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FAE FACULDADE ANGLICANA DE ERECHIM

GILBERTO CARLOS ASSMANN

TECNOLOGIAS DE REDES LOCAIS

ERECHIM/RS

2014

GILBERTO CARLOS ASSMANN

TECNOLOGIAS DE REDES LOCAIS

Trabalho teórico referente à disciplina Redes e Servidores do curso Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Anglicana de Erechim.

Orientador: Prof. Marcos A. Lucas

ERECHIM/RS

2014

RESUMO

Este trabalho tem por objetivo conhecer e estudar a história e o funcionamento básico das redes de computadores, enfatizando principalmente nas tecnologias de redes locais (LANs), apresentando de maneira simples e resumida os principais eventos que contribuíram para o surgimento, crescimento e evolução das redes de computadores, a partir das primeiras pesquisas, aplicações comerciais, até os dias atuais.

O estudo relacionado ao funcionamento básico das redes locais (LANs) é baseado principalmente nos protocolos Ethernet, Token Bus, Token Ring, ARCnet, FDDI, DQDB e 802.11. Veremos o funcionamento básico e principais características de cada um deles no decorrer deste trabalho.

Palavras-chave: redes de computadores - redes locais protocolos.

ABSTRACT

This paper has the objective know and study the history and basic operation of computer networks, mainly emphasizing on local networks technologies (LANs), presenting of a way simple and summarized the main events who have contributed to the emergence, growth and evolution of computer networks, from first researches, commercial applications, to the present day.

The study related to the basic functioning of local networks(LANs) is mainly based on protocols Ethernet, Token Bus, Token Ring, ARCnet, FDDI, DQDB e 802.11. We will see the basic operation and main characteristics of each of them in elapsing of this paper.

Key-words: computer networks - local networks - protocols.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

6

1

POR QUE USAR REDES?

9

2

ETHERNET

10

3 TOKEN BUS

11

4 TOKEN RING

12

 

5 FDDI

13

6 ARCNET

14

 

7 DQDB

15

8 802.11

16

9 QUADRO COMPARATIVO

18

CONCLUSÃO

19

REFERÊNCIAS

20

INTRODUÇÃO

Redes de computadores é um conjunto de dois ou mais computadores e outros dispositivos (impressoras, scanners, modems e etc.), interligados entre si, via cabos de rede (coaxial, par trançado, fibra óptica e etc.), microondas de rádio, ondas de infravermelho ou via satélite, cujo principal objetivo é conectar estes equipamentos entre si, possibilitando a troca de dados e recursos entre eles. Estas redes podem ser classificadas através da sua topologia lógica (maneira como os dados são compartilhados em uma rede) ou física (maneira como a estrutura física da rede é montada). As redes ainda podem ser classificadas de acordo com área que abrangem; LAN (Rede de Área Local), MAN (Rede de Área Metropolitana) e WAN (Rede de Área Geograficamente Distribuída).

Às primeiras redes de computadores surgiram durante os anos 60, quando os primeiros minis e microcomputadores começaram a ser comercializados, fazendo com que muitas empresas instalassem estes computadores em suas dependências e que muitos usuários tivessem um equipamento destes em sua residência. Com o tempo, surgiu à necessidade de interligar diferentes equipamentos entre si, dentro de uma empresa ou em uma localidade.

Os primeiros estudos referentes à interconectividade de computadores foram feitos no início dos anos 60 por três grupos diferentes de pesquisa. Em 1961, Leonard Kleinrock, dos laboratórios MIT. Em 1964, Paul Baran do Rand Institute, Donald Davies e Roger Scantlebury do National Physical Laboratory, foram os pioneiros na busca de maneiras para transformar a comutação de circuitos (utilizado em redes telefônicas, é uma técnica de alocação constante de recursos, que necessita de uma conexão dedicada para a transmissão contínua de dados, ou seja, não pode haver pausas) em comutação de pacotes (técnica utilizada até os dias atuais, onde a transmissão de dados entre computadores consiste em encaminhar estes dados individualmente a todos os computadores de uma rede, permitindo pausas e retransmissões de pacotes).

