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Física Geral 1

Física Geral 1 Tecnologia em Produção Moveleira 01/2013 Prof. Jacinto da S. Esteves

Tecnologia em Produção Moveleira

01/2013

Prof. Jacinto da S. Esteves

Bibliografia

[1] Tipler, Paul A. Física – Volumes 1 e 2. Rio de Janeiro: LTC, 1999. [2] Okumo, Emico; Caldas, I. L. e Chow, Cecil. Física para Ciências Biológicas e Biomédicas. São Paulo: Harbra, 1982. [3] Resnick, R.; Halliday, D.;Krane, K.; Física – Volume 1 , 2 e 3. Rio de Janeiro: LTC, 2003. [3] Durán, José Enrique Rodas. Biofísica. São Paulo: Pearson Prentice Hall,

2003.

[4] Hewitt, P. G. Física Conceitual. Porto Alegre: Bookman, 2002.

[5] Tipler, Paul A. ; Llewellyn, Ralph A. Física Moderna. Rio de Janeiro: LTC,

2006.

[6] Serway, R. Física – Volume 1 , 2 e 3. Rio de Janeiro: LTC, 1996. [7] Keller, F. Getty, S.W.; Skove, M. Física – Volume 1 e 2. São Paulo: Makron Books, 1997. [8] Mourão Júnior, C. A. e Abramov, D. M. Curso de Biofísica. Rio de Janeiro :

Guanabara Koogan, 2009.

[9] Gaspar, Alberto. Física. São Paulo : Editora Ática, 2002.

Sistemas de Medidas

Sistema Internacional de Unidades (SI)

Unidades de Base do SI

Unidades de Base do SI

Sistemas de Medidas Sistema Internacional de Unidades (SI) Unidades de Base do SI Unidades de Base
Sistemas de Medidas Sistema Internacional de Unidades (SI) Unidades de Base do SI Unidades de Base

Quilograma padrão, constituído de uma liga de platina e irídio, guardado no “Bureal” Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), Paris França.

Quilograma padrão, constituído de uma liga de platina e irídio, guardado no “Bureal” Internacional de Pesos

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Algarismos Significativos

Multiplicar ou dividir dois números. Arredondar a resposta com tantos algarismos significativos quantos forem os do numero menos precisos.

Somar ou subtrair dois números. Arredondar a resposta na casa decimar que corresponde à última casa decimal ocupada pelos algarismos significativos do número menos precisos.

Notação Científica

Multiplicar dois números. Escreve os números em notação científica de potencia de 10, multiplica-se as mantissas e soma-se os expoentes.

Dividir dois números. Escreve os números em notação cientifica de potencia 10, divide-se as mantissas e subtrai-se os expoentes.

Somar ou subtrair dois números. Escreve os números de modo que se tenha a mesma potencia de 10.

Cinemática

1 – Movimento Retilíneo Uniformemente Variado 1.1 – Aceleração

Em física a aceleração indica o “quão rápido” a velocidade de um móvel varia (aumenta ou diminui). Para uma trajetória retilínea, em que a velocidade de um móvel varia, a aceleração média é por definição:

a m

 

v

=

 

t

(1­1).

Quando a velocidade de um móvel varia a uma proporção constante, ou seja, a aceleração entre duas posições não muda, significa que a aceleração em qualquer instante (instantânea) será igual a aceleração média.

a=a m =

v

t

(1­2).

1.2 – Função da Velocidade em Relação ao Tempo

v 2 W≈ ∑ F(x i )Δx i . v 0 i x 0 a=constante 
v 2
W≈ ∑
F(x i )Δx i .
v 0
i
x
0
a=constante
 v
v−v 0
a=
=
⇒ v−v 0 =at−t 0  ⇒ v=v 0 at−t 0 
 t
t−t 0

x

“Zerando” o cronometro na posição x 0 temos:

v=v 0 a t

(1­3)

1.3 – Gráfico da Velocidade em Função do Tempo para MRUV

v P(t , v) v(t) P(t 0 , v) O tempo v
v
P(t , v)
v(t)
P(t 0 , v)
O
tempo
v
 O t Se 0⁰ < α < 90⁰ a aceleração é positiva.
O
t
Se
0⁰
<
α
<
90⁰ a aceleração
é
positiva.

O

coeficiente angular da reta no

gráfico v x t é a aceleração do móvel.

 

vv 0

a=

 

tt 0

(1­4)

v α  O t
v
α
O
t

Se 90< α < 180a aceleração é negativa.

8

1.4 – Função da Posição em Relação ao Tempo

velocidade

v v(t) v S=Δ x 0
v
v(t)
v
S=Δ x
0

O módulo do deslocamento, assim como no MRU, no MRUV também pode ser obtido através do calculo da “área sob a curva”.

Δ x=t v 0 + t (vv 0 )

2

=v 0 t+ t vt v 0 (2v 0 +vv 0 )t

2

=

2

1.4 – Fun çã o da Posi çã o em Rela çã o ao Tempo velocidade

O

Δ x= ( v 0 +v ) t .

2

(1­5)

1

x=x 0 v 0 t2 a t 2

tempo

(1­6)

Esta representa a função da posição em relação ao tempo.

