e olhou para Francisco;
— Como sabia?
— Queria ter saído sem as importunar, mas vamos, a
guerra nos espera!
— Sinto este planeta Francisco!
Francisco a olha, e pergunta;
— Sente? Como assim?

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— Aquilo que você me fez enxergar como Gaia em
nosso planeta, aqui parece ter algo igual!
— Tem certeza disto? – Francisco;
Suzane não respondeu, apenas foi a frente, os dois
ouviram um grito e Tesália estava caída a frente, 10 guerreiras
a protegiam, do avançar de imensas arranhas, não eram Ami,
eram uma espécie diferente, deveriam ter mais de 2 metros de
altura, Francisco chega a frente, e vê que Tesália tinha sido
cortada, imortais se recuperam, mas estavam longe de Gaia,
seria mais lento, ele a tocou e a mesma vê o ferimento fechar-
se;
— Não pedi ajuda!
Francisco sorriu e olhou para as guerreiras;
— Bom serviço! – Olhou para Tesália – Bom ver que
esta bem!
Suzane sorriu ao longe, as guerreiras afastavam as
aranhas com suas lanças, os demais estavam atrás dela, Lezo
olha para a moça que caminha no sentido das grandes aranhas e
olha elas, parecia procurar uma delas, e emite um som que os
demais não entenderam;
As aranhas recuaram um pouco, mas as guerreiras
mantiveram suas lanças em posição, Francisco olhava para
Suzane que olhava as demais aranhas como se esperando algo;
— Que língua ela falou? – Anja;
— Os Arcanjos nos falavam por estes sons, mas não
entendi o que ela viu de Arcanjo nestes seres! – Francisco;
— Ela esta sendo iniciada? – Anja pergunta para
Francisco olhando-o;
Francisco não respondeu, mas alguma coisa eles foram
fazer ali;

435 | P á g i n a

Suzane emitiu outro som e Ricardo perguntou:
— Por que pede para falar com o líder pela linguagem
dos Arcanjos Suzane?
— A língua de Deus, lembra do que Francisco falava?
— Mas se ele nos traiu!
— E se a linguagem for superior a este que se faz de
nosso Deus, se ela for realmente a linguagem de Deus!
Ricardo estranhou, mas Francisco a ouvia;
— Ela o ouve? – Anja;
— Ela disse que existe algo com o poder de Gaia neste
planeta Anja! – Francisco;
— Tão poderoso?
— Algo que nos deixa curar! – Francisco;
— Pela linha de comunicação de Deus?
— Sim! – Francisco não tirava os olhos de Suzane que
olha uma aranha menor vir naquele sentido, as demais abriam
caminho para ela e todos viram a aranha parar em frente de
Suzane e fazer um ruído;
— O que perguntou? – Tesália que olhava para
Francisco;
— Quem pede passagem em paz! – Francisco;
— O que são estes seres?
— Aranhas com fome Tesália! – Francisco;
Suzane olhou aos olhos de Francisco e fez um
movimento negativo com a cabeça, Francisco olhou as Aranhas
e tocou o chão.
— Desculpa, ela acha que não são apenas aranhas! –
Francisco.

436 | P á g i n a

Todos olham para Suzane que olha a grande Aranha,
mesmo menor que as demais, diante de Suzane era um imensa
aranha;
Suzane emite um som novamente, e se desse para
traduzir as palavras seria mais ou menos isto;
— A quem devo me reportar? – Suzane;
— Axur, líder das Ama!
— Por que se escondem aqui, Axur!
— Não existe mais vida sobre a superfície!
— Mas muda algo aqui em baixo? – Suzane.
— Deus nos manda as vezes alguns para nos alimentar!
Suzane sentiu a fome do ser nas palavras;
— Não somos comida Axur!
— Mas se Deus os mandou, só podem ser comida!
— Ou a solução contra a fome, tem de ver qual quer!
Francisco e Ricardo ouviam e pelo olhar de Ricardo,
Tesália sabia que o assunto não estava amistoso;
— Mas já comemos tudo que tinha a comer, na superfície,
não pode nos oferecer o que não tem!
Francisco e Ricardo olham para Suzane que abaixa-se
sem tirar os olhos do ser e uma energia correu pelo chão, o ser
a frente sentiu sua fome sumir, mas Suzane sentiu que eles não
se contentariam com o fim da fome, olha para Tesália, as
guerreiras continuavam com suas lanças;
— A faca?
— Qual? – Tesália;
— Tanto faz Tesália!
Tesália puxa a faca que em seu mundo, pelos encantos de
Peter, sempre ficava maior, mas Tesália viu que não cresceu,

437 | P á g i n a

estranhou, jogou para Suzane que não levanta-se, apenas
estica-se para pegar a faca a poucos centímetros de sua mão.
Suzane mantinha uma mão ao chão, e na outra a faca
cresceu em sua mão, e jogou para Tesália;
— Podem não nos querer deixar passar com vida!
Tesália passou a faca a frente do corpo, agora com mais
de um metro e meio, nada de som, se tivessem a ar, talvez
tivessem ouvindo o som do movimento.
Suzane antes de levantar-se pensa em uma proteção e fala
olhando para Axur;
— Podemos passar por bem ou por mal, mas vamos
passar!
Anja se postou ao lado e falou olhando para o ser:
— Quer mesmo isto filha das entranhas? – Anja falou na
fala normal olhando o ser, que a olhou.
Suzane não sabia quem eram, ou o que eram, mas Anja
pareceu entender o que eram e Francisco ficou a observar, era
um caminho quase sem volta, uma guerra ali seria uma guerra
das grandes, pensava Francisco.
Anja olha o ser, lembra de sua vó falando sobre os
Arcanjos das entranhas, seres que foram de proteção, alguns
quando os deuses resolveram os penalizar por seus próprios
erros, apelaram a proteção de Gaia, cada qual em seus mundos,
seres que hoje em nada mais lembravam protetores, pois
ninguém poderia imaginar o reflexo do poder de Gaia, em um
anjo, eles foram mudando de forma, foram se dispondo na
forma de grandes aranhas, as Ami, os seres como este a sua
frente, os grandes protetores, em outras galáxias, que se
chamavam de Adoradores, mas Suzane reparou que o ser
entendeu a pergunta de Anja que continuou;

438 | P á g i n a

— Sabe que Gaia não nos mandou, pois sabe bem que
Deus não nos mandaria!
Suzane não entendeu mas ouviu o ser mudar de tom e
todos entenderam;
— O que uma bruxa de proteção faz fora de casa!
— Ainda não tenho função, apenas uma herdeira de um
dom, mas sabe que quem comer de minha carne, será herdeiro
deste dom!
A aranha deu um passo atrás, algumas viram que a moça
era algo que sua líder não queria, Francisco segurou a rizada,
mas se uma coisa que os demais seres raramente queriam, era a
praga das bruxas de proteção.
— Mas por que querem passar?
— Por que não passar é fácil, não evoluir é fácil, as vezes
é mais fácil se esconder em algo que os definha, a enfrentar!
— Não sabe o que fala protetora! – Fala Axur;
— Axur, um dia foi um anjo brilhante, um dia teve suas
asas brilhosas e seu corpo na forma de quem lhe olhava, hoje é
o que, um ser torcendo para que um ser entre neste buraco
escondido, olha em volta, temos aqui um Bruxo de
Comunicação, temos eu, bruxa de proteção, temos um Fanes
em poder, temos seres iniciais, temos uma rainha Amazonas
com suas guerreiras, um imperador Abe por conquista, todos
nós poderíamos estar em casa esperando os acontecimentos,
mas não estamos, resolvemos sempre enfrentar!
— Mas estamos presos a este mundo morto! – Axur.
— Sabe bem que Gaia lhes confiou uma proteção, não
era para estarem perto dela, e sim sobre a superfície, atraindo
evolução, escondidos aqui, o planeta continuara morto, mas
não preciso explicar para um Arcanjo sua força, sua função,
não preciso explicar para Anjos Negros suas funções!

439 | P á g i n a

Ricardo olhou para Francisco, sempre tivera a
curiosidade do que era um Anjo Negro, Suzane vê o ser a olhar
e fala;
— Vejo que mesmo os Anjos de lá não ficam parados
esperando!
— Ela não é um Anjo ainda Axur!
O ser olhou para Suzane e falou:
— Tens força e coragem menina, mas estas terras não são
boas de ver, caminhos como este, não são para anjos, se cuida!
Quando Axur falou isto, viram as aranhas se afastarem
abrindo um corredor, Suzane não entendeu aquilo, mas
começou a passar, estava com muitas perguntas a fazer, mas
foram passando, pois não era o lugar para conversarem sobre
isto.
A imagem de passar por aquele imenso buraco, não era
uma caverna, não como no padrão humano, não havia trilha se
não a feita pelo passar de milhares de seres, não existia
formações provocadas pela umidade, então era como se o local
fosse estéril, mas com milhares de aranhas imensas.
No fim daquele caminho, passam por um campo baixo,
onde existiam milhares de peles de aranhas, secas, ao chão,
difícil de andar, de passar, embora secas, elas esfarelavam e as
vezes geravam a impressão de estarem andando em uma areia
que poderia ceder a qualquer momento.
Suzane que ia a frente, quando viu uma passagem estreita
em L que uma aranha não passaria, ela passou se espremendo,
nas duas passagem, e olhou para Anja e perguntou;
— Por que aquele ser acha que sou um Anjo?
— Definição de anjo é complicado Suzane, as vezes
tentamos achar uma definição simples para nossas funções,

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mas não temos como saber se sua força é deu um Anjo ou de
um protetor, mas com certeza, não é de alguém normal!
— Por que acha isto? – Suzane;
— Por que, ainda me bato com esta sua língua, mas acho
que a definição de sua força esta no negro, no obscuro!
Suzane estranhou, alguém criada a ver no obscuro coisas
do mal, as vezes reagia como antes de falar com um pseudo-
Deus, antes de se tornar imortal, antes de desenvolver sua
crença, pensou em demônios e olhou para trás, para onde
haviam saído, e pergunta;
— Acha que eles estão perdidos, no escuro de suas
forças?
— Cada qual carrega seus demônios, eles são próprios,
ninguém pode impor um demônio para alguém carregar, mas
estes são geralmente o que desvia os Anjos!
— Demônios? – Ricardo ao lado;
Francisco olhava ao longe;
— Tem de ver que a definição de Demônio de uma
Bruxa de Proteção é diferente das igrejas e crenças rapazes!
— E qual seria a sua definição de demônio!
— Eu carrego o demônio da contradição, tudo que falo
no meu planeta acontece o contrario, demônios são imposições
que fazemos a nós mesmos, sobre assuntos que não temos
como controlar!
Os dois se olharam, Francisco viu Anja olha-lo e fala;
— Ela quer dizer que demônios, são imposições próprias,
ela carrega o dom das Bruxas de Proteção, mas este lhe gera a
contradição de dizer sempre o que não quer, este ato, em si,
deturpa sua forma de pensar, é como um pastor que fala sobre a

