Você está na página 1de 80
PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO POR VEÍCULOS EM USO DO ESTADO DE MATO GROSSO

PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO

POR VEÍCULOS EM USO DO ESTADO DE

MATO GROSSO

PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO POR VEÍCULOS EM USO DO ESTADO DE MATO GROSSO
PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO POR VEÍCULOS EM USO DO ESTADO DE MATO GROSSO

PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO POR VEÍCULOS EM USO DO ESTADO DE MATO GROSSO

Como nos deslocamos?

Como nos deslocamos? Dados da ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos de 2008 mostram que

Dados da ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos de

2008 mostram que nas cidades brasileiras com mais de 60 000 habitantes, cerca de 56% das viagens são feitas por meio rodoviário, sendo o transporte por ônibus (urbanos e metropolitanos)

responsável por 26%, contra 30% da motorização individual (carros e

motos).

COMO TRANSPORTAMOS NOSSAS CARGAS???

COMO TRANSPORTAMOS NOSSAS CARGAS???
Fonte: Site Terra

Fonte: Site Terra

Fonte: Site Terra
Fonte: Site Terra

O PLANO DE CONTROLE DE POUIÇÃO POR VEICULOS EM USO DO ESTADO DE MATO

GROSSO tem por objetivo principal

atender ao disposto no artigo 5º da

Resolução CONAMA nº 418, de 25 de novembro de 2009.

Os objetivos do PCPV vão ao encontro dos objetivos do PROCONVE, dispostos

na Resolução nº 18 do CONAMA, de 6 de maio de 1986. Dentre estes, o PCPV

busca:

• O PLANO DE CONTROLE DE POUIÇÃO POR VEICULOS EM USO DO ESTADO DE MATO GROSSO

A redução dos níveis de emissão de poluentes por veículos automotores visando o atendimento aos

Padrões de Qualidade do Ar, especialmente nos centros

urbanos;

• A redução dos níveis de emissão de poluentes por veículos automotores visando o atendimento aos

Promover a conscientização da população quanto à

poluição atmosférica causada por veículos automotores;

Promover e divulgar material didático visando a educação ambiental;

• Promover a conscientização da população quanto à poluição atmosférica causada por veículos automotores; • Promover

Incentivar a melhoria dos serviços oferecidos pelas oficinas mecânicas com vistas ao controle da emissão de poluentes gasosos;

Conscientizar os proprietários de veículos da necessidade de manter os motores regulados;

• Incentivar a melhoria dos serviços oferecidos pelas oficinas mecânicas com vistas ao controle da emissão

Promover a melhoria da qualidade do ar, diminuindo ao máximo a emissão de poluentes e ruídos pelos veículos automotores;

• Promover a melhoria da qualidade do ar, diminuindo ao máximo a emissão de poluentes e
• Promover a melhoria da qualidade do ar, diminuindo ao máximo a emissão de poluentes e

Realizar vistoria anual de veículos com ênfase no controle da emissão de gases e ruídos e a ITV;

• Realizar vistoria anual de veículos com ênfase no controle da emissão de gases e ruídos

Programa de Inspeção e Manutenção de Emissões e Ruídos de Veículos em Uso (Programa I/M)

O problema da Poluição Atmosférica e o PROCONVE

As atividades industriais, o tráfego de veículos, veículos sem regulagem de motor, atividade de construção civil,

movimentação de materiais secos e as queimadas provocam a

emissão de partículas e/ou gases para a atmosfera e consequentemente alteram significativamente a qualidade do ar de uma região.

Poluição do Ar

O nível de poluição do ar é medido pela quantificação das substâncias poluentes que se apresentam a cada momento.

Considera-se poluente qualquer

substância presente no ar e que, pela sua concentração, possa torná-lo

impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde,

inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora

ou prejudicial à segurança, ao uso da

Poluição do Ar • O nível de poluição do ar é medido pela quantificação das substâncias

propriedade e às atividades normais da

coletividade.

• A variedade de substâncias que podem estar presentes na atmosfera é muito grande, o que

A variedade de substâncias que podem estar presentes na atmosfera é muito

grande, o que torna difícil a tarefa de estabelecer uma classificação. Entretanto,

admite-se dividir os poluentes em duas

categorias:

• A variedade de substâncias que podem estar presentes na atmosfera é muito grande, o que

Poluentes Primários: aqueles emitidos diretamente pelas fontes de emissão; e

Poluentes Secundários: aqueles formados na atmosfera, através da reação química

entre poluentes primários e constituintes naturais da atmosfera.