Em 1967, Lawrence Roberts publicou a ARPAnet (precursora da internet), primeira rede por comutação de pacotes, nos laboratórios da ARPA (Advanced Research Projects Agency). Nos anos seguintes outras redes com princípios na comutação de pacotes surgiram, ALOHAnet (precursora das redes wireless), rede via microondas de rádio que interligava às

ilhas do Havaí, nos EUA e, TELENET, rede comercial da BBN, com tecnologia inspirada na ARPAnet.

Em uma rede, o responsável pela comunicação é o protocolo, um conjunto de regras que gerenciam o modo como a comunicação entre os computadores é feita. Os primeiros protótipos de protocolos de comunicação em rede surgiram no início dos anos 60. BSC-1 (Bynary Synchronous Communications) para a transmissão de dados de maneira automatizada e o BSC-3, permitindo a integração do usuário com o sistema através de terminais, pela empresa IBM. A Xerox Corporation lançou em 1970 o conjunto de protocolos de rede XNS (Xerox Network Systems). A IBM, em 1974, lançou o seu conjunto de protocolos de rede chamado de SNA (Systems Network Architecture). Um ano mais tarde, em 1975, a Digital Equipment Corporation lançou o DECnet.

Durante os primeiros anos da década de 70, os protocolos criados funcionavam apenas interligando os componentes (placas de redes, placas controladoras e etc.) de rede de um mesmo fabricante. Com isso, os usuários ficavam reféns de um único fabricante, surgiu então à necessidade de interligar sistemas diferentes em uma mesma rede. As empresas perceberam que seria mais vantajoso se diferentes equipamentos pudessem conectar-se entre eles, pois isso aumentaria a produtividade e diminuiria os custos. Foi então que os primeiros estudos foram iniciados buscando uma padronização de comunicação entre computadores.

Em 1973, Robert Metcalfe apresentou o Ethernet, protocolo de comunicação para redes locais que viria a ser o mais utilizado em LANs até os dias atuais. Em 1974, supervisionados pela DARPA (Agencia de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), Vinton Cerf e Robert Kahn lançaram o TCP (Transmission Control Protocol), uma pilha de protocolos para a interconexão de redes através da entrega sequencial de pacotes, mais tarde, esse trabalho de entrega de pacotes ficaria a cargo do protocolo IP, ficando o TPC, responsável apenas pela organização na chegada dos pacotes. Em 1983, o TCP/IP tornou-se oficial, sendo obrigatório estar em todas as máquinas e dominou e continua dominando o mercado até os dias atuais.

Em 1986, surgiu a NSFnet, substituindo a ARPAnet e que funcionou como um backbone (uma espécie de rede principal pela qual todos os dados de todos os clientes

passam) da internet, até meados de 1995. Ainda em 1986, foi desenvolvido o DNS (Domain Name System), protocolo utilizado para a conversão de endereços IP em letras, por isso conseguimos acessar um site digitando o seu nome e não o seu endereço IP. No final de 1990, foi lançado o Word Wide Web (nosso famoso WWW), por Tim Berners-Le. Um sistema de documento interligados e executados na internet, desenvolvido com a construção de um servidor, páginas web e o primeiro navegador do qual se tem notícia, WordWideWeb. Ainda no ano de 1990, foi lançado o protocolo ATM (Asynchronous Transfer Mode), possibilitando o compartilhamento de voz e vídeo em redes de computadores. Na segunda metade dos anos 90, foram padronizados os protocolos 802.11 (wireless) e Bluetooh, ambos para a comunicação sem fios. Nos últimos anos, pouca coisa mudou em relação à tecnologia aplicada na transmissão de dados, continua-se utilizando padrões adotados nas décadas passadas. Com o surgimento das linhas de internet banda-larga, via rádio e via satélite e com os baixos custos destes serviços, cada vez mais temos pequenas redes ao redor do mundo, conectando-se com outras, formando uma rede gigante e cada vez mais crescente.