441 | P á g i n a

bíblia, mas não acredita nela, de tanto falar, reage como o que
fala, por mais que tente ser o contrario!
— Complicado! – Ricardo;
— Quer dizer que demônios na visão das bruxas, é o que
carregamos dentro de nós, que colocamos lá, que mesmo
sabendo que não é certo o fazemos? – Suzane;
— Isto! – Anja – Sei que parece fácil se desviar disto,
mas não é, as vezes a hipocrisia faz parecer fácil, mas não é!
Anja olhou os demais e falou;
— Ainda me bato com esta sua língua Francisco, mas é
que em inglês denominamos estes de Dark Angel, mas existem
também os Black Angel, ambos você parece falar como Anjos
Negros!
Francisco sorriu, Anja começava a sentir a encrenca que
estava metendo-se, não sabia se portar-se-ia naturalmente
diante de um Black Angel, como se portara diante de um Dark
Angel, como as grandes aranhas;
Estavam caminhando e se deparam com um grande
buraco, ele parecia ir ao fundo da grande caverna, Francisco
olha para as paredes e fala;
— O difícil, para baixo!
— Mas o que fez este imenso buraco? – Ricardo.
— Este foi um dos tuneis que jorraram lava quando isto
ainda era um vulcão ativo!
— E como sabe onde vamos? – Rose.
— Leio mais sobre o que não entendo do que sobre o que
entendo!
Rose sorriu e foi a frente, ela tocou a beira do buraco e os
demais viram surgir uma escada escavada a parede, dando um
caminho em descida, girando em torno daquele imenso buraco

442 | P á g i n a

que deveria ter mais de 2 mil metros de raio, e não se via o
fundo.
Começam descer, as guerreiras tomaram a frente e forma
descendo, Francisco ficou esperando os demais, viu Anja
avançar, e Suzane parar ao seu lado e perguntar.
— O que acha que sou?
— O que quiser ser!
— Mas vi que Anja me olhou com um misto de Raiva e
Medo, os olhos eram de Raiva, a aura de medo, o que uma
bruxa de proteção tem medo?
— O que pensa ser um Black Angel, Suzi?
— Algo ruim?
— Não, o escuro é muito mais sinal de vida que o sol, a
existência da noite que permite a condição de vida, então Black
Angel é uma definição de seres que podem proteger a vida!
— Não entendi, as bruxas não protegem a vida?
— A existência de vida, não a vida!
— Qual a diferença?
— Você pode proteger as condições de vida, ser o elo da
vida, mas isto não é viver, não é gerar vida, ou morte!
— Não entendi?
— Gabriel é o símbolo mais claro na cultura cristã de
Black Angel, alguém com o poder de Deus para dar vida, com
um toque, mas também pode destruir tudo, transformando uma
existência em sal!
— Você mesmo disse que não acreditava nesta passagem
bíblica!
— Por que eles não sabem o que aconteceu, ninguém
escreveu o real nascimento dos Anjos, pois dizem que os Black

443 | P á g i n a

Angel, são os seres capazes de fazer as vontades de Deus, no
passado, no presente e no futuro!
Suzane olho Francisco e parou;
— Este caminho é para você ou para mim?
Francisco sorriu e falou;
— Suzi, todos os que estão aqui, precisam estar aqui, até
eu!
— Então não é algo especifico?
— Suzi, um dia no futuro, vai olhar as linhas de tempo, e
ver que tudo o que queria para o futuro, não pode acontecer,
pois quando você olha seu futuro, tudo some, caminho
tentando ajudar, mas todos os seres próximos são os que mais
sofrem, pois não consigo ver o que vai acontecer!
— Ele não sabe exatamente onde vamos parar, Suzane,
mas ele não se nega a caminhar! – Anja.
Estavam descendo pela encosta a muito tempo, perderam
tempo, não se via onde haviam começado acima, pois estava
escuro, e não se via para onde iriam para baixo.
E continuavam descendo, Francisco viu um brilho mais a
baixo e fixou a vista onde as moças estavam muito abaixo, e
viu outra atravessar algo, e sumir, as guerreiras se armaram,
mas foram atravessando, embora se visse a continuidade do
buraco, do escavado na lateral do buraco, as moças sumiam,
Francisco acelerou o passo, não queria perder nada, Suzane,
Ricardo e Anja chegam quase juntos no mesmo ponto, a
claridade fez primeiro eles pararem, vinham de um local escuro,
e se deparam com um local muito claro.
Anja olha para o local, as lagrimas correram mesmo sem
sentir, pois estava muito claro, olhou em volta, grandes raízes,
olha para o canto e parecia que o que um dia fora um buraco,
virou um grande lago, no sentido das paredes, pareciam existir

444 | P á g i n a

aquelas raízes, mas o buraco que vieram parecia ter uma
imensa luz, branca, que tudo clareava.
— Onde estamos? – Ricardo.
— Numa visão de existência! – Rose.
— Numa o que? – Anja.
— Alguém sonhou com isto, mas tem energia suficiente
para manter este caminho aberto, e isto nos indicara o
caminho!
Francisco olhou para Rose;
— Não sei quem, não é energia nem de Peter, nem de
Paula, e muito menos de Liliane!
Francisco olha para Tesália e pergunta;
— Uma trégua?
A guerreira vira as costas e começa a andar e Anja
pergunta;
— Por que a provoca!
— É alguém que caminha quando desafiada, para e fica
olhando quando não se provoca!
Anja sorriu, Suzane chega ao lado e pergunta;
— Mas quais as grandes diferenças de Black ou Dark
Angel?
— Acha que ela é uma Dark? – Anja.
— Acho que assim como alguns, é um ser inicial, então
ela é anterior a isto, Anja!
— Um ser de criação?
Suzane sorriu, pois Francisco sabia confundir tudo, ele
lhe falara que era um dos 100 seres iniciais, mas agora estava
falando em Anjos Negros, como se as coisas fossem todas
misturadas.
Lezo chega ao lado e pergunta;

445 | P á g i n a

— Vamos seguir as cegas?
— Lezo, Rose disse que isto é uma estrada traçada e
mantida aberta para que alguém passe, algo feito por nenhum
dos seres que normalmente interviriam!
— Mas o que isto vai nos revelar!
Caminhavam agora entrando na montanha, se via a cada
20 metros, para qualquer lado, uma coluna que segurava o teto,
pé direito de 10 metros, mas a luz que tinha na peça inicial se
espalhava mostrando colunas e mais colunas, estavam
caminhando a muito tempo quando param diante de um grande
salão.
No centro uma imensa pedra, e esta parecia brilhar, mas
na cor avermelhada da pedra, luz amena, calma, e olhando em
volta, para todos os lados, as colunas, como se aquilo fosse
apenas uma passagem, Lezo toca a pedra e fala olhando para
Francisco.
— Isto só vi uma vez!
— Uma vez? – Francisco.
Lezo toca a segunda mão sobre a pedra e tudo a volta
mudou, surgiram varias colunas, e em cada uma delas, um livro,
protegido por uma coluna parecida como vidro, mas era magia.
Francisco chega perto e olha para Rose.
— Sim, parecem as copias que Peter havia feito dos
livros iniciais, quando em Horus!
Os olhos de Francisco nem precisaram ir a Rose, pois não
era energia de Peter, não propriamente de Peter, pois os livros
eram em si magia de reprodução, mas foram postos ali por
alguém.
Suzane olha para Anja e pergunta;

446 | P á g i n a

— Quer dizer que estes são os relatos que nos dizem
quem são os seres iniciais?
Anja não sabia bem como isto poderia estar ali, mas vê a
moça chegar a uma e olhar para a folha escrevendo em Fanes;
―E 96 aproxima-se da cúpula que separava o livro, da 12ª
existência, 47 se aproxima e fala‖.
— O que esta acontecendo ai? – Ricardo.
Uma lagrima corre nos olhos de Suzane, Francisco olha
para Anja e fala;
— O que alguém poderia querer nos dizer com isto?
— Nos alertar que existe um local, um segundo local,
onde se pode ter acesso aos acontecimentos dos filhos, de Xi e
de Xo!
— Mas isto é bom ou mal? – Francisco.
— Acho que depende de quem estiver aqui! – Suzane.
— Mas por que disto? – Lezo.
Francisco olha para Suzane e fala;
— Como disse, cada um de nós, viemos aprender algo,
ou o total, mas onde estão as Amazonas? – Francisco.
— Estavam verificando aquele lado! – Fala Ricardo
apontando para uma delas.
Os olhos de Tesália em algo fez Francisco acelerar para o
outro lado falando alto;
— Todos juntos!
Francisco e Rose chegam ao lado e veem as grandes
serpentes numa das saídas, algo que não era normal a um
planeta;
— Qual o problema Tesália? – Francisco.

447 | P á g i n a

— Estes seres, — Tesália olha em volta, a guerreira
estava pensando em algo. — Não estamos em Marte, ou na
Terra, estamos em um lugar diferente!
— O que quer dizer com isto? – Suzi.
— Não estamos apenas em um sonho, estamos no sonho,
as colunas atrás, cada uma delas, era representante de um
espaço de tempo, milhares delas, o tempo ampliando para
todos os lados, mas se estamos numa existência especifica,
como poderiam existir tempo andando em mais de um sentido,
não existiria fim se o tempo não crescesse em paralelo, mas o
que esta dizendo este local, é que — aponta para onde haviam
entrado, embora parecem todas colunas iguais, Tesália tinha
certeza de onde entrara — viemos do passado, e teríamos a
frente entre cada uma das linhas de colunas, uma linha de
tempo, mas se cada um de nós formos por uma, cada um
chegara a um futuro diferente, então não existe futuro, nem
passado, pois posso voltar por onde entrei!
Anja olha para Francisco e fala;
— Ela esta dizendo que estamos na sala do tempo,
alguém nos colocou aqui para nos mostrar que podemos ainda
consertar tanto passado como futuro, mas isto nos põem no que
chamavam de Olimpo!
Francisco sorriu, e falou;
— E me disseram que era apenas crença grega!
Suzane sorriu e falou;
— Estão dizendo que estamos no Céu de algum Deus?
— Não, na sala de um criador, mas as serpentes não estão
ali, não estão na entrada, não existe planeta conectado a este
lugar, embora eles indicassem um local onde Deus comandava,
o caminho apontava para Marte, e temos de ajudar os de Axur!
– Francisco.

448 | P á g i n a

— Por que ajudar aquilo? – Tesália.
— Se lembra de um menino, Tesália, ele ia ajudando e
desafiando, mas o problema é que os Black Angel estavam a
procurar na superfície, certo que não tem muito a procurar, mas
foram atraídos pela energia, pelo menos isto os concentrou em
um lugar! – Francisco.
— Mas então vieram para dentro a pouco?
— Passaram dos limites a pouco, estão já para dentro do
sonho! – Francisco.
— Como tem certeza disto? – Anja.
Francisco olha para Rose que sente a energia e fala;
— Ele esta com razão, mas qual a função disto!
Francisco toca o cristal e fala;
— Significa que embora este lugar esteja numa
imaginação, esta conectado como o objetivo, o planeta era o
objetivo!
— Por que?
— Como Tesália reparou, cada coluna, é um período de
tempo, mas em algum lugar no passado, este planeta se afastou
mais do que deveria, neste momento astronômico, ele embora
com uma Gaia forte, não conseguiu manter os seres!
— E? – Tesália.
Os olhos de Francisco estavam na duvida e pergunta
olhando para Rose.
— O que tem neste lugar de tão especial?
Rose sorri, como um ser multi presença, uma de suas
existências naquele lugar, era uma imenso campos, algo
estranho, algo que Rose não havia parado para prestar atenção.