Lembrando da equação (1­3), v = v 0 + a t e substituindo na equação (1­5) temos:

Δ x=

(v 0 +v 0 +a t)t (2 v 0 +a t)t =

2

2

Δ x=v 0 t+

a 2 t 2 =xx 0

Fazendo x 0 = o

1 x=v 0 t a t 2
1
x=v 0 t
a t 2
  • 2 (1­7)

9

1.5 – Relação entre velocidade e posição

Da equação (1­3) temos:

v=v 0 a t

t= vv 0 a

(1­8)

Substituindo a equação (1­8) na equação (1­7) temos:

x=v 0 t+ 2 a t 2 =v 0 ( vv 0

1

a

) +

1

2

a ( vv 0

a

x=

2

v 0 vv 0

a

+

1

a 2 (v 2 2v v 0 +v 0 ) a

2

2

) 2

x=

2v 0 v2 v 0 +v 2 2 v v 0 +v 0

2

2

2 a

2

2

  • v v 0

=

2a

2

2

  • v =v 0 2 a x

(1­9)

Esta é a relação entre Velocidade e posição, também chamada de Equação de Torricelli.

Resumo

v=v 0 a t

1

x=v 0 t2 a t 2

2

2

  • v =v 0 2 a x

(1-10)

10

Exemplo 1.1

Um gato precisa se deslocar 100 m para alcançar um ratinho morto. Quando o gato começa a correr, com aceleração uniforme de 1 m/s², uma coruja, que está 20 m acima do gato, tem velocidade de 5 m/s (veja a figura). Se a coruja seguir uma trajetória retilínea, qual será sua aceleração para alcançar o ratinho juntamente com o gato?

Exemplo 1.1 Um gato precisa se deslocar 100 m para alcançar um ratinho morto. Quando o

R: a = 0,31 m/s²

Exemplo 1.2

Uma partícula alfa (do núcleo de um átomo de Hélio) move-se no interior de um tubo de vácuo, reto, de 2,0 m de comprimento, que é parte de um acelerador de partículas. A partícula alfa entra no tubo (em t = 0) movendo-se com uma velocidade de 9,5 ·10⁵ m/s e sai, na outra extremidade do tubo, em t = 8,0·10⁻⁷ s. (a) Qual a aceleração da partícula admitindo que ela é constante? (b) Qual sua velocidade quando ela deixa o tubo? R a : a = +3,9·10¹² m/s²

Exemplo 1.3

R b : v = +4,1·10⁶ m/s

Você freia sua Lamborghini com uma aceleração constante desde a velocidade de 23,6 m/s (aproximadamente 53 mph ou 85 km/h) para 12,5 m/s em uma distância de 105 m. (a) Qual a aceleração? (b) Quanto tempo transcorre neste intervalo ? (c) Se você continuar freando

com a mesma aceleração constante, quanto tempo leva até que o carro pare e qual a distancia percorrida?

a = -1,91 m/s² t = 5,81 s t = 12,4 s x = 146 m
a = -1,91 m/s²
t = 5,81 s
t = 12,4 s
x = 146 m
12

1.6 – Movimento dos Projéteis

Uma partícula que se move em duas dimensões, onde apenas na vertical está sujeita a uma aceleração, considerada constante (da gravidade) e na horizontal sua velocidade não é alterada, desenvolve uma trajetória parabólica. Conforme Figura abaixo, as equação desse movimento são

θ
θ

na direção do eixo x:

a x =0

v x =v 0x x=x 0 v 0x t

na direção do eixo y:

a y =−g

  • v y =v 0y g t

1

y=y 0 v 0y t2 g t 2 .

(1-11)

(1-12)

Note que para alturas equivalentes, na subida e na decida, os módulos das velocidades são iguais.

A velocidade do projétil terá uma componente vertical e outra horizontal ao longo de sua trajetória.

13

Considerando o instante do lançamento em x 0 = 0 e y 0 = 0, neste instante as componentes da velocidade serão:

v 0x =v 0 cos0 =constante

e

v 0y =v 0 sen 0 .

Quando projétil atinge a máxima altura, a componente y de sua velocidade será nula, v y = 0, e:

v y =v 0y g t

v 0y =gT

Onde T é o tempo que o projétil levará para atingir tal altura.

Logo:

v 0y =v 0 sen 0 =g T

T= v g 0 sen 0

(1-13)

Neste instante a altura será:

1

y=v 0y t2 g t 2

1

h=v 0 T sen 0 2 g T 2

(1­14)

No instante 2T a trajetória atinge um afastamento máximo (alcance):

x=v 0x t

R=v 0x 2T

2

R= v 0 sen(2θ 0 ) g

(1­15)

14

Exemplo 1.5

Um corpo é solto do repouso em queda

livre. Determine a posição e a velocidade após decorrido 1,0, 2,0, 3,0 e 4,0 s.

Exemplo 1.6

Um estudante arremessa uma bola com velocidade inicial de 24,5 m/s, fazendo um ângulo de 36,9⁰ com a horizontal. (a) Calcular o tempo que a bola fica no ar e (b) a distancia horizontal coberta pela bola.

R a : t = 3,0 s R b : x = 58 m

Exemplo 1.5 Um corpo é solto do repouso em queda livre. Determine a posição e a

15

Exemplo 1.7

Um helicóptero descarrega suprimentos para uma tropa acampada na clareira de uma floresta. A carga cai do helicóptero, a 100 m de altura, voando a 25 m/s num ângulo de 36,9° com a horizontal. (a) Em que ponto a carga atinge o solo? (b) Se a velocidade do helicóptero for constante, onde estará quando a carga atingir o solo?

