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Módulo de Equipamentos Industriais I
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1. TROCA TÉRMICA

CONCEITO DE ENERGIA

Energia é a capacidade de realizar trabalho. Assim, a energia do vapor d'água em expansão em uma turbina é transformada em trabalho mecânico, utilizado para acionar um gerador de corrente elétrica.

A energia elétrica contida em um acumulador pode acionar um motor, fazendo-o

realizar trabalho. A energia cinética de uma queda d'água pode acionar turbinas, as quais acopladas a um gerador, produzem energia elétrica, por sua, vez transformável em trabalho. Outros exemplos poderiam ser citados, pois na natureza e na atividade humana há uma contínua transformação da energia de uma forma para outra. A despeito das múltiplas formas em que a energia se apresenta, a ciência reconhece que ela é única sob diferentes manifestações. A energia é, pois, para a ciência,

um ente físico, real, imaterial, que permeia e penetra tudo que existe na natureza, e cujas alterações se tornam aparentes através do trabalho. Desde que qualquer trabalho é o resultado de transformações de energia e nunca do seu efetivo consumo, a energia total do universo deve permanecer sempre constante. Essa afirmação constitui um dos conceitos fundamentais da ciência moderna:

o princípio da conservação da energia. Aqui falamos da quantidade de energia existente no universo, no macrocosmo. O mesmo princípio pode ser referido com relação a uma instalação industrial e mesmo a um certo setor da instalação.

O princípio da conservação da energia não estabelece e distinção entre as suas

várias formas. Assim, é de supor que, com igual facilidade, se pode transformar energia da forma X para a forma Y, como da forma Y para X. É o caso, por exemplo, quando se faz girar o rotor de um gerador elétrico. Circulará uma corrente no circuito a ele ligado, ocorrendo a transformação da energia mecânica em energia elétrica. Inversamente, fazendo circular no circuito do gerador uma corrente elétrica fornecida por meio externo, o rotor do gerador entrará em rotação e teremos, assim, transformado o gerador em motor elétrico. Vários exemplos poderiam ser citados. Em processos industriais pode-se deparar com o emprego de várias formas de energia: elétrica, mecânica, térmica, química etc. Dentre estas, a térmica é de grande interesse nos processos químicos, razão pela qual lhe daremos ênfase especial no presente trabalho.

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1.1 - ENERGIA TÉRMICA

É a energia resultante da aplicação de calor. A energia térmica é uma energia

intimamente ligada com o calor e à temperatura que, por sua vez, estão relacionadas com a energia cinética dos átomos e moléculas; o calor exprime a quantidade de energia e a

temperatura, a intensidade. No estudo da energia térmica não se pode deixar de considerar ambas as formas de energia. Vejamos em poucas linhas, o que é calor e temperatura para melhor entender o fenômeno da energia térmica.

1.2 - CONCEITO DE CALOR

A definição termodinâmica de calor é um tanto diferente da interpretação comum

da palavra. Consideremos, para exemplificar, um bloco de cobre quente colocado em um recipiente contendo água fria. Sabemos, por experiência, que o bloco metálico irá se resfriar e a água aquecer, até que haja um equilíbrio de temperatura. O fenômeno pode

ser explicado porque houve transferência de energia do metal à água. Dessa exemplificação, podemos definir o calor, sob o ponto de vista termo

dinâmico, como sendo a forma de energia que é transferível de um sistema a outro em virtude da diferença de temperatura. Da definição, podemos concluir que o calor é um fenômeno transitório, e não estacionário.

A transferência de calor de um sistema a outro ocorre unicamente em virtude da

diferença de temperatura e não pode ser observada quando os dois sistemas estão em equilíbrio de temperatura.

O calor é, portanto, uma forma de energia e sua unidade é a caloria, definida como

sendo a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de um grau centígrado,

de 14.5 °C a 15.5 °C, um grama de água sob a pressão de 760 mm Hg. Em trabalhos industriais, recorremos a múltiplos de caloria: a quilocaloria, kcal - unidade mil vezes a pequena caloria acima definida; além da kcal recorre-se também à termia - mil vezes a quilocaloria.

1 kcal = 1.000 cal = 10 3 cal

1 termia = 1.000 kcal = 10 3 kcal

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No sistema anglo-saxão, a unidade de caloria é o Btu - British Thermal Unit - e

equivale ao aumento de temperatura de 1 libra de água - 59,5 a 60,5 ºF - à pressão de uma atmosfera.

O calor pode ser transferido para outro sistema. Quando se tem o calor transferido

para outro sistema, este é considerado positivo e em caso contrário, (calor transferido de

um sistema), este é negativo. Geralmente, se simboliza o calor pela letra maiúscula Q. Num processo em que não há troca de calor com o ambiente, Q = zero, é denominado de processo adiabático.

1.3 TEMPERATURA

É uma grandeza física de difícil definição, segundo James Clark Maxweil em

"Theory of Heat" a "temperatura de um corpo é um estado térmico considerado com

referência a seu poder de transmissão de calor a outros corpos".

A temperatura é medida de energia cinética das moléculas; ela nos diz que há

energia cinética dos átomos ou moléculas mas não revela a quantidade e energia. A temperatura indica tão somente a intensidade de calor e não a quantidade de calor.

A temperatura pode ser definida também como a manifestação da energia cinética

e de translação das moléculas de uma substância devido ao calor de agitação. A temperatura é expressa em graus com relação a uma escala termométrica.

1.4 - ENTALPIA

O conceito termodinâmico de entalpia é de difícil definição. Procuraremos defini-la

genericamente, em virtude de sua importância no estudo de processos industriais.

A entalpia

é

termodinâmica:

explicitamente definida para qualquer sistema pela expressão

H=E+p.V

onde:

(1)

H

= entalpia

E

= energia interna do sistema

p = pressão absoluta do sistema v = volume do sistema

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As unidades dos termos da equação (1) devem, evidentemente, ser consistentes.

O produto p. V tem a unidade de energia, bem como a energia interna, E. Assim a

entalpia, H, tem também a unidade de energia. Uma vez que E, p e V são funções de estado, qualquer combinação dos termos da equação entalpia torna-se também uma função de estado.

A equação (1) pode ser apresentada sob a forma diferencial:

dH = dE + d(p . V)

(2)

A equação é aplicável em todos os casos em que ocorre uma alteração diferencial

do sistema. Uma vez que todos os termos da equação são funções de estado, ela pode

ser integrada, resultando:

H = E + (p . V)

(3)

que é aplicável todas as vezes em que ocorre uma alteração finita no sistema.

A entalpia pode ser considerada para alterações nas seguintes condições:

- sob pressão constante: dH = dE + P . Dv

(4)

- sob volume constante: dH = dE + V . dP

(5)

- sob temperatura constante: dH = dE + d(P . V)

(6)

A entalpia não pode ser medida diretamente, mas somente comparada mediante

duas condições de verificação pois, quando se verifica sob pressão constante, a entalpia

se

manifesta como calor. Todas substâncias apresentam certas condições entálpicas que variam em função

de

sua massa, temperatura e pressão. A entalpia é expressa em calorias por unidade de

massa da substância no sistema decimal em kcal/Kg ou kcal/kmol e no sistema anglo-

saxônico, Btu/lb ou Btu/lbmol. Como a entalpia não pode ser medida diretamente, não é possível se obter o seu

valor absoluto. Essa é a razão de se empregar o valor relativo em relação a um estado Standard tomado como referência, arbitrariamente eleito.

O estado padrão pode ser qualquer que se deseje, havendo já vários consagrados.

Assim, para o vapor d'água, toma-se a água no estado líquido a O°C (32°F) e para os

gases, tomam-se os mesmos a 25°C (77°F), a pressão atmosférica. Para o ar atmosférico, toma-se o ar seco a O°C e pressão de uma atmosfera.

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1.5 ENTALPIA DE AQUECIMENTO

Quando se aquece ou se resfria uma certa massa de uma substância qualquer, a variação entálpica é diretamente proporcional à massa da substância, ao calor específico e ao gradiente de temperatura empregado:

DH = f(M, cp, Dt) Ou seja:

(7)

DH=M . cp.t

(8)

onde

DH

= entalpia de aquecimento ou resfriamento

M

= massa da substância - kg, mol, kmol, etc,

cp

= calor específico a pressão constante - cal/g °C

Dt

= gradiente de temperatura

A entalpia de aquecimento é também expressa nas unidades kcal/kg, kcal/kmol, Btu/lb etc. Quando se exprime a entalpia de aquecimento no ponto de saturação, ela é comumente denominada entalpia de saturação e designada hf. A sua unidade é a mesma anteriormente mencionada.

1.6 ENTALPIA DE VAPORIZAÇÃO

Quando se atingem as condições entálpicas de uma substância, no ponto de saturação prossegue o aquecimento da substância e o sistema não altera a sua No caso da água, por exemplo, quando se trabalha sob pressão de 760 mm Hg e atinge-se o ponto de saturação a 100ºC, as condições entálpicas de saturação são atingidas:

hf = 100 kca1/kg. Prosseguindo-se o aquecimento, procede-se à evaporação da água até sua última gota, consumindo-se no processo determinada energia: entalpia de vaporização designada por hfg. No caso da água, este valor é hfg = 539 kca1/kg para as condições de pressão de 760 mm Hg. No processo inverso, ou seja, de condensação, é denominado entalpia de condensação e representa energia removida no processo.

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As entalpias de vaporização ou condensação são expressas também em kcal/kg, cal/mol, kca1/kmol, Btu/lb, Btu/lbmol etc. No processo de aquecimento de um líquido puro qualquer a partir de 0ºC, sob pressão constante, observa-se primeiramente o seu aquecimento progressivo até chegar ao ponto de saturação, atingindo assim a entalpia de saturação - hf - prosseguindo-se o aquecimento, observa-se a evaporação progressiva do líquido até sua última gota:

entalpia de vaporização. A somatória, entalpia de saturação, hf e entalpia de vaporização corresponde à entalpia total de vaporização, hg. hg = hf + hfg que pode ser melhor observado no gráfico 1 onde se têm as semi-retas:

melhor observado no gráfico 1 onde se têm as semi-retas: OA - entalpia de saturação -

OA - entalpia de saturação - hf (ponto A) AB - entalpia de vaporização - hfg Ponto B - entalpia total de vaporização - hg A entalpia de vaporização de várias substâncias à pressão de 760 mm Hg pode ser observada na tabela 1. As entalpias de saturação (hf), de vaporização (hfg) são encontradas em as especializadas, tabelas de vapor.

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Tabela 1

Entalpia de vaporização de várias substâncias à pressão de 760 mm Hg

Substâncias

Ponto de fusão

Ponto de

Entalpia de

Entalpia de

ebulição

fusão

vaporização

 

°C

°C

Kcal/kg

Kcal/kg

Água

0,0

100,0

78,95

539,68

Amônia

77,7

33.40

79,43

327.84

Álcool etílico

114,4

78,30

24,60

195,38

Álcool metálico

97,0

64,70

16,40

262,69

Benzeno

5,4

80,20

54,54

154,14

Etileno glicol

11,5

197,0

43,28

190,66

Mercúrio

38,9

361,0

2,77

69,24

Nitrogênio

210

195,8

6,15

47,59

Tolueno

95.1

109,6

17,15

86,35

1.7 CALOR

1.7.1 ENERGIA TÉRMICA EM TRÂNSITO: CALOR,

Considere dois corpos A e B em diferentes temperaturas tA e tB, tais que tA > tB

(Fig. 1a). Colocando-os um em presença do outro, verifica-se que a energia térmica é

transferida de A para B. Essa energia térmica em trânsito é denominada calor. A

passagem do calor cessa ao ser atingido o equilíbrio térmico, isto é, quando as

temperaturas se igualam (Fig. lb).

A passagem do calor cessa ao ser atingido o equilíbrio térmico, isto é, quando as temperaturas

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A unidade em que é medida a quantidade de calor Q trocada pelos corpos é a unidade de energia, já que se trata de energia térmica em trânsito. Assim, no Sistema Internacional, a unidade de quantidade de calor é o joule (J). Entretanto, por razões históricas, existe outra unidade, a caloria (cal), cuja relação com o joule é:

Múltiplo: 1 cal = 4,186 J 1 kcal = 1.000 cal

1.7.2 CALOR SENSÍVEL E CALOR LATENTE

Ao colocar no fogo uma barra de ferro (Fig. 2), logo verificaremos que ela se aquece, isto é, sofre uma elevação na sua temperatura. Se, entretanto, fizermos o mesmo com um bloco de gelo a O°C (Fig. 3), verificaremos que ele se derrete, isto é, se transforma em líquido, mas sua temperatura não se modifica.

Figura 2 - A barra de ferro se aquece ao ser levada ao fogo.