1 POR QUE USAR REDES?

Nos dias atuais, nossos computadores possuem uma grande convivência social, comunicando-se com diversos computadores ao redor do mundo através da internet (a maior das redes de computadores).

As redes de computadores estão tão presentes em nossas vidas nos dias atuais, sejam em nossa casa, lojas, mercados, bancos, aeroportos, universidades, que nos tornamos reféns delas e muitas vezes nem percebemos que estamos diante de uma rede e que ali está ocorrendo uma grande troca de dados e compartilhamento de recursos.

Quando falamos em troca de dados e compartilhamento de recursos através da rede, estamos nos referindo ao envio de mensagens de voz via rede, correio eletrônico e qualquer dado de computador, compartilhamento de impressoras, modems (que permitem que você e seu vizinho, que possuem apenas uma assinatura de internet, possam compartilhar a banda nas duas casas) e etc. A internet é o maior exemplo de troca de dados e compartilhamento de recursos, acessamos e compartilhamos dados com computadores remotos em todo o mundo e, na maioria das vezes, não estamos preocupados com onde estão armazenados os dados que estamos acessando.

Agora imagine como seria a "vida" do seu computador se ele não pudesse "sair de casa". Ele teria acesso apenas aos dados armazenados em seu disco rígido e eventualmente, acesso a dados dispostos em pen-drivers, cds e dvds. Ele teria uma "vida social" muito pobre e você, provavelmente nem ia querer ter um em casa.

Observamos, portanto, o porquê de usarmos redes de computadores, através da troca dados e compartilhamento de recursos criamos um ambiente de trabalho, estudo e conhecimento, dinâmico e interativo, muito mais prático e rápido, possibilitando que a informação circule velozmente e de maneira mais segura, otimizando inúmeros processos, seja em uma universidade, empresa ou em nossas próprias casas conectadas à internet.

2 ETHERNET

O protocolo Ethernet foi desenvolvido por Robert MetCalfe para a Xerox Corporation em 1973, após ter escrito um comunicado aos seus chefes contando-lhes sobre o potencial dessa tecnologia em redes locais. Na época, a Xerox buscava uma maneira de conectar os computadores da empresa em um mesmo cabo, iniciou-se então, através de Robert MetCalfe,

os primeiros estudos para a criação de uma topologia de barramento para uma rede local, estes estudos seguiram pelos 3 anos seguintes. Em 1976, a Xerox construiu uma rede com velocidade de 2,94 Mbps (megabits por segundo) que conectava mais de 100 computadores em um cabo de 1 km, esta rede foi batizada de Ethernet, em homenagem ao éter luminoso, o único cabo coaxial utilizado para interligar os computadores.

Em 1980, as empresas Xerox Corporation, Digital Equipment Corporation e Intel Corporation lançaram uma padronização para o protocolo Ethernet, que foi batizado de DIX Ethernet (inicial das três empresas) e que foi padronizado posteriormente pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) como padrão 802.3.

O Ethernet é um protocolo de rede local (LAN) que define como os dados serão transmitidos fisicamente através dos cabos de uma rede. As redes Ethernet podem usar basicamente dois tipos de topologias, Estrela e Barramento, na primeira, todos os computadores estão ligando fisicamente a um mesmo cabo através de um equipamento concentrador como um hub, a segunda é uma topologia lógica (ou seja, maneira como a informação percorre a rede) que ocorre dentro desse hub. Todos os dispositivos da rede, direta ou indiretamente, estão conectados a um mesmo meio de transmissão e isso significa que toda

a informação transmitida na rede é recebida por todas as máquinas, mesmo que uma informação não seja para ela.

Para resolver isso, o protocolo Ethernet endereça cada pacote com o endereço físico da placa de rede daquele computador e com o endereço físico da placa de rede do computador para o qual será enviada a mensagem. Não existem duas placas de rede com endereços iguais, com isso, a mensagem transmitida em um mesmo cabo é recebida por todos os computadores

da rede, mas receptada apenas pelo computador que possui aquele endereço físico.