As substâncias usualmente consideradas poluentes do ar podem ser classificadas da seguinte forma:

Compostos de enxofre (SO 2 , SO 3 , H 2 S e sulfatos);

Compostos de nitrogênio (NO, NO 2 , NH 3 , HNO 3 e nitratos);

Compostos orgânicos de carbono (hidrocarbonetos, alcoóis, aldeídos, cetonas,

ácidos orgânicos); Monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO 2 );

Compostos halogenados (HCl, HF, cloretos, fluoretos);

Material particulado (MP): mistura de compostos finamente granulados no estado sólido ou líquido.

POLUENTES ATMOSFÉRICOS E SEUS EFEITOS NA SAÚDE

Os principais poluentes de origem veicular e seus efeitos na saúde são descritos a seguir:

POLUENTES ATMOSFÉRICOS E SEUS EFEITOS NA SAÚDE • Os principais poluentes de origem veicular e seus

Monóxido de Carbono - CO

É encontrado principalmente nas cidades devido ao grande consumo de combustíveis, tanto pela indústria como pelos

veículos; estes são os maiores causadores deste tipo de

poluição, pois além de emitirem mais do que as indústrias,

lançam esse gás à altura do sistema respiratório humano.

Constitui um dos mais perigosos tóxicos respiratórios para o homem e animais.

Monóxido de Carbono - CO • É encontrado principalmente nas cidades devido ao grande consumo de

Monóxido de Carbono - CO

O CO não possui cheiro, não tem cor, não causa irritação e não é percebido

pelos sentidos. Em face de sua grande

afinidade química com a hemoglobina do sangue, tende a combinar-se rapidamente com esta, ocupando o lugar destinado ao transporte do

oxigênio. Pode, por isso, causar a

morte por asfixia. A exposição contínua, mesmo em baixas

Monóxido de Carbono - CO • O CO não possui cheiro, não tem cor, não causa

concentrações, pode produzir efeitos

nocivos nos sistemas nervoso central, cardiovascular, pulmonar e outros.

Hidrocarbonetos - HC

Hidrocarbonetos - HC • São gases e vapores com odor desagradável (similar à gasolina ou diesel)

São gases e vapores com odor desagradável (similar à gasolina ou diesel) irritantes dos

olhos, nariz pele e trato respiratório

superior, resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e outros

produtos voláteis. Podem vir a causar dano celular e são considerados carcinogênicos e

mutagênicos (benzeno, por exemplo).

Participam ainda como precursores dos oxidantes fotoquímicos atmosféricos,

juntamente com os óxidos de nitrogênio

(NO x ).

Óxidos de Nitrogênio

Emdias de intensa radiação o NO é oxidado a dióxido de nitrogênio (NO 2 ), que é altamente tóxico ao homem, aumentando sua susceptibilidade às infecções respiratórias e aos demais

problemas respiratórios. Além de irritante das mucosas,

provocando um tipo de enfisema pulmonar, pode ser transformado nos pulmões em nitrosaminas, algumas das quais

sabidamente carcinogênicas.

Óxidos de Nitrogênio • Emdias de intensa radiação o NO é oxidado a dióxido de nitrogênio

Oxidantes Fotoquímicos

Os hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NO X ) reagem na atmosfera, formando um conjunto de gases agressivos chamados de oxidantes fotoquímicos, poluentes nocivos ao ser

humano, às plantas, aos animais e materiais, mesmo em

concentrações reduzidas, dentre eles, o ozônio é o mais importante.

Óxidos de enxofre

A inalação do dióxido de enxofre (SO 2 ), provoca espasmos passageiros dos músculos lisos dos bronquíolos pulmonares. Em concentrações progressivamente maiores, causa o aumento da

secreção mucosa nas vias respiratórias superiores, inflamações graves da mucosa e redução do movimento ciliar do trato respiratório. Pode aumentar a incidência da rinite, faringite e bronquite. Em certas condições o SO 2 pode transformar-se em trióxido de enxofre (SO 3 ) e, com a umidade

atmosférica, transformar-se em ácido sulfúrico, um dos componentes das chamadas chuvas ácidas.

