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Satélites são objetos feitos pelo homem e colocados no espaço, ao redor da

Terra, do Sol ou de outros corpos celestes (planetas, luas e asteróides). São


chamados de satélites artificiais quando se faz necessário distingui-los de
satélites naturais, como as luas.

Os satélites são projetados para desempenharem funções específicas. São


classificados dependendo da função (missão) que devem desempenhar. Alguns
exemplos de missões de um satélite são: comunicação, navegação, observação,
científica e militar.

Tipos de satélites

Satélites de comunicação tornam possível a transmissão de dados (televisão,


rádio e internet) entre dois pontos na Terra ou de um ponto a outro no espaço.
Para a comunicação são necessárias estações de transmissão e recepção de
dados entre os dois pontos. Na Terra, uma estação emite os sinais para o
satélite, que os recebe e retransmite na direção da estação destino. No espaço,
satélites de comunicação são utilizados para, por exemplo, enviarem e
receberem informações de veículos colocados na superfície de outros planetas.
Esses veículos se comunicam com um satélite em órbita desse planeta que
retransmite os dados para a Terra. Da mesma forma uma estação na Terra pode
enviar informações para o veículo através do satélite em órbita do planeta.

Satélites de navegação transmitem sinais de rádio para permitir a um receptor


na Terra localizar precisamente sua posição. Os sistemas de navegação são
compostos por um conjunto de satélites de forma a possibilitar a identificação da
posição do receptor em toda a superfície terrestre, desde que um número
mínimo de satélites possa ser observado ao mesmo tempo. Esses sistemas
podem ser auxiliados por pontos de transmissão na Terra, melhorando a
cobertura dos sinais de rádio dos satélites e aumentando a precisão na
localização do receptor.

Satélites de observação podem ser dedicados a Terra ou ao espaço. Na


observação terrestre, os satélites permitem: a monitoração do clima,
monitoração do meio ambiente, alertas de catástrofes, localização de recursos
naturais, cartografia, mapeamento da ocupação urbana, entre outros. Na
observação do espaço, os satélites contribuem para o estudo do universo,
localizando planetas, analisando estrelas, buracos-negros, observando as
galáxias. Satélites meteorológicos, monitoram o clima, permitindo a previsão
com antecedência das condições climáticas sob determinadas regiões. Os
satélites astronômicos permitem a observação do espaço distante da Terra. De
forma geral, satélites de observação, contribuem para um melhor entendimento
da Terra e do espaço.

Satélites científicos se destinam a realizar experimentos em ambiente de


microgravidade, onde podem ser observados efeitos que não são percebidos na
Terra. Eles são importantes para um melhor conhecimento do ambiente espacial
e permitir o aperfeiçoamento dos equipamentos a serem utilizados em futuros
satélites. O conhecimento da radiação presente no espaço, da densidade da
atmosfera em suas camadas superiores, do campo magnético terrestre acima da
atmosfera, do efeito da microgravidade nos seres vivos, do efeito da ionosfera
nas comunicações, são alguns dos experimentos que um satélite científico pode
conduzir.

Satélites militares se dedicam a auxiliar as forças armadas em suas operações,


como reconhecimento de áreas de interesse militar. São empregados também
para a vigilância, que constitui na monitoração permanente de territórios.
Satélites espiões são utilizados para identificar a presença de atividades
militares, através de equipamentos ópticos ou para monitorar as comunicações
de rádio. As informações obtidas pelos satélites militares são de grande
importância para as forças armadas dos países que os controlam.

Existem também satélites que realizam simultaneamente mais de um tipo de


missão. A missão a qual um satélite é dedicado depende dos equipamentos que
são colocados nesse satélite, chamados de carga útil.

Órbitas dos satélites

O uso do espaço, através de satélites, é somente possível ao colocá-los em


movimento ao redor da Terra ou de outros corpos celestes. Esse movimento é
definido por uma órbita na qual este satélite deve estar localizado. As órbitas são
definidas pela sua altitude (baixa, média ou alta), pela sua inclinação em relação
ao equador (equatoriais, inclinadas ou polares) e pela sua excentricidade
(circulares ou elípticas).