Exemplo 1.7 Um helicóptero descarrega suprimentos para uma tropa acampada na clareira de uma floresta. A

R : x = 126 m do centro da clareira

a

R b : x h = 126 m do centro da clareira y h = 195 m de altura

  • 2 – Leis de Newton

Dinâmica

- Força é a interação capaz de modificar o estado de movimento ou provocar deformação em um corpo. - Massa é a quantidade de matéria ou a medida da sua inércia.

  • 2 -1 Primeira Lei de Newton

2 – Leis de Newton Din â mica - Força é a interação capaz de modificar

Fig.

2-2:

Representação

usada para tentar provar que a Terra é desprovida de movimento.

Fig. 2-2: Representação usada para mostrar que a representação da figura anterior não nos diz nada

Fig. 2-2: Representação usada para mostrar que a representação da figura anterior não nos diz nada a respeito dos movimentos da Terra.

Por que a experiencia da figura 2-1 não diz nada a respeito do movimento da Terra?

Todo corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme, a menos que seja obrigado a modificá-lo pela ação de forças impressas sobre ele.”

2

-2 Segunda Lei de Newton

“A

mudança

de

movimento é proporcional à força motora

imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela

força é imprimida.”

F=ma 
F=ma 

(2­1)

  • 2 -3 Terceira Lei de Newton

2 -2 Segunda Lei de Newton “A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida,

“A toda a ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de

dois

corpos um

sobre

o

outro são

sempre iguais opostas.”

e

dirigidas

a

partes

F=−  F 
F=−  F 

(2­2)

19

Exemplo 2.1

Uma certa força provoca aceleração de 5 m/s² no corpo padrão de massa m 1 . A mesma força aplicada a um outro corpo de massa m 2 provoca aceleração de 11 m/s². (a) Qual a massa do segundo corpo? (b) Qual o módulo da força?

R a : m 2 = 0,45 kg

Exemplo 2.2

R b : F = 5,00 N

Imagine que você está no espaço, longe da nave espacial. Afortunadamente, tem uma unidade de propulsão capaz de proporcionar uma força constante F durante 3 s. Três segundos depois de acionar a unidade, o seu deslocamento foi de 2,25 m. Calcular F sendo a sua massa de 68 kg.

R: F = 34,0 N

2 -4 Decomposição de Forças

y F   F y    F x
y
F
F y
F x
2 -4 Decomposição de Forças y F   F y    F x

x

F x =F cos F y =F sen  F y =tg F x 2 2
F x =F cos
F y =F sen 
F y
=tg
F x
2
2
F=  F
F
x
y

F ­ força a ser decomposta

x e y ­ eixos de referência

­ ângulo entre F e o eixo x

­ ângulo entre F e o eixo y

F x e F y ­ componentes da força F

nas direções x e y

(2-3)

Exemplo 2-3 Imagine um trenó tracionado por uma pessoa “fazendo uma força” de 150 N a 25° com a horizontal. A massa do trenó é de 80 kg e o atrito entre o gelo e o trenó é desprezível. Calcule (a) a aceleração do trenó e (b) a força normal F N do gelo sobre

o trenó.

Exemplo 2-3 Imagine um trenó tracionado por uma pessoa “fazendo uma força” de 150 N a

R: a x = 1,7 m/s² F N = 721 N

Exemplo 2-3 Imagine um trenó tracionado por uma pessoa “fazendo uma força” de 150 N a

Exemplo 2-4 O músculo deltóide tem uma formato triangular e movimenta o braço. Considere que as partes anterior e posterior deste músculo fazem esforços de 55 N e 35 N, respectivamente, para elevar o braço. Determine a direção e a magnitude da força F exercida pelo músculo.

R: F = 74,61 N, fazendo um ângulo de 76,16com o eixo x.

Exemplo 2-4 O músculo deltóide tem uma formato triangular e movimenta o braço. Considere que as

23

2 -5 Momento de Uma Força (Torque)

Consideramos uma força F atuando sobre uma partícula de massa m, localizada no ponto P do plano x y pelo vetor posição r em relação a origem 0, onde θ é o ângulo entre r e F. O momento (Torque) exercido por F sobre a partícula em relação à origem é:

M=r  × F  (2­4) z O módulo de M é dado por: M=r F
M=r  × F 
(2­4)
z
O módulo de M é dado por:
M=r F sen 
(2­5)
A direção
de
M é sempre
ortogonal ao plano que contem r
M
e
F
e,
o sentido é
obtido pela
F
regra da mão direita.
A regra da mão direita
consiste
em
posicionar os
r
dedos da referia mão
no
sentido da rotação provocada
F
por F. Ao levantar o polegar,
este
indicará
o
sentido
do
Momento.
y

x

2 -5 Momento de Uma Força (Torque) Consideramos uma força F atuando sobre uma partícula de

24

25

Exemplo 2-5

Considere que o conjunto antebraço e mão de uma pessoa pesa 23,13 N e que o ponto de aplicação dessa força se encontra a 11,9 cm do cúbito (ponto O). A mão sustenta uma esfera de 60 N. Se o antebraço está perpendicular ao braço, determine a direção e a intensidade a) do momento produzido pela esfera, em torno do cúbito; b) do momento produzido pela força muscular em torno do cúbito; c) da força muscular.