Material Particulado - MP

O MP encontra-se uma classe distinta de poluentes, constituída de poeiras, fumaças e todo o tipo de material sólido e líquido que, devido

ao pequeno tamanho de seus componentes, mantém-se suspenso na atmosfera. As fontes emissoras desses poluentes são as mais variáveis,

desde as incômodas fuligens emitidas pelos veículos até as fumaças

expelidas pelas chaminés industriais, passando pela poeira depositada nas ruas, levantadas pelo vento e pelo movimento dos veículos.

Ruído

O ruído excessivo causa prejuízo à saúde física e mental, afetando particularmente a audição. Os veículos

rodoviários automotores são as

principais fontes de ruído no meio urbano. Diante desse quadro o

CONAMA estabeleceu, para os veículos

rodoviários automotores, inclusive veículos encarroçados, limites máximos

de ruído nas proximidades do

escapamento, para fins de inspeção

obrigatória e fiscalização de veículos em

uso.

Ruído • O ruído excessivo causa prejuízo à saúde física e mental, afetando particularmente a audição.

POLUIÇÃO SONORA

POLUIÇÃO SONORA • Os sons propagam-se na forma de ondas através de diversos meios, como pelo

Os sons propagam-se na forma de ondas através de diversos meios, como pelo ar, água, metais e até mesmo pelo solo, onde pode ocorrer vibração. Variam de

intensidade conforme a fonte e o meio

onde são propagados, dissipados, refletidos ou absorvidos.

A Resolução CONAMA nº 418 de 2009 define as diretrizes básicas e padrões de emissão para o estabelecimento de

Programas de Inspeção e Manutenção de

Veículos em Uso - I/M incluindo a verificação obrigatória de itens relacionados com a emissão de ruídos.

Saúde

Avaliação feita pelo Banco Mundial, com base na cidade de São Paulo, estima um benefício econômico anual à saúde pública de R$ 1,3 bilhões, gerado pela redução dos seguintes efeitos adversos

causados pela poluição:

mortes; perda de dias de trabalho; atendimentos de emergência; ataques de asma; bronquite crônica infantil; internações hospitalares por problemas respiratórios.

• Com os motores regulados, teríamos redução de 5% no consumo de combustíveis e 30% menos poluentes no ar das regiões metropolitanas.

Saúde

  • 5 a 10% das mortes naturais nas grandes cidades são causadas pela emissão de gases de veículos automotores.

» FMUSP, Dr. Paulo Saldiva

  • Inalar poluição veicular pode causar danos cerebrais entre os problemas gerados pela inalação dos poluentes, estão: inflamações associadas ao envelhecimento precoce e a doenças degenerativas, como o Alzheimer e danos aos neurônios da aprendizagem e da memória.

Environmental Health Perpectives

PADRÕES NACIONAIS DE QUALIDADE DO AR

Padrão Primário de qualidade do ar:

são as concentrações de poluentes

presentes no ar que, ultrapassados, poderão afetar à saúde.

Padrão Secundário de qualidade do ar:

são as concentrações de poluentes das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem estar da população, assim

como o mínimo dano à fauna, à flora,

aos materiais e ao meio ambiente em

geral.

PADRÕES NACIONAIS DE QUALIDADE DO AR • Padrão Primário de qualidade do ar: são as concentrações

ÍNDICES DE QUALIDADE DO AR (IQA)

Os IQA’s são subdivididos em faixas de concentrações para cada poluente e essas são classificadas por cores que indicam

os efeitos que os poluentes causam à saúde humana, à

exposições, em intervalos calculados pelas médias móveis das últimas 24h para os poluentes (PTS, PM10 e SO2), 1h para os

poluentes (NO2 e O3) e 8h para o (CO) . A classificação dos

Índices de Qualidade do Ar é baseada em estudos feitos pela

Agência de Proteção Ambiental Americana - EPA. A utilização

de IQA’s atende e contempla a resolução CONAMA Nº 03 de 28 de junho de 1990.

Qualidade

Índice

PI

O 3 (µg/m³)

CO

NO 2

SO2 (µg/m³)

Significado

 

(µg/m³)

(ppm)

(µg/m³)

Boa

0 -50

0 -50

0-80

0 - 4,5

0-100

0-80

Praticamente não há riscos à saúde.