Em uma rede Ethernet, apenas uma transmissão pode ocorrer no cabo por vez. Se duas máquinas tentarem transmitir ao mesmo tempo, uma colisão acontece. Para isso, o protocolo Ethernet utiliza um algoritmo de acesso ao meio físico chamado CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Acess/Collision Detection) que define a maneira como a informação é transmitida ao meio físico. Com este algoritmo, qualquer máquina está autorizada a transmitir informações, a qualquer momento e sem noção de prioridade. Cada máquina verifica o meio antes de transmitir, ou seja, "escuta" o cabo para ver se ele está livre. Se ele estiver, então é feita a transmissão. Se uma colisão ocorrer, as máquinas envolvidas voltam a verificar o cabo e tentam uma nova transmissão após um tempo aleatório.

3 TOKEN BUS

O Token Bus (802.4) é um protocolo de comunicação em redes locais que foi muito

utilizado por redes industriais no final dos anos 70, início dos anos 80, principalmente pela empresa General Motors.

O Token Bus permite a transmissão de dados em uma rede montada fisicamente na

topologia de barramento, mas que funciona em uma topologia lógica de anel, onde cada estação conhece o endereço das estações vizinhas. Dentro desse anel circula uma ficha (token) de transmissão. Essa ficha é que dá o direito a um computador da rede de transmitir uma informação. Quando o anel lógico é iniciado, os computadores colocam-se nele sequencialmente seguindo a ordem decrescente do valor de seu endereço físico. O computador da rede que possuir o endereço físico mais alto é o primeiro a ter o direito de transmitir uma informação no barramento e dá início a circulação desta ficha dentro do anel.

Após transmitir, ele endereça a ficha ao computador imediatamente seguinte a ele no anel lógico (independente da localização física daquele computador no barramento), este pode ou não transmitir durante um espaço de tempo e logo a ficha é repassada adiante no anel. Com isso, colisões simplesmente não existem em redes Token Bus.

4 TOKEN RING

Token Ring é um protocolo de redes locais (LAN), desenvolvido pela IBM durante os anos 80 e padronizada pelo IEEE em seu padrão 802.5.

Uma rede Token Ring opera originalmente a uma velocidade de 4 Mbps à 16 Mbps utilizando um cabo par trançado e é implementada fisicamente em uma topologia de estrela, onde as estações se conectam umas às outras através de um dispositivo concentrador central, geralmente um hub. Internamente neste dispositivo concentrador, as redes Token Ring estão interligadas através de um anel lógico.

Essa tecnologia exige que o meio de transmissão esteja livre para que um computador possa transmitir, por isso, todas as máquinas possuem um determinado tempo livre para transmitir e só podem transmitir durante aquele período de tempo, mesmo que nenhuma outra informação esteja sendo transmitida na rede.

Dentro do anel lógico, circula uma ficha (token) de um computador a outro essa ficha é gerada e monitorada pelo primeiro computador da rede a ser ligado - a máquina que desejar transmitir, precisa esperar essa ficha chegar até ela (e vazia) e então ela pode transmitir. Um pacote é então enviado dentro dessa ficha, o computador que receber a transmissão, esvazia a ficha e envia de volta como "lida", com esse modelo de transmissão, colisões de pacotes simplesmente não existem. Apenas lembrando, em uma rede Token Ring uma transmissão feita é recebida por todos os computadores da rede, a transmissão passa de computador em computador, mas só é interceptada por aquele que tiver o endereço físico de destino especificado naquele pacote. Caso uma ficha contendo um pacote dê uma volta toda na rede e não encontre o computador com o endereço de destino especificado, o computador monitor da rede (o primeiro que foi ligado e gerou a ficha) a esvazia e envia uma mensagem para a rede informando que aquele computador não existe na rede.

