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Publicação Eletrônica Trimestral – Ano I – nº2, Brasília, 19 de setembro de 2008. NESTA

Publicação Eletrônica Trimestral – Ano I – nº2, Brasília, 19 de setembro de 2008.

– Ano I – nº2, Brasília, 19 de setembro de 2008. NESTA EDIÇÃO      
NESTA EDIÇÃO
NESTA EDIÇÃO
   
   

 

Editorial

1

A

revolução de 1924 -

   
 

Esta 2ª Edição traz informações sobre o levante ocorrido na cidade de São Paulo, em 1924, e a manifestação do Procurador-Geral da República, Dr. Gabriel Passos, acerca da “Revolução Esquecida”, um conflito intenso entre tropas rebeldes e as do governo do presidente Artur Bernardes. O leitor irá saber como ocorreu a revolta, seus motivos e também como o Procurador Geral da República atuou para resguardar os direitos do Estado contra particulares afetados pelos danos causados pela guerra. Convidamos você, leitor, a fazer essa incursãonessemomentodahistória.

 

As origens da Coluna Prestes 1

A ação da Duprat & Companhia e a manifestação do Procurador-Geral da República 2

Foto http://www.fotoplus.com A intensificação do

Foto http://www.fotoplus.com

A

intensificação do

bombardeio

2

Miguel Costa e as tropas rebeldes batem em retirada 2

 

Personagem da história -

 

O

Procurador-Geral da

República Gabriel de Rezende Passos

3

 

Uma revolução

esquecida

3

Tanques do exército ocupam as ruas de São Paulo preparando-se para o conflito.

Você sabia?

3

 

Para saber mais

4

 

A REVOLUÇÃO DE 1924 - AS ORIGENS DA COLUNA PRESTES

 

Notas e E dição

4

 
 

prestígio da Força Pública de São Paulo que trouxe um apoio importante aos rebelados.

Dois anos após a Revolta do Forte de Copacabana, onde 18 militares resistiram as

investidas do Governo Artur Bernardes, As tropas rebeldes, de início, tomaram

alguns quartéis e não tardou para que as batalhas sangrentas entre as tropas rebeldes e as do governo, pelo controle de São

Paulo, dessem aos revoltosos o comando da cidade. As tropas tenentistas permaneceram na capital até 27 de julho, quando a abandonaram e deslocaram-se pelo interior de São Paulo na direção oeste. O governo

condução da política nacional. finalmente havia vencido os

rebeldes e estes agora rumavam ao encontro de Luís Carlos Prestes no Paraná. Em abril de 1925 forma-se então a Coluna Miguel Costa Luís Carlos Prestes que ficou conhecida como a Coluna Prestes.

gaúcho, general reformado, Isidoro Dias Lopes. Entre os oficiais que mais se destacaram estavam os irmãos Tavóra, Eduardo Costa, João Cabanas e Miguel Costa, este último oficial de

eclodiu em São Paulo a Revolução de 1924. A Revolução de 1924 foi mais bem preparada, tendo como objetivo expresso

derrubar o governo de Bernardes. Na decáda de 20, a imagem de Bernardes estava fortemente associada a oligarquia cafeeira dominante, principalmente por uma parte do Exército, os tenentes, desejosos de mudanças na

Na

liderança

do

AS TROPAS REBELDES, DE INÍCIO, TOMARAMALGUNS QUARTÉIS

um

movimento

Soldado em 1924. Foto: http://www.fotoplus.com

Soldado em 1924. Foto:

http://www.fotoplus.com

Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008
Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008

Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008

A AÇÃO DA DUPRAT & COMPANHIA E A MANIFESTAÇÃO DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Nesse contexto da Revolta de 1924 ou da

Revolução Esquecida, como preferem alguns

historiadores, que se deu o pedido de

da empresa Duprat & Companhia contra o governo federal. A empresa estava localizada no campo de batalha e teve suas instalações completamente danificadas por um “incêndio causado por granadas caídas sobre o edifício durante a

revolta”. A Duprat & Cia era uma

especializada em tipografia e a época exigiu do

governo uma “indenização vultosíssima”

empresa

indenização

conforme relatou o Procurador Geral da República Dr. Gabriel de Rezende Passos. Segundo o parecer do Procurador-Geral