Figura 2 - A barra de ferro se aquece ao ser levada ao fogo. Figura 3

Figura 3 - Em presença do fogo, o gelo a O°C se derrete, não sofrendo variação de temperatura.

a O°C se derrete, não sofrendo variação de temperatura. Portanto, quando o efeito produzido é a

Portanto, quando o efeito produzido é a variação de temperatura, dizemos que o corpo recebeu calor sensível. Se o efeito se traduz pela mudança de estado, o calor recebido pelo corpo é dito calor latente. De modo análogo, ao perder calor, se houver diminuição de temperatura diz-se que o corpo perdeu calor sensível. Se houver mudança de estado, o corpo terá perdido calor latente.

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1.7.3 CALOR SENSÍVEL

Considere uma esfera A de ferro, que é aquecida, recebendo 220 calorias. Sua

temperatura se eleva de 20°C (Fig. 4a). Outra esfera de ferro B, de mesma massa e à

mesma temperatura inicial tj, é aqueci da por uma fonte mais intensa, recebendo uma

quantidade de calor três vezes superior, isto é, 660 calorias. Sua temperatura se eleva de

60°C (Fig. 4b), o que nos permite concluir:

As quantidades de calor Q recebidas ou cedidas por corpos de mesmo material e

mesma massa, são diretamente proporcionais às variações de temperatura Dt.

Considere, agora, duas esferas C e D de mesmo material (ferro), mas com massas

diferentes, mc = 100 gramas e mo = 300 gramas (mD = 3mc). Para que sofram a mesma

variação de temperatura Dt, por exemplo, 20°C, devem receber quantidades de calor

diferentes (Fig. 5): C recebe Qc = 220 calorias e D recebe Qo = 660 calorias, isto é,

QD = 3 Qc.

Figura 4 - O corpo B recebe maior quantidade de calor e, por isso, sofre maior variação de temperatura

de calor e, por isso, sofre maior variação de temperatura Figura 5 - O corpo D

Figura 5 - O corpo D recebeu maior

quantidade de calor para sofrer a

mesma variação de temperatura que o

corpo c.

para sofrer a mesma variação de temperatura que o corpo c. Assim: "As quantidades de calor

Assim:

"As quantidades de calor Q recebidas (ou cedidas) por corpos de mesmo material e

massas diferentes são diretamente proporcionais às massa m para igual variação de

temperatura.

Podemos concluir então que:

As quantidades de calor Q recebidas (ou cedidas) por um corpo, são diretamente

proporcionais à sua massa m e à variação de temperatura Dt.

Assim:

Q = cmDt ou Q = mcDt

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Nessa fórmula, conhecida como equação fundamental da Calorimetria, o coeficiente de proporcionalidade c é uma característica do material que constitui o corpo, denominada calor específico. Sua unidade usual é cal/gºC, como se infere da equação acima.

usual é cal/gºC, como se infere da equação acima. Unidad: Observe que se m = 1g

Unidad:

é cal/gºC, como se infere da equação acima. Unidad: Observe que se m = 1g e

Observe que se m = 1g e Dt = 1°C, c = Q (numericamente). Assim, podemos definir calor específico de uma substância como a quantidade de calor necessária para elevar em 1°C a temperatura da massa de 1g da substância. Por exemplo, o calor específico do ferro vale 0,11 cal/g°C. Portanto, para elevar em 1°C a temperatura da massa de 1 g de ferro, devemos fornecer a essa massa 0,11 cal. Substâncias diferentes apresentam diferentes calores específicos. A água é uma das substâncias de maior calor específico na natureza. De um modo geral, os metais apresentam baixo calor específico, como se depreende dos valores seguintes:

Substância

Calor específico (cal/g) ºC

Substância

Calor específico

(cal/g) ºC

Latão

0.092

Alumínio

0.226

Prata

0.056

Cobre

0.093

Ouro

0.032

Chumbo

0.030

Ferro

0.11

Mercúrio

0.033

Para cada substância, o calor especifico depende do estado de agregação. Por exemplo, para a água, nos três estados, ternos:

Sólido (gelo): 0,50 cal/gºC Água liquida: 1,00 cal/gºC Vapor d'água: 0,48 cal/gºC

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Quando a temperatura de um corpo se eleva, ele recebeu calor. Se a temperatura

de um corpo diminui, é porque ele cedeu calor. Esta diferença é analisada de acordo com

o seguinte critério:

diferença é analisada de acordo com o seguinte critério: OBSERVAÇÕES: a) O calor específico definido pela
diferença é analisada de acordo com o seguinte critério: OBSERVAÇÕES: a) O calor específico definido pela

OBSERVAÇÕES:

a) O calor específico definido pela fórmula anterior é um valor médio para o

intervalo de temperatura Dt. O calor específico a uma dada temperatura é dado pelo limite

dessa expressão,

m.Dt depende da temperatura. Em nosso curso não levaremos em conta essa variação.

c =

Q

tende a zero. A rigor o calor especifico de uma substância

b) O produto da massa m de um corpo pelo calor específico c do material que o

constitui define a capacidade térmica do corpo:

que o constitui define a capacidade térmica do corpo: Em função da capacidade térmica, a equação

Em função da capacidade térmica, a equação fundamental fica:

da capacidade térmica, a equação fundamental fica: 1.7.4 CALOR LATENTE Imaginemos um recipiente contendo gelo

1.7.4 CALOR LATENTE

Imaginemos um recipiente contendo gelo inicialmente a OºC (Fig.6a). Se

colocarmos esse sistema em presença de uma fonte de calor (Fig. 6b), notaremos que,

com o passar do tempo, o gelo se transforma em água líquida (fusão do gelo), mas a

temperatura durante a fusão permanece constante (O°C). Assim, o sistema está

recebendo calor da fonte. mas a temperatura não varia.

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Figura 6a. Enquanto o gelo se derrete, a temperatura se mantém em O°C, sob pressão normal.

a temperatura se mantém em O°C, sob pressão normal. Quando o gelo se derrete, verifica-se que

Quando o gelo se derrete, verifica-se que ele deve receber, por grama, 80 calorias, mantendo-se a temperatura constante de O°C. Essa quantidade (80 cal/g) é denominada calor latente de fusão do gelo: LF = 80 cal/g. Assim:

Calor latente ( L ) de uma mudança de fase é numericamente a quantidade de calor que a substância recebe (ou cede), por unidade de massa durante a transformação, mantendo-se constante a temperatura. Assim, como a quantidade de calor é positiva (Q > O), quando o corpo recebe calor, e negativa (Q < O), quando o cede, o calor latente poderá ser positivo ou negativo, conforme a mudança de fase ocorra com ganho ou perda de calor, Por exemplo:

Fusão do gelo (a O°C)

LF = 80 cal/g

 

Q > O

Recebe calor

Solidificação da água (a 0° C)

Ls = - 80 cal/ g

Q

< O

Cede calor

Vaporização da água (a 100ºC)

Lv = 540 cal/g

Q

> O

Recebe calor

Condensação do vapor (a 100°C)

Lc = -540 cal/g

Q

< O

Cede calor

por:

A quantidade de calor Q trocada no processo de mudança de fase pode ser dada

Onde:

Q - calor trocado m - massa L - calor latente

Q = mL

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1.7.5 PROPAGAÇÃO DO CALOR

A propagação do calor pode se verificar através de três processos diferentes:

Condução, Convecção e Irradiação. Qualquer que seja o processo a transmissão do calor obedece à seguinte lei geral:

Espontaneamente, o calor sempre se propaga de corpo com maior temperatura para um corpo de menor temperatura. Para os três modos de propagação, definimos a grandeza fluxo de calor ( fi ) – Letra grega

de menor temperatura. Para os três modos de propagação, definimos a grandeza fluxo de calor (

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1.7.6 CONDUÇÃO TÉRMICA

Segure a extremidade A de uma barra de ferro AB (Fig. 8) e leve a outra extremidade a uma chama. Após um intervalo de tempo relativamente curto, a extremidade que você segura estará quente. O processo pelo qual o calor se propagou da chama para a sua mão é denominado condução térmica. O calor é transmitido de uma extremidade para a outra através da agitação molecular e dos choques entre as moléculas. A rapidez com que a extremidade “A” se apresentou aquecida, caracteriza a condição de bom condutor do ferro. Se a experiência descrita fosse realizada com uma barra de vidro, só após muito tempo a extremidade “A” estaria aquecida, pois o vidro é um mau condutor ou isolante térmico.

Figura 8

propaga rapidamente da

extremidade A

- O ferro é bom condutor: <> calor se

à

extremidade

B

ferro é bom condutor: <> calor se à extremidade B Para ocorrer a condução, deve existir

Para ocorrer a condução, deve existir um meio material. No entanto, é a energia que se propaga; as partes do corpo não se deslocam, havendo apenas agitação molecular. Imaginemos uma barra metálica inicialmente a 20°C (Fig. 9a). Uma de suas extremidades é colocada em gelo fundente (0°C) e a outra em vapor de água em ebulição

(l00°C).

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Figura 9 - Inicialmente, o regime é variável (Q' < Q). Após certo tempo, o regime se torna estacionário (Q’ = Q).

certo tempo, o regime se torna estacionário (Q’ = Q). Inicialmente, a quantidade de calor Q

Inicialmente, a quantidade de calor Q recebida por uma seção de área S da barra é maior que a quantidade Q' cedida para o elemento seguinte. A diferença Q - Q' é utilizada no aquecimento do elemento S. Nessas condições, dizemos que o regime de condução é variável, pois a temperatura dos elementos da barra varia à medida que o calor é conduzido. A partir de certo instante, a temperatura do elemento S da barra não mais varia: a quantidade de calor Q recebida pelo elemento S é igual à quantidade de calor Q' cedida ao elemento posterior (Fig. 9b). O regime de condução se torna então estacionário e a temperatura dos elementos da barra não varia no decorrer do tempo.

de condução se torna então estacionário e a temperatura dos elementos da barra não varia no
de condução se torna então estacionário e a temperatura dos elementos da barra não varia no

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1.7.7 LEI DA CONDUÇÃO TÉRMICA

Considere dois ambientes a temperaturas t1 e t2 tais que t2 > t1” separados por uma parede de área A e espessura e (Fig. 12). Figura 6 - O fluxo (fi) (letra grega) é diretamente proporcional à área A e à diferença de temperatura (fi)t, e inversamente proporcional à espessura “e”.

(fi)t, e inversamente proporcional à espessura “e”. A experiência mostra que: Em regime estacionário, o fluxo

A experiência mostra que:

Em regime estacionário, o fluxo de calor por condução num material homogêneo é diretamente proporcional. Essa lei é conhecida por Lei de Fourier. Em símbolos:

Essa lei é conhecida por Lei de Fourier. Em símbolos: Verifica-se que para um dado material,

Verifica-se que para um dado material, o fluxo de calor é tanto maior quanto maior a área “A”, quanto maior a diferença de temperatura Dt e quanto menor a espessura “e”. A constante de proporcionalidade K depende da natureza do material, sendo

denominada coeficiente de condutibilidade térmica. Seu valor é elevado para os bons condutores, como os metais, e baixo para os isolantes térmicos. Temos, a seguir, alguns valores de coeficiente de condutibilidade térmica:

Prata: 0.99 cal / (s. cm ºC) Ferro: 0.16 cal / (s. cm ºC) Lã : 0.000086 cal / (s. cm ºC)

Alumínio: 0.50 cal / (s. cm ºC) Água: 0.0014 cal / (s. cm ºC) Ar seco: 0.000061 cal / (s. cm ºC)

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1.8 CONVECÇÃO TÉRMICA

A convecção consiste no transporte de energia térmica de uma região para outra, através do transporte de matéria (fenômeno possível em líquidos e gases). Na Figura 13 está representado um líquido sendo aquecido em sua parte inferior. As porções mais quentes das regiões inferiores, tendo sua densidade diminuída, sobem. As porções mais frias da região superior, tendo maior densidade, descem. Colocando-se serragem no líquido, é possível visualizar as correntes líquidas ascendentes quentes e descendentes frias. Essas correntes líquidas são denominadas correntes de convecção.

Figura 13 - Correntes de convecção num líquido em aquecimento.

13 - Correntes de convecção num líquido em aquecimento. Exemplos de convecção: a) na tiragem de

Exemplos de convecção:

a) na tiragem de gases pelas chaminés, os gases aquecidos, resultantes da

combustão, têm densidade diminuída e sobem, sendo eliminados. Ao redor da chama

cria-se uma região de baixa pressão que "aspira" o ar externo, mantendo a combustão.

b) nos radiadores de automóveis, a água quente aqueci da pelo motor, sendo

menos densa, sobe e a água mais fria da parte superior desce. Para melhor eficiência, a convecção pode ser forçada por uma bomba-d'água. c) quando um ambiente é resfriado, esse resfriamento é feito a partir da região superior, porque o fluido frio tende a descer. Assim, o congelador de uma geladeira é colocado na parte superior; o ar-condicionado de um Cinema é localizado no teto; ao resfriar-se um barril de chope, o gelo é colocado sobre o barril.

d) para permitir a convecção térmica, o congelador da geladeira deve estar na

parte superior, mas, o aquecedor de um ambiente deve ser colocado no solo.