(verde)

 
 

51-100

>50-150

>80-160

>4,5-9

>100-320

>80-365

Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças

respiratórias e cardíacas), podem apresentar sintomas como tosse

Regular

seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada.

(amarelo)

 

101-199

>150 e

>160 e

> 9 e

>320 e

>365 e

Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca,

< 250

< 200

< 15

< 1130

< 800

cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis

Inadequada

(crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas),

(laranja)

podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.

 

200-299

≥250 e <420

≥200 e

≥15 e <30

≥1130 e <2260

≥800 e

Toda a população pode apresentar agravamento dos sintomas como

<800

<1600

tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda

apresentar falta de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda mais graves

(vermelho)

à saúde de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com problemas cardiovasculares).

Péssima

≥300

≥420

≥800

≥30

≥2260

≥1600

Toda a população pode apresentar sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de mortes

(púrpura)

prematuras em pessoas de grupos sensíveis.

Partindo da constatação de que os veículos automotores constituem os principais agentes da poluição atmosférica no

ambiente urbano, o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA instituiu, em 1986, o Programa de Controle da

Poluição do Ar por Veículos Automotores PROCONVE.

• Partindo da constatação de que os veículos automotores constituem os principais agentes da poluição atmosférica

PROCONVE

Os números crescentes da frota no país e as sabidas condições precárias de sua manutenção mostravam que desde os anos 80, tornava-se determinante reduzir os níveis de emissão dos

principais poluentes veiculares, entre eles o

monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC), material particulado

(MP), aldeídos (CHO), óxidos de enxofre (SOx) e

compostos de chumbo (Pb)1 . Inclui-se aí o dióxido de carbono (CO2) que, embora não seja

considerado um poluente devido à sua baixa toxidade, deve ser levado em consideração, pois

compõe os gases que contribuem para o efeito estufa.

PROCONVE

Assim, em 06 de maio de 1986, a Resolução nº 18 do CONAMA criou o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores PROCONVE, coordenado pelo IBAMA, e que veio definir os primeiros limites de emissão para veículos leves, e

contribuir para o atendimento aos Padrões de Qualidade do Ar

instituídos pelo PRONAR.

PROCONVE

Em 1986 os veículos leves emitiam,

em média, cerca de 50g/Km de CO.

Já na sua primeira fase, definiu-se

pela redução em 50 % dessa

concentração em metade dos

veículos novos fabricados no país. Em 1989, passou o limite de emissão

de CO para 12g/km. A nova fase que

entrou em vigor em 2013

estabeleceu esse limite para 1,3 g de

CO por km rodado.

PROCONVE • Em 1986 os veículos leves emitiam, em média, cerca de 50g/Km de CO. Já

Veículos Novos

Com relação aos veículos novos, tanto do ciclo Otto quanto Diesel, o PROCONVE estabeleceu um cronograma de redução

gradativa das emissões dos principais poluentes: monóxido de

carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio

(NOx) e material particulado.

FASES

Fase L-1

1988-1991

Fase L-2

1992-1996

Fase L-3

1997-2004

Fase L-4

2005-2008

Fase L-5

2009-2013

FASES • Fase L-1 1988-1991 • Fase L-2 1992-1996 • Fase L-3 1997-2004 • Fase L-4
FASES • Fase L-1 1988-1991 • Fase L-2 1992-1996 • Fase L-3 1997-2004 • Fase L-4

VEICULOS USADOS???????

Não basta impor aos fabricantes rígidos limites máximos de

emissão de poluentes e ruído se o veículo, depois de

comercializado, não receber a correta manutenção técnica

para garantir a continuidade e durabilidade das emissões

homologadas.

VEICULOS USADOS??????? • Não basta impor aos fabricantes rígidos limites máximos de emissão de poluentes e

VEICULOS USADOS???????

Assim foi previsto pelo PROCONVE a criação de Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso I/M, visando conscientizar e compelir os proprietários a seguir as

recomendações dos fabricantes quanto às revisões periódicas de

seus veículos, mas também de excluir da frota circulante, veículos cujos níveis de emissão não possam ser ajustados aos padrões estabelecidos.

Veículos Pesados

2009-2011
2009-2011
• Ainda que o marco normativo estivesse estabelecido na resolução CONAMA nº 315/2002, a fase P-6

Ainda que o marco normativo estivesse estabelecido na resolução CONAMA nº 315/2002, a fase P-6 não foi implantada na data

prevista, em razão de atrasos na especificação do combustível

(diesel) a ser comercializado no interior e nas regiões

metropolitanas, e consequente inviabilização da produção de combustíveis e de inovações tecnológicas de motores.

