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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE

TEXTO

1. Leia duas vezes o texto. A primeira para ter noção do assunto, a segunda para prestar atenção às partes.

Lembre-se de que cada parágrafo desenvolve uma ideia.

2. Leia duas vezes cada alternativa para eliminar o que é

absurdo. Geralmente um terço das afirmativas o são.

3. Sublinhe as palavras-chave do enunciado, para evitar de se entender justamente o contrário do que está escrito. Leia duas vezes o comando da questão, para saber realmente o que se pede. Tome cuidado com algumas palavras, como : pode, deve, não, sempre, é

necessário, correta, incorreta, exceto, erro etc.

4.Se

normalmente deve situar-se no primeiro ou no último parágrafo - introdução e conclusão.

o

comando

pede

a

ideia

principal

ou

tema,

5.Durante a leitura, pode-se sublinhar o que for mais significativo e/ou fazer observações à margem do texto.

6.Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.

7.Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que remetem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc .

INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS

São consideradas implícitas todas as

informações que uma sentença veicula, sem

que o falante se comprometa explicitamente

com sua verdade.

informações precisam ser inferidas a partir

da sentença por meio de algum raciocínio que parte da própria sentença.

Pressupostos são ideias não expressas de

maneira explícita, que decorrem logicamente do sentido de certas palavras ou expressões

contidas na frase.

Essas

Se alguém nos disser que o carro parou de trepidar depois que foi ao mecânico, concluímos que o carro morria antes de ir ao mecânico ; se

esse mesmo alguém nos disser que o carro não

parou de trepidar apesar de ter ido ao mecânico, também concluiremos que o carro trepidava antes .

Sempre que um certo conteúdo está presente tanto na sentença como em sua negação, dizemos

que a sentença pressupõe esse conteúdo.

Nas frases seguintes, quais as informações explícitas e implícitas .

1. André tornou-se um antitabagista convicto.

2. Pedro é o último convidado a chegar à festa.

3. Todos vieram; até Maria.

4. Julinha foi minha primeira filha.

5. A produção agropecuária brasileira está

totalmente nas mãos dos brasileiros. 6. Os brasileiros, que não se importam com a

coletividade, só se preocupam com o seu bem-

estar e, por isso, jogam lixo na rua. 7. Frequentei a Universidade, mas aprendi

bastante

CESPE/UnB ANTAQ TÉCNICO /2009 Quando as caravelas atracaram nas límpidas águas e areias do litoral brasileiro, que em pequena distância parecia infinito, algo impressionou ainda mais aqueles inegáveis exploradores: uma enorme muralha verde parecia proteger aquelas terras. Densas árvores,

rica fauna

Algo

jamais visto, algo jamais imaginado.

Aos poucos, os portugueses perceberam que ali estava

a verdadeira riqueza daquela terra recém-conquistada.

Naquela época, a Mata Atlântica, que leva esse nome

por (nos tempos hoje ditos remotos) se estender por

quase toda a costa litorânea, atingia 1,3 milhões de

quilômetros quadrados, cerca de 12% do território

brasileiro.

Nela ocorrem sete das nove maiores bacias

hidrográficas brasileiras. Suas florestas são

fundamentais para a manutenção dos processos hidrológicos dessas regiões, assegurando a

quantidade da água potável para mais de 150

milhões de brasileiros. Mais do que pura militância,

preservar esse ecossistema significa preservar a

vida humana, já que sabemos que sem água

potável não há vida.

Gabrielle Dainezi. Mata Atlântica: a biodiversidade em perigo. In: Revista Mãe Terra. Minuano, p. 23-25 (com adaptações).

A partir do texto acima, julgue os itens subsequentes .