Possuindo apenas uma ficha circulando o tempo todo, uma rede Token Ring se torna muito pouco produtiva, para isso foi criada uma função chamada de Early Token Realese onde duas fichas são enviadas para a rede, cada uma em um momento diferente, com isso, elas não se encontram já que vão circular a uma mesma velocidade e o desempenho da rede

simplesmente dobra. Mesmo assim, as redes Token Ring perderam muito espaço, principalmente para o padrão Ethernet e atualmente são utilizadas basicamente apenas em redes médias e grandes e que sejam muito congestionadas. Porém, o custo de montar uma rede Token Ring é bastante elevado, já que os hubs, placas de redes e até os conectores de redes tem que ser próprios para essa tecnologia.

5 FDDI

O FDDI (Fiver Distributed Data Interface) é um protocolo de redes locais (LAN) e redes metropolitanas (MAN) que utiliza cabeamento por fibra óptica, padronizado em 1987 pela ANSI (American National Standards Institute) como padrão X3T9.5. Foi desenvolvido da necessidade de uma rede de alto desempenho, transmitindo originalmente a uma taxa de velocidade de 100 Mbps.

Uma rede FDDI é implantada em uma topologia de anel duplo, onde cada um dos anéis opera em sentido contrário ao outro. O primeiro destes anéis funciona como rota normal para as transmissões, o segundo, entra em cena caso ocorra algum erro com o primeiro como, por exemplo, uma queda na conexão. Quando um computador percebe que há um problema na rede ele transmite uma mensagem de erro ao computador anterior a ele na rede, este por sua vez, transmite essa mensagem ao computador anterior a ele e também responde ao computador que lhe enviou a mensagem e assim segue a comunicação até que um dos computadores não responda a mensagem de erro, este será, portanto, o responsável pelo problema no anel e será excluído pela rede que se ajustará para funcionar sem aquele computador. Desta maneira, a rede não tem suas transmissões interrompidas caso haja algum problema.

O protocolo FDDI, assim como acontece com o Token Ring e Token Bus já estudamos o funcionamento básico destes protocolos neste trabalho - , usa o sistema de ficha (token) para a transmissão de pacotes e quando um computador quer transmitir um pacote, ele captura esta ficha (se ela estiver vazia) e substitui pelo pacote de dados. Porém no FDDI, é possível a utilização de diversas fichas para o acesso ao meio físico, pois estas fichas circulam

sempre a uma velocidade diferente umas das outras e estão em locais diferentes dentro do anel, dessa maneira não há colisões entre as transmissões e o desempenho da rede é muito maior que nas redes Token Ring e Token Bus.

O padrão FDDI é bastante utilizado em redes de alto desempenho e principalmente,

utilizado para a interligação de redes através de um backbone, onde neste caso, o cabo duplo

da fibra óptica utilizada pelo FDDI é o próprio backbone.

6 ARCNET

O ARCnet (Attached Resource Computer Network) é um protocolo de rede local

(LAN), desenvolvido por John Murphy para a empresa Datapoint Corporation em 1977, como uma alternativa mais barata às alternativas existentes na época e padronizado posteriormente com o padrão ANSI ARCnet 878.1. Durante seu inicio, até meados dos anos 80, a ARCnet era o principal concorrente do protocolo Ethernet, pois era mais barato e fácil de implantar,

expandir e modificar.

Uma rede ARCnet sustenta uma topologia física em estrela, com um concentrador central interligando as estações. Logicamente, a interligação é feita através de um barramento. As redes ARCnet utilizam tanto cabo coaxial simples quanto trançado para as transmissões e transmitem a uma velocidade pouco produtiva de apenas 2,5 Mbps, principal razão pelo seu quase desuso total atualmente.

O padrão ARCnet também utiliza o sistema de ficha (token) para a transmissão de

dados. Aqui, uma estação da rede é eleita (geralmente a estação com número de nó mais baixo) como controladora e passa a enviar uma ficha de permissão a cada outro computador da rede. Quando um computador quer transmitir, ele captura a ficha vazia e transmite o seu pacote que é recebido por todos os computadores da rede, mas capturado apenas pelo computador com o endereço de destino especificado naquele pacote transmitido. O computador que recebeu a ficha contendo o pacote a esvazia e reenvia como “lida” para que o

computador remetente saiba que ela chegou e para que uma nova transmissão possa ser feita por outro computador da rede. Atualmente o protocolo ARCnet encontra-se praticamente extinto, sendo utilizado apenas em redes muito antigas.

