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NOME: DATA: / /2012 _____ ____ SÉRIE: 1º ANO – ENSINO MÉDIO TURMA: ______ DISCIPLINA: SOCIOLOGIA

NOME:

DATA:

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/2012

 

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SÉRIE:

1º ANO ENSINO MÉDIO

TURMA:

 

______

 

DISCIPLINA:

SOCIOLOGIA

PROFESSOR:

JUVENAL

RECUPERAÇÃO PARALELA

NOME: DATA: / /2012 _____ ____ SÉRIE: 1º ANO – ENSINO MÉDIO TURMA: ______ DISCIPLINA: SOCIOLOGIA
ESTUDO DIRIGIDO
ESTUDO DIRIGIDO

PRINCÍPIOS DE SOCIOLOGIA

Augusto Comte (1798 1857): considerado o pai da Sociologia.

  • Ele usou pela primeira vez essa palavra em 1839.

  • Afirmava que a sociedade deveria ser considerada como um organismo vivo, cujas partes desem- penham funções específicas para manter o equilíbrio do todo.

  • Ele atribuía particular importância a noção de consenso crenças comuns partilhadas por todas as pessoas de determinada sociedade, que seriam responsáveis por manter a ordem nessa socieda- de.

  • Criou o método positivo de conhecimento Filosofia, extrema valorização da ciência.

  • Procurou formular leis gerais que regem a sociedade.

  • Mas foi com Émile Durkheim (1858-1917) que a Sociologia passou a ser considerada uma ciência.

  • Esse pensador formulou os primeiros conceitos da nova ciência e demonstrou que os fatos sociais têm características próprias, devendo por isso ser estudados por meio de métodos diferentes dos empregados pelas outras ciências.

Durkheim e os fatos sociais:

  • Pretendia fazer da Sociologia uma ciência tão racional e objetiva quanto a Física ou a Biologia.

  • Mas como fazer isso se a Sociologia lida com seres humanos?

  • Afirmando que os fatos sociais devem ser considerados como coisas.

  • Os fatos sociais seriam, então, coisas externas e objetivas, que não dependem da consciência individual das pessoas para existir.

  • Durkheim: “fatos sociais seriam maneiras coletivas de agir ou de pensar” que podem ser reconhe- cidas pelo fato de exercerem uma “influência coercitiva sobre as consciências particulares.

  • Segundo ele, os fatos sociais têm existência própria e são capazes de obrigar a se comportar desta ou daquela maneira.

  • Nem sempre percebemos tal coerção.

  • Em muitos casos, agimos como achamos que devemos agir.

  • Entretanto, por trás dessa aparente liberdade, existem hábitos, costumes coletivos, ou mesmo re- gras, que nós aceitamos como válidas e nos induzem a certas atitudes.

Poder coercitivo dos fatos sociais:

  • Como exemplo podemos citar a chegada de um aluno à escola usando roupas de praia.

  • Seria mandado de volta imediatamente para a casa a fim de vestir-se convenientemente.

  • Assim sendo, existe um modo de vestir-se que é comum a todos do grupo.

  • Tal situação não é estabelecida pelo individuo.

  • Quando ele entrou no grupo já existia tal norma e provavelmente ao sair, a norma permanecerá.

  • São fatos sociais também: a língua, o sistema monetário, a religião, as leis e uma infinidade de ou- tros fenômenos do mesmo tipo.

  • Os fatos sociais são o modo de pensar, sentir e agir de um grupo social.

  • Características dos fatos sociais:

    • 1. Generalidade: comum a todos de um grupo.

    • 2. Exterioridade: é externo ao individuo.

    • 3. Coercitividade: os indivíduos se sentem pressionados a seguir o comportamento estabelecido.

A contribuição de Max Weber (1864 1920):

  • O método investigativo da Sociologia não deveria seguir o caminho aberto pelas Ciências Naturais Durkheim.

  • Isso porque os fatos humanos têm uma dimensão subjetiva.

  • (Weber) A Sociologia é uma disciplina interpretativa e não apenas descritiva.

  • Não basta descrever as atitudes e relações estabelecidas entre indivíduos em sociedade, mas tam- bém considerar e interpretar o sentido que as pessoas atribuem às suas próprias atitudes.