1 . Depreende-se das ideias do texto que os

“exploradores” (l.4) nunca tinham visto ou imaginado “águas e areias” (l.1-2) tão límpidas ou

costa tão extensa como as que encontraram no

litoral brasileiro . (E)

2 . No desenvolvimento do texto, “algo” (l.3)

corresponde a “uma enorme muralha verde” (l.4) que parecia proteger as terras brasileiras. (C)

3 . A oração iniciada por “assegurando” (l.15) pode ser interpretada como fornecendo uma causa

para a importância da Mata Atlântica; por isso,

seriam mantidas sua correção e sua coerência ao substituir o gerúndio por porque asseguram . (C)

4 . A preposição “por” (l.9) introduz uma noção de

causa ou justificativa para a denominação “Mata

Atlântica” (l.8-9) atribuída à área descrita no texto. (C)

ANTAQ TÉCNICO ADMINISTRATIVO/ 2009

TEXTO

O transporte hidroviário tem sido usado desde a antiguidade. De custo operacional muito baixo, é

utilizado no transporte, a grandes distâncias, de

massas volumosas de produtos de baixo valor em relação ao peso, como minérios.

O uso adequado de uma rede hidroviária exige

a construção de uma infraestrutura de vulto, que envolve, entre outras medidas, a abertura de canais

para ligação das vias fluviais naturais, a adaptação

dos leitos dos rios para a profundidade necessária ao calado das embarcações, a correção do curso fluvial,

a construção de vias de conexão com outras redes,

como a ferroviária ou rodoviária, e a implementação de um complexo sistema de conservação de todo o conjunto. Os custos dos

investimentos e da manutenção da infraestrutura,

no entanto, são rapidamente recuperados pela ampla rentabilidade desse modo de transporte,

existente em todos os países de economia

avançada.

Internet: <www.cepa.if.usp.br> (com adaptaçõe)

Julgue os seguintes itens com relação à organização das ideias no texto . 5 . Na argumentação do texto, defende-se a ideia de que a construção e a manutenção de um sistema de

“transporte hidroviário” (l.1) eficiente envolvem custos que só países de economia avançada podem suportar .(E)

6 . A ideia de continuidade no uso do transporte

hidroviário é marcada, no texto, tanto pelo emprego da

preposição “desde” (l.1) quanto pelo emprego da

expressão verbal “tem sido usado” (l.1 ).(C)

7 . Depreende-se do texto que “minérios” (l.4) são

transportados em grandes quantidades e têm baixo

valor relativamente ao peso .(C)

PF - ADMINISTRADOR /2014 A origem da polícia no Brasil Polícia é um vocábulo de origem grega (politeia) que passou para o latim (politia) com o mesmo sentido :

governo de uma cidade, administração, forma de governo . No entanto, com o decorrer do tempo, assumiu um sentido particular, passando a representar

a ação do governo, que, no exercício de sua missão de

tutela da ordem jurídica, busca assegurar a tranquilidade pública e a proteção da sociedade contra

violações e malefícios .( )

8 . Conclui-se do texto que, atualmente, o termo polícia

tem significado equivalente ao que apresentava em

sua origem.( E )

TEXTO A história constitucional brasileira está repleta de referências difusas à segurança pública, mas, até a Constituição Federal de 1988 (CF), esse tema não era tratado em capítulo próprio nem previsto mais detalhadamente no texto constitucional. A constitucionalização traz importantes

consequências para a legitimação da atuação estatal

na formulação e na execução de políticas de segurança. As leis acerca de segurança, nos três

planos federativos de governo, devem estar em

conformidade com a CF, assim como as respectivas

estruturas administrativas e as próprias ações

concretas das autoridades policiais.

Devem ser especialmente observados os

princípios constitucionais fundamentais a república, a democracia, o estado de direito, a

cidadania, a dignidade da pessoa humana bem

como os direitos fundamentais a vida, a

liberdade, a igualdade, a segurança. (

)

9 . Depreende-se

consequências da constitucionalização da segurança pública foi o amparo legal para a atuação do Estado em ações que visam à

segurança.( C )

das

do

texto

que

uma

(CESPE/UnB

INTELIGÊNCIA)

ABIN

OFICIAL

DE

Assistimos à dissolução dos discursos

homogeneizantes e totalizantes da ciência e da cultura. Não existe narração ou gênero do

discurso capaz de dar um traçado único, um

horizonte de sentido unitário da experiência da vida, da cultura, da ciência ou da subjetividade.

Há histórias, no plural; o mundo tornou-se

intensamente complexo e as respostas não são diretas nem estáveis.

