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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS – CCSA CURSO SERVIÇO SOCIAL

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CCSA CURSO SERVIÇO SOCIAL DISCIPLINA QUESTÃO SOCIAL DOCENTE: CRISTIANE CARLA KOMO

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

JOELMA ARAÚJO KAREN BRINKER LARISSA BRINKER SANDRA ROBERTO VITTÓRIA PAZINI

TOLEDO-PR

2014

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JOELMA ARAÚJO KAREN BRINKER LARISSA BRINKER SANDRA ROBERTO VITTORIA PAZINI

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Trabalho de pesquisa, sob a forma de

Revisão

de

Literatura,

apresentado

ao

Curso de

Serviço Social da Unioeste de

Toledo- PR,

como

requisito

parcial

avaliativo da disciplina de Questão Social.

TOLEDO- PR

2014

SUMÁRIO

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  • 1. INTRODUÇÃO

..........................................................................................

P.04

  • 2. DESENVOLVIMENTO..............................................................................p.0.5

 

2.1 CONTEXTO HISTÓRICO

p.05

  • 2.1.1 Fim da Idade Média (1400)

p.05

.

2.1.2 Renascimento (1200-1600)

p.06

  • 2.1.3 Reforma protestante (1600)....................................................p.0.6

  • 2.1.4 Iluminismo (1650-1800)

p.07

  • 2.2 CAPITAL X TRABALHO (SÉCULOS XVIII-XIX)

p.0.8

  • 2.3 PIONEIRISMO INGLÊS NA INDUSTRIALIZAÇÃO.............................p.10

  • 2.4 FASES DA REVOLUÇÃO: BRASIL E INGLATERRA

.........................

p.11

No Brasil

  • 2.4.1 p.11 .....................................................................................

Na Inglaterra

  • 2.4.2 ..............................................................................

p.14

  • 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................p.14

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................p.15

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1. INTRODUÇÃO

Iniciou-se na Inglaterra, a partir da metade do século XVIII, um intenso processo de transformações tecnológicas, econômicas, sociais e políticas, que definiram as bases do mundo contemporâneo. Esse conjunto de mudanças ficou conhecido como Revolução Industrial. As inovações tecnológicas referem-se á introdução de máquinas no processo de produção de mercadorias, em substituição ao trabalho manual; essas máquinas, movidas por novas fontes de energia, adequavam-se ao uso de diferentes matérias-primas. Na perspectiva econômica, ocorria a passagem de uma economia agrária e artesanal para uma economia industrial, caracterizada pelo ambiente de fábrica e pela maquinaria. Em termos sociais, a Revolução Industrial acelerou o êxodo rural e impulsionou a urbanização, com o surgimento das grandes cidades. Além disso, consolidou a definitiva supremacia da burguesia na ordem econômica como proprietária dos meios de produção e foi também responsável pela formação da classe operária assalariada, o proletariado, detentor apenas da própria força de trabalho e submetido a novas, alienantes condições de trabalho. Neste contexto, as lutas pela liberdade, pela igualdade e contra toda forma de exclusão se intensificaram, dando início ao processo de construção do homem comum como sujeito de direito civis e sociais.

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2. DESENVOLVIMENTO

A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas.

  • 2.1 CONTEXTO HISTÓRICO

2.1.1 Fim da Idade Média (1400)

Agravaram-se as contradições entre o campo e a cidade da Idade Média. A produção agrícola não respondia às exigências das cidades em crescimento. A partir do início do século XIV, uma profunda crise anunciou o final da época medieval. Fome, pestes, guerras e rebeliões de servos atingiram a essência do sistema feudal. A peste negra amedrontou a Europa e abalou a economia. Cidades ricas foram destruídas e abandonadas pelos seus habitantes desesperados a procura de um lugar com ar puro e sem pessoas infectadas. Por fim, um fator fundamental para a quebra das estruturas do sistema feudal foi a longa série de rebeliões dos servos contra os senhores feudais. Ainda que momentaneamente derrotados, os levantes dos servos foram tornando inviável a manutenção das relações de servidão. A partir do século XIV, com mais rapidez em algumas regiões e menor em outras, as obrigações feudais foram se extinguindo. Com a permissão do senhor feudal para que artesões e mercadores concentrar-se junto a castelos, mosteiros e igrejas, dando origem aos chamados burgos, núcleo das futuras cidades. Por essa razão, seus habitantes passaram a ser conhecidos como burgueses, uma nova categoria social que se dedicava ao artesanato e ao comércio de mercadorias.

