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O SÉCULO XVIII: DAS LUZES DO LIBERALISMO

Aline dos Santos*


Amália Tajara da Silva Aires*
Erica Patrícia Pereira1

RESUMO
Este trabalho consiste em entender o pensamento liberal que ganhou força a partir do século
XVIII, com as idéias de intelectuais como: Diderot, D’ Alembert, Voltaire, Kant e Rousseau. Criticava
o absolutismo e o conhecimento religioso, tinha a ciência como à única forma de explicar as coisas e o
via o conhecimento como conquista da liberdade e felicidade.
Palavras-chave: Intelectuais. Liberalismo. Luzes. Século XVIII.

1. INTRODUÇÃO

O século XVIII, também conhecido como século das luzes, foi marcado pelas
transformações econômicas e principalmente pela articulação dos intelectuais que alteraram a
forma de pensar o mundo. Surgiu a necessidade de uma nova ideologia própria adequada às
essas transformações que criticava o absolutismo, a religião e o antigo regime.

Nesse período a estrutura política e social do absolutismo foi atacada pela revolução
intelectual do iluminismo. Enfim a burguesia alcança o poder político. Os Estados Nacionais
passam a ver a educação com maior cuidado.

Um período em que a educação rompe com a religião, fortalecendo a tendência laica e


liberal. Os intelectuais iluministas acreditavam que a razão era a única forma de atingir o
conhecimento, recebendo influências de Diderot, D’Alembert, Voltaire, Kant e Rousseau.

2. O SÉCULO XVIII: DAS LUZES DO LIBERALISMO

Grandes transformações abalaram a Europa no século XVIII, depois da burguesia ter


alcançado o poder político era necessária a elaboração de uma ideologia própria, que
proporcionou a educação um papel importante, que ganhou grande destaque nesse século.

Outro destaque foi da figura do intelectual que tinha o papel de mediador entre a nova
ideologia e a sociedade, será o criador das luzes e seu veiculo para as massas. Como
iluministas aparecem: Diderot, D’Alembert, Voltaire, Kant e Rousseau.

A educação produzida é laica, racional, cientifica, moral, critica as tradições e o passado,


rompendo definitivamente com a religião e aristocracia.

1∗ Acadêmicas do 1º Período de Pedagogia da FACAM


As bibliotecas, as livrarias, os cafés, os teatros, também fazem parte de uma idéia
pedagógica, abraçada pela burguesia. A mulher que estava confinada no lar sai à rua, vai à
livraria, ao teatro e a igreja.

Diderot junto a D’ Alembert, visita oficinas de artesões a fim de aprender as novas


relações sociais e produtivas da época e o movimento do capitalismo e sua divisão de
trabalho. Em Enciclopédia, D’ Alembert defende que a educação seja útil ao Estado e á
sociedade. Nesse momento, Voltaire também propõe a substituição da educação dos jesuítas e
as metodologias utilizadas, pelo ensino laico útil e de formação civil.

Com a abolição da Companhia de Jesus, em 1773, o Estado ganha o domínio da escola.


Para suprir os interesses da burguesia, a escola é laica, pública e moderna. Mas foi somente
após a Revolução Francesa e a Fundação da Confederação dos Estados Americanos, que os
Estados Nacionais enfrentaram o problema escolar.

Jean-Jacques Rousseau, em Paris e Genebra tem seus livros Emílio e Do contrato social
condenados. Em Emílio, ele defende os direitos da infância e uma forma de aprendizagem
natural, e os temas centrais são o puericentrismo, a aprendizagem motivada e a dialética
autoridade- liberdade.

Para Rousseau a criança não devia ser tratada como um adulto em miniatura criticava a
artificialidade da educação, o autoritarismo e o pedantismo, via a sociedade como um
malefício para a criança.

Influenciado por Rousseau, Immanuel Kant era naturalista. Suas obras, Crítica da Razão
Pura e a Crítica da Razão Prática. Para ele a educação tinha como objetivo de transformar a
animalidade em humanidade pelo desenvolvimento da razão por meio da disciplina imposta
pelos adultos. Seria essa educação a promotora do progresso.

Nascemos fracos, precisamos de forças, nascemos


desprovidos de tudo, temos necessidade de assistência; nascemos
estúpidos, precisamos de juízo. Tudo o que não temos ao nascer, e
de que precisamos adultos, é- nos dado pela educação. Essa
educação nos vem da natureza ou dos homens ou das coisas.

(Rousseau, 1995, p.10).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim o século XVIII foi marcado de transformações que deram um novo conceito no
sentido de atender os novos valores sociais criados pela burguesia.

Vimos enormes influencias de muitos pensadores que se posicionaram contra o antigo


regime, lutavam contra a visão de mundo feudal, aristocrático e religioso, estabelecendo a
liberdade de pensamento e participação política dos cidadãos.

A educação se dará fora das escolas. Percebemos também a abertura de novas


mentalidades, as mulheres ganham espaço.
O século das luzes expressou o pensamento de Rousseau acreditava que a criança deveria
ser educada de maneira natural, com liberdade, cara e incentiva, com a finalidade de que fosse
despertada a bondade e as qualidades naturais do ser humano. Influenciado por Rousseau,
Kant também criticava a educação dogmática.

Novas propostas surgiram como a garantia de liberdade e de igualdade para todos perante
a lei, tendo em vista que somente nobres tinham direitos.

Portanto Luzes significam o poder da razão humana de interpretar e reorganização.

ABSTRACT
This work is to understand the liberal thought that has gained strength from the eighteenth century, with the
ideas of intellectuals such as Diderot, D'Alembert, Voltaire, Kant and Rousseau. Criticized absolutism and
religious knowledge, had science as the only way to explain things and saw knowledge as a victory of freedom
and happiness.
Keywords: Intellectuals. Liberalism. Lights. Century.

REFERÊNCIAS

ARANHA, Maria. História da educação e da pedagogia: Geral e Brasil.3ed. São Paulo:


Moderna, 2007.

ARANHA, Maria. História da Educação. In: ______.O Século XVIII: das luzes do
liberalismo. São Paulo: Moderna, 1989.