da República a Duprat provou que a

propriedade foi danificada durante a Revolução

em São Paulo pois os edifícios estavam no campo

de fogo das duas forças em choque. Mas

vistoria realizada no local não foi possível identificar se os danos foram causados pelas tropas tenentistas ou pelas tropas do governo. De qualquer forma, para Gabriel Passos não foram

danos intecionalmente pretendidos pelos grupos

armados, “senão contingentes,

acontecimentos de guerra e que, por essa condição,

doutrina universal, não são reparavéis a

eventuais

pela

sua

segundo a

uma das partes.” Amparado pelo Direito Internacional o Procurador-Geral da República informou em

escritos que quando ocorre guerra entre duas

nações, costuma a nação vencedora impor ao

seus

a Alemanha, na II Guerra Mundial, quando as

forças Aliadas impuseram o Tratado de Paz de Paris.

Os Aliados determinaram pagamentos de guerra às suplantar os tumultos e domar e vencer a

insurreição, a guerra civil, como por exemplo a destruição de edifícios e benfeitorias resultantes de operações militares, equiparam-se ao mal causado por acidente, caso fortuito ou de força maior, e portanto não podem determinar a responsabilidade da Nação.” (Princípios de Direito Internacional. Volume I, parágrafo 227,375).

tiveram que indenizar os países Aliados em mais de Os fatos apresentados no documento

demonstram que as tropas legais agiram no

de dólares para a União Soviética. A Itália foi

obrigada a pagar o correspondente a 360 milhões de

“Os estragos e danos que se seguem da execução das medidas tomadas pelo Poder Público para

nações derrotadas para a reconstrução e indenização dos países vencedores. À Hungria, Finlândia e Romênia foi ordenado que pagassem 300 milhões

dólares de indenizações para Grécia, Iugoslávia e União Soviética. Os países membros do Eixo

2 bilhões de dólares. No fim da guerra cerca de 70%

da infra-estrutura européia estava destruída. cumprimento de elementar dever, consagrado na

Constituição de 1891, qual o de “restabelecer a ordem e a tranqüilidade do Estado” (art.6º, parágrafo 3º).

obrigação para o vencedor de arcar com o ônus da guerra, responsabilizar-se pelas reparações. Neste

aspecto, afirma o Procurador-Geral da República: Finalizando seu entendimento sobre a

“A própria vitória significa uma depuração de faltas,

“E para fazer essa intervenção em

irresponsabilidade pelos danos. benefício da coletividade, a União arcou com

despesas e encargos pesados, não podendo o seu procedimento lícito, normal, providencial, servir de pretexto para indenização que não tem lei em que se apoiem, não encontram endosso na doutrina jurídica e são repelidos pelo bom senso e pela justiça.

bilhões (cerca de R$ 180 bilhões) já foram

empregados na reconstrução do Iraque,

principalmente graças aos contribuintes norte- É, pois, pugnando uma perfeita

americanos e à receita advinda do petróleo caracterização da relação jurídica e uma

do New York Times de 31/10/07 mais de US$ 100

atuais com a Guerra do Iraque. Segundo reportagem

parecem contrastar com o que se tem visto nos dias

O que nunca ocorria, porém, era a

questão, diz Gabriel Passos:

uma exculpação geral, trazendo consigo a

Os argumentos do Dr. Gabriel Passos

iraquiano. Ou seja, os Estados Unidos, apesar de vencedor, tem arcado, pelo menos em parte, com os

custos de reconstrução da infra-estrutura iraquiana. improcedente”.

apreciação justa aos fatos que esperamos o provimento da apelação para ser a ação julgada

vencido, como peso da derrota, o encargo de Mas o Procurador-Geral da República

reparar as destruições causadas pela guerra. reforça sua convicção pelo não pagamento de

Buscando fatos de guerra da História Geral, caso semelhante aconteceu com os países do Eixo como

indenização à Duprat & Cia ao buscar os princípios de Direito Internacional ensinados por Lafayette¹ :

¹ Lafayette Rodrigues Pereira, advogado, jornalista, jurista, orador, político, diplomata e conselheiro de Estado, nasceu em Queluz, MG, em 28 de março de 1834, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1917. Eleito em 1o de maio de 1909 para a Cadeira n. 23 da Academia Brasileira de Letras , na sucessão de Machado de Assis, tomou posse por carta, lida e registrada na Ata da sessão de 3 de setembro de 1910. Grande polemista, jurista de reputação internacional e membro da Corte de Arbitragem de Haia, a sua bibliografia apresenta várias obras jurídicas, além de Vindiciae, em que defendeu Machado de Assis da crítica injusta de Sílvio Romero. Pseudônimo: Labieno. Obras publicadas: Direitos de família (1869); Direito das coisas, 2 vols. (1887);

