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NS B BOLETIM DOS AMIGOS DOS AQORES / ASSOCIAQÃO ECOLOGICA OUT. / DEZ. 1991

_ EDUCAÇÃO AMBIENTAL

- EÌ{ERGIA NUCLEAR
Espeleologia Curso de Ornitologia
Um Grupo de Trabalho de Espe-
leologia foi criado pela Direcção
dos AMIGOS DOS AÇORES, em
reuniáo realizada a 7 de Setembro
Na sequência do Projecto tsioes-
pel-S. Miguel 90, nos meses de Jul-
ho e Agosto decorreram trabalhos
de campo em que foram visitadas a
maior parle das grutas de S. Mi-
guel. A culminar o trabalho desen-
volvido um posteÍ intitulado .Notes
on the volcanic caves oÍ S. Miguel
lsland' e uma comunicação .Lava
caves of São Miguel lsland" foram
Promovido pelos AMIGOS DOS AÇORES realizou-se de 2Z de Agosto a I do
apresenlados no Vl SIMPOSIO lN- Setembro, êm Ponta Delgada, um curso de Introdução à Ornitologia.
TERNACIONAL DE
VULCA- Com a participação de 15 pessoas o curso teve como objectivo principal a
NOESPELEOLOGIA que se Íeati- sensibilização para os diÍerenles aspectos que Íacilitam a identificação das av€s no
zou no passado mês de Agostc, no campo e constou de lrâs sessóes teóricas e duas oráticas.
Hawaii. O curso de Ornitologia teve o apoio da Direcção Regional do Ambiente, do
Instituto Nacional do Ambiente e da Universidadê dos Acores.

Projecto conhecer para proteger


A 28 de Julho realizou-se -se no passado dia 1 7 de Agos- Pico da Vara realizada a7 de
um passeio pedestre entre to, uma visita de estudo entre Setembro.
Ponta Garça e Ribeira Quente, a Pedreira de Nordeste e a
com a participação de cerca Ponta da Madrugada.
de meia centena de oessoas. Vinte e nove pessoas parti- i.....'...i.$i$gp$,,,à,,,:,ffi'sg;g,,iii',,,,,,,,,,,t

Com a participação de mais ciparam na visita de estudo à ii.i.,.ltiii'.t..,ii..i,,,


ê,,,,P iie .a ruw.,i.li,l,t'1..,'...t',
de cinquenta pessoas realizou- Reserva Florestal Parcial do :::: ::::: ::::i:::::::: ::::: ::i ::i: 1: : : ...

<<...ser ecologista, não é apmas ser contra aquilo a que se chama


Progresso, não é apenas ser anti-qualquu coísa ou anti-tudo ou porque

estd na moda, não é apenas ser por cutas manít'estações com o seu quê
de folclore ( que tambern é, alids, importante); ser ecologista é sobretudo
acredítar que a aida pode ser melhor se as mentalidades mudarem e
tiaerem em consìderação os ensinamentos que a aelha Terra e o ainda
mais oelho Unizterso não cessam de nos transmitir."

Fernando Pessoa (Arquitecto Pâisagista)


A NOSSA ASSOCTAÇÃO (1)

OS ESTATUTOS
CAPÍTULO I

Denominaçáo, Âmbito e Sede

Artigo 1e - E constituída e regeÍ-se-á pelos Íespec-


tivos estatutos, pelas disposições aplicáveis do
Código Civil e seu Íegulamenlo inteÍno uma associa-
ção cultural e recÍeativa, de carácter aconíessional
apartidário e não lucralivo, que se denominará AMI_
GOS DOS AÇORES / ASSOCTAÇÃO ECOLOGTCA,
cuja duração será por tempo indeterminado, com sede
na Avenida da Paz, 14, freguesia do pico da pedra,
concelho da RibeÍra Grande.
Arligo 2e - Esta associação pode Íiliarse em orga-
nizações regionais, nacionais e inlernacionais congé- b) A DiÍecção
neres e Íirmar acordos de cooperação @m organiza_ c) O Conselho Fiscal
çÕes regionais, nacionais e internacionais afins. Artigo 6e - íe A Assembleia Geral é constituída
pelos sócios efectivos em pleno usodos seus direitos,
CAPíTULO II reunindo ordinariamente uma vez por ano.
Fins 2c A Mesa da Assembleia Geral é composta por um