26
26

2 -6 Condições para o Equilíbrio Externo

1 0 – Para que um corpo esteja em equilíbrio de translação, a resultante das forças externas que agem sobre o corpo deve ser nula:

F ext =0

(2­6)

2

0

Para

que um

corpo esteja

em equilíbrio de rotação,

– momentos externos em relação a qualquer ponto deve ser nula:

a resultante dos

M ext =0

27

Em um sistema tri-ortogonal de eixos, as equações (2-6) e (2-7) podem ser satisfeitas como:

F x =0

F y =0

F z =0

(2-8)

Equilíbrio de forças

M x =0

M y =0

M z =0

(2-9)

Equilíbrio de momento

27

Exemplo 2-6

O músculo quadríceps se encontra na coxa e seu tendão chega até a perna. Considere a perna em repouso e ligeiramente dobada de modo que o módulo da tensão T no tendão seja 1400 N. Determine a direção e a magnitude da força F, exercida pelo fêmur sobre a paleta.

R:

F

=

1704,5 N, fazendo um

ângulo de 17,5⁰ com o eixo x.

Exemplo 2-6 O músculo quadríceps se encontra na coxa e seu tendão chega até a perna.

28

Exemplo 2-7

Considere que, em um braço esticado,

o músculo deltoide exerce uma força

de

tração T,

que

forma um angul de

20⁰ com o úmero. Entre esse osso e o

ombro existe uma força de contato F. Se o peso P do membro superior completo é de 35 N e T= 300 N, determine F, para que o úmero se mantenha em equilíbrio.

R:

F

=

289,9 N,

fazendo um

ângulo de 193,5⁰ com o eixo x.

29
29

2-6-1 Sistema de Três Forças Coplanares em Equilíbrio (Método de Lamy)

F 2

  F 3
F 3
F 1 
F 1

F 1 F 2 F 3 = = senα sen γ senβ
F 1
F 2
F 3
=
=
senα
sen γ
senβ

(2­10)

2 - 7 Gravitação

A

mais

“fraca”

das quatro forças fundamentais do universo, foi

matematicamente descrita e demostrada por Newton, ao considerar a orbita dos planetas como elípticas, a partir da primeira Lei de Kepler. Newton descobriu que a força de atração entre os corpos celestes deve ser simultaneamente proporcionais ao quadrado da distância entre eles. O módulo de tal força é

F=G m 1 m 2 , 2 r
F=G m 1 m 2
,
2
r

(2­11)

onde G é a constante da gravitação universal cujo valor é G = 6,67*10⁻¹¹ Nm²/kg² e

  • m 1 e m 2 são as massas dos corpos em interação.

Exemplo 2-8 Calcule a força gravitacional da atração de uma pessoa de 65 kg por outra de 50 kg separadas pela distância de 0,5 m. Admita que as duas pessoas pessoas sejam partículas puntiformes.

R: M = 8.67*10⁻⁷ N

2 - 8 Força de Atrito

Quando dois corpos estão unidos, e é aplicado uma força a um deles, com a finalidade de mover um em relação ao outro, o contato entre os dois produz uma força oposta ao movimento que se deseja. Essa é a força de atrito, dada por:

F= N ,

(2­12)

onde μ é o coeficiente de atrito e N é a reação normal entre as superfícies em contato.

A força F exercida pela mola tende a deslocar o corpo, que permanece em repouso até
A força F exercida pela mola tende a deslocar o corpo, que permanece em repouso até

A força

F

exercida pela mola tende a

deslocar o corpo, que permanece em

repouso até que a mola atinja um determinado alongamento x.

A força F exercida pela mola tende a deslocar o corpo, que permanece em repouso até

Após o inicio do movimento do bloco, em relação á superfície, este pode ser mantido com uma força menor do que a necessária para colocar o bloco em movimento, verificada através do alongamento x', que é menor do que x. Analisando as figuras podemos concluir que o módulo da força que se opõe ao movimento é maior quando o bloco está parado, F ae > F ac , dadas por:

F ae  e N ,

(2­13)

F ac = c N .

(2­14)

35

Exemplo 2-9 Considere um paciente com 70 kg submetido a um esforço de tração, como se vê na figura. Qual será o valor máximo da massa M, para que o esforço T produzido não desloque o paciente ao longo da cama? Considere o coeficiente de atrito entre a cama e as roupas do paciente igual a 0,2.

Exemplo 2-9 Considere um paciente com 70 kg submetido a um esforço de tração, como se

R: M = 14,5 kg

2 - 9 Movimento Circular

Analisando a 1ª Lei de Newton, podemos concluir que para um corpo em MRU fazer uma “curva”, ou descrever um movimento circular é necessário uma força. Tal força deve apontar para o centro da “curva” ou circunferência, e é denominada de força centrípeta. Analisando a 2ª Lei de Newton, onde a força resultante é dada por F = m a, podemos concluir que deve haver uma aceleração, também apontando para o centro da “curva”. Tal aceleração é denominada de aceleração centrípeta e é dada por

2 = , a c r
2
=
,
a c
r
  • v (2-15)

onde v é a velocidade do móvel e r é o raio da circunferência que forma o arco da curva.

Conclusão:

- para que um móvel faça uma curva “curva” ou efetue um movimento circular, a

força necessária é

v² F c =m . r
F c =m
.
r

(2-16)

37

Exemplo 2-10 Um satélite descreve órbita circular em torno da Terra, com velocidade constante, nas proximidades da superfície. A aceleração do satélite é de 9,81 m/s². (a) Calcule a sua velocidade. (b) Calcule o tempo necessário para uma revolução completa.