Ação social (Weber):

  • Introduz um novo conceito sociológico, diverso do ponto de partida para a Sociologia, diverso de fato social (Durkheim).

  • Tal conceito é a ação social dos indivíduos.

  • Entendia (Weber) por ação social uma modalidade de conduta dotada de sentido e voltada para a ação de outras pessoas.

  • Embora nem toda ação constitua uma ação social.

  • Exemplo disso seria o fato de duas pessoas se cruzarem em uma rua não há fato social.

  • Haveria uma ação social se essas mesmas pessoas se cumprimentarem, ou conversarem ou ainda entrassem em conflito.

  • São ações sociais: um jogo de futebol, o contato amoroso, greve dos trabalhadores, um ato religio- so etc.

A objetividade na análise sociológica:

  • Característica importante da observação cientifica é a objetividade.

    • 1. A objetividade consiste em uma atitude de neutralidade do cientista em relação ao fenômeno ou objeto estudado.

    • 2. Obtenção de resultados sem que os sentimentos pessoais estejam envolvidos.

  • A questão posta é saber se o sociólogo pode manter realmente uma posição de neutralidade em relação aos fenômenos sociais que observa.

  • Isso porque é muito mais difícil conseguir a objetividade nas Ciências Sociais do que em outras ci- ências.

  • Além disso, os cientistas sociais têm também maior dificuldade de submeter suas teses à experi- mentação.

  • Durkheim e Marx:

    • As exigências da objetividade nunca foram plenamente resolvidas.

    • (Durkheim) A objetividade científica só pode ser atingida (Sociologia), se o sociólogo não se envol- ver com os casos estudados.

    • É necessário, pois considerá-los como coisas externas.

    • Condição para que o “S” se separe do “O”.

    Marx:

    • Tal separação é impossível (“S” – “O”).

    • Segundo ele, o cientista social está envolvido pelos fatos sociais desde que nasce.

    • Além disso, o sociólogo é produto das relações sociais que o ligam a determinados grupos da soci- edade.

    • A sociedade moderna está divida em classes que lutam incessantemente.

    • Marx chegou a afirmar que a história da humanidade é a história da luta de classes.

    • Para Marx e seguidores, o cientista social não deveria permanecer neutro diante dos conflitos soci- ais, mas assumir a defesa do proletariado.

    A objetividade em Max Weber:

    • Weber discordava tanto de Durkheim quanto de Marx.

    • Do primeiro rejeitava a ideia de fato social considerado como coisa externa às pessoas.

    • Do segundo opunha-se à ideia de compromisso com uma classe social.

    • Para Weber é necessário separar o conhecimento cientifico dos julgamentos morais ou juízos de valor.

    • A Ciência social não deve opinar se o fenômeno estudado é bom ou mau.

    • Cabe ao cientista assumir uma posição de neutralidade.

    • Apesar das dificuldades, a Sociologia é capaz de analisar os fatos sociais com objetividade.

    • O primeiro passo para entender a Sociologia é o conhecimento de seus conceitos básicos.

    • Eles definem os fenômenos que fazem parte de seu campo de estudo e diferenciam a Sociologia das outras Ciências Sociais.

    A SOCIEDADE HUMANA

    • Desde a origem, os primeiros seres humanos só conseguiram sobreviver, pois ficaram juntos.

    • Porque contaram com apoio e a solidariedade do grupo ao qual pertenciam.

    • Uma das características mais importantes dos seres humanos é a comuni- cabilidade.

    Durkheim e Marx:  As exigências da objetividade nunca foram plenamente resolvidas.  (Durkheim) A objetividade
    • Que é a capacidade de transmitir ideias, sentimentos, vontades etc.

    • Nos dias atuais também utilizamos de novas formas de comunicação, como por exemplo a internet.

    • A tendência do ser humano de viver em grupo pode ser comprovada de modo empírico.

    • O caso do menino da floresta da França.

    • Este caso foi bastante controverso, pois alguns achavam que o menino era um doente metal, mas outros consideravam que o menino ficou muito tempo distanciado do convívio dos seres humanos.

    • Algum tempo mais tarde, algumas pequenas vitórias começaram a ser colecionadas.