Artigo 3e - A associação lem por Íim defender a Presidente, um secrelário e dois suplentes.
natureza, o ambiente e a paz, contribuir para a @nstru_ Artigo 7e - A DiÍecção é constituída por um presi-
ção de um mundo mais limpo, mais justo e pacíÍico, dente, um secretário,'um tesoureifo, dois vogais e dois
privilegiando paÍa isso métodos de trabalho e de inteÊ suplentes, a eleger pela Assembleia Geral.
venção não-violenlos, alravés das mais diversas acti_ Artigo 80 - O Conselho Fiscal é constituído por um
vidades culturais, recrealivas, sociais ou oulras aÍins. Presidente, um secretáÍio, um vogal e dois suplentes,
a eleger pela Assembleia Geral.

CAPÍTULO III Artigo 9o - A Íorma de funcionamento e competên-


Associados cia dos orgãos sociais são as previstas na lei e no re-
Artigo 4e - Podem ser associados da Associaçáo gulamento interno, a elaborarpela Direcçáo e aprova-
Amigos dos AçoÍes / Associação Ecológica, todas as do pela Assembleia Geral.
pessoas singulaÍes ou colectivas desde que aceitem
os objectivos da associação, cumpÍam coerenle_ CAPÍTULO V
mente os estatulos e regulamenlo interno, contribuam Disposições Gerais
com a jÒia inicial e paguem regularmente a sua quola Artigo 10e - Todos os casos omissos nos presenles
e seJam admitidos pela direcção. Estatutos seÍão resolvidos de acordo com a lei ou
decisão da Assembleia Geral.
CAPíTULO IV
Orgãos
Artigo 5e - Sáo orgãos da associação:
a) A Assembleia Geral
Reserva Natural Geologica do Algar do Carvão
Dec. Leg. Reg. ne 13lB7lA

"O Algar do Carvão, situado no interior da mentado por inÍiltraçóes pluviais, o qual, com
ilha Terceira, é uma gruta que se desenvolve as estalactites e estalagmites que o circun-
sob dois cones vulcânicos, cuja importância dam,lrâz uma beleza adicional áquele conjun-
geospeleológica tem sido assinalada por diver- to.
sos especialistas nacionais e estrangeiros. Interessa por todos os motivos, preservar o
Trata-se de uma notável chaminé vulcânica aparelho geológico do Algar do Carvão, no-
revestida internamente de Íormações silico- meadamente impedindo a extracção de mate-
sas, a qual, ao contrário do que geralmente se riais dos cones que o sobrepujam, bem como
veriÍica, náo se acha completamente obstruída, quaisquer outras alterações do relevo e inter-
o que constitui caso único nesta região. venções náo controladas no seu interior".
No seu Íundo existe um pequeno lago, ali-

;\l-s;\R DO C;\,ÌV;\O
ESTUDO DO GRUPO
,,OS MONTANHEIROS"
DE ANG,RA DO HEROISMO
Educação Ambiental rl