R : v = 28400 km/h R b : T= 1,4 h

a

2-10 Força de Arraste

Quando um corpo se desloca em meio a um fluido, como ar e água, o fluído exerce uma força de arraste, oposta ao movimento, tendendo reduzir a velocidade do corpo. Tal força depende do formato do corpo, de propriedades do fluído e da velocidade do corpo em relação ao fluído. Em baixa velocidade a força de arraste é proporcional à velocidade, mas para grandes velocidades, a foça de arraste é aproximadamente proporcional ao quadrado da velocidade. De forma resumida, a força de arraste pode ser escrita como:

n

F Ar =b· v ,

(2-17)

Onde b é uma constante que depende da forma do corpo e de características do fluído e, n é aproximadamente 1 para baixas velocidades e 2 para altas velocidades. Os valores de b e n podem ser obtidos empiricamente em um “túnel de vento”.

Para um corpo que se move em um fluído, devido a ação de uma força aplicando a segunda Lei de Newton temos:

F O ,

F=F o F Ar =F o b v n =m a .

(2-18)

Em um instante inicial t=0, quando o corpo inicia um MRUV, devido a atuação de uma força F o , a velocidade é nula consequentemente a força de arraste

também. A medida que a velocidade vai aumentando, a força de arraste também aumenta, fazendo com que a aceleração do corpo diminua, até que ela fique nula Neste instante a força de arraste se iguala à foça que tende a manter o corpo em movimento, agora com velocidade constante. Esta velocidade constante é chamada de velocidade terminal.

F=F o F Ar =F o b v T =m0=0

n

n

F o =b v T

b ) 1/n
b ) 1/n

v T = ( F o

.

(2-19)

40

Exemplo 2-11 Um paraquedista de 64 kg atinge uma velocidade terminal de 180 km/h quando cai com braços e pernas esticados e abertos. (a) Qual o módulo da força que atua sobre o paraquedista, para cima? (b) Se a força de arraste for dada por b·v², qual o valor de b?

F

= 628 N

a

b = 0,251 kg/m

3 – Trabalho e Energia

Na Física, o trabalho ocorre quando um corpo é deslocado, sob a ação de forças que atuam na direção do deslocamento. Quando isso acontece, é transferido, ao corpo deslocado, energia.

A energia pode se manifestar de várias formas como: cinética; potencial; térmica; química e etc.

Embora não se têm uma definição clara do que é energia, vamos definir como algo que se gasta ao realizar trabalho.

3 - 1 Trabalho

Em física, o trabalho realizado por uma força constante é definido como

3 - 1 Trabalho Em física, o trabalho realizado por uma força constante é definido como

⃗ ⃗

τ= d ,

F

(3­1)

onde F é o vetor força e d o vetor deslocamento. Note que o trabalho é uma grandeza escalar obtida pelo produto de dois vetores. Neste caso o módulo do trabalho é dado por

τ=F d cosα,

(3­2)

onde F cos α representa a componente da foça na direção do deslocamento d

provocada pela força e,

α

o ângulo

entre F e d. Assim, a medida do

trabalho representa a energia transferida ao corpo, que foi “gasta” pelo agente que realizou trabalho. No

SI,

o trabalho ou qualquer

“tipo” de

energia, é medido em joule,

J,

em

homenagem James P. Joule.

3 - 1 Trabalho Em física, o trabalho realizado por uma força constante é definido como
3 - 1 Trabalho Em física, o trabalho realizado por uma força constante é definido como
⃗ ⃗ ⃗ F F y F y ⃗ d ⃗ F x 43
F
F y
F y
d
F x
43

Para α = 0 o trabalho pode ser definido como

W=F d .

Em um sistema de referência o deslocamento d e substituído por Δx.

Exemplo

W=F Δ x .

(3­3)

Para erguer um corpo, se for usado um sistema de alavancas, de forma

adequada, o “trabalho de erguer” se torna menos “penoso”. Más será que ao

usar a alavanca se gasta menos energia?

⃗ F d ⃗ F ⃗ F ⃗ P
F
d ⃗ F
F
P

d P

44

O módulo da força necessária para erguer o bloco é bem menor fazendo o

uso da alavanca, do que a necessária para erguer o bloco diretamente. Más o

deslocamento provocado pela força F no ponto de aplicação, em compensação,

é menor. Pode se verificar empiricamente que:

F d F cosα∣=∣P d P cosα∣=constante . (3­4)

O produto da força necessária para erguer o bloco, a uma dada altura,

pelo deslocamento efetuado pela força, sem ou com a alavanca, é a medida

da energia gasta para erguer o corpo.

Exemplo 3-1 Uma força constante de 12 N é aplicada, através de uma corda, sob um ângulo θ = 20⁰ com a horizontal, em uma caixa. A caixa desliza em um trilho áspero,com velocidade constante. Qual o trabalho da força quando a caixa é deslocada em 3 m, na horizontal?