A INTENSIFICAÇÃO DO BOMBARDEIO

Escravatura, parecer (1884); Vindiciae O Sr. Silvio Romero crítico e filósofo, assinado com o pseudônimo Labieno (1899); Princípios de Direito Internacional, 2 vols. (1903): Projeto de Código

MIGUEL COSTA E AS TROPAS REBELDES BATEM EM RETIRADA

O que está ruim pode ficar pior! Estas poderiam ter sido as palavras do governador Carlos de Campos ao visitar as tropas do governo comandadas pelo capitão Correia Lima. O governador havia solicitado que o capitão lhe mostrasse uma granada. O comandante avisou:

“Excelência, essa granada tem um raio de ação de 600 metros. Isso quer dizer que duas pessoas, distantes 1200 metros, uma da outra, poderiam ser mortas por estilhaços de uma única granada. Numa ocasião como esta, sobre São Paulo, o melhor uso desta bateria é ficar silenciosa.” A resposta de Carlos de Campos foi imediata: “Destrua-se São Paulo,

mas fique impoluto o princípio

da autoridade”. Daí em diante o que se seguiu foi um cruel, desumano e covarde bombardeio terrificante – ação tipificada como crime de guerra, perante a Convenção de Haia de 1917.

Ao perceber a situação desfavorável, as forças

revolucionárias batem em retirada pelo eixo ferroviário São Paulo – Campinas – Bauru. Toda a tropa e sua artilharia é embarcadas com rapidez, sem dar tempo as tropas legais de entender o que se passava.

Em manifesto dirigido à p o p u l a ç ã o p a u l i s t a , o s revolucionários agradecem o apoio:

“Avante paulista, que a hora da liberdade se aproxima! Deus vos pague o conforto e o ânimo nos transmitistes”. As tropas de Miguel Costa, que somavam 3.500 homens, dirigiram-se ao Paraná para formar a Coluna Prestes.

Em maio de 1925, iniciam a famosa jornada de 25 mil quilômetros, através de 10 estados, ao longo de 2 anos, sem derrotas pelas batalhas que irão travar. Mas isto é outra história, ou melhor, isto é outro DIRETO DAHISTÓRIA.

que irão travar. Mas isto é outra história, ou melhor, isto é outro DIRETO DAHISTÓRIA. Foto

Foto http://www.fotoplus.com

Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008.
Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008.

Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008.

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Gabriel de Resende Passos nasceu no dia 17 de março de 1901, em Itapecerica(MG),filhodeInácio ResendePassos edeLaudelinadeResendePassos. Em 1924, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de

Direito de Belo Horizonte. Participou, como major da Força Pública, da Revolução de 1930 e, neste mesmo ano, assumiu a secretaria do gabinete de Olegário Maciel, governador de Minas Gerais. Em maio de 1933 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Progressista (PP) de Minas Gerais. Com

a

promulgação da nova Carta (16/7/1934) teve o mandato prorrogado até maio do ano

seguinte e em outubro de 1934 voltou a eleger-se deputado federal. Em abril de 1935 tornou-se secretário do Interior e Justiça do governo de BeneditoValadares em Minas. Em maio de 1936, foi nomeado procurador-geral interino da República, tendo sido o mais jovem ocupante desse cargo até então. Findo o Estado Novo (1937-1945), no pleito de dezembro de 1945 elegeu- se deputado por Minas Gerais à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Candidatou-se pela UDN ao governo mineiro em outubro de 1950, mas foi derrotado. Em 1954 voltou a eleger-se à Câmara dos Deputados. Em 1957, ao lado de parlamentares de diversos partidos, fundou a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), movimento pluripartidário cujo objetivo era apresentar projetos e defender no Congresso uma política de desenvolvimento nacionalautônomo. Reeleito deputado federal em outubro de 1958, no ano seguinte teve