Um ambientesaudável f erenças características


e belo não é um luxo, ção ambiental lidam con-
de cada local, região ou cretamente com a quali-
mas sim uma necessi_ país. dade da vida diária, hoje
dade básica do ser Os princípios da Edu- e amanhã.
humano. cação ambiental consti-
A educação ambiental
A ordenação de con-
tuemocerne,aforma- ceitos ambíentais pode
pretende formar cida-
ção básica que todos os ser enganadora, uma vez
dãos respon-
que o processo de
sáveis, aten-
categorização vio-
tos às varia-
la o conceito de
ções do seu que o ambiente é
ambiente, ca-
pazes de in- um todo e de que
tudo está interliga-
tervir junto dos
do. Nenhuma clas-
decisores, de
siÍicação da Vida
modo a con-
pode ser encara-
seguir melho-
da como completa
res condiçÕes
assim como nen-
de vida.
huma decisão de
Cada um de nós é um educadores ambientais prioridades definitiva.
elo importante na cadeia procuram comunicar uni_ Deste modo, as breves
de relaçÕes que formam versalmente. Aplicam-se notas que se irão
o mundo. Ao actuar sobre seguir
do mesmo modo aos não têm a pretenção de
ele e ao esforçarmo-nos utentes e aos decisores. ser exaustivas ou
por víver de um modo hierar-
São tão simples como quizantes, mas apenas
maís responsávela nos- cuidar do quarto ou da com unicar experiências,
sa relação com os ou- saúde, da casa, escola que possam
tros seres e com o am- desenca_
ou quinta e tão sofistica- dear nos leitores
biente que nos rodeia. um
dos como a preocupa- maior sentido crítico
estamos a agir segundo e
ção com as alterações uma maior sensibilização
os príncípios da educa_ clímáticas da terra, as para o ambiente.
ção ambiental. chuvas ácidas, nevoeiro
Estes, são aplicáveis fotoquímico ou o planea-
em toda a parte, inde- Rosalina Gabriel
mento urbano.
pendentemente das di_ As noções de educa-
PROGRAMA CORINE
Projecto Biótopos (1)

Em resposta a uma solicitação do Con- guintes objectivos:


selho de Ministros da Comunidade 1- Apoiar a formulação e implementação
Económica Europeia no sentido de que das políticas de Ambiente e Conservação
Íosse criado um sistema de informa- da Natureza da Comunidade. bem como,
ção sobre o estado do Ambiente e Re-
cursos Naturais da CEE, que permi-
tissem identiÍicar os objectivos e as
acções a tomar para tornar a política
de Ambiente mais antecipativa, de-
senvolveu a Comunidade um progra-
ma de trabalho que adoptou a desi-
gnação CORINE e que especifica um
determinado número de áreas prio-
ritárias a desenvolver.
Durante o ano de 1987 foi imple-
mentado na Regiáo Autónoma dos
Açores o Projecto Biótopos através
da Secretaria Regional do Equipamento avaliar os seus efeitos.
Social conjuntamente com a equipe nacio- 2 - Proporcionar um instrumento de reÍe-
nal do Projecto Biótopos do Programa rência que ajude a incorporar a dimensão
CORINE. ambientalem todas as políticas sectoriais
Este Projecto tem por finalidade principal da Comunidade.
a conservaçáo dos habitats, tendo em conta 3 - Coordenar e estimular a recolha de
que no lV Programa de Acção da Política informação sobre o ambiente ajudando os
de Ambiente da Comunidade, a conserva- Estados Membros a desenvolver sislemas
ção da natureza é uma preocupação im- de inÍormaçáo ambiental consistentes e
portante, havendo assim que harmonizar a compatíveis.
tomada de decisões políticas da Comuni- 4 - Ajudar a orientar o esforço de inves-
dade com as acções Nacionais ou locais, tigação a nível Europeu para os problemas
de modo a preservar os habitats de signifi- e áreas mais significativas da Comuni-
cância Europeia, e monotorizare controlar dade.
os efeitos das políticas sectoriais sobre a 5 - Constituir uma base de referência em
vida selvagem. relaçáo à qual possam ser avaliados os
Para o Projecto Biótopos Íoi feito um efeitos das oulras políticas sectoriais da
registo computorizado para descrever os Comunidade.
sítios de maior importância para a conser-
vação da Natureza e dos Recursos Natu-
(1) - Extraído de: "O Projecto Biótopos do Programa
rais da Comunidade Europeia. Este regis-
CORINE na Região Autónoma dos AçoÍes - Alguns
to, será acessível aos responsáveis pela dados para a sua caracterização", Mário Avila Gomes,
tomada de decisões e procura atingir os se- Coordenador Regional do Projecto Biótopos, 1 988.