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das ideias no texto acima . 10 . Subentende-se da argumentação do texto

que a sistematização dos gêneros do

discurso ainda é insuficiente para explicar satisfatoriamente o complexo sentido da

cultura e da ciência na formação dos

sujeitos. (E)

11 . A relação que a oração iniciada por “e as

respostas” (l.7) mantém com a anterior mostra que a função da conjunção “e” corresponde à

função de por isso. (C )

CESPE/UnB MPOG É um erro buscar o crescimento pelo crescimento, sem levar em conta os seus

efeitos mais amplos e as suas consequências.

É necessário ponderar, entre outros fatores, o impacto ambiental. É fundamental também usar

os frutos do crescimento, para aprimorar a

qualidade de vida da população de maneira abrangente, e não apenas para favorecer certos

grupos.

12 . No desenvolvimento textual, as expressões “para aprimorar” (l.5) e “para favorecer” (l.6)

expressam finalidade. (C )

13 . De acordo com a argumentação do

texto, é “um erro buscar o crescimento pelo

crescimento” (l.1) porque o importante, entre outros aspectos, é que o crescimento

permita o acesso da população a melhores

condições de vida e de renda.(C )

CESPE/UnB -Agente da PF/2009 Texto

Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país no qual vivemos. E o futuro de um país não é obra do acaso ou da fatalidade. Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos e, às vezes, até

violentos entre grupos com visões de futuro,

concepções de desenvolvimento e interesses distintos e conflitantes.

Para muitos, os carros de luxo que trafegam

pelos bairros elegantes das capitais ou os telefones celulares não constituem indicadores de

modernidade.

Modernidade seria assegurar a todos os habitantes do país um padrão de vida

compatível com o pleno exercício dos direitos

democráticos. Por isso, dão mais valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a

toda a população alimentação, moradia, escola,

hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques públicos. Modernidade, para os que

pensam assim, é sistema judiciário eficiente,

com aplicação rápida e democrática da justiça; são instituições públicas sólidas e eficazes; é o

controle nacional das decisões econômicas.

Considerando a argumentação do texto acima bem como as estruturas linguísticas nele

utilizadas, julgue os itens a seguir.

14 . Na linha 2, mantendo-se a correção gramatical

do texto, pode-se empregar em que ou onde em

lugar de “no qual”. (C )

15 . Infere-se da leitura do texto que o futuro de um

país seria “obra do acaso” (l.3) se a modernidade não assegurasse um padrão de vida democrático a

todos os seus cidadãos. (E)

16. Para evitar o emprego redundante de estruturas sintático-semânticas, como o que

se identifica no trecho “Uma nação se

constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos” (l.3-4), poder-se-ia unir as

ideias em um só período sintático Uma

nação se constrói no meio de embates , o que preservaria a correção gramatical do

texto, mas reduziria a intensidade de sua argumentação.(C )

CESPE/UnB- PF/AGENTE/ 2009

A visão do sujeito indivíduo indivisível pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como

pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos. A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é “meu” e o que é “nosso”. A pergunta que propõe é: como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que estabelecemos

Julgue os seguintes itens, a respeito das estruturas linguísticas e do desenvolvimento argumentativo do texto acima .

17 . Ao ligar dois períodos sintáticos, o conectivo

“Mas” (l.3) introduz a oposição entre a ideia de um sujeito único e indivisível e a ideia de um

sujeito moldado por teias de relações sociais. (C)

18 . A inserção do sinal indicativo de crase em “existimos previamente a nossas relações

sociais” (l.3-4) preservaria a correção gramatical

e a coerência do texto, tornando determinado o termo “relações”. (E)

Texto :A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é “meu” e o que é “nosso”. A pergunta que propõe é : como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que

estabelecemos com os outros?

19 . O emprego do sinal de dois-pontos, na linha

9, anuncia que uma consequência do que foi dito

é explicitar a pergunta proposta pela sociologia.