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2.1.2 Renascimento (1200-1600)

O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se deflagrou na passagem da Idade Média para a Moderna. O pensamento da renascença era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. É interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. No campo científico devemos destacar o rebuliço da teoria heliocêntrica defendida pelos estudiosos Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno. Tal concepção abalou o monopólio dos saberes desde então controlados pela Igreja. A Revolução Científica tornou o conhecimento mais estruturado e mais prático, absorvendo o empirismo como mecanismo para se consolidar as constatações. Esse período marcou uma ruptura com as práticas ditas científicas da Idade Média, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. Embora na época tenha havido grande movimentação com a divulgação de novos conhecimentos e novas abordagens sobre a natureza e o mundo, o termo Revolução Científica só foi criado em 1939 por Alexandre Koyré. O racionalismo é o contrapondo à cultura medieval, que era baseada na autoridade divina, os renascentistas valorizavam a razão humana como base do conhecimento. O saber como fruto da observação e da experiência das leis que governam o mundo.

  • 2.1.3 Reforma protestante (1600)

Reforma protestante foi o movimento de renovação da Igreja liderado por Martinho Lutero. Ocorreu no século XVI e teve início na Europa Central. Esse movimento resultou na divisão da igreja do Ocidente entre os católicos romanos de um lado e os reformados (protestantes) de outro. Entre 1520 e 1530 a Reforma se impôs e causou várias mudanças nos regimes eclesiásticos. Muitos grupos protestantes que eram ameaçados pelo

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imperador Carlos V se uniram em 1531, e por isso o imperador acabou por declarar a liberdade religiosa, quebra dos dogmas da igreja católica. Apesar das diferenças entre as várias igrejas criadas, todos os nomes importantes na Reforma salientavam a importância da Bíblia como documento essencial da revelação divina. Além disso, a Reforma foi importante para aumentar a noção dos sacerdotes e dos crentes para a responsabilidade do Cristianismo perante o mundo. Alguns dos principais pontos combatidos pela reforma:

Venda de Indulgências: Comércio de documentos assinados por prelados regionais, ou pelo próprio papa, que prometia suposta salvação da alma, perdão dos pecados e acesso ao Paraíso. Simonia: Culto de relíquias sagradas, normalmente restos de santos ou vestígios da Paixão, como meios de fortalecimento da fé, mas que movimentava forte mercado de peregrinação. Luxuosidade: Acúmulo de riquezas materiais e ostentação, sem distribuição aos humildes. Monopólio cultural: Controle das escolas; Bíblia e missas exclusivamente em Latim. Celibato e Proibição do Divórcio: Os reformadores eram a favor do casamento para os sacerdotes, além de aceitarem a ideia de dissolução do casamento sem acusa-la de pecado.

  • 2.1.4 Iluminismo (1650-1800)

Iluminismo foi um movimento intelectual que ocorreu na Europa do século XVIII, e teve sua maior expressão na França, palco de grande desenvolvimento da Ciência e da Filosofia. Também conhecido como Época das Luzes, foi o período de transformações na estrutura social, na Europa, onde os temas giravam em torno da Liberdade, do Progresso e do Homem. Nesse período as ideias políticas, econômicas e sociais da chamada Idade Modernas, passaram a ser questionadas possibilitando uma verdadeira revolução intelectual que se espalhou pelo mundo repercutindo até os dias atuais.

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A base dessa nova maneira de encarar o mundo, segundo os próprios iluministas, estava na razão. Abandonava-se dessa maneira qualquer possibilidade de Deus interferir nos destinos humanos. Na política, os iluministas fizeram a crítica ao absolutismo, propunham um modelo de sociedade em que o Estado respeitasse os interesses dos cidadãos. Em termos sociais, os iluministas são contrários á sociedade estamental. Segundo eles, todos os homens nascem iguais, livres, estes homens podem através de seu trabalho prosperarem economicamente. A liberdade, a propriedade privada e a resistência contra governos tirânicos são outros princípios defendidos pelos iluministas. Iluminismo foi um processo desenvolvido para corrigir as desigualdades da sociedade e garantir os direitos naturais do indivíduo, como a liberdade e a livre posse de bens. O clima ideológico criado pelos iluministas tornou-se tão forte e difundido que vários governantes procuraram colocar em prática suas ideias. Sem abandonar o poder absoluto, procuraram governar conforme a razão e os interesses do povo, pensamento crítico, base para a evolução científica.