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No E ÁREA PoR rLHASïÏâ3I'"^:'.ïïi:-':;:LÌ13i3: DEN',DADE, rorA,s
AREA DOS
BróTopos (ha)

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4 3 184 14 170 zé,4 / 4 352 a^ '7
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PUBLICAçÕCS PARA VENDA


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Amigos da Terra ...... ..
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200900
700$00
Todos os pedÍdos dêverão 250$00
ser i porcheque ou vate postat
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AMIGOS OOS N
dirigido a:

coRRESPoNDÊNc IA: APARTADO


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95OO PONTA DELGADA
SEDE: (EdifÍcio da Junra de Fresuesia)
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passeios pedesrres)
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^21991 (J. C. Nunes _
33232 espeleologia)
CHERNOBIL... CINCO ANOS DEPOIS

Durante os últimos cinco


anos, a
indústria nuclear
mundial tentou convencer-
nos de que o acidente na
central nuclear de Chernó-
EITERçIA
bil, a 26 de Abril de 1986,
teve consequências severas, NUeLE{R
porém controláveis. Mas que
Ií{E.IO CAMINHO ANDADO...
outra tecnologia, através de
um simples acidente indus-
trial, destruiria as vidas de AIEA. Devido à sonegaçáo sobre Responsabilidade Ci-
tanta gente num continente de informação, nenhum es- vil por Danos Nucleares (Con-
inteiro? tudo epidemiológico está a vençáo de Viena) limita a
ser desenvolvido e a Orga- responsabilidade de um ope-
Falta a ajuda Ínternacional nização Mundial de Saúde rador de uma central nu-
é incapaz de reunir fundos clear a menos de 5 milhões
A ajuda internacional às para iniciar esta investigaçáo. de libras (cerca de 1250 mil-
vítimas do acidente está se- hóes de escudos) e náo con-
riamente ameaçada. A ati- O Greenpeace pede a templa a criaçáo de um fun-
tude dos partidários da ener- criação de um tribunal do que cubra compensações
gia nuclear, e em particular internacional adicionais. Do mesmo modo,
do organismo' internacional náo estipula qualquer respon-
encarregado de promover o Neste sentido, delegados sabilidade oue cubra danos
uso da mesma, a Agência do Greenpeace numa reu- do ambiente e as vítimas têm
lnternacional da Energia nião da Agência lnternacio- que dirigir as suas queixas
Atómica (AIEA), que ocultam nal para a Energia Atómica, directamente ao oaís onde
as verdadeiras dimensões da no passa{o.12 de Abril, em ocorreu o acidente, em vez
catástrofe, faz com que seja Viena, pediram a criação de de o fazerem no país onde
extraordinariamente diÍícil es- um tribunal internacional que sof reram as consequências.
tabelecer programas de aju- deÍina responsabilidades Chernóbil reflecte a ine-
da aos afectados e obter fi- pelos danos causados por ficácia de um sistema de
nanciamento oara colocá-los acidentes nucleares. A oro- produção de energia com o
em marcha. A Agência náo posta foi levada à reunião qual temos que acabar. Até
pode reconhecer literalmente do Comité Permanente so- lâ, resolver a questão de
a escala real do desastre, bre Responsabilidade Nu- quem é responsável pelo
pois admitir que o acidente clear da AIEA e a ela opu- dano e quanto deverá pagar
de Chernóbilteve um impac- seram-se todos os grandes por ele, é crucial.
to ambiental e social total- países com centrais nuclea-
mente inaceitável significa- res. Chernóbil: últimos dados
ria a aniquilação da própria A presente Convençáo
8
Estes são os últimos oa- pletamente durante muitos toda a Europa, em cada país
dos sobre a catástrofe de anos. a indústria nuclear defende
Chernóbil: 4 - Cem mil quilómetros que um acidente à escala
1 - Entre 7.000 e 10.000 quadrados de terra estáo do de Chernóbil
pessoas faleceram como gravemente contaminados "nunca Do-
deria suceder aquiD. Muito
consequência do acidente, com etementos radioactivos naturalmente, em 1983, o en-
segundo Vladimir Chernou- e necessitam ser desconta- tão chefe do Departamento
senko, director ciêntíÍico da minados. Entre o material de "Segurança Nuclear" da
zona de exclusão de 30 km. radioactivo encontra-se o AIEA, declarou que um aci-
em redor do reactor. césio-137, considerado o dente do tipo do que ocor-
2 - Mais de quatro milhóes mais prejudicial para o am- reu em Chernóbil era <quase
de pessoas ainda vivem em biente e a saúde das pes- impossível". Em 1987, um
áreas da Ucrânia, Bierorus- soas, já que a sua vida acti- ano depois da explosão,
sia e Rússia contaminadas va é superior a 300 anos. Morris Rosen, actual chefe
a níveis que seriam aceitá- Para ilustrar a sua toxicidade, deste departamento, decla-
veis em laboratóríos ociden-
tais. As suas vidas encon-
basta mencionar que apenas rou gue, baseando-se na
9 kg do isótopo radioactivo, experiência adqu irida desde
rram-se extremamente alte_ entre outros elementos, fo_ então, no mundo pode-se
radas: as crianças não po- ram emitidos para a atmos- esperar outro acidente
dem brincar em muitos sítios fera durante a explosão. grave (com destruição do
dos seus bairros, autorida- 5 - Segundo Yuri Korya- núcleo) uma vez em cada
des soviéticas recomenda- kim, economista da indústria dez anos. É completamente
ram à população que não nuclear soviética, o custo inaceitável que por causa da
tivessem filhos, todos os ali- total do acidente será de produção de menos de S%
mentos e a água são sus_ 170.000 a 215.000 mithóes da energia mundial, o mun-
peitos e em muitas regiões de rublos, 20 vezes mais do do possa esperar outro aci-
está proibido o cultivo de que o anteriormente estima- dente que causaria incomen-
verduras. do. Esta estimativa conside- surável sofrimento humano,
3- Como se previa, os ra o período desde
o aci- devastação do meio am-
índices de leucemia têm dente até ao
ano 2000 e é biente e ruina financeira.
crescido desde o acidente, equivalente
a 40 biliões de
os casos de cancro nos ar- escudos, número que
supera
redores de Chernóbil duoli- largamente
o total de be-
caram e, das pessoas que nefícios que
a energia nu- Carlos Bravo (in
trabalharam na central du- clear proporciona "Green-
à econo- peace, ne 20, Verano 91)
rante o acidente ou nas ope- mia soviética.
rações de limpeza, 250 ,fa- Como conclusáo, enquan-
leceram. O impacte psi- to o desastre de Chernóbil
cológíco é enorme só por si continua a destroçar a vida
e não será conhecido com- de milhões de pessoas em
Sabia que ...