7 DQDB

O DQDB Distributed Queue Dual Bus é um protocolo de rede local (LAN) e rede metropolitana (MAN). Desenvolvido originalmente pela Telecon da Austrália sob o nome de QPSX (Queued Packet and Synchronous circuit eXchang), foi padronizado pelo IEEE, em 1987 como padrão 802.6. Em 1988, as primeiras redes foram implantadas, como a Bell Atlantic.

O DQDB caracteriza-se por ser um protocolo de rede de alto desempenho,

transmitindo a até 300 Mbps através de cabeamento por fibra óptica e possuindo uma grande tolerância a falhas. Opera logicamente em um barramento duplo, onde cada um dos cabos transmite dados em direção oposta ao outro e é implantado fisicamente em uma topologia de anel.

Na transmissão e recepção de dados, cada computador da rede tem acesso físico aos

dois barramentos, usando o barramento de transmissão para transmitir e o barramento de recepção para receber. Esse controle e sincronização geralmente são feitos por uma estação controladora localizada no início dos barramentos podendo trabalhar em conjunto com uma estação escrava, localizada no final do barramento - através do sinal de relógio, igual em todas as estações da rede. Um sistema de fila mantém a ordem na transmissão. O protocolo utiliza dois campos para ter acesso aos slots (unidades de transferência de dados, contendo um tamanho fixo, são os responsáveis por “carregar” os pacotes de dados), ocupação e requisição. Quando uma estação quer transmitir ela envia um slot de requisição pela rede, a estação controladora então envia um slot vazio para que ela possa transmitir. Os slots ocupados são que estão em transmissão.

Uma rede DQDB suporta a transmissão de dados, vídeo e voz e transmite há grandes taxas de transmissão, mas devido aos seus altos custos de implantação, foi logo perdendo espaço no mercado para padrões como o ATM. Atualmente é pouco utilizada.

8 802.11

O 802.11 (wireless/wi-fi) é um padrão de comunicação sem fio para redes locais, ou seja, a interligação dos mesmos sem a utilização de cabos e utilizando micro-ondas de rádio, padronizado pelo IEEE em 1987. Teve origem por volta de 1985, pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA que lançou as frequências de banda ISM (Industrial, Scientific and Medical) para uso sem necessidade de licença. Em 1991, a NCR Corporation/AT&T inventou na Holanda, o precursor do 802.11, chamado de WaveLAN que transmitia com taxas de 1 Mbps à 2 Mbps. Nos anos seguintes, Vic Haynes, membro do IEEE esteve envolvido nos estudos da padronização do 802.11, vindo a ser chamado de o "pai do wi-fi". Em 1999, a Wi- Fi Alliance foi formada para manter os padrões da marca Wi-Fi, no qual a maioria dos produtos é vendida hoje em dia.

O padrão IEEE 802.11 utiliza um esquema de transmissão chamado CSMA/CA, que vimos anteriormente no estudo do protocolo Ethernet. Antes de iniciar a transmissão, o transmissor "escuta" o canal (neste caso, o canal de rádio frequência) para verificar se ele está disponível. Se ele não detectar nenhuma transmissão em andamento, então ele inicia a transmissão. Após a primeira transmissão ter sido feita, todas as máquinas da rede são configuradas para transmitir em um determinado período de tempo, deste modo, evita-se colisões na rede (na verdade, colisões podem acontecer em um único momento, que é o momento da primeira transmissão se duas ou mais máquinas verificarem o canal e tentarem realizar a primeira transmissão ao mesmo tempo), pois nenhuma máquina, em momento algum irá transmitir no mesmo período de tempo. Caso decorra o tempo estipulado e nenhuma máquina transmita, então a rede volta ao estado normal, ou seja, esperando uma nova primeira transmissão ser realizada, então o processo de configurar a rede acontece novamente. Lembrando que as transmissões feitas em um canal são recebidas por todos os computadores dentro de um determinado alcance.