  • 2.2 CONJUNTO DE TRANSFORMAÇÃO: CAPITAL X TRABALHO (SÉCULOS XVIII-XIX)

Até fins do século XVIII, a maioria da população europeia vivia no campo. Ali produzia o alimento para seu sustento e organizava grande parte da vida social em função das atividades agrícolas e pastoris. Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual, no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podia se organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas etapas do processo produtivo. Para melhor compreender a evolução do processo de produção vamos utilizar um caso descrito pelo economista escocês Adam Smith- um artesão

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que fizesse alfinetes precisaria conhecer e executar as diversas tarefas dessas atividades: endireitar um arame, cortá-lo, afiar uma ponta, colocar a cabeça na outra extremidade e dar o polimento final. Apesar de a forma artesanal, ser a mais comum, em alguns países, como a Inglaterra e França, a produção também era organizado em manufaturas- grandes oficinas onde vários artesãos executavam as tarefas manuais usando ferramentas, sob o controle do dono da manufatura. Nas manufaturas, foi implantado um processo de divisão do trabalho que deu origem às linhas de produção e montagem. Cada trabalhador cumpria uma tarefa específica: na produção de alfinetes, um puxava o arame, outro o endireitava, em terceiro o cortava, um quarto afiava uma extremidade, um quinto esmerilhava a outra ponta para a colocação da cabeça e um sexto colocava a cabeça e um sétimo dava o polimento final. Com isso, aumentava- se a velocidade de fabricação, pois o trabalhador passava o dia todo fazendo a mesma tarefa e tornava-se cada vez mais ágil. Assim iniciou o processo em que os trabalhadores perderam o controle do processo de produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um patrão, perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido por maquinofatura (produção mecanizada). Esse momento de passagem marca o ponto culminante de uma evolução tecnológica, econômica e social vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média, com ênfase nos países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja católica:

Inglaterra, Escócia, Países Baixos, Suécia. Nos países fiéis ao catolicismo, a Revolução Industrial eclodiu, em geral, mais tarde num esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países mais avançados tecnologicamente: os países protestantes. Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias.

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Diante disso, alguns trabalhadores se revoltaram com as péssimas

condições de trabalho oferecidas, e começaram a sabotar as máquinas,

ficando conhecidos como “os quebradores de máquinas“. Outros movimentos

também surgiram nessa época com o objetivo de defender o trabalhador. O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo

a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.

  • 2.3 PIONEIRISMO INGLÊS NA INDUSTRIALIZAÇÃO

O fato de a Revolução Industrial ter iniciado na Inglaterra não foi um acaso. Ao longo da Idade Moderna, a burguesia inglesa acumulou capital por meio da concentração de terras nas mãos de poucos proprietários e da expansão do comércio, por exemplo , que deram impulso ao processo de produção industrial. Alguns fatores contribuíram para que a burguesia expandisse o comercio marítimo e acumulasse capitais: a Inglaterra tinha a mais importante zona de livre comércio da Europa (que se expandiu ainda mais depois da Revolução Gloriosa, quando foram abolidos os antigos direitos feudais) e um sistema de créditos financeiros bem desenvolvidos, desde a fundação do Banco da Inglaterra, em 1694. Os donos de capitais investiram nas fábricas (manufaturas) e adquiriram propriedades rurais, modernizando métodos de produção que incluíram entre outras melhorias, a introdução de máquinas agrícolas. Esse processo levou a um aumento da produtividade e reduziu o número de trabalhadores rurais, substituídos pelas máquinas. As grandes levas de camponeses que perderam suas antigas funções foram obrigadas a migrar para as cidades (êxodo rural), onde se engajaram no trabalho nas indústrias que surgiam. O investimento no campo gerou uma produção maior de alimentos. Ao mesmo tempo, a medicina, que se desenvolveu com o racionalismo iluminista, pode combater algumas epidemias. Esses fatores acarretaram o aumento da população o que, associado ao êxodo rural, levou a ampliação da oferta de mão-de-obra nas cidades. Eram massas de

