Primeiro, quero agradecer o convite!

É sempre uma satisfação voltar ao Departamento de
Geografia, onde me formei. Agradeço ao professor Castrogiovanni, que além de ser um grande mestre
e professor foi um “paizão” para mim. Então, é uma satisfação vir compartilhar desse debate com
vocês da Geografia.
Começo por uma questão muito rápida sobre a questão da geopolítica na Geografia. Como
vocês devem saber, os estudos internacionais nasceram em grande medida na Geografia, entretanto, por
“n” razões, entre elas, a absorção da Geopolítica por estados maiores dos diversos estados autoritários,
a geopolítica foi caindo em desuso. Não só aquela concepção de geopolítica, como aquela dos estudos
internacionais na área de Geografia. Eu começo convidando e incitando vocês da Geografia a valorizar
os assuntos internacionais porque a leitura geográfica pode contribuir muito para a interpretação dos
temas internacionais. Infelizmente, encontram-se poucas publicações de Geografia voltadas aos temas
internacionais. Então, primeiro, quis fazer uma consideração nesse sentido.
A segunda consideração importante é que para estudar os assuntos internacionais, sobretudo
os contemporâneos é preciso combinar uma boa base de informação teórica (histórica também) e uma
grande atenção as fontes porque boa parte das informações de um tema como esse, que está candente
na atualidade, provém de uma meia dúzia de agencias de comunicação centradas nos países ocidentais,
portanto, nos países hegemônicos. Consequentemente se ficarmos reféns dessas fontes de comunicação
corremos o risco de fazer uma análise enviesada, tal como uma análise que venha corroborar aquilo
que os países centrais querem que a gente entenda do conflito.
Aí eu poderia sintetizar esse tema dizendo que sobre a questão da Ucrânia o resumo da
ópera é que é uma tentativa de demonizar o Vladimir Putin e a iniciativa russa. Ou seja, nada muito
diferente daquilo que era feito no período da Guerra Fria.
Desenvolvi um argumento central sobre o conflito: O conflito na Ucrânia revela uma disputa
entre grandes potencias, sobretudo, entre Estados Unidos e Rússia. Mais do que uma questão interna,
uma revolta ou um movimento social de mudança de governo, trata-se de uma questão regional
imprensada entre duas potencias. Sem isso a gente não entende essa questão.
E qual é a hipótese que eu vou desenvolver aqui com vocês? Os Estados Unidos preservam a
mesma política que preservavam na época da Guerra Fria. Ou seja, de contenção da União Soviética.
Durante a Guerra fria, como vocês estudaram, a ideia era cercar a União Soviética evitando que ela
aumentasse a sua esfera de influência, criando aliados regionais, naquilo que também se convencionou
chamar de cordão sanitário.
Nesse sentido, como uma continuação dessa esfera, a mesma preocupação com o Heartland
Mackinderiano e aqui volto às origens da Geografia Clássica. E o pior cenário para os EUA seria a
formação de um eixo Berlim – Moscou - Pequim.
Quando Mackinder formulou a sua teoria do Heartland a sua grande preocupação era com as
potencias continentais europeias. Primeiro com a França Napoleônica e depois a Alemanha Nazista e ao
derrotar a Alemanha Nazista, a União Soviética, com o apoio do ocidente, o que se constitui é o Bloco


Soviético que é exatamente o Heartland que depois os britânicos e os americanos iriam temer. Nesse
caso de Berlim, do muro até Vladivostok, e logo em seguida se expandindo pela península Koerana e
chegando até a China com a Revolução Mauísta de 1949.
Quando acaba a Guerra Fria, e aqui há uma declaração, aquele pensamento americano tem
um dos grandes formuladores da política externa americana xxx que foi assessor do Carter diz que “a
hegemonia dos estados unidos se dará contra e sobre os fragmentos da União Soviética”. Ou seja, era
preciso avançar sobre as antigas áreas de domínio soviético: o Leste Europeu, O Cáucaso, a Ásia Central,
além do Báltico.