449 | P á g i n a

Rose pede que todos se deem as mãos e surgem, em um
imenso campo, as gramíneas eram avermelhadas, as flores
cheirosas, mas Rose olha para as demais existência e fala.
— Esta existência, na Terra é vazia, não tem nada lá!
Francisco olha para o céu, nuvens muito altas, olha o
planeta, muito reto, parecia não ter uma montanha em volta.
— Quem era o criador disto?
— Esta criação é nova Francisco!
— Nova?
— Não tenho como dizer a idade, mas não tem mais do
que anos!
Estavam todos olhando em volta quando viram ao longe,
parecia algo imenso vindo de encontro a eles, mas estava longe,
poderia passar a quilômetros dali, mas a cada instante estavam
mais perto.
Tesália olhava para o que viria e empunha sua faca, a
sente crescer e fala;
— Aqui Magia funciona!
Anja pega uma flor e fala;
— Abroche! – Todos veem a mesma secar – A praga
também!
Francisco olhou para Anja e falou;
— Sabe que não é uma praga!
— Mas a carregarei como uma!
Com o aproximar-se do objeto grande, se viu que era
uma espécie de carroça, mas não haviam rodas, mas algo que
impulsionava o objeto para cima, a frente, um ser na forma de
um bruto, com 7 chifres na cabaça, um olho, não parecia ter
ouvido, este ser puxava aquele objeto, e sobre ele, um ser
branco, parecia um ser de luz, mas não estava claro o que era.

450 | P á g i n a

Quando parou a frente de Tesália, o ser falou forte,
parecia destemido;
— Quem invade minhas terras?
— Para invadir algo, teria de saber onde estou! – Tesália.
— Terras de Promat, quem são vocês que invadem
minhas terras!
Tesália olha o ser, era uma visão estranha, pois a pele do
ser parecia de uma cor mais branca que a roupa branca dele.
— Tesália, imperatriz Amazonas, e o que é um Promat?
O ser mediu a moça e falou;
— Uma amazonas! Isto para mim é lenda!
Francisco sorriu, o ser olhou para ele e olhou para Rose,
e falou:
— Seres multi presença são proibidos nesta terra!
— E como se proíbe algo natural?
— Matamos!
— Se era para por medo, estou apavorada! – Sorri Rose
encarando o ser, que olha para Suzane e Ricardo e fala.
— Fanes também são proibidos!
Ricardo sorriu e Suzane perguntou;
— Se nos disser por onde saímos, sairemos rapidamente!
O senhor olhou para a moça, não sabia por onde eles
vieram, como saberia por onde sair, olha para Lezo e fala.
— Tudo que comer vai pagar caro!
Lezo toca o chão sentindo o planeta, sente as energias e
olha para Rose, depois para Suzane e pergunta;
— Estranho!
Os olhos do ser foram a Anja e falou;
— Você é ate proibida de falar aqui!

451 | P á g i n a

— Péssimo dia para você também senhor Promat!
— Descumpriu o que falei!
— Me condene! – Anja olhando o ser tentar falar e nada
sair por sua boca, olha para Francisco e pergunta.
— E o que você é?
— Fanes, Bruxo, Imortal, o que quiser!
— Não existem imortais!
— Imortal no sentido de não saber quando vou morrer,
talvez com o planeta que estiver quando tudo acabar!
Junior observava tudo e olha para o pai e falar;
— Pai, por que nunca relataram isto?
— Lendas existem, mas quem as espera viver! –
Francisco.
Anja olha para o menino e pergunta;
— O que percebeu?
— As ausências, não sei como cada ser aqui vê este
mundo, mas parecem todos verem como vejo, um mundo que
não deveria estar aqui, pois não deveria ter uma ponta palpável,
um mundo que não deveria se mostrar, não aos vivos! – Junior.
Anja toca o chão e fala;
— Se a praga é eterna, mesmo pôs morte, prefiro a
eternidade viva! – Anja olhando o ser que iluminava tudo a
volta.
O ser viu a lagrima correr no rosto de Anja, mesmo um
espirito como o que estava a frente deles, não queria uma
eternidade com a praga da proteção, a praga de não poder falar
o que pensa, o que quer.
O ser olha para o menino e pergunta;
— Como pode um ser de carne, sentir onde estamos?

452 | P á g i n a

— Talvez por você não entender de imortais, talvez por
não entender de Fanes, não entender das leis que deveria
respeitar e cumprir!
— Esta me desafiando menino?
— Sabe bem que um espirito não desafia um ser de carne,
assim como não posso o desafiar, não pode me impor vontades,
pois seu mundo não é material!
— Mas não deveria saber ler a morte!
— E o que é morte, não falei de morte e sim de espíritos
e carnes, isto é fácil entender, da morte, somente os mortos
podem falar, conhece algum? – Junior.
Rose sorri vendo o senhor olhar em volta e falar;
— Não, tudo que viveu, revive em carne, ou vive em
espirito, mas não morre!
Francisco pensa na frase e olha para o filho.
— As vezes temos que ouvir para entender!
— Mas tem gente que acha o contrario! – Junior.
— Seres que nunca provaram a morte, e estão se batendo
na vida!
Rose olhou para o local e vendo Junior abaixar-se, vê o
mundo mudar, e viu o planeta Marte ressurgir, o ser ainda
estava ali, olha para o menino e pergunta.
— Acha que pode mesmo com a nossa sociedade?
— Senhor, sou filho de Francisco Pombo, único ser que
conheço que tem Deus como inimigo, Paula, ou como os
demais conhecem Xo, como inimiga, tem algumas desavenças
eternas com as Amazonas, não sou tanta coisa assim, mas
aprendi com meu pai, que não defendemos nossa sociedade,
apenas o que acreditamos, pois não somos nada, se acha que

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lhe desafiar é desafiar sua sociedade, não entende nem da
essência que pertence!
— Então esta me desafiando?
— Apenas as suas obras, não você, pois sou carne, você
não o é, não adianta querer impor sobre a carne, pois ela não
lhe pertence mais!
— Mas posso lhe tirar a alma!
— Pode até tentar! – Junior que olhava para o ser,
enquanto os demais olhavam a grande nave surgir sobre eles,
chamada por Lezo.
Francisco olha em volta e fixa nos olhos de Rose, esta
fixa a atenção nele, sabia que eles estavam ali por alguma coisa,
e o mesmo olha em volta, estavam sobre o monte que os
astrônomos chamam de Olimpo, em Marte, olha em volta, a
grande nave escureceu o local, ela era maior que a montanha.
O chão começou a brilhar, o espirito olhava para Junior,
mas foi inevitável sentir a energia crescendo, olhou em volta, e
viu os pontos brilhosos ao chão, Francisco viu as grandes
aranhas saindo na parte baixa, a luz vinha do subsolo, a visão
era bonita, a nave acima mantinha o céu negro.
— O que esta acontecendo Francisco?
Rose olhava para Francisco, sentira algumas vezes aquela
sensação, geralmente quando Liliane pegava em algum cristal
de Horus, e este lhe passava a estória, mas ali não havia um
cristal, mas ela sentia como se algo grande fosse ser revelado.
Os pontos vindos do fundo estavam ficando mais
brilhosos, as grandes Aranhas, estavam olhando, quando uma
Luz surgiu a baixo de uma delas a iluminando. As demais
ouviram seu grito e olharam no sentido dela, Francisco e os
demais também olharam, e viram a grande aranha, brilhar
muito forte, o grito seguinte não pareceu de dor, pareceu de

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alivio, e todos viram a aranha tomar a forma translucida, com
grandes asas, as demais vendo isto, foram se posicionando
sobre as luzes, e milhares de anjos negros foram surgindo,
embora eles fossem brilhosos, bem no centro daquele ser, tinha
uma coluna negra, de onde veio o nome.
Francisco olha para Rose e fala;
— Acho que algo novo surgiu hoje!
— Não entendi o acontecido?
— Promat entendeu! – Fala Francisco olhando o ser.
— Pensei que isto era lenda! – Promet.
Francisco olhava o ser e falou olhando o filho, que
somente nesta hora tirou a mão da terra, os demais nem
perceberam, Rose ao lado olha para Junior e sorri.
— Como pode um planeta definhar assim? – Anja.
— Quando as forças de Gaia, são desviadas para outra
função, o planeta definha! – Francisco.
— E para que forma desviadas?
— Para apreender os Anjos, para que eles não pudessem
evoluir ou interagir!
— Mas isto tem a assinatura de um morto! – Promet.
Francisco sorriu e falou;
— Já falamos disto Promet, ninguém morre, apenas
mudam de forma!
Francisco olhava para Promet e sente a energia se erguer,
milhares de anjos na planície abaixo, batem suas asas e Axur,
estava as costas de Francisco com milhares deles.
— O que vocês são? – Axur.
— Apenas mensageiros de boas novas! – Rose.
O ser olha a menina e fala;
— Quantos anos tem criança?

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— Na aparência, 16!
— Mas é mais velha que isto!
— Ser em existência, viemos verificar o caminho que nos
foi deixado aberto, mas ainda não achamos a resposta!
Lezo as costas olha para cima e vê as luzes formarem
uma imagem, na carenagem da nave, algo que não estava muito
claro.
Francisco olha a nave vendo que Lezo tentava ler.
— Esta em inglês Lezo!
Se lia na carenagem;
―Peter desenhou um ano da vida de Sheila‖
— Quem deixou este recado? – Rose.
— Tem assinatura recente, alguém veio e deixou isto
pronto, sei que algo não foi nos contado! – Francisco.
Francisco olha para todos, e perguntou;
— Mas isto faz muito tempo, o que tem haver!
Todos estavam pensando quando Rose sorriu;
— O que não percebemos Rose? – Junior.
— Qual a duração de um ano de Deus?
— Nem sei ao certo, mas por que?
— Certo, quantos anos tenho Junior?
— 16! A idade de quando se tornou imortal!
— Quantos anos tem Sheila?
Francisco sorriu e falou;
—14!
Rose sorriu, e falou;
— Mas quem tem estes relatos?
— Acho que sei, mas isto Paula não previa!

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— Estão dizendo que alguém esta protegendo o
andamento das coisas? – Lezo.
— Alguém sabe de alguns pontos, não sabemos quantos,
mas sabe o que tem de manter, para que algo aconteça no
futuro! – Francisco olhando para Promet.
— Não entendi?
— Segundo um relato de alguns anos, Promet, Peter
desenhava as aventuras de Sheila, estas aventuras foram
escritas, queimadas, e reescrita, sabe-se que tudo que ele
escreveu lá, aconteceu, estes relatos, não sei com quem está,
pois não estariam todos na inexistência? – Rose.
Francisco olha para Rose e fala;
— Se estiverem lá, ninguém vai conseguir alterar aquilo!
Rose sorriu.
— Este irmão realmente é incrível! – Rose.
Promet olha para Rose e pergunta;
— Você a irmã de Peter Carson?
— Não, sou irmã de Peter, ou melhor, רטיפ, como o
chamávamos lá!
— Você é um ser inicial? – Promet.
Rose apenas riu, pois já falara isto tantas vezes, odiava
ter de falar isto de novo, olhou para seu parceiro, Junior e
perguntou;
— Quem assina o caminho?
— ―Carsons‖!
Rose entendeu que ele não falaria, olhou para Promet e
falou;
— E você, o que faz aqui ainda?
— Curioso, um grupo que olhando despercebidamente,
não se vê o quanto funcionam cronometrados!