( C )

UnB/CESPE ABIN AGENTE DE INTELIGÊNCIA

Texto

Com o advento do século XXI, novas

ameaças ganharam relevo no mosaico dos problemas que colocam em risco a segurança

dos povos, a estabilidade dos países e a

concentração de esforços em favor da paz mundial. O terrorismo internacional, devido a seu

poder de infiltração em diferentes regiões e sua

capacidade para gerar instabilidade na comunidade internacional, constitui uma das

principais ameaças da atualidade.

A expansão do terrorismo internacional na última década está diretamente relacionada ao crescimento de sua vertente islâmica, que, por

sua vez, ampliou-se na esteira da disseminação

de interpretações radicais do Islã, que se opõem a qualquer tipo de intervenção no universo dos

valores muçulmanos e pregam o uso da violência

guerra santa (jihad) como forma de defender, expandir e manter a comunidade

islâmica mundial.

Paulo de Tarso Resende Paniago. O desafio do terrorismo internacional. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 3, n.º 4, set./2007, p. 36.

Em relação ao texto acima, julgue os itens a seguir. 20 . No texto, de tipologia predominantemente

narrativa, o autor apresenta a forma de

atuação dos terroristas no cenário internacional.( E)

21 . As vertentes islâmicas que interpretam o Islã

de forma radical pregam o uso da violência guerra santa (jihad). (C)

22 . A palavra “mosaico” (l.2) está sendo

empregada, no texto, em sentido conotativo (figurado). (C)

Texto Na atualidade, em qualquer parte do mundo, podem desenvolver-se atividades de

apoio logístico ou de recrutamento ao terrorismo.

Isso se deve à sua própria lógica de disseminação transnacional, que busca

continuamente novas áreas de atuação e,

também, às vantagens específicas que cada país pode oferecer a membros de organizações

extremistas, como facilidades de obtenção de

documentos falsos ou de acesso a seu território, além de movimentação, refúgio e acesso a bens

de natureza material e tecnológica.

A descentralização das organizações extremistas amplia sua capacidade operacional e lhes permite realizar atentados quando as

circunstâncias lhes forem favoráveis e onde

menos se espera, para potencializar o efeito surpresa e o sentimento de insegurança,

objetivos próprios do ato terrorista. Desse modo,

cidadãos e interesses de qualquer país, ainda que não sejam os alvos ideais, em termos ideológico-

religiosos, podem servir de “pontes” para que

organizações extremistas atinjam, embora indiretamente, seus principais oponentes.

Idem, ibidem (com adaptações).

Com base nas ideias, estruturas linguísticas e tipologia do texto acima, julgue os itens que se seguem .

23 . A estrutura do trecho é característica de texto

instrucional ou injuntivo. (E) 24 . De acordo com o texto, países que oferecem

facilidades para a obtenção de documentos falsos

e de acesso ao seu território ajudam a evitar a ação dos terroristas. (E)

25 . Conclui-se da leitura do texto que cidadãos de

países que não se opõem diretamente às organizações extremistas são alvos diretos das

ações terroristas. (E)

CESPE/UnB- PF/AGENTE/ 2009

A saída é a educação. Convencidos disso, empresas e governos estão bombardeando a população com campanhas de conscientização e multas, quando só as advertências não funcionarem. Independentemente da estratégia, o senso de

urgência para uma mudança de comportamento na sociedade brasileira veio para ficar. As iniciativas são louváveis. Caso a

população, porém, se sinta apenas punida ou obrigada a uma atitude, e não parte da comunidade, os benefícios não se tornarão duradouros.

26 . Na linha 11, a presença da conjunção “e” torna desnecessário o uso do travessão, que tem apenas a função de enfatizar a aplicação de

“multas”; por isso, a retirada desse sinal de

pontuação não prejudicaria a correção nem a coerência do texto. (E)

27 . A substituição de “Caso” (l.15) pela conjunção Se preservaria a correção gramatical

da oração em que se insere, não demandaria

outras modificações no trecho e respeitaria a função condicional dessa oração. (E)

(CESPE/UnB- Escrivão da PF/ 2009 )

A

história

é

lugar

onde

o

processo da superação do particular e da

afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é,

portanto, a cena da dominação; dizendo de outro

modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a dominação tem

características europeias, o que pode inclusive

ser confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e

hoje domina o mundo.

o

acontece

Julgue os seguintes itens, tomando por base a organização do texto acima .