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e) a água, tendo alto calor específico, sofre variações de temperatura relativamente pequenas. Desse modo, numa região litorânea, a terra se aquece mais que o mar durante o dia. O ar aquecido, em contato com a terra, sobe e produz uma região de baixa pressão, aspirando o ar que está sobre o mar. Sopra a brisa marítima (Fig. 14a). A noite, ao perder calor, a terra se resfria mais que o mar. O processo se inverte e sopra a brisa terrestre (Fig. 14b).

O processo se inverte e sopra a brisa terrestre (Fig. 14b). f) nas grandes cidades, a

f) nas grandes cidades, a convecção é um fenômeno muito importante para a dispersão dos poluentes atmosféricos. Estando os gases eliminados pelos veículos automotores e pelas indústrias mais quentes que o ar das camadas superiores, eles sobem e se diluem na atmosfera. No inverno, entretanto, é comum o ar poluído próximo ao solo estar mais frio que o ar puro das regiões mais elevadas. Então, deixa de ocorrer a convecção, aumentando a concentração dos poluentes no ar que a população respira, com graves conseqüências, sobretudo para crianças e pessoas idosas ou doentes. Essa ocorrência recebe o nome de inversão térmica e pode ser agravada na ausência de ventos e chuvas.

ou doentes. Essa ocorrência recebe o nome de inversão térmica e pode ser agravada na ausência

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Independente da natureza particular do processo de transferência de calor por convecção, a equação da taxa de transferência tem a forma:

a equação da taxa de transferência tem a forma: A expressão anterior é conhecida como Lei

A expressão anterior é conhecida como Lei de Newton do resfriamento. Nela estão

incluídos todos os parâmetros que influenciam a transferência convectiva de calor. Em particular, depende das condições na camada limite, que são influenciadas pela

geometria da superfície, pela natureza do movimento do fluido e por um conjunto de propriedades termodinâmicas e de transporte do fluido.

1.9 - NOÇÕES DE IRRADIAÇÃO TÉRMICA

Na condução térmica, é necessário um suporte material para que o fenômeno se verifique. Na convecção térmica, há transporte de matéria e de energia. Na irradiação térmica só ocorre transporte de energia.

A irradiação térmica efetua-se através das ondas eletromagnéticas denominadas

ondas caloríficas ou calor radiante, predominando os raios infravermelhos. Se colocarmos a mão sob urna lâmpada acesa, sem tocá-la, teremos a sensação de calor. Como o ar é mal condutor térmico, praticamente não ocorre condução. Também não há convecção, porque o ar quente sobe. Então, o calor que recebemos só pode nos ter atingido admitindo-se que ondas se propagaram da lâmpada até nossa mão. O calor do Sol chega até a Terra por irradiação, pois no vácuo não há meio material para permitir os outros dois processos. Quando uma fonte térmica emite calor, fazemos a distinção entre calor luminoso e calor obscuro. O calor luminoso é o que vem acompanhado de luz (Sol, lâmpadas incandescentes), enquanto o calor obscuro não é acompanhado de luz (fomos, ferros de passar).

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Quando o calor radiante incide na superfície de um corpo, ele é parcialmente absorvido, parcialmente refletido e parcialmente transmitida. Na Figura 16, sendo Qi a quantidade de calor incidente, QA é a parcela absorvida, QR é a parcela refletida e Qt é a parcela transmitida, de modo que:

refletida e Qt é a parcela transmitida, de modo que: Figura 16 Qi calor incidente QA

Figura 16

Qi calor incidente QA calor absorvido QR calor refletido Qr calor transmitido

QA calor absorvido QR calor refletido Qr calor transmitido Para avaliar que proporção do calor incidente

Para avaliar que proporção do calor incidente sofre os fenômenos de absorção, reflexão e transmissão, definimos as seguintes grandezas adimensionais:

ABSORVIDADE REFLETIVIDADE TRANSMISSIVIDADE

grandezas adimensionais: ABSORVIDADE REFLETIVIDADE TRANSMISSIVIDADE Somando as três grandezas, obtemos: Portanto: 21
grandezas adimensionais: ABSORVIDADE REFLETIVIDADE TRANSMISSIVIDADE Somando as três grandezas, obtemos: Portanto: 21

Somando as três grandezas, obtemos:

grandezas adimensionais: ABSORVIDADE REFLETIVIDADE TRANSMISSIVIDADE Somando as três grandezas, obtemos: Portanto: 21
grandezas adimensionais: ABSORVIDADE REFLETIVIDADE TRANSMISSIVIDADE Somando as três grandezas, obtemos: Portanto: 21

Portanto:

grandezas adimensionais: ABSORVIDADE REFLETIVIDADE TRANSMISSIVIDADE Somando as três grandezas, obtemos: Portanto: 21

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Assim, por exemplo, um corpo ter absorvidade a = 0,8 significa que 80% do calor nele incidente foi absorvido. Os restantes 20% do calor devem se dividir entre reflexão e transmissão. Quando não há transmissão (t = O) o corpo é denominado atérmico (opaco ao calor). Nesse caso, temos:

a + r = 1

As grandezas a, r e t podem ainda ser denominadas, respectivamente, poder absorvedor, poder refletor e poder transmissor. Por definição, corpo negro é um corpo ideal que absorve toda a energia radiante nele incidente. Decorre dai que sua absorvidade é a = 1 (100% ) e sua refletividade é nula (r = 0). O espelho ideal reflete totalmente a energia radiante que nele incide, tendo absorvidade nula (a = O) e refletividade r = 1(100%).

tendo absorvidade nula (a = O) e refletividade r = 1(100%). Quando vários corpos a diferentes

Quando vários corpos a diferentes temperaturas são colocados num recinto termicamente isolado do exterior, ao fim de algum tempo todos estarão à mesma temperatura. No entanto, todos os corpos continuam a irradiar (emitir) calor. Estabelece- se um equilíbrio dinâmico, que pode ser expresso sob a forma da Lei dos Intercâmbios (Prévost, 1792):

sob a forma da Lei dos Intercâmbios (Prévost, 1792): Está claro que, se em um ambiente

Está claro que, se em um ambiente isolado houver um corpo polido e um corpo escuro, o corpo polido absorverá pouca energia, emitindo, portanto, pouca energia, pois a maior parte é refletida. O corpo escuro, por sua vez, absorverá grande quantidade de energia e, em conseqüência, emitirá também grande quantidade de energia. O equilíbrio térmico entre eles será mantido. Dessa forma, todo corpo bom absorvedor é bom emissor e todo corpo bom refletor é mau emissor. O corpo negro, sendo o absorvedor ideal, é também o emissor ideal ou perfeito.

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Na prática há corpos que apresentam absorvidades quase unitárias, como a fuligem (a = 0,94), que é excelente absorvedor e excelente emissor. Outros apresentam absorvidades quase nulas, sendo maus absorvedores e maus emissores, como a prata polida (a = 0,02). De um modo geral, os corpos escuros apresentam absorvidade elevada e refletividade baixa, sendo bons absorvedores e emissores. Ao contrário, os corpos claros e polidos são maus absorvedores e emissores, pois possuem baixa absorvidade e elevada refletividade. Nas regiões de clima muito quente, é desaconselhável o uso de roupas escuras; as roupas devem ser claras, a fim de refletir o calor incidente. Poder emissivo (E) de um corpo é a potência irradiada (emitida) por unidade de área, sendo expressa por:

(emitida) por unidade de área, sendo expressa por: O poder emissivo de um corpo depende da

O poder emissivo de um corpo depende da sua natureza e da temperatura em que se encontra. Para cada temperatura, o maior poder emissivo é o do corpo negro, sendo seu valor estabelecido pela Lei de Stefan-Boltzmann:

sendo seu valor estabelecido pela Lei de Stefan-Boltzmann : A constante de proporcionalidade “o” vale, em
sendo seu valor estabelecido pela Lei de Stefan-Boltzmann : A constante de proporcionalidade “o” vale, em

A constante de proporcionalidade “o” vale, em unidades do Sistema Internacional:

“o” vale, em unidades do Sistema Internacional: Assim, se tivermos um corpo negro a 1.000 K,

Assim, se tivermos um corpo negro a 1.000 K, seu poder emissivo será:

E c N = .5,7 . 10 -8 . (1.000) 4 E c N .= 5,7 . 10 -8 .10 12 E c N .= 5,7 . 10 4 .W/m 2

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É comum compararmos o poder emissivo E de um corpo qualquer com o do corpo negro EcN através de uma grandeza denominada emissividade (e):

EcN através de uma grandeza denominada emissividade (e): Evidentemente, o corpo negro apresenta emissividade

Evidentemente, o corpo negro apresenta emissividade unitária:

o corpo negro apresenta emissividade unitária: STEEAN, Josef (1835, 1893) Físico, austríaco: em 1879

STEEAN, Josef (1835, 1893) Físico, austríaco: em 1879 propôs de modo incompleto a lei que leva seu nome. Seus trabalhos foram complementados por seu discípulo Ludwig Boltzmann (1844-1906). Para um corpo qualquer, a expressão da Lei de Stefan-Boltzmann pode ser escrita:

a expressão da Lei de Stefan-Boltzmann pode ser escrita: Vimos que o corpo negro tem absorvidade

Vimos que o corpo negro tem absorvidade acN = 1 e emissividade eCN = 1 (acN = eCN). Para um corpo qualquer, Kirchhoff estabeleceu que:

Isto é:

e

=

a

''Em,dada temperatura a emissividade e a absorvidade de um corpo são iguais”. Essa lei, conhecida como Lei de Kirchhoff, vem confirmar o que fora dito anteriormente:

um bom absorvedor de calor é também um bom emissor. As indústrias dispõem de diversos equipamentos que utilizam estes mecanismos de transmissão de calor. Por exemplo:

a) a troca por convecção é predominantemente nos trocadores de calor (maiores detalhes serão estudados no capítulo específico); b) a troca por irradiação é predominante nos fornos e caldeiras, embora também exista uma também troca por convecção significativa (maior aprofundamento destes tópicos serão dados nos capítulos específicos).

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1. SISTEMA DE DESMINERALIZAÇÃO

1.1.1. A ÁGUA E SUAS IMPUREZAS

A água além de conter corpos em suspensão contém impurezas em solução que

de acordo com o seu tipo e concentração, podem causar problemas em certas aplicações,

em particular quando a água é utilizada para alimentação de caldeiras. Essas impurezas podem ser matéria orgânica, gases ou sais inorgânicos, sendo sua remoção geralmente mais difícil e custosa que no caso de impurezas em suspensão.

A) A MATÉRIA ORGÂNICA

Aparece na água devido à decomposição de vegetais ou dos elementos industriais jogados nas correntes de água. Esta pode causar depósitos, arrastes e espuma nas caldeiras. Nas instalações de intercâmbio iônico, pode envenenar certos tipos de resinas diminuindo suas capacidades de troca. Ex.: Matéria Orgânica Decomposta; Ácidos Começos e Fúlvicos; Algas, Bactérias, etc. A remoção da matéria orgânica realiza-se normalmente por meio de cloração, coagulação, sedimentação, filtração e ozonização.

B) OS GASES

Que se encontram dissolvidos na água em maior proporção são os gases carbônico e oxigênio e em menor escala o amoníaco. O CO2 e O2 são corrosivos quando estão dissolvidos na água e atacam as

superfícies metálicas das caldeiras e evaporadores.

- CO2 ao se dissolver na água, reage formando ácido carbônico da seguinte forma: CO2 + H2O = H2CO3 = H3O+ + HCO3-

A eliminação do CO2 pode ser feita por desgaseificação atmosférica (aeração);

desgaseificação térmica e desmineralização. - O2 presente na água como O2 é altamente corrosivo podendo ser eliminado através da desgaseificação térmica. Pode ser eliminado também mediante a adição de substancias redutoras como Sulfito de Sódio ou a Hidrazina

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C) OS SAIS DE CÁLCIO E MAGNÉSIO

Constituem a denominada "Dureza" da água. Sua presença provoca incrustações nas superfícies de aquecimento, causando, por exemplo, o bloqueamento de tubos de caldeiras e de trocadores de calor de sistemas de água de refrigeração. Nestas condições os tubos de caldeiras podem sofrer rupturas por superaquecimento no local da incrustação e tubos de trocadores de calor podem sofrer corrosão por aeração diferencial. Ex.: CaSO4 _ CaSO4 Além disso, essas incrustações provocam perda de eficiência das superfícies de troca de calor e permitem a possibilidade de produtos altamente corrosivos se concentrarem debaixo delas, como por exemplo; Soda Caustica, provocando corrosão caustica. Esses sais podem ser removidos da água por abrandamento, desmineralização ou evaporação.

D) O BICARBONATO

Por aquecimento, decompõem-se e libera o CO2 que é corrosivo e ataca as superfícies metálicas das caldeiras, evaporadores e as tubulações de retorno de condensado, provocando também espuma e arraste nas caldeiras. Ex.: Ca(HCO3)2 --> CaCO3 + CO2 + H2O A eliminação do bicarbonato pode ser efetuada por desmineralização e evaporação.