• A redução da concentração de enxofre no combustível constituía condição sine qua non para o

A redução da concentração de enxofre no combustível constituía condição sine qua non para o atendimento dos limites estabelecidos na fase P-6, porque a formação de compostos de enxofre na combustão contribui para o

denominado "envenenamento" do

catalisador, prejudicando o funcionamento do

mesmo na redução das emissões de NOx e

HC. Em 2005 à especificação do diesel ficou

• A redução da concentração de enxofre no combustível constituía condição sine qua non para o

em 2.000 ppm (partes por milhão) de enxofre como limite máximo para este combustível a

ser comercializado no interior (S 2000") e de

500 ppm de enxofre para o diesel comercializado nas regiões metropolitanas (S 500"). Assim a concentração de enxofre no

diesel passou de 13.000 ppm para 500 ppm.

Diesel S10, S50, S500, S1800 ?????

a) Óleo diesel S10: amarelo claro, não pode ter corante algum. É o combustível com o menor teor de enxofre comercializado atualmente no Brasil. Tem, no máximo, 10 mg/kg de enxofre (substituiu o

S50).

b) Óleo diesel S500: com coloração avermelhada, tem teor de enxofre máximo de 500 mg/kg.

c) Óleo diesel S1800: é proibido adicionar corante nesta categoria, por isso ele é amarelo natural, um pouco mais escuro que o S10. Seu teor de enxofre é de, no máximo, 1.800 mg/kg

Diesel S10, S50, S500, S1800 ????? • a) Óleo diesel S10: amarelo claro, não pode ter

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PROGRAMA I/M

Através do Programa I/M serão aferidas periodicamente as emissões

de poluentes atmosféricos e de ruído dos veículos automotores em circulação no Mato Grosso. As inspeções serão realizadas em Estações de Inspeção, que deverão apresentar as características de

implantação e operação constantes nas Resoluções CONAMA

vigentes.

Neste caso, os veículos deverão ser encaminhados para os reparos necessários e serão submetidos à reinspeção.

Nas Estações de Inspeção, é vedado o comércio ou serviços, tais como a realização de reparos, regulagens e venda de peças

de reposição. O Programa I/M deve ser obrigatoriamente

vinculado ao Sistema de Registro e Licenciamento Anual, de tal

forma que os veículos reprovados na inspeção de emissão de

poluentes atmosféricos e ruído não possam ser licenciados sem o reparo das causas que originaram sua reprovação.

O veículo aprovado receberá o “Certificado de Aprovação Ambiental do Veículo CAAV -APROVADOpara realizar o licenciamento anual junto ao DETRAN-MT. Em caso de reprovação,

será emitido o “Relatório de Inspeção e Manutenção de Veículos

Automotores em Uso – RIM” que deverá conter a indicação dos itens responsáveis pela reprovação. Em ambos os casos,

imediatamente após a inspeção, o CAAV e o RIM deverão ser

repassados eletronicamente para a SEMA e para o DETRAN/MT

• O veículo aprovado receberá o “Certificado de Aprovação Ambiental do Veículo – CAAV - “

Forma de Implantação

A operação dos serviços de inspeção da emissão de poluentes atmosféricos e ruídos será por meio da contratação pelo poder público de serviços especializados. Os serviços de inspeção serão

prestados pela iniciativa privada que se responsabilizará pelo

projeto, instalação, operação, manutenção e repasse das informações a SEMA e ao DETRAN/MT.

Sistema de Gestão

Caberá a SEMA o acompanhamento, a supervisão e a auditoria da rede de estações devendo, esses serviços serem custeados

pelos produtos das multas aplicadas e pelo percentual recebido

pela SEMA sobre o valor da taxa cobrada pela inspeção veicular.

O repasse será feito pela empresa responsável pela inspeção.

Sistema de Gestão • Caberá a SEMA o acompanhamento, a supervisão e a auditoria da rede

Frota Alvo do Programa de I/M

Todos os veículos automotores, independente do tipo de

combustível que utilizem, deverão se submeter a inspeção

obrigatória.