28 . Pela argumentação do texto, infere-se que,

se não existisse globalização, também não existiria o domínio da racionalidade e, por

consequência, não haveria colonização. (E)

29 . Na linha 2, a repetição da preposição de antes de “superação”, “particular” e “afirmação”

indica que esses três termos estão empregados

como complemento do nome “processo”, caracterizando-o como acontecimento na

história. (E)

Poderíamos dizer que a dominação tem características europeias, o que pode inclusive ser confirmado historicamente. A globalização

surgiu na Europa com o movimento protestante

e hoje domina o mundo.

30 . Na organização da argumentação, a opção

pelo uso do futuro do pretérito na flexão do verbo auxiliar, em “Poderíamos dizer” (l.5),

indica que o autor, em um tempo anterior à

escrita do texto, considerava duvidosa a hipótese de a dominação ter “características

europeias” (l.6). (E)

31 . A relação entre as ideias do texto admite

que, na linha 7, fazendo-se os devidos

ajustes na letra inicial maiúscula, o sinal de ponto depois de “historicamente” seja

substituído pelo sinal de dois-pontos, de

forma a deixar explícito um argumento de confirmação histórica.(C)

CESPE/UnB- Escrivão da PF/2009

A

globalização

surgiu

na

Europa

com

o

movimento protestante e hoje domina o mundo.

32 . No período “A globalização (

9), a preposição “com” estabelece relação de

adição entre “globalização” e “movimento protestante”, podendo-se, portanto, usar o verbo

da segunda oração flexionado no plural

dominam , sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto. (E)

)

o mundo” (l.7-

.

CESPE/UnB POLÍCIA CIVIL/ES/ 2011 Bandos de homens armados perpetram anualmente 450 roubos a bancos e carros-fortes no Brasil. Tais episódios põem em risco a vida de clientes, agentes de segurança e policiais, mas o prejuízo financeiro é relativamente pequeno para as instituições. Para os bancos, a maior ameaça está

embutida nos serviços prestados pela Internet ou por

outros meios eletrônicos. As perdas resultantes de assaltos são de 50 milhões de reais anuais. Já os

crimes cujas armas são os computadores devem, em

2010, ser responsáveis por perdas de 900 milhões de

reais, dezoito vezes mais que nos assaltos

convencionais.

Os crimes eletrônicos proliferam porque

oferecem pouco risco aos bandidos, e as autoridades têm dificuldade de puni-los. O Código Penal não prevê os crimes virtuais. Quando são presos, os criminosos

respondem geralmente por estelionato, cuja pena

máxima é de cinco anos de cadeia. Se fossem condenados por assalto a banco, eles poderiam ser

punidos com até quinze anos de prisão. Por causa

dessas vantagens, há de 100 a 150 quadrilhas virtuais em atividade no país. Para reverter esse quadro, a

Federação Brasileira de Bancos tenta convencer o

Congresso Nacional a criar uma legislação específica

para punir os delitos eletrônicos, semelhante àquela

adotada há nove anos pela União Europeia.

Com base nas ideias do texto, julgue os itens a seguir.

33.Afirma-se, no texto, que os crimes

eletrônicos ocorrem cada vez mais amiúde, porque a falta de legislação específica favorece

os bandidos.(E)

34 . Infere-se do texto que, embora seja uma das mais avançadas e democráticas do mundo, a legislação brasileira não tem acompanhado o

avanço do crime virtual no país.(E)

35 . De acordo com o texto, os assaltos à mão armada são menos nocivos à

população e aos bancos do que os assaltos

eletrônicos.(E)

36.Segundo o texto, o risco de uma pessoa

ser vítima de assalto na Internet é maior do que o de ela ser assaltada em uma agência

bancária. (E)

CESPE/UnB

INTELIGÊNCIA

ABIN

OFICIAL DE

A complexidade dos problemas desarticula-se e,

precisamente por essa razão, torna-se

necessária uma reordenação intelectual que nos habilite a pensar a complexidade.