1 - Em virtude da alteração da Directiva


79l409lCEE. oor directiva da Comissão de
6 de Março de 1991, Íiguram no anexo 1,
as seguintes espécies que passam a ser
estritamente protegidas bem como os seus
ninhos e habitat:

- Gavia immer (m) - Mobelha grande


- Bulweia bulwerii (n/m) - Alma negra
- Calonectris diomedea (n/m) - Cagarra
- Puffinus assimilìs (n/m) - Pardela
pequena
- Oceanodroma castro h/m) - Painho da é *zona onde é proibida a livre circulação de
madeira pessoas e animais (domésticos), bem como
- Egretta garzetta (m) - Garça branca a realização de quaisquer trabalhos ou ac-
comum çÕes que impliquem, por qualquer meio, a al-
- Sterna hirundo (n/m) - Garajau comum teração do relevo natural ou o arranque, des-
- Sterna dougallii (n/m) - Garajau rosado truição e morte de exemplares, isolados ou
- Columba palumbus azorica (n) - Pombo em maciço, da vegetação natural,,.
torcaz 4 - Continua a deposição indiscriminada de
- Pyrrhula murina (n) - Priôlo resíduos por particulares e os serviços oÍi-
ciais continuam a proceder à sua deposição
n - nidificante em lixeiras sem o mínimo de condiçÕes de
m - migratorio salubridade.