Órbitas baixas são aquelas até 2000 km de altitude, as médias são de 2000 a
35786 km, enquanto as altas são acima de 35786 km. As órbitas que são no
mesmo plano que a linha do Equador na Terra são chamadas de órbitas
equatoriais. Órbitas com inclinação próxima a 90 graus em relação a linha do
equador são chamadas de polares. A excentricidade define se uma órbita é
circular (excentricidade igual a zero) ou elíptica (excentricidade maior que zero e
menor que um).

A órbita equatorial circular com altitude de 35786 km é chamada de órbita


geoestacionária, pois um satélite posicionado nessa órbita possui a mesma
velocidade de rotação da Terra e portanto permanece sobre um mesmo ponto na
linha do equador da Terra. Com isso, somente um satélite de comunicações
estacionário é necessário para fazer a transmissão de dados de uma região
inteira. Países próximos aos pólos terrestres não podem utilizar satélites
geoestacionários e devem utilizar mais de um satélite de comunicações para
conseguirem cobertura contínua de seu território. Os satélites, não
geoestacionários, estão em movimento ao redor da Terra, somente passando por
determinado tempo sobre um território. Portanto, para uma cobertura contínua,
quanto um satélite estiver saindo de cima de um território, outro deve estar
aparecendo sobre o mesmo território para assumir suas funções.

Para colocar um satélite em órbita faz-se necessário o uso de foguetes,


responsáveis por impulsionar o satélite da superfície terrestre até o espaço.
Muitos tipos de foguetes foram desenvolvidos e aprimorados desde o início da
Era espacial. Quanto maior o satélite ou mais alto se deseja posicioná-lo, maior
deve ser a potência do foguete.
Um satélite natural ou lua (em letra minúscula) ou ainda planeta secundário é um astro que
circula em torno de um planeta principal, isto é, não orbita em torno de uma estrela. Por
exemplo, a Lua é um satélite natural da Terra.

Porém, algumas luas são maiores que alguns planetas principais, como Ganímedes e Titã,
satélites natuais de Júpiter e Saturno, respectivamente, que são maiores que Mercúrio.

Assim sendo, se a sua órbita fosse em volta do Sol, eles poderiam ser considerados como
planetas. Apesar disso, existem outros satélites que são muito menores e têm menos de 5 km
de diâmetro, como várias luas do planeta Júpiter.

Um satélite geoestacionário é qualquer satélite que é colocado em uma órbita


geoestacionária. Satélites em órbita geoestacionária manter uma posição constante em relação
à superfície da Terra.
Fazer isso por satélites geoestacionários orbitam a Terra cerca de 22.300 milhas acima do
equador. Este caminho é chamado de órbita Clarke Belt, em honra de Arthur C. Clarke.

Em outras
palavras, se um satélite em órbita geoestacionária está em um certo lugar acima da Terra, ela
permanecerá no mesmo local acima da terra. Sua latitude fica no zero e sua longitude
permanece constante.
Em contraste com a órbita geoestacionária, órbita média e Low Earth Orbit satélites
constantemente mudar as suas posições em relação à superfície da terra.
Um único satélite geoestacionário dará cobertura ao longo de cerca de 40 por cento do
planeta.
Satélites geoestacionários são comumente usados para as comunicações e as intempéries de
observação.
A esperança de vida típico de um satélite geoestacionário é de dez a quinze anos.
Porque satélites geoestacionários circunferência da Terra no equador, eles não são capazes de
dar cobertura ao norte e sul latitudes.
Geostationary órbitas são muitas vezes referidos como geosynchronous ou apenas GEO.

A Era espacial

Os primeiros países a estudarem o uso de foguetes foram a Alemanha, os


Estados Unidos e a União Soviética. Os primeiros usos dos foguetes foram como
armas militares, só posteriormente essa capacidade de impulsão foi utilizada
para colocar objetos em órbita da Terra.
Em 1957, a União Soviética se tornou o primeiro país a enviar um satélite ao
espaço. Esse satélite foi o Sputnik 1, que realizou experimentos científicos,
enviando seus dados na forma de sinais de rádio para a Terra. No mesmo ano foi
enviado o Sputnik 2 com o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika.