E) SULFATOS

Geralmente estão presentes como sulfatos de Cálcio, Sódio e Magnésio. Geram os

mesmos inconvenientes que a Dureza da água. Ex.: MgSO4 _ MgSO4_ Podem ser removidos por abrandamento, desmineralização ou evaporação.

F) CLORETOS

Geralmente estão presentes em águas na forma de cloreto de Sódio, cálcio e magnésio. Os cloretos provocam corrosão em certas circunstâncias quando presentes em águas de caldeiras. Sua remoção pode ser feita por desmineralização ou evaporação.

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G) FERRO

Geralmente presente nas águas brutas na forma de bicarbonato. O ferro tem a tendência de formar depósitos sobre superfícies de troca de calor, como em tubos de caldeiras e resfriadores, consequentemente pode provocar rupturas nesses tubos ou causar o seu bloqueamento. Os depósitos de ferro, sendo muito porosos, permitem a possibilidade de produtos altamente corrosivos se concentrarem debaixo deles, provocando corrosão desastrosa para os materiais.

O ferro pode ainda causar deterioração de certos tipos de resinas, especialmente

as aniônicas. Pode ser Removido por aeração ou cloração de água bruta, por

desmineralização ou evaporação.

H) SÍLICA SOLÚVEL

Também chamada de reativa, geralmente está presente em águas brutas na forma de ácido silícico e silicatos solúveis. A Sílica em combinação com a dureza produz incrustações duríssimas e de difícil remoção em superfícies de troca de calor, como as de uma caldeira ou trocador de calor. Tende ainda a passar para o vapor, em caldeiras de

pressões superiores a 400psi, formando depósitos duros em superaquecedores e palhetas de turbinas. Este ultimo efeito é danoso, pois reduz a eficiência da turbina e pode provocar alguns distúrbios mecânicos como por exemplo, desbalanceamento. Pode ser removida por desmineralização ou evaporação.

I) SÍLICA COLOIDAL É a sílica que está sob a forma de colóide (do Grego: semelhante a Cola), isto é em

estágio intermediário entre uma dissolução verdadeira (soluto disperso no solvente, em partículas de tamanho molecular) e a emulsão ou suspensão (partículas do soluto visíveis a olho nu ou no microscópio).

A sílica coloidal não é reativa e portanto, não é detectada pelos métodos analíticos

convencionais de controle de água desmineralizada. Se essa sílica for introduzida numa caldeira, através da água de alimentação, será transformada em sílica Solúvel, pois o colóide se quebra em altas temperaturas.

A Sílica Coloidal é eliminada no processo de clarificação e para que não haja

aparecimento desta no sistema de vapor é necessário que esse processo seja eficiente e mantenha o efluente da unidade desmineralizadora dentro dos valores especificados.

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J) SOLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS Constitui a soma de todos os sais dissolvidos na água. A faixa varia de 25 a 5.000ppm. É fator limitante da concentração máxima em sistemas evaporativos. O Teor de Sólidos Totais é usado no estudo de viabilidade da produção de água desmineralização e vapor a partir de uma dada água bruta.

2. INTERCÂMBIO IÔNICO

GENERALIDADES As substancias químicas mais comumente encontradas na água são Cloretos, Sulfato, Nitratos, Bicarbonatos, Fosfato e Silicatos ou Cálcio, Magnésio, Sódio, Potássio e Ferro.

Estes sais encontram-se na água dissociados em forma de Íons com cargas elétricas. Aos que tem cargas negativas, denominam-se Ânions (Cloretos, Sulfato, Nitratos, etc) e aos que tem cargas positivas, denominam-se cátions (Cálcio, Magnésio, Sódio, Potássio etc.) Sulfato de cálcio ( CaSO4), por exemplo, encontra-se dissociado em um Ânion sulfato (SO4=) e um Cátion cálcio (Ca++). O sulfato de sódio (Na2SO4) está dissociado em um ânion sulfato que tem duas cargas negativas e dois cátions sódio (Na+)que possuem uma carga positiva cada um. Por sua vez, a água está dissociada no cátion Hidrogênio (H+) e num Ânion Hidróxido (OH-), onde a quantidade de cargas negativas estão compensadas por uma quantidade igual de cargas positivas, sendo a água eletricamente neutra. Quando se coloca na água dois eletrodos, um positivo (Ânodo)e outro negativo (Cátodo), os Ânions dirigem-se ao Ânodo e os cátions Ao Cátodo (sendo este o principio de Eletrólise). Se dissolvermos na água, por exemplo, sulfato de Sódio, Nitrato de Potássio e Cloreto de ferro, teríamos um conjunto de Anions (Cloretos, Sulfato e Nitratos) e cátions (Sódio, Potássio e Ferro) que já não constituem os sais originais. Se Algum dos Ânions for insolúvel na água, forma-se então, com um cátion um sal perfeitamente definido. O Mesmo ocorreria se algum cátion fosse insolúvel. No caso em que o Ânion insolúvel libere o cátion ao qual está ligado e intercâmbio este por outro, ou, o cátion insolúvel porque o Ânion ao qual está ligado por outro, produz-se o fenômeno denominado Intercâmbio Iônico.

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RESINAS DE INTERCAMBIO IÔNICO

As resinas de intercâmbio iônico são substâncias sintéticas insolúveis, formadas pela combinação química de duas ou mais substâncias, estando constituídas pela Matriz que é um reticulado de cadeias moleculares, nas quais incorporam-se os Grupos Fixos de Intercâmbio. Estes grupos podem ser negativos ou positivos, e são os que realizam o intercâmbio iônico (também podendo denominar-se Grupos Ativos ou Grupos Inorgânicos). A matriz pode estar formada por distintas substâncias. As primeiras utilizavam fenol e formaldeido, atualmente as mais comuns estão constituídas por poliestireno e divinilbenzeno, havendo começado a atualizar-se as de Matriz Acrílica. As resinas têm forma esférica, com um tamanho efetivo entre 0,4 e 0,5mm.

a atualizar-se as de Matriz Acrílica. As resinas têm forma esférica, com um tamanho efetivo entre

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As resinas de intercâmbio iônico dividem-se em dois grandes grupos:

- Resinas Intercambiadoras de cátions (com carga negativa) e Resinas Intercambiadoras de Ânions (com carga positiva), dependendo dos grupos ativos que sejam incorporados à matriz. - Resinas Intercambiadoras de cátions Fortemente Ácidas:

São aquelas que podem desdobrar sais ácidos fortes (Cloretos, Sulfato e Nitratos), além de sais de ácidos fracos. Os Grupos de intercâmbio são formados por Grupos Sulfônicos (RSO3)- razão pela qual, também se denomina a este tipo de resinas sulfônicas fortemente ácidas. Os cátions presentes na água são intercambiados pelos Hidrogênios da resina transformando os sais nos ácidos correspondentes. Quando a resina se esgota isto é, quando os Grupos de Intercâmbio estão ocupados por cátions, à resina se regenera utilizando um ácido (normalmente sulfúrico ou clorídrico).

INTERCÂMBIO H(RSO3) + NaCl --> Na(RSO3) + Hcl 2H(RSO3) + CaSO4 --> Ca(RSO3)2 + H2SO4 H(RSO3) + Na2CO3 --> Na(RSO3) + H2SO3

REGENERAÇÃO Ca(RSO3)2 + H2SO4 --> 2H(RSO3) + CaSO4 Os Grupos Sulfônicos possuem maior afinidade, isto é maior tendência a unir-se com os cátions que tem mais cargas elétricas. A ordem de afinidade é a seguinte:

Fe+++, Al+++ , Ca++, Mg++, Na+ e H+ Devido a pouca afinidade com o Hidrogênio, é necessário um excesso de ácido para deslocar os cátions durante a regeneração. - Resinas Intercambiadoras de cátions Debilmente Ácidos Estas possuem Grupos de intercâmbios carboxílicos (R-COO). O ácido carboxílico é um acido fraco que só pode desdobrar sais de ácidos fracos como os bicarbonatos.

H(RCOO) + NaHCO3 _ Na (RCOO) + H2CO3

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A ordem de afinidade de resina pelos cátions é a seguinte:

H+ , Ca++ , Mg++ , Na+ Essas resinas são empregadas normalmente para eliminar bicarbonatos e são utilizadas somente em determinados casos, já que sua eficiência varia muito com a composição salina da água. - Resinas Intercambiadoras de Ânions Fortemente Básicas

do

Anidrido carbônico e a Sílica, além dos Ânions fortes. Seus grupos de intercâmbio estão constituídos por grupos Amônio - Quaternário, fortemente básicos (R4N)+ Podem atuar da seguinte forma:

São aquelas capazes de desdobrar sais e de reter Ânions Fracos,

como o

a) (R4N)OH + Hcl --> (R4N)CL + H2O

b) (R4N)OH + NaCl --> (R4N)CL + NaOH

Esta reação ocorre quando escapa sódio do leito da resina catiônica a qual produz

Hidróxido de Sódio que faz aumentar o pH e a condutividade. Quando a resina se esgota, regenera-se com Hidróxido de Sódio. (H4N)cl + NaOH --> (R4N)OH + NaCl

A ordem de afinidade dessa resina é a seguinte:

SO4-, NO3-, CL-, HcO3, SiO3, OH- Quando a resina está regenerada tem tendência a reter os Ânions e soltar o radical

Hidroxila, já que tem pouca afinidade por este. Por esta razão, para regenerar a resina é necessário empregar um excesso de Hidróxido de Sódio. - Resinas de Intercâmbio Aniônico Debilmente Básicas São aquelas que não podem desdobrar sais nem reter Ânions fracos, como o Anidrido Carbônico ou a Sílica, somente retendo Ânions fortes. Seus grupos de intercâmbio são formados por Aminas Primarias(R3N)+, debilmente básicas. Atuam da seguinte maneira:

Considerando o grupo de intercâmbio formado por uma Amina Terciária, será:

(R3N)OH + Hcl --> (R3N)CL + H2O

A ordem de afinidade deste tipo de resina pelos Anions é a seguinte:

OH-, SO4, NO3, CL- Essas resinas são utilizadas quando não é preciso eliminar a Sílica da água, para

efetuar o que se denomina desmineralização parcial.

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REGENERAÇÃO DAS RESINAS

A regeneração das resinas é a etapa mais delicada do ciclo de funcionamento dos

vasos trocadores de Íons, uma vez que dela dependerá a qualidade da água produzida, o

consumo específico de regenerantes e, por consequência, a durabilidade da resina em operação. As operações básicas de uma regeneração são:

A) CONTRALAVAGEM

É a passagem de um fluxo ascendente de água através do leito de resinas com a

finalidade de remover qualquer material retido pela ação filtrante da resina, bem como reclassificar a resina em termos de partículas a fim de minimizar problemas Hidro- Mecânicos tais como perdas de carga no leito, percolação do regenerante e do liquido etc;

durante esta fase o leito deverá sofrer uma expansão de, pelo menos, 50% a um máximo de 80%, e nos leitos misto tem a finalidade de também separar as resinas aniônica e catiônicas para regeneração distintas ou separadas. Quando se emprega a regeneração em contra corrente, não é necessário a contralavagem do manto. Mesmo assim a contralavagem completa do manto periodicamente torna-se necessária, para evitar esmagamento das resinas.

B) REGENERAÇÃO

Consiste na passagem de uma solução ácida ou básica de concentração

conveniente de maneira a retornar a resina para a forma química de interesse.

É a etapa mais delicada do ciclo de funcionamento, uma vez que dela dependerá a

qualidade da água produzida, consumo específico de regenerantes e, por consequência, a durabilidade da resina.

a qualidade da água produzida, consumo específico de regenerantes e, por consequência, a durabilidade da resina.

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C) ENXAGUE (lavagem)

É a passagem de um fluxo de água pelo leito, inicialmente com baixa velocidade de maneira a deslocar o regenerante pelo leito e, em seguida, com velocidade maior tendo em vista remover o restante de regenerante ainda existente no leito.

D) OPERAÇÃO OU SERVIÇO

É a passagem da água a ser desmineralizada pelo leito de resina, operação que iniciada ao fim do enxágüe e prossegue até o esgotamento da capacidade da resina ou a fuga de Ions indesejáveis. Para que haja uma operação satisfatória da resina em cada uma das etapas mencionadas, torna-se necessário que a água ao passar através das resinas o faça distribuindo-se uniformemente através do mesmo e haja contato entre a mesma e cada partícula de resina.