Isso que foi escrito em 97 replica aquilo que era dito nos anos 50 e que vai ser colocado
em prática na atualidade e, portanto, não é nenhuma novidade para quem estuda o pensamento
estratégico Norte Americano.
Se nós observarmos as perspectivas em jogo, temos como primeira perspectiva a americana.
A perspectiva americana é expandir sobre os domínios soviéticos através da OTAN. Se vocês pegarem o
mapa da OTAN vocês vão ver que ela ia até a cortina de ferro até 1991 e quando acaba a Guerra
Fria essa OTAN se expande até as barbas (fronteiras) da antiga União Soviética, da atual Rússia;
engolfando parte do leste Europeu e dos próprios ex-integrantes da União Soviética.
Como tem se dado essa expansão americana em direção as fronteiras soviéticas? Através de
uma incorporação no bloco militar, na OTAN. Os países que não foram incorporados pela OTAN, os
americanos tem patrocinado das Revoluções Coloridas. Nada muito diferente daqueles golpes que eram
patrocinados durante os anos 60 e 70 na América Latina. O que assistimos nos últimos períodos: A
Revolução das Rosas em 2003 na Geórgia; a Revolução Laranja na Ucrânia em 2004; a Revolução das
Tulipas em 2005 no Quirquistão e agora, em 2013, a 2ª Revolução Laranja na Ucrânia. Em todos esses
casos, temos ONGs: todas elas patrocinando; financiando grupos anti-russos nos países que fazem
fronteira; que estão nas imediações territoriais da Rússia.
A combinação de ONGs, CIA e Meios de Comunicação demonizando os aliados russos criam
o cenário para essas mudanças de regime em todos esses países. Junto a isso a presença da Rússia
na Ásia Central aumentou muito desde 2001 em nome do combate ao terrorismo. E aqui há um jogo
de linguagem muito importante para a gente compreender.
Os americanos são dotados de um pragmatismo político impressionante, isto é, eles apoiam
quem tiver que apoiar para levar adiante os seus objetivos políticos estratégicos. Seria tautológico eu
dar muitos exemplos, mas eu poderia começar no apoio aos talibãs para combater os aliados pró-
soviéticos no Afeganistão.
(Quando eu dava aula os alunos não entendiam sobre isso...).
Eu quero lembrar a vocês que os americanos financiaram os rebeldes para a derrubada do
governo Líbio. O governo Líbio, do Muamar Kadafi era um governo antialcaida; antiextremismo sunita.
E o que aconteceu? E isso, todo mundo que é estudioso do assunto sabe que a Alcaida (ou Al-Qaeda)
ia penetrar na Líbia. Depois da Intervenção no Iraque; da intervenção na Lidia, o resultado é
fragmentação territorial e penetração dos grupos extremistas ligados ao Alcaida.
O Iraque já está dividido. Só o que se fala é na fundação de um estado islâmico do Iraque
e do Levante. A Líbia está fragmentada. Os grupos ligados ao Aikaida que entraram na Líbia foram os
mesmos responsáveis pela desestabilização do Mali, no final do ano passado, que exigiu a entrada das
tropas francesas e os grupos que os americanos financiavam o para derrubar o Bachara Lassad são os
mesmo que estão transitando entre a Síria e o estado islâmico do Iraque do Levante com o dinheiro
e armas que vieram em grande parte dos estados americanos; Francês e Britânico para derrubar o
Sadan Russein; o Bachara Lassad e o Muamar Kadafi.


Ou seja, recorre-se a mesma prática de financiamento de grupos rebeldes ligados ao Alcaida
para derrubar governos que os americanos não querem que permaneça no poder. Governos que apesar
dos seus problemas institucionais e do autoritarismo são governos laicos; são governos modelizadores;
que de alguma maneira davam uma maior margem de liberdade de gênero e religiosa nos seus
respectivos países.