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trabalhadores que só tinham como meio de sobrevivência o trabalho na indústria em troca de um salário miserável. Além desses fatores, algumas condições naturais favoreceram o pioneirismo industrial inglês. O fato de a Inglaterra ser uma ilha situada à margem da Europa Ocidental facilitou o acesso ao comércio marítimo e a exploração dos grandes mercados ultramarinos. E as jazidas de carvão, abundantes em seu subsolo, supriram de energia as indústrias. Com a Revolução Gloriosa, ocorrida no século XVII, a burguesia inglesa tornou-se politicamente mais poderosa. Sua participação nas instituições que governavam o país também favoreceu o pioneirismo inglês na industrialização.

2.4

AS

FASES

DA

REVOLUÇÃO

INDUSTRIAL:

BRASIL

E

INGLATERRA

 

2.4.1 No Brasil

O Brasil, como uma antiga colônia de uma nação europeia, faz parte de um grupo de países de industrialização tardia. A história da industrialização no Brasil pode ser dividida em quatro períodos principais: o primeiro período, de 1500 a 1808, chamado de "Proibição"; o segundo período, de 1808 a 1930, chamado de "Implantação"; o terceiro período, de 1930 a 1956, conhecido como fase da Revolução Industrial Brasileira e finalmente o quarto período, após 1956, chamado de fase da internacionalização da economia brasileira. O Primeiro período (1500 - 1808): ou de "Proibição", nesta época fazia restrição ao desenvolvimento de atividades industriais no Brasil. Apenas uma pequena indústria para consumo interno era permitida, devido às distâncias entre a metrópole e a colônia. Eram, principalmente, de fiação, calçados, vasilhames. Na segunda metade do século XVIII algumas indústrias começaram a crescer, como a do ferro e a têxtil. Isso não agradava Portugal porque já faziam concorrência ao comércio da corte e poderiam tornar a colônia independente financeiramente, adquirindo a possibilidade da independência política. Assim, em 5 de janeiro de 1785, D. Maria I assinou um alvará[1], extinguindo todas as

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manufaturas têxteis da colônia, exceto a dos panos grossos para uso dos escravos e trabalhadores. No Segundo Período (1808-1930) onde, em 1808 chegando ao Brasil a família real portuguesa, D. João VI revogou o alvará, abriu os portos ao comércio exterior e fixou taxa de 24% para produtos importados, exceto para os portugueses que foram taxados em 16%. Em 1810, através de um contrato comercial com a Inglaterra, foi fixada em 15% a taxa para as mercadorias inglesas por um período de 15 anos. Neste período, o desenvolvimento industrial brasileiro foi mínimo devido à forte concorrência dos produtos ingleses que plenamente "invadiram" o mercado consumidor brasileiro. Em 1828 foi renovado o protecionismo econômico cobrando-se uma taxa de 16% sobre os produtos estrangeiros, agora para todos os países, sem exceção. Porém essa taxa era ainda insuficiente para promover algum desenvolvimento industrial no País. Em 1844 o então Ministro da Fazenda Manuel Alves Branco decretou uma lei (Lei Alves Branco) que ampliava as taxas de importação para 30% sobre produtos sem similar nacional e 60% sobre aqueles com similar nacional. Assim, algumas atividades industriais do país foram protegidas. Em 1846 a indústria têxtil obteve incentivos fiscais e, no ano seguinte, as matérias-primas necessárias à indústria do país receberam isenção das taxas alfandegárias. Mas nem esses incentivos foram suficientes para alavancar o desenvolvimento industrial. A escravidão ainda estava presente. Faltavam trabalhadores livres e assalariados para constituir a base do mercado consumidor. Além disso, as elites enriquecidas pelo café ainda não estavam dispostas a investir na indústria. Na Segunda fase (1850-1930), em 1850 é assinada a Lei Eusébio de Queirós proibindo o tráfico de escravos, e que trouxe duas consequências importantes para o desenvolvimento industrial:

• Os capitais que eram aplicados na compra de escravos ficaram disponíveis e

foram aplicados no setor industrial. • A cafeicultura que estava em pleno desenvolvimento necessitava de mão-de- obra. Isso estimulou a entrada de um número considerável de imigrantes, que trouxeram novas técnicas de produção de manufaturados e foi a primeira mão- de-obra assalariada no Brasil. Assim constituíram um mercado consumidor

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indispensável ao desenvolvimento industrial, bem como força de trabalho especializada. O setor que mais cresceu foi o têxtil, favorecido em parte pelo crescimento da cultura do algodão em razão da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, entre 1861 e 1865. Na década de 1880 ocorreu o primeiro surto industrial quando a quantidade de estabelecimentos passou de 200, em 1881, para 600, em 1889. Esse primeiro momento de crescimento industrial inaugurou o processo de Substituição de Importações. Entre 1914 e 1918 ocorreu a Primeira Guerra Mundial e, a partir dai, vamos constatar que os períodos de crise foram favoráveis ao nosso crescimento industrial. Isso ocorreu também em 1929 com a Crise Econômica Mundial e, mais tarde, em 1939 com a 2ª Guerra Mundial, até 1945. Nesses períodos a exportação do café era prejudicada e havia dificuldade em se importar os bens industrializados, estimulando dessa forma os investimentos e a produção interna, basicamente indústria de bens de consumo. Em 1907 foi realizado o 1° censo industrial do Brasil, indicando a existência de pouco mais de 3.000 empresas. O 2° censo, em 1920, mostrava a existência de mais de 13.000 empresas, caracterizando um novo grande crescimento industrial nesse período, principalmente durante a 1ª Guerra Mundial quando surgiram quase 6.000 empresas. Predominava a indústria de bens de consumo que já abastecia boa parte do mercado interno. O setor alimentício cresceu bastante, principalmente exportação de carne, ultrapassando o setor têxtil. A economia do país continuava, no entanto, dependente do setor agroexportador, especialmente o café, que respondia por aproximadamente 70% das exportações brasileiras. No Terceiro Período (1930-1956): de "Revolução Industrial", foi marcado pela Revolução de 1930, com Getúlio Vargas, que operou uma mudança decisiva no plano da política interna, afastando do poder do estado oligarquias tradicionais que representavam os interesses agrários-comerciais. Getúlio Vargas adotou uma política industrializante, a substituição de mão-de-obra imigrante pela nacional. Essa mão-de-obra era formada no Rio de Janeiro e São Paulo em função do êxodo rural (decadência cafeeira) e movimentos

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migratórios de nordestinos. Vargas investiu forte na criação da infra-estrutura industrial: indústria de base e energia.

2.4.2 Na Inglaterra

A Primeira etapa da Revolução Industrial, entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Houve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução. A Segunda Etapa da Revolução Industrial, ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor, a explosão da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período. A Terceira Etapa da Revolução Industrial, alguns historiadores têm considerado os avanços tecnológicos do século XX e XXI como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas das inovações dessa época.

  • 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Revolução Industrial tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram consequências nocivas para a sociedade. Até os dias de hoje, o desemprego é uma expressão da desigualdade, no país com esse desenvolvimento, da tecnologia que favorece mas também prejudica. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo.

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Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos têm faltado empregos para a população.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARLO, Patricia; Revolução industrial; www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/revolucao-industrial; Visitado em :12 de julho de 2014.

HOBSBAWM,.J. Eric. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo; Forense: São Paulo, 5ª edição.

PRIEB, Sérgio A. M.

A Classe Trabalhadora Diante da Terceira Revolução

Industrial; UNICAMP, 1994.

Significado da Revolução Industrial, http://www.significados.com.br/reforma- protestante/ Visitado em :12 de julho de 2014

SOUZA Rainer, Brasil Escola http://www.brasilescola.com/historiag/renascimento.htm; Visitado em :12 de julho de 2014.

ZAVALA, Rodrigo. Livro explica como os anos 90 foram negativos para o trabalhador. In: FOLHA ONLINE, < http://www.folha.uol.com.br/folha/>. Visitado em :12 de julho de 2014.

Revolução Industrial.