    • Assim, as relações dos seres humanos são extremamente importantes na sociedade e são chama- das de: Relações Sociais.

    • Desta forma, o ser humano é complexo e recebe em suas relações influências do meio em que vi- vem.

    • O individuo aprende com o meio, mas também aprende a transformá-lo.

    • Desta forma, o ser humano não é passivo, mas aprende a interagir e a interligar-se com o meio, modificando-o.

    • Tipos de comportamentos:

      • - Individuais: comer, respirar, andar, dormir etc.

      • - Coletivos: fazer greve, trabalhar, assistir aulas etc.

  • Como tais ações sociais não podem ser explicadas unicamente pelas outras ciências elas foram es- tudadas pelas ciências sociais como forma de explicá-las.

  • DIVISÕES DAS CIÊNCIAS SOCIAIS:

    • Sociologia: estuda as de relações sociais e as formas de associações.

    • Economia: estuda as produções, circulação, distribuição e consumo de bens e serviços.

    • Antropologia: estuda a produção cultural, as semelhanças e as diferenças culturais entre os vários grupos humanos.

    • Ciência Política: tem por objeto de estudo o poder na sociedade.

    Obs.: Embora cada uma das Ciências Sociais esteja voltada para um aspecto da chamada reali- dade social, não há uma nítida divisão entre elas.

    • Elas se complementam e frequentemente atuam juntas para explicar os complexos fenômenos da vida em sociedade.

     Este caso foi bastante controverso, pois alguns achavam que o menino era um doente metal,
     Este caso foi bastante controverso, pois alguns achavam que o menino era um doente metal,
     Este caso foi bastante controverso, pois alguns achavam que o menino era um doente metal,
     Este caso foi bastante controverso, pois alguns achavam que o menino era um doente metal,

    SENSO COMUM X CONHECIMENTO CIENTÍFICO

    Senso Comum:

    • Falta fundamentação crítica: não se sabe o porquê.

    • Adquirido por tradição.

    • Não é refletido. Mistura-se a crenças e preconceitos.

    • É um conhecimento ingênuo, fragmentário, conservador.

    • São qualitativos, isto é, as coisas são julgadas como grandes/pequenas, doces/azedas, pesa- das/leves.

    • São heterogêneos, isto é, referem-se a fatos que julgamos diferentes, porque os percebemos como diversos entre si ex.: um corpo que cai e uma pena que flutua no ar.

    • São generalizadores, pois tendem a reunir numa só opinião/ideia coisas e fatos julgados semelhan- tes: todos os animais, plantas, seres humanos etc.

    • São subjetivos, isto é, exprimem opiniões individuais.

    • Não compreendem o que seja investigação científica, tendem a vê-la como quase como magia.

    • Costuma projetar nas coisas ou no mundo sentimentos de angústia e de medo diante do desconhe- cido. Por exemplo: ver o demônio em toda parte.

    Conhecimento Científico:

    • É objetivo, pois procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas.

    • É quantitativo, ou seja, busca medidas, padrões, critérios de comparação e de avaliação para as coisas que parecem diferentes.

    • É homogêneo, isto é, busca as leis gerais de funcionamento dos fenômenos, que são as mesmas para os fatos diferentes.

    • É generalizador, pois reúne individualidade sob as mesmas leis.

    • Só estabelece relações causais depois de investigar a natureza ou estrutura do fato estudado e suas relações com outros semelhantes ou diferentes.

    • Surpreende-se com a constância, a regularidade, a frequência, a repetição, e a diferença das coi- sas e procura mostrar que aquilo considerado “milagroso” são uma caso particular do que é regular, normal, frequente.

    • Distingue-se da magia já que opera por desencantamento ou desenfeitiçamento do mundo.

    • Afirma que, pelo conhecimento, o ser humano pode libertar-se do medo e das superstições, dei- xando de projetá-los no mundo.

    • Procura renovar-se e modificar-se constantemente.

    • Procura separar elementos subjetivos e objetivos do fenômeno.

    • Trabalha na perspectiva de relação de causa e efeito.

    CHAUI, MARILENA. Convite à Filosofia.Ed.Ática 14 ª Edição,2010. COPI, M,Irving. Introdução à Lógica”, Ed. Mestre Jou. 2ª Ed,1978