Os veículos equipados com mais de um combustível deverão ser

testados com todos os

combustíveis previstos. Em caso de emissões acima dos padrões

de qualquer um dos

combustíveis, o veículo será considerado reprovado.

Frota Alvo do Programa de I/M • Todos os veículos automotores, independente do tipo de combustível

Frota Alvo do Programa de I/M

Os veículos adquiridos no ano de fabricação ficam dispensados da primeira vistoria anual. Os veículos antigos de colecionadores, devidamente

registrados, estão dispensados da vistoria anual de gases e ruídos. A

vistoria de veículos deve ser feita segundo o calendário anual, publicado e amplamente divulgado, pelo DETRAN.

Os veículos oficiais de placas brancas deverão ser submetidos igualmente

aos testes de inspeção.

Frota Alvo do Programa de I/M • Os veículos adquiridos no ano de fabricação ficam dispensados

Os veículos concebidos exclusivamente para aplicações militares, agrícolas, de competição, de coleção, tratores e

máquinas de terraplanagem e pavimentação ou qualquer outra

máquina para obras ficarão dispensados da inspeção

obrigatória

• Os veículos concebidos exclusivamente para aplicações militares, agrícolas, de competição, de coleção, tratores e máquinas
• Os veículos concebidos exclusivamente para aplicações militares, agrícolas, de competição, de coleção, tratores e máquinas
• Os veículos concebidos exclusivamente para aplicações militares, agrícolas, de competição, de coleção, tratores e máquinas

Propostas de implantação do Programa de I/M

Baseado nos dados da frota veicular do Estado de Mato Grosso, A SEMA sugere que o cronograma de implantação e

operação do Programa de I/M no Estado de Mato Grosso será gradativo e em dois estágios, de acordo com a definição de municípios priorizados que segue:

Propostas de implantação do Programa de I/M • Baseado nos dados da frota veicular do Estado

Estágio I

Inicialmente, aos veículos de uso intensivo. São eles:

a) Ônibus;

b) Microônibus; c) Caminhões;

d) Automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários, cuja categoria seja aluguel e/ou taxi;

e) Automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários com

capacidade superior a 5 (cinco) passageiros, cuja a categoria seja particular.

Estágio I • Inicialmente, aos veículos de uso intensivo. São eles: • a) Ônibus; • b)

f) motocicletas

1º ano:

serão incluídos na inspeção obrigatória anual os veículos de uso intensivo (ônibus, microônibus, caminhões, automóveis,

caminhonetes, camionetas e utilitários, cuja categoria seja

aluguel e/ou táxi, e automóveis, caminhonetes, camionetas e

utilitários com capacidade

superior a 5 (cinco) passageiros, cuja a categoria seja particular) de ano de fabricação a partir de 1989 (inclusive) e

motocicletas, dos municípios priorizados.

2º ano:

serão incluídos na inspeção obrigatória anual todos os veículos de uso intensivo (ônibus, microônibus, caminhões,

automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários, cuja categoria seja aluguel e/ou taxi, e automóveis, caminhonetes,

camionetas e utilitários com capacidade superior a 5 (cinco)

passageiros, cuja a categoria seja particular dos municípios priorizados.

3º ano: serão incluídos na inspeção obrigatória anual todos os veículos dos municípios priorizados.

Estágio II

4º ano: serão incluídos na inspeção obrigatória anual, os veículos de uso intensivo (ônibus, microônibus, caminhões,

automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários, cuja

categoria seja aluguel e/ou táxi, e automóveis, caminhonetes,

camionetas e utilitários com capacidade superior a 5 (cinco)

passageiros, cuja a categoria seja particular) de ano de

fabricação a partir de 1989 (inclusive), dos demais municípios,

não contemplados no Estágio I.

Estágio II

5º ano: serão incluídos na inspeção obrigatória anual todos os veículos de uso intensivo (ônibus, microônibus, caminhões,

automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários, cuja categoria seja aluguel e/ou táxi, e automóveis, caminhonetes,

camionetas e utilitários com capacidade superior a 5 (cinco)

passageiros, cuja a categoria seja particular), dos demais

municípios não contemplados no Estágio I.

6º ano em diante: serão incluídos na inspeção obrigatória anual, todos os veículos de todos os municípios do Estado.