Exemplo 3-1 Uma força constante de 12 N é aplicada, através de uma corda, sob um
Exemplo 3-1 Uma força constante de 12 N é aplicada, através de uma corda, sob um
Exemplo 3-1 Uma força constante de 12 N é aplicada, através de uma corda, sob um
Exemplo 3-1 Uma força constante de 12 N é aplicada, através de uma corda, sob um

d

R: τ = 33,8 J

3-2 Trabalho de Força Variável

Graficamente, o trabalho realizado por

uma força constante sobre uma partícula,

ao longo de um deslocamento, pode ser

representado pela área sob a curva.

3-2 Trabalho de Força Variável Graficamente, o trabalho realizado por uma força constante sobre uma partícula,

Quando a força que realiza trabalho

varia em função do deslocamento,

graficamente, o trabalho pode ser

calculado de forma aproximada, pela

soma das áreas dos pequenos retângulos

formados sob a corva

W F(x i x i .

i

3-2 Trabalho de Força Variável Graficamente, o trabalho realizado por uma força constante sobre uma partícula,

Quando a largura dos pequenos triângulos são feitos cada vez menores, de

tal forma que no limite, a largura dos retângulos tendem a zero, o trabalho

calculado deixa de ser uma aproximação

W = lim

Δ x i 0

i

F(x i x i .

O limite da soma é a integral de F(x) sobre x, representando o trabalho

realizado por uma força, em função do deslocamento

x

W= F(x)d x .

x 0

(3-5)

Exemplo 3-2 A força F(x) que age sobre uma partícula varia conforme a figura abaixo. Calcule o trabalho feito pela força, quando a partícula desloca de x = 1 até x = 6m.

Exemplo 3-2 A força F ( x ) que age sobre uma partícula varia conforme a

R: W = 20 J

3 - 3 Energia Cinética

Lembrando que:

2

2

  • v =v 0 2

ax

F=m a =F x

(Eq. 1­9) (Eq. 2­1)

(3­2)

e também que o trabalho é a medida da energia trocada com o sistema através de força, logo

Substituindo F temos

= E=F x .

E=m ax

E por fim substituindo a Δx da Eq. 1-9 temos

1

Δ E=m 2 (v 2 v 0 )

2

ΔE= 1 m v

  • 2 1

  • 2 2 m v 0

  • 2 (3­6)

50

A equação 3-6 representa a variação da energia cinética quando a velocidade de um móvel de massa m varia devido a ação de uma força. A energia cinética de um corpo em movimento pode ser escrito como

Exemplo 3-3

1 = 2 m v . E c
1
= 2 m v
.
E c
  • 2 (3­7)

Ao serem bombeados pelo coração, num regime de baixa atividade, 200 g de sangue adquirem uma velocidade de 30 cm/s. Com uma atividade mais intensa do coração, essa mesma quantidade de sangue atinge uma velocidade de 60 cm/s. Calcule, em ambos os casos, a energia cinética que essa massa de sangue adquiri e o trabalho realizado pelo coração.

R:

E 30 = 9*10⁻³ J E 60 = 3,6*10⁻² J Τ =2,7*10⁻² J

Exemplo 3-4

Um caminhão de 3000 kg está sendo embarcado num navio por um guindaste que exerce uma força de 31 kN, para cima, sobre o veículo. Esta força, suficiente para provocar o início da

subida do caminhão, atua sobre uma distância de 2 m. Calcule (a) o trabalho efetuado pelo guindaste neste deslocamento, (b) o trabalho da gravidade e (c) a velocidade de subida do caminhão depois dos 2 m.

Exemplo 3-4

Um trenó é rebocado por uma pessoa sobre um campo congelado. A pessoa puxa o trenó (massa total de 80 kg) com uma força de 180 N, fazendo um ângulo de 20° com a horizontal.

Calcule (a) o trabalho efetuado pela pessoa e (b) a velocidade do trenó depois de cobrir 5 m. Admitir que o trenó parta do repouso e que o atrito seja desprezível.

Exemplo 3-4 Um caminhão de 3000 kg está sendo embarcado num navio por um guindaste que
Exemplo 3-4 Um caminhão de 3000 kg está sendo embarcado num navio por um guindaste que

3 - 3 Energia Potencial Gravitacional

3 - 3 Energia Potencial Gravitacional Um bloco pendurado por um fio. Se cortarmos o fio,

Um bloco pendurado por um fio. Se cortarmos o fio,

o bloco cai. Durante a queda ocorre a realização de

trabalho. Se a mesa for retirada, o trabalho será ainda maior. Para que o trabalho ocorra, é necessário energia. De onde vem tal energia?

3 - 3 Energia Potencial Gravitacional Um bloco pendurado por um fio. Se cortarmos o fio,

A energia vem do agente que realizou trabalho, o campo gravitacional. Esta energia é denominada de energia gravitacional. Enquanto o bloco está pendurado, dizemos que este está com uma energia potencial gravitacional, dada por:

E PG =m g h ,

(3­8)

onde h é a altura de queda.

Exemplo 3-5

Um atleta com 70 kg de massa e 1,72 m de altura faz um salto vertical simples, conforme a

figura. Dados: h = 0,4 m e d = 0,52 m.

  • a) Calcular a quantidade de trabalho que o atleta realiza ao saltar de uma posição inicial

agachada até a altura máxima que ele pode alcançar.

  • b) Ao realizar este salto, os músculos dos membros inferiores agem durante 0,18 s. Qual

será a potencia desenvolvida por estes músculos?