Os Estados Unidos enviaram seu primeiro satélite em 1958, o Exporer 1,


descobrindo a existência de um cinturão de radiação ao redor da Terra, que
serve de proteção contra raios cósmicos.

Em 1961, a União Soviética enviou o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin,


constatando que a Terra vista do espaço é azul. Em 1963 a União Soviética
enviou a primeira mulher ao espaço, Valentina Tereshkova.

Os Estados Unidos conseguiram, em 1969, levar o primeiro homem a Lua. A nave


Apollo 11 fez o pouso na superfície lunar, permitindo que Neil Armstrong fosse o
primeiro homem a pisar em um outro corpo celeste.

Em 1986, a União Soviética deu início a colocação em órbita da estação espacial


Mir. A estação serviu até 2001 como posto de permanência humana no espaço,
com a condução de diversos experimentos. No final de sua operação, a Mir serviu
de preparação e treinamento para uma outra estação espacial, a Estação
Espacial Internacional.

A Estação Espacial Internacional teve sua construção iniciada em 1998, com a


colocação em órbita do módulo russo Zarya. A estação é composta por diversos
módulos e equipamentos fornecidos pelos países parceiros na construção da
estação.

Funcionamento dos satélites

Satélites são equipamentos complexos, que requerem uma série de capacidades


para poderem se manter operacionais em órbita, de forma que sua função
principal possa ser executada. O satélite pode ser considerado um sistema, e
portanto, as capacidades são denominadas subsistemas. Para permitir que sua
função principal, chamada de carga-útil, possa ser posta em operação o satélite
deve contar com os seguintes subsistemas: estrutura; energia; telemetria e
telecomando; controle térmico; controle de atitude e órbita; e tratamento de
dados.

O subsistema de estrutura é a base sobre a qual os equipamentos do satélite são


montados. Representa o suporte mecânico para os equipamentos, acessórios e
carga-útil do satélite, enquanto mantida no chão, durante o lançamento e no
espaço. A estrutura do satélite serve também para proteger os equipamentos
internos das mudanças extremas de temperatura, da radiação e dos
micrometeoritos.

O subsistema de energia é responsável por gerar, armazenar e distribuir a


energia elétrica necessária para por em funcionamento os equipamentos do
satélite. A energia é gerada através de painéis solares, que convertem a energia
luminosa do Sol em energia elétrica. A energia elétrica então é armazenada em
baterias e é posteriormente distribuída para os equipamentos do satélite e para a
carga-útil.

O subsistema de telemetria e telecomando é responsável pelo envio de sinais do


satélite para as estações em Terra (telemetria) e pelo recebimento de
informações e comandos da Terra (telecomandos). O satélite deve ser capaz de
transmitir os dados da carga-útil e das condições de operação do satélite e
também de receber comandos a partir da Terra para realizar suas operações.

O subsistema de controle térmico mantém os equipamentos do satélite dentro


dos níveis aceitáveis de temperatura de operação dos mesmos. Em órbita um
satélite está sujeito a variações extremas de temperatura, desde bastante
elevadas devido a exposição direta ao Sol, até as bem baixas no momento em
que o satélite se encontra na sombra da Terra.

O subsistema de controle de atitude e órbita é responsável por manter o satélite


posicionado de forma que sua carga-útil possa realizar a missão a qual foi
designada. No espaço um satélite é submetido a forças que alteram seu
movimento, sua órbita e seu apontamento. O subsistema de controle é composto
pelos seguintes tipos de equipamentos: sensores, controlador e atuadores. Os
sensores são responsáveis pelas medidas da posição e orientação do satélite.
Essas medidas são fornecidas para o controlador, que define quais ações devem
ser tomadas para corrigir o movimento do satélite. Os atuadores exercem ação
sobre o satélite de forma a corrigir seu movimento.