As origens da Revolução de 1924 ocorrida em São Paulo estão inseridas em um contexto de sistema político enfraquecido. Artur Bernardes havia sido eleito presidente da república em uma campanha caracterizada pelo baixo nível das acusações como o caso das falsas cartas que continham sua assinatura ridicularizando o general Hermes da Fonseca e o Exército. Para uma parte dos militares, que foram protagonistas da proclamação da república, era inaceitável que o Exército não tivesse uma carreira e que a instituição não participasse das mudanças políticas as quais o país necessitava. Para este grupo, o Exército tinha a missão de preservar as instituições e a maneira que eles entendiam possível para promover as reformas seria por meio de um Golpe de Estado. Uma das motivações para a Revolução foi que Bernardes não aceitava a idéia de ter seu governo derrubado por “revolucionários” e convocou as tropas legais para agirem durante contra os tenentes liderados por Miguel Costa. Mas não era apenas o governo federal que queria rapidamente o fim da revolta. O governador de São Paulo, Washington Luís, ambicionava fazer Carlos de Campos seu sucessor por imposição, de forma truculenta, o que acabou conseguindo. Neste período também aconteceu uma greve de operários na indústria têxtil e ainda uma Missão Inglesa exigia do Brasil a privatização do Banco do Brasil e da Estrada de Ferro Central para que pudessem conceder novos empréstimos. Um filme que já estamos acostumados a ver. Neste ambiente de descontentamento, São Paulo surge como palco de uma Revolução que não teve o apoio da elite política, desejosa de manter o sistema como se encontrava, e é considerada por muitos historiadores como a Revolução Esquecida. O nome foi dado em razão da pouca importância que se dá ao movimento se comparada a Revolução de 1932 que permitiu construir o discurso político paulista.

destacada atuação ao fazer instalar, com o apoio da FPN, uma CPI da qual foi o relator e que tinha por objetivo investigar o Acordo de Roboré. Segundo esse acordo, assinado entre o Brasil e a Bolívia, a Petrobras deveria aplicar recursos no financiamento de empresas privadas brasileiras criadas com o apoio do BNDE para operar no altiplano boliviano. Do ponto de vista nacionalista, o Acordo de Roboré violava o princípio do monopólio estatal do petróleo e prejudicava, pelo desvio de recursos públicos, as atividades da

Petrobras no tocante à prospecção de jazidas noterritório nacional. Em 25 de agosto de 1961 Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente da República. Com o objetivo de neutralizar a resistência militar que se opunha à posse do vice-presidente João Goulart, o Congresso aprovou em 2 de setembro emenda

Foto http://www.pgr.mpf.gov.br
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o n s t i t u c i o n a l q u e i n s t i t u i u o parlamentarismo, restringindo assim os poderes presidenciais do sucessor de Jânio. Tancredo Neves, o primeiro gabinete parlamentarista, confiou a pasta das Minas e Energia a Gabriel Passos. Preocupado em garantir uma proteção mais eficaz às jazidas de minério de ferro de Minas Gerais, que tinham sido objeto de concessão da Hanna Mining, Passos, determinou a suspensão das atividades da companhia.AHanna, contudo,

c

conseguiu ter de volta, na justiça, as suas concessões. Outra iniciativa da sua gestão foi a constituição de um grupo de trabalho, encarregado de organizar a Eletrobrás, cujo projeto de criação já fora sancionado pelo Congresso.Aestatalcomeçariaaoperar emjunhode1962. Gravemente enfermo, Gabriel Passos faleceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1962, sem ter-se afastado da chefia do ministério. CasadocomAméliaGomes deResendePassos,tevedois filhos. O arquivo de Gabriel Passos encontra-se depositado no Centro de PesquisaeDocumentação deHistóriaContemporâneadoBrasil(Cpdoc)daFGV.

VOCÊ SABIA?

AFUGADOGOVERNADOR

Foto http://www.fotoplus.com

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Os ataques dos revoltosos ao Palácio dos Campos Elísios, sede do governo paulista, fez com que o governador Carlos de Campos fugisse com seus auxiliares para Mogi das Cruzes. Ao tomar conhecimento da fuga de Carlos de Campos e do colapso das forças governistas, Miguel Costa convoca o tenente Simas Enéas, representante do governo, para que se reconciliassem. São Paulo finalmente havia sido conquistada pelo movimentotenentista.

Direto da História – Ano I – nº 2, Brasília, 19 de setembro de 2008.
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VOCÊ SABIA?

BOMBAS

SOBRESÃOPAULO

A prefeitura, os jornais, os comerciantes e os industriais paulistas reconheceram a vitória das tropas de Miguel Costa.