E) MISTURA

Esta operação é efetuada nos vasos leito-mistos antes do enxágüe (lavagem rápida). Devido á cinética completa do sistema de leito-misto é obtida uma água de ótima qualidade. Entretanto, a cinética do leito-misto depende da mistura de ar. Se esta não for obtida e as resinas componentes ainda estiverem parcialmente em camadas, então não é obtida a reação de neutralização imediata da resina Anionica com a reação inicial de quebra do sal de resina cationica, isto é, são obtidos dois leitos mistos cinéticos separados, e a qualidade da água é prejudicada. Um ponto útil a ser lembrado é que, antes de se fazer à mistura, não deve haver mais de duas polegadas de água acima da superfície do leito de resina. Se a unidade não for drenada até este nível, não importa quão vigorosa seja a mistura de ar, imediatamente quando esta for interrompida as resinas se acomodarão e, devido às diferenças de densidade, se colocarão em camadas com a ocorrência da não especificação após enxágüe.

F) REGENERAÇÃO EM CONTRA-CORRENTE

Basicamente o objetivo da regeneração em contracorrente é a de se ter o fluxo da água na operação de desmineralização oposto ao fluxo de regenerante. Este tipo de operação permite consumo de regenerante e fugas menores que as operações co- correntes.

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Normalmente a maioria das instalações que envolvem operações contra-correntes

em leitos fixos utilizam o fluxo de regenerante ascendente sendo que o fluxo de água é descendente. A técnica de regeneração em contra-corrente torna necessário o emprego de recursos adicionais tais como água de bloqueio ou bloqueio com ar que evitarão a expansão do leito da resina quando da passagem de regenerante.

O objetivo de manter o leito de resinas imóvel durante a regeneração é que

permaneça neste estado durante o ciclo operativo seguinte e assim sucessivamente

durante 20 ou mais ciclos, e pelo fato de ser fundamental para o êxito da operação contracorrente que a posição relativas das resinas no leito não se altere, especialmente aquelas que se encontram na metade inferior do leito, ou seja, as que se encontram mais próximas da saída de água do vaso.

As resinas que se encontram nesta posição são as responsáveis pela qualidade da

água.

Nos trocadores cationicos são estas resinas as que devem reter os cations

monovalentes, responsáveis pela condutividade da água na saída do trocador Anionico.

As regenerações em contracorrentes são recomendadas quando a percentagem de

cations monovalentes é elevada bem como a percentagem de sílica.

FATORES DETERMINANTES DE UMA REGENERAÇÃO - Capacidade Total

Denomina-se "capacidade total" de uma resina, a quantidade total de grupos de intercâmbio que ela possui.

exemplo indica

a quantidade total de cations que pode reter. Porém, nas aplicações industriais, utiliza-se somente uma parte desta capacidade. Por exemplo, se trabalharmos com uma resina fortemente ácida, consideramos esta esgotada, quando a quantidade de sódio no efluente (saída), atinge um valor pré- determinado (por exemplo, 10% do sódio presente na água de entrada). A quantidade de cations retida pela resina até nesse momento é a capacidade da resina para essas condições. Neste manual quando falamos de "capacidade", nos referimos a essa capacidade parcial (na literatura técnica inglesa, denomina-se “Break throng capacity"). Normalmente a capacidade expressa-se em gramas de sais (expressadas como CaCO3) retidos por litro de resina (g/1).

A capacidade total de uma resina intercambiadora de cations, por

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Na literatura técnica americana e inglesa, a capacidade expressa-se em quilo grains por pé cúbico (Kgr/Cuft). Para converter estas unidades em g/1, temos que multiplicar, por 2,29. As capacidades por volume das resinas comerciais, indicadas nos folhetos técnicos, referem-se a um volume de resina submersa na água, expandida com uma contra-lavagem e deixada decantar. A capacidade de uma resina depende fundamentalmente da quantidade de regenerante empregado para sua regeneração e da quantidade e tipo de sais presentes na água. - Nível de Regeneração Denomina-se "nível de regeneração" a quantidade de regenerante utilizada por litro de resina (gramas por litro) ou Kgs/m3 da resina. Quanto maior for o nível de regeneração, maior será a capacidade da resina, porém ao mesmo tempo será menor a eficiência de regeneração. Por exemplo, quanto mais ácido se utilizar para regenerar um tipo de resina fortemente ácida, maior quantidade de cations poderemos reter porém, ao mesmo tempo, gastaremos mais ácido por grama de cation retido. O mesmo ocorre com uma resina fortemente básica. Para eliminar uma determinada quantidade de cations ou ânions, pode-se utilizar um alto nível de regeneração o que dará uma capacidade alta e ,, portanto será necessário um pequeno volume de resina. Pelo contrário, caso se utilize um maior volume de resinas será preciso um menor nível de regeneração. No primeiro caso o custo de regenerante será maior que no segundo. Efetuando um estudo econômico poderá se chegar a um nível ótimo de regeneração. Existe também outro problema, quanto menor for o nível de regeneração, maior será a "fuga" de ions, isto é, a quantidade de sódio que escapa de um leito de resina fortemente ácida ou a quantidade de sílica que escapa de um leito de resina fortemente básica. Por conseguinte quando se escolhe um nível de regeneração além das considerações econômicas é necessário ter-se em conta a fuga máxima permissível. Por esse motivo, se por razões econômicas é conveniente um baixo nível de regeneração, pode acontecer que o alto nível de fugas não permita sua eleição. A regeneração normal é realizada fazendo-se passar a solução regenerante de cima para baixo.

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Desta forma a parte superior do leito regenera-se totalmente, porém, a parte inferior fica sem regenerar, razão pela qual produz-se a fuga. Quanto maior for o nível de regeneração, menor será a zona que fica sem regenerar e menor, portanto, a fuga. Para diminuir a fuga das colunas de intercâmbio sem usar nível altos de

regeneração pode-se empregar a regeneração em contra- corrente, na qual a solução ácida entra pela parte inferior e sai pela parte superior do leito completamente regenerado. Outro método é fazer passar a água através das colunas de intercâmbio catiônico, colocadas em série, sendo que a primeira das colunas encontra-se parcialmente esgotada e a segunda recém regenerada. Quando o teor de cálcio na água é superior ao 20% do total de cations

com o cálcio

presentes e quando se regenera com ácido sulfúrico 4/5%, o ácido forma

retido na parte superior do leito sulfato de cálcio, o qual ao percolar o leito pode precipitar sobre as resinas obstruindo-as e diminuindo sua capacidade. Para evitar isto, deve-se fazer passar primeiro cloreto de sódio (afim de eliminar o cálcio) e depois o ácido ou, passar o ácido em concentração crescente (denominando-se isto "regeneração progressiva") de forma tal, que a concentração de sulfato de cálcio que se forma inicialmente seja baixa e não permita sua precipitação.

3. DESCRIÇÃO DO PROCESSO EMPREGADO

Para obtenção de água desmineralizada, utiliza-se cinco cadeias de desmineralização em paralelo, integradas cada uma por:

- Uma unidade intercambiadora de cations (fortemente ácida)

- Uma unidade intercambiadora de ânions (fortemente básica)

Comuns para as cadeias instalam-se:

- Antes das colunas cationicas: filtros descloradores

- Depois das colunas catiônicas: torres descarbonatadoras

- Depois das colunas intercambiadoras de ânions (ânion forte): unidades de leitos

mistos. A água filtrada que alimenta a unidade de desmineralização, não possuí cloro livre o qual ataca as resinas de intercâmbio catiônico, destruindo paulatinamente sua estrutura reticular e perdendo assim resistência mecânica.

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E CONSULTORIA TÉCNICA EM GESTÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Este fenômeno ocasiona o abrandamento das esferas e

Este fenômeno ocasiona o abrandamento das esferas e aumenta notavelmente a perda de carga através do leito. Vale salientar que durante a paralisação do sistema de ozônio, podemos alinhar o cloro para os clarificadores, com isso a água filtrada vai conter cloro livre. Além disso, os produtos orgânicos de decomposição formados pelo ataque de cloro, podem envenenar as resinas de intercâmbio aniônico. Para evitar tais problemas, a água passa através dos filtros de carvão ativado, nos

quais o cloro é transformado em ácido clorídrico, perdendo assim sua agressividade. 2cl2 + C + 2H2O --> 4Hcl + CO2

O ácido clorídrico combina-se com os bicarbonatos existentes, formando cloretos e

ácido carbônico.

A esta operação denomina-se descloração.

A água desclorada passa através dos leitos de resinas de intercâmbio-catiônico, do

tipo fortemente ácido, onde os cations são eliminados e substituídos por hidrogênio, transformando-se os sais nos ácidos correspondentes. Para a regeneração da unidade de intercâmbio catiônico utiliza-se ácido sulfúrico. Para eliminar o CO2 da água decationizada, utilizam-se torres descarbonatadora.

A eliminação do CO2 mediante estas unidades baseia-se na baixa solubilidade do

CO2 na água e seu fácil desprendimento quando a superfície de contato água-ar é grande. Se, além disso, o ar for renovado continuamente, evitando na interface sua saturação com CO2, a eliminação se efetuará com maior rapidez. Para se conseguir as condições anteriores, a água se faz cair dentro das torres, sobre um leito de anéis Raschig e o ar é renovado mediante a utilização de um ventilador

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que produz uma corrente de ar de baixo para cima em contra-corrente com a água a ser descarbonatada. A Porcentagem de CO2 eliminada depende fundamentalmente do tempo de contato da água com o ar e da temperatura da água. Em nosso caso, as torres foram calculadas para obter um máximo de 5 ppm de CO2 residual a 15oC. A água tratada pelo processo descrito é passada posteriormente através dos leitos de resina de intercâmbio aniônico para eliminar os ânions dos ácidos formados. A fim de deionizar totalmente a água produzida pelas colunas aniônicas passamos esta através de unidades de leitos mistos. O leito de resina destas colunas consistem em uma mistura de resinas fortemente básica e fortemente ácida, que elimina praticamente todas as impurezas da água. Nenhum outro sistema industrial produz água com a qualidade que produzem os leitos mistos. Esta qualidade é independente da que apresenta a água de entrada, por isso os leitos mistos servem como elementos de polimento final, e de segurança já que podem absorver qualquer fuga anormal de sais das unidades de intercâmbio catiônico ou aniônico. Para regenerar os leitos mistos é necessário separar as resinas o que se consegue facilmente já que a resina fortemente básica é mais leve que a fortemente ácida. A regeneração da primeira se faz com solução de hidróxido de sódio e a segunda com ácido sulfúrico. 4. ESPECIFICAÇÃO

Utilidade: ÁGUA DESMINERALIZADA

---------------------------------------------------------

------

CARACTERISTICA UNIDADE

---------------------------------------------------------

P.H. -

Dureza ppm Ca C02 Ausente MLC-2023 SM-311

Sílica ppm SI 02 0,02 máx PN -92002 SM-425 D/

ASTM-D-859

Condutividade Mmho / cm 0,3 máx MLC-2017 SM-205

Ferro Total ppm 0,02 máx MLC-2025 SM-310 A/

AST-D-1193

Temperatura - Ambiente - -

---------------------------------------------------------

--------

VALOR MÉTODO/COPENE REFERÊNCIA

ASTM-D-1293

6,5 A 7,5 MLC-2045

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5 DESCLORADORES

Estes vasos recebem água proveniente das bombas de água filtradas que passa

por um leito de carvão ativado.

FINALIDADE:

Os filtros de carvão ativado são amplamente usados para eliminar possíveis traços

de matéria orgânica, residual de cloro livre ou combinado, sabor e odor - evitando assim,

a oxidação dos radicais ativos da resina pelo cloro e a obstrução dos poros da resina pela

matéria orgânica.

O uso dos filtros de carvão ativado em plantas de Desmineralização visam sempre

a proteção das resinas de troca iônica, uma vez que essas são sensíveis a agentes

oxidantes como o cloro.

Os vasos descloradores da Desmineralização I são do tipo horizontal, a pressão e

o leito podem ser mantidos em boas condições fazendo-se contra-lavagens periódicas

quando a perda de carga atingir valores pré-determinadas.

quando a perda de carga atingir valores pré-determinadas. DESCRIÇÃO DO PROCESSO Saindo dos filtros de carvão

DESCRIÇÃO DO PROCESSO

Saindo dos filtros de carvão a água alimentará a unidade cationica, que é composta

por uma bateria de vasos, que acondicionam resinas trocadoras de ions fortemente ácida,

operando no ciclo de hidrogênio.

6. UNIDADE CATIÔNICA DESMINERALIZAÇÃO

A finalidade do trocador cationico é de reter os ions de cálcio, magnésio, sódio e

potássio, substituindo-os por ions hidrogênio.