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Anja esta cheia daquele ser por ali e olhou para ele;
— Fica por ai Promet!
O ser não entendeu, mas viu seu corpo ficar translucido,
e surgir no Éden, olhou em volta, estava um caos, mas ficou
pensando em o que era aquele grupo.

Francisco olhou para Axur e falou;
— Agora esta livre a evoluir, ser de criação!
Lezo chamou a nave que começou a descer, saíram dali
voltando para casa e na noite de Curitiba, aquela nave desce
sobre a cidade, Lezo volta para seu mundo, deixando ali os
demais.

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Capitulo 3

Francisco olha para Anja, as vezes ele não sabia se aquilo
era certo, ele mesmo subverteu sua existência, se antes se
culpava de cada ato, começava a pensar em não machucar
quem o cercava, e enquanto Anja estava li a olhar como se
ainda estivesse perdida, Tesália olhava como se o quisesse
desafiar.
Anja olha para Tesália e pergunta;
— O que faz aqui ainda? – Deixar claro que estavam
dentro do templo de Francisco, embora não se visse da rua, ele
estava ali, em qualquer outro lugar Tesália não teria
conseguido responder a uma pergunta direta destas.
— Não sei ainda, este ser ai, nos levou a uma viajem,
onde não fomos necessárias, ele as vezes parece querer brincar
de mestre, mas não entende nada, de nada!
Anja entendera a viagem, mas não estava querendo
discutir isto, viu uma moça entrar pela porta e olhou sua aura,
olhou em volta, aquela menina ainda colocava medo em Anja.
— E você? – Fala olhando Daniele entrar pela porta – O
que quer aqui?
Daniele olha para Anja e fala;
— Que saiba, ainda sou casada com Francisco!
Aquela afirmativa até Francisco estranhou, pois a algum
tempo os dois estavam longe, ele sentia-se casado, mas quantas
vezes ela apenas sumiu pela porta.
— Mas o que faz aqui? – Anja.

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— Sei que estamos as três interessadas! – Tesália ia
reclamar e Daniele olha para ela serio – E não adianta negar
criança grande! – Daniele olha para Francisco e continua – Mas
cada uma de nós, terá um dia na vida dele, não adianta eu
rejuvenescendo, querer estar ao seu lado, sei que não quero ver
você me olhando como uma criança, já formos mais que isto,
então não gosto nem de pensar nisto! – Daniele olha para Anja
e fala – O menino, escreveu a muito tempo, que iriam tentar lhe
matar, mas na época, ninguém ainda tinha lido os relatos de
Peter! – Daniele devolve os olhos a Francisco e continua – Ele
desenhou apenas 60 eventos, 12 deles não tem importância
nenhuma, pois eram na escola que ele estudava, mas 48 deles
tinham importância, mas me contaram que 12 deles, já
aconteceram, então ainda existem 36 deles, que vão avançar no
tempo!
— E quando ela vai completar 15 anos? – Francisco.
— Mais ou menos, 2178, não é tão preciso estes
cálculos! – Daniele olha para Tesália e fala – Sei que ele lhe
irrita, isto é algo normal a todo ser de criação, irritar, eu e ele
sabemos irritar, mas sabemos muito sobre esta estória, não
estamos nisto por motivos fúteis, ambos procuravam Deus, mas
– Daniele vê Suzane entrar com Ricardo – Não estava
preparada para o que foi me dito, uma coisa é um arcanjo dizer
para você, é um Bruxo, é um ser inicial, mas outra coisa é dizer,
você gerara em seu ventre, Xi, que nascera pela primeira vez!
Francisco sabia disto, mas Daniele estava ali deixando
isto bem claro aos demais.
— E o que veio fazer aqui? – Anja.
— Informar que os Desenhos de Peter continuam a
funcionar, a atrair as pessoas, a influenciar as vidas, mesmo
que ninguém tenha acesso a eles, continuam a ditar o caminho!

460 | P á g i n a

— Esta dizendo que os desenhos estão ditando, mas e se
Paula os pegar! – Suzane.
— Ela poderia por os olhos nele, mas nunca veria a
verdade, Suzi, uma coisa é você achar que o mundo lhe
obedece, outro é acordar para a verdade, nada do que existe
hoje, existiria se Peter não tivesse ouvido Deus, não os pais,
mas o ser acima deles, que o mostrou como gerar matéria, e
não adianta tentarem entender meu comportamento, pois não
dá para explicar para alguns o que é gerar Xi, não dá para
explicar para outros o que é ser mãe, não dá para explicar para
outros, tudo o que esta claro, mas que somente quando
revelado, fica evidente! — Daniele olha para eles e desaparece
ao ar.

461 | P á g i n a


Capitulo 4

Tesália olha para Francisco e depois para as suas irmãs,
abre um portal ao ar e voltam a Terme.
— O que ela quis dizer com isto? – Ouvem uma voz ao
porta, Francisco olha e vê Paula a porta.
— Não sabe mesmo? – Francisco.
— Nunca entendi esta menina!
— Ela é mais velha que você Paula! – Francisco.
— Mas o que ela quis dizer com isto?
— Ela quis dizer que sua mãe era uma geradora, assim
como seu pai!
— Desviando o assunto Francisco? – Paula.
— Não, é que não tinha me tocado o por que aprisionou a
própria mãe!
— Por que acha que fiz isto?
— Para adiar a vinda de Xi! – Fala Francisco olhando
para a menina, Suzane olhava as reações, o medo de Anja era
evidente, mas a cara de revoltada de Paula confirmava a
afirmativa.
— Ele vai demorar ainda para vir Francisco, espero que
uns 400 anos!
— Sei disto, neste país, ele erguera seus descendentes!
— Ele não terá descendentes, não vou permitir esta
puleragem dele!
— Não será sua escolha Paula! – Francisco.
— Por que não?

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— Por que Peter fez com que isto tudo fosse previsto, se
ele não fala para você que esta defendendo os antigos planos,
não vem reclamar para nós, mas ele quer que você e Xi não se
encontrem!
— E o que ele pode fazer?
— Não sei, pelo que entendi, 400 anos de historia vão
ditar o que ele quer, mas como não o conheci antes de tudo isto,
sou apenas um observador de uma estória contada pela metade!
– Francisco olhava para Paula, que não parecia saber o que
Francisco falava.
Paula sai e Francisco olha as auras a volta, e pergunta
para Suzane;
— Podemos conversar agora?
— Sim, o que não me contou?
— O que fomos fazer em Marte?
— É verdade, você parecia querer iniciar algo?
— Alguém!
— Quem?
— Ricardo e você!
— No que!
— Algo que Anja Odeia! Anjos Negros!
— Mas o que são estes anjos, não entendi nada!
— Somente Anjos Negros podem vir a mostrar o
caminho que Peter tem de seguir!
— E acha que consigo?
— Se não conseguir, serão 400 anos de terror!
— Animador! – Ricardo.
Francisco olha serio para os dois e fala;

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— Um Anjo Negro, serve apenas para representar os atos
de Deus no nosso dia a dia, você pode ser milhões de coisas, e
ser também um Anjo Negro, mas ser um, é saber o que deus
determina como Caminho!
— Não entendi! – Ricardo.
— Pense em alguém que pode mudar planetas de lugar,
montanhas de lugar, almas de lugar, mas só o fara facilmente,
se deus quiser, se não, terá de usar as suas forças para fazer, o
seu livre arbítrio, mas saberá, que deus não quer aquele
caminho!
— Mas como alguém se torna um Anjo Negro? – Suzane.
— Não se torna!
Suzane olhou com aquele olhar clássico de quem queria
pular no pescoço de Francisco.
— Mas então por que fomos lá?
— Fomos lá por que alguém deixou um caminho com
aquele cheiro, e queria ver o que tinha lá, mas Anjos Negros,
não é uma coisa que se aprenda e você comece a ver, a sentir, a
ser!
— Então como vai iniciar alguém nisto, como vai nos
iniciar nisto!
— Não vou antes de conversarmos!
— Não entendi? Não se pode se tornar e você vai tentar?
– Ricardo.
— Se nasce com esta tendência, não é algo que se
aprenda, deus não dá chance a muitos de serem!
— Mas por que acha que podemos?
— Na verdade, Suzane tem esta tendência Ricardo, mas
vocês se uniram em um, então ou os dois aprendem, ou não vai
acontecer!

464 | P á g i n a

— Mas o que é um Anjo Negro? – Suzane.
— Uma das mãos de Xi, no mundo!
— Esta falando serio?
— Ele manda muitos, mas alguns ele nunca desenvolve,
pois ele não espera estar aqui muitas vezes mesmo!
— Mas por que disto?
— Xi veio ao mundo em carne, não por um dos anjos
Suzane, não gosto de formar alguém em um Anjo Negro, mas
somente seres superiores podem invocar uma reversão de Peter,
mas não é com isto que estou preocupado!
— E o que o preocupa?
— Xi não se preocupa em matar os seus Anjos Negros
em aventuras suicidas, ou melhor, parece que adora os ver
morrer!
— E como se escapa de algo assim?
— Muita concentração, e saber acima de tudo,
diferenciar o que é sua vontade, e o que não é!
— E nos ajuda? – Ricardo vendo que era serio.
— Se estamos conversando, sabe que sim, mas vi uma
coisa que diziam impossível, e talvez seja por que mudamos de
lado nas grandes guerras!
— O que descobriu?
— Pelo que dizem todos os relatos, os Anjos Negros, não
conseguem interagir com Gaia, e vi que Suzane tanto sente a
daqui, como sentiu uma em Marte, algo capaz de restituir o
equilíbrio lá!
Sentaram—se e foram a conversas mais chatas.

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Capitulo 5

Francisco sai da sala que conversava com Suzane e
Ricardo e se depara com Anja que o olhava serio.
— Que papo é este de ser casado?
Francisco olha para a moça e fala;
— Algo do passado, algo que talvez esteja em minha
vida, por mais que tente evitar, no futuro!
— Ela é uma criança!
Francisco já havia falado sobre isto, mas não gostava de
discutir com Anja.
— Não vai falar mais nada?
— O que quer que eu fale?
— Que não a ama, que não vai sair por ai, como um
pedófilo, dando encima de crianças!
— Isto eu posso garantir que não vou!
— Mas...?
— Não vou negar meu passado, não vou negar que
achava que ela seria alguém em minha vida por séculos, mas
isto acabou como começou, ela esteve ao meu lado na crise,
mas ainda não entendo tudo que aconteceu!
— Mas...
— Ela que me apresentou a você Anja, e sabe disto!
— Mas não lembro de ter falado que era casados!
— Não lembro de ter perguntado ou tocado neste assunto
Anja, pois não falo disto com muitas pessoas!
— Quer falar?