Entretanto, a paz terminaria no dia 11 de julho, quando os 700 mil habitantes da cidade assistem apavorados ao mais triste e trágico capítulo da história da cidade paulistana. Seguidamente, granadas e obuses de vários calibres vararam casas, indútrias, comércio, destruindo, matando, ferindoeapavorando. “Nunca vi a morte tão

de perto

terrivelmente” afirma Francisca Spinelli, moradora de um dos

bairros atingidos. Uma comissão composta por figuras importantes da

capital paulista, como o arcebispo Dom Duarte e o prefeito Firmino Pinto, pedem em carta ao presidente Artur Bernardes a intervenção dogoverno paraumcessar fogo.

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As balas passam sobre nossas cabeças assobiando

O ministro da guerra, general Setembrino de Carvalho,

Os danos materiais podem ser

Mas os prejuízos morais, esses não são

prontamente responde: “não é possível assumir nenhum

compromisso neste sentido

facilmente reparados

suscetíveis de reparação. O governador Carlos de Campos em um misto de revolta e ira por ter sido expulso do Palácio é ainda mais enfático: “Estou certo de que São Paulo prefere ver destruída sua formosa capital antres que destruída a legalidade no Brasil”. De fato, aoligarquiacafeeira, aoconcluir queiriaperder suacapitalparaos revolucionários decidiu sacrificá-la.

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JOSÉ ANTONIO DA SILVA MAIA Procurador da Coroa

MINISTÉRIOPÚBLICO

pela

primeira vez, no período imperial em 1874, com o Decreto nº 5.618,

de2 demaio, emseu artigo 18.

“Ministério

A

denominação

Público”

aparece,

PROCURADOR

DACOROA

No período imperial o chefe do Parquet era o Procurador da Coroa que era escolhido entre os desembargadores dos Tribunais de Relação. Eleatuavaperanteo SupremoTribunaldeJustiça.

PARA SABER MAIS

· Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001. 5v. il.

pós 1930. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001. 5v. il. · BRASIL. Ministério Público

· BRASIL. Ministério Público Federal/Procuradoria Geral da República. Parecer referente ao pedido de indenização da Duprat & Companhia por danos ocorridos na Revolta de de 1924. Parecer exarado em Apelação Cível, nº 10.292, de 6 outubro de 1943. Relator: Gabriel de Rezende Passos. Acervo do Núcleo de Documentação Histórica do MPF-CEDOC, Procuradoria Geral da República.

· DE PAULA, Edylcéa Tavares Nogueira. Memória do Ministério Público Federal. Brasília, 1991.

Doraeliza Wainer di Pilla Gorovitz Coordenadoria de Documentação e Informação Jurídica - CDIJ/SGA Projeto

Doraeliza Wainer di Pilla Gorovitz

Coordenadoria de Documentação e Informação Jurídica - CDIJ/SGA

Projeto gráfico e Diagramação:

Jethro Bezerra (Secretaria de Comunicação Social)

Luana Ferreira (Núcleo de Boletins Eletrônicos)

 

Edição:

Luiz Antônio Oliveira Divisão de Documentação Jurídica

Márcia Caldas Núcleo de Boletins Eletrônicos

Divisão de Documentação Jurídica Núcleo de Boletins Eletrônicos Núcleo de Documentação Histórica Seção de Arquivo Histórico

Ana Eugênia Gallo Cardillo Núcleo de Documentação Histórica - CEDOC

Colaboradores:

Ana Eugênia Cardillo e Márcia Caldas

André Freire da Silva Seção de Arquivo Histórico

Fotos:

Núcleo de Documentação Histórica - CEDOC

Impressão:

Idealização:

André Freire e Luiz Oliveira

Secretaria de Comunicação Social

Publicação eletrônica elaborada pela Seção de Arquivo Histórico/CEDOC/DDJur/CDIJ

NOTAS

 
 

O

Direto da História é um boletim

eletrônico trimestral elaborado pela Seção de

Arquivo Histórico do Núcleo de Documentação

Histórica do MPF e editado pelo Núcleo de Boletins

Eletrônicos da Divisão de Documentação Jurídica.

 
 

Se

você tem alguma crítica ou sugestão

ou gostaria de contribuir com algum texto ou

imagem para o Direto da História, envie para o

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arquivohistoricocdij@pgr.mpf.gov.br.