O subsistema de tratamento de dados é responsável pelo armazenamento das


informações do satélite e dos dados da carga-útil de forma que eles possam ser
transmitidos a Terra quando o satélite passar sobre uma estação receptora de
sinais.

Desenvolvimento de satélites

O processo de desenvolvimento de um satélite necessita de planejamento,


controle de qualidade de todas as atividades envolvidas e de uma equipe técnica
bastante qualificada.

Um projeto de satélite começa com a definição da missão que ele irá


desempenhar. A partir dessa definição são elaborados documentos que registram
o desempenho esperado do satélite. Esses documentos são utilizados para se
criar os documentos de projeto do satélite.

Na concepção de um satélite deve ser levado em conta, entre outras coisas: o


custo estimado, o prazo para o término do projeto, qual as dimensões máximas
do satélite, qual foguete deve levar esse satélite ao espaço, qual missão ele deve
desempenhar e quais equipamentos devem estar presentes nele.

A partir dessas definições, o satélite pode ter seu desenvolvimento iniciado. São
feitos projetos envolvendo cada um dos subsistemas que o satélite possui. Esses
projetos podem ser divididos e serem realizados por uma ou mais organizações,
porém um gerenciamento preciso deve ser efetuado para que o satélite atinja o
desempenho esperado, respeitando os prazos e custos estipulados.

Durante o desenvolvimento de um satélite, revisões de projeto devem ser


conduzidas de forma a verificar o correto andamento do projeto. Protótipos dos
equipamentos podem ser construídos e submetidos a testes. Dessa forma, maior
confiança se tem de que cada uma das partes irá atender o desempenho
esperado uma fez que o satélite for construído.

Operações dos satélites

Desde o momento do lançamento até o fim de sua vida útil o satélite deve ser
monitorado e controlado. Estações transmissoras e receptoras na Terra fazem o
controle do satélite, recebendo dados dele e enviando comandos para que ele se
mantenha em operação.

Uma das primeiras operações de um satélite é a estabilização em sua órbita de


destino. O foguete faz a inserção do satélite nessa órbita, mas não
necessariamente a faz na posição e com o apontamento que o satélite deve ter
para operar corretamente. Essa estabilização pode ser feita em etapas, onde
primeiro se obtém uma aproximação do apontamento final, com o uso de
determinados equipamentos do satélite e posteriormente, com o uso de
equipamentos mais precisos, obtêm-se o apontamento final.

Durante a permanência em órbita, o satélite está sujeito a perturbações em seu


movimento que o levam a alterar sua órbita e apontamento. O satélite deve ser
capaz de corrigir esses desvios de forma automática através do seu subsistema
de controle.

Operadores em Terra são capazes de comandar os satélites, alterando sua


operação, corrigindo defeitos ou realizando manobras para modificar a órbita.

No final da vida útil do satélite, este deve ser descartado de forma a não ocupar
o espaço que pode ser de outro satélite no futuro. Satélites em baixa órbita
terrestre devem ser comandados para baixar sua altitude até assumirem uma
trajetória descendente em direção a Terra. O atrito gerado no contato com a
atmosfera terrestre aquece e destrói o satélite.

Para satélites em altitudes elevadas, seria perigoso direcioná-los para a Terra,


pois até chegarem na atmosfera eles poderiam se chocar com outros satélites
em órbitas mais baixas. Portanto, a solução é afasta-los da Terra, em órbitas
onde não apresentarão risco de colisão.
Considerações finais

Satélites são invenções muito úteis que auxiliam em uma melhor compreensão
do Universo e do mundo em que vivemos. Possibilitam descobertas científicas e
tecnológicas para melhorar nossa vida na Terra, ao mesmo tempo em que são o
primeiro passo para alargar o horizonte de possibilidades dos seres humanos.

Fontes:

http://pt.tech-faq.com/geostationary-
satellite.shtml&prev=hp&rurl=translate.google.com

http://www.lenderbook.com/satelite/index.asp