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— Querer não quero, mas sei que precisa saber! –
Francisco.
— O que sente por ela?
Francisco da a mão para Anja e vão ao quarto que ambos
dividiam, o senhor senta—se a mesa na antessala do quarto, e
fala;
— Eu não sei mais o que pensar sobre isto Anja!
— Você sente—se traído, da para sentir isto no ar, mas
não parece conseguir esquece—la.
— Como se esquece, alguém que pareceu em sua vida,
lhe abriu caminhos, lhe mostrou os Laikans, lhe fazendo
ampliar minhas leituras, caminho que veio a me apresentar ao
verbo!
— Não estamos falando desta parte Francisco!
— Eu nem me atrevo a lembrar de nós no passado, não
me atrevo a pensar nisto, parece doer em mim, acho que no
fundo, sou muito mais pecador que os demais, que não sou
merecedor de tudo que as pessoas esperam de mim!
— Mas ela é uma criança!
— Com 16 já era para mim uma criança, agora nesta
praga que não entendo, rejuvenescendo, não sei o que pensar!
— Quer que vá embora?
Francisco olha para Anja e segura suas mãos e fala;
— Não, já lhe disse isto!
— Mas não entrega—se totalmente!
— Nunca me entreguei, nem com ela, mas é difícil de
explicar como sinto isto por dentro, como sinto os meus
pecados, as vezes seria mais fácil não ter vivido tudo que vivi!
— Te amo Francisco, mas tenho medo disto!

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— Sei disto, mas... – Francisco olha para o chão,
escolhendo as palavras e volta a olhar para a moça – não sei
como dizer para ficar, sei que esta se jogando em uma estória,
que pode se machucar, e não a quero machucada!
Anja passa a mão no rosto de Francisco e o beijou.

468 | P á g i n a


Capitulo 6

Três dias se passaram, Francisco estava mostrando para
Suzane o como diferenciar o que era ela, do que era Xi, ou o
Eterno, como muitos o chamavam, quando vê Paula entrar ali,
todos se afastavam dela, a aura dela estava ficando escura, mas
com certeza, algo a estava atraindo para aquele lugar.
— O que quer? – Suzane.
— Quer me desafiar menina?
Suzane riu e Francisco olhou para Paula.
— O que faz aqui?
— Apenas olhando tudo, algo está errado, só não sei o
que!
Francisco sempre esperava o pior daquele ser, mas algo
estava estranho, e não sábia o que.
— O que esta lhe perturbando menina! – Francisco.
— Algo esta enchendo este mundo de energia, não sei
quem, não vem daqui, mas algo grande esta se mantendo, e não
consigo achar onde!
Francisco sorriu e falou;
— Acho que você esta muito tranquila para ser algo
serio!
— Não acredita em mim, fiz por merecer!
Francisco olha para a menina, mudando de atitude, isto
lhe dava mais medo do que ela mostrando seu verdadeiro lado.
Francisco a olhava quando Daniele surge as costas de
Paula e a olha;

469 | P á g i n a

— Também por aqui?
— O que veio fazer aqui? – Paula olhando a menina, não
entendia quem era, tentara a dominar, mas nada parecia alterar
aquela menina, achava que Xi a responderia quem era, mas não
tinha esta certeza.
— Vim falar com Francisco! – Dani olha para Suzane e
fala – Esta evoluindo bem!
Paula olha para Suzane e depois para Daniele e pergunta;
— O que esta fraca pode evoluir?
Dani sorriu e falou;
— Nossa sorte Paula, é que alguém viu a verdade antes
de todos, e deixou muitas dicas pelo caminho, pode não querer
aceitar ajuda de ninguém, pode achar que tudo esta indo de
acordo com seu plano, mas conheço pelo menos 5 partes da
estória que não evoluem como você acha que evolui!
— Mas esta moça é uma fraca! – Paula.
— Uma fraca que você não tem como jogar na
inexistência, então é uma fraca diferente da maioria dos seres!
Paula olha para Suzane, uma humana, poderia ser imortal,
mas apenas uma humana, e perguntou;
— E por que não poderia?
— Por que ela é esperta, e portais de inexistência podem
ser distorcidos por seres como ela!
— Do que ela esta falando? – Pergunta Paula a Francisco,
que olha para Dani e pergunta;
— Por que faz isto?
— Eu acho que um dia teremos de conversar, mas meus
cálculos vão a mais de 400 anos a frente, mas por que esconder
a verdade de Paula, que somente 4 dos seres de Xi não vieram

470 | P á g i n a

a vida ainda, mas esperto ele mandar um deles sobre um ser
inicial!
Paula olha para Suzane e pergunta;
— E qual dos iniciais você seria?
— Para mim isto é lenda! – Fala Suzane, mesmo sabendo
agora que era verdade.
— E por que sua aura diz que mente! – Paula.
— Por que minto, por que não sou perfeita, e não
acredito que seja um dos seres iniciais, assim como não
acredito que seja um dos anjos de Xi!
— Não parece com um anjo de Xi, mas por que eles
acham isto? – Paula olhando a força da moça, forte mas
humana, pensou ela olhando a moça.
— Sei lá, não sabe que Daniele esta aqui apenas para
complicar a estória, deve ter vindo apenas por lhe sentir aqui,
para atrapalhar nós de entender a estória! – Suzane.
Estavam conversando até bem calmamente e Paula fala;
— Sei que alguma coisa mudou, não sei o que, mas algo
mudou!
Francisco sabia que algo estava mudando, mas também
não sabia o que estava acontecendo.
— Tô de olho em vocês! – Fala Paula que estala um dedo
e some dali.
— E você, o que faz aqui? – Pergunta Suzane a Daniele.
— Vim ver o que esta acontecendo!
— Não esta acontecendo nada! – Francisco a olhando.
— Tem de me esquecer Francisco!
— Sabe que não tenho como, mas o que realmente veio
fazer aqui?

471 | P á g i n a

— Uma imensa energia esta sendo emanada desta cidade,
Paula tenta descobrir onde, e como apenas você sabe lidar com
estas coisas, todos acham ser você!
Francisco olha para Daniele sem falar, mas os olhos de
Suzane e de Ricardo vieram sobre os dele e desconversou.
Francisco sentia a energia crescendo, parecia que iria ser
atraído para uma aventura, mas ainda não sabia onde isto o
levaria, entra em sua biblioteca e fica a ler sobre Anjos Negros.

472 | P á g i n a


Capitulo 7

Francisco sonha a noite com um mundo de Magia, ele
não gostava de Magia, mas a noite foi de grande agitação, ele
se via em um mundo totalmente tomado por magia, um mundo
onde uma simples formiga, conseguia fazer coisas incríveis,
onde mesmo com todos tendo força, a paz reinava.
Francisco acorda agitado e Anja olha—o e pergunta;
— O que esta acontecendo Francisco?
— Não sei, a noite foi agitada, e não foram sonhos!
Anja olha intrigada;
— Sonhos são representação do inconsciente, não
lembramos de boa parte deles, mas lembro de cada segundo
desta noite, como se fosse um pressagio, e não um sonho!
— E o que dizia este sonho?
— Que tenho de retornar ao mundo das Provações!
— Como assim?
— Que algo forte esta aprisionado naquele mundo, que
algo esta vindo sobre nós, se dominado, uma benção, se
deixado solto, uma praga!
— Então vamos voltar a Marte? – Anja.
— Esta parte que não entendi, esta força esta vindo a
nosso encontro, talvez disto que Paula e Daniele falavam
ontem!
— Elas sentem os mundos, nunca entendi isto?
— Todos sentem, mas tem de ver que muitos foram
tirados deste caminho Anja!

473 | P á g i n a

— E vamos quando?
Francisco sorriu, Anja não deixaria ele ir sozinho.
— Mas ainda não sei onde ele vai se manifestar no
planeta, pode ser em qualquer lugar! – Francisco.
— Pelo menos não é Marte!
Francisco sorri, levanta—se e prepara tudo para uma
saída, que não sabia quando seria.
Francisco liga para Dalila, mas esta não poderia lhe
prover o que ele queria, as guerras continuavam entre os
imortais, sempre com levas de seres vindo sobre elas, para
guerreiras, era como se tivessem natal todo dia, elas adoravam
isto, mas não teriam como dispor de ajuda nesta hora.
O dia era de preparativos, Francisco parecia
compenetrado em algo, estava isolado na capela, como
querendo sentir as energias.
Estava de olhos fechados sentado ao centro daquela
capela, onde não tinha uma mesa ao centro e sim apenas o
palco, com cadeiras a toda volta.
— O que precisa? – Fala Tesália olhando para Francisco
ao centro daquele lugar.
Francisco abre os olhos e fala.
— Não atrapalhar!
— Onde você escondeu a estatua?
— Quando for a hora todos a verão!
— Mas por que ligou para minha prima?
— Despertamos alguma força naquela ida a Marte, algo
vem sobre o planeta, ou melhor, provações veem sobre o
planeta, e terei de enfrentar!
— Onde?
— Ainda não sei!

474 | P á g i n a

Tesália olha para aquele senhor, não era velho, mas ele
em si, tinha o dom de a irritar.
— Gostaria de ir se não fosse problema! – Tesália.
Francisco a olha e fala;
— Sabe que o problema aqui sou eu!
— Mas por que disto?
— Temos de mostrar a seu amado, por onde sair!
— Acha que ele esta quase de volta?
— Acho que fomos enganados, e mesmo que ele volte
agora, não vai ser por completo!
— Por quê?
— Existem coisas, que não sei explicar, mas uma é a
força de Peter, ele contradiz a existência em si, ele não é
apenas um filho de Xi e Xo, ele é muito mais que isto!
— Como mais que isto?
— Tesália, você é mais que um escolhido, mas não vai
me ouvir dizer isto a frente deles!
— Eu? – A moça ficou olhando para Francisco.
— Sim, você tem o livre arbítrio, e uma força que eles
nunca tiveram, você em si, foi despertada por Peter, mas
apenas despertada, não criada por ele!
Tesália estava cada dia mais próxima, tentava se afastar,
mas era ele falar que precisava de ajuda, ela estava por lá.
— Mas vamos para onde? – Tesália.
Francisco sorriu, segunda pessoa a se disponibilizar a ir,
sabia que quando algo grande acontecia, coisas assim sempre
vinham a tona, mas estranhava isto ainda, pois caminhos assim,
embora despertassem nas pessoas vontade de ir, eram prisões,
onde não queria deixar ninguém lá.