Chamando a resina cationica de "RcH", podemos exemplificar as reações da

seguinte maneira:

NaCl

CaCl2

MgCl2

HCl

Na

CaSO4 + Rc-H --> H2SO4 + Rc Ca MgSO4 H2CO3 Mg

Ca(HCO3)2

H2SiO3

Mg(HCO3)2

NaSiO3

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A afinidade da resina pelos cations na ordem decrescente

é Ca++; Mg++; Na+; H+

pelos cations na ordem decrescente é Ca++; Mg++; Na+; H+ A água descationizada é ácida porque

A água descationizada é ácida porque contém os ácidos correspondentes aos sais, cujos ânions permaneceram na água. Também contém uma pequena quantidade de cations de "escape", variável com a composição da água a desmineralizar e com a eficiência da regeneração. Compreende o sistema, desde a saída dos descloradores, até a saída da Unidade Catiônica. Os trocadores catiônicos deverão fornecer um ciclo de 10.000 m3, após o que deverão ser regenerados com solução de ácido sulfúrico a uma concentração de 2% em peso, aplicados em contra corrente. Detalhes da fase de regeneração poderão ser vistos mais adiante no título:

Regeneração dos Trocadores Catiônicos. Seguindo o fluxo do processo, conforme desenho acima, a água já isenta dos íons catiônicos e com somente uma fuga de sódio de aproximadamente 0,23 a 0,40 ppm, o que deverá gerar uma condutividade na ordem de 2 a 4 micro-siemens vai alimentar as torres descarbonatadoras. Após tratamento de determinado volume de água, função de sua composição, a quantidade de ions permutáveis das resinas, tornam-se insuficientes face a quantidade de ions a fixar, isto determina um "escape" gradativamente crescente destes ions com a água tratada.

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Por regeneração, isto é, pela passagem de reagentes apropriados nas resinas, através da troca dos ions que retiveram pelos ions iniciais, elas voltam ao seu estado primitivo. A regeneração das resinas catiônicas, tanto da Unidade Catiônica como da Unidade de Leito-Misto é feita pela passagem de ácido sulfúrico no leito da resina. A reação de regeneração das resinas catiônicas ocorre da seguinte maneira:

 

Na

Na2SO4

H2SO4

+ Rc

Ca

-->

CaSO4

+

Rc-H

 

Mg

MgSO4

onde:

Na

Rc - Ca

=

resina catiônica saturada

Mg Rc - H

=

resina catiônica regenerada

REGENERAÇÃO DA RESINA CATIÔNICA A regeneração de um trocador catiônico envolve as seguintes etapas:

- Contra-Lavagem Repouso Abaixamento de Nível Aplicação de Ácido Lavagem Lenta Enchimento Lavagem Rápida Teste -1 Teste -2 Serviço

DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DE REGENERAÇÃO

A) CONTRA LAVAGEM TOTAL Será efetuada, a aproximadamente 7 a 10 regenerações em virtude da concepção do processo ser regenerado em contra corrente. Nesta etapa, teremos a possibilidade de descompactar o manto de resina. Observamos que sempre que efetuada a contra lavagem, o tempo de aplicação de ácido deverá ser dobrado, em virtude de termos rompido a estratificação iônica de troca que ocorre durante a operação.

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B) REPOUSO

(Acomodação do leito de resina)

C) ABAIXAMENTO DE NÍVEL

Para que o bloqueio com o colchão de ar haja e mantenha toda camada de resina imóvel durante a aplicação, faz-se necessário à expulsão da água residual contida sobre o manto de resina. Este abaixamento de nível faz-se pressurizando com ar e drenando-se através da saída de regenerante gasto.

D) APLICAÇÃO DE ÁCIDO SULFÚRICO

Será a solução regenerante aplicada a uma concentração de 2% em peso. Obs.: Alertamos que sempre após uma contra lavagem será necessário

mesma

aplicar-se ácido no mínimo durante 90 minutos, mantendo-se a concentração.

E) LAVAGEM LENTA

É a etapa que complementa a aplicação de ácido feita, pois, será a responsável em

obrigar que o último ácido aplicado passe através do manto de resina.

F) ENCHIMENTO

O enchimento é feito pela alimentação que é feita por cima e com a drenagem

aberta.

G) LAVAGEM RAPIDA

Etapa necessária para retirar resíduo da solução ácida aplicada.

H) TESTE 1 - RECUPERAÇÃO

Etapa em que o volume da lavagem rápida é recuperado.

I) TESTE 2 Etapa em que o volume da lavagem rápida é jogada fora e tem a função de lavar o trecho da linha de saída de serviço.

J) SERVIÇO (colocação do vaso em operação)

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Qualidade dos regenerantes

A performace das resinas de troca iônica é afetada pela qualidade dos produtos químicos utilizados na sua regeneração Apesar dos regenerante quimicamente puros não serem necessários na maioria das aplicações envolvendo troca iônica, certos contaminantes capturados pela resina contribuem para diminuição da capacidade de operação e aumento da fuga de ions.

De uma maneira geral, um limite máximo acima dos especificados na tabela abaixo

reduzem sensivelmente a capacidade de operação, aumentando o "leakage" de ions.

Especificação para o ácido sulfúrico (H2SO4)

- Impurezas

- Ferro

- Arsênio

- Chumbo

- Material insolúvel

Quantidade máxima admissível

6,5%

50,0 mg fe/l 1,0 mg as/l 1,0 mg pb/l ausente

7. SISTEMA DE DESCARBONATAÇÃO

O CO2 é corrosivo quando está dissolvido na água e ataca as superfícies

metálicas provocando corrosão. Quando é absorvido do ar pela água é pouco representativo (até 2,0 ppm)

Na água efluente da troca catiônica, porém toda alcalinidade de carbonatos e bicarbonatos é transformada em CO2 livre. CO3 + 4H+ --> H2CO3 + CO2 + H2O

Os carbonatos e bicarbonatos nas temperaturas altas dos geradores de vapor são

decompostos, produzindo CO2 que vai impurificar o vapor e provocar corrosão no sistema. 2(HCO3) --> CO2 + H2O + CO3 CaCO3 --> CaO + CO2 Sabendo-se que no efluente de troca catiônica todos os carbonatos e bicarbonatos da água afluente chegaram a CO2 livre é vantajoso o uso de equipamentos que removam fisicamente este CO2, diminuindo a concentração de Ions fracos que chegam à coluna de troca Ionica.

As torres descarbonatadoras são dispositivos de contato intimo entre a água e o

ar, onde se quer diminuir a concentração de CO2 na água até a concentração de

equilíbrio com o ar, que é baixa.

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7.1 TORRES DESCARBONATADORAS

As torres descarbonatadoras são tanques verticais cilíndricos, com uma massa de

contato formada por anéis de "RASCHIG" para melhor contato entre a água e o ar. A água proveniente das colunas trocadoras de cations é injetada nas torres de cima para baixo e o ar injetado pelos sopradores, no sentido de baixo para cima, garantindo-se desta maneira a eliminação de CO2 Compreende este sistema, desde a saída dos vasos de troca catiônica, até o tanque de água descarbonatada.

de troca catiônica, até o tanque de água descarbonatada. 8. UNIDADE ANIÔNICA DESMINERALIZAÇÃO DESCRIÇÃO DO

8. UNIDADE ANIÔNICA DESMINERALIZAÇÃO

DESCRIÇÃO DO PROCESSO

A água quase totalmente descarbonatada é bombeada para os trocadores

aniônicos. Nos trocadores aniônicos onde estão acondicionadas resinas trocadoras de íons fortemente básicas, operando no ciclo hidroxila, é efetuada a remoção dos ânions

componentes dos ácidos fortes e fracos efluentes dos trocadores catiônicos e das torres descarbonatadoras.

As resinas acrílicas aniônicas, removem os ânions sulfato, cloretos, bicarbonatos e

silício, substituindo-os pelo radical hidroxila. Por compatibilização com os cátions, os trocadores aniônicos deverão fornecer um ciclo de 10.000 m3, após o que deverão ser regenerados com solução de soda cáustica a

uma concentração de 3% em peso, aplicados em contra corrente. Detalhes da fase de regeneração poderão ser vistos mais adiante no título: REGENERAÇÃO DOS TROCADORES ANIÔNICOS.

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Seguindo o fluxo do processo, a água já isenta dos íons aniônicos e com

aproximadamente uma fuga de sílica da ordem de 100 ppb durante o ciclo e de 200 ppb

no final do ciclo, iremos alimentar os trocadores de leito misto.

Chamando a resina aniônica de "Ra-Oh", podemos exemplificar as reações da

seguinte maneira:

H2CO3

HCO3

H2SiO3 + Ra-OH --> H2O +

Ra

SO4

HC1

C1

H2SO4

HSiO3

--> H2O + Ra SO4 HC1 C1 H2SO4 HSiO3 A afinidade de resina pelos ânions na

A afinidade de resina pelos ânions na ordem decrescente é:

SO4 ; NO3- ; Cl- ; HCO3- ; HSiO3- ; OH-

A água desmineralizada é neutra e também pode conter uma pequena quantidade

de íons de escape ("LEAKAGE"), variável com a composição da água a desmineralizar e

com a eficiência da regeneração.

Compreende o sistema, desde a sucção das bombas de carga, até a saída da

unidade aniônica.

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AR DE CONTENÇÃO

Na regeneração das resinas é usado ar de serviço, que é controlado a pressão

através da PCV-010, para não haver expansão do leito da resina devido a regeneração

ser feito em contra-corrente.

REGENERAÇÃO DA RESINA ANIÔNICA

Para se iniciar a regeneração de um trocador aniônico, o operador acionará os

comandos correspondentes a este evento.

Quando um trocador aniônico estiver regenerando qualquer outro trocador

catiônico ou leito misto pode entrar em regeneração.

A leitura da condutividade dos 5 vasos aniônicos será feita por um condutivímetro;

A regeneração das resinas aniônicas é feita pela passagem de soda no leito da

resina.

A reação da regeneração pode ser exemplificada da seguinte maneira:

 

HCO3

Na2CO3

NaOH + Ra

SO4

Na2SO4

+ Ra - OH

Cl

NaCl

SiO3

Na2SiO3

onde:

 

HCO3

Ra

SO4

=

resina aniônica esgotada

Cl

SiO3

Ra - OH

=

resina aniônica regenerada

A

etapas:

- Contralavagem

- Repouso

- Abaixamento de nível

- Aplicação de soda

- Lavagem lenta

- Enchimento

- Lavagem Rápida

- Teste 1 ( recuperação de água )

- Teste 2 ( canaleta )

regeneração de um

trocador

aniônico, envolve as seguintes

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E CONSULTORIA TÉCNICA EM GESTÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DE REGENERAÇÃO A) CONTRA LAVAGEM

DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DE REGENERAÇÃO

A) CONTRA LAVAGEM

Será efetuada, a aproximadamente 10 a 15 regenerações em virtude da concepção do processo ser regenerado em contra corrente. Nesta etapa, teremos a possibilidade de descompactar o manto de resina. Observamos que sempre que efetuada a contra lavagem total, o tempo de aplicação de soda deverá ser dobrado, em virtude de termos rompido a estratificação iônica de troca que ocorre durante a operação - Ao se iniciar a contra lavagem em automático checa-se. As válvulas saída de contra lavagem e saída de serviço certificando a abertura das mesmas, vazão e pressão do vaso.

B) REPOUSO

(Acomodação do leito de resina)

C) ABAIXAMENTO DE NÍVEL

Para regeneração em contra corrente, o coletor de solução ácida gasta, está situado numa cota superior de solução à resina trocadora. Para que o bloqueio com o colchão de ar seja efetivo e mantenha toda camada de resina imóvel durante a aplicação, se faz necessário a expulsão da água residual contida sobre o manto de resina.

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Abrem-se as válvulas de saída de regenerante e entrada de ar, injetando ar na parte superior do vaso para forçar a drenagem até o coletor de saída de regenerante.

D) APLICAÇÃO DE SODA CÁUSTICA A 3%

Será a solução regenerante aplicada a uma concentração de 3% em peso.

Obs.: Alertamos que sempre após uma contra lavagem será necessário aplicar-

se soda com o tempo dobrado, mantendo-se a mesma

Nesta etapa as válvulas de entrada e saída de soda permanecerão abertas para que o bloqueio com ar mantenha toda camada de resina imóvel e possibilite uma perfeita aplicação.

concentração.

E) LAVAGEM LENTA

É a etapa que complementa a aplicação de soda feita, pois, será a responsável em

obrigar que a última soda aplicada passe através do manto de resina.

F)

ENCHIMENTO - ABREM-SE AS VÁLVULAS de entrada e transbordo de água

no vaso.

G)

LAVAGEM RÁPIDA (Canaleta)

Etapa necessária para retirar resíduo da solução alcalina aplicada e condicionar o

manto para a taxa de operação. - Válvulas abertas:Entrada de serviço) e saída para canaleta)

H) TESTE 1 (RECUPERAÇÃO) E TESTE 2 (CANALETA E MEDIÇÃO DE CONDUTIVIDADE) É um segmento da etapa de lavagem rápida na qual monitoramos o valor de condutividade para nos certificar do término da regeneração, sendo este volume recuperado para o tanque de água clarificada.

I) Serviço (Colocação do vaso em Operação)

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9. UNIDADE LEITO MISTO DESMINERALIZAÇÃO

DESCRIÇÃO DO PROCESSO

A unidade de leito-mistos é composta por uma bateria de cinco vasos que tem

como finalidade o polimento da água proveniente da unidade aniônica, já parcialmente

desmineralizada.