37 . No segundo parágrafo, as duas ocorrências do pronome se , em “desarticula-se” e “torna-se”, marcam a impessoalidade da linguagem empregada no texto por meio da indeterminação do sujeito. ( E )

CESPE/UnB MPOG

Se nossas empresas não estão

preparadas para a competição global devido aos velhos problemas estruturais e de

gestão tanto do governo como, por vezes,

da própria iniciativa privada , a solução é culpar os outros e nos protegermos atrás de

barreiras artificiais. Vamos nos recolher, dizem eles, e aproveitar sossegados o bom

momento do mercado brasileiro.

38. O emprego dos travessões, nas linhas 13 e 14, é suficiente para marcar

a inserção de trecho de caráter

explicativo, razão por que a vírgula depois do segundo travessão é de uso opcional e sua omissão não prejudicaria a correção do texto. (E)

PCAL/ Cargo : Agente de

Polícia) O trabalho policial , que vinha sendo visto,

necessariamente, como uma ocupação masculina ,

(CESPE/UnB

passa desde então por mudanças, na medida em que entram em crise valores característicos da

organização, como a força física e a identificação

tradicional com a figura masculina.

39 . A retirada das vírgulas que seguem os nomes

“policial” (l.15) e “masculina” (l.16) alteraria o sentido original do texto, mas manteria a sua

correção gramatical. (C )

CESPE/UnB

INTELIGÊNCIA Não se podendo repetir a relação sujeito-

objeto, é forçoso afirmar que seria impossível a

DE

ABIN

OFICIAL

reprodução exata de qualquer situação de pesquisa, o que ressalta a importância da

descrição do fenômeno e o caráter vivo dos

postulados teóricos.

40 . Logo após “pesquisa” (l.8), estaria

gramaticalmente correto e coerente com o desenvolvimento das ideias do texto o emprego

do travessão simples no lugar da vírgula. (C)

CESPE/UnB POLÍCIA CIVIL/ES

Especialmente nas áreas urbanas do

país, a sensação de medo e insegurança tem sido experimentada como grave problema

público devido à expectativa de que qualquer

pessoa pode-se tornar vítima de crime em qualquer ponto das cidades e em qualquer momento de sua vida cotidiana.

41 . Na linha 8, para concordar com os referentes “medo” e “insegurança”, a forma verbal “tem”

poderia ser flexionada no plural: têm. (E)

42 . Segundo o texto, a vulnerabilidade da

população com relação à exposição à violência urbana confere ao problema da criminalidade o

caráter de problema público de alta gravidade. (C)

CESPE/UnB - MPU -2013 “Mais uma vez, questões importantes como o voto facultativo e o distrital ficarão de fora, o que faz que as atenções se concentrem em aspectos mais polêmicos, como o financiamento público de campanha, a partir da criação de um fundo proposto por meio de projeto de lei. Se a intenção é mesmo

reduzir as margens para desvios de dinheiro, é

importante que as pretensões, nesse e em outros

pontos, sejam avaliadas com objetividade e sem

prejulgamentos.

43 . Em “se concentrem” (l.11) e “Se a intenção”

(l.13), o vocábulo se desempenha a mesma função:

introduzir oração condicional.(E)

ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL/ 2013 O que tanta gente foi fazer do lado de fora do tribunal onde foi julgado um dos mais famosos casais

acusados de assassinato no país? Torcer pela justiça,

sim : as evidências permitiam uma forte convicção sobre os culpados, muito antes do encerramento das

investigações. Contudo, para torcer pela justiça, não era

necessário acampar na porta do tribunal, de onde ninguém podia pressionar os jurados. Bastava fazer

abaixo-assinados via Internet pela condenação do pai e

da madrasta da vítima. O que foram fazer lá, ao vivo? Penso que as pessoas não torceram apenas pela condenação dos principais suspeitos. Torceram também para que a versão que inculpou o pai e a madrasta fosse verdadeira.