475 | P á g i n a


Capitulo 8

Em Comptche, Paula olha para o céu, ele escurece de
uma hora para outra, não sabia o que era aquilo, mas sentia a
energia, não sabia bem o que estava acontecendo, as pessoas a
rua, o seu brincar de bonecas, cada qual com uma função, para
qualquer pessoa que passasse na estrada, não via as 10 quadras
da cidade, a frente do colégio, cidade que existia a pelo menos
60 anos, fundada ali pela magia do avô de Paula, alguém que
quando voltou dos mortos, sumiu no mundo, assim como seu
pai, algumas pessoas ainda tinham seu livre arbítrio, pois a
menina não se preocupava com eles, e não queria ouvir apenas
seus pensamentos a rua.
A energia parecia vir sobre a cidade, por um instante,
achou que a cidade se fixaria no tempo real, como nunca fora,
olha para as pessoas, algo vinha, mas não sabia o que.
A lembrança de Peter, a faz deixar escorrer uma lagrima
aos olhos, seu irmão, seu filho, seu protetor e agora, apenas
uma estatua na Inexistência, embora muitos a rua acreditavam
que ele havia voltado, e que aquele ser vindo ao fundo era ele.
As vezes olhando a casa a esquina, lembra dos pequenos
Paulo e Pietra, estes ela não entendia, seres gerados por seu
irmão, mas que não conseguiu deixar na Inexistência, talvez Xi
tivesse planos para eles, mas o que lhe perturbava neste
instante era a energia que sentia ao ar.
Estava olhando a cidade, a frente a praça, quando vê a
grande estatua de Peter sobre a biblioteca, estalar, o som foi
muito alto, e os funcionários saíram assustados e enquanto as

476 | P á g i n a

pessoas se afastavam o mesmo rachou e trouxe a biblioteca
para baixo, virando pó.
Paula olha em volta e embora soubesse que aquele rapaz
ao fundo parecesse com seu irmão, não o era, e provavelmente
era mais uma tentativa dele sair.
Sentiu a cidade começar a gelar, as pessoas começaram a
entrar em suas casas, mas ela estava olhando quando viu um
portal abrir a sua frente, viu Tesália passar e olhar para a
menina, para Peter ao fundo, e falar;
— Tudo bem menina?
— O que faz aqui? – Paula pergunta, mas nem acabou de
perguntar e vê Francisco, Anja, Ricardo e Suzane passarem
pelo portal e o senhor a olhar.
— Boa tarde Paula!
Paula olha para o senhor e pergunta;
— Que energia é esta?
— Não sei, mas seguimos apenas o fluxo! – Fala
Francisco olhando em volta e falando – Dentro da cidade de
Comptche, bem interessante!
— Que energia é esta? – Paula.
Francisco olha para Peter ao longe e fala;
— Se ele não tivesse saído, diria que era ele, algo esta
tentando escapar da Inexistência!
— É possível a poucos isto? – Paula;
— Não sei, mas quem estaria lá dentro ainda, não é? –
Fala o senhor encarando Paula.
— Acha que eles vão conseguir sair?
— Isto que não faz sentido, pois o único com força para
sair de lá seria Peter, mas não sei, apenas seguimos a energia!
Tesália olha para Paula e pergunta;

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— Quem teria força assim, para tirar alguém de lá?
Mesmo sem querer, olhou para a replica de Peter, pois se
ele tivesse saído, teria força e tentaria.
— Mas o que esta fazendo esta energia?
— Gerando um caminho de Duvida, aqueles que geram
muitos malucos no planeta, estabelecendo um caminho sem
volta, as vezes é apenas um caminho a percorrer, mas sinto—o
diferente! – Francisco.
— Diferente como? – Ricardo.
Anja se abaixou e falou tocando o chão.
— Parece um surgir de Anjos! – Anja fala olhando para
Francisco.
— Anjos, não faz sentido!
— Sabe que nem tudo foi escrito, pois muito ficou pelo
caminho, estamos falando de uma forma diferente de anjos!
— Diferente? – Francisco.
— Os que odeio! – O olhar de Anja para Suzane deixou
claro que ela não gostava da ideia.
— Mas por que estão surgindo anjos? – Paula.
— Seu amado pode estar querendo sentir—se vivo! –
Anja.
— Ele eu ainda não achei, muita gente sumiu, aquela sua
amiga, Francisco, aquela criança, esta escondendo alguns!
— Não sei do que fala, ela não aparece se você não tiver
por perto!
— Não sei por que ela insiste em lhe defender, ela
distorce minha magia, não consigo lhe influenciar com ela
perto!
Francisco ouve aquilo, nunca pensou nas aparições de
Daniele como uma forma de proteção, ela sempre falava coisas

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que davam a entender o contrario, os mares estavam subindo,
as calotas irreversivelmente danificadas e escorrendo ao mar.
Francisco olhou para Tesália e perguntou;
— Como sente esta energia, Imperatriz?
— Algo bem estranho, como se fosse energia de Peter,
não entendo, ele não nos procura mais, mas lembra muito as
energias dele, se ele não tivesse entre nós, diria ser ele!
Francisco olha para Paula e pergunta;
— Não mandou para lá os pequenos?
— Que pequenos?
— Os únicos com força de sair por si, Paulo e Pietra?
— Aqueles a muito saíram Francisco, mas eles se
escondem, não sei por que, mas eles se escondem!
— Não sabe mesmo? – Suzane.
Os olhos de Paula sobre Suzane, demonstravam um misto
de admiração e ódio, mas não entendia ainda onde aquilo iria
dar.
Começam a andar no sentido do antigo parque aquático,
criado por Peter Carson, uma mistura de conhecimento e magia,
mas desativado ha anos, e mesmo após o retorno aparente de
Peter, não o reativou.

479 | P á g i n a


Capitulo 9

Francisco olha para o lado e vê as pessoas caminhando,
como se perdidas, sem sentido, poucas pareciam se importar
com a biblioteca em pedaços, poucos pareciam saber o que
acontecia ali.
Tesália olha para Francisco e pergunta;
— Por que deste caminho?
— Sabe quando parece que o mundo lhe quer mostrar
algo, mas você não entendeu ainda o que?
— Paula nos olha!
— Se for quem penso que abriu o caminho, ela não vai
olhar por muito tempo!
Anja segura a mão de Francisco e pergunta;
— Explicou para ela no que esta se transformando? –
Fala olhando no sentido de Suzane.
— Eu não, por que dar as más noticias antes?
— Para ela poder ter uma chance!
— Conhece alguém que tenha escapado?
Anja olha para Francisco, não conhecia, não entendia o
que estavam fazendo, mas não deixaria ele a sós com Tesália,
aquela ali parecia querer tirar ele do serio!

O não reativar do parque sempre passava a cabeça de
Francisco, estavam passando por uma serie de carros parados,
como se tivessem enguiçado ali, que inviabilizava toda a
passagem, de outros carros, mais de 30 carros parados, até um

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guincho tinha ali, andaram mais um pouco e ele sente passar
por uma magia, estranha magia, anda alguns passos
normalmente, e sente uma nova magia, sente seus músculos
sendo torcidos, se encolhe de dor, olha em volta, quase todos
sentido dor, as lagrimas lhe cortavam os olhos, mas viu tanto
Anja como Suzane de pé.
— O que esta acontecendo? – Anja.
— Sinto como se estivessem sendo purificados, mas
parecem apenas sentir dor.
Era estranho ver a grande Tesália se encolher de dor, mas
ela resistia bem, ali ninguém era fraco, mesmo o Ricardo não
era apenas um mortal a caminhar por ali.
Francisco ouve a conversa e olha com uma lagrima aos
olhos para Suzane e fala;
— Pede permiss...são para entrar!
— Para quem?
Francisco olha em volta e vê que Paula estava logo atrás,
mas não entrou na proteção, olha para Peter e sacode a cabaça.
Suzane sabia que não era Peter Carson que estava ao lado
de Paula, mas olha nos olhos dele e pergunta serio.
— Peter Carson, nos autoriza a entrar no parque?
O rapaz olhou para ela sem falar nada, apenas olhando
para Paula, mas os demais sentiram as dores diminuir e se
ergueram enquanto Paula apenas toca a proteção, sente como
se ainda estivesse ali, e olha para Suzane.
— Acha que entendeu, mas não entendeu nada!
Paula dá as costas e se afasta, Tesália olha para a imagem
de Peter se afastando e pergunta;
— Se a proteção era dele, por que Paula não entrou!

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Francisco olha outras pessoas olhando para eles, olha
para Tesália e sorri.
— Não sei imperatriz, acho que estamos em um mundo
que não domino, pois não gosto muito de Magia!
Recomeçaram a andar por aquela estrada, agora limpa,
fazem a primeira curva e se viu as laterais com a grama cortada,
a estrada totalmente limpa, contrastando a mesma a alguns
passos, Francisco sente novamente o passar por uma magia e
vê as roupas ficarem limpas, como se fossem novas, olha em
volta, todos pareciam mais arrumados e ajeitados.
— Que magia é esta? – Tesália.
— Não sei, mas estamos um mundo criado por seu
amado Peter, e não por aquele ali atrás.
Continuaram a caminhar e viram a entrada do grande
parque, tudo parecia impecável, tudo parecia pronto para ser
usado.
— Esta como no dia que ele o inaugurou! – Tesália.
— Você conheceu isto no começo? – Anja.
— Sim! – Eles veem o sol abrir, como se estivesse
acinzentado a toda volta, mas ali, abriu o sol, e viram as 3
cúpulas de proteção do parque aquático começarem a abrir.
— Onde iremos? – Anja.
— Se entendi, pelo caminho que Paula percorreu, e ao
tirar as pessoas de lá, e mostrar seu lado mais sombrio, se
fechou para ela! – Fala Francisco olhando para as demais e
apontando uma construção ao fundo.
— Por que tenho a sensação de que tem gente a toda
volta? – Ricardo.
— Não sei por que Ricardo, mas não parece apenas
sensação! – Fala Francisco olhando em volta, ele não via nada,

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mas sempre com a impressão que longe dos olhos algo passava,
algo se mexia.
Caminharam para a lanchonete local, e pegaram o
elevador que levava para as cavernas abaixo daquele grande
parque, cavernas naturais onde Peter havia colocado um
caminho a percorrer, e que Paula ao percorrê-lo, trouxe pessoas
sumidas ao convívio, mas algo havia isolado isto após, e
parecia que nem Paula conseguia entrar ali.
— Por que Peter isolaria a área? – Anja.
— Peter era um Mestre, não apenas um Mago qualquer,
ele foi em carne, mais longe que qualquer outro ser no planeta
se atreveu a ir, sempre lembro de que ele olhava as linhas da
vida, mas segundo o avô dele, se recusava a olhar as linhas de
sua família, sendo o ponto mais frágil, algo que deve ter sido
incutido nele pelo próprio criador, mas se um dia ele
desconfiou, e tudo indica que sim, ele sabia que assim que
olhasse, não teria mais controle sobre os acontecimentos, ele
não veria mais, ele não saberia mais se aconteceriam daquela
forma.
— Não entendi? – Tesália.
— Se ele tivesse certeza de um caminho, ele defenderia
os seus, como sempre fez, nem que num futuro aparentemente
distante, não esqueça, para ele é apenas uma existência, o que
são 100, 1000 anos, comparados a uma existência? – Francisco.
— Acha que ele criou defesas? – Anja.
— Todos nós sabemos que sim, de um jeito ou de outro,
todos aqui sabem que algo esta escrito para nosso futuro, seja
ele agora, ou seja bem a frente.
Entram no elevador e descem, olham a grande caverna se
iluminar, os salva vidas, as lanternas, os botes ali, como se
esperassem alguém a muito tempo.

483 | P á g i n a

— Conhecia o local? – Tesália.
— Não, acho que devemos seguir, mas não sei onde
pararemos!
Os demais chegam, e no primeiro bote entraram Suzane,
Ricardo e Anja, que observava Suzane com um misto de
duvida, medo e admiração. No segundo bote, Francisco e
Tesália que se fazia de indignada de ir no mesmo bote do
senhor.
Começaram lentamente, acelerando na caverna, foram
quase quinze minutos de adrenalina, mas sem novidades,
quando passam por dentro da cachoeira se deparam com uma
imensa caverna, se via a entrada de luz por um buraco ao teto,
Suzane olhou para traz, vendo onde estava Francisco, pouco
atrás, e depois para Ricardo e falou;
— Me ajuda a chegar a margem!
Ricardo não duvidava de Suzane, sabia que ela entendia
das coisas de Deus mais que ele, ela sentia os caminhos, nunca
entendeu isto, mas encostaram e Francisco encostou logo atrás,
todos olhando Suzane que olha para o buraco, para o rio
correndo ali e para a caverna, ela tentava entender o que sentia;
— Francisco, o que dá a sensação de duvida, nó na
garganta e gosto amargo!
Francisco sorriu, e falou;
— Caminho das provações, acha que a entrada esta por
aqui?
— Acho que assim que paramos, deixamos de estar em
algo real, mas ainda não sei onde estamos!
Francisco olha em volta, sentia como real, não sabia
exatamente o que falava Suzane que vendo a expressão de
Francisco e sua aura fala.