Esses são alguns dos aspectos da expansão americana para manter uma política de cerco à
Rússia que replica a mesma prática do período pós Segunda Guerra Mundial.
A segunda perspectiva é a europeia: A Europa tem interesse em se expandir em direção às
fronteiras russas. A Europa se expandiu de 1991 até hoje de 15 membros para 27. Praticamente dobrou
de tamanho, em grande parte, incorporando os países do Leste Europeu que era de influência Russa.
Nítida expansão da OTAN e da União Europeia. Só que é importante lembrar que isso gera como
resposta por parte da Rússia o aumento da sua projeção de força. A Rússia se sente na defensiva
diante da projeção de poder ocidental. E se a gente se colocar na perspectiva de segurança da Rússia,
relembremos: A Rússia foi invadida por Napoleão; pelo exército Nazista; perdeu 25% da população na
Segunda Guerra Mundial e 90% de suas cidades industriai; Durante a Guerra Fria viveu sobre um cerco
comunista e sobre um frenesi anticomunista pelos agentes de informação e de cultura. E quando acaba
a União Soviética o país perde grande parte do seu território (mais do que a área da Amazônia).
Quatorze países surgem da desintegração da União Soviética. Sob essa percepção de vulnerabilidade que
a Rússia enxerga a expansão da OTAN; da União Europeia e as políticas de desestabilização dos seus
vizinhos.
Perguntaram-me em uma entrevista: A posição da Rússia é reativa? Obvio que é reativa,
embora os meios de comunicação façam um esforço tremendo de “demonização” da Rússia e é do
jogo, imaginem o contrário! Imaginei os Russos financiando uma mudança de regime no México.
Imaginem os russos financiando um golpe nazifascista e antiamericano no Canadá. Aí diriam o quê?
Nós temos uma projeção de força do Ocidente contra os interesses imediatos da Rússia. E aí é natural
que a Rússia reaja.
Ao seguir as diretrizes da política externa americana, a Europa produz efeitos que podem ser
danosos a sua política e economia no médio prazo. E aqui eu me refiro não só ao crescente poderio
militar russo no Leste como a interrupção do fornecimento de gás para a Europa. Lembrando: a
Alemanha depende da Rússia, pois 40% do seu gás vêm da Rússia e não existe economia moderna sem
hidrocarbonetos e, sobretudo gás, e a Alemanha, por exemplo, não tem como importar em grande
quantidade de outro lugar. É preciso de infraestrutura física. É preciso de gasoduto. Portanto, a
Alemanha e a Europa ocidental não tem uma alternativa em curto prazo. Os Russos sabem disso e
jogam com essa peça no tabuleiro, contando com essa vulnerabilidade da União Europeia e da Ucrânia.
Mas qual é o grande objetivo americano para evitar que se forme o eixo Berlim-Moscou-
Pequim. É construir a ideia de um monstro russo autoritário; insensível; violento e expansionista para
gerar um sentimento antirrusso evitar a formação desse eixo. Só que, por outro lado, embora isso
possa servir para afastar Berlim de Moscou também serve para aproximar Moscou de Pequim. E é isso
que tem acontecido nos últimos anos e meses. O acordo de gás que a Rússia fez com a China é o
exemplo mais significativo dessa mudança.
E a Ucrânia? O estopim da crise ucraniana foi a tentativa do governo Ucraniano de ingressar
na União Europeia. Aí eu faço a pergunta: O que a Europa pode querer da Ucrânia? (averiguar esse
trecho) Basicamente, mão de obra barata e expandir as suas fronteiras geoestratégicas. A Europa não
tem muito a oferecer a Ucrânia, porque ela passa por uma crise financeira (divida sobre o PIB) e de
desemprego em muitos países (O desemprego na Espanha é de 50% dos jovens). A Europa não tem
muitas concessões a fazer a Ucrânia e tem outras prioridades domésticas muitos maiores.