Cada vaso contém em seu interior resinas catiônicas e aniônicas intimamente

misturadas, o que dá ao leito o mesmo efeito que um par infinito de desmineralizadores.

Quando a água atravessa o leito, as resinas se apropriam dos ions que escaparam

da unidade catiônica e anionica, produzindo desta maneira água desmineralizada com

alto teor de pureza garantindo o padrão de especificação.

alto teor de pureza garantindo o padrão de especificação. REGENERAÇÃO DOS LEITOS-MISTOS A regeneração dos vasos

REGENERAÇÃO DOS LEITOS-MISTOS

A regeneração dos vasos leitos-mistos envolve as seguintes etapas:

- Contra-Lavagem

- Repouso

- Aplicação de Soda

- Aplicação de Ácido

- Lavagem Lenta

- Abaixamento de Nível

- Mistura

- Enchimento

- Lavagem Rápida

- Teste 1 (água retorna para o TQ de água clarificada, no início do processo, para evitar perdas de água.

- Teste 2 (Canaleta)

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Obs.: A aplicação de ácido e soda não é feita simultaneamente e sim por

etapas. A contenção usada é a própria água de diluição de

aplicação de soda é usada água de diluição de ácido como selagem e vice-

versa.

ácido ou soda; na

Contra-Lavagem

Esta etapa é feita para descompactar o manto da resina, além de fazer a

separação das resinas catiônica e aniônica.

A água de contra-lavegem entra por um distribuidor no fundo do vaso saindo pelo

coletor superior, separando as resinas por diferença de densidade. A resina catiônica que é mais densa fica na parte inferior e a aniônica que é menos densa fica na parte superior.

Nesta fase abrem-se as válvulas:

- Saída de contra-lavagem. - Entrada de contra lavagem.

Nota:

a) O tempo de contra-lavagem pode ser prolongado, caso se verifique nos

visores que não houve uma boa separação das resinas.

b) Nesta fase é importante acompanhar a saída do efluente para evitar escape de

resina.

c) Ao dar inicio á regeneração, verificar se as válvulas mencionadas realmente

foram abertas.

Repouso:

O objetivo do repouso é promover o assentamento das resinas.

Aplicação de Soda Caustica a 4% Para efetuar-se a selagem da resina cationica é usada água de diluição de ácido.

10. DISTRIBUIÇÃO E ESTOCAGEM DE ÁGUA DESMINERALIZADA

A água desmineralizada é enviada aos tanques de armazenamento e é feita a

distribuição de água desmineralizada e enviada aos consumidores.

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VÁLVULASABERTAS

   

VÁLVULASAUXILIARES

 

TEMPO

 

VAZÃO

 

BOMBA

CONC

 

VASOS1

                             

VSPF

VSPF

VSPF

           

ÁGUA

 

FASE

1

1A

2

3

3A

4

4A

5

5A

6

6A

8

9

10

11

036

037

042

SV-137

SV-137A

SV-132

ÁGUACONT.

min.

DESC

ASCEN

CONT

SODA

%

SERVIÇO

                                             

130

a 250

         

Manto Suporte

Quantidade

Item no BAAN

Sacos

CONTRALAVAGEMI

                                           

15

 

56

     

de 15 à 30mm

4,30

m3

135257 134

 

CONTRA LAVAGEM II

                                           

15

 

56

     

de 05 à 15mm

0,91

m3

135258 28

 

REPOUSO

                                           

10

         

de 02 à 05mm

0,91

m3

135259 28

 

REGENERAÇÃO I

                                           

30

 

36

10

MB-5212F/G

4

de 01 à 02mm

0,91

m3

135260 28

 

REGENERAÇÃO II

                                           

40

 

36

10

MB-5212F/G

3

 

DESLOCAMENTO I

                                           

60

 

36

10

   

DESLOCAMENTO II

                                           

20

160

a 200

       

ENXAGUE

                                           

10

200

         

VASOS2

RECUPERAÇÃO

                                             

200

         

SERVIÇO

                                             

130

a 250

         

Manto Suporte

Quantidade

Item no BAAN

Sacos

   

de 15 à 30mm

2,60

m3

135257 81

 
  OBSERVAÇÕES:   de 05 à 15mm 0,62 m3 135258 19  
 

OBSERVAÇÕES:

 

de 05 à 15mm

0,62

m3

135258 19

 

1 Só realizar as CONTRA LAVAGEM II a cada tres (3) regenerações.

-

 

de 02 à 05mm

0,62

m3

135259 19

 

de 01 à 02mm

0,62

m3

135260 19

 

2 Quando realizar CONTRA LAVAGEM II, a fase de REGENERAÇÃO II deverá ser com 80 min.

-

 

3 - diâmetro 3,400mm(vaso1)

 

4 - diâmetro 2,800mm (vaso 2)

   

RESINA

 

Kg REGEN.

NIVEL REGEN.

 

VASO

 

VASO1

   

VASO2

 
 

TIPO

VOL

 

TIPO

 

VOL

VASO1

VASO2

VASO1

VASO2

V-5203E

IRA 458 RF

 

18000

IRA 458 RF

 

9000

751

1494

42

166

V-5203F

Amberjet 4200

13600

Amberjet 4200

 

9000

751

1494

55

166

V-5203G

IRA 405 Cl

 

18000

IRA 405 Cl

 

9000

751

1494

42

166

V-5203H

Amberjet 4200

18000

Amberjet 4200

 

9000

751

1494

42

166

V-5203I

0

17400

0

9000

751

1494

43

166

 

* cada saco possui 32 litros

* cada saco possui 32 litros

52

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OPERAÇÃO EM HORÁRIO FORA DE PONTA U T U P 1 U P 2 374
OPERAÇÃO EM HORÁRIO FORA DE PONTA
U T
U P 1
U P 2
374
374
0
460
300
180
V-120
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
R120/42
TG
TG
TG
GBT
GBT
GBT
26
26
0
A
C
D
1201
4201
4501
MW
MW
MW
0
t/h
235
84
64
255
255
0
460
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
V-42
R42/15
GBT
GBT
GBT
1501
1601
4601
300
180
115
115
0
0
135
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
0
V-15
AGR
t/h
R15/3,5
TG
8,5
47
E
MW
t/h
100
84
64
81
0
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
V-3,5
81
t/h
p/ UTA
Exaustos
Conden- sador
Conden-
sador
t/h t/h V-3,5 81 t/h p/ UTA Exaustos Conden- sador AGR AGD t/h p/ UTA p/
AGR AGD t/h p/ UTA
AGR
AGD
t/h
p/ UTA

p/ desaerador

Considerações:

1) PAP = 240 MW, sendo contrato CHESF = 120 MW 2) TG-A/C/D : V120 max = 440 t/h; V42 max = 330 t/h; V15 max = 310 t/h

3) TG-E com V3,5 max => 76 t/h e 7,5 MW

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OPERAÇÃO EM HORÁRIO DE PONTA U T U P 1 U P 2 422 422
OPERAÇÃO EM HORÁRIO DE PONTA
U T
U P 1
U P 2
422
422
0
460
300
180
V-120
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
R120/42
TG
TG
TG
GBT
GBT
GBT
36
36
0
A
C
D
1201
4201
4501
MW
MW
MW
150
t/h
235
84
64
190
190
0
460
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
V-42
R42/15
GBT
GBT
GBT
1501
1601
4601
300
180
227
227
0
0
135
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
216
V-15
AGR
t/h
R15/3,5
TG
35,0
128
E
MW
t/h
100
84
64
0
0
t/h
t/h
t/h
t/h
t/h
V-3,5
216
t/h
p/ UTA
Exaustos
Conden- sador
Conden-
sador
t/h t/h V-3,5 216 t/h p/ UTA Exaustos Conden- sador AGR AGD t/h p/ UTA p/
AGR AGD t/h p/ UTA
AGR
AGD
t/h
p/ UTA

p/ desaerador

Considerações:

1) PAP = 240 MW, sendo contrato CHESF = 70 MW 2) TG-A/C/D : V120 max = 440 t/h; V42 max = 330 t/h; V15 max = 310 t/h

3) TG-E com V3,5 max => 76 t/h e 7,5 MW

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- 6 - COMPONENTES DA CALDEIRA

Vamos conhecer os principais componentes de uma caldeira.

6.1 – Componentes Internos : São as partes que estão em pressão.

6.1.1 - ECONOMIZADOR:

Os economizadores são aquecedores de água de alimentação, que utilizam para este aquecimento uma parte do calor dos gases que deixam a caldeira. Os economizadores devem ser considerados como caldeiras, ou parte de pressão das caldeiras, portanto sujeito aos mesmos requisitos de segurança. Construção: As construções possíveis dos economizadores são:

Totalmente em aço, construção típica nacional, consiste em tubos retos

conectados à coletores nas extremidades. A circulação da água é ascendente e a do gás descendente. Os tubos empregados podem ser lisos ou aletados, e a espessura é considerável, as aletas

geralmente são soldadas (longitudinais ou transversais).

(aço e ferro fundido): Esta construção é interessante pois utiliza

tubos de aço, com sobreposta de ferro fundido, montado à quente. ECONOMIZADOR DE CONSTRUÇÃO MISTA FIGURA 10

Mista:

ECONOMIZADOR DE CONSTRUÇÃO MISTA FIGURA 10 • Mista: Totalmente em ferro fundido : É uma solução

Totalmente em ferro fundido: É uma solução bastante utilizada (Europa) para caldeiras médias e pequenas, com pressões até ~ 50kgf.cm 2 .Além destas limitações há o problema da temperatura que deverá ser limitada à 400ºC, lado gás.

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6.1.2 - PAREDES D'ÁGUA:

A finalidade das paredes d'água é o resfriamento da fornalha.As construções típicas são mostradas na figura abaixo:

FIGURA 11 – PAREDES D'ÁGUA

na figura abaixo: FIGURA 11 – PAREDES D'ÁGUA Além das opções mostradas, há ainda as soluções

Além das opções mostradas, há ainda as soluções de tubos aletados, com aleta integral, ou soldada, fazendo assim uma parede estanque, o que é importante para as caldeiras pressurizadas. FIGURA 12 – PAREDE D'ÁGUA COM ALETA INTERMEDIÁRIA E FORNALHA PRESSURIZADA

D'ÁGUA COM ALETA INTERMEDIÁRIA E FORNALHA PRESSURIZADA • Junção dos tubos nos coletores: O mandrilamento dos

Junção dos tubos nos coletores: O mandrilamento dos tubos nos

coletores apresenta dificuldades, pois exigem a existência de tampão para a passagem do mandril, e, também, as paredes dá água estão sujeitas a dilatações diferenciais,

pois recebem água relativamente fria prejudicando a estanqueidade.

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A solução mais interessante é utilizar a solda direta sobre os coletores que já

tenham sido preparados na usina produtora

Eficiência das paredes d'água como superfície de resfriamento: Este

aspecto está ligado à uma série de fatores, tais como: superfície, disposição dos tubos,

diâmetro, passo e se são aparentes ou montados dentro de refratários.

Para as construções soldadas, com tubos aletados, ou ainda tubos tangenciais,

a superfície de resfriamento é a própria superfície (projetada), porém nas demais

construções é necessário determinar o valor da superfície de resfriamento. Neste ponto

o fabricante, deverá contar com um cálculo confiável e constatado por realizações.

6.1.3 - SUPERAQUECEDORES:

A utilização do vapor d'água, em altas pressões, levou à necessidade de graus

de superaquecimento cada vez maiores. Por questões de otimização de ciclo térmico,

dentro das centrais de produção, utiliza-se o reaquecimento da extração da turbina,

para elevar o superaquecimento até o valor anterior, e em seguida é reenviado à

turbina.

Concepção geral:

São constituídos de feixes de tubos, de pequeno

diâmetro, reunidos por coletores de entrada, saída e eventualmente intermediários.

A instalação do superaquecedor é bastante diversa conforme o tipo de caldeira.

FIGURA 13 – ALGUMAS POSSIBILIDADES DE ARRANJO DA CIRCULAÇÃO

13 – ALGUMAS POSSIBILIDADES DE ARRANJO DA CIRCULAÇÃO a,b,c,d e e possibilidades de circulação s- saída

a,b,c,d e e possibilidades de circulação

s- saída do vapor

e- entrada do vapor F- gases

O caso a corresponde a situação de termos a temperatura mais alta do vapor,

com a temperatura mais alta dos gases.

Para as altas temperaturas é interessante utilizar a solução b .

Os superaquecedores podem ser (do ponto de vista troca de calor):

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de

convecção:

utilizados

para

temperaturas

moderadas

de

superaquecimento e a sua característica é:

 

de

radiação:

utilizados

para

temperaturas

moderadas

de

superaquecimento. Veja a tabela abaixo.