Exemplo 3-5 Um atleta com 70 kg de massa e 1,72 m de altura faz um

R : τ = 631 J

a

R b : P = 3560 W

Exemplo 3-6

Uma garrafa de 0,350 kg cai, do repouso, de uma prateleira que está a 1,75 m do solo. (a)

Determine a energia potencial inicial do sistema garrafa-Terra em relação ao solo, (b) a energia cinética da garrafa ao colidir com o solo e (c) a velocidade com que a garrafa atinge o solo.

3-4 Energia Potencial Elástica

Um

fio

prende

o

bloco,

com

a

mola

“encolhida”. Se o fio for cortado a força exercida pela amola realizará trabalho durante o movimento. A energia usada pelo bloco vem da mola, chamada de energia potencial elástica. A força efetuada pela mola depende a todo o instante do quanto ela está “esticada ou encolhida”, e é dada pela lei de Hook

F=k x ,
F=k x ,

(3­9)

onde k é a constate de elasticidade da mola e x o deslocamento da extremidade da mola. No SI k é dado em N/m. Quando a força que realiza trabalho varia, o trabalho, que é igual a energia armazenada na mola, é dada pela área do gráfico sob a “curva”

τ=S= k x x

2

1 2 = k x . E PE
1
2
=
k x
.
E PE
  • 2 (3­10)

Força Elástica kx =S x
Força Elástica
kx
=S
x

56

Exemplo 3-7

Um homem de 80 kg cai de uma altura de 3 m sobre uma mola. Como a mola foi

comprimida 0,3 m, determine a constante elástica k

Exemplo 3-7 Um homem de 80 kg cai de uma altura de 3 m sobre uma

R: k = 57493 N/m

Exemplo 3-8

Achar a energia potencial total do jogador de basquete pendurado no aro da cesta, Admita que o jogador seja descrito como uma partícula de 110 kg a 2 m do piso do ginásio e que a

constante de força do aro seja de 7,2 kN/m.

3-5 Potência

Potência pode ser definida como a taxa temporal com que uma força realiza trabalho. Para uma força F que realiza um trabalho τ F , em um intervalo de tempo Δt, a

potência média é definida como

. P m = Δt τ
.
P m
= Δt τ

(3­11)

Se a potência for constante, a potencia média pode ser escrita como instantânea

τ P= = Δt F Δ x Δt =F v .
τ
P=
=
Δt
F Δ x
Δt
=F v .

(3­12)

No SI, a potência é medida em watt (w), em homenagem a James Watt.

1W=1 J/s

Cobrança de Energia Elétrica

1 kW · h=(10 3 w)(3600 s)=3,6 MJ

Potência no sistema inglês de unidades

1 hp=550 ft·lb/s=746 W

Exemplo 3-9

Um pequeno motor é usado para operar um elevador de carga que movimenta um lote de madeira, de 800 N, até uma altura de 10 m, em 20 s. (a) Qual a potência mínima do motor? (b) Qual o trabalho feito pela força sobre o madeira? (c) Qual a potência mínima do motor no Sist. inglês de unidades?

Exemplo 3-10

Um elevador de 1000 kg leva uma carga de 800 kg. Uma força de atrito constante de 4000 N retarda o seu movimento para cima. (a) Qual é a

potência mínima fornecida pelo motor para o elevador subir a uma velocidade escalar constante de 3,00 m/s? (b) Qual a potência que o motor deve fornecer, em qualquer instante, se ele está projetado para fornecer uma aceleração para cima de 1,00 m/s²?

Exemplo 3-9 Um pequeno motor é usado para operar um elevador de carga que movimenta um

4 Conservação da Energia Mecânica

Em um sistema qualquer, a energia total pode ser definida como

E Sis. =E Mec. +E Term. +E Quim. +E outras .

(3­13)

Se considerarmos um sistema mecânico conservativo (desprezando as forças dissipativas), a energia mecânica do sistema será sempre constante

E Mec. Inicial =E Mec. Final .

(3­14)

Exemplo 4-1 Uma criança de 40 kg desce por um escorregador inclinado de 30⁰. O coeficiente de atrito cinético é μ k = 0,2. (a) Se a criança principia a escorregar do repouso, no topo do

escorrega, a 4 m de altura, qual a sua velocidade ao atingir o solo? (b) Considerando a base do escorregador junta ao solo, qual será a energia dissipada no solo após a criança repousar? (c) Qual será e energia dissipada no escorregador devido ao atrito?

Exemplo 4-1 Uma criança de 40 kg desce por um escorregador inclinado de 30⁰. O coeficiente

R a : v = 7,16 m/s R b : E DS = 1025 J R c : E DE = 511 J

Exemplo 4-2 Uma criança de massa m desliza em um escorregador irregularmente curvo de uma altura h = 2,00 m. A criança começa do repouso no topo. (a) Determine a velocidade escalar da criança na base, supondo que nenhum atrito esteja presente. (b) Se uma força de atrito agir sobre a criança de 20,0 kg, e ela chega na base do escorregador com uma velocidade escalar de v f = 3,00 m/s, quanto diminui a

energia mecânica do sistema devido a essa força?

Exemplo 4-2 Uma criança de massa m desliza em um escorregador irregularmente curvo de uma altura

5– Quantidade de Movimento 5.1 – Quantidade de movimento linear e impulso

Newton, antes de apresentar as Leis da natureza que rege a mecânica, ele

fez algumas definições, entre elas:

A quantidade de movimento

é

a

medida do mesmo, obtido

conjuntamente

matéria.”

a

partir

da

velocidade

e

da

quantidade de

A quantidade de movimento, chamada também de momento linear ou

simplesmente momento é dada por:

⃗p=m⃗v .
⃗p=m⃗v .