44 . De natureza indagativa, o texto coteja o comportamento do povo diante de determinados julgamentos. Em relação a uns, o povo se mobiliza ruidosamente; a outros, manifesta completo desinteresse. (E)

45 . As expressões nominais “os culpados” (l.4),

“os jurados” (l.7), “principais suspeitos” (l.10-11) e

o “o pai e a madrasta” (l.12) formam uma cadeia coesiva, referindo-se a “um dos mais famosos

casais acusados de assassinato no país” (l.2-

3).( E)

46 . Sem prejuízo do sentido original do texto, os

dois-pontos empregados logo após “sim” (l.3) poderiam ser substituídos por vírgula, seguida de

dado que ou uma vez que . (C)

47 . Sem prejuízo da correção gramatical e do

sentido do texto, a oração “que inculpou o pai e a madrasta” (l.11-12) poderia ser isolada por

vírgulas, sendo a opção pelo emprego desse sinal de pontuação uma questão de estilo apenas. (E)

CESPE/UnB - MPU -2013 “Inalterado desde a redemocratização, o sistema político brasileiro está finalmente diante de uma oportunidade concreta de mudanças, principalmente em relação a aspectos que dão margem a uma série de deformações e estimulam a corrupção já a partir do período de campanha

eleitoral.

48 . Estariam mantidas a correção gramatical e a

coerência do texto se, feitos os devidos ajustes de

maiúsculas e minúsculas, o trecho “Inalterado desde a redemocratização” (l.1) fosse deslocado e inserido,

entre vírgulas, imediatamente após “brasileiro”

(l.2).(C)

ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL/ 2013

O processo penal moderno, tal como

praticado nos países ocidentais, deixa de centrar-

se na finalidade meramente punitiva para centrar- se, antes, na finalidade investigativa. O que se

quer dizer é que, abandonado o sistema , em que

o órgão julgador cuidava também de obter a prova da responsabilidade do acusado (que

consistia, a maior parte das vezes, na sua

confissão), o que se pretende no sistema acusatório é submeter ao órgão julgador provas

suficientes ao esclarecimento da verdade.

49. Depreende-se do texto que é praticado

atualmente, ao menos nos países

ocidentais, um método investigativo no qual a contundência probatória da confissão é

suficiente para ensejar a condenação do

arguido. (E)

CESPE/UnB MPOG Sou contra o crescimento pelo crescimento, e ofereço todas as minhas críticas àqueles que

são a favor. Entretanto, àqueles que não buscam

nenhum crescimento, como é o caso da Europa hoje em dia, minhas críticas são ainda mais

severas.

50 . Na linha 10, o emprego do sinal indicativo de

crase em “àqueles” é exigido, na primeira

ocorrência, pela presença da forma verbal “ofereço” (l.9) e, na segunda, pela presença do

substantivo “críticas” (l.12). (C)

CESPE/UnB MPOG Para fazer frente a essas demandas, o dimensionamento adequado da força de trabalho no setor público é condição necessária, mas não suficiente. Elas requerem que o Estado atente também para a qualificação de uma força de trabalho às voltas com questões cada vez mais complicadas.

51 . No desenvolvimento da argumentação do texto, o pronome “Elas” (l.6) retoma “demandas” (l.4).(C)

52 . Na linha 7, o sinal indicativo de crase em “às voltas” decorre da presença do artigo definido e do

uso da preposição a exigida pelo substantivo

“força”.(E)

CESPE/UnB DPF- Agente de Polícia/ 2012 Dizem que Karl Marx descobriu o inconsciente três décadas antes de Freud. Se a

afirmação não é rigorosamente exata, não deixa

de fazer sentido, uma vez que Marx, em O Capital , no capítulo sobre o fetiche da

mercadoria, estabelece dois parâmetros

conceituais imprescindíveis para explicar a transformação que o capitalismo produziu na

subjetividade. São eles os conceitos de fetichismo

e de alienação, ambos tributários da descoberta da mais-valia ou do inconsciente, como

queiram.