Por que determinado seguimento da Ucrânia alimenta essa expectativa de se integrar na
União Europeia? São os mesmos seguimentos pró-ocidentais que acham que uma integração com os
Estados Unidos seria o caminho para ingressar na globalização e no mundo moderno, mesmo que aos
mais iniciados a gente possa dizer que de lá não podem vir grandes concessões.
A Ucrânia já perdeu a Criméia num plebiscito em que grande parte da população (97%)
votou a favor da reintegração à Rússia. Não chega a ser uma perda, na verdade. É uma perda parcial.
A Criméia pertenceu à Rússia desde o século XVIII, por baixo. Por alguma razão administrativa Kruchov,
1956, resolveu transferir a Criméia à administração Ucraniana porque na verdade é algo irrelevante...
É como transferir a administração de Torres para Santa Catarina. Há um sentimento de pertencimento
histórico da Ucrânia em relação à Ucrânia. A maior parte da população é russa. É um local simbólico
das grandes vitórias durante a segunda Guerra Mundial. E mais importante de tudo isso: é uma região
que dá acesso aos mares quentes, que é a única saída para acessar o Mediterrâneo, já que o mar do
norte da Rússia fica congelado boa parte do ano. Então a Rússia jamais abriria mão dessa área.
Alguns poderiam questionar: “Mas um plebiscito sem abrangência nacional poderia ter
validade?” Na perspectiva russa, o próprio governo é fruto de um golpe de estado e, portanto não
dá para discutir sobre legitimidade se nem o governo nacional tem legitimidade. Acredito que é mais
uma questão geopolítica do que de direito internacional.
Além de perder a Criméia (? confuso) e ter uma perspectiva de ganhos moderados frente à
União Europeia em função da crise, é preciso considerar que a situação do Leste ainda é dramática.
O leste da Ucrânia é região industrial. Em caso de perdas dessas áreas sobra um grande país agrário.
E depois disso veio o FMI com aqueles pacotes, para reconstruir o país, que são ajustes fiscais
dolorosos, sobretudo do ponto de vista social (cortes de gastos sociais e de investimentos públicos)
cujos efeitos no médio prazo não foram positivos em nenhum dos países que acabaram por adotar
essas políticas liberalizantes.
Enquanto a Rússia tinha a Ucrânia como um aliado, a Rússia postergava a cobrança de
dívidas; cobrava preços módicos pelo gás. A partir do momento em que a Ucrânia pulou para o outro
lado, a Rússia começou a cobrar as dívidas atrasadas e o preço cheio pelo gás. Para um país em crise
como a Ucrânia, esse é um problema bastante grave que acaba por colocar o país em situação
econômica bastante difícil.
E o mais dramático de tudo isso e mostra/revela que as potencias tem uma política que
tendem sempre ao pragmatismo. Eles (?) apoiaram o Ocidente/EUA; apoiaram a mudança de regime
mesmo sabendo que as forças que levaram a essa mudança são forças assentadas em partidos
nazifascistas. Isso é de conhecimento de todas as lideranças norte-americanas e europeias. O famoso
partido xxx.
E aí vem a questão de fundo. Talvez seja o grande país impactado por essas mudanças na
Ucrânia, que é a Rússia. Primeiro a Ucrânia é considerada uma linha vermelha. A Rússia não manifestou
grande oposição em relação a expansão da União Europeia e da OTAN, enquanto essas expansões se
deram em torno da Polônia; da Romênia; Letônia; Estônia; Lituânia, etc. A partir do momento que
começou a envolver países com ligação histórica, cultural e étnica muito forte com a Rússia, tais como
Sérvia, Ucrânia e Geórgia a situação ficou mais complicada. O Caso da Ucrânia tem uma semelhança
importante com o caso da Geórgia. O Caso da Geórgia teve a mudança de regime em 2013, com a
Revolução das Rosas, e o governo foi se inclinando em favor do ocidente e começou a acenar ingresso
na OTAN. A Cáucaso Russo é uma região instável e tem províncias separatistas. (Falta conexão no
pensamento para seguir lendo o próximo parágrafo)
Em 2008 com a tentativa Georgiana de ingressar na OTAN a Rússia não tolerou e utilizou a
defesa da população da Ossétia do Sul como mecanismo legitimador e invadiu a Geórgia e forçou a
manutenção do governo mais neutro nas suas fronteiras. A Rússia usou a defesa de territórios históricos


e de população pró-russa para garantir seus interesses nas fronteiras e poder negociar com o Ocidente
e com a Ucrânia uma situação mais equilibrada.