Cronograma da implantação do Programa de I/M

Estágio I Ano 1 Municípios da Região Metropolitana e do Entorno Metropolitano de Cuiabá: Cuiabá, Várzea Grande Nossa senhora do Livramento e Santo Antônio do Leverger;

Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nobres, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Rosário Oeste Ano 2 Municípios de Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra Ano 3 Municípios de Sorriso, Primavera do Leste e Cáceres Estágio II todos os municípios restantes.

Abrangência Geográfica das Estações de Inspeção

As Estações de Inspeção deverão ser adequadamente distribuídas em todo o território do Estado, de modo que os usuários não sejam

obrigados a percorrer longas distâncias. O critério de localização das estações será definido para todo Estado, considerando,

distâncias máximas de deslocamento de 200 (duzentos) km para

veículos leves e pesados. É obrigatório que sejam construídas estações fixas em municípios com mais de 40 (quarenta) mil

veículos licenciados.

Abrangência Geográfica das Estações de Inspeção • As Estações de Inspeção deverão ser adequadamente distribuídas em

Abrangência Geográfica das Estações de Inspeção

Os veículos de frota de município que implante Programa I/M ser inspecionados em Estações de Inspeção do lote ao qual

pertence o município, podendo também ser implementadas

estações móveis.

Abrangência Geográfica das Estações de Inspeção • Os veículos de frota de município que implante Programa

Integração com a Inspeção de Segurança

As especificações técnicas das estações deverão incluir previsão de espaço físico adicional nas linhas de inspeção, de

modo a possibilitar a integração futura com o Programa de Inspeção de Segurança Veicular, previsto no Artigo 104 do

Código Brasileiro de Trânsito.

Integração com a Inspeção de Segurança • As especificações técnicas das estações deverão incluir previsão de

CARACTERÍSTICAS DAS ESTAÇÕES DE INSPEÇÃO

As Estações de Inspeção deverão ser construídas em locais adequados para o seu funcionamento e sem prejuízo do tráfego em suas imediações. As Estações de Inspeção deverão ser projetadas prevendo-se futura integração com a Inspeção Técnica e de Segurança Veicular ITV.

CARACTERÍSTICAS DAS ESTAÇÕES DE INSPEÇÃO • As Estações de Inspeção deverão ser construídas em locais adequados

PROCEDIMENTO DE INSPEÇÃO

Os veículos deverão ser inspecionados de acordo com os Anexos da Instrução Normativa do IBAMA nº 06 de 06 de junho de 2010.

AUDITORIA DOS SISTEMAS

Os postos de vistoria são objeto de auditoria de com o objetivo de garantir a confiabilidade dos serviços prestados aos

usuários

INPEÇÃO TÉCNICA VEICULAR - ITV

A Inspeção Técnica Veicular é prevista no Código de Trânsito Brasileiro, Lei Nº

9.503, de 23/09/97, que trata em seu

artigo 104:

“Os veículos em circulação terão suas condições de segurança, de controle de

emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será

obrigatória, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN para os itens de segurança e pelo CONAMA para emissão de gases poluentes e ruídos.”

INPEÇÃO TÉCNICA VEICULAR - ITV • A Inspeção Técnica Veicular é prevista no Código de Trânsito

ITV

Posteriormente, o Projeto de Lei 5.979, de 18/12/2001, determina com

exclusividade as condições da Inspeção Técnica Veicular conforme seu artigo 4º:

“A Inspeção Técnica Veicular – ITV, de que trata esta lei tem por objetivo

inspecionar e atestar as reais condições

dos itens de segurança e de controle de emissão de gases poluentes e ruídos da

frota em circulação…”

A Inspeção Técnica Veicular segue as especificações da Norma ABNT

NRBR 14624 e verifica 329 itens:

Identificação: 14 itens Equipamentos Obrigatórios e Proibidos: 55 itens Sinalização: 44 itens Iluminação: 23 itens Freios: 28 itens Guidão/ Sistema de Direção: 34 itens Eixos e Suspensão: 33 itens Pneus e Rodas: 17 itens

Sistemas e Componentes Complementares: 39 itens Emissão de Gases Poluentes e de Ruídos: 42 itens

Existindo irregularidades, estas são classificadas como:

Leves Graves Muito Graves

• Existindo irregularidades, estas são classificadas como: • Leves • Graves • Muito Graves

Para os proprietários de veículo, a ITV e o novo hábito da manutenção preventiva oferecem como benefícios:

Economia de Combustível

Com a redução média de 5% no consumo de combustível como resultado da ITV, tomemos como exemplo:

veículo com tanque de 40 litros:

abastece 2 vezes ao mês; consome 960 litros de combustível no ano. considerando o custo de R$ 3,00/litro:

- este consumidor terá economia direta de R$ 144,00/ano. Veículo com motor desregulado e peças desgastadas, além de consumir mais combustível, perde desempenho

Menores Custos de Manutenção

Substituir preventivamente uma peça pode preservar todo um sistema.