2 - Os chumbos provenientes dos car-


tuchos de caça que não atingem o seu
objectivo são Írequentemente engolidos
por aves e que o chumbo tem eÍeitos
perniciosos para a saúde e causa Íre-
quentemente a morte dos animais?
Em cada período cinegético Íicam dis-
persos, deste modo, 16 milhões de qui-
los de chumbo, nos paises da Comuni-
dade Eurooeia.
Nos Estados Unidos da América este
tipo de projéctil é proibido há quinze anos.
3 - Por portaria (na 9/91) de 19 de
Fevereiro Íoi aprovado o Regulamento Geral Enquanto se (des)espera pela "solução'
das Reservas Florestais Naturais Parciais dâ da Direcção Regional da Administração Lo-
Atalhada, dos Graminhais e do Pico da Vara. cal, no 2e Troço da Tronqueira, Nordeste, na
Toda a área da reserva do Pico da Vara é Boavista, Ribeira Grande e nas Pedras--Ço
considerada Zona de Protecção Integral isto Galego, Povoação é uma pouca vergonhal

10
lll Congresso Nacional de Espeleologia
I Encontro Internacional de Vulcanoespeleologia das llhas Atlânticas

De 30 de Setembro a 7 de Outubro de
1992 terão lugar em Angra do Heroísmo o 3a
Congresso Nacional de Espeleologia e o 1a
Encontro Internacional de Vulcanoesoeleolo-
gia das llhas Atlânticas.
Estão já conÍirrnadas duas comunicações
a cargo do Dr. William Halliday, dos Estados
Unidos e do ProÍessor Pedro Oromi, da Uni-
versidade de La Laguna, Canárias.
A Comissão Organizadclra Nacional está a
cargo da Federação Portuguesa de Espeleo-
logia e o Secretariado sob a responsabilidade
de "Os Montanheiros,,.
Os AMIGOS DOS AÇORES estão a pre-
parar a sua participação naquelas duas im- Contacto: "Os Montanheiros", Rua da Ro-
oortantes iniciativas. cha, 6/8 - 9700 ANGRA DO HEROISMO

IDEA - Nova Associação Ecológica Os pardais chegaram em 1875?

A 20 de Abril constituiu-se. em Lisboa. uma nova -Começam a aparecer na ilha do Fayal, junto com
associaçáo ecologista denominada .IDEA - Iniciati- os canarios. com os quaes mostram viver em socie-
va para o Desenvolvimenlo, a Energia e o Am- dade uns novos passaros. ainda não bem conh..ci-
biente " . dos alli e que se diz serem pardaes; a plumagem
Enquanto associação, a IDEA pretende promover que lhes cobre o papo e ventre é branco, e a do
novas ÍoÍmas de intervençáo cívica e de cultura dorso e azas cinzenta, tendo n'eslas algumas pen-
política e organizativa, privilegiando as Inicialivas de nas amarelas e outÍas escuras; parece que se do-
Cidadãos cem capacidade de abordar o(s) poder(s) mesticarão Íacilmente sendo o seu sustento igual ao
constituido(s) em pé de igualdade, devido à sua ma- do canário; o que se ignora é o seu canlo, e donde
turidade e o seu conhecìmento técnico-DolÍtico das vieram".
questÕes.
Enlre os seus 32 fundadores contam-se dois as- (in O Cultivadrcr, na 27, P. Delgada, 15 de Março de
sociados dos Amigos dos Açores: Luis Tavares (ac- 1 875)
tual secretário da Direcção da ldea) e TeóÍilo Braga.
Conlacto: IDEA - Apartado 21529 - 1 134 LISBOA
CODEX Combate
ao Gigante
Governo lamenta
No passado mês de Se-
A acumulação de detritos nas zonas cos- tembro os AMIGOS DOS
teiras e praias, Írequente nos Açores, pode AÇORES exigiram, pulica-
menle, o início imediato de
pôr em causa a imagem da Regiáo não conlrolo do Gigante (Gu-
poluída de que goza o arquipélago, aler- neÍa tinctoria, Mirb.) e das
tou no passado dia 19 de Setembro o outras planlas invasoÍas
Governo Regional dos Açores em men- existenles e que colocam
em risco os nossos Írágeis
sagem sobre o .,pi3 fls ['13;'. e vulneÍáveis ecossiste-
Quem Íiscaliza? mas rnsulares.
HUMOR

Este Boletim Íoi editado com o aooio da


Direcção Regional do Ambiente - SRTA

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