484 | P á g i n a

— Certo – olhou para Anja e perguntou – Em que parte
do universo estaríamos?
Anja sorriu e falou;
— Nada dentro da existência que conheço, algo externo
ao que conheço, um mundo criado, como se estivéssemos em
um mundo de milhões de anos, mas que me parece ter apenas
25 anos.
— E o que pode gerar algo assim! – Francisco.
Suzane cheirou o ar, olhou para Tesália, depois para Anja
que olhou Tesália e falou;
— Sim, ela já esteve neste mundo!
— Do que estão falando? – Tesália.
— Você deve ter ido ao mundo de Peter pelo menos uma
vez, ou não? – Suzane.
— Sim!
— Seu cheiro é parte deste mundo, mas isto quer dizer
que estamos longe e perto, não sei como, mas estamos muito
longe de casa!
Francisco olha para Ricardo, olha em volta, não sentia
nada de diferente;
— Mas qual o objetivo disto? – Ricardo.
— Não sei, mas estamos em uma caverna, se
continuarmos, voltamos ao mundo, mas esta caverna, não esta
em nosso mundo!
Suzane olha para um canto e fala;
— Sinto como se fosse por ali!
A menina começa a caminhar no sentido que falou,
Ricardo foi ao seu lado, e chegam com um pouco de
dificuldade, as pedras eram lisas, a parede de um dos lados,
parede úmida, Ricardo a tocou, e a agua que escorria nela

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escorreu sobre a mão, olhou para todos, não falou nada, apenas
esticou a mão para Suzane. Sentiu tudo mudar, olhou para seu
grande amor, um misto de susto e encanto, e falou;
— Onde foram os demais?
Suzane olha para trás e vê o que era uma caverna se
tornar um campo, o que era um parede da caverna se tornar
uma rocha exposta;
— Devem ter ficado, mas temos de tomar cuidado!
Suzane olha em volta, sente o local e fala;
— O que seria o Caminho das Provações?
Ricardo não tinha esta resposta, mas os dois viram um
menino, parecia ter no máximo 10 anos sentado a uma rocha
bem ao fundo;
— Talvez ele saiba! – Suzane.
Os dois caminharam no sentido do menino, embora
parecesse perto, andaram mais de duas horas naquele campo.
— Onde estamos? – Suzane.
— Bem vinda Suzane!
— Me conhece?
— Uma criança pediu para cuidar de você, o único ser
capaz de enfrentar o destino, o único ser capaz de na hora H,
escolher pelo caminho certo!
— Por que acha que sou esta pessoa?
— Por que alguém quando a escolheu, ignorava toda a
verdade, um dia Suzana, num dia que não tem como se
descrever para um vivo, um dia único, onde se observa sem
cansar as galáxias cada vez mais vivas, em um novo recomeçar
da Matéria, um ser que muitos chamam de Xi, olhou para as
possibilidades e lhe escolheu para ser um dos seres que ele
poderia usar!

486 | P á g i n a

— Não entendi?
— Menina, por que acha que até Bruxas de Proteção não
gostam de sua função, por que você como está nesta existência,
elas não dominam, mas o ele ter lhe escolhido, determina que
ele quer interferir, neste ponto da historia, mas ele não sabe de
minha existência, ele ignora os verdadeiros anjos, mas não
precisa espalhar isto por ai!
— Você é um anjo? – Suzana.
— Um dia serei, ainda sou apenas um Arcanjo de Deus!
— E faz o que aqui?
— Esperando sua passagem!
— Me esperava?
— Sim, mas o principal é lhe informar, que diante da
interferência de Xi, enquanto você não se deixar levar pelos
pensamentos dele, você comanda, ele tenta o ser com todos os
seus vícios e medos, tentando as provações mais inumanas
existentes, mas saiba, o controle é seu!
— E quando ele vai surgir?
— Não lhe adianta dizer quando, pois ele não deixara de
vir por isto, foi escrito que ele viria, em seu ser, mas não
acontecerá, não como você espera que seja.
— Não espero isto!
— Ouve menina, ouve!
Suzane olha para os olhos de Ricardo e viu que somente
ela estava falando e ouvindo, ele estava estático, naquele
segundo.
— Ele está bem?
— Sim, mas algo que não fiz, olha que os humanos são
mais incríveis do que meus pensamentos incríveis, ele pensou
em usar você como alguém para preparar a vinda dele, uma

487 | P á g i n a

pessoa a ajudar, vai acontecer, mas não como ele queria, pois
ele não terá ciência tão cedo de quem é!
— Esta dizendo que ele já veio a vida?
— Sim, por uma geradora imortal, deveria neste instante
estar pronto para retomar as memorias, mas ainda esta de colo,
ainda esta frágil demais!
— E qual minha missão nisto?
— Não deixar de acreditar em Deus, este ser forte dentro
de você, não adianta nada na vida, se não se tem um Deus
verdadeiro a seguir.
— E quando mudarei?
— Não pode falar isto para outros, mas não mudará, o
destino humano foi decidido pela sorte, Deus sorri quando nos
manda olhar e interferir, e a atração e amor transformam o
caminho em algo impensado.
— E por que não mudarei?
— Por que você é imortal e esta em um nível de
convivência saudável, crescendo como gente enquanto o
menino ainda está nas fraudas!
— E Paula?
— Esta o vai procurar, mas ela não o veria no que ele se
apresenta, quando o destino os pôs neste caminho, todos os
demais se alinharam, para um futuro diferente, dinâmico,
estranho, mas estarei olhando por vocês!
O pequeno Arcanjo chega e toca as mãos de Suzane, ela
vê em sua mente sua historia, não a que viveria, mas todas as
que já viveu, todos os sentimentos que sentiu como um ser
inicial, toda a forma que se estabeleceu. O pequeno João afasta
suas mãos da dela.

488 | P á g i n a

— Como pode um pai, jogar uma praga sobre um filho
assim? – Suzane sabendo agora que era um ser inicial e que seu
pai a desejava controlar como um boneco, do dia eterno.
— Suzane, este ser se acha Deus, mas poucos sentem
Deus como você, como Francisco, como os que ele induziu a
imortalidade pela fé, não pela magia ou pela energia, Francisco
é a prova que os seres estão evoluindo, talvez os seres
superiores não estejam, mas alguns, como você, Peter, estão
muito além de um caminho traçado por eles.
— Nunca entendi como o plano de alguém que tudo sabe,
pode dar errado pequeno arcanjo.
— Eles não sabem tudo Suzane, mesmo os seres de
criação como vocês, sabem quase nada da existência, eu fui um
menino que correu nesta cidade que você nasceu, mas no meu
interior, tem todas as existências que acompanhei após virar
um Arcanjo, somente o verdadeiro Eterno, pode dispor de
alguém do futuro, uma criação, para o jogar em seus planos,
nem que sejam nos iniciais.
— Você acredita que Deus acompanhou tudo isto?
— Ele pode até não ter acompanhado Suzane, mas eu
acompanhei!
— Não entendi!
— Eu fui muitas coisas nesta historia, um menino que
caminhava pelas ruas de Curitiba, morto pela própria pessoa
que lhe criara, descobri pouco antes de ser morto que ela não
era minha verdadeira mãe, mas eu fui levado ao caminho que
desafiei, o caminho do templo, eu encarei o caminho e me
deparei com a escolha, poder servir eternamente a algo maior,
ser o arcanjo Nemahiah, eu desafiei o Eterno, quando ele
estabeleceu o fim dos tempos, vocês não viveram isto, mas

489 | P á g i n a

viverão na eternidade, desafiei pela continuidade, e mesmo
assim, sei não ser Deus.
— Então você se pôs contra o fim dos tempos, nesta
existência?
— Eu me coloquei a favor da família, existem os que
dizem acreditar em Deus, mas diante da família são cruéis,
verdadeiros escravocratas em meio a condição de mais velho,
ou homem, estes podem orar a Deus, ele não os ouvira no fim
dos tempos, pois somos uma grande família, e somente através
dela podemos chegar ao reinicio, não existe outro caminho.
— Então o caminho é por Deus através da família? –
Suzane.
— Esta é a essência do caminho!
O menino estala o dedo e Ricardo olha o menino sumir e
olha para Suzane.
— Onde foi o menino?
— Nem ideia!
Os dois olham a gruta voltar a sua forma e olham o grupo
chegando a eles.
Francisco olha para Suzane e pergunta:
— Onde seria o local do caminho?
— Você estava errado uma única vez, o que dá a
sensação de duvida, nó na garganta e gosto amargo, é a
presença de um Arcanjo de Deus, os de verdade, não estes
falsos Arcanjos!
— O menino era um Arcanjo? – Ricardo.
— Sim!
Anja toca em Suzane e pergunta:
— O que ele fez, que lhe tirou a aura de Anjo Negro?
Suzane sorriu e falou;

490 | P á g i n a

— Não sei, apenas me adiantou um fato que não sabia!
— O que? – Francisco.
— Meu caminho esta desenhado, mas fora do controle,
pois alguém não esta mais no dia eterno olhando, isto tira de
mim o peso da ordem direta, mas não me tira do caminho!
Francisco sorriu e olhou os botes e falou:
— Então vamos onde?
— Ao futuro! – Fala Suzane sorrindo.
O grupo sai da gruta, e passam por uma porta para
Curitiba, onde Suzane se recolheu pensando no que havia
acontecido, mas com uma certeza que parecia aliviar sua alma,
não seria mais, um Anjo Negro.

Suzane vê Francisco entrar no templo, olha para todos,
mas o senhor parecia pensativo, parecia perdido em seus
pensamentos, algo não acontecera, parecia perdido no olhar,
ele atravessa a sala e sobe ao seu quarto, pensando em o que
não entendera.
Suzane sobe e bate a porta de Francisco, ele a olha a
porta e pergunta:
— Problemas?
— Não sei, me responda!
— Acha que entendeu tudo Suzane?
— Não, mas entendi que você é mais do que falou, mas
talvez nem você saiba, sei que meu caminho está traçado ao
futuro, quando? Algo por volta do anos de 2430, muito longe
para que eu possa me preocupar, mas o que fez você ficar
pensativo Francisco.
— Quem dera as pessoas me entendessem, como você
me sente!