O padrão IEEE 802.11 utiliza basicamente duas técnicas de transmissão por rádio, FHSS (técnica que utiliza diversas faixas de frequência divididas em canais, onde há uma troca aleatória de canal de tempos em tempos) e DSSS (semelhante a técnica FHSS, mas aqui, a troca dos canais é feita de maneira sequencial, ou seja, pré-definida, é mais rápida e menos segura que a tecnologia FHSS).

Em redes 802.11, um barramento lógico determina como ocorre a comunicação entre os equipamentos. Já a maneira como os aparelhos se interligam (lembrando que não há conexões físicas em uma rede 802.11) podem ser classificados em três modos: BSS (Basic Service Set), equipamentos comunicam-se entre si através de um concentrador central (Acess Point) geralmente conectado a uma rede cabeada; ESS (Extented Service Set), equipamentos conectados a diversos concentradores, estes geralmente estão conectados a uma rede cabeada; IBSS (Independent Basic Service Set), rede formada apenas pelos equipamentos interligados diretamente uns aos outros, sem o uso de um concentrador.

As frequências, taxas de transmissão e distância de alcance das redes 802.11 variam de acordo com o país, região, fabricante, local e instalação. Lembrando que barreiras físicas diminuem a intensidade do sinal.

Atualmente as redes 802.11 estão em rápido crescimento, cada vez é maior o número de dispositivos que suportam essa tecnologia, além disso, a eliminação de cabos e outros equipamentos de rede torna essa tecnologia mais barata.

9 QUADRO COMPARATIVO

Características

Ethernet

Token

Token

ARCnet

FDDI

DQDB

802.11

Ring

Bus

Topologias

Física

Física

Física

Física

Física e

Física

Lógica

estrela

estrela

estrela

barramento

Lógica

anel

barramento

Anel

e

Lógica

Lógica

Lógica

Lógica anel

Lógica

em três modos:

barramento

anel

Barramento

barramento

BSS, ESS e IBSS

Taxas de

10 a 100 Mbps

4 a 16 Mbps

1 a 10 Mbps

2.5 Mbps

100 a 200 Mbps

300 Mbps

1 a 100 Mbps

transmissão

Meios de

Cabo coaxial

Cabo especial

Cabo coaxial

Cabo coaxial

Fibra óptica

Fibra

Micro-ondas de

transmissão

grosso, fino

blindado ou

simples ou

óptica

rádio

ou trançado

cabo par

trançado

ou fibra

trançado

óptica

Comprimento

550 metros

366 metros

100 metros

600 metros

200 km

60 km

Dependem da

máximo por

segmento da

região, ambiente

rede

e antena

utilizada

Status atual

É o tipo mais utilizado

Em constante

Encontra-se

Quase em

Tipo

Atualmente

Muito utilizado e em constante aprimoramento

desuso

extinto

total desuso

bastante

é pouco

utilizado

utilizado

CONCLUSÃO

Evidencia-se neste estudo a importância das redes de computadores em nossas rotinas, desde os primeiros estudos até as últimas implantações, cada vez mais as redes de computadores tomam um grande lugar nos ramos dos negócios, pesquisas, educacional e em nossas vidas.

Percebemos as diversas diferenças que existem entre diferentes tipos de redes e suas topologias e os diferentes tipos de protocolos, onde se percebe que eles são a parte fundamental da história das redes de comunicação, pois são eles que gerenciam as diversas maneiras de como a comunicação acontece.

Apesar da grande maioria das tecnologias de redes que vimos neste estudo serem, de certo modo, antigas, percebemos que boa parte delas continuam sendo muito utilizadas, implementadas e servindo de modelo para novas tecnologias que surgem.

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