 

Tabela 3

 

Temp. do

Grau de superaquecimento

 
 

Pressão

Vapor

10

- 20 kgf/cm 2

200

- 350

15

- 230ºC

30

- 64 kgf/cm 2 64 - 105

420

- 435

180

-

205ºC

   

205

-

 

485

- 535

 

kgf/cm 2 105 - 165 kgf/cm 2

 

220/250ºC

 

535

- 565

220/250 - 185/215

Para as caldeiras com finalidades exclusiva de aquecimento com pressões variando 0,5 - 14 kgf/cm 2 , podemos ter vapor saturado ou levemente superaquecido. 6.1.4 - FEIXE TUBULAR

Tem por finalidade assegurar a troca de calor, entre os gases quentes que

deixaram o superaquecedor, e a água que se vaporiza nos tubos de subida e se aquece nos tubos de descida (traseiros).

A distribuição dos tubos é alinhada para permitir uma boa limpeza via

sopradores.

O calor trocado nesta secção da caldeira é principalmente por convecção, e uma

parcela por radiação, isto devido à presença do gás carbônico e do vapor de água nos gases.

Do ponto de vista do dimensionamento, as velocidades podem ser escolhidas no intervalo 10-30 m/s, com consequente compromisso com a perda de carga. E, no espaço estrutural, a temperatura de trabalho média do metal dos tubos, pode ser assumida da ordem de 20ºC acima da temperatura de saturação.

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6.1.5 - VÁLVULAS

Em geral para as caldeiras e seus aparelhos submetidos à pressão, é necessário a utilização de válvulas de aço, forjadas para as de pequena dimensão e

fundidas para as demais. As partes que asseguram a estanqueidade: sede, discos, cunhas, são construídas em aço liga, e sua natureza varia conforme a pressão e, sobretudo, a temperatura, o que leva a materiais ao cromo, inoxidáveis e stellite. Para os casos de ajuste de vazão é necessário utilizar válvulas globo, pois as gavetas teriam sua vida bastante reduzida. As gaxetas frequentemente apresentam problema, por isso é importante manter, por ocasião da escolha, a correlação material/temperatura de trabalho. Deve ser evitada a instalação de volante para baixo, pois nessas condições a gaxeta prevista para o vapor estará trabalhando com condensado.

prevista para o vapor estará trabalhando com condensado. 6.1.5.1 - APLICAÇÕES a) Vapor : Para reduzir

6.1.5.1 - APLICAÇÕES

estará trabalhando com condensado. 6.1.5.1 - APLICAÇÕES a) Vapor : Para reduzir o esforço de abertura

a) Vapor: Para reduzir o esforço de abertura é necessário dispor de by-pass

para válvulas de 5"e maiores (gaveta). Além do by-pass para válvulas que estejam

aplicadas em altas temperaturas, é necessário uma purga do espaço entre cunhas para válvulas de 5" e maiores, pois na posição fechada poderá haver uma vaporização do condensado, que se encontra dentro do corpo, com risco de danificar a válvula, ou dificultar a abertura, ou ainda forçar as cunhas contra as sedes.

b) Água de alimentação: Válvulas gaveta, com by-pass para as dimensões

acima de 5"; o by-pass da válvula automática de regulação do nível é tipo globo e bitola igual ao da válvula automática. A velocidade para seleção das válvulas é da ordem de 1,5 - 2,0 m/s.

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c) Purgas de Ar: (Vent´s) Válvulas pequenas, localizadas nos pontos altos

da caldeira, operam por ocasião do enchimento da caldeira e elevação de pressão.

Nestes casos utilizam-se 2 registros em série, o 2º fechado e 1º aberto. Constatando- se um defeito no 2º, fecha-se o 1º e faz-se a intervenção.

d) Purga de Fundo: Estas válvulas estão sujeitas à erosão devido as

partículas que são levadas para fora da caldeira, à grande velocidade. São empregadas válvulas de abertura rápida, duas em série.

e) Drenos do superarquecedor (reaquecedor): Válvulas gaveta que operam

na partida/parada da unidade.

É interessante prever duas válvulas em série, e tantos pontos de drenagem

conforme o número de estágios do superaqquecedor.

A retirada contínua de água da caldeira é feita via

válvulas que estarão continuamente funcionando, em posição intermediária de abertura, para permitir a regulagem da vazão. A descompressão é feita sobre a válvula de regulagem.

f) Purga contínua:

6.1.5.2 - MATERIAIS EMPREGADOS

Para as aplicações até 420ºC, utiliza-se aço carbono no corpo SA-217-WCB, em válvulas fundidas e SA-105-Gr-II para forjadas. Aço liga são usados para a haste, e a sede de aço inox stellitada. Para as aplicações em temperaturas mais elevadas até 510ºC, em válvulas forjadas SA-182-F-11, e válvulas fundidas SA-217-WC-6. Para as aplicações onde há erosão (purga contínua e purga de fundo) é necessário utilizar aços inoxidáveis mais específicos (por ex. Carpenter 455) ou Stellite sólido para obturadores de pequenas dimensões. As limitações de temperatura são análogas às dos materiais dos tubos

correspondentes. 6.1.5.3 - VÁLVULAS DE SEGURANÇA

A instalação das válvulas de segurança em caldeiras, é um item coberto pelo

código ASME-SECTION 1 - POWER BOILER.

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Condições de utilização: para válvulas que estejam aplicadas em caldeiras de baixa pressão, pode-se cogitar de válvulas de contra peso, se bem que hoje em todas as caldeiras temos a utilização de válvulas de segurança com mola. Vazão mínima de vapor por unidade de área de aquecimento (kg/cm 2 h) para as válvulas de segurança (Cf. ASME)

TAB. 4 - Indicação de vazão para válvula de segurança

Feixe de convecção Óleo, gás ou com combustível pulverizado

Paredes d'água Óleo, gás ou

Tubos

Tubo

de Fogo

D'Água

~ 40

~ 49

~ 69

~ 79

combustível pulverizado 2 - Concepção: A construção das válvulas de segurança à mola, é mostrada na

figura abaixo:

FIGURA 14 – VÁLVULA DE SEGURANÇA

na figura abaixo: FIGURA 14 – VÁLVULA DE SEGURANÇA A- B- Trava do anel superior C-

A-

B- Trava do anel superior

C-

D-

E- Corpo da válvula

Anel de regulagem Sede Disco

I- Anel de regulagem

H-

G-

F-

Haste

Trava do anel inferior Purga

J- Pistão móvel

Válvula de Segurança Nestas construções é o vapor que deixa a válvula que contribui para a elevação da parte móvel da válvula. Esta contribuição é importante, pois conforme temos a elevação do disco, a resistência oferecida pela mola eleva-se.

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Normalmente a força que provoca a abertura é incrementada por um pistão solidário ao disco, que está submetido à contra pressão reinante dentro das válvulas, conseqüência da configuração da tubulação à jusante. Para contornar este fato, os fabricantes utilizam anéis de regulagem para atingir

a elevação total (anel I da figura). 3 - Estanqueidade: Os vazamentos em válvulas de segurança são frequentes e danificam seriamente as sedes.

A estanqueidade é obtida somente quando as superfícies são perfeitamente

planas (!) e a pressão de apoio é suficiente, na condição de trabalho, pois, a carga que

dá o fechamento é a diferença entre a pressão de abertura e a pressão de fechamento. Em caso de vazamento em pressões elevadas, as sedes são erodidas rapidamente.

As válvulas de segurança devem ser providenciadas de

dreno e a sua tubulação de escape, após a curva de preferência deve ser montada sem ligação rígida com a válvula, permitindo movimentos de dilatação. A aplicação de

carregamentos extras na válvula, permitindo movimentos de dilatação. A aplicação de carregamentos extras na válvula pode provocar deformações que prejudicariam a estanqueidade.

4 - Instalação:

A tubulação de saída deve prever a reação do jato de vapor, isto é, deve ter um

apoio adequado.

A conexão da válvula que está submetida a esforços devido à pressão do fluido,

e ao seu escoamento, deve ser conforme indicações do Código.

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1.1 - INTRODUÇÃO

CAP. 1 - CALDEIRAS INDUSTRIAIS

Caldeiras são equipamentos cuja função é a geração de vapor d’água para os diversos fins e utilizações na indústria. Antes de falarmos mais detalhadamente sobre

estes equipamentos, vamos conhecer as razões do uso do vapor na indústria. Em processos industriais, o vapor é empregado de diversas maneiras, dependendo da natureza da indústria e do processo, observando-se condições básicas semelhantes e comuns a todos os processos que empregam o vapor como fonte de aquecimento. Cada indústria tem seus equipamentos e seus métodos especializadas que dependem do caráter e das necessidades de seus produtos, utilizando assim o vapor em forma adequada a seus processos. De todos os meios conhecidos para a distribuição e aplicação do calor em processos industriais, o vapor é o mais extensamente empregado, com limitações práticas em função da temperatura em que se pode trabalhar. De uma maneira geral, o vapor somente é empregado em temperatura com o limite máximo de 200ºC. Podendo no entanto, elevar-se tanto em pressão como em temperatura até à limites exigidos pelo processo.

1.2 - VANTAGENS DO VAPOR COMO AGENTE DE AQUECIMENTO

O vapor é empregado em aquecimentos como elemento transportador de calor:

Cede seu calor à temperatura constante Essa propriedade é muito importante em processos industriais, simplificando economicamente as operações, evitando dispositivos de controle, permitindo um controle perfeito, dos processos de aquecimento, e conseguindo-se uma fiei

reprodução a qualquer momento.

A razão dessa propriedade é que o vapor, ao condensar-se, cede a sua entalpia

de condensação à superfície de aquecimento, efetuando esse trabalho à temperatura constante.

A temperatura de aquecimento é regulada unicamente pela pressão de trabalho.

Contém elevadas condições entálpicas

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Isso significa que se pode conduzir por tubulação de pequeno diâmetro grande quantidade de calor. Se comparado Com um gás qualquer, ou um líquido, estes somente poderão apresentar resultados semelhantes ao vapor em temperaturas muito elevadas, condições que se tornam inadequadas em muitos processos. O vapor d'água contém, em temperaturas médias, cerca de 25 vezes mais calor que o peso do ar ou gás de combustão à mesma temperatura; além do mais, o ar ou o gás no processo de troca térmica, para ceder o seu calor, se resfriam e já o vapor d'água pode ceder praticamente 80% de seu calor sem variação de temperatura. A água, no estado

líquido, pode ser empregada como veículo de transporte de calor, havendo, também, redução de temperatura; para que essa redução de temperatura seja pequena, torna- se necessário circular um grande volume de água. - Essa propriedade do vapor é devida à sua elevada entalpia, que não apresenta similar na natureza.

é produzido a partir d'água, que é barata e abundante na natureza

Para competir com a água na produção de vapor, somente poderia ser um produto que apresente propriedades semelhantes à água: ponto de ebulição, calor latente de vaporização, condutividade térmica etc. Na natureza não existe nenhum produto que se assemelhe à água na produção de vapor, nem mesmo produtos sintéticos. Além disso, é um produto de baixo custo e abundante, dando origem a um vapor relativamente barato, no que se refere à matéria prima.

é limpo, inodoro e insípido

Somente com água pode-se conseguir um vapor límpido, inodoro e insípido, não contaminando assim os produtos em processamento e não afetando a higiene do ambiente. Não é inflamável e nem apresenta propriedades comburentes. o vapor pode ser aplicado uma ou mais vezes sucessivamente pode ser empregado Para produção de energia (vapor superaquecido) e depois para aquecimento (vapor saturado). As considerações acima podem ser analisadas em conjunto, pois estão intimamente associadas, principalmente quando se trabalha com vapor superaquecido

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para gerar energia térmica; o vapor, após ser utilizado em turbinas em altas pressões e superaquecido, poderá ser utilizado em sistemas de aquecimento, bastando para isso, reduzir a sua pressão ou proceder à sua expansão até o valor desejado ou ainda, até se tornar condensado. Por outro lado, um vapor após ser comprimido à determinada e certa pressão, poderá ser expandido a menor pressão ou comprimido a pressões maiores. Assim, um vapor de 0,7 kg/cm 2 poderá ser comprimido a 12 kg/cm 2 de pressão, consumindo com isso aproximadamente 10 kcal/kg.

A água, pela sua abundância na natureza, desempenhou e desempenha um

papel importantíssimo na geração e distribuição da energia (elétrica) na indústria.

A característica básica útil da água (quando em forma de vapor d’água) é a

entalpia, que é bastante elevada quando comparada com os fluidos térmicos usuais da

indústria.

O quadro abaixo mostra alguns pontos desses aspectos mencionados.

Tabela 1 - Entalpia da Água (valores aproximados)

Temperatura

de

Saturação

Pressão

(ata)

Temperatura

(ºC)

Entalpia

Vaporizaçã

Entalpia

Total

o

(kcal/kg)

(kcal/kg)

(ºC)

 

99

1

120

 

539,6

649,0

216,2

22

350

 

447,7

747,7

253,5

43

410

 

405,3

771,8

303,3

91

510

 

330,4

815,0

*374,15

225,6

-

 

0,0

501,5

* Ponto crítico