53 . A expressão “dessas duas palavras” (l.11),

como comprovam as ideias desenvolvidas no

parágrafo em que ela ocorre, remete não aos dois vocábulos que imediatamente a precedem

“mais-valia” (l.8) e “inconsciente” (l.9) , mas,

sim, a “fetichismo” (l.7) e “alienação” (l.8). (C)

54 . A informação que inicia o texto é suficiente para se inferir que Freud conheceu a obra de Marx, mas o contrário não é verdadeiro, visto que

esses pensadores não foram contemporâneos. (E)

Texto A rigor, não há grande diferença entre o

emprego dessas duas palavras na psicanálise e

no materialismo histórico. 55 . Com correção gramatical, o período “A rigor

histórico” (l.10-11) poderia, sem se contrariar

a ideia original do texto, ser assim reescrito: Caso se proceda com rigor, a análise desses conceitos,

verifica - se que não existe diferenças entre

( )

eles . (E)

CESPE/UnB PCAL/ Cargo : Agente de Polícia) No entanto, é um iludido: com o ganhar fácil, porque seu consumo orgiástico, excessivo, o deixa sempre de bolso vazio, a repetir compulsivamente o ato criminoso; com o poder da arma de fogo, que o deixa viver por instantes um poder absoluto sobre suas vítimas,

56 . Na linha 15, a partícula “o” poderia ser corretamente deslocada para imediatamente depois

da forma verbal “deixa” — escrevendo-se deixa -o ;

na linha 17, entretanto, deslocamento semelhante — “o deixa” para deixa -o acarretaria prejuízo para a

correção gramatical do texto.(C)

CESPE/UnB ABIN OFICIAL DE INTELIGÊNCIA

Um

homem

do

século

XVI

ou

XVII

ficaria

espantado com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade.

57 . A ideia de suposição expressa na forma verbal “ficaria” (l.1) permite o emprego de submetermos, forma verbal no modo subjuntivo, em lugar de

“submetemos” (l.2), sem que se prejudiquem a

coerência e a correção gramatical do texto.(E)

58 . O emprego da preposição antes do pronome, em

“a que” (l.2), atende à regra gramatical que exige a

preposição a regendo um dos complementos do

verbo submeter.(C)

CESPE/UnB POLÍCIA CIVIL/ES

Bandos de homens armados perpetram

anualmente 450 roubos a bancos e carros-fortes

no Brasil. Tais episódios põem em risco a vida de clientes, agentes de segurança e policiais, mas o

prejuízo financeiro é relativamente pequeno para

as instituições.

59 . A conjunção “mas” (l.4) poderia ser

substituída, no texto, sem afetar o sentido ou a correção gramatical deste, por todavia ou por

entretanto . (C)

60 . O vocábulo “perpetram” (l.1) poderia ser substituído por cometem , sem que isso

acarretasse prejuízo semântico ou sintático ao

texto. (C)

61 . Na linha 3, a substituição da forma verbal

“põem” por oferecem não acarretaria erro ao texto, desde que também se substituísse a

expressão “risco a vida de” por risco à vida a . (E)

TEXTO Imagine que um poder absoluto ou um texto sagrado declarem que quem roubar ou assaltar

será enforcado (ou terá a mão cortada). Nesse

caso, puxar a corda, afiar a faca ou assistir à execução seria simples, pois a responsabilidade

moral do veredicto não estaria conosco. Nas

sociedades tradicionais, em que a punição é decidida por uma autoridade superior a todos, as

execuções podem ser públicas: a coletividade

festeja o soberano que se encarregou da justiça que alívio!

62 . De acordo com o texto, nas sociedades

tradicionais, os cidadãos sentem-se aliviados

sempre que um soberano decide infligir a pena de morte a um infrator porque se livram das

ameaças de quem desrespeita a moral que

rege o convívio social, como evidencia o emprego da interjeição “que alívio!” (l.8)(E)

63 .Mantendo-se a correção gramatical e a

coerência do texto, a oração “se alguém é

executado” (l.12), que expressa uma hipótese, poderia ser escrita como caso se execute

alguém, mas não, como se caso alguém se

execute .(C)

Texto :Nesse caso, puxar a corda, afiar a faca ou assistir à execução seria simples, pois a

responsabilidade moral do veredicto não

estaria conosco.

64. No período “Nesse caso (

conosco” (l.3-5), como o conector “ou” está

empregado com sentido aditivo, e não, de

exclusão, a forma verbal do predicado “seria

simples” poderia, conforme faculta a prescrição gramatical, ter sido flexionada na

terceira pessoa do plural: seriam.(E)

estaria

)