Os russos, na verdade, são querem que a Ucrânia seja um fantoche, mas que, pelo menos,
haja uma “finlandização” da Ucrânia. Ou seja, que o país se mantenha neutro e não seja mais um
membro da OTAN pró-ocidental já que é berço da própria civilização Russa.
A tentativa do ocidente é isolar a Rússia, só que quanto mais se aperta a Rússia, mais a
Rússia se alia com a China e mais se aproxima do Irã e da Síria. Mais a Rússia passa a exercer um
antagonismo no Oriente Médio; Ásia Central e no Leste da Ásia através de uma relação muito estreita
com a China. Analisando a perspectiva russa: Vamos deixar a Ucrânia adotar os pacotes liberalizantes
do FMI; vamos deixar eles pagarem o preço cheio pelo gás e quando eles perceberem que a Europa
não tem muito a oferecer no médio prazo nós teremos condições de reestabelecer um certo equilíbrio
de relações com a Ucrânia e ela deixará de ser um pivô nas fronteiras Russas.
Na política, cada ator formula as suas ações imaginando as eventuais ações dos interlocutores,
só que a soma das minhas ações com a dos outros gera uma resultante que muitas vezes não é
esperada por nenhum dos atores. No caso dos EUA a CIA chama de “Blaublack” quando ela pensa
numa coisa e o efeito foge do esperado e do controle.
O que seriam prováveis consequências inesperadas pelo estado americano:
 Intensificar a aproximação russo-chinesa.
 Fornecimento de gás da Rússia para a china.
 Essa aproximação começou a se desenvolver nos anos 90.
 Recrudescimento e fortalecimento da Rússia. Quanto mais ela sofre pressão; mais ela reage.
 A segurança energética europeia pode ser fortemente comprometida.
A China já é a segunda maior economia do mundo e depende de equipamentos bélicos e a
Rússia tem grande poderio militar e grande capacidade energética. Assim, há uma complementaridade
muito importante e, sobretudo esses dois países sabem que a aproximação deles pode representar um
contrapeso à posição dos EUA no mundo.
Alguns autores falam que há expectativas da formação de uma nova rota da seda. Ou seja,
de uma grande integração euro-asiática; comercial; política e infraestrutural que seria, exatamente, a
pior perspectiva para os Estados Unidos que estão tão distantes dessa grande região euro-asiática. Na
medida em que a Rússia constrói um acordo de suprimento de gás para a China, ela cria uma
alternativa ao mercado europeu. A dependência europeia do combustível russo será maior que a
dependência russa do mercado europeu.
A desestabilização da Ucrânia, da Síria e do Iraque. Califado do século XXI. O estado islâmico
pode fazer com que os EUA precisem do Bachara Lassad e do Irã para poder estabilizar aquela região
sensível do Tigre e Eufrates: o antigo Iraque. (rever)
Aqui alguns mapas para mostrar para vocês. O professor Diego faz comentários baseados
nos mapas.
Para encerrar a grande questão é tentar compreender os interesses e motivações de cada um
desses países e depois os efeitos dessas ações a curto e médio prazo. Mas, se vocês quiserem analisar
com mais profundidade o tema sugiro que tentem diversificar as fontes de informação. Obrigada!

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