491 | P á g i n a

Suzane sentou-se a uma cadeira, na antessala daquele
apartamento em meio ao templo e olhou serio para Francisco.
— Eu vejo a aura em você, que mudou totalmente, tendia
a aura de um Anjo Negro, agora, tende a uma Aura que não sei
definir como se não a de um Arcanjo de Deus!
Suzane sorri e fala;
— Continuo o caminho que Xi escolheu Francisco, mas
agora com o poder de escolher meu caminho, mas vejo em
você uma duvida!
— Estou sozinho Suzane, por uma escolha, sempre que
escolhi, os seres Criadores, que se denominam Deus, muito
abaixo de Xi e Xo, e pelo jeito totais ignorantes do que você
conheceu hoje, pois só conheço esta sua aura em Teoria, uma
aura que inicia com uma luz forte a partir do centro do seu
corpo e se espalha, nunca vira isto em um ser que se apresenta
como Divino, muito menos em um humano, mas estou sozinho,
por escolha de Xi e Xo, sou castigado por desafiar Criadores,
tenho como desafeto pessoal a própria Xo, em meio a um
caminho que me parece ser comprido demais para estar nele,
não me imagino vendo todos a volta morrerem e achar normal
isto, não me vejo neste caminho que todos dizem ser o meu
destino.
— E onde esta sua fé Francisco, aquela que erguia
exércitos no nada!
— Dentro de mim, presa, sabendo que Deus existe e que
não tenho como o negar, presa para não me mostrar fraco,
presa para que consiga ajudar, não adianta mostrar meu Deus,
enquanto outros se passando por Deus, recebem a força da fé
dos demais, lembra que um dos meus grandes medos no inicio,
era que as pessoas perdessem o poder da fé, depois, sem falar
nada, comecei indicar o caminho das demais forças, para que

492 | P á g i n a

as pessoas abandonassem a fé, alguém que deve estar na
inexistência, chegou a sentir este Deus, acima do que nos é
passado, ainda bem que Xo as isolou sem aprender isto, acho
que em partes, o próprio caminho de Xo e Xi, são ditados por
Deus.
— Um pequeno arcanjo, me indicou que Deus não
interferiu, ele não precisa interferir muito para que nossos
caminhos se realizem, senti verdade nas palavras, não fé, como
você sentia, e sim, verdade, agora sei a diferença, sobre minha
aura, não sei o que mudou, não senti esta mudança, mas hoje
sei das existências passadas, hoje sei, pelo toque de um ser
superior, toda verdade do passado, mas o arcanjo me disse que
não estamos na ultima existência, que não é Xi ou Xo que o vai
determinar, e sim, o enfrentamento dele, arcanjo Nemihiah ao
próprio Eterno, que estabelecerá a continuidade, pelo valor da
família, por nenhum outro valor.
Francisco ouve aquilo, uma revelação direta, não uma
pseudo encenação, já vivera isto antes, agora sim, uma
revelação, estranho não ter feito tudo, mas saber que seu
caminho estará lá a frente, estabelecendo tudo o que o
verdadeiro Eterno determina, não um Deus que julga apenas
pelos atos, mas julga pela família, o rosto de Suzane sorrindo,
contrastava com o de Francisco, que estava pensativo referente
a seu caminho, suas missões, seu destino.
Francisco assim que Suzane saiu, viu Anja entrar pela
porta e olhar para ele.
— O que esta pensando?
— Eu estava errado, mas não sei que caminho tomar
Anja, me deixei enredar, me deixei levar pelos dias, mas temos
de conversar!
— Vai me dar o fora?

493 | P á g i n a

— Não disse isto, mas sabe que não podemos ir tão longe
juntos, não pretendo lhe fazer imortal, mas não é minha escolha,
é sua.
— Sei que teria de pensar nisto, uma chance, mas de
nada me adianta decidir isto aos 80 anos de idade, seria como
se arrastar pela eternidade.
— Anja, pretendo correr alguns lugares, concertar erros,
e no fim, me preparar para o que não sei viver, a eternidade,
para esperar algo que um Arcanjo real falou para Suzi, que
estarei no futuro a enfrentar Paula, mas isto vem de encontro
com o que já haviam me falado, as vezes fico na duvida do
todo, mas não quero lhe machucar.
— Mas sabe que vai doer de qualquer forma!
— Sei que vai doer, seja para você, seja para Daniele,
seja para a insensível da Tesália, mas com certeza vai doer!
— Interessado em Tesália, não esperava isto!
— Não falei isto!
Os olhos de Francisco sobre Anja a veem dar as costas e
bater a porta, quando ele chegou a sala, sentiu a porta ao ar, e a
moça indo para casa, olhou em volta e Suzi perguntou;
— Brigaram?
— Ainda não, mas estou muito volúvel, da nisto!
— Ela gosta de você Francisco!
— Suzi, tenho de escolher, e de qualquer jeito, qualquer
escolha que faça, será temporária, odeio isto, é como se tivesse
de viver a dor por uma vida!
— Não para de pensar em Daniele?
— Mas não nesta que se apresenta, e sim a que ela já foi,
aquela que ela provavelmente voltara a ser em mil anos!
— Muito tempo!

494 | P á g i n a

— Mas o justo me diz que deveria me recolher, mas
como alguém se esconde da vida, por mil anos?
— Nem ideia, e entendo onde está o problema?
— O problema é que sempre tive dificuldade com
sentimentos, por anos fiquei na esperança que Roseli voltaria!
— E mudou quando viu a verdadeira Roseli.
— Sim, mas um velho rabugento como eu, me depara
com um amor adolescente, um amor pela guerra e um preso na
própria maldição que nasci.
— E não sabe o que pensar?
— Anja está com razão em querer ficar longe, mesmo
sem querer, farei ela sofrer!
— E sabe o problema disto?
— O ódio de alguém como ela, é menos perigoso que o
amor, mas ela já carrega isto na maldição, e disto não tenho
culpa.
Francisco olha em volta e vê o portal se abrir, e vê Paula,
viu Priscila Souza e Silva as costas, soube que não era mais a
moça, o que a menina queria.
— Isolando até pessoas inofensivas?
— Quanto menos bruxas, mais feliz serei.
— Acho que você não sabe o que é ser feliz,
experimentou isto um pouco, mas retomou a consciência de
quem era e esqueceu o prazer da família, do amor sem ter de
dar nada em troca.
— Vim lhe falar que qualquer coisa que faça, não vai dar
certo.
— Paula, tem uma coisa que talvez não saiba, mas nada
do que você faça vai dar frutos, enquanto não sentir a verdade,

495 | P á g i n a

e isto, somente o verdadeiro Peter a permitiria sentir, então
teremos de ir ao futuro para você crescer.
Francisco olha para Susi, sente que sua energia mudou,
sente as energias do local mudarem, olha para Paula que fala;
— Ela sempre foi alguém a prender, sabe disto!
Francisco não gostou daquilo, olhou serio para Paula que
continua;
— Não entende, você não tem como vencer Francisco.
— Você que não entendeu, se eu perder, todos perdem,
minha missão não foi feita por duas crianças mimadas, mas
pelo ser acima deles, seu verdadeiro criador, e por mais que
você pareça forte, demonstre força, vejo que seu irmão em
sangue, sangue humano, lhe superou, como alguém dentro de
uma estatua de Pedra, pode ser mais poderoso que Xo, e
provavelmente ser mais que Xi e Xo juntos?
— Não fale besteira.
Francisco sentiu a mudança de tempo e viu o tempo
escurecer do lado de fora, ouviu os raios, viu os clarões do lado
de fora e ouve uma rizada, conhecia aquela rizada, e viu o
clone de Suzi se desfazer no ar e um ser aparecer ao seu lado, e
olhar para Paula;
— Tem de crescer criança, Inexistência é para iniciantes,
não para os fortes!
— Não entendi! – Paula.
Suzi olhou para a menina e fala;
— Some!
Paula viu seu corpo ficar translucido e surgir em meio a
Comptche, sem entender o que havia acontecido.
Francisco olha para Suzi que fala;

496 | P á g i n a

— Existência e inexistência, é algo estranho, mas aquele
vazio existe para os que não descobrirem o caminho da familia,
como o escuro e a ausência de coisas gera medo, mesmo que
pequenos, isto prende mais que o lugar em si.
Francisco olha para Suzi e vê outro portal, pensou em
Paula voltando mas era Dalila que olha a menina e fala;
— Poderia falar com ele?
— O que aconteceu Imperatriz? – Francisco.
— Tem de falar com ela, pois senão ela vai destruir tudo
Francisco, ela parece ter achado alguém a altura do menino,
mas não sei como lidar com isto!
Francisco olha para Suzi e fala;
— Já volto, temos de reunir o pessoal e recomeçar a fazer
o que fazíamos!
— Espero, vou ver ser Ricardo esta bem!
— Cuida dele, parece que ele ficou deslocado!
— Ele nem imagina a verdade, e esta deslocado, imagina
quando souber!
— Ele lhe ama, não esquece disto!
— Eu também o amo!
Francisco anda no sentido do portal que estava aberto e
atravessa ao lado de Dalila no sentido de Terme e de lá para
uma cidade em meio a uma grande gruta, que Francisco nem
sabia onde era, via grandes esculturas, e Tesália desafiando as
irmãs em brigas eternas, ela estava suada, enfrentando mais
uma violentamente quando olha para Francisco, ela para, mas
sentiu a irmã vindo pelas costas, apenas segurou ela pelo
pescoço e apertou e a moça desacordou, Francisco olha para
ela e fala;
— Elas não tem culpa Tesália!

497 | P á g i n a

— O que faz aqui?
— Quer que suma?
Tesália larga a moça e outras a ajudaram, aquela imensa
mulher, de mais de um e oitenta e cindo de altura, músculos de
guerreira, corpo em suas vestes translucidas, caminha no
sentido do senhor, que a olhava aos olhos.
— Não respondeu?
— Vim acertar diferenças!
— Não vai fugir desta vez?
Francisco sentiu o campo de desintegração de Tesália, ela
não estava querendo parecer frágil, mas ele deixou sua casca de
humano, Tesália vê seu campo atravessar Francisco, vê o pó
cair ao chão, mas a sua frente, ainda estava o senhor,
translucido, muito brilhoso, agora sem seu corpo para esconder
sua aura, a gruta pareceu estar em um dia bem iluminado.
Tesália sentiu os olhos lacrimejarem devido a imensa luz
atravessando suas retinas, mas não desviou os olhos.
— Cansei de brigar com você Tesália!
— E veio fazer o que aqui então?
A poeira de Francisco se ergue, e se materializa, as
moças a volta, estavam com o grande brilho na retina, o que
por alguns instantes as deixaria sem enxergar, ele olha nos
olhos de Tesália, segura com o seu corpo se refazendo, o
pescoço da guerreira e puxa aos lábios e a beija.
Tesália tentou afastar os lábios, mas ele olhava em seus
olhos e afastou os lábios;
— Tem de escolher o caminho Tesália, pois este ódio a
afastara até das suas irmãs, não por que não gostem de você,
mas por que elas descobriram que embora todos falem, uma
vez aberto um coração ao amor, ele nunca mais se fecha!

498 | P á g i n a

— Não lhe amo!
Francisco passa a mão nos cabelos longos de Tesália a
olhando no fundo dos olhos, estava dentro do campo de
desintegração dela, então o corpo dele estava se reestruturando
a todo segundo, ela estava olhando nos olhos dele;
— Não posso o amar!
— Tesália, estamos no mesmo campo, tenho um amor
impossível, como você, uma criança, como você, adoro brigas
impossíveis como você, mas não vou negar mais que você me
atrai, pois isto esta me machucando e a você!
Tesália o beija, Francisco sente as auras entrando em
contato, as duas, e todas as moças a volta foram jogadas as
paredes, não era uma união definitiva, mas ambos precisavam
acalmar suas auras e vidas, mil anos, seria muita coisa.
Francisco a olha aos olhos e ouve;
— Mas não ache que vai ouvir coisas agradáveis todo
dia!
— Agradável? – Francisco.
Ele a beijou e entraram em uma caverna lateral,
Francisco estranhou a existência de uma cama ali, mas a deitou
e a sentiu inteira, se dedicando a moça, entregando-se em seus
braços.

Continua...

499 | P á g i n a