(5.1)

A segunda Lei de Newton diz que:

A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é

produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.”

d ⃗p d ⃗v =m =m⃗a= F ⃗ . dt dt
d ⃗p
d ⃗v
=m
=m⃗a= F ⃗ .
dt
dt

(5.2)

66

Quando forças agem em uma partícula, a taxa variação da quantidade de

movimento dessa partícula é igual a força resultante

d p

dt

res =

= F

F .

A variação da quantidade de movimento dessa partícula será:

d p= F dt .

Integrando ao longo do intervalo de tempo de uma colisão, iniciado no

instante t i e terminado no instante t f temos:

pf

p i

t f

d p=

t i

F dt .

Este resultado gera uma nova grandeza, chamada de impulso:

t f

 

Jp= pf pi = F dt .

(5.2)

t i

 

67

Exemplo 5-1:

A que velocidade deve se deslocar um automóvel popular de 816 kg para ter a

mesma quantidade de movimento de (a) uma “Perua” de 2650 kg a 16,0 km/h? (b)

um caminhão de 9080 kg, também a 16 km/h?

R:

  • v a = 52,0 km/h

V b = 178 km/h

Exemplo 5-2:

Um carrinho de massa m 1 = 0,24 kg

movendo-se em um trilho linear, sem

atrito, com uma velocidade inicial de

0,17 m/s. Ele colide com outro

carrinho de massa m 2 = 0,68 kg que

está

inicialmente

em

repouso.

O

primeiro

carrinho

carrega

um

transdutor

de

força que

registra a

intensidade da força exercida por um

carro

sobre

o

outro

durante

a

colisão.

O

sinal

de

saída

do

transdutor

é

mostrado

na

figura.

Encontre

o

impulso

ocorrido

na

colisão.

Exemplo 5-1: A que velocidade deve se deslocar um automóvel popular de 816 kg para ter

R:

J = 0,055 N·s = 0,055 kg·m/s

68

5.2 – Conservação da Quantidade de Movimento

Considerando um sistema de partículas, onde cada uma possui massa e

velocidade conhecida. O momento linear total do sistema será:

P= m i vi = p i .

(5.3)

Quando a resultante das forças

externas que agem em um corpo

ou

sistema de partículas forem nulas, a quantidade de movimento permanece

constante

F res,est = F ext

=

d P

dt

=0

P= ⃗ m i vi = p i =constante.

(5.4)

Exemplo 5-3:

Durante um reparo no telescópio espacial Hubble, um astronauta substitui dois

painéis solares cujas molduras estão deformadas. Imagine que a massa do

astronauta seja de 60 kg e a do painel 80 kg. Em relação à nave espacial, o

astronauta está em repouso no instante em que arremessa o painel. A velocidade

deste em relação a nave é de 0,3 m/s. Qual a velocidade do astronauta em relação

à nave, depois do arremesso do painel?

Exemplo 5-4:

R:

V a = -0,4 m/s

Um homem de 65 kg está correndo ao longo de um píer com uma velocidade de

4,9 m/s. Ele salta do píer para o barco de 88 kg de massa que está à deriva, sem

atrito, na mesma direção e com velocidade de 1,2 m/s. Quando o homem está

sentado no barco, qual é a sua velocidade?

Exemplo 5-3: Durante um reparo no telescópio espacial Hubble, um astronauta substitui dois painéis solares cujas

R:

v f = 2,8 m/s

70

Exemplo 5-5:

Considere o exemplo 5-2 e obtenha a velocidade de cada carrinho, após a colisão.

R:

V 1f = - 5,8 cm/s

V 2f = 8,1 cm/s

5.3 – Colisões

A colisão é caracterizada pela interação entre dois corpos, através de

uma foça intensa de curta duração. O tempo de colisão é tão pequeno tal que

o deslocamento dos corpos durante a colisão pode ser desprezado.

A colisão pode ser caracterizada como:

  • - colisão elástica: quando a energia cinética dos dois corpos se conserva;

  • - colisão inelástica: quando à energia cinética dos dois corpos não se

conserva;

  • - colisão perfeitamente inelástica: quando toda a energia cinética do centro

de massa se converte em energia térmica (ou interna) do sistema e os dois

corpos formam um só.

Exemplo 5-6:

Considere o exemplo 5-2 e classifique, quanto à conservação

colisão.

R:

E C antes = 3,47·10³ J

E C depois = 2,63·10³ J

Portanto a colisão é inelástica.

de

energia, a

Exemplo 5-7:

Um cursor de massa m 1 = 1,25 kg move-se com uma velocidade de 3,62 m/s sobre

um trilho de ar, sem atrito, e colide com um segundo cursor de massa m 2 = 2,30 kg

que está inicialmente em repouso. Após a colisão, é possível notar que o primeiro

cursor move-se com uma velocidade de 1,07 m/s no sentido oposto ao seu

movimento inicial. (a) Qual a velocidade de

m 2

após

a colisão? (b) Qual

foi

o

impulso recebido por cada um dos cursores? (c) Classifique a colisão.

R:

V 2 = 2,55 m/s

J 1 = -5,86 kg·m/s

J 2 = 5,86 kg·m/s