Você está na página 1de 6

Integração da auto-avaliação da Biblioteca Escolar/ Centro de

Recursos Educativos no processo de avaliação da escola

1ª parte – Enquadramento

Sendo a BE/ CRE por excelência o local de trabalho e


aprendizagem ao serviço da escola é lógico e essencial a sua
ligação à escola e ao sucesso educativo.

O reconhecimento do seu papel crucial depende muitas vezes da


Direcção da escola e da mentalidade mais ou menos aberta à
mudança e à inovação.

A generalização / avanço do uso das TIC e da Internet e o facto de


de muita documentação estar publicada on line redefiniram as
necessidades dos utilizadores, bem como as prioridades
educativas.

O Professor coordenador deve cooperar com os outros professores


em relação ao currículo e tendo em mente o sucesso dos alunos.
Tem de se inquirir constantemente acerca das práticas de gestão e
do impacto que as mesmas têm na escola e no sucesso educativo
dos alunos. Uma das suas preocupações deve ser a demonstração
do valor da BE através da recolha de evidências e da comunicação
contínua com os diferentes stakeholders da avaliação.

Em relação à avaliação das escolas, o D.L. 115-A/98 e legislação


subsequente determina que cabe à Assembleia de Escola aprovar
o Projecto Educativo e acompanhar e avaliar a sua execução.
Cabe-lhe também apreciar os resultados do processo de avalição
interna da escola. A Lei nº 31, de 20/12/2002 defende um sistema
de avaliação externa e de auto-avaliação. Quanto a esta última, no
capítulo II, artigo 6º, define-se que ela é obrigatória e assenta nos
termos de análise seguintes: a) grau de concretização do projecto
educativo e o modo como se prepara e concretiza a educação, o
ensino e as aprendizagens das crianças e alunos; b) nível de
execução das actividades proporcionadoras de climas e ambientes

1
educativos capazes de gerarem as condições afectivas e
emocionais de vivência escolar propícia à interacção, à integração
social, às aprendizagens e ao desenvolvimento integral da
personalidade das crianças e alunos; c) desempenho dos órgãos
de gestão das escolas e agrupamentos, abrangendo o
funcionamento das estruturas escolares (…) a gestão de recursos e
a visão inerente à acção educativa…. ;

d) sucesso escolar (…)

e) prática de uma cultura de colaboração entre os membros da


comunidade educativa.

Em relação à auto-avaliação da BE eu penso que ela se articula


com esta auto-avaliação da escola, nomeadamente nas alíneas b) e
c), embora também seja importante avaliar até que ponto as
competências adquiridas pelos alunos na recolha da informação e
subsequente utilização influem ou não no sucesso escolar.

No que diz respeito à alínea e), o professor coordenador e demais


equipa afecta à BE, interage com diferentes agentes, a começar
pelo director(a), outros professores, os funcionários, os pais e os
alunos.

O professor coordenador deve ter uma função de agregador junto


da equipa e demais agentes da comunidade educativa. A sua
capacidade comunicativa, de saber gerir recursos, de dar solução
aos problemas, contribuirá para uma maior valorização da BE.

A escolha do domínio a ser avaliado deve ser fundamentada e


justificada perante a Direcção, que por sua vez a levará a
Pedagógico para aprovação.

Do mesmo modo deverá ser feito um relatório-síntese do relatório


de Auto-avaliação da BE/CRE, o qual integrará o relatório de
avaliação interna da escola, avaliando-se o impacto da BE na
escola.

Concluindo, “I tis vital that library evaluation is closely linked to the


evaluation is closely linked to the evaluation of other aspects of the

2
school and related to the overall aims of the school, in particular
support for effective teaching and learning.” 1

2ª Parte

A realidade da minha escola / Agrupamento

Sou professora bibliotecária na Escola Básica 2,3 da Terrugem /


Agrupamento Alto dos Moinhos. Só este ano é que entrámos na
rede de bibliotecas escolares, logo só no final deste ano é que
iremos aplicar o modelo de auto-avaliação. No entanto, sempre
fizemos relatórios trimestrais e de final de ano referindo o nº de
leitores e as actividades desenvolvidas (gráficos) e fazendo uma
avaliação crítica sobre o funcionamento do CRE.

A Directora da minha escola desde a primeira hora que valorizou a


biblioteca escolar, constituindo-se este ano a equipa que engloba
uma educadora (representando o pré escolar), um professor do 1º
ciclo, um colega do 2º ciclo (ligado à informática) e uma professora
do 3º ciclo (de Língua Portuguesa), além de mim que exerço as
funções de coordenação. Pretende-se dinamizar mais o espaço
biblioteca, além de estarem previstas actividades direccionadas aos
Jardins de Infância e escolas do 1º ciclo.

Em princípio estamos a pensar fazer a auto avaliação incidindo no


domínio C, mas claro que essa decisão terá de ser fundamentada e
carece de aprovação em Conselho Pedagógico.

O factor que considero como inibidor à recolha de evidências é a


falta de tempo, pois os colegas da equipa não têm muitas horas de
trabalho atribuídas no CRE (6 horas no máximo) e a coordenadora,
se bem que esteja a tempo inteiro, desdobra-se por uma
multiplicidade de tarefas, “roubando-lhe” muito tempo o atendimento
aos alunos e o tratamento documental.

3
Plano de acção

A equipa terá de pensar na elaboração de inquéritos e o timing mais


adequado para a sua aplicação, quer a alunos, quer a professores.

O tratamento dos mesmos será já uma fase posterior; entretanto,


teremos de reunir e combinarmos a melhor forma de recolha das
evidências (distribuição de trabalho? Constituição de um dossier?).

A escola está também este ano a começar a fazer a sua auto-


avaliação, tendo-se constituído uma equipa que está a receber
formação nesta área.

No final, tal como atrás foi dito, as conclusões que retirámos terão
de ser resumidas e incluídas no relatório de Auto-avaliação da
escola.

Notas

(1) Incorporing library provision in school self-evaluation / Sarah


McNicol, p. 7 [em linha]. Disponível na Internet via www.

URL: http://www.informaworld.com.eresources.shef.ac.uk/

Arquivo capturado em 14/10/09

4
Bibliografia

ALAIZ, Vitor; Góis, Eunice; Gonçalves, Conceição – Auto-


Avaliação de Escolas Pensar e praticar. – Porto: Edições
Asa, 2003

Mansfield, Katherine – O modelo de Auto-avaliação no


contexto da Escola/Agrupamento (disponível na plataforma
Moodle RBE) [em linha]. Disponível na Internet via www.

URL: http://www.rbe-min-edu.pt

Arquivo capturado em 09/11/09

McNicol, Sarah - Incorporing library provision in school


self-evaluation[em linha]. Disponível na Internet via www.

URL: http://www.informaworld.com.eresources.shef.ac.uk/

Arquivo capturado em 14/10/09

PORTUGAL.LEIS E DECRETOS

Lei nº 31 de 20/12/2002 publicada no Diário da República Iª


Série A

5
6