Observemos, por exemplo, a correia dentada, que liga o virabrequim ao eixo do comando de válvulas.

troca preventiva:

em torno de R$ 150,00, incluindo a mão-de-obra;

em caso de quebra ou deslizamento:

empenamento de válvulas e danos aos pistões são problemas mais comuns;

conserto chega a R$ 4.000,00, dependendo do modelo do motor.

Evita Multas

O Código Brasileiro de Trânsito (CBT) prevê punição para veículos em mal estado de conservação, que

colocam em risco a segurança de motoristas e

terceiros.

Veja alguns exemplos em que a falta de manutenção gera punição:

freios;

pneus; luzes de sinalização e faróis; cinto de segurança; palhetas; extintor de incêndio;

macaco e triângulo; óleo.

Evita Multas • O Código Brasileiro de Trânsito (CBT) prevê punição para veículos em mal estado

A linha de inspeção leve é composta por:

1 - Desviometro - detecta o desvio lateral

A linha de inspeção leve é composta por: • 1 - Desviometro - detecta o desvio

A linha de inspeção leve é composta por:

2 - Banco de suspensão e frenometro, que detecta e realiza testes de suspensão incluindo os amortecedores e freios.

A linha de inspeção leve é composta por: • 2 - Banco de suspensão e frenometro,

A linha de inspeção leve é composta por:

3 - Detector de folgas - composto por duas placas que

comandadas por um tecnico

inspetor, efetua movimentos

transversais mostrando as

folgas ou desgastes de peças que comprometam a segurança

do veiculo.

A linha de inspeção leve é composta por: 3 - Detector de folgas - composto por

Alguns Itens Inspecionados no ITV

Para os veículos adesivados ou envelopados, deve-se avaliar a cor

predominante em pelo menos 50% do veículo e caso não confira com o

cadastro apresentado na hora da inspeção, será rejeitado por incompatibilidade com o cadastro do DETRAN. O funcionamento do motor está regular.

O freio funciona adequadamente.

Não há emissão de fumaça visível (exceto vapor d água).

Não apresenta vazamentos de óleo, água ou qualquer outro líquido.

O sistema de escapamento não apresenta alteração, como corrosão excessiva, furos ou falta de algum componente.

Os componentes e sistemas originais de controle e/ou redução de emissões

de gases e evaporativas estão preservados.

Os níveis de óleo lubrificante e da água estão adequados.

Impossibilidade de manter o capô aberto com segurança durante a inspeção

visual.

Alguns Itens Inspecionados no ITV

A rotação de marcha lenta está em conformidade com as especificações do

fabricante.

Não existam falhas no sistema de injeção eletrônica e que os bicos de injeção estejam em boas condições.

O carburador esteja regulado.

Ponto de ignição não esteja fora de especificação.

As velas não estejam sujas ou desreguladas.

Catalisador (nos carros equipados com esse item) não esteja avariado.

Motor não esteja com desgaste excessivo nos anéis.

Nos veículos movidos a Diesel, também:

Não há violação do lacre da bomba injetora.

Não há emissão de fumaça azul ou preta em excesso.

O filtro do ar está em boas condições, bem como a mangueira fixações de demais

itens do sistema. As correias do motor estão em boas condições de uso.

Os níveis de óleo lubrificante e de água estão adequados.

Qual o valor da tarifa para as inspeções de 2013? Na Prefeitura de São Paulo o valor da tarifa é de R$ 47,44.

• Qual o valor da tarifa para as inspeções de 2013? • Na Prefeitura de São
• Qual o valor da tarifa para as inspeções de 2013? • Na Prefeitura de São

Obrigado

Valmi Simão de Lima valmisimaodelima@gmail.com Helder Domingos Palma
Valmi Simão de Lima
valmisimaodelima@gmail.com
Helder Domingos Palma